– O perigo da dependência virtual das crianças hiper conectadas!

Um risco dos tempos modernos: crianças reféns da tecnologia, que se tornam viciadas em tablets e smartphones. Uma “overdose” virtual segundo especialista!

Extraído de: Revista Isto É, ed 2427, página 51, por Luldmilla Amaral

OS RISCOS DA INFÂNCIA NA REDE

Livro discute o uso da tecnologia pelas crianças e alerta para os perigos da dependência virtual

Especialistas em comportamento digital apontam que as crianças brasileiras são mais ativas do que a média mundial na internet, o que as tornam perigosamente dependentes dos ambientes virtuais. Celulares e tablets são cada vez mais usados para entreter os pequenos em situações de estresse, como refeições em restaurantes, por exemplo. Perfis em redes sociais também são criados muito precocemente. Diante deste cenário, já imaginou o que aconteceria se, de um dia para outro, todos os aparelhos eletrônicos deixassem de funcionar?  Essa é a proposta de Juliana Grasso, no recém-lançado livro “Amanhã, como será?”, da Tempo Editora.

Com foco no público infanto-juvenil, a publicação conta a história de Gabriel, um garoto de 11 anos dependente de computadores, tablets e smartphones que se vê completamente perdido após uma tempestade destruir todos os seus aparelhos eletrônicos. Com o acidente, o menino, que usava os dispositivos para estudar, se comunicar e brincar, precisa redescobrir as brincadeiras e alegrias de uma infância sem tecnologia. A autora  se inspirou nas experiências cotidianas para escrever o livro.

“A tecnologia está super disponível, tanto para adultos, quanto para crianças. Hoje, mesmo muito novinhas, elas assistem a vídeos pelo celular na hora de comer, o que faz muito mal”, diz Juliana. “É possível retomar as formas antigas de contato, aprendizado e recreação.” Para ela, essa overdose de tecnologia na infância pode transformar meninas e meninos em adultos antissociais e dependentes. Pesquisa “Kids of Today and Tomorrow – Um olhar Bem Próximo Sobre Essa Geração”, da Viacom Internacional Media Networks, valida essa afirmação. Ela indicou que, apesar de o cenário ser sombrio em praticamente todos os países desenvolvidos, as crianças brasileiras têm uma predisposição maior ao vício virtual.

“É possível retomar as formas antigas de contato, aprendizado e recreação”

Juliana Grasso

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– Motivos para não estar no Facebook! Cometerei um Facebookcídio?

Muita gente não quer estar no Facebook. Embora a Rede Social seja quase uma obrigação para alguns, há aqueles – que como eu – pensam seriamente em sair do “Face”. 

Pessoas irritantes achando que você está à disposição 24 horas para respondê-las, sabichões, contestadores de plantão e, principalmente, radicais!

Radicais da fé, do futebol e da política. Há gente de todo tipo e que não respeita a opinião alheia. Cansado de ver aqueles que criam animosidades com outros devido a esse tripé, e incomodado com “gifs e correntes” bobocas, sinto-me cada vez mais estimulado para cometer um “Facebookcídio” (embora, a curto prazo, não farei).

Nesta época próxima às Eleições, certamente será “um pé no saco” entrar no Facebook, Twitter, Instagram… aliás, já está sendo! O que aparece de pré-candidatos pedindo votos (gente que nunca vi)!

Compartilho, abaixo, o interessante texto de Eugênio Bucci (jornalista, professor da ESPM e da ECA-USP), escrito para a Revista Época de 11/06/2012), sobre a importância e explicações para se estar fora do Facebook. Repare: se o texto, que é antigo, se torna bem claro aos nossos dias, imagine com o sem número de Fake News que invadem a Timeline hoje!

PORQUE NUNCA ENTREI NO FACEBOOK

– Não, não estou no Facebook

“Quando a gente diz isso numa roda, num jantar ou num ponto de ônibus, a conversa silencia. Olhares incrédulos saltam sobre nossa figura tímida, como luzes de otorrinolaringologistas do futuro, tentando investigar nossas limitações ocultas. Analfabetismo digital? Conservadorismo? Alguém arrisca um”em que planeta você vive?”. Outro sente pena e tenta ser simpático:”Até minha avó está no Face, é tão friendly”. Aí, vem aquela voz categórica, que procura dar o sinal definitivo dos tempos: “Minha filha já nem usa mais e-mail. Com ela, é tudo pelo Facebook”. É assim que os 46,3 milhões de brasileiros que mantêm um perfil pessoal na maior rede social do planeta tratam os outros, os que estão de fora. Fazem ar de espanto. Fazem chiste, Bullying, assédio moral.

E não obstante:

– Não, não estou no Facebook.

E acho que tenho razão. Errados estão os 845 milhões de viventes que, em todas as línguas, em todos os países, puseram lá suas fotografias (tem gente sem camisa!) ao lado de seus depoimentos confessionais. Viventes e morrentes, é bom saber. Há poucas semanas, o escritor Humberto Werneck, em sua coluna dominical no jornal O Estado de S. Paulo, registrou um dado um tanto mórbido. Quando um sujeito morre – isso acontece, o perfil do defunto fica lá, intacto. O perfil do morto não entra em putrefação, nem vai para debaixo da tela. Os outros usuários, estes vivos, mas desavisados, podem “curtir” até cansar. O perfil não se mexe nem sai de cena. Não há coveiros digitais no tempo real. De todo modo, como não frequento isso que Werneck chamou de “cemitério virtual”, não posso saber como é. Apenas presumo que deva ser aflitivo. Também por isso, ali não entro nem morto.

A fonte da minha resistência, contudo, não está nessa situação terrível, não da morte em vida, mas da vida em morte a que a grande rede pode nos sentenciar. Também não está nas fotos de gente sem camisa. A evasão de intimidades em que estamos submersos é a regra totalitária. Até mesmo a fé – algo ainda mais íntimo que o sexo – ganhou estatuto de espetáculo nas telas eletrônicas, e a transcendência do espírito se converteu em explicitude obscena. Entre o lúbrico e o religioso, não é o festival abrasivo nauseante de intimidades que me mantém distante. Não é também a frivolidade.

O que mais me afasta desse tipo de rede social é o comércio. Nada contra as feiras livres, que, em qualquer lugar, em qualquer tempo, concentram as mais autênticas vibrações da cultura (a melhor porta de entrada para o viajante que quer conhecer uma cidade é a feira livre). Agora, o comercio no Facebook é outra história. Ele é ainda mais funéreo que a presença dos clientes mortos que não pagam nem arredam pé. Ali, a mercadoria é o freguês, o que vai ficando cada dia mais evidente, com denúncias crescentes sobre o uso de informações pessoais mercadejadas pelos administradores do site. Ali dentro, as mais exibicionistas intimidades adquirem um sinistro valor de troca para as mais intrincadas estratégias mercadológicas.

Já no tempo do Orkut – no qual também nunca pus os pés, ou os dedos, ou os dígitos – esse fantasma existia. Hoje, no Facebook, o velho fantasma é corpóreo, material, indisfarçável em seu jogo desigual. O usuário alimenta o usurário – com seu próprio trabalho, não remunerado. Clicando “curti” para lá e para cá, o freguês fabrica alegremente o “database marketing” que o vende sem que ele saiba. Estou fora. Muito obrigado.

Desconfio que esse padrão de relacionamento não é leal e não vai tão longe quanto promete. Não se mantiver o mesmo modelo. Mesmo como negócio, o Face dá sinais de ter batido no teto. A empresa menos de um mês e, desde então, as ações despencam. Já perderam mais de 24% de seu valor. Nesse período, o fundador e presidente executivo, Mark Zuckerberg, ficou USS 4,7 bilhões mais pobre. O Facebook precisa mudare, por enquanto, mudará sem minha ajuda, sem meu trabalho gratuito. Seguirei com meu cômodo bordão:

– Não, não tenho Facebook.

Dá para viver sem. Se me acusarem de dinossauro lamuriento, posso me defender. Tenho celular e sei operar controle remoto de televisão. Uso o Google, mas com um pé ressabiado bem atrás. Sabia fazer download de planilha Excel, mas esqueci. A tecnologia nos engolfa, eu bem sei, e não há como ficar de fora. Mas uma coisinha ou outra a gente ainda pode escolher. Um “não” ou outro, a gente ainda pode dizer.

– Não, não estou no Facebook.

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– O mundo antissocial das redes sociais é, da forma que é, por conta do cérebro não conseguir entender a relação e não ser algo natural. Além, claro, dos algoritmos…

Leio na edição 1046 da Revista Época, uma entrevista muito bacana, com Janaína Brizante (ela é uma neurocientista da USP e da Duke University). A doutora, dias atrás, falou sobre como nosso cérebro está despreparado para lidar com as redes sociais!

A especialista critica o fato de pais permitirem crianças usarem o WhatsApp, alegando que estranhos podem entrar na vida do menor sem o conhecimento deles (pelo uso das funções que permitem apagar as conversas e pais não saberem do ocorrido). Fala ainda sobre como os adultos perdem tempo no mundo virtual fuçando a vida dos outros ou discutindo coisas com vários usuários, sem se preocupar com conversar fisicamente, que gasta muito menos tempo para as mesmas discussões.

O exemplo mais citado da dificuldade nas relações físicas e virtuais é que estamos nos dedicando ao contato virtual com tamanho “empenho”, que as pessoas já não conseguem enxergar o quanto sacrificam a falta de contato físico real. O usuário de Facebook, Twitter, Instagram e Whatsapp, que fica preso a esse mundo e seus amigos da Web, é a personificação do indivíduo anti-social real por conta das redes sociais virtuais!

Enfim: o natural é interagir, agarrar, tocar, abraçar, ver, sentir. Pela Web, não dá.

Mas há outro fator a abordar, que a Dra Janaína não foi questionada mas se observa no dia-a-dia: a questão dos algoritmos do Facebook, onde a Rede Social impõe o que mais visitamos, sem ordem cronológica sequencial e com todas as postagens de usuários à vista. Uma pessoal fanática de alguma crença, tende a ver preferencialmente aquilo que ela crê e repulsas ao que não crê. Em outras searas, idem, tornando a pessoa radical!

Não é mais fácil ajudar o mundo a ser mais tolerante acabando com esses algoritmos e permitindo todas as opiniões? De radicalismo virtual o mundo já está cheio e o cérebro sensato não suporta (e nem consegue), como lembrado acima.

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– A Sociedade dos Esquizofrênicos: se o cara não gosta de um perfil na Web, por quê o segue na Rede Social? RESPEITE-SE A OPINIÃO!

Uma das coisas que mais me assusta no mundo virtual é a observação de que, em meio às pessoas de bem e sensatas que publicam suas opiniões, infiltram-se fanáticos que não aceitam as ideias alheias e querem impor a todo custo suas ideias.

São “donos da verdade”, “mestres do assunto” e justiceiros dos “tribunais de Facebook e Twitter”.

Cansa só de visualisá-los nas timelines, não?

E eles se fazem presentes nas 3 áreas mais conflitantes que o ditado popular tanto prega para se evitar discussão: Política, Futebol e Religião!

  1. Na POLÍTICA, se você critica o atual governo por alguma coisa qualquer, torna-se anti-Bolsonaro e por tabela lulista (mesmo tendo criticado Lula quando presidente e na época sendo taxado de fascista – termo que poucos conhecem profundamente mas que se usa popularmente desde  algum tempo). É Deus no Céu e Bolsonaro na Terra (ou: Deus no Céu e Lula na Terra, na visão extrema do outro radicalismo). Na verdade: bando de “paga-pau” de antes, que se tornam bajuladores de hoje e infelizmente podem ser influenciadores do amanhã. Isso vale àqueles que tem cargo de confiança em Prefeituras ou no Estado e se desesperam em garantir o emprego como ovelhas doutrinadas pelo pastor. Chega a ser nojento o fanatismo insensato e de conduta interesseira.
    Ops: não reclamo de quem apoia esse ou aquele, mas me perturba o “seguir cegamente” e querer impor sua opinião sobre a minha, desrespeitosamente.
  2. No FUTEBOL, acontece algo parecido. Se você criticar o Corinthians, é porque você é palmeirense. Na semana seguinte, dependendo do assunto, vira são-paulino. Dias depois santista ou volta a ser corintiano. E há aqueles que xingam, ofendem, falam o que querem pois alegam que “estão nas Redes Sociais”. E daí? A Educação só vale para o mundo real, no virtual prostitui-se a dignidade?
  3. Na RELIGIÃO, ficou tão chato quanto os outros tópicos. Dispensa se alongar no assunto.

Ô mundo complicado, vaidoso e de ocasiões oportunas…

Dito isso, fica a pertinente colocação: o cara se incomoda com o perfil do outro mas não deixa de seguir no Facebook, no Instagram ou no Twitter? Incompreensível! A Rede Social é livre, segue-se a quem quiser (ou não se segue a quem não se quer). Ponto final.

E pensar que as pessoas brigam por homens que buscam o poder, por alguns que jogam bola ou ainda por aqueles que se dizem ser mais íntimos dos outros junto a Deus…

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– Os influencers do Instagram

Ser um “influenciador” nas Redes Sociais é algo novo para muitos. E rentável de acordo com a personalidade.

O jogador Neymar, por exemplo, para fazer publicidade no seu Twitter, cobra valores milionários. Afinal, ele tem milhões de seguidores e a audiência do produto será grande (com a vantagem de que quem segue o atleta, logicamente, vai ter algum interesse ou simpatia pelo mesmo).

Hoje, além do YouTube remunerando os chamados “influencers”, existe como grande fonte de renda o Instagram. A modelo e atriz Bruna Marquezine cobra R$ 150 mil para postar um produto ou uma marca em seu “Insta”, onde muitos acharão que ela realmente consome aquilo que divulga. Idem à atriz Marina Ruy Barbosa e outras tantas globais. Fora as permutas de diversos artistas, onde você faz o acordo de ganhar algo em troca de publicidade na Rede Social (por exemplo: uma celebridade passar dias num resort paradisíaco a troco de fotos identificando-o e o elogiando).

Tal situação parece nova, mas não é. Lembram quando a Rede Globo começou a colocar produtos e empresas dentro das novelas, fazendo uma publicidade no meio da história? A questão é que mudou apenas quem influencia: não mais a emissora, mas o artista em si.

A propósito, não gosto do nome “influenciadores”. Todos somos facilmente influenciados? Talvez não. Uns podem ser mais do que outros, mas a ideia remete é que se o artista X fizer a propaganda do produto Y, o retorno é imediato. Não é bem assim… a escolha dos nomes e mercadorias / serviços deve ser cuidadosa. Para um caipira como eu, que apesar de estar presente no ambiente virtual, desconhece os “músicos da atualidade” e os artistas da “nova geração”, pode ser diferente a percepção…

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– A live do Roberto Carlos pelos seus 79 anos.

Nestes momentos em que bastante gente vem fazendo live na Web (muitos por cooperação, outros por altruísmo e alguns artistas por conta do mercado mesmo), eis que o Rei Roberto Carlos fará uma na comemoração de seu aniversário, no próximo domingo (19h45, pelo seu YouTube e também pelo Globoplay).

Sou fã confesso das suas canções! Aprendi a ter tal bom gosto musical com meu pai e minha mãe, compartilhei essa paixão com minha esposa, ensinei minha filha mais velha a gostar (ela tem 11 anos) e até minha pequena de 2 aninhos sabe cantarolar o La-la-la-la-la-la-lá repetitivo de “A Guerra dos Meninos”

Nesse horário, amanhã, não perderei por nada essa live. O aniversário é dele, mas o presente será dado a nós!

Ops: a canção citada pela minha caçulinha, aqui: https://youtu.be/e1DPd8hKmk4

– A água tônica é o grande remédio?

‪Cada pérola que se acha na Internet… e a moça não fica nem vermelha?‬

Quer dizer que a água tônica é boa contra o Covid-19? E a informacao secreta enfim foi revelada!

Só pode ter gravado essa barbaridade para aparecer… tal insanidade não é possível.

‪Em: https://twitter.com/WalfridoWarde/status/1250228747732647936/video/1‬

 

 

– Redes Antissociais? A Internet não pode ser tóxica.

O que você quer de uma Rede Social?

Eu quero ter o direito de opinar o que pensomas devo respeitar, logicamente, o que os outros pensam. Afinal, não é um ambiente particular de publicação, é uma rede na sociedade (e precisamos ter boa educação, evidentemente).

Dentro dessa ideia, me custa crer que as pessoas, quando não concordam com alguém, resolvem não debater, mas ir à página alheia ofender! Não existe diálogo social na Rede Social?

Discutir é importante, sobrepor opinião ou desqualificar a sua… não vale. 

Aliás, quem inventou essa história de que “amigo” de Rede Social necessariamente é seu amigo? Pode ser um hater! Essa história de amigo virtual faz com que repensemos quem faz parte da nossa rede e que seja amigo, conhecido, interessado ou apenas curioso.

Se percebemos a toxidade de uma Rede Social (ou seja: que ela não faz bem), vale pensar: vale a pena estar nela? Ou melhor: vale a pena estar com quem, dentro dela?

O que seria entretenimento, informação e diversão, não pode nunca ser fardo.

Facebookcídio: usuários contam por que saem do Facebook (e por que ...

 

 

– O certo e o errado na Internet

Quantas vezes ouvimos falar que a Internet é a “janela do mundo”? Que ela é o exemplo concreto da Globalização? Que sem internet um estudante não conseguirá nada? E tantas outras frases apológicas sobre a Rede Mundial de Comunicação por Computadores…

Mas, segundo levantamento feito recentemente por uma associação científica norte-americana, divulgada por diversas mídias, somente 6% das informações divulgadas na rede são úteis e verdadeiras. Os outros 94% de dados são falsos, sem comprovação científica, com apologia a crimes e outras barbaridades mais. E é esse o ponto de discussão: o que é bom e o que é ruim na Internet? Como filtrar os bons sítios ou sites que devemos nos relacionar?

É claro que a Internet não é só informação ou trabalho, mas também diversão e entretenimento. Vide as comunidades virtuais, como Facebook, ou modismos, como Second Life. Mas muitas vezes as inutilidades formam erroneamente a mente das pessoas, bitolam ou deturpam a índole e os propósitos dos menos esclarecidos.

A Internet é ótima, basta saber usá-la. Ou é péssima, pois engana, mente, e vicia. A propósito, é grande o números de grupos, na mesma medida do bem-sucedido Alcoólicos Anônimos, que surgem com o nome de Internautas Anônimos.

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– O aplicativo Zoom é seguro?

Dias atrás, surgiu a informação de que o FBI pediu para seus agentes evitarem o uso do App Zoom, por possíveis invasões na rede (chamadas de Zoombombing). Não compartilhar links de reuniões acabou sendo uma determinação oficial, já que a falta de segurança se daria, num primeiro momento, a de acessar o conteúdo mesmo sem senha (quando o link era fornecido).

Posteriormente, questionou-se o envio de dados não autorizados do Zoom para o Facebook a partir dos dispositivos da Apple e, para “ajudar”, houve o problema do questionamento da real criptografia ou não (como questionada anos atrás ao WhatsApp.

Nesta onde de críticas, grandes empresas começaram a evitar o uso desse aplicativo com medo de roubo de dados e/ou vazamento de informações das conversas. Entretanto, a empresa diz estar ciente de tudo, negando algumas coisas e corrigindo outras.

A questão é: o uso do Zoom disparou nos últimos dias, principalmente com o ensino eletrônico a distância.

Compartilho uma das matérias que fala sobre o assunto, em: https://tecnologia.ig.com.br/olhar-digital/2020-04-03/zoom-e-seguro-entenda-os-escandalos-de-privacidade-envolvendo-o-aplicativo.html

ZOOM É SEGURO?

O aplicativo de videoconferência Zoom ficou ainda mais famoso durante o período de isolamento social, mas sua privacidade vem sendo questionada

A política de isolamento adotada por vários países para conter o avanço do novo coronavírus (Sars-CoV-2) tornou o Zoom familiar para muito mais gente. Com bilhões de pessoas isoladas em suas casas, o aplicativo criado em 2013 como uma plataforma on-line para videoconferências ganhou novos usos, que vão de reuniões entre amigos e familiares a festas de aniversário e bares virtuais. Sob os holofotes do sucesso, a empresa agora enfrenta escândalos de privacidade e segurança cibernética.

O primeiro baque aconteceu na semana passada, após o site Motherboard publicar uma análise do aplicativo para o sistema operacional iOS . De acordo com a publicação, após fazer o download e abrir o app, o “Zoom se conecta à Graph API do Facebook ”, a porta de entrada e saída de dados da rede social .

Leia também: Aplicativo de videoconferência Zoom envia dados dos usuários para o Facebook

“O que a companhia e sua política de privacidade não deixam claro é que a versão iOS do aplicativo Zoom está enviando alguns dados para o Facebook, mesmo quando os usuários do Zoom não têm uma conta na rede social”, diz a reportagem.

Após a repercussão negativa, a companhia atualizou o aplicativo, removendo o SDK — Software Development Kit — do Facebook , que o conectava à rede social . A empresa informou que nenhuma informação pessoal era repassada, apenas dados sobre o aparelho, como versão do sistema operacional, horário, operadora, modelo do dispositivo, tamanho da tela, poder de processamento e espaço de armazenamento.

Em comunicado assinado pelo seu diretor legal, Aparna Bawa, o Zoomenfatizou que “não vende dados de usuários” e que “nunca vendeu dados de usuários no passado e não tem intenção de fazê-lo no futuro”. Além disso, garantiu ainda que “não monitora as conversas e seus conteúdos” e cumpre com todas as legislações sobre privacidade, incluindo o GDPR (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados da União Europeia) e a CCPA (Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia).

Leia também: Inteligência artificial e segurança: entenda porque dados devem ser protegidos

Por causa dos escândalos, um processo foi aberto contra a companhia numa corte federal americana, em San Jose, na Califórnia , pedindo investigação para checar se a plataforma cumpre os requisitos legais no estado.

Desculpa por definição de criptografia

Mas o inferno astral do Zoom não terminou por aí. Uma análise do “The Intercept” revelou que as comunicações por vídeo na plataforma não são criptografadas de ponta a ponta, como seu site e seu white paper de segurança proclamavam. Isso não significa que as comunicações não são seguras. A empresa usa o TLS, padrão dos navegadores, usado em muitos outros sites e aplicativos .

Esse tipo de criptografia protege o tráfego entre o terminal do usuário e o servidor da companhias, mas não entre dois terminais de usuários, como define a criptografia ponta a ponta, usada em plataformas como o WhatsApp e o Signal .

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Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (1), a empresa se desculpou “pela confusão que causamos por sugerir incorretamente que as reuniões no Zoom eram capazes de usar a criptografia de ponta a ponta”.

“O Zoom sempre se esforçou para usar a criptografia para proteger conteúdos no maior número possível de cenários e, nesse espírito, usamos o termo criptografia de ponta a ponta”, reconheceu a companhia. “Embora nunca tivéssemos a intenção de enganar nossos clientes, reconhecemos que existe uma discrepância entre a definição amplamente aceita de criptografia ponta a ponta de como nós a estávamos utilizando”.

Não bastassem os escândalos de privacidade , começaram a surgir denúncias de vulnerabilidades na segurança . O engenheiro de software Felix Seele descobriu que o arquivo de instalação para computadores Mac usava uma técnica popular entre criadores de malwares para burlar restrições impostas pelo sistema operacional. O problema já foi corrigido.

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Esses problemas fizeram com que o FBI emitisse um alerta a seus agentes para tomarem cuidado ao usarem a plataforma. Segundo a agência de investigação americana, estão acontecendo casos de invasões em teleconferências , que foram apelidadas como “Zoombombing”. Por isso, os funcionários devem adotar medidas de precaução, como não compartilhar o link de reuniões de maneira pública e exigir senhas para participação.

Elon Musk proíbe aplicativo

Já a SpaceX , do bilionário Elon Musk , proibiu que seus funcionários façam uso da plataforma para conferências e reuniões. “Por favor, usem e-mail, mensagens de texto ou telefone como maios alternativos de comunicação”, dizia comunicado interno enviado a funcionários no último dia 28, revelado nesta quarta-feira (1) pela agência Reuters.

Com o bombardeio de denúncias, o diretor executivo do Zoom , Eric Yuan, divulgou um comunicado aos usuários se desculpando pelas falhas. “Nós nos esforçamos para fornecer um serviço ininterrupto e a mesma experiência que fez do Zoom a plataforma de videoconferência preferida para empresas em todo o mundo, além de garantir segurança e privacidade”, afirmou. “No entanto, reconhecemos que não atingimos as expectativas de privacidade e segurança dos usuários — e as nossas próprias. Por isso, sinto muito”.

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Apesar dos problemas, o uso da plataforma explodiu nas últimas semanas. Segundo Yuan, mais de 90 mil escolas em 20 países adotaram o Zoom para ferramentas para o ensino a distância . No fim de dezembro do ano passado, o número máximo de participantes diários em conferências foi de 10 milhões. Em março, esse número aumentou para 200 milhões.

Com capital aberto desde abril do ano passado, a empresa viu suas ações dispararem com a pandemia, nadando contra a corrente de desastre nas bolsas de valores. Desde a oferta pública inicial, os papéis se valorizaram em 96,92%, sendo que neste ano a alta acumulada é de 79,44%, apesar da queda de 13,5% nos últimos cinco dias.

“Durante este período de isolamento, nós no Zoom nos sentimos incrivelmente privilegiados por estarmos na posição de ajudar as pessoas a se manterem conectadas”, disse Yuan.

App de vídeochamadas Zoom é acusado de propaganda enganosa sobre ...

– E não é que existe mesmo Shadowban?

Eu pensei que era “lenda da Internet”. Mas existe mesmo! O “Shadowban” (ficar escondido / despercebido no Instagram, silenciado pelo próprio App) aconteceu comigo.

Ainda estou tentando resolver, mas saiba o que é e como evitá-lo, abaixo,

Extraído de: https://postgrain.com/blog/instagram-shadowban/

O QUE É SHADOWBAN DO INSTAGRAM (E COMO EVITÁ-LO)

Por acaso você sentiu o número de seguidores do seu perfil parar de crescer? O engajamento das suas publicações diminuiu? As fotos não aparecem quando pesquisadas pelas hashtags usadas? O que chamamos de shadowban do Instagram pode ser o responsável por reduzir o alcance do seu perfil no Instagram.

O termo está sendo bastante comentado pelos especialistas em marketing digital, mas muitos profissionais ainda não sabem o que isso significa. Não temos garantias de que o shadowban do Instagram é o que realmente vem afetando o alcance das publicações ou se é uma questão de ajuste de conteúdo.

Juntamos todas as informações que temos sobre o tema, aqui nesse post. Então, caso você ache que foi afetado pelo shadowban, continue lendo que tenho certeza que achará as respostas para muitas das suas dúvidas!

O que é o shadowban no Instagram?

O termo “shadowban” existe desde 2006, mas, apenas recentemente, se disseminou pelo público digital. Por definição, um shadowban é o ato de bloquear um usuário de uma rede social de forma que ele não perceba que foi banido.

Antes de tudo, lembre-se que o Instagram vem implementando um novo algoritmo desde junho de 2016. Como consequência, muitas contas sentiram uma diminuição extrema no envolvimento de suas publicações. Mas, o fato de seu engajamento não está tão bom quanto antes, não significa necessariamente que você foi atingido pelo temido shadowban do Instagram.

Vamos à explicação de fato: um Instagram shadowban é quando suas hashtags se tornam “impossíveis de serem vistas” na aba de descoberta. Ou seja, você pode usar suas hashtags normalmente, contudo, suas publicações só aparecerão nos feeds dos seus seguidores atuais. O que, basicamente, acaba com todo o propósito de usar hashtags estratégicas para fazer com que novos seguidores sejam atingidos pelas suas publicações.

Com isso, suas imagens não poderão ser vistas nos feeds de hashtag de todos aqueles que NÃO o seguem, reduzindo, obviamente, o alcance do seu perfil e tornando, assim, muito mais difícil alcançar uma audiência que ainda não é a sua.

Como saber se seu perfil realmente foi atingido?

Para ter certeza de que seu perfil foi atingido pelo shadowban do Instagram, definimos um passo a passo bem simples:

1. Faça uma publicação no perfil que você desconfia que foi sofreu o shadowban, utilize uma das hashtags que você usa frequentemente, mas que seja menos utilizada, isso vai te ajudar nos próximos passos;

2. Peça que 5 perfis que NÃO o seguem, pesquisem pela hashtag que você usou na publicação e se sua publicação está sendo exibida no feed de hashtags;

3. Se sua publicação não estiver aparecendo para essas pessoas nesse feed, sua conta realmente pode ter sido enquadrada no shadowban.

Mas, não existe necessidade para pânico, vamos ensinar como corrigir o problema!

Como evitar?

Depois de muitas pesquisas, reunimos aqui algumas das razões que podem causar esse problema no seu perfil.

1. Uso de automação, bots e compra de seguidores e ações;

Os termos de uso do Instagram são claros como água: você não pode realizar nenhum tipo de automação, isso inclui ferramentas que realizem qualquer tipo de ação pelo seu perfil. Mas como o Instagram descobre? Bem, em um momento sua ação é realizada na Rússia- onde está localizado o IP da ferramenta de automação que você contratou. No momento seguinte, você acessa o aplicativo pelo seu celular, no Rio de Janeiro, e um segundo IP é registrado por eles. Opa, o Instagram já acende a luz do alerta de que algo de estranho tá acontecendo: como a mesma pessoa está em dois lugares diferentes ao mesmo tempo?

2. Hashtags “quebradas”

Confira se as hashtags que você usa não estejam “banidas” pelo Instagram. É só procurar a hashtag no Instagram, se apenas a seção superior, chamada “principais publicações” aparecer e nada mais, é provável que a hashtag tenha sido banida pelo Instagram. Fique atento e não deixe de fazer essa pesquisa frequentemente. Até mesmo hashtags inocentes acabam sendo usadas para um contexto diferente, como é o caso da hashtag #petite. Como você pode ver na imagem abaixo, é uma hashtag usada pra contextos bem diferentes do que imaginamos apenas lendo a palavra.

3. Usar as mesmas hashtags por muitos meses

Alguns usuários afetados pelo shadowban do Instagram perceberam que por estarem usando continuamente as mesmas hashtags por longos períodos de tempo, o Instagram detectou como spam. Mesmo que você use as mesmas hashtags para manter a continuidade nas publicações, tenha cuidado com o uso, não confie nem mesmo em hashtags criadas pelas marcas. Na realidade, segundo o próprio Instagram, não devemos confiar muito em hashtags em geral! Ainda estamos de olho nessa suspeita, mas recomendamos manter suas hashtags sempre atualizadas e alterá-las sempre que possível.

4. Atividades muito intensas

Se você, de repente, seguir ou deixar de seguir muitas pessoas, ou curtir uma número de alto de publicações, o Instagram percebe que não se trata de ações do dia a dia de um usuário normal, isso pode causar alguns problemas, fique esperto! Tente fazer um uso moderado das ações, tentando nunca realizar interações de maneira robótica.

O que o Instagram fala sobre o shadowban?

Pelo fato de que alguns usuários que não estavam fazendo spam terem sido atingidos pelo “fenômeno”, no começo do ano, o Instagram publicou em sua página do Facebook reconhecendo que o problema com as hashtags é real. Contudo, ao invés de admitir que implementaram o “shadowban”, a empresa disse que havia realizado “melhorias no sistema”. E, pasme, quando foram pressionados por uma resposta sobre como solucionar, disseram que não tinham recursos para resolver o problema.

Encontrar as melhores hashtags para o seu mercado faz parte de uma estratégia de marketing no Instagram! Ou estamos todos enganados? Não se sabe ainda se o shadowban do Instagram tem alguma relação com a maneira como a rede social vem querendo monetizar seu negócio através dos anúncios pagos. De qualquer forma, acaba forçando os perfis comerciais a investir em publicidade paga, isso não podemos negar! Afinal, de uma forma ou de outra, atrapalha a visibilidade dos perfis na aba de pesquisas por hashtags e também daqueles que usam ferramentas de automação.

Como faço para resolver o shadowban no meu perfil?

A gente já escreveu aqui no blog sobre o suporte do Instagram, e sobre como não é a maneira mais fácil, muito menos mais rápida de se conseguir informações. Por isso, a melhor maneira que achamos foi reunindo soluções que funcionaram para outros usuários:

1. Dê um tempo das atividades na sua conta do Instagram

Aguardando um período de 24 a 48 horas sem realizar ações de qualquer tipo no seu perfil, a conta volta ao normal.

2. Revise suas hashtags

Verifique se as hashtags que você usa estão sendo bloqueadas pela rede social. Aproveite, também, para criar um novo mix de hashtags para usar nas suas próximas publicações.

3. Repense o uso de automação

Como adiantamos na dica 1, a primeira coisa a fazer é parar de usar serviços automatizados por um período (de 24 a 48 horas). Outra solução é diminuir a velocidade das ações automatizadas. Em algumas ferramentas, existem os níveis de velocidade de “Lento” a “Rápido”, opte pela primeira opção.

4. Diminua a frequência das suas publicações

O Instagram analisa qualquer característica de spam que um perfil possa vir a ter. A quantidade de publicações que seu perfil realiza também entra nesse critério de análise. Tente manter um número de publicações que um perfil pessoal realiza, por exemplo.

5. Mude de perfil comercial para perfil pessoal

Como dito, pode ser que o Instagram esteja focando nas contas comerciais visto que é mais provável que elas sejam impactadas negativamente pelo shadowban, aumentando as chances de comprar anúncios. Assim, ao mudar de perfil comercial para pessoal, é possível que você “saia” do radar do Instagram.

6. Engaje organicamente com o seu público

Aproveite esse período sem ferramentas de automação para conhecer melhor seus seguidores, faça manualmente essa pesquisa de hashtags e comente nos perfis que acha interessante para a sua marca.

Conclusão

Se você usa o Instagram de forma natural, sem realizar ações de forma exagerada, sem se comportar como um robô e verifica as suas hashtags sempre que possível, fique tranquilo! Não recebemos nenhum feedback de perfis atingidos pelo shadowban do Instagram sem que uma dessas ações que listamos aqui no post tenham sido realizadas.

Não faz muito sentido que o Instagram puna os usuários que estão usando a plataforma de forma autêntica, fazendo uso exatamente como ela foi planejada para ser usada.

O Instagram se atualiza com frequência, assim, de tempos em tempos as coisas inevitavelmente vão mudar no algoritmo. Dessa forma, esse post pode ser atualizado com mais informações em breve, tá ok?

Se você realizou alguma dessas ações, não precisa entrar em pânico! Basta seguir as dicas que listamos aqui.

Seu perfil foi atingido pelo shadowban? Se conseguiu resolver o problema de alguma outra forma, deixa aqui nos comentários! Assim podemos ajudar ainda mais pessoas esclarecendo as dúvidas com a ajuda da comunidade que usa a rede social.

 

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– Saudade do Orkut! Faça o teste e comprove: Lula, Bolsonaro, Coronavírus e outros temas espinhosos ganham corpo com os Algoritmos do Facebook

O antigo Orkut tinha uma timeline que permita personalizar assuntos que surgissem em primeiro lugar de interesse, além de, simplesmente ocorresse a aparição conforme cada amigo publicasse (sequencialmente, por ordem de postagem), à escolha do usuário.

Mais ou menos assim é também a timeline do Twitter. Você escolhe o que quer que apareça primeiro: os assuntos principais (que estão “bombando”) ou as postagens por ordem cronológica de todos os seus seguidos.

Já o Facebook… permite que vejamos preferencialmente as publicações de pessoas que escolhemos como principais ou, caso não desejemos, automaticamente nos empurra o que os seus algoritmos impõe a nós. Nada de ver as postagens por ordem e dia de cada um dos seus amigos virtuais. É por isso que de repente surge uma publicação de 3 dias atrás, mas não a publicação da última meia hora.

Por culpa disso, o Facebook acaba sugestionando preferências que sua inteligência artificial escolhe para nós. Quer maior prova disso? Os temas que envolvem política!

Se você tem interesse objetivamente em notícias do presidente Jair Bolsonaro ou do ex-presidente Lula, você verá com muita frequência essas publicações. Se você tem preferência em temas de louvação da Direita ou da Esquerda, sua timeline vai mostrar várias postagens desses assuntos. É por isso que para muitos, o mundo correto é o da Direita e para outros é o da Esquerda porque o Facebook lhe quer agradar com sua vontade!

Mas há um problema nisso: as pessoas que procuram ser ponderadas e que nas Redes Sociais escrevem os nomes de Bolsonaro, Lula, Dória (usando hashtags especialmente), emitindo opiniões independente de ideologia, receberão carga de visualizações de todos os lados! Assim, ao invés da sua postagem ser “isenta”, passará a ser vista como “comunista” por fanáticos de Bolsonaro e como “chapa-branca” por radicais de Lula.

A boa notícia é: as pessoas centradas e ponderadas visualizarão as diversas linhas e poderão entender que se fala sem paixão ou adoração a Político X ou Político Y, independente de ele gostar de Lula ou de Bolsonaro (os extremos ideológicos).

A má notícia: cada vez mais um fanático verá aparecer postagens com tendência de crítica ao seu político de estimação, seja qual for a linha – e sem respeitar a opinião alheia, querer sobrepor.

Você poderá ter 50 publicações num mesmo dia, sendo 49 mais importantes de diversos assuntos abordados, mas 1 (a que tem a maior importância nas Redes pelo Facebook, e no caso é a de assuntos da política) ganhará destaque muito maior!

Assim, antes de rotular alguém de Direita ou de Esquerda, veja a linha do tempo dele e as publicações que aparecem na sua própria timeline. Você descobrirá que está sendo iludido pelas preferências (muitas vezes inconscientes por sua parte mas eleitas pelo Facebook) de um computador com inteligência artificial que quer justamente a polêmica – afinal, esse computador quer que a Rede Social tenha audiência…

Insisto: saudade do Orkut…

Em tempo: não sou fanático por político algum, elogio Bolsonaro, Dória, Ciro, Marronzinho, Lula, Enéas e até Boulos se forem merecedores; se minha opinião for crítica a qualquer um deles, idem. Sou apartidário (embora, no Facebook sou rotulado de petista ou de bolsonarista, dependendo a quem os algoritmos distribuem a postagem).

O brasileiro que se orgulha de ser “burro” é o retrato da tragédia ...

– O Jovem Hater que nada viveu, mas que “tudo sabe”. Ou é um fã (já que lê e comenta tudo sobre você)?

Reflita:

“Ninguém atira pedra em árvore seca, somente naquela que produz frutos para derrubá-los. Se estão te enchendo a paciência, é porque algo com sustância / conteúdo você tem! À toa, não é. E se for, a ignorância da pessoa ultrapassou o limite da idiotice.”

Disse isso certa vez a um amigo, a fim de acalmá-lo sobre uma situação desagradável com haters. Mas quem são eles?

Em grupo o cara é valentão. Se acha o dono da razão. Fala e escreve com ódio e, concomitantemente, se isola e destila veneno escondido no computador.

Quer mostrar-se abnegado, mas nega-se a ajudar de verdade. Grita e esperneia, e acha que isso ajuda o mundo a “se libertar” e ter voz.

Defende o que pensa ser correto, mas muitas vezes festeja entre as drogas lícitas e ilícitas. Abandona a família pois seu vício (que diz ser hobby) é mais forte. E acha isso legal!

Aliás, quer dar a impressão que sabe tudo e joga todos os seus defeitos nos outros, justamente numa inversão de valores e virtudes. Tenta dizer que é humilde, mas não passa de um arrogante.

Funciona como marionete e não percebe. Deixa a emoção tomar a razão, ainda que já seja desde sempre irracional. Não cresceu. Nem tem idade. Ou nem amadurecerá. Um eterno moleque.

Paciência. A Internet deu voz a todos, inclusive aos imbecis.

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– A cultura de ofender (sem sentir vergonha) nas Redes Sociais por política: UM APELO!

Se você não tem medo do Covid-19 e é partidário de que a quarentena é uma bobagem, saia para a rua. Se estiver temeroso, fique em casa.

Se achar que o povo está criando uma histeria desnecessária, mantenha a calma. Se acha que as precauções são necessárias, se policie.

Se você for de Esquerda ou de Direita, gay ou hétero, crente em qualquer crença ou ateu, palmeirense ou corintiano, caipira ou caiçara, moderninho ou conservador, que seja.

MAS… respeite quem não pensa igual! Não insista para que eu tenha a mesma opinião que a sua, que aja como você e tampouco tenha os seus mesmos anseios e valores.

A minha opinião é minha, sem viés, sem manipulação de ninguém. Só minha. Assim como creio que a sua, seja qual for, seja somente de você – sem influência de Fake News ou de lavagens ideológicas de quem for.

Mais especificamente, não estou nem aí se você é Bolsonaro, Lula, Dória, Marronzinho, Enéias ou Eymael. Seja da ARENA ou do PCO, respeitarei seu direito de expressão. Respeite o meu também.

Vivemos numa sociedade onde a pessoa quer ser seu amigo em Rede Social (seja qual for), mas vai lá encher o saco dela. E depois fica “magoadinha” porquê é bloqueada. Mas por quê isso ocorreu? Sou obrigado a aguentar chato tentando me catequisar, converter, lavar minha mente?

O pior: você emite educadamente sua ideia, procura manter o bom senso e, de repente, aparecem as pessoas que discordam de você que, ao invés de recíproca e educadamente escrever no mesmo tom de educação que leu, enche seu espaço de CTRL C + CTRL V com um monte de argumentos dos outros, já prontos e com palavras raivosas. Abarrota de palavrões, ofensas, e outras bobagens, achando que é natural fazer isso (sim, sou politicamente correto e entendo ser necessária a boa conduta). Se a pessoa não teve tom ofensivo mas sim opinativo, que raio de sanha maldosa e imbecil que o outro tem em perder tempo e ir te ofender gratuitamente? Eu não vou na sua página escrever coisas que você possa se ofender, não vá à minha também. E se veio, por quê insiste em ser amigo virtual?

O cara escreve te chamando de vários “nomes”, mas depois diz que não se referiu a você. Então cite a quem! Saiba escrever, arranhe e arrisque algumas palavras entendíveis e inteligentes. Mas o principal: seja educado, cidadão, democrático e justo.

As pessoas falam nas Redes Sociais como se “tudo pudesse”, um mundo sem escrúpulos nem leis de convivência. “Rasga a saia” e desanda a digitar o que não tem coragem de falar no frente-a-frente. Se dói por qualquer coisa. Liberdade de expressão não é direito de calúnia!

Insisto: argumentar e discutir é ótimo, mas IMPOR a sua opinião é desrespeito, fanatismo ou falta de educação.

Enfim, vida que segue onde as pessoas gratuitamente perdem tempo de entrar na postagem alheia simplesmente para exercer a atividade da imbecilidade, sem entender que se pode opinar contrariamente e não percebendo e nem tendo a sensibilidade de que não pode é atacar simplesmente por ignorância.

Que necessidade idiota é essa de atacar? A maldita ideia do “nós contra eles” dos anos 2000 voltou a todo vapor em 2020.

O apelo é: cada um respeitando o próximo, é o mínimo que a cidadania exige.

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– Você acredita em Especialistas e sabe tomar decisões sem influência?

Já ouviu falar da economista e consultora britânica Noreena Hertz?

Ela leciona na University College London, e foi orientadora de vários governantes em diversos assuntos: questões econômicas, negociações de paz e imbrólhos diplomáticos. E em entrevista à Revista Época (pg 68-71, ed 824 à Marcos Coronato), falou sobre a idolatria a alguns especialistas e aos modelos pré-definidos para tomadas de decisões. Disse ela:

“É claro que as opiniões, educação e treinamento com especialistas são importantes e devem ser levados em conta, mas especialistas erram muito (…) Nunca ouça um especialista só, questione as opiniões deles e busque informações”.

Mas gostei mesmo sobre quando ela fala da influência digital! Veja:

“Vivemos uma era de distração digital, de e-mails e redes sociais. Mantemo-nos num estado hormonal de estresse constante e podemos ficar viciados. Recomendo que você tire folgas digitais, ao menos uma vez por semana, sem checar e-mail ou entrar nas redes sociais. Um dos melhores procedimentos que você pode adotar antes de tomar uma decisão, privada ou profissional, é delimitar um tempo e espaço para apenas pensar. É incrivelmente difícil fazer isso hoje”.

Concordo e assino embaixo. Precisamos muitas vezes buscar a calmaria para a reflexão e para podermos melhor pensar!

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