– Reféns das Máquinas e da Tecnologia em Geral?

Compartilho interessante material sobre a tecnologia e o seu uso no dia-a-dia. E veja que curioso: o texto não é antigo e o assunto é atual, datado de 2012, mas como o propósito é falar das facilidades e transformações do mundo digital, parece que já é de muito mais tempo! O tema nos convida à seguinte reflexão: Somos escravos do computador?

É claro que falamos da tecnologia moderna. Todos nós nos tornamos dependentes dela, e muitas vezes queremos fugir totalmente dessa servidão ocasionada pelas máquinas. Mas isso é possível? Quanto tempo conseguimos ficar longe dos equipamentos com tecnologia de ponta?

O grau de dependência varia para cada indivíduo. E o seu, qual é?

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI79096-15224,00-ESTAMOS+FICANDO+ESCRAVOS+DAS+MAQUINAS.html

ESTAMOS FICANDO ESCRAVOS DAS MÁQUINAS?

Os aparelhos modernos facilitam tanto nossa vida que rapidamente se tornam indispensáveis. Como o avanço tecnológico está alterando nosso comportamento e nosso modo de raciocinar

A mente humana possui uma capacidade prodigiosa de memorização. Dizia-se que Matteo Ricci, um jesuíta italiano que viveu na China no século XVI, sabia de cor o texto de 150 livros. Dois milênios antes, os bardos gregos se valiam da memória para transmitir de pai a filho os 15.693 versos da Ilíada, poema posto no pergaminho 400 anos após a morte de seu lendário autor, Homero. A educação dos cidadãos incluía o exercício de decorar os textos homéricos. Hoje, isso parece uma capacidade tão prodigiosa quanto inútil. Afinal, os livros estão aí, nas bibliotecas (ou na internet). Basta consultá-los. No mundo atual, prezamos mais o raciocínio que a decoreba – um termo pejorativo que não à toa é aplicado ao processo de memorização.

Transformações similares a essa estão acontecendo agora, no século XXI: a tecnologia, mais uma vez, está mudando nossa forma de pensar. Um exemplo é o GPS, o sistema de localização por satélite. Tóquio, a maior cidade do mundo, tem dezenas de milhares de ruas e avenidas, a maioria delas sem nome. As casas e os edifícios têm numeração, mas ela é aleatória, ou melhor, histórica: a casa mais antiga da rua em geral é a número 1, não importa em que altura esteja. A habilidade de localizar-se na cidade assombra os estrangeiros – e concede status especial a carteiros e taxistas.

Os candidatos a taxista, assim como em Londres, devem passar por um teste dificílimo para provar que sabem de cor o mapa da cidade. Isso exige anos de treinamento e memorização. Há alguns anos, depois do advento do GPS, a prova passou a aferir também se o candidato sabe usar o aparelho. O GPS tornou-se um equipamento-padrão nas frotas de táxi. Mas os motoristas mais velhos pouco o usam. Eles mantêm a malha viária viva na memória.

Os taxistas mais jovens recorrem bem mais ao aparelho. Ainda decoram o mapa da cidade, mas provavelmente começam a esquecê-lo assim que são aprovados no exame. O GPS representa um óbvio avanço para o cotidiano dos japoneses. O curioso é como um sistema inexistente há poucos anos caminha rapidamente para se tornar imprescindível.

Algo parecido aconteceu nos últimos meses em São Paulo. Acostumados às facilidades da internet para pesquisar serviços, trabalhar, conversar com amigos ou informar-se, centenas de milhares de clientes do serviço Speedy de banda larga da Telefônica sentiram-se frustrados com as constantes quedas do sistema. O mesmo tipo de sentimento nos assalta quando um vírus invade o computador, o celular perde a conexão ou o carro quebra.

Os mais afetados pela súbita privação da tecnologia são, em geral, os mais jovens. Eles nasceram imersos num mundo digital – e são mais dependentes dele. Segundo uma pesquisa feita em 2009, em Hong Kong, com 1.800 jovens de 18 a 25 anos, um em cada sete diz não ver sentido na vida sem a internet.

“Angústia, ansiedade e perda de concentração são sintomas da síndrome de abstinência em qualquer dependência. Não é diferente com a tecnologia”, diz a pesquisadora russa Nada Kakabadse, da Faculdade de Administração de Northampton, na Inglaterra, especializada em dependência tecnológica. “A tecnologia deveria ser uma ferramenta. Virou uma sobrecarga,” diz Kakabadse. “É a dependência da tecnologia portátil, que se leva consigo ao cinema, ao teatro, a um jantar e praticamente para a cama.

Há jovens que passam 16 horas por dia no videogame. Eles não se exercitam, comem mal, estão ficando doentes”, afirma. “A cultura do trabalho 24 horas por dia, sete dias por semana, também está ligada às novas possibilidades tecnológicas.” Kakabadse acredita que nossa entrega à tecnologia terá consequências. “A capacidade de julgamento é afetada. A tomada de decisões fica comprometida”, diz. “Em 20 anos, haverá leis restringindo o uso abusivo de eletrônicos, como ocorre com o tabaco e as drogas.”

Essa previsão parece exagerada. Mas já há, hoje, gente preocupada com nossa dependência tecnológica. Como sabe qualquer pessoa que tenha celular com agenda eletrônica, a espécie humana está perdendo a capacidade de decorar telefones – até o da própria casa. “Talvez o único meio de evitar os efeitos nocivos da dependência tecnológica seja conservar habilidades que não dependam do computador”, diz o historiador da tecnologia Edward Tenner, da Universidade Princeton, nos Estados Unidos. Ele prega o uso do telefone, de vez em quando, no lugar do e-mail, ou fazer cálculos com lápis e papel, em vez de usar a calculadora.

Há gente mais radical. Em Vauban, um subúrbio de Freiburg, na Alemanha, a maioria dos 5.500 moradores largou o automóvel. O subúrbio não tem vagas para estacionar. Os 30% de moradores que têm carros são obrigados a deixá-los numa garagem perto da estação de trem. Cada vaga custa US$ 40 mil. Para fazer viagens, os moradores alugam carros comunitários. O abandono do mundo sobre quatro rodas nem sempre é fácil. “Algumas pessoas se mudam para cá e desistem rápido – sentem falta do carro”, diz Heidrun Walter, uma moradora. Vauban é a experiência mais avançada de um bairro “car free” na Europa. Trata-se de uma medida contra as emissões de poluentes que provocam o efeito estufa.

O mesmo motivo – tentar salvar o planeta do aquecimento global – inspirou um sacrifício ainda maior: desligar a geladeira. Foi o que fez a canadense Rachel Muston, representante de uma parcela ínfima, porém crescente, da população dos países ricos. “Estamos bem sem a geladeira,” disse Rachel ao jornal The New York Times. “Quando estava ligada, comprávamos muita comida pronta.” Hoje, Rachel vai mais ao mercado, compra quantidades menores e cozinha mais. Em outras palavras, gasta mais gasolina e descarta mais embalagens, o que torna discutível sua contribuição para conter o aquecimento global. Mas isso é outra história. O que chama a atenção, em pessoas como Rachel ou em subúrbios como Vauban, é a resistência à tecnologia, a tentativa de voltar a um estágio em que éramos mais “puros”, talvez mais humanos. O mais célebre desses movimentos foi dos luditas, no início do século XIX. Inconformados com o desemprego trazido pelas máquinas da Revolução Industrial, eles pregavam (muitas vezes com uso da violência) a volta ao sistema artesanal.

“Acho que as pessoas antitecnologia subestimam a capacidade do cérebro de se adaptar a novos desafios”, diz o neurocientista suíço Fred Mast, da Universidade de Lausanne. “Estudos mostram que o uso intensivo da tecnologia pode levar à melhora das habilidades cognitivas, pelo processamento de mais informações ao mesmo tempo.” Talvez percamos algumas habilidades, mas ganharemos outras. E, provavelmente, nossa vida ficará mais fácil. A não ser quando houver uma pane na internet.

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– O Desdém inicial da Apple com o iPhone

Os erros que a Apple iria cometer quando lançasse seu maior equívoco (para alguns concorrentes), o iPhone, foram retratados nesse artigo bem curioso.

Abaixo (extraído do BlogdoIphone.com):

O DESDÉM INICIAL DO IPHONE 

O desdém inicial pelo iPhone

Muitos se arriscaram na época a prever o futuro catastrófico (SIC) do iPhone. “Especialistas” que queimaram a língua por não verem o futuro chegando.

O iPhone era tão diferente de tudo até ali que muitas mudanças foram difíceis de absorver. A falta completa de um teclado físico era uma das críticas mais usadas pelos detratores, além do fato dele ser “grande” para o padrão da época.

O CEO da Palm chegou a dizer na época “Os caras dos computadores não vão agora chegar e mostrar como se faz. Não é só chegar e fazer“.

Já um outro analista do Bloomberg não acreditava que o iPhone duraria muito tempo:

“O iPhone não é nada mais do que um brinquedo de luxo que vai apelar para alguns loucos por gadgets. Em termos de seu impacto sobre a indústria, o iPhone é menos relevante. É pouco provável que a Apple faça algum impacto neste mercado. A Apple vai vender um pouco para alguns de seus fãs, mas o iPhone não vai marcar a indústria a longo prazo.”

Michael Kanellos, da CNET, foi ainda mais categórico, prevendo o fracasso total do aparelho:

“A Apple está se preparando para lançar um novo telefone… E ele vai fracassar. As vendas deste telefone até irão disparar no começo, mas as coisas vão se acalmar e o telefone da Apple vai tomar o seu lugar nas prateleiras com as câmeras de vídeo aleatórias, telefones celulares, roteadores sem fio e outros possíveis acertos. Quando o iPod surgiu no final de 2001, ele resolveu alguns problemas importantes com MP3 players. Infelizmente para a Apple, são problemas que não existem no setor de telefonia. Os telefones celulares não são desajeitados, dispositivos inadequados. Em vez disso, eles são muito bons. Muito bons.”

Nem mesmo a Microsoft estava acreditando no que estava acontecendo. O diretor de marketing da empresa, Richard Sprague, comentou na época:

“Eu não posso acreditar nesta atenção toda que está sendo dada para o iPhone … Eu só tenho que saber quem vai querer uma coisa dessas (além do fanático religioso). Então, por favor,  favorite este post e volte daqui dois anos para ver os resultados da minha previsão : eu prevejo que o iPhone não vai vender nem perto dos 10 milhões [de unidades] que Jobs prevê para 2008.”

E claro, não podemos esquecer do comentário que ficou na história, vindo da boca do então presidente da Microsoft, Steve Ballmer:

Confira um outro artigo com uma coletânea de frases ditas contra o iPhone. Aproveite também para analisar os comentários que nossos leitores fizeram há cinco anos.

iPhone 11 de 256 GB – Amarelo - Apple (BR)

– E os alunos sem conectividade perderão o ano escolar? O que fazer?

EDUCAÇÃO – A dificuldade em aprender quando não se tem conexão / internet!

A triste realidade que assombra boa parte das crianças brasileiras: como como concluir o ano letivo, se “ou o material não chega, ou o aluno não tem como entendê-lo“.

Em: https://youtu.be/Tixy23xed3M

– Excesso de informação faz o sujeito ser mais Inteligente? Sobre a Gestão Emocional e a Síndrome do Pensamento Acelerado.

Quem disse que “estar por dentro das notícias” faz, necessariamente, o indivíduo ser mais culto?

O excesso de informação não faz a pessoa ser mais inteligente. Ao contrário, pode confundir alguém que seja despreparado, pois o sujeito não consegue assimilar todo o conhecimento. Sem falar do cansaço mental… 

Nos dias atuais, temos muito acesso a notícias / informações / descobertas e opiniões. “Entopem” nossa mente de muita coisa! E como administrar tudo isso?

Precisamos de uma boa gestão emocional para não poluir nossa mente. Sim: evitar POLUIÇÃO MENTAL, que é um dos grandes problemas dos dias atuais!

Pensa-se (ou se tenta pensar) sobre tantas coisas, com má formação de ideias pela impossibilidade de interpretar corretamente textos, filtrar dados ou confiar na qualidade daquilo que se oferece, que tudo fica misturado e obscuro. Há narrativas diversas sobre o mesmo assunto e, quem não tiver equilíbrio mental / intelectual, “vira o fio”.

Como é isso nas empresas? Sabemos filtrar o que é necessário e correto no nosso trabalho?

E no nosso dia-a-dia?

Há aqueles que tem uma carência muito grande de saber de tudo, provocando um stress muito grande na mente ao passar a raciocinar de maneira mais pressionada, rápida e saturada. Isso se chama SPA – Síndrome do Pensamento Acelerado. Cuidado com isso!

Sobre SPA, saiba mais em: https://blog.psicologiaviva.com.br/sindrome-do-pensamento-acelerado/

Ou em: http://administracaonoblog.blogspot.com/2016/04/sindrome-do-pensamento-acelerado-spa.html

– A dificuldade das crianças e a conectividade para o aprendizado!

Puxa, que matéria sensível, espetacular e pertinente da jornalista Nathália Sousa do Jornal de Jundiaí! Ela abordou todas as dificuldades envolvendo as crianças em idade escolar nos tempos de pandemia. E, infelizmente, os problemas da conectividade.

Talvez a sociedade não esteja tão atenta a esse problema, mas muitos alunos da Rede Pública, provavelmente, perderam o aprendizado em 2020…

Abaixo, extraído de: https://www.jj.com.br/jundiai/educacao-remota-nao-existe-para-criancas-sem-acesso-a-internet/

EDUCAÇÃO REMOTA NÃO EXISTE PARA CRIANÇAS SEM ACESSO À INTERNET

Por Nathália Sousa

Com as aulas suspensas em todo o Brasil, por conta da pandemia de coronavírus, teve início o ensino a distância, desde março, tanto na rede pública estadual quanto na municipal de Jundiaí. No entanto, há dificuldades no ensino a distância que afetam majoritariamente as famílias mais pobres. Vão desde o acesso à internet até o desconhecimento de muitos pais dos conteúdos abordados na escola, dificultando assim a ajuda aos filhos, principalmente os menores, neste momento. E, se o ensino a distância pode ser deficitário para algumas pessoas com plenas condições financeiras, a quem tem falta é impossível.

Patrícia de Góes Moraes mora no Jardim Vitória e conta que a rotina das aulas on-line não existe por lá. “As crianças ficam na rua da hora que acordam até a hora de dormir. Minha vizinha tem cinco crianças e não tem internet, eles ficam na rua brincando o dia todo, não dá para segurar em casa. Nenhuma vizinha minha tem internet.”

“Eu tenho internet, porque consegui colocar, mas minha filha entra no site que a escola mandou e só copia o que tem lá, não aprende nada. Eu não consigo ensinar. Se eles falam que não entendem, imagina a gente que não estudou mais”, diz ela sobre os estudos da filha Emanuela, de 12 anos, e a impossibilidade de oferecer uma tutoria, como era realizada na escola.

Patrícia também é mãe de Julia, de 15 anos, e Gabriel, de 4. Gabriel ainda não vai à escola porque não conseguiu vaga. Mas Julia e Emanuela, que estudavam, não têm mais a rotina de aulas. Emanuela, como dito, tem em seus estudos a cópia do conteúdo, sem absorção. Já Julia mora em Cabreúva com o marido e o filho, que teve recentemente. Neste ano ela não chegou a frequentar a escola por conta da gravidez.

Julia explica que a irmã pegou uma apostila na escola em abril e avisariam quando fosse preciso buscar outra, mas, de lá para cá, o aviso ainda não chegou. “Eu precisaria de reforço e ela precisaria também. Ela fala que não entende e não consegue tirar dúvida com a professora”, diz Julia sobre a irmã.

Além da falta de conhecimento para conduzirem sós as aulas on-line, os estudantes também têm o entrave da conexão. Este é o caso na casa de Marinalva Della Coleta, moradora do Vista Alegre e mãe de Kauany, de 15 anos, e Ketylen, de 7. “Não tem internet e não tem computador. Também não consegui ver na TV. Para a pequena eu busco a atividade na escola, de 15 em 15 dias. A mais velha, no começo eu levava na casa do meu tio, no São Camilo, para fazer as atividades, mas é ruim de ir e é muito gasto para pagar a passagem”, conta ela, que também depende dos ônibus para buscar as atividades na escola de Ketylen, no Bairro Corrupira.

Tanto Marinalva quanto o marido estão sem emprego e hoje dependem do auxílio emergencial. “É o que está me salvando e é o que uso para conseguir pagar passagem.”

Kauany não está estudando no momento e diz que será importante ter aulas mais intensivas no retorno presencial. “Eu não vou saber as coisas que os outros estão estudando agora. Elas pedem para acessar a internet para consultar as coisas. As professoras só atendem pela internet, tem que enviar as atividades por e-mail, mas não tem internet. Para mim é melhor estudar mais um ano ou fazer revisão e saber o conteúdo do que passar direto. Espero que esse período sem aula não me atrapalhe mais tarde”, diz ela.

“A mais velha que ajuda a menor. No meu tempo era diferente e tem coisa que a gente não sabe mais. Criança menor precisa pegar mais no pé”, conta Marinalva, acreditando que há necessidade de as filhas terem reforço escolar na volta às aulas. Marinalva também conta que é complicado ensinar algumas disciplinas à Ketylen sem estar on-line. “Inglês dá trabalho, é a mais complicada”, conta, por não conhecer o conteúdo. Uma resposta entre uma risada acusa a maior saudade que Ketylen sente da escola. “Estudar.”

Compartilhando da dificuldade de Marinalva, Katia Aparecida Dias Lopes, que mora no Parque dos Ingás, conta que é complicado ensinar os filhos em casa. “Eu tenho dificuldade porque estudei faz tempo. O inglês mesmo, eu não sei fazer. Não consigo acessar o dicionário de inglês, porque não tenho internet. Tento explicar, mas minha filha não entende as contas, como pode fazer três menos quatro”, diz Katia, que mora com o marido e seis filhos, mas apenas dois frequentam a escola, Kauanne, de 8 anos, e Samuel, de 7. Além deles, Katia também tem a Laurinha, de 2 anos, que precisa de atenção.

Na casa de Katia não há internet, ela usa a rede wi-fi de um vizinho, mas não é sempre que funciona. “Para quem não tem internet, eles mandam as atividades impressas, para quem tem, eles mandam no WhatsApp para a pessoa imprimir em casa.”
“Eu acho que melhoraria se tivesse acesso on-line, para falar com a professora. Ela está no terceiro ano e ele no primeiro, não consigo ensinar os dois juntos”, diz Katia sobre Kauanne e Samuel. Katia acredita que um reforço será muito importante para os filhos. “Eu espero que ofereçam um reforço, acho que vai ser muito importante para eles”, afirma.

OFERTA

Segundo a gestora da Unidade de Gestão de Educação (UGE) de Jundiaí, Vastí Ferrari Marques, há acompanhamento e entrega de tarefas para todos alunos da rede municipal. “No caso dos alunos que não têm acesso à internet ou que têm dúvidas, os professores ofertam suporte presencial. Atendimento individual, com hora marcada e com todas as medidas preventivas”, diz ela.

Sobre as compensações no retorno às aulas presenciais, Vastí diz que haverá reposição aos alunos que precisarem. “Serão repostas as possíveis perdas com uma reposição paralela em todo o ano de 2021, para os alunos que tiverem dificuldade de aprendizagem. Existe a possibilidade de, quando ocorrer o retorno das aulas, o ensino ser híbrido, ou seja, parte na escola e parte em casa. A UGE está trabalhando nesse processo”, conta Vastí sobre uma possível adoção do ensino on-line permanente na rede municipal.

Vastí reconhece que pode haver evasão, mas conta que há um empenho para que o saldo não seja negativo após a quarentena. “Pode ocorrer evasão. Contudo, é importante salientar que a UGE tem implementado o Programa de Busca Ativa, que tem como premissa a organização de uma rede de proteção à criança. As equipes escolares estão sempre atentas e quando ocorre a ausência do aluno sem aviso, as famílias são procuradas e, inclusive, é feita visita na residência.”

Na rede estadual, o subsecretário de articulação regional da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, Henrique Pimentel, afirma que o acesso ao aplicativo do Centro de Mídias da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (CMSP) fica garantido por todos que têm um celular. “O aplicativo não é tarifado, basta ter o celular para conseguir acessar.” Ele conta ainda que os professores ficam disponíveis no aplicativo para sanar dúvidas referentes às aulas, mas somente no período da aula. Apenas os que lecionam em escolas de período integral têm dedicação exclusiva à turma.

“A recuperação é para todos os estudantes. Mesmo o estudante que acompanha o CMSP está um pouco defasado, mas obviamente alguns alunos precisarão mais que outros. Haverá uma avaliação e uma recuperação das aprendizagens perdidas. Começará em 2020 e vai até 2021”, conta Pimentel. Ele fala também sobre o projeto de 4º ano do ensino médio. “O 4º ano é opcional. Os alunos que estão na reta final do ensino médio e não se sentem preparados podem ter essa opção.” Pimentel conta também que há uma monitoria a fim de que não haja evasão escolar após a pandemia. “Hoje a gente sabe que os alunos que acompanham as aulas pelo aplicativo e pela televisão são 74% dos estudantes no estado de São Paulo. Para os estudantes que têm maior vulnerabilidade ou não tem notas no primeiro bimestre, a gente faz uma monitoria nas diretorias de ensino e nas escolas.” Pimentel explica que é difícil falar de evasão neste momento, pois é na volta às aulas presenciais que haverá uma avaliação da situação.

Desafios da educação especial em casa

Para pais de crianças com deficiência, nesta pandemia, além da monitoria na educação escolar, ainda há uma série de outras atividades que devem ser realizadas em casa. E, se para muitas pessoas já é difícil manter a rotina de exercícios escolares, ensinar terapia ocupacional, fonoaudiologia, entre outros, representa um esforço extra.

Este é o caso de Adriana Andrade Benjamin, mãe do Eduardo, ou Dudu, de 4 anos, que tem Síndrome de Down. “O Eduardo tem sete terapias por semana, todos os dias, então os pais sempre acabam fazendo em casa, mas agora está mais puxado, porque algumas ele fazia lá e agora não tem. Eu recebo o material e passo os exercícios. Faço fotos dele e envio, então me mandam as devolutivas me orientando. São exercícios mais simples, porque na Bem-Te-Vi há aparelhos que não tenho em casa”, conta ela referindo-se ao Centro de Atendimento a Síndrome de Down Bem-Te-Vi.

“Temo pelo déficit. Amigos falaram que os filhos tiveram um retrocesso no tratamento. Por mais que eu tente, não é igual.” Mesmo assim, Adriana consegue observar algo positivo. “Ele sempre teve muitos compromissos e eu percebia ele cansadinho, mas agora ele está podendo ser criança ‘de verdade’, pode brincar mais e eu percebo ele com outra disposição.”
Psicopedagoga do Bem-Te-Vi, Márcia Parreira explica a importância da terapia para crianças com Síndrome de Down. “O processo de aprendizagem da criança com Down é mais lento. Ela não deixa de aprender, mas precisa de cuidados especiais. Eu gravo atividades práticas para as mães e coloco em grupos.” Além dos vídeos, Márcia prepara atividades individuais que os pais retiram no local.

A psicopedagoga conta que o período sem práticas presenciais pode estagnar o desenvolvimento de uma criança. “Acredito que em maior ou menor grau vão ter alguma perda. Certamente as intervenções terapêuticas estão fazendo falta para eles. Estamos nos preparando para o retorno”, diz ela.

Thainá Castillo Salin é mãe do Pedro, de 7 anos. Pedro tem uma síndrome rara, chamada GLH, e autismo e, para ela, o momento é de desafio. “Certamente para todos os casos este momento é um desafio. Para nós, que temos a ajuda desses profissionais, assumo isso sozinha agora. A gente não consegue oferecer tudo, eles precisam de uma rede de apoio”, conta ela sobre a falta dos terapeutas presencialmente para o tratamento de crianças como Pedro.

“Meu filho vem de uma pedagogia diferente, que precisa de presença. A gente precisa buscar recursos em um espaço de tempo curto, mas acaba sendo um aprendizado, mas mostra o quanto a sociedade precisa de adaptações. Eu falo isso porque sei que toca numa ferida para muitos pais que estão nessa situação.” Ainda assim, Thainá conta que o contato maior com o filho foi algo recompensador, pois ela pôde descobrir que Pedro tem habilidades, as quais ela não conhecia.

Com dificuldade na aprendizagem e na fala, Ana Clara, de 9 anos, está fazendo atividades em casa com a mãe, Daiane da Silva, que avalia o momento difícil para o desenvolvimento da filha. “Estão passando atividades mais simples, mas a gente não tem a prática que a professora tem. É um ano sem evolução. Ela já tem dificuldade na escola, e é totalmente diferente.

Coordenadora Educação da Apae de Jundiaí, Tatiana Massaroni Cruz conta que as famílias são muito importantes neste momento. “Estamos vivenciando o fortalecimento dessa parceria.” Ela diz que, embora haja resultados positivos neste momento de terapia domiciliar, a evolução das crianças vai ficar comprometida.

– Polícia prendeu um dos “Homem-Pateta” da Internet

Foi preso em Sorocaba um dos idiotas que se passa pelo personagem “Homem-Pateta” na Internet, onde ele assusta adolescentes com os dados pessoais da vítima e as ilude a praticar desafios suicidas.

Segundo a Polícia ao UOL:

“Como outros ‘jogos’ cibernéticos que ganharam mais notoriedade a partir de 2017 — como ‘Baleia Azul’ e boneca ‘Momo’—, os perfis falsos de nome Jonathan Galindo e com a foto do ‘Homem Pateta’ podem induzir crianças à automutilação e ao suicídio por meio de ‘desafios’. (…) O jovem detido foi atrás de colegas com os quais não tinha muita intimidade, mas de que tinha informações como onde moravam e onde estudavam. Dessa forma, ele se passou pelo ‘Homem Pateta’ e começou a assustá-las, fazendo menções como ‘eu sei onde você mora’ e ‘sei em qual escola você estuda’.”

É muita gente maldosa e de mau caráter nas Redes Sociais, não? A troco de quê? E o pior é que existem vários perfis fazendo esses crimes.

Homem Pateta: Polícia diz que adolescente é dono de um dos perfis

– Publicações descuidadas nas redes sociais

Cada vez mais as Redes Sociais podem trazer constrangimentos, saias-justas ou problemas diversos de quem não toma cuidado com elas.

Quer exemplos?

Dias atrás, a grande impressa publicou que o INSS cortou o benefício para uma pessoa afastada do trabalho por se sentir depressiva. Peritos entraram no Facebook dela e encontraram fotos de confraternizações, passeios e legendas como “não me agüento de tanta felicidade. Sendo assim, perceberam que a depressão não era mais um problema (ou nunca tinha sido).

Para a contratação de funcionários, além da obviedade do LinkedIn, selecionadores acabam por “fuçar” a vida do candidato em outros canais. Publicações em situações constrangedoras, fotos marcadas com imagens que demonstram bebedeiras, retuítes de mensagens de apologia a causas polêmicasTudo isso é levado em conta na hora da contratação. 

E o que dizer de bate-papos abertos e descuidados? Dias desses presenciei uma pessoa fazendo publicidade de seu negócio e nos comentários a cobrança de alguém: que bom que te encontrei nessa comunidade, você não atende minhas ligações, pague o que me deve pois preciso receber essa dívida“.

Talvez a mais complicada das publicações são as de ostentação! Claro, ninguém tem o direito de criticar o que o outro tem, mas o exibicionismo e a vaidade tornam-se perigosos em dias de tamanha insegurança.

E os desabafos? E as brigas de casais? E as alfinetadas em quem não se gosta?

Instagram, Twitter, Facebook, Google Plus… Tudo isso é muito legal, desde que use com parcimônia e no devido limite de tempo. 

Aliás, perceberam quanto tempo a gente gasta nelas? De maneira produtiva/construtiva, de entretenimento ou desperdiçada?

Vale a reflexão.

Veja as principais atualizações das redes sociais em 2019 - Blog ...

– Você gosta de levar a fama sem ter sido o responsável?

LITERATURA – O que um escritor acha de textos que ele nunca escreveu, atribuídos à sua pessoa, na Internet? Aliás, você “assume” uma “culpa positiva” mesmo sem ter sido você, mas que alguém creditou e isso virou uma “verdade na Web”?

O caso hilário de Luís Fernando Veríssimo, em: https://youtu.be/qC25-rbzf5E.

– Fluminense x Flamengo: o torcedor do Fla vai assistir na Tv do Flu?

Nesta briga entre os direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Carioca, motivada pelo Flamengo, um novo capítulo: pelo desinteresse da Rede Globo no FlaFlu desta 4a feira, com o mando do Fluminense e o anúncio de que o jogo vai passar pela Flu TV, o torcedor do Flamengo (que inicialmente vibrou com a transmissão da Fla TV no “primeiro jogo independente do Mengão via Web”) terá que torcer para o seu time no canal do rival?

Aliás, ficaremos apenas no imaginário: como medir a quantidade de torcedores do Tricolor Carioca e do Mengão, para saber quem deu mais audiência?

Certamente, se a exibição do jogo quebrar algum recorde de acessos na Internet, alguém dirá que isso aconteceu por conta da torcida adversária. Seria possível, na prática?

Na prática, óbvio. Aguardemos se não surge uma TV aberta de última hora.

 

 

– Digo, mas não preciso ficar te obrigando a entender!

Nesses tempos cansativos de haters e terroristas das Redes Sociais, muita gente distorce sua palavra e se acha no direito de “encher o saco” por pensar diferente, com comentários odiosos e ataques gratuitos.

Vi essa frase no Twitter do jornalista Antero Grecco e ela retrata essa situação com perfeição. Eu gostei:

Sou responsável pelo que escrevo ou falo, não por aquilo que você entende“.

É isso aí! Muitos interpretam “o que querem”, não o que é a verdade.

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– My Cujoo não conseguiu transmitir o Flamengo como deveria?

Amigos, quem conhece o MyCujoo, sabe que ele transmite de maneira precária os jogos de times pequenos. No Paulistão das séries inferiores, sempre trava. Me surpreendi quando surgiu essa plataforma para um jogo grande.

Particularmente, pensei que o My Cujoo estava planejando voos altos e aproveitando-se do imbróglio entre Mengão e Globo, a fim de, se aprovada a MP dos Direitos de Imagem, oferecer-se como uma boa opção. Para tanto, teria que investir para que o sistema funcionasse.

Como visto nesta tarde, quem pagou (ou tentou), reclamou: muita confusão…

– Os Textos Nunca escritos por Veríssimo

Ora, ora… Luís Fernando Veríssimo, conceituadíssimo escritor, em entrevista a Isto É (Ed 2277, pg 10), declarou que os textos que vê na Internet atribuídos a ele (que não participa das Redes Sociais), o fazem rir! Muitos artigos são achados no Facebook como de sua autoria, que nunca os escreveu. Disse ainda:

Nenhum incomoda, porque não há o que fazer para impedi-los. Alguns são bons, e eu aceito os elogios para não desiludir a pessoa que vem dar parabéns. Teve um, o ‘Quase’, que correu o mundo e foi publicado em um livro em francês. Nunca escrevi ele.”

KKK… coisas da Internet. Abaixo, o “Quase”:

QUASE

Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu ainda está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distancia e frieza dos sorrisos na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom Dia” quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à duvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

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– O STF do nosso dia-a-dia: Supremo Tribunal do Facebook

Li em algum lugar e concordo: as Redes Sociais (em especial o Facebook) tornaram a vida de muitas pessoas baseadas em opiniões virtuais, fake news e outras bobagens.

De tão bom uso, a Internet se transforma, indevidamente, num Tribunal que condena, absolve ou divide pessoas.

Isso é bom?

Claro que não. A Web é como papel: aceita tudo, de verdades a mentiras.

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– Vale comprar seguidores?

Cresce cada vez mais a opção de “comprar” pacotes de seguidores no Twitter. Dias atrás, a Revista Veja, através de Tatiana Gianini (Ed 02/05, pg 113-114), trouxe uma matéria sobre “Fãs Zumbis, perfis falsos, criados apenas para avolumar as contas de Twitter ou Facebook de celebridades.

Por R$ 500,00, compra-se 5.000 seguidores. Barato? Talvez, para os interessados, pode ser um custo aceitável.

Alguns motivos para turbinar a rede social: Vaidade (se vangloriar por ser popular entre as pessoas) ou Negócios (demonstrar que é querido / seguido por muitos para publicidade, por exemplo).

Uma grande bobagem… Aqui, falamos sobre o comércio de gente que gosta de futilidadesGente que tem conteúdo não se importa com tal número.

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