– Saiba tudo sobre o jogo “Baleia Azul” e tome cuidado com seus filhos!

Extraído de: O Globo.com (20/04/2017, 19h29). Abaixo:

O QUE SE SABE ATÉ AGORA SOBRE O JOGO DA “BALEIA AZUL”

Série de 50 desafios que estimulam o suicídio de jovens é investigada em diversos estados do Brasil

RIO — O jogo da “baleia azul”, série de 50 desafios cujo objetivo final do jogador é acabar com a própria vida, está movimentando as redes sociais, principalmente desde o início desta semana, quando a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio divulgou que está fazendo um rastreamento das redes sociais para reunir informações sobre o jogo. Um inquérito foi instaurado depois que a mãe de um menino de 12 anos denunciou que o garoto foi convidado a participar da série de desafios.

Entenda o jogo

O jogo consiste em uma série de 50 desafios diários, enviados à vítima por um “curador”. Há desde tarefas simples como desenhar uma baleia azul numa folha de papel até outras muito mais mórbidas, como cortar os lábios ou furar a palma da mão diversas vezes. Em outra tarefa, o participante deve “desenhar” uma baleia azul em seu antebraço com uma lâmina. Como desafio final, o jogador deve se matar.

O “curador” é quem envia ao participante do jogo os 50 desafios que ele deve cumprir diariamente até chegar ao suicídio. Se condenado, ele pode ficar preso por mais de 40 anos. (3 anos por associação criminosa, 8 anos por lesão grave, 6 meses por ameaça e 30 anos por homicídio).

O GLOBO teve acesso à mensagem recebida por um carioca de 22 anos convidando-o para entrar no jogo na última quinta-feira. No texto, há uma ameaça: “Caso nos bloqueie ou nos ignore, mandaremos seu número a nosso chefe. Ele pegará seus dados e descobrirá seu nome”.

A mensagem recebida por um jovem – Reprodução

O conjunto de tarefas se tornou preocupação para autoridades de diferentes países. A origem do jogo que incentiva o suicídio não é conhecida, mas os primeiros relatos surgiram na Rússia. Em fevereiro, duas adolescentes se jogaram do alto de um prédio de 14 andares em Irkutsk, na região da Sibéria. Segundo investigações, Yulia Konstantinova, de 15 anos, e Veronika Volkova, de 16, se suicidaram depois de percorrer as 50 tarefas enviadas. Em sua página no Facebook, Yulia tinha compartilhado a imagem de uma baleia azul.

O perfil das vítimas

A delegada Fernanda Fernandes, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio, está traçando o perfil dos participantes da ‘Baleia Azul’. Segundo ela, os convidados a entrar no jogo são adolescentes que têm, em média, de 12 a 14 anos, e com tendência à depressão. A maioria resiste em sair do jogo por temer ameaças dos administradores.

Moradora da Zona Oeste do Rio, Mariana (nome fictício), de 15 anos, é uma sobrevivente e recomenda que outros jovens e adolescentes não embarquem no jogo macabro.

Como a polícia está atuando

Há notícias de casos de suicídio relacionados ao jogo da baleia azul em diversos estados. No Rio de Janeiro, a delegada Fernanda, da (DRCI), disse, na última quarta-feira, que os “curadores” do desafio podem ser indiciados até por homicídio.

De acordo com Fernanda, um inquérito foi instaurado para investigar os crimes de associação criminosa, ameaça, lesão corporal (em relação às automutilações praticadas pelos participantes) e homicídio tentado ou consumado. A delegada informou, ainda, que notificará as secretarias municipal e estadual de Saúde para que casos de mutilações graves em adolescentes e jovens sejam comunicados diretamente à DRCI.

Policiais Civis do Paraná estão investigando as circunstâncias de sete tentativas de suicídio de adolescentes, todas ocorridas nesta terça-feira na capital do estado, Curitiba. A Secretaria municipal de Saúde avalia que pode haver uma relação entre esses casos e o “jogo da baleia azul”. De acordo com autoridades, os jovens tinham sinais de automutilação e de ingestão de remédios.

Em Minas Gerais, a polícia investiga o caso de um garoto de 19 anos, encontrado morto no último dia 12, em Pará de Minas, no centro-oeste do estado. O celular do jovem já foi periciado e as autoridades aguardam o resultado do laudo.

Um inquérito foi instaurado no Mato Grosso para apurar as circunstâncias da morte de uma adolescente de 16 anos, encontrada numa represa de Vila Rica. De acordo com as autoridades, a mãe da jovem teria identificado cortes nos braços da vítima há cerca de dois meses. Ela também entregou à polícia duas cartas escritas a mão pela filha. Os investigadores aguardam ainda o resultado da perícia no celular da jovem.

Repercussão Nacional

A Câmara dos Deputados aprovou a realização de uma audiência pública para discutir o “jogo da baleia azul”. A reunião, ainda sem data marcada, será promovida pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Casa. Os organizadores da audiência convidarão um representante da Unicef Brasil e o youtuber Felipe Neto, que gravou um depoimento em seu canal no site de vídeos para alertar as famílias sobre o jogo e sobre a necessidade de atenção à saúde mental dos adolescentes.

Na audiência, representantes do Facebook e do WhatsApp, meios em que os jovens são geralmente cooptados para o jogos, deverão explicar o que as empresas têm feito para combater a propagação do jogo na web. O senador Magno Malta (PR-ES) também pediu, nesta quarta, urgência para a leitura do requerimento de instalação da CPI dos Maus Tratos Infantis, com o objetivo de investigar diversos tipos de violência contra crianças. Um dos argumentos foi o jogo da Baleia Azul.

A deputada Eliziane Gama (PPS-MA) solicitou à Polícia Federal, nesta quarta-feira, que investigue o desafio “baleia azul”, que incentiva a automutilação e o suicídio entre jovens e adolescentes. O ofício foi endereçado ao diretor-geral da PF, Leandro Daiello, e pede a abertura de inquérito para se chegar aos responsáveis pela propagação do jogo, praticado em grupos fechados nas redes sociais.

Repercussão nas redes

O youtuber Felipe Neto divulgou um desabafo que considerou o vídeo mais importante que já fez. Ele revelou que foi diagnosticado com depressão, mas disse que leva uma vida normal, já que faz tratamento para a doença. O youtuber acredita que o “desafio da baleia azul” é um problema porque atrai as pessoas que sofrem com distúrbios de saúde mental, como a depressão.

“Vocês acham que o jogo da Baleia Azul é o responsável pela morte desses jovens? Eu não gostaria de acreditar que alguém saudável, estável psicologicamente jogue um jogo desse e termine se matando. Então eu acho que o problema aqui não é o jogo. Eu vejo muita gente falando ‘porque o jogo matou…cuidado com o seu filho jogando o jogo’. Sim, óbvio, cuidado com o seu filho, óbvio. Mas, cuidado com o seu filho”, salientou o youtuber.

Na contramão dos desafios macabros propostos pelo jogo da “baleia azul”, alguns “concorrentes” do bem começaram a surgir na internet. O Baleia Verde dá aos participantes 35 tarefas que estimulam a autoconfiança e autoestima dos jogadores. A página no Facebook leva uma mensagem de apoio àqueles já tiveram ou têm ideias suicidas

Já o “Baleia rosa” conta com mais de 200 mil seguidores. O jogo propõe desafios como “escreva na pele de alguém o quanto você a ama”, “poste uma foto usando a roupa que te faz sentir bem” e “faça carinho em alguém”. Os administradores contaram ao GLOBO tem recebido muitas mensagens de crianças pedindo ajuda e entraram em contato com uma psicóloga para ajudar a responder os casos mais sérios.

Uma das fotos compartilhadas no site da Baleia rosa – Reprodução Baleia Rosa

Os boatos que estão surgindoUma mensagem que circula pelo Whatsapp ameaçando estudantes de uma escola da cidade de Ipanema, em Minas Gerais, gerou pânico entre os pais dos alunos. O texto diz que um dos desafios propostos pelo infame “jogo da baleia azul” é envenenar 30 crianças e que a Escola Estadual Nilo Morais Pinheiro seria o alvo escolhido. A Polícia Militar está investigando o caso para chegar ao autor da mensagem e a suposta ligação com o jogo.

Ameaça de envenenamento alarma direção de escola e pais de alunos – WhatsApp/Reprodução

Um homem de 24 anos foi detido no município de Novo Mundo, no Mato Grosso, por propagar a mesma mensagem pelo WhastApp. Segundo a Polícia Militar, o jovem que mandou a mensagem considerava tudo uma brincadeira e afirmou, em depoimento, que não está envolvido no jogo. Acionada pelo número de emergência, a PM também apreendeu o telefone do suspeito, que foi posteriormente encaminhado à delegacia local.

Robson Silvério dos Anjos, de 24 anos, foi preso por ter enviado ameaça a crianças da cidade de Novo Mundo, no Mato Grosso – WhatsApp/Reprodução

Como identificar e ajudar seu filho a não se envolver no jogo

Os pais precisam ficar de olho se a criança ou adolescente apresentou alguma mudança brusca de comportamento. Segundo Elizabeth dos Reis Sanada, doutora em psicologia escolar e docente no Instituto Singularidades (SP), isso pode ser sinal de que a criança ou adolescente esteja sofrendo com algo que não pode lidar. Os pais também devem demonstrar interesse por sua rotina para entender se o jovem está com problemas.

Os filhos também devem se sentir acolhidos e, por isso, Elizabeth reforça que os pais revertam suas expectativas em relação a eles. Os jovens precisam buscar pessoas em quem confiam para compartilhar seus anseios, seja na escola ou na família.

“É preciso que o adolescente fique à vontade para falar de suas frustrações e se sinta apoiado. Se ele tiver um espaço para dividir suas angústias e for escutado, tem um fator de proteção”, dsse.

Para Angela Bley, psicóloga coordenadora do Instituto de Psicologia do Hospital Paqueno Príncipe (PR), o adolescente muitas vezes não tem capacidade de discernir sobre todo o conteúdo ao qual é exposto e, por isso, é importante o diálogo franco.

Iniciativas da escola

As escolas podem ajudar a identificar situações de risco entre os alunos. “Não é qualquer criança que vai responder ao chamado de um jogo como esse, são os que têm situações de vulnerabilidade. A escola ajuda a construir laços e tem papel fundamental de perceber como os alunos se desenvolvem”, afirma Elizabeth. Alguns colégios, já cientes da viralização do jogo, começaram a pensar em alternativa para aumentar a conscientização sobre a importância de cuidar da vida.

O jogo da Baleia Azul teria surgido na Rússia – Reprodução do Facebook

 

– O Fake News do “Não Autorizo” do Facebook. Não caia nessa…

Outra mentira criada por desocupados na Internet: a mensagem de o Facebook tornará públicas mensagens excluídas!

Que bobagem. Não caia nessa, é a chamada “trollagem”, ou se preferir, tontice. Veja só:

“NÃO AUTORIZO!!!
É amanhã… a partir de amanhã as suas publicações, fotos ou até mesmo mensagens que você excluiu serão publicas para todo mundo. Basta colar isso no seu mural, se você não autoriza o facebook a postar sua privacidade (copie e cole no seu mural não pode compartilhar). Eu não autorizo o facebook a tirar minha privacidade
– Copie e Cole . (Não Compartilhar)”

Dessa forma, esqueça e nem se preocupe. É mais uma das gracinhas feitas no mundo virtual e que se proliferam nas redes sociais.

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– Quando boatos viram verdades na Internet… Hoax!

É muito comum encontrar trolls (os tumultuadores da Internet) “causando” nas redes sociais, criando polêmicas desmedidas ou incitando a criação de mentiras. Também os haters, que a tudo e a todos odeiam. Só que muitas vezes os internautas não percebem que estão sendo enganados. Dessa forma, surgem os HOAXES – os boatos que se espalham e viram “verdades” nas redes sociais.

Já viram manchetes de que “tal ator morreu” e ele não morreu? Ou que um político “disse algo” que no fundo nunca disse?

Pois é. O texto abaixo é esclarecedor,

Extraído de: http://www.infowester.com/hoax.php

HOAX: OS PERIGOS DOS BOATOS NA INTERNET

Introdução

A internet é um meio de comunicação fantástico: com ela, podemos fazer compras, conhecer pessoas, estudar, entre outros. Mas, sendo tão abrangente, o “mundo on-line” também pode oferecer perigos dos mais variados tipos. Um deles é o hoax, termo usado para designar boatos que se espalham na internet via e-mail ou redes sociais (Facebook, Twitter, Google+, etc) e que alcançam um número elevado de pessoas.

Neste texto, você entenderá melhor o que é hoax, conhecerá os principais riscos deste tipo de mensagem e verá características que ajudam a identificar estes tão problemáticos boatos.

O que é hoax?

Podemos entender o hoax como um tipo de SPAM – em poucas palavras, mensagens não solicitadas enviadas a várias pessoas. O conteúdo de um SPAM pode ter várias finalidades. No caso do hoax, como você já sabe, é o de propagar boatos pela internet de forma que a informação distorcida chegue ao maior número possível de indivíduos.

O boato é uma notícia de teor duvidoso, pois normalmente é baseado em informações incompletas e que possuem pouca ou nenhuma verdade. Uma vez que a sua comprovação é difícil e, não raramente, impossível, opiniões ou argumentos inconsistentes podem ser adicionados à notícia conforme esta se espalha em uma tentativa de validá-la, gerando mais especulação.

Ao contrário das típicas mensagens de SPAM que visam promover produtos, serviços ou golpes, o hoax não ocorre de maneira automatizada: sua propagação inicial até pode ser feita por este meio, mas a propagação só é efetiva quando uma pessoa espalha o boato para outras e estas, por sua vez, repetem o ato.

A ação de espalhar boatos remonta a um passado muito distante. De certa forma, este comportamento é uma das características da espécie humana. Na internet, no entanto, a situação se agrava, já que as ferramentas de comunicação são muito mais rápidas. Uma pessoa pode receber um hoax por e-mail e enviá-lo em poucos segundos para a sua lista de contatos ou divulgá-lo em uma rede social, permitindo que várias pessoas ao mesmo tempo vejam este conteúdo.

Como seres sociáveis que somos, nos sentimos impelidos a compartilhar a mensagem, não só para que as pessoas ao nosso redor sejam informadas de algo que, a princípio, é importante, mas também porque esta é uma maneira de lidarmos com a informação, de buscarmos apoio sobre nossas impressões e sentimentos sobre o assunto em questão.

Quais os assuntos abordados nos hoaxes?

Como as pessoas não compartilham informações que não lhes interessam, os hoaxes precisam de conteúdo fortemente apelativo, primeiro para chamar a atenção, depois para convencer o indivíduo.

Uma “fórmula” bastante utilizada para este fim é a exploração emocional por meio da comoção. Um exemplo persistente disso são mensagens que mostram imagens de crianças, adultos e animais acidentados ou que sofrem de doenças graves. Quem é que já não recebeu conteúdo deste tipo por e-mail ou rede social?

As fotos impressionam e, por causa disso, as pessoas tendem a ler a mensagem que as acompanha para entender o que acontece. A tal explicação, no entanto, é bastante apelativa e pede, por exemplo, para que a pessoa compartilhe a notícia com o maior número de contatos possível, pois uma suposta empresa contará as mensagens enviadas e doará um valor em dinheiro correspondente ao número de leitores.

Em situações como esta, o truque é evidente: como é da natureza humana se comover, muita gente sente piedade ou mesmo culpa. Para não carregar estes sentimentos ou por entender que a única forma de ajudar é encaminhando a mensagem, o indivíduo o faz e, sem querer, acaba expandindo o alcance do boato. Quando o hoax pede compartilhamento com o maior número de pessoas possível, a mensagem pode ser chamada também de corrente.

Mas os hoaxes também podem explorar outras “fraquezas” humanas, como o desejo de possuir determinados bens de maneira fácil ou a curiosidade: não é difícil encontrar mensagens que afirmam que o usuário ganhará prêmios tentadores se divulgar a notícia para seus contatos ou que se clicar em determinado link verá fotos sensuais de uma atriz de destaque. Para convencer o leitor, este tipo de boato costuma envolver indevidamente nome de grandes empresas, de marcas,de personalidades famosas e assim por diante.

É possível encontrar também boatos que tentam causar mobilização pelo efeito da indignação. São mensagens que revelam possíveis teorias conspiratórias ou o envolvimento de personalidades famosas com ações suspeitas. Mensagens do tipo afirmam, por exemplo, que a cura para o câncer foi encontrada há tempos, que determinada celebridade tem pactos demoníacos, que a Amazônia é mostrada como uma área internacional em livros didáticos norte-americanos, enfim.

Características: como identificar um hoax?

Na maioria das vezes, não é difícil identificar um hoax. A principal característica você já sabe: conteúdo apelativo, muitas vezes acompanhado de imagens ou argumentos que tenham validar a mensagem. Mas há outras “pistas”, entre elas:

» Um hoax quase sempre contém um pedido do tipo “espalhe essa mensagem para a sua lista de contatos” ou “compartilhe para o máximo de pessoas possível”. Conteúdo assim, como já informado, corresponde às correntes;

» Algumas mensagens citam nomes de empresas, marcas, organizações não governamentais, pesquisadores renomados, escritores famosos, entre outros, tudo para dar um ar mais verdadeiro ao boato;

» Nenhuma empresa oferece recompensas ou doações extremamente generosas, de forma que mensagens assim são altamente suspeitas. Basta se atentar para o fato de que promoções costumam ter seus regulamentos divulgados em páginas oficiais;

» Nenhuma empresa ou entidade conta a quantidade de pessoas que recebeu uma determinada mensagem e depois faz doações correspondentes a essa quantia;

» Notícias importantes são divulgadas pela imprensa, não por correntes, afinal, a mídia precisa de audiência. Na dúvida, pesquise pelo assunto tratado em mecanismos de busca ou em serviços específicos de pesquisa em notícias, como o Google News;

» A mensagem pode afirmar que você terá azar, ficará solteiro(a) para o resto da vida ou que seus sonhos não se realizarão se determinada ação não for executada, por exemplo. Não há a menor dúvida de que este conteúdo é falso: o hoax tenta te convencer usando argumentos supersticiosos;

» Se a mensagem possuir frases em letra maiúsculas, fonte grande, cor vermelha, excesso de exclamações e afins, é porque ali há uma tentativa desesperada de chamar a sua atenção. Desconfie imediatamente;

» Outro argumento bastante utilizado é justamente o de avisar na própria mensagem que aquele conteúdo não é falso;

» O conteúdo pode conter erros gramaticais ou ortográficos em excesso, argumentos repetitivos e até contradições.

Quais as consequências dos hoaxes?

A princípio, um hoax pode não ter maiores consequências – “se for mentira, logo todo mundo esquece e tudo volta ao normal”. Mas não é bem assim. Dependendo das circunstâncias, um boato na internet pode causar vários problemas, razão pela qual este tipo de conteúdo deve ser combatido. Eis alguns tipos de transtornos que podem ser causados pelos hoaxes:

» O boato pode ofender, denegrir, causar constrangimento ou comprometer a reputação de alguém;

» Da mesma forma, o boato pode causar problemas a empresas e outras organizações que, além de reputação arranhada, poderão ter trabalho extra para desmentir ou amenizar a situação;

» Quem divulga o hoax, mesmo não sendo o autor da mensagem, pode ter sua imagem prejudicada por espalhar informação inconsistente, o que é especialmente ruim no ambiente corporativo;

» A mensagem pode transmitir orientações prejudiciais, como procedimentos incorretos em situações de emergência ou dicas de saúde sem comprovação científica;

» Um hoax também pode induzir o usuário a baixar um arquivo perigoso (malware) ou convencê-lo a informar dados que, na verdade, poderão ser utilizados para ações maliciosas, como uma falsa petição on-line que pede informações confidenciais;

» Mensagens do tipo podem sobrecarregar serviços de e-mail ou gerar incômodos em redes sociais por causa da frequência com a qual são divulgadas;

» Na condição de boato, o hoax pode causar comoção desnecessária, assim como gerar mobilização para situações irreais ou já superadas.

Como um hoax surge?

É possível identificar comportamentos e ações que acabam resultando no surgimento de um hoax, o que não quer dizer, necessariamente, que há como conhecer a origem de todo e qualquer boato que aparece na internet.

Um hoax pode surgir, por exemplo, quando uma pessoa tenta divulgar a sua crença. Na expectativa de se fazer acreditar, ela pode usar argumentos distorcidos ou fantasiosos ou mesmo se basear em afirmações que não foram inteiramente comprovadas.

Há também o hoax que surge por iniciativa de quem deseja explorar a “facilidade” que as pessoas tem de acreditar em tudo o que aparece na internet. Em situações deste tipo, o objetivo pode ser simplesmente o de fazer uma “brincadeira” ou estudar o comportamento humano nas redes sociais, por exemplo.

Mais grave é o hoax que surge como fruto de uma tentativa de prejudicar a imagem de uma pessoa ou de uma organização por motivo de vingança, retaliação, conflito de crenças ou posicionamento político.

Outras razões incluem aplicações de golpes, tentativas de causar desordem ou discussão e interpretação equivocada de fatos.

Finalizando: o que fazer para combater o hoax?

Neste ponto do texto, você já sabe que o hoax é bastante prejudicial, mas que só existe quando as pessoas acreditam nele. Sendo assim, a melhor maneira de lidar com o problema é a boa e velha prevenção.

Neste sentido, ao perceber que um e-mail ou uma mensagem de rede social é um hoax, simplesmente ignore a notícia ou a elimine. Pode ser uma boa ideia alertar a pessoa que lhe enviou a mensagem, mas o faça de maneira gentil e discreta para evitar conflitos.

Para que você mesmo não acabe propagando um hoax sem querer, prefira compartilhar com seus amigos apenas links para notícias de sites reconhecidos, em vez de simplesmente publicar ou enviar o conteúdo na íntegra por e-mail.

Por fim, antes de apertar o botão de enviar ou compartilhar, se questione: será que aquela informação não irá causar transtornos a alguém? Por que tomar como verdade algo que eu vi apenas no e-mail ou no Facebook e não nos noticiários? Eu estou compartilhando este conteúdo por querer ajudar ou porque eu fiquei impressionado?

Lembre-se: o hoax é sempre apelativo. A mensagem usará argumentos ou imagens que tentam causar comoção, indignação ou qualquer sentimento capaz de te fazer agir por impulso. Assim, esqueça desculpas do tipo “na dúvida, é melhor compartilhar”.

No caso de empresas, é uma boa ideia colocar em prática iniciativas preventivas (como guias ou palestras) contra boatos e outros problemas de segurança on-line. No ambiente corporativo, um hoax pode causar desentendimentos entre funcionários ou mesmo chegar inadvertidamente a um cliente.

Como você deve ter percebido, a orientação é sempre o melhor remédio.

Veja outras orientações nestas dicas de segurança na internet.

Escrito por  – Publicado em 14_09_2012 – Atualizado em 14_09_2012

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– A Censura Chinesa e o Ocidente nada faz!

Para fazer negócios com a China, grandes empresas de comunicação aceitam “numa boa” a censura imposta pelo governo ditador.

Palavras como “Democracia”, “Direitos Humanos” e outras que remetam à Liberdade de Expressão são simplesmente banidas. Apple e Google obedecem as ordens de Pequim. Facebook e Twitter são proibidos de atuarem por lá.

Nesta semana, mais um caso de proibição, abaixo, extraído de: http://istoe.com.br/a-censura-chinesa/

A CENSURA CHINESA

Depois de bloquear acesso a redes sociais, governo de Xi Jinping exige que a Apple remova de sua loja no país o aplicativo do jornal “The New York Times”

No país mais populoso do planeta, os cidadãos são proibidos de acessar redes sociais como Facebook e Twitter. Nem mesmo pesquisas na internet pelo Google são toleradas. Há duas semanas, os chineses foram surpreendidos com mais uma forma de censura: o aplicativo que permitia acessar as notícias do jornal “The New York Times” por meio do sistema iOS também foi banido. O site do jornal americano já havia sido bloqueado na China em 2012, após a publicação de um artigo que detalhava a fortuna do ex-primeiro ministro Wen Jiabao e sua família. A pedido do governo do presidente Xi Jinping, a Apple, fabricante do iPhone e do iPad, removeu o aplicativo de sua loja no país.

Em junho, a agência de administração do ciberespaço da China baniu aplicativos que possam “publicar ou divulgar informações proibidas”. As restrições incluem “participar de atividades que coloquem em risco a segurança nacional, interrompam a ordem social ou violem os interesses e direitos legítimos de outros”. É difícil imaginar de que forma o “The New York Times” viola essas normas.

Curiosamente, ao acatar o pedido do PC chinês a Apple vai contra a liberdade que sempre pregou. No ano passado, a empresa recusou um pedido do governo dos Estados Unidos para desbloquear o iPhone de um suspeito de terrorismo. Na época, Tim Cook, o sucessor de Steve Jobs, disse que seria um precedente perigoso, “que ameaça as liberdades civis.”

RETROCESSO
A mudança de postura tem explicação econômica. A China é o terceiro maior mercado da Apple, com uma receita de US$ 8,8 bilhões apenas no quarto trimestre do ano passado. A maior concorrência de rivais domésticos, contudo, tem feito as vendas caírem. O faturamento recuou 30% em 2016. Tim Cook visitou a China algumas vezes no ano passado para tentar recuperar os clientes perdidos.

Para o governo chinês, todos os sites estrangeiros vistos como uma ameaça ao Partido Comunista são automaticamente afastados do alcance dos cidadãos. Wikipédia, Youtube, Instagram e até o Linkedin entram na lista de sites proibidos no país.

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– Fidel Castro e o espanto / encanto com a Web

Fidel Castro, que se foi há pouco tempo, descobriu a Internet somente em 2010. E quando o fez, disse:

Estamos diante da arma mais poderosa que já existiu: a comunicação”.

Para a maioria dos cidadãos do mundo desenvolvido (e dos países em desenvolvimento também), isso é uma realidade. E para que a comunicação seja sempre plena, deve existir liberdade de expressão e democracia (coisas que não existem em Cuba, na China ou Coréia do Norte).

Deve ser por tal motivo o “pé atrás” de Fidel? Permitir comunicação sem censura seria sinônimo da queda da ditadura em Havana?

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– Descanso Virtual

Que tal fugir um pouco da Web?

Muitas vezes é necessário esconder o computador, cortar o sinal da Internet e dar uma sumida do teclado – mas por várias horas/ dias.

Mundo virtual, até mais! Me desligando por um tempinho para arejar a cabeça. E aconselho: faça o mesmo.

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– Você sofre de Nomofobia?

Li e compartilho: o medo de ficar sem acesso ao telefone celular se tornou uma das fobias mais comuns desse século, mostrando que a dependência aos smartphones é não só uma necessidade, mas um vício.

A esse mal se dá o nome de NOMOFOBIA, que significa “estar sem um comunicador móvel” (ou “no mobile” em inglês).

Tô achando que conheço muita gente que sofre dessa fobia…

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– Viciados por Redes Sociais?

A Revista Saúde trouxe uma interessante matéria sobre como as Redes Sociais podem fazer mal, principalmente “entristecendo a vida” das pessoas.

Duvida?

Veja, extraído de Revista Saúde é Vital, ed Out/13, pg 90

UM EFEITO COLATERAL DAS REDES SOCIAIS

Por Theo Ruprecht

Entre mais de 500 milhões de internautas interagindo no Facebook, 82 participaram de um estudo da Universidade de Michigan, sobre participam em Redes Sociais. Os cientistas descobriram que os momentos de menor satisfação com a vida coincidiam com os de maior número de visitas às páginas do Facebook. Por outro lado, quando conversavam com amigos pessoalmente ou por telefone, dificilmente as pessoas apresentavam melancolia.

“Em uma primeira análise, o site em questão parece ser um meio valioso de atender à necessidade humana por conexões sociais” afirma o psicólogo Ethan Kross, autor do trabalho. “Mas nossos achados sugerem que, em vez de aumentar o bem-estar, ele pode, na verdade, diminuí-lo”, conclui. Para não sabotar a própria alegria, melhor maneirar no tempo dedicado às redes sociais.

Na Noruega, a Universidade de Bergen detecta o vício pelo Facebook através do seguinte questionário:

  • 1- Você gasta muito tempo pensando no Facebook?
  • 2- Sente anseio de visitá-lo?
  • 3- Utiliza-o com o objetivo de esquecer seus problemas pessoais?
  • 4- Tentou, sem sucesso, controlar o uso do Facebook?
  • 5- Fica agitado ou preocupado se não consegue acessá-lo?
  • 6- Usa tanto que isso impacta no trabalho ou nos estudos?

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– Suas publicações nas redes sociais dizem o que você é. Sobre “Reputação Digital”:

Ter prudência é fundamental antes de você publicar qualquer coisa nas redes sociais. Li esse aconselhamento e gostei:

“Em caso de dúvida, reflita e espere um pouco antes de publicar, comentar, compartilhar. Investir em sua reputação digital é uma forma de autoconhecimento e só trará coisas positivas à sua vida profissional.”

É isso mesmo: cuidado com sua reputação digital! Compartilho o artigo original, publicado por Denise Maia Soares, especialista em Social Business, via Linkedin:

O QUE VOCÊ FAZ NAS REDES SOCIAIS DIZ MUITO SOBRE VOCÊ

Sabe aquele sujeito que sai esbravejando no Facebook, mas no mundo concreto é amável, educado? Tenho certeza que agora mesmo você conseguiu pensar em alguém assim, e isso é mais comum do que se pensa.

Acontece que não é possível separar a ‘persona digital’ de quem nós somos na verdade, e as redes sociais repercutem cada vez mais nossas ideias e conceitos. A grande questão é que o mundo digital não diferencia passado de presente, nas redes tudo acontece sem distinção de tempo. Por isso, é preciso prestar atenção à forma como você interage para tratar a todos com respeito – ainda que você tenha opiniões divergentes – e manter a coerência.

Todos nós temos uma marca pessoal, um conjunto de comportamentos que forma nossa identidade e cria uma percepção – um olhar – do outro sobre nós mesmos. Essas características podem ser positivas ou negativas, depende do nosso posicionamento em relação ao outro.

Num mundo altamente competitivo, conquistar espaço no ambiente digital contribui para ser relevante também fora dele. O principal para construir autoridade é estratégia: identificar as habilidades que o diferenciam dos demais e explorar aspectos para transformá-los sempre de forma positiva.

Para isso, transparência, construção de repertório e – acredite! – bom senso formam o tripé essencial para ser relevante nas redes sociais e construir uma reputação positiva. O resultado dessa visibilidade favorável vai aparecer em propostas de trabalho e network qualificado, tenha certeza.

Portanto, antes de interagir nas redes sociais, pense em como isso está colaborando para a sua reputação digital.

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– Dispersão Espiritual e Ruído Litúrgico: como e onde encontrar a paz para rezar?

Dias átras, durante a Missa das 7h na Catedral Nossa Senhora do Desterro (a Igreja Matriz de Jundiaí), o Padre João Marrom abordava como as pessoas se distraem (e distraem as outras) durante a Celebração Eucarística com o uso do celular!

Pois é. Se um telefone tocar em um momento de oração, queiramos ou não, há uma irritação. E se for o “barulho” do WhatsApp?

Pior é que justo na hora da Homilia, quando o padre falava sobre isso, um telefone tocou…

Sábias palavras são aquelas que um dia li na porta de uma igreja: “Desligue o celular e se ligue em Deus”. Mas isso não acontece apenas dentro das Igrejas, mas ao longo do dia. Vivemos tempos de Dispersão Espiritual, onde não conseguimos nos concentrar como devíamos para fazermos nossas preces (sobre isso, abordamos brevemente em outra ocasião no link: http://wp.me/p4RTuC-4TN). E nem precisa ser barulho de pessoas desacostumadas a tomarem cuidados, pode ser o famoso ruído litúrgico (um violão que cai, por exemplo) ou ainda fora dos templos: em casa, no quarto ou na sala (sempre haverá uma TV ligada, um rádio ao fundo ou um vizinho tirando a atenção).

Custa muito desconectarmos dos meios de comunicação eletrônicos e dos compromissos de trabalho ao menos em alguns poucos minutos? Estamos reféns de e-mails, redes sociais, perturbações econômicas e compromissos laborais?

Tudo isso vem de encontro com o que o Papa Francisco tuitou no último domingo (olha aí o bom uso das ferramentas sociais, como o Twitter):

O trabalho é importante, mas também igualmente o repouso. Aprendamos a respeitar o tempo do repouso, sobretudo o repouso do Domingo.”

Neste mundo em que os serviços e compromissos são diários e contínuos, no mundo que trabalha 24 horas por dia e de segunda-a-segunda, cada vez mais raro se torna encontrar pai, mãe e filho descansando aos domingos. E seja qual for o dia de repouso (preferencialmente aos domingos), que a família possa se desligar dos compromissos diários e rotineiros para repousar em Deus, ir à Missa, comer sem pressa, esquecer o relógio e não se preocupar com sinal de Internet…

Missão difícil?

Sim. Afinal, nos dias atuais, não é só contra heresias, seitas profanas, modismos anticristãos ou tentações que lidamos, mas também contra a “infoxicação”, que é a necessidade de informação plena, on-line, irrestrita e compartilhada pelos amigos em redes sociais, mesmo que isso leve em detrimento dos escassos momentos que deixamos a Deus…

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– Um dia sem Redes Sociais?

E aqui confesso: tentei passar o dia de ontem sem acessar Twitter, Facebook, Instagram ou Google Plus. E como é difícil…

Para mim, não são canais de entretenimento: são de trabalho e multimídia; contatos pessoais e profissionais estão lá, e por elas se comunicam.

Hei de chegar em um dia de descanso, sem computador, celular e… relógio! Somos reféns do horário e da tecnologia.

O pior de tudo: as redes sociais nos consomem tempo. Mesmo quando não as queremos, damos uma olhadela em algo que não é prioritário. Sem contar aqueles que acham que você está a disposição 24 horas, te mandam mensagens por Messenger, Viber ou WhatsApp e ainda aguardam resposta no exato momento! E ainda há os que enviam repetitivas perguntas sobre repetitivo assunto repetitivamente!!!

Ok, ando sem paciência por diversos motivos, desde maltratos da vida até desrespeitos e desprezos de outrem, além da economia cambaleante. Mas que estou fugindo aos poucos das redes sociais (tornei-me antissocial?), estou. Melhor otimizar o tempo com coisas e pessoas que não estressem…

Em tempo: grupos de WhatsApp? Tô fora.

Compreendam, amigos: o mundo real estressa demais; o virtual não pode ser complemento cansativo dele…

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– Nossas crianças usam adequadamente os aparelhos eletrônicos?

Compartilho essas ótimas recomendações sobre o uso da eletrônica pelos nossos filhos (situação às vezes penosa para nós).

Extraído de: http://istoe.com.br/midias-digitais-seu-filho-usa-da-maneira-certa/

MÍDIAS DIGITAIS: SEU FILHO USA DA MANEIRA CERTA?

A Academia Americana de Pediatria divulga novas recomendações para o uso de tablets, celulares e computadores por crianças e adolescentes. E não é só o tempo de utilização que conta

A Academia Americana de Pediatria divulgou na semana passada suas novas recomendações para que crianças e adolescentes naveguem com equilíbrio pelo mundo digital. A entidade, cujas orientações costumam servir de parâmetro para a conduta de médicos, pais e governos na maioria dos países, deixou patente que é preciso prestar atenção não somente ao tempo que os jovens passam com tablets e celulares, mas ao quê e como eles entendem o que vêem ou jogam.

Por isso, as orientações fazem distinções por faixas etárias, respeitando o grau de compreensão da criança em cada uma. O uso de mídias digitais deve ser evitado por bebês menores de um ano e meio. Até essa idade eles precisam explorar o mundo real e manter interação social com cuidadores nos quais confiam. Isso é fundamental para que desenvolvam apropriadamente o raciocínio, a linguagem e a coordenação motora. Além disso, os bebês têm dificuldade para transferir o que enxergam no celular, por exemplo, para a realidade tridimensional em que vivemos.

A partir dessa idade e até por volta dos cinco anos, a exposição aos recursos digitais pode produzir alguns benefícios, desde que as atividades sejam de boa qualidade. A associação americana cita como opções programas e aplicativos infantis de tevês públicas e do velho Vila Sésamo, agora repaginado para tablets e celulares. Na avaliação dos especialistas, grande parte do que está disponível é ruim e não contempla as necessidades educacionais dos pequenos. “Daí a importância de os pais acompanharem os filhos durante o uso, que deve ser feito por no máximo uma hora por dia”, diz a pediatra Evelyn Einseinstein, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

As figuras interativas dos e-books prejudicam a capacidade de a criança entender o conteúdo

A mesma recomendação vale para os e-books, geralmente recheados de figuras interativas. Ao contrário do que se imagina, esses recursos prejudicam a capacidade de a criança entender o conteúdo. Funcionam como distração. Habilidades necessárias para o bom desempenho escolar, como persistência para a conclusão de tarefas, controle do impulso, pensamentos flexíveis e criativos e equilíbrio emocional são promovidas principalmente em brincadeiras reais, não estruturadas e que requerem convivência social.

Na casa da relações pública Giuliana Gregori e do advogado Bruno Paletta, em São Paulo, Arthur, de três anos e meio, até tem acesso aos digitais – ele ganhou o próprio Iphone quando tinha menos de um ano de idade. Mas não troca as brincadeiras no parque pelos joguinhos online. “Ele usa quando quer, por pouco tempo, e para acesso a brincadeiras pontuais”, diz Giuliana. “Arthur dá mais valor para as interações no mundo real.”

NAVEGAR COM SEGURANÇA

A utilização por jovens em idade escolar precisa ser ainda mais monitorada. O uso excessivo está associado à obesidade e a comportamentos de risco, como a auto-mutilação ou distúrbios alimentares. Por essa razão, as diretrizes instruem os pais a estimularem seus filhos à prática de exercícios físicos pelo menos uma hora por dia e a dormirem entre oito e doze horas por noite. Uma das formas de garantir o sono é impedir que os aparelhos sejam usados uma hora antes de se deitar.

Nessa fase, os pais devem estimular conversas sobre os cuidados necessários para se navegar com segurança na rede, evitando o assédio de pedófilos ou outras armadilhas perigosas. Também é o momento de falar a respeito de cidadania, respeito ao outro e à diversidade de opiniões. “A família deve criar um ambiente de segurança para que o jovem recorra a ela quando tiver dúvidas sobre o que está vendo”, diz Jenny Radesk, pediatra e especialista em desenvolvimento comportamental da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. Ela é uma das responsáveis pelas novas orientações.

No Brasil, as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria são basicamente as mesmas das agora lançadas pelos americanos. A entidade nacional pretende atualizá-las adicionando a orientação para que crianças entre dois e cinco anos tenham acesso ao meio digital somente uma hora por dia.

Aos pais, cabe dar o exemplo e não fazer da tecnologia o centro da vida. Pediatras brasileiros e americanos enfatizam que a mensagem passada aos filhos deve ser a de que ela tem seu valor, desde que desfrutada com parcimônia e qualidade. Luiza Reginatto Diório, de três anos, vê o comportamento equilibrado dos pais, Giuliana Reginatto e Luiz Antonio Diorio, em relação aos aparelhos, e segue pelo mesmo caminho. “Se as crianças percebem que o celular é o centro das atenções na vida dos pais, até mesmo durante as refeições, é muito provável que o encantamento pelos aparelhos seja maior”, diz Giuliana. “Por isso, procuramos dedicar nosso tempo a brincar junto com a Luiza, a construir coisas com ela, como desenhos e quebra-cabeças, a cantar juntos. O mundo real, assim, vai naturalmente se tornando mais interessante do que o das telas.”

ALGUMAS DAS PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES

– Evite o uso de tablets e celulares por crianças com menos de um ano e meio

– Pais que decidirem permitir o uso a partir dessa idade devem escolher programas de qualidade e assisti-los junto com seus filhos para ajudá-los a entender o que estão vendo

– Entre 2 e 5 anos, o limite de exposição deve ser de uma hora por dia

– A partir dos 6 anos, os pais precisam estabelecer limites em relação ao tempo e tipo de mídia usado e garantir que o acesso não prejudique o sono, a atividade física ou outros hábitos saudáveis

– Uma das formas de fazer isso é proibir a utilização uma hora antes de dormir. Outra é reservar horários sem que os aparelhos estejam por perto. Nas refeições e na cama, por exemplo

– Conteúdos violentos devem ser evitados a qualquer custo. Estima-se que até os 12 anos uma criança já tenha visto cerca de 8 mil mortes e 100 mil cenas de violência em ambiente virtual ou na tevê

– Desencoraje o manuseio enquanto o jovem faz a lição de casa

– Converse sobre como navegar na rede com segurança e saber respeitar o outro e as diferenças de pensamento nas redes sociais

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Fotos: Airam Abel; Andre Lessa/IstoÉ

– Intoxicação de informação: um mal dos nossos dias…

Cuidado: nossa sociedade apresenta males do século XXI que são novos mas constantes. Um deles seria a intoxicação por excesso de informação, misto de contaminação com carência de atualizações.

Compartilho interessante material, extraído da revista Isto É, Ed 2168, pg 76, por Patrícia Diguê e João Loes. Abaixo:

INTOXICADOS DE INFORMAÇÃO

O estresse causado pela hiperconectividade e a sensação de estar sempre desatualizado causam a chamada infoxicação. Saiba quais são os sintomas e como se livrar desse mal

A publicitária Larissa Meneghini, 24 anos, toma café da manhã com os olhos grudados num livro. No caminho para o trabalho, parada no trânsito de São Paulo, aproveita para escutar notícias pelo rádio do carro e ler mais um pouco. Passa o dia conectada, respondendo a e-mails, checando redes sociais e pesquisando sites relacionados ao trabalho. “Chego a ficar tonta com tanta informação, a ponto de ter de sair da frente do computador e esperar passar”, conta a paulistana, que recentemente abriu mão do celular com internet para tentar reduzir o estresse com a hiperconectividade. Apesar de antenada com tudo, se sente constantemente desatualizada. “Estou sempre com medo de ficar de fora”, lamenta. A angústia de Larissa diante do grande volume de informação é tema que vem gerando manifestações acaloradas desde o início da era digital e agora ganhou nome: infoxicação.
O neologismo, uma mistura das palavras “informação” e “intoxicação”, foi cunhado por um físico espanhol especialista em tendências da informação, Alfons Cornellá. Segundo ele, uma pessoa está infoxicada quando o volume de informação que recebe é muito maior do que o que ela pode processar. “Quando ainda nem terminamos de digerir algo, já chega outra coisa”, afirma o especialista. As consequências são a ansiedade diante de tantas opções e a superficialidade.

Na mesma corrente, está o psicólogo britânico David Lewis, que criou o conceito da Síndrome da Fadiga Informativa, que se dá em pessoas que têm de lidar com toneladas de informação e acabam se sentindo paralisadas em sua capacidade analítica, ansiosas e cheias de dúvidas, o que pode resultar em decisões mal tomadas e conclusões erradas. Outros sintomas são danos às relações pessoais, baixa satisfação no trabalho e tensão com os colegas. “O excesso é mais prejudicial do que proveitoso”, afirma. Se há duas décadas só contávamos com alguns canais de televisão, hoje o volume de dados no mundo equivale à leitura de 174 jornais por dia por pessoa, aponta estudo da USC Annenberg School for Communication & Journalism, publicado em fevereiro (leia quadro).
Apesar dos perigos do excesso de informação, a maioria dos especialistas ainda enxerga mais vantagens do que desvantagens na era digital. Só alertam para a necessidade de as pessoas aprenderem a amenizar os efeitos colaterais dessa nova realidade. “Não temos como reverter esse processo, então é preciso aprender a lidar com ele”, defende a psicóloga Rosa Farah, do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “E não podemos subestimar a capacidade de o ser humano de adaptar-se a essa realidade.”
Para não ser contaminado pelo turbilhão de bytes a que está exposto diariamente, o engenheiro naval Guilherme Malzoni Rabello, 27 anos, inventou uma dieta da informação. “Eu escolho cuidadosamente o que merece minha atenção antes de sair atirando para qualquer lado, atentando principalmente para a origem da fonte. “Quanto mais gabaritada e reconhecida, mais vale a pena consumir”, diz. O engenheiro é exemplo de quem conseguiu exercer a escolha criativa, segundo o psicanalista Jorge Forbes, que não concorda com a patologização do mundo online. “Será que alguém fica gordo porque vai a um restaurante de bufê e se acha obrigado a comer de tudo para não fazer desfeita?”, compara Forbes. A professora Rosa, da PUC, ressalta, porém, que há pessoas mais vulneráveis a essa abundância e, para elas, recomenda escutar os alertas do organismo. “O corpo dá sinais de que estamos ultrapassando limites. Aí é hora de reavaliar prioridades”, ensina. Por enquanto, a quantidade de informação no mundo ainda equivale a menos de 1% da que está armazenada nas moléculas de DNA de um ser humano, indício de que a espécie deverá sobreviver a mais esse impacto.

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– Nossos filhos acreditariam nessa manchete?

Celular AINDA é algo relativamente novo à minha geração, que não pode se acomodar nem se atualizar tecnologicamente.

A minha filha, celular é algo que sempre existiu e faz parte do dia-a-dia. Aliás: celular não, mas sim SMARTPHONE.

Sou do tempo antigo BIP, o precursor do “teletrim”. Mas eis que vejo algo curioso: uma propaganda da Nokia sobre, acredite, fazer envio de mensagem de texto!

Abaixo:

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– Sobre o Direito ao Esquecimento na Internet

Cada vez mais ouço notícias de pessoas que querem “sumir da Web”. Seja qual for o motivo – se por crimes no passado e penas já cumpridas, se por motivos tristes ou constrangedores, ou simplesmente para manter a privacidade.

Para isso, entram na Justiça contra o Google ou sei lá contra quem for necessário! O fato é que enquanto alguns querem aparecer, outros (por motivos particulares e justos) querem desaparecer.

O que você pensa sobre isso? Eu, pessoalmente, não tenho problemas em aparecer em links de buscas por nada me desabonar. Mas confesso: a idéia em sair da Internet é interessante (mas talvez um pouco burocrática), caso por algum motivo eu queira.

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