– Você usa ou sabe o que é Storytelling?

Uma técnica de fixação e ensinamento muito usada por oradores tem sido recomendada por especialistas: é o “contar histórias / parábolas / contos em geral”!

Mais sobre storytelling,

Extraído de: https://economia.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/reinaldo-polito/2018/01/16/storytelling-contar-historias-vantagens-riscos.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-noticias&utm_source=t.com&utm_medium=social

STORYTELLING AJUDA A COMUNICAÇÃO; VEJA COMO CONTAR HISTÓRIAS E EVITAR ERROS

Por Reinaldo Polito

Uma técnica utilizada há milhares de anos virou moda: storytelling, uma forma de transmitir uma mensagem de maneira eficiente por meio de histórias. Com certeza, quem mais soube comunicar o que desejava a partir de histórias foi Jesus Cristo. Passados mais de 2.000 anos, todos os dias, no mundo inteiro, pessoas recorrem às suas parábolas para comunicar a palavra de Deus.

Profissionais de todas as atividades estão aprendendo a contar histórias para criar, promover e até recuperar marcas. Para atingir esses objetivos, eles se valem de todos os meios de que possam lançar mão: desde apresentações com ou sem apoio de recursos visuais até de mídias sociais, vídeos, interpretações teatralizadas etc.

A ESCOLHA CERTA

A escolha dependerá dos meios que estiverem à disposição, mas, principalmente, que sejam os mais adequados às características e anseios dos ouvintes ou leitores. Quanto maior for a conjugação entre os meios utilizados, o público a ser atingido e o contexto da exposição, melhores serão os resultados alcançados.

Você poderá lançar mão de diversos tipos de histórias. Todos podem apresentar ótimos resultados. Tudo dependerá dos objetivos a serem conquistados e das circunstâncias que cercam a apresentação. O mais conhecido e mais utilizado é a “jornada do herói”.

A JORNADA DO HERÓI

Todas as vezes em que se fala em contar histórias, de maneira geral, esse é o tipo que surge em primeiro lugar. Tanto assim que algumas pessoas chegam a pensar que todas as histórias precisariam necessariamente passar pela sequência da “jornada do herói”. Para ilustrar vamos ver quais são suas etapas:

1) A pessoa leva uma vida normal até o momento em que é convocada para uma aventura.

2) A pessoa não deseja ir. Resiste à convocação.

3) Surge, então, alguém que a estimula e a anima a aceitar a missão.

4) A partir desse instante, é obrigada a enfrentar obstáculos, desafios e problemas.

5) Precisa, portanto, se preparar para uma mudança radical.

6) Vence os obstáculos, desafios e problemas.

7) Cumprida a missão, retorna à vida normal e serve de exemplo inspirador para outras pessoas.

Se você nunca teve contato com essa sequência, provavelmente estará surpreso com a quantidade de livros que leu e de filmes a que assistiu seguindo exatamente as etapas que acabamos de descrever. A associação com as histórias que conhece ajuda bastante no entendimento dessa técnica.

Todos os tipos de histórias seguem mais ou menos a mesma linha: as dificuldades que a pessoa enfrenta em determinadas circunstâncias para conquistar a torcida e a solidariedade dos ouvintes ou dos leitores. Em alguns casos o protagonista é um despreparado, mas vence essas dificuldades, revelando a luta para se superar, até servir de exemplo para outras pessoas.

Outro tipo de sequência mostra que a personagem tem adversários comuns com os ouvintes ou leitores. É a luta dela contra esses inimigos identificados.  Só que a pessoa é enganada, e, sem saber, age mal. Parece se distanciar daqueles que torciam por ela. No final, fica claro que não estava do outro lado da trincheira, mas que esteve sempre comprometida com a causa de quem desejava desde o início estar ao seu lado.

Se pensarmos bem, as sequências são simples e fáceis de serem apreendidas. A partir do instante em que deixamos apenas de acompanhar as histórias e começamos a observar como foram arquitetadas, passamos a criar um repertório que poderá ser usado nas mais distintas oportunidades.

INGREDIENTES FUNDAMENTAIS DE UMA BOA HISTÓRIA

1) Tem começo, meio e fim. Nada diferente do que aprendemos desde a época dos primeiros anos escolares: uma história precisa ter início, desenvolvimento e conclusão. Parece (e é) tão elementar, mas muitos se esquecem de seguir essa regra.

2) Mostra os momentos em que tudo transcorre normalmente, mas algum fato rompe esse equilíbrio. Surgem os conflitos, os obstáculos, os problemas.

3) Conquista a torcida das pessoas para que os problemas sejam superados. Elas devem se identificar de tal forma com os desafios da personagem que sentem os problemas como se estivessem no seu lugar.

4) Revela como esses desafios são vencidos com lutas, sacrifícios e determinação. Para que a torcida das pessoas seja ainda mais intensa, em certos momentos poderá surgir a dúvida se terá ou não forças para que os grandes obstáculos sejam ultrapassados.

5) Deixa no final uma reflexão para que as pessoas retirem da história algum ensinamento. A vantagem de deixar essa conclusão por conta dos ouvintes ou leitores é que aceitem a mensagem sem terem a impressão de que ela lhes foi imposta.

Estando os ouvintes envolvidos com a história, torna-se mais simples fazer com que façam a associação com a mensagem que você deseja transmitir. Além de ampliar as chances de que aceitem sua proposta, a história tem a virtude de impregnar a mente das pessoas de tal forma que, em alguns casos, nunca mais se esquecem do que acompanharam.

ERROS NA UTILIZAÇÃO DO STORYTELLING

1) História contada só para ser contada: De nada adiantará contar uma história, mesmo que seja excelente, se ficar claro que ela foi narrada apenas como artifício, como se fosse um nariz de cera, usado para se encaixar em qualquer circunstância. Quando isso ocorre, quase sempre, o resultado da apresentação é negativo.

2) História fora de contexto: Esse equívoco guarda certa semelhança com o anterior. Só que nesse caso, a história pode ter um objetivo definido e ser escolhida para atender a essa finalidade, mas fica tão fora de contexto que mais atrapalha que ajuda o entendimento das pessoas. Quem ouve ou lê a história até gosta e se envolve com a narrativa, mas não consegue enxergar sua utilidade no contexto da mensagem.

3) História conhecida e surrada pelo uso excessivo: Principalmente no início, quando as pessoas começam a praticar o storytelling, elas se valem de histórias que ouvem aqui e ali, em particular aquelas contadas reiteradamente nas palestras. Por ser a história sem ineditismo, ao invés de motivar os ouvintes ou leitores, provoca desinteresse. Por isso, cuidado com o uso de histórias, filmes e ilustrações que já não apresentam nenhuma novidade.

4) História longa: Por mais interessante que seja uma história, se for longa, poderá cansar e até aborrecer as pessoas. Nesse caso, além de afastar os ouvintes ou leitores da narrativa em si, os desvia também do objetivo da mensagem. Por isso, desenvolva o hábito de resumir suas histórias. Basta lembrar que um bom anúncio comercial consegue contar histórias atraentes em apenas 30 segundos.

Se o que pretende contar consumir cinco minutos, procure reduzir para dois a três minutos. Se, pelo contexto da apresentação, a história tiver de ser mais longa, por exemplo, acima de dez minutos, pode ter certeza de que, com bom planejamento e ensaios, conseguirá contá-la até na metade do tempo.

5) História que não envolva os ouvintes: A história precisa ir ao encontro da realidade das pessoas. Se os ouvintes ou leitores não se sentirem tocados emocionalmente por ela, ficarão alheios ao que está sendo apresentado. Pergunte sempre: que tipo de adaptação preciso fazer para que essa história vá ao encontro da realidade e do interesse dessas pessoas? Se encontrar a resposta, terá também a solução.

6) História enganosa: Embora a história ficcional possa ser um recuso tão eficiente quanto às narrativas reais, é preciso tomar cuidado para que o ouvinte ou leitor não se sinta enganado. Além de a história inventada precisar ter verossimilhança, isto é, parecer verdadeira, é preciso deixar claro às pessoas que se trata de um exemplo.

Algumas empresas usaram essa “licença poética” ao contar suas histórias e se deram mal. Precisaram explicar aos órgãos que fiscalizam as propagandas porque contaram aquela história falsa. Algumas tiveram de retirar os anúncios de circulação.

VALE A PENA USAR O STORYTELLING

Aí está um dos recursos mais eficientes para você transmitir suas mensagens: contar histórias. A storytelling é uma competência que pode e deve ser conquistada, desenvolvida e aprimorada. Com o tempo, você terá um estoque muito bom de histórias para usar de forma adequada nas mais diferentes situações.

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– Um pedido contra as correntes Via WhatsApp e Messenger

PAREM COM ISSO, PESSOAL…

É ou não é um pé-no-saco essas correntes supersticiosas, de fake news e outras bobagens enviadas em lote pelos aplicativos de comunicação?

Esse pedido roda pelas redes sociais e faço o mesmo. Abaixo:

PEDINDO CONTRA O ENVIO DE BOBAGENS PELA INTERNET

Olá amigos.

Não quero magoar ninguém, mas por favor não me enviem pelo Messenger ou WhatsApp correntes, flores piscando que dizem que eu tenho que enviar para dez pessoas, incluindo a pessoa que o enviou. Não postem imagens de santos, Deus e/ou outros para receber um milagre, alegando que se eu não enviar terei azar ou serei excomungado.

Estou absolutamente certo que Deus não tem Facebook, WhatsApp ou qualquer outra página de rede social.

Estas correntes levam vírus e podem destruir o software de um dispositivo ou clonar seus dados.

Obrigado pela compreensão.

Em tempo: me perdoe, mas eu NÃO ABRO NADA que seja enviado pelas redes sociais e não seja direto a mim. As de lote e com anexo, apago imediatamente (e em alguns casos bloqueio o remetente).

Olhe um exemplo disso:

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– Feliz Aniversário, iPhone!

Há 11 anos, um invento mudava o mundo. Era criado o Iphone!

Na oportunidade, Steve Jobs, CEO da Apple, disse:

Hoje a Apple está reinventando o telefone.” (09/01/2007)

Para mim, reinventou mesmo. Os aparelhinhos inspiraram os concorrentes e transformaram até mesmo o comportamento das pessoas. Desde então, o conceito de aparelho telefônico mudou bem!

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– Spam de Ano Novo via Redes Sociais, não!

O Natal foi recheado de mensagens “em lote” de desejos de Felicidades via WhatsApp e Messenger. Tem gente que mandou a mesma “mensagem padrão” nos dois aplicativos para a mesma pessoa. Há aqueles que mandaram duas vezes PELO MESMO meio à MESMA PESSOA.

Aí é sacanagem… “no tempo antigo”, quando se mandava cartões natalinos, ao menos se assinava o cartãozinho e se sabia a quem estava enviando. Pela Internet, o cara envia em massa e fica por isso mesmo.

Assim, seja uma pessoa legal: quer desejar Feliz 2018 via meio eletrônico, personalize a mensagem. Fazer como Spam não dá (eu nem abro).

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– Você sofre de Nomofobia?

Li e compartilho: o medo de ficar sem acesso ao telefone celular se tornou uma das fobias mais comuns desse século, mostrando que a dependência aos smartphones é não só uma necessidade, mas um vício.

A esse mal se dá o nome de NOMOFOBIA, que significa “estar sem um comunicador móvel” (ou “no mobile” em inglês).

Tô achando que conheço muita gente que sofre dessa fobia…

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– Os Viciados por Telefone Celular: a dependência pode ser a mesma de Narcóticos?

Uma das matérias que mais chamou a atenção na Revista Veja dessa última semana foi a respeito das consequências dos dependentes de Celular.

Sabia que os sintomas da nomofobia são gravíssimos?

Compartilho, extraído de: https://veja.abril.com.br/revista-veja/viciados-em-telas/

VICIADOS POR TELA

Cientistas atestam que a dependência de smartphones afeta a química do cérebro, levando ao desenvolvimento de transtornos como déficit de atenção

Por André Lopes

Se você não estiver lendo esta reportagem no celular, uma pergunta: onde está ele agora? A questão fez com que o procurasse? Se respondeu “sim”, é provável que, nos próximos minutos, você não consiga se concentrar neste texto. Quando o aparelho fica fora de alcance, um sentimento de ansiedade costuma tomar conta do usuário, bastando porém tê-­lo em mãos para o alívio ressurgir. Se isso é comum no seu dia a dia, deve-se acender o sinal amarelo. De acordo com um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Seul, na Coreia do Sul, divulgado no último dia 30, a dependência de smartphones já pode ser, sim, chamada de vício. Isso porque seu uso excessivo produz alterações químicas no cérebro, com reações e síndrome de abstinência em moldes semelhantes ao que acontece com dependentes de drogas.

No trabalho sul-coreano, os cientistas usaram um tipo particular de ressonância magnética que analisa a composição química do cérebro para observar hábitos de dezenove adolescentes clinicamente diagnosticados como viciados em celular. Depois, compararam os resultados com os de grupos de jovens que usam o dispositivo mas não eram tidos como dependentes. No estudo também se levou em conta quanto o convívio com a tecnologia afetava o contato com familiares, a produtividade e a forma de lidar com emoções. Num resultado previsível, os adictos apresentaram maiores níveis de depressão, ansiedade, insônia e impulsividade. Mas novidade maior, mesmo, foi a descoberta de como a nomofobia — eis o termo que descreve a dependência de smartphones — afeta a química cerebral.

Os jovens dependentes apresentaram oscilações na presença dos ácidos gama-aminobutírico, glutamato e glutamina, todos ligados a dois neurotransmissores responsáveis pelo funcionamento da atividade cerebral. Quanto maior o nível de alteração deles, mais grave era o quadro de dependência. Pode-se ter uma sólida dimensão do problema quando se considera que, em países desenvolvidos, 92% dos adolescentes acessam a internet todos os dias, em geral por meio de telefones móveis. Um típico usuário costuma tocar mais de 2 600 vezes na tela do celular por dia.

Esse dispositivo pode dominar a atenção de jovens e crianças mesmo diante das maiores maravilhas do mundo real — a exemplo de obr­as-primas como A Ronda Noturna, que o holandês Rembrandt (1606-1669) pintou em homenagem aos civis que fiscalizavam as ruas de Amsterdã. Entre 2015 e 2016, viralizou na internet um meme no qual um grupo de estudantes virou as costas para o quadro clássico e ficou fascinado com outra tela — a do próprio celular. Depois que a imagem se espalhou, descobriu-se que o grupo, na verdade, realizava pesquisas ligadas a um trabalho escolar. Mas a cena acabou ficando como o emblema de uma realidade: a capacidade quase infinita dos smartphones de atrair a atenção juvenil mesmo quando os adolescentes estão diante de outras maravilhas do engenho humano.

O uso constante do aparelho prejudica especialmente os jovens, membros de uma geração que nasceu conectada, cuja mente e hábitos ainda estão em formação — podendo influir nos processos de aprendizagem. Adolescentes que usam o aparelho em excesso apresentam tendências maiores a desenvolver déficit de atenção, fobia social, depressão e compulsão para acessar redes sociais. No ano passado, pesquisadores da Universidade de Kaohsiung, em Taiwan, publicaram um trabalho no qual relacionaram a dependência com transtornos mentais. Pela análise do comportamento de 2 300 adolescentes, concluiu-se que 10% deles possuíam algum tipo de alteração cognitiva ligada à nomofobia.

Estudos como esse procuram confirmar uma suspeita deste século: será que a ascensão das redes sociais e dos smartphones tem relação direta com o aumento dos casos de depressão e ansiedade entre jovens? Ao longo da última década, o número de crianças e adolescentes americanos internados em hospitais por suspeita de quadros depressivos mais do que dobrou. Em paralelo, a taxa de suicídio entre os indivíduos da mesma geração também cresceu com igual intensidade. Suspeita-se que o isolamento proporcionado pelas novas tecnologias tenha influência no aumento dos índices. Nos Estados Unidos, o tempo médio que os jovens dedicam diariamente ao celular passou de uma hora e meia, em 2012, para duas horas e meia, no ano passado. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, órgão ligado à ONU, considera que a Inglaterra apresenta o cenário mais grave: um em cada três adolescentes já pode ser considerado viciado por ficar on-line mais de seis horas diariamente.

Como saber se um filho ultrapassou os limites? Uma das diferenças entre o uso saudável e a dependência está no nível de inquietação quando o dispositivo não está por perto. “Para os viciados, as manifestações emocionais decorrentes de não poder acessar o aparelho, como quando acaba a bateria, são semelhantes às apresentadas durante casos de abstinência de drogas como álcool. O indivíduo costuma exibir alterações como sudorese, ansiedade, irritabilidade e comportamento agressivo”, explica a psicóloga Sylvia van Enck, pesquisadora do Grupo de Dependências Tecnológicas da Universidade de São Paulo.

Um caso extremo, e hoje referência para estudos, ocorreu em 2012. O inglês Danny Bowman, então com 16 anos, tentou se matar, segundo ele próprio, por não ter conseguido tirar uma “selfie perfeita”. O rapaz dedicava, à época, dez horas de seu dia em busca das melhores fotos de seu rosto. Durante esse período, ele abandonou a escola, perdeu peso e desfez amizades. A cura só veio com a abstinência forçada: Bowman passou por um duro tratamento que consistia em de­ixá-lo longe do smartphone.

No Brasil, existem clínicas, como o Instituto Delete, no Rio de Janeiro, que promovem esse tipo de tratamento. A iniciativa segue os passos de países como Estados Unidos, Inglaterra, Japão e China, as principais referências nesse campo de trabalho e onde a nomofobia é tratada como um problema de saúde pública. Na Califórnia, as clínicas especializadas no tratamento contra a nomofobia são cada vez mais populares. No Japão, o Ministério da Educação lançou um projeto nas escolas para oferecer psicoterapia a jovens que se sentem dependentes do celular. Um aviso, contudo, deve ser feito para todas as idades: é difícil ter noção, sozinho, de quando se está dependente dessas novas tecnologias. Os especialistas indicam uma forma de acender o alerta: note se o uso demasiado do smartphone está interferindo em sua produtividade no trabalho ou no tempo dedicado à família e aos amigos. Se isso estiver acontecendo, é um sinal de que, talvez, as coisas não estejam indo de modo satisfatório. Como em tudo na vida, também para o celular vale o conselho de ouro: use com moderação.

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– Os cansativos usuários do Messenger e do WhatsApp: CHEGA DE GUIRLANDA E DE CORRENTE!

Não sou muito afeito aos grupos de Messenger e WhatsApp. Confesso: eles tiram o tempo e nos atrapalham na hora de consultar o que é sério e o que é bobagem. Vem tudo junto e misturado!

Essas boas ferramentas vêm acompanhadas de muitas idiotices. Por exemplo: correntes de “envie para X pessoas se não blábláblá”. Ora, isso é coisa de supersticioso!

A coisa mais chata atual é o tal de “enviei a 1a guirlanda”. Todo dia recebo uma meia dúzia! Que irritante, a pessoa manda mala-direta, não é algo personalizado e acha que está sendo bacana. É simplesmente mandar por achar que “é legal”.

Por favor, se você é meu amigo nessas duas redes (lembrando que no Twitter, G+ e Instagram felizmente isso não acontece), NÃO ENVIE essas coisas. Não curto correntes religiosas (isso é para quem tem fé fraca), não gosto de “30 bom-dias” da mesma pessoa em cada postagem (parece que há uma necessidade de se fazer aparecer), tampouco aprecio que entupam meu celular de fakenews (quanta gente compartilhando factoides inventados pela direita e pela esquerda – e muitos acreditam inocentemente).

Por isso, desculpem-me a franqueza: cansa receber guirlanda, corrente e mentiras. Isso atrapalha o dia-a-dia, Ok?

Não quero ser antipático, mas para o bom ritmo de atividade virtual, isso é necessário.

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– William Waack e a mancada racista no vídeo antigo.

Há dúvida de que alguém quis sacanear o jornalista Willian Waack da Rede Globo, ao deixar vazar um bastidor pré-gravação do ano passado onde ele soltou uma infeliz frase?

Prestes a entrevistar uma pessoa em Washington, cobrindo a Eleição de Donald Trump, Waack se incomodou com a buzina de um motorista próximo onde estavam. Disse:

Tá buzinando por quê, seu merda do cacete?”.

Na sequência, sussurrou ao convidado:

“É preto, é coisa de preto”.

Claro que os amigos de Waack estão se solidarizando a ele, dizendo que não é racista. Pode até não ser, mas a frase foi de puro racismo, daquelas que antigamente ouvíamos com frequência e que diminuem a dignidade do negro.

Lamentável. Que tenha sido um “único ponto fora da curva”. Certamente, está arrependido do que disse e, tomara, não tenha espírito racista dentro de seu coração.

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– As demissões na imprensa esportiva brasileira

Vejo muitos estudantes de jornalismo reclamando de oportunidades de trabalho. E está difícil crer que a situação do jornalismo esportivo irá mudar para melhor em breve. Quer exemplos?

Vide os profissionais da Jovem Pan, demitidos nos últimos dias. Depois daquela grande leva do ano passado, foram dispensados Zeca Cardoso e Fredy Júnior. Na Bandeirantes, saiu Frank Fortes. Na Folha de São Paulo, no sábado repleto de futebol, apenas 1 mísera página falando sobre Esportes.

E a Rede Globo, dizendo que por uma sinergia melhor re-arranjou seu quadro colaborativo? Em outras palavras, demitiu mesmo muitos funcionários.

E falando de Globo, lamento muito a demissão do meu amigo Rivelino Teixeira, jundiaiense da gema e que estava, com muita competência, se saindo bem na Sportv. Especialmente como se deu sua demissão: na porta do estádio de Varginha (iria comentar o jogo do Boa pela série B), pronto para trabalhar, sem qualquer respeito ao profissional e ao cidadão. Tratado como um número em pleno exercício do ofício. E chato também é o fato da omissão de quem os representa: o Sindicato! Você ouviu alguma manifestação da Aceesp?

Compartilho um desabafo do Riva (dias atrás), em sua página na rede social, para que os leitores possam ver o quão fraca é a defesa da categoria:

TRATADOS COMO CÓDIGO DE BARRAS. 

Chegando aos 15 dias de demissão, e até hoje nenhuma manifestação de apoio de entidades que deveriam cuidar de pessoas, e no meu caso, entidades com vínculos aos profissionais da comunicação.

Ninguém do Sindicato dos Radialistas, dos Jornalistas, de Associação dos Cronistas ou Assistência Social de Empresa, nenhum contato para saber se estou bem, se estou precisando de alguma coisa (essa alguma coisa não é dinheiro), é sim um apoio emocional.

A comunicação brasileira está no seu pior momento, e em 2017 muitos profissionais do rádio, da tv, da mídia em geral estão parados, e a recolocação é muito difícil.

Colegas de profissão, precisamos nos unir e buscar mudanças, e não deixar que essa corrente negativa continue amarrando “seres humanos” que são tratados como “código de barras”, que estudaram, lutaram e hoje (como eu), estamos neste pesadelo interminável.

Quem puder apoiar, por favor, curta e compartilhe.

RESPEITO COM O SER HUMANO.

Hoje sou eu, amanhã pode ser com você, ou com alguém de sua família!!!

Força Riva e estendendo aos demais profissionais que estão na mesma situação!

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– #WhatsAppDown? Quando cai, as pessoas enlouquecem! Ainda bem que os chatos também somem…

O que é a dependência de um aplicativo de mensagem instantânea. Mesmo existindo Viber, Telegram, Messenger e tantos outros, o WhatsApp é o queridinho do Brasil e de alguns países da Europa.

Nesta sexta-feira, ele saiu do ar em boa parte do mundo, e aquela maluquice e desespero de sempre começam novamente.

Confesso: não gosto do WhatsApp. Sabe aquelas bobagens de “correntes para reenvio”, “envie a 10 pessoas para ter sorte”, “Fake News e outras tantas idiotices? Nem leio (por favor, não me envie). Uso praticamente para a questão profissional e comunicação entre familiares e amigos.

Mas sabe o que tem ainda mais de pior? O tal do Messenger! O que tem gente que manda GIF’s de “Bom dia”, “Boa Tarde” e “Boa Noite” com coraçõezinhos/bichinhos,/florzinhas, de mensagens agrupadas (mandadas para milhares de pessoas ao mesmo tempo), é um pé no saco! O cara manda todo dia um bom dia, uma corrente de santo, um Fake News pedindo para enviar ao maior número de amigos possíveis, e você ouve o barulho, vê o alerta e pensa que é coisa séria! Quando vai abrir… e a pessoa ainda quer que dê retorno se viu, se leu, se recebeu! Tenha dó. No Messenger, estou dando block mesmo.

Infelizmente, WhatsApp e Messenger estão criando uma geração de chatos virtuais. Como cansa, e a pessoa não se manca. E quando você está em grupos e a mesma mensagem vai para TODOS os grupos? Ô falta de bom senso… Nessas horas, é desejável um apagão do WhatsApp e do Messenger.

Ops: não é mau humor, e nem quero me fazer por antipático, mas é cansaço mesmo de ser atrapalhado com essas inutilidades mandadas a esmo… e não poso sair desses aplicativos pois sou obrigado a usá-los por questão de trabalho!

E aí, você lê todas as bobagens que são enviadas e videozinhos nada a ver? É refém desses aplicativos?

Se for mensagem urgente, ligue ou envie um SMS. É muito mais eficaz…

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– Empresas que “Tuitam”

O Twitter é uma das primeiras grandes redes sociais globais e que hoje luta para não perder seu público, ávido por novidades.  Mas veja que interessante o que o mestre dos négocios Jack Welch disse há tempos, quando ele surgiu:

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0946/gestao/rendemos-ao-twitter-479640.html

PORQUE NOS RENDEMOS AO TWITTER

A rede social não é apenas um modismo divertido. Ela poderá ajudar algumas empresas a dar visibilidade às suas marcas e a se relacionar de maneira mais direta com seus consumidores

Você sabe que está fazendo uma coisa diferente e nova – no mínimo, nova – sempre que o assunto vem à tona numa rodinha informal e alguém faz um comentário ácido do tipo: “Por que você perde tempo com uma bobagem dessas?” É o que se passa com o Twitter, essa coisa inventada pelas redes sociais que adotamos recentemente e com um entusiasmo tal que deixou surpresos amigos, familiares e inclusive a nós mesmos.

De uns meses para cá, nos apaixonamos pelo Twitter. Não queremos dizer com isso que ele vai mudar o mundo, conforme dizem alguns de seus adeptos, mas o fato é que conseguimos compreender perfeitamente seu potencial para os negócios. Se o Twitter continuar a crescer no ritmo que vem crescendo atualmente, ele pode se tornar uma ferramenta extremamente valiosa, já que poderá ajudar as empresas a dar visibilidade às suas marcas e a se concentrar de forma mais direta em grupos específicos de consumidores. Talvez seja também uma ferramenta muito útil para executivos que necessitem de uma maneira original de interagir com seu pessoal, e vice-versa.

Mas isso não explica por que ultimamente estamos sempre castigando nossos teclados com rajadas de 140 caracteres – na verdade, umas três ou quatro vezes ao dia.

Usamos o Twitter simplesmente porque não dá para parar.

Por quê? Não pelos motivos que a princípio imaginamos. Na verdade, um de nós (a Suzy, mais conhecida como suzywelch no linguajar da rede) começou a usar o Twitter movida pelos velhos e bons propósitos de marketing. Ela estava para lançar um livro, e todo mundo que sabia disso insistia com Suzy: “É na mídia social que as coisas estão acontecendo”. O conselho não poderia ter sido melhor. A acessibilidade do Twitter, sua informalidade e seu alcance ajudaram Suzy a conseguir entrevistas excelentes (principalmente em blogs). Isso levou muita gente para as sessões de autógrafos, gerou dezenas de resenhas, engrossou o tráfego do site do livro e, o melhor de tudo, criou uma comunidade simpática e estimulante para o público leitor do livro. Foi lá no suzywelch que a Suzy começou a chamar seu grupo de twiffers – “amigos do Twitter” (Twitter friends) – depois que muitos responderam de maneira muito solidária à sua mensagem de Páscoa. “Acabei de ser informada por minha família que não preciso fazer o purê de batatas neste ano. O que será que eles quiseram dizer com ‘manteiga demais’?”

Por fim, Suzy se deixou seduzir a tal ponto pelo Twitter (ficou fanática mesmo) que conseguiu me convencer a entrar na onda. Assim, jack_welch decidiu aderir à nova moda, ainda que fizesse a seguinte restrição: “Não consigo entender para que serve este negócio”.

Bastaram 24 horas para que eu entendesse. Todas as vezes em que fazia alguma observação sobre o time de beisebol Red Sox ou sobre a equipe de basquete do Boston Celtics, dezenas de fãs do esporte enviavam seus comentários. O mesmo acontecia com política e negócios, o que proporcionou dezenas de minidebates fascinantes sobre tudo, desde a política econômica de Obama até a falência da Chrysler e da GM.

Com o Twitter, qualquer um pode participar de coquetéis do tamanho do mundo e bater um papo muito diversificado e (geralmente) bastante civilizado. Algumas coisas que ouvimos (e dizemos) são bem frívolas. No entanto, a maior parte das coisas sobre as quais conversamos tem o dom de nos provocar, informar e, de modo geral, de nos envolver de uma maneira tal que é simplesmente impossível reproduzir quando estamos offline.

O melhor de tudo, pelo menos para nós, é que o Twitter nos ajuda a testar e a melhorar as ideias. Há algumas semanas, postei uma mensagem citando dois eventos que talvez fossem “indícios promissores” de um novo movimento bipartidário nos Estados Unidos. A argumentação de alguns opositores – ainda que eles tivessem apenas 140 caracteres para se expressar – sem dúvida contribuiu para o debate.

Contudo, não nos empolguemos demais em relação ao uso do Twitter como ferramenta de trabalho. Qualquer chefe ficaria irritado com o tempo que gastamos com nosso novo brinquedo. Prova disso é que esta coluna demorou o dobro do tempo usual para ser escrita porque a todo momento checávamos as reações à pergunta “O que há de tão especial no Twitter?”, postada lá por nós.

As respostas vieram bem depressa e com um bocado de entusiasmo, como é próprio do Twitter. As pessoas nos disseram que usavam o Twitter “porque é divertido”, “para se sentir conectadas em um mundo desconectado” e “para se comunicar com a equipe”. São todas razões muito boas, sem dúvida. Mas um comentário em especial nos chamou a atenção: “Tenho tentado explicar às pessoas por que uso o Twitter”, dizia a mensagem, “mas a melhor resposta que me ocorreu foi a seguinte: comece a usar o Twitter e você vai entender”. Foi exatamente isso o que aconteceu conosco. Topamos com uma conversa que parece estar só começando. Nossa ideia é ficar por aqui.

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– O que vale mais para os administradores e recrutadores: o que você demonstra ser nas redes sociais ou o seu curriculum vitae?

Uma reportagem muito interessante que compartilho: o poder da nossa imagem no mundo da Internet é algo, hoje, tão poderoso (ou mais ainda) do que nosso conjunto de ações registradas em um papel.

O seu legado está impresso para uma empresa ou divulgado on-line para o mundo?

Extraído de: http://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2017/09/14/sua-imagem-digital-pode-ser-mais-importante-que-o-seu-curriculo.html

SUA IMAGEM DIGITAL PODE SER MAIS IMPORTANTE QUE O SEU CURRÍCULO

Por Mauro Segura

Se você não tem atividade nas mídias sociais, ou tem uma atitude de mero espectador, precisa mudar rapidamente.

E aí? Caprichou no currículo? Agora imprime ele, coloca numa moldura e pendura na parede. E pode escrever assim: “vai deixar saudades”.

Vejo muitas pessoas excessivamente preocupadas com o currículo. Gastam um tempo enorme com o formato e com palavras bonitas. O currículo ainda cumpre um papel na atividade da busca de emprego, mas o fato é que ele vem perdendo relevância para quem deseja mostrar as suas competências e experiências para um futuro empregador. Acredito que, em breve, as empresas talvez nem olhem mais para o currículo das pessoas.

Pense em você como consumidor. O que você faz se deseja conhecer e pesquisar sobre determinado produto ou serviço? Você acredita puramente na propaganda ou você pesquisa arduamente na web e nas redes sociais para saber mais a respeito do que as pessoas falam sobre aquilo?

Num ponto de vista extremo, o currículo nada mais é do que uma peça de propaganda sobre você mesmo. O seu “ser real”, porém, é formado pelas experiências, pelas realizações e pelas redes de relacionamento que você constrói ao longo do caminho. Isso vale para o mundo físico e o mundo online, especialmente das redes sociais.

Cada vez mais o mundo online registra o nosso comportamento, desejos, conhecimento, interesses, preferências, estilos, sonhos e aspirações. Cada frase, texto, foto, vídeo e voz que publicamos na web, transformam-se em nossos rastros digitais, acumulando pequenos e sucessivos registros da nossa personalidade. São pequenos fragmentos que, juntos, montam um arcabouço riquíssimo sobre determinada pessoa, denunciando os seus valores, crenças, atitudes e habilidades. É um acúmulo sem precedentes de informação individual. Isso diz respeito direto à sua reputação e reconhecimento público, como pessoa e profissional.

Através do mundo online é possível saber sobre suas conexões, se você tem relacionamentos saudáveis e se contribui positivamente para essas relações. Também é possível saber se você é um indivíduo aberto e expansivo, se é bom cidadão, se compartilha conhecimento e tem pontos de vistas e opiniões relevantes sobre temas da sociedade. Por outro, pode denunciar se você é uma pessoa mais fechada e contemplativa, mais reativa e rancorosa. Além disso, permite colecionar evidências se você é uma pessoa apaixonada pela sua profissão, se é positiva, se tem interesse por outro tipo de trabalho e como se relaciona com colegas dos empregos anteriores.

Você pode até não apreciar essa realidade, mas o mundo digital captura os nossos rastros digitais ininterruptamente. Portanto, é muito mais crível saber sobre você analisando os seus rastros na web do que olhando unicamente o seu currículo contido num pedaço de papel.

Se você não tem atividade nas mídias sociais, ou tem uma atitude de ser mero espectador do que rola no mundo online, então encare esse meu conselho com serenidade: “desculpe, mas acho que você precisa mudar rapidamente o seu comportamento, porque você está ausente de uma grande transformação em curso. Tem algo grande acontecendo e você está fora”. O mundo de hoje já é digital. Não dá mais para sermos cidadãos sem estarmos conectados. Como consumidor, você terá novas experiências, benefícios e serviços se estiver online. As novas tecnologias permitem mais interações e compartilhamentos com sua família, amigos e colegas de profissão. E, como profissional, as empresas procuram indivíduos atualizados que possam contribuir com novos conhecimentos, relacionamentos e que ajudem na transformação digital das organizações. Ou seja, nos dias de hoje, ser digital é condição para um novo ser humano cidadão, consumidor, trabalhador e empreendedor.

Estar fora do mundo online e das redes sociais não é uma boa mensagem para as empresas. Pode dar a entender que existe uma certa negligência ou resistência de sua parte ao que é “novo”. O que você acha que uma empresa vai escolher ao se deparar com dois candidatos muito semelhantes em termos de formação e experiência: um candidato com um currículo impresso num papel ou um candidato que tem um monte de bom conteúdo e conexões registradas no mundo online? Os seus rastros digitais podem endossar ou jogar por terra tudo que você tentou “vender” eu seu currículo. A conclusão é: o que está registrado no mundo online a respeito de você é a real percepção que o recrutador de uma empresa vai ter de você, no aspecto pessoal e profissional. O comportamento que você denuncia nas redes sociais será naturalmente transferido à imaginação de sua personalidade no lado profissional.

Você pode alavancar a sua carreira se criar um blog para escrever algo sobre o que gosta. Se publicar conteúdo sobre a sua área profissional poderá ser melhor ainda. Seja positivo e escreva conteúdos de valor nas mídias sociais. Entre no LinkedIn, escreva um resumo de sua experiência profissional, se conecte com pessoas legais e até participe de comunidades de sua área de interesse. Seja ativo. Se você participa de atividades de responsabilidade social, então deixe algumas coisas publicadas nas redes, mesmo que sejam de posts curtos no Facebook ou Twitter. Publique fotos legais no Instagram. Enfim, comece a montar um legado positivo a seu respeito no mundo online e nas redes sociais. O seu próximo emprego pode depender disso e você nem sabe.

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– Nossos filhos acreditariam nessa manchete sobre celular?

Celular AINDA é algo relativamente novo à minha geração, que não pode se acomodar nem deixar de se atualizar tecnologicamente.

Para a minha filha pequena, celular é algo que sempre existiu e faz parte do dia-a-dia. Aliás: celular não, mas sim SMARTPHONE.

Sou do tempo antigo BIP, o precursor do “teletrim”. Mas eis que vejo algo curioso: uma propaganda da Nokia sobre, acredite, fazer envio de mensagem de texto!

Parece coisa de séculos atrás, mas deve ter no máximo uns 15 anos. Abaixo:

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– Infoxicação: já sofreu disso?

Cuidado: nossa sociedade apresenta males do século XXI que são novos mas constantes. Um deles seria a intoxicação por excesso de informação, misto de contaminação com carência de atualizações.

Compartilho interessante material, extraído da revista Isto É, Ed 2168, pg 76, por Patrícia Diguê e João Loes. Abaixo:

INTOXICADOS DE INFORMAÇÃO

O estresse causado pela hiperconectividade e a sensação de estar sempre desatualizado causam a chamada infoxicação. Saiba quais são os sintomas e como se livrar desse mal

A publicitária Larissa Meneghini, 24 anos, toma café da manhã com os olhos grudados num livro. No caminho para o trabalho, parada no trânsito de São Paulo, aproveita para escutar notícias pelo rádio do carro e ler mais um pouco. Passa o dia conectada, respondendo a e-mails, checando redes sociais e pesquisando sites relacionados ao trabalho. “Chego a ficar tonta com tanta informação, a ponto de ter de sair da frente do computador e esperar passar”, conta a paulistana, que recentemente abriu mão do celular com internet para tentar reduzir o estresse com a hiperconectividade. Apesar de antenada com tudo, se sente constantemente desatualizada. “Estou sempre com medo de ficar de fora”, lamenta. A angústia de Larissa diante do grande volume de informação é tema que vem gerando manifestações acaloradas desde o início da era digital e agora ganhou nome: infoxicação.
O neologismo, uma mistura das palavras “informação” e “intoxicação”, foi cunhado por um físico espanhol especialista em tendências da informação, Alfons Cornellá. Segundo ele, uma pessoa está infoxicada quando o volume de informação que recebe é muito maior do que o que ela pode processar. “Quando ainda nem terminamos de digerir algo, já chega outra coisa”, afirma o especialista. As consequências são a ansiedade diante de tantas opções e a superficialidade.

Na mesma corrente, está o psicólogo britânico David Lewis, que criou o conceito da Síndrome da Fadiga Informativa, que se dá em pessoas que têm de lidar com toneladas de informação e acabam se sentindo paralisadas em sua capacidade analítica, ansiosas e cheias de dúvidas, o que pode resultar em decisões mal tomadas e conclusões erradas. Outros sintomas são danos às relações pessoais, baixa satisfação no trabalho e tensão com os colegas. “O excesso é mais prejudicial do que proveitoso”, afirma. Se há duas décadas só contávamos com alguns canais de televisão, hoje o volume de dados no mundo equivale à leitura de 174 jornais por dia por pessoa, aponta estudo da USC Annenberg School for Communication & Journalism, publicado em fevereiro (leia quadro).
Apesar dos perigos do excesso de informação, a maioria dos especialistas ainda enxerga mais vantagens do que desvantagens na era digital. Só alertam para a necessidade de as pessoas aprenderem a amenizar os efeitos colaterais dessa nova realidade. “Não temos como reverter esse processo, então é preciso aprender a lidar com ele”, defende a psicóloga Rosa Farah, do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “E não podemos subestimar a capacidade de o ser humano de adaptar-se a essa realidade.”
Para não ser contaminado pelo turbilhão de bytes a que está exposto diariamente, o engenheiro naval Guilherme Malzoni Rabello, 27 anos, inventou uma dieta da informação. “Eu escolho cuidadosamente o que merece minha atenção antes de sair atirando para qualquer lado, atentando principalmente para a origem da fonte. “Quanto mais gabaritada e reconhecida, mais vale a pena consumir”, diz. O engenheiro é exemplo de quem conseguiu exercer a escolha criativa, segundo o psicanalista Jorge Forbes, que não concorda com a patologização do mundo online. “Será que alguém fica gordo porque vai a um restaurante de bufê e se acha obrigado a comer de tudo para não fazer desfeita?”, compara Forbes. A professora Rosa, da PUC, ressalta, porém, que há pessoas mais vulneráveis a essa abundância e, para elas, recomenda escutar os alertas do organismo. “O corpo dá sinais de que estamos ultrapassando limites. Aí é hora de reavaliar prioridades”, ensina. Por enquanto, a quantidade de informação no mundo ainda equivale a menos de 1% da que está armazenada nas moléculas de DNA de um ser humano, indício de que a espécie deverá sobreviver a mais esse impacto.

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– Os Tipos de Comentaristas na Internet

Existe muita gente bacana comentando posts na Internet, não? Há os chatos, há os fanáticos e os malucos também.

Abaixo, uma classificação bem verdadeira:

(Extraído da Superinteressante, Ed Outubro/2014, pg 89).

COMO IDENTIFICAR OS BICHOS DIGITAIS

– Povo da Zoeira:

Posta conteúdos engraçados em discussões alheias, muitas vezes mudando o rumo da conversa para coisas anárquicas.

– Extremista Político:

De direita ou de esquerda, uns defendem o nazismo ou chamam de nazista quem discorda deles. Radicais.

– Sabichão:

Sommelier de qualquer coisa, tem opinião formada sobre tudo. Gosta de insultar a suposta ignorância ao seu redor.

– Ista:

Sonistas (fãs da Sony) e nintendistas (da Nintendo). Defendem suas marcas de games como torcidas organizadas. Ocorre também com Apple x Google x Windows.

– Conspirador:

Culpa tudo na conta do Governo. Ou duvida de tudo o que a grande mídia diz.

– Monossilábico:

Limita a participação como “legal” ou somente “lixo”.

– Troll de raiz:

Usa o anonimato para assediar outros usuários, sutil ou agressivamente.

– Fofo:

Traz sempre novas informações as discussões e responde pacientemente a todos.

– Confuso:

Xinga, mas é difícil dizer o quê e por quê. Dispara um repertório de clichês e preconceitos, mas não dá para entender o que defende.

E aí, que tipo de comentarista você é na Internet?

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