– Neymar será duramente cobrado no PSG ou as notícias são apenas “satisfação para os colegas”?

Que o clima no vestiário do PSG, cujo investimento bilionário ainda não rendeu o esperado, é muito ruim (com brigas entre jogadores), é sabido. O brasileiro Leonardo foi contratado e recebeu carta branca para fazer o que quiser na gestão do clube parisiense. Vejo-o como um agregador e líder pelo diálogo, não consigo vê-lo como um chefe durão que irá punir alguém.

Entretanto, à France Football, o catariano dono do time, Sheik Nasser Al Khelaififoi incisivo nas suas palavras, quando questionado sobre o ambiente e rendimento do clube:

Os jogadores têm de assumir responsabilidade ainda maior que antes. Deve ser completamente diferente. Eles terão que fazer mais, trabalhar mais. Não estão lá para agradar a si mesmos. E, se não concordarem, as portas estão abertas. Tchau! Eu não quero mais ter nenhum comportamento de celebridade [no time] (…) Quero jogadores dispostos a dar tudo para defender a honra da camisa e participar do projeto do clube. Aqueles que não querem, ou não entendem, nós vemos e conversamos uns com os outros. É claro que há contratos a serem respeitados, mas a prioridade agora é a total adesão ao nosso projeto. Ninguém obrigou Neymar a assinar conosco. Ninguém o forçou. Ele veio conscientemente para participar de um projeto“.

Será que Neymar realmente será cobrado para valer, ou é apenas uma forma de agradar os atletas descontentes com ele?

Se eu fosse o Ney Jr, não teria saído do Barcelona. Mas estando agora no PSG, onde pode ter tido uma involução na carreira (apesar do dinheiro alto que ganhou), na primeira oportunidade eu sairia de lá e voltaria para a Espanha ou até mesmo aceitava um desafio na Inglaterra. Seria o melhor para todos: uma reinvenção na carreira e na imagem.

E o que você pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

Resultado de imagem para nasser al khelaifi

Anúncios

– Por quê não vingou como se esperava?

Ao ver essa foto de Alexandre Pato entre Ronaldo Nazário e Kaká (campeões do mundo e eleitos melhores jogadores  de futebol do planeta), ambos jogando pelo Milan (antes do time italiano perder tanta força), fico pensando: o que deu errado?

Pato tinha tudo para ser um craque lendário. Ele, enquanto jovem, era espetacular. Aconteceu algo no meio do caminho?

Difícil responder…

– Amparo 2×0 Paulista: ótima arbitragem de Gobi. Vale a pena dar oportunidade ao rapaz!

Olá amigos da CA-FPF (que desde a mudança da última gestão passou a ouvir e colher mais informações de pessoas envolvidas na arbitragem, sem a preocupação de indicações de apadrinhamento).

Gostaria de registrar: não conheço-o pessoalmente, apenas o vejo na atuações das partidas de futebol que acompanhei: João Vitor Gobi!

Esse moço, nas atuações apitando, tem se mostrado um árbitro cumpridor. Está arbitrando com a “faca nos dentes”, buscando aplicar o mesmo critério durante os 90 minutos e não se acomodando no posicionamento. No último jogo em Amparo, na derrota do Paulista de Jundiaí (que lhe valeu a perda da invencibilidade), conseguiu coibir a cera / unfair-play, soube se movimentar adequadamente no gramado de dimensões pequenas (e que atrapalha o árbitro devido ao excesso de contato físico) e não cometeu erro relevante tecnicamente.

Claro que não se deve saltar etapas, mas a continuidade de solidificar a carreira passo-a-passo, não deixando o promissor juiz se iludir com elogios, deve ser investida. Taí um talento a ser trabalhado insistentemente, diferente de tantos outros que não agarram a oportunidade.

Parabéns ao Gobi e às pessoas que estão dando oportunidade a ele. Não tenho dúvida: é o melhor nome jovem da arbitragem do Sub 23 da 2a divisão até agora.

– Recordar é Viver!

Aparecendo essa foto na minha Timeline do Facebook, dando aquela coceira de rememorar: um jogo num domingo à tarde qualquer pelo Campeonato Paulista – no “antigo” Estádio Palestra Itália, na partida entre Palmeiras x Guaratinguetá.

Árbitro: Élcio Pascoal Borborema
Bandeira 1: Luis Henrique
Bandeira 2: Márcia Simionato
Quarto Árbitro: Rafael Porcari

O treinador palmeirense era Caio Jr, o do Guará era Toninho Cecílio. Destaques do jogo eram Edmundo, Valdívia e o paraguaio Florentin (salvo engano, faleceu em acidente de carro).

– Ganso e a cusparada ao vivo

Que desagradável.

Enquanto o jogador do Fluminense Paulo Henrique Ganso concedia uma entrevista à TV, após o jogo contra a Chapecoense, um torcedor cuspiu nele, “ao vivo”.

O que dizer do sujeito que tem esse comportamento?

Só pelo motivo de estar num estádio de futebol isso é permitido?

Vergonha de dizer que o indivíduo que dá uma cusparada em outro é da mesma espécie que os demais… Não é só um problema educacional, comportamental ou de qualquer outra coisa que não seja: caráter!

Resultado de imagem para ph ganso

 

– Desvio tira impedimento no futebol? Agora, depende!

Há pouco, um polêmico gol validado pelo árbitro Leandro Pedro Vuaden na partida entre Atlético Mineiro x São Paulo. O tento foi marcado por Alerrandro, que estava impedido, mas cujo gol se tornou legal por conta de um desvio de Toró.

Mas quem disse que desvio tira o impedimento?

Desde 2017, uma importante alteração na Regra ocorreu e pouco tem sido observada (até mesmo pela não ocorrência de tantos lances assim). Vamos lá:

  • Se uma bola for lançada para um jogador em impedimento, e ela tocar em um adversário nesse percurso,

1 – Se houve intenção de disputá-la por parte do defensor, um simples toque já criou um novo momento e ele tirou o impedimento. É como se fosse uma bola da equipe que está na defesa tocada para o adversário que ataca.

2- Se não existiu intenção alguma daquele defensor em disputá-la, tocando sem querer nela, o impedimento permanece.

Me recordo que o 1o lance como esse que vi foi num amistoso da Seleção Brasileira: Áustria 0x3 Brasil. Relembre: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/06/10/desvio-tira-impedimento-sobre-o-gol-de-gabriel-jesus-em-austria-0x3-brasil/

Resultado de imagem para atletico sao paulo

– Sobre o gol de Lindoso em Internacional 3×1 Bahia. Que dureza! Para mim, impedido.

Vendo as imagens do tão reclamado gol de Rodrigo Lindoso, sou bem franco: é muito difícil criticar alguém que decida certo ou errado quanto a ele.

A CBF avaliou como acerto, e justifica corretamente que a mão do atleta Colorado é que está a frente do adversário. Sabidamente, se faz a linha do impedimento com as partes “jogáveis” dos atletas.

Mas na imagem enviada pelo próprio Leonardo Gaciba, presidente da Comissão de Arbitragem, há dúvidas! Tá difícil nessas linhas paralelas sobrepostas entender se havia realmente condição ou não. Parte do corpo (e não só das mãos) do jogador do Internacional me parece à frente do seu adversário. O zagueiro do Bahia marcado na ilustração, se colocasse numa imagem melhor, estaria realmente dando condição?

Por essa amostra, com toda a sinceridade, eu marcaria impedimento. E você?

cbf-divulga-imagem-para-comprovar-gol-legal-de-rodrigo-lindoso-do-internacional-contra-o-bahia-1560443111584_v2_900x506

– CSA 0x2 Flamengo e o incrível pênalti não marcado!

Se você acha que o pênalti não marcado em Brasília e tão reclamado no CSA 0x2 Flamengo foi por má intenção, esqueça. É incompetência mesmo.

Vamos lá: o movimento do atleta flamenguista nitidamente é antinatural, pois ele pula com a mão acima da cabeça para dividir uma jogada (você pula desse jeito?). É esse lance que a FIFA tanto condena, onde existe a intenção disfarçada de que a bola bata em seu braço.

Mas depois de tanto ver as imagens e importunado pelo VAR, ainda assim o árbitro Douglas Marques Flores não se convenceu. Ora, desde que foi lançado precocemente, as entidades que escalam o árbitro geriram mal a carreira dele. Não sei o motivo por quê teve tantas ótimas e rápidas oportunidades, sem se solidificar como bom árbitro nas divisões menores. Tanto na 4a divisão regional no ano passado, como nos jogos mais importante sem que foi escalado, sempre ele tem uma má interpretação técnica

Não é culpa dele, pois ainda está em formação. É culpa de quem escala!

Abaixo, sobre algumas ruins atuações do juizão em questão. Por favor, que não se entenda má intenção do juiz, mas insisto, deficiência técnica simplesmente.

Link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/05/09/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-fc-x-sao-jose-ec-rodada-06/

Resultado de imagem para csa flamengo

– Santos 1×0 Corinthians. Outro jogo com discussão de mudança nas regras?

Fábio Carille, treinador do Corinthians, reclamou da anulação do gol da sua equipe após a marcação de impedimento de Avellar com a posterior conclusão de Clayson com o jogo já parado (na Vila Belmiro, contra o Santos). Alegou que sabe das mudanças da Regra e que “primeiro deixa concluir a jogada, daí consulta VAR e depois anula o gol se for o caso”.

Ora, ele está certo “em partes”. Faltou lembrar que em lances em que o bandeira esteja convicto, não precisa deixar a jogada seguir. Aliás, o gol saiu com a partida paralisada, e, portanto, não foi um gol anulado por impedimento, mas um impedimento ocorrido antes desse lance.

Já imaginou se em toda a jogada de impedimento o bandeira é quem “estivesse impedido” de tomar uma decisão? Tudo deve seguir e só depois corrigir? Não teríamos futebol rolando, só paralisação. Não é esse o espírito do VAR. Aliás, o árbitro assistente Carlos Berkenbrock é experientíssimo e estava bem posicionado no lance

O problema é que no final do jogo, o próprio Berkenbrock marcou um impedimento de tiro de meta (não existe impedimento após a cobrança dele). O lance foi equivocado e corrigido pelo árbitro Wagner do Nascimento Magalhães. Mas aí, se validado incialmente o que poderia ocorrer, realmente ficará na suposição.

Por fim: a polêmica de que o técnico do Corinthians teria sido chamado de “vagabundo”. Ficará a palavra de um dizendo que não chamou com a do outro dizendo que foi chamado. É claro que se ocorreu uma ofensa, é um ato condenável, pois o árbitro tem os cartões para punir supostos excessos, e não deve retribuir reclamações e ofensas com a mesma moeda. Entretanto… o que teria feito ou dito Carille?

Enfim, está difícil apitar futebol. Só que está difícil aceitar algumas arbitragens também.

Fábio Carille no clássico contra o Santos — Foto: Marcello Zambrana / Estadão Conteúdo

– Uma lambança corrigida pelo 4o árbitro em Guarani 0x1 Coritiba, devido as novas regras.

Um gol anulado do Coritiba numa bobagem inicial feita pelo árbitro, com a participação da mudança da Regra do Jogo, foi observada no Brinco de Ouro da Princesa nesta semana, em confronto do Brasileirão da série B.

Entenda: aos 22 minutos, o goleiro Wilson, do Coritiba, estava caído no chão. O jogo estava em andamento e a posse de bola com a equipe do Guarani. O árbitro Léo Simão de Holanda paralisou a partida e permitiu o atendimento médico. Com as mudanças da Regra do Jogo, se você paralisa a partida para uma situação como essa, você reinicia com bola ao chão a quem tinha a posse de bola (o adversário tem que manter distância para esse reinício). Entretanto, o árbitro deu o bola ao chão para Sávio, do Coritiba! Este, por sua vez, deu um chute e a bola sobrou ao seu companheiro Rodrigão, que marcou o gol.

Que “cáca”, hein?

Depois de 8 minutos de paralisação, alertado pelo 4o árbitro, Daniel Bernardes Serrano, o gol foi anulado e a partida reiniciada com o bola ao chão para o Guarani.

A fim que não exista dúvida sobre o acerto em anular o gol, uma explicação: toda decisão da arbitragem pode ser revista desde que não exista um reinício da partida após o erro cometido. Quando permite o bola ao chão para o Coritiba, comete-se um erro de direito; se dele sai o gol e esse tento é validado, não pode mais corrigir o erro. Como não foi reiniciada a partida com o tiro de reinício a quem sofreu o gol, o gol pode ser anulado e a partida reiniciada conforme as regras, ou seja, com a posse de bola ao time de Campinas (diferente do lance de Botafogo x Palmeiras, aqui o reinício pós-erro seria o tiro de reinício, não o bola-ao-chão).

Talvez a nomenclatura possa estar confundindo as pessoas que entendem ter errado o árbitro: o bola ao chão é uma forma de reinício de jogo, assim como o tiro de reinício pós-gol. Se reiniciou a partida com o bola ao chão, pode-se anular essa jogada até antes do próximo reinício. Não poderia anular o gol se o bola ao chão fosse o reinício após um erro anterior; e não foi o caso: o erro foi o própria posse de bola no bola ao chão.

Reprodução/Premiere

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Amparo x Paulista (Rodada 12). Antes de mais nada: “Obrigado, FPF”!

Pedido feito, pedido atendido!

Se não existe cobrança, a queixa perde a sua efetividade. Se você não faz chegar a reclamação e TAMBÉM os elogios, a Comissão de Árbitros não sabe o que de fato aconteceu.

Faço essa introdução para dizer o seguinte: quando jogaram no Jayme Cintra no 1o turno, o jogo Paulista x Amparo foi muito mal arbitrado. Apesar da vitória do Galo, muitas queixas de cera, faltas excessivas não punidas e confusões diversas da equipe visitante (relembre-a nesse link: https://wp.me/p55Mu0-2cU). E criticamos bastante a atuação da arbitragem naquela partida, pedindo que árbitros que estão sendo testados e não estejam rendendo o esperado, não fossem escalados em confrontos importantes. Para os clássicos dessa divisão, valeria escalar os jovens que foram elogiados em seus testes. Por justiça, costumamos publicar nossas análises de arbitragem que independem do placar e de erros pró ou contra as equipes.

E, de todas as arbitragens que eu pude analisar pela Rádio Difusora em 2019, a melhor delas foi a do jogo Paulista 3×1 Manthiqueira, onde elogiamos à exaustão a excelente atuação do árbitro João Vitor Gobi, de 23 anos, natural de Cajobi. Jovem, dinâmico, cumpridor da regra do jogo e que estava sendo testado desde a série A3. Foi uma surpresa positiva, e defendemos mais oportunidades ao juiz. Relembre a atuação dele aqui: https://wp.me/p55Mu0-2bx.

Pois bem: o próprio Gobi estará nesta Rodada 12 no difícil jogo do Galo em Amparo. Gostei da sua escala principalmente pois ele será testado num previsível confronto de duas equipes tecnicamente boas; o mandante sabendo usar da malícia e o visitante que tem sido o clube de maior Fair Play no torneio. Um desafio a ele num jogo de características interessantes, onde precisa mostrar que para 2020 valerá a experiência de ser testado na A2, a fim de ser bem trabalhado para a A1 em 2021.

E aqui acrescento uma informação: o 2o jogo profissional da carreira de João Vitor Gobi, que vinha de uma sequência de boas atuações em categorias amadoras, foi em 2018, no… próprio Amparo x Paulista, onde foi bem também.

Espero uma boa partida e ótima arbitragem. Acompanhe sábado pela Difusora AM 840, às 15h, direto de Amparo, com a narração de Rafael Mainini pelo Time Forte do Esporte de Adilson Freddo. A jornada esportiva começa às 14h.

A ficha completa:

Árbitro: João Vitor Gobi
Árbitro Assistente 1: Domingos da Silva Chagas
Árbitro Assistente 2: Rodrigo Meirelles Bernardo
Quarto Árbitro: Sálvio Lemos de Vasconcelos Filho

 

– Dono do PSG pode “mudar” para o Leeds United?

A fonte é o jornal britânico The Sun, que gosta de polemizar. Mas o conteúdo não é nenhuma ilusão: o Sheik Nasser Al-Khelaifi, um dos homens mais ricos do mundo e dono do Paris Saint Germain, estaria descontente de jogar o Campeonato Francês, já que seu time milionário “joga sozinho” e não consegue ter adversários competitivos – sentindo, quando joga na Liga dos Campeões, a falta de ritmo de jogo contra grandes equipes.

A solução?

Ir para uma Liga mais competitiva, como a Premier League na Inglaterra, a fim de jogar com mais frequência contra Manchester City, Liverpool e outros gigantes. E a primeira opção: comprar o Leeds United, recém promovido nessa temporada.

Teríamos uma transferência de estrelas do Parque dos Príncipes para a Terra da Rainha?

Talvez. Com tanto dinheiro, que não se duvide. Afinal, a família do mesmo sheik não conseguiu comprar, ou melhor, patrocinar uma Copa do Mundo em sua terra, o Catar?

As informações extraídas de: https://www.thesun.co.uk/sport/football/9211858/billionaire-psg-owner-nasser-al-khelaifi-buy-leeds/

Resultado de imagem para Leeds United

– Posso bater rápido uma falta a meu favor, sem esperar o apito?

Foi há oito anos, mas o assunto é atual. Vide abaixo:

Na quarta-feira (17), um lance inusitado na partida Porto (POR) X Arsenal (ING): Após um recuo de bola do time inglês ao seu goleiro, o árbitro sueco Martin Hansson (aquele mesmo de França X Irlanda, do gol de mão de Henry – que fase, hein juizão!) assinalou tiro livre indireto a favor dos portugueses. O esperto centroavante pegou a bola, colocou no chão e cobrou rapidamente, fazendo o golNaquele momento, o goleiro e a defesa do Arsenal estavam desarrumados e desatentos. O gol foi confirmado.

Veja: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/portugues/0,,MUL1495243-9850,0.html

E a pergunta: pode?

Claro que pode, e aí uma curiosidade: Quem é que disse que precisa esperar a barreira? Onde está a barreira na regra? E o apito do árbitro, tem que esperar?

Vamos lá: o time que cobra a falta tem o direito de exigir as 10 jardas de distâncias (9,15m). Nada impede que ele abra mão desse direito. Se o fizer, e a bola atingir o defensor, segue o jogo. Afinal, o adversário não teve tempo de se posicionar a 9,15 metros. Não teve culpa. Não precisa esperar o apito.

Entretanto, se o adversário se posicionar em frente a bola, e impedir propositalmente a cobrança, ficando a menos de 9,15m, e a bola bater nele, repete-se a cobrança e aplica-se o cartão amarelo por não manter a distância regulamentar e/ou retardar o reinício de jogo.

Perceba que são situações diferentes: no primeiro lance, ele não teve tempo de se posicionar. No segundo lance, ele fez questão de não se posicionar.

Mas e quando o time que fez a falta “pede barreira“? Aí outro mito do futebol: o infrator não tem esse direito, ele tem o dever de dar a distância. O que acontece muitas vezes é que os batedores de falta exigem a distância de 9,15m, e as defesas se agrupam como “paredões”, “muralhas” ou, como conhecemos, “barreiras”. As barreiras não existem na regra; é que a própria regra não vê nada de ilegal no fato dos atletas se agruparem a 9,15m.

Outra curiosidade que você não costuma observar: se o atleta quer bater a falta rapidamente, e o adversário fica na sua frente, ele pode tirar grande proveito disso: a regra permite que ele “tabele’ com o adversário, ou seja, posso chutar nesse atleta que está me atrapalhando, a fim de recebê-la de volta e sair eu mesmo jogando! Quantas vezes você viu esse lance em campo? Dizem que Pelé fazia isso, mas com a bola rolando, não em lance de bola parada.

E quando vemos o gesto do árbitro mandando esperar o apito para cobrar a falta?

Normalmente ocorre pela exigência da equipe que cobrará a falta em querer a distância. O árbitro indica que irá contar a barreira, e por estar de costas e o jogo paralisado, precisa indicar aos atletas quando o jogo deve ser reiniciado (ou melhor, a falta cobrada). Alguns batedores de falta exigem a barreira, por ela ser um ponto de referência a eles. Usam e treinam com esse artifício. Vale lembrar que também o árbitro poderá desautorizar a cobrança caso tenha que tomar alguma providência (como o atendimento a um atleta que se lesiona gravemente, por exemplo).

Mas o que a zaga deve fazer? Resposta simples: estar atenta! Ou se arrisca em tomar um cartão amarelo de árbitro que cumpra fielmente as regras do jogo, permanecendo em frente a bola e torcendo para que o adversário exija a barreira (se o adversário chutar, toma o amarelo e aí tem que esperar a barreira e o uso do apito mesmo, não pode mais cobrar rapidamente).

Parece severo, mas atende ao Espírito do Jogo, que juntamente com as Regras, norteiam o futebol: nunca beneficiar o infrator!

Assim, vale a pena os atacantes estarem espertos e estudarem a regra. Poderiam marcar mais gols.

Especificamente, no lance do Porto X Arsenal: um amigo me perguntou se vale o gol, já que o árbitro não teve tempo de levantar o braço para indicar tiro livre indireto. Vale sim! É que quando há tiro livre indireto e a bola é chutada direto ao gol, sem o braço do árbitro estar levantado, volta a cobrança (pois, teoricamente, o atleta não foi informado pelo árbitro que era em 2 lances). Se o braço estivesse levantado e a bola entrar no gol diretamente, tiro de meta. (Claro, como o lance foi dentro da área e a bola foi tocada, tudo bem).

Vale a lúcida colocação do atacante do time londrino, Fábregas: Nós estávamos desatentos…

imgres.jpg

– A Trindade Santa do Mengão!

Tem cara que é gênio, não?

Vi na publicação do jornalista Thiago Batista de Olim e não tive como não republicar: o Jornal Meia Hora, do Rio de Janeiro, para falar sobre a chegada do treinador Jorge Jesus ao Flamengo, trouxe na capa INRI Cristo (um Jesus folclórico / genérico que virou popular), lembra que o auxiliar do técnico se chama João de Deus, e sugere uma inter-temporada no estado do Espírito Santo!

Amém! E que tirada criativa…

62088051_2870518496308607_2496435112141389824_n