– Dia sim / dia não, futebol profissional?

E da varanda de casa vejo o estádio Nabizão iluminado, em plena 2a feira. É para Red Bull Bragantino x Ponte Preta!

Jogo de novo, hoje?

Não há corpo que aguente tanto desgaste físico

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– Calma, pessoal da Superliga…

Leio as notícias do rompimento de grandes clubes europeus com a UEFA e a FIFA, criando uma “Superliga”, nos moldes da NBA.

Se vingar, faz parte do capitalismo. E cá entre nós: entre todos os envolvidos, não há mocinhosMas nos lembremos: nenhuma entidade é “dona do esporte”, outras podem surgir paralelamente. Até penso ser salutar, desde que existam condições financeiras e esportivas respeitadas e regradas. Grandes sempre existirão, idem a pequenos.

Porém, para uma competição que se deseja jogar em 2024, formada por Florentino Perez como cabeça, não parece mais uma “chantagem por anseios políticos contra a UEFA” do que propriamente um movimento rebelde?

Eu acho que não teremos essa competição. Mas, em todo caso, são 12 os clubes anunciados até agora (serão 15 permanecentes e 5 transitórios):

  • Milan
  • Arsenal
  • Atlético de Madrid
  • Chelsea
  • Barcelona
  • Inter Milão
  • Juventus
  • Liverpool
  • Manchester City
  • Manchester United
  • Real Madrid
  • Tottenham

– 27 anos de saudade do Denner

Quem gosta de futebol deve sentir falta dos dribles dele: Denner, craque que surgiu na Portuguesa e acabou no Vasco da Gama.

Como esse cara era bom de bola! Aquele gol inesquecível no Canindé contra o Atlético Paranaense, driblando um time inteiro do meio de campo às metas, está imortalizado.

Já faz 27 anos que ele faleceu, vítima de um acidente de trânsito enquanto dormia no banco do carona.

Armando Nogueira foi perfeito ao descrever sua morte:

Só morreu pois estava dormindo; se estivesse acordado, teria driblado a morte.

Genial, não?

Aliás, Robinho lembrava Denner no começo de carreira. Porém, creio que o primeiro ganhou muito mais dinheiro do que o segundo (mesmo jogando com menor talento).

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– O pênalti da discórdia em Corinthians 2×0 Ituano. Qual foi o maior erro?

1- Raul Gustavo (SCCP) derrubou Gabriel Taliari (ITU)?

2- Jemerson tocou propositalmente a mão na bola?

3- Houve uma simulação do atleta do Ituano após tudo isso?

4- Antes disso, havia impedimento de alguém?

Edina Alves, a árbitra da partida, havia entendido que um “quase pé-alto do zagueiro corintiano” tinha atingido o atacante ituano e interpretou como lance temerário, marcando pênalti (de acordo com o áudio capitado na cabine do VAR, mostrado pela Sportv). Nada disso, nem toca o adversário para ser tiro livre direto, nem é “jogada perigosa” (como dito antigamente) para marcar tiro livre indireto dentro da área.

Nadine Bastos, comentarista da Rede Globo, entendeu ser mão de Jemerson e marcaria pênalti. Não foi isso também.

Flávio Rodrigues de Souza, o VAR, chamou a árbitra para analisar o lance que não era nenhum desses, mas uma simulação posterior. Errou também.

Depois de longos 8 minutos e o acerto na decisão final (de cancelar a marcação do pênalti), fica bem claro que: é inadmissível que a árbitra tenha “jogado para o VAR” a decisão de confirmar ou não a marcação, e que isso tenha levado mais de 5’30” até ir, ela própria, à cabine para rever o lance. E depois disso, quase 2’30” para ela decidir diante do monitor.

O VAR não é um subterfúgio para tirar a responsabilidade do árbitro. Nem uma ferramenta para se reapitar o jogo. Tampouco, enfim, um instrumento para transferir o poder de decisão do árbitro para o VAR. O árbitro é a autoridade máxima da partida, e ao invés de esperar mais de 5 minutos para ir à cabine, ele deve resolver logo e tomar a decisão. É questão de inteligência, de não perder a dinâmica do jogo e nem estragar o entretenimento.

Tudo isso fez o jogo começar num dia e terminar no outro: sem prorrogação ou disputa de pênaltis. Um jogo simples, comum, só isso…

O lance em: https://globoesporte.globo.com/futebol/video/var-revisa-lance-de-penalti-durante-oito-minutos-no-2o-tempo-de-corinthians-x-ituano-9446325.ghtml

Em tempo: não se credite o ocorrido ontem ao fato de ser uma árbitra. Infelizmente, machistas de plantão podem confundir as coisas…

– Estamos vulgarizando o Produto “Futebol”?

Quando você tem uma oferta excessiva de algo, por mais que você goste “desse algo”, cansa.

Ficamos sem futebol ao vivo por um período; agora, temos essa avalanche de jogos “dia sim / dia não” – e de mesmas equipes.

Vide o Paulistão: jogos à noite, em excesso, de nível técnico duvidoso. Ao final dessa maratona (que a TV aberta nem está mais tão interessada), os jogadores vão “estourar” fisicamente e a qualidade do “produto futebol” cairá mais ainda.

O “vulgarizar” o jogo, o “jogar na marra, a toda hora”, não está sendo “um tiro no próprio pé”?

Eu amo futebol. Mas não sei mais a tabela e não consigo priorizá-lo para assisti-lo. E acrescente o detalhe: ninguém treina mais! Isso será péssimo para os clubes do Brasil… em duelos táticos / técnicos, estamos em desvantagem, pois os atletas e suas comissões técnicas vivem hoje dos hotéis para os estádios.

– Competência financeira versus competência administrativa no futebol:

Esse quadro publicado pela TNT Sports é claríssimo: de que adianta o dinheiro, se você não geri-lo bem? De que adianta a força financeira, se a competência na execução é falha?

No esporte, especialmente no futebol, isso é uma verdade incontestável. Abaixo:

– Nenhum clássico paulista com confrontos entre técnicos brasileiros.

O Santos tem Ariel Holan 🇦🇷. O São Paulo vai de Hernán Crespo 🇦🇷. O Palmeiras tem Abel Ferreira 🇵🇹. Dos 4 grandes times do estado, somente o Corinthians tem treinador do 🇧🇷, Vágner Mancini.

Nestes novos tempos de globalização, não teremos nenhum clássico paulista (em nenhuma competição) com embate entre treinadores nacionais, mantendo-se o panorama.

Fica a questão: é por conta do intercâmbio com estrangeiros, valor salarial dos profissionais ou competência (ou não) dos brasileiros?

Os diferentes significados do título brasileiro para Palmeiras, Corinthians,  Santos e São Paulo – No Ângulo

– Renato Gaúcho, Diretoria do Grêmio, Carreira e Especulações.

Renato Gaúcho teve seu contrato renovado com o Grêmio há muito pouco tempo, antes da decisão da Copa do Brasil. Normalmente, são acordos de alto valor rescisório, com cláusulas bem amarradas e outras nuances.

Demiti-lo neste momento, como feito, não parece uma irresponsabilidade administrativo-financeira?

É obvio que seu nome estará em evidência quando qualquer clube demitir seu treinador. Mas pela irreverência dele (declara que não gosta de estudar tática, reclama demais da arbitragem e tem um perfil mais boleiro) se encaixaria em clubes de outras características, como Palmeiras, Corinthians ou São Paulo (quando vagar oportunidade)?

Talvez nem o próprio Renato esteja a fim de arranjar compromisso agora. Ele gosta de aproveitar a vida de maneira mais solta, e com muito dinheiro que ganhou nos últimos tempos, pode dar-se ao luxo de curtir férias prolongadas.

Mas cá entre nós: com a regra de treinador ser demitido uma única vez no Brasileirão 2021, os clubes terão que acertar muito bem no nome de treinador a ser contratado. E Renato Gaúcho é um desses nomes “indiscutíveis”?

Lembremo-nos dos seus trabalhos antes da última passagem pelo Grêmio: foi mal no Bahia, chegou ao Sul como técnico comum e lá se reinventou como Renato Portallupi. Venceu a Libertadores da América e ganhou outro status.

Pelo “andar da carruagem” (finanças, condições de trabalho, filosofia dos clubes), imagino que no futebol brasileiro, Renato esperará bastante tempo para voltar.

E você, o que pensa sobre isso?

Renato Gaúcho não é mais técnico do Grêmio - Rádio Uirapuru

– O que esperar de Manchester City x Paris Saint German?

Que jogaço teremos na semifinal da Liga dos Campeões da Europa

Quem passará: MCity, o time treinado por Guardiola, que tem De Bruyne como expoente, ou o PSG, clube de Neymar e Mbappé?

Os ingleses jogam com maior intensidade e têm um elenco, no geral, mais gabaritado. Os franceses contam com individualidades que, se inspiradas, fazem chover.

O confronto será prazeroso para se assistir. E imagino que Pep estará na final, ao invés de Pochettino.

E você, quer palpitar?

Uefa, PSG, Man City targeted in football leaks revelations | Dhaka Tribune

– Leodan Gonzales: de herói esquecido a vilão muito lembrado, em Palmeiras x Defensor y Justicia?

O futebol é algo realmente passional. Digo isso pois assisti uma excelente arbitragem em River Plate 0x3 Palmeiras, onde o árbitro uruguaio Leodan Gonzales foi tecnicamente muito bem – e disciplinarmente não vacilou em expulsar Carrascal após atingir com força excessiva Gabriel Menino! Deu uma aula no apito lá na Argentina, pela semifinal da Libertadores da América.

Ontem, não assisti a Palmeiras 1×2 Defensor, mas leio inúmeras críticas ao mesmo árbitro outrora aplaudido, agora vaiado em Brasília.

Como explicar?

Não dá.

Da mesma forma, não se explica com tempo tão curto de trabalho, Abel ser ovacionado incontestavelmente após vencer a Libertadores da América e a Copa do Brasil, e criticado após ficar em 4o lugar no Mundial de Clubes. Herdou de Luxemburgo e do prof “Cebola” uma base e uma ideia de jogo.

Agora, com um pouco mais de tempo, já se pode apontar algumas coisas (mas não apontá-lo como responsável pleno) pelas derrotas na Supercopa do Brasil para o Flamengo e da Recopa Sulamericana para o Defensor y Justicia. São trabalhos, ainda, em início, com um pouco mais de “seu dedo”.

– Ou já se pode cobrar um pouco mais sim? Em especial, ao temperamento pilhado em excesso à beira do campo contra a arbitragem?

O que você pensa sobre Abel até agora?

Palmeiras x Defensa y Justicia: veja escalações, desfalques e arbitragem |  palmeiras | ge

– A arbitragem paulista fez feio na Copa do Brasil… Sobre América x Ferroviário.

O trio de arbitragem da FPF (Vinícius Gonçalves Dias Araújo, Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Daniel Luís Marques) terá dores de cabeça nas próximas horas…

Árbitro e bandeiras são bons, e foram escalados pela CBF para a Copa do Brasil, no jogo entre América-MG x Ferroviário-CE. No tempo normal, 1×1. Nas penalidades, 3×2 para o Coelho. Entretanto… esse placar se deve ao entendimento de que esta cobrança de pênalti (foto abaixo) do Ferroviário não entrou.

Aqui, não dá para culpar o posicionamento do assistente ou a desatenção do árbitro. Erro crasso. Veja onde está o bandeira e o tanto que a bola entrou:

Ops: aguardando Lista Doido falar… quando erra contra seu time, ele reclama. Vejamos no “erro a favor” qual será o comportamento!

– Grêmio x Independiente Del Valle. E se…

E se todo o investimento feito até agora pelo Grêmio, a fim de conquistar a Libertadores da América, sucumbir?

Está em desvantagem contra o Del Valle, que o venceu em campo neutro (no Paraguai). Por toda a expectativa criada, ser “rebaixado” para a Sulamericana não é nada bom…

Aguardemos o jogo que começa daqui a pouco. Só não vale reclamar (de novo) da arbitragem.

– 99 anos de brigas de Torcidas no Futebol

Há exatos 99 anos, o brilhante escritor Lima Barreto (quem nunca leu a brilhante obra “Triste Fim de Policarpo Quaresma”?) escrevia sobre algo que persiste nos dias de hoje: a briga entre Torcedores de Futebol!

Incrível, parece atual, mas foi escrito em 1922! Extraído do acervo do Centro Cultura São Paulo, publicado na Revista “Careta”.

FOOT-BALL

Por Lima Barreto

Não é possível deixar de falar no tal esporte que dizem ser bretão.

Todo dia e toda a hora ele enche o noticiário dos jornais com notas de malefícios, e mais do que isto, de assassinatos.

Não é possível que as autoridades públicas não vejam semelhante cousa.

O Rio de Janeiro é uma cidade civilizada e não pode estar entregue a certa malta de desordeiros que se querem intitular sportmen.

Os apostadores de brigas de galos portam-se melhor. Entre eles, não há questões, nem rolos.

As apostas correm em paz e a polícia não tem que fazer com elas; entretanto, os tais footballers todos os domingos fazem rolos e barulhos e a polícia passa-lhe a mão pela cabeça.

Tudo tem um limite e o football não goza do privilégio de cousa inteligente.

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– A possível doação de vacinas da Sinovac para a Conmebol.

A Sinovac, farmacêutica chinesa fabricante da Coronavac, anunciou que doará 50.000 doses de vacinas para a Confederação Sulamericana de Futebol (Conmebol), a fim de ajudá-la em suas competições e às equipes integrantes dela.

A ideia inicial é de vacinar jogadores, comissões técnicas e dirigentes dos clubes envolvidos em suas competições (Copa Sulamericana e Taça Libertadores da América), além da mesma coisa para torneios entre Seleções (Copa América). Claro, inclua-se funcionários e diretores da entidade, além dos árbitros. Pelo volume, ainda redistribuir aos clubes da 1a divisão e cada país filiado.

Neste momento em que os laboratórios estão priorizando governos (em especial, Pfizer / Moderna, Jansen), a fim de vender doses para a população em geral ser imunizada – mas que se vê alguns outros (como os indianos) abrindo a possibilidade de vender para empresas vacinarem funcionários, a opção doação para o futebol profissional” não soa ruim?

Seria diferente se a rica Conmebol comprasse vacinas e imunizasse por conta própria esse universo de pessoas (que não são prioridade populacional, mas sim para ela mesma). Aceitar doação, por marketing / questão econômica, cairia num dilema ético.

Por fim: no Brasil, pela nova legislação, acho extremamente oportuno que a CBF ou a FPF comprassem e imunizassem seus envolvidos, já que obrigatoriamente elas devem doar 50% do lote ao SUS, a fim da vacinação prioroitária do brasileiro.

Em tempo: a UNIFACISA, uma Universidade da Paraíba, é a primeira instituição privada a se beneficiar da lei: anunciou que comprará 15.000 doses, sendo: 5000 para alunos; 2500 para professores, funcionários e outros; e, por fim, 7500 para a Rede Pública (em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2021/04/07/universidade-da-paraiba-recebe-autorizacao-para-importar-vacinas-contra-covid-19).

Conmebol chega a acordo com a empresa chinesa Sinovac Biotech para a doação  de 50 mil doses de vacina contra a Covid-19 | TNT Sports

– Os lances polêmicos da arbitragem de Ferroviária 2×1 Corinthians.

Dois lances muito discutidos na Arena Fonte Luminosa nesta 3a feira. Vamos a eles?

Aos 35m, Gol de Everton (AFE) anulado, após escanteio de Cajá: Xandão atrapalhou ou não Cássio (SCCP)?

O árbitro assistente 2 Evandro de Melo Lima viu vários atletas à frente da linha da bola (em impedimento passivo, sem influência no lance – exceto Xandão, duvidoso). Aqui você deve analisar: ao desviar da bola para não ter uma participação ativa (e sair do impedimento passivo para o ativo, caso tocasse nela), Xandão atrapalhou a defesa de Cássio?

1- Se você entende que sim, é impedimento ativo por ter ludibriado com um drible sem bola / atrapalhado a visão do goleiro. 2 – Se você entende que ele desviou da jogada para manifestar a não participação no lance e que não foi determinante para o gol sofrido de Cássio, então é gol legal e errou o árbitro (e essa segunda situação é a minha opinião, diferente do árbitro Thiago Luis Scarascati).

Aos 43m, Gol de Camacho (SCCP), após passe de Luan: a bola, no início da jogada, saiu totalmente pela linha lateral?

A imagem perpendicular é inconclusiva, pois pode provocar ilusão de ótica. Precisaria de uma imagem perfeita nas paralelas ou, melhor ainda, da tecnologia do chip na bola – igual a usada em alguns torneios onde quando se passa a meta, o árbitro recebe a confirmação do gol com um sinal sonoro e a vibração em seu relógio.

O detalhe é: o árbitro assistente 1 Fabrini Bevilaqua Costa estava mal posicionado, dentro da área técnica, por força da jogada. O treinador Pintado tem uma visão da saída ou não da bola melhor que a do bandeira! Reveja esse detalhe na imagem. Por isso, não dá para (nesse lance) “cravar” um erro de saída total ou não da bola.

Ao final do jogo, apesar desses lances bem discutíveis, vitória da Ferrinha sobre o Timão, não alterando os 3 pontos na tabela – mas talvez o saldo de gols se você considerar erros.