– Árbitros locais para uma melhor logística e menos riscos de Covid_19

Surge como um burburinho, mas eu gostaria de lançar a proposta: árbitros locais para os jogos do Campeonato Brasileiro, a fim de minimizar os riscos de contágio, de exposição e de substituição às pressas de juízes nos jogos.

Explico: dias atrás, falamos do equívoco em se tratar o Brasil de maneira uníssona no tratamento e prevenção do Novo Coronavírus, já que as diferentes realidades dos estados mereceriam protocolos diferentes devido à gravidade das situações locais. Insistimos até que a volta do Campeonato Paulista pode ter iludido muita gente, já que fatores como a extensão territorial reduzido e as partidas sendo realizadas em praças com menor índice de óbitos (e não necessariamente das cidades-sedes das equipes) possibilitaram o término do torneio (vide em: https://wp.me/p4RTuC-qW8). Assim, com realidades distintas, o Brasileirão sendo jogado na casa de cada clube, num país-continente como o nosso, seria loucura.

Vejam a NBA, que confinou atletas na Flórida a fim de realizar o torneio! De tal forma, cidades que estão somente agora tendo picos de contaminação não poderiam receber jogos como as que estão saindo (muito embora, apesar dos protocolos sanitários, creio que não era o momento adequado de voltar o futebol nacional, com a marca de 3 milhões e infectados e 100.000 mortos).

Mas e os árbitros? Imagine um juiz gaúcho que vá apitar Corinthians x Flamengo: ele tem que ser testado e isolado até a hora de entrar em campo. Não adianta fazer o teste em Porto Alegre e viajar. Tem que fazer o teste em SP e aguardar o resultado. Se der negativo, troca-se o árbitro (e o árbitro originalmente escalado fica resguardado em São Paulo, longe da sua casa, com as despesas ocorridas e precisando ser substituto).

Um exemplo real: hoje teremos Red Bull Bragantino-SP x Botafogo-RJ em Bragança Paulista (cidade que lutou para entrar na Fase Amarela). Os árbitros, bandeiras, VAR e AVAR vêm de Goiás (estado onde tivemos uma partida suspensa devido ao alto número de contaminados do Goiás e onde o Atlético Goianiense também acusou infectados ontem).

Pra quê? 

Escale-se um árbitro próximo, que tenha feito o teste e que aguarde o resultado há tempo de se isolar e entrar em campo sem chance de ter se contaminado. Os árbitros goianos viajarão de avião (portanto, estarão expostos) e terão feito os testes perto do estádio Nabi Abi Chedid, se isolarão e garantidamente darão negativo até o momento da partida? Se derem positivo, não teremos jogo, já que o árbitro reserva e demais membros estarão juntos em contato.

Repito: árbitros locais testados e isolados na proximidade dos estádios, esta é a solução. E que os clubes não reclamem de serem do mesmo estado da equipe mandante, já que a condição para apitar não deve ser a origem de nascimento, mas a honestidade!

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– CBF e a mudança dos protocolos!

Estava na hora: não fazia sentido o Hospital Albert Einstein ser o único responsável  pelos testes de Covid do Brasileirão das 3 divisões.

Não pela qualidade da instituição médica, mas pela logística – que é absurdamente burra! Como um clube do Amapá ou do Rio Grande do Sul deveriam esperar resultados de uma única central, após enviarem as amostras para tão longe (em São Paulo)?

Para um campeonato menos distante territorialmente (como o Paulistão), tudo bem. Mas para o Campeonato Nacional, é óbvio que se deve ter outros laboratórios credenciados, próximos aos clubes envolvidos.

A CBF acerta se confirmada a mudança.

Resta 1: mais estaduais param e Roraimense é o único mantido ...

– Precipitou-se no futebol ao ver o caso de São Paulo?

A Capital Paulista viu muitos jogos com rigorosos protocolos contra o Coronavírus. Talvez essa visibilidade (num centro onde os óbitos estão caindo), tenha iludido muita gente, fazendo com que o Brasil achasse que o futebol seria permitido em todos os lugares.

Nas regiões onde a Covid_19 “chegou tardiamente”, talvez nem estejamos no pico ainda! São os casos de Goiás, Rio Grande do Sul, alguns lugares do Nordeste e Mato Grosso.

O que se viu na Rodada inicial do Brasileirão, além de ser uma vergonha, é preocupante: vários jogos da Série C e B com problemas, e, mais destacadamente, a suspensão de Goiás x SPFC por contaminação dos goianos.

Precipitou-se em começar o torneio nacionalmente, é fato. E o que fazer? Mudar as praças esportivas de lugares em alerta, como o próprio Goiás jogar no Rio de Janeiro? Mas e o elenco, terá suficiente número de atletas?

Clubes do futebol capixaba temem futuro em meio à pandemia da ...

– Detalhes ganham (ou empatam) um Derby. Parabéns, Palmeiras. Parabéns, Luiz Flávio!

No sábado, o Palmeiras empatou com o Corinthians e nos pênaltis levou o Paulistão 2020. Algumas impressões:

Gustavo Gomez, que viveu uma novela na renovação contratual, no último minuto de bola rolando do Campeonato quase colocou tudo a perder para a sua equipe! Cometeu um pênalti infantil, no qual não precisa de VAR, câmera, tira-teima ou coisa qualquer para marcar. Acertou Luiz Flávio de Oliveira ao assinalar a marca penal. O gringo precisa agradecer demais os seus companheiros pelo título, caso contrário, seria crucificado.

, a contratação mais cara do Timão, tinha um caminhão de responsabilidade nas costas para cobrar o pênalti no tempo normal aos 50m. O fez com categoria.

– Técnico experiente tenta ganhar jogo de todas as formas: Vanderlei Luxemburgo fez uma pressão danada na arbitragem (que foi muito bem e suportou) nos momentos anteriores aos pênaltis. Não tinha do quê reclamar, mas reclamou para se fazer presente.

– Técnico inexperiente tem que confiar naqueles que têm qualidade: Luan e Ederson, ótimos batedores, não cobraram os pênaltis. Por quê, Tiago Nunes?

Patrick de Paula, da Taça das Favelas para o protagonismo do pênalti derradeiro: que cobrança perfeita, não? E o Cássio foi muito bem na bola, mas não deu.

Enfim: parabéns Luiz Flávio pela atuação. Apitou o básico, esteve perto dos lances e não relaxou um minuto sequer. Muito bem em campo, numa partida modorrenta das equipes.

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– Pausa com o Derby. Substituindo o evento!

Pouquíssimas vezes não assisti uma decisão de campeonato estando comentando o jogo ou simplesmente acompanhando. Porém, neste mundo maluco que vivemos devido à pandemia (100.000 vítimas no Brasil neste sábado), a necessidade de estar próximo da família e de buscar as coisas não mundanas, trocarei o Derby decisivo do Paulistão 2020 (Palmeiras x Corinthians, 16h00) para ir à Missa presencialmente (fato raro nestes últimos 6 meses devido às restrições – nossa paróquia providenciou inúmeros protocolos de segurança para tal).

E como amanhã será Dia dos Pais, não prometo assistir o VT até o domingo. Passarei com meu pai, meu sogro e minhas filhas!

Aqui fica a célebre frase de Arrigo Sacchi: “o futebol é a coisa mais importante das menos importantes”.

Ótimo jogo, bom final de semana e nos cuidemos.

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– E quem vai transmitir os Campeonatos da Conmebol?

Em 1992, a Copa Libertadores da América teve um marco: deixou de ser marginalizada pelas grandes emissoras e passou a ter destaque. Antes disso, algumas equipes brasileiras disputaram o torneio até mesmo com equipes reservas, já que não era uma atração rentável, os clubes reclamavam da selvageria dos jogos (especialmente na Argentina e no Uruguai) e das arbitragens suspeitas.

Quando ganhavam, os times exaltavam; quando perdiam, diziam que os Estaduais ou o Brasileirão eram prioridades. Mas quando Galvão Bueno deixou a Globo e foi para a recém criada OM (do paranaense José Carlos Martinez, dono do banco Bamerindus), a novata comprou os direitos televisivos e calhou do São Paulo de Telê Santana vencer o torneio de maneira empolgante! Daí por diante, a Libertadores passou a ser um objeto de desejo por todos (pelos clubes conquistarem e pelas emissoras transmitirem).

Com a atual crise financeira provocada pela Pandemia, a Globo rescindiu o contrato com a Conmebol e deixará de transmitir a competição. Idem ao streaming DAZN com a Copa Sulamericana.

Seria realmente um repensar de valores por dificuldades de pagamento ou estratégia para diminuir os custos e a Conmebol ofertar um desconto?

Aguardemos! Com tantos clubes grandes nesta edição, custa a crer que não teremos transmissão da Libertadores da América.

Rede Globo desiste de transmitir a Taça Libertadores da América ...

– Luiz Flávio no Derby derradeiro da decisão!

Ana Paula de Oliveira, presidente da Comissão de Árbitros da FPF, deixou claro que, se é para errar em alguma escala, que “erre com os melhores”.

Raphael Claus e Luiz Flávio de Oliveira são os FIFAs mais experientes de São Paulo, então ela fez essa opção para escalá-los nas finais do Paulistão. Flávio Rodrigues Souza, o outro Fifa, não tinha a confiança suficiente dela, bem como Edna Alves (a árbitra FIFA que tem ido muito bem e poderia estar em algum jogo destes).

A chefe dos juízes está deixando outros nomes de lado para optar pelo “escudo branco”. Porém, lembremo-nos: Luiz Flávio sofre não só por seus erros, mas pela pendenga histórica que existia em jogos do irmão dele, o Paulo César, com o Palmeiras. E esclarecendo: não existe mais a obrigatoriedade do sorteio, é “audiência pública de divulgação de escala”.

Vai ser difícil manter a autoridade em campo, não tenha dúvida, pelo histórico e pelo clima do jogo.

Pressão, sabemos, a Torcida Organizada do Palmeiras já fez logo que foi divulgada a escala. Aguardemos e torçamos por uma boa arbitragem.

Palmeiras: jogos ao vivo, resultados, gols, e mais | MSN Esportes

– As novas regras do futebol e as orientações da CBF para os juízes no Brasileirão:

Já escrevemos sobre elas quando do anúncio, mas fica o lembrete das mesmas, de uma forma bem didática, pois o Brasileirão começa neste final de semana: o que muda nas Regras do Futebol e o que a CBF está pedindo aos juízes!

ALTERAÇÕES DAS REGRAS

1. Avanço do goleiro em cobrança de pênalti.
A partir de agora, se o goleiro se adiantar e defender um tiro penal, volta-se a cobrança e não se aplica o cartão amarelo. Se numa 2ª cobrança (sendo a repetição desta que ele infringiu ou em um outro pênalti durante o jogo) ele avançar novamente, receberá o cartão amarelo. E, numa 3ª cobrança (ou repetição de algumas destas anteriores) existir novo avanço, receberá o 2º cartão amarelo e consequentemente o cartão vermelho.
Uma novidade: se a partida for decidida por cobrança de pênaltis, os cartões recebidos pelo goleiro por se adiantar em pênaltis são zerados no jogo, e uma nova contagem se faz durante a decisão por tiros penais. Mas atenção: os recebidos no tempo normal e neste momento de cobranças são contados integralmente para a suspensão automática em partidas futuras.

2. Mão deliberada do defensor tira atacante do impedimento.
Sabemos que se a bola for lançada por um atacante a seu companheiro que está em condição de impedimento e ela for tocada por um defensor que tenta disputá-la, esse toque, desde alguns anos, passou a dar condição para o outrora impedido. A partir de agora, se esse toque for com a mão (já que sabemos que não se pode jogar com a mão), também habilitará o atacante.

3. O que é braço / mão? De onde até onde se define isso?
Ficou até mesmo irônico para alguns, mas a FIFA definiu que braço / mão compreende o que não for ombro, e para defini-lo, deve-se levar em conta que “o limite do ombro até o braço ficará definido como a parte inferior da axila”. Ou seja: o braço/ mão na bola será considerado na região desnudada da manga da camisa.

4. Punição à mão de atacante em imediatez do gol.
Antes, “mão na bola” independia de ataque ou defesa, levando em conta apenas a intenção ou não. Anos atrás, acrescentou-se a orientação de verificar o movimento antinatural, que significa tirar proveito de um uso não convencional dos braços. Em 2019/ 2020, a mão do atacante em jogada de ataque passou a ser punida indistintamente como infração (mesmo que involuntária). A partir de 2020/2021, voltamos à condição anterior, diferenciando a situação de uma bola que bater na mão do atacante e dela sair o gol (do próprio atleta – em que a bola mesmo que acidentalmente bater – ou de um companheiro que se aproveite disso). A CBF reforça que os árbitros estão orientados a avaliar a IMEDIATEZ da mão, pois se criar um outro lance, já não se deve punir.

5. Toque de mão do goleiro depois do tiro de meta.
Elucidou-se que, se o goleiro cobrar o tiro de meta e voltar a tocar na bola, marca-se um tiro livre indireto e aplica-se o cartão amarelo (já que anteriormente a bola deveria sair da área para entrar em jogo e isso já deixou de existir há algum tempo).

6. Advertência no Bola ao Chão para reinício da partida.
Com o advento de bola ao chão para “devolver a bola para quem já tinha a posse dela”, feito de maneira mais recente na Regra, exigiu-se uma distância de 4 metros. Agora, quem não respeitar essa distância e interferir no reinício (tanto companheiro quanto adversário) deve receber o cartão amarelo e o bola ao chão será repetido.

7. Ataque promissor com vantagem e retomada de ataque, dispensa advertência.
Se existe um ataque promissor e o árbitro marca a falta, mas antes de aplicar o cartão amarelo ela é cobrada rapidamente (ou seja: houve a vantagem), e voltando a existir um ataque promissor, NÃO SE DEVE DAR O CARTÃO assim que a bola parar, pois voltou a existir um ataque promissor (a não ser que a natureza da falta exija uma punição, como um lance violento).

8. Avanço do goleiro com erro do atacante.
Se numa cobrança de pênalti o goleiro cometer uma infração, mas o cobrador cobrar tão mal o chute que for perceptível que um avanço do goleiro em nada interferiu, não voltará mais a cobrança nem advertirá o goleiro.

9. Em lances de dupla infração (atacante e goleiro) no tiro penal.
Se um goleiro se adiantar para a cobrança do pênalti, porém o batedor praticou uma paradinha, se punirá a 1ª infração (a paradinha), marcando tiro livre direto para a defesa a partir do ponto penal e dando cartão amarelo ao cobrador. Isso (do atacante ser punido) já existia, mas passou a valer também com infração simultânea do goleiro.

10. Avaliação de agarrões.
Só será punido o atleta que segurar um adversário e esse agarrão tiver real influência na jogada. Segurar a camisa por si só não será considerado infração (portanto, o atacante parar de correr deliberadamente porque foi agarrado não vai adiantar mais). Deve existir impacto sobre o agarrado.

11. A substituição de 5 atletas em 3 momentos da partida.
Poderá ser efetuada a troca de até 5 jogadores no intervalo e em 3 paralisações da partida para cada equipe, por conta da pandemia. Vale como alteração TEMPORÁRIA da Regra.

OUTRAS ORIENTAÇÕES

1. O VAR, para lances ofensivos de cartão vermelho, não levará em conta o áudio, mas apenas o gesto / imagem. O que foi dito cabe ao árbitro interpretar.

2. Diferente do que muitos pensam, o VAR pode sim interferir em situações de interpretação, DESDE que exista uma imagem muito interessante e que julgue que o árbitro não a viu.

3. Reforça-se o uso do VAR para a validação de gols, tiros penais, cartões vermelhos e identificação de jogadores.

4. Em comemorações de gol, levantar a camisa e encobrir o rosto é para cartão amarelo (fica o lembrete), mas gestos pejorativos relevantes para uma situação devem ser punidos (por exemplo, se um atleta do Atlético Mineiro imitar um Galo, é uma auto-referência ao seu mascote, algo bom, não se pune; mas se fosse na Argentina e por parte de um jogador do Boca, se pune pois é ofensivo ao River Plate).

5. Não se deve ir às arquibancadas comemorar o gol, pois receberá o cartão amarelo por ir á torcida e incitar o público. Mas em jogos sem torcida, não há sentido em se punir.

6. Usar a mão na bola não é necessariamente lance para cartão amarelo. Deve-se avaliar a ação de bloqueio ou de disputa com o seu uso.

7. Se um jogador marcar um gol de mão e estando impedido, pune-se a mais grave (a tentativa de ludibriar a arbitragem com um gol de mão, aplicando o cartão amarelo).

8. Mão que esteja em frente do corpo e que não tenha influência nenhuma na jogada, obviamente não é infração (assim como as mãos de proteção ao rosto / partes íntimas).

9. Nas disputas de bola, o árbitro deve levar em conta se o atleta que atingir um adversário poderia ter “suavizado” na disputa e também verificar onde atingiu (barriga, pé, cabeça). Avaliar o ímpeto, a velocidade e onde impactou serão determinantes para marcar falta sem cartão, com cartão amarelo ou cartão vermelho.

10. Acabar com o uso do braço no rosto do adversário (isso é uma bandeira da FIFA). Os árbitros deverão verificar se a mão contra a cabeça foi um empurrão (cartão amarelo como punição) ou um golpe (vermelho direto).

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– E o Jô, hein… falta de critério resulta nessa discussão…

O lance em que Jô vai disputar a bola com Gustavo Gomes é idêntico ao de Juninho e Carlos e menos intenso do que de Fagner.

Em 15 dias, nos 3 jogos no qual Raphael Claus trabalhou no Corinthians (Árbitro contra o Red Bull, VAR contra o Mirassol e Árbitro contra o Palmeiras), o critério de não expulsão foi o mesmo nas partidas apitadas, e diferente do que foi árbitro de vídeo.

Fica a observação: diferentes critérios dependendo da função, e isto é errado. Que não seja a diferença do critério pela cor de camisa (e isso preciso crer que não é), mas pela atividade exercida.

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– Sobre a demissão de Jesualdo Ferreira:

Perfeito este tuíte sobre o Santos FC demitir Jesualdo:

Euler Victor @eulervictor_
·
A lógica do Futebol brasileiro:
– Contrata um treinador com uma metodologia diferente do antecessor.
– Impedido de fazer contratações por punição da Fifa.
– Pandemia.
– Atrasos salariais.
– Processos.
– Eliminação do estadual.
– Demite o treinador faltando 2 dias para o início do Brasileirão

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– Ceará Campeão da Copa do Nordeste. Mas abra o olho…

O Ceará sagrou-se campeão da Copa do Nordeste 2020, vencendo o Bahia. Todos os aplausos ao Vozão, mas cuidado: o Campeonato Brasileiro é outro naipe!

Um dos grandes problemas dos Regionais é esse: quem vence, se acha gabaritado para o Nacional, que frequentemente tem-se mostrado muito mais competitivo e difícil. E aí quando a bola rola no Brasileirão… 

Sem poder de reação, Bahia volta a perder e Ceará é Campeão do ...

– Meia, Meião, Superstição e Pressão no árbitro do Derby!

Respeito todas as crenças e a descrença, e vejo a história do Palmeiras desejar jogar com meias brancas por quê “daria sorte”.

É lógico que como o futebol é um microcosmo da sociedade, e que sendo assim, as diversas crendices aparecem no dia-a-dia em campo e têm seu efeito psicológico. Há, portanto, de considerar a hipótese de “ajuda dos astros” (embora, particularmente, não acredito em superstições e equivalências assim – tenho minha fé bem resolvida – mas não é por isso que devo desdenhar de quem crê diferente).

Independente da cor da meia que o Palmeiras jogará no próximo sábado (pois como o Corinthians é mandante na quarta-feira, ele pode jogar com suas meias brancas e o adversário, Palmeiras, terá que jogar com as cores diferentes dele – verdes, no caso), surgiu uma brincadeira sobre isso no Programa Esporte em Discussão da Rádio Jovem Pan que virou uma questão muito bacana e curiosa: e se o Palmeiras quisesse jogar com uma meia branca numa perna e verde noutra?

Poderia?

Vejam só: o uniforme é constituído de camisa, shorts, meias, equipamento de proteção (caneleira) e calçado (tênis ou chuteira, que não leve perigo ao adversário ou ao próprio atleta). Os de identificação ao público (camisa, calção e meias) devem ser idênticos. Caneleiras, como são encobertas, não. Igualmente às chuteiras, que são permitidas como personalizadas devido aos patrocinadores e/ou serem ferramentas de trabalho (embora exista quem defenda – e tem lógica – que deveriam ter cores predominantemente padronizadas).

Mas e os meiões de “duas cores”? Se o Palmeiras desejar jogar com uma perna vestindo a branca e na outra com a verde, onde está a impossibilidade disso na Regra do Jogo? O Espírito dela não impede, nem a Regra 4.

Porém, leve em consideração: as meias de um time visitante devem ser diferentes das do mandante. Na final do Derby, com mando do Corinthians, as cores da meia do Timão são brancas (mas ele poderia jogar com as pretas se quisesse); assim, o Verdão deverá ir de verde. No mando do Palmeiras, se quiser jogar com cores diferentes, precisa apenas definir qual perna levará cada cor (isso deve ser uniforme / padronizado: todos de verde na perna esquerda e todos de branco na direita, por exemplo.

Importante: essa inovação só poderá acontecer se o adversário tiver uma cor diferente das duas de quem quiser usar, e fica o exemplo: Palmeiras x Guarani, por exemplo, não seria razoável…

E já que falamos sobre Regras, a Regra 1 será cumprida na Arena Itaquera, hoje? Afinal, desde 22 de Julho, com o episódio da pichação, está pintada a inscrição SCCP na área de meta. Já deu tempo da grama crescer, ser cortada, e as ações de vandalismo realizadas sumirem. Ou não?

Por fim: torço para que Raphael Claus, árbitro da partida, seja resiliente às pressões. Eu evitaria sua escala, pelo seguinte fato: se cometer equívoco a favor do Corinthians, ganha força a teoria pró-Alvinegra; se o equívoco for pró-Palmeiras, aí nasce a teoria de compensação para o Alviverde. Portanto, seja perfeito, Claus!

Minha opinião sobre essa escala em: https://professorrafaelporcari.com/2020/08/03/10-nomes-para-a-arbitragem-da-final-entre-corinthians-x-palmeiras/

Raphael Claus apita primeiro jogo da final do Campeonato Paulista ...

– Futebol como negócio, mas tratado por amadores apaixonados! Sobre o teste de Covid e o letreiro na Área:

Cá entre nós: sabemos que Corinthians x Palmeiras é uma guerra dentro e fora de campo, que começa dias antes da própria partida.

Nestes temos de futebol profissional / business, ninguém quer perder. Sendo assim, todos os artifícios (que devem estar dentro da lei) são usados para a busca da vitória.

Os dirigentes não colaboram para que esse resultado seja buscado com ética e moral. Vide Andrés Sanches questionando a necessidade de exames de Covid_19 de acordo com o Protocolo Sanitário (isso porquê o futebol era chamado de “exemplo” nos cuidados da retomada).

Na verdade, só se pode constatar algo já perceptível: “vale tudo” para ganhar o jogo, onde o profissionalismo é administrado por apaixonados amadores.

Em tempo: depois do dia 22 de julho (veja a data que estamos), a grama cresceu, já deve ter sido cortada, mas os letreiros SCCP continuam inscritos no campo de jogo da Arena Corinthians? O “conserto” não some, mas o vandalismo sim?

Aliás, sobre essa irregularidade contra a Regra 1, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/07/22/o-corinthians-poderia-ter-disfarcado-a-pichacao-com-sccp/

Corinthians x Palmeiras: horário, local, escalações e transmissão

– Árbitro de Futebol: o Ator Maldito

Por diversas vezes citei um livro que li (A Dança dos Deuses, do prof Hilário Franco Júnior), onde enviei algumas impressões e pequenos textos que se referiram à arbitragem (fui aluno dele). Porém, não resisto ao ler novamente (pg 309) a procura do autor em desmistificar a figura do árbitro. É interessante, curto, e compartilho:

“O masoquismo do árbitro transparece ainda no fato de seu bom trabalho merecer apenas o silêncio, segundo a máxima ‘que o bom árbitro é aquele que passa desapercebido’. Em teoria ele é o elemento neutro em campo, na prática é alvo a priori das desconfianças dos dois lados que disputam a partida. Ele desperta pouca simpatia. É o ator maldito do espetáculo futebolístico. Pode arruiná-lo, e será criticado, ofendido, talvez agredido. Pode contribuir para seu sucesso, porém não terá a glória e a remuneração de seus colegas de palco (…) No árbitro projetam-se a frustração e a raiva dos perdedores, a indiferença dos vencedores.”

Texto atualíssimo, não?

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– 10 nomes para a Arbitragem da Final entre Corinthians x Palmeiras

Que pisada na bola da Ana Paula de Oliveira, a presidente da CEAF-SP, ao confeccionar a escala da final do Paulistão 2020. Falta árbitro na FPF?

O Raphael Claus está em todas as escalas importantes, e mesmo depois da polêmica de domingo e de quinta, o escala para a final.

Lamentável… coloca outro, poxa. Só tem ele no Estado de São Paulo para apitar jogo importante?

Aliás: abaixo, os 10 membros da arbitragem do 1o Derby da Final: