– Um paralelo sobre a falta de filosofia dos clubes e da arbitragem

A demissão de Fernando Diniz do Fluminense e o anúncio da CBF de que os torcedores de futebol terão imagens do VAR podem ser paralelos perfeitos para uma abordagem só: a falta de LINHAS DE TRABALHO definidas pelas entidades.

Vamos lá: o São Paulo FC pode ser um bom exemplo para chegarmos ao Flu: contratou o ofensivo Osório, depois o retranqueiro Bauza, aí passou por interinos, escolheu Rogério Ceni, voltou com Aguirre e agora Cuca (depois de Mancini): qual a linha-mestra, o DNA do estilo de jogo do Tricolor do Morumbi? O Santos, sempre ofensivo, antes de Sampaoli (que tem o “estilão do Peixe”), havia contratado Jair Ventura (o oposto dele em questões táticas). Dito isso: após mandar embora Diniz, sabidamente um amante de jogo-intenso, o Fluminense tentou Abel Braga, que arma os times para se defenderem! Qual a coerência?

Aliás, o futebol é ingrato: contra o CSA, o Tricolor das Laranjeiras chutou mais de 30 bolas ao gol e foi prejudicado pela pavorosa arbitragem de Wagner Reway (agora, apitando pela Paraíba, sob o comando do gestor de árbitros local, Arthur Alves Jr – o Arthurzinho do Sindicato, tão conhecido pelos paulistas – depois de começar pelo Mato Grosso). Porém, num solitário ataque o CSA fez o gol da vitória. E a culpa é do treinador?

A mesma coisa sobre falta de coerência da cartolagem dos clubes para com os técnicos se diga para os da arbitragem: agora, a CBF divulgará as imagens que o VAR vê para os torcedores (depois de intensas críticas). É cansativo insistir no tema, mas uma hora os árbitros são blindados; outra, são expostos. Uma hora devem agir “assim”; outra, “assado”. Ora, se vai liberar alguma coisa, muito mais do que o vídeo, se libere o áudio!

Aliás, é uma vergonha perceber que aqui no Brasil muita gente boa se apoiou no VAR e rasga elogios para com a comissão de arbitragem pelas vagas de trabalho abertas. Quantas pessoas estão na cabine do árbitro de vídeo! Um número excessivo, desnecessário e que contradiz o restante do mundo. Tão exagerado quanto ao número de árbitros escalados dentro de campo na Série A-2019: 37, contra 16 escalados na temporada passada da Premier League.

Uma pena tudo isso. As diretrizes claras que quaisquer organizações deveriam ter, de fato, não existem. Nem nos clubes, nem na CBF.

Ainda sobre o trabalho da CA-CBF (com pesar mais uma crítica), compartilho sobre os inacreditáveis 98% de acertos divulgados,

em: https://professorrafaelporcari.com/2019/08/20/o-descredito-do-var-da-cbf-98-de-acertos/

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– O descrédito do VAR da CBF: 98% de acertos?

Quando uma coisa vai mal, alguns utilizam a contrariedade como arma para desfazer a sensação ruim. É o caso do VAR da CBF…

Segundo a entidade, 98% dos lances que utilizaram o VAR foram corretos! E eles querem ser levados a sério?

Tenha a santa paciência… é muita cara-de-pau divulgar um número tão forçado e visivelmente diferente da realidade do Brasileirão.

Torci para o Gaciba dar certo na função, mas os mesmos da época de Ricardo Teixeira ainda mandam na arbitragem. Pobre futebol brasileiro…

Gaciba faz apresentação sobre o VAR — Foto: Sérgio Rangel

– Quem tem estrela para o sucesso…

O cara que é bom, não fica desacompanhado do sucesso. Não gosto do termo “sorte”, mas entendo que isso é a combinação da oportunidade com a competência.

Dito isso, veja Rogério Ceni que estreou com vitória ao assumir o comando técnico do Cruzeiro (ganhando do líder do Brasileirão, o Santos FC) e tirando seu novo time da Zona do Rebaixamento. Ou o Daniel Alves, agora jogador do São Paulo que na sua 1a partida venceu o jogo com o gol marcado por ele próprio!

Ambos jogos foram marcados por problemas de arbitragem: o Cruzeiro venceu com um  atleta a mais (o Santos teve um jogador expulso equivocadamente) e o São Paulo se beneficiou pela não marcação de um pênalti ao Ceará (de Thiago Volpi em Felipe Cardoso).

Mas quem disse que vitoriosos não tem sorte (que nos referimos logo no início da conversa)?

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– Pênalti ou não de Thiago Volpi no São Paulo x Ceará?

Há pouco, um lance reclamado no Morumbi de penalidade máxima do goleiro Thiago Volpi (SPFC) em Felipe Cardoso (Ceará). O atacante recebe sozinho, tenta encobrir o goleiro que não consegue interceptar. A zaga do São Paulo tira a bola da pequena área e salva o tento.

NÃO seria pênalti se o goleiro tivesse, na disputa de bola, a tocado (mesmo tocando o jogador). Como a bola não foi tocada e ele tromba com o adversário impedindo a projeção dele (mesmo depois do chute a gol), é infração. Dentro da área, pênalti e cartão amarelo. Portanto, errou a arbitragem.

Na regra do jogo, isso se chama infração por imprudência (quando você não tem a intenção mas faz a falta).

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– O lance de empate de Grêmio 1×1 Palmeiras era para o VAR?

Que erro evitável da arbitragem no Sul do país! David Braz marcou um golaço após receber a bola de um arremesso lateral que era a favor do Palmeiras mas foi cobrado pelo Grêmio após marcação errada.

Tais equívocos são comuns em várzea (a inversão de laterais), afinal os juízes e bandeiras são amadores. Erros assim em jogos profissionais são diminutos, mas vez ou outra ocorrem. 

  • Era para usar o VAR, a fim de corrigi-lo?

NÃO! E por três motivos:

  1. O protocolo do árbitro de vídeo não permite correção de lance de arremesso lateral. Já imaginaram se cada vez que a bola saísse, o VAR tivesse que paralisar para conferir? Não teríamos mais “jogo jogado”, acabaria a dinâmica.
  2. O gol não poderia ser revisado antes do momento da cobrança de lateral, pois o arremesso lateral é um reinício de jogo. Assim, a revisão do gol só pode acontecer a partir do momento que a bola entrou em jogo (ou seja, depois da cobrança).
  3. Vide que, principalmente em jogadas de área e quando a bola sai, justamente para não se ter tempo de fazer a revisão de lance, os goleiros têm cobrado rapidamente o tiro de meta, evitando que o árbitro marque penalidades via VAR pois depois de reiniciada a partida, nada se pode fazer.

Enfim: um erro de competência humana da arbitragem, sem sombra de dúvida.

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– Por homofobia, pela 1a vez partida é interrompida na França pelo Protocolo FIFA.

Lembram quando postamos sobre o Protocolo FIFA que deveria ser executado em caso de discriminação (das diversas naturezas) quando ocorresse?

(Para recordar, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao/)

Pois bem: ocorreu o 1o caso, e foi na França.

Extraído de: https://jamilchade.blogosfera.uol.com.br/2019/08/17/na-franca-arbitro-interrompe-jogo-diante-de-cantos-homofobicos/

NA FRANÇA, ÁRBITRO INTERROMPE JOGO DIANTE DE CANTOS HOMOFÓBICOS

Por Jamil Chade

O jogo da segunda divisão do campeonato francês, entre os modestos Nancy e Le Mans, entrou na sexta-feira para a história do futebol do atual campeão do mundo. Trata-se da primeira vez que, por conta de um comportamento homofóbico por parte da torcida, um árbitro decide suspender o jogo, ainda que por apenas alguns minuto. Os torcedores do Nancy devem ser punidos e o clube pagará uma multa. Mas foi o gesto do árbitro Mehdi Mokhtari que se transformou numa referência e abriu um amplo debate. A ministra dos Esportes, Roxana Maracineanu, foi a primeira a comemorar a decisão, tomada depois de uma pressão de governos para que a Uefa modificasse suas leis para permitir que uma partida pudesse ser alvo de uma interrupção, em caso de incitação ao ódio ou homofobia.

Em abril, o jogo entre Dijon e Amiens já havia sido suspenso por alguns minutos, desta vez por conta de ataques racistas. A decisão, naquele momento, foi dos jogadores. Agora, aos 27 minutos, foi a vez do árbitro assumir a decisão.

Jean-Michel Roussier, o presidente do Nancy, admitiu que a regra deve ser aplicada e afirmou ter ido encontrar, ainda durante a partida, com os representantes das torcida organizadas para alertar sobre a situação. Na França, a lei permite que um clube proíba a entrada de um torcedor que tenha sido identificado como autor de uma provocação homofóbica, racista ou que promova o ódio e violência.

Se na França a nova lei começa a ser aplicada, na Fifa o assunto já foi alvo de um acalorado debate. Com as seleções sul-americanas acumulando multas milionárias aplicadas pela Fifa, em diversos jogos das Eliminatórias, a Conmebol tentou explicar à entidade máxima do futebol que os cantos homofóbicos eram “culturais”. A Fifa se recusou a aceitar a explicação e continuou a multar as federações.

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– Recordando uma bizarrice: O que falar do “pênalti do gramado” de Lucas Lima em Santos 5×2 Avaí?

Esse incrível pênalti inexistente no vídeo abaixo aconteceu há 4 anos. De tão absurdo, vale relembrar o lance e a cara-de-pau do atleta:

PÊNALTI ONDE?

Nesta Rodada 20 do Brasileirão, visando melhorar o nível da arbitragem e diminuir as reclamações, a CBF escalou em todos os jogos 2 observadores e 2 “Quartos-Árbitros”. Mas os erros continuaram os mesmos…

Na Vila Belmiro, na boa vitória do Santos por 5×2 contra o Avaí, Lucas Lima atravessou o meio campo, entrou na área, escorregou no gramado e… não é que o árbitro Leandro Pedro Vuaden (que fazia um bom jogo até então) marcou pênalti?

Não foi nada. Ninguém o tocou. No interior, chamamos isso de “trupicão”! E o santista, após o jogo, declarou:

“- Não sei o que foi. Alguma coisa me desequilibrou e aí eu caí”

Eu respondo: foi a grama que o desequilibrou…

Mesmo com 2 observadores, árbitro, 2 bandeiras, 4o e 5o árbitro, ninguém foi capaz de perceber que o lance foi um mero escorregão?

Em um mundo ideal, utópico e sonhado, Lucas Lima deveria se levantar e dizer: “Vuaden, me desculpe, eu escorreguei sozinho. Você foi traído pela minha queda no lance”.

Claro que não veremos nada disso…

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=yAhxOsBNF18

 

– A convocação da Seleção Brasileira

Que convocação esquisita promovida por Tite! Vamos lá, os nomes chamdos foram:

Goleiros
Ederson – Manchester City
Ivan – Ponte Preta
Weverton – Palmeiras

Laterais
Fagner – Corinthians
Jorge – Santos
Daniel Alves – São Paulo
Alex Sandro – Juventus

Zagueiros
Thiago Silva – PSG
Éder Militão – Real Madrid
Samir – Udinese
Marquinhos – PSG

Meio-campo
Casemiro – Real Madrid
Allan – Napoli
Fabinho – Liverpool
Arthur – Barcelona
Philippe Coutinho – Barcelona
Lucas Paquetá – Milan

Atacantes
David Neres – Ajax
Neymar – PSG
Richarlison – Everton
Roberto Firmino – Liverpool
Bruno Henrique – Flamengo
Vinicius Júnior – Real Madrid

Discutindo a lista: Coutinho pode estar em má fase mas parece ser de confiança do treinador. Ivan é uma surpresa (quanto tempo não temos um jogador da série B convocado para a Seleção principal, se é que já tivemos? Imagine a surpresa do atleta ao saber que foi chamado…). Fabinho é uma grande justiça corrigida (tardia, é verdade). Cássio era o 3o goleiro da Copa América e foi descartado. Bruno Henrique é incompreensível (principalmente pela ausência do Gabigol, que era merecida, no lugar de Gabriel Jesus, suspenso). E… Jorge? Allan?

Sobre Neymar, que não está jogando mas foi convocado, falamos sobre as justificativas prontas de Tite se o chamasse ou não. O link para a leitura aqui (a opinião no penúltimo parágrafo da postagem),

em: https://professorrafaelporcari.com/2019/08/13/neymar-de-onde-vem-o-dinheiro-e-para-onde-o-jogador-vai/.

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Na foto, Ivan Quaresma da Silva, a grande surpresa da lista

– O ciclo dos jogadores que vão e que vem do Estrangeiro ao Brasil!`

Mazzola (que virou Altafini) e Julinho Botelho (que recusou a Seleção Brasileira pois era difícil vir da Itália para o Brasil e que dizia que um tal de “Garrincha” poderia servi-la melhor, segundo reza a lenda) foram jogadores pioneiros que deixaram o país e jogaram no melhor campeonato de futebol do mundo da época: a Itália.

Não era comum tal situação. Tornou-se um pouco mais frequente na década de 80, com Zico, Sócrates, Cerezo e Falcão (já consagrados) sendo contratados para o ainda melhor e mais rico campeonato de clubes (respectivamente na Udinese, Fiorentina, Sampdória e Roma). Depois o fluxo aumentou: Aldair, Alemão e Careca, entre tantos.

Nos anos 2000, a Premier League (ING), a La Liga (ESP) e até a Bundesliga (ALE) começaram a tirar o brilho do Calcio italiano, e jogadores consagrados ou não passaram a ser contratados em quantidade maior e cada vez mais jovens. As exceções eram a França e Portugal, onde os atletas medianos se aventuravam, além da J-League no Japão, que queria se firmar e levava a peso de ouro craques como Evair e Cesar Sampaio (Zico foi num momento anterior).

Hoje, com a globalização encurtando as distâncias e aumentando / melhorando as informações, qualquer país do Leste Europeu leva nossos atletas ainda no berço (sendo difícil competir com os magnatas ex-comunistas) e os revendem mais adaptado aos grandões da Europa Ocidental. Ou ainda os chineses e a sede de gastar, árabes e seus petrodólares ou os pequenos times de barriga de aluguel na Mãe-Pátria lusitana.

O certo é que quando a promessa é boa, Real Madrid e Barcelona os levam para “criar lá”, não importando a idade e fazendo com que sejam jogadores mais europeus do que brasileiros. Os “torcedores de Seleção”, claro, às vezes nem se identificam com eles (talvez seja por isso que temos atletas mais táticos e menos driblares – a saída muito cedo do país sem a identificação com o clube nacional ou o aprendizado de algumas coisas daqui).

Mas pense: se você fosse “pai de garoto-promessa”, preferiria jogar (hoje) em que lugar? Morar em Milão, Barcelona, Paris, Berlim… cá entre nós, não é nada mal.

Mas e o fluxo contrário?

Não vemos mais atletas estrangeiros consagrados como Pedro Rocha ou Rodolfo Rodrigues (que já eram raros) aqui chegarem. É um ou outro sem estar no auge da carreira, jogando por aqui por um projeto pessoal (como Juanfran). Vemos sim jovens sulamericanos que chegam a preço baixo, como investimento e tentativa de solução (substituindo a antiga chegada de jogadores dos times do Interior Paulista, tão comum na história do futebol brasileiro). Até aí, se entende a questão mercadológica. O que é incompreensível são os atletas iguais aos nacionais custando caro: Trellez, por exemplo, e tantos outros espalhados pelos clubes brasileiros.

A questão que quero discutir é: até onde os estrangeiros não estarão tirando mercado de trabalho ou inibindo que os clubes brasileiros dêem oportunidades aos seus jovens talentos? Ou, CTs como os de Cotia, Xerem ou Ninho do Urubu se transformarão em meras “fábricas de exportar juniores”?

Talvez, se melhor aplicado o dinheiro fosse na base, não venderíamos atletas ainda tão jovens, pois a economia em se pagar tão caro por um gringo (vide Bryan Ruiz ou Fabian Noguera, que ainda estão não Santos), pudesse bancar essas promessas por mais tempo e ganhar títulos e dinheiro.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Árbitro: o Ator Maldito

Por diversas vezes citei um livro que li (A Dança dos Deuses, do prof Hilário Franco Júnior), onde enviei algumas impressões e pequenos textos que se referiram à arbitragem (fui aluno dele). Porém, não resisto ao ler novamente (pg 309) a procura do autor em desmistificar a figura do árbitro. É interessante, curto, e compartilho:

“O masoquismo do árbitro transparece ainda no fato de seu bom trabalho merecer apenas o silêncio, segundo a máxima ‘que o bom árbitro é aquele que passa desapercebido’. Em teoria ele é o elemento neutro em campo, na prática é alvo a priori das desconfianças dos dois lados que disputam a partida. Ele desperta pouca simpatia. É o ator maldito do espetáculo futebolístico. Pode arruiná-lo, e será criticado, ofendido, talvez agredido. Pode contribuir para seu sucesso, porém não terá a glória e a remuneração de seus colegas de palco (…) No árbitro projetam-se a frustração e a raiva dos perdedores, a indiferença dos vencedores.”

Texto atualíssimo, não?

árbitro de futebol

 

– As demissões da ESPN Brasil

Muita gente triste pela demissão de vários jornalistas da ESPN em nosso país. Alguns mais queridos e outos mais contestados foram dispensados, mas isso não é o que “mais importa”. Importa mesmo é que o espaço para o jornalismo sério está cada vez menor, e que mais gente ficará fora do mercado, lamentavelmente.

Claro, a emissora precisa ter a preocupação com as contas e o lucro. E uma justificativa pode ser a baixa audiência a um custo elevado. A Disney, dona do canal, deve ter pensado muito sobre isso.

Dessa forma, leio na coluna do Ricardo Feltrin (Coluna Ooops, em “TV e Famosos” no UOL) que a audiência da ESPN Brasil na Grande São Paulo, principal mercado do Brasil, é de 0,06%. Na frente dela e do mesmo segmento: SporTV 3, com 0,09; SporTV 2 com 0,14; FOX Sports com 0,18 e SporTV com 0,32%. 

Com esses números, realmente não dá…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Assisense x Paulista

Para o 1o jogo da 3a fase do Campeonato Paulista da 2a divisão Sub 23, apitará o contador José Guilherme Almeida e Souza, 34 anos de idade, há 8 temporadas na FPF, natural de Bofete/SP.

José Guilherme tem apitado muitos jogos em 2019, trabalhando inclusive na série A2 do Paulistão. Entretanto, esteve numa jornada muito infeliz no Jayme Cintra no ano passado, na partida entre Paulista 0x1 Itapirense, com vários erros técnicos e deixando de marcar um pênalti decisivo no último minuto de jogo.

Embora amigos que o viram apitar bons jogos digam que o seu forte é a questão tecnico-disciplinar, não vimos isso acontecer na oportunidade derradeira. Tomara que tenha sido uma jornada infeliz e tenha uma ótima atuação na distante Assis.

O jogo citado para os amigos relembrarem em: https://professorrafaelporcari.com/2018/07/29/analise-da-arbitragem-de-paulista-0x1-itapirense/

– O mal educado Ministro da Educação mexeu com a Lusa! Pra quê…

Há certas bobagens que podem ser evitadas. Prova disso é a infeliz declaração de Abraham Weintraub, o Ministro da Educação, que ao ironizar os protestos contra a sua pasta, o fez usando como exemplo de chacota o time de futebol da Portuguesa e seus torcedores.

É sabido que o outrora clube campeão está em péssima fase esportiva e financeira, mas daí a levar um “sarrinho” na comparação de poucos torcedores a minguados manifestantes, já é sacanagem… A Lusa carece de respeito e tal pronunciamento de uma autoridade é um equívoco.

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/08/14/portuguesa-rebate-post-de-weintraub-deveria-se-ocupar-em-temas-mais-nobres.htm

PORTUGUESA REBATE POST DE WEINTRAUB: DEVERIA SE OCUPAR EM TEMAS MAIS NOBRES

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, arrumou uma indisposição nas redes sociais com a Portuguesa. O clube paulistano não gostou de uma postagem feita ontem por ele no Twitter e publicou hoje uma resposta.

Na terça-feira (13), estudantes, professores e entidades sindicais realizaram protestos em diversas cidades do Brasil para fazer críticas ao programa federal Future-Se (que quer financiar parte do ensino nas universidades públicas e regulamentar a gestão das instituições com participações de Organizações Sociais) e aos cortes na educação.

No Twitter, Abraham Weintraub ironizou a concentração de manifestantes reunidos diante do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na avenida Paulista, em São Paulo. Em sua postagem, o ministro fez alusão à torcida da Portuguesa, fazendo referência indireta ao número de torcedores do clube, inferior ao de equipes como Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos entre os paulistas.

“Após 46 anos a Portuguesa Futebol Clube finalmente volta a ser Campeã Paulista. A Leões da Fabulosa levou todos os torcedores do time do Canindé para comemorar na Av. Paulista (foto). A frota de combis (sic) congestionou a Al. Santos. O fornecimento de pães está suspenso até amanhã”, registrou. Posteriormente, Weintraub corrigiu o nome do veículo em posterior mensagem: “Oops, Kombi… Estava rindo quando escrevi”.

O texto faz alusão ao último título da primeira divisão paulista do clube (1973), à principal organizada do clube (Leões da Fabulosa) e a uma das ruas paralelas à avenida Paulista (alameda Santos).

A resposta veio apenas hoje, data em que a Portuguesa comemora seu aniversário de 99 anos. Na rede social, o clube demonstrou seu descontentamento, cobrou seriedade do titular da pasta da Educação no governo de Jair Bolsonaro e corrigiu seu nome completou no post original.

“O excelentíssimo ministro da Educação deveria se ocupar em temas mais nobres para o país do que fazer chacota com o sentimento de milhares de torcedores da Portuguesa. Aliás, Abraham Weintraub, o nome da Lusa é Associação Portuguesa de Desportos, e não Portuguesa Futebol Clube”, publicou.

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– Quanto uma celebridade esportiva cobra para postar no Instagram?

É sabido que em tempos de redes sociais influenciando os consumidores, qualquer postagem de pessoa importante custa dinheiro.

Mas tente adivinhar: no Esporte, quem cobra mais caro para divulgar um produto ou serviço?

Os TOP’s 10 em: https://www.mktesportivo.com/2019/07/quanto-custa-um-post-patrocinado-no-instagram-de-celebridades-do-esporte/

QUANTO CUSTA UM POST PATROCINADO NO INSTAGRAM DE UMA CELEBRIDADE DO ESPORTE

Estudo da Hopper coloca o perfil de Cristiano Ronaldo como o mais valioso da rede

Tem US$ 1 milhão na conta? Então saiba que você poderá escolher onde publicar um post patrocinado no Instagram de qualquer celebridade do esporte.

De acordo com a Hopper, que apresenta métricas e valores relacionados à rede social, uma postagem de cunho comercial publicada no perfil de Cristiano Ronaldo, líder do ranking, pode custar US$ 975 mil. O futebol segue nas três próximas posições, com Neymar, que cobra US$ 722 mil por publi, Lionel Messi, com US$ 648 mil, e o inglês David Beckham, com US$ 357 mil. LeBron James, do Los Angeles Lakers, fecha o TOP 5.

Para chegar ao resultado, a consultoria analisa dados internos do Instagram e considera também números publicados oficialmente pela empresa. Fora do futebol e basquete, apenas o indiano Virat Kohli, astro do críquete, que concentra mais de 38 milhões de seguidores em seu perfil.

Confira o TOP 10 do esporte e o preço estimado de cada postagem

1) Cristiano Ronaldo – US$ 975 mil
2) Neymar – US$ 722 mil
3) Lionel Messi – US$ 648 mil
4) David Beckham  – US$ 357 mil
5) LeBron James  – US$ 272 mil
6) Ronaldinho Gaúcho – US$ 256 mil
7) Gareth Bale – US$ 218 mil
8) Zlatan Ibrahimovic – US$ 200 mil
9) Virat Kohli – US$ 196 mil
10) Luis Suárez – US$ 184 mil

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– Neymar: de onde vem o dinheiro e para onde o jogador vai.

Quem é o “dono do passe” de Neymar? E a quem ele irá vender o atleta?

Vamos lá, sabemos que não existe a lei do passe, e na França o que vale é o valor estipulado para uma transferência. Mas o empregador atual do jogador brasileiro é muito mais que uma pessoa ou um time de futebol. Ele é o QIA.

O QIA (Fundo Soberano de Investimentos do Catar) é a holding que engloba todos os empreendimentos da família real que preside o país árabe além dos negócios que envolvem a administração da nação. Como o Catar é um Estado com “Proprietário” (diferente do Reino Unido, onde a Rainha representa as nações, mas não é dona das terras delas), esse dinheiro acaba se misturando entre a fortuna dos sheiks (que são os príncipes regentes) e o orçamento do Governo.

Estima-se (sente na cadeira) que o QIA possua mais de 335 bilhões de dólares em ativos (mais de R$ 1,35 trilhão). Ele é dono do fundo QSI (que é o investidor do Paris Saint-German), da Empresa de Gás e Petróleo do Catar (a 3a maior do mundo, que investe pesado na Inglaterra e na Rússia), da empresa de aviação Qatar Airways, da rede de mídia Al Jazeera, entre outros grandes empreendimentos.

Quem manda em tudo isso é o emir do Catar (a autoridade máxima da família real), Tamim bin Hamad al Thani, que tem como braço direito seu irmão mais novo, Mohammed bin Hamad bin Khalifa al Thani (o “homem dos negócios esportivos”. O número 3 é Nasser Al Khelaifi, que cuida do PSG (é o presidente do time).

(As informações acima e outras foram publicadas originalmente neste blog em 2017, quando Neymar estava negociando a transferência de Barcelona para Paris): https://professorrafaelporcari.com/2017/07/26/a-origem-da-grana-do-psg-em-busca-de-neymar/).

Se não bastasse todo esse poderio financeiro, há a questão do poderio político: o Catar sofre boicote de seus vizinhos Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein e Egito, que pedem o fim das relações com o Irã e rompimento com grupos como Hizbollah e Fraternidade Muçulmana. O Emir tem “dado de ombros” à essa desavença.

(Mais sobre a força política do Catar em: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/16/os-motivos-aos-quais-neymar-pode-se-dar-mal-brigando-com-o-psg/).

Diante de tudo isso, fica a questão: vender Neymar por menos do que foi pago, não é problema para os catarianos do PSG. Jogar no Barcelona seria a lógica, já que ainda nutre carinho por lá, fez declaração de amor ao clube (disse ser sua casa) e tem amigos no elenco. Mas jogar no Real Madrid, onde (dizem) que a proposta financeira é melhor, parece ser um desafio! Chegaria com a antipatia da torcida, com uma certa má vontade de Zidane (que nunca defendeu sua contratação), mas com a proteção de Florentino Peres, que sempre gosta de ações de marketing como essa.

Para onde vai? Ou os sheiks endinheirado simplesmente ficarão com o atleta na França até o vencimento do contrato?

Se não jogar, logicamente Neymar vai perder “a alegria que diz ter quando entra em campo” e a história de desejar ser o “melhor do mundo” vai ficando bem mais longe. Restará a Seleção Brasileira. Aliás, se Tite não o convocar, vai dizer que quer testar novos atletas e formações, e que Neymar precisa de paz. Se convocar, será questionado o porquê fez a um atleta que não está jogando, e a resposta lógica é que ele tem a sua confiança dentro de campo e o “não jogar” é problema lá do PSG (eu acho que o convocará, pois Jamil Chade, ainda pelo Estadão, revelou os contratos secretos da CBF com os empresários que compraram os amistosos da Seleção e mostrou a força dos patrocinadores).

Particularmente, acho que Neymar volta ao Barcelona e será convocado para a Seleção Brasileira. E você?

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O presidente Al Klelaifi (à esq.), o emir Al Thani (no centro) e Leonardo, ex-jogador do PSG (Foto: FRANCK FIFE/AFP)