– A maior derrota de Zanetti foi não salvar Adriano?

Sempre ouvimos falar sobre os problemas particulares de Adriano Imperador. Dias atrás publicamos uma postagem debatendo como “jogou fora” sua brilhante carreira ao abdicar de tudo.

Agora, leio essa declaração do argentino Zanetti, contemporâneo do atacante brasileiro na Internazionale de Milão. Eis que o recorte do tuíte abaixo impressiona:

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– Ludogorets: o time búlgaro-brazuca!

Não se assuste com esses dados: O Ludogorets, que atualmente é o time mais expressivo da Bulgária (e que até Outubro de 2018 foi treinado por Paulo Autuori, que saiu por conta da mudança de diretores do clube), possui 10 brasileiros na equipe.

São eles:

Renan, (ex-goleiro do Avaí), Natanael (ex-Atlético-PR), Cicinho, (ex-Santos), Lucas Sasha (ex-Corinthians), Marcelinho (ex-Bragantino), Gustavo Campanharo (ex-Juventude e Bragantino), Wanderson (ex-Portuguesa), João Paulo (ex-ABC), Juninho Quixadá (ex-Bragantino) e Jonathan Cafu (ex-São Paulo).

Se não bastassem todos eles, o Ludo contratou seu 11o atleta brasileiro: David Ribeiro (ex-Santo André).

Pé-de-obra barato e que parece ter caído no gosto dos búlgaros, não? Já dá para entrar com um time completo de jogadores brasileiros na próxima partida!

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– De 4 lances, 3 erros da arbitragem em Corinthians 2×1 São Paulo

Nas postagens anteriores, fui claro ao dizer que Lucas Canotte Belloti tinha potencial, mas estava “cru” para um jogo desse porte como é o Majestoso.

A análise pré-jogo pode ser encontrada aqui:A escala de um árbitro novato para Corinthians x São Paulo. Boa ou ruim opção?

Em resumo, 3 erros da arbitragem em 4 lances capitais:

1. No 1o gol do Corinthians a bola saiu durante o cruzamento (erro do bandeira).

2. No 1o gol do São Paulo, houve uma falta de Antony em Danilo Avelar. Errou o árbitro.

3. No lance anulado do São Paulo, a bola bateu na mão/braço de Arboleda despretensiosamente. Errou o árbitro.

4. No lance reclamado por Thiago Volpi, falha do goleiro não existindo toque infracional. Acertou o árbitro.

Enfim, continuamos com o futebol brasileiro com más arbitragens, má cartolagem, má organização. Uma pena!

 

– Um circo que virou o Clássico no Maracanã! Nosso futebol não é sério…

Vasco e Fluminense brigaram para saber os espaços em que suas torcidas ficariam no Maracanã. E não é que tudo se resolveu e nada se decidiu?

Uma hora o Vasco achava que tinha razão, outra o Fluminense, até que a Justiça decidiu que não teria torcida. Há pouco a FERJ decidiu que terá torcida (estaria descumprindo uma ordem judicial) e que assumirá os riscos!

Cá entre nós: que bagunça, que desrespeito aos torcedores e que zona dos “profissionais”. Uma várzea sem fim.

Estão tentando acabar com o futebol carioca (e por tabela, com o Brasileiro). E estão conseguindo!

ATUALIZANDO: as 16h58, decidiu-se jogar com portões fechados  mas o jogo “só” será às 17h00 mesmo…

Atializando 2: aos 38 minutos do primeiro tempo, com muito quebra-pau nas ruas, a torcida começa a entrar no Maracanã… que absurdo!

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– A única vez que Pelé jogou no Estádio Jayme Cintra.

Meu pai sempre me disse que quando jogaram Paulista x Santos (com Pelé pela primeira e última vez mostrando seu futebol em Jundiaí), o “Negão” não estava jogando nada. E quando um coro começou bulinar a má atuação do Rei do Futebol… Pelé se enfezou e “comeu a bola”. Vitória do Peixe sobre o Galo.

Sempre ouvi relatos, mas nunca vi registros. Eis que surge uma foto agora, trazida pelo Maurício Ferreira, que estava lá no estádio na oportunidade com amigos.

Abaixo, foto e texto do fato histórico extraídos do Facebook do professor Maurício Ferreira, do Sebo Jundiaí:

“Em 1969 no Estádio Jayme Cintra, eu estava nesse jogo, choveu muito nesse dia e o Santos ganhou de 2 a 1, eu tinha apenas 6 anos e meu pai me levava em todos os jogos (menos contra a Ponte Preta) — com Celso Rocha e Cláudio Ioppi”.

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– Pobre Lusa… O que fizeram com a Portuguesa de Desportos?

Um dos estádios mais legais para apitar futebol que eu já trabalhei foi o Oswaldo Teixeira Duarte, o Canindé! Uma delícia correr no gramado e sentir a qualidade que a praça esportiva tinha. Além, claro, dos bons jogos que ali aconteciam.

Reflita: o time que já revelou tantos craques no passado, e mais recentemente Denner, Rodrigo Fabri, Zé Roberto; que tinha um ginásio de esportes maravilhoso (até equipe de hóquei) e um complexo de piscinas impressionante; que realizava a melhor festa junina do Estado de Sao Paulo; equipe que era chamada de “Namoradinha do Brasil”; e que está localizado no melhor ponto logístico da capital paulista (metrô, rodoviária, Shopping, marginal / via expressa), está PENANDO para sobreviver.

Talvez a moçada mais jovem não saiba do quanto a Lusa era importante para revelar jogadores ou o futebol vistoso, bonito, bem jogado que sempre apresentava. Ao contrário do seu co-irmão de colônia no Rio de Janeiro, o Vasco da Gama, a comunidade portuguesa não conseguiu mais sustentar o time. Mandos e desmandos acabaram com o clube, que está endividado e sem lideranças aparentemente competentes.

Muito triste. E ao saber que, para incentivar o público para assistir 7 jogos em casa na Segundona Paulista, o clube cobra um carnê de R$ 140,00 (R$ 20,00) por jogo, mas se eu quiser levar um filho, um amigo, ou meu próprio pai, devo desembolsar R$ 100,00 por partida, vejo que o rumo está perdido! Se eu sou torcedor e quiser levar esporadicamente minhas duas filhas (uma maior e outra menor) e minha mulher, terei que pagar R$ 350,00 (três inteiras e uma meia), penso: estarei indo ao Santiago Bernabéu assistir o Real Madrid?

Respeitosamente, o equívoco da diretoria na cobrança de ingressos se mostra em campo: 7 partidas disputadas, 5 empates e 2 derrotas. Sem vencer um joguinho sequer, namora a 3a divisão estadual. Uma pena o que fizeram com a simpática Lusa…

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– Os 5 Tricolores e suas diversas realidades.

1. Nos gloriosos anos 90, o Tricolor Paulista era respeitado como modelo de administração e de futebol bem jogado. Mas faz tempo… Hoje, virou uma bagunça. Jardine, o treinador demitido, continua no São Paulo em uma função a ser definida. Mancini, o diretor que prometeu não ser treinador, é quem treinará o clube no Paulistão, a fim de entregar no Brasileirão a equipe para Cuca, o treinador efetivamente contratado mas que ainda não treinará por estar de licença médica. Mas Jardine tem um estilo. Mancini outro. Cuca outro ainda. Dá para entender?

2. Já o Tricolor Gaúcho continua na sua Lua de Mel de time e torcida, com Renato Gaúcho fazendo o curso de treinador para a “licença A” exigida pela CBF. E com Tardelli, o Grêmio ganha ainda mais corpo e se prepara para o Brasileirão!

3. Não nos esqueçamos do Tricolor Carioca. O Fluminense, com elenco muito mais humilde do que o Flamengo e jogando no tik-tak de Fernando Diniz, ganhou do badalado Abel – que “não deu uma cara” para o Mengão ainda.

4. Por fim, destaque para o Tricolor Baiano. O Bahia está resgatando uma campanha em favor dos LGBTQ+, que começou em Maio do ano passado e retorna agora em Fevereiro no combate específico à Transfobia.

5. Ops: não poderia deixar de falar sobre o Tricolor Jundiaiense, nosso Paulista de Jundiaí. Próximo da 4a divisão estadual começar, não tem treinador contratado nem elenco no Jayme Cintra. Será que correria o risco de, apesar de confirmar a sua participação no torneio, desistir? Infelizmente sim. Uma pena.

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– Mourinho, jovens atletas e Neymar na lista dos “pós-Pelé”.

O treinador consagrado José Mourinho, durante sua participação como comentarista de Corinthians 1×1 Racing pela DAZN / RedeTV,  disse que quando jovem ele via atletas como Mozer, por exemplo, chegando prontos para jogarem na Europa. Disse ainda que hoje, qualquer time vai direto às fontes dos torneios sul-americanos de jovens. Revelou que todo time europeu tem em sua base de dados o conhecimento TOTAL de quem são os jogadores de 15 ou 16 anos de destaque do futebol da América do Sul.

Também questionado sobre Neymar ser o melhor jogador de futebol brasileiro pós-Pelé (após polêmica publicação da Placar), pensou um pouco e… citou Ronaldo e Rivaldo. Falou sobre Neymar “ser espetacular”, mas chamou a atenção de que não poderíamos esquecer dos campeões mundiais do período mais recente. 

Duas opiniões e uma observação:

1- Mourinho, que habita o mundo desenvolvido e financeiramente poderoso do futebol, sabe como funciona perfeitamente a captação de bons atletas e jovens promissores. Parece que os clubes brasileiros, que têm seus atletas cooptados, é que não reconhecem o talento de seus jogadores e/ou não valorizam como deveriam. 

2- Se no pós-Pelé, respondendo meio que “com pouco tempo para pensar”, Mourinho citou Ronaldo e Rivaldo, gostaria eu de revelar minha lista e pela ordem citar “meia dúzia” de nomes: Ronaldo, Zico, Romário, Ronaldinho Gaúcho, Neymar e Rivaldo (pelo conjunto da obra, mesmo que alguns mais jovens não tenham simpatia por Rivaldo ou a viva lembrança do que ele fez no Palmeiras da década de 90 e depois da monstruosidade de seu futebol no Barcelona). O que fica muito difícil avaliar é: fora Pelé, quem foi o maior brasileiro de todos os tempos? Arthur Friedenreich, Didi, Nilton Santos, Garrincha ou Ronaldo? É complicadíssimo escolher um… aliás, falamos de gênios, e o fato de Neymar estar atrás dos nomes que citei não é demérito algum. A propósito, ao final da carreira dele, poderá sim ter atingido o título de “melhor da era pós-Pelé”; afinal, está em atividade. 

3 – A observação derradeira que quero fazer: como é bom sair do lugar comum e prestar atenção na visão de fora de pessoas qualificadas (me refiro a Mourinho comentando as coisas do nosso futebol, mas poderia ser Ancelloti, Guardiola, Klopp…)  Isso serve não só para o futebol, mas para a vida! Um olhar colaborativo e de intercâmbio sempre é ótimo. 

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– A escala de um árbitro novato para Corinthians x São Paulo. Boa ou ruim opção?

Para o importante Majestoso do próximo domingo, onde tanto Corinthians como São Paulo estão vivendo momentos turbulentos dentro e fora de campo, apitará Lucas Canetto Belotte. 

Lucas é um árbitro muito jovem (28 anos), natural de Piracicaba, professor de Educação Física e com pouco tempo de carreira no futebol profissional. Apesar de 7 anos apitando, teve uma ascensão rápida, já que com menos de 4 temporadas já chegou a série A1.

Assisti 3 partidas de Lucas até agora:

1. Em 2017, na Copa SP, em Paulista 5×1 Batatais (a semifinal que classificou o Galo de Jundiaí para a final contra o Corinthians e que horas depois estourou a história do Heltton Matheus, conhecida como “gato da Copinha”). Nesse jogo, excelente atuação.

Aqui a análise: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/01/22/analise-da-arbitragem-de-paulista-5×1-batatais/

2. Na final da Copa SP 2018, Lucas apitou São Paulo 0x1 Flamengo, com alguns lances inusitados e de nervosismo do árbitro, que talvez tenham mostrado que sentiu o fator “Pacaembu lotado”. Assisti dias depois o VT da partida, e nesse jogo, a atuação foi apenas razoável.

Aqui dois lances de discussão: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/01/26/lances-inusitados-na-final-da-copa-sao-paulo-entre-spfc-0x1-flamengo/

3. Por fim, em sua escala mais “pesada”, no amistoso entre Corinthians 2×2 Cruzeiro, não foi bem e marcou um pênalti inexistente a favor do Timão, onde o próprio atacante Roger, beneficiado pelo lance, custou a crer que era tiro penal a seu favor. A atuação ruim registrada aqui:

https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/07/12/e-se-roger-confessasse-ao-arbitro-sobre-o-penalti-no-amistoso-entre-corinthians-2×2-cruzeiro/

Gostaria de ressaltar: Lucas Canetto Belotte é um árbitro com potencial, demonstra levar jeito para a carreira, sabe ter autoridade em campo, corre demais no gramado e tem boa noção de posicionamento. Peca em alguns momentos disciplinar e tecnicamente por conta da falta de experiência (onde pode ser ludibriado por jogador mais rodado).

Logicamente, experiência se adquire trabalhando, mas existe tanto momento mais propício para lançar árbitro… Forçar a revelação de um juiz de futebol num jogo como esse é insensível demais. Escolhe um clássico menos conturbado, dona FPF, quando não exista uma animosidade de fatores intra e extra campo como a que ocorre agora. 

Se Belotte fosse escalado no Santos x São Paulo de dias atrás, quando tudo estava “às  mil maravilhas para as equipes”, ótimo. Mas no jogo escolhido, digo, sorteado de domingo, eu evitaria (apesar das virtudes do juizão citadas acima).

Desejo um bom trabalho à arbitragem é ótimo jogo a todos! 

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– A grandeza do Vasco com as causas solidárias na camisa de jogo.

Me recordo que quando a Cirio (empresa de alimentos do grupo italiano Cragnoti – que antes da falência comprou a famosa CICA) desejou patrocinar o São Paulo FC, barrou no início das suas ações de marketing com a má vontade da diretoria, pois em sua logomarca havia um ramo de folha verde fazendo alusão, segundo os “profissionais” gestores tricolores, ao Palmeiras. A cor do ramo teve que ser mudada para azul. 

Quando ocorreu o acidente com o avião da Chapecoense, o Corinthians quis homenagear as vítimas mas fez com o escudo da Chape em preto (e não verde, pelo mesmo motivo do rival).

Agora, fazendo uma campanha pelas vítimas das últimas tragédias no Rio de Janeiro, o Vasco da Gama colocou mensagens para os vitimados pelas chuvas e os mortos no CT Ninho do Urubu. E para isso, até mesmo a bandeira do Flamengo foi colocada na camisa do Vascão. 

Parece algo tão simples, mas por culpa do fanatismo de muitos, é tão complicado… Você duvidaria que teríamos gente do Vasco criticando a ação solidária pró-Mengão?

Neste “mundo cão”, eu não. Mas que aplaudamos a iniciativa correta e exemplar. 

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– Palmas para o Levir!

O atacante Diego Tardelli, quando saiu do Atlético Mineiro e foi para a Ásia, fez longas juras de amor ao Galo e prometeu que voltaria. Disse, inclusive, que não se via vestindo outra camisa no futebol brasileiro.

Isso foi há 5 anos…

Voltando ao Brasil, após fazer uma pedida salarial bem alta ao CAM e não fechar o negócio, Tardelli assinou contrato com o Grêmio. A torcida mineira ficou muito brava!

Eis que questionado sobre o assunto, o técnico atleticano Levir Culpi foi irrepreensível para a resposta não-demagoga:

“Olha, é muito fácil para mim responder essa pergunta. Todos nós gostaríamos de contar com o Tardelli. É um jogador de alto nível técnico que realmente encaixaria no time. Não tenho muitas dúvidas. Agora, entre escolher o jogador e deixar todo o elenco com problema de pagamento, porque o pagamento está atrasado. Quer dizer, você ficar trazendo mais jogadores ainda, recebendo 1 milhão por mês (…). A gente tem que entender essa situação. Todo mundo gostaria de ter um atleta, mas para mim é um sonho. Se fosse eu o presidente, jamais contrataria. Se eu fosse presidente. Como técnico, quem é que não gostaria de ter o Tardelli? Só que têm outras contas para pagar. Então você acaba destruindo um ambiente, que pode ficar até ruim dependendo de uma situação dessas. A carga em cima do Tardelli seria pesadíssima. Acho que foi um bom senso”.

Mais uma ótima entrevista do Levir, que mostrou não querer fazer média com a torcida e exacerbou toda a responsabilidade que lhe é característica.

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– O Gol anulado em Ajax versus Real Madrid

Não assisti os jogos da Champions League desse meio de semana, mas recebi esse lance importante e histórico do Ajax contra o Real Madridque se tornou o primeiro gol anulado na competição através do uso de VAR.

O vídeo está abaixo, e ao assistí-lo… Nossa, que lance difícil!

Não estou convencido de que o jogador do Ajax fez essa carga realmente faltosa sobre o do Real. A primeira coisa a se perguntar (principalmente para a Escola de Arbitragem Europeia) é: foi um lance que beneficiou o suposto infrator e que realmente o adversário ficou inoperante? Lá, essa jogada não costuma ser falta. Aqui no Paulistinha (nas últimas gestões) é “perigo de gol”.

Pensemos pelo outro lado: e se fosse ao contrário, ou seja, o jogador do time espanhol pulando daquele jeito no do holandês, marcaria-se pênalti?

Uma coisa é certa: o VAR teve que ser rápido na tomada de decisão!

Complemento: alguns amigos crêem ter sido impedimento pela suposição do comentarista Mauro Beting. Não foi, o Mauro deixa tudo no condicional para ver o que estava acontecendo. Além disso, há a mão levantada do árbitro que está fazendo um gestual que está parado. Ele não estava marcando impedimento, ele estava indo ao monitor nesse momento.

 

– O que foi que Mourinho viu ou achou?

José Mourinho foi um dos comentaristas da DAZN, plataforma digital que transmitiu via YouTube e Facebook o jogo entre River Plate (do Uruguai, não o famoso da Argentina) x Santos FC.

Será que ele gostou do jogo? Certamente, achou o jogo lento e com pouca qualidade técnica. Mas o que me desagradou (e até constrangeu) foi ver o pequeno estádio vazio!
Imagine o Santos jogando no Nicolau Alayon (o simpático campo do Nacional, na Comendador Souza)! Era mais ou menos isso, mas com arquibancadas tubulares ao invés de concreto. Ou, se preferir, a Javari em meio de um bosque. Mas sem torcida da casa! Havia apenas “meia dúzia” de torcedores do Santos na arquibancada, sendo o restante totalmente ocioso.

Uma pena. O Santos deveria encher o estádio pequeno, pois, afinal, é uma atração no país vizinho. Se eu sou uruguaio e gosto de futebol, iria na partida sem vacilar. Mas…

Será que quando viu as imagens do Estádio vazio, Mourinho estava em dúvida se se tratava do mesmo jogo internacional é importante que fora contratado para comentar? Só pela “timidez” e jeitão acanhado do campo, acho que o famoso treinador português deve ter imaginado que tinham trocado o sinal do jogo por um outro qualquer.

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– E morreu Gordon Banks, o “goleiro que parou Pelé”

No futebol, considera-se a maior defesa da história a que foi protagonizada por Gordon Banks na Copa de 1970, no Brasil x Inglaterra, salvando espetacularmente o gol que seria de Pelé.

Jogada de Rei para defesa fenomenal de Arqueiro Súdito da Rainha. 

Sem mais, o vídeo em: https://youtu.be/Hzfg0QCYoS0

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– A polêmica em declarar o time do coração.

Normalmente, jornalista experiente costuma dizer que com o peso da idade vai torcendo para os amigos. E isso é verdade. Mas tem sim um time do coração também, cuja relação profissional é a barreira exata para à credibilidade do seu trabalho.

Repercutiu muito na última semana a imagem da emoção do jornalista Ivan Moré, que lembrou do seu pai e disse ser corintiano. Aí você se recorda de Milton Neves, Roberto Avalonne, Chico Lang, Juca Kfouri e Mauro Beting, que são jornalistas e torcedores assumidos dos seus clubes. Aliás, de todos esses, nos comentários, vejo o Mauro como o mais “totalmente imparcial”. Parabéns, não deve ser fácil aguentar a cornetagem da sua própria torcida quando escreve ou diz algo que o mais exacerbado se sinta desagradado.

Eu não declararia, apesar que, depois que você se torna árbitro de futebol e conhecer os bastidores dele, percebe que o esporte do ludismo infantil nada mais é do que um negócio profissional. Assim, por força do ofício, por perder o encanto e por entender que muitos torcedores não conseguiriam entender a separação, não digo publicamente meu time grande de infância. Mas, o time de hoje, adulto (que também era o de infância juntamente com o “grandão” que já não consigo mais torcer), publicamente todos sabem, é o Paulista Futebol Clube, Galo da Japi, Tricolor Jundiaiense. E aí por vários motivos: ser o primeiro campo de futebol que fui, influência do pai, estar na minha cidade, passar a minha infância torcendo (já disse aqui: meu jogo inesquecível “in loco” é Paulista x Palmeiras de São João da Boa Vista, gol do Ricardo Diabo Loiro nos acréscimos, no ano da campanha que culminou com a vitória sobre o Vocem de Assis por 7×1 no Parque Antártica na volta à Divisão de elite do futebol Paulista – mais importante e emocionante para mim, na época criança, do que a Copa do Brasil 2005).

Enfim:

1- Pessoa pública, em especial jornalista esportivo, dizer para quem torce, é um risco de se pagar o preço alto das patrulhas da Web.

2- Árbitro de Futebol, mais ainda! Acredite, acontece o fenômeno de se “desgostar do time” por conta de se tornar juiz, mas o principal é: você torce para “você mesmo, pela sua carreira”. Claro, falamos no início de quem já “pendurou o apito”, mas para quem está na ativa é inaceitável por lógica (Importante: vejo alguns poucos ex-Árbitros famosos torcendo para seus clubes grandes de infância – aí é com eles). Para os comentaristas de arbitragem, declarar o time grande cai na mesma seara da desconfiança por parte dos mais fanáticos, embora possam fazer com total isonomia.

3- Jogador de Futebol, outro problema: você consegue ver o são-paulino Rogério Ceni como treinador do Palmeiras? Eu não consigo, penso que a rejeição será grande. Aliás, repararam o número de atletas que o Corinthians está contratando que são redescobertos com fotos vestindo a camisa do Timão quando criança? Se forem para outro clube… Inesquecível a contratação do jogador Getterson pelo SPFC, que horas depois, descobriu-se no Twitter que era corintiano e fazia troça do São Paulo quando mais jovem e foi descontratado na sequência. O que aconteceu com a carreira dele? Alguém lembra hoje do Getterson? Se tivesse tomado cuidado, poderia ter agarrado a chance em jogar num time de expressão.

Dito tudo isso, responda:

1- Você torce para time grande e time pequeno? Essa vale para o torcedor que vai ao Estádio da sua cidade no Interior (Guarani e Ponte Preta, sabidamente, são exceções).

2- O que você acha de pessoas da imprensa declararem o seu time do coração? Essa se refere à figura conhecida nacionalmente, como Galvão Bueno, por exemplo.

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(Em tempo: para ficar claro, meu time de infância era o XXXX Atlético Clube e o Paulista FC; quando me tornei árbitro e vi os bastidores, percebi que o desgosto em ter simpatia pelo XXXXXX era grande mas não consegui deixar de gostar do Paulistaembora sendo vetado pela FPF em trabalhar no Jayme Cintra por força das regras da carreira, fui escalado algumas vezes em jogos do Galo como 4o árbitro, agindo com isenção e profissionalismo assim como faço hoje, em minhas análises como comentarista na Rádio Difusora, nas colunas postadas na Web e em outras mídias).

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