Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda – ES
Árbitro Assistente 1: Bruno Raphael Pires – GO
Árbitro Assistente 2: Bruno Boschilia – PR
Quarto Árbitro: Paulo Roberto Alves Júnior – PR
Assessor: Antonio Pereira da Silva – CA/CBF
Inspetor: Luiz Flávio de Oliveira – CA/CBF
VAR: Caio Max Augusto Vieira – RN
AVAR: Helton Nunes – SC
AVAR2: Charly Wendy Straub Deretti – SC
Observador de VAR: Cláudio José de Oliveira Soares – CA/CBF
Quality manager: Arnaldo Jasson Araújo Santos – CA/ CBF
Ao ver a escala do árbitro para o jogaço do sábado à noite, não tive como não fazer alusão aos elementos bíblicos: Abel (que não é o filho de Adão) estará ao lado de Jardim (não confundam com o do Éden), aos olhos de Davi (que não é o Rei dos Judeus), no Templo Sagrado (não o construído por Salomão, mas sim o do futebol).
O árbitro capixaba Davi de Oliveira Lacerda, com apenas 30 anos, talvez seja o mais jovem juiz de futebol a apitar esse clássico brasileiro (sem dúvida, será o jogo mais importante da carreira dele que, sabe-lá-Deus o porquê, não foi para o quadro da FIFA no lugar de Paulo César Zanovelli – e o motivo provável: a CBF não pode deixar a FMF sem um árbitro FIFA).
Assim como o ruivo, pequenino mas esperto Davi (o filho de Jessé) teve que enfrentar o gigante filisteu Golias, o nosso Davi apitador enfrentará um outro gigante, dividido em 3 partes:
1 – estádio lotado,
2- jogadores manhosos (Arrascaeta e Bruno Henrique, simuladores contumazes) e
3- uma Comissão Técnica Indisciplinadíssima (Abel e seus assistentes sabem que são recordistas em expulsões e têm péssimo comportamento).
Davi tem excelente desempenho desde o ano passado. Deixa o jogo correr bastante, aproveitou todas as chances que a CBF lhe deu, se posiciona muito bem e, talvez o único defeito, é que na preocupação em não marcar as faltas “forçadas” (e isso é ótimo), vez ou outra lhe escapa uma falta real que ele deveria marcar e não marca.
A situação dele é a mesma de Sandro Meira Ricci, quando aspirante à FIFA: no melhor ano de sua carreira, Ricci aguardava ir à FIFA e não foi (Péricles Bassols foi para o quadro internacional). Naquela oportunidade, os jogos mais importantes eram apitado por ele, mesmo sem ter o escudo branco (embora, depois decaiu em qualidade técnica). Davi tem feito ótimos jogos sem ser FIFA, mas Zanovelli ficou com a honraria, mesmo indo mal.
Mas por que a CBF não escolheu Raphael Claus, Ramon Abatti Abel ou Wilton Pereira Sampaio (os três brasileiros que irão à Copa do Mundo)?
Porque Claus é paulista (não pode estar num jogo entre carioca x paulista), porque Abatti Abel é citado toda vez como injustiçado por Abel Ferreira (imagine o que o Flamengo reclamaria em um erro contrário) e porque Wilton Pereira Sampaio precisa ter a imagem preservada para a Copa do Mundo (é uma praxe, às vésperas de um Mundial, “poupar a exposição dos árbitros” para que não saiam com algum erro no último jogo local, sendo questionados”. Repare: os 3 não estão escalados nessa rodada.
Nessa 6ª feira, a CBF está promovendo o segundo treino dos árbitros profissionais. Ops: lembram que foram profissionalizados? O que mudou na prática? E só será o segundo treino…
Em tempo: Abel Ferreira, em sua entrevista pós-jogo contra o Cerro Porteño, disse que já imaginava quem apitaria o jogo, pois sempre são os mesmos (Daronco era uma das opções, com Klein e Reinaldo José Pereira). Nessa, Rodrigo Martins Cintra, o chefe da Comissão de Arbitragem, escolheu a dedo para “enganar” o treineiro.
