– O próximo presidente será o chefe eleito por uma minoria.

Nenhum presidente da República é eleito pela maioria dos brasileiros. Ele é eleito pela maior parte dos votos dos brasileiros, o que é muito diferente: ou seja, não significa que mais da metade dos eleitores escolheu alguém, mas que a maior parcela do todo (o que pode fazer, sabemos disso, que um presidente eleito tenha menos votos do que os dos outros candidatos somados, juntamente com brancos / nulos).

Em 2022, tudo leva a crer, acontecerá isso novamente. Repare: na pesquisa eleitoral divulgada hoje da Quest/Genial (eu me preocupo muito com os órgãos e metodologias), Lula e Bolsonaro polarizam novamente. Mas o grande “candidato oculto” é o “nem-nem” (mais de 30%), termo que se refere ao eleitor que não quer nenhum dos dois. E como não há um nome forte para a 3a via, esses votos se dispersam e acabam não incomodando (por enquanto) os dois que estão à frente.

Penso: por falta de nome honesto, de credibilidade e com competência, teremos o próximo presidente com menor número de votos percentuais (se comparados ao todo, não só aos válidos) da história.

PASSO A PASSO PARA VOTAR NO EXTERIOR -

– Será que Deus está contente com nossos políticos?

Dias atrás, falamos sobre “ser cristão” e “viver o Cristianismo”. Um Católico de verdade, por exemplo, não pode defender a violência, mas sempre buscar a concórdia e a paz usando a mansidão de Jesus Cristo.

O texto está aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/08/31/defenda-sempre-a-paz-e-nao-exalte-os-violentos/

O Segundo Mandamento dos famosos “10 da Lei de Deus” é “Não tomar seu nome em vão”.

No Novo Testamento, vemos o anúncio da Boa Nova e o lembrete do Salvador de que “virão falsos Messias em seu nome”, confundindo as pessoas.

Enfim: muita gente usa o nome de Deus para se promover, ou até mesmo como “Capital Político”. Aproximam-se de padres e pastores, única e exclusivamente para buscar voto.

Digo isso pois o presidente Bolsonaro disse hoje:

“Quem me colocou aqui foi Deus e somente ele me tira daqui”.

Bolsonaro foi eleito como Lula foi um dia (ou como FHC, ou Collor ou ainda Dilma): pelo voto popular. Deus dá livre arbítrio para o seu povo escolher os líderes. Ele não é Teocrático, Ele é um Deus de liberdade. E nesse discurso demagogo (que tanto Esquerda quanto Direita já usaram, lembrando da atéia Manuela D’Ávila na Missa ou do ateu Fernando Henrique em Aparecida), todos estamos cansados.

O próprio povo de Deus, um dia, elegeu um BEZERRO de OURO. Chega de políticos ludibriar o eleitor com a religião.

Jeroboão e os dois bezerros de ouro | Artista: Anônimo (Sécu… | Flickr

– Penso igual sobre erros de Lula e de Bolsonaro:

Não tenho partido político, mas não é por isso que sou apolítico (sou apartidário). Não vejo um nome sequer com competência, credibilidade e honestidade para presidir o Brasil (infelizmente, estou sem candidato até agora para as próximas Eleições).

Comungo do mesmo pensamento abaixo, extraído do Twitter do consultor renomado Ricardo Amorim:

“Impressionante como a história se repete. A incapacidade da maioria dos lulistas de reconhecer os erros do Lula elegeu o Bolsonaro. Agora, a maioria dos bolsonaristas faz exatamente a mesma coisa. Parece até que estão se esforçando para eleger o Lula.”

E não é verdade? Todos são deuses imaculados para seus apaixonados eleitores (óbvio, não me refiro ao cara ponderado que escolheu um desses nomes e sabe separar os erros, mas ao fanático que se cega).

– E por que não termos mais segurança na hora do voto?

Eu entendo que as urnas eletrônicas são uma evolução do processo eleitoral e precisam ser usadas – desde que exista segurança.

Sei que existe muita teoria conspiratória e bobagens de fraudes sem provas. Mas sei também que qualquer equipamento eletrônico é violável, não tenhamos dúvida.

Sendo assim, qual o motivo de tanta resistência em aprimorar os sistema de votação para torná-lo mais auditável?

Não estou citando políticos ou magistrados (antes que se faça a ilação de defesa ou ataque do presidente Bolsonaro ou o ministro Barroso – levando em conta que tanto Esquerda e Direita defenderam em momentos distintos a maior segurança nas Eleições). Mas trocando em miúdos: se dá para ser mais seguro, qual o por quê as autoridades do TSE não o fazem?

Mudança em texto da PEC do voto impresso retira poder de investigação do TSE

– Voto Eletrônico e Voto em Papel: tá chato, pô!

Se tem um assunto que já “torrou a paciência”, é a história da urna eletrônica e fraudes.

Curto e grosso: 

  • Se o presidente Jair Bolsonaro insiste tanto que ocorreram fraudes, PROVE, e não fique nas teorias conspiratórias e “diz-que-me-disses”.
  • Se a Justiça Eleitoral quer evitar essa “enchição de saco”, permita logo um comprovante da Urna Eletrônica, a fim de evitar novas teorias conspiratórias e provar que a urna é segura.

Esse assunto já deu. 

Em: https://veja.abril.com.br/blog/radar/bolsonaro-promete-bomba-mas-nao-mostra-provas-de-fraude-na-urna/

BOLSONARO PROMETE “BOMBA”, MAS NÃO MOSTRA

O presidente Jair Bolsonaro prometeu soltar uma bomba contra a lisura do processo eleitoral em uma live transmitida na noite desta quinta-feira, 29.

O que se viu, no entanto, foi um arrazoado de vídeos de teoria da conspiração no Youtube, vídeos de eleitores idosos com problemas no dia da votação e reportagens de televisão que registraram algumas falhas ao longo dos pleitos.

O conjunto de vídeos apresentado hoje pelo presidente e por um auxiliar palaciano como “fortes indícios” contra a urna eletrônica circularam amplamente nas redes sociais em 2018. A maior parte dos vídeos apresentados foi desmentida à época em que foram ventiladas.

Em uma das próprias reportagens mostradas pelo presidente em tom de denúncia, o jornalista da rede Record em Caxias no Maranhão diz que a Polícia Federal abriu inquérito para apurar suspeitas de irregularidades no processo eleitoral local. Ao que tudo indica, ninguém no Palácio do Planalto se deu o trabalho de ver que fim levou o inquérito da PF.

Bolsonaro aproveitou a oportunidade ainda para proferir seus já contumazes ataques ao presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, e também fazer suas seguidas ameaças à democracia brasileira.

Num dos momentos mais infames da live desta quinta, Bolsonaro deu play em um vídeo de um suposto programador que “simulou” em um programa de computador o “sistema da urna”, que ele chama de “código-fonte da urna”.

O rapaz faz uma série de demonstrações de supostas provas de fraude, mas não explica como ele “criou” esse “protótipo” e nem como como ele “produziu” a fraude.

“Nós não temos provas de fraude, mas indícios de que nas eleições pode ocorrer a mesma coisa (do que no vídeo)”, disse Bolsonaro. “Eu não tenho prova de que a urna é fraudada, mas também não tenho prova de que ela não é”, completou.

Presidente Jair Bolsonaro

– Fundo Eleitoral: vete mesmo, Presidente!

Nessa, ninguém poderá discordar de Bolsonaro: há pouco ele disse à TV Brasil que o Fundo Eleitoral de quase 6 bilhões é “astronômico e irá vetá-lo”.

Boa… não devia nem ter passado pelo Congresso. Aliás, a “guarda-costas” dele, Deputada Carla Zambelli, teve a coragem de criticar o Fundo Eleitoral, falar da LDO e… votar a favor. Como explicar?

Bolsonaro diz que fundo eleitoral é "casca de banana" e critica vice da  Câmara | RDNEWS - Portal de notícias de MT

– Uma decepção chamada Jair Bolsonaro.

Em 2019, eu achava que o Brasil poderia ter um rumo positivo. Torci, mas me decepcionei – em especial com a truculência, má gestão da pandemia e o grande fator de oposição do Governo Bolsonaro: o cidadão Jair Messias!

Alguns bons ministros sustentam a atual gestão, que sofre com as bobagens desnecessárias ditas pelo presidente (como dizer que a vacina do Butantan não funciona, o descrédito no uso de máscaras, a omissão nas denúncias de seus pares ou ainda que “se não tivermos voto impresso, não tem eleição”).

Uma pena que seja assim. Quero uma presidente competente, honesto e que tenha credibilidade, e não vejo nenhum pré-candidato preenchendo essa lacuna.

Compartilho esse texto de 3 anos:

TODOS QUE GOVERNARAM REVOLUCIONARAM O BRASIL?

Um dia, FHC disse que revolucionou o Brasil com o Plano Real.

Outro dia, também Lula alardeou que revolucionou a nação com suas ações administrativas enfatizando em seu discurso dizendonunca antes nesse país”.

Outrora, foi a vez da presidente Dilma Roussef, em entrevista à TV Al Jazeera (dê um Google para achar essa pérola) bater na tecla de que promoveu uma revolução social democrática em sua administração.

Por último, Michel Temer diz que mudou os rumos do país ao assumir a Presidência, revolucionando os caminhos da crise em rumo do crescimento econômico e da geração de emprego.

Ok, todos fizeram algumas coisas, acertando e errando. Mas com esses 4 últimos “revolucionários”, o Brasil continua igual em péssimos índices sociais e de corrupção.

Gozado, onde está essa revolução de fato? Será que ela virá DE VERDADE com Bolsonaro, ou teremos mais do mesmo? Afinal, esperar até 2022 para que um novo comandante tente de novo, vai ser dose. Mas confesso ter receio na competência de Jair, respeitosamente falando.

Se tudo o que se propagandeia é verdade, seriamos o Canadá, a Noruega, o Japão…

Imagem relacionada

Em vídeo, atualizado, em: https://youtu.be/DIELWUioWGI

– Paixões políticas emburrecem.

Paixões políticas deixam as pessoas cegas. Duvida disso?

Elas levam ao fanatismo, e isso – repito – não é virtude, é defeito. O brasileiro era tido como omisso, e com as Redes Sociais, foi de “8 a 80” e deixou de ser um povo alienado em Política para um povo interessado nela.

Porém… aqui não se discute política, mas se briga por política, com “torcida e tudo o mais”. Com a possibilidade de Lula se candidatar às Eleições de 2022, os mais fanáticos negam o Mensalão, Petrolão e tantos outros escândalos de corrupção. Já a turma bolsonarista não se importa com os desvios de comportamento do atual presidente e a má gestão das medidas preventivas da Pandemia, justificando coisas até mesmo injustificáveis. E o mesmo cenário serve para os apaixonados por Dória, Ciro, Marina, Amoêdo e demais.

O problema não é declarar o voto, mas o exercício do fanatismo e a tentativa de encobrir os erros. 

O homem dominado por paixões políticas... Sidney Silveira - Pensador

– Cansei de Política – e de fanático por ela.

Quando vejo as manifestações pró e contra Governo, ou quando leio os motivos de defesa e de ataque, me assunto com a dualidade: para uns, é santo imaculado; para outros, é pecador endemoniado.

O pior é que vejo bolsonaristas e lulistas usando argumentos forçados. Ora, todos tiveram seus erros (Bolsonaro, na péssima condução da pandemia; Lula, na corrupção a níveis nunca vistos). E tiveram algumas virtudes, que não conseguem se sobressair aos seus defeitos.

Aí, quando o fanático mais exaltado lê, vai dizer que “Bolsonaro financiou pesquisas e comprou vacinas” (como se não tivesse tido um discurso negacionista por tempos), ou que “Lula deu emprego, renda e pujança econômica” (como se não fosse um “castelo de cartas” que desabou na primeira crise, somado ao Mensalão e Petrolão).

Dória, Ciro, Amoêdo, Marina… nenhum dos candidatos (ou pré-candidatos) me transmitem seriedade, competência e honestidade.

Cansa.

Eleições 2018: 5 razões pelas quais é tão difícil renovar a política  brasileira | Asmetro-SN

– Os candidatos para a última eleição eram bons?

Você provavelmente já ouviu algum amigo falando mais ou menos o seguinte:

“Eu não tinha quem escolher nas Eleições para presidente. Votar no Haddad era devolver o PT ao poder e voltar a esculhambação, daí votei no Bolsonaro que era o menos pior”.

Pô, fora o Branco e Nulo, existiam como opções:

Ciro Gomes; Geraldo Alckmin; Marina Silva; Henrique Meirelles; João Amoêdo; Eymael; Cabo Daciolo; João Goulart; Vera Lucia; Guilherme Boulos.

Tinha candidato de direita e de esquerda; tinha liberal, conservador e anarquista. Tinha até doido!

Mas algo que agora se percebe, depois de algum tempo: temos “várias Direitas” e “várias Esquerdas” no Brasil – a do Bolsonaro (rachada pelos olavistas, militares e outros parceiros) a do Doria e a do Amoedo; e do outro lado a do Lula, a do Ciro + Marina e a do Boulos.

Aliás, é muito complicada a rotulação de D e E hoje. O certo é que existem “rachas” dentro e fora do Governo, para complicar mais ainda a situação da nação.

Resultado de imagem para Direita ou Esquerda

– Voto Impresso em 2022, por vontade do presidente?

Na sua live semanal, o presidente Jair Bolsonaro esbravejou e disse entre tantas coisas que “se não tiver voto impresso não tem Eleição em 2022”.

Taí. Voltaremos ao tempo antigo. Pegaremos o saldo da nossa conta corrente na boca do caixa, matriculemos nossos filhos na Escola de Datilografia e, em caso de urgência, mandemos telegramas às pessoas.

Não é mais fácil tornar as coisas modernas confiáveis do que desprezá-las ou criar conspirações contra elas?

Bolsonaro diz que, se perder para Lula em 2022, só aceitará | Política

– Para o Palácio do Planalto, pense sobre quem tem as 6 virtudes:

Em 2018, fiz a postagem abaixo sobre quais as virtudes que um Presidente da República deveria ter. E hoje (mais do que nunca) tenho certeza de que naquele ano, ninguém preenchia essas qualidades:

ADJETIVOS PARA UM BOM PRESIDENTE:

Para ser Presidente do Brasil, um país tão necessitado de bons políticos, o candidato ideal deve ter os seguintes atributos:

  1. Capacidade / Competência de gestão,
  2. Honestidade com o dinheiro público,
  3. Sensibilidade para entender as carências da população,
  4. Determinação a fim de resistir às dificuldades,
  5. Humildade em reconhecer possíveis equívocos e corrigi-los,
  6. Disposição em abandonar sua vida pessoal e viver um sacerdócio ao país.

Está fácil achar um nome? Com o que se tem oferecido ao eleitor, o cargo ficará vago…

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– O resultado final do Processo Eleitoral 2020

E os resultados das Eleições 2020?

Nenhuma surpresa no 2o turno. Talvez a única: os institutos de pesquisa que não fizeram a sondagem de boca de urna. Seria medo de errar?

O detalhe é: o número de abstenções (pessoas preocupadas com a pandemia) e o dos votos brancos e nulos (desacreditados com a política) foi em alguns municípios maior que o vencedor.

Isso é um fator preocupante…

– Você se importa com o vice-candidato de alguém, a ponto de mudar o voto?

O vice-candidato é um elemento decisivo na sua escolha na hora de votar, ou você não o leva em conta na hora da urna?

Lembre: na história política do Brasil, os vices (muitas vezes esquecidos durante o pleito), é quem acabam governando de fato em inúmeras oportunidades.

Refletindo, em: https://www.youtube.com/watch?v=124Qm0ypS8o

– Pitacos das Eleições Municipais e o resultado de Jundiaí. O Bolsonarismo e o Lulopetismo tiraram votos dos candidatos seus?

As urnas sempre surpreendem. Surpreenderam mesmo ou não neste último domingo?

Ver Boulos no 2o turno em São Paulo, sim.

Ver Crivella e Paes passando para a “fase 2” no Rio de Janeiro, idem.

Ver o PSDB ganhando as cidades do AGU de Jundiaí como fez (Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista e Jundiaí), da forma como foi, idem-idem.

Ver o PT perdendo em boas partes da cidade, idem-idem-idem.

Calma, ser surpreendido não quer dizer “ter gostado ou não”, nem que é positivo ou negativo. É simplesmente: ser surpreendente.

Os 70% dos votos válidos do prefeito reeleito Luiz Fernando Machado na Terra da Uva mostram que a cidade o desejou, e deve-se respeitar isso. Com mais de 10 candidatos, os votos tenderiam a se dividir, o que não aconteceu. Não adianta opositores do agora reeleito prefeito alegar que a Esquerda se dividiu com tantos postulantes, pois aconteceu a mesma coisa com a Direita. Todos os outros, somados, deram 30%… aceite-se, portanto.

O que deve assustar – esse sim é um número preocupanteforam os votos brancos, nulos e ausências! E credite-se ao medo da pandemia, acomodação e descrédito da Política.

Por fim, sobre os vereadores: se os bairros conseguiram colocar em sua maioria um representante de cada um deles na Câmara Municipal, ótimo! Indiscutível que Albino, com mais de 7000 votos, foi presenteado pelo seu trabalho na última legislatura. Assim como é indiscutível também que a eterna problemática do coeficiente legislativo precisa ser revista: vide Henrique Parra Parra Filho, que passou dos 4000 votos e não entrou (enquanto outros com muito menos ingressaram). Mas lamento principalmente por nomes locais, que eram bons candidatos e que não tiveram votos suficientes (gostaria de destacar Luiz Toby e o Engenheiro Luciano Ferro).

Em tempo: o radicalismo ficou para trás neste pleito, não? Gente que grita nas Redes Sociais, que é de Extrema Esquerda e de Extrema Direita, mostrou que fez barulho na Internet mas na hora de conquistar a confiança do eleitorado… fez “meia dúzia de votos”. Lembrando ainda o fiasco nas urnas municipais dos candidatos apoiados no lulopetismo e bolsonarismo.

No mundo, a ponderação e a sobriedade deve sempre prevalecer, aliadas à empatia.

Gráfico produzido e extraído de: Página pessoal de Thiago Batista de Olim (https://www.facebook.com/1986olim/posts/231084628358052).

– Vote consciente. Boa sorte aos eleitores, candidatos e mesários!

Hoje é dia de Eleições Municipais. Muita gente ansiosa pela inédita votação em meio a pandemia.

Que a Democracia seja uma festa: segura, honesta e representativa. Em especial, boa sorte para quem vai trabalhar – E ME INCLUO AQUI.

Não pedi para ser mesário, sou obrigado pela Justiça Eleitoral e irei a contragosto (estou com vários compromissos, cansado e neste dia 15 eu teria uma série de atividades a realizar). Mas trabalharei com correção, respeito ao próximo e muita dedicação à quem for na minha zona eleitoral, pois, afinal, alguém tem que estar na função (e o eleitor não tem nada a ver com a obrigação imposta pelo TSE).

Boas Eleições. Estarei às 06h entrando na Escola que eu trabalharei e voltarei à casa sabe-lá-que-hora… Pobres mesários.

Eleições municipais 2020: como consultar sua seção de votação com locais  reduzidos - BBC News Brasil

– O fanatismo de Direita e de Esquerda é barulhento. Mas nas urnas nestas Eleições Municipais…

Eu respeito o eleitor que vota em Lula, Dória, Bolsonaro ou no Marronzinho (lembram dele)? Idem aos que votam em branco. Afinal, vivemos em uma democracia e assim deve ser.

Isso não quer dizer que faço apologia aos citados. Mas repare numa coisa interessante: os candidatos apoiados por Bolsonaro e por Lula (e os que tentam se agarrar a eles mesmo sem apoio oficial), em sua maioria, estão em baixa nas pesquisas eleitorais municipais.

O que isso significa?

Que as Redes Sociais mostram que o fanatismo político é mais barulhento do que numeroso. Pode reparar: em sua cidade, as postagens odiosas de Extrema Esquerda e Direita (os radicais) não refletem (e isso se comprovará no dia 15) a realidade nas urnas.

Ótimo para o bom senso da nação…

– Trump sai e entra Biden. Festeje a saída do primeiro, mas cuidado ao festejar a entrada do segundo…

Festejar a saída de Donald Trump, um falastrão milionário e que cada vez mais se comportava como um bufão, é para ser comemorada.

Porém…

A Presidência dos EUA estar nas mãos de Biden, um senhor que tem um histórico complicado e cuja a sanidade mental é contestada (fora as pendengas com Ucrânia e China) é para ser comemorada?

Nossos irmãos americanos estão trocando algo ruim por outra ruindade de ideologia diferente. Simples.

Isso se chama: “falta de bons candidatos”, algo semelhante do cenário do Brasil.

– Trump ou Biden? Nhô ruim ou Nhô pior…

Um brucutu que pôs fogo nas relações internacionais dos americanos e que causou críticas sociais internas (mas com melhora na Economia) ou um senhor que parece estar perdido no tempo / espaço acusado de falta de sanidade (mas com uma necessária diplomacia)?

Se você avaliar profundamente, pelas polêmicas e escândalos envolvendo os dois candidatos à presidência dos EUA, não dá para votar em nenhum deles. Com o republicano Donald Trump e  democrata Joe Biden, talvez estejamos vivenciando a pior das disputas em questão de nomes.

Seja como for, hoje o mundo começa a observar pelo peculiar sistema de votação yankee quem será o novo chefe do Império. Aguardemos, mas não criemos perspectivas de calmaria, seja qual nome for o vencedor.

Como a eleição americana pode afetar os investidores brasileiros? | CNN Brasil

– Olimpíadas em Jundiaí? Final no Jayme Cintra? Tenha dó…

Futebol e Política não podem combinar, correto?

Com todo respeito, é necessário que os candidatos a prefeito tenham bom senso com o eleitor e não coloquem bobagens em Redes Sociais, nem usem o esporte como mote demagógico.

Causou espanto e indignação na Comunidade do Paulista FC, a postagem de Edimarco Silva – PROS, candidato a Prefeito de Jundiaí, que gravou um vídeo no Estádio Jayme Cintra (mesmo não sendo assíduo frequentador do clube).

(link: https://fb.watch/1umrR0zoOl/)

Ao ser questionando por um torcedor (Renan) que “nunca o viu prestigiando o time”, respondeu no Facebook:

Edimarco Silva 90
Renan Guirado Schiavo sou ex-jogador de futebol, o Esporte faz parte da minha vida. No meu plano de governo vou convocar o empresariado da cidade para apoiar com incentivos o Paulista Futebol Clube, que hoje é uma das principais referências do Esporte na cidade. Só que as minhas propostas não são somente para o futebol, quero trazer incentivo à outras práticas esportivas e na formação de novos atletas, além de trazer eventos esportivos não só regionais, mas também internacionais para a cidade, como Olímpiadas e Jogos Panamericanos! Esse é o momento da mudança!

Ou foi descuidado nas palavras, ou o Brasil sediará uma segunda Olimpíada em breve. Pelo que escreveu, depois de Paris 2024, teremos Jundiaí 2028? Se for, contemos com o Jayme Cintra para a final visando a Medalha de Ouro na modalidade “futebol”.

Ops: ganhou minutinhos de notoriedade o candidato…

Olimpíadas: Jogos Olímpicos, Paralímpicos e Esportes na Era Moderna

– Você levará em consideração os vice-candidatos na hora de votar para prefeito?

Perguntar não ofende: o quanto os eleitores estão sendo influenciados ou não pelos vices nestas eleições municipais?

A história da República nos mostra o quão eles têm sido protagonistas em nossa nação (para o bem ou para o mal) e como temos os ignorados na hora de votar! Tivemos Sarney, Itamar e recentemente Temer.

Assim, pense: você leva em conta quem é o vice antes de votar no candidato? Já mudou seu voto por conta do “suplente”?

Neste próximo pleito, há aqueles que desconhecem a contento os vices. Há de se ter a preocupação em conhecê-los…

AGU e Senado defendem que STF não interfira nas regras do fundão eleitoral  - Orla Notícias

– Impossível promover debates com os candidatos à Prefeitura em Jundiaí?

Jundiaí tem 13 candidatos a Prefeito. Em tese, são 13 ideologias diferentes, 13 conjuntos de propostas e soluções heterogêneos entre si e sólidos para resolver a cidade.

Será mesmo?

Mas a questão é: como compará-los em tanta quantidade? É possível promover um debate honesto, produtivo e válido com tantas pessoas reunidas?

Fica a dúvida.

Sobre todos eles, estão em: https://tribunadejundiai.com.br/politica/eleicoes-2020/eleicoes-2020-jundiai-tem-13-candidatos-a-prefeito-confirmados/

Alexandre Nicola (PDT) – 12

Em convenção presencial no dia 9 de setembro, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) confirmou a candidatura de Alexandre Nicola à Prefeitura de Jundiaí e Vitor Machado como vice na chapa.

Alexandre Nicola é professor, cientista político e sociólogo. É a primeira vez que que Nicola disputa a candidatura.

Cíntia Vanessa (PSOL) – 50

Em convenção no dia 6 de setembro, o partido PSOL confirmou a candidatura de Cíntia Vanessa à Prefeitura de Jundiaí e Paulo Matsushita como vice.

Cíntia Vanessa tem 29 anos, é de origem indígena e formada em pedagogia. Atuou em diferentes movimentos sociais e coordenou campanhas dentro do partido.

Doutor Pacheco (Podemos) – 19

Em convenção da coligação entre Podemos e PSD no dia 12 de setembro, o partido Podemos confirmou o Doutor Pacheco como candidato à Prefeitura de Jundiaí e Caio Augusto como vice.

Antônio de Pádua Pacheco é médico e atual vice-prefeito de Luis Fernando Machado. O candidato também já exerceu o cargo de vereador na cidade.

Daniela Camara (PT) – 13

Durante convenção pela internet no dia 13 de setembro, o Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou Daniela da Câmara como candidata a prefeita de Jundiaí e Arthur Augusto como vice na chapa.

Daniela é arquiteta e urbanista e foi secretária municipal de Planejamento Urbano e Meio Ambiente por quatro anos, quando coordenou o primeiro plano diretor participativo da cidade.

Edney Duarte Jr. (Partido Novo) – 30

Em convenção virtual no dia 4 de setembro, o Partido Novo confirmou a candidatura de Edney Duarte Jr. à Prefeitura de Jundiaí e Rogério Souza como vice na chapa.

Edney Duarte Jr, 42 anos, é advogado, pós-graduado em auditoria, controladoria e tributos, com extensão em empreendedorismo. É empreendedor e atua profissionalmente na consultoria jurídica e financeira para empresas.

Edimarco Silva (Pros) – 90

Em convenção presencial no dia 13 de setembro, o Partido Republicano da Ordem Social (Pros) confirmou a candidatura de Edimarco Silva à Prefeitura de Jundiaí e Cristiane Pinheiro como vice na chapa.

Edimarco é jornalista, trabalha com consultoria empresarial e fundou o Partido Republicano da Ordem Social (Pros). Ele também foi secretário de Comunicação do Pros no estado de São Paulo.

Fábio Marcussi (PSB) – 40

Em convenção pela internet no dia 5 de setembro, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) confirmou Fábio Marcussi como candidato a prefeito de Jundiaí e Fabiane Spiandorim para vice na chapa.

Fábio Marcussi, 38 anos, é advogado e pós-graduado em Direito Civil. Ele é sócio de um escritório de advocacia. Também foi presidente da 33ª subseção da OAB Jundiaí.

Luiz Fernando Machado (PSDB) – 45

Em convenção no dia 15 de setembro, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) confirmou o nome do atual prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado, como candidato a reeleição. Gustavo Martinelli (DEM) será o vice.

Além de PSDB e DEM, a coligação “Jundiaí em Primeiro Lugar” conta com os seguintes partidos: PP, PSC, PTB, Republicanos, Avante, MDB, PTC, PL e PV. Todos lançaram candidatos a vereadores.

Márcia Pará (DC) – 27

Em convenção realizada nesta quarta-feira (16), o partido Democracia Cristã (DC) confirmou o nome de Márcia Pará como candidata a prefeita de Jundiaí e Alessandra Esquível como vice.

Márcia Pará tem 33 anos e é advogada e ativista política. Já foi candidata a deputada federal e a Câmara de Jundiaí.

Marcus Dantas (PSL) – 17

Em convenção no dia 31 de agosto, o Partido Social Liberal (PSL) confirmou Marcus Dantas como candidato a prefeito de Jundiaí e Osmar Chile como candidato a vice na chapa.

Marcus Dantas tem 52 anos e é auditor fiscal da receita e atuou na Lava Jato e deputado federal suplente do PSL.

Pedro Bigardi (Rede Sustentabilidade) – 18

Em convenção no dia 12 de setembro, o partido Rede Sustentabilidade confirmou a candidatura de Pedro Bigardi para prefeito de Jundiaí e Marcelo Lo Mônaco como vice.

Pedro Bigardi é graduado em Engenharia Civil e trabalha como professor de Planejamento Ambiental. Ele nasceu em Jundiaí, foi prefeito da cidade de 2013 a 2016 e duas vezes deputado estadual.

Rafael Purgato (PC do B) – 65

Em convenção no dia 12 de setembro, o PC do B confirmou o nome de Rafael Purgato como candidato a prefeito de Jundiaí e Reinaldo Fernandes como vice.

Rafael Purgato tem 37 anos e Físico formado pela USP e Mestre em Ciências na Área de Física de Reatores Nucleares pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares – IPEN/USP. Também é professor de Ensino Médio na E.E. Diógenes Duarte Paes, na rede estadual ETEC e na rede privada.

Silas Feitosa (PRTB) – 28

Em convenção no dia 12 de setembro, o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) confirmou a candidatura de Silas Feitosa para prefeito de Jundiaí e Vitor Fontolan para vice na chapa.

Silas Feitosa é sociólogo e foi professor universitário, onde ministrou aulas de Economia Política e Comunicação. Trabalhou na Câmara Municipal, Executivo Municipal, Assembleia Legislativa de São Paulo, Câmara dos Deputados, e nos últimos três anos foi gestor da Escola de Gestão Pública de Jundiaí (EGP).

Candidatos à Prefeitura de Jundiaí. (Foto: Reprodução). De “Tribuna de Jundiaí”.