– Cigarro Continental, a Preferência Nacional… dos Boleiros?

Coisas raras e hoje equivocadas: vejo uma antiga edição da Revista Placar, de 1982, falando sobre a Seleção de Zico, Falcão, Sócrates… e , ao lado, a propaganda do “Cigarro Continental, a Preferência Nacional”, um dos patrocinadores do escrete canarinho.

Hoje, nem pensar em cigarro patrocinar futebol. Aliás, o Continental era o famoso “Arrebenta Pulmão”. Chega a ser bizarro pensar na associação esporte X fumo.

Porém, leio no blog do jornalista Lelé Arantes (citação abaixo) um texto pertinente sobre o assunto: condenamos o cigarro + esporte, mas aceitamos cerveja + futebol?

Extraído de: http://bdnovo.lecom.com.br/blog/detalhe/966/Sobre+cigarros+e+cervejas

SOBRE CIGARROS E CERVEJAS

Na Copa de 1970 eu estava completando dez anos. Duas horas antes do primeiro jogo do Brasil, contra a Tchecoslováquia, do temível goleiro Viktor, eu queimei o pé direito numa montanha de casca de arroz que havia pegado fogo nos fundos da máquina do Hermínio Féboli. Mas na hora do jogo, com o pé empastado de pomada, lá estava eu sentado no chão da loja do Edgard Matiel com os olhos grudados no aparelho de tevê.

Naquela copa aprendi que fumar Continental king size filtro era uma preferência nacional para quem quisesse torcer pela vitória do Brasil, animado pela musiquinha de Miguel Gustavo dos “90 milhões em ação/Pra frente Brasil/Do meu coração”.

Vinha a música e com ela o maço azul de cigarros. O tempo correu, o Brasil foi tri, tetra, penta e hoje aprendemos que bom mesmo é ser brameiro porque todos os nossos heróis do futebol são tomadores de cerveja Brahma. E mais, tomar cerveja é sinônimo de vencedor, de batalhador, de sucesso conquistado a duras penas.

Não sou moralista, longe de mim. Eu gosto de uma cervejinha estupidamente gelada e de um bom chope, seja ele Brahma, Antárctica, Sol, Heineken, Germânia ou da Riopretana, que é tão bom quanto o Batuta, de Manaus. Agora, vincular os jogadores da seleção brasileira ao consumo de cerveja é nocivo para as nossas crianças e nossos jovens. E depois não adianta a imprensa criticar os jogadores baladeiros!

Além do mais, é uma tremenda mentira que beber cerveja significa sucesso e todos nós sabemos disso.

Eu fumei por longos 17 anos e confesso que sofri influência da propaganda que vinculava o cigarro Continental à conquista do tricampeonato. Tanto que meu primeiro maço foi um Continental. Mais tarde eu mudei para Albany, Shelton, Chanceller, Galaxy até jogar fora meu último Free quando passei a fumar 40 cigarros por dia.

Os mais liberais dirão que a propaganda não influencia. A verdade é: se não influenciasse as empresas não gastariam milhões de reais para patrocinar o futebol, as festas de rodeio e todos os eventos que arrastam multidões. Passou da hora de o Congresso Nacional banir a propaganda de bebidas alcoólicas. Por mais que a indústria cervejeira se esforce para dizer o contrário, a cerveja é bebida alcoólica e vicia. Ponto final. Portanto, ela é tão nociva à sociedade quando o crack, a maconha, a cocaína, o cigarro e outras drogas.

A propaganda de cigarro foi banida e hoje é proibido fumar em lugares públicos. O tabaco virou o vilão social. Mas eu pergunto: você já viu alguém provocar acidente ou matar alguém porque fumou demais? Há algo de muito errado em tudo isso. Cigarro não embriaga nem faz a pessoa perder a noção das coisas.

Do outro lado, a bebida alcoólica está ligada direta e indiretamente à maioria dos crimes contra vida dentro e fora dos lares. Mas a bebida não está banida, ao contrário, ela é apresentada como sinônimo de sucesso, de gente que se dá bem. Beba isso e ganhe essa morenaça ou saia com essa loiraça…! Beber cerveja é chique, é delicioso, é a senha para ser aceito no grupo.

Estou com saudade do velho cigarro Continental. Com certeza era menos maléfico e não tão vergonhoso quanto os “brameiros” da nossa seleção. Convenhamos, é bastante sugestivo aquele gesto do goleiro Julio Cesar e o grito de guerra dos jogadores no vestiário; só faltou cada um beber uma lata de Brahma antes de entrar em campo.

Gerson ficou estigmatizado por causa do cigarro Vila Rica. Dunga e seus jogadores ficarão estigmatizados como bêbados? Ave, acho que estou ficando velho!

Lelé Arantes, jornalista e escritor,   escreve aos domingos / e-mail lele@prp.org.br

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– O País que gosta de se gabar do “Jeitinho” vale a pena?

Me revolto com a história de querer levar vantagem em tudo. O tal do “jeitinho brasileiro”, a “LEI DE GÉRSON” ou de qualquer outra coisa que o valha são nefastas e deviam ser desincentivadas.

Gostei desse pensamento que compartilho:

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– Somos Livres para as Nossas Escolhas ou Inevitavelmente Influenciáveis?

Leio numa edição da Revista Época (708, pg 65-69, por Marcela Buscato e Bruno Segadilha), uma interessantíssima matéria intitulada “O Cérebro no Banco dos Réus”. Nela, se questiona se realmente somos livres para decidir, ou seja, se somos responsáveis pelas nossas escolhas. O trabalho se baseia no livro do neurocientista Michel Gazzaniga, autor do livro Who’s in charge”?, onde ele diz que:

A responsabilidade pelos nossos atos não é propriedade do cérebro, mas um acordo estabelecido entre as pessoas”.

A idéia central é: nem sempre estamos no comando de nossos atos; muitas vezes estamos iludidos que comandamos a nós mesmos, pois em diversas oportunidades a sociedade é quem comanda as nossas ações. Assim, teríamos culpa por determinados erros com essa visão de responsabilidade pessoal dos nossos atos, se não somos culpados por algumas ações?

Papo-cabeça, mas inteligente e curioso.

O conceito de “Responsabilidade” surge mais ou menos no ano 1700 a.C., com a lei de Talião: Olho por olho, dente por dente! A punição a um crime seria com a mesma forma da infração.

Porém, o conceito começa a mudar com a Lei de Aquilia, Século III), onde surge o conceito de culpa e o direito romano. A preocupação é responsabilizar em respeito à necessidade de se restituir danos a um prejudicado.

Por volta do ano 400, Santo Agostinho defendeu a idéia que: Deus nos deu autonomia, e nós somos responsáveis pelos atos que nós tomamos. Temos livre arbítrio, e não podemos jogar a culpa em outras coisas / pessoas.

A novidade vem em 1843, com a Regra M’Naghten: insanos mentais não podiam receber responsabilidades, pois, afinal, são pessoas perturbadas.

Agora, o dr Gazzaniga diz que muitas vezes podemos ser também inocentes de erros cometidos, pois somos forçados a praticar coisas por força da sociedade.

O que você pensa sobre isso: tal argumento pode nos tornarmos livre de responsabilidades pessoais, ou é um grande exagero? Deixe seu comentário:

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– Cigarro é o grande Indutor à Cocaína, diz Universidade

Talvez seja notícia velha, mas mesmo assim ela é comprobatória e reforça os cuidados com a saúde: pesquisa da Universidade de Columbia mostrou que a nicotina intensifica a ação do gene FosB, relacionado à dependência química. Assim, quem fuma cigarros tem chance de 78% maior do que os não fumantes em consumir cocaína.

Se o cigarro é uma porta de entrada, que tal deixar de fumar? A culpa de um vício indesejado pode não ser sua, mas dos agentes do cigarro, certamente é!

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– Drogas & Poder de Decidir

“O grande perigo das Drogas é que elas matam a coisa mais importante de que você vai precisar na vida, que é o poder de decidir. A única coisa que você tem na vida é o seu poder de decisão”.

Paulo Coelho, escritor, à Revista Veja Ed 08/06/2011, pg 153.

– Homem ou Mulher? As 12 expressões de sexualidade!

Que tempos modernos… para alguns, um pouco difíceis para adaptação.

É o meu caso: nada de homofobia ou algo equivalente, mas apenas uma questão pessoal baseada na minha cultura e valores. Aprendi que o homem casa com a mulher e forma a família para ter filhos.

Sim, o assunto é espinhoso e respeito o gosto sexual de cada um (e tenho o meu: heterossexual, bem definido). Mas achei curioso: João Luiz Vieira, Doutor em Educação Sexual e autor de diversos livros sobre o assunto, elencou 12 (DOZE) ‘tipos” sexuais.

Abaixo, extraído de: http://epoca.globo.com/vida/romance-urbano/noticia/2015/07/nem-todo-mundo-faz-sexo-do-jeito-que-voce-acha-que-deve-ser-o-mais-certo.html

Nem todo mundo faz sexo do jeito que você acha que deve ser o mais certo

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(Foto: Thinkstock/Getty Images)

“Não me pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo” , introdução de Arqueologia do Saber, Michel Foucault (1926-1984)

Lembro-me de em criança um tio implicar comigo quando eu usava “coisa” para pedir algo. Ele dizia que tudo tem nome, até o que não existe. A sociedade gosta de substantivar até a metafísica. Alfabetos e ideogramas, símbolos gráficos usados para representar uma palavra ou um conceito abstrato, foram criados para que a comunicação entre humanos fosse inteligível. A sexualidade não se livrou disso. O substantivo é inerente a uma espécie complexa como a nossa, em que a fricção de genitais ou o orgasmo não são pares no desejo porque o estado emocional decorrente deles nos interessa com peso igual ou até maior. 

Depois dessa preliminar, queria apresentar-lhe os 11 sexos elencados pelo psiquiatra, psicoterapeuta e sexólogo Ronaldo Pamplona da Costa em seu livro homônimo de 2005. Seu trabalho minucioso ainda hoje serve de base para muitos estudos a respeito desse mosaico que é nossa expressão sexual. Ele nomina essas demandas, que, provavelmente, ganharão companhia num futuro nem tão distante assim. Eu incluiria uma 12ª. Qual? Leia abaixo.

Se você ainda se restringe a meia dúzia delas, vou precisar desenhar a diferença entre identidade (quem eu sou) com orientação (o que eu desejo). Um dado relevante: a orientação afetivo-sexual é primária porque não existe “para sempre” quando falamos de libido e desejo, ou seja, o lado direito da coluna abaixo pode ser completamente questionado diante de um amor.

Tabela sobre os 11 sexos (Foto: época )

Como disse acima, eu incluiria uma 12ª categoria, os assexuais, que negam a prática sexual, mas não deixam de representar uma identidade. Os assexuais se dividem entre românticos, que se envolvem afetivamente, e os aromânticos, que preferem lamber os beiços por chocolates a corpos nus. Há ainda subdivisões entre eles, heteromânticos, homoromânticos e biromânticos. Publicamos matéria recente sobre esses grupos, aqui mesmo no Romance Urbano. Vamos, então, aos outros 11, segundo o psiquiatra e, de repente, você não se sentirá sozinho ou esquisito porque, graças a Eros, há paladar para todos as línguas.

1º Homem heterossexual

Essa é fácil. São homens que se identificam com o masculino e têm interesse afetivo-sexual por mulheres heterossexuais, o encontro entre pênis e vagina os satisfazem. Sobre sexo anal falaremos na semana que vem, porque ele também está no jogo nesse sexo.

2º Mulher heterossexual

São mulheres que se identificam com o feminino e têm interesse afetivo-sexual por homens heterossexuais, o encontro entre vagina e pênis as satisfazem e, provavelmente, do pênis com o ânus.

3º Homem homossexual

Discriminado em sociedades primariamente evoluídas, ele se identifica com o masculino e deseja um outro masculino na cama, ou o encontro entre dois pênis.

4º Mulher homossexual 

Igualmente discriminada em sociedades limitadas, embora seja objeto de fetiche de homens heterossexuais, ela se identifica com o feminino e deseja um outro feminino na cama, ou o encontro entre duas vaginas.

5º Homem bissexual    

Esse precisa se explicar o tempo inteiro. Os homens heterossexuais acham que são homossexuais que não se assumiram, e gays tendem a acham que eles fazem jogo duplo. Nem uma coisa, nem outra. Eles nasceram biologicamente perfeitos, não apresentam disfunções orgânicas relacionadas à sexualidade, e crescem comportando-se de forma masculina. Eles se sentem homens, mas há um desejo equalizado entre homens e mulheres, não necessariamente ao mesmo tempo.

6º Mulher bissexual     

Ela nasceu biologicamente perfeita, não apresenta disfunções orgânicas relacionadas à sexualidade, e cresce comportando-se de forma  feminina. Ela se sente mulher. Mais discretas que os homens bissexuais (ou não), sentem desejo por homens e mulheres, não necessariamente ao mesmo tempo.

7º Homens travestis

Travesti é um homem que nasceu macho, educado como menino, mas tem uma identidade de gênero diversa. Ele tem identidade de gênero masculina, desenvolvida através do reconhecimento de seu corpo biológico e da educação, mas se sente TAMBÉM feminino. Homem e mulher simultaneamente. O travesti masculino deseja, primariamente, um homem para se relacionar  e sabe, biologicamente, que é homem e não deseja eliminar o seu órgão sexual masculino. Há casos de homens heterossexuais que, durante a relação sexual com sua companheira, vestem lingeries. Isso é uma parafilia chamada travestismo, mas só falarei sobre ela em outra coluna. 

8º Mulheres travestis       

Mulheres travestis são poucas e discretas. Não têm nenhuma disfunção orgânica e foram criadas como se do gênero feminino. As mulheres travestis comportam-se, na maioria das vezes, como homens, mas não rejeitam a sua condição biológica de mulheres e nem pensam em mudar de sexo.  Elas, porém, sentem necessidade de acrescentar caracteres sexuais secundários masculinos ao seu corpo: músculos, pelos e barba (adquiridos através de hormonização).

9º Mulheres transexuais 

Elas nascem com pênis e bolsa escrotal, mas se comportam e se sentem mulheres. Passam por momentos de crises de identidade violentas e sofridas, hormonizam-se e, na maioria das vezes, extirpam a genitália. Afinal, elas prefeririam ter uma vagina entre as pernas. Elas também não se veem como homossexuais porque a atração é por homens que se consideram heterossexuais. Ao se deparar com uma mulher transexual, com corpo feminino definido, e um homem, tenha certeza que está diante de um casal heterossexual. Alguns transexuais alteram apenas os caracteres sexuais secundários, como seios, forma do rosto e nádegas, e se adaptam à vida com sua genitália masculina.

10º Homens transexuais

A família tende a achar que a menina será homossexual. Como as mulheres transexuais, os homens trans desejam adequar o seu corpo biológico à sua identidade de gênero. Mas a situação é mais complicada porque as cirurgias são mais delicadas e, de certa maneira, restritas a alguns apectos sexuais secundários. Comum mesmo é realizar a mamoplastia masculinizadora, a retirada total dos seios. 

11º Intersexual  

A coisa é mais complicada por aqui porque tem a ver com problemas ligados aos cromossomos responsáveis pela nossa formatação sexual que podem enviar mensagens “erradas”, indicando formação de ovários e testículos ao mesmo tempo. Em linhas gerais, o indivíduo poderá nascer com órgão genital dúbio, em que os dois sexos, macho e fêmea, estão fundidos. Mas há diversas graduações de anomalias, como ausência de escroto e micropênis, úteros atrofiados, vulvas e vaginas mínimas, orifício no períneo. Esqueça a lenda que o intersexual tem os dois sexos desenvolvidos e que é como minhoca. Por que é preciso operar? Porque precisamos de UMA identidade genital. 

O que é que eu acho de todas essas rotulações? Ela é mais útil para quem é oprimido. O que significa, provavelmente, todos os 11 sexos, exceto os homens heterossexuais, que estão no topo da cadeia alimentar desde tempos imemoriais.

Identificando-se, certificando-se sobre a condução de seu desejo, descobrindo que você não é melhor nem pior que o vizinho, apenas diferente, chega-se à cidadania e o direito de ser o que nasceu para ser, e não estou falando de biologia. Estou falando de ressignificação e integração entre o que se é e o que aparenta ser.

Deu um nó na sua cabeça? Escreva para mim que eu tentarei esclarecer com mais detalhes: jluiz@edglobo.com.br. 

 

– Despertar a Criatividade por Conviver com Gente Diferente!

Compartilho sensacional texto de Howard Schultz – o presidente da Starbucks– sobre Inovação e Criatividade. Ele defende que conversemos com pessoas que não tenha nada a ver com a gente para aprender com as diferenças e inovar. Concordo!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI270128-16284,00-UM+GOLE+DO+DESCONHECIDO.html

UM GOLE DO DESCONHECIDO

Que tal explorar novos segmentos, mudar o hábito de leitura ou conversar com gente que nada tem a ver com você? Isso pode fazer um grande bem ao seu negócio

Inspiração e ideias novas podem vir dos lugares mais inesperados. O segredo está na curiosidade de explorar o desconhecido. Muita gente esquece disso. Prefere fincar o pé no que já conhece porque se sente mais segura. Acontece que esse apego ao que é mais cômodo costuma ser perigoso para os negócios, principalmente porque aquilo que hoje funciona pode, facilmente, não funcionar mais amanhã. Há sempre algo a aprender, sobretudo numa época em que o comportamento do consumidor muda com a velocidade da luz, estimulado, em parte, pelas tecnologias em constante desenvolvimento.

Exatamente por isso entrei recentemente para a diretoria do Groupon, o site de compras coletivas. Aos 58 anos, acho que posso absorver muita coisa de uma geração mais jovem de empreendedores de internet, principalmente no que diz respeito às mudanças avassaladoras nos hábitos do consumidor.

Não é fácil sair de um segmento que você domina. É preciso se expor e estar disposto a admitir que existem coisas que você não sabe. Há algumas maneiras bem tranquilas de fazer isso. Ler artigos sobre empresas – ou biografias – que não fazem a sua cabeça é um bom exercício. Num jantar ou reunião, sente-se perto de um desconhecido e comece a conversar. Procure ouvir mais do que falar. Preste atenção nas ruas por onde você passa todos os dias e, ao viajar, não fique dentro do hotel. Saia. Mas, principalmente, esteja aberto ao inesperado.

Sempre procuro fazer esse tipo de coisa. Hoje, quando visito alguma cidade do mundo, deixo livre parte da minha agenda para conhecer os estabelecimentos que servem café, mas também as lojas de segmentos completamente diferentes.

Faz alguns anos, visitei uma lojinha despretensiosa em uma das ruas mais badaladas de Milão. A Coltelleria G.Lorenzi tinha um estoque espetacular de facas, navalhas e talheres artesanais. Na hora em que entrei, percebi que não era uma loja qualquer. Lembrava um museu. Um mostruário solene com iluminação suave exibia tesouras de todos os tipos, grande parte delas feita de aço forjado.

Milhares de itens dispostos meticulosamente atrás de uma lâmina de vidro chamaram minha atenção. Seria impossível a alguém que entrasse ali não perceber a paixão do proprietário por aqueles itens e seu desejo de compartilhá-los. A loja havia transformado ferramentas práticas de corte em obras de arte. Visitá-la foi uma experiência emocional semelhante à que se tem no teatro.

Eu precisava conhecer o homem por trás daquela façanha sutil. Um amigo me informou que a loja pertencia ao senhor Aldo Lorenzi. Demorou um pouco para que eu conseguisse marcar um encontro. Por fim, o sr. Lorenzi concordou em me receber. Quando voltei à loja (acompanhado de um amigo italiano que me serviu de intérprete), um senhor alto e elegante, de terno e gravata impecáveis, nos cumprimentou e, silenciosamente, nos conduziu ao escritório do dono. Agradeci ao sr. Lorenzi aqueles momentos que ele havia me concedido do seu tempo. Ele nunca tinha ouvido falar da Starbucks, e não era minha intenção tocar no assunto. Estava ali para ouvir a sua história. Os minutos transformaram-se em horas à medida que o senhor Lorenzi contava, com toda a humildade, a história da sua família, da sua arte, do comércio que o pai havia fundado em 1929, e o que significava para ele ser comerciante. Eu anotava tudo numa caderneta.

No final da visita, ele me deu um livro de capa cinza em que narrava a história da loja e sua filosofia de trabalho. Comecei a lê-lo no voo de volta para os Estados Unidos e fiquei encantado. Não parecia um livro de negócios, mas o diário de um amigo.

Em quase todos os capítulos, assim como durante o tempo em que conversamos, havia algo a aprender: um pensamento inspirador, uma lição que me levava a reconsiderar meus pressupostos pessoais, ou até mesmo a repensar como a Starbucks poderia continuar a melhorar. O mais importante de tudo, porém, foi que a paixão de Aldo Lorenzi ajudou a reacender em mim a chama da empolgação pelo meu trabalho.

A parte principal dessa história não foi o que o senhor Lorenzi me ensinou. O mais importante foi que eu estava aberto para ouvir o que ele tinha a dizer. Mentores não deveriam ser apenas pessoas iguais a você – ou indivíduos a quem você deseja imitar. Pode-se aprender muita coisa com gente de outras áreas, bem como com pessoas de culturas e gerações diferentes. Antes, porém, você precisa convidá-las a fazer parte da sua vida.

Aldo Lorenzi é dono de uma loja. A Starbucks tem milhares de lojas. Ele se especializou em instrumentos cortantes. Eu entendo de café. Somos de épocas diferentes e não falamos o mesmo idioma. Contudo, ele tinha um monte de coisas a me ensinar. Sempre há algo a aprender, desde que estejamos dispostos a ouvir.

Howard Schultz é fundador, presidente e executivo-chefe da Starbucks. Ele é autor do livro Onward: How Starbucks Fought For Its Life Without Losing Its Soul (Na tradução brasileira, Dedique-se de Coração – Starbucks Coffee)

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– A Moda é se drogar cheirando Cacau! Onde nossa sociedade chegará…

Há estúpidos para tudo neste mundo. Você sabia que a “droga da moda” no Hemisfério Norte é o Cacau em Pó?

Por que não se curte a vida de maneira sóbria? é muito mais proveitoso…

Extraído de: https://www.metropoles.com/mundo/cacau-em-po-e-a-droga-da-vez-nas-festas-de-musica-eletronica

CACAU EM PÓ É A DROGA DA VEZ NAS FESTAS DE MÚSICA ELETRÔNICA

Moda tem se espalhado por raves na Europa e nos EUA. Dois compostos químicos são responsáveis pela sensação de “barato”

Por Carolina Samorano

Um novo tipo de “barato” tem inebriado jovens nas baladas. A sensação de bem-estar não vem da cocaína, do ecstasy ou de outros alucinógenos sintéticos. A “droga” é natural e há tempos já vem sendo usada com sucesso para rebater sintomas mais amenos de desânimo e tristeza: cacau.

Segundo a revista Veja publicou na sua edição impressa, cheirar cacau em pó é uma modinha que tem se espalhado pelas festas de música eletrônica na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, começa agora a ganhar adeptos.

Embora seja natural, especialistas consultados pela publicação aconselham cautela no uso do cacau. A teobromina pode provocar queda de pressão arterial e a feniletilamina pode ter relação com transtornos de ansiedade. Como o consumo pelo nariz elimina o processo de digestão, o cacau cai diretamente na corrente sanguínea, o que potencializa os efeitos ruins do fruto.

Na Europa, os “usuários” do cacau já contam até com um aparato para facilitar a inalação. O chocolatier belga Dominique Persone criou um aparato que arremessa o pó nas narinas. Batizado de “chocolate shooter” (ou “atirador de chocolate”, em português), ele cabe no bolso e custa cerca de R$ 175. “Começou como uma brincadeira numa festa e hoje virou um sucesso”, ele disse à revista.

As sensações boas desencadeadas pelo pó marrom duram cerca de 30 minutos e têm explicação científica: o fruto moído tem dois compostos estimulantes. Um deles é a teobromina, que tem efeito semelhante ao da cafeína. O outro, chamado de feniletilamina, estimula o cérebro a produzir endorfina, hormônio ligado à sensação de prazer.

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– O Namoro e o Casamento daqueles que escolhem esperar!

O que pensam os casais que optam por terem o relacionamento sexual após o casamento?

Sobre “Namoro de Corte”,

Extraído de: https://is.gd/3QCjVq

COMO NOSSOS AVÓS

Quem são e o que pensam os jovens adeptos do “namoro de corte”, em que o primeiro beijo é dado depois do casamento

Por Camila Brandalise

Aos 22 anos, a professora Samila Souza Rodrigues namora há dois e está de casamento marcado para janeiro de 2018. Subir ao altar com o noivo, Roney Reis de Andrade, 23 anos, significará mais do que a celebração de uma nova vida. É quando vai acontecer o primeiro beijo do casal. Isso mesmo, primeiro beijo.

Para além de movimentos como “Eu Escolhi Esperar”, em que casais decidem ter relações sexuais apenas depois de se casarem, e na contramão das reivindicações dos jovens por mais liberdade quando o assunto é sexo, há pessoas que decidem começar um relacionamento e namorar nos moldes de antigamente: sem beijo, sem contato físico, sempre com alguém por perto.

É o chamado “namoro de corte”. “Quem vê de fora pensa que é loucura, mas não, é uma decisão bem consciente. Claro que tenho desejo, mas quero fazer tudo dentro da aliança do casamento, no tempo certo”, afirma Roney.

REDUÇÃO DE “DANOS”

A ideia de “namoro de corte” está totalmente atrelada à religião. Entre os casais que aderem à prática, pelo menos uma das duas pessoas faz parte de alguma igreja em que se discute sobre a importância de se relacionar mais intimamente só depois de firmado o compromisso do matrimônio. Pode parecer pouca gente, mas há um grande número de comunidades on-line dedicadas a tratar apenas desse assunto.

Os defensores explicam o que é, discutem o que vale e o que não vale dentro da “corte” e trocam experiências. O consultor de marketing Rodrigo Santos Rodrigues de Andrade, 25 anos, é dono de um dos grupos nas redes sociais que tratam do assunto, ele próprio adepto dessa modalidade de namoro. “Antes de saber o que era, já tinha decidido que era o que eu queria. Como não tem contato físico, é livre de depravações”, diz Rodrigo. “Comecei a conversar com minha atual namorada em fevereiro sobre a possibilidade de nos relacionarmos. Tiramos um período para oração, para ter certeza se era o que queríamos e, em abril, oficializamos nossa ‘corte’.”

Segundo os casais, não há garantia do sucesso do relacionamento, ainda que os riscos sejam menores. No site Eu Escolhi Esperar, que integra um movimento nacional, há depoimentos como o da advogada e cristã Kamila Carvalho Borges: “A corte também não é uma garantia que o romance dará certo, mas que se não acontecer da maneira esperada, os ‘danos’ serão menores, e em alguns casos, inexistentes”, afirma ela, que é casada com o cantor e compositor Lincoln Borges, membro da Missão Cristo Vive, de Vitória (ES). “Não significa reprimir desejos. Apenas esperar o momento certo. Posso dizer isso pela minha vida e por tudo que tenho desfrutado que está sendo uma experiência preciosa”, afirma Roney.

Inspiração nas escrituras

A maioria dos jovens pratica o namoro de corte por motivação religiosa, citando os versículos bíblicos de Tessalonicenses 4:3-4

“A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual”

“Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa”.

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TEMPO CERTO Samila e Roney, noivos que nunca se beijaram: “experiência preciosa” (Crédito: GABRIEL REIS)

– O Aborto, o Nascituro e o Pré-Maturo

O Congresso Nacional está discutindo a questão da nova lei que trata da licença-maternidade com prazo maior para as mães de crianças pré-maturas. E isso é muito importante, já que na maioria das vezes os bebês ficam em UTIs e os familiares em desespero.

Junto dessa proposta está a rediscussão do aborto e do respeito ao nascituro (aquele que há de nascer).

Fica a questão: se uma criança está indefesamente na barriga da mãe, pode ela ser abortada? Ou só não pode morrer depois que já nasceu?

Fico triste quando a vida de inocentes fica deixada de lado. Sou totalmente contra o aborto e a favor da vida!

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– Jovens que não Estudam e não Trabalham!

Um número alarmante: cresce no Brasil os “nini”, termo espanhol que se referem a jovens que não querem nem estudar e nem trabalhar.

Extraído há 4 anos (mas atual), em: http://www.istoe.com.br/reportagens/256093_NEM+ESTUDAM+NEM+TRABALHAM

NEM ESTUDAM, NEM TRABALHAM

Apesar do crescimento econômico do País, aumentou na última década o número de brasileiros entre 18 e 25 anos sem escola e sem emprego. Eles são 20% dos jovens

Por Rachel Costa

Fora do mercado formal, o trabalho da jovem Miessa Pagliato, 25 anos, é correr atrás do filho Arthur, de 3 anos. Desde que engravidou, trocou o emprego de assistente administrativa pela família. Planejava, para 2013, pôr Arthur na escola e voltar a trabalhar, mas uma nova gravidez a fez encarar mais um período em casa. O futuro que lhe espera, ela sabe, não será dos mais fáceis. “Já não sou mais tão nova, estou defasada para o mercado de trabalho e não tenho uma boa formação”, resume a jovem, que engrossa a lista dos “nem-nens”, tradução para o português do termo espanhol “nini”, uma corruptela de “ni estudian, ni trabajan”. O termo tornou-se popular em uma Espanha arrasada pela crise e onde os jovens têm encontrado muita dificuldade para conseguir trabalho. Aqui, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os “nem-nens” já são um a cada cinco jovens entre 18 e 25 anos, uma massa de 5,3 milhões de pessoas. Em 2000, no censo anterior, eram 4,8 milhões de “nem-nens”, que representavam 18,2% da população. O que impressiona é que nem a redução do desemprego nem a ampliação das vagas de formação técnica e superior foram capazes de reverter o número.

“Ficamos surpresos, esperávamos encontrar menos jovens nessa situação”, diz Adalberto Cardoso, coordenador do projeto Juventudes, Desigualdades e o Futuro do Rio de Janeiro, responsável pelo cruzamento dos dados do Censo. A grande questão é entender por que brasileiros têm seguido por esse caminho. Para uma parcela significativa, a resposta é a mesma de Miessa: a maternidade. Cerca de um terço dos “nem-nens” são jovens mães. “Essa era uma trajetória comum no passado, mas, como se vê, ainda tem sobrevivido”, considera Mario Rodarte, da Faculdade de Administração e Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Outro grande grupo, acredita Rodarte, seria formado por uma juventude descontente, que não se sente seduzida pela transição entre educação e trabalho, que normalmente ocorre nessa idade. Nessa ciranda, que envolve ensino de má qualidade e postos de trabalho pouco atrativos, os mais prejudicados são os mais carentes – 70% dos “nem-nens” fazem parte dos 40% mais pobres da população. “Também não podemos esquecer que uma parte pode estar envolvida com a criminalidade, muito associada a homens nessa faixa etária”, avalia André Portela, da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas.

Mas isso não significa que classes sociais altas também não produzam seus “nem-nens”. Em um bairro de classe média da zona oeste de São Paulo, o jovem Daniel Jachimowicz, de 19 anos, largou os estudos em um colégio particular sem nem completar o primeiro ano do ensino médio. “Tomei ‘pau’ duas vezes e desisti”, resume. Neste ano, experimentou trabalhar em um rodízio de comida japonesa, mas achou que era muito esforço para pouco salário. “Durei um mês. Não me sobrava tempo livre”, queixa-se. Decidiu então continuar em casa, acordando tarde e gastando os dias entre computador, videogame, ensaios da banda e rodas de cerveja com os amigos. Para o futuro, planeja um curso de gastronomia, mas primeiro ainda precisa de um diploma do ensino médio.

Em casos como o de Jachimowicz, a geração “nini” brasileira se aproxima mais da europeia. Lá, antes da crise, o conforto provocado pelo crescimento econômico na década passada e o bem-estar social já faziam os jovens enxergarem a casa como uma opção. “Não queria ir para a universidade ainda, porque não tinha certeza do curso a fazer”, diz Thaís Romano, 18 anos. Ela vai prestar vestibular, mas decidiu não priorizar os estudos em seu ano sabático, que dedicou à academia e ao violão. “Vou tentar na raça”, conta. “Meus irmãos mais velhos são os que mais me xingam. Eles me mandam arrumar alguma coisa para fazer.”

Nesses casos em que a família tem mais recursos é mais fácil para os “nem-nens” se reinserirem no mercado. Com menor ou maior intensidade, porém, há sempre perda. “Quanto mais o jovem retarda o início de sua vida profissional e não se qualifica, mais a concorrência se acirra, porque vai haver mais gente com mais experiência disputando vagas”, afirma Eduardo de Oliveira, do Centro de Integração Escola Empresa. É essa experiência que vive hoje Mariana Ferreira Gugê, 20 anos. Filha de pai vendedor e mãe administradora, ela resolveu sair da escola em 2010, sem completar o primeiro ano do ensino médio. Agora, resolveu buscar emprego. Descobriu, porém, que embora haja muitas vagas de trabalho, seu currículo é fraco por causa da formação acadêmica deficiente e da falta de experiência. “Hoje eu me arrependo. No começo foi tudo uma festa, mas depois eu fui ficando cansada de ficar em casa e quis trabalhar”, diz ela, que planeja fazer supletivo em 2013.

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– Provas de que ter um cão faz muito bem!

Você gosta de cachorro?

Eu também. E fico feliz de que a Ciência já consegue explicar os benefícios da relação harmoniosa entre donos e cães, provando o fato do cachorro ser o melhor amigo do homem.

Extraído de: https://t.co/NVWjJ5SIob

6 PROVAS DE QUE TER UM CACHORRO FAZ BEM PARA A SAÚDE

Ter um cão é bom para você, e a ciência já provou isso

Se depender do Scooby Doo, o Salsicha ainda vai viver muito. Cientistas já cansaram de provar que ter um cachorro, além de ser uma baita responsabilidade, pode ser bem bom para sua saúde. Eles podem te ajudar na terceira idade e até mesmo antes do seu nascimento. Separamos algumas provas de que eles são, sim, os melhores amigos do homem.

1. Você vai ficar mais tranquilo

Em 2012, a Universidade da Comunidade de Virgínia, nos Estados Unidos, fez um estudo analisando o estresse de 75 funcionários de uma empresa. A pesquisa dividiu os empregados em três grupos: os que levavam animais para o trabalho, os que não levavam, e os que sequer tinham um cachorro para chamar de seu. Ao longo do dia, os pesquisadores coletavam a saliva dos participantes para medir o nível de cortisol (hormônio que serve para calcular o estresse de uma pessoa). O resultado apontou que as pessoas que estavam com o bichinho no expediente eram as menos estressadas, seguidas pelos que estavam esperando chegar em casa para brincar com o animal, deixando os que não tinham cachorro com o posto de mais estressados.

2. O cachorro deixa seu corpo mais jovem

Uma pesquisa da Universidade de St. Andrews, no Reino Unido, avaliou 574 idosos com uma idade média de 79 anos. O estudo apontou que as pessoas que moravam com um cachorro possuíam um corpo equivalente a alguém dez anos mais novo. O responsável pela pesquisa, Zhiqiang Feng, afirmou acreditar que ter um cachorro pode estimular a prática de exercícios e fazer com que idosos superem potenciais barreiras, como falta de incentivo, problemas com o clima e preocupações sobre a própria saúde.

3. Seu filho pode respirar melhor

Um estudo publicado pela revista americana JAMA Pediatrics apontou que crianças expostas a cachorros e animais rurais em seu primeiro ano de vida têm menos chances de desenvolver asma até os seis anos de idade. O estudo, que analisou mais de 600 mil crianças, aponta que o contato com os bichinhos ajuda no desenvolvimento de um melhor sistema imunológica da criança.

4. Ele também vai se coçar menos

Pesquisadores da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, estudaram 600 crianças e suas respectivas alergias. O estudo apontou que as pacientes com pais alérgicos a cachorros, se possuíssem convívio com o animal no primeiro ano de vida, tinham menos chances de contrair eczema, uma alergia crônica. Acredita-se que a explicação disso seja exatamente igual ao do caso sobre asma: a exposição ao cachorro acaba fortalecendo o sistema imunológico da criança. O processo inverso acontece com gatos. Quem tem propensão a ter alergia com felinos por perto realmente piorava quando via um gatinho. O estudo não conseguiu entender por que a imunidade das crianças não é fortalecida quando se trata dos gatos. Existe até quem diz que o contato com o cachorro deve ser feito antes do nascimento. Uma pesquisa que uniu as universidades do Colorado e da Carolina do Norte afirma que mulheres grávidas que convivem com cachorros têm menos chances de ter um filho alérgico aos animais.

5. Você vai pegar menos resfriados

Em 1991, o professor da Universidade de Cambridge James Serpell acompanhou, por dez meses, 47 donos de cachorros, 24 donos de gatos e 26 adultos que não possuíam nenhum animal de estimação. O estudo percebeu logo no primeiro mês que os donos de animais tiveram uma redução em pequenos problemas de saúde, como dor de cabeça, febre e resfriados. Os donos de gato mantiveram essa melhora na saúde durante o primeiro mês. Já os que têm um cachorro em casa conseguiram essa redução durante todo o período de estudo. Serpell afirmou que isso acontece porque os donos de cachorros praticam mais exercícios, por conta do animal, o que ajuda na saúde deles.

6. Seu cachorro vai fazer bem para seu coração

De acordo com um artigo publicado no Britsh Journal of Health, ter um cachorrinho vai melhorar seu coração. O texto, que compila estudos realizados desde a década de 1960, aponta que donos de cachorro costumam ter colesterol menor, assim como uma melhor pressão arterial, diminuindo as chances de um ataque cardíaco. Isso ocorre com donos de cachorros porque, como já foi dito, as pessoas que vivem com o animal costumam se estressar menos e praticar mais exercícios.

– O Preconceito contra Mulheres no Mundo Árabe

Texto de 2014 atualizadíssimo…

As mulheres muçulmanas costumam ser submissas aos maridos. Algumas por tradição e desejo próprio; outras, a força.

Neste mundo árabe machista, leis absurdas existem: mulheres que não podem entrar em shoppings, dirigir ou realizar outras atividades comuns.

Eis que em Teerã, na última semana, uma jovem foi presa e condenada por simplesmente tentar assistir ao jogo entre Irã x Itália pela Liga Mundial de Vôlei. Motivo: no Irã, as mulheres não podem frequentar praças esportivas para assistirem jogos masculinos, sendo permitido a elas apenas assistirem a jogos femininos (a prática é com véus). Em protesto, a moça está fazendo greve de fome…

Estamos no século XXI, hein?…

Abaixo, em:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/11/1543004-iraniana-condenada-por-tentar-ver-jogo-de-volei-faz-greve-de-fome

IRANIANA CONDENADA POR TENTAR VER JOGO DE VÔLEI FAZ GREVE DE FOME

A iraniana, que também tem nacionalidade britânica, condenada à prisão em Teerã por tentar assistir a uma partida de vôlei masculino no país iniciou uma greve de fome, anunciou seu irmão à agência francesa AFP.

Ghoncheh Ghavami, 25, foi detida em 20 de junho em um ginásio de Teerã. Ela fazia parte de um grupo de mulheres que tentava assistir a uma partida da Liga Mundial de vôlei entre Itália e Irã.

A jovem, formada em direito em Londres, protesta contra o que considera uma “detenção ilegal”, afirmou sua mãe ao canal britânico BBC.

“Ela está em greve de fome desde sábado (30)”, afirmou o irmão da condenada, Iman Ghavami.

Ghoncheh, que aguarda a ratificação da pena, fez uma greve de fome de duas semanas em outubro para protestar contra a detenção.

Todas as mulheres foram impedidas de assistir à partida no ginásio Azadi de Teerã, incluindo as jornalistas credenciadas. Desde 2012, o país proíbe que mulheres assistam aos jogos de vôlei.

Embora o advogado tenha indícios de que a pena seja de um ano, o procurador-geral ainda não confirmou a sentença de Ghavami.

A jovem foi acusada de fazer propaganda contra o regime, um argumento muito utilizado pela justiça iraniana para determinar prisões.

FEDERAÇÃO DE VÔLEI

No dia 1º deste mês, no encerramento do 34º Congresso da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), em Cagliari (Itália), os representantes dos países afiliados à FIVB aplaudiram de pé uma moção em apoio à iraniana.

Em carta escrita ao presidente do Irã, Hasan Rowhani, o presidente da federação, o brasileiro Ary Graça Filho, pede a libertação da iraniana.

Graça Filho lembrou aos representantes o compromisso da FIVB para a inclusão das mulheres e o direito de elas participarem desse esporte em igualdade de condições, como prega a Carta Olímpica.

“Estou certo de que você [Rowhani] vai se juntar a mim hoje para garantir o desejo da FIVB de que Ghoncheh Ghavami seja liberada imediatamente e que as mulheres de todo o mundo sejam autorizadas a assistir e a participar do voleibol em pé de igualdade.”

O Congresso da FIVB aprovou a atitude por unanimidade.

Em entrevista ao canal SporTV, Graça Filho disse que ainda não recebeu resposta do governo do Irã.

“Estamos fazendo contato com a Federação Iraniana de Vôlei para continuarmos. Para nós, fica muito difícil fazer eventos no Irã, porque fica comprometida a inclusão. Não entra na nossa cabeça a exclusão de mulheres. Estamos em contato com a federação para que eles mudem o procedimento”, afirmou.

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– O Mundo ideal e real no esporte de competição

Valores Éticos em Esportes de Competição e de Alto Nível?

Ledo engano… corroboro o excepcional texto de Tostão, reproduzido faz 8 anos e que continua atualíssimo. Extraído da Folha de São Paulo, 22/11/2009, pg D7.

Penso como ele: infelizmente, o esporte que deveria unir e congregar se transforma em competição desregrada e com falta total de desportividade.

O MUNDO IDEAL E O REAL

Este um mundo real, muitas vezes violento, injusto, ganancioso e preconceituoso, e outro ideal, que sonhamos viver, embora façamos pouco para isso. A melhor maneira de fazer algo não é ser bonzinho no Natal nem praticar alguns atos generosos para reparar a culpa real e/ou imaginária. É, principalmente, ser, todos os dias, um bom cidadão. Não é fácil. São muitas as tentações.Quanto maior a distância entre o mundo real e ideal, maior é o desamparo. É a mesma relação individual entre ego e ego ideal. “Sou o que penso, mas penso ser tantas coisas“ (Fernando Pessoa).

Escuto, desde criança, que o esporte é o lugar ideal para as pessoas aprenderem e desenvolverem os valores éticos. Isso nunca foi verdade no esporte de competição e de alto nível. O gol, com a ajuda da mão, que classificou a França para a Copa é mais um de dezenas de exemplos. Nesses lances especiais e decisivos, em que não há dúvidas, o quarto árbitro, com a ajuda da TV, deveria anular o gol.

Na emoção de uma partida, os atletas, na busca por glória e dinheiro, pressionados para vencer, demonstram, em atos falhos ou conscientes, toda a desmedida ambição e toda a esperteza humana.

Um dos motivos relatados para o recente suicídio do goleiro Robert Enke, da Seleção Alemã, foi o medo que tinha do fracasso. Isso contribuiu para piorar sua crônica depressão. Perder é morrer.

No mundo ideal, os atletas entrariam em campo somente para jogar futebol, com alegria, e respeitariam companheiros, adversários, árbitros e auxiliares, além de tentar dar bons espetáculos.

No mundo real, os jogos, em todo o planeta, principalmente na América do Sul, estão cada dia mais tensos, tumultuados e violentos. Durante a semana, houve pancadaria em dois jogos no Brasil, um no Uruguai e outro na África.

Muitos treinadores e dirigentes, mesmo sem intenção, estimulam a violência com os discursos de ganhar a batalha, perder a guerra, jogar com muita pegada, além das ofensas aos árbitros.

O que houve com Obina e Maurício e também com Hugo e André Dias (estes não trocaram socos) já aconteceu várias vezes com outros jogadores. Os atletas não suportam a pressão de ter de vencer. Agridem antes de serem agredidos. Técnico adora também passar a mão na cabeça de jogador violento.

Se Obina e Maurício tivessem agredido os adversários, e o Palmeiras tivesse vencido, provavelmente os dois não seriam punidos pelo clube. Talvez, recebessem até elogios por suas bravuras.

No mundo ideal, a imprensa cobraria, com ênfase, mais qualidade técnica e menos violência. No real, parte da mídia incorporou o discurso dos técnicos de que o importante é o resultado e que, no futebol moderno e de muita marcação, não há mais lugar para futebol bonito e com poucas faltas.

No meu mundo ideal, queria assistir aos jogos somente com o olhar de um poeta e de um apreciador das coisas belas de um espetáculo. No meu mundo real, preciso ser também pragmático e um analista técnico e tático. Tento unir os dois mundos. Nem sempre consigo. Os dois se estranham.

 

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– A Resiliência é realmente a palavra da moda?

Resistir com serenidade ou ser pressionado e não se afetar psicologicamente.

Ter resiliência é a virtude dos dias atuais?

RESILIÊNCIA, A PALAVRA DA MODA

Por Walcyr Carrasco

De tempos em tempos uma palavra ou expressão entra em moda. Todo mundo fala sem saber exatamente o que é. Quando eu tinha meus 20 anos e estudava História na Universidade de São Paulo, a expressão de ordem era “má consciência”. Significava genericamente a consciência pesada do burguês diante de seus lucros, por explorar o proletariado. Estendia-se a todos que, de alguma maneira, não se alinhassem com a crítica esquerdista a qualquer coisa neste mundo. Demorei um pouco para perceber que os ricos não tinham má consciência, a não ser alguns herdeiros desajustados. A maior parte prefere desfrutar os lucros em iates, casas de praia luxuosas, restaurantes, roupas, carros a refletir sobre a exploração do proletariado. A expressão deixou de ser usada. Nas últimas décadas, termos psicológicos entraram para o cotidiano. As pessoas usam a psicologia sem a menor noção do que estão falando. Você certamente já ouviu alguém dizer:

– Ele fez isso por ser traumatizado com o pai.

Pobre Freud, deve se retorcer na cova! Peça para explicar o que é traumatizado. Gagueira total. Mas a palavra trauma entrou para o vocabulário como quem fala de alface, abóbora, cenoura. Há menos tempo, a palavra foi psicótico. Leigos não sabem bem o que é psicopatia. Mas ouviram falar que, em cada dez, um ser humano é psicopata. Seu vizinho, talvez. Mais: ouviram também que nem todos os psicopatas são assassinos, mas têm uma lacuna na emoção. São capazes de usar sua generosidade para se aproveitar de você. Tornou-se comum dizer:

– Acho que ele é meio psicopata.

Meio?

A palavra da moda é resiliência. Primeiro pensei que era xingamento. Depois, que talvez fosse algo bom. Enfim, fui ao Google. Na Wikipédia, resiliência é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas, sem entrar em surtos psicológicos (no sentido primário, é a capacidade de um material se deformar sob pressão e depois voltar à forma original, em vez de ficar deformado, quebrar-se ou romper-se). Ou seja, é algo bom. Descobri que sou o próprio exemplo da resiliência. Em situações de estresse, desligo a reação emocional. Fico calmo, calmíssimo. Certa vez, um amigo desmaiou no corredor de um hotel na Turquia, tarde da noite. Tranquilo, fui pegar a chave do meu quarto, aberto, para poder voltar. Depois achei a chave dele em seu bolso. Abri a porta de seu quarto. Consegui, não sei ainda como (resiliência muscular?), levá-lo até a cama. Havia se cortado no supercílio. Lavei seu rosto. Ao acordá-lo, conversei. Faltava um dia para voltar. Seria melhor um hospital turco ou esperar a volta ao Brasil? Ele explicou: era uma doença não diagnosticada. Ele desmaia, de repente. Esperamos a volta. A doença não foi diagnosticada até hoje, mas ele está bem. Em nenhum momento senti a menor tensão. Isso é resiliência! Ainda bem, porque antes me achava psicopata. Uma palavra pode aliviar a vida de alguém!

A origem da palavra é latina. Vem do verbo resilire, que significa ricochetear, pular de volta. Em inglês, acrescenta-se o significado de “capacidade de recuperação após um golpe”. Tornou-se o diamante das novas técnicas motivacionais e psicológicas (o diamante é duro, e não resiliente, porque não se deforma, ou seja, não “aprende” com o golpe). Tornar alguém mais resiliente é fazê-lo mais apto às dificuldades da vida. Os conceitos já faziam parte do cotidiano da terapia. A palavra resiliência foi traduzida apressadamente. Antes bombou nos países de língua inglesa. Lá, era um termo comum. Aqui, tornou-se novidade.

E a última é agregar algo. Um amigo psicólogo disse:

Não quero trabalhar só a resiliência. Ao superar a situação, a pessoa avança. Aquilo que poderia ser uma experiência desagradável torna-se um fator positivo de crescimento.

Seria uma espécie de resiliência plus?

Escrevi este texto porque queria saber o que é resiliência.  Descobri que é uma espécie de guarda-chuva para vários conceitos. Resiliência pessoal, empresarial… tornou-se uma panaceia no campo da superação (outra palavra na moda).

Talvez a palavra “resiliência” ainda não tenha chegado ao seu cotidiano. Chegará. Moda é moda. Mas não faça questão de tornar-se um expert. As pessoas gostam de usar palavras inteligentes, mesmo sem saber bem o que é. Tranquilo. Palavras e expressões supostamente sábias são como cor de esmalte. Saem de moda. Depois vem outra.

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