– Fazer acontecer.

Percepção perfeita do consultor R Amorim: é óbvio que precisamos estudar. Mas, tão lógico, é praticar. 

Impossível discordar disso, não?

– Sabemos filtrar o que é necessário e correto nas coisas que ouvimos (em quantidade e qualidade)? Cuidado com a SPA.

Quem disse que “estar por dentro das notícias” faz, necessariamente, o indivíduo ser mais culto?

O excesso de informação não faz a pessoa ser mais inteligente. Ao contrário, pode confundir alguém que seja despreparado, pois o sujeito não consegue assimilar todo o conhecimento. Sem falar do cansaço mental…

Nos dias atuais, temos muito acesso a notícias / informações / descobertas e opiniões. “Entopem” nossa mente de muita coisa! E como administrar tudo isso?

Precisamos de uma boa gestão emocional para não poluir nossa mente. Sim: evitar POLUIÇÃO MENTAL, que é um dos grandes problemas dos dias atuais!

Pensa-se (ou se tenta pensar) sobre tantas coisas, com má formação de ideias pela impossibilidade de interpretar corretamente textos, filtrar dados ou confiar na qualidade daquilo que se oferece, que tudo fica misturado e obscuro. Há narrativas diversas sobre o mesmo assunto e, quem não tiver equilíbrio mental / intelectual, “vira o fio”.

Como é isso nas empresas? Sabemos filtrar o que é necessário e correto no nosso trabalho?

E no nosso dia-a-dia?

Há aqueles que tem uma carência muito grande de saber de tudo, provocando um stress muito grande na mente ao passar a raciocinar de maneira mais pressionada, rápida e saturada. Isso se chama SPA – Síndrome do Pensamento Acelerado. Cuidado com isso!

Sobre SPA, saiba mais em: https://blog.psicologiaviva.com.br/sindrome-do-pensamento-acelerado/

Ou em: http://administracaonoblog.blogspot.com/2016/04/sindrome-do-pensamento-acelerado-spa.html

Imagem extraída de: http://administracaonoblog.blogspot.com/2016/04/sindrome-do-pensamento-acelerado-spa.html

– Os Viciados por Telefone Celular: a dependência pode ser a mesma de Narcóticos?

Uma das matérias que mais chamou a atenção na Revista Veja de dias atrás foi a respeito das consequências dos dependentes de Celular.

Sabia que os sintomas da nomofobia são gravíssimos?

Compartilho, extraído de: https://veja.abril.com.br/revista-veja/viciados-em-telas/

VICIADOS POR TELA

Cientistas atestam que a dependência de smartphones afeta a química do cérebro, levando ao desenvolvimento de transtornos como déficit de atenção

Por André Lopes

Se você não estiver lendo esta reportagem no celular, uma pergunta: onde está ele agora? A questão fez com que o procurasse? Se respondeu “sim”, é provável que, nos próximos minutos, você não consiga se concentrar neste texto. Quando o aparelho fica fora de alcance, um sentimento de ansiedade costuma tomar conta do usuário, bastando porém tê-­lo em mãos para o alívio ressurgir. Se isso é comum no seu dia a dia, deve-se acender o sinal amarelo. De acordo com um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Seul, na Coreia do Sul, divulgado no último dia 30, a dependência de smartphones já pode ser, sim, chamada de vício. Isso porque seu uso excessivo produz alterações químicas no cérebro, com reações e síndrome de abstinência em moldes semelhantes ao que acontece com dependentes de drogas.

No trabalho sul-coreano, os cientistas usaram um tipo particular de ressonância magnética que analisa a composição química do cérebro para observar hábitos de dezenove adolescentes clinicamente diagnosticados como viciados em celular. Depois, compararam os resultados com os de grupos de jovens que usam o dispositivo mas não eram tidos como dependentes. No estudo também se levou em conta quanto o convívio com a tecnologia afetava o contato com familiares, a produtividade e a forma de lidar com emoções. Num resultado previsível, os adictos apresentaram maiores níveis de depressão, ansiedade, insônia e impulsividade. Mas novidade maior, mesmo, foi a descoberta de como a nomofobia — eis o termo que descreve a dependência de smartphones — afeta a química cerebral.

Os jovens dependentes apresentaram oscilações na presença dos ácidos gama-aminobutírico, glutamato e glutamina, todos ligados a dois neurotransmissores responsáveis pelo funcionamento da atividade cerebral. Quanto maior o nível de alteração deles, mais grave era o quadro de dependência. Pode-se ter uma sólida dimensão do problema quando se considera que, em países desenvolvidos, 92% dos adolescentes acessam a internet todos os dias, em geral por meio de telefones móveis. Um típico usuário costuma tocar mais de 2 600 vezes na tela do celular por dia.

Esse dispositivo pode dominar a atenção de jovens e crianças mesmo diante das maiores maravilhas do mundo real — a exemplo de obr­as-primas como A Ronda Noturna, que o holandês Rembrandt (1606-1669) pintou em homenagem aos civis que fiscalizavam as ruas de Amsterdã. Entre 2015 e 2016, viralizou na internet um meme no qual um grupo de estudantes virou as costas para o quadro clássico e ficou fascinado com outra tela — a do próprio celular. Depois que a imagem se espalhou, descobriu-se que o grupo, na verdade, realizava pesquisas ligadas a um trabalho escolar. Mas a cena acabou ficando como o emblema de uma realidade: a capacidade quase infinita dos smartphones de atrair a atenção juvenil mesmo quando os adolescentes estão diante de outras maravilhas do engenho humano.

O uso constante do aparelho prejudica especialmente os jovens, membros de uma geração que nasceu conectada, cuja mente e hábitos ainda estão em formação — podendo influir nos processos de aprendizagem. Adolescentes que usam o aparelho em excesso apresentam tendências maiores a desenvolver déficit de atenção, fobia social, depressão e compulsão para acessar redes sociais. No ano passado, pesquisadores da Universidade de Kaohsiung, em Taiwan, publicaram um trabalho no qual relacionaram a dependência com transtornos mentais. Pela análise do comportamento de 2 300 adolescentes, concluiu-se que 10% deles possuíam algum tipo de alteração cognitiva ligada à nomofobia.

Estudos como esse procuram confirmar uma suspeita deste século: será que a ascensão das redes sociais e dos smartphones tem relação direta com o aumento dos casos de depressão e ansiedade entre jovens? Ao longo da última década, o número de crianças e adolescentes americanos internados em hospitais por suspeita de quadros depressivos mais do que dobrou. Em paralelo, a taxa de suicídio entre os indivíduos da mesma geração também cresceu com igual intensidade. Suspeita-se que o isolamento proporcionado pelas novas tecnologias tenha influência no aumento dos índices. Nos Estados Unidos, o tempo médio que os jovens dedicam diariamente ao celular passou de uma hora e meia, em 2012, para duas horas e meia, no ano passado. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, órgão ligado à ONU, considera que a Inglaterra apresenta o cenário mais grave: um em cada três adolescentes já pode ser considerado viciado por ficar on-line mais de seis horas diariamente.

Como saber se um filho ultrapassou os limites? Uma das diferenças entre o uso saudável e a dependência está no nível de inquietação quando o dispositivo não está por perto. “Para os viciados, as manifestações emocionais decorrentes de não poder acessar o aparelho, como quando acaba a bateria, são semelhantes às apresentadas durante casos de abstinência de drogas como álcool. O indivíduo costuma exibir alterações como sudorese, ansiedade, irritabilidade e comportamento agressivo”, explica a psicóloga Sylvia van Enck, pesquisadora do Grupo de Dependências Tecnológicas da Universidade de São Paulo.

Um caso extremo, e hoje referência para estudos, ocorreu em 2012. O inglês Danny Bowman, então com 16 anos, tentou se matar, segundo ele próprio, por não ter conseguido tirar uma “selfie perfeita”. O rapaz dedicava, à época, dez horas de seu dia em busca das melhores fotos de seu rosto. Durante esse período, ele abandonou a escola, perdeu peso e desfez amizades. A cura só veio com a abstinência forçada: Bowman passou por um duro tratamento que consistia em de­ixá-lo longe do smartphone.

No Brasil, existem clínicas, como o Instituto Delete, no Rio de Janeiro, que promovem esse tipo de tratamento. A iniciativa segue os passos de países como Estados Unidos, Inglaterra, Japão e China, as principais referências nesse campo de trabalho e onde a nomofobia é tratada como um problema de saúde pública. Na Califórnia, as clínicas especializadas no tratamento contra a nomofobia são cada vez mais populares. No Japão, o Ministério da Educação lançou um projeto nas escolas para oferecer psicoterapia a jovens que se sentem dependentes do celular. Um aviso, contudo, deve ser feito para todas as idades: é difícil ter noção, sozinho, de quando se está dependente dessas novas tecnologias. Os especialistas indicam uma forma de acender o alerta: note se o uso demasiado do smartphone está interferindo em sua produtividade no trabalho ou no tempo dedicado à família e aos amigos. Se isso estiver acontecendo, é um sinal de que, talvez, as coisas não estejam indo de modo satisfatório. Como em tudo na vida, também para o celular vale o conselho de ouro: use com moderação.

Rembrandt? – Estudantes parecem preferir a tecnologia à clássica pintura Gijsbert van der Wal/Reprodução, extraída de: https://veja.abril.com.br/revista-veja/viciados-em-telas/

– Precisamos fazer algo diferente?

Caso esteja cansado do seu cotidiano, vale a pena avaliar suas condutas. Um pensamento:

“Se eu não mudar o que faço hoje, todos os amanhãs serão iguais”.
(autor desconhecido).

É isso! Reinvetemo-nos sem medo.

Inovação: o que você precisa saber sobre ações de incentivo

Imagem extraída de: https://certi.org.br/blog/inovacao/

– Acrescente um pouco mais de kms!

Leio interessante matéria da Revista Runner’s (edição 15, Janeiro/2010, pg 76), sobre os excessivos alimentos que alguns atletas comem.

Na verdade, há um quadro retratando o quanto se deve correr para poder comer algumas guloseimas a mais. Se você quiser tomar 1 garrafa de cerveja, corra mais 16 minutos, por exemplo.

Abaixo, a matéria e as Quantidades/Km:

MELHOR SOMAR MAIS 1 KM

Você precisa de uma dieta balanceada e dos nutrientes e calorias (energia) dos alimentos para render nos treinos de corrida e se recuperar. Mas, ao ingerir mais calorias do que gasta, você pode ganhar peso. Para ter uma ideia de quanto precisa correr para queimar as calorias de certos alimentos, confira a tabela abaixo. Todos os cálculos se baseiam em uma pessoa de 70 kg que corra em ritmo de 7 minutos por quilômetro.

1 banana -> 13 minutos

1/2 xícara de cereal + 1 copo de iogurte desnatado -> 15 minutos

1 cerveja long neck -> 16 minutos

1 bolinho Ana Maria sabor chocolate -> 18 minutos

1 pão francês + geleia -> 20 minutos

1 copo de leite + nescau -> 21 minutos

1 croissant com manteiga -> 28 minutos

1 barra de chocolate Suflair -> 29 minutos

1 wap grill do McDonald’s -> 36 minutos

2 fatias de pizza do Pizza Hut -> 58 minutos

1 cheeseburger com batata frita -> 2 horas

criar uma rotina de corredor só depende de você

Imagem extraída de: https://pacefit.com.br/blog/rotina-de-corredor/

– A Depressão dos Estudantes de Medicina.

Estudar demais pode ser bom, mas dependendo da expectativa do estudante sobre a realidade da sua carreira, dá um reverso muito grande. Lembro-me de que há uns 10 anos, um trabalho da PUC apontava que os maiores dependentes de drogas no meio universitário eram os estudantes de Medicina, devido a facilidade de drogas e cobrança no desempenho acadêmico.

Agora, novo estudo confirma isso com um agravante: 80% dos estudantes sofrem de depressão!

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2070/artigo143897-1.htm

A DEPRESSÃO DOS JOVENS MÉDICOS

O jovem que faz vestibular para medicina sabe que enfrentará muitos anos de estudo. Primeiro, os seis da faculdade; depois de formado, pelo menos mais dois de residência para se tornar especialista. Nesse início do curso, a emoção que prevalece é o orgulho de ter passado na seleção para algumas das vagas mais disputadas do País. Mas o que estudos recentes começam a mostrar é que boa parte dos futuros médicos corre o sério risco de ter depressão e até mesmo de pensar em largar o curso antes de pegar o diploma. Um desses trabalhos, realizado na Universidade de Uberlândia, em Minas Gerais, descobriu que 79% dos 400 alunos do curso de medicina apresentavam sintomas depressivos. Cerca de 20% deles tinham um quadro considerado grave.

A tendência à doença está sendo identificada em mais universidades. Na Faculdade de Medicina do ABC, na cidade paulista de Santo André, pesquisa coordenada pelo Serviço de Orientação Psicológica ao Aluno revelou que 38% dos acadêmicos exibiam queixas características desse tipo de distúrbio psiquiátrico, como tristeza, falta de concentração, desânimo e um profundo cansaço. A pesquisa, divulgada no portal internacional de publicações médicas Biomed Central, serviu para evidenciar ainda mais a necessidade de entender o que leva os jovens médicos a cair em depressão e o que as escolas precisam fazer para ajudá-los a se recuperar

No estudo de Santo André, por exemplo, viu-se que o maior número de casos estava concentrado nos dois últimos anos de faculdade, período conhecido como internato, em que os alunos vivenciam na prática o que aprenderam na teoria. Foi exatamente nessa fase que o estudante Álvaro Faria, 26 anos, sofreu com a doença. “Eu me sentia muito mal. Achei que medicina não era para mim, que não suportaria mais aquele sofrimento”, lembra. Em rodas de amigos, não tinha assunto que não fossem os problemas do hospital. Seu limite de saturação foi a morte de um paciente diabético que precisava fazer uma cirurgia de urgência. O doente morreu antes que a equipe médica conseguisse estabilizar seus níveis de glicose – medida que precisava ser tomada antes da operação. Por muito pouco poderia ter sido salvo. “Não consegui tirar a cena da mente naquela semana. Entrava no hospital me questionando se seria capaz de salvar alguém naquele dia”, lembra. Diagnosticado por um serviço de apoio criado na escola, ele foi tratado com antidepressivos e psicoterapia por cerca de um ano.

Além do choque com a dura realidade do sistema de saúde brasileiro – repleto de deficiências e limitações que vão da falta de leitos à ausência de materiais básicos para o trabalho –, esses jovens ainda enfrentam as exigências do curso. Para Heloísa Calazans, 22 anos, aluna do quinto período de medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a pressão pelo bom desempenho acadêmico incomoda mais do que o cotidiano do hospital. E foi o que a levou a procurar ajuda médica. “É um ambiente muito competitivo. Cheguei a faltar às aulas e a deixar de es tudar matérias que sempre gostei por conta do stress com as notas”, diz. Os anos de estudo intenso também fizeram com que momentos de lazer e de convivência familiar de Heloísa se tornassem mais raros. A cura veio por meio de antidepressivos, usados por três meses. “Estou recuperada”, diz.

Na opinião do psiquiatra Sérgio Baldassin, professor da Faculdade do ABC e coordenador da pesquisa sobre a depressão entre os estudantes, a expectativa que recai sobre os novos médicos agrava seu mal-estar. “Espera-se hoje que o médico seja um workhaholic, que conheça todos os artigos científicos recentes, tenha disponibilidade 24 horas por dia e que, se possível, não cobre muito caro”, afirma. “É uma situação de stress extremo vivenciada todos os dias.” Características comuns de personalidade de quem escolhe a profissão de médico também pesam no desencadeamento da doença. “São pessoas exigentes, que passaram por um processo de seleção rigoroso e têm de responder a expectativas próprias e sociais”, afirma Carlos Henrique Alves de Rezende, orientador do curso de Uberlândia.

Em um contexto rígido como esse, é mais difícil para os estudantes admitir que têm alguma dificuldade e procurar ajuda. “Pelo menos uma vez por dia recebo um aluno com sintomas depressivos. Muitos têm medo de ser alvo de preconceito”, conta Regina Granato, coordenadora do curso de medicina da Universidade Federal Fluminense. É um temor justificável. Até hoje, a depressão ainda é vista, muitas vezes, como sinônimo de fraqueza emocional – embora esteja mais do que provado que se trata de uma doença. Em um ambiente competitivo como o da medicina, o equívoco de julgamento pode se tornar um grande problema na vida do profissional. Por isso, é importante que o jovem médico esteja atento a esse aspecto e não caia na armadilha de negligenciar os próprios sintomas.

Oferecer opções de tratamento a esses jovens é essencial. “As faculdades devem prestar apoio psicológico aos profissionais da saúde. Cerca de 80% das que estão sediadas no Sul e no Sudeste já fazem isso”, diz o psiquiatra Baldassin. Além disso, o atendimento precisa ser individualizado. “O que funciona para um caso não se aplicará necessariamente a outro”, explica.

No trabalho feito com os profissionais, um dos objetivos é ajudá-los a enfrentar frustrações como a morte de um doente. “Escolher a medicina é ter poder sobre a morte e a vida, é querer ser onipotente”, afirma Rezende. Mas não é fácil para os jovens ver essa ideia desmistificada. “Também é preciso criar mecanismos para não sofrer junto com o doente”, diz a médica Regina Granato, do Rio de Janeiro. “Continuamos nos compadecendo, mas é necessário criar uma defesa para não absorver a tristeza.” O jovem Álvaro Faria parece ter entendido a lição. “Por melhor que você seja, não conseguirá salvar todos. Mas hoje, depois do que passei, no fim do dia tenho a convicção de que fui bem-sucedido quando dei o meu melhor”. 

Depressão: sintomas, diagnóstico, prevenção e tratamento | Veja Saúde

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Vestir-se Bem garante Emprego e Dinheiro!

Você gosta de se vestir bem?

Cientistas comportamentais comprovam: quem usa roupas de grife em entrevistas de emprego consegue melhores ofertas de trabalho!

(original em: http://is.gd/Br79U4)

TODO MUNDO DE OLHO EM VOCÊ

Por Edição Robson Viturino com Lelivaldo Marques Filho

Só pessoas superficiais não julgam pela aparência. Em busca de fundamentos científicos para essa provocação do escritor irlandês Oscar Wilde, dois pesquisadores saíram a campo e (como pouca pretensão é bobagem) concluíram que o poeta irlandês estava no caminho, mas poderia ter sido mais preciso. Na verdade, eles disseram, faltou ao autor de O Retrato de Dorian Gray dizer que o julgamento humano é muito marcado pelos símbolos de status carregados pelas pessoas.

O que poderia ser um desperdício de palavras para Wilde virou o ponto de partida dos cientistas comportamentais Rob M.A. Nelissen e Marijn H.C. Meijers, da Universidade de Tilburg, na Holanda. Para ir mais fundo nessa tese, eles organizaram uma série de experimentos para verificar em que medida a presença de um logotipo à mostra na roupa poderia influenciar as reações das pessoas. Os testes utilizaram modelos vestindo peças que ora ostentavam marcas de luxo, como Lacoste ou Ralph Lauren, ora traziam grifes menos prestigiadas e, por fim, não tinham nenhuma marca à vista.

Em um dos experimentos, voluntários assistiram a vídeos com várias versões da mesma entrevista de emprego. Embora a qualificação do candidato fosse a mesma, aquele que tinha a grife das roupas à mostra foi considerado o mais indicado para a vaga. Em seguida, os cientistas verificaram se essa tendência se mantinha no contato corpo a corpo. Colocaram então pessoas pedindo doações para a Fundação do Coração. “Alguns modelos vestiam uma camiseta polo Lacoste e outros uma camiseta polo sem logotipo. No final da tarde, os de Lacoste arrecadaram quase o dobro em relação aos seus colegas ‘sem marca’”, disse Meijers.

Segundo a hipótese dos cientistas holandeses, as raízes deste comportamento humano vêm de longe. São produto da competição natural, que leva os indivíduos a procurar elementos de diferenciação com o fim de impressionar os potenciais cônjuges.

O exemplo clássico utilizado pela biologia evolucionista para explicar esse mecanismo é a grandiosidade da cauda do pavão. Toda aquela exuberância existiria apenas para informar às fêmeas que o proprietário é, sim, muito saudável, tanto que pode despender tantos recursos em um apêndice sem função prática aparente. Para esses biólogos, a Humanidade usou a mesma estratégia ao longo do processo de seleção natural.

O curioso, dizem os pesquisadores, é que agora os seres humanos estariam aplicando em diversas situações essa técnica de aferição, que foi eficiente no passado para medir a saúde e a qualidade dos genes. Alguns estudiosos acreditam que esse “desvio” explicaria não só a preferência pelas grifes, mas também outros comportamentos baseados na troca de mensagens subliminares.

Oscar WildeEscritor irlandês (1854-1900), autor de clássicos como O Retrato de Dorian Gray, foi um dos expoentes da literatura do período vitoriano, no final do século 19. Por ser homossexual, foi preso e humilhado perante a sociedade

Imagem extraída de: https://medium.com/@fabioqueiroz/as-15-regras-para-homens-que-querem-se-vestir-bem-20651342ced8, por Fábio Queiroz.

– A Insociabilidade pode fazer bem no trabalho?

Uma pesquisa curiosa: quanto menor a sociabilidade da pessoa ou quanto mais retirada for a moradia dela, maior é o indicativo de inteligência no trabalho!

Extraído de Época Negócios, Ed 111, Caderno Inteligência, pg 27

NÃO QUERO SER SOCIÁVEL

PARA ALGUÉM DE Q.I. ALTO, INTERAÇÃO COM OS OUTROS É PERDA DE TEMPO 

O inferno são os outros, decretou Jean-Paul Sartre em “Entre Quatro Paredes”, peça teatral de 1944. Mais de 70 anos depois, estudo de pesquisadores da London School of Economics e da Singapore Management University, publicado no British Journal of Psychology, parece reforçar a tese do pensador: embora tradicionalmente a socialização de grupos humanos tenha sido fundamental para a sobrevivência da espécie, os autores descobriram que, quanto mais densa a área habitada, menor é o grau de satisfação das pessoas – uma das causas óbvias, por exemplo, seriam as longas

distâncias entre a casa e o trabalho, percorridas em ruas congestionadas ou no transporte público lotado. Esta conclusão confirma estudos anteriores que detectaram o fenômeno do “gradiente de felicidade urbano-rural”: residentes em áreas rurais isoladas são mais felizes que habitantes de pequenas cidades, que por sua vez são mais felizes que os de cidades médias…

Entrevistando 15 mil pessoas entre 18 e 28 anos, a pesquisa revelou um dado interessante: QUANTO MAIOR O NÍVEL DE INTELIGÊNCIA DO ENTREVISTADO, MENOR É SEU GRAU DE INTERAÇÃO SOCIAL. Para essas pessoas, interações com os outros são perda de tempo que apenas as desviam de objetivos maiores, projetos ambiciosos ou estudos profundos, aumentando seu grau de insatisfação. Além disso, os mais inteligentes estariam mais habilitados a enfrentar os desafios impostos pelos novos tempos sociedade humana, como rápidas mudanças no mercado de trabalho ou na tecnologia da informação, dispensando a ajuda de outros.

Mas cuidado com o truque da insociabilidade forçada. Subordinados menos brilhantes muitas vezes se tornam mais frios e calculistas para parecer mais inteligentes do que são. Isso prejudica o ambiente no trabalho.

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– Resiliência em frase curta.

Resiliência é resistir às tribulações sem mudar suas características. É passar por desafios, sofrimentos, tormentas e mudanças e resistir a sua essência. É viver fortemente!

Talvez essa curta frase, na imagem abaixo, seja um sábio conselho para alcançar a resiliência:

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Os Homens que Ficam em Casa pelos Filhos.

Olha que bacana: é cada vez maior o número de homens que abrem mão da vida profissional para a dedicação à criação dos filhos. Nesses casos, a mãe vai ao trabalho fora de casa e o pai faz as tarefas do lar, numa inversão social aceitável nos dias atuais (embora, inaceitável anos atrás).

Extraído de: http://is.gd/AqXoa8

PAIS DO LAR

Aos poucos, os parques infantis, as reuniões escolares e os consultórios pediátricos conhecem um novo frequentador: o homem que fica em casa para criar os filhos

por Rachel Costa

Todo dia ele faz tudo igual: prepara o café da manhã, leva e busca na escola a filha Alice, 3 anos, dá banho na menina e, enquanto a mulher, Lúcia Farias, 32 anos, está no trabalho, prepara o jantar. Pilotar fogão, trocar fralda, contar história para a filha dormir, nada disso parece estranho ou incômodo ao fotógrafo gaúcho Ricardo Toscani, 32 anos, que cumpre sem fazer cara feia todas essas atividades, que no passado eram delegadas à mãe. “Não existe barato melhor que buscar seu filho depois da aula”, diz. Na casa dele e da mulher é assim: papai fica em casa enquanto mamãe vai trabalhar. “Quando ele falou: ‘depois dos quatro meses de licença maternidade, eu assumo’, eu fiquei mais tranquila e topei a gravidez”, conta Lúcia, que não pensava em ser mãe.

Configurações como essa ainda são pouco comuns no Brasil e causam certo estranhamento. Expressões como “mas homem não sabe trocar fralda” ou questionamentos como “seu marido não vai trabalhar nunca mais?” não raro são ouvidos pelas famílias onde existe “dono” de casa. Mas não se engane: esses homens são apenas os primeiros de um novo modelo de pai que está em gestação, resultado direto da busca por igualdade entre os sexos. E se aqui ainda são raros, o mesmo não ocorre em outras partes do mundo. Na Suécia, por exemplo, ficar em casa é um direito adquirido pelo pai, que pode dividir, do modo como quiser, os 480 dias de licença dados ao casal – desde que no mínimo 60 dias sejam para o homem.

“Para o meu avô, o mais importante era ganhar dinheiro para sustentar a família”, disse à ISTOÉ o jornalista americano Jeremy Smith, que trocou o emprego pelo filho Liko quando ele tinha um ano de vida. “Dos pais do século XXI, é esperado que eles ajudem com as tarefas domésticas e no cuidado emocional e psicológico dos filhos, não ficando mais só por conta de sustentar financeiramente a casa”, diz. A escolha de Smith lhe rendeu momentos inesquecíveis. “Estava com ele quando aprendeu a andar”, conta o pai, que transformou a experiência no livro “A Jornada do Papai” (tradução livre, Beacon Press, 2009) e no blog Dialética do Papai (daddy-dialectic.blogspot.com). Escolado na arte de cuidar do rebento, Smith garante que, embora não sejam muitos os homens como ele, nunca se sentiu solitário nos Estados Unidos. “É comum encontrar outros pais com seus filhos pelos parquinhos aqui na cidade de São Francisco. Somos uma minoria, mas estamos aí”, declara.

Mesma constatação é feita nas clínicas pediátricas. “Cada vez mais vejo homens sozinhos com a criança no meu consultório”, diz o pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital São Luiz, em São Paulo, que garante que os pais são tão bons cuidadores quanto as mães. Defensores dos pais do lar também têm se proliferado entre os cientistas. Um deles, o psiquiatra americano Kyle Pruett, da Universidade de Yale, defende que a tendência masculina de desenvolver brincadeiras físicas com as crianças ajuda em muito no desenvolvimento e a presença paterna na infância forma adolescentes mais seguros sobre sua sexualidade.

Basta, portanto, encarar o desafio de peito aberto para o papai descobrir que é um grande mito aquele papo de que homem não “leva jeito” com criança. “Claro que tem umas coisas que dão muito desespero”, admite o jornalista paulista Ricardo Brandt, 36 anos, pai das bebês gêmeas Beatriz e Helena. Ele não se esquece das primeiras cólicas das filhas e das crises de choro noturnas sem nenhuma razão aparente. “Cansa a gente muito, mas não existe coisa mais gratificante que ver o sorriso delas”, diz o pai, autor do blog O Papai, as Gêmeas e a Mamãe. Quando a mulher, Taís, engravidou, Brandt resolveu entrar de cabeça na experiência paterna. “Voltei para o interior e tirei um ano sabático para ficar com as meninas”, conta ele, que largou o emprego em São Paulo e foi para Araras, interior do Estado. Ter de inventar uma solução para ficar com os filhos, como fizeram Brandt e Toscani, é comum no Brasil, uma vez que a licença-paternidade prevista em lei é de apenas cinco dias. “Ainda estamos bem atrasados, vai demorar para a Constituição absorver essa mudança que já está acontecendo na sociedade”, considera o assessor legislativo da Sociedade Brasileira de Pediatria, Dioclécio Campos Júnior. Mas, tudo indica, é uma questão de tempo.

Imagem relacionada

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Depende do seu ponto de vista…

Como você enxerga o mundo?

Qual o seu ponto de vista?

Que tipo de avaliação você faz das coisas?

Essa imagem, abaixo, é bacana, simpática e realista:

Imagem extraída de: https://ataqueaberto.blogspot.com/2018/07/copo-da-filosofia.html

– Somos Livres para as Nossas Escolhas?

Leio numa edição da Revista Época (708, pg 65-69, por Marcela Buscato e Bruno Segadilha), uma interessantíssima matéria intitulada “O Cérebro no Banco dos Réus”. Nela, se questiona se realmente somos livres para decidir, ou seja, se somos responsáveis pelas nossas escolhas. O trabalho se baseia no livro do neurocientista Michel Gazzaniga, autor do livro Who’s in charge”?, onde ele diz que:

A responsabilidade pelos nossos atos não é propriedade do cérebro, mas um acordo estabelecido entre as pessoas”.

A idéia central é: nem sempre estamos no comando de nossos atos; muitas vezes estamos iludidos que comandamos a nós mesmos, pois em diversas oportunidades a sociedade é quem comanda as nossas ações. Assim, teríamos culpa por determinados erros com essa visão de responsabilidade pessoal dos nossos atos, se não somos culpados por algumas ações?

Papo-cabeça, mas inteligente e curioso.

O conceito de “Responsabilidade” surge mais ou menos no ano 1700 a.C., com a lei de Talião: Olho por olho, dente por dente! A punição a um crime seria com a mesma forma da infração.

Porém, o conceito começa a mudar com a Lei de Aquilia, Século III), onde surge o conceito de culpa e o direito romano. A preocupação é responsabilizar em respeito à necessidade de se restituir danos a um prejudicado.

Por volta do ano 400, Santo Agostinho defendeu a idéia que: Deus nos deu autonomia, e nós somos responsáveis pelos atos que nós tomamos. Temos livre arbítrio, e não podemos jogar a culpa em outras coisas / pessoas.

A novidade vem em 1843, com a Regra M’Naghten: insanos mentais não podiam receber responsabilidades, pois, afinal, são pessoas perturbadas.

Agora, o dr Gazzaniga diz que muitas vezes podemos ser também inocentes de erros cometidos, pois somos forçados a praticar coisas por força da sociedade.

O que você pensa sobre isso: tal argumento pode nos tornarmos livre de responsabilidades pessoais, ou é um grande exagero? Deixe seu comentário:

Números em revisão : Revista Pesquisa Fapesp

Imagem extraída de: https://revistapesquisa.fapesp.br/n%C3%BAmeros-em-revis%C3%A3o/

– Um país raivoso.

O que dizer de um país onde seus cidadãos ofendem um ícone musical (como Gilberto Gil) ou torcem para um atleta quebrar a perna (como Neymar)?

É o fanatismo político que proporciona isso?

Meu Deus… é “de chorar” viver numa sociedade assim

Fenômeno raro faz mulher chorar sangue quando menstrua (Foto: Getty Images)

Imagem: Getty Images

– E há algum fundo de verdade?

Já rodou pela Web algumas vezes esse texto, e sempre ele parece ser oportuno para discussões: temos na sociedade uma geração que prega a causa do politicamente correto e levanta bandeiras justas, mas, contraditoriamente, não age de maneira coerente no próprio lar e com os seus próximos?

Abaixo:

TRISTE GERAÇÃO QUE SE ESTRESSA POR TUDO

“Andam de carro, uber, táxi… Não lavam suas cuecas, nem suas calcinhas.

Não buscam conhecimento. Nem espiritualidade. Não se encantam com decorações natalinas, nem com um ipê florido no meio da avenida.

Reivindicam direitos de expressão e não oferecem nada em troca. Nenhuma atitude.

Consideram-se vítima dos pais. Julgam. Juízes duros! Impiedosos! Condenam.

Choram pelo cachorro maltratado e desejam que o homem seja esquartejado.

Compaixão duvidosa. Amorosidade mínima. “Preciso disso! Tem que ser aquilo!” E haja insatisfação! Infelicidade. Descontentamento. Adoecimento. Depressão. Suicídio… Geração estragada.

Inconformada. Presa em suas desculpas. Acomodada em suas gaiolas de ouro. Postam sorrisos, praias paradisíacas, mas não se banham no mar curador.

Limpam o lixo na praia com os amigos e não arrumam a própria cama. Em casa, estampam tristeza, sofrimento, dor… a dor de ter que crescer sem fazer por onde… merecer.”

Autor Desconhecido

Imagem extraída de Espaço Psique, em: https://pages.facebook.com/ClinicaEspacoPsique/photos/a.758927924190830/3470592426357686/?type=3&source=48

– Como explicar a depressão para… idiotas!

Li no Blog “Reset a Vida” e concordo com o que ele testemunha: muitas pessoas só entenderão o que é a depressão após tê-la sofrido!

Veja que artigo precioso, abaixo, extraído de: https://reseteavida.wordpress.com/2020/11/23/como-explicar-a-depressao-para-os-idiotas/

COMO EXPLICAR A DEPRESSÃO PARA OS IDIOTAS

por Rodrigo Rosa

Por toda a vida eu fui um completo idiota quando o assunto era depressão. Nunca questionei as mensagens que recebia sobre a doença, de modo que por um lado eu era ignorante, por outro, perpetuava conceitos que não correspondem à verdade. Em plena era digital da informação, eu me prestava ao papel de disseminador de desconhecimento.

Escrevo este artigo para que você, que já passou pela depressão, explique a doença para pessoas semelhantes ao meu eu antigo.

Pra começo de conversa, é preciso perdoar incondicionalmente o idiota. É difícil, mas é necessário. Você sabe o quanto é humilhante que os idiotas o julguem uma pessoa fraca. Sabe como irrita quando os idiotas menosprezam sua dor. Sabe como irrita ver idiotas na rua usando camisetas com frases do tipo “Não tenho depressão porque tenho Jesus no coração”. Sabe a besteira que os idiotas estão falando quando afirmam que são imunes à depressão porque levantam da cama todo dia irradiando felicidade.

Como se o sentimento de felicidade fosse o bastante para estar imune a doenças.

Perdoe os idiotas que insistem na ideia de que depressão é falta de vontade, preguiça, desvio de caráter, doença de rico. Seja melhor que eles. Recorra à empatia para perdoá-los. Eles não conhecem a sua realidade e são incapazes de sentir empatia por uma pessoa deprimida. A fraqueza não é sua. É deles. Perdoe.

Para explicar a depressão para idiotas é preciso ser direto e dizer que ela é uma doença, não uma escolha. Assim como ninguém escolhe ter gripe, sarampo ou diabetes, ninguém escolhe ter depressão. Por mais apática e indiferente à vida uma pessoa seja, ela jamais vai fazer a escolha de ficar doente. Ninguém escolhe isso. Ninguém escolhe ter depressão e se isolar, ficar de cama ou se matar. Esses acontecimentos são consequências, não escolhas.

Explique aos idiotas que nós, depressivos, temos um pequeno defeito cerebral. Esse defeito é um provável fator genético. Assim como não escolhemos nossa altura ou cor dos olhos, não escolhemos esse defeito. Mas é possível também que a gente tenha nascido com o cérebro perfeitinho, e o meio em que vivemos tenha gerado esse defeito. Não se sabe. O que sabemos é que não é culpa nossa.

Esclareça esse defeitinho aos idiotas. Diga que o cérebro humano tem bilhões de neurônios, e entre um neurônio e outro há um espaço ocupado por substâncias químicas, os neurotransmissores. Explique que a baixa quantidade de neurotransmissores é, em termos gerais, a depressão. Ou seja. Se nascemos com predisposição a ter menos neurotransmissores que o normal, poderemos desenvolver depressão. Ou, se nosso organismo reage ao meio em que vivemos produzindo menos neurotransmissores, poderemos desenvolver depressão.

Quando os idiotas querem dizer que alguém não bate bem das ideias, diz que “o fulano é tarja preta”. Medicamentos tarja preta são prescritos aos doentes mentais, entre esses, os deprimidos. Diga aos idiotas que está tudo bem usar remédio tarja preta. O que não cai bem é se referir a doentes mentais e seus tratamentos de forma tão pejorativa.

Para completar, a respeito do medicamento tarja preta, ensine o mecanismo de ação dos antidepressivos: eles impedem que os neurônios reabsorvam os neurotransmissores que já estão ali em seu espacinho fazendo seu vigoroso trabalho de proporcionar sinapses – que é a comunicação entre neurônios. Dessa forma, o nível de neurotransmissores não cai.

Resumidamente, isso é tudo o que os idiotas precisam saber sobre a metade bioquímica da depressão. A outra metade é a psicológica.

Faça com que o idiota entenda isto: depressão não é tristeza, melancolia, desmotivação, baixa autoestima e amargura, embora tudo isso e mais um pouco seja consequência da depressão. Quando não causada apenas pelo fator bioquímico, a depressão é causada por traumas psicológicos ou emocionais, ou pela combinação de tudo isso. Depressão é uma doença complexa e sem respostas prontas. Alterações hormonais, pressões psicológicas, frustrações emocionais, traumas na infância, perdas, ataques, meio ambiente, condições de vida degradantes: tudo isso pode ocasionar a depressão. É por isso que nós, os deprimidos, precisamos de remédios e psicoterapia quando a doença ataca. E tempo. Muito tempo. Nosso tratamento é demorado, custoso e cheio de indas e vindas. Ao contrário do que eles, idiotas, pensam, nosso tratamento exige dedicação, disciplina e uma força de vontade acima da média, em um nível que talvez eles mesmos não tenham. É cansativo pra caramba, mas a gente persiste. Por isso, não precisamos de reprimendas e julgamentos. Precisamos de aplausos.

Não deixe de mencionar aos idiotas que depressão não tem cura, apenas tratamento e controle. Uma vez que uma pessoa tenha passado por ela, a chance de que retorne é de cinquenta por cento. Quando alguém passa por dois episódios de depressão, as chances de vivenciar o terceiro aumenta para setenta por cento. Algumas pessoas têm depressão severa e podem precisar de tratamento contínuo pelo resto da vida. Definitivamente, isso não é fraqueza pessoal ou acomodação.

Avise aos idiotas que, durante um episódio de depressão ou durante o tratamento, é provável que nós, os deprimidos, fiquemos introspectivos. Deixaremos de comparecer a aniversários, não conversaremos muito, talvez a gente evite manter contato por um tempo. Peça aos idiotas que, ao perceberem esses sinais, em vez de pensarem que não estamos nos importando com eles, tomem a iniciativa de nos visitarem, de nos procurarem. Será uma ajuda e tanto. Faça-os pensarem o seguinte: quando estão com dengue, conjuntivite, gripe ou qualquer uma dessas doenças de grande ocorrência, tudo o que menos querem é ir a um churrasco com bebedeira. Pois é assim que nos sentimos quando estamos com depressão. No entanto, a depender do estado do doente, talvez seja legal receber uma visita, bater um papo, se distrair um pouco, tirar o foco da doença.

Falando em ocorrência, informe aos idiotas que mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo estão com depressão. No Brasil, quase 12 milhões. Fora as pessoas que não têm acesso a tratamentos e não entram nas estatísticas ou que, apesar de doentes, optam por não se tratarem.

É muito comum que nós, os deprimidos, mudemos nossa visão do mundo após passar pela depressão. Comigo foi assim e, se é seu caso, compartilhe suas novas ideias, práticas e perspectivas. Conte para os idiotas que, após a depressão, passamos a nos interessar mais por saúde e bem-estar. Começamos novas atividades esportivas, mudamos nossos hábitos, deixamos de consumir drogas – inclusive a mais consumida, o álcool –, alteramos nossa cultura alimentar e nos conectamos melhor conosco e com o mundo. Às vezes os idiotas criticam, dizem que mudamos muito, que não queremos saber mais disso ou daquilo. Peça a eles que sejam só um pouquinho menos idiotas e guardem suas críticas para si.

Agora, se depois de todas as explicações acerca da depressão, os idiotas continuarem corroendo o mundo com suas idiotices, exclua-os da sua vida. Ninguém precisa ter esse tipo de gente intoxicando a nova realidade de quem passou por um episódio de depressão e venceu o desafio. Nossa vida está cheia de idiotas, inclusive entre amigos e familiares bem próximos. Se você está deprimido, em tratamento ou passou por uma crise de depressão e se recuperou, não se sinta culpado por manter a distância segura e necessária dessas pessoas, a fim de valorizar e promover o seu bem-estar. Continue em seu caminho de aprendizado, criação e amadurecimento, ciente de que fez o seu melhor para livrar o mundo de, ao menos, uma porção da idiotice.

Foto: Bigstock (https://www.thetruthaboutguns.com/city-officials-can-only-preach-more-gun-control-to-do-something-about-soaring-violent-crime/)

– 3 formas de Bullying: Baiting, Bashing and Blaming.

Compartilho (do original) esse rico artigo sobre os “3B’s” do Bullying.

Aliás, tal prática deveria ser abolida da sociedade… Nós, pais, deveríamos dar mais atenção às nossas crianças, tanto quanto a quem sofre como a quem pratica.

Extraído de: https://cheriewhite.blog/2021/11/01/the-3-bs-of-bullying-baiting-bashing-and-blaming/

BULLYING – The 3 ‘B’s of Bullying: Baiting, Bashing and Blaming

bullying charlie brown lucy

Baiting
First, a bully slyly baits her intended victim by provoking her for a reaction. If the victim blows it off and fails to react, the bully meticulously and subtly intensifies the taunts over time, wearing her down until achieving the desired reaction, often making sure that bystanders and authority are present. A bully is very much aware that everyone has a breaking point.

gossip rumors lies bitches

Bashing
Once the target reaches his limit and reacts (yelling, telling the bully off, cursing the bully out, punching the bully in the face, etc.), the bully weasels his way into the hearts of bystanders and authority, using superficial charm and charisma to feign victimhood.

He bashes the victim by using the perfectly normal reaction as proof of the victim’s “mental illness” or “meanness”, making it look as though the victim is at fault, to distract others from the bully’s own evil actions and project guilt onto the victim.

victim blame It's your fault

Blaming
Once the bully has succeeded in turning everyone against the victim, she entices others to join her in shaming the target. Everyone may gang up on the victim, making statements such as, “Aww! You just need to toughen up!” or “Can’t you take a joke?”.

The victim may be accused of “bringing it all on herself” when in reality, the opposite is true- it is the victim who has been harassed for months, even years while having tried to handle the abuse calmly and objectively, only to succumb to exhaustion and reach her limit.

Moreover, when the victim reports the abuse, the guilt is placed on the victim and the bully goes unpunished, taking the impunity as a green light for future torment. All the while, the victim is seen in a very negative light, with no other choice but to endure the torment in silence to keep from further tarnishing her already damaged reputation.

bullied victim blame blaming burned at the stake effigy

Each time a report is made, others who are often in a position to help, blow the victim off, thinking that the torment is justified. The bully then becomes more emboldened and the victim becomes more devastated and damaged.

The more brazen the bully becomes, the higher the degree to which the harassment escalates and the more frequent and intense the attacks become until the victim is maimed, is killed, is removed, transfers schools to escape the torment or commits suicide.

The bully benefits from the feeling of power and control she gets from mistreating her victim and getting away with it, having a sense that she is invincible and untouchable. The bully also enjoys the sympathy and petting received from others.

This strategy is also used as a means of striking fear into and silencing the victim, discouraging any future attempts at speaking out and exposing the bully for what she truly is…a cowardly, sniveling piece of human filth.

bullying baiting

If you are a victim of bullying, you already know too well how it feels to be mistreated and then blamed for your own torment. It’s horrible enough to be constantly harassed, but to be blamed for that harassment is downright devastating and leaves you feeling completely powerless!

Understand that this is just another weapon the bully uses and how he/she is allowed to continue their bad behavior with impunity. And it is nothing new! Bullies have always used this method.

So, remember the 3 ‘B’s- Bait, Bash, and Blame and I believe that you will be better able to explain your situation when you report the harassment.

– As bobagens da Internet são culpa de quem?

Veja que interessante: li sobre Claire Wardle, a diretora de uma ONG chamada First Draft, que combate a informação falsa. Disse ela a respeito da proliferação de Fake News no nosso cotidiano:

“Podemos culpar as redes sociais, a nossa mãe e os Governos pela desinformação. Queremos uma solução fácil, que é culpar o Facebook. Mas todos somos responsáveis pela crise da informação”.

E não é verdade? Quantas vemos ingenuamente damos crédito a notícias falsas? Ou perdemos tempo em ler mentiras, fatos inverídicos e tantas bobagens’?

Já ouvi um amigo dizendo que “a culpa é da tia do What’sApp”, mostrando a figura daquela senhora simples, pura, e que replica fake news com a melhor das boas intenções sem saber! E isso é uma realidade indiscutível: quantos não são enganados e enganam os outros involuntariamente?

as redes sociais mais usadas no brasil e no mundo

Imagem extraída de: https://neilpatel.com/br/blog/redes-sociais-mais-usadas/

– 12 lições de Liderança do Papa Francisco úteis ao Mundo da Administração de Empresas!

A liderança é um dom! Ela pode ser treinada, estudada, mas a pessoa ser vocacionada a ser líder se torna preponderante para o sucesso em qualquer empresa.

Dito isso, compartilho esse fantástico texto de um judeu que mostrou doze pontos comparativos da liderança do Papa Francisco frente ao Catolicismo, levando seus atos ao Mundo Corporativo.

Uma publicação bem bacana que extrapola a diferença entre religiões e vai até a gestão administrativa.

Abaixo, extraído de: https://pt.aleteia.org/2017/03/13/12-licoes-de-lideranca-do-papa-francisco/

12 LIÇÕES DE LIDERANÇAS DO PAPA FRANCISCO

por Jaime Septién

Com a comemoração de mais um aniversário de pontificado do Papa Francisco, o mundo editorial colocou em circulação alguns textos que falam do Santo Padre, de suas fontes de inspiração, dos problemas que tem enfrentado na renovação da Cúria Romana, dos problemas das finanças no Vaticano, etc. Mas poucos têm sido tão especiais como fez, em 2014, Jeffrey A. Kermes, um especialista em questões de liderança.

Kermes é filho do Holocausto, ainda que tenha nascido em Chicago. Seus pais se conheceram nos Estados Unidos, mas ambos – de ascendência judia – fugiam de Hitler. A área de trabalho de Kermes é o estudo da forma como os líderes das grandes corporações industriais, comerciais e de serviços, assim como líderes políticos e militares exercem suas influências.

Nada mais distante de um Papa da Igreja Católica. Mas Francisco mudou tudo. Inclusive a visão de liderança de um pesquisador judeu, acostumado a remexer no interior das empresas e dar conselhos a seus donos sobre como dirigi-las melhor.

Kermes teve que estudar o Catolicismo, aproximou-se da Igreja e – diante do reconhecimento da humildade de Bergoglio – mudou sua ideia de liderança. “Minha visão sobre Francisco difere, por exemplo, da de um membro praticante da Igreja Católica ou da de um teólogo; eu o vejo através de uma lente laica, e é através desta lente que posso discernir os princípios de liderança que emergem do discurso ou das ações deste Papa”, disse o autor.

A partir disso, Kermes escreveu um livro interessantíssimo: “Liderar com humildade. 12 lições de liderança do Papa Francisco”.

Eis aqui a lista das lições que podem muito bem servir a um pai ou a uma mãe de família, a empresários, professores, padres…

  1. Liderar com humildade. O segredo está na ideia de que não se tem uma posição predominante sobre os outros, não se deve usar esta posição para esmagá-lo, mas sim para acompanhar os demais em suas tarefas vitais. O diálogo é a porta de entrada para mostrar o que o outro significa para mim.
  2. Cheire como o seu rebanho. Já se tornou conhecida a frase do Papa sobre os pastores “com cheiro de ovelha”. Isso não se aplica somente aos padres, mas principalmente aos líderes. Além de uma atitude cosmética ou de “relações púbicas”, o cheirar como o rebanho é sinônimo de amor ao próprio rebanho.
  3. Quem sou eu para julgar? Talvez esta seja a frase do Papa Francisco mais conhecida no mundo: “Se alguém é gay, busca a Deus e é de boa vontade, quem sou eu para julgar?” Este pensamento é uma das formas mais sutis e efetivas de liderança, pois o líder não julga; avalia.
  4. Não mude, reinvente. Muitos são contra a ideia de que o Papa Francisco “está mudando tudo” dentro da Igreja. Na verdade, ele não mudou nada; apenas reinventou a maneira de viver o Catolicismo. Desde o conclave – que finalmente o elegeria Papa – até hoje, seu método é o mesmo: a misericórdia.
  5. Inclusão como prioridade absoluta. Uma das formas de liderança menos estudada é justamente a de Francisco: incluir todos, os de dentro e os de fora da Igreja, os “justos e pecadores”. Como? Pedindo a todos que rezem por ele.
  6. Evitar o isolamento. O primeiro gesto do Papa foi transitar dentro e fora dos departamentos papais, fora de uma ilha. Ele precisava do contato com as pessoas, caso contrário ficaria doente. Nenhuma liderança pode ser exercida dentro de uma ilha.
  7. Preferir o pragmatismo à ideologia. Em várias ocasiões, Francisco deu a chave para abrir a porta da condução dos seres humanos: a realidade está acima da ideia. Quando atuamos de maneira contrária, inclusive na missão católica, colocamos os cavalos atrás da carroça.
  8. Foco na tomada de decisões. Aqui é onde Krames se rende a Francisco. Ele diz aos líderes que usem o método do Papa para tomar decisões em suas empresas, casas, trabalhos e escolas. Mas qual é este enfoque? Consultar os outros, discernir, tomar o tempo, rejeitar “o fígado”.
  9. Dirija sua organização como se ela fosse um hospital de campanha. O Papa disse: a Igreja é um hospital de campanha. Primeiro, cura as feridas sem perguntar. Depois, acompanha. Finalmente, confia na liberdade de cada um. As feridas são curadas com o amor. E o amor faz perguntas.
  10. Viva na fronteira. A fronteira não é um lugar físico, não é uma linha ou muro. É a maneira de ser testemunha. Krames disse que é a combinação de uma atitude mental positiva e aberta juntamente com a coragem e a audácia de sair da zona de conforto. A fronteira é tudo aquilo “que não gira ao seu redor”.
  11. Enfrentar a adversidade cara a cara. O Papa Francisco sabe que, se ele cometer um erro, o pior que ele pode fazer é ocultá-lo. O líder pode errar. O homem é pecador. O líder deve reconhecer seu erro (para o bem do seu grupo), como o pecador a sua falta (para o bem de sua alma).
  12. Prestar atenção aos não-clientes. Uma das grandes conquistas de Bergoglio tem sido, justamente, a de atender inclusive os que são contra o Catolicismo. Sua aproximação com protestantes, luteranos, anglicanos, muçulmanos e judeus é um exemplo fascinante para todos. Porque se amamos somente a quem nos ama…

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Imagem: A capa do Livro Citado acima / Reprodução: Lojas Virtuais