– Opções de empregos de atividades profissionais não tão comuns

Há algumas profissões que você nem imagina, como identificador de sexo de aves, analista sensorial ou cliente oculto.

Saiba mais,

Extraído de: http://economia.estadao.com.br/blogs/radar-do-emprego/2017/04/09/mercado-tem-opcao-de-profissoes-pouco-conhecidas/

MERCADO TEM OPÇÃO DE PROFISSÕES POUCO CONHECIDAS

Enquanto muitos se perguntam quais serão as profissões do futuro, diversas atividades desenvolvidas na atualidade permanecem desconhecidas. Algumas, como analista sensorial, sexador, silvicultor e engenharia de alimentos são exercidas há mais tempo. Outras, como direito da moda e cliente oculto, são mais recentes.

Advogada criminal com expertise em moda de luxo, Regina Ferreira de Souza diz que o direito sempre socorreu todas as indústrias, inclusive a de moda. “Mas com o surgimento do fast fashion – moda produzida rapidamente e vendida por valor baixo –, problemas que já existiam acabaram se potencializando, como cópia e precarização do trabalho”, conta.

Esse quadro fez com que escritórios de advocacia e profissionais do segmento sentissem necessidade de compreender o que é moda e as suas implicações legais. “A moda sempre foi cercada de informalidade. Muitas vezes, o dono de uma confecção pede ao criador que reproduza uma peça e o profissional não sabe se aquilo é inspiração ou cópia.

Neste cenário, a Faculdade Santa Marcelina criou a pós-graduação em direito da moda e convidou Regina para coordenar a montagem do curso.

“A primeira turma, iniciada em março, atraiu tanto graduados em moda quanto em direito. Advogados aprovados no exame da OAB poderão advogar na área. E o pessoal de moda terá bagagem para orientar as atividades das confecções.

Regina afirma que no Brasil não há escritório voltado ao fashion law, mas vários já criaram a área. “Onde trabalho temos uma área de crimes da indústria da moda.”

Segundo ela, apesar de o mercado brasileiro ter problemas arraigados, como o trabalho escravo, desde que a fiscalização se tornou mais rigorosa, as empresas estão mais preocupadas em corrigir distorções de forma preventiva. “No futuro, acho que haverá a função de consultor de direito de moda. Mesmo porque o consumidor está mais exigente e quer saber o que comprou, se foi produzido de forma sustentável etc.”

Na surdina. Para testar a qualidade de produtos e serviços, companhias de diversos segmentos contratam profissional denominado ‘cliente oculto’. A OnYou, de José Worcman, é especializada em treinar e fornecer essa mão de obra.

Segundo ele, qualquer pessoa acima de 18 anos pode ser um cliente oculto em potencial. Basta preencher cadastro dando informações do perfil e características específicas sobre o que gosta de fazer, lugares que frequenta, estilo de roupa etc. Com esses dados desenhamos o perfil do cliente oculto.”

Segundo ele, além de treinamento geral de como se comportar em uma missão, esses profissionais recebem capacitações específicas conforme o tipo de negócio que terão avaliar.

Hotéis, restaurantes, incorporadoras, concessionárias, companhias aéreas e de seguros estão entre as contratantes.

“No Brasil, ainda não temos pessoas que só vivem dessa profissão. Mas nos Estados Unidos e Europa é comum encontrar quem se dedica exclusivamente ao trabalho de cliente oculto”, afirma Worcman.

Engenharia de alimentos pode ser uma atividade mais conhecida, mas poucos sabem exatamente qual função os profissionais da área exercem. Gerente de produção das áreas de baby food, massas alimentícias e planta de legumes da Nestlé, Washington Rueda conta quais são as atribuições.

O engenheiro de alimentos atua nos processos relacionados com a industrialização de alimentos. Pode trabalhar na fase de projeto, pesquisa e desenvolvimento, fabricação, conservação, armazenamento, transporte e comercialização.”

Segundo ele, tudo o que diz respeito ao processo de transformação da matéria-prima em produto acabado é de responsabilidade do engenheiro de alimento. “A profissão tem um grande leque de atuação e grande demanda no mercado.”

Rueda afirma que outro segmento que absorve esse profissional é o de fiscalização. “Eles são contratados por órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Serviço de Inspeção Federal (SIF). Outra área na qual temos grande atuação é na de garantia de qualidade”, conta.

No campo, profissionais que trabalham com manejo de florestas nativas, monitoramento de fauna e flora silvestre, recuperação de áreas degradas, pesquisa de solo, plantio para recuperação de florestas nativas e em centros de pesquisa, são denominados silvicultores.

Gerente de silvicultura da Fibria – produtora de celulose –, Mário Grassi é formado em engenharia florestal. “Mas o mercado oferece cursos técnicos e tecnológicos voltados à formação de silvicultores.”

Outra área de atuação é na produção de madeira para serraria ou para indústrias de celulose, chapas, móveis e carvão para siderurgia. “Pode, ainda, trabalhar com logística florestal no transporte de madeira. Ou com colheita florestal, usando máquinas que colhem as florestas que plantou. É um mercado vasto e temos dificuldade de encontrar profissionais qualificados.”

Industrias de alimentos e de autos buscam analistas sensoriais

Analista sensorial da Nestlé, Thalita Faria exerce uma atividade invejada por muitas pessoas. Ela comanda o time de degustadores da linha de chocolates produzidos pela companhia. “As pessoas precisam conhecer muito bem os produtos antes de participar dos programas de capacitação de avaliadores”, conta.

Formada em engenharia de alimentos, trabalha na empresa há cinco anos e ocupa a função há dois. “Temos aproximadamente 250 trabalhadores da unidade que, além de exercerem outras atividades, foram treinados para serem degustadores.”

Segundo ela, para ser avaliador é preciso passar por exames médicos que se repetem periodicamente. “Mas durante a degustação não é necessário engolir o produto, que pode ser descartado em um copo. A opção foi criada pensando na saúde do trabalhador. Além disso, tem um limite para a pessoa degustar por dia, não podendo ultrapassar 25 gramas”, afirma.

Thalita diz que as degustações ocorrem em todas as linhas de produtos a cada três horas para garantir sempre a mesma qualidade.

Na indústria automobilística também existe a figura do analista sensorial, responsável por avaliar os odores dos materiais usados no acabamento interno dos veículos.

Gerente de materiais de acabamento da Peugeot, Fabien Darche diz que os materiais tem de se encaixar dentro de certa especificação. “Fazemos testes com clientes para identificar descrições sensoriais que permitam qualificar o cheiro.

Segundo ele, esses profissionais são pessoas que têm um sentido olfativo bem desenvolvido, sendo capazes de identificar e qualificar os odores.

“Eles são capazes de nomear e explicitar qual sensação o cheiro ruim ou bom podem proporcionar. Claro que as montadoras não querem oferecer uma experiência sensorial ruim, temos de usar materiais com odores que irão contribuir para uma experiência sensorial positiva. Para ter essa certeza, é preciso contar com a avaliação desses profissionais que são pouco conhecidos”, ressalta.

Darche conta que na Peugeot esse time fica centralizado na França e todas as fábricas da marca, antes de usarem o material em novos modelos, enviam amostras para testes.

“São 12 pessoas que têm de permanecer na empresa para que realizem avaliações a cada três semanas com o objetivo de manter a habilidade ágil e sempre em evolução”, explica.

Olhômetro. Sexador, para quem não sabe, é quem identifica o sexo das aves. Presidente da Associação Brasileira de Sexadores, Takaaki Mifune diz que a identificação ocorre quando a ave tem um dia de vida. “É preciso saber pegar, manusear e observar a cloaca – cavidade onde se abrem o canal intestinal e os aparelhos urinário e genital.”

Segundo ele, a visão precisa ser muito apurada. “A eficiência varia conforme a pessoa, com média de acerto de 95%. No Brasil, temos cerca de 150 profissionais.”

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– E essa onda de lanchonetes de Açaí?

De onde surgiram tantas lojas de Açaí? Já repararam que a cada avenida movimentada existe um Açaí-isso, Açaí-aquilo?

Serão esses comércios como os das paletas mexicanas, que pipocaram por toda a parte e muitos naufragaram ou tiveram que se reinventar?

Com tanto quiosque e casas (aqui em Jundiaí são muitas), nem todos sobreviverão…

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– Empreender ou ser Escravo?

Trabalhar demais pode fazer mal. Mas, muitas vezes, o trabalho excessivo não é por necessidade financeira, mas por prazer! E aí cai-se em uma doença típica e não tratada costumeiramente: o vício do trabalho.

Trabalhar não é bom? Claro que é! Só que se virar um vício descontrolado, é ruim.

Dizem (e aí é história) que Henry Ford era viciado em trabalho, ou, como preferir, um workaholic. Ele, no começo da sua carreira empresarial, chegou a quebrar empresas, mas o gosto pelo trabalho fez vingar a Ford Co. É atribuída a ele a frase de que “feriados só atrapalham e trabalhar faz bem”. Se a frase é de autoria duvidosa, um dos seus maiores princípios era comprovadamente real: o de afirmar que quanto mais se trabalhar, melhor será para todos: o patrão fica contente, o empregado recebe mais, o consumidor ganha opções e o governo arrecada impostos. Isso é verdade.

O problema é: e quando se perde o controle do excesso de trabalho? Qualquer vício traz prazer momentâneo, mas e os limites?

Todos nós temos limites. E podemos perder o entendimento de quais são os nossos.

Compartilho belo texto sobre workaholics, extraído da Revista Incorporativa, para melhor entendimento desse assunto,

Extraído de: http://www.incorporativa.com.br/mostranews.php?id=1463

EMPREENDEDOR OU ESCRAVO?

por Christian Barbosa

“O dia que eu for dono do meu próprio negócio, terei mais tempo para mim”. Quem já não ouviu ou disse essa frase alguma vez na vida? Talvez você tenha sido uma dessas muitas pessoas que falavam isso com freqüência. Infelizmente, essa afirmação é uma das coisas mais irreais que vejo quando falamos de administração do tempo para empreendedores.

O empreendedor “padrão” é aquela pessoa que tem uma tendência a ser workaholic, deixar de lado as coisas importantes na sua vida em função do crescimento da empresa, está sempre pensando em inovações, mais resultados etc. A maioria dos empreendedores que conheço vira escravos do próprio negócio, pois não consegue separar a vida pessoal da vida empresarial. Eu fui assim durante muitos anos e o pior é que nem percebia o quanto me afundava no meu próprio estresse. Hoje vejo o quanto isso me fez mal e por isso recomendo algumas dicas para reverter esse quadro:

1. Pare e pense qual caminho sua vida está seguindo – Se você cuida tanto da empresa e se dedica pouco para você e para suas atividades importantes, pode perceber que focou seu tempo em tarefas erradas e, às vezes, isso acontece tarde demais. Conheço muitas histórias de empreendedores que cresceram com a empresa, mas destruíram suas vidas e depois passaram a questionar se realmente o esforço de tentar fazer com que a empresa prosperasse, esquecendo-se da vida pessoal, valeu a pena. Equilibrar sua vida profissional com a pessoal é muito importante para ter um futuro com maior sentido e sem arrependimentos

2. Delegue o máximo que puder. Você não é onipresente! – O empreendedor precisa ter a consciência de que outras pessoas também podem realizar o trabalho que ele faz, pois ninguém é insubstituível. Isso não tira sua responsabilidade, mas o liberta para focar em outras atividades mais importantes. Se não for possível delegar algo a alguém, o crescimento da empresa estará diretamente ligado ao tempo do empreendedor, que pode ser bem limitado. Obviamente, ele não delegará definição de metas ou estratégias, mas o operacional deve ser, ao máximo, passado à equipe

3. Aprenda técnicas de gerenciamento do tempo e redução de estresse – Chega um certo momento em que estamos tão assolados de urgências e atividades circunstanciais que precisamos de ajuda externa para conseguir enxergar uma solução. Recomendo que procure um treinamento que o ajude a incorporar novas técnicas de administração do tempo e redução de estresse no seu dia-a-dia. Elas funcionam e podem ajudar a sair dessa fase negativa

4. Coloque momentos importantes para você mesmo em sua agenda semanal – Não deixe que os seus dias sejam compostos inteiramente por urgências e circunstâncias, comece a colocar pequenos momentos para você em sua agenda como, por exemplo, um almoço em família, sair um pouco mais cedo para ir ao cinema, buscar seus filhos na escola, praticar um esporte ou algum outro hobby. Além de ser importante para você e para suas relações sociais, atividades prazerosas como essas renovam suas energias e dão mais disposição para agüentar a pressão do dia-a-dia

5. Aprenda com suas urgências – A maioria das questões urgentes da sua rotina ou da sua equipe poderia ser evitada! Na próxima vez que algo urgente acontecer, pare e pense como pode evitar que esse problema se repita. Em geral, com antecipação de atividades e planejamento você conseguirá reduzi-las com sucesso

6. Domingos são para atividades pessoais – Sua família e sua vida precisam de você. Sempre que possível, evite ao máximo utilizar seu domingo para trabalhar. Desligue seu notebook, seu celular e esqueça a empresa. Faça passeios com a família, aproveite seu tempo com as pessoas importantes de sua vida. Recomendo que no final do dia você planeje a semana, de modo a priorizar atividades importantes para seus dias e prevenir eventuais urgências

7. Escolha uma ferramenta para gerenciar o seu tempo – Para que sua organização e planejamento sejam feitos da melhor maneira, você precisa ter uma agenda eficiente, um celular, um palm top ou então um site na Internet que o ajude a priorizar seus dias, planejar suas metas, agendar reuniões etc. Cada pessoa tem uma preferência por um tipo de “organizador” diferente. Seja no computador ou no papel, encontre qual forma é melhor para você e coloque em prática.

Por último, mas tão importante quanto qualquer uma das dicas citadas acima, é que você já agende suas férias. Se a empresa não vive sem você por pelo menos 10 dias, é melhor você repensar toda a estrutura e organização do seu empreendimento.

* Christian Barbosa – Um dos maiores especialistas em gerenciamento do tempo e produtividade pessoal e empresarial. Autor dos livros A Tríade do Tempo – A Evolução da Produtividade Pessoal, pela Editora Campus, e Você, Dona do Seu Tempo, pela Editora Gente. Sócio da Triad – empresa especializada em produtividade que presta consultoria, treinamento e oferece produtos diferenciados. Facilitador do programa de empreendedores do Sebrae/ONU – Empretec. Sua metodologia e teorias sobre produtividade ganharam destaque e importância nacional e internacional devido inovações e soluções diferenciadas. http://www.triadedotempo.com.br e http://www.maistempo.com.br

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– O que as Empresas Querem de Você?

Veja se você tem essas características / habilidades como profissional:

1.Superformação
2.Multicultural
3.Útil e Inovador
4.Pensa Digitalmente
5.Transdisciplinar
6.Autoadministração
7.Empreendedor
8.Competências Emocionais.

Se as tiver, parabéns. Você é o modelo profissional desejado nos dias atuais.

Compartilho a matéria sobre o tema, extraído de: http://is.gd/dfRYzF

O PROFISSIONAL QUE O MERCADO QUER

O mundo do trabalho vive sua maior transformação desde a Revolução Industrial e busca um novo tipo de pessoas. Agora o que vale mais é ter formação diversificada, ser versátil, autônomo, conectado e dono de um espírito empreendedor

Por Débora Rubin

Esqueça tudo o que você aprendeu sobre o mercado de trabalho. Estabilidade, benefícios, vestir a camisa da empresa, jornadas intermináveis, hierarquia, promoção, ser chefe. Ainda que tais conceitos estejam arraigados na cabeça do brasileiro – quem nunca ouviu dos pais que ser bem-sucedido era seguir tal cartilha? –, eles fazem parte de um pacote com cheiro de naftalina. O novo profissional, autônomo, colaborativo, versátil, empreendedor, conhecedor de suas próprias vontades e ultraconectado é o que o mercado começa a demandar. O modelo tradicional de trabalho que foi sonho de consumo de todo jovem egresso da faculdade nas últimas duas décadas está ficando para trás. É a maior transformação desde que a Revolução Industrial, no século XVIII, mandou centenas de pessoas para as linhas de produção, segundo a pesquisadora inglesa Lynda Gratton, professora da London Business School e autora do livro “The Shift: The Future is Already Here” (“A mudança: o futuro já começou”, em tradução livre).
Nas novas gerações esse fenômeno é mais evidente. Hoje, poucos recém-formados se veem fiéis a uma única empresa por toda a vida. Em grande parte das universidades de elite do país, os alunos sequer cogitam servir a um empregador. “Quando perguntamos onde eles querem trabalhar, a resposta é: na minha empresa”, conta Adriana Gomes, professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), de São Paulo. Entre os brasileiros que seguem o modelo tradicional, a média de tempo em um emprego é de cinco anos, uma das menores do mundo, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) – os americanos trocam mais, a cada quatro anos. O ritmo dinâmico inclui mudanças de função, de empregador, e até de carreira.
O cenário atual contribui. “Estamos migrando de um padrão previsível para um modelo no qual impera a instabilidade”, diz Márcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Quem apostar na estrutura antiga vai sair perdendo, segundo a professora Tânia Casado, da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo. Isso significa, inclusive, rever o significado de profissão. “O que passa a valer é o conceito de carreira sem fronteiras, ou seja, a sequência de experiências pessoais de trabalho que você vai desenvolver ao longo da sua vida”, define Tânia, uma das maiores especialistas em gestão de pessoas do País. Dentro desse novo ideal, vale somar cada vivência, inclusive serviços não remunerados, como os voluntários, e os feitos por puro prazer, como escrever um blog.
O conceito não é novo. Surgiu em 1993 da mente futurista de Michael Arthur, professor de estratégia e negócios da Universidade Suffolk, nos Estados Unidos. Só agora, quase 20 anos depois, é que a teoria começa a virar realidade. De acordo com sua tese, a carreira sem fronteiras é aquela que se apoia no tripé “por quê, como e com quem”. “É preciso se perguntar o que você quer da sua vida e por quê; estudar para obter a técnica necessária e, por fim, estabelecer relações nas quais exista uma troca de conhecimentos”, explica Tânia, estudiosa da tese de Michael. Ou seja, você pode até passar anos no mesmo lugar, como fizeram seu pai e avô, desde que tenha a mente flexível do profissional sem fronteiras e busque autoconhecimento, atualização constante e intercâmbio de experiências.
O novo profissional também tem que ter jogo de cintura para os novos arranjos trabalhistas. “A tendência é ter mais flexibilidade na remuneração, no tempo de duração da atividade, no conteúdo e no fuso e local de trabalho”, destaca Werner Eichhorst, diretor do Instituto de Estudos sobre o Trabalho de Bonn (IZA, sigla em alemão), na Alemanha. O home-office, prática de trabalhar em casa que começa a ganhar terreno, será a realidade de milhões de brasileiros nos próximos dez anos, sobretudo nas grandes cidades sufocadas pelo trânsito.
A revolução trabalhista está na pauta do dia por diversas razões. Em seu livro, Lynda Gratton apresenta o resultado de um estudo feito com 21 companhias globais e mais de 200 executivos na London Business School. Do extenso debate, ela elegeu as cinco forças que estão moldando o trabalho e, claro, seus profissionais. Em primeiro lugar, está a tecnologia. Como na Revolução Industrial, quando as máquinas aceleraram a produtividade, hoje a vida em rede e os recursos de ponta eliminam uma série de empregos e modificam outros tantos. No cenário brasileiro, há de se considerar a herança deixada pelas amargas décadas de 1980 e 1990, nas quais o desemprego e a terceirização explodiram – segundo Pochmann, o número de trabalhadores sem carteira assinada e por conta própria subiu de 11,7% para 58,2% somente entre 1985 e 1990. Nos últimos anos, o desemprego vem diminuindo e a formalização aumentou. Esse crescimento, porém, se deve mais pela geração de novos postos de trabalho com carteira assinada do que pela regularização do trabalho informal. Hoje, 45% dos brasileiros ativos não são registrados, de acordo com o Ipea.
Outras três forças citadas por Lynda Gratton são globalização, mudanças demográficas e preocupações ambientais. A primeira traz com ela a entrada de novos países no grande jogo econômico global – como o próprio Brasil. A segunda diz respeito à quantidade de gente no mundo – seremos nove bilhões em 2050 –, e à maior expectativa de vida. E a terceira tem a ver com as mudanças necessárias na forma de produzir e consumir para reduzir os impactos no meio ambiente. Por fim, a autora destaca a quinta força: as tendências de comportamento humano. Mais gente viverá só, as famílias serão menores e as relações afetivas serão foco de maior atenção. Trabalhar em casa ou próximo da moradia, mais que uma questão sustentável, será uma opção pelo bem-estar, algo que o brasileiro já valoriza. Em uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), no começo do ano, a meta profissional mais desejada em 2012 pelos entrevistados é “melhorar a qualidade de vida”, acima até da opção “ganhar mais”. “O workaholic está saindo de moda”, afirma a professora Adriana Gomes, da ESPM. “Aos poucos, as pessoas foram percebendo que a produtividade delas caía a médio e longo prazos.”
Não é só o profissional que deve estar preparado para tamanha virada. As empresas, sobretudo as grandes corporações que se expandiram ao longo dos últimos 20 anos, também precisam arejar suas convicções. Uma das principais mudanças é dar mais autonomia para que o funcionário crie, produza e evolua sem ficar estafado. Tânia Casado, da USP, coordena um grupo de estudo que tem se debruçado sobre um tema fresquinho, curioso e fundamental para o mundo corporativo: o “opt-out”. Trata-se da prática, ainda pouco conhecida e aplicada, na qual as pessoas podem continuar sua trajetória dentro de uma empresa sem ter que necessariamente seguir a trilha convencional de subir na hierarquia. “Executivos de grandes grupos me procuram preocupados com a fuga de talentos e me perguntam o que podem fazer para retê-los”, diz a professora. Isso inclui principalmente mulheres que gostariam de passar mais tempo com seus filhos após a licença-maternidade, sem abrir mão da carreira. A resposta de Tânia é: opt-out. Ofereça opções ou os talentos vão embora. Principalmente em um momento bom da economia.
O desafio de lidar com esse novo perfil é tão grande que é o tema do Congresso Anual de Gestão de Pessoas (Conarh) deste ano, que será realizado em agosto. “Os profissionais, em especial os jovens, guiam suas carreiras por suas causas e valores”, diz Leyla Nascimento, presidente da ABRH, que organiza o evento. “Se percebem que seu empregador não compra a sua causa, ele simplesmente vai embora.” Outra insatisfação grande, segundo ela é não ser reconhecido, cobrado e valorizado, o que exige melhorias na comunicação e na forma como as lideranças atuam. Até mesmo o uso das redes sociais é visto como uma questão estratégica. “É uma realidade e não pode mais ser ignorada.”
Nas empresas de médio porte, em especial as de tecnologia, esse novo profissional já encontra território acolhedor. Na Conectt, os 150 funcionários têm a liberdade de propor ideias a qualquer momento. São eles que decidem também os programas de bem-estar, além de desfrutar de horários maleáveis. Alguns designers nunca pisaram na sede da empresa, em São Paulo, e trabalham remotamente de diferentes pontos do Brasil. No ano passado, um programador recém-contratado avisou que sairia em seguida para passar uma temporada na Austrália. Foi incentivado e lhe asseguraram que teria sua vaga na volta. Segundo o sócio-diretor Pedro Waengertner, o importante é a equipe entregar o trabalho, independentemente da quantidade diária de horas trabalhadas, e ela se sentir parte fundamental do processo. “O funcionário é um ativo valioso e, para reter os melhores, é preciso ter flexibilidade”, diz ele.
Nesse cenário de mudanças aceleradas, a legislação trabalhista brasileira é um entrave. Criada em 1943 por Getúlio Vargas e alterada em poucos detalhes ao longo das últimas décadas, a essência da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) corresponde a um Brasil que já não existe. A rigidez da CLT, que impede, por exemplo, a opção de meio período para várias profissões, é o ponto mais criticado pelos especialistas. Um estudo realizado no ano passado pelo IZA, de Werner Eichhorst, em parceria com a USP, faz um comparativo entre os dois países e mostra que a possibilidade de os funcionários alemães negociarem seus salários diretamente com os empregadores, sem sindicatos nem governo no meio, ajudou a salvar 350 mil postos durante a crise de 2008. No Brasil, a pesquisa aponta a cultura de desconfiança entre as partes como fruto de uma lei extremamente paternalista. Resultado: dois milhões de casos julgados na Justiça do Trabalho a cada ano.
Apesar do embaraço legal, o mercado trata de pressionar, na prática, por mudanças. “Os empregadores vão achando as brechas até alguém ter a coragem de mudar”, acredita a professora Adriana, da ESPM. O governo Dilma acena com transformações. Irá propor ao Congresso duas novas formas de contratação, a eventual e a por hora trabalhada. As alterações podem dar mais dinamismo ao mercado e permitir que quem dá expediente dois dias na semana ou três horas por dia seja integrado formalmente à força produtiva do País. Se a proposta for adiante, estará em maior sintonia com a realidade atual. Afinal, a revolução no mundo do trabalho já começou.

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– É Hora de Empreender!

Compartilho principalmente com nossos alunos empreendedores, belo artigo de Jack Welch, alegando que é o momento exato de ser empreendedor. Para quem quiser, há um link com as fotos de Hewlett e Packard, da HP, como exemplo de empreender na crise.

Extraído da coluna Agenda do Líder:

É HORA DE EMPREENDER

O quê? Será que lemos direito? Se for isso mesmo, obrigado. Em meio à avalanche de e-mails que temos recebido ultimamente de gente se sentindo em pânico, irada e/ou deprimida por causa da economia e do que ela tem feito à sua carreira, sua pergunta tão objetiva foi uma agradável surpresa.

Foi também uma ótima oportunidade para que nos déssemos conta de que, sem dúvida, este seria um momento excelente para abrir um negócio. Na verdade, há pelo menos quatro razões muito fortes para isso, mas só se o negócio que você está pensando em abrir for aprovado no teste mais importante de todos: o de vender mais por menos.

Não estamos falando aqui de vender apenas um pouco mais por um pouco só a menos. Em tempos de recessão, nenhuma empresa nova terá grandes chances de sucesso, a não ser que trabalhe com uma proposição de valor nitidamente superior às disponíveis no mercado. É verdade que até pouco tempo atrás era possível pegar um produto ou serviço do concorrente, modificá-lo ligeiramente ou introduzir um ou dois recursos novos e convencer os clientes a pagar mais por ele. Mas hoje todo mundo está na defensiva e os dias de vendas com margens gordas se foram – e é provável que a situação persista por um bom tempo. Portanto, se você é um empreendedor cujo produto ou serviço irá melhorar de fato a vida das pessoas – a um custo significativamente mais baixo do que o da concorrência -, saiba por que talvez este seja o momento certo de levar sua ideia adiante.

Em primeiro lugar, se há uma coisa de que toda empresa nova precisa para ir à luta é de gente esperta, disposta a ganhar. E há um público aí hoje, como há muito tempo não se via, à espera de alguém que se disponha a conquistá-lo. É claro que toda demissão é um baque terrível e há milhões de histórias pessoais dolorosas por trás das altas taxas de desemprego no país. Mas o fato é que novas empresas nascem ou morrem dependendo da rapidez com que conseguem formar equipes brilhantes, flexíveis e com muita garra. O clima atual facilita o processo, já que a escassez de trabalho é de tal ordem que não faltam profissionais experientes e mbas recém-chegados ao mercado em busca de emprego.

Em segundo lugar, e em estreita correlação com o que acabamos de expor acima, aparece um elemento mais efêmero: uma urgência generalizada e uma dose de humildade que hoje caracteriza as pessoas. A implosão da economia baixou a bola de todo mundo. Os antigos “Mestres do Universo” descobriram que são seres mortais, e quem achava que tudo girava em torno de si mesmo se deu conta de que o fracasso de suas empresas é também o seu fracasso. Portanto, o clima atual não só facilitou a contratação de bons profissionais como também promoveu entre os empregados uma nova compreensão acerca da importância do trabalho em equipe e da produtividade sem tréguas. Essa “vibração”, na falta de uma palavra melhor, é a esperança de todo executivo e o sonho de todo empreendedor.

Em terceiro lugar aparece o dinheiro – sob uma ótica positiva. Apesar das notícias que todos temos acompanhado sobre o recuo do mercado de crédito, não faltam linhas de financiamento para novas empresas, sobretudo para aquelas que conseguem oferecer mais por menos. É óbvio que não estamos dizendo aqui que o empreendedor de hoje deva esperar aquele mundo de contos de fadas de antes, em que o dinheiro parecia crescer em árvores. Contudo, há muitos bancos regionais dispostos a emprestar, e as empresas de capital de risco estão sempre prontas a investir em ideias revolucionárias – afinal de contas, as novas empresas são a alma do seu negócio.

Por fim, abrir um negócio hoje vai deixá-lo em ótima situação no momento em que a recuperação econômica se consolidar. Pense no seguinte: se você abrir um negócio agora, sua empresa contará com profissionais inteligentes e cheios de energia que aprenderam a trabalhar juntos para manter os custos baixos e o índice de inovação elevado. Sua empresa não terá de lidar com um sistema de custos oneroso, não sofrerá com as cicatrizes deixadas pelas demissões e com o baixo moral que as acompanha. Em outras palavras, você estará em condições de pegar a primeira onda da reviravolta econômica. Isso não é ótimo?

Mais uma vez, obrigado por sua pergunta. Neste momento o mundo precisa que milhares de empreendedores façam a mesma pergunta que você fez. Nossa esperança é que eles descubram que não há cenário melhor que o atual para começar de novo.

Veja as fotos dos fundadores da HP em: http://fotolog.terra.com.br/rafaelporcari:68

– O Supermercado da Fé

Cada vez mais a fé tem se tornado um produto. Na cidade de São Paulo, a cada 2 dias, surge uma nova igreja em algum ponto estratégico. As opções são várias, e, claro, dentro de um Estado democrático em que vivemos, não há problema algum, já que a liberdade religiosa é garantida a qualquer cidadão.

Qualquer um pode crer (ou não crer) no que quiser. Entretanto, na mesma proporção se torna assustadora a quantidade de casos de charlatanismo, ou seja, pessoas que exploram a inocência e a boa-fé das outras e se aproveitando do nome de Deus ou do deus que queira anunciar em proveito próprio.

Compartilho material interessante da TV UOL (reproduzido, pasmem, há 10 anos), que abordou esse assunto com números muito parecidos como o de hoje. Dessa forma, sobre esse tipo de proliferação e o mercado da crença, clique em: A Fé Sob Medida em SP

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– Simpatia ou Amolação das Empresas nas Redes Sociais? O diálogo com o cliente!

Como uma empresa pode se tornar transparente para o consumidor? Através do diálogo aberto com os seus clientes, as empresas conseguem ganhar a simpatia e a atenção daqueles que, afinal de contas, os sustentam!

John Elkington, um dos gurus da Administração de Empresas, certa vez escreveu sobre a importância dessas ações. Para ele, uma das formas das organizações entrarem em contato com as pessoas é através de redes sociais, como Twitter e Facebook.

Nós temos observados um sem número de empresas que assim procedem. Mas o que lhe parece o fato das mesmas usarem essas mesmas mídias para enviar propaganda de produtos? O contato vira Spam, aborrece e insatisfaz o cliente.

Uma das formas mais eficazes, incontestavelmente, ainda é o boca-a-boca. Independe do tamanho da empresa! A repercussão de um bom produto ou serviço acaba sendo um dos maiores índices de influência na decisão de compra. E esse tipo de mídia social, não virtual mas pessoal, pode ser visto em qualquer canto. Vá ao Centro de Jundiaí e use dos serviços de alguma loja local. Se for bem atendido, você fala aos seus amigos. Se for mal atendido, a cidade inteira saberá!

E você, o que pensa sobre os contatos das empresas: isso traz simpatia ou amolação?

Abaixo o artigo citado, extraído de ELKINGTON, John. A Voz das Empresas. Revista Época Negócios, pg 66., maio/2010:

A VOZ DAS EMPRESAS

O que se requer delas é que dialoguem nas mídias sociais de maneira franca e honesta, em vez de se buscar publicidade.

“Abrir-se é bom; fechar-se é ruim.” Ninguém esperava ouvir isso de um ex-executivo do alto escalão da Shell, mas quando Björn Edlund tomou a palavra durante o congresso “Só Meios”, sobre mídia social, sua franqueza foi brutal. Ele disse que “as grandes empresas têm a obsessão do controle, e não do diálogo”, mas acrescentou que o pensamento corporativo está começando a mudar.

Decorrida uma década de aventuras no mundo hipersaturado e prestes a entrar em colapso da Nova Economia, voltamos ao clima tenso em meados de 2009, com a realização de pesquisas sobre as implicações da nova onda de redes sociais para a transparência e a prestação de contas das empresas, bem como suas possíveis aplicações, tendo sempre a equação da confiança em mente.

Embora a presença das empresas na mídia social ainda esteja no início, são grandes as oportunidades de maior transparência, envolvimento e colaboração. O que se requer delas é que participem desse diálogo, talvez difícil, de maneira honesta e franca, em vez de usar esse canal para fazer publicidade. Na verdade, o conceito mais difícil de entender para muitas empresas é o de que é preciso assimilar uma certa perda de controle, e que deixar o diálogo fluir sem interrupções, filtros e de uma maneira que encontre seu próprio equilíbrio resultará no feedback indispensável tanto de partidários quanto de críticos.

Tome-se como exemplo a Timberland e sua plataforma Vozes do Desafio, que se abriu à discussão e às dificuldades próprias das questões fundamentais de sustentabilidade, que vão desde normas aplicáveis à mão de obra da cadeia de suprimentos até a política de mudança climática.

Mesmo as empresas mais sofisticadas passam, às vezes, por momentos difíceis quando têm de lidar com a mídia social. Quem acompanha a página da Nestlé no Facebook viu, em março, o que pode acontecer quando a empresa tenta controlar a conversa. Em resposta à exigência do moderador de que os participantes parassem de modificar os logos da empresa, um deles tentou, com muito empenho, educar a Nestlé em relação aos benefícios da mídia social. “Participar da mídia social significa abraçar o seu mercado, participar dele e cultivar o diálogo, em vez de passar sermões.” Infelizmente, o moderador não compartilhava desse ponto de vista e deu a seguinte resposta: “Obrigado pela lição de boas maneiras. Considere-se abraçado. Contudo, esta página é nossa, somos nós que criamos as regras, sempre foi assim”. Seguiu-se uma avalanche de comentários que foi acompanhada de um pedido de desculpas da empresa.

Nos dois casos, as empresas fizeram contato – a página do Facebook da Nestlé tem, por incrível que pareça, mais de 90 mil fãs ativos. O impacto de ambas também foi grande, em razão da natureza viral dos blogs e tweets. Ao final, porém, foram o tom e o estilo que deixaram a Nestlé do lado errado da equação e a Timberland, do lado certo.

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– Diferenciando Concorrência e Rivalidade no Mundo das Empresas

Que interessante: Robson Viturino e Álvaro Oppermann (Revista Época Negócios, Ed fevereiro – 22, pg 60) trouxeram uma importante matéria sobre como a concorrência ajuda a vender mais, além de alguns malefícios que ela traz, de forma leve e interessante.

Abaixo:

JÁ VIU O QUE SEU RIVAL FEZ HOJE?

Estudo desvenda os mecanismos psicológicos que motivam o espírito de rivalidade entre empresas concorrentes.

No dia a dia dos negócios, as palavras “rival” e “concorrente” são usadas de forma indistinta. Uma nova pesquisa, porém, evidencia que existem diferenças claras entre as duas na relação de pessoas e empresas. E não é só uma questão semântica. “A primeira coisa a notar é que as pessoas são mais aguerridas na competição quando existe rivalidade entre elas”, dizem os autores do estudo, Gavin Kilduff, Hillary Elfenbein e Barry Staw. O trio de pesquisadores, professores de administração nas universidades de Nova York, Saint Louis e Berkeley, estudou a psicologia da rivalidade e da concorrência entre jogadores e times de basquete dos Estados Unidos. Segundo eles, as conclusões podem ser estendidas aos negócios.

A literatura de negócios usava as duas palavras como sinônimos de competição”, dizem os pesquisadores em um artigo publicado no Academy of Management Journal. “No entanto, a concorrência é algo racional. A rivalidade é passional”, afirma o trio. Esta última nasceria do envolvimento psicológico entre os protagonistas. Ou seja, surge quando existe uma relação íntima, ou um histórico comum, às partes envolvidas, gerando implicações profundas na maneira como jogadores e equipes se relacionam. “O mesmo ocorre nos negócios”, dizem eles.

Se a concorrência é o motor do desempenho, a rivalidade é o seu “afrodisíaco”. Um bom exemplo disso está no basquete norte-americano dos anos 80, que foi polarizado por Larry Bird, do Boston Celtics, e Earvin “Magic” Johnson, do Los Angeles Lakers. Os dois iniciaram a carreira profissional em 1979. Antes eles eram estrelas dos principais times universitários dos Estados Unidos e acompanhavam com afinco a carreira um do outro. “Quando a tabela de jogos da temporada era publicada, os jogos do Celtics eram a primeira coisa que eu marcava”, diz Magic Johnson. “Eu começava a ler o jornal pela seção de esportes, para ver como estavam as estatísticas de Magic”, diz Bird. A rivalidade – ou quase obsessão – acabou servindo de combustível ao brilhantismo de ambos nas quadras. Concorrentes se esforçam e dão o sangue. Rivais fazem das tripas coração. Eis a diferença.

Nos negócios, a rivalidade também pode gerar um ciclo virtuoso. No Japão, os rivais Toyota e Nissan protagonizam um duelo de inovação desde os anos 70. Quando a Toyota invadiu o mercado americano com o Corolla, em 1972, a Nissan respondeu em seguida com o Bluebird. Em 2001, a Nissan redesenhou totalmente o Altima para enfrentar o Toyota Camry. Em 2010, diante do Leaf, carro elétrico mundial a ser produzido pela Renault-Nissan, a Toyota respondeu comprando uma fatia da Tesla Motors. Segundo a autora Evelyn Anderson, embora a Toyota seja altamente competitiva em relação a Ford e GM, a competição acirrada com a Nissan e a Honda sempre teve um gostinho especial.

A rivalidade também tem uma face sombria, dizem os pesquisadores. É comum rivais engalfinharem-se em lutas do tipo “custe o que custar”. O Boston Scientific Group, por exemplo, se dispôs a pagar US$ 24,7 bilhões pela fabricante de marca-passos Guidant, para não permitir que o eterno rival Johnson & Johnson abocanhasse a empresa. Esta é considerada pelos analistas a segunda pior aquisição da história, atrás somente da compra da Time Warner pela AOL. Já a Adidas e a Puma (criadas por dois irmãos que se detestavam) estavam tão preocupadas em espionar uma à outra, nos anos 70, que não viram a Nike chegar. “A rivalidade é uma faca de dois gumes”, concluem os autores. Moral: saiba diferenciar concorrência de rivalidade.

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– A Necessidade de Malucos nas Organizações e suas idéias inovadoras

Conhece Nolan Bushnell? Ele é o fundador da Atari e ex-chefe de Steve Jobs – que sempre o admirou por ser genial e, segundo Nolan, excêntrico! Tanto que escreveu um livro chamado: Encontre o próximo Steve Jobs”.

A idéia da publicação é incentivar que executivos contratem pessoas acima da média, e essas são, na maioria “diferentes e doidas”.

Textualmente, Nolan Bushnell escreve que:

“Os chefes, em 90% dos casos, jamais contrariam um cara como Jobs. Mas a sugestão é que se contratem loucos mesmo. Quando eu tive a idéia de criar a Atari, me disseram que era loucura alguém jogar games em uma tela de TV. Fui chamado de ridículo!”.

Claro que a loucura aqui é genialidade incompreendida. Mas cá entre nós: talvez seja um misto de excesso de inteligência somado ao comportamento difícil.

O que você pensa sobre isso?

Deixe seu comentário:

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– O Museu das ideias fracassadas

Você sabia que existe na Suécia um “Museu dos grandes fracassos criativos”? Ele foi inaugurado há quase 2 anos, e traz exemplos de produtos que se tornaram um fiasco.

Eis que curiosa a reportagem de quando estava prestes a abrir suas portas,

extraído da PEGN, em: https://revistapegn.globo.com/Banco-de-ideias/Diversao-e-turismo/noticia/2017/04/museu-reune-fracassos-de-grandes-empresas.html

MUSEU REÚNE FRACASSOS DE GRANDES EMPRESAS

Empreendedor sueco cria espaço para projetos de inovação que não deram certo

Uma máscara de beleza que promete tirar rugas com choques elétricos; um smartphone que, desmontado, se transforma em um videogame; uma Coca-Cola com sabor de café; uma lasanha fabricada por uma marca de pasta de dentes. Esses são alguns dos produtos expostos no Museu do Fracasso, que será aberto no dia 7 de junho na cidade de Helsimburgo, no sul da Suécia. A proposta é lembrar os equívocos e absurdos cometidos por empresas durante o desenvolvimento de novos produtos.

“Todas as pessoas que trabalham com inovação sabem que a grande maioria – de 80% a 90% – de todos os projetos fracassam. O problema é que as empresas só gostam de falar dos sucessos”, diz Samuel West, o empreendedor responsável pelo museu, em entrevista à Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Na opinião de West, a melhor maneira de estimular a inovação é fazer as empresas – especialmente as de grande porte – falarem sobre seus erros. “Só assim os empreendedores se sentirão livres para cometer seus próprios equívocos, sem medo de inovar”, diz. Para provocar reflexão, foram incluídos no museu itens como a Bic for Her, uma caneta com um tom sexista, a Digital Camera da Kodak, que não permitia compartilhamento de fotos, e um DVD da Blockbuster, locadora aniquilada pelo surgimento do streaming. Confira abaixo a entrevista com o fundador do museu, Samuel West.

Por que você decidiu abrir o Museu do Fracasso?
Há sete anos, eu trabalho como pesquisador na área de psicologia organizacional. Então, tenho contato com muitos donos e gestores de empresas. Todas as pessoas que trabalham com pesquisa e desenvolvimento sabem a maioria dos projetos de inovação fracassa. Mas as companhias só falam sobre os seus sucessos. As empresas ainda não sabem como lidar com os seus erros, é preciso melhorar muito isso. O museu foi a forma que encontrei para estimular donos de pequenos e grandes negócios a lançar um novo olhar sobre o fracasso. Também quero inspirar pessoas que não são empreendedoras a ver os erros como uma oportunidade de aprendizado, e não como uma tragédia.

Qual é a atração que o fracasso exerce sobre as pessoas?
Todos nós já lemos milhares de histórias sobre empreendedores bem-sucedidos e negócios incríveis. Depois de um tempo, todas essas narrativas começam a soar iguais. Mas, no caso dos fracassos – especialmente o que envolvem inovação -, cada história é muito particular. A Kodac falhou por causa da sua inabilidade em adaptar o modelo de negócios. A Blockbuster falhou por causa da sua ambição em abrir cada vez mais locadoras. Muitas corporações erram ao tentar entrar em áreas nas quais não têm nenhuma expertise.

O que podemos aprender com os erros de outras empresas?
Quando você tem acesso aos erros dos outros, começa a se familiarizar com a ideia de que o fracasso também pode ser iluminador. Isso dá uma perspectiva única e necessária sobre os seus próprios problemas. No museu, alguns casos de inovação fracassada mostram a importância de saber quais são as necessidades que você está atendendo. O lugar está cheio de exemplos de tecnologias que foram lançadas sem que a empresa soubesse que problema estava resolvendo.

Você já teve sua dose de fracassos?
Eu ganho dinheiro com workshops, palestras e trabalhos como consultor. Sempre quis empreender, mas tenho um problema: não sou muito bom em vender minhas ideias. É por isso que comecei esse empreendimento de uma forma enxuta, sem grandes pretensões. Espero que o Museu do Fracasso não acabe virando uma peça no meu museu… (risos)

Existe algum produto no mercado hoje que seria um forte candidato a entrar no Museu do Fracasso?
Eu não tinha pensado nisso, mas acho que as tecnologias vestíveis são fortes candidatas. São produtos estúpidos, mesmo quando fazem o que prometem. É só você dar uma olhada no Apple Watch…

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– A inovação, de fato, tem ocorrido a contento nas empresas?

Muitas vezes falamos que uma empresa é inovadora por algo pontualmente novo. Mas ser específico em algo inovador classifica-a no mesmo patamar de inovação de quem é, de fato, perenemente criativo?

Extraído de: https://medium.com/@jrsantiagojr/a-equ%C3%ADvocada-gourmetização-da-inovação-f65917f49a4e

A EQUIVOCADA GOURMETIZAÇÃO DA INOVAÇÃO

por José Renato Santiago Sátiro

A busca pela estruturação de novos processos bem como pelo desenvolvimento de novos produtos sempre fez parte do dia a dia das organizações que buscam crescer e se perpetuar no mercado. Da mesma forma a intenção de atuar em novos mercados também tem estado presente entre as metas e objetivos traçados por tantas empresas ao longo de décadas. Ainda que já houvesse sido citado a exaustão por muitos grandes pensadores, para citar apenas um, Peter Drucker, estes movimentos dificilmente eram agrupados como voltados para inovação. Muitas destas ações, no entanto, poderiam assim serem chamadas, inovadoras, ainda mais ao evidenciarmos que apenas as empresas que conseguiram geri-las com maestria se mantêm ativas até os dias atuais. Em outros tempos, no entanto, as características presentes nas demandas mercadológicas não explicitavam a inovação como um requisito diferencial para a aquisição de um produto. Sendo assim, ainda que houvesse algumas poucas exceções, o uso de qualidades associadas a confiabilidade e durabilidade costumavam ser mais bem quistas que aquelas relacionadas com inovação.

Atualmente a inovação passa por um patamar dos mais relevantes quanto a sua necessidade, a ponto de muitas empresas citarem isso em quaisquer de seus chamadas comerciais e publicitárias. Outras chegam até mesmo a nominar suas iniciativas e projetos com anagramas formados por seus nomes e palavras relacionadas com inovação. Não é difícil notar, no entanto, que muito mais do que serem, parecer serem inovadoras tem sido a mais importante meta a ser alcançada por organizações. Isto mesmo, cabe repetição: “as empresas investem muito mais em parecer serem inovadoras, do que em serem inovadoras realmente”. Boa parte das grandes empresas, por exemplo, investe muito mais em publicidade do que em atividades de pesquisa e desenvolvimento. A preocupação em mostrar aos seus consumidores o que não são é infinitamente maior do que a de gerar de maneira sistêmica esta identificação imediata, algo que pouquíssimas organizações conseguem (A 3M, por exemplo, faz com maestria). Esta postura míope não ocorre apenas em grandes organizações. Bem sabemos que hoje, não se cria mais uma nova empresa, e sim uma startup. Poucos têm pontos de vistas e crenças, mas sim mindset. A gourmetização irrestrita da inovação segue um caminho muito próximo ao estruturado pelo ramo de alimentação e significa, o que é um paradoxo, um dos maiores entraves ao seu crescimento de forma consistente e efetivo. O ‘dogão’ do ‘carro lanche’ se transformar em ‘big dog cheese special’ do ‘food truck’ é fruto desta visão distorcida de inovação. O custo desta mudança, no entanto, foi notada imediatamente apenas nos preços, multiplicados às vezes por 3 ou 4, sem que houvesse qualquer novo requisito que gerasse real riqueza percebida aos seus consumidores, a não ser ‘a redução com o ingrediente xpto no molho vegano’, ainda que muitos sequer saibamos do que isto se trata. Longe de querer desmerecer as muitas tentativas feitas, mas fato é que a inovação exaltada hoje é muito mais sofisticação semântica associada, às vezes, com tecnologia aplicada, na maioria das vezes um aplicativo para mobile, do que qualquer outra coisa.

Obviamente que isto não a torna sem valor, mas ainda a posiciona bem longe de ser algo que possa se tornar gerador perpétuo de riqueza. Sua pouca profundidade é notória. Não por acaso que tantas profissões, supostamente ultrapassadas, continuam vivíssimas e obtendo cada vez maiores margens, uma evidência de geração de riqueza, como tem acontecido com alfaiates, fotógrafos profissionais e tantos outros.

A popularização da web e a clara evolução no desenvolvimento de muitas tecnologias de telecomunicações catapultaram a inovação a um nível de relevância jamais visto e, ao mesmo tempo, de difícil comprovação que ela possua. A vertiginosa diminuição na intensidade das relações humanas fruto imediato da popularização do uso de aplicativos, por exemplo, é apenas um reflexo disso e um forte sinal que há algo de muito podre sustentando esta realidade. Até os psicólogos e analistas de outros tempos têm perdido seus espaços para coaches, muitos deles profissionais formados em cursos de finais de semana, que se propõem a ‘ensinar’ os caminhos das pedras em milacrosas sessões virtuais. É óbvio entender que movimento algum que potencialize o uso raso do conhecimento com o indiscriminado uso de tecnologia como propósito fim, não como meio para gerar riqueza, pode ser utilizado como referência para a construção, manutenção e crescimento de uma sociedade. Os exemplos se amontoam. Será que alguém tem dúvida que o percentual de pessoas que faz seus trabalhos bancários pelo celular é ínfimo e continuará assim sendo por dezenas décadas? Assim como o uso de muitos dos aplicativos de inteligência artificial deste segmento, exemplo límpido de apropriação de conhecimento alheio, no caso humano, e venda como conhecimento de máquina. Como as histórias são cíclicas, não irá demorar muito para este tipo de ‘bolha inovativa’ exploda, o que estará longe de significar o fim do que realmente é inovação, hoje em dia encontrada verdadeiramente em poucas organizações e pessoas. Neste sentido, inovação ainda é um diferencial, não uma realidade.

– A Disney quer construir uma Disneyworld Brazil?

Foi revelado que a Disney quer construir mais um dos seus parques temáticos fora dos EUA e está sondando a cidade de Brasília para investir.

Espaço, localização, rede hoteleira e outras análises são feitas para viabilizar o empreendimento (imaginaram se fosse na Capital Paulista, onde não se tem terreno de tal tamanho disponível e a preço viável?).

A Capital Federal teria interesse no negócio, justamente pela pasta do Turismo entender que é chegada a hora de tirar a imagem apenas de cidade-política, de arquitetura incrível mas cinza e sisuda para muitos.

Quem roda o mundo, sabe que lá no Exterior poucas pessoas conhecem Brasília como a capital do nosso país, achando ser o Rio de Janeiro, ou, pasmem, Buenos Aires (assim como os brasileiros pensam que a capital da Suíça é Zurique ou Genebra, mas que na verdade é Berna).

Confesso: imaginei que surgiriam piadas relacionadas à Política logo na sequência da notíciae surgiram: uma delas é que, caso tenhamos a “Disneylândia Brasil” em Brasília, até o Mickey poderia ser assaltado, o Pateta se tornaria lobbysta e o Tio Patinhas teria problemas de caixa 2 na sua Caixa-Forte. O Congresso Nacional, lógico, repleto de “Zé Cariocas”, o papagaio malandro que representa o país nesse universo da animação.

Brincadeiras à parte, seria realmente interessante um aporte desses em Brasília. Bom para todos.

ATUALIZANDO: Segundo a Rede Globo, através do Portal G1, essa notícia de que a Disney poderia ir para Brasília foi divulgada pelo Governo do DF e DESMENTIDA pela própria Disney.

Abaixo, de: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2019/02/06/disney-desmente-governo-do-df-e-diz-que-nao-ha-planos-para-a-construcao-de-parques-em-brasilia.ghtml

Disney desmente governo do DF e diz que ‘não há planos para a construção de parques’ em Brasília

Governo tinha falado em tratativas para trazer turma do Mickey à capital federal. Em 1961, negociação entre Juscelino Kubitschek e Walt Disney acabou frustrada

Após o governo do Distrito Federal ter anunciado a intenção de trazer um parque da Disney para a capital federal, a companhia do Mickey negou nesta quarta-feira (6) ao G1 que tenha planos de chamar também o Pato Donald e o restante da turma para morar no Brasil.

“Embora o Brasil seja um mercado atrativo, no momento não há planos para a construção de parques na região”, informou a Disney.
Ainda assim, como forma de não fechar as portas para o futuro, a empresa afirmou que “está sempre buscando caminhos para expandir seus negócios e, como parte desse processo, conversa com diferentes entidades”.

Na segunda-feira, o governador Ibaneis Rocha (MDB) disse que iria se reunir com representantes da multinacional ainda esta semana. O governo até chegou a ventilar a informação de que reservou uma área de 800 hectares em Sobradinho para abrigar a estrutura.

“Estou fazendo estudos em todas as áreas. Temos conversado com diversas áreas. Essa semana vem um representante da Disney ao Distrito Federal. São projetos que estamos buscando para dar novo perfil econômico ao DF”, disse Ibaneis na segunda.

O secretário de Projetos Especiais do DF, Everardo Gueiros, também tinha declarado que não poderia dar detalhes sobre o projeto “para não atrapalhar as negociações”.

No entanto, o G1 apurou que, ao contrário do que foi divulgado pelo governador, nenhum executivo da Disney marcou na agenda alguma reunião com o GDF para discutir o assunto.

Procurado, o governo do Distrito Federal não se posicionou sobre o tema até a publicação desta reportagem.

Boatos do tipo envolvendo o parque costumam surgir periodicamente. Em 2008, apareceu na internet a informação de que a Disney seria construída em Curitiba, no Paraná. A inauguração prometida era para 2013.

Já em 2010, um novo boato: de que um resort seria erguido entre São Paulo e Rio de Janeiro a tempo para a Olimpíada de 2016. Além dos Estados Unidos, atualmente a Disney tem parque em Hong Kong, Xangai, Tóquio e Paris.

Em 2016, empresários chegaram a anunciar para o ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB) um pacote de iniciativas com objetivo de desenvolver a economia do DF. Entre as ideias estava justamente a de criar um parque da Disney em Brasília. Segundo o grupo, havia tratativas em curso desde 2013.

A promessa de trazer o parque temático para Brasília remonta a Juscelino Kubitschek. Dono da página Histórias de Brasília, o publicitário João Carlos Amador diz que no final dos anos 1950, Walt Disney procurava um lugar para construção do segundo parque temático.

O primeiro, na Califórnia, já tinha sido inaugurado em 1955. Ele então selecionou alguns países que considerava interessantes para isto. Um deles, foi o Brasil.

“A convite do próprio Walt Disney, o então presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek, até visitou a Disneylândia, em 1961, para que ele visse de perto como funcionava o espaço e como era a estrutura, para avaliar a possibilidade de construir algo semelhante no DF”, conta Amador.

O presidente JK acabou desistindo da ideia por questões burocráticas. “Walt Disney exigia que o espaço tivesse um sistema tributário próprio, sem fiscalizações e sem obedecer as leis brasileiras. Com isso, o segundo parque foi construído em Orlando, na Flórida, e se tornou o principal complexo da Disney do mundo.”

Ao pesquisar nos arquivos, o publicitário lembra que o “mais perto” que Brasília chegou da Disney foi quando um shopping da cidade construiu uma réplica do castelo da Cinderela, em 1997, como decoração de Natal. A estrutura é um dos símbolos da empresa do Mickey.

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– Tecnologia: das Universidades ou das Indústrias?

Olha que discussão interessante: Nicolsky, renomado cientista, diz que estamos à beira de um “apagão tecnológico”, e afirma: a inovação não deve vir das universidades, mas das pesquisas industriais!

De muita valia aos pesquisadores e acadêmicos, abaixo, extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI78102-15259,00-SEGUIMOS+PARA+UM+APAGAO+TECNOLOGICO.htm:

SEGUIMOS PARA UM APAGÃO TECNOLÓGICO

O físico Roberto Nicolsky diz já ter acreditado que tecnologia se desenvolvia na universidade. Deixou a carreira de executivo em empresas para voltar à academia, como professor, e ajudar no desenvolvimento tecnológico do país. Convenceu-se de que o lugar da inovação é na indústria, que conheceria as necessidades do mercado. Hoje, dirige a Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec), que conta entre seus associados com os principais representantes do empresariado, como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Nicolsky diz que a política brasileira privilegia apenas as universidades e que a falta de tecnologia na indústria mina nossa competitividade e bloqueará o crescimento do Brasil. “Teremos um apagão tecnológico”, afirma.

QUEM É
É físico. Nasceu na Rússia e mudou-se para o Brasil com 8 anos. Tem 71 anos

O QUE FAZ
É diretor-geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec), associação de empresários para promover a competitividade da indústria

O QUE FEZ
Trabalhou em indústrias paulistas até tornar-se professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Coordenou a criação do protótipo de um trem que se move pelos trilhos usando levitação magnética   

ÉPOCA – Por que o senhor diz que haverá um apagão tecnológico?
Roberto Nicolsky –
Podemos ter bloqueio do crescimento econômico do país em questão de anos, por falta de tecnologia. O deficit entre o que exportamos e o que importamos está crescendo ano a ano. Como a indústria brasileira está atrasada tecnologicamente – passou décadas sem investir em inovações que diferenciassem seus produtos e processos industriais –, perdeu em competitividade. Temos de importar matérias-primas e máquinas para nosso setor industrial e só contamos com as exportações do agronegócio e da mineração para cobrir essas despesas. Para ter uma ideia, para pagar um único notebook você precisa vender 4 toneladas de carne ou 5 toneladas de soja.

ÉPOCA – Em que ponto estamos nesse caminho para o apagão tecnológico?
Nicolsky –
Não posso dizer que ele vai acontecer com certeza porque a economia tem um alto grau de imprevisibilidade. Mas é o risco que corremos se continuarmos com a política atual. Entre 2007 e 2008, a diferença entre o que importamos e o que exportamos passou de US$ 33 bilhões para US$ 57 bilhões, considerando apenas três setores da indústria: eletroeletrônica, química e bens de capital (máquinas usadas na indústria). O aumento do deficit aconteceu porque o Brasil teve uma taxa de crescimento de 5%, um pouco maior que nos anos anteriores. Agora, se quisermos continuar a crescer, vamos importar mais matérias-primas, mais máquinas. Vai chegar um ponto em que o agronegócio, a mineração e os investimentos estrangeiros não conseguirão pagar essa conta. O país deixará de crescer, a renda dos trabalhadores diminuirá e aumentará o desemprego.

ÉPOCA – Por que o Brasil não consegue tornar sua indústria competitiva?
Nicolsky –
Porque falta tecnologia. Primeiro, em razão do modelo de industrialização adotado no passado. Nas décadas de 1960 e 1970, o Brasil resolveu montar suas indústrias apenas importando tecnologia dos países desenvolvidos, sem se preocupar em aprimorá-la ou em desenvolver a sua própria. E o país nunca contou com uma política que corrigisse essa situação. Nem temos uma política tecnológica, o que temos é uma política conjunta para ciência e tecnologia. O problema é que ciência e tecnologia são completamente diferentes. Ciência se faz na universidade, para produzir conhecimento e capacitar recursos humanos altamente qualificados. Tecnologia se faz na indústria para atender à demanda dos clientes e tornar um produto mais competitivo. Só que no Brasil temos um único ministério para essas duas áreas, o da Ciência e Tecnologia.

ÉPOCA – Por quê?
Nicolsky –
É uma junção curiosa, que era comum na Espanha e em Portugal, e acabou se propagando pela América Latina. Depois da entrada dos países ibéricos na comunidade europeia, houve uma separação. Em Portugal, a tecnologia, sob o nome de inovação, foi para o Ministério da Economia, que no Brasil corresponde ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A ciência ficou junto com o Ensino Superior. Esse também é o modelo da Alemanha. Lá eles têm o Ministério da Educação e Ciência. A tecnologia fica no Ministério da Produção e Tecnologia.

ÉPOCA – Qual é o problema de tentar integrar o desenvolvimento científico ao tecnológico?
Nicolsky –
Acabamos adotando políticas de incentivo e modelos de financiamento nos mesmos moldes para duas áreas que são completamente distintas. No caso da ciência, as políticas em vigor dão certo. Elas são tão eficientes que a publicação de artigos científicos brasileiros em revistas internacionais quase triplicou em seis anos. Hoje, somos o 13º país no ranking dos que mais publicam artigos, resultado do aumento das verbas destinadas a bolsas para cientistas e abertura de novos laboratórios. O mesmo não ocorre com a área tecnológica. Se olharmos o Produto Interno Bruto brasileiro, a participação da indústria de manufatura tem diminuído. Não adianta investir só nas universidades: elas, no máximo, podem dar uma ideia para a indústria desenvolver uma tecnologia com base em um novo conhecimento. Mas, no geral, as ideias vindas da universidade estão fora da realidade porque a verdadeira demanda vem dos clientes, dos usuários dos produtos da indústria.

ÉPOCA – O melhor caminho não é tentar aproximar a universidade das necessidades da indústria? Não é esse o objetivo da lei de inovação, que libera cientistas ligados a universidades para trabalhar em empresas?
Nicolsky –
Isso só funciona em determinados setores industriais de países desenvolvidos. Para que haja transferência de tecnologia diretamente da universidade para a indústria, é preciso que elas estejam no mesmo nível. Só que a universidade brasileira está próxima do conhecimento de ponta, e a indústria brasileira está 30 anos atrasada. Uma indústria não dá saltos. Anda passo a passo. Ela só pode criar um novo produto depois de ter total domínio do anterior. Em geral, isso acontece a partir de demandas dos consumidores. A Embraer percebeu que havia um mercado para aeronaves de 50 lugares porque entendeu a necessidade de seus clientes. Fez um projeto desse tipo, melhor que o da concorrente, a canadense Bombardier. Mas só conseguiu isso porque já tinha feito outros aviões, como o Tucano, o Xingu, o Bandeirantes, o Brasília.

ÉPOCA – Leis como a de Inovação e a do Bem, que permitem a dedução do investimento em pesquisa, não ajudaram a desenvolver a indústria?
Nicolsky –
A Lei de Inovação e a do Bem são longas e complicadas. Além delas, existem várias outras que foram aprovadas recentemente. A política científica e tecnológica está imersa em uma sopa de leis que ninguém sabe interpretar. É ótimo para que pessoas ligadas à universidade, que dominam o Ministério da Ciência e Tecnologia, as interpretem do jeito que quiserem. A verba do ministério é de R$ 6,6 bilhões. Para as políticas de incentivo à inovação industrial são direcionados só R$ 660 milhões, o equivalente a apenas 10% da verba.

ÉPOCA – O senhor sugere tirar dinheiro das universidades?
Nicolsky –
Não é isso. A universidade toca lá seus projetos com o dinheiro que existe. Se o ministério devolvesse para a indústria tudo o que toma dela, já seria um ganho. Os fundos setoriais recolhem das empresas que foram privatizadas uma porcentagem a ser revertida em pesquisa na indústria. São R$ 3 bilhões. Mas transfere para as empresas R$ 600 milhões. E o resto? Vira apenas uma carga tributária a mais. É uma farsa dizer que isso é um fomento.

ÉPOCA – Ainda há tempo para reverter o apagão tecnológico que o senhor prevê?
Nicolsky –
Sim. A Índia é um exemplo de que isso é possível. Em 1995, ela promulgou sua lei de incentivo à inovação, que não é restritiva como a brasileira. Em 1998, três anos depois, ela superou o número de patentes do Brasil. Em 2008, fez 634 patentes, seis vezes o número de patentes brasileiras. O Brasil fez 101.

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– Como a Marvel e a DC se tornaram gigantes!

Essa matéria vale a pena ser lida pelos fãs de super-heróis e apaixonados por revistas em quadrinhos (como eu): a Revista Superinteressante de Janeiro / 2019, nas páginas 34 a 39, trouxe todo o histórico de como nasceram as poderosíssimas editoras Marvel e DC, que brigam nas TVs e Cinemas pelos bilhões de expectadores.

A propósito: você sabia que o Capitão América quase se tornou colega de estúdio do Superman?

Abaixo:

MARVEL X DC: UMA BREVE HISTÓRIA ENTRE AS EDITORAS DE HQ

A DC e a Marvel nasceram quase juntas, nos anos 1930, e sempre estiveram em pé de guerra. Desse embate, surgiu um novo gênero da cultura popular.

Por Rafael Battaglia

Quem sai da sessão de Vingadores: Guerra Infinita, um filme com orçamento de US$ 400 milhões e bilheteria de US$ 2 bilhões, muito provavelmente não imagina que, algumas décadas atrás, a Marvel se resumia a uma única salinha no final do corredor de uma revista pornô. A DC Comics não era muito mais charmosa: tinha o clima de um cartório.

Natural. Nas primeiras décadas do século 20, os quadrinhos eram vistos como material de quinta categoria, limitando-se a tiras de jornal, histórias pornográficas ou de terror. Harry Donenfeld, um dos precursores do mercado de distribuição de HQs, mantinha relações estreitas com gângsters.

Tudo mudou em 1938, quando uma das editoras que Donenfeld distribuía, a National Allied Publications, lançou a revista Action Comics 1, com um sujeito vestido de collant azul na capa. A National, que anos depois mudou o seu nome para DC (em homenagem a outra clássica revista, a Detective Comics), havia acabado de criar o Superman – inaugurando o gênero de super-heróis. A revistinha mensal alcançou tiragens superiores a 1 milhão de cópias, o que abriu as portas para a criação de mais superseres. Um ano depois nascia o Batman. Em 1940, já tínhamos Lanterna-Verde e Flash. Todos, sempre, vestindo trajes de luta-livre mexicana (é dali que vem a cueca por cima das calças colantes).

Pegando carona

Outros editores também tentavam a sorte no mundo dos quadrinhos. Um deles foi Martin Goodman. Na década de 1930, ele vendia revistas baratas por meio de dezenas de entidades editoriais. Parece impressionante, mas na verdade era só um modo de evitar pagar impostos.

Goodman jogava seguro e copiava o que estava fazendo sucesso. Ele lançou histórias genéricas de faroeste, policiais e aventuras na selva. Em 1939, porém, decidiu seguir os passos do Superman e lançou a revista Marvel Comics 1, com heróis como o androide Tocha-Humana e Namor, primeiros heróis da futura Marvel.

Em 1941, a dupla Joe Simon e Jack Kirby criou o Capitão América. O herói patriota que dava um soco em Hitler logo na sua estreia chamou a atenção, mas o sucesso parou por aí. Na década seguinte, Goodman tomou péssimas decisões de negócio e foi forçado a demitir quase toda a equipe de quadrinhos. A situação estava tão ruim que ele quase vendeu o Capitão para a DC.

Os anos 1950 acabaram sendo ruins para todo o mercado de quadrinhos. Críticos ao fenômeno diziam que as histórias eram as responsáveis pelo mau comportamento dos jovens. Em 1954, foi criado um código de conduta para as HQs e quase todas as editoras, com exceção da DC, viram as vendas caírem. A casa do Superman, então, virou uma empresa consolidada – e careta.

“Ao entrar nos escritórios da DC em 1960, os visitantes seriam perdoados se achassem que estavam entrando em uma empresa de seguros.” Quem traçou essa comparação foi Reed Tucker, autor do livro Pancadaria: por dentro do épico confronto Marvel vs. DC. O obra, lançada em 2018 no Brasil, conta em detalhes os bastidores das duas empresas. Seja como for, o fato é que a DC Comics tinha virado um conglomerado.

Gente como a gente

O jogo só começou a virar para Goodman em 1961. Em uma partida de golfe, ele ouviu Jack Liebowitz, um dos executivos da DC, se gabar do novo sucesso da editora, a Liga da Justiça. O chefão da Marvel correu para o único funcionário do setor de quadrinhos e pediu a ele que fizesse algo parecido. Seu nome? Stan Lee.

Lee, morto em novembro do ano passado, começou na Marvel ainda adolescente, e passou mais de 20 anos até lançar o seu primeiro sucesso. Meses após aquela partida de golfe, ele e Jack Kirby, que estava na DC, criaram o Quarteto Fantástico, uma família de super-heróis cheia de conflitos internos. A partir daí, a ascensão da Marvel foi de vento em popa. Homem-Aranha, X-Men, Os Vingadores… Quase todo o universo da editora foi criado nos anos seguintes.

Os novos heróis da Marvel foram um sopro de novidade no mercado. Eles eram imperfeitos, brigavam e estavam em uma realidade mais próxima dos leitores. A diferença estava até no visual: para cada uniforme impecável da DC, havia alguém como o Coisa, um grandalhão formado por pedras.

O crescimento da Marvel teve uma recepção controversa na DC. Ao mesmo tempo em que classificavam seus gibis como ruins, buscavam copiar o estilo da concorrente. A briga se tornava pública na seção de cartas dos gibis. Ambas as editoras mantinham espaços de conversa com o leitor, e tanto os editores da DC quanto Stan Lee e seus colegas aproveitavam o espaço para atacar uns aos outros.

Nessa Guerra Fria dos quadrinhos, os artistas de um lado não podiam nem pensar em passar para o outro. Convites para trocar de editora surgiam aos montes – uma estratégia que as duas usavam não só para melhorar suas equipes, mas em grande parte para desfalcar a outra. Uma das maiores viradas de casaca veio em 1970, quando a Marvel anunciou que Jack Kirby, o criador do Capitão América, estava indo para a DC. Depois dele, toda movimentação do tipo passou a ser acompanhada de perto pela indústria.

20% das 40 maiores bilheterias do cinema de todos os tempos são de filmes de super-heróis da Marvel ou da DC.

Infinitas crises

A Marvel seguiu crescendo até que, em 1972, ultrapassou a DC em vendas. Para comemorar a liderança (posto que até hoje permanece com ela), Goodman convidou todos para um jantar. O local não poderia ser mais sugestivo: um restaurante em frente ao escritório da DC.

Em 1979, uma lista das HQs mais vendidas nos EUA colocava os gibis da Marvel nas 20 primeiras posições. Cinco anos depois, a situação era ainda mais desproporcional, com a circulação chegando ao dobro da DC. O fraco desempenho da DC quase fez com que a Warner, a dona da editora, licenciasse seus personagens para a Marvel. Imagine o monopólio.

A DC esteve sempre presa aos pensamentos jurássicos de alguns executivos da marca, avessos a mudanças no trabalho que eles faziam desde os anos 1940. Um reflexo disso são certas posturas conservadoras da empresa. “Até pelo menos 2006, a posição oficial era de que a Mulher-Maravilha era virgem”, escreve Tucker.

Isso não significa, porém, que a DC jamais tenha inovado. Em 1985, ela lançou Crise nas Infinitas Terras, que revolucionou ao introduzir o conceito de grande saga – histórias tão significativas (e longas) que acabam influenciando as revistas de todos os outros personagens da casa. A Marvel ficou sabendo e produziu a toque de caixa uma tentativa de saga, chamada Guerras Secretas, meses antes. Mas não adiantou. A da DC, bem mais caprichada, foi a que entrou para a história.

Coisa de gente grande

Crise nas Infinitas Terras permitiu que a DC reiniciasse seu universo de heróis do zero – e deu total liberdade para os quadrinistas pensarem em novas histórias. Desse movimento, surgiram HQs mais sombrias, selos adultos e obras consagradas, como Batman: O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller, e Watchmen, de Alan Moore, esta última eleita pela revista Time como uma das melhores publicações do século 20. Se os quadrinhos deixaram de ser algo completamente voltado para crianças, o mérito é da DC.

Depois dessa revolução, outro setor do entretenimento descobriu que dava para ganhar dinheiro com super-heróis. O cinema, claro. A DC já fazia sucesso desde 1978, ano do clássico Superman – O Filme, com Christopher Reeve. Mas foi com Batman, de 1989, que a montanha de dinheiro cresceu. O filme de 1978 e suas três continuações, lançadas em 1981, 1983 e 1987, somaram uma bilheteria de US$ 1,1 bilhão em valores atuais. Batman fez US$ 835 milhões (também em valores de hoje) só com o filme de 1989 e, de quebra, se tornou um fenômeno do licenciamento – o logo do Batman usado no filme rendeu US$ 200 milhões de hoje pelo serviço de estampar camisetas, pantufas e chaveiros mundo afora. Pois é. Graças ao cinema, a DC assumia novamente a dianteira.

O poder de fogo de Batman e Superman, porém, atraiu dinheiro para a Marvel também – se a DC tinha estourado nas salas de exibição, a rival tinha tudo para seguir a mesma trilha. Ronald Perelman, então um investidor de Wall Street, comprou a empresa com o objetivo de fazê-la crescer na telona.

E fora também. Perelman lançou estratégias para tirar mais dinheiro dos quadrinhos. Era o caso das capas variantes. Os leitores chegavam a comprar mais de 20 versões do mesmo gibi para ter todas as versões de capas.

A Marvel também investiu na criatividade. O carro-chefe nessa fase foi o grupo de mutantes criados ainda nos anos 1960 por Stan Lee. X-Men Vol. 1, de 1991, que apresentava uma versão repaginada de Wolverine e cia., vendeu 8 milhões de cópias – e é até hoje o quadrinho mais vendido da história.

E a Marvel, que já liderava nos quadrinhos, virou uma máquina de imprimir dinheiro. Os melhores quadrinistas tinham grana para comprar avião particular – não é figura de linguagem. Chris Claremont, roteirista dos X-Men, comprou mesmo um.

Na DC, o triunfo financeiro no cinema não se refletia nos quadrinhos. Em 1992, ela amargava o terceiro lugar nas vendas de HQs e, para enfrentar a Marvel, decidiu matar o Superman, em uma história que virou notícia na TV e nos jornais.

A Marvel reagiu com mais sagas. Só em agosto de 1993, havia 120 títulos em circulação. A editora começava a dar passos maiores que as pernas. Perelman chegou a comprar uma distribuidora de quadrinhos para não depender mais de outras empresas nessa área. Péssima decisão: a subsidiária não dava conta da demanda da casa, e outras distribuidoras, que se consideraram traídas, não queriam mais trabalhar com a Marvel.

Nisso, os prejuízos foram se avolumando. Até que, em 1996, a editora entrou com um pedido de falência, com quase US$ 1 bilhão em dívidas.

Para se salvar, a Marvel fez um “saldão” de heróis e vendeu os direitos dos seus personagens mais famosos para estúdios de Hollywood. X-Men, comprado pela Fox, virou filme em 2000, e rendeu meio bilhão de dólares de hoje. Homem-Aranha, adquirido pela Sony, fez o dobro disso. Sim: passou de US$ 1 bilhão.

Aquilo que tinha restado da Marvel após a falência viu que estava marcando bobeira. E montou um plano para fazer dinheiro no cinema com os heróis que tinham sobrado na casa.

Homem de Ferro estreou em 2008, e bingo: rendeu mais de US$ 500 milhões. O êxito deu início ao que hoje se chama MCU (sigla em inglês para Universo Cinematográfico da Marvel). E mais importante: chamou a atenção da Disney – e a maior empresa de entretenimento da galáxia comprou a Marvel em 2009 por US$ 4 bilhões.

A DC ainda pena para criar o seu próprio universo, com problemas de público e crítica. A grande exceção é a trilogia do Batman dirigida por Christopher Nolan entre 2005 e 2012 – que consegue a proeza de ter um faturamento de nove dígitos (US$ 2,5 bi) e, ao mesmo tempo, constar nas listas de melhores filmes de todos os tempos. Algo tão significativo no mundo do cinema quanto aquilo que Infinitas Terras tinha produzido no dos quadrinhos lá atrás, nos anos 1980.

Hoje, das 40 maiores bilheterias da história do cinema, 20% são de filmes com heróis da Marvel ou da DC. E, ao que tudo indica, essa proporção seguirá aumentando. Porque a rivalidade entre as duas criou mais do que revolução na cultura pop. Presenteou a humanidade com toda uma nova mitologia.

– Vem aí a CNN em Português!

Ôpa! Melhorando o título deste post: a notícia oficial (e boa para a geração de empregos qualificados) é que a CNN Brasil estará no ar até o meio do ano.

Trazendo todo o respeito da famosa rede de notícias americana, estão os empreendedores Rubens Menin (o dono da construtora MRV) e Douglas Tavolaro (Ex-Record)

Extraído de: https://www.bol.uol.com.br/entretenimento/2019/01/14/ex-chefao-do-jornalismo-da-record-douglas-tavolaro-comandara-cnn-no-brasil.htm

CNN BRASIL

A inesperada saída de Douglas Tavolaro do comando do jornalismo da Record tem um motivo: ele vai comandar o projeto do canal de notícias americano CNN no Brasil.

Ao lado do empresário Rubens Menin, Tavolaro divulgou nesta segunda-feira (14) o acordo de licenciamento com a CNN para lançar a CNN Brasil, um canal de notícias, que estará disponível para assinantes da TV paga como um canal 24 horas e também em plataformas digitais.

A CNN Brasil será programada e operada pelo grupo liderados por Menin e Tavolaro e terá acesso ao conteúdo internacional do canal. O jornalista será CEO da empreitada e o empresário Rubens Menin, presidente do conselho de administração. Segundo comunicado, a CNN Brasil “será lançada nacionalmente com agências de notícias em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Brasília e correspondentes no exterior. A CNN International e a CNN en Español continuarão disponíveis no país e não fazem parte do licenciamento da CNN Brasil”.

De início, a nova empresa de mídia promete contratar 400 jornalistas para a base em São Paulo e os dois escritórios: Rio e Brasília. Os contratados irão começar os treinamentos de imediato porque a empresa pretende começar as operações no início do segundo semestre.

No comunicado de lançamento da nova empreitada, há uma fala de Greg Beitchman, vice-presidente de Vendas de Conteúdo e Parcerias da CNNIC.

“Estamos muito satisfeitos em anunciar este acordo de licenciamento com nosso novo parceiro para lançar a CNN Brasil”, disse Beitchman. “O Brasil é um país empolgante para continuar a expansão da marca CNN. Este anúncio é parte de uma estratégia global para trabalhar com parceiros que pensam da mesma maneira e que enxergam uma clara oportunidade para produtos e serviços de notícias locais da marca CNN.”

Em outra fala do comunicado à imprensa, Menin afirma: “Nosso objetivo é contribuir com a democratização da informação no Brasil. Um país com uma sociedade livre e desenvolvida só é construído com uma imprensa plural. Já existem boas plataformas de notícias localmente, mas acreditamos que há espaço para uma nova opção. A chegada de uma grande marca fortalece e valoriza o jornalismo. Estamos felizes e motivados com esse acordo com a CNN”.

Mais tarde Douglas também enviou um comunicado sobre a sua saída da Record e confirmou a direção na CNN Brasil:

“Encerro hoje um ciclo de 17 anos no Grupo Record. Nessa fase, em sua maior parte como diretor nacional e vice-presidente de Jornalismo, ajudamos a construir o projeto de televisão que transformou a Record no segundo maior grupo de comunicação do Brasil.
Aos poucos, tijolo por tijolo, degrau por degrau, nosso Jornalismo cresceu e se consolidou como uma das referências no mercado brasileiro, com produtos consagrados pelo público, conquistando a liderança de audiência em vários horários, em diversas regiões do país, e a confiança das agências de publicidade e dos anunciantes.
Só tenho a agradecer aos meus colegas de redação e a RecordTV, que nos deu todas as oportunidades para que construíssemos essa importante história na televisão brasileira.
Agora sigo para um novo desafio: implantar a CNN Brasil, marca do maior canal de notícias do mundo. Serei sócio-fundador e CEO desse novo grupo de mídia brasileiro, que atuará na TV por assinatura e nas diversas plataformas digitais com a missão de ser uma opção de jornalismo forte e com credibilidade para o nosso país.”

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