– Como ter um mundo mais pacífico? Siga a dica de São Paulo:

Sabe como ter um mundo de paz?

É perdoando, segundo São Paulo em sua Carta aos Eféseos, escrita há quase 2000 anos. E ele tem razão, pois sua mensagem é atual!

Leia, de Ef 4,31-32.

“Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda a espécie de maldade. Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo”.

Se fizermos tudo isso, não teremos um mundo garantidamente de paz?

Terra Globo Mundo - Imagens grátis no Pixabay

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– Confraternização Universal e Dia da Rainha da Paz

O dia Primeiro de Janeiro é marcado por ser um dia de Confraternizações mundo afora, mesmo àqueles que não seguem o calendário cristão e, em tese, não é Ano Novo.

No tempo litúrgico, esse dia de festejos segue à festa católica da Virgem Maria, mãe de Jesus, sob a invocação de Nossa Senhora Rainha da Paz.

Paz. Simplesmente paz. É o que precisamos nesse ano que se inicia.

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Imagem extraída de: http://www.mosteiroreginapacis.org.br/mensagem-de-nossa-senhora-rainha-da-paz-25-de-agosto-de-2020/

– Pensamento de Santo Ambrósio em seu Dia!

Vivemos numa era onde o equilíbrio emocional, espiritual, físico e financeiro precisam estar cada vez mais em sinergia. E sinceramente, penso que isto não é bom. Este equilíbrio, honestamente, é necessário, pois verdadeiramente bom seria que simplesmente vivêssemos em paz. Mas como hoje é dia de Santo Ambrósio, um santo alemão do século 3, compartilho uma reflexão maravilhosa do mesmo e que se faz necessária neste mundo tão ferido dos dias de hoje, onde o conforto das pessoas, às vezes, se baseia na vingança; onde alardeia-se o sucesso às custas do insucesso profissional de outros; ou, ainda, que neste mundo capitalista tão competitivo, nem todos têm espaço. Tudo isso pode ser verdade, mas não deveria.

Assim, lembremo-nos do pensamento ambrosiano:

Ninguém cura a si mesmo ferindo os outros”.

O amor, a oportunidade e a presteza podem ter lugar num mundo cada vez mais vazio e contraditoriamente repleto de anseios.

Hoje é celebrado Santo Ambrósio, Bispo de Milão e mentor de Santo Agostinho

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– A felicidade é contagiosa. A infelicidade também.

O caderno “Vida & Ciência” do Estadão traz uma matéria da BBC, a respeito da FELICIDADE. E olha que interessante: cientificamente, está ‘quase’ provado: Felicidade é contagiante! E o contrário, idem.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid288879,0.htm

FELICIDADE PODE SER CONTAGIANTE, DIZ ESTUDO

Pesquisa mostra que felicidade de indivíduo está conectada às pessoas com que se relaciona.

– Um estudo publicado na revista científica British Medical Journal aponta que a felicidade de uma pessoa não é só uma escolha ou experiência individual, mas que está ligada “à felicidade dos indivíduos aos quais a pessoa está conectada, direta ou indiretamente”.

Usando análises estatísticas, os pesquisadores Nicholas Christakis, da Escola de Medicina de Harvard, e James Fowler, da Universidade da Califórnia, mediram como as redes sociais estão relacionadas com a sensação de felicidade de uma pessoa.
Segundo os dados do estudo, a felicidade de uma pessoa pode “contagiar” aqueles com quem ela se relaciona.

“Mudanças na felicidade individual podem se propagar em ondas de felicidade pela rede social e gerar grupos de felicidade e infelicidade”, diz o estudo.

E mais, não são apenas os laços sociais mais imediatos que têm impacto nestes níveis de felicidade, o sentimento consegue atingir até três graus de separação (amigos de amigos de amigos).

“Pessoas que estão cercadas de pessoas felizes e aqueles que são centrais nessas redes de relações têm mais tendência a serem felizes no futuro”.

A pesquisa aponta que estes grupos de “felicidade” resultam da disseminação desse sentimento, e não são apenas resultado de uma tendência dos indivíduos se associarem a pessoas com características similares.

Proximidade

Assim, um amigo que viva a uma distância de cerca de uma milha (1,6 km) e que se torna feliz, aumenta a probabilidade de que uma pessoa seja feliz em 25%. Efeitos similares foram observados entre casais que moram na mesma casa (8%), irmãos que vivam a menos de uma milha de distância (14%) e vizinhos (34%).

Surpreendentemente, essa relação não foi observada entre colegas de trabalho, o que sugere que o contexto social pode afetar na disseminação no sentimento de felicidade.
O estudo também aponta que a proximidade geográfica é essencial para a disseminação da felicidade.

Uma pessoa tem 42% mais chances de ser feliz se um amigo que viva a menos de 800 metros de distância se torna feliz. O efeito é de apenas 22% se o amigo morar a mais de 2,2 quilômetros.

Dados

Para chegar a essas conclusões, os autores analisaram dados coletados em um outro estudo que reuniu informações de 5.124 adultos entre 21 e 70 anos na cidade de Framinggham, no Estado americano de Massachusetts, entre 1971 e 2003.

Originalmente iniciado para pesquisar riscos de problemas no coração, este estudo também coletou dados sobre a saúde mental dos entrevistados.

Em diversos momentos, os entrevistados foram convidados a responder se concordavam ou discordavam de quatro afirmações: “Me sinto esperançoso em relação ao futuro”; “Eu fui feliz”; “Eu aproveitei a vida” e “Eu me senti tão bem como as outras pessoas”.

Para chegar ao conceito de “felicidade” usado em sua pesquisa, Christakis e Fowler levaram em conta a resposta afirmativa às quatro sentenças.

Segundo o professor Andrew Steptoe, especialista em psicologia da University College of London, “faz sentido intuitivamente que a felicidade das pessoas à nossa volta tenham impacto em nossa própria felicidade”.

“O que é um pouco mais surpreendente é que essa felicidade parta não apenas daqueles muito próximos a você, mas também de pessoas um pouco mais distantes.”

Segundo ele, a pesquisa também pode ter implicações em políticas de saúde pública.

“A felicidade parece estar associada a efeitos protetores à saúde.”

“Se a felicidade realmente for transmitida por conexões sociais, ela poderia, indiretamente, contribuir para a transmissão social de saúde”, disse ele.

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A sabedoria é um meio para alcançar a felicidade. | Foto: Reprodução. Extraída de: https://falauniversidades.com.br/sabedoria-e-felicidade-sabedoria-como-realizacao-humana/

– #tbt 3: Dias “de bem com a vida”.

Há 3 anos…

Estou de volta à ativa. Muita coisa aconteceu nos últimos dias, e eu precisava recarregar um pouco mais a minha carga de paciência, saúde e atitude.

No campo esportivo, não tive mais disposição de assistir o futebol. Me dava tristeza ver a baixíssima qualidade do “jogo jogado” e do “jogo apitado”. Pudera, o esporte por aqui tornou-se propriedade de alguns cartolas, com um presidente banido na CBF e seus comandados fazendo lambanças. Além, claro, da demagogia nas escalas de árbitros sem qualquer critério meritocrático que traga unanimidade. COMO É CHATO E ENFADONHO FALAR SOBRE ISSO. Enfim: “era uma vez o futebol-arte”, e com ele foi-se embora o árbitro-vocacionado, trocado pelos jovens “bombadinhos”.

No campo profissional, mudei minha rota e minha rotina. Desfiz-me do meu comércio (em destaque nas minhas atividades) e quero usar todo o tempo gasto nele para a área acadêmica. A propósito: amigos professores, estou à procura de universidades para lecionar! Como diriam os mais antigos: “Sou mais um na fila do INPS”.

No campo pessoal, fiz uma série de check-ups, literalmente de “cabo a rabo”, de ressonância até os mais cabeludos exames laboratoriais. Do que se apresentou de delicado, estou tratando com muita calma e sem medo.

Enfim, no campo familiar, consegui dedicar-me bem mais às pessoas que eu amo. E descobri que ficar muito tempo longe deles me faz mal; em especial, os minutos gastos com Redes Sociais (que sempre tive parcimônia com isso e hoje ainda mais) que tiram a total atenção que eu deveria ter. Nunca gostei de WhatsApp, e cronometrei sistematicamente o quanto tempo perco e as coisas que recebia nesse App. Simplesmente, avisei meus amigos: se é importante, me ligue, mande um e-mail ou sms. Principalmente as idiotices destes tempos de fanatismo e fake news. Aff! Quanta inutilidade… e quanto bobinho defendendo político de estimação como time de coração.

Pra quê esquentar a cabeça com isso?

Direita e Esquerda radicais são turmas para DESPREZAR, pois são movidas a fanatismos. Idem a puxa-sacos de escaladores de árbitros: pobres de espírito e que devotam uma vida a tais membros bem remunerados.

Coitados… e gostam de tecer árduas críticas, sem nunca ponderar suas opiniões, defendendo interesses pessoais e nunca os coletivos (e muitos usam desse argumento). Se escondem com pseudônimos e perfis falsos, somente para tumultuar. Nem respondo quando vejo ser “pau-mandado”, amigo-relógio ou viciado / fanático em algo. 

Não tenho que responder tudo o que leio ou que me escrevem. Bobagem, pois há muito “espírito de porco”. Aliás, como se auto-cercear por conta de “xaropes”? Uma coisa que me intriga: o cara segue outro na rede social para criticá-lo e se sente perturbado com isso? Ué, deixa de seguir! Caia fora, pois se não gosta, é ser idiota continuar seguindo. É igual o cara que mete o pau em programas esportivos, mas não perde uma exibição!

Por fim, passei por uma experiência maravilhosa nesse final de semana, mostrando-me o quanto tal materialismo e apego a vaidades faz mal: fiz a rota do turismo religioso no Vale do Paraíba!

Claro que a pessoa que professa e vive o catolicismo (caindo e se levantando em atos, fatos e força na fé), aproveitará por motivos óbvios o passeio. Mas atente-se:

1- Passei no Santuário do Frei Galvão (Santo Antonio Santanna Galvão, o 1o santo brasileiro, em Guaratinguetá) e pude ver o quão pura é a crença de muitos. Gente humilde, esperançosa e que busca graças. O dinheiro, para elas, de nada vale. Nosso clique por lá:

2- Fui ao Santuário do Pai das Misericórdias (Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista). Que terra santa! Gente mansa, pacífica, espiritualizada. A troco de quê sentir rancor ou desamor? Aliás, veja o altar:

3- Conheci o Santuário de Nossa Senhora da Santa Cabeça (em Cachoeira Paulista também), onde as pessoas buscam a cura da depressão, do esquecimento, do medo, das enxaquecas e de outras enfermidades da mente. Aliás, ver a “Sala dos Milagres”, onde as pessoas agradecem as graças alcançadas por tal incomum devoção à intercessão da Cabeça da Virgem Maria, faz você pensar nas prioridades de vida. Aqui:

4- Não tinha como não passear no Santuário Nacional de Aparecida, casa da nossa Mãe Padroeira, onde a elevação da alma é presente: em especial, no momento da Eucaristia nesse belo templo, como nesse retrato que tiramos por lá:

5- Desta vez, tive a oportunidade de conhecer o Seminário Bom Jesus, onde 3 Papas ali passaram: João Paulo II, Bento XVI e Francisco. Este último, deixou de lembrança “a cuia de seu chimarrão”. Veja, pela ordem, esse mimo e na sequência: a Capela onde os Pontífices rezaram a missa dentro do Seminário e os quartos da parte do local onde se é também uma pousada. Pura paz:

A imagem pode conter: pessoas sentadas, mesa e área interna

6- Ops: demos uma esticadinha até Petrópolis, onde conhecemos os principais pontos turísticos e aprendemos um pouco da história de nosso país na “Cidade Imperial”, onde Dom Pedro II tinha apreço especial. O problema é que tivemos que passar num morro com inscrições do Comando Vermelho, além de que no pé da Serra com a BR-493 vivenciamos um arrastão (que não nos atingiu diretamente, mas nos assustou pelo pavor de quem sofreu). Coisas do Brasil… Trouxemos lindas recordações de momentos incríveis e alegres, como a Casa de Santos Dumont e o Palácio do Imperador (ambos viraram museus):

Para celebrar a vida e terminado esse post, a foto que diz muito a mim. Por mais momentos assim… (é a única coisa que realmente vale a pena):

Região Central de Petrópolis, com a Catedral de São Pedro Alcântara ao fundo. Eu entre algumas das mulheres maravilhosas da minha vida – e de todas as idades!

– Em busca da Concórdia, sem Compreender mas querendo o Amor.

Do nada. Mas do nada mesmo, ou graças a tudo (ou ao Tudo, ou melhor, ao Todo que está no Alto)? Surgiu

“Na vida, há muita coisa que a gente tenta entender, mas não consegue. Tudo bem. Se conseguir perdoarmesmo sem ter entendidovaleu o esforço.
Entendeu?
Não precisa do entendimento. Carece-se de mansidão.”

(Pensamento da Madrugada).

Parece raso, mas é profundo. Mais do que isso: é necessário!

Arquivo Pessoal (Mosaico do filho pródigo do Santuário “Pai das Misericórdias”, que retrata aquele que tudo tinha e ao perder seus bens, percebeu que aquilo nada valia e volta aos braços do Pai Piedoso).

– Querem inventar uma desculpa armamentista no Evangelho?

Católico de verdade imita Jesus Cristo, pois Ele é o “Príncipe da Paz”, a “Misericórdia Viva”, o Mestre que nos ensinou “Perdoar 70×7”, “Dar a outra face” e nos avisou que “acabou a lei do ‘Olho por Olho, Dente por Dente’.”

Ele se sentava com os marginalizados, comia com os discriminados e se dizia “médico para os doentes”.

No Monte das Oliveiras, mesmo injustamente preso, condenou o uso de armas quando se cortou a orelha de um soldado violento. Perdoou aqueles que o ofenderam e o crucificaram.

“Ser Cristão” significa “comportar-se como o Cristo”. E me assusto quando vejo católico praticante defendendo o aborto (como a Esquerda Radical faz – algo condenável, vide a palavra do Papa Francisco nesta semana, em: https://wp.me/p4RTuC-ybb) ou defendendo armamento (como a Direita Extremista faz – algo igualmente condenável, como disse Dom Orlando Brandes em Aparecida, em: https://wp.me/p4RTuC-y9n).

Católico não tem que se preocupar com ideologia política, mas sim na sua ação missionária em levar o Evangelho como Jesus nos pediu, no seu testemunho e no seu ato piedoso – sempre “amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Cultura do ódio; armamentismo; comunismo; corrupção; fofoca, boato ou fake news; intolerância; desamor; vitimismo… nada disso deve ser praticado por quem realmente quer ser um bom católico. Afinal, nada disso foi ensinado por Jesus Cristo e tudo se contradiz à sua Boa Nova.

Lamento ver pessoas deturpando frases de Papas na Internet (como tem sido feito constante com São João Paulo II, de trechos tirados do contexto e outros mentirosos – ambos igualmente sem fontes ou veracidade). Tudo isso para justificar paixões políticas.

E sobre o Papa João Paulo II, uma carta enviada em 1982, implorando para um mundo com menos armas e mais paz, na abertura da Assembleia da ONU daquele ano. Abaixo:

MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II
À II SESSÃO ESPECIAL DAS NAÇÕES UNIDAS
PARA O DESARMAMENTO

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores representantes dos Estados membros

1. Em Junho de 1978, quando se reuniu a primeira Sessão extraordinária da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o desarmamento, o meu Predecessor o Papa Paulo VI enviou-lhe uma Mensagem pessoal, em que exprimia as suas esperanças nos resultados que a humanidade estava no direito de esperar de um tal esforço de boa vontade e de sabedoria política, por parte da comunidade internacional.

Quatro anos mais tarde, eis-vos de novo reunidos para vos perguntardes se estas expectativas foram — pelo menos parcialmente — realizadas.

A resposta a esta questão parece não ser nem muito tranquilizadora nem muito encorajante. Comparar a situação de há quatro anos com a de hoje, em matéria de desarmamento, faz aparecer muito poucos melhoramentos. Alguns pensam mesmo que houve deterioração, ao menos no sentido de que as esperanças nascidas nessa época poderiam agora apresentar-se como simples ilusões. Esta verificação poderia facilmente levar ao desânimo e impedir os responsáveis pela sorte do mundo a procurarem noutro lugar a solução dos problemas — particulares ou gerais — que não cessam de perturbar a vida dos povos.

Muitos apreendem assim a realidade actual. Os algarismos que provêm das fontes diversas indicam sério aumento das despesas militares, que se traduz por uma produção mais acentuada dos diferentes tipos de armamento, à qual, segundo institutos especializados, corresponde novo incitamento para o comércio das armas. Os meios de informação concentraram ultimamente grande parte da sua atenção na busca, e no uso a grande escala, das armas químicas. Por outro lado, apareceram novas armas nucleares.

Diante de uma Assembleia tão competente como a vossa, não é necessário dispor os algarismos que a vossa própria organização publicou a este respeito. Baste-me, a titulo de indicação, citar o estudo segundo o qual o conjunto das despesas militares do planeta corresponde a uma média de 110 dólares por pessoa e por ano, o que, para muitos habitantes deste mesmo planeta, representa o rendimento de que eles dispõem, durante o mesmo período.

Diante deste estado de coisas, é muito de boa vontade que exprimo a minha satisfação por as Nações Unidas se terem proposto de novo enfrentar o problema do desarmamento, e estou reconhecido com a possibilidade que me é gentilmente oferecida de vos dirigir a palavra nesta ocasião.

Ainda que não seja membro da vossa Organização, a Santa Sé tem junto dela, de há tempos, a sua própria Missão permanente da observação que lhe permite seguir dia após dia as actividades da mesma. Ninguém ignora quanto os meus Predecessores apreciavam os vossos trabalhos. Eu próprio tive ocasião, em particular quando da minha visita à sede da ONU, de tornar minhas as palavras de estima por eles pronunciadas a respeito da vossa Organização. Como os meus Predecessores compreendo eu as dificuldades dela e, ao mesmo tempo que exprimo o voto de que os seus esforços sejam recompensados com resultados mais importantes e melhores, reconheço o seu papel precioso e insubstituível para assegurar ao mundo um futuro mais sereno e mais pacifico.

É a voz de alguém que não tem interesse nem poderes políticos, e menos ainda força militar, aquela que a vossa cortesia me permite fazer de novo ressoar nesta Sala. Aqui, onde convergem praticamente todas as nações, grandes e pequenas, a minha palavra leva em si o eco da consciência moral da humanidade no estado puro, se me permitis a expressão. Ela não é acompanhada de preocupações ou interesses de outra natureza, que poderiam velar-lhe o testemunho e torná-lo menos crível.

Uma consciência esclarecida e guiada pela fé cristã, sem dúvida, mas que não é, por isso, menos profundamente humana, muito pelo contrário. É portanto uma consciência comum a todos os homens de boa e sincera vontade.

A minha voz torna-se o eco das angústias, das aspirações, das esperanças e dos temores de milhares de homens e de mulheres que, de todas as latitudes, olham para a vossa Assembleia perguntando se dela surgirá, como esperam, alguma luz tranquilizadora, ou então uma nova e preocupante decepção. Sem para isso ter recebido de todos o mandato, creio poder fazer-me o intérprete fiel junto de vós destes sentimentos que são os seus.

Não quero nem posso entrar nos aspectos políticos e técnicos do problema do desarmamento como ele se apresenta hoje, mas permitir-me-eí atrair a vossa atenção para alguns princípios éticos que estão na base de toda a discussão e de toda a decisão desejável neste campo.

2. O meu ponto de partida enraiza-se numa verificação unanimemente admitida não só pelos vossos povos, mas também pelos governos que vós presidis ou representais: o mundo deseja a paz, o mundo precisa da paz.

Nos nossos dias, recusar a paz não significa somente provocar os sofrimentos e as perdas que — hoje mais do que no passado — comporta uma guerra, mesmo limitada; isto poderia trazer igualmente a total destruição de regiões inteiras, com a ameaça possível ou provável de catástrofes de proporções mais vastas ainda, mesmo universais.

Os responsáveis pela vida dos povos parecem sobretudo empenhados numa busca febril dos caminhos políticos e das soluções técnicas que permitem “conter” os efeitos de possíveis conflitos. Devendo embora reconhecer os limites dos seus esforços neste sentido, persistem nestes caminhos, tão espalhada está a convicção de que a longo termo as guerras são inevitáveis, e tanto também, e sobretudo, o espectro de uma possível confrontação militar entre os grandes campos, que dividem o mundo hoje, continua a acompanhar o destino da humanidade.

Certamente, nenhuma potência, nenhum homem de Estado admitirá que deseja projectar uma guerra ou tomar a iniciativa dela. Todavia, a desconfiança mútua faz crer ou temer que outros alimentem desígnios ou uma vontade deste género, de maneira que pareça cada um não encarar outra solução possível, se não mesmo necessária, do que a de preparar uma força de defesa suficiente para responder a um eventual ataque.

3. Muitos julgam mesmo que tal preparação constitui um caminho para salvaguardar a paz, ou ao menos para impedir o mais possível, e da maneira mais eficaz, o desencadeamento dos conflitos, sobretudo dos grandes conflitos que chegariam a comportar o holocausto supremo da humanidade e a destruição da civilização que o homem conquistou laboriosamente no decorrer dos séculos.

Isto é ainda, como se vê, a “filosofia da paz” enunciada no velho princípio romano: “Se queres a paz, prepara a guerra”.

Traduzida em termos modernos, esta “filosofia” tomou o nome de “dissuasão”, e revestiu as formas de um “equilíbrio das forças” que, por vezes, foi chamado, não sem razão, “equilíbrio do terror”. Como fez notar o meu Predecessor Paulo VI: “A lógica imanente à busca dos equilíbrios de forças leva cada um dos adversários a tentar assegurar-se certa margem de superioridade, com medo de se encontrar em situação de desvantagem” (Mensagem à Assembleia Geral da ONU, 24 de Maio de 1978: Insegnamenti di Paolo VI, XVI, 1978, p. 452).

Assim, praticamente, a tentação é fácil — e o perigo sempre presente — de ver a busca de um equilíbrio transformar-se em busca de uma superioridade capaz de lançar de novo, de maneira ainda mais perigosa, a corrida aos armamentos.

Eis, na realidade, a tendência que parece continuar a prevalecer hoje, e talvez mesmo de maneira ainda mais acentuada que antes. E vós propusestes-vos, como fim especifico desta Assembleia, procurar como seria possível derrubar esta tendência.

Este fim pode parecer ainda, por assim dizer, “minimalista”, mas é de importância fundamental, porque só semelhante mudança completa pode fazer esperar que a humanidade se entranhe no caminho que leva ao fim tão desejado por todos, mesmo se muitos o consideram sempre como utopia: um desarmamento total, mútuo e rodeado das garantias de uma fiscalização efectiva, que elas dão a todos a confiança e a segurança necessárias.

Assim, esta Sessão extraordinária reflecte ainda outra verificação. Do mesmo modo que a paz, o mundo deseja também o desarmamento. O mundo precisa do desarmamento.

Por outro lado, todo o trabalho realizado dentro do Comité do desarmamento, em diferentes comissões ou subcomissões e dentro dos Governos, do mesmo modo que a atenção prestada pelo público, testemunha a importância que se dá nos nossos dias à difícil questão do desarmamento.

A convocação mesma desta reunião leva em si própria um julgamento: as nações do mundo estão já superarmadas e demasiado comprometidas nas políticas que reforçam esta tendência. Implicitamente tal juízo inclui a convicção de que esta tendência é errónea e de que as nações do mundo comprometidas neste caminho têm necessidade de retomar o seu lugar.

Mas a situação é complexa e numerosos valores — dos quais alguns do mais alto nível — entram em jogo. Pontos de vista divergentes podem ser expressos. É preciso portanto enfrentar os problemas com realismo e honestidade.

Por isso, primeiro peço a Deus que vos conceda a fortaleza do espírito e a boa vontade, que se requerem para desempenhardes a vossa tarefa e fazerdes avançar quanto é possível a causa da paz, fim último de todos os vossos esforços durante esta Sessão extraordinária. Assim portanto a minha palavra é palavra de encorajamento e de esperança. Encorajamento para não deixar que as vossas energias se enfraqueçam pela complexidade das questões ou pelos reveses do passado e do presente. Palavra de esperança porque sabemos que só os homens de esperança são capazes de avançar paciente e tenazmente para finalidades dignas dos melhores esforços e para o bem de todos.

4. Talvez nos nossos dias, nenhuma questão toque tantos aspectos da condição humana como a dos armamentos e do desarmamento. Comporta aspectos científicos e técnicos, aspectos sociais e económicos. Inclui também graves problemas de natureza política que atingem as relações entre Estados e entre povos. Os nossos sistemas mundiais de armamentos influenciam, além disso, em grande medida, os desenvolvimentos culturais. Coroando tudo, intervêm as questões espirituais que dizem respeito à identidade mesma do homem e das suas opções para o futuro e para as gerações que hão-de vir.

Oferecendo-vos as minhas reflexões, tenho presentes ao espírito todas estas dimensões técnicas, científicas, sociais, económicas e sobretudo éticas, culturais e espirituais.

5. Desde o fim da segunda guerra mundial e o principio da idade atómica, a Santa Sé e a Igreja católica tiveram uma atitude muito clara. A Igreja procurou continuamente contribuir para a paz e para construir um mundo que não tenha de recorrer à guerra para regulamentar as desavenças. Animou a que se mantenha um clima internacional de confiança mútua e de cooperação. Apoiou as estruturas susceptíveis de assegurar a paz. Recordou os efeitos desastrosos da guerra. A medida que aumentavam os meios de destruição mortífera, ela fez notar os perigos assim incorridos e, para além dos perigos imediatos, ela indicou os valores que se haviam de cultivar para desenvolver a cooperação, a confiança mútua, a fraternidade e a paz.

Já em 1946, o meu Predecessor o Papa Pio XII se referiu à “potência dos novos instrumentos de destruição” que reconduziam o problema do desarmamento ao centro das discussões internacionais com aspectos completamente novos” (Mensagem ao Colégio dos Cardeais, 24 de dezembro de1946).

Os Papas sucessivos e o Concílio Vaticano II continuaram a reflexão adaptando-a ao contexto dos novos armamentos e da fiscalização dos armamentos. Se os homens se debruçassem sobre esta tarefa com boa vontade e se tivessem no seu coração e nos seus planos a paz como objectivos, as medidas adequadas poderiam encontrar-se, as estruturas apropriadas elaborar-se para assegurar a legítima segurança de cada povo no respeito mútuo e na paz; então os arsenais do temor e da ameaça de morte tornar-se-iam supérfluos.

O ensinamento da Igreja católica é portanto claro e coerente. Deplora a corrida aos armamentos, pede pelo menos uma progressiva redução mútua e verdadeira assim como as maiores precauções contra os possíveis erros no uso das armas nucleares. Ao mesmo tempo, a Igreja reclama para cada nação o respeito da independência, da liberdade e da legítima segurança.

Desejo assegurar-vos da preocupação constante da Igreja católica e dos esforços que ela não deixará de realizar enquanto os armamentos não forem inteiramente dominados, a segurança de todas as nações garantida, e enquanto os corações de todos os homens não forem ganhos para as opções éticas que hão-de garantir uma paz duradoura.

6. Chego agora ao debate que vos ocupa, a propósito do qual é preciso reconhecer, em primeiro lugar, que nenhuma componente das questões internacionais pode ser considerada isolada e separadamente dos múltiplos interesses das nações. Todavia, uma coisa é reconhecer a interdependência das questões, e outra explorá-las para delas tirar proveito noutro plano. Os armamentos, as armas nucleares e o desarmamento são coisas demasiado importantes em si mesmas e para o mundo, de maneira que se tornem simplesmente parte de uma estratégia que lhes exploraria a importância intrínseca em favor de uma política ou doutros interesses.

7. É pois importante considerar devidamente, com a prudência e a objectividade que merecem, cada uma das proposições sérias que tendem a contribuir para o desarmamento real e para criar um clima melhor. Mesmo países pequenos têm valor que vai além do aspecto material e técnico dos mesmos. Qualquer que seja o domínio encarado, temos necessidade hoje de perspectivas novas e de disponibilidade de escuta respeitosa e de acolhimento atento às sugestões honestas de todos os que se ocupam com responsabilidade de negócios tão controversos.

A este propósito, surge o que eu chamaria o fenómeno da retórica. Um campo tão tenso e cheio de tantos perigos inevitáveis não pode deixar lugar a nenhuma espécie de discursos forçados ou de opiniões provocadoras. A complacência na retórica, no vocabulário inflamado e apaixonado, nas ameaças veladas e nas contra-ameaças e nas manobras desleais, não pode senão acerbar a acuidade de um problema que requer exame sóbrio e atento. Por outro lado, os Governos e os seus responsáveis não podem orientar as questões dos Estados independentemente dos votos dos seus povos. A história das civilizações oferece-nos exemplos temíveis do que se passa quando esta experiência é tentada. Ora, os temores e as preocupações de numerosos grupos em diferentes partes do mundo revelam que as pessoas estão cada vez mais apavoradas com o pensamento do que aconteceria se irresponsáveis desencadeassem uma guerra nuclear.

Assim, mais ou menos em toda a parte, desenvolveram-se movimentos em favor da paz. Em vários países, estes movimentos, tornados extremamente populares, são sustentados por uma parte crescente de cidadãos de camadas sociais diferentes, de todas as idades e de formações diversas, especialmente de jovens. Os fundamentos ideológicos destes movimentos são múltiplos. Os seus projectos, as suas proposições e as suas políticas variam grandemente e podem muitas vezes oferecer o flanco a instrumentalizações partidárias, mas, para além destas divergências de formas, há um desejo de paz profundo e sincero.

Assim não posso deixar de me associar ao vosso projecto de apelo à opinião para que nasça uma verdadeira consciência universal dos riscos terríveis da guerra, consciência que trará por sua vez um espírito de paz generalizado.

8. Nas condições actuais, uma dissuasão baseada no equilíbrio, não certamente como um fim em si mas como uma etapa no caminho de um desarmamento progressivo, pode ainda ser julgada como moralmente aceitável.

Contudo, para assegurar a paz é indispensável não nos contentarmos com o mínimo, sempre agravado por um real perigo de explosão.

Que fazer então? Na falta de uma autoridade supranacional, tal como foi desejada pelo Papa João XXIII na sua Encíclica Pacem in Terris e se espera encontrar na Organização das Nações Unidas, a única solução realista diante da ameaça de guerra continua a ser ainda a negociação. Aqui, gosto de vos recordar uma palavra de Santo Agostinho que citei outras vezes: “Matai a guerra pelas palavras das negociações, mas não mateis os homens pela espada”. Hoje ainda, reafirmo diante de vós a minha confiança na força das negociações leais para chegar a soluções justas e equitativas. Estas negociações exigem paciência e constância e devem em particular visar a uma redução dos armamentos equilibrada, simultânea e internacionalmente fiscalizada.

Mais precisamente ainda, a evolução em curso parece levar a uma interdependência crescente dos tipos de armamentos. Como nestas condições ter em vista uma redução equilibrada, se as negociações não atingem o conjunto das armas? A este propósito, a continuação do estudo do “programa global do desarmamento”, que a vossa Organização já empreendeu, poderia facilitar a necessária coordenação dos diferentes “forums” e trazer aos resultados mais verdade, equidade e eficácia.

9. De facto, as armas nucleares não são os meios únicos de guerra e destruição. A produção e a venda de armas convencionais através do mundo são fenómeno realmente alarmante e, parece, em pleno desenvolvimento. Negociações sobre o desarmamento não poderiam ser completas se ignorassem o facto de 80% das despesas no armamento ser consagrado às armas convencionais. Por outro lado, o tráfico delas parece desenvolver-se a um ritmo crescente e orientar-se de preferência para os países em vias de desenvolvimento. Cada passo dado e qualquer negociação empreendida para limitar esta produção e este tráfico e submetê-los a uma verificação cada vez mais efectiva é significativa contribuição para a causa da paz.

Recentes acontecimentos confirmaram o poder destrutivo das armas convencionais e as lastimosas condições a que se condenam os Estados tentados a recorrer a elas para solucionar as suas desavenças.

10. Mas a consideração dos aspectos quantitativos dos armamentos, tanto nucleares como convencionais, não é suficiente. Atenção especialíssima deve dedicar-se ao aperfeiçoamento deles, continuado graças a tecnologias novas, das mais avançadas, porque está precisamente nisto uma das dimensões essenciais da corrida aos armamentos. Ignorá-lo levaria a um engodamento e a não oferecer aos homens, desejosos de paz, senão uma aparência enganosa.

A busca e a tecnologia devem ser colocadas ao serviço do homem. Nos nossos dias, usa-se e abusa-se delas com demasiada frequência para outros fins. Dirigindo-me a 2 de Junho de 1980, aos homens de ciência e cultura, da Assembleia da UNESCO, eu tinha desenvolvido abundantemente este tema. Hoje, ainda, seja-me permitido sugerir pelo menos que uma percentagem não indiferente dos fundos atribuídos à tecnologia e à ciência dos armamentos seja reservada para o desenvolvimento de mecanismos e de dispositivos que assegurem a vida e o bem-estar dos homens.

11. No seu discurso à Organização das Nações Unidas, a 4 de Outubro de 1965, o Papa Paulo VI enunciou uma profunda verdade, quando declarou: “A Paz não se constrói somente por meio da política e do equilíbrio das forças e dos interesses. Constroem-se com o Espírito, as ideias e as obras da Paz”. Os produtos do Espírito, as ideias, os produtos da cultura e das forças criadoras dos povos, são destinados a ser repartidos. As estratégias de paz, que ficam no nível técnico e cientifico que determinam equilíbrios e verificam fiscalizações, não assegurarão uma verdadeira paz senão quando se forjarem e se reforçarem laços entre os povos. Estabelecei laços que unam os povos entre si. Dai-vos meios que levem os povos à repartição das suas culturas e dos seus valores. Abandonai todos os interesses mesquinhos que entregam uma nação à mercê de outra no plano económico, social ou politico.

Neste mesmo espírito, os trabalhos de peritos qualificados, elevando a relação entre desarmamento e desenvolvimento, merecem ser estudados e seguidos por acções. Não é novo encarar a transferência de recursos financeiros consagrados ao desenvolvimento das armas, para o desenvolvimento dos povos, mas a ideia não perde por isso a sua actualidade e a Santa Sé fê-la sua já de há muito. Toda a resolução da Assembleia geral neste sentido receberia em toda a parte a aprovação e o apoio dos homens e das mulheres de boa vontade.

O estabelecimento de laços entre os povos significa o redescobrimento e a reafirmação de todos os valores que reforçam a paz e unem os povos na harmonia. E significa igualmente a renovação do melhor existente no coração do homem, que anda à procura do bem dos outros na fraternidade e no amor.

12. Desejaria acrescentar um último considerando: a produção e a posse de armamentos são a consequência de uma crise ética que rói a sociedade em todas as suas dimensões — política, social e económica. A paz, repeti-o várias vezes, é o resultado do respeito dos princípios éticos. O verdadeiro desarmamento, o que há-de garantir a paz entre os povos, não se conseguirá senão com a resolução desta crise ética. De maneira que se os esforços de redução dos armamentos, depois de desarmamento total, não forem acompanhados paralelamente por um ajustamento ético, estão votados antecipadamente ao malogro.

Procurar tornar a pôr o nosso mundo no seu lugar, eliminar dele a confusão dos espíritos gerada pela busca pura dos interesses e dos privilégios ou pela defesa das pretensões ideológicas, tal é a tarefa absolutamente prioritária se queremos chegar a progredir na luta pelo desarmamento. Sem isso, ficar-se-á apenas em falsas aparências.

Porque a verdadeira causa da nossa insegurança encontra-se numa crise profunda da humanidade. Vale a pena, graças à sensibilização das consciências diante do absurdo que é a guerra, criar as condições materiais e espirituais que diminuirão as desigualdades clamorosas e restituirão a todos o mínimo de espaço para a liberdade do espírito.

A co-habitação dos bem assegurados na vida e dos desprovidos já não pode ser suportada no mundo em que a comunicação é tão rápida como generalizada, sem que nasça o ressentimento e o mundo regresse à violência. Por outro lado, o espírito tem também os seus direitos primordiais e inalienáveis; é a justo título que ele os reclama nos países em que o espaço lhe falta para viver serenamente segundo as próprias convicções. Convido todos os combatentes pela paz a comprometerem-se nesta luta para a eliminação das verdadeiras causas da insegurança dos homens, de que a terrível corrida aos armamentos é um dos efeitos.

13. Derrubar a tendência actual para a corrida aos armamentos compreende portanto uma luta paralela em duas frentes: por um lado, uma luta imediata e urgente dos governos para reduzir progressiva e equitativamente os armamentos; por outro lado, uma luta mais paciente, mas não menos necessária, no nível da consciência dos povos para atacar a causa ética da insegurança geradora de violência, quer dizer, as desigualdades materiais e espirituais do nosso mundo.

Sem preconceitos de qualquer espécie, unamos todas as nossas forças racionais e espirituais de homens de Estado, de cidadãos, de responsáveis religiosos, para matar a violência e o ódio, e procurar de novo os caminhos da paz.

A paz é o fim supremo da actividade das Nações Unidas. Ela deve ser o de todos os homens de boa vontade. Infelizmente, ainda nos nossos dias, tristes realidades ensombram o horizonte da vida internacional e causam tantos sofrimentos, destruições e preocupações que poderiam fazer perder à humanidade toda a esperança de ser capaz de dominar o seu próprio futuro na concórdia e na colaboração dos povos. Apesar da dor que invade a minha alma, sinto-me autorizado, mesmo obrigado, a reafirmar solenemente, diante de vós como diante do mundo, o que os meus predecessores e eu próprio repetimos diversas vezes em nome da consciência, em nome da moral, em nome da humanidade e em nome de Deus:

A paz não é utopia, nem ideal inacessível, nem sonho irrealizável.

A guerra não é calamidade inevitável.

A paz é possível.

E porque é possível, a paz é dever. Dever muito grave. Responsabilidade suprema.

A paz é difícil, sem dúvida, e exige boa vontade, muita sabedoria e tenacidade. Mas o homem pode e deve fazer prevalecer a força da razão às razões da força.

A minha última palavra é portanto ainda uma palavra de encorajamento e de exortação. E como a paz, confiada à responsabilidade, fica sendo, apesar de tudo, um dom de Deus, ela traduz-se também em oração Aquele que tem nas mãos os destinos dos povos.

Agradeço-vos a actividade que desenvolveis para fazer progredir a causa do desarmamento: desarmamento dos utensílios de morte e desarmamento dos espíritos.

Deus abençoe os vossos esforços.

E oxalá que esta Assembleia fique na história como um sinal de reconforto e de esperança.

Do Vaticano, 7 de Junho de 1982

JOÃO PAULO PP. II

– Precisamos moldar o cotidiano em busca da nossa paz interior.

Por questões pessoais, quis (ou precisei) ficar um pouco fora da Internet nesse final de semana. E fez bem…

Sabe aquele momento que você tem coisas mais importantes a fazer e pensar do que responder pacientemente um comentário mal-educado? Ou que você se silencia para não ser grosseiro? Ou simplesmente não tem disposição de ver entrando na sua tela assuntos cansativos e coisas que não lhe são prioritárias?

O mundo virtual tem seus limites. E o meu, quanto a ele, confesso, deve ser no momento em que ele “rouba tempo e humor” na vida real.

Fica a dica: se estiver em um dia problemático, evite a Web, especialmente as Redes Sociais. Esteja com as pessoas que você ama, apoie-as e seja apoiado. Será ótimo para sua paz interior, além da saúde mental. E aí, outra observação: a paciência, a temperança e o equilíbrio emocional devem ser trabalhados diariamente, moldando sempre nosso comportamento. Afinal, são elementos para a construção da paz.

– Pobre povo afegão…

A cada notícia que leio sobre o povo afegão, me questiono: o que será dessa gente? E das mulheres de lá?

Desde o tempo de Alexandre, o Grande (Macedônia) que aquela região é invadida e a população fica ainda mais sofrida. Eles foram explorados por imperialistas britânicos, comunistas soviéticos e capitalistas americanos. Mas, sem dúvida, a pior das torturas é o Talebã, intimamente ligado a Al Qaeda.

  • Quando terão liberdade para ser uma nação independente, e as pessoas serem simplesmente cidadãos ou sonharem em ter voz?

E, o que me dói mais: as meninas! Deixarão de serem exploradas, não usarão mais as burcas e poderão estudar?

Que mundo é esse… o duro é ler gente que descreve o grupo terrorista como “libertário”.

Venda de burca dispara e mulheres protestam no Afeganistão: veja vídeo |  Exame

– De quem esperaremos a defesa da paz mundial?

Nesses dias de conflito entre Talebãs e tantos outros desacordos sociais e guerras, uma reflexão pertinente:

Não espere paz em um mundo que gasta trilhões de rublos, yenes e dólares com armas e ogivas nucleares. Nem num coração egocêntrico.”

Padre Zezinho, SCJ

Perfeito. Dependeremos de Putin, de Biden ou de Xi Jinping para a promoção da paz? É claro que não. A paz começa em casa, no respeito ao próximo, dando exemplo de cidadania e educando nossas crianças para o convívio harmônico.

Como confiar a segurança mundial a líderes loucos e poderosos?

– O perdão salva o mundo.

O Perdão Salvará a Humanidade

Papa Emérito Bento XVI

Poucas palavras, profunda reflexão. Um mundo tolerante seria um mundo de paz, mais justo e fraterno, não?

Pena que às vezes esse mundo se torna uma grande utopia… mas não podemos desanimar!

Se a gente não fizer nossa parte, quem fará?

– Os 76 anos da Bomba de Nagasaki e os questionamentos pelo lado dos japoneses

No dia 08 de agosto recorda-se a 2a bomba atômica lançada pelos EUA contra o Japão (Nagasaki). No dia 06, lembremos, a 1a bomba atingiu Hiroshima (1945).

Nos livros de história sabemos do ataque japonês na base americana do Hawaí e de tudo mais que se fala sobre a aliança com a Alemanha e a Itália. Mas… o que pensavam os japoneses que comandavam o país? Por que uma aliança com o nazi-fascismo? Nunca vi ninguém falar sobre isso.

Vejo muita gente falando da necessidade das bombas para acabar com a Segunda Guerra Mundial. Mas o comportamento dos políticos locais também não era fundamental para o estabelecimento da paz?

– Bandido Pobre e Bandido Rico, Criação e Educação.

O que difere um bandido pobre de um rico, se ambos cometem crimes?

Talvez, apenas a sua condição econômica.

Dias atrás, ouvi uma autoridade policial (na Rádio Bandeirantes, mas não consegui ouvir seu nome e patente) falando sobre os menores delinquentes, provindos de periferia. Sobre eles, ponderou que:

Há uma geração de adolescentes e jovens criados com valores de bandidos. Eram crianças que se acostumaram a frequentar cadeia, vendo os parentes detidos lá e que viam no ato do banditismo um caminho a ser herói. Ser ladrão se tornou sonho para alguns! Onde estariam os valores morais que deveriam ser ensinados em casa?

Pois é: muitas vezes, quem deveria ensinar os bons valores talvez não esteja por lá, sendo que se torna preocupante o futuro dos filhos de pais e mães bandidos.

Entretanto, como justificar o aumento de criminosos na classe média? Alguns, erroneamente creditam a criminalidade a um fator econômico ao invés de educacional. Porém, vê-se em destaque as chamadas “gangues de playboys”: adolescentes e jovens que cresceram com boas condições financeiras, e que enveredam para o crime a fim de se sustentarem com prazeres e vaidades: dinheiro para ostentação de carros, participação em baladas e consumo de drogas.

Estes mais abastados financeiramente caíram em desgraça por qual motivo?

Fica nítido que o problema é educacional. Não adianta caros colégios se a primeira educação, a básica, formadora e influenciadora – a do lar – possui falhas gravíssimas ou inexiste. E que tantos batedores de carteira, playboys ou políticos corruptos cometem o mesmo crime: o de desrespeitar a dignidade humana.

Do mesmo jeito que um criminoso atira gratuitamente simplesmente pelo medo de reação da vítima, criminosos do colarinho branco sugam as verbas de hospitais carentes e já capengas. A estes, a vida do cidadão de bem nada vale.

– Felicidade: o que é?

O que é “ser feliz”?

Ô pergunta difícil… como definir a felicidade e o que nos apropria dela?

  • “Ter saúde?”
  • “Paz?”
  • “Dinheiro?”
  • “Família?”

Ter saúde é ótimo. Mas somente a saúde, sem ninguém, não dá. Se é ter família, desde que ela seja perfeita, ótimo; mas, como em todas as famílias, sempre há um ou outro problema. Ter paz poderia ser uma boa resposta, mas quando é que estamos em paz de verdade? Dinheiro, sabidamente, não compra a felicidade, e a falta ou o excesso podem trazer complicadores. 

“Não ter preocupação” seria uma boa resposta? Não sei… só sei que para sermos felizes, é necessário entender que nunca a encontraremos se buscarmos a perfeição das coisas!

Ser feliz, simplesmente, pode ser momentâneo, duradouro, ou a compreensão de que você tem pessoas que importam ao seu lado.

Ou não?

– #tbt 1: Um bom dia de corrida (e de vida).

Como nas 5as feiras ocorre o bacana #tbt, relembro um há 3 anos – quando eu estava com ótima disposição e tempo! Abaixo:

Olá amigos. Muito boa e animada 5a feira! Em várias hastags e com desejo de frutos obtidos da felicidade:

👊🏻Bom dia!
Acordar cedo faz muito bem para a #saúde. Assim, já em pé, vamos correr a fim de produzir e curtir a #endorfina produzida pelo corpo?
🏃🏻 #Fui #RunningForHealth #run #cooper #corrida #sport #esporte #running

🙏🏻Correndo e Meditando:
“Ó #NossaSenhoraDeFátima, rogai por nós. #Amém.”
 #Fé #Santidade #Catolicismo #Jesus #Cristo #MãeDeDeus #Maria #NossaSenhora #Fátima #PorUmMundoDePaz #Peace #Tolerância #Fraternidade

🌺Fim de #cooper!
Suado, cansado e feliz, alongando e curtindo a beleza das #flores. Aqui: mini #rosas brancas.
🏁 #corrida #treino #flor #flowers #pétalas #pétala #jardim #jardinagem #garden #flora #run #running #esporte #alongamento

🌼Ao invés das mini-rosas brancas da postagem anterior, se preferir, há esse botão da #rosa amarela que colhemos do #jardim e fizemos um singelo #vaso para decorar nossa casa.
Pena que não dá para sentir o #perfume dessa #flor pela internet…
😊 #natureza #paisagem #beleza

🌅Desperte, Jundiaí.
Que a jornada possa valer a pena! Gostei das cores dessa 5a.
🍃 #sol #sun #sky #céu #photo #nature #morning #alvorada #natureza #horizonte #fotografia #pictureoftheday #paisagem #inspiração #amanhecer #mobgraphy #mobgrafia #Jundiaí #AmoJundiaí

🗾Um #céu azul totalmente inspirador!
Como não contemplar?
🙌🏻 #natureza #paisagem #fotografia #mobgrafia #inspirador #sky #landscapes

👨‍👩‍👧‍👧 Aliás, para ser um dia perfeito, somente esse sorriso: precisa de muita coisa para a #brincadeira ser legal?
Estouramos (eu e as filhotas) #bolinhas de sabão e rimos pra valer! Veja só que clique legal de uma delas voando ontem. Abaixo, o vídeo das nossas bagunças. Bem divertido!
💓 #Paternidade #Carinho #Felicidade #diversão

O vídeo bem engraçado com a caçulinha, em: https://www.youtube.com/watch?v=S81WLtTKB-4

👨‍👩‍👧‍👧 E, por fim, não poderia deixar de colocar o sorriso da filhota mais velha. Posso viver sem esse amor?
💓 #Paternidade #Carinho #Felicidade #diversão

Ótima #QuintaFeira para todos!

– Serenidade / Serenity

🇺🇸 Serenity and joy! It’s the emotions conveyed by my daughter in this so innocent photo. Ah, if we were all pure like children…

🇧🇷 Serenidade e alegria! São as emoções transmitidas pela minha filha nesta foto tão inocente. Ah, se todos nós fôssemos puros como as crianças…

❤️💛💙#family

– Qual o estilo de vida que você leva?

Cada vez mais admiro o Papa Francisco. Sobre “materialismo e cotidiano”, disse via Twitter:

Um estilo de vida sóbrio é bom para nós e permite-nos uma melhor partilha com os necessitados.

Curto e grosso! Para quê queremos coisas tão caras e desnecessárias se há irmãos que nada tem?

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– Qual o estilo de vida que você leva?

Cada vez mais admiro o Papa Francisco. Sobre “materialismo e cotidiano”, disse via Twitter:

Um estilo de vida sóbrio é bom para nós e permite-nos uma melhor partilha com os necessitados.

Curto e grosso! Para quê queremos coisas tão caras e desnecessárias se há irmãos que nada tem?

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