– Garota de 14 anos Ameaçada de Morte por querer… Estudar!

Aparece no meu Feed essa publicação que tem 8 anos, mas acho importante o repost dela: sobre Malala, a menina que se tornou símbolo da luta pelo direito das meninas poderem estudar! Para mim, de maior significância do que a garota Greta, que tem sido manchete em defesa do clima mas parece ter sido uma adolescente usada politicamente.

Abaixo:

MALALA YOUSUFZAI SERÁ UM SÍMBOLO?

Por mais que reclamemos das condições e acesso do Ensino no Brasil, ainda assim vivemos em condição privilegiada, se compararmos com alguns países.

No Paquistão, por exemplo, uma menina de 14 anos que criou um blog para defender o Acesso Universal das Mulheres nos Estudos foi baleada e continua sendo ameaçada de morte pelos Talebãs. Para eles, mulher ir para a escola é, acima de um crime, pecado!

Triste conduta de fanáticos terroristas…

Extraído de: http://is.gd/GWKpyg

MENINA PAQUISTANESA BALEADA PELO TALIBÃ ERA AMEAÇADA HÁ ANOS

A estudante paquistanesa de 14 anos baleada pelo Talibã desafiou ameaças contra ela durante anos, acreditando que o trabalho que fazia pela comunidade era a melhor proteção, afirmou o pai da jovem nesta quarta-feira. Malala Yousufzai foi baleada e ferida com gravidade na terça-feira, enquanto saía da escola em sua cidade natal no vale do Swat, a noroeste da capital Islamabad.

O Talibã reivindicou a responsabilidade pelo ataque, dizendo que a campanha da menina pela educação de moças era pró-ocidental. O ataque provocou a indignação da população em um país aparentemente acostumado com a extrema violência desde o aumento na militância islâmica após os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.

“Ela é uma vela de paz que eles tentaram apagar”, disse o paquistanês Abdul Majid Mehsud, 45 anos, a respeito da violência que afligiu a região do Waziristão do Sul.

No vale do Swat, que já foi uma lugar turístico mas acabou infiltrado por militantes vindos de bases na fronteira afegã há mais de cinco anos, a família da menina e a comunidade local rezam para que ela sobreviva. O pai da menina, Ziauddin Yousufzai, que dirigia uma escola de meninas, afirmou que a filha queria entrar para a política. Ele disse que, de todas as coisas que ele ama nela, o que mais gosta nela são os ideais democráticos e de justiça da filha.

Histórico de ameaças

Malala ficou famosa aos 11 anos, quando escreveu um blog sob um nome falso para a BBC sobre como era viver sob o governo do Talibã paquistanês. Os militantes, liderados por um jovem pregador radical do Talibã, tomaram o vale por meio de uma mistura de violência, intimidação e com o fracasso das autoridades em fazer frente.

Mesmo depois que os militares finalmente agiram, com uma ofensiva em 2009 que expulsou a maioria dos militantes do vale, o local permaneceu sendo perigoso. Malala não se calou. Ela fez campanha pela educação de meninas e depois recebeu a mais alta condecoração civil do Paquistão. A proeminência dela teve um custo.

“Estávamos sendo ameaçados. Algumas vezes, cartas eram jogadas em nossa casa, dizendo que Malala deveria parar de fazer o que fazia ou o resultado seria muito ruim”, disse o pai dela. Nesta quarta-feira, médicos paquistaneses retiraram uma bala alojada no corpo da menina, que continuava em estado crítico. Duas outras meninas também ficaram feridas.

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– O 11 de Setembro que NUNCA deveria ter existido…

Ao rever as imagens que recordam o trágico 11 de setembro de 2001, me lembro do dia em que tudo aconteceu. Dá um angústia imaginar que o ser humano chega a isso…

E atentemo-nos: não foram só as Torres Gêmeas, mas também a tentativa no Pentágono!

O que o fanatismo faz… POR QUÊ?

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– Flordelis consegue um feito: a unanimidade dos deputados de siglas diferentes!

A Câmara dos Deputados quer cassar o mandato da Deputada Pastora Flordelis, que mandou matar o marido. E a cada dia, surge mais “um podre” da história desta senhora.

Já se sabe que ela combinou com alguns filhos a morte do Pastor Anderson, com quem ela era casada; que ele e ela mantinham relações sexuais com filhos adotivos (e lembremo-nos que ambos pregavam a unidade e o louvor à família…) e que tentou envenenar aos poucos o seu esposo antes do assassino acertá-lo com 30 tiros. Agora, surge a informação que antes do assassinato estavam numa casa de swing!

Existe um filme rodado sobre a “história de superação da pobre moça Flordelis”, romanceado como modelo de vida e vitória. Mas depois de tudo o que se viu, imagino o sucesso do roteiro de um suposto “filme 2″…

A única certeza: deputados de todas as siglas não querem mais a pastora no Congresso. Um milagre alcançado por ela?

Flordelis e pastor podem ter ido à casa de swing antes do crime - Brasil - iG

– Fim de caso (e “fim de mundo”): a deputada Flordelis mandou matar o marido Pastor Anderson do Carmo

Parece história de filme, mas acaba sendo um conto que representa o fim de mundo: depois de chorar copiosamente pela morte do marido, a Polícia descobriu que sua esposa, a deputada Flordelis, foi a mandante do crime.

Que roteiro triste e cinematográfico, em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/08/24/flordelis-combinou-morte-do-marido-em-troca-de-mensagens-ate-quando-vamos-ter-que-suportar-esse-traste.ghtml

Flordelis é denunciada pelo assassinato do pastor Anderson do Carmo

– Polícia prendeu um dos “Homem-Pateta” da Internet

Foi preso em Sorocaba um dos idiotas que se passa pelo personagem “Homem-Pateta” na Internet, onde ele assusta adolescentes com os dados pessoais da vítima e as ilude a praticar desafios suicidas.

Segundo a Polícia ao UOL:

“Como outros ‘jogos’ cibernéticos que ganharam mais notoriedade a partir de 2017 — como ‘Baleia Azul’ e boneca ‘Momo’—, os perfis falsos de nome Jonathan Galindo e com a foto do ‘Homem Pateta’ podem induzir crianças à automutilação e ao suicídio por meio de ‘desafios’. (…) O jovem detido foi atrás de colegas com os quais não tinha muita intimidade, mas de que tinha informações como onde moravam e onde estudavam. Dessa forma, ele se passou pelo ‘Homem Pateta’ e começou a assustá-las, fazendo menções como ‘eu sei onde você mora’ e ‘sei em qual escola você estuda’.”

É muita gente maldosa e de mau caráter nas Redes Sociais, não? A troco de quê? E o pior é que existem vários perfis fazendo esses crimes.

Homem Pateta: Polícia diz que adolescente é dono de um dos perfis

– Sobre as imagens de abusos de policiais mostradas no Fantástico

Não dá para deixar de comentar sobre as tristes cenas mostradas no Fantástico, da Rede Globo, sobre erros e excessos da PM. Uma senhora negra imobilizada chamou demais a atenção. Era necessário o oficial fazer aquilo?

Claro que a repercussão é grande (principalmente após o triste episódio de George Floyd que comoveu o mundo). Mas se destaque: as pessoas que cometeram essas atrocidades devem ser identificadas e punidas, os comandantes devem treinar mais os seus subordinados (pois um único erro pode ser fatal) e que não se tome esses casos como “regra da corporação”, pois os maus profissionais não podem macular uma categoria inteira.

Tenho certeza que os bons policiais se revoltaram com essas imagens e comungam das mesmas ideias de que os que erraram devem ser reeducados. E, claro, vidas negras, amarelas, vermelhas, pobres e de outras turmas que sofrem importam muito.

Em todas as atividades existem os bons e maus profissionais, é fato. Não se demonize a PM, que é, em geral, amiga da população.

– Realidade Alternativa EUA X Brasil?

Leio que Fernanda Lima, modelo e atriz da Rede Globo, levou tempos atrás os seus filhos para passearem nos EUA. Ao contrário do que possa ser uma viagem de lazer familiar, o motivo era outro, segundo a moça:

Eu queria mostrar para as crianças uma realidade sem medo, para que elas vissem que existem lugares onde há regras e as pessoas se respeitam”.

Não podemos criticá-la. Afinal, por mais que sejamos patriotas, é inegável que a violência é alta (lembrando que estamos falando de assaltos e outros crimes).

Brasil X Estados Unidos: escolha o melhor no Handebol Feminino do Pan

– Cuidado com o Perigoso Perfil do Homem-Pateta

Há cada vagabundo explorando as pessoas e tentando fazer mal ao próximo…

Parece inocente, mas não é: evite que os seus filhos acessem o perfil do “Homem-Pateta”.

Entenda: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/07/05/caso-homem-pateta-como-manter-seu-filho-protegido-dos-perigos-da-internet.htm

CASO HOMEM-PATETA: COMO MANTER SEU FILHO PROTEGIDO DOS PERIGOS DA INTERNET

Nos últimos dias, diversos perfis surgiram nas redes sociais com o nome de Jonathan Galindo, apelidado Homem-Pateta, incentivando crianças e adolescentes a praticarem desafios perigosos e suicidas. O caso lembra outros que já deixaram pais e mães bastante preocupados, como o jogo da Baleia Azul, de 2017.

Autoridades já investigam as intenções e os possíveis crimes cometidos por esses perfis. Na segunda-feira (29), a mãe de um garoto disse ao programa “Encontro com Fátima Bernardes”, da Globo, que o filho estava conversando com uma pessoa, por meio de um perfil nas redes sociais com o nome Jonathan Galindo, que insinuava que a criança se jogasse de um prédio.

É um caso que traz à tona, mais uma vez, a discussão sobre a exposição dos pequenos à internet, o que muitas vezes é difícil de monitorar e controlar. E, de novo, também vem a pergunta: como proteger as crianças dos perigos das redes sociais, que podem incluir assédios, cyberbullying e pedofilia? Veja, abaixo, algumas respostas.

Diálogo é fundamental

O primeiro passo para fazer um acompanhamento de perto é estabelecer o diálogo. Os pais devem conversar com os filhos com o intuito de orientar sobre os riscos que a internet oferece. E, nessa conversa, vale estabelecer uma relação transparente e de confiança, com os adultos alertando sobre os conteúdos digitais acessados e sobre as possíveis pessoas que possam entrar em contato com as crianças.

“Os pais devem ter livre acesso aos dispositivos eletrônicos dos filhos, que precisam saber disso. É um combinado que deve ser estabelecido desde o início, pois a própria privacidade é uma conquista gradual”, afirma a psicóloga Bia Sant’Anna*, especialista em Neuropsicologia pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

Supervisionar sempre

Em um mundo ideal, as crianças deveriam estar conectadas à internet apenas sob o olhar dos pais. Na vida real, no entanto, o tempo é cada vez mais escasso e poucos são os adultos que conseguem monitorar os pequenos tão de perto. Nesses casos, é possível instalar nos dispositivos, gratuitamente, ferramentas que verificam as páginas visitadas e bloqueiam certos conteúdos.

“Sem supervisão de um adulto, elas ficam expostas a conteúdos inapropriados à idade e ao nível cognitivo e emocional. Isso pode criar pensamentos e crenças distorcidas na forma de organizar seu mundo tanto interno quanto externo. Além disso, cria-se o hábito de elas se entreterem de modo solitário e passivo”, afirma a psicóloga Bia Sant’Anna.

Denuncie perfis inadequados às autoridades

Uma maneira fácil de denunciar ou pedir ajuda é por meio do Disque 100, que hoje está vinculado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), e recebe relatos de todo tipo de violência contra a criança, gratuitamente, de qualquer localidade do Brasil.

Se for o caso de procurar uma delegacia, veja se há, em sua cidade, uma especializada em crimes digitais. Em São Paulo, por exemplo, há a Delegacia de Delitos Cometidos por Meios Eletrônicos (DIG/DEIC) e, no Rio de Janeiro, a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).

Perigo ou farsa? Veja o que sabemos sobre o caso do Homem-Pateta ...

– A infelicidade de Renê Simões sobre a volta do futebol e violência doméstica

Puxa, sempre admirei Renê Simões no mundo do futebol, mas confesso que me decepcionei.

Disse o treinador sobre a pandemia e o futebol, a favor da volta dos jogos:

“Vamos discutir o futebol como fator social para ajudar as pessoas que estão em casa enlouquecendo. Eu tenho amigos aqui que já se separaram, outros já bateram na mulher, outros batem nos filhos, estão enlouquecendo. Então se colocar futebol, pode ser que ajude em alguma coisa (…). Nós já tivemos mais de 100 jogadores brasileiros com Covid. Nenhum deles foi internado, nenhum deles foi entubado. No mundo todo, só conheço um caso que fugiu da regra, que foi o Dybala da Juventus que foi testado positivo, 14 dias depois positivo de novo, mais 14 dias positivo de novo, mas resolveu tudo. Eu não tenho um caso de jogador que tenha sido internado, entubado, e porque, porque são pessoas extremamente saudáveis, e esse vírus não é para as pessoas saudáveis, esse vírus quer as pessoas que tenham alguma deficiência, que os jogadores não tem”. (extraído de Globoesporte.com)

Não entendi tal justificativa, especialmente em relação à violência doméstica estar atrelado a isso. O cara assistir ao seu time na Televisão não o torna menos agressivo contra a sua companheira, pois é questão de caráter!

O curioso é: o próprio Renê Simões foi contaminado pela Covid-19. Por quê desdenhar deste perigo?

Renê Simões vê a volta dos campeonatos como fator social e auxílio psicológico às famílias — Foto: Reprodução

 

– O que fazer para perceber se o filho é problemático?

Leiam essa entrevista de Sue Klebold, a mãe do assassino Dylan Klebold, que com 17 anos matou 12 colegas num colégio de Columbine (EUA) a sangue frio, armado com armas, há 4 anos (Revista Veja, Páginas Amarelas, ed 22/06).

Ela disse que:

Pais de adolescentes sabem que não é fácil captar o que passa na cabeça de seus filhos. Nada levava a crer em suicídio ou assassinatos. Dylan foi hábil em esconder seus sentimentos”.

O que achei curioso foi o conselho que ela dá aos pais. Não sei se concordo com ela. Dona Sue aconselhou que:

Quando seu filho está sofrendo, não tente consertar as coisas por ele, nem pense fazê-lo sentir-se melhor. Isso é uma forma confortável de autoengano. Só fique em silêncio e ouça o que ele diz”.

Confesso que é um pouco confuso, difícil ou de prática duvidosa. Creio que depende de cada família e da educação em casa.

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– Dudu e demais boleiros nervosos… Mantenham sempre o diálogo!

Em briga de marido e mulher, não se mete a colher. Mas se alerta: NUNCA deve chegar às ofensas e agressões físicas, por parte de quem seja.

No caso de Dudu, atleta do Palmeiras e de Jean, ex-goleiro do São Paulo, existem as queixas de suas esposas de que apanharam dos seus maridos (o do 2o, com a Justiça condenando, inclusive). 

Não julgo se foram consumadas ou não (eu não estava lá e não é problema meu). Mas vale o lembrete: NUNCA usemos de violência, sempre o diálogo. Preguemos sempre a concórdia, não a cizânia!

Digamos sempre não à violência doméstica.

Coronavírus: GDF reforça combate à violência doméstica durante ...

– Explodiram o Escritório do Diálogo?

Existe na cidade de Kaesong, na Coreia do Norte, um escritório de relacionamento e diálogo de norte-coreanos com a Coreia do Sul. Lá, em tese, é o “ponto X” da tolerância entre as duas nações.

Hoje, porém, a mando de Kim Yo-jong, a “irmã que nunca sorri” do ditador Kim Jong-Un, um míssil destruiu o prédio.

Cá entre nós: quem explode uma instalação como essa, não quer diálogo, né?

Ô mundo de guerra…

– Você é a favor de armar a população?

Violência sempre gerará violência. Ou não?

Eu sou a favor do diálogo incondicional, do cumprimento das leis, do bom senso a favor da vida e da pacificação. Portanto, por coerência, sou convicto: não devemos armar a população!

Um país onde reina a corrupção, repleto de fanáticos e radicais, torna-se um erro dar armas ao cidadão comum. E não vale o argumento de que “existirão critérios rigorosos para se liberar uma licença”, pois sabemos que isso não funciona deste lado do mundo.

Prendam-se os bandidos, recolham-se as armas e capacite melhor os policiais. Assim a população estará mais protegida.

Compartilho, abaixo, um texto que embasa o que quero dizer:

Em: https://renatonalini.wordpress.com/2020/06/10/discurso-armamentista-e-criminogeno/

DISCURSO ARMAMENTISTA É CRIMINÓGENO

Por Dr José Renato Nalini

Um dos raros consensos brasileiros é a recorrente invocação à Constituição. O documento que já foi chamado de “pedaço de papel”, por Lassale, que alguns pensam que é aquilo que os juízes querem que seja, está em todos os discursos. Com os mais variados objetivos, usa-se em vão do verbete Constituição.
Inegável que a Carta “Cidadã” veio a responder aos anseios de uma parcela considerável da Nação que se preocupava com o afastamento do Estado brasileiro da ideia predominante sobre Democracia. Tamanha a expectativa, que ela se tornou uma espécie de panaceia, a cuidar de todos os assuntos, fossem ou não substancialmente destinados a figurar na norma fundante.
Ocorre que o conteúdo inserido pelo constituinte não originário no documento final, foi o fruto de compromisso entre distintas tendências, não raro antagônicas. Disso resultou uma linguagem fluida, plástica, prenhe de termos indeterminados e caracterizados pela vagueza. Foi o que deu origem à República da Hermenêutica: o mesmo dispositivo comporta mais de uma leitura. A interpretação constitucional, não raro, se presta a um exercício retórico. A exuberância semântica, o cultivo do vernáculo, a estilística e outras estratégias servem a se extrair do texto conclusões as mais díspares.
Comprova empiricamente essa observação, a frequência com que o Supremo Tribunal Federal, que deveria se resignar ao eficiente exercício de sua missão primordial – a guarda precípua da Constituição – não consegue consenso, mas maiorias oscilantes. No mundo ideal, uma Suprema Corte deveria sinalizar à República aquilo que vale, pois compatível com a norma fundamental e o que não vale, porque se afasta de sua letra ou de seu espírito.
O uso à la carte da Constituição é algo que confrange a eficácia da norma constitucional. Em nada contribui para amenizar o reiterado clamor em busca de uma ficção: a absoluta segurança jurídica. Será possível pretender garantia de única e constante aplicação da lei, se nem os máximos guardiões da lei fundamental chegam a um acordo sobre o seu significado e alcance?
Todavia, uma Constituição democrática estabelece limites e vínculos e introduz uma incorporação limitativa com relação a todos os poderes públicos. Nossa Carta carece de mais preciso rigor científico. Todavia, essa deficiência não legitima a tolerância a manifestações írritas ao que se almeja como convívio saudável. Incitar a cidadania a se armar para se defender de decisões judiciais ou para se opor a autoridades constituídas que tenham optado por alternativa considerada imprópria a uma legião de pessoas, desnatura o ordenamento como fator de preservação hígida do convívio.
A discricionariedade do Judiciário não impede, ou melhor, recomenda a emissão de julgamentos que sejam fatores de limitação dos poderes públicos em garantia de direitos e princípios abrigados na Constituição. Ora, a Constituição da República de 1988 se propõe a edificar uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social. Para isso, prometeu instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como seus valores supremos.
Condiz com esse objetivo aconselhar que as pessoas se armem?
É certo que a inspiração possa provir da grande Democracia do hemisfério, que também estimula seus cidadãos a se armarem. Nação que tem se celebrizado por lamentáveis episódios de chacina, sobretudo em unidades escolares. É o melhor exemplo a ser seguido?
Dir-se-á que a Constituição Americana contém dispositivo expresso a permitir que seus súditos portem armas. É o que consta da Segunda Emenda à longeva e estável Constituição ianque. Mas é dispositivo alvo de acerbas críticas morais e políticas, que Luigi Ferrajoli considera nefasto, pois evidentemente criminógeno.
Desnecessário ser detentor de singular perspicácia para concluir que incentivar o porte e o uso de armas, liberar cotas suplementares de munição, atinge principalmente aquele indivíduo já propenso a considerar o mundo um palco de guerra. A exasperação dos ânimos no Brasil de nossos tempos baniu a civilidade, a polidez e o respeito, injetando fervor àquele que divide a sociedade entre amigos e inimigos. Aos primeiros, não se enxerga defeitos. Aos segundos, o remédio é bala.
A experiência é pródiga ao demonstrar que o homem armado se considera onipotente e invulnerável. Ganha em autoestima, assim como subestima o objeto de sua ojeriza. É um fenômeno psicológico. Análogo ao do motorista que, à direção de um veículo de última geração, assume o protagonismo de super-homem.
É questão de sensatez e prudência coibir a periculosíssima tendência armamentista. O incauto crédulo que adquire armas para se defender dos bandidos, não raro é um inocente fornecedor de instrumentos letais à criminalidade profissional.
Por derradeiro, a Constituição da República Federativa do Brasil, tão citada por todos, com os mais antípodas propósitos, não abriga o direito a possuir e portar armas. Só fala, em seu art. 13, § 1º, nas “armas da República”, que o bom brasileiro seja pacífica, fraterna e não beligerante.

_ José Renato Nalini é advogado, Reitor da UNIREGISTRAL, docente da pós-graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS.

– A Impaciência ou o Fanatismo dos Torcedores na mudança da Grandeza das equipes.

Brigar por futebol vale a pena?

Vez ou outra nós vemos aficcionados torcedores invadirem treinos de seus times do coração para protestarem. É fanatismo, incoerentemente com os estádios vazios.

Será que a pressão que desce das arquibancadas ao campo é aceitável ou exagero?

Sou contra toda a forma de violência. Torcedor deve incentivar o seu time durante o jogo, e após ele, vaiar. Mas nada de transformar em ações práticas de agressão.

O treino é local de trabalho. Não gosto de momentos de briga nesse local. Mas pensemos: será que não está mudando a “feição” dos clubes brasileiros?

No começo do século XX, Bangu, América, São Cristóvão, Canto do Rio e Bonsucesso eram forças no futebol carioca. Aqui em São Paulo, tínhamos o Ypiranga, o Germânia, o Jabaquara…

Alguns encerraram as atividades, outros apequenaram-se. Hoje, temos novos clubes em destaque nos regionais: Audax e Red Bull, entre outros.

Será que daqui 30 anos, teremos os mesmos clubes que hoje ou ontem foram protagonistas? Quem era o Água Santa há 10 anos? E o São Caetano, há 20?

Aceitar novas realidades é importante. Noroeste, Marília, Paulista, Internacional e São José não são mais importantes coadjuvantes na 1a divisão de seus estados. Guarani e Portuguesa deixaram de serem importantes times da 1a nacional. Qual o futuro deles?

Aliás, qual o destino dos estaduais?

Sempre aprendi que quando estamos em um momento histórico, não percebemos que estamos fazendo história. E o fato a ser historiado no futuro é: o futebol brasileiro está em transição, seja no peso das camisas, na administração dos clubes e nas táticas dentro de campo. Se o final dessa mudança será positivo ou não, só o tempo dirá! E isso traz a reflexão: são lúcidos os protestos violentos de torcedores ou são em vão, pois eles de nada adiantarão?

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– 98 anos de brigas de Torcidas no Futebol

Há exatos 98 anos, o brilhante escritor Lima Barreto (quem nunca leu a brilhante obra “Triste Fim de Policarpo Quaresma”?) escrevia sobre algo que persiste nos dias de hoje: a briga entre Torcedores de Futebol!

Incrível, parece atual, mas foi escrito em 1922! Extraído do acervo do Centro Cultura São Paulo, publicado na Revista “Careta”.

FOOT-BALL

Por Lima Barreto

Não é possível deixar de falar no tal esporte que dizem ser bretão.

Todo dia e toda a hora ele enche o noticiário dos jornais com notas de malefícios, e mais do que isto, de assassinatos.

Não é possível que as autoridades públicas não vejam semelhante cousa.

O Rio de Janeiro é uma cidade civilizada e não pode estar entregue a certa malta de desordeiros que se querem intitular sportmen.

Os apostadores de brigas de galos portam-se melhor. Entre eles, não há questões, nem rolos.

As apostas correm em paz e a polícia não tem que fazer com elas; entretanto, os tais footballers todos os domingos fazem rolos e barulhos e a polícia passa-lhe a mão pela cabeça.

Tudo tem um limite e o football não goza do privilégio de cousa inteligente.

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