– E agora, Governo do Irã?

Se não bastasse toda a tensão criada com os EUA, o Irã foi obrigado a reconhecer que o avião com 176 pessoas que explodiu no céu e matou todos os inocentes foi abatido com um míssel iraniano, disparado por engano.

Como sempre, numa guerra, há sempre pessoas que nada têm a ver com o conflito e são vitimadas.

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/01/ira-admite-que-aviao-ucraniano-caiu-por-erro-humano.shtml

IRÃ ADMITE QUE DERRUBOU AVIÃO UCRANIANO POR ENGANO

O Irã admitiu que o avião ucraniano que caiu em seu território na última quarta-feira (8) foi derrubado por erro humano, afirma a TV estatal iraniana neste sábado (11). O comunicado lido na emissora declara que os responsáveis serão punidos.

“A República Islâmica do Irã lamenta profundamente esse erro desastroso”, escreveu o presidente iraniano Hassan Rouhani no Twitter, prometendo que os responsáveis pelo incidente seriam processados. “Meus pensamentos e orações vão para todas as famílias de luto.”

Uma declaração militar iraniana, a primeira a indicar a mudança de posição do Irã, disse que o avião havia voado perto de um local militar sensível pertencente à Guarda Revolucionária de elite.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, a principal autoridade da República Islâmica, foi informado sobre o abate acidental do avião ucraniano na sexta-feira (10) e disse que as informações deveriam ser anunciadas publicamente após uma reunião do principal órgão de segurança do Irã, divulgou a agência de notícias estatal.

Neste sábado (11), o comandante da seção aeroespacial Guarda Revolucionária iraniana, general Amirali Hajizadeh, assumiu a culpa pelo erro em uma declaração à TV estatal do Irã.

“Preferiria estar morto a testemunhar um acidente semelhante”, afirmou.

O comandante disse que o avião foi confundido com um míssil de cruzeiro, armamento guiado remotamente utilizado para liberar ogivas a longas distâncias, e abatido por um míssil de curto alcance.

A Ucrânia espera uma investigação completa, uma admissão total de culpa e compensação do Irã após a queda de um avião de passageiros ucraniano, disse o presidente ​Volodymyr Zelenskiy em comunicado.

No acidente, o Boeing 737-800 da Ukraine International Airlines caiu cinco minutos após decolar do aeroporto Imam Khomeini, em Teerã. A aeronave, que decolou às 6h12 na hora local (23h42 de terça em Brasília) e seguia para Kiev, pegou fogo minutos após a decolagem. Todas as 176 pessoas a bordo morreram.

Os governos do Canadá e do Reino Unido, assim como funcionários da inteligência dos EUA, já haviam dito ter informações que indicam que o voo foi derrubado por um míssil iraniano de forma acidental. Essa possibilidade vinha sendo negada pelo governo iraniano.

O New York Times também divulgou um vídeo que aparentemente mostra um míssil atingindo a aeronave sobre Parand, região próxima ao aeroporto de Teerã onde o avião transmitiu sinais pela última vez. O jornal afirma ter verificado o material.

Na sexta (10), o Irã afirmou que pretendia fazer a extração dos registros das caixas-pretas no país, a não ser que encontrasse dificuldades técnicas.

“Nós preferimos retirar os dados das caixas-pretas no Irã. Mas se virmos que não vamos conseguir porque as caixas estão danificadas, então vamos pedir ajuda”, disse Ali Abedzadeh, chefe da autoridade de aviação civil do Irã.

A ajuda na investigação poderia ser solicitada para a Rússia, o Canadá, a França ou a Ucrânia, segundo ele. O governo do Irã afirmou que os países que perderam cidadãos no acidente poderão enviar representantes para participar das investigações, assim como representantes da Boeing.

Entre as vítimas, havia 82 iranianos, 63 canadenses e 11 ucranianos. Boa parte dos passageiros faria uma conexão para um voo com destino ao Canadá.

A retirada dos dados pode levar um ou dois meses, e o resultado final da investigação, até dois anos, segundo Abedzadeh. A apuração das causas de acidentes aéreos costuma levar vários meses.

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– Que tal reparar nas coisas que judiam do povo, Irã? Tumulto, Acidente Aéreo e Terremoto?

Depois de fomentar milícias iraquianas que atacaram bases americanas e de aliados em Bagdá, o Irã recebeu retaliação dos EUA com a morte de seu importante general. Ontem a noite, os iranianos revidaram a retaliação com mísseis em instalações militares no Iraque.

Entretanto, durante o funeral do mesmo general morto, 57 pessoas morreram pisoteadas. Logo após, um acidente aéreo matou quase duas centenas de cidadãos. E, há pouco, um terremoto aconteceu no país.

Cá entre nós: ao invés de fomentar o terror externo, por que não pensa em seu próprio país? E tudo isso acontece em meio a ameaças contra os EUA, Israel e Emirados Árabes.

Já ouviu aquele ditado: “não jogue pedra pra cima que cai na sua própria cabeça”?

E o pior é que a Rússia (aliada do Irã) se reuniu de maneira surpresa com a Síria (outro promotor da guerra). Putin foi visitar o ditador Bashar Al-Assad, para falar sobre a crise.

O que é pior: a fúria de Trump / EUA ou a união do perigoso Putin / Rússia com o ditador Bashar Al-Assad / Síria, a fim de resolver a crise do Irã?

Pobre mundo, dependendo dessas pessoas para a promoção da paz…

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– Quem cederá primeiro na pendenga entre EUA e Irã?

Como é complicada a situação envolvendo os americanos e iranianos, não?

Já falamos muitas coisas sobre os patrocínios do Irã ao terrorismo, a invasão da embaixada norte-americana e o ataque dos EUA contra o número 3 do governo de Teerã.

A ameaça de revide iraniano é clara. Resta saber: que tipo de ataque ocorrerá? Virtual? Militar? Contra uma base? Contra inocentes? Contra um político de mesma importância do que o assassinado?

Detesto tempos de guerra. A paz sempre é mais importante e num conflito como esses não tem razão ninguém, pois será sempre olho-por-olho, dente-por-dente, lamentavelmente.

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– O Revide dos EUA com a morte do Chefe da Guarda do Irã

Após a invasão promovida por uma milícia pró-iraniana à embaixada dos EUA no Iraque, os americanos revidaram com um ataque aéreo que matou a autoridade máxima da Guarda Iraniana (o Exército de lá), Qasem Soleimani, que estava no aeroporto de Bagdá.

Soleimani é o promotor das arruaças que visam distanciar o Iraque dos EUA e aproximar o país do Irã. Mas aqui o sentido das ações militares por parte dos americanos não é necessariamente de vingança militar, mas outros: política e financeira.

Financeira pois sabemos da importância econômica do petróleo (que já subiu de preço depois da confusão). Política pois há o pedido de impeachment do presidente Donald Trump, e sempre que os americanos passam por uma crise, promover uma guerra muda a sensibilidade do eleitor.

Aguardemos. São dois peso-pesados armamentistas brigando…

– A questão da Torcida Única nos estados: Dória e Caboclo discutirão!

Ao jornalista Thiago Batista de Olim do Jornal de Jundiaí e Site Esporte Jundiaí, o Governador Dória contou neste último final de semana, durante a abertura do JORI (Jogos Regionais dos Idosos), que a CBF o convidou a discutir a questão da Torcida Única nos jogos no Estado de São Paulo. O desejo de Rogério Caboclo é extinguir a medida!

Extraído de: https://www.esportejundiai.com/2019/12/governador-vai-discutir-na-cbf-questao.html

GOVERNADOR VAI DISCUTIR NA CBF QUESTÃO DE TORCIDA ÚNICA EM 2020

O governador de São Paulo, João Doria Junior, vai se reunir com o presidente da CBF, Rogério Caboclo, no dia 12 ou 13 de janeiro para tratar sobre a questão da torcida única em São Paulo. A reunião foi um pedido da entidade que cuida do futebol brasileiro. A revelação foi feita por Doria antes da cerimônia de abertura dos Jogos Regionais, no domingo (8), no ginásio do Bolão.

A CBF pretende resolver a questão da torcida única antes do inicio do Brasileirão do próximo ano, para que ache uma solução para todos os jogos terem torcidas visitantes – em São Paulo, nos clássicos existe o veto desde 2016.

Sobre os Jori, o governador fez elogios à organização de Jundiaí para o evento. “Foi o maior acerto a parceria entre o governo do Estado e a Prefeitura de Jundiaí para realização deste evento”, declarou.

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Da esquerda para a direita: o Deputado Federal Miguel Haddad, o Governador João Dória Jr e o Prefeito de Jundiaí Luiz Fernando Machado, durante a abertura dos Jogos Regionais dos Idosos, no Ginásio do Bolão, em Jundiaí.

– As mortes de inocentes no Baile Funk de Paraisópolis

É assustador o que se passou na Zona Sul de São Paulo, não? Bandidos perseguidos pela PM se infiltraram num baile funk (que estava ilegal, é importante salientar), causando tumulto e onde pessoas pisoteadas morreram.

Se estivéssemos em um país sério, tal acontecimento seria mais investigado e debatido, culminado em rápidas e precisas prisões dos responsáveis.

Leio que alguns estão culpando a própria Polícia Militar. Não sei se é o caso, nem tenho condições de avaliar isso. Mas uma coisa é certa: pouco se fala de que os criminosos usam esses inocentes como escudos humanos… Parece que estão absolvendo o cerne do problema: a violência da sociedade, não o possível abuso de autoridade (que não deixa de ser um problema).

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– Palmeiras x Flamengo: torcida única em clássico de rivalidade nacional?

Sou totalmente contra os jogos de torcida única por um motivo: a prova de que as instituições faliram!

Num mundo ideal, qualquer pessoa de qualquer time poderia estar em qualquer lugar da arquibancada. Gente civilizada age assim (ou deveria).

Porém, para evitar violência maior, sou obrigado a concordar com tais ações. Lamentável pensar assim, mas a gravidade da violência entre “animais sanguinários” exige.

Se não existisse bandido brigão, nada disso seria necessário e famílias de qualquer torcida poderiam ir em paz aos estádios!

O detalhe é que tais ações começaram em clássicos regionais de rivalidade. Agora, no Palmeiras x Flamengo, um confronto nacional, idem. Logo veremos um São Paulo x River Plate (clássicos internacionais, por exemplo) da mesma forma?

Onde iremos parar…

– Temos consciência de quantas crianças são vítimas de assédio e abuso sexual no Brasil?

Eu levei um susto: soube que 500 mil crianças brasileiras entre 8 e 14 anos são vítimas de abuso sexual, segundo o Instituto Liberta (que trabalha na causa).

Isso é loucura! É um número muito alto. Significa meio milhão de criancinhas inocentes, vítimas de bandidos e doentes inescrupulosos.

UM CASO SÓ já seria condenável. Imagine essa inaceitável quantidade.

E o que fazemos para diminuir isso?

Infelizmente, a erotização precoce e a falta de valores fazem com que tenhamos adultos com taras doentias.

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– Um mundo insensível que nada faz? Sobre Amal Hussain.

Vi (na verdade, revi) e me emocionei. Aliás, não tem como ser emocionalmente frio ao ler na Revista Veja (Ed 2608, pg 32 e 33, na reportagem de Duda Teixeira), a história da garotinha Amal, de 7 anos.

Nascida no Iêmen, a menina era refugiada e morava em um barraca de palha. Sua família fugia dos bombardeios da Arábia Saudita contra os hutis, rebeldes apoiados pelo Irã (inimigos seculares dos sauditas).

Amal morreu pois não conseguia segurar nada em seu estômago. Bebia leite para sobreviver de 2 em 2 horas e vomitava depois.

Infelizmente a pobrezinha faleceu dessa forma trágica. E, curiosamente, seu some “Amal” significa “ESPERANÇA” em árabe!

Quantas crianças nesse estado se encontram mundo afora, enquanto os poderosos governantes insensatos desprezam tal situação, habituando-se a guerras, ódio e corrupção…

Pobre mundo cão.

– Inimaginável pensar: o Irã é quem influencia o Iraque?

Para mim, surpreendente! Cresci assistindo Bagdá bombardeando Teerã (e vice-versa), e parecia inacabável o conflito Irã (apoiado pelos soviéticos) e Iraque (apoiado pelos EUA).

E não é que a vida dos iraquianos, segundo o New York Times (em matéria reproduzida no Brasil pela Folha de São Paulo), é comandada pelos seus vizinhos, inimigos mortais?

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2019/11/documentos-secretos-mostram-como-o-ira-exerce-poder-no-iraque.shtml

DOCUMENTOS SECRETOS MOSTRAM COMO O IRÃ EXERCE PODER NO IRAQUE

Em meados de outubro, com protestos correndo soltos em Bagdá, um visitante familiar chegou à capital iraquiana sem fazer alarde de sua presença.

A cidade estava assediada havia semanas, com manifestantes fazendo passeatas nas ruas, reivindicando o fim da corrupção e o afastamento do primeiro-ministro Adil Abdul Mahdi.

Queimando bandeiras iranianas e atacando um consulado do Irã, eles denunciavam especialmente a influência desproporcional do país vizinho sobre a política iraquiana.

O visitante chegara para restaurar a ordem, mas sua presença em Bagdá chamava a atenção para a maior queixa dos manifestantes.

O visitante era o general Qassem Soleimani, comandante da poderosa Força Quds iraniana, e ele viera para persuadir um aliado no Parlamento iraquiano a ajudar o primeiro-ministro a conservar-se no cargo.

Não foi a primeira vez que Soleimani foi enviado a Bagdá para conter danos. Os esforços de Teerã para respaldar Mahdi fazem parte de sua longa campanha para conservar o Iraque como um Estado cliente e maleável.

Documentos iranianos vazados recentemente agora oferecem uma visão detalhada de quão agressivamente Teerã tem trabalhado para interferir nos assuntos do Iraque.

Os documentos estão contidos em um arquivo de telegramas secretos da inteligência iraniana obtido pelo The Intercept e compartilhado com o New York Times.

O vazamento inusitado expõe a influência vasta de Teerã no Iraque, detalhando anos de trabalho cuidadoso de espiões iranianos para cooptar os líderes iraquianos, pagar agentes iraquianos a serviço dos EUA para trocarem de lado e infiltrarem todos os aspectos da vida política, econômica e religiosa do Iraque.

Segundo um dos telegramas da inteligência iraniana vazados, Mahdi, que quando esteve no exílio cooperou estreitamente com o Irã na época em que Saddam Hussein estava no poder no Iraque e teve um “relacionamento especial com a RII” –a República Islâmica do Irã— quando foi ministro iraquiano do Petróleo, em 2014.

A natureza exata do relacionamento não é explicitada no telegrama, e, como ressalvou um ex-funcionário sênior dos EUA, “um relacionamento especial pode significar muitas coisas –não quer dizer que ele seja agente do governo iraniano”.

Mas nenhum político iraquiano pode se tornar primeiro-ministro sem receber a bênção do Irã, e Mahdi, quando alcançou o cargo em 2018, foi visto como candidato do meio-termo, alguém que tanto o Irã quanto os Estados Unidos considerariam aceitável.

Os telegramas vazados oferecem um vislumbre extraordinário do funcionamento interno do sigiloso regime iraniano.

E detalham o grau em que o Iraque caiu sob a influência iraniana desde a invasão americana de 2003, que transformou o país em porta de entrada para o poder iraniano.

O arquivo é composto de centenas de relatórios e telegramas escritos principalmente em 2014 e 2015 por oficiais do Ministério de Inteligência e Segurança iraniano a serviço no Iraque.

Versão iraniana da CIA, o Ministério de Inteligência tem a reputação de ser um órgão analítico e profissional, mas é ofuscado e frequentemente passado por cima por sua contraparte mais ideológica, a Organização de Inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, criada formalmente como entidade independente em 2009 por ordem do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

É a Guarda Revolucionária quem define a política iraniana no Iraque, Líbano e Síria.

Os embaixadores a esses países são escolhidos entre as fileiras seniores da Guarda Revolucionária, não do Ministério das Relações Exteriores, que comanda o Ministério da Inteligência, segundo vários assessores da administração iraniana atual e de administrações passadas.

Segundo essas fontes, representantes do Ministério da Inteligência e da Guarda Revolucionária trabalhavam em paralelo.

Eles apresentavam suas descobertas às suas respectivas sedes em Teerã, que, por sua vez, organizavam as informações em relatórios que eram entregues ao Conselho Supremo de Segurança Nacional.

Uma parte crucial do trabalho deles era criar vínculos com autoridades iraquianas, e isso era facilitado pelas alianças que muitos líderes iraquianos forjaram com o Irã quando faziam parte de organizações oposicionistas que combatiam Saddam Hussein.

De acordo com os documentos vazados, muitos dos principais funcionários políticos, militares e de segurança iraquianos tiveram laços secretos com Teerã.

O mesmo telegrama de 2014 que descreveu o “relacionamento especial” de Mahdi também apontou vários outros membros chaves do gabinete do ex-primeiro-ministro Haider al-Abadi como tendo laços estreitos com o Irã.

Contatado pelo telefone, Hassan Danaiefar, o embaixador iraniano no Iraque entre 2010 e 2017 e ex-vice-comandante das forças navais da Guarda Revolucionária, negou-se a falar diretamente da existência dos telegramas ou de sua divulgação, mas sugeriu que o Irã lidera a coleta de informações no Iraque.

“Sim, temos muitas informações sobre uma série de questões do Iraque, especialmente sobre o que os EUA estavam fazendo nesse país”, disse ele. “Há uma diferença grande entre a realidade e a percepção das ações dos EUA no Iraque.”

As cerca de 700 páginas de documentos vazados foram enviadas anonimamente ao Intercept, que as traduziu do persa ao inglês e as compartilhou com o New York Times.

O Intercept e o Times verificaram a autenticidade dos documentos, mas não sabem quem os vazou.

O Intercept se comunicou com a fonte por meio de canais encriptados, e a fonte se negou a encontrar pessoalmente um jornalista.

Nessas mensagens anônimas, a fonte disse que queria “que o mundo ficasse sabendo o que o Irã está fazendo no Iraque, meu país”.

Com uma religião compartilhada e filiações tribais que atravessam os dois lados de uma fronteira nacional porosa, o Irã é uma presença importante no sul do Iraque há muitos anos.

O Irã abriu repartições religiosas nas cidades sagradas do Iraque, apoia alguns dos partidos políticos mais poderosos no sul do país, envia estudantes iranianos para estudar em seminários iraquianos e despacha operários iranianos para construir hotéis no Iraque e reformar santuários religiosos nesse país.

Mas, enquanto o Irã pode ter a dianteira sobre os EUA na disputa por influência em Bagdá, ele vem tendo dificuldade em conquistar apoio popular no sul do Iraque.

Como deixaram claro as últimas seis semanas de protestos públicos, os iranianos enfrentam resistência acirrada.

Em todo o sul do Iraque, partidos políticos iraquianos apoiados pelo Irã estão vendo suas sedes incendiadas e seus representantes assassinados –um indício de que o Irã talvez tenha subestimado o desejo iraquiano de independência não apenas dos Estados Unidos, mas também do país vizinho.

Em certo sentido, os telegramas iranianos vazados oferecem um relatório final dos resultados da invasão americana do Iraque em 2003.

A noção de que os americanos entregaram o controle do Iraque ao Irã quando invadiram o Iraque hoje é amplamente compartilhada, até mesmo nas fileiras militares dos EUA.

Uma história recente da Guerra do Iraque, em dois volumes, publicada pelo Exército americano, detalha os muitos erros cometidos na campanha e seus “custos chocantes” em termos de vidas e de dinheiro.

O estudo conclui: “O único vencedor parece ter sido um Irã encorajado e expansionista”.

A ascensão do Irã como influência poderosa no Iraque foi sob muitos aspectos uma consequência direta da ausência de qualquer plano de Washington para o pós-invasão.

Os primeiros anos após a queda de Saddam foram caóticos tanto em termos de segurança quanto da falta de serviços básicos como água e eletricidade.

A impressão que tinha a maioria dos observadores em campo era que os Estados Unidos estavam improvisando sua política no Iraque e o estavam fazendo no escuro.

Algumas das políticas mais desastrosas empreendidas pelos EUA foram as decisões de desmantelar as Forças Armadas iraquianas e expulsar do governo ou das novas Forças Armadas qualquer iraquiano que tivesse sido filiado ao partido Baath, que governou na era de Saddam.

Conhecido como “desbaatificação”, esse processo automaticamente marginalizou a maioria dos homens sunitas.

Desempregados e cheios de ressentimento, eles formaram uma insurgência violenta cujos alvos eram americanos e xiitas vistos como aliados dos EUA.

Enquanto corria solta a guerra sectária entre sunitas e xiitas, a população xiita encarava o Irã como seu protetor.

Quando a milícia terrorista Estado Islâmico ganhou controle de território e cidades, a vulnerabilidade dos xiitas alimentou esforços da Guarda Revolucionária e de Soleimani para recrutar e mobilizar milícias xiitas leais ao Islã.

Segundo documentos do Ministério de Inteligência, o Irã continuou a aproveitar as oportunidades que os EUA lhe proporcionou no Iraque.

Por exemplo, o Irã colheu um manancial inesperado de informações secretas americanas quando a presença dos EUA começou a diminuir, após a retirada de suas tropas em 2011.

A CIA tinha posto na rua muitos iraquianos que trabalharam por anos como seus agentes secretos, deixando-os desempregados e à míngua –e com medo de serem mortos, possivelmente pelo Irã, devido a seus vínculos com os EUA.

Sem dinheiro nos bolsos, muitos começaram a oferecer seus serviços a Teerã e não hesitaram em relatar aos iranianos tudo o que sabiam sobre as operações da CIA no Iraque.

Desde o início da Guerra do Iraque, em 2003, o Irã se apresentou como protetor dos xiitas iraquianos, e Soleimani, mais do que qualquer outra figura, vem lançando mão de espionagem e ações militares sigilosas para assegurar que o poder xiita continue em ascensão.

Mas esse esforço teve um custo, a estabilidade, com os sunitas sendo permanentemente postos de escanteio do processo político e buscando proteção junto a outras entidades, como o Estado Islâmico.

Em 2014, um massacre de sunitas na comunidade agrícola de Jurf al-Sakhar foi um exemplo vívido do tipo de atrocidades sectárias cometidas por grupos armados leais à Força Quds, iraniana, que haviam alarmado os EUA na Guerra do Iraque e prejudicado os esforços de reconciliação.

Como deixam claros os relatórios de campo, algumas das preocupações dos EUA foram compartilhadas pelo Ministério da Inteligência iraniano.

Esse fato assinalou divisões internas no Irã em relação às suas políticas para o Iraque, divisões que opunham elementos mais moderados chefiados pelo presidente Hassan Rouhani às facções militantes como a Guarda Revolucionária.

Quando milícias xiitas apoiadas pelo Irã expulsaram os militantes de Jurf al-Sakhar, no final de 2014, na primeira vitória importante contra o Estado Islâmico, Jurf al-Sakhar virou uma cidade fantasma.

Ela não representava mais uma ameaça aos xiitas, mas a vitória iraniana teve um custo muito alto para os habitantes sunitas da cidade.

Dezenas de milhares deles foram deslocados, e um político local, o único membro sunita do conselho provincial, foi encontrado com um buraco de bala na cabeça.

Um telegrama descreve os danos em termos quase bíblicos. “Como resultado dessas operações”, relatou o autor do telegrama, “a área em volta de Jurf al-Sakhar foi purificada de agentes terroristas.

As famílias dos terroristas foram expulsas, a maioria de suas casas foi destruída por forças militares, e as que ainda restam serão destruídas.

As palmeiras foram arrancadas em alguns lugares para serem queimadas e impedir que os terroristas se abriguem entre as árvores. Os animais de criação (vacas e ovelhas) foram espalhados e estão pastando sem seus donos.”

A operação em Jurf al-Sakhar e outras ações sangrentas comandadas por agentes do Irã e dirigidas por Teerã alienaram ainda mais a população sunita iraquiana, segundo um relatório, que destaca: “A destruição de vilarejos e casas, o saqueio de bens e animais de sunitas converterem a doçura dessas vitórias” contra o Estado Islâmico “em amargura”.

Hoje o Irã luta para conservar sua hegemonia no Iraque, como fizeram os americanos após a invasão de 2003.

Enquanto isso, autoridades iraquianas estão cada vez mais preocupadas com a possibilidade de que uma provocação no Iraque lançada por qualquer dos lados possa desencadear uma guerra entre os dois países poderosos que disputam a hegemonia em sua região.

Contra esse pano de fundo geopolítico, os iraquianos –mesmo os sunitas, para os quais o Irã é um inimigo— aprenderam há muito tempo a encarar as investidas dos espiões iranianos com pragmatismo.

“Não apenas ele não acredita no Irã como ele não acredita que o Irã possa ter intenções positivas em relação ao Iraque”, escreveu um funcionário iraniano no final de 2014, falando de um recruta de inteligência iraquiano descrito como baathista que trabalhara para Saddam no passado e mais tarde para a CIA.

“Mas ele é espião profissional, compreende a realidade do Irã e dos xiitas no Iraque e vai colaborar para salvar sua pele.”

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– O porteiro mentiroso! Mas… a troco de quê?

Um verdadeiro circo! O porteiro que tentou incriminar o presidente Jair Bolsonaro, comprovadamente, mentiu sobre o suposto assassino de Marielle ter se encontrado com ele em sua casa.

A questão é: a troco de quê dez isso? De cinco minutos de fama ou a mando de alguém?

A questão é, parte 2: quando se terá esclarecido todo o caso do mandante do assassinato da vereadora?

Extraído de: https://veja.abril.com.br/politica/caso-marielle-porteiro-mentiu-sobre-ida-de-suspeito-a-casa-de-bolsonaro/

CASO MARIELLE: PORTEIRO MENTIU SOBR EIDA DE SUSPEITO A CASA DE BOLSONARO

A procuradora confirmou que o porteiro que envolveu o nome do presidente Jair Bolsonaro na morte da vereadora Marielle Franco mentiu em depoimento

Por Leandro Resende e Bruna Motta

A procuradora do Ministério Público Simone Sibilio, chefe do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), confirmou que o porteiro que envolveu o nome do presidente Jair Bolsonaro na morte da vereadora Marielle Franco mentiu em depoimento à Polícia Civil. De acordo com Simone, quem autoriza a entrada de Élcio Queiroz no condomínio do presidente é Ronnie Lessa, suspeito de ter feito os disparos.

Mais cedo, um investigador relatou a suspeita da mentira à VEJA. Foram prestados dois depoimentos. No primeiro, relatou que ligou para casa de Bolsonaro. No segundo, confrontado com o áudio de sua conversa, manteve a versão, mas deixou dúvidas nos investigações em relação a veracidade das informações prestadas.

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– O Protocolo FIFA foi acionado duas vezes em Bulgária 0x6 Inglaterra. Mas a resposta…

Em Sofia, capital da Bulgária, uma noite para envergonhar a humanidade. Durante o jogo válido pelas Eliminatórias da Eurocopa, torcedores búlgaros entoaram cantos racistas e nazistas aos jogadores negros ingleses, fazendo com que o Protocolo FIFA contra a discriminação (que engloba qualquer tipo de situação, incluindo homofobia, sexismo ou religião) fosse adotado por duas vezes.

Ao anúncio que no terceiro passo do Protocolo a partida seria encerrada, houve uma grande vaia na arquibancada ao invés de conscientização. Uma tristeza à espécie humana, dita “racional”…

Dentro de campo, a resposta foi boa: Bulgária 0x6 Inglaterra. Uma vitória não de uma equipe, mas a derrota dos preconceituosos.

Sobre o Protocolo FIFA citado, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/

A capa do jornal britânico foi perfeita. Abaixo:

– O ser Humano está se tornando um Animal Selvagem? Os estupros em Jundiaí!

Neste mundo violento demais, onde as pessoas parecem viver por instinto, como bichos, calamidades acontecem diariamente. Digo isso pois na cidade de Jundiaí, nesta última semana, ocorreram 3 estupros contra vulneráveis.

Qualquer um desses casos é condenável, mas o que mais me assustou foi o de uma avó que violentou sexualmente uma menina de 4 anos!

O que dizer?

Triste. Pavoroso. E culpar a quem? Ao mundo extremamente erotizado?

Sem palavras…

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– A idiotice de baderneiros

Li uma publicação que me entristeceu bastante, num grupo de torcedores de futebol (não importa em que lugar ou quem publicou, vale o teor da mesma): a louvação de saques em postos de combustíveis à beira de estrada e bagunça durante viagens aos jogos.

Ora, é comum ver a Polícia Rodoviária fechando entradas de Postos ou proibindo grupos de torcedores de adentrarem às Lojas de Conveniências nas rodovias, justamente por isso: a bandidagem!

Desde quando o sujeito tem direito a praticar furtos, somente porque está em maior número? É crime! E é comum (lamentavelmente) ver essas situações aos finais de semana. E de vários times (ou facções, se assim for entendido).

Mais ainda: se não na estrada, mas na arquibancada, travestido de “emocionado”, o torcedor mais irresponsável diz-se permitir tudo: invadir campo, cuspir em bandeirinha, brigar com o próximo ou transgredir à civilidade. Coisas erradas mas que querem ser justificadas dessa forma imprópria.

Por quê o futebol é desculpa para libertino? Não deveria (e não deve) ser assim. O esporte brasileiro tenderá a não ser respeitado por ações como essas (incluindo as dos cartolas corruptos) e afastando as famílias.

Por mais paz / educação e respeito nos estádios. É o que precisamos!

– Garota de 14 anos Ameaçada de Morte por querer… Estudar!

Aparece no meu Feed essa publicação que tem 7 anos, mas acho importante o repost dela: sobre Malala, a menina que se tornou símbolo da luta pelo direito das meninas poderem estudar! Para mim, de maior significância do que a garota Greta, que tem sido manchete em defesa do clima mas parece ter sido uma adolescente usada politicamente.

Abaixo:

MALALA YOUSUFZAI SERÁ UM SÍMBOLO?

Por mais que reclamemos das condições e acesso do Ensino no Brasil, ainda assim vivemos em condição privilegiada, se compararmos com alguns países.

No Paquistão, por exemplo, uma menina de 14 anos que criou um blog para defender o Acesso Universal das Mulheres nos Estudos foi baleada e continua sendo ameaçada de morte pelos Talebãs. Para eles, mulher ir para a escola é, acima de um crime, pecado!

Triste conduta de fanáticos terroristas…

Extraído de: http://is.gd/GWKpyg

MENINA PAQUISTANESA BALEADA PELO TALIBÃ ERA AMEAÇADA HÁ ANOS

A estudante paquistanesa de 14 anos baleada pelo Talibã desafiou ameaças contra ela durante anos, acreditando que o trabalho que fazia pela comunidade era a melhor proteção, afirmou o pai da jovem nesta quarta-feira. Malala Yousufzai foi baleada e ferida com gravidade na terça-feira, enquanto saía da escola em sua cidade natal no vale do Swat, a noroeste da capital Islamabad.

O Talibã reivindicou a responsabilidade pelo ataque, dizendo que a campanha da menina pela educação de moças era pró-ocidental. O ataque provocou a indignação da população em um país aparentemente acostumado com a extrema violência desde o aumento na militância islâmica após os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.

“Ela é uma vela de paz que eles tentaram apagar”, disse o paquistanês Abdul Majid Mehsud, 45 anos, a respeito da violência que afligiu a região do Waziristão do Sul.

No vale do Swat, que já foi uma lugar turístico mas acabou infiltrado por militantes vindos de bases na fronteira afegã há mais de cinco anos, a família da menina e a comunidade local rezam para que ela sobreviva. O pai da menina, Ziauddin Yousufzai, que dirigia uma escola de meninas, afirmou que a filha queria entrar para a política. Ele disse que, de todas as coisas que ele ama nela, o que mais gosta nela são os ideais democráticos e de justiça da filha.

Histórico de ameaças

Malala ficou famosa aos 11 anos, quando escreveu um blog sob um nome falso para a BBC sobre como era viver sob o governo do Talibã paquistanês. Os militantes, liderados por um jovem pregador radical do Talibã, tomaram o vale por meio de uma mistura de violência, intimidação e com o fracasso das autoridades em fazer frente.

Mesmo depois que os militares finalmente agiram, com uma ofensiva em 2009 que expulsou a maioria dos militantes do vale, o local permaneceu sendo perigoso. Malala não se calou. Ela fez campanha pela educação de meninas e depois recebeu a mais alta condecoração civil do Paquistão. A proeminência dela teve um custo.

“Estávamos sendo ameaçados. Algumas vezes, cartas eram jogadas em nossa casa, dizendo que Malala deveria parar de fazer o que fazia ou o resultado seria muito ruim”, disse o pai dela. Nesta quarta-feira, médicos paquistaneses retiraram uma bala alojada no corpo da menina, que continuava em estado crítico. Duas outras meninas também ficaram feridas.

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