– Eleições, Surpresas, e as Duras Palavras de Ciro sobre Haddad

Para mim, muita surpresa na Eleição de ontem. Viram os Senadores?

Nem Ibope ou Datafolha, ambos dando Dilma Rousseff em primeiro lugar no Senado por MG, acertaram. A presidente que sofreu impeachment foi punida pela população que não a elegeu. Idem ao suspeitíssimo Romero Jucá. Mas infelizmente a mesma população acolheu Renan Calheiros no Senado e Aécio Neves para a Câmara (todo mundo querendo se proteger com a imunidade parlamentar…) E tem Suplicy e Requião, cujos institutos de pesquisam davam como certa as suas eleições e “comeram barriga”.

E os Deputados? Quer dizer que Tiririca garantiu seu 3o mandato com expressiva votação? Mas que raio de voto de protesto é esse em que se elege uma figura caricata, palhaço de circo e que nada fez (mas recebeu)? Se é para protestar, eleja gente nova, competente e corajosa. Eleger gente que nada fará é se auto-punir. E um complemento: minha Jundiaí não fez nenhum Deputado Federal, nem de Direita ou de Esquerda, uma pena. Ter um representante em Brasilia é importantíssimo para ajudar a cidade, lamentável o ocorrido e a falta de consciência do eleitor.

Vamos para o Governador: Skaf, que chegou a liderar, perdeu força para Márcio França (aliás, no Debate da Globo ele foi muiiiito bem). Agora, será ele contra Dória, os “dois candidatos próximos de Alckmin”.

E por falar em Alckmin: que derrota! Idem Marina, idem Álvaro e até Ciro: todos eles perderam votos para os ponteiros: Bolsonaristas que conseguiram maximizar com votos inúteis de adversários direitistas e Haddadistas com os esquerdistas. Uma espécie de migração para o “tudo ou nada”.

Agora, será a turma do Bolsomito e Anti-PT contra os pró-Lulistas e #EleNão. Com isso, temos NOVAMENTE UM PAÍS RACHADO (e se for dividido com radicalismo, mais uma vez sofreremos, vença quem for): as urnas mostraram um Brasil Norte-Nordeste de Fernando Haddad e um Brasil Sul-Sudeste-Centro Oeste, de Jair Bolsonaro (e todos têm suas justificativas: pobreza / excesso de impostos / bolsas assistenciais, instrução e outros motivos que valem uma postagem a parte).

O fiel da balança daqui para frente, quem será? O Ciro, ora bolas. E pense: no segundo turno das Eleições, o 3o. colocado Ciro Gomes irá apoiar quem, já que sua parcela de eleitores poderá definir o futuro do Brasil nos 4 anos a seguir?

Há alguns dias, ele até falou de FRAUDE do PT e ironizou bastante Fernando Haddad, praticamente inviabilizando seu apoio (à uma rede internacional). Por outro lado, não parece que “dará química” entre ele e Bolsonaro.

(Assista e veja a firmeza das colocações com a polêmica e sinceridade que lhe é peculiar (assista todo o vídeo de 1’57”),

Em: https://mobile.twitter.com/Schwartzmann1/status/1049137295931138055/video/1

Um complemento: quem disse que o “tempo de TV” decidiria muita coisa? O horário político nada serviu para Meirelles e Alckmin. Me parece que as Redes Sociais, com suas divulgações, correntes e fakenews diversos são a decisiva forma de influência (positiva ou negativa).

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– Atlético Paranaense será punido?

Pelas Orientações da FIFA, as equipes de futebol são proibidas de fazerem manifestações político-partidárias, religiosas, raciais e preconceituosamente sexistas.

Dito isso, a pergunta: ao entrar em campo nesse sábado com uma camisa amarela com o slogan da campanha presidencial de Jair Bolsonaro (na véspera da Eleição), o Atlético Paranaense será punido?

Ressaltando duas coisas:

1. O zagueiro Paulo André se recusou a fazer tal promoção;

2. O presidente do time, Petraglia, postou em sua página na Rede Social que apoia tal candidato (se é de Direita ou Esquerda, é irrelevante).

O que acontecerá com a equipe do Furacão?

– Você muda (ou já mudou) seu voto por conta do vice-candidato?

Perguntar não ofende: o quanto os eleitores estão sendo influenciados ou não pelos vices nesta eleição?

A história da República mostra o quão eles têm sido protagonistas em nossa nação (para o bem ou para o mal) e como temos os ignorados na hora de votar! Você leva em conta quem é o vice antes de votar no candidato? Já mudou seu voto por conta do “suplente”?

Aliás: General Mourão está tirando voto de Bolsonaro; Eduardo Jorge não tem nada em comum com Marina Silva; e, por fim, Manuela D’Ávila, a moça que pedia para que se “lutasse como uma menina” e rechaçou até o último minuto que abriria mão da candidatura, aceitou ser vice de Lula e depois do Haddad.

E aí? Coerência ou não?

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– Por quê não me iludo?

Considere: a delação de Palocci confirmando que as medidas provisórias eram vendidas por Lula e Dilma em troca de propinas ao PT, além do embasamento de valores publicitários da Petrobras; a ex-mulher de Bolsonaro “jogando m” no ventilador deixando a grande dúvida da índole do capitão; Geraldo Alckmin tendo seus podres levantados pela mídia; e outras tantas denúncias (entre as verdadeiras e os fake news) surgindo na semana decisiva da Eleição 2018).

Quando vejo um candidato qualquer chamando o outro de corrupto, não discuto mais. Concordo com todos eles.

Entendeu?

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– Que cambada de Chatos! A INFERNET no dia-a-dia

Vou misturar dois assuntos que se interligam: Política e Religião, que pouca gente quer discutirmas se deve respeitar.

Viram como está se beirando o fanatismo religioso as Eleições? A turma do #EleNão, a dos #Bolsomitos, do #LulaLivre, do #MLB entre outros grupos de Direita e Esquerda querendo prevalecer a verdade deles sem respeitar a dos outros.

  1. Lula é deus e Haddad seu profeta para alguns (e toda a corrupção, petrolão e mensalão são “mentirinhas”.
  2. Bolsonaro e sua metralhadora são a salvação para todos os males da Nação (como se nunca estivesse ido a Brasília e fosse novo em pleitos).
  3. Alckmin é o santo, e seus pares discípulos intocáveis, como Aécio e Serra.
  4. Meirelles? Orbitou tanto tempo, é do MDB de Temer que não caiu e do Renan que sempre  se agarra no poder.
  5. Aliás, a dona Manuela, vice do Lula e agora do Haddad, tão correta que é, não se manifesta ou importa do Calheiros estar com eles (assim como Jucá e Temer estiveram um dia)? Demagogia barata…

O duro é você entrar na Internet e ver o Inferno que se tornou, com apoiadores de toda essa gente poluindo as Redes Sociais e transformando-as em Redes Anti-Sociais.

Sem dúvida, virou INFERNET, como diria nosso pároco, Padre Márcio. E é aqui que interajo Política com Religião. Leram o Evangelho desse domingo?

De São Marcos (Mc 9,38-43.45.47-48):

Naquele tempo, 38João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não nos segue”. 39Jesus disse: “Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim. 40Quem não é contra nós é a nosso favor.

41Em verdade eu vos digo: quem vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa.

42E, se alguém escandalizar um destes pequeninos que creem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço. 43Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na Vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga.

45Se teu pé te leva a pecar, corta-o! É melhor entrar na Vida sem um dos pés, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno. 47Se teu olho te leva a pecar, arranca-o! É melhor entrar no Reino de Deus com um olho só, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno, 48‘onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga’”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Pois é: assim como a Boa Nova diz entre outras coisas que, se nossas companhias nos levam às drogas, devemos nos afastar delas; ou como se nossas mãos servem para agredir ao invés de serem estendidas para ajuda, nós também devemos evitar / cortar coisas que nos perturbem ou levem à perdição. Discutir desrespeitosamente a Política e estimar pessoas corruptas é um desses casos, que nos cegam, que tiram da razão e afloram as discussões, transformando a Internet num verdadeiro “Infernet”!

Cuidado para que não nos esqueçamos de refletir a imagem abaixo:

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– Sem vacilar: já escolheu os seus 2 senadores para 2018?

Você sabe que teremos que votar em 2 senadores nas próximas Eleições, certo? Além de Presidente e Deputados Federal e Estadual, o Senado renovará 2/3 da sua casa (temos 3 senadores por estado, que atualmente são… responda os do seu estado).

Quais os seus preferidos para 2018? Aliás, sabe o número deles (dos seus dois senadores que votará)?

Um outro ótimo questionamento: em 2014 você votou em um senador apenas. Quem foi ele? E nos dois que você votou em 2010, recorda-se?

É difícil mesmo…

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Na foto, 6 senadores réus envolvidos na Lava-Jato mas que se protegem com a imunidade parlamentar

– Dá para levar a sério tais candidatos?

Caricaturas políticas devem ser levadas a sério?

Veja só alguns candidatos que fazem palhaçadas ou querem chamar a atenção bizzarramente na eleição. São de 2016, mas perfeitamente sem encaixam em 2018! Seriam confiáveis e competentes?

Extraído de: http://istoe.com.br/baixo-nivel-eleitoral/

O BAIXO NÍVEL ELEITORAL

No auge da descrença com a política, partidos deixam ideologias e propostas de lado e apostam em brincadeiras de mau gosto. Assim, fica difícil resgatar a credibilidade junto à sociedade.

Ao colocarem em vigor novas regras, as autoridades eleitorais esperavam ter um respiro nos velhos hábitos da política brasileira. Enganaram-se. A redução do tempo de rádio e televisão e o fim do financiamento empresarial não aplacaram práticas responsáveis por contaminar, ainda nas urnas, o nível e os costumes da política. Nem a insatisfação com os partidos, após o Petrolão, fez as legendas aumentarem a rigidez na escolha dos candidatos. Pelo contrário. Siglas de diferentes matizes colocaram novamente as ideologias e projetos em segundo plano. Dobraram a aposta em um vale-tudo por votos que mistura o jocoso com o oportunismo. Não se constrangem em impulsionar o desempenho nas urnas com celebridades, como os humoristas Marquito, sósias e personagens pitorescos. O PSDB mineiro, por exemplo, deixou uma postulante a vereadora em Contagem aderir ao nome de “Paula Tejano”. Sabe que ela não se destacará pelas promessas, mas por uma brincadeira adolescente. É similar ao que ocorre em Aracaju. Lá o nanico PHS dá palanque para que o motoboy André da Fonseca incorpore o personagem Chapolin e repita, fantasiado, bordões da série. Já, em Santos, o PP tenta pegar carona na Lava Jato. Fez de José Afonso Pinheiro, o zelador do tríplex do ex-presidente Lula no Guarujá, uma arma para ganhar cadeiras no legislativo.

Surfar em escândalos ou na popularidade de personalidades se tornou uma estratégia costumeira que empobrece a política. No auge do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 105 candidatos usavam o seu apelido em 2012. Um número que despencou com as denúncias contra o lulopetismo. E é graças a uma destas acusações que o PP de Santos, litoral paulista, lançou a candidatura de José Afonso Pinheiro. Trata-se, como ele frisa nos santinhos, do zelador do tríplex do Guarujá. Seus depoimentos complicaram a situação de Lula e da ex-primeira-dama Marisa Letícia com a Justiça. José Afonso afirmou que os dois vistoriaram a reforma do apartamento, que dizem não ser donos. Tamanha sinceridade fez com que fosse demitido no começo do ano. “Voltei para Santos, onde minha mulher trabalha como doméstica”, conta. As reportagens sobre o caso fizeram partidos o convidarem para ingressar na política. “Eu escolhi o PP, porque foi o primeiro que me chamou para conversar e gostei do pessoal”, afirma. Ex-campeão amador de boxe, sua plataforma se baseia na ajuda a projetos sociais. Os votos, espera conquistar principalmente de porteiros e zeladores. Para isto, passa o dia visitando edifícios. Invariavelmente, é questionado sobre o contato com Lula e Marisa Letícia.

TROCADILHOS

Se faltam ideologias, sobram brincadeiras. Candidatos usam trocadilhos e nomes inusitados para chamar a atenção. É o caso da autônoma Ana Paula Teodoro Mendonça (PSDB). Ela assumiu a identidade política de Ana “Paula Tejano” para concorrer a vereadora na cidade de Contagem, Minas Gerais. A cacofonia dos últimos dois nomes dá margens para inúmeras brincadeiras. “O pessoal acha graça. Acredito que ajuda (na eleição)”, conta a candidata, que quer trabalhar contra a homofobia e pelos animais. “Agora, se tem maldade, é na cabeça dos outros.” Ana Paula diz que trocou nas urnas o sobrenome Teodoro pelo Tejano por ser o jeito que a conhecem há tempos. A brincadeira teria começado entre os amigos na adolescência e pegou. Farão companhia para ela nestas eleições outros candidatos inusitados, como “Helio Quebra Bunda”em Cachoeira (BA), “Xereca” em Mongaguá (SP), “Nojo” em Parnaíba (MS) e “Vin Diesel Curitibano” na capital paranaense.

Em muitos casos, os nomes pitorescos afrontam a lei. Uma resolução TSE estabelece limites aos candidatos. É necessário que a alcunha escolhida “não atente contra o pudor e não seja ridículo ou irreverente”. A esteticista Risolene de Lima Macedo (PPL) acredita que seja o seu caso. Com o nome “Riso Sempre Riso”, ela concorre a uma vaga de vereadora em Igarassu, Pernambuco. “O meu nome (Risolene) leva a Riso. Todo mundo aqui me conhece desde criança assim”, afirma. “Nunca me viram triste”, garante. Na Câmara, ela pretende lutar pelo sorriso das crianças. Seu principal projeto é que o município ofereça dentistas nas escolas públicas. Com políticos como esses, fica díficil acreditar nos partidos. Se as brincadeiras trarão votos, só as urnas dirão. Mas, com certeza, não trazem credibilidade para a política.

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– Sobre intolerância social: Escola sem Partido, a Ideologia de Gênero, Cura Gay e outras considerações.

Escrevi há 1 ano, mas se faz extremamente atual. Republico:

Causa muita repercussão as manifestações nas Redes Sociais contra a aprovação do Projeto “Escola sem Partido” em Jundiaí. Alguns dizem que o projeto é inconstitucional, outros alegam censura e demais pessoas colocam inúmeros defeitos. Claro, são manifestantes contrários.

Mas manifestam cientes do conteúdo? Quem se sente atacado? A troco de quê?

Sinceramente, você sabe / entende / está por dentro do que é isso?

O professor ético não está nem aí com o projeto, pois ele já pratica o ensino apartidário em sua sala de aula, sem ferir conteúdos que o faça tendencioso a alguma coisa.

Quer exemplo?

Eu tinha uma professora quando era criança que era eleitora (e fanática devota) de Orestes Quércia! Ela não gostava do Maluf, tinha medo do Suplicy, odiava o Antonio Ermírio de Moraes (candidatos a governadores da época) e falava a nós, talvez com 8 a 9 anos, da importância de falar aos pais sobre votar no Quércia, “contra a inércia do Estado(decorei e não esqueci mais a fala dela, de tanto que massificou).

Ora, isso é militância descarada! O que ela nos ensinou sobre Política e Democracia? NADA! Mas entendíamos algo? Muito pouco. Nas classes onde eu trabalhei / trabalho, então adulto e lecionando no ensino superior, tomava isso como exemplo a não ser praticado e sempre procurava mostrar todos os lados da política nos assuntos pertinentes, falando da Sociedade, condenando a Politicagem (que é o uso ruim da Política), defendendo o uso democrático do voto e sem Partidarismo! Aliás, professor-doutrinador de esquerda ou direita é dose, mostrando-se mal profissional. Deve-se ensinar a cidadania, e mostrar virtudes e fraquezas do sistema, mas NUNCA tentar fazer campanha eleitoral no sagrado ambiente da sala de aula. Assim, não me preocupo em dizer: ESCOLA SEM PARTIDO não é escola alienada nem censurada, mas sim um ambiente educacional de pluralidade de opiniões (não de imposições).

– E sobre a Ideologia do Gênero?

Cansamos de falar nesse blog sobre a insistente questão da erotização das crianças e a incessante fala de grupos que querem tornar nossas crianças como recém-nascidos assexuados e ao mesmo tempo adolescentes sexualizados demais. Ora bolas, é pecado o menino ser menino e a menina ser menina? Por quê querer unisexualizar os ambientes de ensino? A orientação sexual do cidadão é outra coisa; idem às aulas tão necessárias de Educação Sexual. O que não se pode é fazer uma semi-apologia do homossexualismo, ao invés de permitir que a criança aprenda as coisas a seu tempo e a arranque da infantilidade à força em nome da liberdade sexual.

Por fim, sobre a cura gay: se o indivíduo que se afirma heterossexual tem a liberdade de buscar ajuda médica / psicológica para tentar descobrir se a tendência homossexual é real e estaria ele em uma fase de auto-afirmação necessária, por que aquele que se intitula homossexual e tem dúvida sobre a sexualidade não pode fazer o processo de descoberta da heterossexualidade ou não? Claro, o termo “cura gay” é de fato pejorativo, mas ao mesmo tempo é incompreensível que grupos LGBTTQ critiquem a liberdade da pessoa em buscar a mesma ajuda médico / psicológica ao contrário!

Sabe o que penso? Que essa história de Orgulho Gay e Orgulho Hétero são as grandes causadoras dessas discórdias! As pessoas são humanas, com características próprias e gostos singulares. Um grupo competir com o outro, vangloriar-se sobre o seu irmão, nada mais é do que pura bobagem; a mesma bobagem da discussão intolerante daqueles que estão radicalmente berrando aos quatro cantos sobre a Escola Sem Partido. O cara (reforço: o radical) reclama que está sendo censurado (não está), discute, grita, berra e impõe sua ideologia partidária, e no fundo pratica o que acha que está lhe acontecendo: uma pseudo-ditadura de opinião! A PESSOA RECLAMA DE INTOLERÂNCIA, MAS É SÓ TOLERANTE ÀS COISAS DO SEU INTERESSE, percebe?

Permitir que o cidadão / humano / pessoa tenha a sua preferência sexual sem fazer apologia na escola, ouvir diversas opiniões e conhecer a Política e a Sociedade do país de forma aberta e independente de partidarismo, respeitar a decisão de escolha das pessoas, é algo democrático! Vir com a Ideologia do Gênero, a Escola COM Partido e a condenação de pessoas que queriam reverter sua condição, isso sim me parece ditadura!

Mais conversa, mais inteligência, mais respeito. Menos radicalismo, menos alienação, menos corrupção de conduta. É isso que o Brasil precisa, onde tal carência significa coexistir nas questões gerais, como a religião, o futebol, a diversidade, a política, o regionalismo, a etnia, a condição social... tudo sem discurso de ódio, palavras raivosas e unilateralismo.

Tenho pena das pessoas que ao discordar de alguém, surgem com o discurso do errado, onde somente elas são as donas da verdade.

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– O Respeito à Lutadora

Não sou eleitor dela (ou talvez possa ser um dia), mas a história de vida da Marina Silva, a candidata da REDE, é impressionante. 

Esses dias a ouvi falar sobre quando subiu em um ônibus e teve que deixar o lar. Arrepiante a coragem da miúda (fisicamente) mas perseverante mulher.

Entre tantos picaretas que se encontram por aí, alguém que sentiu na pele as dores da miséria e não perdeu a dignidade (viu Lula!) é algo raro. Mas sobre votar ou não nela, é outra questão. 

Insisto: leiam a história de vida dela e seus detalhes (independente da sua ideologia política ou intenção de voto). É roteiro de filme! Iria fazer muito sucesso no cinema.

A propósito: penso que hoje Marina Silva seja mais respeitada no Exterior do quem em nosso próprio país. 

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– Uma sociedade que impede a declaração do voto! E as Rede Antissociais?

Fico assustado com tamanha intolerância política em nosso país. Quem pensa em votar diferente do outro, para esse, se torna simplesmente inimigo? Parece que sim.

Mas como isso aconteceu?

Claro, será a velha explicação do já batido discurso de “nós” contra “eles”, num sentido bem vago de quem é quem.

O que vale observar é o hoje – ou seja, a democracia atual. A dualidade de pensamento vem do fanatismo de alguns grupos, o que é péssimo para todos.

Repararam que muitas empresas sabiamente fazem questão de não se pronunciarem quanto ao apoio ao candidato A ou pelo candidato B? Com a neutralidade, não causam irritação de seus consumidores mais exacerbados. Entretanto, isso não impede que seus funcionários se pronunciem (mas não em nome da organização) fora do ambiente de trabalho.

Celebridades, em especial, precisam tomar cuidado. Um artista de novela (como outrora Antonio Fagundes), um jogador de futebol (como Felipe Melo) ou até mesmo um religioso (como Silas Malafaia) sabem que representam multidões e tem seus admiradores / seguidores. Devem tomar cuidado para não misturarem o personagem / pessoa pública com a instituição – e nos casos citados: Globo, Palmeiras e Assembleia de Deus, respectivamente.

Eu não ouso mais declarar meu voto! Até porque está difícil encontrar o candidato ideal. Viram os extremos? De Bolsonaro a Boulos, de PSDB a PT, da Direita até a Esquerda, todo radical está muito chato e destruindo as Redes Sociais, que viraram campos de batalha – verdadeiros lugares antissociais, com fake news para todos os gostos.

Na minha casa e entre meus amigos, ninguém perdeu amizade ou brigou por Política. Não vale a pena e não temos “candidato de estimação”. Acho até mesmo patético essas pessoas se auto-destruindo por picaretas que já cansaram de roubar dinheiro público e ludibriar o eleitor. Entretanto, o fanatismo faz com que o lado errado seja sempre o outro, cegando o fanático eleitor.

Aliás, qual partido tem ideologia? Bolsonaro é do PSL (ele é realmente liberal?). PT tem nomes como Genoíno, José Dirceu e Gleise (alguém deles já trabalhou de verdade?). Alckmin, FHC, Serra e Aécio são do PSDB (social / socialista é nomenclatura de partido esquerdista!). E por aí vai…

Lamento que ainda tenhamos espaços para Jucás, Renans, Collors, Mourões e Lulas em nosso país. Mas não é por isso que devo desrespeitar quem vota neles.

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– O histórico debate dos candidatos à presidência de 1989!

Uma relíquia: o confronto dos Presidentes à República de 1989, apresentado por Marília Gabriela na TV Bandeirantes – na época, o debate foi chamado de 1o encontro de presidenciáveis (nunca tinha ocorrido um evento assim na história Inteira do Brasil.

Há algumas pérolas: Paulo Maluf falando da necessidade urgente de combater a corrupção (é mole?)! Tem Leonel Brizola, Lula, Mário Covas, Afonso Camargo, Aureliano Chaves, Ronaldo Caiado, Afif e Roberto Freire… (faltaram: Ulisses Guimarães e Fernando Collor de Melo).

Sabe o que é mais incrível? Os quase 30 anos que nos separam desse vídeo mostram que os problemas basicamente são os mesmos!

Assista em: https://youtu.be/zlk8x9QguR8

– Esquerda e Direita agem iguais no Brasil! Da santificação à demonização dos candidatos pelo radicalismo dos fanáticos.

Cansa tanta proliferação de Fake News, em especial as absurdas teorias conspiratórias criadas na Web sobre a facada de Bolsonaro.

Um matéria da Veja da semana passada mostrou: Esquerda e Direita agem igual, contratando divulgadores de notícias mentirosas pela Internet através da proliferação de “robozinhos postadores de falsas manchetes”. Fomentam matérias de apoio aos candidatos, e por aí a falsidade e a picaretagem vai.

Pior é ver gente inocente (e alguns com certa vivência) acreditando nas bobagens somente pelo fato de que “leu no Facebook ou no Twitter”.

É isso mesmo que no fundo ambos querem: ignorância do povo para dominá-los seja como for.

E sobre a facada de Bolsonaro e o radicalismo criado pelo fanatismo político, já escrevi aqui: https://professorrafaelporcari.com/2018/09/06/a-facada-em-bolsonaro-os-dois-lados-vao-aproveitar-da-situacao/

Confesso: dá nojo ver as postagens nas redes sociais nos últimos dias. Bolsonaro vai de mártire pacifista da democracia até o patamar de enviado do capeta para militarizar o país e ressuscitar a ditadura com seus métodos de tortura.

Da santificação à demonização, em apenas um clique. Impressionante o fanatismo.

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– A facada em Bolsonaro: os dois lados vão aproveitar da situação?

Não gosto de radicalismos – de direita ou de esquerda. E o fruto dessa pregação radical bipolarizada foi colhida hoje: um ex-filiado do PSOL, extremista, que esfaqueou o candidato do PSL, do outro ponto do extremo, Jair Bolsonaro.

O político foi levado ao Hospital e teve que ser operado com urgência. Mas, afinal, o que dizer de tudo isso?

Fica a lição de quão burra é a louvação aos fanáticos. Um país não se divide em lados inimigos, mas se respeita democraticamente em opiniões discordantes, sem desrespeitar o pensamento e a ideologia alheia.

Dessa forma, penso que duas correntes serão massificadas até o final da campanha:

1- A daqueles que dirão que Bolsonaro é vítima de uma esquerda manipuladora, sendo ela responsável por tais atos odiosos. Se tivesse liberado o porte de arma (como defendido pelos seus aliados), dava para intimidar melhor o esfaqueador.

2- A daqueles que dirão que Bolsonaro é culpado por dizer que fuzilaria petralhas e que ele é a prova viva da truculência. E se aquele bandido tivesse o porte de arma de fogo, tão defendido por ele?

Ninguém sai ganhando com isso. Eu me sinto envergonhado pelos políticos radicais e eleitores fanáticos, cegos e burros que chegam a esse extremo.

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– Esperança na Política Brasileira e suas fases

Eu vivi o período da inflação alta, dos conturbados anos 80 e dos inúmeros planos econômicos.

A ESPERANÇA para o Brasil era o Caçador de Marajás, Fernando Collor de Mello, que pelo PJ (Partido da Juventude e que depois viraria PRN – Partido da Renovação Nacional), mudaria os rumos para o país.

Essa esperança era um engodo…

A NOVA ESPERANÇA veio com a posse de Itamar Franco e o aceite do Plano Real, uma espécie de dolarização da economia bolada pelo Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso. Ufa, que desafogo das dívidas e que fase maravilhosa da economia brasileira!

Essa nova esperança durou algum tempo. Veio a crise mexicana, a russa… e o não mais ministro, mas sim presidente FHC precisou tomar duras medidas para blindar o país. Veio a recessão econômica para segurar a inflação.

Surgiu uma NEO-ESPERANÇA, que disse que “venceria o medo”: Lula, que enfim se tornaria presidente e encontrou o país protegido da crise econômica internacional. Período de ascensão da classe média, de programas assistenciais em alta possibilitados pelo período impopular da gestão anterior. Mas a neo-esperança, que vencera o medo, trazia a desconfia consigo.

Veio a MÃE DA ESPERANÇA, a mãe do PAC, a mãe dos brasileiros, a reboque da neo-esperança: Dilma, que sem o mesmo carisma venceu 4 anos de excessivas críticas e desmandos. E reeleita, SEPULTOU A ESPERANÇA com a volta da inflação, do desemprego, da carestia e da falência dos cofres públicos.

QUEM RESSUSCITARÁ A ESPERANÇA? Alckmin? Haddad? Ciro? Bolsonaro? Marina?

Precisarei, então, rever meus conceitos de esperança…

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– Entrevista, Sabatina ou Interrogatório?

Assisti até agora as 3 participações dos presidenciáveis no Jornal Nacional. E tanto Ciro, Bolsonaro e Alckmin foram duramente colocados na parede por Willian Bonner e Renata Vasconcelos.

Que bom! Levar candidato para ficar deixando-o falar bem dele próprio e fazer campanha não adianta. O que se deve ser feito é o que vimos: perguntar e argumentar sobre situações que prejudicam a imagem daqueles que postulam o cargo de Presidente, a fim de que não enganem (como sempre fazem) o eleitor brasileiro.

Só lamento que Fernando Haddad não comparecerá (esqueça a história de “Lula candidato”, ele está preso e inelegível – e esse circo deveria acabar logo, pois tal insistência parece subestimar nossa inteligência).

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