– Que paixão é essa de muitos, repentina, chamada Política? E por quê radicalizou-se?

Cruz-credo! Brasileiro “quebrava o pau por Futebol”, e trocou isso por Política. Poderia ser um fator positivo se entendermos que o debate sobre a vida do país se tornou importante para as pessoas (sempre fomos uma nação não-politizada), mas acabou virando algo ruim: radicalizou-se!

O que leva o cara a passar o dia inteiro numa rede social postando sobre Política, adorando e amando políticos (independente da ideologia ou do nome) e tentando “converter” quem pensa diferente?

É só fanatismo ou é ignorância? 

Discutir sobre Política é uma coisa; forçar que o seu amigo pense como você e outra.

Respeite-se a opinião alheia!

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– Nunca confie em políticos! A reunião ministerial mostrou isso…

Bolsonaro foi eleito com o discurso de limpar a corrupção e acabar com as mazelas cometidas pelo PT e os membros corruptos das gestões Lula e Dilma. Discurso correto e necessário!

Porém, a reunião ministerial divulgada mostra um cara despreparado, acompanhado de seus ministros enlouquecidos (que vergonha o “sem-educação” do Ministro da Educação, que não mostra princípios democráticos e respeito aos poderes; a ridícula sugestão do Ministro do Meio Ambiente querendo fazer picaretagens na surdina; ou, ainda, a Ministra dos Direitos Humanos falando com a mesma demagogia de radicais de outrora). Pior: cada um defendendo seu interesse pessoal, não o país!

Se você tiver disposição, paciência e estômago, vai ver um cara cheio de “teoria da conspiração”. Quer dizer que tem agente infiltrado no Governo a mando dos comunistas para derrubá-lo?

A verdade é: quem é fanático pelo Bolsonaro, gostou da truculência patriótica. Quem é contra, pediu o impeachment agora. Quem é sensato, não se surpreendeu.

Repito de novo: Pobre Brasil… não temos líderes nem estadistas de respeito.

Leia tudo o que Bolsonaro e seus ministros falaram na reunião ...

 

– A seriedade de um Zé Maria Trindade é um desejo!

Quem não gostaria de gozar do respeito, da ponderação e da competência de um jornalista como José Maria trindade, correspondente da Rádio Jovem Pan em Brasília?

Pois bem, assisti uma participação dele com Denis Russo, no Programa Morning Show, onde o citado debochou de uma opinião do Zé Maria. Com a elegância e a categoria de sempre, ele deu uma “jantada” no debochado… 

No minuto 27’23” ele responde neste link: https://www.youtube.com/watch?v=RVGsGUQSmLA mas assista o debate iniciado um pouco antes (vale a pena).

– Millôr sobre as diferenças de lado!

Millôr Fernandes, em 04 de Agosto de 2018, ao Pedro Bial em seu programa na Rede Globo:

A diferença fundamental entre Direita e Esquerda é que a Direita acredita cegamente em tudo que lhe ensinaram, e a Esquerda acredita cegamente em tudo que ensina”.

Não discuto. Concordo plenamente, com o acréscimo / correção como “Extrema Direita e Extrema Esquerda”.

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– As duas falas politizadas e egoístas de Lula e Bolsonaro mostram: o povo é para ser usado!

Parece que neste tempo pandêmico, estamos conhecendo (ou melhor, comprovando) as verdadeiras faces de nossos políticos.

Se no Estado de São Paulo, João Dória não aceita customizar procedimentos a cada município e, no excesso de precaução, peca em medidas generalistas coletivizando a megalópole com as cidades pequenas, no plano federal a coisa é pior: Bolsonaro e Lula usam e abusam de discursos demagógicos que encantam seus aficcionados (mas não iludem, felizmente, os poucos que se mantém sensatos).

Numa triste e infeliz brincadeira, sorrindo como se nada acontecesse, o presidente Jair Bolsonaro disse: 

“Quem é de Direita, toma Cloroquina; quem é de Esquerda, toma Tubaína”.

Quer dizer que o infectologista (ou epidemiologista) Dr Bolsonaro não poderia ao menos se conter nas brincadeiras de mau gosto e politizou mais uma vez a medicação que ainda está em estudo, receitando-a ideologicamente? Postura condenável de quem deveria ser um líder ponderado e unir a nação, independente de confissão política.

Por outro lado, viram a fala de Lula ao Mino Carta (da Carta Capital)? Estava até desacostumado em assistir tamanha cara-de-pau, peculiar ao corrupto ex-presidente. Disse ele: 

“Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus. Porque esse monstro está permitindo que os cegos comecem a enxergar que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises.”

Caracoles! Ele “festeja” no seu íntimo o insucesso da política do seu adversário usando a catástrofe como palanque? O “ainda bem (…) que criou essa monstro chamado coronavírus” deixa bem claro que a preocupação não é humanitária, mas eleitoral.

Triste Brasil, que não consegue ter um só líder agregador… O inimigo comum, que deveria ser a Covid-19, passou a ser aliado eleitoral. Meu Deus.!

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– A pressão dos clubes para a volta do futebol chega até Bolsonaro!

No dia 30 de abril, para a Rádio Guaíba, disse Jair Bolsonaro sobre a volta do futebol:

“No momento, existe já muita gente que entende, que está no meio futebolístico, que é favorável à volta porque o desemprego está batendo à porta dos clubes também. Com essa idade jovem, o jogador, ele dificilmente, caso ele seja acometido do vírus, a chance de ele partir para a letalidade é infinitamente pequena. Até pelo estado físico, pela rigidez que tem esse atleta. Agora, eles têm que sobreviver.”

Sabendo que o Presidente da República é a favor da volta do futebol, e com a possibilidade de lockdown no Rio de Janeiro, dirigentes de Vasco e Flamengo se reuniram com ele para que os clubes façam uma pré-temporada em Brasília, já que por lá teriam a simpatia das autoridades políticas.

O que joga contra é: a antipatia dos jogadores pela ideia, que segundo noticiou o GloboEsporte.com, para que os clubes vençam essa animosidade dos atletas, pensam em levar os familiares deles para a Capital Federal.

Funcionará, se ocorrer? Mais do que isso: é prudente?

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– Obrigado por nada, Collor!

Depois de 30 anos de confisco da Caderneta de Poupança pelo então presidente Collor (Zélia Cardoso de Melo, a ministra da Economia, havido falado no Jornal Nacional momentos antes que todas as suas reservas estariam na Poupança e que era um investimento seguro), eis que o agora senador pediu desculpas, dizendo que era algo necessário.

Cá entre nós: depois de toda a corrupção cometida, vê-lo como Senador da República é algo inimaginável para mim. É como se Lula se candidatasse e fosse eleito.

Que país é ese que dá vez e voz para tantos corruptos?

Collor pede perdão pelo confisco do saldo de cadernetas de ...

– Nelson Teich também será rotulado de comunista?

Para os fanáticos defensores do Presidente Bolsonaro (não para os que fazem críticas merecidas e elogios moderados), todo mundo que desembarca do Governo é traidor e vira “comunista”.

Foi assim com Sérgio Moro. Será assim com Teich?

Como médico, Nelson Teich (que pediu demissão nesta 6a feira) “pecou” por dizer que a cloroquina deveria ser aplicada com restrições, já que existem contraindicações. Bolsonaro, como presidente, se ofendeu.

No episódio da “desautorização” mais recente, ficou nítido o recado de “quem manda sou  eu”, mesmo não sendo um profissional da saúde preparado para a pandemia. Neste momento, o mundo se apoia na cientificidade, não no populismo. Mas o presidente Jair Bolsonaro não quer entender…

Por fim, quando liberou vários setores da economia como essenciais, simplesmente desprezou o Ministro da Saúde, deixando-o vendido na coletiva em que ficou sabendo pela imprensa do ocorrido. No dia seguinte, Bolsonaro falou que era apenas um “detalhe” ter conversado com Teich (justamente em meio à Pandemia).

Tomara que não tenhamos Osmar Terra como Ministro da Saúde, o mesmo que menosprezou o número de mortos recentemente (no máximo “4000”).

Uma curiosidade: a esposa de Terra, no tempo em que ele era militante do Partido Comunista do Brasil, foi torturada pelo Cel Brilhante Ulstra. Depois disso foram embora do país.

Pobre Brasil… No prazo de um mês, vamos ao 3o Ministro da Saúde em meio a uma pandemia. Enquanto isso, segue a vaidade do presidente em bater no peito e dizer que é o Executivo quem manda em tudo (como fez aos repórteres ontem, dizendo que Teich era subordinado e a Palavra Final era sempre dele, Bolsonaro).

Bolsonaro inclui academias e salões de beleza como serviços ...

 

– Roberto Jefferson dá “show” ao “discursar como um político raiz”.

Assistiram ao Morning Show, da Rádio Jovem Pan, nesta semana? Os integrantes do Programa entrevistaram Roberto Jefferson, o mesmo que foi preso por corrupção, que denunciou o Mensalão e que sempre se aproxima do Governo que estiver no comando.

Reparem na fala dele: que cara inteligente, vivido, rodado e que… sempre tenta “virar o jogo” com suas palavras bem medidas!

E se sua experiência fosse usada para o bem do país? Pena que, como legítimo representante da “Velha Política”, o Brasil não é uma sincera prioridade.

O vídeo em: https://www.youtube.com/watch?v=DYYkQ_xDtT8

– Divulguemos: Dia Mundial de Oração contra o Coronavírus!

Um dia de fé, buscando o congraçamento entre as religiões monoteístas e incentivando o ecumenismo! Um momento religioso, não abandonando as recomendações da Ciência, em relação à luta contra o Novo Coronavírus. É essa a ideia do Dia Mundial de Oração contra o Covid-19.

Líderes de diversas religiões conclamam os fiéis à prática de exercícios espirituais (sem ferir liturgicamente nem incentivado por meio político, como tentou-se fazer há pouco tempo em nosso pais), em um ato de paz.

Abaixo, o convite do Alto Comitê para a Fraternidade Humana,

Extraído de: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-05/neste-dia-14-de-maio-mundo-em-oracao-para-debelar-o-coronavirus.html

O MUNDO EM ORAÇÃO PARA DEBELAR O CORONAVÍRUS

Será um dia de oração, jejum e invocação a Deus Criador pela humanidade atingida pela pandemia. A iniciativa, à qual aderiu o Papa Francisco, é promovida pelo Alto Comitê para a Fraternidade Humana.

Por Giancarlo La Vella, da Cidade do Vaticano

Em um vídeo distribuído em várias línguas, o Alto Comitê para a Fraternidade Humana, presidido pelo cardeal Miguel Angel Ayuso Guixot, exorta os irmãos que creem em Deus Criador a dedicar neste dia 14 de maio um momento de recolhimento, para que o Altíssimo olhe para o mundo que enfrenta o grave perigo da Covid-19 e para que preserve a humanidade, ajude-a a superar a pandemia, restaure a segurança, a estabilidade, a saúde e a prosperidade, e torne nosso mundo, uma vez eliminada essa pandemia, mais humano e mais fraterno.

Por ocasião da oração do Regina Coeli, no último dia 3 de maio, o Papa Francisco deu o seu apoio à iniciativa, pronunciando estas palavras:

“Sendo a oração um valor universal, acolhi a proposta do Alto Comitê para a Fraternidade Humana para que no próximo dia 14 de maio, os crentes de todas as religiões se unam espiritualmente em um dia de oração e jejum e obras de caridade, para implorar a Deus que ajude a humanidade a superar a pandemia do coronavírus. Lembrem-se: no dia 14 de maio, todos os crentes juntos, crentes de diversas tradições, para rezar, jejuar e fazer obras de caridade”.

Por sua vez, o presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, cardeal Miguel Angel Ayuso Guixot, comentando a vontade do Papa de acolher a proposta do Alto Comitê, notou como esta pandemia seja uma oportunidade para enraizar no nosso futuro o valor da fraternidade e da coexistência comum. E sobre a adesão de inúmeras personalidades a esse chamado, primeiro entre todos o secretário-geral das Nações Unidas, quis ressaltar que como seres humanos somos uma única grande família e por isso – disse – “é bom que a partir da fé dos líderes religiosos, através de grupos e responsáveis pela vida social e política, haja um momento de oração e solidariedade para invocar o fim dessa pandemia”.

TVs católicas exibem "Oração do Terço" em prol do combate ao ...

 

– #DivulgaTudoCelsodeMello

A campanha que bomba nesta tarde é: “Ministro Celso de Mello, divulgue publicamente o vídeo da famosa e polêmica reunião entre Bolsonaro e seus ministros”, onde, segundo repercute, o Presidente ofende governadores, solta palavrões e diz que “não vai apanhar sozinho” nessa crise do Coronavírus. 

O mais grave, e é por isso que deveria ser divulgado para esclarecimentos: a confirmação ou não de que, no vídeo, Jair Bolsonaro fala que não quer que a Polícia Federal investigue sua família e seus amigos, a fim de não prejudicá-los!

Prejudicá-los do quê? A que se refere? Se nada deve, por quê “blindá-los”?

Estou cada vez mais acreditando que as falcatruas do PT elegeram Jair Bolsonaro (o voto anti-petista). Mas o PT nunca vai tirar Jair Bolsonaro da presidência, pois o seu maior inimigo é… ele próprio!

Aguardemos! Mas cada vez “fede mais” essa história.

Se a passagem bíblica do Evangelho de São João onde se diz que “a verdade liberta”, o brasileiro está ansioso para a verdade do vídeo, a fim de dizer que o presidente não está protegendo seus filhos de crime que possam ter cometidos (assim como os amigos citados) ou de que Sérgio Moro realmente é 100% íntegro nas suas declarações.

♊🇧🇷Marcela Valente🇧🇷♊'s tweet - "#DivulgaTudoCelsodeMello ...

 

– Que feio, Regina Duarte! Um dia de fúria?

Quando eu li que a responsável pela pasta da Cultura, a atriz Regina Duarte, teve um “dia de fúria” ao vivo na CNN, procurei ler em diversas mídias o ocorrido, para que não fizesse um mal julgamento. E ao assistir, o real motivo: um depoimento atual, gravado para o programa CNN 360º, da também atriz Maitê Proença com críticas pertinentes ao trabalho de Regina. E com isso me decepcionei com a Secretária!

Não aceitar críticas é sempre algo ruim (e todas elas tinham razão de serem feitas), mas promover um quiprocó como ela fez, abandonando a entrevista (e cometendo a gafe de dizer que era um vídeo antigo “desenterrado”) foi de um vexame muito maior que um simples comportamento arrogante.

Que triste… para onde os rumos e a falta de sensatez estão levando o Brasil? Se você vai para um programa ser entrevistado, é lógico que poderá ouvir elogios e cobranças! Ou vai querer pautar as perguntas?

Assista no link em: https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2020/05/07/regina-duarte-se-irrita-com-video-de-maite-proenca-na-cnn-brasil.htm

Regina Duarte se irrita com vídeo de Maitê Proença na CNN Brasil ...

– O perigoso encontro do fanatismo político com o religioso.

Um assunto espinhoso, e para ele, uma introdução para a discussão: Geisel era luterano. Sarney tinha como orientador espiritual o Pai-de-Santo Bita do Barão (o nome mais famoso do Maranhão, falecido recentemente). Collor, declarado católico, descobriu-se posteriormente que era frequentador de magia negra. Fernando Henrique Cardoso, um ateu declarado (até a época pré-eleitoral). Lula, católico, assim como Jair Bolsonaro.

O que tudo isso quer dizer? 

Simples: que nunca se falou tanto de líderes religiosos influenciando o Governo e os presidentes que tivemos como hoje. Mesmo nas diferentes crenças ou descrença que nossos Chefes de Estado tiveram, a fé não foi colocada como alicerce das políticas públicas como está sendo agora, ou privilegiando bancadas.

Aqui, uma constatação: Jair Bolsonaro, que se declara publicamente católico mas frequenta os cultos batistas que sua mulher Michelle vai, tem extrema relação próxima com os evangélicos Silas Malafaia e Edir Macedo (Assembleia de Deus e Universal / TV Record). E (não é uma crítica ou um elogio), sempre que pode, o presidente cita “Deus” em suas palavras.

A aproximação com Israel é outro fato a ser observado, causando um certo desconforto com a comunidade árabe e muçulmanos em geral. Não pela aproximação em si e a questão de mudança prometida de embaixada, mas por um certo distanciamento dos mesmos.

Num Estado Laico (lembrando sempre que isso não significa “Estado Ateu”), deve se governar atendendo a todos os credos religiosos e a quem não confessa fé alguma. Respeitar as manifestações católicas, evangélicas, umbandistas e de outras raízes africanas, judaicas, islâmicas… enfim, a diversidade de profissões de crenças, é importante.

Dito isso: não é preocupante o fanatismo religioso (que nunca foi fervoroso em nosso país e nem questionado por muitos – cada um sempre teve a sua e se respeitava muito bem), ao mesmo tempo que o fanatismo político (inexistiam”quebra-paus” entre pessoas no dia-a-dia e até se falava que brasileiro era alienado em Política) estarem cada vez mais em moda no Brasil?

A paixão que preocupava as pessoas era o futebol. Nos últimos anos, cresceu a paixão por Política e por Religião, trazendo o medo da intolerância entre radicais. Ou alguém viu alguma ação suprapartidária (seria uma utopia) em prol da nação, ou a defesa de eventos ecumênicos (uma necessidade conciliatória) sendo pregadas?

Pensemos nisso.

Para que não paire dúvida: sou católico praticante, defensor do diálogo interreligioso e não me rotulo de Esquerda, Direita ou Centro.

Na foto, Bolsonaro sendo batizado pelo Pastor Everaldo no Rio Jordão (embora o próprio presidente se declare católico).

– Elogiar e Criticar Bolsonaro: a árdua missão de ser ponderado. Sobre Deus e o Diabo na Política.

Quando você elogia alguma coisa do presidente, vira Bolsominion. Se critica, vira comunista. Culpa (insisto sempre nisso) dos algoritmos do Facebook, que te levam a interpretar do jeito que lhe melhor agradar e visualizar coisas seletivas.

Está difícil ser sensato e manter-se honesto às opiniões. O mundo ficou chato e o ambiente virtual, desvirtuado (ou se preferir: fanático).

Deus para seus radicais e Diabo para seus opositores: esse é o Jair Bolsonaro, que para o cidadão que tem os pés no chão e fala sem paixão, simplesmente é o Presidente da República, um homem que erra, acerta, divide, e que faz muita coisa polêmica, não sendo nem Jesus e muito menos Lúcifer.

Mas esse humano Messias dá medo? Claro que dá! Quer prova disso? A manifestação em Brasília neste domingo…

Vamos lá:

Me recordo muito dos atos pró-Lula: ai de você se falasse mal de Luís Inácio (principalmente antes da descoberta de todos os esquemas de corrupção). Ele era o Antonio Conselheiro dos anos 2000! Criou no seu auge uma legião de fanáticos, que abarca até mesmo quem não conheceu sua história e os mais jovens que pensam ser ele um cara “honesto”. Não nos esqueçamos das suas condenações e dos seus processos… Um “quase Maluf”, expressão que os mais antigos entenderão bem.

Bolsonaro imita Lula no discurso demagógico e no trato com seus eleitores. Tem carisma para aqueles que votaram nele, isso é inegável, e um presidente precisa de apoio para governar. As reformas realizadas e a estruturação econômica são graças a esse voto de confiança da população que nele apostou. Entretanto, Collor, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro tem algo em comum: não ganharam os votos da maioria dos brasileiros, mas de uma maior parte deles. Afinal, some-se o número de votos contrários, brancos e nulos. Dessa forma, saber atender os anseios de quem não votou no vencedor é tarefa também do presidente, que governa não para os seus eleitores, mas para o Brasil (contrariando o ditado de que “A Voz do Povo é a Voz de Deus”).

Quando era criticado, Lula detonava a Rede Globo (“O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”). Agora, Bolsonaro faz o mesmo com a emissora (“Globolixo” e outros trocadilhos ruins). E se socorre à parte da imprensa que se apoia nele (vide a Record, por exemplo, de Edir Macedo).

Entre críticas ao comportamento (principalmente de desdém ao Novo Coronavírus, beirando a irresponsabilidade em atos não-exemplares) e elogios (às ações da equipe econômica e a diminuição da criminalidade), há muita contradição.

  • Defender a honestidade mas blindar os filhos e os aliados que estão na mira da Polícia Federal? Olha aí a história de Deus e o Diabo
  • Sair na rua em ato contra os Poderes Legislativo e Judiciário como hoje e ao mesmo tempo falar em harmonia dos três poderes? Deus e o Diabo na contradição presidencial…
  • Falar como há pouco em defender a Constituição e a Democracia mas ficar alardeando que tem apoio das Forças Armadas (e Dudu Bolsonaro tendo exaltado o AI-5 dias atrás)? Deus e o Diabo

Enfim: a semelhança maior do que se pode imaginar de Bolsonaro como um Lula de Direita, tirando a corrupção e reforçando a personagem de líder popular em referência aos seus apaixonados seguidores, é o fato de exaltar a condição de “NÓS contra ELES”.

Nós quem, cara-pálida?

Somos um só Brasil, de diversas culturas num mesmo pedaço gigante de terra. A mesma história vivida por 14 anos de lulismo (8 de Lula e 6 de Dilma Russef) não pode se repetir agora, só trocando a Esquerda pela Direita.

Tomara que as ameaças feitas nesse Dia Internacional da Liberdade de Expressão (Deus e o Diabo novamente apareceram, pois tivemos, ao invés de respeito à data, agressões a jornalistas) tenham ficado só no discurso. Lula quís um dia controlar a mídia, assim como Bolsonaro fala sobre concessão de TV e militarismo.

Que Deus tire da cabeça dos políticos os desejos do Diabo de que os homens se achem iguais em imagem, semelhança e poder ao Altíssimo. É esse o medo que tenho do presidente: o Poder, gerando desvios como birra e vaidade!

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Ops: opine a vontade sobre esse texto, mas respeite a opinião alheia – sem sobrepor / querer impor sua opinião a fim de mudar a dos outros.

– A Política e a Caridade

O Papa Francisco, há dois anos, fez um alerta propício aos nossos dias, corroborando o que já havia dito o Papa Pio XI:

“A Política é o grau mais alto da Caridade.”

Sem dúvida, é! A raiz originária da Política traz o significado de que a sua prática é estar entre as pessoas. Ou seja, “fazer política” é a “arte de se relacionar”.

O problema é que no Brasil a Política tomou outro sentido: o do Poder, da Ganância e da Corrupção. Mudamos o termo para Politicagem e misturamos tudo!

Já imaginaram se os políticos brasileiros fossem integralmente honestos em todas as esferas? Claro, devem existir os corretos, mas são tantos os escândalos de desvios de dinheiro que perdemos o senso e não cremos na lisura das negociações e projetos dos nossos deputados, por exemplo.

Sem dúvida, se a Política fosse vivida em nosso país como lembrada pelo Papa Francisco, teríamos um Brasil mais justo, mais santo, mais rico e mais solidário.

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