– Mais de 1300 mortos por Covid hoje, e a nossa diplomacia padecendo junto…

No dia em que quebramos um recorde negativo de falecidos por Covid no ano, penso que precisamos de um Barão do Rio Branco. Explico: 

Há 3 meses, o Brasil não apoiou a Índia na OMC. As relações com o país (que pertence ao BRICS) esfriaram. Eles estão produzindo a vacina da AstraZeneca / Oxford, que um dia Bolsonaro achou que conseguiria mandar o avião para lá e buscar. Deu errado, pois os indianos recusaram a entrega.

Desde que eleito, o Brasil criticou por várias vezes (através do executivo maior do Itamarati, Ernesto Araújo, e dos filhos do presidente da República), a relação com os chineses. Nenhuma queixa à China contra a defesa dos Direitos Humanos, Liberdade de Expressão ou em favor da Democracia por lá (os pecados gravíssimos que o Partido Comunista Chinês comete e que poderiam ser discutidos), mas apenas a elementos olavistas de teorias conspiratórias. Agora, os insumos de vacinas que precisaríamos estão sendo produzidos lá…

Meses atrás, a norte-americana Pfizer ofereceu a vacina para o Brasil, que recusou a compra com argumentos estapafúrdios (o negacionismo da doença Covid-19 falou mais alto), e o Chile, Peru e outras nações vizinhas ficaram com ela.

Cerca de 50 países começaram a se vacinar antes do que nós, dos desenvolvidos aos pobres, dos capitalistas aos comunistas. Mas a justificativa é que “não precisamos ser os primeiros”, como se as mortes e as lotações de hospitais pudessem esperar. 

No ano passado, o Brasil comprou briga com Macron, presidente francês, e agora temos como 2o maior produtor de insumos no mundo, a… França. Obviamente, a preferência será das nações alinhadas com ela.

Por fim, ousamos (ou melhor, o presidente) falar de “pólvora contra os EUA”, após um discurso de Biden (pedindo proteção à Amazônia) – ele que é o presidente eleito da nação mais poderosa do mundo. Dispensa comentários.

O Brasil já foi exemplo mundial de acolhimento, respeito às diferenças, simpatia e harmonia. Uma nação “de bem” com todos, sem inimigos comerciais, onde o exemplo de bom relacionamento por aqui existia. Osvaldo Aranha foi o primeiro presidente da ONU! Sempre tiramos nota 10 em diplomacia. E agora, perdemos todo esse capital intangível?

Uma pena que estamos fazendo “papel de bobo” no cenário mundial, e ao mesmo tempo criando um lugar de animosidade, repleto de fake news e teorias conspiratórias. O “nós” contra “eles” versão radical de esquerda do lulopetismo mostra sua versão de extrema-direita bolsonarista.

Cansa ver, ler, ouvir e presenciar tanta bobagem. Um país tão harmonioso tornou-se um lugar de fanáticos políticos briguentos (e de qualquer ideologia). São elementos barulhentos, mas, felizmente, não são a maioria. A maioria dos brasileiros ainda é sensata – e as urnas mostram isso

Ops: antes da contestação: as urnas mostram que os presidentes eleitos nos últimos pleitos não tem a maioria dos votos da população, pois a maioria não quer ele. Os presidentes têm vencido com a MAIOR parte, o que é bem diferente. A maioria dos votos é composta pelos adversários, mais brancos e nulos.

Aguentemos o tranco e torçamos para que a vacina (uma vitória da Ciência, sem ideologia ou dono político) seja ampla.

Nos falta um Barão do Rio Branco (que dá o nome do Instituto que forma diplomatas), que levou a imagem de pacifismo do Brasil ao redor do planeta, numa época em que não existia a globalização ou os meios de comunicação. As coisas seriam bem diferentes se nos relacionássemos bem nesse momento…

– Gostei do discurso desse cara! Pena que praticou o que prometeu combater…

Falou muito bem esse político do vídeo abaixo. Tomara que “suas palavras se cumpram” seja contra quem forem (incluindo-o, logicamente…)!

Claro que sabemos que essa fala de Lula, ainda nas suas primeiras tentativas de disputar a Presidência da República, é um achado, direto do Show de Calouros do Sílvio Santos. Pena que tudo o que ele pregou, nada fez. Ao contrário, foi um lobo em pele de cordeiro! Vira-e-mexe, vemos situações mal resolvidas na política que nos recordam de bla-bla-blás como esse: são os governadores e os respiradores, Bolsonaro e seus filhos (especialmente Flávio, os 89.000,00 não explicados, e tantas outras pendengas), além de oportunistas que surgem vez ou outra.

E fico imaginando: não é por ser PT, PSDB, Lula, Bolsonaro, Dória, ou quem for, que é santo ou não. Não é ideologia, é CARÁTER!

Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=hoOHvrx7rXc&feature=youtu.be

– O chato das Redes Sociais.

Você pode ser apaixonado eleitor do Lula, do Bolsonaro, do Dória, do Marronzinho, de quem você quiser. Respeitarei sempre seu voto (ou de quem votou em branco ou nulo). Mas é INSUPORTÁVEL o fanático, que não percebe que se tornou um doente e fica enchendo o saco nas redes sociais fazendo apologia (e alguns, até mesmo fake news) do seu político apaixonado.

Esse tipo de pessoa radical (de Esquerda ou de Direita) cansa! Assim como Lula era Deus para alguns e o Diabo para outros, se vê a mesma coisa com Bolsonaro.

Mais razão, ciência, sensatez e lucidez, amigos… Os políticos em Brasília, lamentavelmente, se unem e se divorciam ao bem prazer e interesse. E no mundinho dos homens, pessoas se “matam por política”.

Cargos políticos no Brasil: o que faz cada um? - Rádio Santana FM

– Mônica Calazans, o simbolismo da Vacinação e a invertida de Doria em Bolsonaro.

Antes de escrever, uma prevenção contra os fanáticos adoradores de políticos: não sou Doria, Bolsonaro ou Lula (infelizmente, por causa das pessoas que têm “político de estimação”, há de se fazer essa consideração).

Mônica Calazans, enfermeira negra da Zona Leste de SP, foi a primeira pessoa a ser imunizada com a Coronavac.

João Doria Jr queria vacinar a partir do dia 25. Bolsonaro dia 20. Com a aprovação da ANVISA, Doria não perdeu tempo e iniciou a vacinação com um “vacinômetro” em tom de campanha.

Imagine o ciúme do ganho político de Doria por parte de Bolsonaro, após falar que não compraria a Coronavac nem depois de aprovada por sua origem (desprezando o histórico do Butantan) e agora tendo que pedir as 6 milhões de doses produzidas. A de Oxford, como se viu, foi uma “bola fora” por conta da Índia não a liberar e o avião da Azul, que iria buscar as doses, ter abortado a viagem.

De “Dia D” do Pazzuello, virou “D” de Dória. Mas prefiro de Dimas Covas, diretor do Butantan.

Viva a ciência!

– Pare de usar a justificativa que o STF “travou” Bolsonaro na Pandemia. Entenda a realidade:

Cansou ouvir bla-bla-blá sobre “culpados da Pandemia”. Vamos falar com clareza?

O Supremo Tribunal Federal tem inúmeros pecados a serem expurgados, mas precisamos ser justos: o de “proibir o presidente Jair Bolsonaro de lutar contra a pandemia”, não. É discurso de fanático bolsonarista ou de pessoas que não entenderam o que aconteceu.

Quando o STF deu poder aos Estados e Municípios a fim de tomarem medidas mais amplas na Pandemia, NÃO ISENTOU A UNIÃO de agir. Há muita bobagem nessa história, que mais parece desinformação do que justificativa fanatizada: a Justiça permitiu que governadores e prefeitos decidissem ações mais personalizadas, de acordo com a realidade da comunidade que vivem (já que o país é muito grande e heterogêneo). A afirmação de que proibiu a União, portanto, é mentirosa, e surgiu como subterfúgio para muitos.

Não tem nada a ver com dizeres como “o presidente ficou de mãos atadas”, ou “o Governo Federal não pode nada”. Não se encubra incompetência no combate e acomodação das autoridades com “impossibilidade de fazer” e “proibição do Judiciário”.

Normalmente, quem gosta de usar esse discurso, tenta acrescentar na fala: “olhe só os que os governadores e prefeitos roubaram”. Ué, se roubaram, cadeia neles! Mas sejamos inteligentes e realistas: o que isso tem a ver com a omissão do Governo Federal?

Todos (Presidente, Governadores e Prefeitos) têm responsabilidades. Executivo, Legislativo e Judiciário, idem. Além de nós, brasileiros sem cargo público, de cobrar as autoridades.

Artigo – Migalhas – A legislação das medidas emergenciais na pandemia – Por  Nelson Adriano de Freitas – IRIRGS

– Para o Palácio do Planalto, pense sobre quem tem as 6 virtudes:

Em 2018, fiz a postagem abaixo sobre quais as virtudes que um Presidente da República deveria ter. E hoje (mais do que nunca) tenho certeza de que naquele ano, ninguém preenchia essas qualidades:

ADJETIVOS PARA UM BOM PRESIDENTE:

Para ser Presidente do Brasil, um país tão necessitado de bons políticos, o candidato ideal deve ter os seguintes atributos:

  1. Capacidade / Competência de gestão,
  2. Honestidade com o dinheiro público,
  3. Sensibilidade para entender as carências da população,
  4. Determinação a fim de resistir às dificuldades,
  5. Humildade em reconhecer possíveis equívocos e corrigi-los,
  6. Disposição em abandonar sua vida pessoal e viver um sacerdócio ao país.

Está fácil achar um nome? Com o que se tem oferecido ao eleitor, o cargo ficará vago…

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– Atemporalidade Política

Alguns pensamentos de mentes brilhantes são verdadeiramente atemporais; sobrevivem e existem pelas verdades e percepções observadas e sabiamente interpretadas. Admiro esses gênios! Um deles, Eça de Queiroz, o grande escritor, há muito tempo disse inteligentemente:

Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente. E pelo mesmo motivo

Algo a contestar? Do século XIX ao XXI, tal mensagem é pertinente.

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– E a culpa é da imprensa?

Lamentável a fala do presidente Jair Bolsonaro a um apoiador ontem:

“O Brasil está quebrado, chefe. Eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, tá, teve esse vírus, potencializado pela mídia que nós temos, essa mídia sem caráter”.

Mídia? O vírus existe, está aí e fez estragos em todos os setores. Um líder NUNCA pode dizer que não pode fazer nada, como ele fez, ou jogar a culpa nos outros irresponsavelmente.

Pobre Brasil…

– E os Ministros que não entendem do Ofício?

Alguém me perguntou sobre Ministros que não são especialistas e estão no Governo (como o General Pazuello, que é da área de Logística, mas está alocado na Saúde).

Ora, isso não é exclusividade do Governo Bolsonaro. Temer, Dilma, Lula e FHC fizeram o mesmo. E vejam que curioso: aparece-me na linha do tempo a entrada de… George Hilton, do partido do Edir Macedo (que apoiava o PT e hoje apoia o Presidente Jair Bolsonaro). Relembre:

NÃO ENTENDE DO OFÍCIO?

George Hilton, do PRB, é o novo Ministro do Esporte escolhido pela presidente Dilma. Não é um técnico, nem esportista, nem nada da área. Ao tomar posse, declarou:

“Confesso que não entendo muito de esporte, mas entendo de gente”.

Pela lógica, quer justificar que “gente pratica esporte”, né?

Pastor da Igreja Universal, ligado a Edir Macedo, terá a tarefa de conduzir o país às Olimpíadas.

É claro que a sua escolha foi política. Mas seu currículo é ruim: gastou R$ 40.000,00 com panfletos na Câmara dos Deputados com publicidade e não tem absolutamente nada ligado ao esporte.

Pior é que a CBF o elogiou em seu site, enquanto o mundo do esporte brasileiro protestou contra sua escolha.

E ainda dizem que “política, futebol e religião” não se discute…

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– E a vacina no Brasil, hein?

Já são 30 nações aplicando as vacinas contra o Covid (países desenvolvidos, em desenvolvimento e até subdesenvolvidos). A Argentina, por exemplo, começa amanhã.

E o Brasil?

Aqui, Dória decreta Zona Vermelha e escolhe dias para isso. Quer dizer que “hoje, 27, nada pode”. Amanhã volta a poder. Dia 31 esquece. Já Bolsonaro, irresponsavelmente, vai à padaria e à farmácia sem máscara. Pra quê tal afronta ou desdém dos riscos (além do mau exemplo).

Seja Petista, Bolsonarista, Peesedebista, os políticos só pensam nas mesmas coisas (e respectivamente, o que ficou claro dos partidos e ideológicos deles): corrupção, vaidade pessoal e votos.

E o povo…

A corrida para obter vacinas suficientes na América Latina - 27/11/2020 - UOL VivaBem

 

– E prenderam o Crivella…

O Prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella, a 9 dias de terminar o seu mandato, foi preso por corrupção.

O motivo? 

A comprovação do tão falado “QG da Propina” dentro da Prefeitura carioca…

Lamentável!

Notícias atualizadas em: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/12/22/crivella-prisao.htm

Prefeito Marcelo Crivella é preso | Rio de Janeiro | O Dia

 

– Paixões Políticas e o Emburrecimento das Pessoas.

Quando Lula era presidente, eu insistia em escrever que o fanatismo cegava as pessoas, que de tão apaixonadas por Luís Inácio, fingiam que não percebiam (ou não viam mesmo) os atos de corrupção dele.

Com Bolsonaro, tão populista quanto Lula (só mudando o espectro ideológico), idem. Como defender sua total falta de prevenção e péssimo exemplo de cuidados na aglomeração do CEAGESP, em meio a Pandemia? Sabidamente, há quem não veja problema nisso (justamente pelo fanatismo).

Essa foto, abaixo, é indefensável em tempos de Covid0-19. As paixões políticas, de fato, imbecilizam o homem…

Bolsonaro: Ceagesp não será privatizada e nem mudará de endereço

– A Política é o mais alto grau da Caridade. Acredite!

O Papa Francisco soltou mais uma de suas maravilhosas reflexões, corroborando Pio XI:

A Política é o grau mais alto da Caridade.

Sem dúvida, é! A raiz originária da Política traz o significado de que a sua prática é estar entre as pessoas. Ou seja, “fazer política” é a “arte de se relacionar”.

O problema é que no Brasil a Política tomou outro sentido: o do Poder, da Ganância e da Corrupção. Mudamos o termo para Politicagem e misturamos tudo!

Já imaginaram se os políticos brasileiros fossem integralmente honestos em todas as esferas? Claro, devem existir os corretos, mas são tantos os escândalos de desvios de dinheiro que perdemos o senso e não cremos na lisura das negociações e projetos dos nossos deputados, por exemplo.

Sem dúvida, se a Política fosse vivida em nosso país como lembrada pelo Papa Francisco, teríamos um Brasil mais justo, mais santo, mais rico e mais solidário.

– Não confie nos políticos egocêntricos.

poucos bons políticos, e eles sabem ser discretos. Mas os “grandões” que são gananciosos, pensam apenas neles e não no bem estar da população!

Vide a política e a pandemia: de um lado, Bolsonaro duvidando até da eficácia do uso da máscara; Boulos fazendo comício e pegando Covid-19; Dória esperando o Day After Eleitoral para tomar medidas restritivas.

Perceberam que cada um deles pensaram / pensam apenas no voto e nas eleições?

Bolsonaro fala para agradar a parcela anti-cuidados; Dória festeja com Covas e depois muda a zona do Plano SP; e Boulos promove eventos eleitoreiros descomprometido com os protocolos (como anti-aglomeração). E há aqueles que brigam por causa de políticos…

É muita cara de pau! – O Candeeiro

– O resultado final do Processo Eleitoral 2020

E os resultados das Eleições 2020?

Nenhuma surpresa no 2o turno. Talvez a única: os institutos de pesquisa que não fizeram a sondagem de boca de urna. Seria medo de errar?

O detalhe é: o número de abstenções (pessoas preocupadas com a pandemia) e o dos votos brancos e nulos (desacreditados com a política) foi em alguns municípios maior que o vencedor.

Isso é um fator preocupante…