– Será que Deus está contente com nossos políticos?

Dias atrás, falamos sobre “ser cristão” e “viver o Cristianismo”. Um Católico de verdade, por exemplo, não pode defender a violência, mas sempre buscar a concórdia e a paz usando a mansidão de Jesus Cristo.

O texto está aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/08/31/defenda-sempre-a-paz-e-nao-exalte-os-violentos/

O Segundo Mandamento dos famosos “10 da Lei de Deus” é “Não tomar seu nome em vão”.

No Novo Testamento, vemos o anúncio da Boa Nova e o lembrete do Salvador de que “virão falsos Messias em seu nome”, confundindo as pessoas.

Enfim: muita gente usa o nome de Deus para se promover, ou até mesmo como “Capital Político”. Aproximam-se de padres e pastores, única e exclusivamente para buscar voto.

Digo isso pois o presidente Bolsonaro disse hoje:

“Quem me colocou aqui foi Deus e somente ele me tira daqui”.

Bolsonaro foi eleito como Lula foi um dia (ou como FHC, ou Collor ou ainda Dilma): pelo voto popular. Deus dá livre arbítrio para o seu povo escolher os líderes. Ele não é Teocrático, Ele é um Deus de liberdade. E nesse discurso demagogo (que tanto Esquerda quanto Direita já usaram, lembrando da atéia Manuela D’Ávila na Missa ou do ateu Fernando Henrique em Aparecida), todos estamos cansados.

O próprio povo de Deus, um dia, elegeu um BEZERRO de OURO. Chega de políticos ludibriar o eleitor com a religião.

Jeroboão e os dois bezerros de ouro | Artista: Anônimo (Sécu… | Flickr

– Perguntar não ofende: estamos em campanha presidencial?

A Lei Eleitoral não permite que ninguém seja, hoje, oficialmente candidato à Presidência da República. Não se pode fazer campanha antecipada e os postulantes só podem ser “pré-candidatos”.

Mas se observarmos as manifestações da semana passada, tivemos de tudo: entidades gritando por Bolsonaro, Lula, Dória, Ciro… pré-candidatos discursando como candidatos (e alguns até dançando no palco).

Nossas leis de nada servem, não? Dá-lhe populismo (em referência a alguns dos senhores abaixo):

– Os Anti Intelectuais

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os ‘com-diploma’, começando com jornalistas e aqueles ‘que escrevem artigos em jornais’”

Refletiram a opinião acima? É do Consultor em Administração Stephen Kanitz, uma das mentes mais brilhantes do Brasil. Ele fala sobre o ódio de alguns sobre uma elite intelectual, a caça à classe média e a perseguição pelos órgãos de imprensa.

Quando ser inteligente torna-se repugnante (para alguns)…

A ONDA ANTIINTELECTUAL

por Stphen Kanitz

Por que o PT odeia tanto o PSDB, se ambos têm o mesmo ideário e adotam basicamente os mesmos programas?

Por que Lula rompeu com a ala intelectual de sociólogos, filósofos, antropólogos, historiadores e economistas de seu partido que lhe deram apoio total?

Quando Lula critica as elites, ele se refere à elite intelectual, não à elite empreendedora que ele admira. Quanto mais o PSDB batia na tecla de que Lula não tinha diploma, mais ele subia nas pesquisas eleitorais.

Tudo isso são sintomas de um perigoso antiintelectualismo que cresce na América Latina. A eleição de Hugo Chávez e Evo Morales mostra o mesmo fenômeno. O povo latino-americano se cansou do silêncio, da soberba e da incompetência de sua elite intelectual, que pouco cria e só copia teorias como Inflation Targeting, por exemplo.

Essa onda antiintelectual não é resultado do obscurantismo nem do populismo, como acham alguns. É resultado dos mirabolantes planos elaborados às pressas por professores de fala difícil que nunca pisaram num chão de fábrica (ao contrário de Lula), que nunca ouvem ninguém e tanto sofrimento e confusão trouxeram à nação. A classe média, normalmente responsável pelo crescimento de uma nação, foi alijada do poder por intelectuais de gabinete, e por isso ela vota maciçamente no PT.

Na China, os intelectuais foram ativamente perseguidos durante a famosa Revolução Cultural. As universidades permaneceram fechadas por praticamente dez anos, para o desespero deles. Hoje, o povo chinês acredita que foi justamente isso que colocou o país no eixo. “Os intelectuais foram obrigados a fazer algo que nunca fizeram, a trabalhar no campo como nós”, disse-me um porteiro de hotel em Beijing. “Os líderes de hoje são justamente aqueles que por dez anos não foram educados por intelectuais”, comentou nosso taxista em Xangai. A história do mundo está repleta de “revoltas das massas”, queimando livros e intelectuais.

Nos Estados Unidos, a intelligentsia é malvista, como gente que somente usa o intelecto e nada mais, que só critica e nada produz de prático ou pragmático.

Definir-se como “intelectual”, como muitos fazem, é visto como uma atitude elitista e arrogante. Afinal, todo ser humano, por mais humilde que seja, tem de usar o intelecto para desempenhar sua função, desde o porteiro do prédio até o motorista do ônibus escolar de seu filho.

Essa é a verdadeira questão por trás da atual crise do PSDB. Desde 2004, há uma divisão declarada no partido entre “os que trabalham e os que escrevem artigos de jornal”, como disse em público um de seus mais destacados membros do baixo clero.

Quais as conseqüências práticas de tudo isso?

Em primeiro lugar, a América Latina não está dando uma guinada para a esquerda, como acreditam alguns, mas uma perigosa guinada contra a intelligentsia nacional, ou seja, justamente o contrário. É o feitiço virando contra o feiticeiro, o que tantas vezes ocorre na história, a começar pela Revolução Francesa.

Em segundo, os investidores internacionais percebem que não correm perigo na América Latina, tanto que o risco Brasil nunca esteve tão baixo, justamente porque eles acreditam que Lula não fará loucuras em seu segundo mandato presidencial, se for reeleito. Eles têm certeza de que ele não usará teorias heterodoxas nunca antes testadas, e sim o bom senso, na medida do possível.

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os “com-diploma”, começando com jornalistas e aqueles “que escrevem artigos em jornais”. Seria o fim da imprensa como a conhecemos.

Deixar de lado os intelectuais, como muitos países fazem, obviamente não é a solução. Exigir que sejam mais pragmáticos, mais realistas, menos dogmáticos é uma forma mais acertada de resgatar a verdadeira função deles.

Toda nação precisa de centenas de milhares de pessoas que analisem seus problemas corretamente e apresentem não dogmas do passado, mas soluções para o futuro. Mas, se essa onda sair do controle, quem irá defender nossos intelectuais contra um movimento que muitos deles ajudaram a iniciar?

 

– Recuo, Presidente? Se socorreu ao ex-presidiário… Temer!

Bolsonaro nunca foi preso como Lula. Mas se socorreu nesta tarde a Michel Temer (que já foi preso depois de deixar a presidência), a fim de escrever uma carta “dando o dedinho” a Alexandre Moraes (que ele próprio o chamou de canalha).

Recuou… por isso que deve ter declarado que “nunca seria preso”…

Estamos perdidos, amigos. Não temos um político nesse país que seja honesto, tenha credibilidade, seja competência e que possa ser um estadista!

Abaixo, a repercussão da decepção dos apoiadores do presidente, inclusive Allan dos Santos, blogueiro número 1 da sua trupe que “lamentou”.

Em: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2021/09/09/bolsonaristas-lamentam-carta-de-bolsonaro-game-over.htm

ALLAN DOS SANTOS, MALAFAIA: BOLSONARISTAS LAMENTAM CARTA DE BOLSONARO

Nas redes sociais, bolsonaristas lamentaram o conteúdo da carta aberta divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na qual recua de discurso golpista em manifestações do 7 de Setembro e diz declarar respeito às instituições brasileiras. O documento foi redigido após encontro o ex-presidente Michel Temer e Bolsonaro, que buscava conselhos para administrar bloqueios de caminhoneiros e para tentar contornar a crise com STF (Supremo Tribunal Federal).

“Game over [ou fim de jogo, na tradução livre]”, resumiu o blogueiro Allan dos Santos, um dos principais aliados de Bolsonaro até então. “Inacreditável”, acrescentou, em outra mensagem, ainda parecendo não acreditar na carta divulgada pela presidência.

“Se era xadrez 4D, parece que Bolsonaro tomou um xeque-mate de uma rainha tridimensional. Depois da demonstração de força do povo, o presidente demonstra fraqueza. Situação bem complicada para os patriotas. Bolsonaro pode ter assinado sua derrota hoje…”, escreveu o jornalista Rodrigo Constantino. “O sistema declarou guerra ao povo. O presidente sucumbiu ao sistema.”

“Continuo aliado, mas não alienado. Bolsonaro pode colocar a nota que quiser. As minhas convicções são inegociáveis”, protestou o pastor Silas Malafaia.

A carta é um recuo de Bolsonaro, em meio a uma crise institucional com o STF e com o Congresso e a uma paralisação de caminhoneiros que ganhou força ontem. No documento, Bolsonaro suaviza o tom ao citar o ministro Alexandre de Moraes, alvo principal dos seus ataques no feriado da Independência.

Intitulada “Declaração à Nação”, a nota oficial do governo Bolsonaro foi divulgada momentos após uma reunião com ex-presidente Michel Temer, em Brasília. No encontro, um dos assuntos tratados foi a paralisação de caminhoneiros, que o governo tenta controlar — em 2018, quando era presidente, Temer lidou com uma greve da categoria. E foi Temer quem indicou Moraes para o STF.

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer: 1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar. 2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news. 3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia. Trecho da nota divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro

O movimento de racha entre apoiadores de Bolsonaro deu os seus primeiros sinais após o chefe do Executivo enviar um áudio para ser distribuído nos grupos de caminhoneiros, pedindo que a tal paralisação fosse interrompida.

O apelo do presidente surpreendeu os motoristas, que, a princípio, duvidaram de sua autenticidade. Até mesmo o deputado Otoni de Paula (PSC-RJ), fiel representante dos delírios bolsonaristas e um dos alvos do inquérito do STF sobre manifestações antidemocráticas, garantia que a mensagem era fake.

A partir daí, o feitiço virou contra o feiticeiro, conforme ressaltou o colunista do UOL Chico Alves. O que se seguiu nos grupos de WhatsApp e Instagram foi uma chuva de críticas pesadas dos motoristas ao ocupante do Palácio do Planalto. Os termos usados vão desde “decepção” até palavrões dos mais cabeludo.

Nota de recuo de Bolsonaro foi ideia de Temer e o texto foi escrito sob sua  orientação | Lauro Jardim - O Globo

– O Maluf de Esquerda.

Como eu tenho me desagradado e decepcionado com a Política… criticar as maluquices de Bolsonaro não significa que defendo o Lulismo. Elogio e reclamo quando há a necessidade, mas o radicalismo impede que muitos vejam isso. E como hoje é 5a feira (dia de #tbt), compartilho esse pertinente texto, para que não se esqueça ( 4 anos):

Hélio Schwartsman foi perfeito na Folha de São Paulo, em sua coluna na página 2, comparando Lula como o “Maluf de Esquerda”. Poderia o Maluf, sem saber, ter sido o “Lula de Direita”?

A verdade é que ambos, Maluf e Lula, poderiam ter sido ícones positivos no que fizeram. Inegavelmente Maluf era um construtor exemplar (mas o que roubou… até o bordão de “rouba mas faz” do Ademar de Barros ele surrupiou). Já Lula com seus programas sociais iludiu e criou uma legião de fanáticos seguidores, que insistem em acreditar na pessoa que se auto-intitulou “a alma viva mais honesta do Brasil”.

Você acredita em Ideologia dos nosso políticos?

Ops: como eu não sou assinante da Folha e compro o jornal na banca, não consigo reproduzir o texto publicado com o link do site (algumas seções são exclusivas aos assinantes). Assim, abaixo o recorte:

IMG_0103

bomba.jpg

– Bolsonaro e a confusão dos Conselhos, além do mau exemplo dos jornalistas.

E ontem, durante as manifestações, muita gente se assustou com a convocação do Conselho da República, dito e prometido pelo presidente Bolsonaro, pois seria uma atitude drástica. Depois, soube-se que ele se confundiu: é o Conselho Consultivo, formado por Ministros, Presidentes de algumas estatais e outras Instituições.

Aliás, já falamos das manifestações nesse link: https://professorrafaelporcari.com/2021/09/07/o-direito-de-se-manifestar/.

Algo que me incomoda: jornalista estando em manifestações (a favor ou contra), e depois indo falar na rádio ou na tv fazendo sua análise “equilibrada. Ora, não é como um juiz de futebol torcendo para o Corinthians na arquibancada, comemorando gol, e no jogo seguinte tendo que apitar jogo do Timão em Itaquera? Por mais que possa ser honesto e isento, precisa DEMONSTRAR isso.

Bolsonaro tem até esta quarta para sancionar revogação da LSN | Exame

– O candidato sincero!

Repost de 1 ano:

Cocal-PI, já teve um prefeito preso por desvio de dinheiro. E ele é candidato novamente, justificando que rouba menos que seu adversário, o atual prefeito. É mole?

Sincero e, ao mesmo tempo, triste para a realidade brasileira. Abaixo:

“Fui prefeito 3 vezes, sei do sofrimento. Mas também não roubei o tanto que esse aí roubou, não. Esse é descarado, tá afundando o Cocal”.

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=h1Jrzx0Zd9A

– Não lhe causam medo as “prévias” das manifestações?

Dia 07 de setembro, que costumeiramente é uma data cívica de desfiles, pode ser um dia complicado em 2022 pelas manifestaçõBrasiles.

Gente a favor e contra Bolsonaro sairá às ruas, e o medo é: quando radicais de um lado se encontrarem com os radicais do outro. Parece “torcida organizada de futebol” – e, reitero, estou falando dos fanáticos, não dos eleitores ponderados que possam estar no movimento.

O melhor nesse dia? Ficar em casa, estar em lugares seguros e não entrar nas Redes Sociais. Faz bem para o Equilíbrio da Mente…

– Penso igual sobre erros de Lula e de Bolsonaro:

Não tenho partido político, mas não é por isso que sou apolítico (sou apartidário). Não vejo um nome sequer com competência, credibilidade e honestidade para presidir o Brasil (infelizmente, estou sem candidato até agora para as próximas Eleições).

Comungo do mesmo pensamento abaixo, extraído do Twitter do consultor renomado Ricardo Amorim:

“Impressionante como a história se repete. A incapacidade da maioria dos lulistas de reconhecer os erros do Lula elegeu o Bolsonaro. Agora, a maioria dos bolsonaristas faz exatamente a mesma coisa. Parece até que estão se esforçando para eleger o Lula.”

E não é verdade? Todos são deuses imaculados para seus apaixonados eleitores (óbvio, não me refiro ao cara ponderado que escolheu um desses nomes e sabe separar os erros, mas ao fanático que se cega).

– #tbt 3: Para Prefeito de Jundiaí, votarei em… Marina Porcari, 7 anos.

Há 5 anos…

Uma ótima atividade na escola da minha filha, que me deixou muito orgulhoso com seu desempenho (pai coruja, mas com justo motivo). Com seus errinhos de português, mas com grande sabedoria e sinceridade, disse um pouquinho do que faria se fosse prefeita da nossa cidade. Abaixo:

TATO ECOLÉGIO, 2o ano, profa. Maria Edith:

PERGUNTA: Muitos jovens pedem esmolas para comprar um simples pãozinho. Mas o que fazer para resolver esse problema tão sério de falta de moradia, emprego, comida e escola para as pessoas? Imagine que você é o prefeito da cidade e resolverá esse problema. A partir do seu mandato ninguém mais dorme na rua, todos têm o que comer e uma escola para estudar. Escreva algumas soluções encontradas por você para resolver tudo isso.

RESPOSTA: Eu dividira o dinheiro dos impostos em 8 partes, uma para cada coisa:

1- Escola,

2- Hospital,

3- Casas,

4- Orfanato,

5- Emprego,

6- Fatecs,

7- Etecs,

8- Creches.

Com isso acredito que o mundo pode melhorar. O Governo tem esse papel. Se o Governo não faz, nós, as crianças, vamos fazer! É um grande passo! Jesus disse: “vinde a mim as criancinhas, porque a elas pertence o Reino do Céu”.

Devemos começar essa atitude! Podemos mudar isso! Vamos tomar essa atitude? Vamos fazer isso?

Vamos mudar o mundo? Não sei, mas se tentarmos é isso que importa. Mas uma coisa eu tenho certeza: sozinhos, isso não podemos fazer. Os números falam que as crianças não têm o direito de governar [pela idade], mas isso não está certo. As crianças não são corruptas. Isso depende de você, de mim, de nós! Vamos conseguir porque a união faz a força. Então vamos lá! Nós vamos fazer isso sim! E nós vamos conseguir porque não tem ninguém mais honesto que as crianças. Vamos!!!

Ah se nossos políticos fossem puros como nossas crianças…

Um detalhe: ela criou o PHP – Partido da Honestidade Presente, e declarou que “vai ter que entrar na Política para acabar com a corrupção. Mas enquanto ela não pode ser candidata a nada, vai ajudar do jeito que puder”.

Meu voto é para ela (e o coração também).

– O maior Chefe de Estado brasileiro foi…

Sem dúvida, Dom Pedro II, nosso último imperador. Mas sabe por quê?

Dom Pedro foi o governante que sonhava em tornar o Brasil um país avançado na Educação e nas Ciências. Construiu escolas, laboratórios, museus e bibliotecas. Ao morrer, doou seu amplo acervo ao Museu Nacional. Como havia muita coisa, o Museu Nacional virou a sua casa, o Paço de São Cristóvão (pois era uma quantidade incrível de artefatos e documentos para levar)!

Dom Pedro II era apaixonado por fotografia e por astronomia (foi ele quem bancou as pesquisas que descobriram a origem do meteorito de Bendegó na Bahia; até então, achavam que era uma mineral gigante desconhecido e que nada caía do espaço).

O imperador falava: inglês, espanhol, alemão, francês, italiano e latim. Estudou e tinha noções de tupi-guarani, hebraico, grego e árabe. Ficou amigo de Graham Bell, e foi ele quem testou o telefone quando exposto publicamente numa feira de invenções nos EUA. Visitou a casa de Darwim em suas andanças e financiou todos os estudos de Louis Pasteur, criando a fundação do mesmo nome.

O primeiro projeto público de financiamento de cientistas foi criado por ordem de Dom Pedro II: o “Ciência sem Fronteiras” de 1885. Foi declarado antiescravagista e tinha vergonha, segundo os relatos, da resistência dos anti-abolicionistas. Por fim: sempre foi tido por um intelectual que não gostava de formalidades quando se encontrava com autoridades estrangeiras.

Dito tudo isso, fico pensando: e a gente vê tanto fanático brigando por Lula ou Bolsonaro? Tenha santa paciência…

Em tempo: A Proclamação da República, em 1889, sabidamente foi o acúmulo de uma série de fatores que se transformou em uma medida drástica na Convenção de Itu. O certo é: não se tinha um herdeiro à altura para Dom Pedro II, devido seus ideais. (Os marechais Deodoro e Floriano Peixoto, lembremo-nos, unicamente asseguraram a nova forma de Governo e a unidade do país, cessando os investimentos da Coroa na Educação e Ciência).

Dom Pedro II amava os banquetes

– Escola sem Partido: o que você pensa sobre isso?

De novo ele vem à tona? E você sabe a que se refere?

Muita gente polemizando (como sempre) sobre o Projeto de Lei Escola Sem Partido (como já aconteceu no ano passado e no anterior). Em tese, os professores não poderiam emitir opinião política no ensino.

  • Quem é contra, afirma ser censura e que está sendo cerceada a liberdade de expressão.
  • Quem é a favor, alega que se evite a “doutrinação partidária” em sala de aula.

Ambos tem certa razão. O ensino deve ser pleno e adequado. Devemos expor a realidade político-social em sala de aula sim, mas sem partidarismo. E aí é que eu prefiro a ideia de uma Escola sem Partido (apartidária), mas politizada (com espírito crítico independente).

Aqui um testemunho: já tive professores que eram verdadeiros cabos eleitorais. Não acho isso ético tampouco correto. É muito chato perceber que um lado só da situação é exposto. Isso seria “Escola COM Partido”.

Não vacilo em afirmar: o pluralismo de ideias é válido, sou contra doutrinadores. O que um professor fala é de extrema influência na formação do adolescente / jovem. Dessa forma, deve-se abordar todos os lados e incentivar o espírito crítico/analítico.

bomba.jpg

– Roberto Jefferson pediu para ser preso?

o polêmico Roberto Jefferson já fez de tudo depois da primeira vez que foi preso. E agora, “pediu para voltar à cadeia”.

Ou não?

O cara grava vídeo com discurso de ódio, expõe armas falando sobre “passar por cima da lei”, usa termos homofóbicos, e pra lhe “auto-complicar”, chama o STF de “organização criminosa” e deixa vazar áudio ofendendo o juiz Alexandre de Moraes (saiba mais aqui: O Globo.Após ordem de Moraes, PF prende Roberto Jefferson por ataques às instituições democráticas.7 horas atrás).

Cá entre nós: ele ainda queria estar solto?

Tudo o que ele fez, não parece que era pra provocar e ser preso mesmo?

Desconfie desses caras… O Supremo Tribunal (que não é santinho e está politizado) costuma ser altamente autoritário, mas nessa situação não se pode criticá-lo. Roberto Jefferson cutucou “um leão com a vara curta”, consciente desse desfecho.

Urgente: STF manda prender Roberto Jefferson | O Antagonista

– Pra quê, Bolsonaro?

Desfile militar de blindados (e com um emblemático e velho tanque de guerra como destaque, por esfumaçar demais) próximo à votação de temas importantes para a democracia, em dia útil, e com o apoio do chefe da nação?

  • Pra quê, presidente…? Sinaliza chantagem e vira chacota.

Cada vez mais me decepciono com Bolsonaro. Isso é um ato hostil, uma indireta desnecessária e truculenta. Totalmente dispensável.

– Populismo não tem ideologia nem partido!

Puxa, dei uma “fuçada” na obra de Uriã Fancelli, um jovem muito estudioso que escreveu o livro “Populismo e Negacionismo: o uso do Negacionismo Como Ferramenta Para a Manutenção do Poder Populista”, mostrando como os políticos conseguem seduzir os eleitores e, em vários casos, transformando-os em fanáticos apaixonados.

Mais do que isso: ele mostra o populismo de várias correntes ideológicas, citando exemplos que vão desde Lula até Bolsonaro, procurando elucidar que a demagogia está atrelada à admiração que existe pelos radicais (de Esquerda ou Direita) aos seus senhores.

Esclarecer-se e ser racional é muito bom nessa hora

– Sem radicalismos e fanatismos, por favor.

A proliferação como um mantra do “nós contra eles” foi o divisor de água no Brasil? Insisto neste tema pois me assusto com tanta gente raivosa nas Redes Sociais, totalmente tendenciosa a políticos A ou B, imaculando-os e nunca enxergando defeitos neles.

Ou é “isso”, ou “aquilo”. Não existe meio-termo, ponderação, observação de pontos positivos e negativos, sensatez na opinião ou coisa que o valha. Se o cara ama o político, ele sempre leva 10 e nunca erra (seja de Esquerda ou de Direita). 

Cansa esse radicalismo, não? É melhor não ler certas postagens do que ficar entristecido com as coisas de fanáticos que se vê!

– E por que não termos mais segurança na hora do voto?

Eu entendo que as urnas eletrônicas são uma evolução do processo eleitoral e precisam ser usadas – desde que exista segurança.

Sei que existe muita teoria conspiratória e bobagens de fraudes sem provas. Mas sei também que qualquer equipamento eletrônico é violável, não tenhamos dúvida.

Sendo assim, qual o motivo de tanta resistência em aprimorar os sistema de votação para torná-lo mais auditável?

Não estou citando políticos ou magistrados (antes que se faça a ilação de defesa ou ataque do presidente Bolsonaro ou o ministro Barroso – levando em conta que tanto Esquerda e Direita defenderam em momentos distintos a maior segurança nas Eleições). Mas trocando em miúdos: se dá para ser mais seguro, qual o por quê as autoridades do TSE não o fazem?

Mudança em texto da PEC do voto impresso retira poder de investigação do TSE

– Não me ufano com políticos…

Se por um lado Bolsonaro não me agrada em competência e diplomacia (e não vejo nenhum candidato honesto e com credibilidade para 2022), me deixando espantado por seus defensores que não conseguem ver defeito algum nele, por outro fico igualmente indignado com os adoradores de Lula.

Como crer que ele, depois de tantos podres revelados, é uma solução?

Esqueça a Lava-Jato, se você usar tal argumento, e justifique: e o Petrolão? Ou o Mensalão?

Resgatando a postagem de 2012, desse mesmo blog:

O CHEFE DO MENSALÃO?

E o ex-presidente Lula, quando questionado se acompanharia o julgamento do Mensalão? Respondeu que:

Tenho coisas mais importantes pra fazer”.

Ora, não podemos esquecer que um dia ele negou tudo e defendeu os mesmos companheiros que serão julgados. E, depois, contraditoriamente, pediu desculpas pelo ocorrido.

Quer se blindar do imbróglio? É claro que sim. Não dá para acreditar que ele nada sabia, se os seus principais partidários – e amigos – estavam envolvidos até o pescoço.

A propósito, o relator do Mensalão, na leitura do processo, acusou: o mentor do Mensalão foi José Dirceu.

Minha restrição: e o Ministro Dias Tófoli? Não deveria deixar de votar, já que sua namorada é advogada de envolvidos, e ele próprio foi advogado de Dirceu e do PT?

Mensalão - Rir pra não chorar (Humor da Era Lula Livro 2) eBook : de  Oliveira, Cláudio: Amazon.com.br: Livros

– Ciro Nogueira é o novo Ministro de Bolsonaro. Pode?

Ciro Nogueira foi nomeado oficialmente pelo presidente Jair Bolsonaro como Ministro da Casa Civil.

Em 2017, o citado político do Centrão declarou a um programa de TV da Rede Meio Norte que Bolsonaro era ‘fascista’ e ‘preconceituoso’. E disse sobre Lula:

“O melhor presidente da história desse país, principalmente para o Piauí e o Nordeste. Não me vejo numa eleição votando contra o Lula. Por tudo que ele fez, por tudo que ele tirou de miséria desse povo”.

E muitos acreditando que Bolsonaro era “político diferente”… tão demagogo e negociador como Lula. Lembram que ele criticava o Centrão como “o que há de pior na Política”? E, recentemente, declarou que “sempre foi do Centrão”.

Não consigo enxergar um candidato honesto, coerente, competente e com credibilidade para o Brasil em 2022.

– Fundo Eleitoral: vete mesmo, Presidente!

Nessa, ninguém poderá discordar de Bolsonaro: há pouco ele disse à TV Brasil que o Fundo Eleitoral de quase 6 bilhões é “astronômico e irá vetá-lo”.

Boa… não devia nem ter passado pelo Congresso. Aliás, a “guarda-costas” dele, Deputada Carla Zambelli, teve a coragem de criticar o Fundo Eleitoral, falar da LDO e… votar a favor. Como explicar?

Bolsonaro diz que fundo eleitoral é "casca de banana" e critica vice da  Câmara | RDNEWS - Portal de notícias de MT

– Pazuello e a negociação da Coronavac.

Esquerda, Direita, Centro / PT, PSDB, PSL / Lula, Bolsonaro, Ciro, Marina, Dória, Boulos, Amoedo / Civil, Militar / Presidencialismo, Parlamentarismo / República, Império … não importa a ideologia, regime ou os nomes dos políticos. O bom político é o HONESTO, COMPETENTE e que tenha CREDIBILIDADE (e penso que não citei nenhum com essas características, acima).

Tudo isso para dizer: que tristeza ler manchetes como essa – a de superfaturamento no preço de vacinas (bem como de verbas desviadas de governadores ou corrupção do Governo – do atual ou dos anteriores).

Abaixo: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2021/07/fora-da-agenda-pazuello-negociou-coronavac-com-intermediaria-e-pelo-triplo-do-preco-veja-video.shtml

PAZUELLO NEGOCIOU CORONAVAC PELO TRIPLO DO PREÇO

Além da discrepância no valor da vacina, encontro no Ministério da Saúde contradiz o que general da ativa disse à CPI da Covid

O então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, prometeu a um grupo de intermediadores comprar 30 milhões de doses da vacina chinesa Coronavac que foram formalmente oferecidas ao governo Jair Bolsonaro por quase o triplo do preço negociado pelo Instituto Butantan.

A negociação, em uma reunião no ministério fora da agenda oficial, em 11 de março, teve o seu desfecho registrado em um vídeo em que o general da ativa do Exército aparece ao lado de quatro pessoas que representariam a World Brands, uma empresa de Santa Catarina que lida com comércio exterior.

A gravação, obtida pela Folha e já de posse da CPI da Covid no Senado, foi realizada no gabinete do então secretário-executivo da pasta, o coronel da reserva Elcio Franco. Nela, Pazuello relata o que seria o resumo do encontro.

“Já saímos daqui hoje com o memorando de entendimento já assinado e com o compromisso do ministério de celebrar, no mais curto prazo, o contrato para podermos receber essas 30 milhões de doses no mais curto prazo possível para atender a nossa população”, diz o então ministro, segundo quem a compra seria feita diretamente com o governo chinês.

A proposta da World Brands, também obtida pela Folha, oferece os 30 milhões de doses da vacina do laboratório chinês Sinovac pelo preço unitário de US$ 28 a dose, com depósito de metade do valor total da compra (R$ 4,65 bilhões, considerando a cotação do dólar à época) até dois dias após a assinatura do contrato.

Naquele dia, 11 de março, o governo brasileiro já havia anunciado, dois meses antes, a aquisição de 100 milhões de doses da Coronavac via Instituto Butatan, pelo preço de US$ 10 a dose. A demissão de Pazuello seria tornada pública por Bolsonaro quatro dias depois, em 15 de março.

Além da discrepância no preço, o encontro fora da agenda contradiz o que Pazuello afirmou em depoimento à CPI, em 19 de maio. Aos senadores o general disse que não liderou as negociações com a Pfizer sob o argumento de que um ministro jamais deve receber ou negociar com uma empresa.

“Pela simples razão de que eu sou o dirigente máximo, eu sou o ‘decisor’, eu não posso negociar com a empresa. Quem negocia com a empresa é o nível administrativo, não o ministro. Se o ministro… Jamais deve receber uma empresa, o senhor [senador Renan Calheiros] deveria saber disso”, disse Pazuello à CPI.

No vídeo, um empresário que Pazuello identifica como “John” agradece a oportunidade do ministro recebê-lo e diz que podem ser feitas outras parcerias “com tanta porta aberta que o ministro nos propôs”.

A reunião dos empresários foi marcada com o gabinete de Elcio Franco, que recebeu o grupo. Segundo ex-assessores da pasta, Pazuello foi chamado à sala, ouviu o relato da reunião e fez o vídeo.

Três pessoas que acompanharam a reunião disseram que o vídeo foi gravado mesmo antes de Pazuello conhecer o preço da vacina.

Segundo um ex-auxiliar do ministro, a ideia era propagandear nas redes sociais o avanço em uma negociação, no momento em que o governo era pressionado a ampliar o portfólio de vacinas.

Após a gravação, de acordo com os relatos colhidos pela Folha, parte da equipe do ministro pediu que os empresários não compartilhassem o vídeo, que foi feito por meio do aparelho celular do empresário identificado como “John”.

Um dos assessores de Pazuello teria alertado o general após a reunião de que a proposta era incomum, acima do preço, e a empresa poderia não ser representante oficial da fabricante da vacina.

Caso o negócio fosse adiante, as doses seriam as mais caras contratadas pelo ministério, posto hoje ocupado pela indiana Covaxin (US$ 15), que tem o contrato suspenso por suspeitas de irregularidades.

A proposta da empresa tem data do dia 10 de março, véspera da reunião com Pazuello. Segundo dois auxiliares do ex-ministro e um dos empresários que acompanharam a conversa, a oferta só chegou à pasta no dia do encontro.

Apesar de Pazuello ter dito no vídeo que havia assinado um memorando de entendimento para a compra, a negociação não prosperou.

O governo Bolsonaro resistiu em negociar a Coronavac. Em outubro de 2020, o presidente forçou Pazuello a recuar de uma promessa de compra da vacina. “Um manda e outro obedece”, justificou o general em vídeo ao lado do mandatário.

O presidente chegou a dizer que não compraria a vacina mesmo quando a Anvisa desse aval para o uso. “Da China nós não compraremos, é decisão minha. Eu não acredito que ela [vacina] transmita segurança suficiente para a população pela sua origem”, declarou o presidente em 22 de outubro.

Para a CPI da Covid, o governo desdenhou de negociações diretas com fabricantes como a Pfizer, enquanto abriu as portas para representantes de intermediárias que atuavam sem o aval dos laboratórios.

Em uma das tratativas dessa linha de maior repercussão, o cabo da polícia militar Luiz Paulo Dominghetti teve três reuniões com a cúpula do Ministério da Saúde, e afirma que chegou a receber pedido de propina de US$ 1 por dose para destravar uma compra de 400 milhões de unidades da AstraZeneca.

Procurados, Pazuello, Franco e a Casa Civil —onde os militares hoje despacham como assessores de Bolsonaro— não se manifestaram sobre a reunião do dia 11 de março.

Em nota, a Sinovac disse que APENAS (em letras garrafais, na resposta em inglês) o Instituto Butantan pode oferecer a Coronavac no Brasil.

Segundo registros da Receita Federal, a World Brands tem capital social de R$ 5 milhões e atua com comércio de diversos produtos, como materiais para uso médico, além de atividades de agenciamento marítimo e de despachantes aduaneiros.

O empresário identificado como “John” afirmou à Folha que havia uma cota da Coronavac que poderia ser ofertada ao Brasil.

Ele disse ser um “parceiro” da World Brands, mas encerrou a conversa telefônica com a reportagem quando foi questionado sobre detalhes das negociações e nomes dos presentes na reunião, como o dele mesmo.

A Folha perguntou ao Ministério da Saúde quem participou da reunião, com quem ela foi agendada e os motivos pelos quais o encontro não apareceu na agenda oficial dos ex-integrantes da cúpula da pasta.

Também perguntou qual encaminhamento foi dado à proposta. A pasta não respondeu a nenhum dos questionamentos e disse apenas que as agendas públicas de autoridades exoneradas podem ser acessadas por meio de um link oficial.

Após a públicação da reportagem, o ministério afirmou, em nota, que desconhece qualquer memorando de entendimento feito pela gestão Pazuello. “A atual gestão da pasta não tem conhecimento de memorando de entendimentos para aquisição de doses da Coronavac.”

O atual secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, disse que não sabia da negociação citada no vídeo. “Tomei conhecimento pela imprensa.”

A World Brands disse apenas: “Proposta efetuada, nenhuma resposta efetiva recebida, negócio não efetuado”. A empresa não quis informar o nome dos participantes da reunião e se eles tinham de fato aval da Sinovac para a venda ao governo federal.

Ou fabrica no Brasil, ou não tem vacina”, diz Pazuello | Poder360

– E você ainda briga por político?

Que picaretagem! Os senhores deputados aumentaram a verba do fundo partidário (ou seja: dinheiro para fazerem campanha políticos) de 2 bilhões de reais para R$ 5,7 bi.

Sabe o que daria para fazer com 1 bilhão?

Um bilhão é “1000x 1 milhão”. E 5,7 vezes isso se torna um dinheiro astronômico!

Enquanto isso, vemos a produção de memes a todo vapor da base bolsonarista e lulista nas Redes Sociais, e muitos re-postando, como se fossem fruto de gente de bem…

Na hora da grana, PSDB, PDT e demais partidos (incluindo os senhores citados acima) se equivalem.

– Pérolas Catalogadas por Ross e Petras

Repost de 2015:

Um sucesso por aí é a obra: “Antologia das Maiores Besteiras já Ditas”, dos irmãos Ross e Petras. Eles catalogaram frases interessantes de personalidades, mostrando curiosas infelicidades ditas. Por exemplo:

Perdemos porque não ganhamos” – Ronaldo Nazário, jogador, após ser questionado por uma derrota (categoria “Não Dá Para Discutir com estas Declarações”)

Vou fazer desse país uma democracia, e se alguém for contra eu prendo e arrebento.” – João Batista Figueiredo, último presidente militar brasileiro, falando da abertura democrática que ele pretendia (categoria: “Mais Idiotas Repetições Ideológicas”)

Fácil. Ganhei tudo na loteria. Ganhei 123 vezes nos últimos dois anos”. – João Alves, deputado acusado de corrupção, justificando seu enriquecimento (categoria: “Menos Convincentes Desculpas e Explicações Que Não Colam”)

Vida de rico em geral é muito chata”. – Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente, contando sobre o dia-a-dia (categoria: “Coisas Mais Inacreditavelmente Irritantes Ditas por Pessoas Ricas”)

Extraído de: http://is.gd/BFPw9Q

ANTOLOGIAS DAS MAIORES BESTEIRAS JÁ DITAS

Por Mauricio Stycer, Crítico do UOL

Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e João Baptista Figueiredo, o ex-deputado João Alves e o ex-jogador Ronaldo estão entre as personalidades mundiais que ganharam lugar numa obra de grande relevância: o “Livro das Maiores Besteiras Já Ditas” (“Book of All-Time Stupidest Top 10 Lists”).

Os autores são os irmãos Ross e Kathryn Petras, que se definem como “especialistas em besteiras”. Desde 1993 dedicam-se ao duro ofício de reunir e dar publicidade às abobrinhas e aos absurdos ditos por celebridades, políticos, esportistas e jornalistas.

A primeira coletânea foi “The 776 Stupidest Things Ever Said” (“As 776 Maiores Besteiras Já Ditas”). O sucesso do livro levou a um segundo, depois a um terceiro… O calendário diário (com 365 besteiras) que publicam há 18 anos já vendeu mais de 4 milhões de exemplares. Não falta material.

Este ano, reuniram o supra-sumo das besteiras num volume especial. Agruparam as frases estúpidas em listas de “10 mais”. FHC, por exemplo, conquistou um lugar na lista das “Coisas Mais Inacreditavelmente Irritantes Ditas por Pessoas Ricas” com uma reflexão feita em 1998, quando era presidente: “Vida de rico em geral é muito chata”.

Figueiredo figura na lista das “Mais Idiotas Repetições Ideológicas” com um dos muitos absurdos que falou em sua presidência, entre 1979 e 85: “Vou fazer desse pais uma democracia, e se alguém for contra eu prendo e arrebento.”

Já João Alves tem lugar de honra na lista das “Menos Convincentes Desculpas e Explicações Que Não Colam”. Questionado numa CPI, em 1993, sobre o seu incrível enriquecimento, ele explicou: “Fácil. Ganhei tudo na loteria. Ganhei 123 vezes nos últimos dois anos”.

O ex-craque Ronaldo é citado numa lista muito boa – “Não Dá Para Discutir com estas Declarações”. Foi a sua singela explicação para uma derrota: “Perdemos porque não ganhamos”.

Este novo livro dos irmãos Petras reúne mais de duas mil pérolas, a grande maioria dita por americanos. É verdade que muitos outros brasileiros mereciam figurar na antologia, mas os quatro citados não fazem feio e representam bem o país. O livro pode ser adquirido na Amazon (por US$ 8,76).

3 motivos para "calar a boca" no mundo dos negócios - Pequenas ...