– Você levará em consideração os vice-candidatos na hora de votar para prefeito?

Perguntar não ofende: o quanto os eleitores estão sendo influenciados ou não pelos vices nestas eleições municipais?

A história da República nos mostra o quão eles têm sido protagonistas em nossa nação (para o bem ou para o mal) e como temos os ignorados na hora de votar! Tivemos Sarney, Itamar e recentemente Temer.

Assim, pense: você leva em conta quem é o vice antes de votar no candidato? Já mudou seu voto por conta do “suplente”?

Neste próximo pleito, há aqueles que desconhecem a contento os vices. Há de se ter a preocupação em conhecê-los…

AGU e Senado defendem que STF não interfira nas regras do fundão eleitoral  - Orla Notícias

– João Santana sendo sincero:

Um dos episódios mais horrorosos da política brasileira foi a corrupção petista. Uma população iludida por demagogos que diziam trabalhar pelo povo e saquearam o país com seus golpes (Mensalão, Petrolão e tantos outros). 

Digo isso pois leio o twitter de Daniela Lima (@DanielaLima_), sobre o Marqueteiro do PT João Santana em entrevista ao Roda Viva (ontem), que destacou bem um momento do programa:

“João Santana conta que no terceiro dia dele na cadeia jogaram por debaixo da porta da cela um recorte de jornal com o presidente do PT dizendo que a sigla ‘não tinha marqueteiro’. ‘Não me senti traidor. Me senti traído’.

Cá entre nós: foi um momento de implosão da quadrilha que roubou sem dó o país.

João Santana, marqueteiro do PT, se afastou de Lula e Dilma - 22/02/2016 -  Poder - Folha de S.Paulo

– O Senador corrupto e o Filho Suplente.

Praticamente ninguém se preocupa com “nome de suplente de senador” quando vai à urna votar. Todo candidato ao Senado tem “um vice” (ou, mais claro, um substituto). E aí moram as coisas complicadas: quase nunca eles são sabidos pelo eleitor!

O senador Chico Rodrigues, que era o vice-líder do Governo Bolsonaro no Congresso – e foi flagrado com dinheiro fruto de corrupção escondido na cueca – pediu licença de 121 dias e será substituído por… Pedro Arthur, que é seu FILHO.

Contra o suplente que assumirá o cargo de Senador da República, existe a cobrança de mais de 1 milhão de reais em impostos não pagos para a União.

Esse é o nosso triste Brasil.

– Impossível promover debates com os candidatos à Prefeitura em Jundiaí?

Jundiaí tem 13 candidatos a Prefeito. Em tese, são 13 ideologias diferentes, 13 conjuntos de propostas e soluções heterogêneos entre si e sólidos para resolver a cidade.

Será mesmo?

Mas a questão é: como compará-los em tanta quantidade? É possível promover um debate honesto, produtivo e válido com tantas pessoas reunidas?

Fica a dúvida.

Sobre todos eles, estão em: https://tribunadejundiai.com.br/politica/eleicoes-2020/eleicoes-2020-jundiai-tem-13-candidatos-a-prefeito-confirmados/

Alexandre Nicola (PDT) – 12

Em convenção presencial no dia 9 de setembro, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) confirmou a candidatura de Alexandre Nicola à Prefeitura de Jundiaí e Vitor Machado como vice na chapa.

Alexandre Nicola é professor, cientista político e sociólogo. É a primeira vez que que Nicola disputa a candidatura.

Cíntia Vanessa (PSOL) – 50

Em convenção no dia 6 de setembro, o partido PSOL confirmou a candidatura de Cíntia Vanessa à Prefeitura de Jundiaí e Paulo Matsushita como vice.

Cíntia Vanessa tem 29 anos, é de origem indígena e formada em pedagogia. Atuou em diferentes movimentos sociais e coordenou campanhas dentro do partido.

Doutor Pacheco (Podemos) – 19

Em convenção da coligação entre Podemos e PSD no dia 12 de setembro, o partido Podemos confirmou o Doutor Pacheco como candidato à Prefeitura de Jundiaí e Caio Augusto como vice.

Antônio de Pádua Pacheco é médico e atual vice-prefeito de Luis Fernando Machado. O candidato também já exerceu o cargo de vereador na cidade.

Daniela Camara (PT) – 13

Durante convenção pela internet no dia 13 de setembro, o Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou Daniela da Câmara como candidata a prefeita de Jundiaí e Arthur Augusto como vice na chapa.

Daniela é arquiteta e urbanista e foi secretária municipal de Planejamento Urbano e Meio Ambiente por quatro anos, quando coordenou o primeiro plano diretor participativo da cidade.

Edney Duarte Jr. (Partido Novo) – 30

Em convenção virtual no dia 4 de setembro, o Partido Novo confirmou a candidatura de Edney Duarte Jr. à Prefeitura de Jundiaí e Rogério Souza como vice na chapa.

Edney Duarte Jr, 42 anos, é advogado, pós-graduado em auditoria, controladoria e tributos, com extensão em empreendedorismo. É empreendedor e atua profissionalmente na consultoria jurídica e financeira para empresas.

Edimarco Silva (Pros) – 90

Em convenção presencial no dia 13 de setembro, o Partido Republicano da Ordem Social (Pros) confirmou a candidatura de Edimarco Silva à Prefeitura de Jundiaí e Cristiane Pinheiro como vice na chapa.

Edimarco é jornalista, trabalha com consultoria empresarial e fundou o Partido Republicano da Ordem Social (Pros). Ele também foi secretário de Comunicação do Pros no estado de São Paulo.

Fábio Marcussi (PSB) – 40

Em convenção pela internet no dia 5 de setembro, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) confirmou Fábio Marcussi como candidato a prefeito de Jundiaí e Fabiane Spiandorim para vice na chapa.

Fábio Marcussi, 38 anos, é advogado e pós-graduado em Direito Civil. Ele é sócio de um escritório de advocacia. Também foi presidente da 33ª subseção da OAB Jundiaí.

Luiz Fernando Machado (PSDB) – 45

Em convenção no dia 15 de setembro, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) confirmou o nome do atual prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado, como candidato a reeleição. Gustavo Martinelli (DEM) será o vice.

Além de PSDB e DEM, a coligação “Jundiaí em Primeiro Lugar” conta com os seguintes partidos: PP, PSC, PTB, Republicanos, Avante, MDB, PTC, PL e PV. Todos lançaram candidatos a vereadores.

Márcia Pará (DC) – 27

Em convenção realizada nesta quarta-feira (16), o partido Democracia Cristã (DC) confirmou o nome de Márcia Pará como candidata a prefeita de Jundiaí e Alessandra Esquível como vice.

Márcia Pará tem 33 anos e é advogada e ativista política. Já foi candidata a deputada federal e a Câmara de Jundiaí.

Marcus Dantas (PSL) – 17

Em convenção no dia 31 de agosto, o Partido Social Liberal (PSL) confirmou Marcus Dantas como candidato a prefeito de Jundiaí e Osmar Chile como candidato a vice na chapa.

Marcus Dantas tem 52 anos e é auditor fiscal da receita e atuou na Lava Jato e deputado federal suplente do PSL.

Pedro Bigardi (Rede Sustentabilidade) – 18

Em convenção no dia 12 de setembro, o partido Rede Sustentabilidade confirmou a candidatura de Pedro Bigardi para prefeito de Jundiaí e Marcelo Lo Mônaco como vice.

Pedro Bigardi é graduado em Engenharia Civil e trabalha como professor de Planejamento Ambiental. Ele nasceu em Jundiaí, foi prefeito da cidade de 2013 a 2016 e duas vezes deputado estadual.

Rafael Purgato (PC do B) – 65

Em convenção no dia 12 de setembro, o PC do B confirmou o nome de Rafael Purgato como candidato a prefeito de Jundiaí e Reinaldo Fernandes como vice.

Rafael Purgato tem 37 anos e Físico formado pela USP e Mestre em Ciências na Área de Física de Reatores Nucleares pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares – IPEN/USP. Também é professor de Ensino Médio na E.E. Diógenes Duarte Paes, na rede estadual ETEC e na rede privada.

Silas Feitosa (PRTB) – 28

Em convenção no dia 12 de setembro, o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) confirmou a candidatura de Silas Feitosa para prefeito de Jundiaí e Vitor Fontolan para vice na chapa.

Silas Feitosa é sociólogo e foi professor universitário, onde ministrou aulas de Economia Política e Comunicação. Trabalhou na Câmara Municipal, Executivo Municipal, Assembleia Legislativa de São Paulo, Câmara dos Deputados, e nos últimos três anos foi gestor da Escola de Gestão Pública de Jundiaí (EGP).

Candidatos à Prefeitura de Jundiaí. (Foto: Reprodução). De “Tribuna de Jundiaí”.

– A população é quem aguentará a picuinha de Dória e Bolsonaro sobre a vacina? Uma guerra de vaidades…

Sejamos bem objetivos: há três vacinas “adiantadas no seu desenvolvimento” envolvendo brasileiros:

1. A da AstroZeneca / Oxford / Unifesp (que tem apoio do Governo Federal);
2. A da Sinovac / Instituto Butantã (que tem apoio do Governo do Estado de São Paulo);
3. A da Gamaleya / Governo Russo / Governo do Estado do Paraná.

Na 3a feira, o Ministro da Saúde Eduardo Panzuello disse que iria comprar a Sinovac e assinou um protocolo de intenção da aquisição (lembrando que ela é de origem chinesa) para vacinar a população (não descartou as demais vacinas). Logo em seguida, João Dória (Governo Paulista) gravou um vídeo elogiando o Ministro e dando uma “cutucada” no seu atual desafeto, o presidente Bolsonaro.

Na 4a cedo… Bolsonaro detonou literalmente o seu subordinado, escrevendo no twitter que desautorizava o Ministério da Saúde e que a população não seria cobaia dos chineses. Mais tarde, no programa “Pingos nos Is”, da Jovem Pan, acrescentou que um dos motivos seria de falta de credibilidade e que em hipótese alguma compraria a vacina do laboratório Sinovac (que se chama Coronavac). Ressaltou, por fim, que ela não tem comprovação científica e que demorará para ter.

Portanto, nesta guerra de vaidades, onde Dória se fez de vencedor e Bolsonaro quis mostrar que é ele quem manda, o brasileiro vê essas bizarrices: a hidroxicloroquina pode, mesmo sem comprovação científica. A vacina, mesmo quando comprovada, não poderá. E os fanáticos se digladiam na Internet por esses senhores políticos…

Doria tenta se afastar de Bolsonaro e faz duras críticas ao presidente -  CartaCapital

– O enfadonho mundo das Redes Sociais em época de Campanha Política.

Logo nos primeiros dias de campanha política, as Redes Sociais foram abarrotadas de santinhos virtuais.

Aliás, o que tem de cara brucutu sorrindo como se fosse assim diariamente…

Em: https://www.youtube.com/watch?v=LChTPlCvY7o&t=2s

– Explicando como o dinheiro apareceu na cueca…

Ontem falamos sobre os políticos corruptos independente de ideologia. Citamos o líder do Governo Dilma e o caso recente, o vice-líder de Bolsonaro (ambos flagrados com propina na cueca). Vide em: https://wp.me/p4RTuC-rPv.

Pois bem: Chico Rodrigues, que foi o pivô da discussão, disse que vai provar ser honesto! O presidente Jair Bolsonaro já adiantou que ele “não é Governo” (embora tenha o cargo de vice-líder do Governo…).

Fica a pergunta, idêntica à história popular do “batom na cueca”: como foi parar a prova lá?

Não é bizarro imaginar o político em questão explicar como é que a grana apareceu na sua cueca? Alguém colocou lá e ele não percebeu? E que isso é honesto?

PropinaNaBunda: memes das nádegas de Chico Rodrigues viralizam

– De novo um político com Dinheiro na Cueca? Depois do líder de Dilma, agora o vice-líder de Bolsonaro.

Assim como na época de Dilma, tivemos um “líder do Governo” com dinheiro escondido na cueca (José Guimarães / PT), agora, na gestão Bolsonaro vivemos a mesma situação de corrupto disfarçando grana suja no mesmo lugar: Chico Rodrigues / DEM.

Mudam só os partidos, mas a prática safada continua a mesma, não? E o interessante é que os nossos governantes, no discurso, se autoproclamam honestos e alegam não ter envolvimento nenhum com as pessoas que… eles próprios escolhem!

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2020/10/14/pf-encontra-dinheiro-na-cueca-de-vice-lider-do-governo-bolsonaro.htm

PF ENCONTRA DINHEIRO NA CUECA DO VICE-LÍDER DO GOVERNO BOLSONARO

O vice-líder do governo no Senado, Chico Rodrigues (DEM-RR), alvo de operação da Polícia Federal nesta quarta-feira, 14, em Boa Vista, escondeu dinheiro na cueca durante a abordagem dos policiais. A investigação, sob sigilo, apura desvios de recursos públicos destinados ao combate à pandemia de covid-19, oriundos de emendas parlamentares. A ordem de busca e apreensão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo apurou com duas fontes que tiveram acesso a informações da investigação, foram encontrados R$ 30 mil dentro da cueca do vice-líder do governo Jair Bolsonaro. Ao todo, os valores descobertos na casa do senador chegariam a R$ 100 mil. A investigação apura indícios de irregularidades em contratações feitas com dinheiro público, que teriam gerado sobrepreço de quase R$ 1 milhão.

As informações oficiais da PF, dado o sigilo do caso, se limitam a dizer que foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão durante a operação, em Boa Vista, que busca a “desarticulação de possível esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos, oriundos de emendas parlamentares”.

A Controladoria-Geral da União (CGU), que também faz parte da investigação, disse que a operação Desvid-19, realizada em Roraima, apura o “desvio de recursos públicos por meio do direcionamento de licitações”. Ainda segundo a CGU, as contratações suspeitas de irregularidades, realizadas no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde, envolveriam aproximadamente R$ 20 milhões que deveriam ser utilizados no combate ao novo coronavírus.

A operação que alvejou o senador foi realizada no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro disse que dará uma “voadora no pescoço” de quem se envolver em corrupção. A nova expressão foi usada uma semana depois de o presidente ter afirmado que a Lava Jato acabou porque, segundo ele, não há casos de irregularidades em sua gestão. A promessa também foi feita no momento em que Bolsonaro vem sendo criticado por militantes e por lavajatistas que apontam o enfraquecimento da pauta anticorrupção no governo.

Chico Rodrigues emprega Leo Índio, primo dos filhos de Bolsonaro, como assessor parlamentar, em seu gabinete no Senado. Léo Índio é muito próximo do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e é conhecido por ter livre trânsito no Palácio do Planalto.

No Palácio do Planalto, auxiliares de Bolsonaro ouvidos pelo jornal O Estado de S.Paulo, sob reserva, disseram que Rodrigues deve deixar o cargo de vice-líder do governo. O argumento é que seria péssimo para a imagem de Bolsonaro manter o senador nesse posto depois do escândalo. A expectativa é a de que o próprio parlamentar entregue o cargo.

Em nota à imprensa, Rodrigues disse que tem “um passado limpo e uma vida decente” e afirmou nunca ter se envolvido em escândalos. “Acredito na justiça dos homens e na justiça divina. Por este motivo estou tranquilo com o fato ocorrido hoje em minha residência em Boa Vista, capital de Roraima. A Polícia Federal cumpriu sua parte em fazer buscas em uma investigação na qual meu nome foi citado. No entanto, tive meu lar invadido por apenas ter feito meu trabalho como parlamentar, trazendo recursos para o combate ao Covid-19 para a saúde do Estado”, afirmou o senador.

Rodrigues observou ainda que, ao longo de 30 anos na política, conheceu “muita gente mal intencionada”, a fim de macular sua imagem. “Ainda mais em um período eleitoral conturbado como está sendo o pleito em nossa capital”, declarou.

Durante o julgamento do caso do traficante André do Rap, o ministro Luís Roberto Barroso fez uma menção à operação realizada pela Polícia Federal. Barroso afirmou que estava monitorando o cumprimento de mandados de busca e apreensão que envolviam uma autoridade com foro no Supremo, sem revelar o nome. “Desviar dinheiro da saúde em plena pandemia é mais do que corrupção e chega bem próximo do assassinato. Devemos ter em conta que isso não é aceitável. Precisamos continuar no esforço de desnaturalização das coisas erradas no Brasil”, argumentou o ministro.

– Russomano e a história da falta de banho dos moradores de rua relacionada ao Coronavírus.

Disse mas não disse. Mas tentou dizer e ficou no ar.

Viram a fala de Russomano sobre os mendigos não se contaminarem de Covid_19 na proporção imaginada anteriormente?

Não foi da forma sensacionalista que a Folha de São Paulo colocou. Mas foi inoportuna. Abaixo, extraído de: https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2020/10/13/russomanno-diz-que-falta-de-banho-ajuda-moradores-de-rua-contra-covid-19.htm

CELSO RUSSOMANO DIZ QUE FALTA DE BANHO AJUDA MORADORES DE RUA

Celso Russomanno (Republicanos), candidato a prefeito de São Paulo, disse que moradores de rua podem ter mais resistência contra covid-19 porque não tomam banho com frequência. Ele falou isso depois de um evento com empresários da Associação Comercial de São Paulo.

Russomanno deu uma entrevista à Rede Globo e comentou que “todo mundo esperava que a covid-19 tomasse conta dos moradores de rua”. Mas o candidato acredita que isso não aconteceu.

“Nós temos casos pontuais e não temos uma quantidade imensa de moradores de rua com problema de covid. Talvez eles sejam mais resistentes do que a gente, porque eles convivem o tempo todo nas ruas, não tem como tomar banho todos os dias”, cogitou Russsomanno.

Não existe qualquer estudo que relacione a falta de banhos com a prevenção contra covid-19. A OMS (Organização Mundial da Saúde) costuma recomendar que as pessoas tomem banho para evitar a infecção pelo novo coronavírus.

Russomanno também criticou a forma como foi feita a quarentena na cidade de São Paulo. De acordo com a pesquisa Datafolha mais recente, o principal adversário dele na disputa é Bruno Covas (PSDB), atual prefeito, que foi quem comandou o isolamento na capital.

“Esse isolamento deveria ter sido feito, depois dos primeiros 30 dias, de forma vertical, cuidando das pessoas com problemas respiratórios, das pessoas cardíacas, dos idosos, das pessoas com deficiência…deveria ter sido cuidado disso, e não fechado o comércio do jeito que foi feito, quebrando e desempregando todo mundo, agora nós vamos ter que consertar isso tudo. E não vai ser fácil não”, alertou Russomanno.

Enquanto esteve no evento com empresários, Russomanno falou sobre outros temas do comércio. Ele prometeu que não vai permitir a venda de pirataria em São Paulo e prometeu dar um auxílio para empresários.

“Eu vou fazer tudo para trazer as coisas para São Paulo, inclusive recursos para os pequenos e médios empresários. O auxílio paulistano é o complemento ao auxílio emergencial, que a gente mantém a economia girando. Porque se tem dinheiro para comprar, a gente está fazendo com que a sociedade gire”, concluiu Russomanno.

Celso Russomanno criticou a quarentena feita em São Paulo - FÁBIO VIEIRA/FOTORUA/ESTADÃO CONTEÚDO

Celso Russomanno criticou a quarentena feita em São Paulo. Imagem: FÁBIO VIEIRA/FOTORUA/ESTADÃO CONTEÚDO

– A Operação Lava Jato deveria ser permanente!

A Operação Lava Jato foi um marco positivo na história do Brasil. Nunca tantos políticos importantes foram presos, e com ela isso ocorreu e em grande quantidade. “Sangrou-se feridas” disfarçadas, não poupando partido ou ideologia.

Entretanto, disse o presidente Jair Bolsonaro:

“É um orgulho, uma satisfação que eu tenho de dizer a essa imprensa maravilhosa nossa, que eu não quero acabar com a Lava Jato… Eu acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção no governo. Eu sei que isso não é virtude, é obrigação. Para nós, fazemos um governo de peito aberto.”

Um erro falar isso, presidente. A Lava Jato deveria ser uma instituição. E vangloriar-se que não há corrupção no Governo atual soa de uma arrogância grande, pois o próprio senador Flávio Bolsonaro está enfrentando pendengas que se arrastam.

Aliás, o último político que se endeusou com auto-elogios foi Lula, quando disse “não existir viva alma mais honesta no Brasil do que a dele”

Bolsonaro: "Acabei com Lava Jato, porque não tem corrupção no governo" -  YouTube

– Cadê a coerência anti-cristofóbica, presidente?

A Arábia Saudita é um dos países que proíbe o Cristianismo. Portanto, “cristofóbico”. Na ONU, o presidente Jair Bolsonaro reclamou que ele sofre de cristofobia. Mas nesta segunda-feira, leio:

“Hoje conversei com o Príncipe Herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman Al Saud, e dar seguimento às iniciativas acordadas em minha visita a Riade, em out/2019. Estamos aprofundando nossa cooperação em Defesa, comércio, investimentos e outros temas” (extraído do twitter do Presidente da República).

Não dá vontade de perguntar se ele abordou o tema que tanto reclamou?

– E se fôssemos eleitores nos EUA? Trump ou Biden? E a 3a via?

Assim como no Brasil, as eleições nos EUA mostram a falta de opção em pessoas centradas. Donald Trump, que se mostra muitas vezes como um bufão, sem papas na língua e questionado por diversas vezes (e que nesta madrugada avisou que está com Covid_19) é conhecido pela sua gestão dura e polêmica. Joe Biden não me mostra preparo algum, sendo ou atrapalhado ou folclórico propositalmente em muitas ocasiões (dispensa comentário ter se confundindo quando questionado sobre a própria faculdade que estudou, como ocorrido no debate desta semana).

Nunca teremos uma 3a opção por lá? É claro que o país que dita a democracia permite inúmeros outros candidatos, mas viabilizar-se é outra história…

Lá como cá, resta ter paciência. Nenhum deles me agrada.

Próximos debates entre Trump e Biden terão mudanças para evitar  interrupções, prometem organizadores | Eleições nos EUA 2020 | G1

– Em um único dia, as Redes Sociais já foram dominadas pelos inúmeros candidatos.

As eleições municipais prometem ser disputadas a tapa. Não pelo “desejo de mudar a cidade” (existente no propósito de poucos), mas pelo que muitos querem “de fato”: arranjar emprego!

Com um dia de campanha, o que eu recebi via Redes Sociais e nas áreas privadas delas de “santinhos eletrônicos”, é um absurdo!

Candidatos de todas as ideologias e de todos os sorrisos, boa parte sem propostas e de maquiagem facilmente observável (o cara é antipático, egoísta ou brucutu, mas na imagem, sorri que é uma beleza): são esses alguns exemplos, além de outros de municípios diversos (eu só tenho um domicílio eleitoral, poxa).

Uma coisa é certa: vai ser cansativa a propaganda eleitoral na Web… meu voto já está decidido, respeito as opiniões em contrário e boa sorte a todos. Tenho uma “meia dúzia de amigos” que estão no pleito; se eu pudesse dividir o título de eleitor, ótimo. Mas não é assim que funciona. E fica o lembrete: vote consciente, priorize quem trabalhou nesse período / ou demonstra que fará quando entrar e se fez presente na comunidade.

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– Política e Religião se misturam? Sobre a “IURP”.

Foi em 2016… o “povo estava avisado, né”? Leia e tire suas conclusões:

Ancelmo Góis, articulista do jornal “O Globo”, cutucou uma ferida. Escreveu sobre o Senador Marcelo Crivella – sobrinho de Edir Macedo, o dono da Rede Record e do conglomerado Igreja Universal do Reino de Deussobre a sua candidatura (e provável vitória) à Prefeitura do Rio de Janeiro.

Interessante (abaixo, extraído de Blog do Paulinho, original de “O Globo”):

IGREJA UNIVERSAL DO REINO DA… POLÍTICA

O senador e engenheiro Marcelo Crivella, carioca, 58 anos, é um homem cordial. Educado, cavalheiro e afável. É um moço de fino trato, como se dizia antigamente. Acho, honestamente, que ele tem o perfil daquele tipo, como dizia Tancredo Neves (1910-1985), de “político bom para casar com a filha da gente”. A sua fala mansa, suave até, lembra pelo timbre a de muitos sacerdotes, o que no seu caso talvez seja herança do tempo em que foi missionário na África por dez anos. A missão ajudou a igreja fundada por seus tios Edir Macedo e R. R. Soares, em 1977, a se tornar um potentado mundial — uma multinacional brasileira da fé.

A Universal importou o modelo americano de telepastor e montou sua própria rede de comunicação (TV Record, a segunda maior do país). A exemplo de pastores de outras correntes neopentecostais, Crivella também entrou para a política. A máxima antiga de que “crente não se mete em política” ou “política e religião não se misturam” foi substituída por “irmão vota em irmão”, que está no DNA da forte bancada evangélica. Repete a fórmula adotada no passado pela Igreja Católica, que criou, em 1933, a Liga Eleitoral Católica (LEC). Hoje, a igreja do Papa Francisco é “um organismo apartidário”, como disse esta semana o cardeal Dom Orani, que tem recebido educadamente visitas de políticos, inclusive de Crivella.

A Universal também copiou da Igreja Católica medieval um modelo mais sofisticado, diga-se, da abominável indulgência. Durante o pontificado do Papa Leão X (1513-1521), essa prática atingiu o seu auge. A fornicação era, por exemplo, “perdoada” com o pagamento de 219 moedas da época.

A igreja do bispo Macedo, com base em textos religiosos, convoca as pessoas a contribuírem com dinheiro, o que ajudaria a obter a misericórdia divina. As pedras importadas de Israel para a construção, em São Paulo, do Templo de Salomão — maior espaço religioso do país e reprodução do primeiro templo citado pela Bíblia — foram compradas com grana de muita gente que vive abaixo da linha da pobreza. Por outro lado, diga-se a seu favor, a Universal ajudou com sua pregação religiosa, notadamente nas zonas mais pobres, a moldar um caráter melhor dos seus fiéis, acho. E isto não é pouco.

Neste contexto, o papel de Marcelo Crivella na Universal sofreu mutação. No início, até pela sua bagagem intelectual, pensava-se que ele seria o delfim, o herdeiro da “igreja da família”. Depois da vida de missionário na África, ele retornou ao Brasil, onde fez uma carreira de sucesso como cantor gospel. A parte política foi entregue a outro fundador da Universal, o bispo Rodrigues. Só que o tal bispo acabou preso, envolvido em vários casos de roubalheira. Crivella assumiu esta tarefa e começou sua carreira política não como candidato a vereador de Rio das Flores, berço fluminense da sua família, mas concorrendo já para o Senado, derrotando os medalhões Leonel Brizola e Artur da Távola. Soube aproveitar o fato de que, entre os fluminenses, 29,37% se declaram evangélicos, enquanto a média nacional é de 22,16%.

Agora, pode se tornar a primeira autoridade religiosa evangélica a comandar uma metrópole do tamanho do Rio. É claro que, antes, tem de enfrentar a rejeição — que já foi bem maior no passado — pelo vínculo de sangue com a Universal. Para isso, licenciou-se da igreja e omite em sua propaganda eleitoral qualquer referência a ela. O senador fluminense se defende dizendo ser vítima de preconceito contra evangélicos, o que existe, em parte, na elite ligada ao catolicismo. Só que ele não é um evangélico qualquer. É da cúpula da igreja. É como se Dom Orani pedisse licença da Igreja Católica e, com a ajuda das 260 paróquias do Rio, fosse candidato a prefeito.

E olha que Dom Orani não é sobrinho do Papa.

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