– Há quase 1 ano, uma capa perfeita sobre senhores corruptos…

TRÊS SENHORES INDEFENSÁVEIS:

A capa da Revista Veja esteve perfeita: Temer, Lula e Aécio no mesmo barco. Pode parecer atual, mas tem 1 ano…

O que mudou? Só 1 na cadeia. Falta mais gente, não?

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– Quem é a jundiaiense Ana Maria Camparini Silva, do Fazenda Grande, usada nos escândalos de doações?

A Justiça Eleitoral cassou o vereador paulistano Camilo Cristófaro (PSB), por receber valor de doação acima da capacidade da doadora (uma senhora desempregada chamada Ana Maria Camparini Silva, 80 anos, moradora no Bairro Fazenda Grande, em Jundiaí).

Agora, sob suspeita está o Prefeito de São Caetano do Sul, José Auricchio Jr (PSDB), por receber desta mesma senhora a quantia de R$ 293.000,00. Aliás, vários vereadores daquela cidade também receberam dinheiro dessa mulher que, segundo a Justiça, deve ter sido usada como laranja.

E se fizer um “pente fino” em todas as doações de todos os políticos, hein?

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– Parabéns à Pré-Candidata Marina Silva

Disse a pré-candidata Marina Silva à Rádio Jovem Pan na sabatina de 5a feira, na sua última frase:

“Não quero que os filhos do Bolsa Família se tornem mães do Bolsa-Família!”

Ótimo! Muitos políticos têm medo de falar que um viés deste Programa de Assistencialismo tão discutido em nosso país, é justamente o do beneficiado encarar ajuda como salário.

Não sou contra o Bolsa-Família em si, pois entendo que o pobre merece atenção e solidariedade. Sou contra a perpetuação da assistência sem dar dignidade ao assistido: ou seja, arrumar-lhe EMPREGO para que possa sustentar sua família e tornar-se independente da caridade. Por consequência, tal recurso pode ir para outros necessitados.

Candidatos têm uma preocupação em perder voto ao ponderar a necessidade de corte do Bolsa-Família à quem não quer trabalhar… será que isso se tornou uma “compra de voto institucionalizada”?

Quantas vezes você ouviu dizer que se o eleitor não votar em X, vai perder o Bolsa-Família porquê Y vai tirá-lo? E dessas boatarias surge uma enxurrada de votos daqueles que se tornaram dependentes da verba.

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– Petrobrás e a busca incessante de lucro.

Sabia que 80% de todos os derivados de Petróleo (Gasolina e Diesel, por exemplo) que consumimos é produzido em nosso próprio país?

E que o preço se baseia em dólar, como se tudo fosse importado do Oriente Médio (e não apenas os 20% que realmente é)?

Entenda: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/06/02/baixar-preco-gasolina-diesel-petrobras.htm

GASOLINA CUSTARIA CUSTARIA MENOS SE PETROBRAS COBRASSE VALOR PELO PETRÓLEO NACIONAL

Cerca de 80% do combustível consumido no Brasil é feito com petróleo nacional, enquanto só 20% são importados. Mas por que, então, os preços no país dispararam com a alta no mercado internacional, como se todo nosso petróleo fosse importado?

Se a Petrobras considerasse apenas os custos nacionais de produção, poderia vender gasolina e diesel por um preço bem abaixo do atual, segundo analistas. Ainda assim, a empresa conseguiria lucrar e não teria risco de quebrar.

No entanto, reduzir os preços dos combustíveis para todos os brasileiros – e não apenas para os caminhoneiros – dependeria basicamente de uma decisão de Estado, com a Petrobras assumindo efetivamente o papel de companhia estatal, com gestão eficiente e transparente. Trata-se de uma mudança radical em relação ao modelo econômico neoliberal vigente na empresa hoje.

Petrobras usa o valor do petróleo internacional

O custo da produção nacional é estimado em US$ 30 a US$ 40 o barril, mas a empresa usa como referência o petróleo internacional, que está custando cerca de US$ 80 por barril. Com isso, busca ter o maior lucro possível e agradar aos investidores privados, visto que é uma companhia de capital aberto, e não 100% estatal.

A saída para a Petrobras vender combustível mais barato, dizem os analistas, também inclui um uso maior de suas refinarias, que hoje operam com dois terços de sua capacidade. Embora o país seja autossuficiente em petróleo, quase 20% dos combustíveis consumidos no país são importados. Desta forma, as decisões da Petrobras seriam orientadas em nome do interesse coletivo, e não apenas baseadas em critérios econômico-financeiros. Mesmo atuando desta forma, a empresa conseguiria se sustentar no azul, se algumas regras fossem seguidas.

Veja a seguir as explicações dos especialistas que defendem um formato alternativo de gestão da estatal para minimizar os impactos da alta do petróleo sobre a população.

Petrobras atende a três grupos em conflito

Antes de iniciar a discussão sobre qual poderia ser o modelo de gestão da Petrobras, é preciso conhecer e compreender os interesses dos grupos que são diretamente afetados pelas decisões tomadas pela companhia.

– Acionistas

A Petrobras possui mais de 600 mil acionistas, entre pessoas físicas, grandes investidores estrangeiros e fundos de investimentos. Suas ações são negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) e na Bolsa de Nova York (NYSE) sob a forma de ADRs (recibos de ações).

O governo federal é o controlador da companhia, detentor de 63,5% das ações ordinárias (ON, com direito a voto) e de 23,3% das ações preferenciais (PN, sem direito a voto).

“O acionista está interessado simplesmente no lucro. Ele quer que a empresa produza pelo menor custo possível para gerar o maior lucro possível”, afirma o professor Ildo Sauer, vice-diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP) e ex-diretor da Área de Gás e Energia da Petrobras.

– Consumidores de combustível

Donos de automóveis, motos, caminhões e as frotas públicas e privadas de ônibus e carretas são os principais consumidores de combustíveis da Petrobras e foram atingidos em cheio pela política de paridade internacional dos preços, adotada pela companhia em outubro de 2016.

A partir de julho de 2017, os ajustes nos preços da gasolina e do diesel passaram a ser diários, provocando impacto ainda maiores sobre os consumidores.

“A decisão da Petrobras de praticar a paridade internacional desencadeou uma série de efeitos sobre a economia brasileira, afetando diretamente os consumidores e também setores da indústria que utilizam os derivados de petróleo para produzir”afirma Cloviomar Cararine, técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e assessor técnico da Federação Única dos Petroleiros (FUP)

– População em geral

Mesmo aquelas pessoas que não possuem automóvel são afetadas pela política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras. As oscilações nos preços dos combustíveis afetam a passagem de ônibus, o frete do transporte de mercadorias e, consequentemente, o preço final dos produtos e o poder de compra do trabalhador.

“No cerne desse conflito está a disputa sobre quais grupos ganham e quais perdem com a atual política de preços da Petrobras. Ao que tudo indica, a população acaba, literalmente, pagando a conta, já que os custos de produção acabam repassados ao preço final, com maior impacto sobre as camadas médias e mais pobres da sociedade”, diz Cararine.

Como conciliar interesses tão diferentes?

Os especialistas afirmam que a administração da Petrobras nunca conseguirá atender plenamente aos interesses dos grupos afetados pela companhia. “O acionista sempre vai querer maximizar o lucro e o consumidor sempre vai querer o menor preço de combustível. A saída é buscar uma conciliação civilizada, que beneficie a população em geral”, diz Ildo Sauer.

“O petróleo não pertence à Petrobras. Ele pertence à União e, portanto, ao povo. A prioridade no uso do petróleo e das riquezas geradas por ele deve ser dada aos mais fracos. Deve ser pensado um plano estrutural para a Petrobras com foco em justiça social”, afirma o professor do IEE/USP.

Cloviomar Cararine, autor da Nota Técnica do Dieese “A escalada do preço dos combustíveis e as recentes escolhas da política do setor de petróleo” defende que a atuação da Petrobras seja voltada ao interesse coletivo, em vez de favorecer “os investidores estrangeiros e especuladores, que ganham com a livre flutuação de preços”. No documento, o técnico do Dieese e da FUP diz que é possível gerir empresas estatais de forma eficiente, sob a perspectiva do interesse público. “As empresas estatais diferem das privadas à medida que, pela natureza, deveriam tomar decisões orientadas pelo interesse coletivo e não apenas por critérios econômico financeiros.”

Conforme o estudo, experiências em países desenvolvidos mostram a viabilidade de diferentes tipos de gestão no setor público, com controle social, que possibilitam reduzir problemas relacionados à corrupção e à apropriação indevida das estatais por interesses privados.

Petrobras não deve se guiar por preços internacionais

Cloviomar Cararine defende que a Petrobras deveria desistir da política de paridade internacional nos preços dos combustíveis. Ele afirma que o país se tornou mais vulnerável aos choques dos preços do petróleo no mercado externo e às oscilações do câmbio, uma vez que o barril é cotado em dólar. Além disso, a paridade de preços estimulou a entrada de importadores de combustíveis no mercado nacional. O Brasil passou a comprar mais combustíveis no exterior em vez de produzir internamente.

As refinarias da Petrobras possuem capacidade de refinar 2,4 milhões de barris/dia, mas estão utilizando apenas 68% da capacidade. “A paridade favorece os importadores. Na prática, você está deixando de usar as refinarias aqui para gerar empregos no exterior”, declarou o professor Ildo Sauer, do IEE/USP.

Preço deve ser baseado nos custos de extração e refino

Se o Brasil tem grandes reservas e consegue, hoje, extrair maior quantidade de barris do que o total do consumo nacional, por que o petróleo tem que ser vendido a um preço tão mais alto do que o custo de produção?”, questiona o técnico do Dieese.

Segundo ele, a Petrobras deveria levar em consideração outros fatores para definir os preços dos combustíveis, como o volume de extração de petróleo no Brasil, a capacidade de refino no país e, especialmente, os custos dessas duas atividades. Dessa forma, o preço do combustível ao consumidor seria determinado principalmente pelo custo de produção da Petrobras mais uma margem de lucro. Apenas uma pequena parte do preço teria sua composição baseada no valor internacional, correspondente à parcela de óleo importado.

Dados disponíveis no balanço anual da Petrobras mostram que o custo médio de extração de petróleo da empresa foi de US$ 20,48 (R$ 65,20) por barril em 2017. Esse valor já inclui a chamada participação governamental (royalties e participação especial) sobre a exploração de petróleo, mas não inclui outros impostos. Já o preço médio de venda do óleo bruto às refinarias praticado pela estatal no ano passado foi de US$ 50,48 (R$ 161,03) por barril. E o custo médio de refino (transformação de petróleo em combustíveis e outros derivados) foi de US$ 2,90 (R$ 9,26) por barril.

Vale lembrar que o petróleo registrou forte valorização no início deste ano, alcançando a casa dos US$ 80 por barril. Em função da sua política de paridade, a Petrobras reajustou os preços da gasolina e do diesel em mais de 50% neste ano. Petrobras poderia vender barril por US$ 40 em vez de US$ 80.

Cararine, do Dieese, afirma que é difícil estimar qual seria o preço de equilíbrio que permitiria à Petrobras vender petróleo às refinarias e continuar lucrativa. “Trata-se de um campo nebuloso. É um segredo da companhia. Mas é um número importante para o governo, tendo em vista que o setor é estratégico para o país, com grande impacto sobre a economia.”

O professor Ildo Sauer, do IEE/USP, arriscou um palpite. Ele estimou um preço de equilíbrio entre US$ 30 e US$ 40 por barril. “Esse seria o valor que permitiria a companhia pagar seus custos de produção, os impostos e ainda obter uma margem de lucro satisfatória para os acionistas e para manter a empresa saudável.”

Embora o provável preço de equilíbrio (US$ 40) seja metade do valor do barril no mercado (US$ 80), os especialistas explicam que não é possível afirmar que os preços da gasolina e do diesel  cairiam pela metade para o consumidor final porque há outras variáveis que interferem na conta, como impostos e royalties. Mas certamente os preços seriam menores que os atuais.

Autossuficiência em petróleo precisa ser aproveitada

O Brasil produziu 2,6 milhões de barris de petróleo por dia no mês de abril, volume mais do que suficiente para atender o consumo doméstico de derivados, que foi de 2,2 milhões de barris por dia. No entanto, as refinarias brasileiras processaram apenas 1,6 milhão de barris por dia no período.

“Mesmo produzindo 400 mil barris de petróleo a mais do que o necessário para atender o consumo nacional, o país importou cerca de 600 mil barris de derivados por dia. Isso aconteceu porque a Petrobras aumentou a exportação de petróleo cru e, ao mesmo tempo, reduziu a utilização de suas refinarias. Além disso, parte da produção de derivados foi direcionada para o mercado externo”, afirma Cararine no estudo divulgado pelo Dieese.

Importação de petróleo e derivados deve ser mínima

O especialista do Dieese explicou que, para que o preço do combustível baixe para o consumidor, é importante que a importação de petróleo e derivados seja reduzida ao mínimo necessário.

Mesmo sendo autossuficiente, a Petrobras ainda necessita importar óleo leve para misturar ao óleo pesado produzido no país para obter melhores resultados no processo de refino. A tendência é que as importações de óleo leve diminuam conforme a produção do pré-sal aumentar, uma vez que o óleo proveniente dessa área é de melhor qualidade.

Se o preço interno for reduzido, mas a importação de óleo e derivados continuar elevada, vamos repetir erros do passado, quando a Petrobras tinha prejuízo porque comprava combustível a preço de mercado e revendia a um valor mais baixo aqui“,
diz Cararine.

Lucro viria principalmente da exportação

A produção de petróleo no Brasil hoje, de 2,6 milhões de barris por dia é apenas ligeiramente maior que o consumo nacional de combustíveis e derivados, equivalente a 2,4 milhões de barris por dia.

Com o crescimento da exploração das reservas gigantes do pré-sal da Bacia de Santos, a produção nacional deverá alcançar 4 milhões de barris por dia até 2020.

“Mesmo que o país volte a crescer em ritmo acelerado nos próximos anos, a demanda nacional não deve superar 3 milhões de barris por dia. Ou seja, teremos um excedente de 1 milhão de barris por dia”, afirma Cararine.

Segundo o especialista, a Petrobras seguiria a lógica das grandes estatais de petróleo do Oriente Médio, que obtêm a maior parte do seu lucro com as exportações. “Esse excedente do pré-sal poderá ser vendido pela Petrobras no exterior a preço de mercado, gerando lucro para a companhia. Internamente, o preço do combustível não precisará ser subsidiado pela empresa, nem pelo governo. Ele será baseado no custo de produção e refino, mais uma margem de lucro que garanta a saúde financeira da empresa e não onere demais o consumidor.”

Acionistas questionariam qualquer perda

Uma eventual mudança no modelo de gestão da Petrobras certamente não agradaria a todos os grupos que são afetados diretamente pela companhia. O principal questionamento partiria dos acionistas, que veriam a margem de lucro diminuir.

O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, defende que o petróleo é uma commodity, ou seja, uma matéria-prima básica com preço definido internacionalmente. Dessa forma, a Petrobras deve definir sua política de preços com base na cotação de mercado.

“A Petrobras é uma companhia de capital aberto, com ações listadas em Bolsa no Brasil e no exterior. Portanto, ela tem que seguir a lógica empresarial. Se o governo mandar a empresa vender combustível mais barato aqui, ela vai ter prejuízo. O certo seria ela exportar o petróleo, aproveitando o preço maior lá fora”, afirma Pires.

Agora, se a Petrobras fosse 100% estatal, como a PDVSA (estatal de petróleo da Venezuela), o governo poderia fazer o que bem entendesse“, diz o diretor do CBIE. 

Para ele, qualquer proposta do governo que cause mudanças na política de preços da Petrobras representaria a volta da interferência política na gestão da estatal, o que geraria reações negativas entre os acionistas.

“Não podemos esquecer que a Petrobras foi processada por investidores nos Estados Unidos por causa dos prejuízos provocados pela má gestão durante o governo de Dilma Rousseff e pela corrupção descoberta na Operação Lava-Jato”diz Pires.

Corte de impostos sobre o diesel pune população

Os especialistas alertam que a decisão tomada pelo governo, de reduzir a carga de impostos sobre o diesel para conceder desconto aos caminhoneiros, provocará impactos sobre o restante da população.

“A população vai sair perdendo. O corte nos impostos sobre o diesel terá um impacto de R$ 13,5 bilhões na arrecadação deste ano. Para fechar a conta, o governo terá necessariamente que aumentar outros impostos ou reduzir o gasto em áreas como educação e saúde”, afirma o professor Jaci Leite, coordenador do curso de Negociação da FGV Educação Executiva.

“Uma eventual redução dos preços dos combustíveis via diminuição de impostos implica, necessariamente, renúncia fiscal. Se não houver uma mudança na política do setor de petróleo no Brasil que transforme, de forma mais estrutural, a dinâmica de preços, os cortes na Cide (Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico), no PIS/Cofins ou no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) resultarão em medidas paliativas. É um custo que novamente será pago pela população”, declarou Cararine no estudo divulgado pelo Dieese.

Petrobras diz que política de preços será mantida

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, declarou várias vezes ao longo da última semana que a política de preços da companhia será mantida. Segundo ele, independentemente da periodicidade de reajustes que será adotada após a decisão do governo de reduzir o preço do diesel, a empresa continuará tendo liberdade de aplicar os aumentos em função das variações de preço do mercado de petróleo.

– Dos 81 do Senado, somente 25 não possuem processos contra eles!

Como é que vamos mudar o Brasil?

Apenas 30% dos Senadores da República não estão sendo processados por algum tipo de crime.

Pode?

Extraído de: https://istoe.com.br/um-senado-comprometido/

UM SENADO COMPROMETIDO

Quase 70% dos senadores estão sendo investigados pela Justiça. As acusações vão do recebimento de propina à violência contra mulheres. É o exemplo mais bem acabado da falência política

O quadro é desalentador. O Senado brasileiro virou a síntese da decadência da política. Levantamento feito por ISTOÉ revela que 69% dos 81 senadores possuem alguma pendência judicial. Os números mostram que 56 estão encrencados com a Justiça. Os crimes envolvendo os parlamentares da Câmara Alta são de fazer inveja aos ocupantes de qualquer penitenciária brasileira. Há casos de violência contra a mulher, ocultação de bens, peculato, crimes contra a fé pública, ocupação ilegal de apartamentos funcionais, crimes eleitorais, enriquecimento ilícito, corrupção, lavagem de dinheiro, além de muitos inquéritos derivados das delações premiadas da Odebrecht. O delito preferido dos senadores, no entanto, é a corrupção ou atos de improbidade administrativa: 49 deles respondem por crimes dessa natureza. A maioria, no entanto, se esconde atrás do foro privilegiado e os processos abertos para que possam ser julgados e condenados caminham a passos de cágado.

Desse cenário lamentável, porém, sobressai um dado positivo: os resultados da Operação Lava Jato no processo de saneamento da política brasileira. Afinal, houve um aumento significativo no número de senadores investigados após a deflagração da operação pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. Seis senadores, inclusive, já se tornaram réus no Supremo Tribunal Federal: Aécio Neves (PSDB-MG), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Fernando Collor (PTC-AL), José Agripino Maia (DEM-RN), Romero Jucá (MDB-RR), Renan Calheiros (MDB-AL) e Valdir Raupp (MDB-RO). Collor foi denunciado por propinas de R$ 26 milhões desviadas da BR Distribuidora. Gleisi, Agripino, Jucá e Raupp se tornaram réus por repasses ilícitos de empreiteiras para suas campanhas eleitorais. Jucá também é investigado em outros 12 procedimentos. Agripino, por propinas na construção da Arena de Dunas, estádio de Natal da Copa do Mundo de 2014. Já Aécio foi acusado por pedir R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, da JBS, em março de 2017. O tucano é alvo de mais nove inquéritos, que vão desde propinas para campanhas até fraude na licitação da cidade administrativa de Minas Gerais.

NEM O PRESIDENTE ESCAPA

A Lava Jato também levou o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), a ser investigado no STF. Delatores da Odebrecht revelaram repasses de R$ 2 milhões a ele. O ex-diretor de Relações Institucionais da Hypermarcas Nelson Mello, também em delação premiada, detalhou pagamentos de R$ 5 milhões em despesas de empresas que prestavam serviços à campanha de Eunício em 2014. Quem também está enrolado na Lava Jato é Renan Calheiros (MDB-AL), alvo de pelo menos 15 inquéritos no STF. Ele já é réu por usar recursos ilícitos da construtora Mendes Júnior para pagar a pensão de uma filha. Ainda na Lava Jato, há os casos dos senadores Benedito de Lira (PP-AL), incluído no chamado ‘quadrilhão do PP’ e Edison Lobão (MDB-MA), alvo de quatro inquéritos. José Serra (PSDB-SP) é investigado por fraudes na licitação do Rodoanel Sul.

O senador Telmário Mota (PTB-RR) é dono de um prontuário de corar a face: é investigado por violência contra a mulher. Uma universitária de 19 anos fez a denúncia em 2016 e disse ter sido agredida pelo senador, depois de viver maritalmente com ele por três anos. Na verdade, espancada a chutes e socos, que a fizeram desmaiar. Ele nega a agressão. “Desafio provar”, diz.
Entre os processos por atos de improbidade administrativa, chama atenção os do senador Lindbergh Farias (PT-RJ). São pelo menos 12 procedimentos contra ele no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por irregularidades na sua gestão como prefeito de Nova Iguaçu, se é que é possível chamar aquela barafunda administrativa de gestão.

Todos os parlamentares citados, por óbvio, refutam as acusações. De qualquer forma, o eleitor precisa ficar atento ao passado dos candidatos. Em outubro, cada brasileiro escolherá dois senadores para representá-los em Brasília. Dos 54 com mandatos terminando neste ano e que pretendem disputar a reeleição, 24 são investigados na Lava Jato. É possível que até a eleição algum deles já esteja condenado pelo STF. Aí viram fichas-sujas. De caras limpas.

– Os “maravilhosos” projetos dos nobres parlamentares!

Deputados Federais fazem a festa com o nosso dinheiro em Brasília. Quer ver alguns estapafúrdios projetos?

Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) propôs que os alunos que prestam vestibulares nas universidades federais sejam aprovados apenas acima da média pré-determinada. Ou seja, se apenas alguns alunos tirarem notas 10, 9 e 8, a classe ficará ociosa porque quem tirou 7 não estaria suficientemente pré-capacitado.

Carlos Bezerra (PMDB-PT) quer colocar na cadeia por dois anos quem maquiar símbolos nacionais. Se você escrever “Amor e Progresso” na bandeira nacional, irá para o Xilindró!

Zé Geraldo (PT-PA) deseja um novo feriado: o Dia do Golpe Parlamentar, a fim de lembrar o dia da votação do impeachment da presidente Dilma, em 17 de abril, como forma de protesto.

Com o nosso dinheiro, é fácil fazer leis, não? Isso, quando trabalham…

Felizmente, o bom senso não permitirá aprovação de nenhuma dessas idiotices.

(extraído da Superinteressante, ed Junho/2016, pg 15)

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– Frejat: de bestial a besta

Bestial o trabalho musical de Frejat, líder da banda Barão Vermelho, mesmo quando era coadjuvante do Cazuza.

Bestial a declaração dada, à revista Isto É, sobre a necessidade de estudar a Política no Brasil, separando a demagogia e democracia.

Besta a afirmação pública de que usar drogas nunca o levou a nenhuma experiência negativa, só boas! E que só não faz uso delas hoje devido a idade.

Besta a opinião (embora respeitável) de que São Paulo é que atrapalha politica e administrativamente o desenvolver do país.

De besta e bestial, todos temos um pouco!

Ôpa, alguns tem mais…

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– Presidente Michel Temer, o Coronel Lima e os Imóveis

A Polícia Federal suspeita que Temer lavou propina em imóveis de família, com pagamentos realizados através do Coronel Lima (que seria um laranja dele).

Numa das reformas, pagou-se R$ 800 mil em dinheiro vivo numa casa da Primeira Dama Marcela Temer!

Cá entre nós: quem paga tantos valores em espécie, suspeito certamente é!

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– Dilma chiando da delação de Palocci. Mas já?

Antonio Palocci, ex-ministro dos Governos Lula Dilma e que está preso por corrupção, resolveu contar tudo o que sabe e acertou que fará delação premiada com a Justiça.

Entre outras promessas, a de contar sobre os esquemas do Petrolão e da compra da Refinaria de Pasadena, arquitetados em conjunto com Lula e com ciência da ex-presidente Dilma.

Alguém duvida que, se a Lava Jato não estivesse a todo vapor, estaríamos ainda vivendo sob essa fábula contada por essa gente?

Quando que descobriríamos?

Lembremo-nos que no caso do Mensalão, Lula alegou que nada sabia e que foi traído pelos seus amigos… Agora, é a vez de Dilma usar do mesmo pretexto (e vem fazendo isso antes mesmo da delação acontecer).

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– Collor na Coréia do Norte às nossas custas?

Quer dizer que o Senado Brasileiro vai pagar às viagens de Fernando Color (PTC-AL) e Pedro Chaves (PSC-MS) para visitar a Coréia do Norte e o ditador Kim Jong-un, às custas nossa?

Tudo isso em uma missão oficial de 10 dias! Acho que Donald Trump deve estar coçando a cabeça… Será que nossa nação acabará com o conflito armamentista nuclear do maluco coreano?

Claro que não. Vão passear com nosso dinheiro. Afinal, falta serviço no Senado e sobram reais no bolso do contribuinte. Ou não é assim?

Puro desrespeito com o coitado do brasileiro pagador de impostos.

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– A desavença desinteligente entre as senadoras Gleise e Ana Amélia

Só hoje vi os dois depoimentos tão polêmicos entre as “mulheres do Senado”.

Gleisi Hofmann, do PT, deu entrevista à Al Jazeera (a chamada “CNN do mundo árabe, sediada no Catar), falando que Lula era preso político, injustiçado, coitado e honesto (em outras palavras). Foi o mesmo blablablá que ela fala aqui no Brasil e nas outras redes de TV mundo afora.

Ana Amélia, do PP, em plenário reclamou do tom da entrevista e ironizou dizendo que logo o “Exército Islâmico” viria aqui invadir o nosso país!

Ambas erraram! Sabidamente Lula é culpado (assim como se deverá provar que Aécio e Temer também são, como a própria Gleisi), sendo que a prisão por lavagem de dinheiro é justa. Mas é exagerada a resposta de que teremos revolta árabe no Brasil, e a frase foi tão infeliz que se criaram mêmes de que Ana Amélia houvera confundido Al Jazeera com os terroristas da Al Qaeda (claro que não confundiu).

Enfim: tempo e palavras perdidos à toa! Tudo bobagem – e eles têm os seus discursos financiados com nossos impostos!

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– Aécio virando réu, Lula permanecendo na cadeia, Temer com medo… Boa Brasil!

E enfim Aécio Neves virou réu por crime de corrupção, após a 1a turma do STF aceitar a denúncia contra ele.

Ótimo! Ver Lula na cadeia, Aécio mostrando que deve e está temendo, e o presidente Temer com medo de a partir de 1o de janeiro, quando perder o foro privilegiado, cair na mesma vala, é sinal de que há esperança em combater a máfia política no Brasil.

Pena que faltam muitos ainda: Renan Calheiros, José Sarney, Romero Jucá, José Serra, Geraldo Alckmin, Gleise Hofmann…

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– Andrés ainda é Deputado?

Perguntar não ofende: Andrés Sanches não renunciaria ou se licenciaria do cargo de Deputado Federal assim que se elegesse presidente do Corinthians?

Por falta de tempo, prometeu depois do Carnaval. Já passou muito tempo (mais de 40 dias) e ainda não conseguiu deixar a mamata, digo, o trabalho em Brasília?

Ô medo de perder as regalias e privilégios (em especial na Justiça) que o cargo proporciona… Custa-me crer que ele esteja exercendo com dedicação total os dois ofícios concomitantemente.

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– Só os amigos no Xilindró? E ele próprio?

A Operação Skala da Polícia Federal (um desdobramento da Lava Jato) investigou corrupção envolvendo o Decreto dos Portos em 2017 e prendeu na última 5ª feira as seguintes pessoas:

–  José Yunes, ex- assessor e amigo do presidente Michel Temer;
– Antonio Celso Grecco, dono da Rodrimar e amigo de Michel Temer;
Wagner Rossi, ex-Ministro dos Governos Lula e Dilma e amigo do presidente Michel Temer; e
Coronel Lima, amigo pessoal do presidente Michel Temer.

Nem preciso escrever mais nada. Perceberam o que essas pessoas têm em comum?

Será que se não tivesse Foro Privilegiado, Temer não estaria fazendo companhia a seus amigos?

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– Sou a favor dos candidatos divulgarem seus ministros. Frota na Cultura, não!

Sempre disse que, nas Eleições do Mundo Ideal, dever-se-ia exigir que os candidatos à Presidência da República divulgassem durante a campanha seus Ministros. Dessa forma, o eleitor esclarecido teria um pouco mais de subsídio para escolher o Presidente do Brasil.

Segundo a Rádio Bandeirantes em seu twitter, o deputado e candidato ao executivo Jair Bolsonaro (PSL-RJ) declarou em tom de brincadeira ao ator Alexandre Frota:

Quero te ver Ministro da Cultura”.

É claro que não será. Mas esse agrado faz que a questão da qualidade da escolha dos homens e mulheres que estarão a frente do Ministério de quem pleiteia governar o país, sejam extremamente discutidos!

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