– Um paralelo sobre a falta de filosofia dos clubes e da arbitragem

A demissão de Fernando Diniz do Fluminense e o anúncio da CBF de que os torcedores de futebol terão imagens do VAR podem ser paralelos perfeitos para uma abordagem só: a falta de LINHAS DE TRABALHO definidas pelas entidades.

Vamos lá: o São Paulo FC pode ser um bom exemplo para chegarmos ao Flu: contratou o ofensivo Osório, depois o retranqueiro Bauza, aí passou por interinos, escolheu Rogério Ceni, voltou com Aguirre e agora Cuca (depois de Mancini): qual a linha-mestra, o DNA do estilo de jogo do Tricolor do Morumbi? O Santos, sempre ofensivo, antes de Sampaoli (que tem o “estilão do Peixe”), havia contratado Jair Ventura (o oposto dele em questões táticas). Dito isso: após mandar embora Diniz, sabidamente um amante de jogo-intenso, o Fluminense tentou Abel Braga, que arma os times para se defenderem! Qual a coerência?

Aliás, o futebol é ingrato: contra o CSA, o Tricolor das Laranjeiras chutou mais de 30 bolas ao gol e foi prejudicado pela pavorosa arbitragem de Wagner Reway (agora, apitando pela Paraíba, sob o comando do gestor de árbitros local, Arthur Alves Jr – o Arthurzinho do Sindicato, tão conhecido pelos paulistas – depois de começar pelo Mato Grosso). Porém, num solitário ataque o CSA fez o gol da vitória. E a culpa é do treinador?

A mesma coisa sobre falta de coerência da cartolagem dos clubes para com os técnicos se diga para os da arbitragem: agora, a CBF divulgará as imagens que o VAR vê para os torcedores (depois de intensas críticas). É cansativo insistir no tema, mas uma hora os árbitros são blindados; outra, são expostos. Uma hora devem agir “assim”; outra, “assado”. Ora, se vai liberar alguma coisa, muito mais do que o vídeo, se libere o áudio!

Aliás, é uma vergonha perceber que aqui no Brasil muita gente boa se apoiou no VAR e rasga elogios para com a comissão de arbitragem pelas vagas de trabalho abertas. Quantas pessoas estão na cabine do árbitro de vídeo! Um número excessivo, desnecessário e que contradiz o restante do mundo. Tão exagerado quanto ao número de árbitros escalados dentro de campo na Série A-2019: 37, contra 16 escalados na temporada passada da Premier League.

Uma pena tudo isso. As diretrizes claras que quaisquer organizações deveriam ter, de fato, não existem. Nem nos clubes, nem na CBF.

Ainda sobre o trabalho da CA-CBF (com pesar mais uma crítica), compartilho sobre os inacreditáveis 98% de acertos divulgados,

em: https://professorrafaelporcari.com/2019/08/20/o-descredito-do-var-da-cbf-98-de-acertos/

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– O descrédito do VAR da CBF: 98% de acertos?

Quando uma coisa vai mal, alguns utilizam a contrariedade como arma para desfazer a sensação ruim. É o caso do VAR da CBF…

Segundo a entidade, 98% dos lances que utilizaram o VAR foram corretos! E eles querem ser levados a sério?

Tenha a santa paciência… é muita cara-de-pau divulgar um número tão forçado e visivelmente diferente da realidade do Brasileirão.

Torci para o Gaciba dar certo na função, mas os mesmos da época de Ricardo Teixeira ainda mandam na arbitragem. Pobre futebol brasileiro…

Gaciba faz apresentação sobre o VAR — Foto: Sérgio Rangel

– Pênalti ou não de Thiago Volpi no São Paulo x Ceará?

Há pouco, um lance reclamado no Morumbi de penalidade máxima do goleiro Thiago Volpi (SPFC) em Felipe Cardoso (Ceará). O atacante recebe sozinho, tenta encobrir o goleiro que não consegue interceptar. A zaga do São Paulo tira a bola da pequena área e salva o tento.

NÃO seria pênalti se o goleiro tivesse, na disputa de bola, a tocado (mesmo tocando o jogador). Como a bola não foi tocada e ele tromba com o adversário impedindo a projeção dele (mesmo depois do chute a gol), é infração. Dentro da área, pênalti e cartão amarelo. Portanto, errou a arbitragem.

Na regra do jogo, isso se chama infração por imprudência (quando você não tem a intenção mas faz a falta).

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– O lance de empate de Grêmio 1×1 Palmeiras era para o VAR?

Que erro evitável da arbitragem no Sul do país! David Braz marcou um golaço após receber a bola de um arremesso lateral que era a favor do Palmeiras mas foi cobrado pelo Grêmio após marcação errada.

Tais equívocos são comuns em várzea (a inversão de laterais), afinal os juízes e bandeiras são amadores. Erros assim em jogos profissionais são diminutos, mas vez ou outra ocorrem. 

  • Era para usar o VAR, a fim de corrigi-lo?

NÃO! E por três motivos:

  1. O protocolo do árbitro de vídeo não permite correção de lance de arremesso lateral. Já imaginaram se cada vez que a bola saísse, o VAR tivesse que paralisar para conferir? Não teríamos mais “jogo jogado”, acabaria a dinâmica.
  2. O gol não poderia ser revisado antes do momento da cobrança de lateral, pois o arremesso lateral é um reinício de jogo. Assim, a revisão do gol só pode acontecer a partir do momento que a bola entrou em jogo (ou seja, depois da cobrança).
  3. Vide que, principalmente em jogadas de área e quando a bola sai, justamente para não se ter tempo de fazer a revisão de lance, os goleiros têm cobrado rapidamente o tiro de meta, evitando que o árbitro marque penalidades via VAR pois depois de reiniciada a partida, nada se pode fazer.

Enfim: um erro de competência humana da arbitragem, sem sombra de dúvida.

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– Por homofobia, pela 1a vez partida é interrompida na França pelo Protocolo FIFA.

Lembram quando postamos sobre o Protocolo FIFA que deveria ser executado em caso de discriminação (das diversas naturezas) quando ocorresse?

(Para recordar, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao/)

Pois bem: ocorreu o 1o caso, e foi na França.

Extraído de: https://jamilchade.blogosfera.uol.com.br/2019/08/17/na-franca-arbitro-interrompe-jogo-diante-de-cantos-homofobicos/

NA FRANÇA, ÁRBITRO INTERROMPE JOGO DIANTE DE CANTOS HOMOFÓBICOS

Por Jamil Chade

O jogo da segunda divisão do campeonato francês, entre os modestos Nancy e Le Mans, entrou na sexta-feira para a história do futebol do atual campeão do mundo. Trata-se da primeira vez que, por conta de um comportamento homofóbico por parte da torcida, um árbitro decide suspender o jogo, ainda que por apenas alguns minuto. Os torcedores do Nancy devem ser punidos e o clube pagará uma multa. Mas foi o gesto do árbitro Mehdi Mokhtari que se transformou numa referência e abriu um amplo debate. A ministra dos Esportes, Roxana Maracineanu, foi a primeira a comemorar a decisão, tomada depois de uma pressão de governos para que a Uefa modificasse suas leis para permitir que uma partida pudesse ser alvo de uma interrupção, em caso de incitação ao ódio ou homofobia.

Em abril, o jogo entre Dijon e Amiens já havia sido suspenso por alguns minutos, desta vez por conta de ataques racistas. A decisão, naquele momento, foi dos jogadores. Agora, aos 27 minutos, foi a vez do árbitro assumir a decisão.

Jean-Michel Roussier, o presidente do Nancy, admitiu que a regra deve ser aplicada e afirmou ter ido encontrar, ainda durante a partida, com os representantes das torcida organizadas para alertar sobre a situação. Na França, a lei permite que um clube proíba a entrada de um torcedor que tenha sido identificado como autor de uma provocação homofóbica, racista ou que promova o ódio e violência.

Se na França a nova lei começa a ser aplicada, na Fifa o assunto já foi alvo de um acalorado debate. Com as seleções sul-americanas acumulando multas milionárias aplicadas pela Fifa, em diversos jogos das Eliminatórias, a Conmebol tentou explicar à entidade máxima do futebol que os cantos homofóbicos eram “culturais”. A Fifa se recusou a aceitar a explicação e continuou a multar as federações.

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– Recordando uma bizarrice: O que falar do “pênalti do gramado” de Lucas Lima em Santos 5×2 Avaí?

Esse incrível pênalti inexistente no vídeo abaixo aconteceu há 4 anos. De tão absurdo, vale relembrar o lance e a cara-de-pau do atleta:

PÊNALTI ONDE?

Nesta Rodada 20 do Brasileirão, visando melhorar o nível da arbitragem e diminuir as reclamações, a CBF escalou em todos os jogos 2 observadores e 2 “Quartos-Árbitros”. Mas os erros continuaram os mesmos…

Na Vila Belmiro, na boa vitória do Santos por 5×2 contra o Avaí, Lucas Lima atravessou o meio campo, entrou na área, escorregou no gramado e… não é que o árbitro Leandro Pedro Vuaden (que fazia um bom jogo até então) marcou pênalti?

Não foi nada. Ninguém o tocou. No interior, chamamos isso de “trupicão”! E o santista, após o jogo, declarou:

“- Não sei o que foi. Alguma coisa me desequilibrou e aí eu caí”

Eu respondo: foi a grama que o desequilibrou…

Mesmo com 2 observadores, árbitro, 2 bandeiras, 4o e 5o árbitro, ninguém foi capaz de perceber que o lance foi um mero escorregão?

Em um mundo ideal, utópico e sonhado, Lucas Lima deveria se levantar e dizer: “Vuaden, me desculpe, eu escorreguei sozinho. Você foi traído pela minha queda no lance”.

Claro que não veremos nada disso…

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=yAhxOsBNF18

 

– Árbitro: o Ator Maldito

Por diversas vezes citei um livro que li (A Dança dos Deuses, do prof Hilário Franco Júnior), onde enviei algumas impressões e pequenos textos que se referiram à arbitragem (fui aluno dele). Porém, não resisto ao ler novamente (pg 309) a procura do autor em desmistificar a figura do árbitro. É interessante, curto, e compartilho:

“O masoquismo do árbitro transparece ainda no fato de seu bom trabalho merecer apenas o silêncio, segundo a máxima ‘que o bom árbitro é aquele que passa desapercebido’. Em teoria ele é o elemento neutro em campo, na prática é alvo a priori das desconfianças dos dois lados que disputam a partida. Ele desperta pouca simpatia. É o ator maldito do espetáculo futebolístico. Pode arruiná-lo, e será criticado, ofendido, talvez agredido. Pode contribuir para seu sucesso, porém não terá a glória e a remuneração de seus colegas de palco (…) No árbitro projetam-se a frustração e a raiva dos perdedores, a indiferença dos vencedores.”

Texto atualíssimo, não?

árbitro de futebol

 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Assisense x Paulista

Para o 1o jogo da 3a fase do Campeonato Paulista da 2a divisão Sub 23, apitará o contador José Guilherme Almeida e Souza, 34 anos de idade, há 8 temporadas na FPF, natural de Bofete/SP.

José Guilherme tem apitado muitos jogos em 2019, trabalhando inclusive na série A2 do Paulistão. Entretanto, esteve numa jornada muito infeliz no Jayme Cintra no ano passado, na partida entre Paulista 0x1 Itapirense, com vários erros técnicos e deixando de marcar um pênalti decisivo no último minuto de jogo.

Embora amigos que o viram apitar bons jogos digam que o seu forte é a questão tecnico-disciplinar, não vimos isso acontecer na oportunidade derradeira. Tomara que tenha sido uma jornada infeliz e tenha uma ótima atuação na distante Assis.

O jogo citado para os amigos relembrarem em: https://professorrafaelporcari.com/2018/07/29/analise-da-arbitragem-de-paulista-0x1-itapirense/

– Levamos outro 7×1 como na Copa do Mundo: agora, na versão “VAR”.

Amigos… fico até constrangido em escrever, mas assistiram o SHOW (com letras maiúsculas mesmo) do uso do árbitro de vídeo na 1a rodada da Premier League?

Fiquei envergonhado ao constatar que lá o protocolo de “menor interferência e máximo acerto” está muito além do que as lambanças do Brasil (e olha que estamos falando da rodada inicial apenas). Cadê o discurso de adaptação, tempo para melhorar e aperfeiçoar, etc (que estamos ouvindo há tempos aqui)? Lá, o VAR, em caso de lance explícito irregular em pênalti, sugere que o árbitro reveja (ele não marca nada e nem interfere em lances interpretativos – que é o correto). No Brasileirão, o árbitro de vídeo despreza a decisão de campo, PROCURA achar algum pênalti e acaba influenciando diretamente na questão interpretativa.

A impressão é que o VAR à brasileira quer aparecer e apitar, se tornando mais importante do que o árbitro central. E que faz questão de “caçar” irregularidades. Sem contar que na Inglaterra o momento do VAR se tornou um espetáculo ao mostrar em telões os procedimentos, prometendo liberar, inclusive, o áudio!

Nada de parar o jogo e usar o VAR a qualquer instante, vulgarizando-o. Quem assistiu Palmeiras 2×2 Bahia entende bem essa situação… Aliás, recordando: na terra da Rainha, temos apenas 3 pessoas compondo o VAR. Aqui, chega-se a 9 dependendo do jogo (mas nunca menos de 5).

Premier League: VAR makes first major decision as Gabriel Jesus goal overturned

– Análise da Arbitragem de Paulista 1×1 Catanduvense

Nesta manhã em Jayme Cintra tivemos uma arbitragem fraca. Eu não gostei! Vamos a ela?

Tecnicamente, poderia ser melhor. O árbitro deixou de marcar algumas faltas existentes e marcou outras que não deveria marcar (para as duas equipes). Nada que influenciasse no resultado final, mas que irritou atletas e torcedores. A impressão que tenho é que o árbitro José Araújo Ribeiro Jr precisa de orientação melhor para discernir faltas reais das faltas que não são.

Disciplinarmente pecou quando quer advertir verbalmente com constância, banalizando o “ato de dar bronca”. Acertou aos 32m quando aplicou cartões amarelos a Matheus (PFC) e Jeferson (CAT) por uma falta mais forte do visitante e um revide. Mas outros cartões que poderiam ser aplicados não foram (como a Gui, que agarrou Jeferson e nada levou, a Ítalo que deu um carrinho em Matheus ou a Pedro que atingiu Joaquim fora do campo visual do árbitro).

Corre bem o juizão, mas é pouca virtude para jogos importantes de divisões maiores. Já os bandeiras (Alex Alexandrino e Fausto Viana) e o quarto árbitro Robson dos Santos (sempre atento) estiveram “ligados” o tempo todo e auxiliaram com precisão ao árbitro.

Não sei se a atuação costumeira do árbitro é essa. Se for, está devendo muito e hoje não agradou.

Público: 847 pagantes e R$ 11.590,00 de renda.

Resultado final: Paulista 1×1 Catanduvense

Cartões Amarelos: 3×2

Cartões Vermelhos: 0x0

Faltas: 20×12

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– As voltas que o mundo dá… E o Batatais?

Veja só como o mundo dá voltas e as coisas passam a ser mais realistas. Abaixo:

Um dia, o Batatais FC recebeu uma dica (não se sabe de quem) de que Helton Matheus (até então atleta que jogava no Paulista de Jundiaí) era “gato” (ou seja, tinha idade adulterada e jogava a Copa SP de Jrs com idade mais avançada). Após o próprio time do Batatais sofrer uma goleada para o time de Jundiaí e ser eliminado da competição, resolveu denunciar o menino que havia falsificado seus documentos. O Paulista, que não tinha participação alguma no golpe, foi eliminado da Copa SP de Futebol Jr por conta do regulamento (mesmo com os documentos do atleta tendo o carimbo e aceite da FPF, e ele ter chegado ao time após outras passagens com a mesma documentação). Vale lembrar que o Galo de Jundiaí defenderia seu bicampeonato contra o Corinthians. O Batatais (que perdeu em campo) ficou com a vaga e o presidente da agremiação da época disse em outras palavras nas suas diversas entrevistas que “não era por causa disso a denúncia, mas pela Justiça em saber de algo errado e a consciência cobrando-o por nada fazer”.

Agora, estoura o escândalo: o Batatais, que se fez de paladino através de seu cartola, é suspenso pela FPF por esquema de manipulação de resultados!

Seriam os mesmos cartolas da época? Confesso que não sei. Mas sei que a denúncia em prol da moralidade era demagogia pura, isso fica cristalino.

Para recordar, a análise da arbitragem do jogo citado (Paulista 5×1 Batatais),

em: https://professorrafaelporcari.com/2017/01/22/analise-da-arbitragem-de-paulista-5×1-batatais/

Abaixo, extraído de Esporte Jundiaí,

link em: https://www.esportejundiai.com/2019/08/dois-anos-apos-tirar-paulista-no-caso.html?m=1

BATATAIS É SUSPENSO DAS ATIVIDADES DO FUTEBOL PAULISTA

Em 2017, o Batatais foi o principal responsável por eliminar o Paulista na decisão da Copa São Paulo fora dos gramados, ao denunciar o Tricolor por ter escalado um jogador de forma irregular – idade adulterada – o famoso caso “Gato Heltton Matheus”. Dois anos depois o clube foi suspenso pelo Tribunal de Justiça Desportiva do estado de São Paulo.

Segundo os sites Futebol Interior, Globoesportecom e A Cidade On, a Federação Paulista de Futebol (FPF) confirmou, nesta sexta-feira, que o Batatais está suspenso, preventivamente, pelo Tribunal de Justiça Desportiva, pelas suspeitas de manipulação de resultados.  

A punição é válida por 30 dias e deixa o time fora da Copa Paulista e no campeonato estadual sub-20, competições organizadas pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Quatro jogadores que defenderam o time no Campeonato Paulista da Série A3 de 2019 são suspeitos de envolvimento em resultados manipulados. Os nomes são mantidos sob sigilo, mas eles já foram ouvidos na FPF.

Uma empresa de apostas até já mandou relatórios pra Federação indicando essa possibilidade de fraude.

O primeiro jogo sob suspeita foi disputado no dia 17 de março, quando o time perdeu por 2 a 0 para o Barretos. Três dias depois, houve o empate de 1 a 1 entre Batatais e Comercial.

Por conta da suspensão, o jogo entre o Comercial e o Batatais inicialmente marcado para o domingo, em Ribeirão Preto, válido pela Copa Paulista, foi adiado. No sub-20, o Palmeiras avançou para terceira fase, com a suspensão do Batatais, já que enfrentaria o mesmo clube nas duas próximas semanas na segunda fase de grupos.

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– O que mudou ou não na Regra da “Mão na Bola”

Depois que houve a adição do termo “movimento antinatural das mãos e braços na bola”, parece ter ocorrido uma revolução nas Regras do Jogo de Futebol no Brasil. E não foi isso que deveria acontecer (e tampouco o que aconteceu no Exterior).

Quando a International Board aprovou a introdução deste termo, a FIFA orientou os árbitros e suas Comissões Nacionais a se atentarem à intenção disfarçada do jogador em cometer a infração, enganando a arbitragem. Ou seja: simular que a bola bateu sem querer; disfarçar uma falta como acidente, de maneira a parecer que foi casualidade e não intencionalidade.

De maneira bem objetiva: continua valendo sempre a intenção e não a imprudência! Com o alerta de que essa intenção pode ser  disfarçada por um movimento antinatural físico do jogador.

Aqui no Brasil interpretou-se errado, pois traduziu-se equivocadamente a orientação levando a entender o termo “correr o risco de bater a bola na mão ou no braço” como um ato de imprudência. Ora, a única infração que não vale a interpretação de “imprudência” no futebol, de todas as existentes, é justamente a da mão na bola! Sempre será “intenção ou não”!

Na época, Sérgio Corrêa da Silva, o presidente da CA-CBF (e que hoje é o homem forte do Departamento de Desenvolvimento do VAR-CBF) teimou em orientar os árbitros a marcarem os pênaltis “a lá jogo de queimada”, como vimos tão equivocadamente naquela temporada. Jorge Larrionda, ex-árbitro da FIFA, veio como instrutor e palestrou aos brasileiros em seu péssimo portunhol confundindo ainda mais a situação.

Na época da Copa do Mundo de 2014, Massimo Bussaca, o “chefão dos juízes da FIFA”, em entrevista ao Estadão (dê uma busca nos arquivos desse blog para a redação inteira) disse que era LOUCURA o que estava acontecendo aqui. No Exterior, nenhum desses pênaltis da então ironizada Regra Tupiniquim 12B (nossa jabuticaba futebolística), existente somente no Brasil, acontecia.

Para a temporada 2019/2020, não houve mudança do conceito da Regra, mas sim uma melhora redacional da questão do movimento antinatural, ajudando a exemplificar o que significa isso.

Por exemplo, junto às diretrizes da Regra, fala-se sobre o fato de que,  em um carrinho onde o atleta possa estar tentando bloquear a bola com o braço excessivamente aberto acima do corpo, diminuindo o espaço e disfarçada/ intencionalmente tocá-la, é falta. Produziu-se também vídeos ilustrativos para que não paire a dúvida. É a mesma situação que desde 2013 se aplica na Europa, sabendo discernir melhor o que é o movimento antinatural do que casualidade. Pular numa barreira com os dois braços levantados (mais um exemplo) fisiologicamente é algo não natural.

No “boleirês”, a FIFA quis alertar: “cuidado com o ‘migué’ do atleta que abre os braços de propósito para a bola bater nele”. Dessa forma, fica ainda mais claro que a International Board nunca desejou que a bola que bata sem intenção alguma no braço de um jogador que está caído no chão após um carrinho seja infração (embora, repito, existia um ridículo vídeo da CBF TV com um lance de Palmeiras x Fluminense ilustrando que isso era para ser punido – mas nunca deveria ter sido – e que já tiraram do ar).

Simples. Não mudou a Regra, mas melhorou-se a redação. Não muda nada na aplicabilidade mundo afora, embora a Comissão de Árbitros da CBF possa render-se a entender o que há anos a FIFA pede. Fato real é que já se diminuiu sensivelmente os pênaltis de queimada aqui.

Trocando em miúdos para encerrar: como se fazia errado no Brasil com insistência e os árbitros não pareciam entender (embora apitassem e interpretassem direitinho quando saíam para jogos de competições internacionais), ao invés de escrever, precisou-se “desenhar para entender” através de vídeos e redação explícita.

– A boa arbitragem de Bruno Arleu em Corinthians 2×0 Goiás

Gostei das decisões da arbitragem no jogo da Arena Itaquera, encerrado há pouco.

Foram duas situações relevantes:

1- O gol anulado dos Goiás é dificílimo! Lance ajustado, situação difícil de se ver a olho nu e até mesmo pelo vídeo;

2- O pênalti a favor do Corinthians, onde existe claramente o movimento antinatural, onde o atleta deixa o braço levantado propositalmente para impedir a passagem da bola.

Em ambas, acerto da equipe de arbitragem. Parabéns!

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– As previsões sobre Neymar se concretizaram ou não?

Quando apareceu à grande mídia, ainda criança, o garotinho Neymar era uma promessa de sucesso. Na juventude, assombrou o Brasil com sua categoria indiscutível. E as previsões eram que: seria o número 1 do mundo; camisa 10 da Seleção Brasileira; quando maduro não cavaria tantas faltas nem simularia como estava fazendo até então; e, por fim, se tornaria um pop star.

Para os olhos dos árbitros, Neymar piorou em alguns momentos (na questão das faltas), melhorou em outros, mas na Copa de 2018 virou meme da Internet.

E nos outros quesitos?

Poderá vir a ser número 1 do mundo ainda (bola ele tem!); camisa 10 da Seleção ele já é; idem a celebridade e, cá entre nós, falta reconquistar a simpatia que muitos perderam para com ele.

Veja, abaixo, essa capa da Revista Placar, às vésperas de Barcelona x Santos no Japão, prevendo que Neymar rivalizaria com Messi sobre o reinado de melhor do mundo.

Em tempo: há uma matéria de que os príncipes catarianos do PSG estariam de olho na Arena Corinthians, ou como citado na matéria, Itaquerão (o nome mais popular).

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Catanduvense

José Araújo Ribeiro Júnior, 8 anos de carreira e 32 de idade, residente em Batatais, será o árbitro para Paulista x Catanduvense. Ele venceu o sorteio contra Alysson Matias, árbitro conhecido e de má sorte em jogos no Jayme Cintra e no Campeonato Amador da nossa cidade. 

Araújo não trabalhou ainda em Jundiaí [correção: apitou Paulista x Taboão em 2017] e tem em seu histórico vários jogos da Segunda Divisão e da A3, sendo que nesse ano conseguiu apitar a A2. Porém, constam várias reclamações de suas atuações quanto à parte técnica, especialmente em União Barbarense x São Carlos no ano passado e recentemente em Rio Claro x Noroeste pela Copa Paulista (também por conta de não coibir jogadas mais ríspidas).

Como não assisti esses jogos e somente recebi relatos (aliás, muitos relatos de súmulas carregadas mandando muitos dirigentes ao TJD-SP), prefiro conhecê-lo dentro de campo na próxima partida antes de um julgamento fiel. Torço para que seja um bom árbitro, que ocorra uma boa atuação e tenhamos um grade jogo!

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Catanduvense pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson “Berró” Machado, análise da arbitragem com Rafael Porcari e reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!