– Didaticamente, explicando o Erro de Direito em Ceará 1×1 São Paulo.

Para que não existam dúvidas, em vídeo, a explicação do erro ocorrido na anulação do gol de Pablo, cujo lance pode resultar em anulação do jogo.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=6dbQ9HYRItQ

– O pênalti inexistente em Coritiba 0x1 Corinthians

Quando falamos de subjetividade na interpretação da Regra do Jogo, damo-nos ao “luxo” de criar várias hipóteses para explicar certas situações. Mas em alguns não precisam de tanta “lenga-lenga”, pois são mais objetivos!

Por exemplo: a bola que Lucas Piton (SCCP) chuta para o gol e bate sem querer no braço de Maílton (Coritiba). Ali, não há intenção, não há movimento antinatural ou intenção disfarçada, não há tentativa de ludibriar a regra nem desejo de aumentar o espaço, nem qualquer coisa que possa justificar a marcação. Bateu por ocasião da jogada, simplesmente. Como tirar o braço da disputa num movimento fisiológico normal em distância tão curta?

O experiente árbitro Leandro Pedro Vuaden, que não marcou nada naquele instante, chamado pelo VAR mudou de ideia e marcou pênalti. Errou feio.

O legal seria que depois do jogo tivéssemos uma palavra da arbitragem: por quê marcou? Qual a justificativa?

Pense: e se fosse esse lance contra Corinthians, Flamengo, Palmeiras, São Paulo…?

– Desvio tira impedimento? Sobre o Erro de Direito em Ceará 1×1 São Paulo: qual será a desculpa do árbitro?

Pelo Campeonato Brasileiro, tivemos um Erro de Direito que poderá levar (caso o São Paulo deseje) a uma anulação da partida. Entenda:

  • Erro de Fato: o árbitro interpretou equivocadamente o lance e errou (como uma falta marcada ou não). Não anula uma partida.
  • Erro de Direito: o árbitro descumpriu a Regra do Jogo (permitiu que jogasse com 12, por exemplo). Pode anular a partida.

O que aconteceu foi: Wagner Magalhães (o mesmo árbitro FIFA do polêmico pênalti de Lucas Piton em América-MG x Corinthians), anulou um gol depois de ter reiniciado a partida. Não pode. Depois de cobrado um tiro livre ou penal, um arremesso lateral, escanteio, tiro de meta, bola ao chão ou chute de início / reinício de jogo, você não pode mais mudar sua decisão. E Wagner mudou!

O lance em questão foi o “duplo impedimento” de Pablo. A bola foi chutada para o gol, Pablo estava em posição de impedimento mas há um zagueiro que a intercepta (antes, desvio não tirava impedimento; hoje, desvio de adversário que tenta disputar a bola / jogada, tira). Assim, Pablo recebeu em posição legal por conta deste toque. Na sequência, há um bate-rebate e Pablo volta a ficar em impedimento, pegando o rebote do goleiro e chutando para o gol (rebote de goleiro NÃO TIRA IMPEDIMENTO).*

CORREÇÃO: PABLO ESTÁ, NESTE SEGUNDO LANCE, ATRÁS DE DOIS DEFENSORES – não está em impedimento.

O bandeira Silbert Faria Sisquim anula corretamente o gol. O árbitro marca impedimento. Mas o VAR Carlos Eduardo Nunes Braga o chama e diz que o gol foi válido (provavelmente, o árbitro de vídeo deve ter se apegado ao 1o impedimento, que havia se tornado um lance legal, e não ao 2o, ilegal – conforme corrigido acima, legal). Wagner confirma o gol e dá o reinício. É NÍTIDO que apitou a saída de bola, mas o pára na sequência e volta a consultar o VAR, anulando o tento.

A desculpa do juizão será: “Eu apitei pedindo para esperar a minha consulta à cabine, não para o reinício”.

Resta saber: a CBF convencerá o SPFC, por falta de datas, a desistir de pedir a anulação?

Lembrando ainda: independente do gol ser regular ou irregular, não poderia ser anulado da forma que foi, descumprindo a regra. O árbitro é da FIFA e sabe que não pode…

– Os 3 erros da Arbitragem reclamados em Corinthians 0x0 Grêmio: com ou sem razão?

Andrés Sanches disse nesse domingo que vetará o árbitro Caio Max Augusto Vieira dos próximos jogos do Corinthians, devido à sua atuação na Arena NeoQuímica. Provavelmente conseguirá, mas ainda me resta uma dúvida: ele não se licenciou do Timão?

Dito isso, vamos lá: Caio Max é potiguar, tem 38 anos de idade, é professor de Educação Física (por isso corre bastante dentro de campo, é uma virtude sua), e está na 9a temporada no quadro da CBF. Sempre tem oportunidades na série A do Brasileirão, e frequentemente recebe alguma reclamação de erro pontual em suas partidas. Por ter começado jovem, acreditava-se que o tempo iria melhorá-lo, mas mesmo com a sequência de escalas que está tendo neste ano, não evoluiu a contento, já que nos jogos que eu assisto dele, não vejo transmitir segurança aos atletas.

Em Itaquera, 3 discussões mais fortes:

1- Darlan (GRE) levou corretamente Cartão Amarelo por uma falta em Cantillo (SCCP) aos 16 minutos. Três minutos depois, acertou Otero (SCCP) por trás com a mesma intensidade. Era para aplicar o Segundo Amarelo e consequentemente expulsar o gremista, mas não o fez. Renato Gaúcho, espertamente, sacou o jogador antes que existisse um “arrependimento” mais tarde. Aqui, a impressão que eu tive é que faltou “peito” para o árbitro. Trocando em miúdos: amarelou, no jargão popular!

2- Marllon (SCCP) acertou Matheus Henrique (GRE) aos 26 minutos com uma solada frontal. É indiscutivelmente para Expulsão, só que Caio deu Amarelo. Ao ver o sangramento do jogador da equipe gaúcha, mudou para Cartão Vermelho. Acertou por linhas tortas! Mas ao ir ver novamente o lance via VAR, mostrou que tinha se perdido… teria uma 3a opinião ao buscar a imagem? Mudaria para Amarelo o que houvera mudado de Amarelo para Vermelho? Neste momento, perdeu o controle da partida por se mostrar vacilante.

3- Otero (SCCP), que já tinha Cartão Amarelo, atingiu Luiz Fernando (GRE) de maneira temerária, merecendo receber a segunda advertência e por conta disso ser expulso (como foi) aos 65 minutos. Tudo estaria em ordem se não fosse o fato da jogada ter sido precedida por uma falta de Orejuella (GRE) justamente em Otero! Aí não há como defender o acerto…

Enfim: Leonardo Gaciba, chefe dos árbitros da CBF, terá mais trabalho nesta semana que se inicia.

Corinthians x Grêmio: local, horário, escalação e transmissão

– O pênalti em São Paulo 3×0 Flamengo. Correto ou não?

A pressão do Mengão na CBF pela troca do árbitro, relatada dias atrás, quase surtiu efeito e atrapalhou o poder de decisão da arbitragem no jogo entre São Paulo 3×0 Flamengo pela Copa do Brasil? Relembre-a aqui: https://wp.me/p4RTuC-sd1.

Não sei. Mas a bola que bate na mão de Brenner e que virou pênalti pelo VAR é exemplo de movimento NATURAL e não deveria ter sido marcado. Não é o caso de intenção disfarçada, correr risco ou braço movimentado antinaturalmente. Considere, ainda, a rapidez da jogada que impossibilita que o atleta recolha o braço.

Para entender melhor a regra atual, clique aqui: https://wp.me/p4RTuC-nGJ.

Por fim: lamentáveis as imagens de aglomeração e imprudência em meio à pandemia vistas no Morumbi. Compartilho uma opinião no link em: https://professorrafaelporcari.com/2020/11/19/a-irresponsavel-aglomeracao-no-mundo-do-futebol-e-ai-torcedor-do-tricolor/

São Paulo x Flamengo: veja onde assistir, escalações, desfalques e arbitragem | copa do brasil | ge

– Os pênaltis não marcados em Corinthians 1×2 Atlético Mineiro e Botafogo 1×2 Red Bull Bragantino.

O pênalti cometido “por atropelamento” do goleiro Cleiton (RBB) em Kalou (BOT), no finalzinho do jogo (além de outros lances polêmicos) e o pênalti de Gil (SCCP) em Vargas (CAM), respectivamente na segunda e no sábado, não marcados pelos árbitros Rodolpho Toski Marques (PR – FIFA) e Rodrigo Dalonso Ferreira (SC), são lances que te deixam impressionados por serem indiscutíveis!

Eles têm algo em comum: são fáceis de se marcar. Provavelmente, os juízes desses jogos tiveram o chamado “branco”. Sabe aquela vacilada, desatenção ou traição da competência? Sempre digo: má fé, em jogo como esses e de meio de tabela, não existe. É falta de qualidade mesmo, e quando o árbitro chega em casa e vê a “cáca” que fez…

O duro é: são sempre os mesmos árbitros questionados, vacilantes e que têm eternas chances na carreira, chegando até mesmo à FIFA.

DETALHE IMPORTANTÍSSIMO: E o VAR, já que são lances de erros crassos, permitidos de interferência pelo protocolo?

– Mais uma visita de clube à CA-CBF. Aceitou pressão uma vez, permitiu o precedente!

Depois de ter aceito uma primeira vez a pressão dos clubes sobre os árbitros, a Comissão de Árbitros da CBF abriu um precedente perigoso: a qualquer dúvida ou erro real, os cartolas farão suas queixas visando compensações.

Você já viu a mesma volúpia dos dirigentes para reclamar de erros que levaram favorecimento para suas equipes?

A verdade é: os clubes pensam apenas no seu umbigo, não na melhora em geral da arbitragem.

Em: https://globoesporte.globo.com/google/amp/futebol/times/sao-paulo/noticia/noticias-spfc-sao-paulo-aciona-cbf-var-imagens-gol-fortaleza.ghtml

DIRETORIA DO SPFC ACIONA CBF E PEDE IMAGENS DO VAR EM PRIMEIRO GOL DO FORTALEZA

Tricolor vence jogo, mas reclama de lance que abriu o placar na Arena Castelão, neste sábado

Por Marcelo Hazan

A vitória por 3 a 2 sobre o Fortaleza na noite deste sábado, na Arena Castelão, não impediu a direção do São Paulo de protestar contra a arbitragem por causa da validação do primeiro gol do time cearense, marcado por David, que abriu o placar no primeiro tempo.

A diretoria do São Paulo pediu à CBF a apresentação das imagens utilizadas pelo VAR, que detectaram posição legal de David após um lançamento. Em campo, a marcação foi de impedimento. Depois da consulta ao vídeo, o gol acabou validado.

Depois da partida, dirigentes do São Paulo entraram em contato com a Comissão de Arbitragem da CBF para solicitar as imagens e tentar retirar qualquer desconfiança ou dúvida.

O jogo teve outras decisões tomadas com a ajuda do VAR: um gol anulado do Fortaleza, também de David, por falta no zagueiro Diego Costa, e a confirmação do segundo gol do São Paulo, de Luciano, após análise sobre um toque de mão.

O São Paulo já reclamou de lance semelhante em jogo contra o Atlético-MG, no primeiro turno do Brasileirão, no Mineirão, quando um gol de Luciano foi anulado por impedimento. O Tricolor chegou a pedir a anulação do jogo por um suposto erro de direito, mas não obteve sucesso.

Sportbuzz · Federação Paraibana afirma que fórmula do Brasileirão poderá sofrer mudanças; entenda!

– A punição para Gatito Fernandes, do Botafogo: terá que defender o VAR que o criticou?

O STJD puniu o goleiro botafoguense Gatito Fernandes por ter chutado o equipamento do VAR dias atrás. Mas a punição surgiu de um acordo com a defesa, resumindo-se basicamente em 3 jogos de suspensão, multa e… gravação de um vídeo defendendo o uso do VAR!

E aí, o que você acha desse vídeo? Sincero não será; mas servirá como algo educativo ou somente punitivo?

Extraído de: https://www.fogaonet.com/noticia-em-destaque/stjd-suspende-gatito-botafogo-tres-jogos-chute-var/

STJD SUSPENDE GATITO

A Procuradoria da Justiça Desportiva ofereceu Transação Disciplinar ao goleiro Gatito Fernandez, do Botafogo. Denunciado por chutar e danificar o equipamento do VAR em partida da Série A do Campeonato Brasileiro, o goleiro do Botafogo acolheu a oferta de Transação da Procuradoria e terá que cumprir três partidas de suspensão no Brasileirão, além de arcar com pouco mais de R$ 26 mil pelo ressarcimento à CBF pelos danos causados ao equipamento. A proposta de Transação Disciplinar foi homologada nesta sexta, dia 13 de novembro, pelo vice-presidente administrativo e auditor do Pleno, Felipe Bevilacqua.

Gatito foi denunciado pela Procuradoria por infração cometida na partida entre Botafogo e Internacional. Na partida o clube carioca teve dois gols anulados pelo árbitro de vídeo e, após o apito final, enquanto deixava o campo de jogo em direção ao vestiário, o goleiro Gatito Fernandez chutou e derrubou a cabine do VAR.

Além do fato ter sido narrado na súmula da partida, o relatório do jogo enviado ao STJD do Futebol relata que o equipamento foi danificado, além de apresentar fotos e informar o custo aproximado de USD 9.500 para importação de uma nova aparelhagem.

Pelos fatos narrados a Procuradoria denunciou o goleiro do Botafogo por infração ao artigo 219 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

Art. 219. Danificar praça de desportos, sede ou dependência de entidade de prática desportiva. PENA: suspensão de 30 a 180 dias, podendo ser cumulada com multa de R$ 100 a R$ 100 mil, além de indenização pelos danos causados, a ser fixada pelo órgão judicante competente.

O processo entrou em pauta para julgamento na Quarta Comissão Disciplinar no dia 10 de setembro, porém foi adiado após deferimento do pedido do clube para a realização de prova pericial. Antes da realização da perícia, a Procuradoria apresentou proposta de Transação nos seguintes termos:

– O atleta Gatito Fernandez deverá cumprir suspensão de três partidas consecutivas no Campeonato Brasileiro Série A/2020, como infração ao artigo 258 do CBJD.

– A partir da homologação, o atleta fará um vídeo se retratando.

– Gatito Fernandez pagará à CBF a quantia de R$ 26,6 mil para ressarcimento dos prejuízos causados ao equipamento do VAR, de forma que o Botafogo concorda em responder de forma solidária para pagamento da referida quantia. O pagamento será realizado em duas parcelas com vencimentos em 18/11 e 18/12.

Após a oferta da Procuradoria a transação foi aceita pelo Botafogo. Vice-presidente administrativo do STJD, o auditor Felipe Bevilacqua foi sorteado relator do processo e homologou a transação nesta sexta.

Fonte: Site do STJD

Gatito Fernández puede ser suspendido por 180 días en Brasil | Paraguayos  en el exterior, Gatito Fernández, Botafogo

– O pênalti de Atletico-GO 1×1 Corinthians

Lembram-se que falamos de reclamação preventiva de Andrés Sanches (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-s5w)? Parece que funcionou… explico:

Neste sábado, Gilvan (AGO), aos 9 minutos do 2o tempo, consegue evitar a jogada de ataque do adversário Fagner (SCCP) tocando na bola. Como consequência, há uma trombada que derruba o corintiano. O árbitro Jean Pierre “Vin Diesel” se equivoca e entende como pênalti, interpretando que foi primeiro no corpo e depois atinge a bola. Foi o contrário. Errou.

Você tocar na bola e simultaneamente o adversário é infração. O toque posterior no corpo depois da bola é causalidade da jogada, não ato infracional. Árbitro experiente como o gaúcho Jean Pierre, tendo o VAR para lhe auxiliar, não pode errar bisonhamente assim.

– Andrés Sanches repetirá o que fez há 15 anos?

Já falamos sobre os lances polêmicos de América 1×1 Corinthians (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-s4O), e também abordamos que os cartolas dos clubes só pensam no próprio umbigo, nunca em melhorar a arbitragem e a estrutura do futebol em geral (vide aqui também em: https://wp.me/p4RTuC-rZA).

Agora, leio que o presidente corintiano Andrés Sanches reclamará à CBF com Leonardo Gaciba, chefe dos Árbitros da entidade. E infelizmente, vimos que quando pressionado, Gaciba aceitou veto (relembre o caso da visita de Raí levando as queixas do São Paulo, em: https://wp.me/p4RTuC-rQS).

Há 15 anos, assisti o mesmo filme: Andrés era Diretor de Futebol na gestão de Alberto Dualib, e o Timão quase foi eliminado da Copa do Brasil de maneira vexatória naquela oportunidade pelo Cianorte-PR. Houve polêmica com a arbitragem naquele jogo (que não errou nenhum lance crasso), e Sanches foi pedir a cabeça de um dos árbitros assistentes ao Armando Marques.

O “Armandinho” (respeito quem gostava do seu Armando, mas vi ele mandando o PC de Oliveira “comer alfafa” e isso me deixou uma péssima impressão) deixou o bandeira 3 meses na geladeira! E o cartola justificou que “mesmo estando certo, uma reclamação de um time do porte do Corinthians tinha grande peso e o Dr Ricardo [Teixeira] queria que desse uma satisfação”.

Como a vida dá muitas voltas, Armando Marques caiu da CA-CBF, o jovem bandeira voltou às escalas e culminou sua carreira com uma Copa do Mundo.

Será que Gaciba procederá da mesma forma com os árbitros de 4a feira, ou o peso de Andrés Sanches é menor hoje?

Sobre a visita que fará, em: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/noticias-corinthians-presidente-andres-sanchez-pressao-arbitragem-cbf.ghtml

– Os pênaltis de América 1×1 Corinthians: marcações corretas ou não?

Assistir aos lances de futebol é sempre melhor do que ler relatos sobre eles, ok? Digo isso pois a impressão de que eu tinha, ao ler as críticas sobre o pênalti a favor do América Mineiro contra o Corinthians pela Copa do Brasil, eram de que o lance seria incrivelmente absurdo. E seria mesmo, se formos para o ano de 2014 para trás.

A regra da mão na bola mudou, se tornou injusta e complicada. Some-se a isso os erros de orientação dos dirigentes do apito brasileiro, que chegaram a criar quase que uma “regra de queimada”, onde “bateu, marcou”. A famosa Regra 12-B, de Brasil – uma jabuticaba nossa!

Vamos aos dois tiros penais:

1- Wagner Magalhães marcou convictamente e sustentou um tiro de meta ao América, após Davó ter sido tocado num carrinho. Pênalti claro onde o juiz foi traído pelo seu posicionamento dentro de campo. Acertou o VAR em chamar a atenção do árbitro e corrigir o erro.

2- O lance de Lucas Piton, quando a bola bate na sua mão: só é infração quando uma mão propositalmente é colocada na bola (intenção). Não existe imprudência neste tipo de infração, como nas demais infrações do jogo (é uma excepcionalidade do uso indevido dos braços e mãos na bola). Entretanto, há 6 anos, passou a valer a mão com intencionalidade disfarçada, o chamado “movimento anti-natural dos braços”. Ou seja: você não queria tocar diretamente a mão na bola, mas permite que ela toque em você deixando o membro exposto para que isso aconteça.

Trocando em miúdos: abre os braços e não o fecha a tempo de evitar um contato; pula na barreira com eles levantados numa forma não usual; age fisiologicamente de maneira não natural.

No caso reclamado ontem, repare que Piton está correndo com seu adversário e o braço esquerdo está em um movimento natural, mas o braço direito está solto, desengonçado, “pedindo” para que a bola bata nele. Perceba por uma das câmeras que a TV Globo mostrou que ele corre “torto”, com uma “asa direita” aberta, procurando a bola! É a chamada “intenção disfarçada”.

O fato dele estar de costas (nesta jogada especificamente) é irrelevante, pois foi uma bola longa, onde ele tinha noção de que ela ali chegaria. Seria absurdo se fosse um bate-rebate, no qual ele não tivesse noção da posição da bola (aí sim teria relevância o “estar de costas”). Portanto, apesar de ser uma marcação polêmica, não comum e impopular, acertou o árbitro.

Sobre a mudança da Regra, o histórico e a explicação didática, clique aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/

América-MG x Corinthians: acompanhe o placar do jogo AO VIVO

– Que não se aceite como “normal” a cultura da simulação.

A famosa “Lei de Gerson”, do “jeitinho brasileiro em querer levar vantagem acima de tudo”, é um dos grandes problemas da nossa sociedade. Deturpa ideários de cidadania e cria a falsa impressão que “ser o esperto” é saber transgredir.

No futebol, simular pênaltis é uma das coisas mais simbólicas de tudo o que foi escrito acima. Na Inglaterra, tal ato é vaiado pelos torcedores da própria equipe do simulador.

Neste meio de semana, no Atlético-GO 1×2 Internacional-RS, Janderson tentou cavar um pênalti e lamentou que o VAR descobriu que ele estava fazendo algo errado.

É um “Sincerão”?

Não. É um cara-de-pau.

Compartilho este texto, abaixo, de Rodrigo Mattos, que diz com perfeição o que eu penso sobre esses unfair-play.

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/rodrigo-mattos/2020/11/01/por-que-aceitamos-as-simulacoes-para-enganar-e-pressionar-arbitragem.htm

POR QUE ACEITAMOS COMO NORMAIS SIMULAÇOES PARA ENGANAR A ARBITRAGEM.

Em um lance de ataque do Atlético-GO, pela Copa do Brasil, o atacante Janderson entra na área, toca a bola para se livrar do goleiro do Internacional, Marcelo Lomba, e cai na área. O árbitro Marcelo de Lima Henrique marca pênalti para o time goiano. A revisão do lance no VAR mostra o que o telespectador já sabia: tratava-se de um teatro e não de uma falta. O pênalti é cancelado.

Ao final do jogo, Janderson deu uma entrevista ao “SporTV” em que admitia a simulação na área. “Ali, na hora, eu cavei. Infelizmente, ele olhou no VAR e não deu o pênalti”, disse o jogador. Foi classificado como sincero por alguns jornalistas, boa parte das pessoas riu do episódio.

Bom, no jogo, que é o que interessa, Janderson não foi sincero. Sem meias palavras, tentou enganar o árbitro Marcelo de Lima Henrique que foi salvo da sua incompetência pelo árbitro de vídeo. Sua simulação tinha, portanto, o objetivo de obter uma vantagem indevida no jogo, uma burla às regras.

No futebol inglês, esse tipo de conduta costuma ser criticado de forma dura como antiesportiva. É verdade que, na Copa de 2018, uma parte da mídia inglesa foi hipócrita ao criticar atletas de outras nacionalidades por simulação, especialmente Neymar, enquanto ignoravam as cometidas por seus atletas como Maguire. Mas há pelo menos uma cultura de se valorizar as condutas corretas.

No Brasil, essa discussão do que é certo fica perdida em meio a um vale tudo. Janderson está longe de ser um caso isolado. Jogadores, técnicos e dirigentes estão sempre forçando interpretações e protestando o máximo possível para tentar levar vantagem no campo de jogo.

Basta lembrar a mais recente gritaria contra a CBF por conta de lances do VAR que se espalhou por todos os times que disputam a ponta da tabela. Árbitros foram ofendidos por técnicos aos gritos em campo ou por dirigentes em corredores do vestiário. A confederação esteve reunida com dirigentes de boa parte dos clubes da Série A para dar explicações ou recebeu ofícios de protesto. (Não vou aqui citar clubes porque quase todos fazem e isso se transformaria em uma discussão clubista)

É claro que a arbitragem brasileira está longe da perfeição e comete muitos erros mesmo com VAR. Há, sim, protestos legítimos. Mas boa parte das reclamações é por lances no máximo discutíveis, algumas reações ocorrem quando o árbitro acerta com o uso da tecnologia. Nada que justifique os escândalos habituais. O protesto de hoje tem como objetivo, na realidade, obter uma arbitragem favorável amanhã.

Assim como no caso de Janderson, são cenas, simulações de indignação, para obter uma vantagem. É assim que o futebol brasileiro, dentro e fora de campo, transforma-se em uma grande peça teatral de comédia e o público faz o papel de bobo.

Janderson tenta cavar pênalti durante a partida entre Atlético-GO e Inter - Heber Gomes/AGIF

Imagem: Heber Gomes/AGIF

– Quem disse que para ser comentarista precisa ter sido excelente jogador ou árbitro?

Grandes craques ou insossos perebas determinam o sucesso ou fracasso no pós-carreira em decorrência do que já fizeram?

Digo isso pois vejo haters dizendo aos comentaristas:

  • “Jogou onde” para criticar esse atleta?
  • O cara nunca chutou uma bola, é jornalista, e quer criticar treinador? 
  • Apitava mal pra caramba e agora se mete a falar dos outros?

Fácil responder isso, é só perceber quem é melhor comentarista na TV: Caio Ribeiro ou Pelé? E quem foi melhor jogador?

Ou, se preferir, questione-se: Luxemburgo, Felipão, Telê Santana, Oswaldo Brandão… quais seus títulos como atletas e depois que encerraram a carreira quais são as conquistas como treinadores?

Sobre isso, acho interessante compartilhar esse texto, de 28/03/2014, publicado nesse mesmo blog, mas que permanece atual:

DE JOGADORES / ÁRBITROS A TREINADORES / INSTRUTORES

Mudar o ciclo de uma atividade é difícil. Nem todos conseguem se desapegar da rotina passada e tentam se adaptar às novas realidades da melhor maneira possível.

No futebol, essas mudanças de funções são, em alguns casos, traumáticas e frustrantes. Em outros, de maior glória do que na vida profissional inteira até então!

Veja o caso de ex-jogadores e ex-árbitros. Onde se inserirão no pós-carreira?

Seedorf anunciou há dias a aposentadoria como jogador e virou treinador no Milan. Ótima chance para um iniciante, que, sejamos justos, já esperava a oportunidade e se capacitava paralelamente a isso. Porém, dificilmente vemos ex-atletas começando por cima, e ele é mais uma das exceções, como Falcão e Dunga, que sem nunca terem trabalhado em clubes menores, foram para a Seleção Brasileira.

Grande é o número de atletas que não conseguem nem chegar às categorias de base como treinadores, tendo dificuldade de vingar no profissional. E isso independe da sua categoria como jogador. Será que Muller, Bebeto, Romário, Raí e até mesmo Pelé seriam grandes “professores” na área técnica a beira do gramado? Qualquer resposta seria mero “chute”. Beckenbauer e Cruyff foram magníficos dentro e fora de campo. Mas outros do mesmo nível não. Luxemburgo era reserva de Júnior, mas o primeiro foi muito mais vitorioso como treinador.

Portanto, ter sido craque ou cabeça de bagre com a bola no pé parece não ser tão decisivo para ser “o homem da prancheta”. Muitos conseguirão ensinar apenas os conceitos, outros farão o time jogar de fato. É por isso que existem os comentaristas esportivos, que podem ver o futebol à sua forma, conseguem passar tudo claramente aos torcedores mas que necessariamente não seriam grandes treinadores. E grandes treinadores que teriam uma dificuldade enorme em se fazer entender ao ouvinte.

Me recordo de 4 bons nomes que sugiram graças a uma filosofia (arriscada, mas que foi correta) de lançar treinadores por um clube: o Paulista de Jundiaí, que deu grande oportunidade ao Giba (que nasceu como treinador no Lousano Valinhos, parceiro do Galo Tricolor na época); depois vimos Zetti se sagrando vice-campeão estadual (perdendo do São Caetano de Muricy Ramalho); aí veio Vagner Mancini (que já dirigiu grandes equipes) e Wagner Lopes (sempre na ativa na série A1, atualmente no Botafogo-SP).

Por assumirem a responsabilidade em um clube que não era um dos grandes (de massa, como Corinthians e Flamengo), conseguiram trabalhar com pressão menor. Mas já imaginaram Marcos como treinador do Palmeiras ou Rogério Ceni do São Paulo? Aceitariam o risco de arranhar a imagem construída até hoje? Seriam treinadores de um clube só, como foram enquanto jogadores? E as vaias, para onde iriam? E, claro: a competência estará no mesmo nível?

Para mim, Seedorf é uma grande incógnita como treinador. Mas desejo sucesso, pois com o carisma e competência que tem, pode triunfar.

Entretanto, “ser sem carisma” é a rotina dos árbitros de futebol. No pós-carreira, farão o quê? Serão observadores de jogos das suas federações recebendo ajuda de custo a R$ 50,00, só pelo prazer de lá estarem? Ou conseguirão entrar no seleto clube de membros de comissões de arbitragem e instrutores? Poucas são as vagas como comentarista de arbitragem na mídia, e praticamente nulas as pretensões como “professores de regras” aos jogadores, contratados pelos clubes para melhor capacitar seus atletas.

Aqui, a comparação com os jogadores é idêntica: Dulcídio Wanderley Boschilla e Oscar Roberto Godoi foram excepcionais árbitros, mas seriam bons instrutores, com boa didática e jogo de cintura no trabalho junto aos cartolas das federações? Creio que não. Godói, entretanto, é ótimo no jornalismo esportivo, sendo claro, incisivo e objetivo. Encontrou-se! Enquanto isso, ex-árbitros como Roberto Perassi e Sílvia Regina (o primeiro comum em campo e a segunda competentíssima na categoria “feminino” – talvez a melhor árbitra da história do Brasil, mas razoável tecnicamente em jogos masculinos) são excelentes como instrutores. Sérgio Correa da Silva e Arthur Alves Júnior, também não-excepcionais como árbitros, enveredaram um caminho de sucesso como dirigentes sindicais (ao menos, figuram em vários cargos). Gaciba, Simon e Arnaldo são irrepreensíveis na TV, conseguindo essa transferência de competência agregando a didática.

Portanto, a relação de competência em uma função não necessariamente significa sucesso em outra. Um jogador mediano / árbitro comum pode ou não ser grande treinador / instrutor. E um jogador craque / árbitro excepcional pode ou não ter sucesso, mas com uma diferença: o comparativo com o que fazia antes de mudar a carreira será algo cruel. Será cobrado por tal! Sem contar com aqueles que não vieram necessariamente de dentro das 4 linhas: Carlos Alberto Parreira jogou onde? E é um dos treinadores mais respeitados do mundo. Mais: o Professor Gustavo Caetano Rogério, diretor da Escola de Árbitros da FPF por muitos anos, apitou onde? E foi talvez o maior nome da entidade.

Há os esforçados, como o Cel Marcos Marinho, atual presidente da CEAF-FPF, que assumiu o cargo sendo Major encarregado da luta contra as torcidas organizadas, e que apesar de muito estudar as regras, ainda leva a desconfiança do domínio das mesmas. Teria ele experiência para ensinar posicionamento ou dinâmica de arbitragem aos árbitros?

E pensar que, Armando Marques, velho de guerra, que um dia errou a contagem de pênaltis na decisão entre Santos x Portuguesa numa decisão de título paulista, por anos a fio presidiu a Comissão de Árbitros da CBF e conduziu a arbitragem brasileira ao desrespeito de muitos…

Por fim: o treinador de futebol ou o instrutor de arbitragem deve, independente do seu histórico como ex-jogador ou ex-árbitro, ter uma tríade de virtudes:

  1. – o conhecimento técnico (ter estudado),
  2. – a prática (ter vivenciado as dificuldades) e
  3. – a vocação (o dom entusiasta para exercer a atividade).

Claro, com uma boa oportunidade de sorte para mostrar o seu talento.

E você, o que pensa sobre isso? Grandes craques ou insossos perebas determinam o sucesso no pós-carreira (ou não) em decorrência do que já fizeram?

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arbitro gordo

– Por quê Gustavo Scarpa não foi expulso em Atlético-GO 0x3 Palmeiras?

Que “pipocada” do árbitro Sávio Pereira Sampaio em Goiás, não?

Aos 42 minutos do 2o tempo, Gustavo Scarpa (SEP) pisa na perna de Natanael (ATL). Em lances assim, não tem muito o que fazer, é jogo brusco grave, força excessiva para disputar a bola e deve ser punido com Cartão Vermelho.

Porém, mesmo chamado pelo VAR Wagner Reway para rever a jogada, o juizão manteve o Cartão Amarelo. Aí você imagina duas situações: incompetência ou medo de expulsar jogador de time grande (já que Leonardo Gaciba, chefe da arbitragem na CBF, andou aceitando vetos por reclamações dias atrás).

Triste futebol brasileiro, que não é competente nem independente.

Sportbuzz · Atlético-GO x Palmeiras: onde assistir e prováveis escalações

– A discussão inteligente do ineditismo de um Erro de Direito por conta do VAR: sobre os pedidos de anulações de partidas do Grêmio e do São Paulo:

Quando surgiu a escala para o jogo São Paulo x Grêmio pelo Brasileirão, após a declaração do chefe dos árbitros Leonardo Gaciba (dizendo que o Tricolor do Morumbi foi prejudicado) e a visita da diretoria do São Paulo à sede da CBF, ficou bem claro: a cedida de pressão do cartola do apito traria problemas futuros. Abordamos a escolha equivocada do árbitro e o veto do jogo em questão no link em: https://wp.me/p4RTuC-rQS

Depois da partida, infelizmente houve a concretização da previsão: erros e reclamações, também abordadas oportunamente no link em: https://wp.me/p4RTuC-rRU.

Agora, repercute a informação de dois pedidos de anulação de jogos: o Grêmio quer anular o jogo contra o São Paulo e o São Paulo quer anular a partida contra o Atlético Mineiro. E fica no ar a dúvida: eles têm chances de sucesso em seus pedidos?

Vamos lá:

  1. O Grêmio não tem nenhum Erro de Direito (o erro de desconhecimento da Regra do Jogo onde há cumprimento errado de uma decisão – que pode anular uma partida) para pedir o cancelamento do confronto. Ocorreram Erros de Fato (de interpretação equivocada da arbitragem – que não permitem anulação do jogo). O que o Tricolor Gaúcho pode alegar é que houve assédio moral sobre os árbitros para que ocorresse um “erro compensatório” (é o que um advogado experiente faria).
  2. O São Paulo quer anular o jogo contra o Atlético Mineiro (mesmo com o prazo estourado para reclamar um Erro de Direito) devido à confissão de Gaciba, de que houve erro na Linha Eletrônica delimitada pelo árbitro de vídeo. Mas caberia uma inédita anulação (afinal, até hoje ninguém abordou Erro de Direito sobre VAR!)?

Entendamos: 

1- Se eu marco um escanteio e, como estou nos acréscimos, resolvo encerrar uma partida sem que ocorra a cobrança, eu posso pois a Regra me permite. Mas se isso acontecer num pênalti e tomo a mesma decisão, não posso pois existe um detalhe da Regra que não permite encerramento antes do tiro penal ser cobrado. Ou seja: eu desconhecia essa nuance da Regra e cometi um Erro de Direito. O jogo poderá ser anulado se o prejudicado reclamar (salvo engano, existe um prazo de 48 horas).

2- Se eu marco um impedimento, eu sei que devo ver a posição da bola na hora do lançamento e do atleta que irá recebê-la, e se há dois jogadores adversários entre ela e a linha de fundo (pelo menos, em mesma linha). Sei que não posso considerar a mão do atacante, pois não é uma parte jogável. Sei que se ela esbarrar num defensor em disputa o impedimento deixa de existir. Sei, enfim, de vários detalhes! Se eu for o bandeira e errar a marcação, será por “erro de fato”, já que posso estar em velocidade e não no melhor posicionamento para visualizar isso. PORÉM, se eu for o VAR e tracejar errado a linha de impedimento pelo recurso eletrônico, o meu Erro é de Direito (pois operei com falha o equipamento e desconhecia como fazê-lo com correção) ou é Erro de Fato (pela paralisação da imagem, eu fui traído pelo “Frame”)?

Uma ótima discussão para a International Board responder! O São Paulo poderia alegar Erro de Direito ou não?

Algo indiscutível: há de se melhorar a qualidade do árbitro de vídeo… memes, como o abaixo, proliferam cada vez mais:

memes copa russia 2018 var - Suricato Digital