– Há 7 anos, o que ficou e o que vejo da carreira de árbitro?

Encerrei exatamente há 7 anos minha carreira de árbitro de futebol. Foram mais de 700 partidas trabalhadas, em diversas divisões e funções.

Eu gostaria de estar em atividade?

Claro, creio que não só eu, mas muitos aposentados do apito, que ainda apitam suas partidas em seu íntimo nos seus sonhos. Vestem o uniforme e se transformam dentro dos gramados que imaginam.

Mas, definitivamente, acabou. Termina para sempre quando perde a motivação, e o desejo de voltar sucumbe à realidade. A saudade de estar em campo é enorme. A disposição em obedecer aos dirigentes burocráticos (e muitos, soberbos e irônicos) é nula.

Quanto tempo não há renovação dos cartolas? Maior do que o da renovação dos árbitros…

A distância entre o prazer da arbitragem é abissal em relação às humilhações que se têm que fazer e viver nas comissões de árbitros. Reuniões enfadonhas, falta de meritocracia, sacerdócio que se doa em vão. Contraste absurdo da paixão de apitar uma partida de futebol em meio a um segmento cada vez mais restrito a “donos de cargos”, onde a vida sindical se mistura ao ofício de dirigentes patronais. Questionar a quem e contra quem?

Enfim, vida que segue e família que se curte (coisa que não se consegue enquanto árbitro, que não é mais o conhecedor das regras do futebol, mas o atleta que deve somente correr, correr e correr dentro de campo, acatando orientações de “bola na mão que viram mão na bola”).

Hoje, mato a saudade do meio em que vivi falando de futebol e arbitragem na TV, no rádio, no jornal e na internet. E assim sou feliz!

Uma singela constatação: se a carreira de árbitro fosse mais justa, mais competentes os nomes seriam, menos árbitros de potencial teriam que encerrar suas trajetórias e trocaríamos a exigência física pela técnica. Aliás, como exigir algo, se os dirigentes não querem o profissionalismo verdadeiro, transformando a causa em discursos demagogos?

Férias, INSS, 13o e plano de saúde ao árbitro… Tudo ilusão e são causas que não estão na pauta dos Sindicatos! Afinal, quem quer brigar com a CBF e suas Federações aliadas?

O INAMPS (ou a Unimed, a Amil e tantos outros planos de saúde) estão aí para os árbitros lesionados…
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– O VAR estará no Mundial da Rússia

Uma boa notícia para quem gosta de tecnologia a favor da legitimação dos placares no futebol: o árbitro de vídeo estará na principal competição do planeta, a Copa do Mundo.

Em 2018, na Rússia, o Video Arbitro Referee (VAR) será implantado. Ótima ideia, desde que bem treinada e passada aos árbitros mais gabaritados (sem a geopolítica discutível de escolha dos juízes da FIFA).

Gianni Infantino, o presidente da entidade que está participando de um congresso da Conmebol no Chile, declarou que:

Não é possível que em pleno ano de 2017, todo mundo que está no estádio ou em casa consiga saber do erro do árbitro durante a partida e o único a não saber disso é o próprio árbitro. Não pode ser mais assim, isso não é justo“.

E pensar que aqui ouvimos o blábláblá do árbitro de vídeo que a CBF divulgou que ocorreria em Maio de 2016, depois em Agosto, Setembro, Novembro, série B… como sempre, uma grande mentira! Aliás, criaram até um cargo específico para um ex-presidente de Comissão de Arbitragem, lembram?

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem da 1a Partida Final entre Ponte Preta x Corinthians

Raphael Claus apitará o 1o jogo da final do Paulistão 2017. Ambas equipes foram favorecidas involuntariamente por erros de arbitragem do bom árbitro da FIFA neste campeonato: o Corinthians venceu o São Bento em Sorocaba com um pênalti inexistente em Jô na 1a rodada, e a Ponte Preta não teve um penal marcado contra ela no lance de Fernando Bob em Jean no Allianz Parque no sábado passado.

Isso quer dizer alguma coisa? Em tese, nada, a não ser que são erros de interpretação – no 1o jogo citado mais rigoroso e no 2o menos atento.

Claus surgiu como um fenômeno em jogos grandes quando foi perfeito em uma semifinal entre São Paulo x Santos no Morumbi, e daí por diante teve uma boa sequência em clássicos. Uma queixa de muitas pessoas a ele é que em partidas de menor visibilidade e/ou importância, dava uma “relaxada”.

Desde que entrou no quadro da FIFA, vem se aprimorando e apitando jogos de grande dificuldade. Alguns têm a impressão de arrogância dele (que é falsa, o conheço bem). É um estilo de mostrar autoridade, que não chega a ser debochado mas às vezes transforma em um ar de superioridade exagerado (talvez como tinha Guilherme Ceretta de Lima ou Rodrigo Martins Cintra, árbitros jovens e que encerram a carreira).

Desejo boa sorte ao amigo e grande arbitragem ao quarteto. Torço para que os erros pontuais (quem é torcedor luso vai cobrar a inclusão do lance de Guarani x Portuguesa, e com razão) tenham sido apenas de desatenção e que para o bem do espetáculo não sejam representativos de má fase.

Pensam que árbitros não vivem de ciclos como os jogadores também? Vide Sandro Meira Ricci e seu inferno astral desde o último Mundial…

Em tempo: e esta história do Clayson, da Ponte Preta, estar sendo negociado com o Corinthians? Tudo bem que é muito bom jogador, mas que não o façam um novo Rui Rei. E quando “dei um Google” para puxar a foto do Rui Rei no fatídico jogo de 1977, eis que aparece o Dulcídio entre esses craques na foto ilustrativa.

Quem seria o Dulcídio da arbitragem hoje? Não vejo ninguém como o saudoso Alemão, que foi “vendido” sem saber. A propósito: isso acontece hoje ainda?

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– O desvio de Pratto no gol de Jô em Corinthians 1×0 São Paulo

Muita reclamação por parte dos sãopaulinos a respeito do gol confirmado de Jô, estando em posição de impedimento. Procede a chiadeira ou não?

Paulo César de Oliveira, na TV Globo, disse que foi legal pelo desvio da nova orientação. Discordo (embora o lance seja bem discutível).

Para mim, erro do bandeira Alex Ang Ribeiro (se é que ele viu o desvio), corroborado pelo árbitro Flávio Rodrigues de Souza (que não tem culpa pela posição). Explico: a bola é cruzada por Jadson, Lucas Pratto pula para o cabeceio e ela cai nos pés de Jô, que estava a frente, em posição de impedimento, no nascedouro da jogada.

Impedimento ativoDesvio de bola não tira impedimento (há raríssimas exceções da regra). O toque do adversário da forma como foi não é um novo lance, nem uma nova jogada criada. A bola foi lançada para o ataque por um corinthiano, visando os jogadores companheiros de frente. Se um sãopaulino a toca ou não, é irrelevante nesse caso.

Alguns entendem que o fato do de Pratto ter ido disputar a bola e a tocado, possibilitou uma nova jogada – e sendo assim, seria um toque de bola da defesa para o adversário, situação na qual não existe o impedimento (como uma bola recuada erroneamente ao adversário, por exemplo). Respeito quem pensa assim, mas discordo. Não foi um domínio de bola tocado para trás, foi um desvio acidental que de nada modificou a condição de impedimento (já que o jogador do Corinthians lança a bola para o ataque do seu time, não para a zaga do São Paulo).

Há também quem possa ainda interpretar como a nova orientação do começo desta década: uma bola que é desviada pela zaga e que caia nos pés de um jogador em impedimento mas que não estava na jogada e que nem tinha a pretensão de recebê-la, não é mais impedimento (por exemplo, um chute para o gol, a bola bate num defensor e sobra para um atacante sozinho, em posição de impedimento, próximo ao mastro de escanteio) Não foi o caso também.

Por fim, existe uma recente orientação de que se um jogador faça movimento de disputar a bola e a toca, esse desvio tiraria o impedimento. Ora, isso acontece quando ocorrer uma “rosca”, um desvio por ação voluntária que caia para outro jogador. Involuntariamente se tocado, não tira o impedimento, pois isso mudaria totalmente a regra 11 do futebol. Passaríamos a dizer que agora deve-se chutar a bola no adversário que o impedimento sumiu. E Pratto não obteve sucesso na disputa, apesar do toque. Assim, Jô continuou em impedimento, foi irrelevante o resvalão.

E você, o que achou? Deixe seu comentário:

Assista o lance em: http://globoesporte.globo.com/sp/futebol/campeonato-paulista/jogo/23-04-2017/corinthians-sao-paulo/#video-id=5821112

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– O Robozinho vai avaliar os árbitros da CBF?

Taí uma daquelas coisas que a CBF adora inventar: criar factoides para divulgar à imprensa (como o árbitro de vídeo proposto em maio de 2016, depois em agosto, outubro, novembro… e até agora nada). Ou o mecanismo de leitura facial israelense para o combate da violência de torcedores briguentos na FPF, que só ficou no anúncio.

Pois bem: leio no Diário Lance! que o Coronel Marinho anunciou uma novidade (Edição 23/04/17, pg 03, por Fábio Suzuki e Igor Siqueira). Será o “Radar”, um software para análise de desempenho dos árbitros.

O detalhe é: a função dos observadores e analistas de arbitragem será minimizada pelo sistema eletrônico, que, segundo o próprio Coronel Marinho:

“A nota [do árbitro] não será dada por ninguém. O SISTEMA VAI DAR. Fizemos uma calibragem, uma mensuração. Fizemos estudos e vamos colocar no sistema (…). O sistema vai gerar pontuações individuais e por equipe. Cada árbitro terá sua nota e outra da equipe [do quarteto todo]. Eu não posso alterar nada.”

E quando o lance polêmico for interpretativo: pênalti ou simulação? Bola na mão ou mão na bola? Vantagem aplicada ou perdida?

Farei de conta que acreditarei da mesma forma quando iludidamente eu e outros árbitros acreditaram no Ranking dos Árbitros da FPF, onde existiam notas e os árbitros também receberiam pontuação, formando um campeonato de acesso e rebaixamento. Me recordo quantas notas contestadas, a criação da posição 35B (quem viveu essa época sabe o que é essa posição), o descenso de árbitros de altíssima categoria inexplicavelmente (por exemplo: a injusta queda de muitíssimas posições do excelente Marcelo Rogério), a ascensão de árbitros prata para ouro ANTES das provas finais teóricas (e um “metidão” deu até entrevista ao jornal confirmando sua subida…).

Por tudo isso, fico imaginando um robozinho dando nota, e quando o cartola do clube chegar a Del Nero pedindo a cabeça de um árbitro, ouvir o mesmo blábláblá de que não existe veto a ninguém, garantir a escala ao juiz e na hora H… pimba! Ficar de fora, indo para a geladeira veladamente.

Putz, recordei-me: acho que o mesmo Marco Polo Del Nero era o presidente da FPF quando garantiu-se a escala de Rodrigo Bragheto na final do Paulistão por parte do mesmo Coronel Marinho e depois o suspenderam. Curioso que são os mesmos nomes na CBF.

Em tempo: monitorar desempenho de jogador com tais softwares é louvável. Mas analisar lances interpretativos de árbitros, aí é conversa mole.

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– Palmeiras 1×0 Ponte Preta. Pênalti ou não em Jean? Mudaria algo?

Um lance polêmico no jogo entre o Porco e a Macaca no Allianz Parque: Fernando Bob tenta interceptar Jean que entra na área; com sua perna-esquerda, o marcador pontepretano toca com o bico da chuteira levemente na bola. Isso faria com que não fosse pênalti, e sim jogada limpa?

Errado. Ele toca a bola e ao mesmo tempo faz o calço no pé esquerdo do palmeirense. Portanto: pegou bola e adversário na mesma jogada, e isso é pênalti, não marcado por Raphael Claus. A pergunta é: mudaria algo?

Assista o lance em: http://globoesporte.globo.com/tempo-real/videos/v/fernando-bob-da-ponte-preta-da-carrinho-em-jean-do-palmeiras-que-pede-penalti/5820426/

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Taboão da Serra, Rodada 19 da A3

Partida só para cumprir tabela, já que o Galo está rebaixado para a 4a divisão estadual. Assim, o jovem José Araújo Ribeiro Jr, 29 anos de idade, terá a oportunidade de apitar o 5o jogo profissional de sua vida (até hoje, apitou só 2 jogos da Série B e 2 da A3). Um ilustre desconhecido, que deve estar feliz por ter sido escalado para apitar um jogo desta categoria. Desejo boa sorte ao iniciante, que assim como eu, muitos não o conhecem.

Paulo Sérgio Modesto e Orlando Coelho Jr serão os bandeiras. Paulo Nogueira Pinho será o 4o árbitro.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Taboão da Serra pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa André Luís Lucas. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Palmeiras 3×2 Peñarol e Zambranno

Não assisti ao jogo Palmeiras x Peñarol. Mas leio que torcedores palmeirenses se queixam da expulsão de Dudu. Torcedores de outros times dizem que o jogo só acabaria quando saísse o gol (e saiu aos 54m). Ou seja: todos reclamaram do árbitro Ruddy Zambranno, que determinou 8 de acréscimo e o jogo acabou com 9. Aliás, se achou necessário acrescentar mais 1 minuto, por que não o fez publicamente? Sem dizer que ouço reclamações de que foi tolerante ao anti-jogo.

Detalhe: o juiz equatoriano de ontem (da escola ruim de árbitros como Bryan Moreno e Carlos Vera) foi o mesmo de Cesar Vallejo x São Paulo (que foi bem fraquinho naquela oportunidade). Já ouvi uma crítica dele de que era “auto-suficiente”, individualista demais sem aceitar cooperação dos bandeiras. E leio uma declaração do treinador do Nacional de Quito sobre ele:

“ – Trata los partidos de manera dictatorial y hitleriana”.

Não precisa de tradução!

OPS: hoje, 13/04, é dia do HINO NACIONAL. E na hora do Hino ontem… Não era melhor não existir a lei de execução em eventos esportivos?

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– Os 4 lances polêmicos de Santos 1(4) x (5)0 Ponte Preta

Rafael Félix Gomes da Silva foi o árbitro escalado para o importante jogo entre o Peixe v Macaca nesta última 2a feira, e foi muito mal, perdendo a autoridade e errando técnica e disciplinarmente no jogo.

Tenho acompanhado a carreira desse professor de Educação Física de 33 anos e apenas 10 de carreira. Ele foi o árbitro da final da Copa São Paulo entre Corinthians x Flamengo no Pacaembu em 2016, com razoável atuação. No mesmo ano, estreou na série A1 em partidas de média dificuldade, passando despercebido. Quando o jogo aperta, ele se enrola; mas quando o jogo fica fácil, ele “vai bem”.

Só que Santos x Ponte Preta é um jogo de grande dificuldade, e o juiz foi mal escalado, digo, mal sorteado para esse confronto. Dentro da história de “renovar forçadamente” a arbitragem, árbitros são jogados ao campo e queimados quando vão mal, parecendo ser descartáveis. Os cartolas do apito não; estes. continuam sempre firmes em seus cargos.

Neste ano, dois jogos que acompanhei atentamente desse juiz: uma boa arbitragem de Rafael Félix pela Copa São Paulo 2017 em Paulista x São Carlos (vide em: http://wp.me/p55Mu0-1hS) e uma má arbitragem em Santos x Red Bull pela A1 (vide em: http://wp.me/p55Mu0-1kZ).

Enfim, o árbitro sentiu a pressão e se perdeu neste último jogo das 4as de final do Campeonato Paulista. Vamos lá:

OS 4 LANCES:

1) Aos 40 minutos, Bruno Henrique (SFC) foi empurrado infantilmente com as duas mãos e é desiquilibrado por Lucca (AAPP) dentro da área. Pênalti, mas ele não marcou. Errou. Vide aqui: http://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/campeonato-paulista/jogo/10-04-2017/santos-ponte-preta/#video-id=5791856

2) Aos 41m, Lucas Lima (SFC) entra “rasgando” o próprio Lucca (AAPP) com um carrinho. O árbitro ameaça aplicar o cartão amarelo, chega a colocar a mão no bolso e se arrepende. Errou de novo.

3) Aos 43 minutos, Claysson (AAPP) atingiu a bola e a perna de Lucas Veríssimo (SFC). Da forma como ele entrou, é cartão amarelo, e já possuidor de um (levou aos 38m também por ação temerária) deveria ser expulso e não foi. Errou de novo.

4) Aos 71 minutos, palmas para Marcelo Van Gassen, bandeira número 1, que atento anulou o gol em impedimento de Yago (AAPP). Acertou. Vide em: http://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/campeonato-paulista/jogo/10-04-2017/santos-ponte-preta/#video-id=5791918

A pergunta é: como em um campeonato de 3 meses um árbitro é escalado em jogo tão importante em apenas seu segundo ano de atuação na A1 (ou se preferir, seu 6o mês somente na competição)? Está errado. Tudo errado mesmo.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Grêmio Osasco x Paulista

Paulo Sérgio dos Santos, árbitro frequente na série A3, há 13 anos apitando na FPF, apita GEO x Paulista nesta rodada 18.

Experiente árbitro, porém não é da elite. Bem calmo dentro de campo, aplica poucos cartões e aceita que os jogadores conversem com ele. Não costuma aplicar a lei da vantagem.

Edislânio Nunes Bernardo e Leandro Alves de Souza serão os bandeiras. Pietro Dimitrof Stefanelli será o 4o árbitro.

A crítica é: por quê em alguns importantes jogos e que interessam o Paulista, como Comercial x Atibaia, estão árbitros da série A1 e no José Liberati não?

A resposta é clara: falta de força nos bastidores. Quanto maior gabaritado o árbitro, menor é a pressão do time mandante. No começo do campeonato, quando o Paulista já era considerado favorito até mesmo antes do início, os árbitros eram de maior peso…

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– Os bilhetinhos de Rogério Ceni. Pode ou não?

No jogo do São Paulo contra o Defensa y Justicia, no Estádio do Lanús, na Argentina, o treinador Rogério Ceni passou orientações ao seu time através de bilhetes.

Isso pode ou não pode?

Do jeito que foi feito, SIM!

Explico com a mesma postagem que escrevi quando Juan Carlos Osório chegou ao Brasil. Abaixo:

OSÓRIO E OS SEUS BILHETES. PERMITIDOS OU NÃO?

Juan Carlos Osório, colombiano, é o novo treinador do São Paulo FC. Respeitado por ser um estudioso, costuma ser flagrado anotando e passando informações aos seus jogadores em bilhetinhos do seu caderno de rascunhos.

E aí está algo curioso que os árbitros não poderão questionar: a comunicação escrita de informações advindas internamente ao campo de jogo e área técnica!

Aliás, a questão sobre “como jogador e treinador se comunicam” tem sido discutida há algum tempo: tudo começou com Vanderlei Luxemburgo, então treinador do Corinthians, na final do Campeonato Paulista de 2001: Corinthians x Santos jogaram e descobriu-se que Luxemburgo orientava o meia Ricardinho através de um ponto eletrônico escondido em seu ouvido. Era permitido ou proibido?

Ninguém sabia se podia, pois a Regra nada dizia. Dias depois, em uma reunião da International Board (o Organismo que é “dono” das Regras do Futebol) determinou-se que seria proibida a comunicação eletrônica entre treinador e jogadores durante a partida.

Recentemente, passou a ser fato comum a comunicação via celular entre treinadores e seus assistentes. O próprio Luxemburgo, certa feita, assistia o 1o tempo das partidas nas arquibancadas, conversava com seu assistente via rádio e depois dirigia a equipe no 2o tempo no banco de reservas.

Após os estudos de uma equipe de força-tarefa da FIFA em 2011 (grupo formado por ex-atletas e estudiosos do futebol, que visa trazer sugestões), reforçou-se textualmente com a redação da orientação na Regra 4 (Equipamento dos Jogadores):

Os árbitros proibirão o uso de radiocomunicação entre jogadores e o corpo técnico”.

Mas aí veio uma nova modificação. Para 2013/2014, houve alteração do mesmo texto:

Os árbitros proibirão o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre os jogadores e/ou o corpo técnico”.

Aqui a alteração é mais profunda: a comunicação eletrônica por celulares ou rádios era proibida (portanto, a comunicação FALADA), mas nada impedia que a comunicação fosse REDIGIDA através de outro equipamento eletrônico “não sonoro” exceto os citados, como, por exemplo, via tablets ou notebooks. Onde estaria a proibição de que um treinador não poderia se comunicar com os atletas mostrando imagens e informações em um iPad com estatísticas em tempo real? Ou com informações de fora via email?

Agora, a proibição é EXTENSIVA A QUALQUER SISTEMA ELETRÔNICO DE COMUNICAÇÃO e não mais somente entre jogadores e treinadores, mas AMPLIADA ENTRE OS PRÓPRIOS INTEGRANTES DA COMISSÃO TÉCNICA. E um grande exemplo disso: José Mourinho costumava receber informações estatísticas on-line das partidas de seu assistente técnico via tablet, e as repassava através de bilhetinhos escritos a mão para seus jogadores. Isso (informação de fora), agora, não pode! Mas se o treinador quiser passar suas instruções por escrito em uma tecnologia rudimentar, como papel, somente com suas impressões pessoais, PODE!

Na sua última circular antes do início do Paulistão 2014, a FPF reforçou esse lembrete no capítulo 20 das suas orientações:

É PROIBIDO o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre jogadores e/ou comissão técnica. Exemplo: treinador para assistente fora do campo, conforme alt Regra 4, pg 29 do Livro de Regras.[Lembro que não é só fora do campo, mas dentro também].

Sendo assim, fique tranquilo, Osório! Se alguém te expulsar por dar um bilhetinho das informações que você colheu das suas próprias observações de jogo (portanto, sem informação externa ou por meio eletrônico falado ou ilustrativo), será abuso de autoridade

Já imaginaram a Comissão de Árbitros baixar uma norma contra isso? Seria totalmente tupiniquim!!!

Eu, particularmente, acho um retrocesso proibir a comunicação externa. Se o clube tem uma equipe técnica profissional e que se atenta a detalhes do jogo para ajudar o treinador, isso deveria ser uma evolução bem vinda ao futebol. Porém, entendo também o que os legisladores da Regra pretendem: se um árbitro não tem um celular para ligar a alguém com imagens e perguntar se foi pênalti ou não, seria desproporcional que treinadores tivessem essa informação privilegiada.

Resta aos mais espertos utilizarem alternativas. Imaginaram bolinhas de papel voando das arquibancadas com informação ao banco? E nas arenas européias, onde torcedores e comissões técnicas estão próximas: que tal a comunicação boca-a-boca, onde um torcedor assiste o jogo em tempo real via Web em som alto e “sem querer” o treinador escuta?

Alternativas criativas devem surgir! Ou você acha que não?

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×2 Comercial

Boa arbitragem de Anderson Faustino Cordeiro, com algumas coisas a corrigir.

O árbitro correu bastante, esteve sempre bem posicionado nas jogadas e vibrou muito. Nas quase 40 faltas da partida (PAU 14 x 24 COM), uma ou outra marcada equivocadamente.

Disciplinar e tecnicamente: foi bem, numa partida nervosa mas sem lances polêmicos. Em cartões amarelos: PAU 2×4 COM.

A recomendação: ser menos espalhafatoso! A postura precisa ser corrigida, pois muitas vezes é teatral. Parece propositalmente imitar Heber Roberto Lopes com trejeitos exagerados, e isso não é legal. Às vezes, o rigor que quer demonstrar fica falso, o que é perigoso numa partida de futebol.

Uma última observação: no final da partida, com os nervos dos atletas à flor da pele, mandou repetir a cobrança de um tiro livre indireto por 3 vezes (todas com pouca diferença do local do impedimento marcado. Na 4a cobrança ele consentiu (e ela estava no mesmo lugar do que das outras vezes…).

Fausto Augusto Viana Moretti e Fernando Afonso Gonçalves de Melo foram muito bem como assistentes, sempre atentos ao jogo. O 4o árbitro Wander Escardine teve trabalho, coibindo os excessos do treinador Luciano Dias no banco e estando sempre ligado no jogo ao mesmo tempo.

Público 548 pagantes.

Renda Bruta: R$ 7.460,00+

Renda Líquida: R$ 2.313,17-

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Paulista x Comercial

Anderson Faustino Cordeiro, 35 anos de idade, 6 de carreira, 3o ano na série A3, apitará seu 9o jogo desta divisão na temporada no Jayme Cintra nesta 4a feira. É considerado destaque pela FPF (o último com esse mesmo “cartaz”, Flávio Ribeiro Mineiro, foi mal em Jundiaí). Não o conheço, mas espero que vá bem e surpreenda positivamente.

Fausto Augusto Viana Moretti, 33 anos e Fernando Afonso Gonçalves de Melo, 36, serão os bandeiras. Ambos bem experientes nessas divisões

Wander Escardine, 40 anos, com muito mais experiência na carreira muitos jogos apitados na divisão, será o 4o árbitro.

Desejo ao quarteto uma boa arbitragem e grande jogo para as equipes.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Comercial pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica André Luís Lucas. Quarta-feira, às 19h30 – mas fique com a melhor informação do Time Forte do Esporte desde às 18h00 com o Show de Bola!

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– A burra expulsão de Roger Guedes

O Palmeiras é um dos times mais caros do Brasil. Investiu milhões de dólares, é o Campeão Brasileiro e um dos favoritos para a Taça Libertadores da América. Porém… custa gastar um pouco mais para ter um instrutor de arbitragem em seu corpo técnico?

Me impressiona que o jogador de futebol desconheça as regras do seu ofício que é o seu próprio ganha-pão. Em Novo Horizonte, na partida Novorizontino 1×3 Palmeiras, sabendo que já tinha cartão amarelo, Roger Guedes (após fazer um gol) foi comemorar junto à torcida pulando no alambrado “a lá Neto nos anos 90”. O árbitro Luiz Flávio de Oliveira não havia observado e foi avisado pelo bandeira Emerson Augusto de Carvalho; na sequência, aplicou-lhe o segundo cartão amarelo e consequentemente o vermelho.

Após a partida, uma grita geral sobre a Expulsão. Ora, há quanto tempo isso existe? O jogador profissional não sabe?

A queixa é de que a Regra é rigorosa com tal situação (isso é uma outra história a se discutir). Mas sabedor que ela existe, por quê o jogador insiste em descumpri-la? O atleta cavou sua expulsão pelo ímpeto e ainda prejudicou sua equipe.

Veja o vídeo em: http://globoesporte.globo.com/sp/sorocaba/futebol/campeonato-paulista/jogo/02-04-2017/novorizontino-palmeiras/#video-id=5772260

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– A Expulsão de Fred foi justa?

Excelente decisão do árbitro Igor Júnio Bevenuto (já criticado neste espaço em atuações ruins) ao expulsar Fred (ATL) por agressão a Manoel (CRU), no clássico Mineiro.

Entenda: Fred sobre para tentar cabecear uma bola alçada à área após cobrança de falta e justifica que o braço está aberto para ganhar impulso. Não é isso, o árbitro (bem posicionado) vê a cotovelada desferida propositalmente (Fred atinge de propósito, não é movimento de impulsão) e imediatamente o expulsa. O atacante, sabedor que está errado, fica no chão para tentar ludibriar o juiz.

Parabéns pela prontidão na aplicação do cartão vermelho!

Veja o lance em: https://www.youtube.com/watch?v=_jeO-eubxJc