– De 4 lances, 3 erros da arbitragem em Corinthians 2×1 São Paulo

Nas postagens anteriores, fui claro ao dizer que Lucas Canotte Belloti tinha potencial, mas estava “cru” para um jogo desse porte como é o Majestoso.

A análise pré-jogo pode ser encontrada aqui:A escala de um árbitro novato para Corinthians x São Paulo. Boa ou ruim opção?

Em resumo, 3 erros da arbitragem em 4 lances capitais:

1. No 1o gol do Corinthians a bola saiu durante o cruzamento (erro do bandeira).

2. No 1o gol do São Paulo, houve uma falta de Antony em Danilo Avelar. Errou o árbitro.

3. No lance anulado do São Paulo, a bola bateu na mão/braço de Arboleda despretensiosamente. Errou o árbitro.

4. No lance reclamado por Thiago Volpi, falha do goleiro não existindo toque infracional. Acertou o árbitro.

Enfim, continuamos com o futebol brasileiro com más arbitragens, má cartolagem, má organização. Uma pena!

 

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– O Gol anulado em Ajax versus Real Madrid

Não assisti os jogos da Champions League desse meio de semana, mas recebi esse lance importante e histórico do Ajax contra o Real Madridque se tornou o primeiro gol anulado na competição através do uso de VAR.

O vídeo está abaixo, e ao assistí-lo… Nossa, que lance difícil!

Não estou convencido de que o jogador do Ajax fez essa carga realmente faltosa sobre o do Real. A primeira coisa a se perguntar (principalmente para a Escola de Arbitragem Europeia) é: foi um lance que beneficiou o suposto infrator e que realmente o adversário ficou inoperante? Lá, essa jogada não costuma ser falta. Aqui no Paulistinha (nas últimas gestões) é “perigo de gol”.

Pensemos pelo outro lado: e se fosse ao contrário, ou seja, o jogador do time espanhol pulando daquele jeito no do holandês, marcaria-se pênalti?

Uma coisa é certa: o VAR teve que ser rápido na tomada de decisão!

Complemento: alguns amigos crêem ter sido impedimento pela suposição do comentarista Mauro Beting. Não foi, o Mauro deixa tudo no condicional para ver o que estava acontecendo. Além disso, há a mão levantada do árbitro que está fazendo um gestual que está parado. Ele não estava marcando impedimento, ele estava indo ao monitor nesse momento.

 

– A polêmica em declarar o time do coração.

Normalmente, jornalista experiente costuma dizer que com o peso da idade vai torcendo para os amigos. E isso é verdade. Mas tem sim um time do coração também, cuja relação profissional é a barreira exata para à credibilidade do seu trabalho.

Repercutiu muito na última semana a imagem da emoção do jornalista Ivan Moré, que lembrou do seu pai e disse ser corintiano. Aí você se recorda de Milton Neves, Roberto Avalonne, Chico Lang, Juca Kfouri e Mauro Beting, que são jornalistas e torcedores assumidos dos seus clubes. Aliás, de todos esses, nos comentários, vejo o Mauro como o mais “totalmente imparcial”. Parabéns, não deve ser fácil aguentar a cornetagem da sua própria torcida quando escreve ou diz algo que o mais exacerbado se sinta desagradado.

Eu não declararia, apesar que, depois que você se torna árbitro de futebol e conhecer os bastidores dele, percebe que o esporte do ludismo infantil nada mais é do que um negócio profissional. Assim, por força do ofício, por perder o encanto e por entender que muitos torcedores não conseguiriam entender a separação, não digo publicamente meu time grande de infância. Mas, o time de hoje, adulto (que também era o de infância juntamente com o “grandão” que já não consigo mais torcer), publicamente todos sabem, é o Paulista Futebol Clube, Galo da Japi, Tricolor Jundiaiense. E aí por vários motivos: ser o primeiro campo de futebol que fui, influência do pai, estar na minha cidade, passar a minha infância torcendo (já disse aqui: meu jogo inesquecível “in loco” é Paulista x Palmeiras de São João da Boa Vista, gol do Ricardo Diabo Loiro nos acréscimos, no ano da campanha que culminou com a vitória sobre o Vocem de Assis por 7×1 no Parque Antártica na volta à Divisão de elite do futebol Paulista – mais importante e emocionante para mim, na época criança, do que a Copa do Brasil 2005).

Enfim:

1- Pessoa pública, em especial jornalista esportivo, dizer para quem torce, é um risco de se pagar o preço alto das patrulhas da Web.

2- Árbitro de Futebol, mais ainda! Acredite, acontece o fenômeno de se “desgostar do time” por conta de se tornar juiz, mas o principal é: você torce para “você mesmo, pela sua carreira”. Claro, falamos no início de quem já “pendurou o apito”, mas para quem está na ativa é inaceitável por lógica (Importante: vejo alguns poucos ex-Árbitros famosos torcendo para seus clubes grandes de infância – aí é com eles). Para os comentaristas de arbitragem, declarar o time grande cai na mesma seara da desconfiança por parte dos mais fanáticos, embora possam fazer com total isonomia.

3- Jogador de Futebol, outro problema: você consegue ver o são-paulino Rogério Ceni como treinador do Palmeiras? Eu não consigo, penso que a rejeição será grande. Aliás, repararam o número de atletas que o Corinthians está contratando que são redescobertos com fotos vestindo a camisa do Timão quando criança? Se forem para outro clube… Inesquecível a contratação do jogador Getterson pelo SPFC, que horas depois, descobriu-se no Twitter que era corintiano e fazia troça do São Paulo quando mais jovem e foi descontratado na sequência. O que aconteceu com a carreira dele? Alguém lembra hoje do Getterson? Se tivesse tomado cuidado, poderia ter agarrado a chance em jogar num time de expressão.

Dito tudo isso, responda:

1- Você torce para time grande e time pequeno? Essa vale para o torcedor que vai ao Estádio da sua cidade no Interior (Guarani e Ponte Preta, sabidamente, são exceções).

2- O que você acha de pessoas da imprensa declararem o seu time do coração? Essa se refere à figura conhecida nacionalmente, como Galvão Bueno, por exemplo.

Deixe seu comentário:

(Em tempo: para ficar claro, meu time de infância era o XXXX Atlético Clube e o Paulista FC; quando me tornei árbitro e vi os bastidores, percebi que o desgosto em ter simpatia pelo XXXXXX era grande mas não consegui deixar de gostar do Paulistaembora sendo vetado pela FPF em trabalhar no Jayme Cintra por força das regras da carreira, fui escalado algumas vezes em jogos do Galo como 4o árbitro, agindo com isenção e profissionalismo assim como faço hoje, em minhas análises como comentarista na Rádio Difusora, nas colunas postadas na Web e em outras mídias).

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– 90 minutos da Europa, 180 m da Sulamericana e intermináveis no Paulistão!

Quer dizer que o treinador português José Mourinho será o comentarista da partida entre River-URU x Santos-BRA pela Copa Sulamericana, através da plataforma DAZN?

Uau… que investimento pesado. Agora, impossível não pensar: 90 minutos de futebol bem jogado, corrido, de toque de bola e sem cera (lá na Europa) são completamente diferentes do que os da América do Sul, com cachorro em campo, chinelo voando, jogo paralisado, catimba… dão quase 180 minutos

Vamos ver como o “Special One” reage a partida intermináveis como as daqui… Aliás, Novorizontino 1×0 Corinthians deu quase 300 minutos se bobeasse!

Pobres árbitros, que ainda tem que dar acréscimos nesses atuais jogos ruins.

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– Estudar a Regra, o Jogo, a Tática, a Evolução Física… tudo balela?

Existem muitos preconceitos sem sentidos no futebol. Um deles é: “estudar demais faz mal ao esportista e tira seu dom natural de mostrar a capacidade de improvisação e surpresa. Ao atleta, elimina o drible. Ao treinador, só quer saber da tática. Ao árbitro, só apita com o livro na mão”.

Você é um dos que crê nisso?

Eu, claro que não. Sou defensor da Ciência no Futebol para aperfeiçoar ainda mais a prática esportiva. Teorizar, investigar, testar e executar (logicamente sem fazer nada bionicamente, pois existe humanidade no esporte).

Mas apesar dessas considerações humildes e breves que fiz na introdução, convido aos amigos a assistirem o vídeo do Professor “Rincón Baiano”, que divide opiniões de muitos apaixonados pelo esporte bretão na Internet. Abaixo (depois dele, está a minha opinião pessoal desta gravação):

Dói quando quem pesquisa e defende a ciência é obrigado a ouvir um discurso demagógico como esse. Estudar a tática, aplicar novos conceitos e fazer o jogo evoluir NÃO É retrocesso.

Quem disse que o drible é proibido? Aliás, acho que o Messi, melhor do mundo várias vezes, daria risada se assistisse essa pérola do “professô”. Ou o Guardiola, que, pela lógica do Rincón Baiano, como se intitula, deve ser um treinador cabeça-de-bagre, mais um dos “Professores Pardais” da vida.

Enfim, o rapaz do vídeo confundiu os conceitos: defender o futebol-arte é uma coisa; respeitar a tática para dela tirar vantagem da técnica é outra; e jogador jovem não sendo mais revelado na várzea é outra coisa ainda a ser discutida (aí é assunto para outra postagem: do rapadão ao society; do campinho de rua à quadra do condomínio; das peneiras com olheiros aos empresários influentes).

Finalizando: quando vemos o simpático (e bocudo, por que não?) Professor Rincón Baiano falando com sua ingênua propriedade de conhecimento sobre como resolver os problemas do futebol brasileiro, percebe-se a autossuficiência do boleiro em não reconhecer que estamos cada vez mais nos distanciando dos centros avançados do futebol. Estagnamos, enquanto outros evoluíram. Não tem nada a ver em “brotar talentos” ou falar de “drible e ginga”. Tem a ver com modernizar o futebol como um todo, dentro e fora de campo.

Que se fez confusão de “alhos com bugalhos”, não há dúvida. Mas chega a ser engraçado, sejamos sinceros, se não fosse triste realidade se estudarmos a sério.

Atualizando: Resposta da respeitadíssima Universidade do Futebol:

– O erro capital de Juazeirense-BA 2×2 Vasco da Gama-RJ

Na partida entre Juazeirense 2×2 Vasco, estando 2×1, aos 45minutos do 2o tempo Marrony (VAS) se joga descaradamente na área e já cai olhando para o árbitro Rafael Tracci. De longe (ele bobeou no seu posicionamento para aguardar uma retomada de bola) marcou tiro penal à equipe carioca e errou.

No noviciado da carreira de comentarista, o ex-árbitro Sandro Meira Ricci, pela Rede Globo, também errou ao dizer que foi “pênalti claríssimo e bem marcado (…) com cartão amarelo bem aplicado”.

Enfim, nem claro (não se vê toque infracional do marcador) nem bem marcado (insisto: errou) e nem deveria dar cartão (logicamente por não ter sido).

Em tempo: com as novas regras da Copa do Brasil, com esse gol assinalado na cobrança do pênalti, Vascão se classificou por estar melhor colocado no ranking nacional de clubes da CBF.

O importante era passar de fase” disse o treinador vascaíno Alberto Valentim, que reputo como bom técnico (mas que reclama sempre da arbitragem), restringindo-se à atuação fraca do Time da Colina e se omitindo em falar do erro a favor. Se fosse contra…

Um erro crasso, no final do jogo, é praticamente irrecuperável para quem o sofre.

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– Wilmar Roldán no Talleres x São Paulo. Mas ele ainda é Top?

Eu me lembro que em 2012, quando o árbitro colombiano Wilmar Roldán aparecia bem no cenário internacional e era chamado de “novo Oscar Ruiz” (e se dizia admirador de Javier Castrilli), ele se envolveu numa confusão danada com Richarlysson (que tentou lhe agredir após receber injustamente um cartão vermelho) no jogo da Copa Sulamericana entre Libertad x São Paulo. Na oportunidade, foi acusado pelo lateral esquerdo Juan de racismo (e nunca nada foi comprovado).

No ano seguinte, quando jogaram São Paulo x Arsenal de Sarandí pela Libertadores, outra lambança de Roldán: brigou com o Tricolor para a troca de uniforme antes do começo do jogo (sendo mandante) e marcou um absurdo pênalti aos hermanos, fruto de uma bola que bateu despretensiosamente na mão de Cortês. No mesmo jogo, expulsou Luís Fabiano por reclamação.

Em 2015, no Morumbi, jogaram São Paulo x San Lorenzo com outra má atuação de Roldán, anulando um gol legítimo de Centurión, comprovando que, quando um árbitro não “dá química com um time”, não vale a pena insistir. Isso vale para grandes clubes ou para times pequenos, pois a maior parte deles tem um “juiz asa negra”. E os árbitros também: tem time que você DETESTA apitar pois sempre dá alguma “zica”.

Sua última participação em jogos do São Paulo foi em 2016, quando o Tricolor foi eliminado da Libertadores pelo Atlético Mineiro, sem influência da arbitragem.

No ano de 2017, na semifinal entre Lanus x River Plate, Roldán foi tão mal que desagradou as duas equipes. Mas prestigiado, apitou ainda a final da Copa Sulamericana naquele ano, entre Flamengo x Independiente, fazendo algo inédito: após marcar um pênalti inexistente de Cuellar, expulsou o flamenguista no pódio quando recebia a medalha de vice-campeão, por reclamar da atuação dele! Caso único no esporte mundial.

Para comprovar a má fase de Wilmar Roldán, é só lembrar que ele foi sacado da Copa do Mundo 2018 após errar demais na partida entre Inglaterra x Tunísia desprezando totalmente o VAR. Um mês depois, escalado na Libertadores para Colo-Colo x Corinthians, prejudicou o Timão numa outra péssima atuação.

Enfim: abra o olho, São Paulo. Roldán já apitou final de Libertadores da América, Copa do Mundo, mas… apesar de ser rodado e experiente, como “bom macaco velho”, sabe dar “um migué” quando precisa e tem padrinho muito forte (Quem? Não sei. Mas vide as escalas…). Tecnicamente, Wilmar Roldán corre bastante em campo graças ao seu bom porte físico, tem posicionamento regular no gramado (às vezes, percebo que não se coloca bem para visualizar as jogadas), tem bom discernimento técnico de faltas ou disputas mais viris e é bastante rigoroso disciplinarmente. Quando quer, apita muito bem – embora, sejamos justos, a irregularidade e alternância de boas e ruins atuações tem sido frequentes (especialmente entre jogos de clubes brasileiros).

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– De besta a bestial (e vice-versa) no final de semana: muitos protagonistas!

O saudoso Otto Glória quem criou a expressão que fala sobre a bipolaridade das críticas ao treinador de futebol, dizendo que se passa de gênio a imbecil numa única rodada, caso seu time conhece a derrota. O dito é:

“Se ganha, é BESTIAL. Se perde, é uma besta”.

Pois bem: tivemos vários casos assim (e o inverso também) neste sábado e domingo passados. Vamos lá:

1. Jorge Sampaoli: Depois de magníficas apresentações, o time que ataca bastante, mantém a posse de bola sobre controle e joga com intensidade incrível, tomou 5 do Ituano! Claro, acontece com que tem esse estilo, é um risco a correr (como Marcelo Bielsa, sua inspiração, e Juan Carlos Osório, seu inspirado, também correm por conta de tal plano tático). Mas não é que tem gente cornetado, dizendo que: “viu, não disse que não era tudo isso?”. Ô louco, depois de uma série maravilhosa de jogos, de bestial a besta em Itu.

2. André Jardine: Besta na Flórida Cup; bestial nas duas rodadas iniciais do Paulistão; besta de novo nas rodas 3 e 4 do Regional e, depois da vitória contra o São Bento, se ganhar do Talleres em Cordoba, voltará a ser gênio. Vamos dar tempo ao jovem treinador, amigos?

3. Danilo Avellar: entra na relação dos “Bestas” há várias semanas, mas depois de marcar o gol da vitória do Corinthians contra o Palmeiras na casa do rival, virou bestial, incrível, craque… Já ouvi gente louvando: “é que ele não teve tempo para mostrar sua categoria!”.

4. Os investimentos do Palmeiras: todo o fantástico gasto no reforço e manutenção do elenco, aplaudidos pela maior parte dos analistas, torna-se uma chacota  como a de que: “dinheiro não ganha jogo”. Muito por conta, claro, dos memes dos rivais… Não ganha mesmo, mas não foi por culpa do dinheiro o resultado, e sim por futebol jogado.

5. Críticos do Vinícius Jr: de “Neguebinha” a ídolo global após ter tido chances reais no Real. Calma lá, pessimistas e/ou ufanistas…

6. Diego Ribas: quando reclamavam dele, diziam que nunca mais jogou como o Diego do Santos. Mas ao marcar o golaço de domingo… Segura a Nação Flamenguista! A Seleção Brasileira passou a ser Diego “mais 10”!

7. Vinícius Dias Gonçalves Araújo: tenho “enchido a bola” do árbitro pelas bestiais atuações (e não é de hoje). Mas o “pênalti de ombro” no Pacaembu no São Paulo x São Bento… ô marcação besta. Deu branco no juizão?

8. Se preferir sair da seara do futebol e entrar na política, temos um outro exemplo: o Senador Renan Calheiros, que depois de bestiais (e maquiavélicos) planos para se sustentar no poder e conseguir a enésima legislatura como Presidente do Senado, tomou do próprio veneno e deu uma de besta ao ofender a jornalista Dora Kramer. Viram que baixaria do “nobre” político?

E aí, alguém mais vai entrar na lista de besta-bestial ou bestial-besta dessa semana?

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– O Cartão Vermelho de Deyverson e Felipão relatado na súmula.

Alguns amigos me perguntaram se mudaria de Vermelho para Amarelo o cartão mostrado caso alguém tivesse provocado Deyverson antes da cuspida contra Richard e que lhe valeu a Expulsão em Palmeiras 0x1 Corinthians.

Não, não muda nada. Nem mesmo se a cuspida não tivesse atingido ninguém.

A única coisa que muda é o relato do árbitro em súmula de como se ocorreu o ato agressivo, que determinará para os julgadores do Tribunal uma pena maior ou não além da suspensão automática.

Entenda: DAR uma cusparada ou TENTAR cuspir, ATINGIR ou NÃO ATINGIR o adversário, é irrelevante para o árbitro! Sempre terá que expulsar o jogador que terá que cumprir necessariamente um jogo de suspensão.

Se a cusparada foi motivo de uma reação, um ato deliberado sem uma provocação ou em quais circunstâncias em que ele ocorreu – aí sim são elementos imprescindíveis para a pena a ser determinada pelos julgadores. Normalmente, o STJD aplica 3 jogos de suspensão. Mas aí varia muito de como se porta a defesa (e, cá entre nós, qual time está envolvido). Como Deyverson tem sido bastante indisciplinado nos últimos tempos, penso que isso contará bastante.

Algo que repercutiu pouco, mas que será importante: o árbitro Luiz Flávio de Oliveira (que expulsou corretamente o atacante palmeirense), relatou que após o jogo o treinador Luís Felipe Scolari ironicamente lhe disse:

“Parabéns (…), você é maravilhoso para apitar nossos jogos”.

Provavelmente, Felipão também será julgado e punido.

E aí, gostou do Derby? Deixe a sua opinião:

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– O custo-benefício é melhor a quem?

Vejo que diversas federações de futebol fizeram pré-temporadas com árbitros de futebol. Cada uma a seu modo, com sua cultura e suas dificuldades.

Levando em conta o que se tem visto, de quem é o melhor custo-benefício?

1) DOS ÁRBITROS, que abrem mão de dias de trabalho das suas empresas ou férias de suas famílias, ficam em regime de internato com outros colegas, sem remuneração e que fazem isso para campeonatos de menos de 3 meses; ou

2) DAS FEDERAÇÕES, que apesar dos gastos com hospedagem e alimentação tem os árbitros à sua disposição, que mesmo sem ser profissionais devem agir como tal (sem as entidades arcarem com os custos e deveres de empregador); ou

3) DOS CLUBES, que sentem em campo o sucesso ou fracasso do trabalho desses dias de treinamento nas partidas apitadas?

Aliás, por quê nunca vejo sindicatos criticarem as metodologias de pré-temporadas, já que seus sindicalizados são obrigados a estarem a disposição das federações, de graça, abdicando de trabalho/férias e família. Não são empregados, mas agem como tal, sem contestação?

Vale a reflexão…

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– Luiz Flávio de Oliveira em Palmeiras x Corinthians. Mas veja só que interessante…

Para o  Derby que “quase não acabou” da final do Paulistão 2018, agora em 2019, apitará Luiz Flávio de Oliveira, o irmão de Paulo César de Oliveira.

Seria uma simples bobagem lembrar que LF não tem nem o mesmo estilo e nem a mesma má vontade de alguns torcedores de PC. Mas leia essa publicação de 2011, a respeito de 2010 no jogo do “Fala Muito” entre Tite e Felipão:

Quando comemorei 1 ano que “pendurei o apito”, fui convidado para participar do Programa “No Pique da Pan”, apresentado por Wanderley Nogueira na Rádio Jovem Pan. Naquela semana, jogariam no Pacaembu Corinthians x Palmeiras pela semifinal do Paulistão-2011. De um lado, Tite. Do outro, Felipão.

Na 4a feira que antecedia o jogo, Luiz Antonio Próspori publicou no extinto e saudoso Jornal da Tarde que Paulo César de Oliveira seria sorteado para apitar aquele Derby, a pedido de ambas equipes. E de fato foi! A presidência da FPF, na pessoa de Marco Polo Del Nero, negou qualquer pedido. A Comissão de Árbitros da FPF, através do Coronel Marinho, alegou coincidência. Nunca se provou nada.

Por ser um assunto efervescente, fui questionado pelo Wanderley naquela entrevista sobre tal escala, e disse mais ou menos assim: “Como o Palmeiras não gosta do PC, o Corinthians o pediu para apitar o jogo só para enervar o adversário. E o Palmeiras deve ter pedido o PC por crer que, com tantos jogos reclamados contra ele, ‘pagaria a dívida’ e na dúvida erraria a favor dele”. Lembro que nos bastidores eu disse que conhecendo o Paulo César, entraria em campo “mordido”, atento, vibrante. E que na primeira reclamação de qualquer treinador, ele expulsaria não importanto quem fosse. Não me esqueci que alguém (talvez o próprio Wanderley Nogueira) disse: “se acontecer isso mesmo, na segunda-feira o programa [Esporte em Discussão] vai ser uma fumaça”!

E o que aconteceu? Aos 26 minutos do 1o tempo Felipão foi expulso por reclamação e Tite o ironizou com o “Fala Muito, gesticulando com as mãos. Relembre em: https://wp.me/p4RTuC-2DQ.

Observação 1: Teremos fumaça na segunda-feira de novo, já que, apesar de não ser mais Tite e sim Carille, o ambiente está ruim entre as duas equipes e Felipão não vai querer perder o jogo por nada?

Observação 2: Dionísio Roberto Domingos, acusado pelo presidente Maurício Galliote de passar uma suposta informação externa, não estará em campo; nem José Henrique de Carvalho, o outro membro da Comissão de Arbitragem que foi DEMITIDO às vésperas das festas de final de ano, sem justificativa. Estarão Carlos Donizete Pianosqui como “treinador / assessor dos árbitros” e Ednilson Corona, da CEAF, avaliando a arbitragem. E para quem perguntou, Dionísio estará em Barueri, no Oeste x Novorizontino.

Em tempo: lembra que o “Fala Muito” virou camiseta?

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– Ainda sobre o “entrou ou não entrou”- Ilusão de Ótica ou Erro Crasso, parte 2

Tenho recebido muitas imagens e comentários sobre o lance de Olímpia 1×3 Rio Preto. Alguns achando um absurdo a confirmação do gol; outros, salvando a pele do juizão e especialmente do bandeira com vários argumentos.

Se você não viu o vídeo, assista-o com som em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/01/29/ilusao-de-otica-ou-erro-grosseiro/

Entretanto, vejo certa radicalidade de muita gente “sem espírito democrático”. Assim como é muito difícil dizer que a bola entrou com a câmera do meio de campo no vídeo do link, é proporcionalmente difícil ser taxativo numa opinião com essa imagem congelada (abaixo), com os pés do goleiro dentro do gol. 

Teria o goleiro “defendido um gol que já entrou?” Mas há a plena convicção de que a bola passou pelo ar TOTALMENTE a meta?

Dessa forma, insisto na repetição da dúvida feita desde a 1a postagem: Uma grande Ilusão de Ótica? Ou um Erro Absurdo?

Somente com a tecnologia do chip na bola isso seria resolvido. Mas recordo-me de um lance entre Corinthians x Linense no Pacaembu onde o árbitro Marcelo Rogério foi execrado num lance envolvendo o grandalhão Fabão e, dias depois, uma imagem perdida mostrou que ele foi o único que viu a realidade.

Chega de extremismos, pessoal.

Olímpia x Rio Preto

 

– A patada de Kanu em Dracena no Oeste 0x1 Palmeiras

O árbitro Salim Fende Chaves é um cara honesto, sujeito bacana e está tendo as oportunidade que todo árbitro quer e muitíssimos poucos têm. Basta aproveitá-las. Mas ignorar esse lance (foto na postagem abaixo) de Kanu em Edu Dracena é total falta de competência.

Só vi essa jogada que tanto repercutiu, não assisti esse jogo, portanto não posso comentar a arbitragem como um todo. Mas a quem possa querer saber sobre a qualidade de alguns trabalhos, a análise in loco de 3 partidas (na qual eu esperava boas atuações e…). Em:

Paulista x Primavera (4a divisão):
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/08/26/analise-da-arbitragem-para-paulista-3×0-primavera/

de:

Paulista x Chapecoense (Copa São Paulo Jr):
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/01/17/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×0-chapecoense/

e de:

Paulista x Mirassol (Série A2):
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/02/28/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×1-mirassol/

Imagem relacionada

– Ilusão de Ótica ou Erro Grosseiro?

Juro, quero ter boa vontade em elogiar bons árbitros e grandes atuações. Mas desde que a meritocracia se tornou um detalhe, a coisa está feia. Entretanto, devemos tomar cuidado para não sermos traídos por imagens que nos levem a ver o que não foi!

Veja esse lance no vídeo abaixo com o áudio ligado: ocorreu no Interior Paulista (Olímpia 1×3 Rio Preto) neste último final de semana. Gol Difícil ou Erro Grosseiro? Bandeira bobeou ou foi preciso na marcação? Ilusão de ótica ou nenhuma das alternativas? Compartilho:

Escala de Árbitros –

Árbitro: Rodrigo Pires de Oliveira; Bandeira 1: Marlon Spinola Bandeira; 2: Diogo Cruz Freire; Quarto Árbitro: Rogério dos Santos Laranjeira; Analista de Arbitragem: Wilson Cavallari.

 

– “Juiz Pelé” e “Pelé e o Juiz”

Muito interessante: em uma das últimas edições da “falecida” Revista Placar (Ed 1410, pg 82-96), há uma matéria bacana sobre 75 curiosidades sobre Pelé. E duas delas me chamaram a atenção:

1) Pelé e o gol que não entrou: Numa partida contra o Guarani na Vila Belmiro, Pelé deu uma sequência de chapéus e chutou para o gol. A bola bateu na trave e supostamente em cima da linha. O árbitro João Etzel deu o gol e o time campineiro o cercava reclamando. A justificativa do árbitro, dita em alto e bom som, segundo o Rei do Futebol, é que Etzel disse: Mesmo se não tiver sido gol, eu vou dar porque a jogada foi muito bonita. E é do Pelé, acabou a reclamação”. E o jogo seguiu.

2) Em 09 de novembro de 1961, houve um jogo inusitado na Vila Belmiro: Árbitros da Liga Santista de Futebol versus Combinado de Árbitros Paulistas. A arbitragem foi de Edson Arantes do Nascimento (isso mesmo!), sendo o bandeira 1 Célio (atacante do Jabaquara) e bandeira 2 Clóvis (zagueiro da Portuguesa Santista).

Se você pudesse escolher um trio de arbitragem formado por jogadores de futebol, como ele seria formado? E por quê?

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