– O VAR da Conmebol teve problemas técnicos em Minas Gerais?

Quer dizer que realmente aconteceu uma dificuldade séria com o recurso do VAR no Mineirão, na partida entre Cruzeiro 1×1 Boca Jrs na Libertadores? A Raposa sabia de um problema, mas nada podia fazer.

Mas o que exatamente ocorreu?

Para a Conmebol, foi um problema na Linha Virtual que aparece no impedimento (algo simples); mas um jornalista da TNT Sports da Argentina garante: foi pane mesmo e o pessoal que fica alocado no container da arbitragem permaneceu sem imagens.

Na quarta-feira, teremos a final da Copa do Brasil lá em MG. Pensou se mesmo com o número exagerado (e estranho) de 18 pessoas escaladas para comandar a arbitragem do jogo, o equipamento “dá pau”?

Uma coisa é fato: somente a Conmebol para implantar um sistema de VAR duvidoso…

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/mg/futebol/libertadores/noticia/cruzeiro-afirma-que-foi-avisado-sobre-problema-em-linha-do-var-antes-de-jogo-com-o-boca-mas-nao-se-opos.ghtml

CRUZEIRO AVISA QUE FOI AVISADO SOBRE PROBLEMA EM LINHA DO ÁRBITRO DE VÍDEO ANTES DO JOGO COPNTRA O BOCA

Jornalista argentino informa que equipamento do árbitro de vídeo não teria funcionado plenamente na partida; fonte na Conmebol reconhece falha pontual e diz que não houve prejuízo geral na captação de imagens

O árbitro de vídeo (VAR) não teria sido utilizado pelo árbitro uruguaio Andres Cunha no jogo entre Cruzeiro e Boca Juniors, no Mineirão, pela partida de volta das quartas de final da Taça Libertadores. A informação revelada pelo jornalista Hernán Castillo, da TNT Sports, da Argentina, é que o equipamento não funcionou. O jogo terminou empatado por 1 a 1, resultado que eliminou o Cruzeiro, causando revolta entre jogadores e dirigentes do clube, principalmente por decisões tomadas em campo pelo uruguaio Andres Cunha.

Procurado pela reportagem, o Cruzeiro admitiu que, antes da partida, a comissão técnica do clube foi chamada pelos responsáveis pelo VAR e comunicada que uma das fases, a da linha de impedimento, não estava funcionando. Segundo Sérgio Nonato, diretor geral do clube, foi passado que a falha não prejudicaria a recepção e a visualização geral das imagens.

Marcone Barbosa, gerente de futebol do Cruzeiro, esclarece que o clube apenas foi comunicado sobre o problema e que, nesse caso, o time mineiro não tem poder de veto ou questionamento sobre o assunto.

Uma fonte da Conmebol admitiu ao GloboEsporte.com que houve uma falha pontual no sistema do VAR, porém em uma ferramenta que auxilia o uso do equipamento, chamada “linha virtual”, usada para ajudar em lances de impedimento, por exemplo.

Essa mesma fonte nega que o VAR não tenha funcionado durante o jogo entre Cruzeiro e Boca Juniors. Segundo ela, a recepção de imagens das câmeras ocorreu normalmente para a análise das jogadas pelo uruguaio Leodan Gonzalez, árbitro de vídeo da partida.

A Minas Arena, administradora do Mineirão, também se posicionou. Segundo a gestora, o VAR foi instalado dentro de um container localizado no estacionamento do estádio, a pedido da Conmebol, diferentemente do que ocorreu na Copa do Brasil, quando foi disponibilizada uma sala para os árbitros e o equipamento. Diante disso, a administradora do Mineirão não se responsabiliza por problemas ocorridos.

A principal reclamação do Cruzeiro pela ausência do VAR na partida foi a jogada que poderia ter sido finalizada com o gol de Barcos. Porém, o uruguaio Andres Cunha parou o lance antes, anotando falta de Dedé no goleiro Rossi, por jogada perigosa. O jogo estava 0 a 0 naquele momento.

– Temos todos, no futebol brasileiro, que ficar indignados. Enquanto nós não nos fortalecermos, vamos ficar nas mãos de venais. O que adianta o VAR, se quem resolve é um juiz venal. Vocês viram o tempo todo. Ele segurou o time, prendeu o time – disparou o presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá.

Árbitro uruguaio Andres Cunha foi bastante criticado pelo Cruzeiro — Foto: Cristiane Mattos/BP Filmes

Árbitro uruguaio Andres Cunha foi bastante criticado pelo Cruzeiro — Foto: Cristiane Mattos/BP Filmes

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– Quando posso rever uma decisão no futebol?

Posso voltar atrás na aplicação de um cartão, ou seja nas decisões disciplinares? E nas decisões de marcações de jogo (decisões técnicas)?

A resposta é clara: desde que o jogo não tenha sido reiniciado, pode voltar atrás. Mas e se o jogo já tiver sido reiniciado?

A dúvida é comum a muitos. Recebi de um internauta e por achar relevante, publico-a:

“Boa noite, Rafael. Estava pesquisando na internet a respeito de arbitragem e achei seu blog (…) O que me levou a pesquisar sobre foi uma dúvida que surgiu em um bate papo com um amigo que me disse que antigamente (anos 90 pra trás, mais ou menos) as regras do futebol permitiam que o árbitro voltasse uma decisão equivocada mesmo que a jogada já tivesse sido reiniciada. Achei pela net um texto das regras de 1903 e não diz nada a respeito disso, que o juiz não poderia fazer isso. Tentei encontrar textos mais recentes, mas só consegui achar de 2003 e constava o texto que o juiz só poderia alterar antes do reinício. Isso realmente me intrigou pois achei interessante o juiz poder voltar atrás e tentar rever uma decisão equivocada.
Isso realmente procede?
Abraços.”

A resposta detalhada com exemplos é:

“Boa noite. Seu amigo está equivocado, provavelmente ele confundiu alguma outra situação. O árbitro nunca pode voltar atrás após uma jogada reiniciada. O que ele pode é dar um cartão retroativo (uma excepcionalidade, por exemplo: um jogador deu um soco em outro fora do lance de jogo, o bandeira viu mas não conseguiu interromper a tempo de avisar; na 1a oportunidade o faz, sendo que o árbitro pode expulsar o agressor mas a partida deve continuar da forma onde estava quando ocorreu a informação).
Imagine essa situação hipotética no Choque-Rei de sábado: Felipe Melo (PAL) agride o goleiro Sidão (SPFC), somente o quarto árbitro viu mas por algum problema não conseguiu avisar a tempo. Depois de 5 minutos (já teve lateral, escanteio e falta nesse tempo) o Felipe Melo sofre um pênalti a seu favor do… goleiro Sidão! Nesse momento, o quarto árbitro avisa o árbitro do ocorrido. Procedimento: árbitro expulsa Felipe Melo pela agressão anterior, mas mantém o pênalti a favor do Palmeiras (pois não pode mudar a sua decisão técnica já que a partida tinha sido reiniciada nesse período de tempo).
Repito: talvez seu amigo tenha confundido essa questão DISCIPLINAR (que é uma exceção). A Regra nunca permitiu na questão técnica, desde 1863″.

Estudar a Regra do Futebol é maravilhoso, não? Lembrando que a figura do árbitro inexistia nos primórdios, pois quem decidia os lances eram os capitães em comum acordo.

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– As críticas contra a Arbitragem de Cruzeiro 1×1 Boca Jrs

Que o Cruzeiro foi prejudicado no jogo de ida contra o Boca nas Quartas de Final no Bombonera, não tenho dúvida. Relembre-a em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/09/20/como-explicar-tanto-erro-pro-boca-sobre-a-expulsao-de-dede-amarilla-2013-aquino-2011/

Mas aqui em Belo Horizonte, vejo duas reclamações:

  1. O Gol anulado de Barcos por pé alto de Dedé em disputa de bola com o goleiro Rossi.
  2. Impedimento de Barcos no segundo tempo (houve um tiro penal, e com a ajuda do VAR, reverteu-se para tiro livre indireto pois concluiu-se que o atleta estava em impedimento ativo).

Vamos discuti-las:

  1. A Primeira: eu também anularia o gol de Barcos, pois realmente há um pé alto, onde a sola de Dedé fica escancarada contra o goleiro portenho.
  2. A Segunda: não tenho uma imagem clara, mas quero explicar conforme a Regra e a NOVA ORIENTAÇÃO: antes, se um jogador estive em posição de impedimento e levasse um pontapé, não era pênalti pois ele estava sem condição de jogo (você até podia dar Amarelo pela violência do pontapé, mas não marcar o pênalti). Agora mudou: se você tem um jogador em posição de impedimento (estando assim passivo) e ele sofrer um pontapé ANTES do domínio de bola (que é onde se caracteriza o impedimento ativo), DEVE-SE marcar o pênalti. Ou seja: em atleta em impedimento passivo, a regra mudou e se marca pênalti. Em impedimento ativo, sanciona-se o lance e marca tiro livre indireto para o adversário.

O que me chamou a atenção foi a declaração do lateral esquerdo Egídio, depois do jogo,

“O juiz brincou. Teve uma bola ali em que eu estava no lance, eu chutei uma bola, bateu na mão do cara caído no chão. E aí ele deu falta minha. Eu nem encostei no cara. Essa arbitragem aí… Sabe o que ele ficou falando ali para mim? ‘Vocês perderam, vocês não fizeram (nada) para ganhar, vocês são ruins, saíram da Copa’. É vergonhosa essa arbitragem aí. Aí ele falou assim: ‘A culpa foi minha?’. Falei: ‘Foi sua!’”

 

Será que o árbitro uruguaio Andrés Cunha realmente falou isso? Se sim, é algo muito grave.

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– É pra mostrar que o VAR funciona ou para desmoralizar? Sobre a escala de 18 pessoas na Arbitragem entre Cruzeiro x Corinthians:

DEZOITO PESSOAS trabalharão na arbitragem da final da Copa do Brasil. É quase 1 pessoa para cada jogador.

De oficiais por conta do VAR, há vários. Tem Vídeo-Árbitro, Assistente de Vídeo-Árbitro, Apoio de Vídeo-Árbitro e Supervisor de Vídeo-Árbitro. Tem “cartolas do apito” aos montes. E no campo, até Quinto Árbitro.

Considere:

1- Com 18 pessoas remuneradas para o primeiro jogo da Final da Copa do Brasil, a arbitragem precisa ser “118%”perfeita.

2- Será que pelo fato de Corinthians e Cruzeiro serem “reclamões com a arbitragem”, é uma forma de dizer que foi um número inédito e que não dá para reclamar da atuação de Anderson Daronco?

3- Tanta gente por conta do VAR fará com que exista uma certa obrigação que se use o equipamento (mesmo que não precise), a fim de dizer que valeu o investimento?

4- O exagero no número de pessoas é para simbolizar que todos estão pedindo VAR no Brasileirão em 2019 e a CBF quer mostrar que a conta é cara? É para assustar o valor do custo e continuar existindo a negativa dos clubes em desejar o VAR nos seus torneios, desobrigando a CBF a institui-lo em definitivo?

5- Por fim: talvez um sexteto de árbitros fosse suficiente, mas como a arbitragem está mal, tem que colocar 3 para valer 1 e assim virar um octodeceto de árbitros, ou seja, 18 integrantes?

Acréscimo 1: a mim, na 3a observação do documento oficial abaixo, pareceu-me que a orientação é de que a arbitragem fosse por meio de ônibus, sendo permitida a compra de passagens para veículo leito. Amigos me dizem que está autorizada a viagem aérea, visto que há a sinalização de “TA” logo após o nome da pessoa. E tenho uma curiosidade: será que os árbitros estarão voando pelo mesmo patrocinador da Seleção Brasileira, ou ainda compram passagens da Pallas Transportes Esportivos (que vendia bilhetes na gestão Ricardo Teixeira)? Sendo assim, 13 pessoas viajarão confortavelmente por via aérea e outros 5 de ônibus leito (precisa tanto para colocar o VAR em funcionamento)?

A seguir, os nomes escalados:

– Suspenderam os Árbitros. Mas e quem os Escalou?

Quer dizer que o Coronel Marinho, presidente da Comissão de Árbitros da CBF, suspendeu diversos trios de arbitragem por conta das má atuações na Série, escalando-os na Série B?

Discordo disso, pois o risco dos erros acontecerem aos clubes da Segunda Divisão, logicamente aumenta. Ou vai querer me convencer que na Série B é que eles se “reinventarão”?

Divulgar a “geladeira” para imprensa é fazer média a presidente de clube que reclama. Algumas questões ficam sendo pertinentes: como esses árbitros chegaram à elite? Por quê alguns deles são da FIFA? E o que acontece ao responsável por escalar eles?

Aliás, o chefe de árbitros os suspendeu. Só que é justamente ele quem faz as escala e os premia também com bons jogos!

Afinal: ninguém suspenderá o “suspensor” de árbitros, que é o responsável por eles?

Está se trocando o sofá…

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– A Regra nova em Botafogo x São Paulo

Estou escrevendo aos 10 minutos do primeiro tempo sobre o lance de gol do Diego Souza (o de empate contra o Botafogo). Válido ou não?

Quando Nenê chuta, Diego Souza está bem impedido e não pode dominar a bola. Entretanto, a bola bate em dois atletas do Botafogo e sobra para ele. E aí?

Se você me perguntasse sobre isso há dois anos, eu diria que o gol foi ILEGAL, pois desvio não tira impedimento. Mas isso mudou em algumas situações, e isso faz com que o gol seja legal em 2018.

Entenda: se um jogador adversário tocar na bola por tentar disputá-la, a FIFA orienta que esse toque habilitou o atacante. Mas importante: isso vale quando se quer disputar a bola, pois se ela bate despretensiosamente, o impedimento continua valendo. No Engenhão, entendo, os dois jogadores da defesa foram interceptar o lance. Assim, gol LEGAL.

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– Os 3 lances de pênaltis reclamados em América-MG 0x0 Corinthians. Certos ou errados?

Em um jogo extremamente limpo, pouco faltoso e com muito tempo de bola rolando (fato raro no Campeonato Brasileiro), leio / escuto / vejo 3 reclamações de pênaltis supostamente não marcados (2 a favor do Corinthians e 1 para o América-MG). Vamos a eles?

1- Aos 65 minutos, uma bola é chutada para o gol do Timão por Matheusinho (AMG), que bate em Henrique (SCCP) e rebate no braço de Ralf (SCCP), que se assusta! Não é pênalti nem ação anti-natural. Totalmente sem intenção. Acertou o árbitro Marcelo de Lima Henrique em nada marcar.

2- Aos 88 minutos, Roger (SCCP) toca a bola para seu companheiro Gabriel que está entrando na área. Gerson Magrão (AMG) interrompe a projeção com sua perna, travando-o, e comete pênalti. Encoberto, Marcelo de Lima Henrique não viu e foi traído pela omissão do bandeira 1 Michael Correia e do AAA 1 Daniel Victor Costa e Silva, que nada fizeram.

3- Não me recordo dele durante a partida (pode ter passado batido por mim), mas o lance a seguir eu recebi sem áudio, nomes dos atletas ou tempo de jogo. Dando uma fuçada vi que foi real, embora pouco reclamado: o Corinthians está no ataque, a bola é cruzada e um jogador do Coelho se joga de carrinho para cortá-la, sendo que a bola bate em seu braço de apoio. Por mais que alguém possa dizer que houve intenção, não houve. Imprudência? Esqueça, não se avalia isso em lances de mão e braço. Movimento anti-natural ou intenção disfarçada? Também não, já que é impossível você dar um carrinho com os braços grudados no corpo. Acertou o árbitro nessa ótima e importante leitura da jogada.

Enfim: apenas um erro (relevante, lógico) na partida, sendo que o árbitro carioca não pode ser culpado por ele mas sim o bandeira e adicional, repito, pela omissão.

Roger viu pênalti a favor do Corinthians no segundo tempo do jogo diante do América-MG

– A meia lua virou grande área?

O pênalti grotesco marcado no Pacaembu na partida entre Palmeiras 3×1 Cruzeiro, após a mão do palmeirense na meia-lua, não merece comentários.

De novo um erro grave do conterrâneo do Cel Nunes, o paraense Dewson, que é da FIFA?

Ou será que a meia-lua foi incorporada à área penal e eu não estou sabendo?

Aliás: cadê o bandeira para ajudar?

Que falta faz o VAR…

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Primavera x Paulista

Opa! Árbitro de jogo grande para Primavera x Paulista na Rodada 26 (a última antes da semifinal). Vamos à escala completa:

Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araujo
Árbitro Assist 1: Marco Antonio de Andrade Motta Junior
Árbitro Assist 2: Eduardo Vequi Marciano
Quarto Árbitro: Danilo da Silva

“Tito Dias” apitou no último domingo Vitória 3×4 Botafogo pelo Brasileirão da Série A. Na rodada anterior apitou Sport 0x0 Cruzeiro, e na outra Vasco 1×1 Ceará. Aliás, é dele a arbitragem do 0x0 no clássico paranaense entre Paraná Clube e Atlético Paranaense. Já trabalhou em clássicos paulistas também e, reforço como principal qualidade, o equilíbrio emocional dentro de campo. Tranquilo, não costuma ser caseiro (aliás, vide os placares dos jogos apitados por ele). Sempre é discreto e atento à periferia do gramado. Gostei!

Dos 4 jogos da 2a divisão Sub 23, é o único que já apitou clássico e atua regulamente no Brasileirão da Série A. Assim, tranquilidade no apito para o jogo!

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– O “pau comeu” entre Cruzeiro 1×1 Palmeiras. Sobre os procedimentos da Arbitragem

Após o apito final, muita confusão entre atletas de Cruzeiro e de Palmeiras no jogo de volta da Copa do Brasil.

E o que o árbitro deve fazer em situações como essa?

1. Deve expulsar os atletas infratores que estiverem em campo (mesmo após encerrada a partida), aplicando presencialmente o Cartão Vermelho.

2. Sendo um tumulto generalizado e impossibilitado de mostrar os cartões, deve relatar que iria expulsar os atletas X, Y e Z em campo, não sendo possível apresentar presencialmente o Vermelho (isso vale como expulsão, tem o mesmo peso, diferenciando apenas da questão de não ter conseguido deixar à vista do público o cartão por questões de força maior). Os jogadores automaticamente estarão expulsos.

3. Se tudo ocorrer de maneira rápida e violenta, sem conseguir identificar os atletas, o árbitro PODERÁ escrever em súmula que posteriormente viu as imagens pela TV e que está registrando em anexo os causadores da confusão (uma espécie de “queria expulsar mas não descobri quem foi naquele momento”). Aí quem tomará a decisão de suspender ou não os envolvidos será o Tribunal. Inclui também a questão de confusões em túnel e vestiário.

Lembrando que, hoje, com o advento do árbitro de vídeo, só não se registra todos os fatos e tomam-se as devidas providências se as autoridades não quiserem.

Foto: Léo Fontes / O Tempo

– A Simulação de Deyverson

Uma das coisas mais ridículas do futebol profissional nos últimos tempos aconteceu nesse Brasileirão 2018: a simulação “em prestações” do palmeirense Deyverson!

Até a mãe do atleta deve ter se envergonhado: o jogador súmula ter sido atingido; cai aos berros e pula, sai do campo; grita mais um pouco e volta andando ao gramado; aí retoma os gestos de dores. 

Que feio! No índice “canastrão da bola”, alcançou a marca de Leandro Damião pelo Santos, quando fez um “auto-pênalti” puxando a própria camisa e se jogando. 

A questão é: há quem ache bonito essa malandragem nos dias atuais?

Em: https://youtu.be/gR2SFBmiyJI

– O gol impedido de Corinthians 1×1 Internacional

Caramba! Todo jogo entre o Timão e o Colorado, desde o episódio Tinga, vai ter polêmica?

Desta vez, na Arena em Itaquera, Leandro Damião fez o gol impedido com outros companheiros em impedimento passivo. Não há o que justificar! Mas leve em consideração:

  • O lance é rápido, o cobrador está do outro lado do campo em relação ao bandeira, que, por conseguinte, tem que ser VESGO e bom de vista: ou seja – olhar o momento que a bola é tocada no lançamento e a linha do penúltimo homem naquele aglomerado de camisas brancas e vermelhas. É difícil; mas também é a sua obrigação.
  • O erro foi contra o Corinthians; entretanto, assim como os paulistas, se fosse contra o Internacional os gaúchos não teriam o quê reclamar. E saber o por quê? Porquê é o típico lance de árbitro de vídeo, recurso que eles dispensaram para o Campeonato Brasileiro (corroborando com a vontade velada da CBF). Se tivesse o VAR nesse jogo, facilmente poderia ser anulado o gol.

Enfim: os clubes pagam o preço do atraso e da subserviência à CBF, sem fazer nenhuma mudança prática de tal situação.

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– Análise da Arbitragem para Paulista 2×1 Internacional

Um ótimo jogo de futebol com emoção e boa arbitragem. Ninguém viu Rodrigo Guarizzo Ferreira do Amaral no gramado, exceto nas corretas aplicações de cartões (PAU 1×2 AAI) e na marcação / não marcação das faltas (20×10). Placar final: 2×1.

Um jogo “jogado” com apenas 2 lances reclamados (uma mão na área a favor do Paulista e um pênalti pedido pela Inter – ambos não foram e acertou o árbitro).

Rodrigo advertiu correta e firmemente (de maneira verbal) Quadrado (PAU) quando começou a destoar a partida, e isso funcionou. Ninguém reclamou e a partida fluiu bem. O “gol do árbitro” foi quando realizou uma excelente leitura de jogo ao ver o centroavante do Paulista impedido e permitindo que a jogada sobrasse para o lateral esquerdo que vinha de trás despretensiosamente. Perfeito.

Acrescentando: bandeiras participativos e quarto árbitro atento. Nenhuma contestação.

É preciso registrar: o Fair Play da boa equipe da Internacional de Bebedouro, que permitiu que a partida fosse disputada de maneira leal.

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Golaço do Quadrado, em: https://mycujoo.tv/video/futebolpaulista?vid=217147

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Inter de Bebedouro

Nesta Rodada 25, Rodrigo Guarizzo Ferreira do Amaral, 41 anos de idade, trabalhando na sua 20a temporada no futebol profissional e natural de José Bonifácio, apitará Paulista de Jundiaí x Internacional de Bebedouro.

Guarizzo é árbitro bem rodado do quadro da FPF e da CBF. Ele está atuando no Brasileirão das séries A e B (revezando no apito e como AAA – apitou pela série B no começo do mês o jogo entre Goiás 3×1 Fortaleza, e na semana seguinte esteve na rodada decisiva da Copa Paulista). Não está entre os árbitros que apitam clássicos da A1, mas isso não tira sua competênciaCondição de uma grande arbitragem ele tem.

Curiosidade: será o 28o jogo que Rodrigo apitará nessa temporada, sendo que dos 27 já trabalhados: 13 vitórias do time mandante, 9 empates e 5 vitórias do visitante.

Para se ter ideia da importância do jogo, os bandeiras serão Leandro Matos Feitosa e Paulo de Souza Amaral (todos da A1). O quarto-árbitro é árbitro que apita série A1: Márcio Roberto Soares.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Internacional pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Vagner Alves; comentários de  Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Sábado às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte

– Como explicar tanto erro Pró-Boca? Sobre a expulsão de Dedé, Amarilla 2013, Aquino 2011…

Quatro históricos jogos com erros a favor do BocaNão há muito o que comentar: de nada adiantará o uso da tecnologia se o material humano – o árbitro – não for bem capacitado (e honesto).

Ao ver a expulsão do cruzeirense Dedé após um choque normal com o goleiro Andrada (como se deu, forçosamente e de maneira constrangedora), perco (talvez não seja a 1ª vez) a confiança na arbitragem sulamericana.

Ontem mesmo falamos sobre o Grêmio e a pressão de Bolzan sobre o péssimo juiz Bascunán, que foi o VAR no jogo contra o Tucuman (Wilmar Roldan, o árbitro, não expulsaria Nuñes – nossa análise aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/09/19/a-ironica-situacao-do-var-de-tucuman-0x2-gremio-e-agora-bolzan/).

Ao ver o árbitro paraguaio Eber Aquino no Bombonera, não dá para não lembrar do também paraguaio Carlos Amarilla no Pacaembu contra o Corinthians (relembre aqui: https://professorrafaelporcari.com/2013/05/16/analise-da-arbitragem-de-corinthians-1-x-1-boca-juniors).

Nesse rol de erros pró-Boca, ainda temos o igualmente paraguaio Ubaldo Aquino em 2001 contra o Palmeiras. E se preferir, Cruz Azul x Boca Juniors numa final (impossível seria um mexicano da Concacaf ganhando a Libertadores da Conmebol?). Mais longe, em 1964, Estudiantes x Santos (né Abel Gnecco?).

Ops: Eber Aquino Ganoa é paraguaio, tem 39 anos e há 2 está no quadro da FIFA. No ano passado, havia apitado dois jogos pela Libertadores. Nessa temporada, era o seu 6º jogo. Não tem parentesco com seu compatriota Ubaldo Aquino (hoje, cartola da arbitragem da Conmebol e pai do bandeira FIFA Rodney Aquino).

Já escrevi algumas vezes: me recordo na década de 90 de um importante diretor de árbitros brasileiro que ao ver o nome do juiz Epifânio Gonzales numa escala, soltou: “PQP, prestem atenção: NUNCA confiem em árbitro paraguaio!”.

Em tempo: como o Brasil está sem moral na Conmebol, não? O corrupto e detestável Ricardo Teixeira não deixaria que seus pares (ou cúmplices) permitissem tais garfadas assim!

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