– Reclamar com o 4o árbitro custará 9 mil euros para o italiano Antonio Conte. E se fosse aqui?

Nesta temporada, a Inglaterra tem feito uma dura repressão às atitudes unfair-play no futebol. Em especial, a simulação de faltas e penalidades tem se destacado.

Mas uma situação curiosa me chamou a atenção: Antonio Conte, técnico do Chelsea, teria que pagar 9 mil euros por seu comportamento indevido.

Sabe o que o treinador do Chelsea fez?

Estando vencendo o jogo contra o Swansea por 1×0, Conte se exaltou e esbravejou com os braços abertos ao quarto-árbitro pela cera do goleiro adversário. Ele reclamara que o árbitro teria que agilizar a partida pois estava esfriando o ímpeto do Chelsea, que buscava o segundo gol. O árbitro viu e expulsou o técnico, relatando que não houve ofensa verbal, mas conduta inadequada perante a autoridade da arbitragem.

Aqui no Brasil, por muito mais, os “professores” permanecem no campo. Mas o que você pensa sobre isso: exagero dos ingleses ou nós, brasileiros, somos complacentes demais?

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1 (4) x (3) 1 Bragantino

Um jogo nervoso, de dois tempos muito distintos, decidido nos pênaltis, com muitas famílias nas arquibancadas e, infelizmente, com arbitragem ruim. Assim foi a finalíssima da Copa Ouro na qual o Paulista FC foi campeão na tarde desta quarta-feira (transmitimos com o Time Forte do Esporte da Difusora AM 810).

Torci para que o árbitro Max Venâncio Passos Gomes da Silva tivesse boa atuação. Um sujeito bacana, batalhador e que tem bom porte físico para ser juiz de futebol. Entretanto, alguns pecados cometidos precisam ser observados:

  • Posicionamento em campo: por duas vezes se posicionou mal e tiros de longa/ média distância bateram nele. Em determinado momento acabou sendo “zagueiro do Bragantino” (quando a bola que ía para o gol desviou nele e matou o ataque); em outro, armou sem querer um contra-ataque.
  • Tecnicamente: acertou em 3 decisões de “pênalti ou não”: uma falta a favor do Paulista que se pediu pênalti (não foi, o atleta cai dentro mas sofre fora da área), um tropeção do atacante Gil (PAU) onde o defensor do Bragantino não tocou nele (correto) e na marcação do pênalti no gol de empate do time de Bragança (embora tenha demorado a marcar, não foi convicto no primeiro momento). Nos lances de divididas, foi muito mal! Empurrões e faltas diversas não foram marcadas.
  • Disciplinarmente: ruim. Deixou de dar cartões amarelos a vários atletas (das duas equipes), mas especialmente ao time visitante que abusou de lances mais duros e faltosos. Lucão, por exemplo, cometeu 6 faltas e só tomou cartão amarelo aos 48 minutos do 2o tempo.
  • Fisicamente bem. Correu bastante e mostrou ótimo condicionamento físico.

Os bandeiras não foram tão exigidos na partida, passaram despercebidos. Já o 4o árbitro Alester Tambelli se mostrou atento, participativo e a todo tempo cuidou dos seus afazeres, auxiliando o árbitro e controlando os bancos.

Sobre o jogo em si: o Galo começou com um “abafa” muito grande, se impôs e parecia que a vitória seria expressiva com o gol logo aos 7 minutos. Nada disso… Apesar do grande volume de jogo e de estar sempre no ataque, não conseguiu traduzir esse bom futebol em gols. No segundo tempo, talvez pelo relaxamento natural da equipe, o Bragantino começou a gostar do jogo (que ainda era dominado pelo Paulista). Até o momento do lance do pênalti na etapa final, o goleiro jundiaiense Allan não tinha sujado o uniforme. Enfim, o Paulista (apesar do futebol ruim no segundo tempo), ainda merecia a vitória pelo conjunto da obra. Após a expulsão justa de Gustavo, o Galo pressionou bastante, o clima de rivalidade ficou ainda maior e o árbitro teve dificuldade em controlar os ânimos. Com o empate, a decisão foi para os penaltis: 4×3, com duas defesas de Allan.

Gostei do camisa 8 Quadrado (seria alusão ao jogador colombiano da Juventus?), que foi substituído por cansaço. Também Falcão e sua cabeleira chamaram a atenção, além do espírito de liderança do capitão Evandro, zagueiro do time.

Parabéns Paulista Futebol Clube, campeão da Taça Ouro!

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– Os drones substituirão os árbitros de futebol?

Visualize em sua mente: Domingo, 16h00, e acontece um clássico no Cícero Pompeu de Toledo! O São Paulo FC está jogando contra um dos seus arquirrivais e… já pensou se em determinado momento da partida um DRONE da CBF que sobrevoa o Morumbi flagra um pênalti a favor do Corinthians ou do Palmeiras?

Maluquice, certo? Daria uma confusão muito grande! Para alguns, talvez não.

Franz Beckenbauer, ícone do futebol alemão e mundial, há três anos declarou à Rede Sky90 que espera ver um dia drones fazendo parte da equipe de arbitragem virtual de uma partida. O assunto drone no futebol” voltou à tona, já que dias atrás o Grêmio espionou o rival Lanús com um equipamento desse. O Kaiser disse na oportunidade:

Estamos vivendo em um século em que tudo é tecnologia. Nós sabemos que a tecnologia de linha de gol é só um começo. Em algum momento, não precisaremos mais de um árbitro. Drones filmariam tudo o que acontecesse dentro de campo. Não estarei vivo quando isso acontecer, mas é o futuro.

Particularmente, eu gostaria de ver a tecnologia servindo ao árbitro, não o substituindo. Mas em um exercício de futurologia, como você vê a figura do juiz de futebol?

Não o vejo sozinho, mas acompanhado de outros árbitros dentro de campo, consultando monitores de TV para tirar suas dúvidas (que está se tornando uma realidade, com a necessidade de ajustes) e, se precisar, com auxílio de imagens até de drones. Que tal?

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Bragantino, Final da Copa Ouro sub-19

Max Venâncio Passos Gomes da Silva, 38 anos, personal training, apitará a final entre o Galo da Serra do Japi x Massa Bruta pela VII Copa Ouro Sub 19.

O árbitro trabalha na FPF desde 2004; entretanto, apesar dos 13 anos de carreira, ficou vários períodos licenciado. Só esteve escalado uma vez em jogos do Galo na Categoria Profissional: foi em 2015, no Novelli Jr, como 4o árbitro no jogo entre Ituano 2×1 Paulista pela Copa Paulista.

Ultimamente, vem apitados as categorias Sub 17, Sub 15 e sub 13 da FPF, sendo sua última partida em Outubro: Rio Claro 1×0 Comercial – RP (Sub 13). Na APF (Associação Paulista de Futebol, que organiza o torneio), tem trabalhado a contento onde apitou Paulista 5×0 Atlético Aliança.

A única preocupação é: a rivalidade desses dois grandes times do Interior se fará presente na categoria Sub 19? Se sim, estará ciente disso o árbitro?

Os Assistentes serão Rafael Tadeu Alves de Souza e Pietro Dimitrof Stefanelli. O Quarto Árbitro será Alester Clauli da Costa Tambelli (todos trabalharam como árbitros na Copa Ouro). O representante será Reinaldo Pacheco.

Torço para uma boa arbitragem e um grande jogo!

Acompanhe a transmissão de Paulista x Bragantino pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Thiago Batista de Olim; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Quarta-feira, às 15H00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h30 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

Não esqueça – vá ao Estádio Jayme Cintra e leve seu radinho, ligado na Difusora!

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– Um campeonato que deveria premiar a regularidade, mas que não premia!

Que loucura os dois turnos do Brasileirão, não?

O Corinthians acumulou gordura no 1o turno. Com isso, teve sobra para queimar no 2o e foi campeão. E se olharmos para o 2o turno, a Chapecoense foi campeã dessa fase, com o Vasco sendo o vice. O campeão Corinthians somente o 12o colocado.

Enfim: qual time foi regular ao longo dos 9 meses de Brasileirão? NENHUM!

Agora, o fato dos 3 paulistas (Corinthians, Palmeiras e Santos) serem os 3 primeiros colocados, não quer dizer que estejam jogando HOJE o “fino da bola”. Tal posição reflete o que fizeram nesse tempo todo (e, cá entre nós, ficaram devendo futebol, apesar da colocação).

Nível técnico baixo do campeonato, embora muito bom na emoção.

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– Uma premiação à incompetência na arbitragem

É cansativo fazer tantas críticas à Comissão de Arbitragem da CBF, mas ela se supera rodada a rodada.

Qual o critério do sorteio de árbitros?

Se me disser que na derradeira rodada só estarão os árbitros da FIFA por conta de muitos jogos serem decisivos (e por isso não dá para escolher a dedo cada juiz pois, afinal, é sorteio e não se pode correr o risco de escalar qualquer um), é mentira.

Se me disser que os 10 árbitros que apitarão são os que foram mais regulares no ano, mentira também.

Se me disser ainda que são os melhores, mentira idem!

Depois do absurdo erro de Anderson Daronco e seu assistente adicional de linha de fundo Eleno Todeschini no jogo entre Coritiba 1×2 São Paulo (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-1Q9), eis que AMBOS foram premiados com a escalação, juntos, para Atlético Goianiense x Fluminense (em tese, um jogo fácil para se apitar, que poderia ser colocado um árbitro jovem para ganhar experiência).

Respeitosamente, mas o sexteto gaúcho de arbitragem que estará trabalhando no Estádio Olímpico de Goiânia vai ganhar uma boa taxa “na molezinha”… (em referência a ser um jogo não-difícil para se trabalhar).

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– O acerto do 4o Árbitro, a vacilada do Adicional e a mancada do Vídeo-Árbitro

Nesta semana, vimos alguns destaques negativos da rodada, como, por exemplo, a “cáca” do bate papo entre Anderson Daronco e o Árbitro Assistente Adicional Eleno Todeschini. Situações como essa que fazem desacreditar no trabalho das Comissões de Arbitragem em orientar e treinar seus oficiais – e logicamente, revisar o plano de trabalho do sexteto de arbitragem combinado e determinado no vestiário (falamos sobre esse erro em: https://wp.me/p55Mu0-1Q9).

Também tivemos a reclamação do Grêmio/RS na final contra o Lanús, a respeito do pênalti não marcado contra Jael, “o cruel”. Vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-1Q4.  Mas o que me marcou negativamente ontem, foi assistir o “Bem Amigos” e saber de Galvão Bueno e Arnaldo César Coelho a revelação que o árbitro de vídeo não tinha imagem de vídeo do lance mais importante do jogo! Dá para acreditar? Que várzea a Conmebol, lamentável (e lembremo-nos que ela disse ter gasto mais de R$ 500.000,00 por jogo com o Vídeo Árbitro, relembre aqui: https://wp.me/p55Mu0-1Ox). O VAR saiu do seu contânier e foi procurar o caminhão da TV Globo. Leia aqui, direto do GloboEsporte.com, em: https://is.gd/I6x2OZ.

Por fim, o destaque positivo desses últimos dias foi o Quarto Árbitro mineiro Felipe Alan Costa de Oliveira, que sem ajuda de árbitro de vídeo e sem ajuda externa estava atento e observou as “dedadas” de Rodrigo em Trellez. Não é fácil tal decisão na casa de quem comete a infração, na situação em que foi e como os times estavam na tabela. Foi corajoso Felipe Alan! Sobre esse jogo (e o relatório com o relato curioso da expulsão) acesse: https://wp.me/p55Mu0-1Qb.

Algo que preciso dissertar: Rodrigo representou bem a figura do malandro – que felizmente se deu mal, apesar de prejudicar sua equipe. As “dedadas” eram para desestabilizar o adversário e cavar uma agressão e/ou tentativa de. Foi justamente ao contrário: Trellez manteve o equilíbrio emocional e não revidou. É importante que os “espertalhões” percam em suas atitudes unfair-play para que a honestidade do esporte sobreviva.

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– Existe efeito suspensivo para jogador antes do julgamento de um Cartão Vermelho?

Não assisti a última rodada do Campeonato Amador de Jundiaí. Entretanto, ouvi falar que um atleta expulso na rodada das quartas-de-final jogou a primeira partida da semi-final.

Como não tenho certeza, não cito nomes e espero que nada disso tenha acontecido. Mas para fins didáticos: e se isso tivesse acontecido?

Se aconteceu, é algo gravíssimo. Logo no início da administração de Joseph Blatter, começou a discussão sobre julgamentos de atletas que eram expulsos e jogavam a rodada seguinte por conseguirem absolvição. No Brasil, isso culminou com um jogo entre Palmeiras x Vasco, quando um julgamento foi adiantado pelo Eurico Miranda para que um atleta expulso (salvo engano Edmundo) pudesse jogar.

Há mais de uma década, a FIFA determinou que OBRIGATORIAMENTE um atleta que receba o Cartão Vermelho cumpra um jogo de suspensão, justamente para evitar tal ocorrência. Isso acontece até mesmo se for numa final de Copa do Mundo (o atleta em questão está automaticamente suspenso para o primeiro jogo de Eliminatórias da Copa seguinte).

Como exemplo, imagine a seguinte situação: um jogador dá um soco no adversário e recebe o Cartão Vermelho. O atleta não poderá jogar a partida seguinte e está liberado para as demais até ser julgado. Se for condenado a 5 jogos de gancho, por ter cumprido 1, cumprirá os outros 4 quando for comunicado pelo Tribunal. NESSA OCASIÃO (após o julgamento e a pena determinada), o departamento jurídico do clube pode pedir o efeito suspensivo (ou seja, que ele não cumpra a pena, possa jogar as demais partidas até novo julgamento). O risco de se pedir um efeito suspensivo é que o atleta pode ser absolvido, ter a pena reduzida, mantida ou até mesmo aumentada!

Mas imagine a situação 2: um atleta dá um carrinho em disputa de bola e atinge o adversário, sendo expulso por jogo brusco grave. Acontecerá a mesma coisa: cumprirá 1 jogo de suspensão e será julgado. Entretanto, pela natureza da falta, normalmente se cumpre apenas uma partida (ou seja, a suspensão automática). Só que se porventura o julgamento dele for antecipado e se decidir que há a absolvição, DEVE cumprir a suspensão automática determinada pelas Regras mesmo assim.

Em suma: recebeu Cartão Vermelho, absolvido ou não, é obrigado cumprir a automática. O EFEITO SUSPENSIVO SÓ EXISTE APÓS A JUSTIÇA DESPORTIVA JULGAR. Mais ainda: conseguir o efeito suspensivo não livra do cumprimento da suspensão de um jogo, e só pode ser concedido pelo Tribunal, nunca por uma junta emergencial ou por presidente de entidade.

Já imaginaram se tivéssemos uma partida final do Brasileirão entre Corinthians x Flamengo, sendo que Jô e Felipe Vizeu estivessem suspensos por terem sido expulsos na última rodada, e o STJD decide antecipar o julgamento para absolvê-los? Nem assim poderiam jogar. Muito menos se Marco Polo Del Nero desse uma canetada e “criasse um efeito suspensivo” – inexistente pelas Regras da forma que se deseja – a fim de permitir que ambos atletas joguem e abrilhantem o espetáculo!

Creio que não foi cometida a irregularidade jurídica de se inventar um efeito suspensivo por parte do Executivo da Liga Jundiaiense (pois tal instrumento inexiste, só é aplicado pela Justiça Desportiva), sempre respeitando a Regra do Jogo de que, um atleta que recebe o Cartão Vermelho, com efeito ou não, absolvido ou condenado, DEVE estar suspenso automaticamente no jogo seguinte. Isso é irrevogável.

A única situação que se cancela o Vermelho é aquela em que há o claro dolo sofrido pelo time que prova o erro de confusão com o atleta expulso (como o caso de Gabriel no Corinthians x Palmeiras apitado por Thiago Duarte Peixoto no Paulistão), mas isso se faz pelo Departamento Técnico, é levado ao Tribunal em condição excepcional e permitida pelas leis, e, logicamente, com o uso de claras imagens provando o equívoco ou depoimento do árbitro reconhecendo o erro (isso acontece desde a Copa de 90). Testemunho de boca é claro que não vale.

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– O ridículo ato de Rodrigo e o vandalismo na partida entre Ponte Preta 2×3 Vitória

OBS: Antes do texto, aqui vai o relato da expulsão do atleta Rodrigo: Expulsei com cartão vermelho direto, aos 19 minutos do primeiro tempo, o atleta n. 03, sr. rodrigo da costa, da equipe da a.a. ponte preta, após ser informado pelo quarto árbitro sr. felipe alan costa de oliveira, que o referido atleta havia introduzido, por duas vezes, seu dedo médio entre as nádegas de seu adversário de número 22, sr, santiago trellez vivero, isto, quando a bola se encontrava fora de jogo. informo ainda que o atleta expulso resistiu em deixar o campo de jogo, só o fazendo após convencido pelos próprios companheiros de equipe.

Estando 2×0 a favor da Ponte Preta no Moisés Lucarelli contra o Vitória da Bahia, num dos mais importantes jogos visando a fuga do rebaixamento para a série B, eis que o zagueiro Rodrigo (ex-Vasco) comete uma sandice e é expulso. Para azar dele (e da torcida da Macaca), o bem armado time de Vagner Mancini se aproveita da Ponte ficar com um homem a menos e vira o placar, marcando três gols nesse período.

O lance lembrou muito a situação constrangedora envolvendo o chileno Gonzalo Jara quando colocou o seu dedo no meio no meio do bumbum do uruguaio Cavani na Copa América Centenária, em 2015. Desta feita, Rodrigo por duas vezes fez o mesmo em seu adversário Trellez. Flagrado pelo 4o árbitro que avisou o juiz Ricardo Marques Ribeiro, houve a expulsão incontestável.

No final da partida, vandalismo total com a tentativa de invasão da Ponte Preta, sendo que parte do alambrado foi arrancado, muita gente entrou e não houve mais condição de segurança para o término do jogo. Provavelmente a CBF confirmará o placar a favor do Vitória, pois não dá para discutir.

Até as 08h30, não havia sido divulgada a súmula do jogo. Fico curioso como estará relatada a expulsão no documento, já que o árbitro deve colocar claramente os fatos acontecidos. Seria:

“Expulso por agredir seu adversário número ‘tal’ com uma dedada em seu ânus”.

E você acha que estou brincando? É assim mesmo que deve ser o relato!

Por fim: muita gozação entre os torcedores rivais da Ponte Preta. A eles isso é permitido (imagino que em especial aos do Guarani, seu rival principal). Mas fico me perguntando: aqui em Jundiaí, o que meus amigos torcedores do Paulista FC podem dizer?

Há claramente muitos memes criados contra o rival campineiro por parte da torcida do Galo e a gozação (natural que acontecesse) traz um pouco de alegria à sofrida torcida. Mas compare: a Ponte Preta estará na série B nacional e na 1a divisão estadual. Seu estádio (velho como o do Paulista) está livre da Justiça e os débitos trabalhistas regularizados. Já o igualmente centenário time jundiaiense leva vantagem por ter um titulo nacional (a Copa do Brasil 2005), sendo que a Macaca nada tem. Mas o Galo há tempos não tem índice técnico para disputar divisão alguma do Campeonato Brasileiro, jogará a 4a e última divisão do Campeonato Paulista, ficou sem calendário no segundo semestre (nem disputou a fraquinha Copa Paulista), está cheio de dívidas devendo a Deus e ao mundo, o Estádio Jayme Cintra foi a leilão pela segunda vez e resta-lhe como patrimônio fiel a sua torcida.

O futebol permite dessas coisas: tripudiar de quem hoje, mesmo na dor, está ainda melhor do que você. Não condeno o deleite do torcedor (claro, muitos estão felizes e fazem as brincadeiras nas Redes Sociais). Mas à luz da razão…

Aliás, recebi de um internauta campineiro a súmula do que teria sido o primeiro jogo entre Ponte Preta x Paulista. Não sei se é correta (datada de 1942), mas o amigo Ivan Gotardo, historiador do Galo, pode confirmar ou não.

Enfim: 2018 melhor para o Galo e para a Macaca, que em breve se encontrem em situação mais feliz nos torneios.

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– A péssima comunicação no pênalti de Coritiba 1×2 São Paulo

Um equívoco grande da arbitragem de Coritiba 1×2 São Paulo, no Couto Pereira em Curitiba. Vamos a ele?

Ainda no primeiro tempo (40m), estando o time paranaense no ataque, uma bola é cruzada e disputada pelo alto entre o são-paulino Edmar e o coxa-branca Thiago Real dentro da grande área. O atleta do Coritiba coloca intencionalmente a mão na bola (portanto, falta dentro da área a favor do São Paulo). O árbitro Anderson Daronco apita e simplesmente não aponta nada, mas caminha calmamente em direção ao árbitro assistente adicional Eleno Todeschini, que diz ter sido pênalti.

As câmeras da Rede Globo flagraram a conversa entre Juiz e AAA, onde na leitura labial Daronco diz: “pra mim foi pênalti”, e o Adicional confirma a mão do são-paulino (que não foi) indicando a marca do ponto penal.

É claro que o Árbitro Adicional, de frente para o lance, foi quem mais errou. Mas Anderson Daronco, sendo FIFA e com tanta experiência, não pode vacilar desse jeito. Se marcou, tem que ter convicção. O AAA tem papel consultivo, cabendo o árbitro aceitar ou não sua opinião. E aqui respeitosamente reitero o que tenho dito há tempos: Daronco é bom árbitro, mas não excepcional. O comparo pertinentemente com Pierluigi Colina, juiz da final da Copa de 2002: ambos eram tecnicamente comuns, mas ambos respeitadíssimos pelos atletas. Colina pela sua postura de liderança, midiática e, até certo ponto, chamativa pela sua careca (fruto de uma doença da juventude). Daronco pelo seu porte físico e excesso de exposição na mídia

Ser comum não quer dizer “ser ruim“; ser comum é ser igual a muitos que se tem por aí. Erros de Anderson Daronco têm acontecido, mas estão sendo minimizados pelo nome que construiu.

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– Grêmio 1×0 Lanus: não basta ter tecnologia, há de se ter competência

Incompetência, arrogância ou temeridade: qual o verdadeiro defeito demonstrado pelo árbitro chileno Julio Bascuñán para desprezar a utilização do auxílio de vídeo no primeiro jogo da final da Libertadores da América?

INCOMPETÊNCIA em não estar preparado para um jogo desse porte e não saber solicitar o vídeo no momento adequado? Faltou ao treinamento?

ARROGÂNCIA por não achar que precisaria da ajuda do vídeo e desprezar o equipamento, confiando excessivamente em si próprio?

TEMERIDADE em usar o equipamento e ter que mudar sua decisão inicial e ser criticado, alegando que só se socorreu ao vídeo por pressão do time da casa?

Enfim, faltou sensibilidade para não utilizar todos os equipamentos eletrônicos disponíveis. Mas pense: e por quê o árbitro de vídeo não interpelou o árbitro nos dois lances de pênalti reclamados (o 1o duvidoso, eu não marcaria pois entendi tranco viril, mas legal; o 2o, em Jael, indiscutível que houve a infração)?

– Teria o equipamento não funcionado corretamente e o VAR ter se constrangido?

– Estariam alojados inadequadamente e a comunicação falhou (lembre-se que no Monumental de Nuñes, ao invés de uma cabine, o árbitro de vídeo, o bandeira de vídeo e o operador ficaram em um container)?

– Quis passar despercebido e não se comprometer?

Lembrando: toda a equipe de arbitragem foi composta pelo árbitro Júlio Bascuñán-CHI, pelo bandeira 1 Carlos Astroza-CHI, pelo bandeira 2 Christian Schiemann-CHI, pelo quarto árbitro Diego Haro-PER, pelo árbitro de vídeo Jesus Valenzuela-VEN, pelo assistente do árbitro de vídeo Roddy Zambrano-ECU e pelo bandeira de vídeo  Christian Lescano-ECU. Foram 7 árbitros de 4 nacionalidades.

FICA A OBSERVAÇÃO: no jogo entre Lanús x River Plate, péssima e decisiva atuação do septeto de arbitragem, usando (ou não usando) adequadamente os recursos eletrônicos. Agora, um desprezo total da ajuda externa permitida. Dessa forma, deixo a questão para a reflexão: de que adiantam as câmeras se quem as opera e assiste é incompetente?

Me parece que o recurso mais desejado é aquele utilizado diversas vezes no Brasileirão e visto claramente: o de “alguém soprar o lance após ver a imagem na Globo para o 4o árbitro”…

Importante: Bascuñán foi o árbitro de vídeo em Porto Alegre na semifinal jogada pelo Grêmio contra o Barcelona-ECU. Naquela oportunidade, ficou em um container no estacionamento do Estádio Olímpico. E isso me irrita! Todos deveriam estar em uma cabine com comunicação ABERTA ao público, como se faz no Rugbi.

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– O uso de Drone fere a Regra de Jogo?

Causou muito burburinho a história investigada e comprovada pela ESPN Brasil de que o Grêmio-RS utiliza de um drone para assistir aos treinos dos seus adversários.

E isso pode?

Se fosse durante uma partida de futebol, não é permitido, pois seria comunicação externa para a equipe, e isso já foi proibido pela FIFA (inclui-se na mesma situação de celulares, notebooks e OUTROS equipamentos eletrônicos de comunicação – neste caso, por imagem).

E sendo no treino?

já não é mais problema da Regra do Jogo. Poder-se-ia dizer ilegal? Não. Talvez: imoral.

Particularmente, penso que um drone sobrevoando o treino de um adversário tem a mesma relação de um olheiro-espião observando com binóculo, do alto de um prédio vizinho, a equipe referida se preparando. A diferença é que esse mesmo olheiro ganhou asas e trocou o binóculo por câmeras.

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– As não expulsões de flamenguistas no Flamengo 3×0 Corinthians.

Pouca gente sabe, mas a Regra do Jogo, quando se trata de agressão, dá o mesmo peso à punição de uma conduta violenta se o agredido for um adversário ou companheiro. Dessa forma, na briga entre Felipe Vizeu e Rodolpho, ambos deveriam ter recebido o cartão vermelho (e o árbitro mato-grossense da FIFA Wagner Reway não puniu). No julgamento, seria o STJD que determinaria quem teve a atitude mais grave (ou seja: se ambos devem receber a mesma pena ou não, já que um deve ter começado e o outro reagido). A questão é: tinha que expulsar os dois jogadores.

Ficará a dúvida:

  • O árbitro não viu,
  • Interpretou que “não foi nada” ou
  • “Tremeu as pernas” por ter que expulsar dois flamenguistas ainda no 1o tempo e na Arena Luso Brasileira?

O certo é que a Regra não foi cumprida. E naquele lance, Marcos Mateus Pereira, o AAA1 (que está locado no Mato Grosso do Sul, mas apitou em São Paulo na gestão do Cel Marinho na FPF), estava bem de frente ao acontecido e poderia comunicar o árbitro, caso ele não tenha visto. Portanto, erro em conjunto.

Talvez mais errado do que isso foi o fato de Felipe Vizeu comemorar o 3o gol com o dedo do meio em riste e NINGUÉM do sexteto de arbitragem ver. Era mais uma oportunidade para se aplicar a regra e que de novo não foi cumprida.

Eu me lembro de Romário e Andrei num São Paulo x Fluminense agindo da mesma forma; de um jogo do Palmeiras com a pendenga entre Marcelo Ramos e Obina. Mas nesses jogos citados os clubes estavam muito mal na tabela, brigando para não cair. No RJ, foi diferente: o Flamengo está no alto da tabela!

Uma observação final: atletas que jogam em um time tão grande como o Mengão, em rede nacional, tomarem tais atitudes com extremo desequilíbrio emocional, não incomoda aos envolvidos do clube?

Ops: em tempo – não há o que discutir o pênalti cometido sobre Geovânio, ali foi infelicidade do zagueiro corintiano em lance infantil. Tiro penal bem marcado.

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– Alguém entendeu o Heber em Goiás 0x2 Internacional?

Estando 0x0 no Serra Dourada, pela série B, em uma jogada parecendo duvidosa de impedimento, um atacante da equipe esmeraldina é lançado (em posição legal), avança e toca para a área. O bandeira 2 Thiaggo Americano Labes diz que o lance é legal e sai o gol do Goiás. Mas…

De maneira curiosa, Heber Roberto Lopes chama a responsabilidade do lance e anula o gol. Em um primeiro momento, ele dá a impressão de que chamou a responsabilidade do impedimento para ele (não deveria). Entretanto, ele marca bola ao chão (se fosse impedimento, deveria ser tiro livre indireto aos gaúchos).

Até agora ninguém sabe o que foi marcado. Na súmula, nada alegado. Hélio dos Anjos, treinador do Goiás, reclama que esse gol anulado “desmontou” sua equipe e por isso o Internacional mudou o jogo.

A única coisa certa é que Heber Roberto Lopes, em má fase há tempos, quis aparecer e errou feio, sem muito o que justificar.

Lance estranho. Veja, em: https://www.youtube.com/watch?v=F52y3FokqNA

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– Diante dos nomes envolvidos nos escândalos do futebol, há omissão ou cumplicidade? Só além do campo ou dentro das 4 linhas?

Inicio esse texto com duas perguntas:
 
1. Por que os presidentes dos clubes de futebol do Brasil, bem como as Federações Estaduais, estão caladas diante dos escândalos que envolvem a CBF, Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero e José Maria Marin na corrupção do futebol mundial?
2. Todos os crimes envolviam direitos de transmissão, venda de amistosos, escolhas de países-sedes, manutenção de poder, mas… nenhum “resultadozinho” de jogo qualquer?
Vamos lá: bem didaticamente para que essas duas questões acima ressoem durante a sua leitura abaixo. Seguem importantes considerações:

Se você tem acompanhado o desenrolar do FIFAgate, sabe que os novos colaboradores da Justiça dos EUA (Marin, Blatter e J Hawilla) estão abrindo a “caixa preta” da corrupção no esporte

Mais do que isso: Alejandro Buzarco, o argentino CEO da TyC (Torneos y Competencias), denunciou “quase todo o ‘mundo do futebol’” de propina! Sobrou até para a Globo, passando por seu ex-executivo Marcelo Campos Pinto (que tive o desprazer de conhecer certa feita em um Congresso em SP – digo isso pela empáfia e arrogância gratuita que distribuiu) e jogadores importantes (na 5a feira, o delator Buzarco afirmou que pagou a Messi e a outros jogadores da Seleção Argentina o valor de 200 mil dólares para que disputassem amistosos). 

Depois da morte de Julio Grondona, segundo informações do jornalista Wanderley Nogueira (que deve ser a pessoa que tem informações mais precisas sendo reportadas aos interessados), o ex-presidente da Conmebol Juan Angel Napo e o atual presidente da CBF Marco Polo Del Nero o substituiram na função de “distribuidores oficiais das propinas” a TODOS os países membros filiados da América do Sul

Diante de todo esse enredo malévolo e sem pudor (chegando ao ponto do suicídio de Jorge Delhon, advogado de Cristina Kirchner e citado como corrupto, tendo se jogado na frente um trem em Lanús após ter conhecimento da denúncia), como crer que os interesses de lucro da CBF e da Rede Globo (digo isso pois foram citados) passariam apenas fora dos gramados e não implicariam em negociatas, resultados dentro de campo e títulos a comparsas?

Seria altamente leviano acusar, mas se comprovado tudo isso que se lê nas manchetes (repito: de gente com credibilidade), custa-me crer que nas entidades que esses homens comandam não estejam encaixados subordinados de sua confiança. Ou crê-se infantilmente que um larápio tenha em peças-chaves da sua organização somente homens de honestidade comprovada?

Não se pode condenar nem acusar ninguém. Mas ser ingênuo em acreditar que os negócios do gramado passam ao largo dos de fora, aí é burrice demais

Juro que não entendo: Marco Polo Del Nero não é interpelado por NINGUÉM da cartolagem brasileira. Estariam os dirigentes dos clubes comprometidos com ele?

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