– O pênalti em impedimento no Inglaterra 6×1 Panamá. Correto ou não?

Não pude assistir ao lance, mas fui questionado que, supostamente, um dos pênaltis a favor do English Team estivesse em posição de impedimento do atacante. Pode ou não?

Saiba: ocorreram alterações sobre isso há dois anos. Antes, se um jogador estivesse impedido ou em posição de impedimento e sofresse uma falta, não se marcava o tiro direto ou penalidade pois ele estava “fora de jogo” (mas podia se aplicar a punição disciplinar: cartão amarelo ou vermelho para o defensor, dependendo da gravidade / violência do ato).

Agora, se um jogador está em posição de impedimento e sofre uma infração, esta deve ser marcada caso o impedimento não tenha sido confirmado (e será confirmado caso exista o toque efetivo do atacante). Ou seja: se impedido, não há pênalti; se está em posição de impedimento (ainda não tocou a bola), a nova orientação é dar pênalti.

Como escrevi, não assisti ao jogo, mas fica a Regra para que se tire as conclusões.

[Inglaterra atropela Panamá, garante classificação e vai definir liderança com a Bélgica]

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– O pênalti de Suécia 1×2 Alemanha

A Suécia reclama – e com razão – sobre um pênalti não marcado de Boateng em Berg.

Claro que o VAR veio para ajudar (e tem ajudado muito na Copa do Mundo). Acontece que quando há falhas humanas como essa, não há tecnologia que sustente!

Insisto: não adianta o vídeo-árbitro se quem decide ou informa não é capacitado.

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– Um novo Neymar do último domingo à sexta: Brasil 2×0 Costa Rica

Quando entrou em campo contra a Suíça, pensei: Neymar deve ter arranjado um patrocinador e usou o novo penteado para desviar o foco e as pressões, como foi a estratégia usada por Ronaldo Fenômeno em 2002. E os memes pipocaram: se R9 usou o corte Cascão, Njr10 usou o corte Cascuda!

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Como para a maior parte das pessoas o corte ficou extravagante demais, surgiram várias brincadeiras. Eric Cantoná, por exemplo, brincou com o penteado Miojo:

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O certo é que, dentro de campo, todos nós vimos que Neymar apanhou bastante. E mesmo prendendo a bola demais, mostrando ser “fominha”, não abdicou da vaidade em querer resolver individualmente. Claro que foi criticado e suas posições no chão viraram outro meme…

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Só que na 2a rodada, contra a Costa Rica, justiça seja feita: Neymar não foi o garoto mimado e exibicionista pintado pelos seus críticos (com doses de certa razão). Nada vazou de extra-campo que pudesse trazer polêmica a ele durante esses dias! Com a bola rolando, mostrou-se muito empenhado, dedicado, jogando pelo coletivo, chamando a responsabilidade como membro de uma equipe! 

Gostei bastante do que vi. NJr10 jogou como um verdadeiro craque que luta pelo prêmio The Best da Fifa. Lógico, apanhou de novo em campo – e embora o árbitro holandês Bjorn Kuiper tenha feito uma boa arbitragem, pecou duas vezes: em permitir o rodízio de faltas no atacante brasileiro, e ao corrigir a marcação equivocada do pênalti em Neymar – corrigido pelo VAR. Aliás, um acerto muito grande, já que houve simulação (e é por lances assim que os adversários criticam o brasileiro).

Inegável falarmos hoje que, não só Neymar, mas todo o selecionado brasileiro jogou com a garra que os torcedores desejam, além dos lampejos do famoso futebol-arte. Aliás, a mesma garra que faltou à Argentina e o mesmo ímpeto decisivo que faltou a Lionel Messi.

E aqui uma observação do ponto de vista da arbitragem: por mais que se procure o Equilíbrio Emocional em campo, não é fácil Neymar apanhar o jogo inteiro com a manjada estratégia do rodízio de faltas; porém, as também manjadas simulações devem ser evitadas. É um toma-la-da-cá, e como bem lembrou o comentarista da FOX Sports, Paulo Vinícius Coelho, é uma história de “Pedro e o Lobo: de tanto falar que o Lobo viria de mentirinha, quando veio de verdade, ninguém acreditou. Assim, Neymar precisa saber sair das faltas e não forçá-las, pois quando elas ocorrerem de fato, lembrar-se-ão dos gestos de simulação!

Enfim: se no 1o tempo a Seleção deu uma patinada, mostrou no 2o que é candidata ao título (aliás: que atuação do goleiro costarriquenho Keylor Navas). Mais do que isso: que Neymar pode vir a ser o brilhante jogador responsável, maduro e técnico tão desejado. 

É por isso que depois de tantos memes, valem os aplausos:

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– Escala da Arbitragem para Flamengo x Paulista

Daniel Bernardes Serrano, 32 anos, professor de Educação Física, que há 9 anos faz parte do quadro da FPF, apitará Flamengo x Paulista pela 12ª rodada da Segunda Divisão Sub 23.

Apesar de não ter apitado a série A1 ainda (tem muitos jogos na A2 e A3), entrou no Quadro da CBF e está atuando no Brasileirão como 4º árbitro em jogos da Série B, C e D. No Paulistão da Segundona, trabalhou apenas uma vez: Catanduvense 0x0 Catanduva FC. Enfim: uma aposta da FPF pela idade e pelos jogos trabalhados.

Seus bandeiras são todos experientes: Marco Antonio Andrade Motta Jr e Bruno Silva de Jesus atuaram em muitos jogos e André Luiz Ribeiro Cozzi.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 0x2 Guarulhos e os problemas relatados na súmula!

Arbitragem muito ruim neste sábado no Estádio Jayme Cintra. Particularmente, me decepcionei com o que assisti, pois o árbitro apitou de uma maneira diferente do que sempre faz, frustrando minha expectativa.

Cléber Luís Paulino, que apitou a série A1 e também foi o juiz da final da Copa SP entre Corinthians x Batatais, foi bem tecnicamente. Entretanto, disciplinarmente e na questão postural foi péssimo!

Digo isso pois foi omisso quanto às diversas simulações e retardamentos de jogo da equipe do Guarulhos. Tal fato deixou o jogo nervoso, pois o árbitro, ao invés de coibir a cera com o cartão amarelo (é o que manda a regra) quis compensar com os 8 minutos de acréscimo (cera não se compensa com acréscimos, cera se coibi com o cartão – essa é a Regra do Jogo, embora muito árbitro dá esse “migué” de dizer que acrescentará, preferindo não dar cartões).

Na questão técnica, começou bem, estando atento e correndo bastante. Deu uma vantagem importante aos 7 minutos a favor do Paulista; entretanto, antes dela se concretizar (vantagem não é posse de bola necessariamente) há na sequência uma falta a favor do Guarulhos que não foi marcada também. Com o jogador guarulhense no chão, o árbitro parou o jogo no contra-ataque. No bola-ao-chão, a bola foi chutada para a linha de fundo do Paulista, virando de um ataque promissor um mero tiro de meta. Do mais, houve apenas uma certa dificuldade no entendimento de “trancos mais viris”, por conta dos jogadores usarem muito o corpo. Acertou na maior parte ao não marcar faltas, mas uma ou outra jogada (interpretativa) acabou passando. Ainda tecnicamente falando, acertou aos 31m, quando Zunquinha (PFC) chutou a bola para o gol, ela desviou no braço de Guilherme (GUA), e o árbitro corretamente não marcou o pênalti.

Na questão disciplinar, a tarde foi muito infeliz para o juizão. Mendes, o garoto camisa 11 do Guarulhos, caiu ao todo 5 vezes pedindo atendimento médico e/ou simulando ter sido agredido. Nitidamente, em todas foi para retardar o jogo e incrivelmente não teve a atenção chamada (ser cinco vezes o mesmo atleta é para o árbitro “se mancar”). Mas se as diversas simulações e retardamentos foram persistentes e contaram com a omissão do árbitro, a lamentar quase no final do jogo um verdadeiro circo ocorrido: Ian (PFC) vai disputar uma bola com seu adversário Willian (GUA); a bola sai para a linha lateral, não há falta, mas Bruno cai simulando ter sido agredido no rosto (o clima já estava ruim entre ambas equipes devido à omissão de Cleber). Ato contínuo, o “bololô” de jogadores se faz – dos atletas do Paulista pedindo punição pela simulação, e dos atletas do Guarulhos reclamado de uma suposta (mas inexistente) agressão. Na discussão, Magno (PFC) perdeu a cabeça e cuspiu em Bruno (GUA), sendo corretamente expulso.

Ainda disciplinarmente falando, o jogo, que já estava com o clima ruim, tornou-se insuportável. Nervoso, Rafael Sena (PFC) deu um carrinho violento em Custódio (PFC) e não foi expulso. Na continuidade do lance, Marcelo (PFC) revidou da mesma forma com um carrinho de igual intensidade em Cuadrado (PFC). Por fim, aos 53m, Nathan (PFC), ao perder a bola, deu um tapa na cabeça do atacante Alan (GUA). Todos esses citados por infração deveriam receber o Cartão Vermelho.

Sem dúvida alguma, tal ambiente se formou pela postura do árbitro: pareceu-me omisso, “calmo demais” e sem vibração alguma. Seria menosprezo ao jogo? Creio que não. Para mim, faltou estar ligado e presente nas situações de conflito.

O bandeira 1 Mauro André de Freitas teve boa participação nos impedimentos; já o bandeira 2 Luís Alexandre Nielsen, muito atento nos lances e ajudando na marcação de faltas. Também foi atuante o quarto-árbitro Rodrigo Santos.

Importante ressaltar duas anotações em súmula:

Sobre a expulsão de Magno, relatou:

Expulso por atingir com uma cusparada o braço direito de seu adversário de n° 08 Sr Bruno Rafael Silva Santos, quando a partida estava paralisada.”

Algo que pode complicar demais o Paulista (e, infelizmente, fazer com o que o Galo possa perder o mando de jogo), foi o fato de jogarem rojões contra o vestiário do Guarulhos (o policiamento foi chamado pelos diretores do clube). A própria FPF presenciou e avisou o árbitro, que relatou:

Informo que após o termino da partida o fiscal de apoio (FPF) o senhor Edson Correia Primo portador do RG:144732427, foi ao vestiário da equipe de arbitragem e comunicou que presenciou torcedores da equipe do Paulista F.C. Ltda soltando rojões próximo ao vestiário da equipe visitante. Fato esse que não foi presenciado pela equipe de arbitragem.”

Tomara que o Departamento Jurídico do Galo esteja atento a suas situações (certamente está) e que o Paulista FC não seja punido com severidade.

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– Espanha 3×3 Cristiano Ronaldo

Como joga bola o CR7, não? Aliás, já pensou em um time com ele, Neymar e Messi?

Sobre os erros de arbitragem na partida de ontem, entre Espanha 3×3 Portugal (com 3 gols de Ronaldo): dois erros relevantes!

O 1o: pênalti inexistente para Portugal, pois é Cristiano Ronaldo quem busca cavar indo com o pé na perna do adversário. O árbitro italiano Gianluca Rocchi bobeou e marcou.

O 2o: o gol de Diego Costa para a Espanha, após uma braçada irregular na cara do seu marcador Pepe. Para mim, o juizão quis compensar pois estava com a consciência pesada do lance duvidoso anterior.

Enfim: onde estava o VAR naquele jogo?

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– Os lances do VAR em França 2×1 Austrália

Não pude assistir a partida entre os franceses e australianos neste sábado. Mas leio que o amigo Sálvio Spinola, comentarista de arbitragem da ESPN, acompanhou tudo e postou:

SEM VAR: França 0x1 Austrália

COM VAR: França 2×1 Austrália

Ser contra o uso da tecnologia, de fato, é bobagem nos dias atuais. Mas vale o lembrete: deve-se saber QUANDO e COMO usar!

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– Recordar é Viver!

Aparecendo essa foto na minha Timeline do Facebook, dando aquela coceira de rememorar: um jogo num domingo à tarde qualquer pelo Campeonato Paulista – no “antigo” Estádio Palestra Itália, na partida entre Palmeiras x Guaratinguetá.

Árbitro: Élcio Pascoal Borborema
Bandeira 1: Luis Henrique
Bandeira 2: Márcia Simionato
Quarto Árbitro: Rafael Porcari

O treinador palmeirense era Caio Jr, o do Guará era Toninho Cecílio. Destaques do jogo eram Edmundo, Valdívia e o paraguaio Florentin (salvo engano, faleceu em acidente de carro).

– Uma 4a fúnebre para o futebol brasileiro: Palmeiras 1×1 Flamengo, Coronel Nunes e fala de Micalle

Na véspera da Copa da Rússia, 3 acontecimentos lamentáveis para o mundo do futebol brasileiro. Vamos a eles?

1- Palmeiras x Flamengo: um clássico dessa magnitude não pode ter 6 jogadores expulsos. Fruto da não colaboração dos jogadores (né, Dudu e Cuellar?), da truculência de quem se diz Pittbull e realmente faz cachorrada – e nem leva Cartão Vermelho (sim, me refiro ao violento carrinho de Felipe Mello em Vinicius Jr, desnecessário e criminoso) e da péssima atuação de Bráulio Machado, árbitro catarinense que foi muito mal (culpa só do árbitro ou de quem escala / inventa, ou melhor, sorteia tais juízes?).

Disse o presidente Eduardo Bandeira de Mello, do Flamengo, após o ocorrido:

Lance truculento e covarde contra uma criança”.

Criança boa de bola e que vale muitos euros, ressalte-se…

2- Cel Nunes, o atual presidente da CBF, criado por Marco Polo Del Nero como vice-presidente a fim de não permitir que Delfim Moreira, o outro vice da entidade e desafeto dele, um dia assumisse a presidência, fez lambança ao descumprir o acordo da Conmebol com a Concacaf e votasse no Marrocos, ao invés da candidatura da América do Norte para a Copa de 2026 (em troca, a Concacaf votaria na candidatura Uruguai / Argentina / Paraguai para 2030, frente à Inglaterra quando ocorresse o pleito.

Claro que teorias conspiratórias surgirão: represália contra os americanos por conta do FBI, suborno dos africanos e vinganca pelos americanos e mexicanos terem recusado jogar a Copa América 2019 em nosso país, além de outras tantas coisas. O certo é que houve trapalhada: Nunes quis votar no Marrocos, pensou que era voto secreto e fez a “cáca”.

Nesta semana, Cel Nunes disse ao presidente da FIFA, Infantinno:

Mande preparar a Taça pois eu é que vou levantá-la.

Depois do ocorrido, o presidente da AFA, Cláudio Tapia, declarou:

Quando os homens fazem um acordo, precisam cumprir”.

Que descrédito aos nossos cartolas…

3- Rogério Micalle, treinador paranista, reclamou muito da arbitragem de Dewson Freitas, o árbitro paranaense da FIFA (terra do Cel Nunes), no empate de Paraná 1×1 Cruzeiro. Disse sobre a CBF:

Eu trabalhei lá, sei como é”.

Lembram que o Cruzeiro reclamou demais da última arbitragem?

No futebol, o talento dos brasileiros com a bola nos pés é muito diferente do que com as canetas…

 

– Análise da Arbitragem para Paulista x Guarulhos

Cléber Luís Paulino, 37 anos apitará o jogo do Galo no próximo sábado. De Monte Aprazível, professor de Educação Física, realizou bons jogos nas oportunidades que teve na série A1. Está sendo constantemente escalado na Segunda Divisão por não ser do quadro da CBF.

O árbitro estava escalado para a final entre Corinthians x Paulista pela Copa SP 2017; entretanto, acabou por apitar (pelos motivos que a torcida jundiaiense sabe bem) o jogo entre Corinthians x Batatais (e o fez com uma câmera da Sportv acoplada em seu uniforme).

Mauro André de Freitas, o assistente 1, esteve entre os bandeiras premiados no Paulistão 2017. Luís Alexandre Nielsen, penapolense de muitos jogos também da série A1, também é muito bom. Rodrigo Santos trabalhará como 4º árbitro.

De antemão, dá para dizer: teremos uma arbitragem bem segura no Jayme Cintra.

Acompanhe a transmissão de Paulista FC x Guarulhos GRU pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Sábado,, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

 

– A expulsão de Yago em São Paulo 3×0 Vitória: justa ou não?

Muita reclamação da equipe baiana por ter seu jogador expulso no 1º tempo. Procede a chiadeira?

Nenê, aos 34m do 1º tempo, está com a bola e Yago tenta roubá-la: com encontrão, tranco e empurrão. Há um braço aberto, ameaçando um ato mais forte, mas não configurando uma conduta de tentativa de agressão.

O árbitro Igor Junio Benevenuto não entendeu assim e interpretou como conduta violenta (que é o ato de agredir ou tentar agredir, e que vale cartão vermelho). Para mim, errou. Ali é o chamado jogo brusco, que vale o cartão amarelo. Tanto que até o são-paulino Hudson discordou da expulsão do seu adversário.

Enfim: reproduzo a pergunta do amigo do prof Basile, o “Zé Boca de Bagre”: se fosse ao contrário, aí mesmo no Morumbi, teria peito o árbitro de expulsar um jogador do SPFC da mesma forma?

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– David Braz, o autêntico! Sobre Santos 1×2 Internacional

Na partida entre Santos 1×2 Internacional, pessimamente arbitrada por Wagner Magalhães, um pênalti inexistente para cada lado e que não merecem discussão pela clareza dos lances equivocados.

O que me chamou a atenção foi o pós-jogo. O zagueiro santista David Braz declarou:

“Infelizmente, o juiz marcou um pênalti duvidoso para o Inter no primeiro tempo. O árbitro mesmo falou que estava em dúvida e decidiu marcar porque houve o choque. Acho que ele compensou no nosso pênalti, acho que foi lance normal”.

Sincero ao extremo, só falta o STJD intimá-lo por tal declaração de crítica ao árbitro e assumindo que sua equipe foi beneficiada.

Aliás, muitas arbitragens ruins da Gestão Cel Marinho. Assistiram Bahia 3×3 Botafogo? O árbitro paulista Leandro Bizzio Marinho também foi muito mal. E por aí afora…

Se não tivéssemos Copa do Mundo e o Brasileirão estivesse em alta, teríamos fila na porta da CBF para reclamação.

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– Desvio tira impedimento? Sobre o gol de Gabriel Jesus em Áustria 0x3 Brasil

Muita polêmica sobre o 1o gol do Brasil no amistoso preparatório contra a Áustria para a Copa do Mundo da Rússia 2018. Vamos discuti-lo?

A bola é chutada para o gol, desvia em um austríaco e sobra para Gabriel Jesus, em posição de impedimento, marcar o tento.

Gol legal ou não?

Antes de 01 de Julho de 2017, certamente gol ilegal. Um desvio no adversário não tirava o impedimento. Mas a Regra mudou nessa oportunidade e passou a ter o seguinte entendimento:

  • Se você chutar a bola e ela desvia sem qualquer intenção em um adversário, sobrando para um jogador em posição de impedimento, continua valendo o impedimento.
  • Se você chutar a bola e ela desvia em um adversário QUE ESTAVA TENTANDO DISPUTAR A JOGADA e ela sobra a um jogador em posição de impedimento, este toque TIROU A CONDIÇÃO DE IMPEDIMENTO.

Particularmente, acho que o jogador da Áustria, no chute a queima-roupa, não teve intenção alguma de disputar a bola. Portanto, GOL ILEGAL DO BRASIL.

Entretanto, uma última opção sobre o que o bandeira húngaro pode ter interpretado: em 2013, houve uma alteração na Regra 11 que dizia sobre bolas desviadas que sobram para jogadores em posição de impedimento que não estavam na jogada. Ou seja: uma bola que sobra para o jogador que “nem esperava que ela fosse chegar a ele”, teria condição de jogo. Será que entendeu assim a arbitragem?

De qualquer forma, penso que errou também se avaliou desse jeito, pois Gabriel Jesus volta na esperança de pegar uma sobra da bola.

Se você quiser entender mais sobre essa alteração de 5 anos, citada acima, leia o item 9 deste artigo publicado em nosso blog, no link: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2013/09/03/as-recentes-mudancas-nas-regras-e-orientacoes/

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– A Tecnologia Secreta dos Árbitros da FIFA. Qual era ela?

Escrevi esse texto há algum tempo, quando aconteceu a Copa das Confederações no Brasil: a FIFA disse que estava testando um “equipamento para o 4o árbitro” de maneira sigilosa para ajudar a arbitragem de futebol.

Tanto tempo depois, por quê nunca revelou o que era?

Rememorando, abaixo:

QUAL O SEGREDO DA FIFA?

A Copa das Confederações 2013 começará neste sábado com algumas novidades. A tecnologia para detectar se uma bola ultrapassou a linha do gol, pela primeira vez, será usada em caráter oficial (em todas as outras competições, incluindo o Mundial de Clubes de 2012 vencido pelo Corinthians, ela foi usada em caráter experimental). Pena que a FIFA só use o recurso tecnológico nessa situação, pois, penso que já está na hora de outros momentos terem a possibilidade de revisão na tomada de decisão do árbitro.

Porém, na última 5a feira, em entrevista coletiva (em espanhol) sobre a Copa das Confederações, o presidente da FIFA Joseph Blatter declarou duas coisas importantes: a primeira é que na competição a FIFA não utilizará os árbitros assistentes adicionais (AAA); a segunda é que o 4o árbitro, além de suas funções habituais, usará uma tecnologia até agora não discutida e que será testada em sigilo.

O que seria essa tecnologia secreta?

Algum palpite?

Difícil dizer algo, já que ela estará a cargo de um árbitro que está fora do campo de jogo, embora faça parte da partida (o 4o árbitro). Seria o auxílio de imagens? Se sim, como disfarçá-lo, se é considerá-lo sigiloso?

Espero que, ao final da Copa das Confederações, o recurso tecnológico seja revelado e que os resultados dos testes sejam divulgados.

E você, o que acrescentaria para ajudar o árbitro, e, por tabela, o futebol?

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– O lance da reclamação de mão no Corinthians 1×1 Santos

Fui perguntado se o lance em que o santista Renato pula e a bola bate em seu braço / mão não era infração a favor do Corinthians. A resposta é simples: NÃO!

Muita gente confunde a nova orientação da Regra 12, na qual sugere que se marque faltas em lances de intenção disfarçada de movimentos antinaturais de braços e mãos. Esses “confusos” alegam que a imprudência de se pular com o braço aberto é motivo para marcar faltas e pênaltis.

Nada disso! Nas infrações do futebol, a única que não pode avaliar a imprudência, mas exclusivamente a intenção, é a mão na bola! E dentro da intenção, se avalia o movimento antinatural do braço, uma “intenção disfarçada”.

Quer um exemplo?

Se você pula para cabecear uma bola e ela bate em seu braço por consequência da jogada, não é falta. Bateu, simplesmente, sem intenção. Mas se você pula com o braço levantado acima da cabeça para disputa-la (fisiologicamente, não é esse o movimento natural de um salto), é porque você quer tirar vantagem e disfarça sua intenção, desejando que a bola possa bater em seu braço e ganhar vantagem.

Assim, responda: você acha que Renato teve a intenção de dominar / tocar a bola, ou ela bateu no braço dele? Repare que o atleta até tenta afastar o braço com medo de alguma marcação quando ela toca nele.

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