– Que Zica, Ceni.

Sem imagens e obviamente sem saber o resultado final do jogo, escuto pelo rádio São Paulo x Ceará: o Tricolor perde por 1×0, tem Miranda pendurado com o Amarelo na partida e já suspenso para o clássico de Domingo.

Fica a pergunta: trocar o técnico, mas manter os mesmos jogadores, vale a pena?

Acréscimo: vi o lance de Miranda: pelas orientações novas, onde a FIFA está preocupada com lances de braço / cotovelada em adversários, e a CBF pede rigor na punição, era para Cartão Vermelho. Juizão “sentiu” o peso do Morumbi e considerou o histórico de bom atleta do zagueiro.

Rogério Ceni acerta retorno ao São Paulo e assume lugar de Crespo -  13/10/2021 - Esporte - Folha

– Os lances reclamados em Atlético Mineiro 3×1 Santos.

Muita reclamação contra o árbitro Paulo Roberto Alves Júnior e o VAR Adriano Milczvski (nos pênaltis em noutros diversos lances) no Mineirão. Como não assisti ao jogo para saber se realmente houve “inversões de faltas diversas” (uma das queixas), me atentarei aos pênaltis reclamados (que vi há pouco):

1- 11m/1o tempoO puxão na camisa do argentino Zaracho: o árbitro chamou a responsabilidade para si, não atendendo ao VAR. Acertou e mostrou personalidade ao não marcar infração. Repare que o “segurar a camisa” mudou desde 2019: a Regra fala em “puxão ou agarrão” que impeça o adversário de jogar ou o desequilibre. Portanto, segurar a camisa por si só não é mais infração. A impressão que eu tive é: ao sentir o agarrão, o atleticano desaba (e isso está acontecendo com frequência nos jogos). Acertou o árbitro.

2- 38m/ 1o tempoDylan Borrero agarrado por Wagner Leonardo? Nada disso, jogada normal. Talvez a reação do treinador Cuca, “surtando à beira do gramado” nesse lance, tenha levado às pessoas a entenderem como erro. Repare como o treinador se exalta, foi uma pressão absurda. Acertou o árbitro.

Enquanto isso, na sala do VAR… Rodrigo Caetano, diretor do Atlético Mineiro, chutava as portas do local. Na súmula, consta que aos 41 minutos do 1o tempo: “foram desferidos chutes e socos na porta da sala VOR [sigla em inglês para o local em que o VAR fica] usando as seguintes palavras: ‘Seus ladrões, parem de roubar, nós não vamos aceitar isto’.”

3 – 20m/2o tempo: Lucas Braga cometeu pênalti em Calebe? Sim, um lance infantil demais! O atleticano vai buscar a bola com o peito e o santista, desnecessariamente, o empurra com a mãe esquerda o desequilibrando. Errou o árbitro ao não marcar e acertou o VAR na correção.

4- 35m/2o tempo: Velazques tocando em Calebe: não há muito o que discutir, o defensor tocou na perna do atacante, que tinha a posse de bola. Pênalti fácil para se marcar (aqui, nem precisa de VAR). Acertou a arbitragem.

Portanto, as queixas se devem mais pela pressão do que pelos lances marcados ou não (que foram corretos). Aliás, o futebol está “pilhado” demais, não?

Atlético-MG x Santos: veja onde assistir, escalações, desfalques e  arbitragem | brasileirão série a | ge

– A insensibilidade do massagista com apelo à agressão.

Por conta das agressões ao árbitro Rodrigo Crivellaro em Venâncio Aires, com imagens que rodaram o mundo (o covarde chute em sua cabeça quando estava no chão, pelo atleta Willian Ribeiro – vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-xZ0), muitos árbitros se manifestaram antes das partidas ajoelhando-se, em protesto contra a violência.

Eis que… veja essa breve história:

Jordaite Barretos da Silva é massagista do EC São Bernardo. Neste domingo, pela Copa Paulista (a competição de 2o semestre da FPF para os clubes fora do Brasileirão), na partida entre seu time contra o Primavera de Indaiatuba, após receber o cartão vermelho por ofensas ao bandeira Anderson Moraes Coelho (um árbitro assistente de elite, acostumado a jogos da Série A do Brasileirão e um dos melhores do quadro da CBF), disse:

“É por isso que tem que chutar a cabeça desses caras mesmo, igual fizeram lá no Sul”.

Pode?

Insensibilidade total, desequilíbrio emocional e a prova de que, no futebol, adversário e árbitro não são elementos do jogo, mas inimigos para alguns.

É esporte, minha gente, não é luta por sobrevivência.

– O pênalti equivocado de São Paulo x Santos pelo Brasileirão.

Aos 30m, Rodrigo Nestor (SPFC) chuta para o gol e a bola desvia no braço em Vinícius Balieiro (ex-Vinícius Paulinho, jogador em “comodato” com o Santos, pertencente ao Paulista de Jundiaí e que o time do Interior implora desesperadamente para o Peixe vendê-lo, a fim de entrar dinheiro em caixa). Lance normal ou não?

Seria anormal se:

  • Existisse a intenção de desviar a bola com a mão e os braços (não foi o caso);
  • Existisse o movimento antinatural do braço em deixar que a bola batesse nele (não foi o caso);
  • Existisse a intenção subjetiva de tirar proveito da situação (não foi o caso);
  • Existisse a vontade de ampliar a área de contato (não foi o caso).

Diferente dos lances que abordamos ontem em América/MG x Palmeiras/SP (relato no link: https://wp.me/p55Mu0-2W3), aqui há um claro lance não intencional, corriqueiro, de movimento natural e não infracional que acontece nos jogos. Ops: não considere “houve desvio no ataque”, “direção do gol” ou outros mitos que se tenta justificar e que não se referem de verdade à essa questão específica da Regra.

Repare que Raphael Claus não marcou infração, mas acabou convencido pela VAR Daiane Caroline Muniz (que, sinceramente, foi mal escalada nessa partida, pois não tem rodagem para um jogo tão grande como esse – ela somente apitou uma partida pela série C e outra pela série D, e de repente aparece como árbitra de vídeo na série A? Lógico, trabalhou como AVAR e árbitra em partidas de menor porte do que o SanSão, em divisões menores e amadoras).

Portanto, erro na marcação do pênalti.

– São Paulo x Santos: um SanSão de desesperados?

Ao ver a escala de arbitragem (Claus, com Danilo Simon e Evandro Lima – um trio de primeiríssima linha), imagino que a CBF tem preocupação com os nervos de são-paulinos e santistas para esta 5a feira no Morumbi.

Eu também teria! Tanto o Tricolor quanto o Peixe precisam fugir do rebaixamento inédito do Brasileirão.

O São Paulo de Hernan Crespo não consegue marcar gols nas oportunidades que cria. O Santos não fez gol desde que Fábio Carille assumiu. Se alguém for derrotado, terá o seu treinador muito contestado?

Tá me cheirando um 0x0 esse jogo…

Sportbuzz · São Paulo e Santos: Saiba onde assistir e prováveis escalações  para o clássico!

– Os lances polêmicos de América 2×1 Palmeiras pelo Brasileirão.

Eu não escalaria mais Leandro Pedro Vuaden em jogos do Palmeiras, somente para que o treinador Abel não entrasse predisposto para reclamar da arbitragem. Falaremos abaixo dos erros e acertos da partida entre América-MG 2×1 Palmeiras-SP, mas lembremo-nos: Abel havia reclamado muito em um Choque-Rei e chegou a ficar com o dedo em riste contra Vuaden (que somente o puniu com Amarelo na ocasião). No começo do ano, nova cizânia entre ambos na partida que decidiu a Supercopa entre Flamengo x Palmeiras. Rememorando tudo isso no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/04/12/supercopa-flamengo-x-palmeiras-nao-acabou-ainda-consideracoes-sobre-o-var-abel-e-vuaden/.

Sobre a partida desta 4a feira, pontuo 4 lances importantes que observei e anotei:

26m- Gol de Rony: totalmente legal! A bola que bate na mão do zagueiro Ricardo Silva foi totalmente involuntária e o jogo deveria seguir (como seguiu). Mesmo se tivesse sido infração, houve vantagem. Se a bola batesse na mão de Rony, como o VAR suspeitou, deveria deixar a partida continuar, pois não houve movimento antinatural e nem intenção deliberada. Portanto, acertou Leandro Pedro Vuaden.

49m- Ataque promissor do Palmeiras: o defensor Eduardo Bauermann segura Rony com a mão esquerda no ombro e depois com a mão direita na camisa, agarrando-o (lembrando que desde 2019 a FIFA reforçou: os agarrões precisam impedir que o atleta continue a jogada, pois agarrar a camisa por si só não é mais infração). Vuaden entendeu que o atleta não forçou a queda, mas que foi desequilibrado, e marcou a falta. Porém, existiam atletas do América ao lado de Bauermann, e isso pode ter atrapalhado a interpretação do árbitro. Esses defensores não teriam chance de alcançar Rony para disputar a bola (ao contrário do que provavelmente pensou o juiz), portanto, era lance de situação clara de gol. Errou Vuaden ao aplicar o Cartão Amarelo, era para  Cartão Vermelho).

60m- Primeiro pênalti marcado para o América: A bola é cruzada e bate na mão direita de Jorge que está levantada. Aqui é importante salientar: por falta de nitidez das imagens, se imaginou que poderia ter batido no antebraço esquerdo do palmeirense (se fosse isso, por estar grudado no corpo e em movimento natural, não seria pênalti). Entretanto, por outro ângulo, se verificou que a mão direita estava em movimento antinatural, impedindo a passagem da bola (se a mão estivesse na frente do rosto de Jorge e batesse nela, seria o movimento natural de proteção e isso não é pênalti, pois você pode proteger rosto e partes íntimas com as mãos). Acertou Vuaden.

88m – Segundo pênalti marcado para o América: A bola é cruzada para a área palmeirense e Felipe Mello dá um carrinho para impedi-la. Aqui, atenção: se bate na mão de apoio no chão, que é um movimento natural, não é pênalti. Se bate na outra mão / braço e ele está junto ao corpo, também não é pênalti. Mas como bateu numa mão que está aberta (e repare que ele deixa o braço para aumentar o espaço), é o típico exemplo de movimento antinatural (essa orientação da regra foi criada para isso: punir o jogador que dá uma de “malandro” e bloqueia a bola com a desculpa de que “bateu sem querer”). Acertou o árbitro.

Dos 4 lances polêmicos, 1 erro e 3 acertos. Na coletiva pós-jogo, três perguntas seguidas ao treinador Abel (se referindo a um time reativo, ou seja, que não propunha o jogo e ficava na retranca, e nas três respostas o técnico reclamou da arbitragem).

Cá entre nós: dava para evitar escalar o Vuaden em jogos do Palmeiras, mesmo que a arbitragem tivesse sido ótima.

América-MG x Palmeiras: onde assistir, horário e escalação das equipes

– #tbt 3: Treinadores e Jogadores aos olhos do Árbitro: quem é o “boa gente da bola”?

Repost de 8 anos:

O Futebol é um universo miscigenado, com atores das mais diversas condutas, transmitindo amor e ódio aos torcedores.

Tive o prazer de conviver com muitos deles. E, vez ou outra, me perguntam: “E Fulano, como é dentro de campo? E Beltrano, joga muito?”.

Pois bem: um árbitro de futebol repara mais no comportamento dos atletas do que na categoria. E sobre isso, vale meia-dúzia de observações:

1- Craque quase nunca reclama. Romário é o exemplo. Pouquíssimas vezes vi o Baixinho reclamar com o juiz. Sabe como era um bate-papo com ele antes de sortear o Toz (a moedinha da ‘Bola ou campo’)? Simplesmente cumprimentava, perguntava se fez boa viagem, falava sobre a temperatura, e se o jogo fosse em São Januário, aconselhava alguns “points pós-jogo”. Nunca vi o Romário simular ou pedir cartão para o adversário. Assim também se comportava Raí, Ronaldo Nazário, Bebeto…

2- “Botinudo” sempre será botinudo. Lembram-se do “Cocito”? Batia na própria sombra. E era marcado justamente pela violência. Se era falta simples, virava amarelo pelo seu histórico. Hoje, Felipe Mello leva essa fama. Mas atenção: é diferente do Domingos, o zagueiro que começou no Santos FC e rodou inúmeros clubes, que para muitos é sinônimo de pancada. Tive a chance de apitá-lo desde a base até o profissional, em diversas equipes: seus lances nunca são de falta violenta proposital, mas normalmente por imprudência. Dentro de campo, por mais incrível que possa parecer, é muitíssimo educado com a arbitragem, sendo que poderá ser expulso por violência involuntária, mas nunca por ofensas.

3- O mal comportado é figurinha carimbada na história do futebol brasileiro. Da década de 90, Djalminha e Edmundo são os mais recomendados para se discutir. Me recordo que certa feita, estava no Morumbi assistindo como aluno da Escola de Árbitros o jogo São Paulo x Vasco da Gama. O árbitro era Francisco Dacildo Mourão (hoje, fazendo sucesso como competente comentarista de arbitragem). Depois do jogo, perguntei a ele se o Edmundo (que já era Bad Boy naquele timaço vascaíno da década de 90) dava muito trabalho em campo. E ele respondeu serenamente: “Claro que não. Quando o Edmundo apronta, ele faz a besteira na frente de todo mundo. O duro é o Djalminha, que põe as mãos para trás, vem sorrindo como se pedisse desculpas para o árbitro mas na verdade vem xingando sua mãe”. Nunca me esqueci disso. No final da carreira do Edmundo, num domingo a tarde, eu estava como quarto-árbitro no Parque Antártica na partida entre Palmeiras x Guaratinguetá; neste jogo, um jogador do time de Guará falou algo no ouvido do “Animal” que não pensou duas vezes: meteu o cotovelo sem se preocupar em estar sendo flagrado ou não. Mas o mais curioso é: fora de campo, no vestiário, o Edmundo se transformava! Educado e cortês…

4- Há também os chatos, aqueles que antes da bola rolar já enchem a paciência: Fábio Costa é um deles! Não quer assinar a súmula pois está concentrado no jogo, não quer trocar a camisa pois é supersticioso (mesmo ela sendo da mesma cor do time adversário), não quer tirar aliança para entrar em campo (e isso é obrigatório), além da grosseria. São os jogadores que encaram o árbitro como um inimigo: inclua-se na lista Marcelinho Carioca, Emerson Sheik, Kleber Gladiador… Aliás, são esses mesmos atletas que os adversários reclamam de lances desonestos e tentativas de agressão. E o pior é que todos esses citados deram várias provas disso.

5 – E os “Boas Praças”? O goleiro Marcos, Vampeta, Denilson… esses caras não desacatavam ninguém, eram queridos e/ou folclóricos. Vi os 3 em campo em jogos oficiais: tinham a bola como amiga, jogavam com gosto. Traziam alegria ao futebol.

6- Não pensem que árbitro fica reparando só em jogador dentro de campo. Ele também se preocupa (e muito) com os treinadores. E nessa área, ou melhor, na área técnica, trabalhei com os principais da atualidade: dos rabugentos aos educados.

Muricy é ranziza, mas a boleirada gosta dele; Scolari é chato ao extremo, se preocupa em tumultuar a vida dos árbitros e fazer seu time de vítima, jogando os atletas contra tudo e contra todos; Tite é educado, fala difícil, é intenso na beira do campo e tenta se impor, sem perder o respeito com o árbitro. Luxemburgo é ardiloso, reclama de tudo, cria situações e desvia o foco dos acontecimentos em cima dos árbitros. Mas o pior deles é Emerson Leão! Seu único sorriso é de ironia; é grosso e arrogante. Tenho certeza que, todo e qualquer árbitro quando o expulsava, o fazia com gosto! Na mesma linha vai o atual treinador do Criciúma: Argel Fucks! Apitei ele como treinador de times do Interior, e garanto que ele é tão violento no trato como nos pontapés que dava quando era jogador.

Gente educada (e competente) é: Nelsinho Baptista, Vagner Mancini, Caio Jr, Dorival Jr, Marcelo Oliveira, Levir Culpi…

Diante de tudo isso, vale ressaltar: o comportamento de um profissional de futebol é decisivo em muitos jogos. Imagine um hipotético jogo onde o Gamarra disputa uma bola com o Emerson Sheik na grande área. Se o zagueiro paraguaio (que foi famoso por raramente fazer faltas) fizer um pênalti duvidoso em Emerson (famoso por polemizar), na indecisão do árbitro, a decisão vai ser a marcação de simulação (mesmo que seja tiro penal).

O importante é: que todo profissional de futebol, independente se jogador ou treinador, não fique rotulado negativamente no começo da carreira, pois a fama criada é carregada por muito tempo.

Bola De Vinil Dente Branco Com Preto ( Kit Com 30 Bolas ). nas americanas

– Para Red Bull Bragantino x Flamengo, teremos árbitros da Roraima ou do Amapá?

O Flamengo reclama que “briga pelo título brasileiro com o Atlético Mineiro e o VAR do jogo contra o Red Bull Bragantino é de Minas Gerais”.

Quer dizer, pela lógica da cartolagem, que o árbitro vai “meter a mão contra o Mengão, só para ajudar o Galo”?

Ora, num campeonato onde dos 20 clubes em disputas há 15 vagas para classificar em torneios internacionais e 4 para fugir do rebaixamento, TODO jogo vai ter interesse de terceiros. E certamente o árbitro escalado será de um estado interessado.

Como resolver isso?

Escalando juízes de estados fora da primeira divisão: do Tocantins, da Paraíba, do Acre…

Ironia à parte, os estados que têm o futebol mais desenvolvido, têm os árbitros de melhor qualidade. Não dá para “montar o quebra-cabeça das escalas” sem os principais da Série A atualmente.

Em 13 de Outubro de 2008, tínhamos várias queixas de clubes sobre o “estado de origem dos árbitros”. Compartilho a postagem daquela oportunidade:

DE ONDE VIRÃO OS HOMENS DE PRETO?

A coisa tá ficando difícil. Nesta última rodada do Brasileirão, todos puderam acompanhar como os treinadores apelaram contra a arbitragem. A equipe do Palmeiras-SP reclamou nas rádios da arbitragem do Gaciba (que foi bem no jogo) alegando o fato de ser gaúcho e o Grêmio-RS estar envolvido na briga pelo título (nos jogos que o Vuaden apitou não houve reclamação dos palmeirenses – ops: ele também não é Gaúcho?). Já o Santos reclamou de Marcelo de Lima Henrique (não assisti o jogo), através do discurso de que ele é carioca e o Vasco-RJ e Fluminense-RJ estão na briga contra o rebaixamento!

Em suma, dirigentes reclamam que árbitros que são de estados da federação que tenham equipes envolvidas tanto no acesso ou no rebaixamento estariam “de caso pensado” prejudicando os adversários em prol dos interesses das equipes compatriotas.

Não é extremamente ofensivo, a nós, árbitros? Coloca-se em xeque a nossa honestidade, a LISURA do campeonato e toda a sua seriedade com um mero (e por que não, preconceituoso) fator geográfico!

Infelizmente, quando tais questionamentos passam para a imprensa, o estrago pode ser maior. No último sábado, eu voltava de uma partida que apitei em Franca-SP, e coincidiu do retorno ser próximo do horário do jogo entre Flamengo-RJ X Atlético-MG. Naquela região e pelo horário, as ondas de rádio AM cariocas pegavam muito bem, e ouvia a narração pela Globo AM 1220 (RJ). Na escalação, o repórter de campo da emissora (que não sei o nome – mas cobria o Flamengo na ocasião), quando foi anunciar a arbitragem da partida, disse : “Ah, a arbitragem para esse jogo é suspeita, já que esse jogo interessa ao Palmeiras e São Paulo que brigam pelo título contra o Mengão. Apita o paulista Paulo César de Oliveira; os assistentes Ednilson Corona e Carlos Augusto Nogueira; todos de SP (…)”.

Virou adjetivo pejorativo ser paulista para o “repórter desconfiado”?

Quem conhece o trio paulista que apitou o jogo, sabe da barbaridade que o péssimo jornalista falou.

A propósito, ainda na volta, ouvia os comentários da partida na Rádio Tupi AM 1280 (RJ), e o comentarista Jorge Nunes disse: “ninguém pode reclamar nada do juiz, o Atlético poderia ter enfiado 7 ou 8 a zero; o Flamengo não jogou nada, o Ibson acha que é dono do time e o Caio Júnior teve uma pane na cabeça dele, deu um curto-circuito e saiu tudo errado“.

Amigos, o que podemos fazer contra as injúrias pré-dispostas?

Seguindo essa lógica, já que o Campeonato Brasileiro está empolgante, com todas as equipes brigando por algo, só poderão apitar jogos os árbitros de estados que não tenham clubes na série A. Respeitosamente, esses “donos-da-verdade” devem estar querendo (sem demérito dos colegas) árbitros do AP, RO, RR, AC… E depois vão reclamar da distância e dos custos da arbitragem!

CBF libera novo auxílio aos árbitros e assistentes - Confederação Brasileira de Futebol

– Em Avaí x Ponte Preta, não tem nem dúvida que é Vermelho!

Detesto criticar algum colega comentarista ex-árbitro, sou muito comedido nisso. Mas… há situações que me assustam.

Espero que o Sandro Meira Ricci reveja esse lance e não diga que “a solada na perna faz parte do jogo”. Não dá para deixar de dar cartão vermelho nesse lance abaixo (clique no link):

https://platform.twitter.com/widgets.js

Com respeito, ele está totalmente equivocado ao não defender a expulsão

– Não vai ser anulado o jogo entre Atlético Mineiro 1×1 Palmeiras. GARANTO.

Bem direto: o jogo entre Atlético Mineiro 1×1 Palmeiras tem chance de ser anulado (por conta do lance de Deyverson), como tem sido o desejo de alguns?

NÃO! Explico abaixo:

Na madrugada de 4a feira, após viralizar a imagem do palmeirense invadindo o campo, escrevemos aqui nesse espaço que: “A Regra do Jogo fria, sem interpretação, anularia o gol, mas ela é acompanhada do ‘Espírito da Regra’ e é ele quem o validaria”.

Obviamente, muita chiadeira de quem fala ou escreve com paixão sobre o assunto… (e muitas ofensas contra esse que vos escreve…) Racionalmente, muita concordância. O texto base que valida tudo isso é o item 9 da Regra 3 (atleta extra em “Número de Jogadores”), acrescido pelo item 2 da Regra 5 (espírito do Jogo em “Árbitro e seus Poderes”).

Leia o texto original dessa argumentação em: https://wp.me/p4RTuC-xS5, ou no “Pergunte Ao Árbitro”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/09/29/a-invasao-de-deyverson-era-motivo-para-anular-o-gol-palmeirense-em-atletico-mineiro-1×1-palmeiras/

Pois bem: David Elleray, diretor da Internacional Board (IFAB, a “dona das regras do futebol”), tem sido considerado o especialista número 1 do mundo em “tirar as dúvidas de lances polêmicos”. E consultado pela Conmebol, publicou uma nota dizendo que:

“Os árbitros devem sempre aplicar o ‘espírito’ e a ‘intenção’ da regra. A interpretação do ‘espírito’ e da ‘intenção’ da regra exige que os árbitros avaliem a intenção do jogador ou o impacto da ação do jogador no jogo (…) a entrada do reserva (no caso, Deyverson) no campo de jogo não parece ter sido feita com a intenção de interferir no jogo, nos jogadores ou distrair a arbitragem (…) Ao invés disso, ele parece totalmente motivado pela emoção do momento em que sua equipe marca um gol decisivo ou parece ser ‘involuntário’.” (…) Em resumo, o gol não deve ser anulado quando o reserva que invadir o campo não tiver intenção, quando não afetar o jogo e quando for movido pela emoção e excitação do momento (…) Anular o gol seria uma forte violação do ‘espírito’ e da ‘intenção’ da regra”.

O texto acima circulou por alguns sites, originado pela matéria do UOL por Gustavo Setti. Ela não é uma fake, é um trecho de nota oficial, conforme confirmei com muitos colegas.

Por intermédio de amigos, pedi uma cópia do documento original, em espanhol:

En relación con el incidente del partido entre el Atlético Mineiro vs  Palmeiras, en el que un sustituto entra en el terreno de juego por unos metros cuando se está marcando el gol, hacemos las siguientes observaciones generales:
– Los árbitros deben aplicar siempre el “espíritu” y la “intención” de la Ley.
– La interpretación del “espíritu” y la “intención” de la Regla requiere que los árbitros evalúen
la intención del jugador o jugadores o la repercusión de la acción del jugador en el juego, los demás jugadores y los árbitros del partido
o “¿Qué espera el fútbol?”
 
En este caso concreto, parece muy claro a partir del vídeo suministrado que:
– El sustituto entró en el terreno de juego antes y durante la anotación del gol
– La entrada del sustituto en el terreno de juego no parece haber sido realizada con la intención de interferir en el juego, en los jugadores o en distraer a los árbitros del partido. En Cambio, parece estar totalmente motivada por la emoción del momento en que su equipo marca un gol decisivo o parece ser “involuntario”, como lo demuestra el hecho de que, cuando se marca el gol, al principio corre más hacia el terreno de juego y luego se da cuenta de lo que ha hecho y se va rápidamente (por la línea de meta).
 
En resumen, para este y otros incidentes similares, el “espíritu” y la “intención” de las Reglas de Juego no esperarían que se anulara el gol por la entrada del sustituto en el terreno de juego cuando:
– no se realizó con ninguna intención desleal
– no afectó (accidentalmente o no) a ningún jugador, al juego o a los árbitros del partido  
– es puramente el resultado de la emoción y la excitación (comprensible)
 
El fútbol no esperaría que se anulara el gol – de hecho, hacerlo sería una fuerte violación del “espíritu” y la “intención” de la Ley, como se ha señalado anteriormente, es la principal guía para la aplicación de las Reglas de Juego.
 
La esencia de lo que escribí está contenida en la Ley 5 – El árbitro:
 
Esperamos que esto le aclare las cosas y estamos dispuestos a ayudar más si es necesario.
Estamos muy contentos de poder ayudarles a ustedes y a la CONMEBOL.
 
Nuestros mejores deseos para el resto de las 2 competiciones y para el futuro

David Elleray
Director Técnico, IFAB

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista X Grêmio Prudente.

Para o jogo decisivo do “Galo da Japi” contra o “Gavião Carcará do Oeste Paulista”, a FPF escalou arbitragem de série A1:

Árbitro: Salim Fende Chavez
Árbitro Assistente 1: Alex Alexandrino
Árbitro Assistente 2: Leandro Matos Feitosa
Quarto Árbitro: Rodrigo Pires de Oliveira
Analista de Campo: Marcelo Rogério.

Salim tem 37 anos de idade, há 16 temporadas na FPF (sendo 6 na A1) e é conhecido no Jayme Cintra. A primeira vez que aqui esteve (2016), realizou uma péssima, horrorosa e medonha arbitragem contra o Mirassol! Relembre-a aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/02/28/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×1-mirassol/.
Depois dessa atuação, me recordo que apitou Paulista x Chapecoense pela Copa SP de Juniores (2017), com um desempenho um pouco menos ruim. Compartilho aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/01/17/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×0-chapecoense/. Em 2018, melhorou bastante e fez uma boa arbitragem em Paulista x Primavera. Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/08/26/analise-da-arbitragem-para-paulista-3×0-primavera/.

Hoje, Salim está no quadro da CBF e apitando importantes jogos. Evoluiu nitidamente, mas ainda comete alguns erros técnicos. Porém, é inegável que dos nomes escalados na Rodada, a FPF o escalou preocupada em manter a disciplina em campo, já que ultimamente, nos jogos em que eu assisti dele, tornou-se rigoroso. Espero que mantenha o mesmo nível da A1 na 2a divisão Sub 23.

O outro árbitro renomado na escala é Péricles Bassols, que se “desaposentou”, largou há 1 ano a TNT Sports e voltou a apitar. Estará em AA Flamengo x União Mogi.

Acompanhe Paulista x Grêmio Prudente pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa às 15h neste sábado, mas desde as 14h30 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– A invasão de Deyverson era motivo para anular o gol palmeirense em Atlético Mineiro 1×1 Palmeiras?

Viralizou durante a madrugada, após o jogo entre Galo x Verdão: o Palmeiras fez o gol de empate (e que valeu a classificação à finalíssima da Libertadores) de maneira irregular?

Deyverson, na condição de reserva, está observando a jogada na qual sairia o tento. Descuidadamente, entra no campo de jogo com a bola ainda rolando, sem influenciar no lance (vide na imagem abaixo). Houve irregularidade ou não?

Uma situação tão incomum como essa ocorrida, sempre trará discussão. Me recordo de uma pendenga semelhante envolvendo São Paulo x Flamengo com Rodrigo Caio (relembre aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2012/07/31/e-quando-um-time-joga-com-12-atletas/ – repare que naquela época o reinício do jogo para “jogador extra” era por tiro livre indireto, e hoje é por tiro livre direto).

Entenda: a Regra do Jogo é acompanhada pelo Espírito da Regra. Ou seja: Texto da Lei + Entendimento do Jogo Prático. Quando surgiu a redação de “jogador extra”, se referia a: “o que fazer quando um time joga com 12 atletas”.

Ao longo do tempo, ela foi sendo acrescentada de detalhes, com situações que iriam desde a jogadores que voltam ao campo de jogo após substituição (querendo ludibriar a arbitragem ou não) ou até por invasão deliberada.

Na frieza do texto atual, ao pé da letra e sem interpretação, Deyverson é um infrator e o gol deveria ser anulado por ter invadido o campo de jogo com a bola rolando, sendo que a partida se reiniciaria com tiro livre direto onde ele se encontrava. Ao olhar pelo prisma do Espírito da Regra, se vê que a invasão dele não foi um ato deliberado e sim por descuido, não interferindo em nada com o jogo.

Compare com a famosa “segunda bola em campo”: se uma outra bola for arremessada para o campo de jogo, e ela não atrapalhar a jogada, o lance não deverá ser anulado. Ou ainda: sair e voltar de campo pela lateral ou linha de fundo por força de um drible: idem!

Por fim, repito: pela Regra fria, com o “caderninho embaixo do braço”, gol irregular. Mas pelo Espírito da Regra, eu não anularia.

Lógico, o futebol permite essa interpretação e várias discussões (respeito todas as outras opiniões, desde que tenham embasamento e sejam argumentadas com racionalidade).

Imagem: Reprodução SBT.

– Falando de ética…

Com muita alegria, a convite do amigo, grande jornalista e professor Flávio Prado, hoje estarei falando aos alunos da Cásper Líbero (Pós-Graduação em Jornalismo) sobre a Ética na Arbitragem de Futebol.

Durante a semana, faço a postagem em meu blog dos conteúdos!

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Grêmio Prudente x Paulista, rodada 11 (ida das Oitavas de Final)

Pietro Dimitrof Stefanelli, 31 anos de idade, 9 temporadas na FPF, administrador de empresas, apitará a estreia do Galo em Presidente Prudente.

O árbitro já apitou alguns jogos do Paulista. No ano passado, pela Copa SP, a derrota por 5×1 contra o Athletico Paranaense (onde ele foi muito bem, apesar do placar). Relembre aqui: https://wp.me/p55Mu0-2ra.

Nos jogos profissionais, ele apitou em 2019 a estreia do Galo contra o São José (0x0) e a vitória contra o Manthiqueira (4×0), ambas no Vale do Paraíba – e também atuou bem.

No ano de 2017, Pietro apitava Sub 11. Em 2018, conseguiu trabalhar em duas partidas profissionais. Em 2019, 2020 e 2021, se firmou bem na A3. É uma aposta da FPF para 2022 na A2. Aguardemos!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Mauaense (Rodada 10 da 2a div Sub23):

E já temos a escala para a última rodada da 1a fase da Segunda Divisão Sub23. Abaixo:

Árbitro: Diego Augusto Fagundes
Árbitro Assistente 1: João Petrucio Marimônio de Jesus dos Santos
Árbitro Assistente 2: Wellington Bragantim Caetano
Quarto Árbitro: Thiago Filipe Machado Chagas
Analista de Vídeo: Elton de Andrade Santos

Diego tem 29 anos de idade, 9 temporadas como árbitro e nesse ano teve sua primeira oportunidade na série A2. Tem sido frequente na A3.

Em jogos do Paulista, apitou em Jayme Cintra o confronto contra o União de Mogi em 2019 (vitória do Galo por 4×0), numa partida sem exigência. Em 2020, pela Copa SP de Futebol Jr, apitou em Jundiaí o 0x0 contra o Rio Claro (com muitos erros relatados aqui: https://wp.me/p55Mu0-2qN), além de Batatais 2×0 Paulista pela A3.

A impressão que eu tive do árbitro é que tecnicamente, nas últimas atuações, ficou a desejar, além de ter um vício muito ruim: ao invés de advertir com firmeza os infratores e/ou mostrar cartão, ficou no “chega”, gesticulando com os braços. Seu posicionamento dentro de campo também não foi bom.

Espero que tenha conseguido melhorar sua performance em outros jogos, corrigido os erros e que faça uma boa partida neste domingo no Jayme Cintra!

Curioso: o mesmo bandeira que sábado passado que esteve no Jayme Cintra, voltará nesse domingo: João Petrucio Marimônio de Jesus dos Santos (que não foi exigido contra o Barcelona Esportivo).

Acompanhe Paulista x Mauaense pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa às 15h, mas desde as 14h30 o Tome Forte do Esporte já estará no ar.

Mauaense sai na frente, mas Paulista busca o empate em duelo pela Segundona  | paulista segunda divisão | ge

Foto: Ge.com (jogo de ida em Mauá).

– Jogar em casa fez diferença nesta semana, ou não?

Considere:

Flamengo 2×0 Barcelona-ECU (aproximadamente 20.000 torcedores no Maracanã),
Red Bull Bragantino 2×0 Libertad-PAR (aprox 2.000 torcedores no Nabizão),
Palmeiras 0x0 Atlético Mineiro (sem torcida na Allianz Arena), e
São Paulo 0x0 América-MG (idem no Morumbi).

Os jogos pela Libertadores e Copa Sul-americana com presença de público tiveram resultados positivos aos mandantes, enquanto os com estádios vazios, resultados sem gols em jogo “xôxo”.

A questão é: mesmo com carga baixa de torcedores, faz diferença dentro de campo aos jogadores e no resultado final de uma partida a presença de público?

Eu, particularmente, confesso: talvez a grande influência fosse casa cheia, abarrotada. Com pouca gente, não creio.

E você, o que pensa sobre isso? Mera coincidência ou não?

Mascherano é apresentado como reforço do Estudiantes com estádio lotado | Jovem Pan

– 10 mulheres na Arbitragem de Corinthians x Palmeiras na Arena NeoQuímica.

A CBF escalou Edna Alves Batista, da FIFA, para apitar o Derby FEMININO no final de semana.

Ao todo, com 5a árbitra, VAR, AVAR e demais integrantes, teremos 10 mulheres formando a equipe de arbitragem. E a pergunta óbvia: poderiam ser escaladas no Derby MASCULINO de sábado? Afinal, competentes elas são.

A propósito: esse jogo entre mulheres será no domingo às 21h. Não poderia ser rodada dupla, já que o jogo entre os homens é no sábado, no mesmo local?

A escala abaixo: 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Guarulhos x Paulista, Rodada 9 do Paulistão 2a divisão Sub23.

Para AD Guarulhos vs Paulista FC, uma surpresa: o 4o árbitro do jogo passado (contra o Barcelona Esportivo), Gabriel Petrini Rodrigues Cruz, será o juizão em Guarulhos pela 9a rodada do Paulistão Sub 23 (quarta-feira).

Será apenas seu segundo jogo profissional na carreira. Jovem, 26 anos, terá a oportunidade de mostrar suas qualidades nesta próxima rodada, já que tem atuado nas categorias amadoras.

Marco Andrade de Motta Junior, experientíssimo em jogos da A1, e Alexandre Basílio Vasconcelos (ambos com 42 anos) serão os assistentes. Gustavo Henrique da Silva será o 4o árbitro.

Desejo um grande jogo e uma ótima arbitragem.

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– Qual o futuro dos bandeiras? Sobre São Paulo x Atlético Goianiense.

É o enésimo jogo que assisto do simpático Atlético Goianiense, no qual vejo discussões de lances “pró ou contra” envolvendo impedimentos passivos. Não tenho a estatística, mas acontecem aos montes com o Dragão.

No Morumbi, domingo, nos dois primeiros gols vimos lances de gols com jogadores em impedimento passivo (contra). Na semana passada, a favor (contra o Corinthians).

Em todas as situações, os bandeiras foram figurantes. Não é que eles deram a condição de jogo, eles simplesmente se omitiram e deixaram a responsabilidade ao VAR.

Será que no futuro só teremos marcação de laterais como responsabilidade deles? Ou com linhas sensoriais nem isso?

O tal do VAR é necessário (embora, o uso excessivo e equivocado, torna-se chato).

Em tempo: o São Paulo jogou ontem com 5 estrangeiros, no final do jogo. A base não consegue formar jogadores com as características dos gringos, foram oportunidades de mercado e/ou peças insubstituíveis?

São Paulo x Atlético Goianiense: horário, local, escalações e transmissão

– Vamos falar de Ética na Arbitragem de Futebol?

Finalizei um trabalho que me agrada muitíssimo: a preparação de uma aula sobre Ética na Arbitragem de Futebol, fruto de um convite para lecionar numa turma do curso de Pós-Graduação em Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero.

A honra irrecusável foi me concedida pelo amigo Flávio Prado, que é o professor desses pós-graduandos. Agradeço demais a lembrança, e, por ser um assunto que me agrada muito, a preparação de um tema com tal afinidade é por demais prazerosa…

Um pitaco:

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Os highlights estão bem legais e atuais:

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– Que mico, Globo… sobre Vasco 1×1 Cruzeiro. Cadê o “Padrão Globo de Qualidade”?

Transmitir do estúdio, economizar equipe, fazer uma Central do Apito à distância acompanhando vários jogos… deu no que deu!

Vasco x Cruzeiro terminou 1×1, pois o gol do Vascão no final do jogo foi anulado e a transmissão não percebeu. Conclusão: no RJ, narrador se perde e tenta explicar que está achando que é 2×1 e pede desculpas; em SP, narrador conta uma história de que depois do jogo o VAR anulou…

Cadê o Padrão Globo de Qualidade?

Cabeças vão rolar.

Sportbuzz · Vasco x Cruzeiro: data, horário e onde assistir

– Chapecoense 0x2 Palmeiras: mais um jogo “pitoresco”…

Chape x Verdão? Algo vai acontecer no jogo… que sina!

Lembram de expulsão e da “desexpulsão” de Egídio, em um jogo onde a Chapecoense ganhou do Palmeiras por 5×1? Um circo… relembre aqui: https://professorrafaelporcari.com/2015/10/05/sobre-chapecoense-5×1-palmeiras-e-as-corretas-e-injustas-mudancas-nas-decisoes-dos-arbitros-no-campeonato-brasileiro/.

No último sábado, o árbitro Paulo Roberto Alves Jr esqueceu os… cartões! Como pode? Ele tem que entrar com cartões e apito, mais nada. E esquece o básico?

Para completar, houve até carrinho de jogador no bandeira! Gustavo Gómez (SEP) deu um carrinho que atingiu o árbitro assistente Ivan Carlos Bohn (que por ironia do destino, era o mesmo do “5×1” citado acima)!

E para a segunda ironia, o árbitro que esqueceu o cartão, Paulo Roberto, também era velho conhecido do Palmeiras: ele foi o pivô do pedido de anulação de jogo de Botafogo x Palmeiras. Lembram daquela confusão? Aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/05/27/motivo-principal-para-nao-existir-a-anulacao-de-botafogo-0x1-palmeiras-por-suposto-erro-de-direito/

No próximo Chapecoense x Palmeiras, há do juizão se proteger antes de entrar em campo…

Vídeo: Gustavo Gómez dá carrinho e derruba o bandeira em Chapecoense x  Palmeiras | palmeiras | ge

 

– Análise da Arbitragem de Paulista 2×2 Barcelona.

Hoje tivemos uma ótima arbitragem no Estádio Jayme Cintra, apesar da má apresentação do Galo da Japi frente ao Barcelona da Capela do Socorro.

O árbitro Rodrigo Santos cumpriu as expectativas que tínhamos sobre ele: fez um bom trabalho técnico e disciplinar.

DISCIPLINARMENTE:

No 1o tempo, correto ao aplicar o cartão amarelo ao Dudu (PFC) aos 24m, por ação temerária. Idem aos 26m para Sacramento (BAR). Aos 46m, novo CA, para Handerson (PFC).

No 2o tempo, aos 28 minutos, poderia ter dado um cartão amarelo ao Daniel (PFC) pela jogada que se enroscou com Jacaré (BAR), mas preferiu a advertência verbal. E aos 38m do 2º tempo, errou ao marcar falta de Cícero (BAR) em Daniel (PFC), resultando no Amarelo por reclamação ao time paulistano. “Erro de jogo”… Aos 60m: Vitor Ceará recebeu o Cartão Amarelo por chutar a bola contra o adversário: advertência merecida, e o “pau fechou”, onde o árbitro soube segurar os ânimos, sabendo se impor.

TECNICAMENTE:

Fez uma boa arbitragem, ajudado pela bandeira Juliana Vicentin, quando saiu o 1o gol do Paulista: a bola foi lançada para a área, em difícil posição (mas legal) do lateral Marquinhos. Lance ajustado e todos acertaram.

O 1o gol do Barcelona, aos 12m do 2o tempo, de Jhonny: não houve falta do atacante sobre o defensor Bressan. O zagueiro pulou em “câmera lenta”, e o adversário subiu bem alto, sem infração.

Sobre as equipes, repare na foto o detalhe do segundo gol do Barcelona (clique logo na sequência da concretização da jogada e a comemoração do gol): quantos jogadores do Paulista estavam na área! E o atacante do Barcelona estava sozinho na hora do gol, sem marcação… Abaixo:

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Barcelona – Rodada 8 do Paulistão Sub 23 da 2a divisão.

Depois de cobrarmos o fato de 3 árbitros novatos seguidamente serem escalados e estrearem em jogos profissionais nas partidas do Paulista FC, uma mudança drástica: para o confronto do Galo contra o Barcelona Esportivo da Capela do Socorro teremos um árbitro muito bom, que venho destacando e sugerindo oportunidades para a A1: Rodrigo Santos.

Rodrigo tem 35 anos, há 11 temporadas na FPF e tem uma carreira bem sólida, sem ser “forçado a subir de divisão”, paulatinamente galgando degraus. Já deveria ter tido oportunidade na A1, pois há um bom tempo trabalha na A3 e na A2 como árbitro central.

Nos jogos que assisti dele envolvendo o Paulista Futebol Clube: pela Copinha, contra o Joinville; pela 2a divisão Sub 23, contra o Joseense; pela A3, contra o Comercial em Ribeirão Preto. Em comum nos 3 confrontos, me mostrou muita segurança no apito! Se mantém firme em campo, disciplinado, não tolerando simulações nem permitindo reclamações de jogadores. Tem ótima “panca” e deixa o jogo correr.

Se o treinador Baiano e o auxiliar Fausto quiserem uma sugestão: orientem os atletas a tentarem as jogadas até o fim, evitando trocar a posse de bola pela falta / bola parada, e não incorram em conversas com o juizão. Deixem os ânimos acirrados para o adversário, pois Rodrigo, se manter a coerência, advertirá a indisciplina com cartões amarelos.

Um detalhe bem curioso: em 2021, ele apitou 6 jogos profissionais, com 5 vitórias do visitante e 1 empate. Nenhuma vez houve vitória do mandante. O Tricolor Jundiaiense quebrará essa sina neste sábado?

JOGOS em 2021:

A3- Batatais 0x1 Bandeirante de Birigui

A3- Comercial RP 1×1 Desportivo Brasil

A2- Portuguesa Santista 0x1 São Bernardo

A2 – Monte Azul 1×2 Água Santa

A2 – Rio Claro 1×4 Atibaia

A2 – Taubaté 1×2 Portuguesa Santista.

Seus auxiliares serão João Petrúcio Marimônio de Jesus dos Santos, 34 anos (com boa experiência na A2 e na A3) e a jovem Juliana Vincentin Esteves, 25 anos (apenas no seu 2o jogo profissional). O quarto-árbitro será Gabriel Petrini da Cruz.

Acompanhe Paulista x Barcelona pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa às 15h, mas desde as 14h30 o Tome Forte do Esporte já estará no ar.

– Resultado da Enquete sobre Comentaristas.

Lembram da enquete sobre melhor comentarista de arbitragem, feita aqui há algum tempo?

O texto sobre ela está em: https://professorrafaelporcari.com/2021/07/12/a-des-importancia-de-um-comentarista-de-arbitragem-durante-a-partida/

O resultado, abaixo: