– Gol de Mão Intencional Vale?

Parece pegadinha. E ‘é’; e ao mesmo tempo, ‘não é’.

Claro que centroavante não pode fazer gol com a mão de propósito. Um gol de mão só valeria se fosse marcado sem intenção: ou seja, bola cruzada, bate despropositalmente no braço/mão do atacante e entra. Nessa circunstância (sem intenção), tudo bem.

Mas há uma possibilidade: Gol de goleiro.

Repararam que a gente automaticamente pensa em jogador de linha? E com o goleiro existe a hipótese (dificílima de se concretizar) de um gol de mão proposital acontecer: o arqueiro de uma equipe lança com força a bola para o ataque (fazendo uso das mãos), ela atravessa o campo e cai na outra área; o goleiro adversário dá uma bobeada e a bola entra. Gol. E gol de mão!

Sabem quando isso vai acontecer em um jogo oficial? NUNCA. Ou melhor: a chance existe, embora seja ínfima.

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– O Grande erro da Imagem para o Vídeo-Árbitro na partida Huddersfield 0x2 Manchester United

Na vitória do Manchester United contra o Huddersfield pela FA Cup, neste sábado, uma grande vacilada da equipe que cuida da parte tecnológica e que prejudicou a orientação do árbitro de vídeo – prejudicando, por tabela, o jogo.

O atacante espanhol dos Red Devils, Juan Mata, marcou um gol em posição duvidosa. Eis que o VAR comunicou ao árbitro principal que existia impedimento e este acatou a informação. Entretanto, a imagem com linhas sobrepostas foi colocada de maneira errada sobre o gramado, totalmente torta e iludindo na tomada de decisão.

Aqui no Brasil, esses erros também acontecem (mesmo sem VAR), nas transmissões de TV. Eu me recordo de 3!

Veja a marcação de impedimento equivocada do Tira-teima da Globo em 2015 no Palmeiras x Flamengohttps://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/02/08/e-o-tira-teima-da-globo-errou-de-novo/

Até na Copa do Mundo isso aconteceu. Lembram de 2014 do lance de Fred em Brasil x Camarões? Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2014/06/24/voce-confia-no-tira-teima-da-fifa-e-no-da-globo/

Por fim, algo tão “cabeludo” quanto isso foi o erro em 2013, na partida entre Internacional x São Paulo, também envolvendo erro com a linha do impedimento. Em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2013/10/27/analise-da-arbitragem-de-internacional-x-sao-paulo/

Abaixo, a imagem citada na FA Cup de ontem (não é fake ou montagem, é imagem verdadeira da cabine do vídeo-árbitro):

JUAN MATA

 

– O Bullying sobre o Vídeo-Árbitro

Meus amigos estão carecas em saber sobre o que penso sobre a utilização do Árbitro de Vídeo (VAR) no Brasil e no Mundo (pois, inacreditavelmente, são cenários bem diferentes para o desenvolvimento e o propósito de seu uso nesses lugares “distintos”).

Um texto bem curioso sobre o VAR que compartilho abaixo:

(Escrito por Juca Kfouri na Folha de São Paulo do último domingo, postado pelo Blog do Paulinho em: https://blogdopaulinho.com.br/2018/02/11/abaixo-o-futebol-perfeito/)

ABAIXO O FUTEBOL PERFEITO

Jornalista britânico fica contra vídeo-arbitragem com argumentos do humor inglês

Recente artigo da revista inglesa “The Spectator” aborda a vídeo-arbitragem (VAR) com o sabor do peculiar humor daquelas bandas britânicas.

Quando o árbitro não tem certeza sobre algum acontecimento crucial no campo, ele convoca outro árbitro por meio de um fone de ouvido para ajudá-lo. O outro árbitro está a muitas milhas de distância, assistindo à partida na televisão. O árbitro paralisa o jogo e vai dar uma olhada numa tela de vídeo ao lado do campo. E ele e o outro árbitro, a todas essas milhas de distância, falam sobre o que veem por dois ou três minutos, enquanto a torcida fica entediada e a dinâmica do jogo se perde. Então, ele toma a decisão: errada! Ou talvez, quem sabe, a decisão certa. Uma decisão, enfim.”

Segue o articulista Rod Liddle, equivocado na humilde opinião deste que vos escreve, mas divertido:

“Acho que, em breve, as dúvidas serão levadas para um painel de especialistasOu, talvez, para um Tribunal Internacional de Justiça. Ou, ainda, em dia não muito distante, para representantes de Jesus Cristo, Buda, Maomé, todos colados a uma TV em um quarto de hotel em algum lugar, discutindo sobre se o talentoso, ou histriônico, atacante Mohamed Salah, do Liverpool, mergulhou ou foi derrubado na área: ‘Falta clara no meu livro’, diz Maomé enquanto pega um salgadinho. ‘Bobagem, você está sendo tendencioso’, responde Cristo, terminando sua lata de cerveja.”

E prossegue o jornalista:

“Porque, na verdade, é disso que se trata, é isso que o VAR realmente é: por um jogo, se transforma em deus substituto, com poderes acima dos mortais.É um apelo à onipotência porque, hoje em dia, muito dinheiro está envolvido no futebol para as decisões serem tomadas por apenas um solitário ser humano. As autoridades do futebol querem eliminar as dúvidas da vida. Só que sempre haverá dúvidas e não é um segundo homem com uma TV que mudará isso. Nem que olhe as coisas em câmera lenta, porque o jogo não é jogado em câmera lenta, a menos que você seja um fã do Manchester United. O movimento lento geralmente faz com que os carrinhos, as entradas por trás, pareçam muito piores do que realmente são, não importa quão experiente seja o observador. Estão tentando fazer o futebol perfeito, apesar de tantos de nós saborearmos suas imperfeições tanto quanto gostamos da sua habilidade, de sua magia. Sim, nós podemos nos relacionar com as imperfeições do futebol porque também temos as nossas.”

Por fim, apela:

“Parem de tentar fazer o futebol perfeito: seus erros é que o fazem tão divertido”.

Desnecessário repetir: apesar da graça do autor, que só faltou gritar “ódio eterno ao futebol moderno!”, o VAR chegou para ficar após resistir durante anos ao conservadorismo.

Sem deixar de dizer que, para muitos, o futebol é o esporte mais popular do planeta exatamente por recusar as novidades e a ânsia por justiça. O esporte não foi feito para ser justo, dizem, mas para ser emocionante.

Eis o desafio do VAR: fazer da espera pela decisão do tal deus, instantes tão emocionantes como aqueles antes da cobrança de um pênalti.

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– O pênalti corretamente assinalado e a trolagem erroneamente disseminada.

Justiça seja feita: muitas vezes critiquei as razoáveis / ruins atuações do árbitro Adriano de Assis Miranda, mas ele foi bem no Morumbi na partida entre São Paulo x Bragantino. O Tricolor venceu o Massa Bruta com um gol de pênalti cobrado por Nenê.

Sobre o pênalti, corretamente assinalado no be-a-bá perfeito da arbitragem: próximo à jogada, no posicionamento correto em que o árbitro deve estar, Adriano percebeu que a perna do são-paulino foi atingida pelo chute do adversário de Bragança e a bola não foi adiantada para se crer em simulação. Aliás, o movimento dela é bem significativo, mostra que quem a conduzia foi interceptado e sua velocidade se mantém “à espera de querer ser chutada”. Enfim: todos os indícios para se marcar pênalti.

Se o jogo foi fraquinho dentro de campo, uma polêmica desnecessariamente criada ocorreu fora dele: a brincadeira do Canal a Cabo Esporte Interativo no qual há um veado para anunciar o começo do jogo no Morumbi. Isso provocou a ira dos torcedores nas Redes Sociais e virou um tremendo antimarketing para a emissora.

Em São Paulo, os mascotes dos clubes são confundidos por gozações de mascotes das torcidas impostos pelos adversários. O Santos tem a figura de uma baleia e o apelido é Peixe; mas os rivais ironizam como sardinha. O Corinthians é o Mosqueteiro, mas os adversários impuseram o termo gambá para a torcida. O Palmeiras, tradicional Periquito com a figura do papagaio Zé Carioca, tinha seus torcedores sarcasticamente chamados de Porco – e a torcida assumiu orgulhosamente o apelido e a bolinagem ficou sem sentido. O São Paulo, representado pelo santo homônimo com auréola e a batina com as faixas da camisa 1, tem como apelido jocoso recente atribuído de Bambi, em referência ao personagem infantil de Walt Disney que é um doce filhote de veado campeiro. Claro que o veado animal é para lembrar o termo pejorativo viado, que se refere aos homossexuais, querendo dizer que são-paulinos são “bichas”.

Evidentemente o torcedor do SPFC detesta essa brincadeira, que nos nossos tempos politicamente corretos se torna fruto de homofobia, caso algum homossexual queira se queixar fora do contexto inserido. Mas a grande pergunta é: será que se o São Paulo Futebol Clube tivesse acertado seus direitos de transmissão com o Esporte Interativo (como fizeram tantos outros clubes, deixando a Rede Globo de lado), a emissora colocaria esse “veadinho” nas Redes Sociais mesmo assim?
Trolagem de torcedores, se entende devido a realidade social (não quer dizer que concordo, mas entendo). Só que uma emissora de TV fazer isso gratuitamente é pisar na bola!

O SPFC divulgou uma nota repudiando. O EI pediu desculpas alegando erro de um funcionário. E você, o que pensa sobre tudo isso?

Leia as notas do time e da emissora, em: https://uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/2018/02/08/esporte-interativo-usa-meme-de-veado-em-jogo-do-sp-e-clube-lamenta-postura/

Abaixo a imagem do Twitter do canal:

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– Não teremos Árbitro de Vídeo no Brasileirão 2018. E alguém achava que teríamos?

Era bola cantada: a CBF não queria o árbitro de vídeo no Brasileirão (na verdade, NUNCA QUÍS). 

Quando Marco Polo Del Nero criou o “Departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo” e realocou Sérgio Correa da Silva, o ex-chefão do apito, para presidir essa nova seção, era visível que não queria perder seu homem de confiança que estava na Comissão de Árbitros até aquele momento. Trouxe então o Cel Marcos Marinho, outro braço direito dele, para mandar na arbitragem nacional, e assim poder ter o controle dos rumos da categoria (que é totalmente submissa à CBF, embora ela não reconheça os árbitros como funcionários).

A verdade é: há dois anos a CBF diz ser pioneira na idealização do Árbitro de Vídeo, prometeu por inúmeras vezes colocá-lo na ativa e fez isso para tergiversar outros problemas que realmente deveriam ser discutidos.

Nesta segunda-feira, ao propor que os clubes arcassem com as despesas do árbitro de vídeo, era lógico que teria a negativa das agremiações. E foi isso o que aconteceu: pelas enésima vez, adiou-se o árbitro de vídeo!

Quem acompanha nosso blog, está cansado de saber: a cada anúncio de VAR, dizemos que é mentira. E, de fato, tem sido.

Veja esse cronograma de mentiras proferidas faz tempo e entenda bem os motivos reais da não-implantação,

em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/01/17/o-blablabla-do-arbitro-de-video-brasileiro-sobrara-para-os-clubes-pagarem-a-conta/ 

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– O gol irregular do Peixe no Palmeiras 2×1 Santos: o que fazer?

Fui questionado por amigos se o erro no lance que culminou no gol santista no “Clássico da Saudade”, jogado na Allianz Arena neste domingo, era evitável ou não.

Para quem não viu, uma bola saiu à direita do goleiro Jailson, portanto no trecho oposto da linha de meta do árbitro assistente 2 Daniel Luís Marques e à frente do árbitro Flávio Luís de Souza. A arbitragem não marcou essa saída de bola e na sequência o Santos FC, que perdia da SE Palmeiras por 2×0, diminuiu.

Das câmeras do alto, parece fácil tal marcação, mas de dentro do campo, não é. Avalie:

  1. O bandeira tem que estar na linha da bola ou do penúltimo adversário (o que “dá condição” em caso da existência de impedimento). É impossível ele acompanhar a linha da bola concomitante e instantaneamente ao chute e à ultrapassagem dela pelo defensor. Só a alcançará quando a bola perder velocidade, e ainda assim é do seu lado contrário. Seria muito complicado Daniel Luís Marques ver e ter certeza se saiu ou não.
  2. O juiz estava bem posicionado no lance, fez certinho o “be-a-bá” naquela situação. O problema é o sem-número de jogadores à sua frente e a rapidez da recuperação da bola, fatos nos quais Flávio Rodrigues de Souza é prejudicado em seu campo de visão.

Concordo que dirão que a arbitragem não deve errar. Claro que não deve e nem pode! Mas os erros acontecem e, no caso desse, é o chamado erro “entendível, aceitável, não-condenável” à equipe de árbitros.

Sabe o que resolveria isso? Os antigos AAA (Árbitros Assistentes Adicionais da linha de fundo), se localizados naquele local. O problema é que, se eles trabalharem só para tais lances, ficará caro bancar o custo…

E a “tecnologia da linha de meta”, o Goal Control? Neste caso não funcionaria, pois os sensores que identificam se a bola passou pela linha de meta ou não a fim de confirmar o gol se caracterizam pela percepção da ultrapassagem da bola pelo chão e pelo ar, fazendo uso de postes e travessão. Como fazer isso nas linhas demarcadas no solo, sem o apoio de postes ao longo da linha de meta? Somente se existisse uma barreira virtual ultramoderna que “brotasse” do chão até o alto. Ou que se mudasse a regra, como no tênis, basquetebol ou voleibol: “salvou pelo alto”, segue o lance.

Insisto: árbitro e bandeira erraram, mas não é o típico erro para condená-los ou enviá-los para a geladeira. Mas se estivesse 0x0 o jogo… ai, ai, ai! Esse post não seria aceito por muitos!

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– Joguinhos fáceis para apitar, a ISO do Apito e da Gestão da CBF

Em 3 tempos:

  1. O ex-jogador do Fluminense Roni agenciou com o Madureira o mando de jogo de Madureira 0x1 São Paulo para Londrina. Parece que teve prejuízo com o público pífio (menos de 10.000 pagantes) que caberia em Conselheiro Galvão, a casa do Tricolor Suburbano, que além de sem dinheiro, foi desclassificado da Copa do Brasil. Mas saiba: o regulamento da Copa do Brasil diz que o time não pode mudar o mando sem aval da Federação da sua jurisdição. Será que houve?
  2. Madureira x São Paulo e Universidad Concepcion x Vasco foram “a baba do boi” para os árbitros. Joguinhos bem fáceis para se apitar, com nível técnico a desejar dos jogadores. Ficam boas questões: e se jogassem Madureira x Universidad e Vasco x São Paulo, quem seriam os vencedores? Quais dos grandes times brasileiros teve o adversário mais difícil? Penso que os dois mandantes da noite de 4a feira, se jogassem no Paulistão mostrando tal futebol, cairiam para a A2!
  3. A CBF ganhou a certificação ISO 9001 de gestão da qualidade para a sua administração (e não é piada)! Também a Comissão de Árbitros da FPF possui tal honraria. Me lembro que em 1997, quando estavam em voga tais conquistas no mundo das empresas, se discutia sobre até quando tais certificados teriam importância e respeitabilidade…

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– Por quê não se usam os equipamentos eletrônicos da Copa do Mundo para ajudarem os árbitros nos Campeonatos Regionais?

Há exatamente 3 anos, fazíamos essa postagem no Blog “Pergunte Ao Árbitro”. Veja se não é para lamentarmos ainda hoje. Abaixo:

GOAL CONTROL OU GOL CONTRA?

Os equipamentos da “Goal Control” (empresa dona da aparelhagem eletrônica que ajuda o árbitro identificar se a bola entrou por inteiro ou não no gol) foram embora. Ficaram encostados por muito tempo nos 12 estádios da Copa do Mundo e, pelo fato da CBF não se interessar por eles em suas competições, tampouco os clubes se esforçarem para terem em suas praças, foram devolvidos à empresa fabricante (eles estavam aqui alugados pela FIFA).

Triste. Cada vez mais vejo que o legado do Mundial (à arbitragem brasileira em particular) foi nulo.

E a hastag bomba incessantemente: Mais um #GER7x1BRA…

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– A falta em Sané leva à discussão: como punir tal infração?

Viram a entrada criminosa que Joe Benett, do Cardiff, deu em Sané, do Manchester City, no último final de semana?

O infrator não foi expulso, mas sua falta tirou o adversário da partida e o lesionou por um bom tempo.

Ficará sempre a constante discussão: não deveria ficar suspenso quem comete tal ato o mesmo “tanto de tempo” que o atingido levará para se recuperar?

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– E se o jogador simular que está sendo algemado?

Aconteceu na Itália: no jogo entre Chievo x Juventus, um atleta simulou estar “com as mãos algemadas” pelas decisões do árbitro em forma de protesto, e foi expulso.

Alto lá! Entenda o gesto e veja os motivos culturais de se “mostrar algemado” na Itália,

Extraído de: https://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/italiano/ultimas-noticias/2018/01/28/zagueiro-e-expulso-apos-simular-estar-algemado-em-protesto-contra-juiz.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-esporte&utm_source=t.com&utm_medium=social

ZAGUEIRO É EXPULSO APÓS SIMULAR ESTAR ALGEMADO EM PROTESTO CONTRA JUIZ

O zagueiro do Chievo Fabrizio Cacciatore foi expulso no último sábado (27) após um protesto curioso. Inconformado com uma decisão da arbitragem, o italiano cruzou os punhos como se estivesse algemado, sugerindo que o juiz deveria ser preso por supostamente estar roubando.

Indignado, o árbitro mostrou o vermelho direto, expulsando o jogador.

Tudo começou quando, no segundo tempo da partida do Chievo contra a Juventus, Cacciotore se envolveu em um choque com um adversário e ficou no chão. O juiz autorizou a entrada da equipe médica, mas como o Chievo já estava com dez homens em campo, o zagueiro não quis sair e deixar seu time em desvantagem ainda maior.

O árbitro insistiu, e, contrariado, Cacciotore deixou o gramado fazendo o gesto de algemas, primeiro sobre a cabeça e depois nas costas.

O técnico português José Mourinho já havia feito esse gesto quando comandava a Inter de Milão, de maneira que as algemas já são interpretadas na Itália como uma forma de protesto contra supostas manipulações da arbitragem. O treinador acabou punido com três jogos de suspensão e uma multa de 40 mil euros.

Depois do jogo, vencido pela Juventus por 2 a 0, os dois gols marcados após a expulsão de Cacciatore, o zagueiro foi ao Instagram se desculpar.

“Peço desculpas publicamente porque o gesto feito foi um grande erro”, escreveu ele. Peço desculpas aos meus companheiros, ao treinador, ao clube, aos nossos fãs e aos amantes do futebol. Certamente é um gesto errado, para não ser feito, um exemplo que um profissional não deve dar. Desculpe por ter dado problemas aos meus colegas de equipe que estavam lutando desde o primeiro até o último minuto… o meu ato foi uma explosão impulsiva e, certamente, eu paguei caro. Desculpe.”

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– Lances inusitados na final da Copa São Paulo entre SPFC 0x1 Flamengo.

Duas questões bem interessantes, observadas atentamente e que são pertinentes à discussão das Regras do Futebol, enviadas para o blog pelo internauta Sílvio Sbc:

Olá. Sou seguidor assíduo de seu blog e admirador de seu conhecimento e comentários. Vi dois lances na final da Copa São Paulo que muito me chamaram a atenção e achei que veria algum comentário de sua parte o que não aconteceu.
  • O primeiro foi num lance de bola ao chão. Numa primeira tentativa o árbitro soltou a bola e os jogadores não esperaram que a bola tocasse ao chão para jogar. O árbitro paralisou o jogo. Na segunda tentativa, ao observar a ânsia dos jogadores por disputar a bola, ele arremessou-a a uma certa distância a fim de evitar o toque na bola antes que ela caísse ao gramado. Achei o lance engraçado e digno de peladas de rua.
  • O segundo lance no meu entender poderia jogar seu trabalho pelo ralo e contou com muita sorte por parte do árbitro. Próximo aos 42 minutos da segunda etapa, logo após duas substituições do São Paulo, aconteceu um escanteio para o São Paulo onde a bola saiu ao lado direito da trave e pelo chão. O árbitro autorizou a cobrança do tiro de canto do lado esquerdo da trave. A bola foi cruzada e na cabeçada quase saiu o gol são-paulino. O goleiro espalmou para escanteio novamente. Minha pergunta é: caso essa bola tivesse entrado, qual deveria ser o procedimento do árbitro? Se ninguém se apercebesse do erro e ele validasse o gol e o jogo reiniciasse. Isso daria erro de direito?
Agradeço antecipadamente!!!
 
Olá Sílvio, boa tarde. Obrigado pelas palavras e por enviar a mensagem. Vamos lá:
 
Eu resido e trabalho aqui em Jundiaí, e em nossa cidade não foi feriado. Portanto, às 10h, o horário era ingrato e eu estava na labuta. Não pude assistir o jogo! Pelo que ouvi pelo rádio, pareceu-me não ter acontecido nada tão revelante (daí não assisti nenhum VT). Não sabia desses dois importantes lances. Quanto eles:
 
1- Se a bola for tocada pelos atletas antes de atingir o chão, o tiro tem que ser repetido. Mas jogá-lo a distância, isso é inusitado – e errado! Afinal, o árbitro deve soltar a bola em sua frente, não necessariamente com os jogadores presentes. SOLTAR A BOLA não significa arremessá-la, mostrou inexperiência o árbitro.
 
2- Aqui, uma falta de atenção: OBRIGATORIAMENTE o tiro de canto deve ser cobrado a partir do quarto de círculo mais próximo de onde a bola saiu. É um procedimento que faz parte da Regra do Jogo (Regra 17). Entenda: se a bola sai por cima do travessão, estando portanto no alto – e se ocorrer mais ou menos equidistante dos postes – você pode alegar que entendeu que a bola saiu mais para a direita ou para a esquerda e escolher o canto que julga ter sido o mais próximo. Assim, nessa situação, foi uma interpretação (que pode gerar um erro de fato). Mas no caso que você citou, sendo pelo chão, é impossível alegar interpretação! Foi um descuido do árbitro – ou, quem sabe, ele desconhecia esse detalhe da Regra (gerando erro de direito). Se o árbitro perceber que ela foi colocada do lado errado, não deve permitir a cobrança e deverá indicar ao jogador que deve cobrar do outro lado, o correto. Se for cobrado rápido, imediatamente o árbitro paralisa e manda cobrar de novo, pois a bola não entrou em jogo de maneira correta. Se o árbitro não perceber nada disso e o jogo continuar, a equipe que se sentiu prejudicada pode fazer a denúncia e pedir a anulação do jogo por erro de direito.
 
Novamente, obrigado pelo contato e valeu pelas ótimas questões. São detalhes bacanas para serem discutidos!
 

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– Os dois lances importantes de Palmeiras 2×1 Red Bull

Errou a arbitragem na Allianz Arena em dois lances importantes nesta 5a a noite. Vamos a eles?

1o GOL DO PALMEIRAS: Thiago Santos abriu o placar em impedimento. Quando Lucas Lima cobra a falta, o palmeirense está com a cabeça e parte do corpo a frente do seu marcador. Provavelmente, o bandeira foi iludido pelas pernas do atleta, que estão em mesma linha que as do adversário. Mas como o que vale são as partes jogáveis do corpo, estando qualquer uma delas à frente, é  impedimento

PÊNALTI PARA O RED BULL: Éder Luís é agarrado, mas sem força suficiente para derrubá-lo. Repare que é uma simulação grostesca do atacante do Toro Loko, que se fosse puxado para trás, não cairia para frente. Erraram bandeira e árbitro – o 1o por dizer ao árbitro que foi infração; o 2o por não bater no peito, chamar a responsabilidade para si e aplicar o cartão amarelo por simulação. Importante: o ótimo comentarista Maurício Noriega se equivocou ao dizer durante a transmissão da Sportv que a Regra diz “agarrar ou tentar agarrar é infração”. Na verdade, a infração deve ser marcada se o agarrão se concretizar. Provavelmente, ele confundiu com o texto de “agredir ou tentar agredir“, ao invés de agarrar.

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– O gol anulado da Ferrinha em Corinthians 2×1 Ferroviária. Desvio tira o impedimento ou não?

Há muitas pessoas que sustentam a tese de que as Regras do Futebol não mudam ou que se alteram lentamente. Isso pode ter sido verdade um dia, mas hoje se verifica cada vez mais as constantes (e muitas vezes, discutíveis) modificações. Prova disso é o lance dessa 4a feira no Pacaembu, onde o bandeira Mauro André de Freitas bobeou e anulou aquele que seria o segundo gol da Ferroviária de Araraquara. Adriano de Assis Miranda, o árbitro, poderia ter observado o toque na bola do corintiano mas também vacilou.

Assista o lance aos 7’26” do link em: https://m.youtube.com/watch?feature=youtu.be&v=Y7Yil_GHByE

Perceba que o espetacular lançamento do time do Interior vai a um jogador que estava em posição de impedimento: Hygor. Mas antes desse jogador (que faz o gol) dominar a bola, o zagueiro corintiano Pedro Henrique toca nela

E ISSO TIRA OU NÃO O IMPEDIMENTO DE HYGOR?

Na circunstância ocorrida, SIM. Hoje, se um jogador vai disputar uma bola e tenta dominá-la / tocá-la / fazer qualquer coisa que seja, e essa bola desviar ou resvalar nele, esse toque tirou o impedimento justamente pelo fato do defensor TER MANIFESTADO O DESEJO DE DISPUTA E TOCADO NELA. 

Se quando Pedro Henrique tentou a disputa ele não tivesse tocado na bola, o atacante araraquarense continuaria impedido. Ou, ainda, se a bola batesse no corintiano por acaso (sem Pedro Henrique ter tentado a disputa), ainda assim existiria o impedimento. A única forma de dar condição ao atleta era o toque que Pedro Henrique deu.

Sendo assim, repare: antigamente você precisava de 3 atletas atrás da linha da bola para não estar impedido; depois 2 jogadores; aí surgiu a questão da mesma linha e os casos de impedimento passivo. Recentemente, uma bola desviada que fosse a um atleta que não estivesse na jogada embora em posição de impedimento, passou a ter condição. Agora, qualquer toque na bola da zaga no qual um jogador tente disputá-la, valida a jogada

Fica apenas uma observação: será que jogadores, torcedores, imprensa e até mesmo os árbitros estão acompanhando a velocidade de tais mudanças? O que valia no ano retrasado não vale mais no passado, que muda para esse ano, pois se pratica até mesmo a mudança do que foi a mudança”!

O interessante, simplesmente, é que se Pedro Henrique tirasse o pé e não interceptasse o lance, o impedimento de Hygor seria válido.

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– E a absurda chuva em Barueri no São Paulo 1×1 Internacional? Ai, ai, ai, juizão…

Que pisada na bola do árbitro Thiago Luís Scarascati (que já foi elogiado aqui por suas atuações na série A1 – tendo ele no currículo arbitrado uma final de Copa SP). Foi uma falta de bom senso continuar o jogo Sub 19 – entre SPFC x Internacional debaixo de um dilúvio, sem condições da bola rolar e com a temeridade dos raios caindo a todo instante. Demorou para suspender a partida, e só o fez certamente em último caso.

Funciona assim: a ordem a Federação Paulista de Futebol é que se realize a partida de qualquer jeito, por falta de datas. No Paulistão, em todas as suas divisões, é difícil se remarcar uma partida por má condição climática. Na Copa SP, de muitíssimos jogos, calendário apertado e mesmo sendo em época de temporais, não resta dúvida: tem que terminar o jogo na marra!

Acontece que isso é de uma tremenda irresponsabilidade! Um funcionário da Sportv levou choques após um dos raios quase atingi-lo. Os atletas correram riscos, bem como todos os envolvidos. Pra quê forçar a barra?

Eu sei que o árbitro se esforçou em levar a partida até o fim (mesmo não devendo fazer isso), já que a partida remarcada fará com que ele perca mais um dia de serviço (assim como os bandeiras). Mas isso faz parte da atividade não-profissional dos árbitros – ossos do ofício…

Em suma: felizmente não aconteceu nenhuma tragédia em Barueri, mas se dependesse da FPF e da falta de noção do árbitro…

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– Ainda sobre R10…

Tenho escrito algumas coisas há dias sobre a magia do futebol de Ronaldinho Gaúcho e da sua falta de comprometimento com o profissionalismo na carreira. Mas ainda não escrevi nada depois do anúncio da sua aposentadoria!

Se pedirem para eu escolher os 4 maiores jogadores de futebol brasileiros que vi (desde que “nasci para o futebol”), escolheria: Zico, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Romário (e creio que estão no mesmo patamar de outros craques brasileiros como Zizinho, Vavá, Leônidas e Mané Garrincha, que só assisti por vídeo ou li em livros por conta da minha idade) – Pelé, claro, não vale.

Estamos falando de gênios. E gênios comprometidos com sua genialidade superfaturam o que querem. Títulos, troféus, fanáticos apaixonados para os admirarem ou dinheiro! Neymar está indo corretamente nesse caminho (por isso que não está citado na minha lista, afinal ele ainda é jogador e com a carreira em andamento). Ronaldinho Gaúcho galgou tudo isso em doses menores, preferindo ser um buon vivant.

Claro, o problema é só dele, já que poderia ter vencido mais bolas de ouro do que as duas que ganhou e preferiu curtir a vida. Sou sincero em afirmar: o auge de R10, para mim, supera o de Lionel Messi. Mas a duração da carreira de ambos é diferente por culpa da dedicação no que fazem!

Dava prazer assistir o brasileiro; era gostoso ficar no sofá, era ver o futebol-arte legítimo. Nas coletâneas em vídeo futuras, imagine o que poderemos ver.

Uma pena que o showman tenha superado tão precocemente o jogador profissional que existe dentro dele. Mas que enquanto jogou encantou, não há dúvida. A imagem positiva que fico dele é sendo aplaudido de pé pelos torcedores do arquirrival Real Madrid após capitanear uma incrível vitória em pleno Santiago Bernabéu. A negativa, quando recebeu a medalha olímpica com grande menosprezo falando num telefone celular.

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