– Juventude ou Vivência para apitar um jogo de futebol?

Compartilho artigo de minha autoria, publicado aqui no blog em 2010 e extremamente pertinente:

JOVIALIDADE CONTRA EXPERIÊNCIA NA ARBITRAGEM

Poderia até soar demagogo o título deste artigo. Ao contrário, ele vem dar o tom para um debate que certamente ocorrerá ao longo do ano: a renovação do quadro de árbitros do futebol brasileiro.

A Comissão de Árbitros da CBF anunciou que os árbitros a ingressarem no Quadro Nacional em 2010 deverão ter até 30 anos de idade. Tal medida servirá de subsídio para aplausos e vaias, de acordo com o enfoque desejado.

Uma renovação com nomes jovens e desconhecidos, a fim de realizar um trabalho de base, com treinamento técnico e teórico, é uma medida sensacional. Porém, dificultosa por alguns motivos: terão os clubes paciência para o amadurecimento desses árbitros? O trabalho de preparação dos nomes em treinamentos seria feito como? A estrutura financeira do futebol permitiria tal trabalho? Os jovens teriam a garantia de escalas?

Um grande ponto a favor seria o condicionamento físico, num momento em que o futebol é muito mais corrido do que jogado. O ponto negativo, claro, a inexperiência.

Já a renovação com nomes alternativos (não necessariamente tão jovens), a fim de oxigenar a atual relação, dando oportunidades a talentos das federações estaduais que até então, por número de vagas escassas, não apareceram no cenário nacional, se adotada para 2010 será contestada: de onde viriam esses nomes jovens a serem indicados? Quem os garantiriam ou os respaldariam em caso de pressão de dirigentes? Como não queimar jovens talentos e lançá-los em jogos adequados?

Um grande ponto a favor de nomes “alternativos” seria a experiência adquirida em campo em contrapartida dos novatos. O ponto negativo, claro, é o vício que poderão carregar pelos anos de apito (e entenda-se na linguagem do árbitro de futebol como “vício” os costumes e hábitos adquiridos na maneira de apitar e no estilo de arbitragem, difíceis de serem eliminados ao longo do tempo).

E aí virá a discussão. O que é mais necessário hoje: jovialidade ou experiência?

Para responder tal questão, leve em conta os fatores:

– Condicionamento físico;
– Capacidade de fazer a leitura do jogo durante a partida;
– Conhecimento de artimanhas e características de atletas já trabalhados em outras partidas;
– Histórico de arbitragem;
– Rodagem em campeonatos e clubes diversos;
– Respeitabilidade adquirida ao longo dos anos;
– Idade madura do árbitro (qual é a maturidade do jogador e a do árbitro?)

Tal tema é de dificílimo trato. E a implantação de tal projeto carece de força e apoio. Desejo boa sorte a Sérgio Correa nesta ousada empreitada. E que os clubes tenham paciência em entender o processo de renovação proposto.

Vale lembrar que tal assunto não se restringe apenas ao mundo do futebol. No dia-a-dia, em qualquer seara, se discute sobre a renovação profissional, o momento dela, e o costumeiro debate: jovens ou seniors? No mundo corporativo, isso é cotidianamente questionado.

Por fim, talvez algo a ser exaltado: a troca de informações entre gerações! Um jovem inexperiente interagindo com alguém tarimbado é ótimo, bem como um experiente aprendendo inovações com os mais novos.

Tipos de intercâmbio: experiências que podem mudar a sua vida!

– A nova camisa do Chelsea confundirá ou não?

Eis a nova camisa do Chelsea, com a Three Global, uma empresa de telecomunicações do grupo CKHH Company.

Repararam que a logo é um grande número 3?

Nada impede pela Regra do Jogo tal uniforme, mas é claro que surgirá a discussão se não haverá confusão na hora do árbitro advertir um jogador e se confundir, creditando o cartão ao número 3 da equipe.

Nos jogos entre Seleções, onde as camisas são limpas de patrocinadores (permitido apenas o fornecedor de material esportivo), os números na frente da camisa são permitidos.

– Por quê os árbitros escolheram José Aparecido de Oliveira para o TJD-SP?

Leio no site do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP) que o ex-árbitro José Aparecido de Oliveira foi escolhido como representante da entidade no Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de São Paulo (TJD-SP) pelo presidente do Sindicato, Aurélio Santanna Martins, para o período de Julho/2020 até Julho/2024.

Na briga eleitoral para a presidência do SAFESP, a indicação do membro do TJD-SP sempre foi muito discutida. Por exemplo: por quê Arthur Alves Júnior, o antigo presidente, indicou o deputado Olim (PP-SP) para o cargo sem uma justificativa plausível (já que ele não era do meio da arbitragem)? Qual o critério ou mérito para tal? Isso foi inclusive discutido em: https://is.gd/meD03y.

A questão se repete agora: sumido do mundo do futebol, sem grandes trabalhos realizados no esporte ou na mídia esportiva desde o polêmico jogo entre Palmeiras x Corinthians do Campeonato Estadual de 1993 (que ficou ironizado por muitos como “Esquema Parmalat”, já que nunca se provou nada contra José Aparecido), por quê tal nome?

A justificativa, extraída do próprio site da entidade, é de que:

“Oliveira foi um dos grandes nomes da arbitragem no cenário paulista e nacional, e também foi árbitro FIFA por 2 temporadas (1992/93). Apitou 3 finais paulistas (1990, 1992 e 1993), a primeira final do Brasileiro de 1990 e a final da Copa do Brasil de 1992. ‘Estamos certos de que o Dr. José Aparecido terá no TJD o mesmo sucesso e alto nível que teve em campo como árbitro. Confiamos em sua história, em seu nome e seu trabalho.’ – comentou o presidente do SAFESP”.

Não sei se José Aparecido de Oliveira é uma boa escolha para a função, pois não conheço a fundo suas qualidades para esse cargo indicado. Quem teve a ideia do seu nome, possivelmente, deve depositar esperança de um bom trabalho. Mas a curiosidade continua a ser: tão afastado que estava, de onde surgiu o “start” para convidá-lo?

Não é, de fato, intrigante?

A última vez que eu tinha ouvido falar do José Aparecido foi quando ele venceu o câncer de estômago que sofreu, nesta entrevista (link abaixo) em que ele relembra a citada partida (na época, o atual presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, era membro da Comissão de Arbitragem que o escalou para a decisão).

Em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2016/06/08/apos-23-anos-juiz-de-palmeiras-x-corinthians-conta-segredo-e-erro-na-final.htm

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(foto: ESPN Brasil, extraída de: http://www.espn.com.br/noticia/689467_godoi-detalha-arbitragem-polemica-que-tirou-palmeiras-da-fila-e-diz-que-juiz-do-jogo-depois-foi-vendido-para-ajudar-argentina)

– Os 10 incríveis erros de arbitragem

Este vídeo mostra dez absurdas decisões dos árbitros em lances teoricamente fáceis. Fica a inevitável pergunta: como se erra de tal forma?

A tecnologia, sem dúvida, ajudaria a resolver tais equívocos…

Em: https://www.youtube.com/watch?v=S21CvY6jJyQ&feature=youtu.be

– Brasileirão dia 08 de Agosto? Mas e os árbitros e jogadores estarão prontos?

O Brasileirão 2020 começará dia 08 e 09 de Agosto, segundo a CBF. Duvido. E se começar, será pela cartolagem ter forçado a barra. Aliás, parece ser uma data para pressionar os clubes e governos para terminarem os estaduais e agilizarem a volta.

Com a pandemia avançando para o Interior, não dá. E os regionais, que nem data ainda têm?

Nunca os atletas ficaram tão parados e sem jogar. Há de se ter uma ótima pré-temporada,  protocolos de segurança e outras coisas.

Insisto com algo não discutido a contento: o ritmo de jogo dos árbitros, algo muito decisivo para boas arbitragens. Além disso, onde colocar tantos jovens juízes (do quadro paulista, por exemplo) sem partidas de categoria de base, divisões inferiores (a 4a divisão nem se prevê em São Paulo) e outras nuances?

Esse novo momento precisa ser muito bem discutido – e sem atropelos.

Futebol inicia movimento e atrai outros esportes contra Covid-19 ...

– Há 4 anos: Heber, Messi e Maradona: E a final da Copa América Centenário conquistada pelo Chile?

Puxa, como o tempo passa! Exatamente há 4 anos…, abaixo:

Heber Roberto Lopes foi muito criticado pela arbitragem de Argentina x Chile. Algumas queixas são corretas: o mau posicionamento dentro de campo, a aplicação da “targeta roja” para Rojo (aliás, dar cartões em meio ao bololô é algo condenável para qualquer árbitro) e outras queixas mais. Mas não influenciou no resultado.

Sua escala foi um presente dado por Wilson Luís Seneme (o responsável pelas escalas da Copa América Centenária-16) pelos serviços prestados. Heber é respeitado árbitro, mas nada de espetacular tecnicamente, ainda hoje pecando por algumas posições espalhafatosas.

Quanto a Messi (que perdeu o pênalti nas cobranças decisivas da final), uma injustiça o craque não ter um título pela Seleção Argentina. Aliás, a Argentina tem uma geração que merecia ter conquistado algo (a de Batistuta e Riquelme). Esta, de Messi e Mascherano, por pouco não levou a Copa do Mundo do Brasil, mas como vice-campeonato nunca é reconhecido… E Lionel, ao anunciar que abandona a seleção, só faz crescer o “mito Maradona” entre seus compatriotas.

Para mim, Pelé foi e será sempre o número 1, seguido por Maradona, o número 2, colado com Messi, o número 3. Embora, há muita discussão se Di Stéfano (que não vi jogar nem em vídeos) seria tão bom quanto Dom Diego. Cruyff estaria no meu ranking na sequência.

Cá entre nós: falamos de gênios, de gente fora de série, de extraterrestres da bola. Criticar Messi, tantas vezes melhor do mundo, é imbecilidade. O grande erro dele foi não se naturalizar espanhol, pois sua vida foi construída na Espanha.

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– A aceitação de um árbitro assumidamente gay no futebol brasileiro masculino: o caso Max Sousa

Li a publicação sobre esse delicado assunto no site ApitoNacional, e vi que o tema, originalmente publicado na página Brazilian Times, merecia uma abordagem opinativa. Vamos lá:

Max Sousa (homônimo do cantor de sertanejo universitário da grudenta “O Amor Vai Triunfar”), um estudante de Educação Física e modelo, é homossexual assumido e casado com o prefeito da cidade de Lins (Edgar de Souza – PSDB/SP). Ele quer ser árbitro da FPF e a matéria fala sobre seu desejo de levantar o fim do preconceito no futebol masculino.

Porém, diferente do que a matéria do site Brazilian Times trouxe abaixo (de que há décadas os “gays assumidos” apitam), o homossexualismo no futebol masculino, especialmente no Brasil, é um tabu! Nem jogadores e tampouco árbitros se assumiram LGBTs durante a carreira ou entrando nela. Jorge Emiliano, o “1o Margarida”, um dos poucos no RJ. Roberto Nunes Morgado e Armando Marques eram outros “marcados” e nunca falaram abertamente sobre isso. E, por fim: qual árbitro ou jogador da Série A do Brasileirão você sabe que é assumidamente homossexual?

No futebol feminino, é sabido que algumas árbitras e muitas jogadoras não escondem isso (e tal fato não se deve ter relevância na competência ou dignidade delas – se são lésbicas ou bissexuais é problema delas). No masculino, existe o preconceito.

Sabemos que a FIFA e alguns clubes fazem campanha para a inclusão (existe o protocolo contra o preconceito que paralisa as partidas em manifestações homofóbicas, racistas e de outras naturezas preconceituosas). Mas a aceitação social, racionalmente falando, é lenta.

Numa sociedade ideal, questões sobre preferência sexual estariam num segundo plano, pois a cidadania faria que o respeito fosse natural. Enfim, boa sorte ao jovem árbitro neste desafio e que sua condição não seja empecilho (por discriminação) e nem privilégio (por uso de marketing dos organizadores de torneios) para as futuras escalas. Que vença na carreira por competência.

Abaixo, extraído de: https://www.braziliantimes.com/esportes/2020/06/22/arbitro-gay-marido-de-prefeito-paulista-max-sousa-treina-para-entrar-na-escola-de-arbitros-na-fpf.html

ÁRBITRO GAY: MARIDO DE PREFEITO PAULISTA, MAX SOUSA, TREINA PATA ENTRAR NA ESCOLA DE ÁRBITROS NA FPF

A presença de homossexuais assumidos apitando jogos de futebol já acontece há muitas décadas e os relatos de preconceito contra esses profissionais não é mais empecilho para Max Souza seguir um sonho antigo: entrar para escola de árbitros na Federação Paulista de Futebol. “Eu já deixei de correr atrás de mais informações sobre como fazer o curso porque ficava abalado com alguns comentários sobre árbitros gays, mas isso já não me atinge mais”, declarou.

Estudante de Educação Física e casado com o prefeito de Lins (SP), Edgar de Souza, Max vê uma nova oportunidade de profissão, além de atuar como modelo. “Agora é um bom momento para eu correr atrás dos meus sonhos, eu sempre admirei aqueles que entram em campo para ser justo com os times, agora eu quero ser essa pessoa”.

Max disse que perdeu o último edital de inscrição que aconteceu em agosto do ano passado para a turma de 2020, e agora está de olho nos comunicados da FPF para entrar na próxima turma. “Acredito que a minha entrada como árbitro pode ajudar a acabar com o preconceito dentro do futebol. Homofobia ainda é um problema, mas as coisas estão melhorando o tempo todo”, disse.

(Fotos: Divulgação | CO Assessoria)

– Lucão e o Assédio Moral; Paulo André e as Horas Extras. E se fossem os árbitros exigentes de coisas semelhantes?

Lucão, zagueiro de 24 anos que hoje defende o Goiás, está processando o seu clube formador, o São Paulo FC. Segundo o Lance.com, o motivo seria o ”tratamento vexatório que sofreu no Tricolor, forçando que ele aceitasse a transferência para jogar pelo Estoril em Portugal”.

Paulo André, ex-zagueiro do Corinthians, processou o Timão pedindo horas extras e adicional por jogar aos domingos e período noturno.

Sei que são coisas diferentes e que no caso de Lucão (vale aguardar a Justiça) possa não ser a pressão natural do mundo do futebol, mas algo extra-campo que o motivou. Mas tais situações igualam-se em questão de ineditismo!

Quando você ouviu falar que boleiro pediu para ganhar mais para jogar no final de semana? Ou que se sentiu constrangido por críticas e quer ser indenizado?

Imaginem se os árbitros de futebol processassem torcedores que os ofendessem nas arquibancadas, dirigentes de federações que os escalassem em locais longínquos ou, ainda, entrassem na Justiça pedindo adicional por treinarem em horários alternativos em casa por conta do trabalho que exercem? Por fim, pedirem 13o salário, férias ou outras remunerações?

Tudo é muito relativo, mas debater é importante.

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– O Real Madrid é beneficiado pela arbitragem?

Não assisti à partida Real Sociedad x Real Madrid (e nem terei tempo de fazê-lo), mas me chama a atenção as manchetes: “líder do Campeonato Espanhol por causa do VAR”, entre outras que falam de ajuda da arbitragem (como pênalti inexistente ou benevolência para Casemiro).

A verdade é: quem manda no futebol da Espanha é o Real Madrid e o Barcelona. Vez ou outra temos o Atlético de Madrid, o Sevilla ou o Valência os perturbando. E, no fenômeno “mais normal do mundo” (infelizmente), na dúvida contra Osasuña, Oviedo, Villareal ou Cadiz, é lógico que o árbitro mais frágil (e isso independe do VAR) tenderá a decidir para o time grande. Aliás, tente encontrar erros contra Barça e Madrid na La Liga: não vai encontrar!

Claro, não é uma característica exclusiva ibérica. Isso acontece na Itália, na França, na Alemanha, na Argentina, no Brasil… sempre “pró-grandões”.

Atenção: falamos de situações onde o árbitro fraco aceita o peso da camisa, não de equívocos de tomada de decisão por erro técnico comum (onde residem os erros que eventualmente acontecem “pró-pequenos”), nem das situações hipotéticas de manipulação de resultados.

Vinicius Junior foi titular pela 14ª vez na temporada, a primeira desde a retomada do futebol — Foto: Pedro Salado/Getty Images

Vinicius Junior foi titular pela 14ª vez na temporada, a primeira desde a retomada do futebol — Foto: Pedro Salado/Getty Images

– Você expulsaria Juan Carlos Osorio no Choque-Rei?

Há 5 anos, um exemplo de que na Regra do Jogo, um gesto pode ser mais ofensivo do que um palavrão. Veja o exemplo abaixo e reflita: Osório, quando era treinador do SPFC, fez jus ao Cartão Vermelho ou não?

Extraído do Blog “Pergunte Ao Árbitro”.

PALMEIRAS 4X0 SÃO PAULO

Neste domingo, o treinador são-paulino Osorio foi expulso no jogo Palmeiras 4×0 São Paulo.

Avalie pelo relato do árbitro gaúcho Anderson Daronco:

Expulsei no intervalo da partida o técnico do São Paulo F.C. o sr. Juan Carlos Osorio Arbelaez, pois o mesmo aguardou a passagem da equipe de arbitragem na área mista (saída do campo), vindo em minha direção reclamando com o dedo em riste, dizendo: ‘a advertência do meu jogador (número 22, Bruno) foi injusta, você errou, você está equivocado’. Neste momento, comuniquei o mesmo que ele estava expulso da partida”.

E aí?

Aparentemente, não houve tanto excesso. Reclamação normal e corriqueira, sem nenhum palavrão. Uma conversa ríspida. Então foi exagero do juizão?

Por outro lado, o dedo em riste é uma afronta para a arbitragem, que precisa preservar a autoridade. Assim, acertou o árbitro?

Se você estivesse apitando o jogo, o que faria?

Palmeiras x São Paulo: saiba como assistir ao clássico AO VIVO na TV

– Aston Villa 0x0 Sheffield e o gol não confirmado pela tecnologia da linha do gol!

O Sheffield foi prejudicado nesta 4a feira na Inglaterra por um erro da… tecnologia! Viram isso?

Sou a favor dos meios eletrônicos no futebol, sempre preguei isso, mas com a ressalva: lembremo-nos que são homens que operam as máquinas e as constroem e regulam. E como tudo pode falhar nesse mundo… falhou na volta do Campeonato Inglês pós-Covid.

A narração do acontecido está abaixo. Mas lembre-se: na Regra do Jogo, poderia sim o VAR corrigir tal erro, se tivesse boa vontade, pois não o fez por orientação da Premier League, não da FIFA.

Abaixo, extraído de: https://jovempan.com.br/esportes/futebol/futebol-internacional/campeonato-ingles-aston-villa-sheffield-united.html

PREMIER LEAGUE VOLTA COM 1º ERRO DE TECNOLOGIA EM 9 MIL JOGOS?

Um gol fantasma que inexplicavelmente não foi validado pela arbitragem se tornou o destaque do empate por 0 a 0 entre Aston Villa e Sheffield United, nesta quarta-feira, em Birmingham, naquela que foi a primeira partida do Campeonato Inglês após dois meses e meio de paralisação devido à pandemia do novo coronavírus.

O Inglês foi retomado com um jogo morno, mas marcado por uma polêmica que vai deixá-lo como motivo de discussão por um bom tempo. Aos 42min da etapa inicial, Norwood cobrou falta, e a bola passou pelo goleiro Nyland, que ainda a agarrou, mas claramente dentro do gol.

Os jogadores do Sheffield correram para comemorar, mas o árbitro Michael Oliver apontou para o punho para dizer que não houve gol e que a partida deveria continuar. O gesto foi feito para indicar que, como não chegou em seu relógio uma notificação de que a bola havia cruzado a linha de meta, o placar continuava 0 a 0.

O problema, no entanto, é que houve um erro no sistema Hawk-Eye (Olho de Falcão, em inglês), utilizado pela Premier League em lances desse tipo desde a temporada 2013/14. Após o jogo, a empresa responsável pela ferramenta divulgou uma nota em que admitiu a falha e explicou por que ele foi cometida.

Segundo a Hawk-Eye Innovations, os árbitros não receberam o aviso de que a bola entrou porque as sete câmeras que alimentam o sistema foram obstruídas no lance pelo goleiro, defensores e traves – algo que nunca havia acontecido em mais de 9 mil partidas.

O VAR poderia ter sido acionado para solucionar o erro, é verdade, mas isso não aconteceu porque, segundo a organização da Premier League, a recomendação é para que os árbitros confiem 100% no Hawk-Eye. De acordo com a liga, se um gol fosse validado pelo sistema, o juiz também não iria ao vídeo confirmar se a bola havia entrado ou não. Daí o motivo da não-utilização do VAR.

Com o resultado, o Villa, que teve o volante Douglas Luiz, ex-Vasco, entre os titulares, continua na penúltima posição da Premier League, com 26 pontos, enquanto o Sheffield subiu para sexto, com 44.

– Tostão sobre a diferença entre Maradona, Messi e Pelé! Ainda: e se tivesse o VAR?

Há 1 ano… repost:

Tostão deu uma entrevista ao jornal El País e falou sobre Messi. Segundo o Tricampeão Mundial (e certamente um dos ex-jogadores que melhor comenta futebol no país), Messi está acima de Maradona (comparou El Píbe como um “Ronaldinho Gaúcho melhorado, artisticamente falando”, mas não contestou sua generalidade). Ao mesmo tempo, cita duas diferenças entre Pelé e Messi: a força física seria uma delas, mas a principal seria a força psicológica. 

Tostão explicou: 

“Quando o jogo ficava difícil, Pelé ficava uma fera (…) Ele não era um líder em campo, mas tinha força psicológica. Quanto maior a dificuldade, mais agressivo Pelé ficava. Acho que isso é uma vantagem sobre Messi”.

E não é verdade?

Se pisassem no calo do Negão… misericórdia! Isso ainda falta a Messi.

Sobre Ronaldinho Gaúcho e Maradona citados: o brasileiro, se optasse em ter sido mais profissional, levaria o dobro de Bolas de Ouro e estaria igualmente como Messi em questão técnica a ser discutida (o que faz no auge sempre foi assombroso). Maradona, ainda, por milésimos, penso estar à frente de Messi por um fator: o poder de decidir dentro das 4 linhas. A Copa de 86, foi impressionante (embora o VAR de hoje poderia ter estragado a festa hermana).

Aliás, se o VAR existisse antes, a Copa de 62, 66, 86, 94, 02… todas elas provavelmente teriam resultados diferentes, frente a correção dos lances capitais em jogos importantes.

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– A grande diferença entre o planejamento da volta do futebol em SP e RJ

No começo, a Federação Paulista de Futebol falava em criar protocolos e em outras situações esdrúxulas a fim de voltar seus campeonatos de futebol de maneira rápida. Parecia uma necessidade em afirmar que houve uma “pausa” e que tudo voltaria logo.

Aos poucos, a “ficha parece ter caído…” reuniões virtuais (algumas nada produtivas, apenas para dizer que mais tarde voltariam a conversar) aconteceram. Mas bem diferente do Rio de Janeiro (onde na madrugada de terça se decidiu voltar o Cariocão na quinta (veja aqui: https://wp.me/p4RTuC-qct), aqui a preocupação com a segurança sanitária está sendo respeitada e há mais protocolos a serem cumpridos do que no Campeonato Alemão (e estamos falando de voltar aos treinos, não apressando em voltar os campeonatos). Aliás, até mesmo a questão da procedência dos lugares em que as refeições dos jogadores serão feitas está se colocando em discussão.

Isso tudo é motivo de aplausos para a FPF e de vaias para a FERJ. Mas, por outro lado, há a questão financeira que precisará ser discutida: como os clubes bancarão os salários de seus profissionais? Além disso, a questão esportiva: como farão com os elencos, já que muitos clubes pequenos já não contam com os mesmos atletas (se é que “contam com alguns atletas”)?

Se tudo isso se refere à 1a divisão, temos uma situação completamente delicada na A2 e na A3: os clubes estão, aos poucos, “se desfazendo”! Abnegados com ações pontuais tentam dar uma sobrevida ao caos financeiro dos times (alguns, verdade seja dita, por acúmulos de ações administrativas irresponsáveis; outros pela pandemia). Dois casos chamam a atenção: o trabalho de marketing e resgate da nova diretoria do Paulista de Jundiaí, vendendo inúmeros produtos e tentando saldar as dívidas (embora a montagem do elenco, caso o campeonato continue, será um trabalho absurdamente difícil) e do Noroeste de Bauru (fazendo vaquinhas solidárias, mesmo com o clube estando com dinheiro em caixa no começo do campeonato e sendo o líder do certame).

Para os torneios de menor visibilidade, a mesma FPF aqui elogiada precisa receber um puxão de orelha: não dá para “empurrar com a barriga” e deixar a entender que, se for possível, jogar-se-á no final do ano sem que haja socorro e suporte para essas agremiações.

Resta aguardar! E fica mais uma vez a cobrança: o que se tem feito aos árbitros federados, que estão sem receber um só tostão, diferente dos da CBF (vide em: https://wp.me/p55Mu0-2yi)?

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– Parabéns pela iniciativa de ajudar os árbitros, CBF.

Eu fui um dos críticos quando a ajuda aos árbitros da CBF foi divulgada e usada como propaganda. A versão inicial, das duas parcelas, não era de auxílio, mas de EMPRÉSTIMO, pois os árbitros deveriam devolver os valores apitando. Pura demagogia! Gritar aos 4 ventos que era bondade, nunca colou.

Depois de pressão (não sei de quem, se da ANAF ou de outra pessoa – ou ainda se pegou mal) a CBF transformou esse empréstimo em doação, liberando uma 3a parcela. Aí sim! Nessa, concretizando a doação, merece os aplausos.

Pudera, sejamos honestos: com tanta cobrança da Comissão de Árbitros aos juízes de futebol, é algo justo que se faça tal pagamento. É uma troca, enfim.

Ficará também uma pergunta: os árbitros que não pertencem ao quadro nacional? Como farão? As federações ajudarão eles ou estarão esquecidos?

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– Juventus 0x0 Milan e os dois lances polêmicos:

Foi na 6a feira, e tivemos discussões: eu não marcaria esse pênalti a favor da Juventus. Repare que é um lance totalmente involuntário do braço do milanista Conti e é um movimento natural do corpo. Errou o juizão (mesmo com VAR)!

Na sequência, muito bem expulso o atleta Rebic (MIL), pela forma que vai disputar a bola com Danilo (JUV). Que perigo!

Assista o vídeo com essas duas situações na partida válida pela Copa da Itália, abaixo: