– A lei que permite um maior número de atletas estrangeiros está prejudicando o futebol brasileiro?

Toda troca de conhecimento / experiência / intercâmbio sempre é muito válida, em qualquer área que seja. No futebol, isso não deve ser diferente: diretores de clubes europeus, treinadores de fora, gestores com outra mentalidade do que a nossa, são sempre peças fundamentais.

E se os estrangeiros forem os jogadores?

Nada contra! Tivemos Dario Pereira, “Dom” Elias Figueroa, Ramoz Delgado, Pedro Rocha… grandes craques que fizeram a diferença por aqui dentro dos gramados. Fora deles, não se pode deixar de mencionar Béla Guttmann, o treinador húngaro que revolucionou o futebol brasileiro, trazendo Zizinho para o SPFC alegando que ele “representava o futebol-arte” (talvez a primeira vez que esse termo foi usado em nosso país). Dizem que Vicente Feola (que foi do próprio São Paulo), inspirou-se demais nos ensinamentos dele na montagem da Seleção Brasileira de 1958, quando ganhamos a primeira Copa do Mundo.

Mas e hoje?

Se tivermos Messi, Xavi, Ibraimovich e outros jogando pelos clubes daqui, tudo bem. Idem a José Mourinho, Guardiola, Pocchetinno e outros tantos treinadores estudiosos que fazem bem à Ciência do Futebol (parece um “pecado” falar em Estudo no Futebol, onde automaticamente o termo “estudioso” passa a ser pejorativo por aqui).

O problema é que passamos a contratar jogadores de fora como mão de obra barata – não como acréscimo à condição técnica, mas como uma ação econômica necessária para se diminuir os custos.

Entendo o problema econômico e financeiro que toda a América do Sul passa. Mas veja: antes, permitíamos 2 atletas de outros países em nossas equipes. Aí a CBF criou uma lei que liberou 5 estrangeiros por time no Brasil dentro de campo. Mas será que isso está trazendo resultados indesejados? Apesar de permitir redução na folha de pagamento de muitos clubes, pense: quantos jovens nacionais perderam espaço?

O próprio São Paulo FC gasta milhões com o Centro de Formação de Cotia, mas tem em seu elenco Rojas, Trellez, Arboleda… (lembram-se de Piris, Isasi, Buffarini, Jonathan Gomez, Rondón, Wilder Guisao…?). O Flamengo dizia que “craque se faz em casa”, mas contratar Uribe, Cuéllar, Berrio, Marlos Moreno e Trauco, não inibe o surgimento de talentos? Diga-se o mesmo do Fluminense com seus equatorianos e o celeiro de jovens em Xerém.

Em 2018, vimos uma Seleção Italiana ausente do Mundial e repleta de jogadores da Atalanta, Sampdória, Gênova… Na Inglaterra, que só ganhou uma Copa do Mundo quando a sediou, temos equipes inteiras jogando com atletas não ingleses! Aliás, isso aconteceu com o Arsenal pela primeira vez em 2011, com 14 nacionalidades diferentes em seu elenco (aqui: https://professorrafaelporcari.com/2011/11/26/globalizacao-do-futebol-arsenal-joga-com-atletas-de-14-paises-diferentes/)

Será que um dos problemas da renovação da Seleção Brasileira e dos clubes nacionais não seria o excesso de estrangeiros com qualidade duvidosa nas equipes, em prejuízo às bases (que em muitos casos acabam sendo entregues aos empresários)?

É para se pensar… quando o gringo é diferenciado, se dá o nome de “Professor Pardal” para treinador ou “em fim de carreira” para jogador que vem pra cá. Mas quando é medíocre, os cartolas taxam-o de “desconhecido pela mídia” ou de “promessa”. Foi assim com Matias Defederico, (o “novo Messi” que está na Índia atualmente) Matosas, Patito Fernandes, Acosta, Tobio… ou até mesmo Kazim!

O que você pensa sobre isso?

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– A sugestão dos pênaltis antes dos jogos não evoluiu?

Uma idéia surgida há 4 anos que não pode ficar sem um desfecho (positivo ou negativo), e que veio de um vitorioso no futebol – de Sir Alex Fergunson, ex-treinador por décadas do Manchester United e que hoje faz parte de um grupo de notáveis que buscam o desenvolvimento do futebol pela UEFA.

Foi dele a proposta que ganhou simpatia de muitos na Europa: em jogos eliminatórios, realizar a decisão de tiros penais ANTES das partidas.

E por vários motivos:

1- Uma equipe pequena que estivesse empatando em 0 x 0 até o final da partida contra um grande, caso soubesse que a vitória seria do adversário nas decisões penais, sairia mais para o jogo.

2- Não teríamos o vilão das cobranças, ou seja, aquele jogador que perde o último chute e fica marcado, já que sua equipe teria a possibilidade de buscar a vitória dentro de campo.

3- Mesmo se um time vencesse fácil a partida e os tiros penais se tornassem desnecessários, haveria essa certa dose de emoção antes das partidas.

É claro que surgiram críticas: cansaço emocional e físico desnecessário antes dos jogos e, caso uma equipe mais fraca vença nos pênaltis, total retranca durante os 90 minutos.

E você, o que acha dessa idéia?

Deixe seu comentário:

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– Quem foi revelado no apito do Brasileirão 2018?

Eu não gostaria de estar escrevendo esta postagem, mas se faz necessária tal reflexão: enquanto os meios esportivos estão fazendo a “Seleção do Campeonato Brasileiro“, fico pensando sobre os melhores árbitros do ano!

Quem se destacou?

Difícil dizer. Todo mundo errou significativamente; alguns mais, outros menos, mas todos erraram.

A maior preocupação não é essa, mas sim: quem foi REVELADO! E assim como na FPF, a gestão do Coronel Marinho não conseguiu “fazer ninguém” na CBF. Nossos 10 FIFA’s estão abaixo (na sua média) da qualidade de tempos atrás. Aliás, talvez, por incrível que possa parecer, a última “leva” competente de árbitros brasileiros na FIFA tenha ocorrido com Armando Marques (que também já critiquei).

Me pesa ver tanto tempo de Sérgio Correa da Silva no comando da arbitragem e o nível ter se estagnado e depois regredido. Idem ao atual comando do ex-chefe da arbitragem da Federação Paulista.

Enfim: qual nome seria “incontestável” em 2018 como revelação?

Como na imagem abaixo, a arbitragem brasileira anda bem “bola murcha”…

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– Atletas de River Plate e Boca Jrs obedecerão o juizão e desfrutarão do momento decisivo?

A mim, surpreendeu que o primeiro jogo da decisão da Libertadores da América não tenha sido um festival de pontapés. O histórico de confusões entre atletas e torcedores levava a crer nisso, e, ao contrário, foi um ótimo jogo de futebol.

Veremos a repetição desse cenário no jogo de volta, neste sábado?

Andrés Cunha, o uruguaio que apitará a final, que por 3 dias está em concentração na cidade de Luque, no Paraguai (sede da Conmebol), mandou um recado aos jogadores através da “TV Conmebol”:

É um orgulho para mim e para toda a equipe estar nessa grande partida. A mensagem é para que os jogadores desfrutem de estar na final. Eles também ganharam essa oportunidade de estar nesta partida decisiva da Libertadores, então que desfrutem, que vivam a final, com respeito. Que ganhe o melhor em campo, e que saibam respeitar aquele que não seja o ganhador.

Três observações:

1- O meu desejo é igual ao do juizão. Mas se a vontade será acatada quando a bola rolar…

2- Um chileno apitou o jogo de ida; um uruguaio apitará o jogo de volta. Uma das partidas entre os dois argentinos em Buenos Aires não poderia ter um árbitro brasileiro? Estamos sem moral alguma, hein? Viva o Coronel Nunes e o seu voto de “rebeldia” (ou de burrice?) para a Copa de 2026, quebrando os acordos firmados com seus pares.

3- Alguém duvida que essa é a maior final da Libertadores de todos os tempos, mítica e misticamente falando? Creio que não há na América do Sul tal rivalidade igual ao  de Boca x River.

O juiz uruguaio Andrés Cunha vai apitar a decisão da Libertadores entre River Plate e Boca Juniors — Foto: Reprodução de TV

– Pé alto ou gol normal? Sobre o lance do Maracanã entre Flamengo x Grêmio.

Na partida entre Flamengo 2×0 Grêmio, um lance polêmico e muito reclamado: o gol de Uribe. Foi legal ou ilegal?

Convencionou-se chamar de “pé alto” quando o jogador vai disputar a bola levando risco ao adversário por erguer excessivamente a perna. Na verdade, isso é “jogo perigoso” e deve ser marcado tiro livre indireto (a falta em “2 toques”).

E no Maracanã, foi isso o que aconteceu?

NÃO. Foi infração para tiro livre direto e o gol ilegal.

Explico: Uribe ergue a perna e TOCA o rosto do gremista Cortez. Repare que o defensor não pulou ou se abaixou, mas sim o atacante que elevou o pé. Se não há esse toque, é tiro livre indireto e anula-se o gol (por jogo perigoso). Como houve o toque do pé de Uribe em Cortez, é tiro livre direto e anula-se o gol (por infração temerária). De qualquer forma, o gol não deveria ser confirmado.

Errou o árbitro Bráulio da Silva Machado, que estava bem posicionado no lance e confirmou imediata e equivocadamente o gol.

O que será que passou pela cabeça dele? Deu um “branco” em sua mente, errou a interpretação ou precipitou-se em confirmar o gol?

Com VAR, facilmente esse gol seria anulado.

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– Curta a Vida, Arnaldo!

E o Arnaldo Cezar Coelho se despediu das cabines. Teria sido mais difícil do que se despedir dos gramados? Não sei. Mas vai curtir a vida (se é que já não consegue fazer isso com a qualidade que deseja).

É inegável que a regra de futebol é obscura e tem inúmeros detalhes, mas o Arnaldo a popularizou com o bordão “A Regra é Clara. Ele criou esse mito que é mentira. Mas, confesso, é legal! Há os que usam essa pseudo-verdade para os mais diversos memes.

Um profissional do futebol desconhece o conjunto de regras do ofício que exerce. Ou você acha que jogador sabe “de cor e salteado” as 17 Leis dos jogos? Pior: e as observações cabeludas de cada uma delas? Às vezes, nem os árbitros têm segurança de aplicá-las no calor da partida. Imagine explicá-la para milhões de telespectadores em horário nobre. 

Arnaldo, como comentarista, muitas vezes brigava com a imagem e te dava a “oportunidade de bater”; mas em outro lance relatava um comentário qualquer que lhe calava a boca e te impressionava. Aí você é quem levava um “tapa de pelica”. 

Quem vai a Copa do Mundo, já tem mérito. Mesmo se for via política, sorte, competência ou qualquer outra coisa, ninguém vai sem um mínimo de capacidade. E apitar a final de um Mundial? Dispensa qualquer comentário. É o supra-sumo da carreira, onde raríssimos conseguirão e apenas pessoas especiais conseguiram. Além disso, comentar 8 Copas pela Rede Globo, o que dizer?

Eu não gostava de seu estilo apitando (sim, assisti vídeos). Mas sabia apitar quando queria, e fazia com maestria. Por fim, está na história da arbitragem mundial – e na da TV também.

Se eu fosse o Arnaldo, tirava pelo menos um ano sábatico. Eu não posso fazer isso, mas ele pode (e deveria).

Boa aposentadoria, amigo!

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– Competência Humana versus Competência Tecnológica: o VAR no futebol brasileiro

Assim como não existe e não adianta a competência e/ou capacidade financeira sem a competência administrativa em qualquer organização, isso acontece na mesma proporção no futebol brasileiro com a questão do VAR e os árbitros.

É sabido que a CBF fez uma lambança com a figura do árbitro de vídeo e, cá entre nós, promoveu tudo para não implantá-lo. O que se dizer ao contrário será mentira. Vejamos:

  • Quando disse ter oferecido o projeto pioneiro à FIFA, não era o primeiro modelo oferecido e tampouco o mais oportuno.
  • Levou 3 anos para a primeira experiência off-line, enquanto que outros países já estavam fazendo uso da ferramenta.
  • Marcou diversas datas para a implantação (algumas delas com os campeonatos me vigor – o que não é permitido pelas Regras da FIFA e que todos sabiam, não ocorreria).
  • Após o “todo-poderoso” Eurico Miranda discutir com Marco Polo Del Nero sobre os erros de arbitragem contra o Vasco da Gama, prometeu o uso do VAR em uma semana! Pura conversa fiada…
  • Criou um chamado “Departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo“, alocando Sérgio Correa da Silva (o ex-chefe da Arbitragem). Sérgio supostamente tinha sido demitido da Comissão de Árbitros por pressão dos clubes e no fim ganhou um cargo “só pra ele”.
  • Resolveu implantar o VAR após uma capacitação questionada na aprazível Águas de Lindóia e tendo realizado dois testes apenas em jogos “pra valer” (ambos na final do Campeonato Pernambucano, com erros e mau uso do árbitro de video nas duas contendas).
  • Jogou nas costas dos clubes a decisão de usar ou não o VAR no Brasileirão de 2018, colocando custos altíssimos a serem arcados pelas próprias agremiações.
  • Escalou um octodeceto de arbitragem (sim, 18 pessoas) para cada uma das finais da Copa do Brasil 2018 (Corinthians x Cruzeiro), com VAR, Assistente de VAR, Apoio de VAR, Supervisor de VAR e outros dispensáveis. Todos viram a pavorosa atuação do árbitro Wagner Magalhães e do VAR Wilton Pereira Sampaio, onde em dois lances fáceis (que nem precisariam do uso do VAR) tomaram-se decisões equivocadas. Aliás, repararam quanto tempo o árbitro ficou na rodinha de jogadores conversando pelo rádio, e o diminuto tempo que ele levou para assistir o lance e mudar sua decisão? É claro que já estava decidido a mudar  a marcação quando foi ao monitor; e tão claro é a “obrigação” que ele tinha de fazer uso da tecnologia após tanto gasto bancando pela CBF para esse confronto. Dezoito caras e não vai se usar o VAR nenhuma vez? Então tá…

Não adianta colocar árbitros desmotivados, sem planejamento REAL de carreira e com a meritocracia deixada de lado para fazer uso do equipamento tecnológico. A culpa não é da eletrônica, é do humano que a opera.

O problema maior é: o gerenciamento do futebol brasileiro! Quem comanda de fato se esconde por trás de um Coronel que estava no Pará e se apoia num futuro presidente amigo; sem contar que quem manda na arbitragem nunca colocou um apito na boca…

Esse é o triste rumo da arbitragem de futebol em nosso país. Como disse em trocadilho o espirituoso Zé “Boca-de-Bagre”, o amigo do Professor Reinaldo Basile, “o árbitro de vídeo da CBF é uma VARgonha…”

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– A CBF quer tumultuar o Majestoso de sábado? Que insensibilidade…

Parece que a CBF procura confusão! Por incompetência da Comissão de Arbitragem, corre o risco de promover mais um final de semana recheado de discussões nas mesas redondas.

Explico: alguns árbitros não conseguem “ter química” com certos times. Outros, sempre se embananam em determinados estádios. Assim, algo que deveria ser evitado é escalar Rodolpho Toski Marques em jogos do Corinthians. Não existe má-intenção nenhuma dele, mas sempre é um “para-raio” na Arena de Itaquera. Assim como Paulo César de Oliveira involuntariamente também era no Parque Antártica (mas nitidamente com mais competência no seu ofício).

Aliás, qual o mérito dele, Toski, que é uma boa pessoa mas azarado no apito, para alcançar o escudo da FIFA? E depois de tanta lambança, é “presenteado” com o sorteio para Corinthians x São Paulo do próximo sábado?

Estou afastado alguns dias da Internet por motivos particulares. Mas fico indignado de, existindo tantos árbitros no quadro nacional, escolher (digo, sortear) justamente quem já provou que precisa “comer mais feijão” para apitar jogos importantes… Olha a lista recente de “caças”do juizão e os jogos que apitou:

1- Os 8 lances em Corinthians 1x 0 Fluminense –https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/22/os-8-lances-polemicos-de-corinthians-1×0-fluminense/

2- O pênalti inexistente Corinthians 1 x 0 Internacional –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/11/22/o-penalti-inexistente-em-corinthians-1×0-internacional/

3 – A falta de autoridade em Ponte Preta x São Paulo –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/06/06/autoridade-e-a-falta-de-sobre-lances-da-arbitragem-de-domingo/

4- O pênalti equivocado em Corinthians x Botafogo –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/07/02/o-equivocado-penalti-em-arana-no-corinthians-x-botafogo/

5- Os 3 lances discutíveis em Corinthians 1×1 Cruzeiro –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/10/02/os-3-lances-discutiveis-em-cruzeiro-1×1-corinthians/

6- A imaturidade em Cruzeiro x Santos –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/08/17/a-falta-de-experiencia-ou-de-competencia-na-arbitragem-brasileira-mostrada-em-cruzeiro-x-santos/

Perguntar não ofende: onde está a Meritocracia nas Escalas? Um Majestoso é sempre um jogo nervoso, pegado, importante. Ainda mais com os dois times tensos como estão nos últimos dias… Insisto: nada contra a idoneidade do árbitro, mas é escala a ser evitada.

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– O VAR da Conmebol teve problemas técnicos em Minas Gerais?

Quer dizer que realmente aconteceu uma dificuldade séria com o recurso do VAR no Mineirão, na partida entre Cruzeiro 1×1 Boca Jrs na Libertadores? A Raposa sabia de um problema, mas nada podia fazer.

Mas o que exatamente ocorreu?

Para a Conmebol, foi um problema na Linha Virtual que aparece no impedimento (algo simples); mas um jornalista da TNT Sports da Argentina garante: foi pane mesmo e o pessoal que fica alocado no container da arbitragem permaneceu sem imagens.

Na quarta-feira, teremos a final da Copa do Brasil lá em MG. Pensou se mesmo com o número exagerado (e estranho) de 18 pessoas escaladas para comandar a arbitragem do jogo, o equipamento “dá pau”?

Uma coisa é fato: somente a Conmebol para implantar um sistema de VAR duvidoso…

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/mg/futebol/libertadores/noticia/cruzeiro-afirma-que-foi-avisado-sobre-problema-em-linha-do-var-antes-de-jogo-com-o-boca-mas-nao-se-opos.ghtml

CRUZEIRO AVISA QUE FOI AVISADO SOBRE PROBLEMA EM LINHA DO ÁRBITRO DE VÍDEO ANTES DO JOGO COPNTRA O BOCA

Jornalista argentino informa que equipamento do árbitro de vídeo não teria funcionado plenamente na partida; fonte na Conmebol reconhece falha pontual e diz que não houve prejuízo geral na captação de imagens

O árbitro de vídeo (VAR) não teria sido utilizado pelo árbitro uruguaio Andres Cunha no jogo entre Cruzeiro e Boca Juniors, no Mineirão, pela partida de volta das quartas de final da Taça Libertadores. A informação revelada pelo jornalista Hernán Castillo, da TNT Sports, da Argentina, é que o equipamento não funcionou. O jogo terminou empatado por 1 a 1, resultado que eliminou o Cruzeiro, causando revolta entre jogadores e dirigentes do clube, principalmente por decisões tomadas em campo pelo uruguaio Andres Cunha.

Procurado pela reportagem, o Cruzeiro admitiu que, antes da partida, a comissão técnica do clube foi chamada pelos responsáveis pelo VAR e comunicada que uma das fases, a da linha de impedimento, não estava funcionando. Segundo Sérgio Nonato, diretor geral do clube, foi passado que a falha não prejudicaria a recepção e a visualização geral das imagens.

Marcone Barbosa, gerente de futebol do Cruzeiro, esclarece que o clube apenas foi comunicado sobre o problema e que, nesse caso, o time mineiro não tem poder de veto ou questionamento sobre o assunto.

Uma fonte da Conmebol admitiu ao GloboEsporte.com que houve uma falha pontual no sistema do VAR, porém em uma ferramenta que auxilia o uso do equipamento, chamada “linha virtual”, usada para ajudar em lances de impedimento, por exemplo.

Essa mesma fonte nega que o VAR não tenha funcionado durante o jogo entre Cruzeiro e Boca Juniors. Segundo ela, a recepção de imagens das câmeras ocorreu normalmente para a análise das jogadas pelo uruguaio Leodan Gonzalez, árbitro de vídeo da partida.

A Minas Arena, administradora do Mineirão, também se posicionou. Segundo a gestora, o VAR foi instalado dentro de um container localizado no estacionamento do estádio, a pedido da Conmebol, diferentemente do que ocorreu na Copa do Brasil, quando foi disponibilizada uma sala para os árbitros e o equipamento. Diante disso, a administradora do Mineirão não se responsabiliza por problemas ocorridos.

A principal reclamação do Cruzeiro pela ausência do VAR na partida foi a jogada que poderia ter sido finalizada com o gol de Barcos. Porém, o uruguaio Andres Cunha parou o lance antes, anotando falta de Dedé no goleiro Rossi, por jogada perigosa. O jogo estava 0 a 0 naquele momento.

– Temos todos, no futebol brasileiro, que ficar indignados. Enquanto nós não nos fortalecermos, vamos ficar nas mãos de venais. O que adianta o VAR, se quem resolve é um juiz venal. Vocês viram o tempo todo. Ele segurou o time, prendeu o time – disparou o presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá.

Árbitro uruguaio Andres Cunha foi bastante criticado pelo Cruzeiro — Foto: Cristiane Mattos/BP Filmes

Árbitro uruguaio Andres Cunha foi bastante criticado pelo Cruzeiro — Foto: Cristiane Mattos/BP Filmes

– Quando posso rever uma decisão no futebol?

Posso voltar atrás na aplicação de um cartão, ou seja nas decisões disciplinares? E nas decisões de marcações de jogo (decisões técnicas)?

A resposta é clara: desde que o jogo não tenha sido reiniciado, pode voltar atrás. Mas e se o jogo já tiver sido reiniciado?

A dúvida é comum a muitos. Recebi de um internauta e por achar relevante, publico-a:

“Boa noite, Rafael. Estava pesquisando na internet a respeito de arbitragem e achei seu blog (…) O que me levou a pesquisar sobre foi uma dúvida que surgiu em um bate papo com um amigo que me disse que antigamente (anos 90 pra trás, mais ou menos) as regras do futebol permitiam que o árbitro voltasse uma decisão equivocada mesmo que a jogada já tivesse sido reiniciada. Achei pela net um texto das regras de 1903 e não diz nada a respeito disso, que o juiz não poderia fazer isso. Tentei encontrar textos mais recentes, mas só consegui achar de 2003 e constava o texto que o juiz só poderia alterar antes do reinício. Isso realmente me intrigou pois achei interessante o juiz poder voltar atrás e tentar rever uma decisão equivocada.
Isso realmente procede?
Abraços.”

A resposta detalhada com exemplos é:

“Boa noite. Seu amigo está equivocado, provavelmente ele confundiu alguma outra situação. O árbitro nunca pode voltar atrás após uma jogada reiniciada. O que ele pode é dar um cartão retroativo (uma excepcionalidade, por exemplo: um jogador deu um soco em outro fora do lance de jogo, o bandeira viu mas não conseguiu interromper a tempo de avisar; na 1a oportunidade o faz, sendo que o árbitro pode expulsar o agressor mas a partida deve continuar da forma onde estava quando ocorreu a informação).
Imagine essa situação hipotética no Choque-Rei de sábado: Felipe Melo (PAL) agride o goleiro Sidão (SPFC), somente o quarto árbitro viu mas por algum problema não conseguiu avisar a tempo. Depois de 5 minutos (já teve lateral, escanteio e falta nesse tempo) o Felipe Melo sofre um pênalti a seu favor do… goleiro Sidão! Nesse momento, o quarto árbitro avisa o árbitro do ocorrido. Procedimento: árbitro expulsa Felipe Melo pela agressão anterior, mas mantém o pênalti a favor do Palmeiras (pois não pode mudar a sua decisão técnica já que a partida tinha sido reiniciada nesse período de tempo).
Repito: talvez seu amigo tenha confundido essa questão DISCIPLINAR (que é uma exceção). A Regra nunca permitiu na questão técnica, desde 1863″.

Estudar a Regra do Futebol é maravilhoso, não? Lembrando que a figura do árbitro inexistia nos primórdios, pois quem decidia os lances eram os capitães em comum acordo.

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– As críticas contra a Arbitragem de Cruzeiro 1×1 Boca Jrs

Que o Cruzeiro foi prejudicado no jogo de ida contra o Boca nas Quartas de Final no Bombonera, não tenho dúvida. Relembre-a em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/09/20/como-explicar-tanto-erro-pro-boca-sobre-a-expulsao-de-dede-amarilla-2013-aquino-2011/

Mas aqui em Belo Horizonte, vejo duas reclamações:

  1. O Gol anulado de Barcos por pé alto de Dedé em disputa de bola com o goleiro Rossi.
  2. Impedimento de Barcos no segundo tempo (houve um tiro penal, e com a ajuda do VAR, reverteu-se para tiro livre indireto pois concluiu-se que o atleta estava em impedimento ativo).

Vamos discuti-las:

  1. A Primeira: eu também anularia o gol de Barcos, pois realmente há um pé alto, onde a sola de Dedé fica escancarada contra o goleiro portenho.
  2. A Segunda: não tenho uma imagem clara, mas quero explicar conforme a Regra e a NOVA ORIENTAÇÃO: antes, se um jogador estive em posição de impedimento e levasse um pontapé, não era pênalti pois ele estava sem condição de jogo (você até podia dar Amarelo pela violência do pontapé, mas não marcar o pênalti). Agora mudou: se você tem um jogador em posição de impedimento (estando assim passivo) e ele sofrer um pontapé ANTES do domínio de bola (que é onde se caracteriza o impedimento ativo), DEVE-SE marcar o pênalti. Ou seja: em atleta em impedimento passivo, a regra mudou e se marca pênalti. Em impedimento ativo, sanciona-se o lance e marca tiro livre indireto para o adversário.

O que me chamou a atenção foi a declaração do lateral esquerdo Egídio, depois do jogo,

“O juiz brincou. Teve uma bola ali em que eu estava no lance, eu chutei uma bola, bateu na mão do cara caído no chão. E aí ele deu falta minha. Eu nem encostei no cara. Essa arbitragem aí… Sabe o que ele ficou falando ali para mim? ‘Vocês perderam, vocês não fizeram (nada) para ganhar, vocês são ruins, saíram da Copa’. É vergonhosa essa arbitragem aí. Aí ele falou assim: ‘A culpa foi minha?’. Falei: ‘Foi sua!’”

 

Será que o árbitro uruguaio Andrés Cunha realmente falou isso? Se sim, é algo muito grave.

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– É pra mostrar que o VAR funciona ou para desmoralizar? Sobre a escala de 18 pessoas na Arbitragem entre Cruzeiro x Corinthians:

DEZOITO PESSOAS trabalharão na arbitragem da final da Copa do Brasil. É quase 1 pessoa para cada jogador.

De oficiais por conta do VAR, há vários. Tem Vídeo-Árbitro, Assistente de Vídeo-Árbitro, Apoio de Vídeo-Árbitro e Supervisor de Vídeo-Árbitro. Tem “cartolas do apito” aos montes. E no campo, até Quinto Árbitro.

Considere:

1- Com 18 pessoas remuneradas para o primeiro jogo da Final da Copa do Brasil, a arbitragem precisa ser “118%”perfeita.

2- Será que pelo fato de Corinthians e Cruzeiro serem “reclamões com a arbitragem”, é uma forma de dizer que foi um número inédito e que não dá para reclamar da atuação de Anderson Daronco?

3- Tanta gente por conta do VAR fará com que exista uma certa obrigação que se use o equipamento (mesmo que não precise), a fim de dizer que valeu o investimento?

4- O exagero no número de pessoas é para simbolizar que todos estão pedindo VAR no Brasileirão em 2019 e a CBF quer mostrar que a conta é cara? É para assustar o valor do custo e continuar existindo a negativa dos clubes em desejar o VAR nos seus torneios, desobrigando a CBF a institui-lo em definitivo?

5- Por fim: talvez um sexteto de árbitros fosse suficiente, mas como a arbitragem está mal, tem que colocar 3 para valer 1 e assim virar um octodeceto de árbitros, ou seja, 18 integrantes?

Acréscimo 1: a mim, na 3a observação do documento oficial abaixo, pareceu-me que a orientação é de que a arbitragem fosse por meio de ônibus, sendo permitida a compra de passagens para veículo leito. Amigos me dizem que está autorizada a viagem aérea, visto que há a sinalização de “TA” logo após o nome da pessoa. E tenho uma curiosidade: será que os árbitros estarão voando pelo mesmo patrocinador da Seleção Brasileira, ou ainda compram passagens da Pallas Transportes Esportivos (que vendia bilhetes na gestão Ricardo Teixeira)? Sendo assim, 13 pessoas viajarão confortavelmente por via aérea e outros 5 de ônibus leito (precisa tanto para colocar o VAR em funcionamento)?

A seguir, os nomes escalados:

– Suspenderam os Árbitros. Mas e quem os Escalou?

Quer dizer que o Coronel Marinho, presidente da Comissão de Árbitros da CBF, suspendeu diversos trios de arbitragem por conta das má atuações na Série, escalando-os na Série B?

Discordo disso, pois o risco dos erros acontecerem aos clubes da Segunda Divisão, logicamente aumenta. Ou vai querer me convencer que na Série B é que eles se “reinventarão”?

Divulgar a “geladeira” para imprensa é fazer média a presidente de clube que reclama. Algumas questões ficam sendo pertinentes: como esses árbitros chegaram à elite? Por quê alguns deles são da FIFA? E o que acontece ao responsável por escalar eles?

Aliás, o chefe de árbitros os suspendeu. Só que é justamente ele quem faz as escala e os premia também com bons jogos!

Afinal: ninguém suspenderá o “suspensor” de árbitros, que é o responsável por eles?

Está se trocando o sofá…

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– A Regra nova em Botafogo x São Paulo

Estou escrevendo aos 10 minutos do primeiro tempo sobre o lance de gol do Diego Souza (o de empate contra o Botafogo). Válido ou não?

Quando Nenê chuta, Diego Souza está bem impedido e não pode dominar a bola. Entretanto, a bola bate em dois atletas do Botafogo e sobra para ele. E aí?

Se você me perguntasse sobre isso há dois anos, eu diria que o gol foi ILEGAL, pois desvio não tira impedimento. Mas isso mudou em algumas situações, e isso faz com que o gol seja legal em 2018.

Entenda: se um jogador adversário tocar na bola por tentar disputá-la, a FIFA orienta que esse toque habilitou o atacante. Mas importante: isso vale quando se quer disputar a bola, pois se ela bate despretensiosamente, o impedimento continua valendo. No Engenhão, entendo, os dois jogadores da defesa foram interceptar o lance. Assim, gol LEGAL.

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– Os 3 lances de pênaltis reclamados em América-MG 0x0 Corinthians. Certos ou errados?

Em um jogo extremamente limpo, pouco faltoso e com muito tempo de bola rolando (fato raro no Campeonato Brasileiro), leio / escuto / vejo 3 reclamações de pênaltis supostamente não marcados (2 a favor do Corinthians e 1 para o América-MG). Vamos a eles?

1- Aos 65 minutos, uma bola é chutada para o gol do Timão por Matheusinho (AMG), que bate em Henrique (SCCP) e rebate no braço de Ralf (SCCP), que se assusta! Não é pênalti nem ação anti-natural. Totalmente sem intenção. Acertou o árbitro Marcelo de Lima Henrique em nada marcar.

2- Aos 88 minutos, Roger (SCCP) toca a bola para seu companheiro Gabriel que está entrando na área. Gerson Magrão (AMG) interrompe a projeção com sua perna, travando-o, e comete pênalti. Encoberto, Marcelo de Lima Henrique não viu e foi traído pela omissão do bandeira 1 Michael Correia e do AAA 1 Daniel Victor Costa e Silva, que nada fizeram.

3- Não me recordo dele durante a partida (pode ter passado batido por mim), mas o lance a seguir eu recebi sem áudio, nomes dos atletas ou tempo de jogo. Dando uma fuçada vi que foi real, embora pouco reclamado: o Corinthians está no ataque, a bola é cruzada e um jogador do Coelho se joga de carrinho para cortá-la, sendo que a bola bate em seu braço de apoio. Por mais que alguém possa dizer que houve intenção, não houve. Imprudência? Esqueça, não se avalia isso em lances de mão e braço. Movimento anti-natural ou intenção disfarçada? Também não, já que é impossível você dar um carrinho com os braços grudados no corpo. Acertou o árbitro nessa ótima e importante leitura da jogada.

Enfim: apenas um erro (relevante, lógico) na partida, sendo que o árbitro carioca não pode ser culpado por ele mas sim o bandeira e adicional, repito, pela omissão.

Roger viu pênalti a favor do Corinthians no segundo tempo do jogo diante do América-MG