– A falta de experiência (ou de competência) na arbitragem brasileira mostrada em Cruzeiro x Santos

Nesta semana, vimos uma falha grotesca por falta de experiência do árbitro Rodolpho Toski Marques no Mineirão. Como tais erros ainda acontecem?

A propósito, más atuações dele aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/11/22/o-penalti-inexistente-em-corinthians-1×0-internacional/

Aqui não se deve discutir: o acréscimo que você dá tem que ser durante o minuto. Por exemplo: se deu 5 minutos, o jogo vai dos 50’00” até 50´59″ (e se precisar dar 1 minuto a mais por tempo perdido no acréscimo, não há problema, desde que sinalize). O que não pode é acabar antes, nem terminar o jogo sem permitir uma cobrança de tiro de penal. Do restante, sim.

Pode acabar no escanteio? 

Sim.

No ataque?

Claro que sim.

Na cobrança de uma falta?

Idem.

Aí você entra no bom senso e na inteligência: se você tem a elasticidade de acabar entre o tempo 00′ até o 59′, POR QUE ACABAR NO ATAQUE DE UMA EQUIPE? Pode acabar no ataque sim; mas… deve-se acabar no ataque? 

Ninguém o orientou (e olha o escudo dele no peito!!!… Fifa?)

Discuta então o seguinte: quem é o incompetente da históriao que apita dessa forma ou quem prestigia o árbitro escalando-o sistematicamente, mesmo com um histórico ruim?

Aliás, gostaria de ouvir Thiago Neves, que reclamou durante a semana que o Cruzeiro é sistematicamente prejudicado no Mineirão e usou termos muito fortes.

Para ler a declaração do jogador, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/08/14/a-ousada-e-polemica-declaracao-de-thiago-neves-sera-punido/

Não vai adiantar VAR, 9 árbitros em campo, 30 câmeras e drone sem um elemento fundamental: a competência!

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem da Rodada 20: Bandeirante x Paulista

Na última rodada da Segunda Divisão Sub 23, a FPF escalou árbitros da série A1 para garantir segurança na derradeira disputa de cada grupo.

Para Birigui, no jogo em que o Galo precisa de um bom resultado, foi sorteado um árbitro muito benquisto na FPF, embora eu tenha algumas restrições técnicas quanto ao seu desempenho em jogos de time grande na Primeira Divisão: José Cláudio Rocha Filho, de Jaú/SP. Um sujeito sério, que apita de cara fechada e que não gosta de indisciplina. Reclamações / cera / atitudes antidesportivas serão coibidas certamente com o cartão amarelo.

Repito: tenho alguma ressalva quanto a sua escala em jogos de expressão pelo desempenho, mas ele atua muito bem em jogos menores da A1. Para essa divisão, uma ótima escala.

O quarteto de arbitragem completo, abaixo:

Árbitro: José Claudio Rocha Filho
Árbitro Assist 1: Osvaldo Apipe de Medeiros Filho
Árbitro Assist 2: Luis Felipe Prado Silva
Quarto Árbitro: Clayton de Oliveira Dutra

Para Comercial RP x Itapirense, um jogo que interessa ao Galo, compartilho:

Árbitro: Leandro Carvalho da Silva
Árbitro Assist 1: Marco Antonio de Andrade Motta Junior
Árbitro Assist 2: Bruno Silva de Jesus
Quarto Árbitro: Andre Luis Riquena

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– Em Chapecoense 2×1 Corinthians: Cássio deveria ou não ser expulso?

Deixo a regra compartilhada para a livre interpretação dos amigos em referência ao lance de Cássio na Arena Condá:

  • A Regra mudou no que diz respeito a não expulsão, mas sim advertência de um jogador que impeça uma situação clara e manifesta de gol em disputa de bola dentro da área. Assim, um zagueiro que dê um pontapé violento no adversário que vai chutar para o gol vazio ou um defensor (exceto o goleiro) que tire a bola em cima da linha da meta, receberá o Vermelho. Se ele evitar o gol disputando com um adversário, aí será Amarelo.
  • Se um goleiro sai da área penal, ele se torna um jogador sujeito às demais punições de um atleta de linha. Ou seja: se usar as mãos fora da área, deverá receber Cartão Amarelo. Mas se ele evitar o gol usando as mãos fora da área, será Cartão Vermelho.

Assim,  repito a pergunta: Cássio deveria ou não ser expulso?

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×2 Comercial

Ser reconhecido / ter nome / e estar “na ponta dos cascos”, é sempre muito bom. E foi isso que aconteceu com Vinícius Furlan: sendo um árbitro respeitado, correndo muito e se posicionando bem, fez uma boa arbitragem no Jayme Cintra. Manifestações de torcedores contra sua atuação, foram, logicamente, de cabeça quente e injustas. A propósito, pós-jogo, conversei com amigos que o haviam confundido com Thiago Duarte Peixoto, e que acreditavam ter ele dado o famoso e polêmico cartão equivocado a Gabriel num Corinthians x Palmeiras.

Para se confirmar em números, a primeira falta na partida ocorreu aos 13 minutos de jogo – um fato raro, em especial nessa divisão onde o contato físico predomina. Depois a partida se tornou faltosa, mas não violento, pois conseguiu manter com sabedoria sua autoridade.

O ponto forte do árbitro, neste domingo, foi: sendo um juiz gabaritado, não menosprezou a partida, tratando-a como um jogo da A1 (e, de fato, um confronto que já foi desse nível). Trocando em miúdos: não fez vista grossa a cartões e/ou marcações.

Quanto à leitura do jogo, soube “soltar” a partida quando podia: aos 43 minutos, ótima percepção do árbitro ao aplicar a vantagem após Nathan (PAU) sofrer uma falta e deixar o jogo seguir. Esteve atento na dinâmica da partida.

Se tecnicamente foi pouco exigido, disciplinarmente teve trabalho e correspondeu bem. Por exemplo: aos 22 minutos, Lineker (CFC) interrompeu um contra-ataque com falta em Jonathan Brito (PFC), com falta bem marcada e cartão aplicado. Ou na atenção a detalhes: aos 39 m, após o gol do Comercial, Cesinha foi comemorar o tento da sua equipe ironizando na frente da torcida adversária e recebeu Amarelo.

O lance contestado: Aos 43 minutos, Rafael Sena cometeu uma falta e “deu chilique”. Na frente de Furlan, totalmente desnecessário, e “de graça” recebeu o Amarelo (se não recebe, o juiz vira um “banana”). Porém, o mesmo Sena (3 minutos depois) deu um carrinho temerário em Maycon na lateral, na frente do bandeira, do árbitro e do 4o árbitro. Recebeu o 2º amarelo e foi expulso.

Um fato inusitado: o desentendimento totalmente evitável aos 20 minutos, do 4º árbitro Daniel Carlos Luciano Fernandes e o treinador Sérgio Caetano. No posicionamento de correr pela linha lateral (equivocadíssimo), Fernandes trombou com Sérgio Caetano. Acontece que Sérgio Caetano estava na área técnica e o 4º árbitro passou por trás dele. Pra quê? Insisto: esse posicionamento é equivocado, e a prova disso foi a demora do jogador número 15 do Comercial entrar em campo em uma substituição, já que o 4o árbitro estava isolado, sem sentido, do outro lado do campo.

Público: 1033 pagantes, para R$ 9121,00.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Comercial

Árbitro que já apitou diversos clássicos na A1, de Santa Bárbara do Oeste virá Vinícius Furlan para comandar o Clássico do Interior entre o Galo e o Bafo!

Não tenho dúvidas de que a FPF está tratando esse jogo de maneira bem especial; afinal, com a Copa Paulista em sua fase inicial e as categorias de base em andamento, torna-se a Segunda Divisão Sub 23 o torneio mais importante neste momento para a entidade. E como são duas equipes tradicionais da divisão de cima e que temporariamente desceram bastante (até pela importância de ambos na tabela), Paulista  e Comercial são os “grandões” em atividade nos torneios regidos pela Federação.

Uma curiosidade: os bandeiras serão Risser Jarussi Corrêa e Luís Alexandre Nilsen, que pela 4ª vez estão sendo escalados no Jayme Cintra (logicamente contarão para o árbitro quem são os atletas que jogam duro, os que reclamam bastante, os que não dão trabalho… – é uma praxe da equipe de arbitragem). Daniel Carlos Luciano Fernandes será o quarto-árbitro.

Se eu sou o treinador Sérgio Caetano, e sabendo que Vinícius Furlan é um árbitro disciplinador, alertaria os jogadores do Galo a não reclamarem e evitarem as faltas bobas (já que o time vem recebendo muitos amarelos). Furlan foi muito contestado quando surgiu uma pendenga entre Dudu e Rafael Tolói num Palmeiras x São Paulo, sendo criticado por supostamente “perder a autoridade”. E, de fato, foi uma má arbitragem naquele Choque-Rei. Desde então, o árbitro se tornou mais “linha dura” e evita comter deslizes técnico-disciplinares.

Fica a dica: se o time está tomando muito cartões evitáveis (de natureza emocional, principalmente), deve estar atento nesse domingo.

Sobre o jogo citado (Palmeiras 3×0 São Paulo), compartilho nossa análise na época: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/03/26/entendendo-as-expulsoes-de-palmeiras-3-x-0-sao-paulo-corretas-ou-nao/

Desejo uma boa arbitragem e um grande jogo a todos|

Acompanhe a transmissão de Paulista x Comercial pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Domingo às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Os dois lances polêmicos de Colo-Colo x Corinthians

Fui questionado sobre dois lances da partida do Timão no Chile, pela Taça Libertadores:

  • Aos 53 minutos, a expulsão de Gabriel: o jogador corintiano atinge com a sola do pé a perna de Carmona. Nenhum atleta pode dividir uma bola com as travas da chuteira à mostra na canela do adversário. Aqui, irresponsabilidade do jogador brasileiro, pois o lance, além de violento, é desonesto quanto à lealdade de uma disputa de bola. Não se discute: é Cartão Vermelho, e errou o árbitro em entender como jogada temerária aplicando o Segundo Amarelo para só então dar o Vermelho. É para Expulsão Direta.
  • Aos 68 minutos, o braço de Avelar na bola: quando Fierro cruza a bola para a área do Corinthians, Danilo Avelar pula para interceptá-la e deixa propositalmente a bola bater em seu braço. Esse é o exemplo do chamado movimento antinatural da mão na bola, ou seja: o jogador não pula naturalmente com o braço esguiado na direção do chute; a lógica é que naturalmente ele pule com a cabeça em direção à bola. Pênalti não marcado, errou o árbitro.

O mais curioso é que o juiz colombiano Wilmar Roldán foi sacado dos jogos da Copa do Mundo 2018 por não solicitar o VAR num lance muito parecido como esse na partida entre Tunísia x Inglaterra, onde também ele errou. Lembrando que faltou bastante critério em lances para aplicação ou não de cartão amarelo para ambas equipes. Enfim: má arbitragem do árbitro que em 2012 apitou a final entre Corinthians x Boca Jrs.

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– O quase-protesto dos árbitros e a falta de representatividade

Leio que Salmo Valentim, ex-árbitro de futebol e que já fez parte da ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol), foi eleito com 100% dos votos em eleição sem oposição.

Puxa, tal cenário deve mostrar que tudo está em ordem, não? Se o cara que é apoiado pela situação não tem opositor e nem voto contrário, é porque a entidade está a mil maravilhas.

Ou não seria bem assim?

Hoje, por ter convivido no meio do futebol, não vacilo em dizer: os Sindicatos de Arbitragem (Nacional e Estaduais) não tem coragem de bater de frente com as Federações e CBF! Todos cordeiros, nunca brigando realmente a contento como se deveria.

Claro, como não sou sindicalizado, não posso criticar os árbitros, pois devem entender que o que a ANAF, ou SAFESP, SAFERJ e tantas outras estão fazendo está bom.

Curiosamente, há 3 anos tivemos aquele movimento de protesto para paralisar o Brasileirão, mas que virou ato de manifestação com a “plaquinha dos 5%”. E o que deu? Nada.

Recordando nossa postagem no Blog PERGUNTE AO ÁRBITRO, abaixo:

O PROTESTO DOS ÁRBITROS ACONTECERÁ?

Importante: Não haverá greve (por enquanto) no Campeonato Brasileiro 2015, mas ato simbólico. Veja:

ATENÇÃO

Na rodada de hoje do Brasileirão, os árbitros farão um protesto contra o veto ao artigo que reconhecia o direito de arena para a arbitragem.

Primeira manifestação na história da arbitragem brasileira.

Aos cinco minutos do primeiro tempo a partida será paralisada. Um minuto de silêncio em protesto contra o veto. Equipes de arbitragem colocarão faixas pretas no braço. O quarto arbitro vai levantar a placa com 0,5.

Informações de Julio Cancellier, Assessor de Comunicação da ANAF (Reproduzido pelo Jornalista Pedro Paulo de Jesus, do site “Voz do Apito”).

Será que vingará?

MINHA OPINIÃO SOBRE A GREVE, em: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/07/sobre-a-greve-dos-arbitros-reflexoes/

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– As irregulares da cobrança do Pênalti de América x Palmeiras

A única coisa bem feita (de acordo com a Regra do Jogo) no pênalti cobrado por Jean (SEP) e defendido por João Ricardo (AME) foi a paradinha correta (parar durante a corrida e retomar a cobrança). Do resto, várias irregularidades. A contar:

1- O goleiro do Coelho se adianta absurdamente,

2- Há invasão de área de um jogador palmeirense,

3- Há invasão de área de dois jogadores americanos,

4- Árbitro, bandeira (que está na linha de fundo) e AAA que está mais próximo ainda, nada observaram. Pessoal desatento, não?

O que se deve fazer? Por infração simultânea de ambas equipes, voltar a cobrança do tiro penal. E que a Comissão de Árbitros da CBF “puxe a orelha” dos árbitros.

Aliás, e quem puxa a orelha dos membros da Comissão de Arbitragem?

Abaixo, a imagem congelada no momento do chute:

 

– Um lance para a FIFA levar às escolas de árbitros em Botafogo 0x0 Santos.

O árbitro Paulo Roberto Alves Júnior está sendo criticado pela anulação do gol de Renatinho na partida Botafogo 0x0 Santos, mas o lance é puramente do bandeira Pedro Maretinelli Christino, e daria muita discussão mesmo COM árbitro de vídeo.

Leio muita gente entendo como gol legal, mal anulado. DISCORDO respeitosamente e explico:

  • A bola é lançada para frente e vai em direção ao botafoguense Luís Fernando, que está em posição de impedimento e em um primeiro momento fica parado e abdica de jogar. Quando os zagueiros do Santos correm para a bola, o adversário volta a manifestar desejo de tocar a bola e corre para ela. Os santistas estão preocupados no primeiro momento em roubar a bola de Luís Fernando, mas é Renatinho, à esquerda dele, quem fica com a posse e a chuta para o gol (inesperadamente aos jogadores do Santos FC).

Há 5 anos, sem dúvida alguma seria impedimento. Mas recentemente a FIFA “relaxou” a rigidez da questão em considerar o impedimento quando o atacante:

1- estiver participando diretamente na jogada;

2- estiver atrapalhando o adversário;

3- ou tirar proveito dela (um rebote, por exemplo).

Assim, passou-se a marcar o impedimento quando um jogador efetivamente tocar na bola, se considerando a questão 1 (a de participar ativamente na jogada); se não tocar, não está impedido. Na situação 2, se o atleta, por exemplo, fizer um “paredão que impeça, atrapalhe ou iluda o adversário”. E na situação 3, se o rebote vier da bola que bateu na trave ou de um goleiro, pois o toque do adversário que desviar quando ele tentar disputar uma bola passou a dar condição de jogo para o jogador outrora impedido.

Diante de tudo isso, como entender o lance do Engenhão?

Como a situação 2: a de atrapalhar / iludir o adversário, sem tocar efetivamente na bola. Se Luís Fernando, depois de ter abdicado da jogada, permanecesse imóvel, o gol seria legal, pois ele deixou claro que não disputaria a bola. Quando ele retoma a disputa de bola e o bandeira não levanta seu instrumento, os jogadores do Santos não podem imediatamente deixar de dar combate, pois eles, atletas, não tem condição de estar na linha de impedimento e tomar tal decisão! E mais: quando Renatinho chuta para o gol, o lance já deveria estar parado. Aí sim está o erro: a demora para levantar a bandeira!

De maneria clara: o gol foi corretamente anulado, embora o árbitro assistente tenha falhado em permitir a conclusão do gol e só depois erguer a bandeira. Se ele marca o impedimento no momento que Luís Fernando, após mostrar que não iria disputar a bola, resolveu disputá-la e confundiu a zaga, nenhuma confusão teria ocorrido.

Respeito quem interpretou diferente (aqui é puramente lance interpretativo, pois há aqueles que alegam até que a defesa santista aceitou passivamente o gol num primeiro momento para justificar que Luís Fernando não atrapalhou, embora eu não concorde – pois zagueiro não é árbitro, nem bandeira, tampouco está na linha lateral para ver o posicionamento do adversário).

Eis, neste sábado, um lance típico de dificuldade para o VAR. Depois que deixou-se a bola entrar e não tomou a pronta decisão, o “circo ficou armado”, mesmo anulando corretamente o gol.

Extraído do Twitter de @MemoriasFutebol (Memórias do Futebol): Santos x Botafogo com Garrincha, Zito, Nilton Santos, Pelé, Zagallo, Pepe e Didi

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Itapirense x Paulista

Pelo clima do último jogo no Estádio Jayme Cintra, e pelas (justas) reclamações contra a arbitragem, pensei que teríamos um árbitro de ponta nesta Rodada 18 em Itapira. Entretanto, enquanto vários árbitros da série A1 do Paulistão e alguns do Brasileirão estão escalados nas diversas partidas da Segundona Sub 23 (Salim Fende Chavez no jogo do Comercial x Bandeirante, Thiago Duarte Peixoto em Guarulhos x São José e Márcio Henrique de Gois em Inter de Bebedouro x Francana), para o jogo entre a “Vermelhinha” (como a Esportiva itapirense é chamada) e o Galo teremos Thiago Lourenço de Mattos (auxiliado pelos experientes Fausto Augusto Viana Moretti e Leandro Matos Feitosa).

Thiago tem 33 anos de idade, 11 temporadas, mas ainda precisa chegar a divisões mais importantes e grandes jogos. Pensando em “como terminou o jogo no Jayme Cintra”, o “árbitro do jogo da volta no turno” terá muita dificuldade em conduzi-la a contento. Tomara que consiga!

Há 5 anos, quando começava a se destacar na Copa Paulista, houve um reverso na carreira do juizão: em Limeira, a torcida reclamava de sua atuação numa partida envolvendo Inter x Monte Azul, quando um torcedor o agrediu com uma pedrada, tendo que sair de campo de ambulância.

Torço para um grande jogo e ótima arbitragem!

Assista o ocorrido no vídeo do link em: http://globoesporte.globo.com/sp/campinas-e-regiao/noticia/2013/10/arbitro-leva-pedrada-na-cabeca-em-jogo-no-interior-paulista-veja-o-video.html

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– Mais uma etapa do VAR no Brasil

Por mais que se queira ter boa vontade com a implantação do Árbitro de Vídeo no Brasil, as pessoas envolvidas são as mesmas que já demonstraram brutal incompetência na condução do futebol brasileiro. Por quê a qualidade do trabalho desses cartolas mudaria agora?

Estou muito a vontade para dizer que, apesar de torcer para o sucesso do VAR em nosso país, os meios estão errados. Por quê usar as imagens das geradoras de TV que transmitirão o jogo? Devem ser de geradora independente, para que em um lance duvidoso contra Flamengo ou Corinthians, não se caia no erro de dizer que a Globo ou a FOX tem interesse para que os clubes de massa passem à frente. Se bobear, se dirá que o árbitro esperou o comentário do Arnaldo ou do Simon para decidir… (os comentaristas de arbitragem mais importantes dessas emissoras).

Outra preocupação é acreditar que o VAR resolverá o problema da arbitragem brasileira. Que não se crie esse cenário! Quem utiliza os equipamentos são seres humanos, falíveis dentro e fora de campo. Os erros continuarão, embora possam ser minimizados.

Nos dois jogos em que o VAR foi usado no país (no Campeonato Pernambucano), a experiência foi horrorosa, com erros graves mesmo existindo o árbitro de vídeo e muito longe do Padrão FIFA. Se nessas rodadas da Copa do Brasil (onde se é possível usar o equipamento eletrônico, já que no Brasileirão só se poderá usar da Rodada 1 até a 38, pois, afinal, deve-se ter equidade na disputa entre jogos e a Regra não permite), o fato de tentar um bom resultado já é algo positivo. O medo, insisto, será o mau uso da ferramenta e as reclamações dos jogadores. Lembrando: pelas Regras do Futebol, onde se acrescentou oficialmente o VAR, o atleta que “correr acompanhando o árbitro até o monitor deverá ser punido com o cartão amarelo”. E se esse atleta quiser ver as imagens do monitor, “dever-se-á aplicar o Cartão Vermelho”.

Aguardemos. Aliás, o histórico do adiamento e das enrolações oficiais do VAR no Brasil podem ser lidos no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/09/18/de-novo-a-cbf-promete-usar-o-arbitro-de-video-em-breve-eu-duvido/

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– A Experiência dos Cartões Amarelo e Vermelho aos Treinadores de Futebol.

A IFAB, a dona das Regras do Futebol, um dia sugeriu a experiência de se mostrar cartões amarelos e vermelhos aos treinadores, seguindo os moldes da mesma aplicação de advertências e expulsões realizadas a jogadores por reclamações e comportamento antidesportivo.

A FIFA nunca levou a sério (e perceba que ela tem muito peso na composição de votos da International Board). Entretanto, os demais países que compõe a entidade – todos do Reino Unido e precursores do futebol – eram entusiastas da ideia. De tal forma, na Inglaterra, berço do “esporte bretão”, se usará tal prática em todas as suas divisões profissionais e amadoras, demais copas e competições organizadas e supervisionadas pela F.A. , EXCETO a Premier League.

Vai dar certo?

Talvez. A tendência é de que sim. E por lá, 4 amarelos levarão a uma suspensão automática.

Já imaginaram quantos amarelos teríamos aqui no Campeonato Brasileiro por rodada a técnicos de futebol?

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– O bandeira que praticou uma diagonal e invadiu o campo!

Assistiram Figueirense x CRB pela série B do Brasileirão, nesta 3a feira à noite?

O árbitro assistente no1 Márcio Gleidson Correia Dias, do Pará, se entusiasmou num contra ataque e invadiu literalmente o campo de jogo para marcar um impedimento. Nada em dizer que foi erro de direito, mas claramente “erro de posicionamento”.

Foi hilário, uma verdadeira diagonal praticada. Olha só a maluquice (na parte final desse curto vídeo você tem a noção correta da “atravessada” que deu o bandeira),

em: https://www.youtube.com/watch?v=tx9K_vfBqlY

– O pênalti inexistente em Santos 0x1 América-MG

Se você achou tranco legal o lance de Ricardo Oliveira em Edu Dracena no meio de semana (como eu achei), impossível discordar que Alison repetiu o mesmo lance em Marquinhos na Vila Belmiro neste domingo. Em ambos os lances a arbitragem errou.

No domingo, Rafael Tracci, árbitro paranaense, entendeu como falta a disputa de bola e marcou pênalti a favor do Coelho contra o Peixe (mesmo estando bem posicionado). E esse equívoco técnico da arbitragem custou a derrota para o Santos FC.

Ah, se tivéssemos o VAR no Brasileirão… (tão prometido de maneira demagógica e nunca desejado de verdade).

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– Análise da Arbitragem de Paulista 0x1 Itapirense

Ruim arbitragem de José Guilherme Almeida e Souza na manhã deste domingo no Estádio Jayme Cintra.

Por ser um jogo onde a exigência (e a qualidade da partida jogada em sim) foi muito baixa, poderia ter se saído muito melhor. Fez o “feijão-com-arroz”, mas errou na não marcação de um pênalti (vide abaixo).

Uma relevante falha foi tecnica-disciplinar aos 15 minutos do 1o tempo com a marcação de um tiro livre direto após a falta de Papa-léguas (PFC) em Caio (SEI). O zagueiro do Paulista levantou alto demais o pé, não atingindo o atacante de Itapira, sendo tiro livre indireto por jogo perigoso. O árbitro errou, entendeu como toque na cabeça, marcando tiro livre direto e aplicando o cartão amarelo. É claro que um zagueiro advertido com Amarelo tão cedo vai ficar irritado (afinal, tem outros 75 minutos para evitá-lo). Mas não se deve crucificar o juizão por isso, pois não teve influência no placar.

Sobre a “Lei da Vantagem” – um acerto importante foi a leitura do lance para a decisão da advertência a Moisés (PFC) em falta contra Leonardo (SEI). Após o lance não se concretizar em uma vantagem ao Itapirense, voltou atrás e marcou a falta. Correto! Mas no final do jogo, errou em não dar uma vantagem após falta de Leonardo (SEI) no próprio Moisés (PFC). A propósito, seria a vez de Leonardo receber o Amarelo (o que não aconteceu).

Importante: o lance crucial, ocorrido aos 50 minutos do 2o tempo, onde Mailom (SEI) espera o chute do ataque do Paulista com os braços abertos, tendo tempo de evitar o toque recolhendo os braços. Foi pênalti, pois a bola vai em direção a ele e o árbitro não marcou (é a situação do movimento antinatural / intenção disfarçada, modificada há poucos anos).

Destaque positivo para os dois bandeiras: Paulo de Souza Amaral trabalhou bastante marcando os inúmeros laterais. Rafael Tadeu com as bolas longas chutadas e perdidas. Ambos acertaram quando participaram do jogo.