– Arbitragem para Paulista x União de Mogi das Cruzes

Daniel Carlos Luciano Fernandes, natural de Cruzeiro, 35 anos de idade, há 13 temporadas na FPF, Personal Trainer e proprietário de uma empresa de eventos esportivos, apitará Paulista x União no próximo domingo.

Na Segunda Divisão, Daniel apitou Itapirense x São Carlos na Rodada 1 e São José x Guarulhos na Rodada 2 (no mesmo dia e estádio do jogo entre Joseense 0x1 Paulista, só que às 20h30). Ambos placares acabaram em 1×0. No começo deste ano, apitou algumas partidas da série A3. Já tem boa experiência no apito, embora não tenha apitado em divisões mais importantes.

Os bandeiras serão Luis Felipe Prado Silva e Diogo Correia dos Santos. O quarto-árbitro será Thales Wiliam Storari.

Torço para uma boa arbitragem e uma excelente partida de futebol.

Acompanhe a transmissão de Paulista x União pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

 

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– Os erros a favor dos brasileiros na 4a de Libertadores

Não costumamos ver erros em tamanha quantidade e importância na Libertadores da América para brasileiros, mas eles apareceram em dois jogos de “grandões”:

1- No vazio estádio do Maracanã (como é sem graça ver um gigante como aquele sem ninguém, devido à punição sofrida pelo Menção), o Flamengo se beneficiou da não-expulsão de Diego. O meia covardemente agrediu seu adversário (ainda não consegui pegar o nome dele) com uma “patada” em seu joelho, fora da disputa de bola. Ali, é lance para a Comissão Disciplinar da Conmebol punir pela imagem. Será que com 10 o Rubro-Negro seguraria o empate contra os colombianos do Santa Fé?

2-  Em Alvellaneda (ou como aportuguesado: Alvejaneda), o Corinthians venceu o Independiente, por 1×0. O placar seria outro se fosse validado o gol de Silvio Romero, aos 41m do 2o tempo. O bandeira considerou 4 atletas à frente da linha da bola (todos voltando da disputa da jogada e em impedimento passivo; errou), mas desconsiderou que o chute veio de quem estava em posição legal! Há 30 anos, fazia sentido tal anulação…

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– Um Circo no Depoimento no TJD

Eu acompanhei através do jornalista Tossiro Neto do GloboEsporte.com (www.twitter.com/tossiro) as quase 7 horas de depoimento do quinteto de arbitragem da decisão entre Palmeiras x Corinthians, além do delegado da partida Agnaldo Vieira e do Diretor de Árbitros Dionísio Roberto Domingos.

A matéria do próprio site está disponível em: https://globoesporte.globo.com/sp/futebol/campeonato-paulista/noticia/diretor-diz-que-nao-falou-com-quarto-arbitro-e-nega-interferencia-externa-na-final-do-paulistao.ghtml

O que eu achei?

Um verdadeiro “samba-do-crioulo-doido! Os bandeiras Daniel Ziolli e Anderson de Moraes Coelho foram bem objetivos e transparentes. Aliás, o assistente 1 Anderson foi quem demonstrou maior segurança nas respostas, indiscutivelmente. O 5o árbitro Alberto Poleto e o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro tentaram ser bem explicativos, mas um pouco enrolados. Já o 4o árbitro Adriano de Assis Miranda entrou em contradição em algumas respostas, mostrando-se atrapalhado. O delegado do jogo, Agnaldo Vieira, brigou com a imagem e disse não ter dito “canto”. E, enfim, Dionísio, o Diretor de Árbitros, se apresentou como Tutor (juntamente com José Henrique de Carvalho, que estava no estádio) e ao mesmo tempo como membro à parte da FPF. E disse que o tempo todo estava com o celular desligado.

Estava mesmo? Custa-me a crer que alguém da posição dele desligue o celular durante a partida. Se, por exemplo, o presidente da FPF Reinaldo Carneiro Bastos quiser falar com alguém, vai ligar para quem, senão a ele? SEMPRE terá alguém representando a entidade pronto a atender o presidente – e sempre foi assim!

O mais interessante é: o Dionísio é Diretor de Árbitros (um ex-árbitro, lembremo-nos) e  nos depoimentos diversos, foi dito que ele participou do Plano de Jogo da equipe de arbitragem. Ora, não é função dele! Ele tem que avaliar os árbitros e dirigir o departamento, não dizer a um árbitro de final de campeonato como deve apitar ou não. Isso poderia levar até mesmo a crer que fez isso em outros jogos, cometendo o erro de, quem sabe (não digo que fez), pedir para que em semifinais se alivie em cartões para não tirar ninguém da finalíssima!

Todo o conteúdo é acessível pelo Twitter do já citado Tossiro no endereço acima. Vale a pena ler! 

Creio que não vai dar em nada. O TJD dará uma suspensão simbólica no diretor da FPF e no quarto árbitro (apenas como resposta ao Palmeiras de que algo foi feito). Mas que fica claro a bagunça e o excesso de intromissão da Diretoria de Arbitragem no trabalho de campo dos árbitros (atrapalhando-os no pré-jogo), não há dúvidas!

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– O Árbitro de Vídeo no Brasileirão: a CBF vai ceder ou não?

É claro que não. Em que pese Palmeiras e Flamengo reclamarem e solicitarem árbitro de vídeo no Brasileirão de 2018 (mesmo que a própria CBF tenha refutado a implantação no começo do ano pela decisão colegiada dos clubes), são por tais motivos os empecilhos:

Não pode utilizar com campeonato em curso (pois a Regra tem que ser uma só no campeonato inteiro, da Rodada 1 até a 38). O Vídeo-Árbitro agora está na Regra do Jogo, e, assim, só pode ser usado em fases distintas de torneios onde há eliminatórias (nos pontos corridos, em meio a disputa, não).

– Não tem árbitro treinado em quantidade e tempo suficiente para usar.

– Não tem equipamento a disposição.

– Não deve usar a mesma geração de imagens da TV aberta (a FIFA e outras entidades usam sua própria geradora, além da contratação de terceiros). Usar a imagem da transmissão da Globo, por exemplo, nem pensar!

Enfim, novamente é um grande “blábláblá” que vem desde 2016!

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– O Robô da CBF não está avaliando com boa qualidade os árbitros escalados?

Há 1 ano, fizemos uma publicação sobre um anúncio da CBF que prometia REVOLUCIONAR a análise de desempenhos dos árbitros.

Será que deu certo?

Compartilho, extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2017/04/23/o-robozinho-vai-avaliar-os-arbitros-da-cbf/

O ROBOZINHO DA CBF VAI AVALIAR OS ÁRBITROS.

Taí uma daquelas coisas que a CBF adora inventar: criar factoides para divulgar à imprensa (como o árbitro de vídeo proposto em maio de 2016, depois em agosto, outubro, novembro… e até agora nada). Ou o mecanismo de leitura facial israelense para o combate da violência de torcedores briguentos na FPF, que só ficou no anúncio.

Pois bem: leio no Diário Lance! que o Coronel Marinho anunciou uma novidade (Edição 23/04/17, pg 03, por Fábio Suzuki e Igor Siqueira). Será o “Radar”, um software para análise de desempenho dos árbitros.

O detalhe é: a função dos observadores e analistas de arbitragem será minimizada pelo sistema eletrônico, que, segundo o próprio Coronel Marinho:

“A nota [do árbitro] não será dada por ninguém. O SISTEMA VAI DAR. Fizemos uma calibragem, uma mensuração. Fizemos estudos e vamos colocar no sistema (…). O sistema vai gerar pontuações individuais e por equipe. Cada árbitro terá sua nota e outra da equipe [do quarteto todo]. Eu não posso alterar nada.”

E quando o lance polêmico for interpretativo: pênalti ou simulação? Bola na mão ou mão na bola? Vantagem aplicada ou perdida?

Farei de conta que acreditarei da mesma forma quando iludidamente eu e outros árbitros acreditaram no “Ranking dos Árbitros da FPF”, onde existiam notas e os árbitros também receberiam pontuação, formando um campeonato de acesso e rebaixamento. Me recordo quantas notas contestadas, a criação da posição 35B (quem viveu essa época sabe o que é essa posição), o descenso de árbitros de altíssima categoria inexplicavelmente (por exemplo: a injusta queda de muitíssimas posições do excelente Marcelo Rogério), a ascensão de árbitros prata para ouro ANTES das provas finais teóricas (e um “metidão” deu até entrevista ao jornal confirmando sua subida…).

Por tudo isso, fico imaginando um robozinho dando nota, e quando o cartola do clube chegar a Del Nero pedindo a cabeça de um árbitro, ouvir o mesmo blábláblá de que não existe veto a ninguém, garantir a escala ao juiz e na hora H… pimba! Ficar de fora, indo para a geladeira veladamente.

Putz, recordei-me: acho que o mesmo Marco Polo Del Nero era o presidente da FPF quando garantiu-se a escala de Rodrigo Bragheto na final do Paulistão por parte do mesmo Coronel Marinho e depois o suspenderam. Curioso que são os mesmos nomes na CBF.

Em tempo: monitorar desempenho de jogador com tais softwares é louvável. Mas analisar lances interpretativos de árbitros, aí é conversa mole.

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– Vitória 2×2 Flamengo e a péssima arbitragem de Wagner Reway. Culpa de quem?

O Brasil inteiro acompanhou o erro absurdo do árbitro mato-grossense Wagner Reway em Salvador no último sábado. Estando 0x1, o Vitória chuta uma bola para a meta, em cima da linha do gol ela explode no rosto de Everton Ribeiro (FLA), que, para surpresa de todos, é “expulso por evitar um gol com o uso das mãos” e o pênalti (convertido em gol) marcado.

Fora esse lance bizarro, outros equívocos inaceitáveis acontecidos. Mas quem é o culpado por essa horrível arbitragem?

O árbitro, tenha certeza, é o menor dos responsáveis. Entenda:

Culpado 1: é o ex-diretor de árbitros da CBF Sérgio Correa da Silva (atual diretor de desenvolvimento do VAR brasileiro), que trouxe do Mato Grosso (sem ter apitado jogo importante) Reway para a lista da FIFA (sim, ele está no quadro de elite entre os 10 melhores brasileiros do apito que possuem a insígnia internacional).

Culpado 2: é o atual comandante dos árbitros da CBF, Coronel Marcos Marinho, que o mantém na lista da FIFA, e que cometeu a insensatez de marcar um teste físico a todos os árbitros de São Paulo, tirando-os das escalas, na Rodada 1 do Brasileirão (não tem nenhum árbitro paulista escalado na Série A, B ou C nesse final de semana).

Culpado 3: os clubes de futebolque insistem em abrir mão do árbitro de vídeo e não pressionam para a milionária CBF implantá-lo (e, logicamente, assumir os custos).

O lance mais reclamado foi esse citado aos 10 minutos de jogo. Mas pense: no Derby do último final de semana, um quarto árbitro supostamente viu um lance interpretativo com magnífica clareza e avisou o árbitro (mesmo o mundo do futebol duvidando). Na Bahia, nem árbitro, nem bandeiras, nem quarto árbitro – ninguém – viu tal ridícula gafe.

Acho que continuamos vivendo o #GER7x1BRA e ninguém se deu conta…

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– Capitão Augusto quer saber o time do coração dos árbitros!

Se nós estamos desacreditados com a Política, e achamos que há muito deputado custando caro para a nação, veja isso:

Na última 3a feira, no Congresso Nacional, discursou o Deputado Capitão Augusto (PR – SP), em defesa da Mudança do Estatuto do Torcedor, acrescentando o seguinte parágrafo:

“É obrigatória a declaração, por escrito, do árbitro e do auxiliar informando o time do qual são torcedores, sendo vedada sua participação nos jogos de seu time de preferência, sob pena de nulidade da partida”.

Ou esse senhor é alienado dos reais problemas do país, ou está tentando, sem sucesso, agradar alguém. É uma vergonha que a Casa de Leis desse país tenha tal preocupação nesse momento tão importante da nação!

Segundo o Estadão (na matéria de Renan Cacioli), o nobre parlamentar é palmeirense. E, além desse parágrafo, acrescenta que “os árbitros de futebol devem ser impedidos de trabalharem no estado onde nasceram”.

Pela lógica dele, o Campeonato Paulista não poderia contar com juízes paulistas. É mole?

Ô dinheiro mal gasto…

Capitão Augusto, no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, durante sessão em 2015 Foto: ANDRÉ DUSEK / ESTADÃO

– Justa ou não a expulsão de Rodrigo Caio em Rosario Central 0x0 São Paulo?

O bom árbitro peruano Victor Carrillo (que para mim deveria estar na lista dos mundialistas 2018 no lugar do paraguaio Enrique Cáceres) apitou a estreia do Tricolor Paulista contra os “Canallas” em Rosário-ARG pela Sulamericana e entrou em uma polêmica: aos 35 minutos do 1o tempo, ao ver Rodrigo Caio pular para disputar uma bola com seu adversário Marco Ruben, o juiz interpretou que o são-paulino deu uma cotovelada no jogador argentino e o expulsou.

Cartão Vermelho ou não?

NÃO! Cartão Amarelo seria o correto.

Verifique que quando os dois atletas pulam, Rodrigo Caio tem uma impulsão maior que Marco Rubem e o cotovelo fica na altura do rosto do jogador que pulou menos alto, ao colocar o braço à sua frente. Da câmera de frente para o lance, percebe-se que ambos atletas estão preocupados em disputar a bola, e o erro do brasileiro é ganhar vantagem justamente com esse braço. Tal situação não é de força excessiva ou agressão proposital, mas de ação temerária que resulta em advertência por cartão amarelo (afinal, ele segurou o jogador com essa atitude).

O árbitro teria, posteriormente à marcação da falta, se impressionado com o fato do sangramento no rosto do atingido (em decorrência de casualidade e não de agressão)?

Pode ser. Em um primeiro momento, aparenta que nem cartão amarelo seria aplicado por Carillo, e após verificar o jogador no chão e o sangue, surge o vermelho.

Erro do árbitro, mas um “puxão de orelha” no jogador brasileiro: afinal, deu motivo para uma milonga de um inteligente adversário (que tirou proveito da “deixa”).

– Para mim, pênalti legítimo para o Real Madrid contra a Juventus.

Ouço muita gente tripudiando sobre o tiro penal marcado para o Madrid contra a Juve no último minuto dos acréscimos do 2o tempo. Estava 0x3, e se não fosse ele, a equipe italiana teria feito uma virada histórica na Espanha (tinha perdido por 3 gols na ida em Turim).

É claro que o sentimento do torcedor comum é ver a vitória épica e contestar um pênalti supostamente mandrake. Mas foi!

Na hora, achei infração (e infantilidade) do atleta da equipe da Itália pulando com as mãos nas costas do jogador do time espanhol, desequilibrqando-o. Ao rever o lance, não tive mais dúvida: pênalti.

O lamento foi a (correta) expulsão de Buffon, que encerrará sua participação na Champions League eliminado de tal forma e expulso.

– A Manipulação de Resultados só acontece no Futebol da Paraíba?

Na Paraíba, uma operação da Polícia chamada de “Cartola” está investigando um esquema de manipulação de resultados no futebol, envolvendo a Federação Paraibana de Futebol.

Inevitável perguntar: só acontece na Paraíba?

Extraído de Isto É: https://istoe.com.br/operacao-cartola-apura-manipulacao-de-resultados-no-futebol-da-paraiba/

OPERAÇÃO CARTOLA BUSCA ENVOLVIDOS EM MANIPULAÇÃO DE RESULTADOS NO FUTEBOL

A Polícia Civil da Paraíba está cumprindo a execução de 39 mandados de busca e apreensão, desde a madrugada desta segunda-feira, nas cidades de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Campina Grande e Cajazeiras, para apurar supostos crimes cometidos por uma organização composta por membros da Federação Paraibana de Futebol (FPF), da Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba (Ceaf), do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD/PB) e por dirigentes de clubes de futebol profissional do Estado da Paraíba.

A 4ª Vara Criminal de João Pessoa deferiu as medidas cautelares relacionadas à Operação “Cartola”. Os envolvidos estão sendo investigados pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, manipulação de resultados (crimes do estatuto do torcedor), desvio de dinheiro de partidas de futebol profissional e por outras condutas sob apuração.

A Operação ‘Cartola’ envolveu 230 policiais e é resultado de mais de seis meses de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público da Paraíba (MPPB), coordenado pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e pela 1ª Superintendência da Polícia Civil de João Pessoa, Delegacia de Defraudações e Falsificações de João Pessoa (DDF).

Na investigação, segundo o MP, foi possível identificar a existência de dois núcleos principais, com aproximadamente 80 membros identificados. O primeiro núcleo é formado por membros da FPF, Ceaf e dirigentes de clubes de futebol profissional. O segundo núcleo (dos cartolas) é responsável pelas decisões mais importantes relacionadas ao futebol paraibano e conta muita articulação institucional.

O segundo núcleo identificado é formado por membros executores ligados à Ceaf (arbitragem), funcionários da FPF e de clubes de futebol, que atuam segundo a determinação do núcleo principal.

O advogado da Federação Paraibana de Futebol, Hilton Souto Maior, disse que lamenta a situação deprimente de pessoas que querem destruir a imagem de clubes paraibanos e federação. “Foi uma ação originada por um integrante da federação, que está envolvido em investigações ilícitas. Estamos ajudando a Justiça a solucionar estas denúncias. Não entramos no mérito de manipulação de jogos, porque isso remete-se aos clubes”, disse em entrevista a uma rede de televisão local.

Confira a lista dos principais investigados na Operação Cartola:

AMADEU RODRIGUES – Presidente da FPF

FEDERAÇÃO PARAIBANA DE FUTEBOL (FPF)

ROSILENE DE ARAUJO GOMES – Ex-presidente da FPF

MARCOS SOUTO MAIOR – Advogado da FPF

JOSÉ RENATO (ZÉ RENATO) – Presidente da Comissão de Arbitragem

SEVERINO LEMOS (BINA) – Diretor de arbitragem da FPF

LIONALDO SANTOS – Presidente do Tribunal de Justiça Desportiva

ZEZINHO DO BOTAFOGO – presidente do Botafogo

BRENO MORAIS – Vice-presidente do Botafogo

BRENO MORAIS / EMPRESA NORDIL

DR ALEXANDRE – Advogado e vice-presidente jurídico do Botafogo

FRANCISCO SALES – Diretor do Botafogo

WILLIAM SIMÕES – Presidente do Campinense Clube

JUAREZ LOURENÇO – presidente do Treze

FABIO AZEVEDO – Dirigente do Treze

ALANKARDEC CAVALCANTI – Dirigente do Treze

JOSIVALDO GOMES – Presidente do CSP

RENAN ROBERTO – Árbitro de futebol da FPF

ADEILSON CARMO – Árbitro de futebol da FPF

JOSE MARIA DE LUCENA NETTO (NETO) – Árbitro de futebol da FPF

ANTONIO CARLOS DA ROCHA (MINEIRO) – Árbitro de futebol da FPF

JOÃO BOSCO SÁTIRO DA NOBREGA – Árbitro de futebol da FPF

ANTONIO UMBELINO – Árbitro de futebol da FPF

DIEGO ROBERTO – Árbitro de futebol da FPF

EDER CAXIAS – Árbitro de futebol da FPF

TARCISIO JOSE DE SOUZA (GALEGUINHO) – Árbitro de futebol da FPF

LUIS FILIPE – Árbitro de futebol da FPF

ÁDGUERRO XAVIER – Árbitro de futebol da FPF

JOSE ARAUJO DA PENHA (ARAUJO) – Funcionário da FPF

LUCAS ANDRADE – Funcionário da FPF

SONIA ANDRADE – Funcionário da FPF

BENEDITO DA PENHA MEDEIROS JUNIOR (BENINHA) – Filho de diretor do Botafogo

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– O VAR no Paulistão 2019 e a provável ineficiência dele em 2018 no lance entre Ralf x Dudu

O jogo entre Palmeiras 0x1 Corinthians, decisão do Campeonato Paulista deste ano, ainda rende assunto.

Na Festa da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, ao ver a ausência da equipe do Palmeiras em protesto contra a entidade, declarou logo na abertura do evento que:

Uma das grandes e positivas novidades do Paulistão de 2018 foi o investimento na capacitação da arbitragem.

Seria hilário, se não fosse trágico. Dinheiro mal gasto, indubitavelmente, em gestores incapazes em melhorar a atuação, formação e desenvolvimento dos árbitros de futebol (e olha que a verba é boa).

Mas dentro e fora de campo, fica impossível em não debater: e se tivéssemos árbitro de vídeo (o VAR) no torneio?

Uma das exigências da carta-protesto do Palmeiras após as críticas duras do seu presidente é a implantação do vídeo-árbitro na próxima edição. A proposta (já aprovada pela FIFA e historicamente incorporada pela International Board nas Regras do Jogo de Futebol) tem um custo relativamente alto (nada inviável para as ricas federações e confederação do Brasil, mas custosa aos clubes).

Mas pense: e para um jogo de “meio de tabela” em Barueri, como Oeste x Ituano, com público provável de menos de 1000 torcedores? Vale a pena o esforço? Entretanto, para as fases eliminatórias, num Morumbi com 66.000 torcedores para São Paulo x Santos, vale (o que não pode é ter o equipamento em alguns jogos de uma fase do torneio e em outros não; tem que existir em todos os jogos de uma mesma fase – e, no caso, nas “fases que valem”).

Fui perguntado por amigos: e se existisse o Vídeo-Árbitro no jogo de domingo, no pênalti tão discutido marcado e posteriormente desmarcado pelo aviso do 4o árbitro, onde se desconfia de que a ordem veio de fora, com ajuda externa após ouvir o comentarista da Rede Globo, repassado ao 5o árbitro, e que nada será provado?

A resposta é simples: se existisse o VAR, ele não poderia chamar o árbitro central, pois de acordo com o protocolo FIFA, esse lance interpretativo não poderia ter a interferência da cabine.

Eu não marcaria o tiro penal, mas ouço muitos dizendo que marcariam (na discussão se pegou simultaneamente bola e perna ou primeiramente a bola). Como o árbitro de vídeo poderia interpretar tal situação e avisar o árbitro, já que não há clareza no erro ou não do juizão?

A possibilidade que existiria é: caso o árbitro estivesse realmente em dúvida, solicitar a imagem, correr ao monitor e verificar novamente o lance – mas sem a iniciativa de provocação da cabine, pois o lance, repito, é interpretativo e a decisão final do árbitro.

Dessa forma, se até o vídeo-árbitro estaria limitado na interferência na decisão do juiz, cabe a reflexão: como crer que o 4o árbitro poderia “salvar o árbitro” em um lance de tal delicadeza na decisão?

Gosto muito do amigo Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, mas custa-me a acreditar que realmente caiu no erro de combinar no plano de trabalho pré-jogo que Adriano de Assis Miranda interferisse em situações como a ocorrida. NINGUÉM (dos mais novos ao mais experientes) pede ao 4o arbitro, na hora de formular esse plano de trabalho, que exista a interferência dele em lance interpretativo de tiro penal.

Assim, fica a questão: será que mediante todos os fatos, a Federação Paulista de Futebol, que gabou-se de ter feito ótima capacitação dos árbitros para a temporada, implantará o arbitro de vídeo em 2019?

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– A péssima orientação da FPF na conduta dos 4os Árbitros trouxe consequências à decisão entre Palmeiras 0x1 Corinthians

No domingo, falamos muito sobre possíveis interferências externas em jogos de futebol, citando outras partidas com situações semelhantes ao do Derby decisivo do Campeonato Paulista (vide em: https://wp.me/p55Mu0-1VU). Mas algo muito mais importante que quero discutir e que tem ligação direta à confusão de ontem: a péssima orientação que a Comissão de Árbitros da FPF dá sobre a conduta dos seus quarto-árbitros.

A entidade criou o “Árbitro Assistente 3”, um bandeira sem flâmula oposto ao bandeira 1, travestido de árbitro, que anda non sense onde não deveria estar.

Em Jundiaí, nos jogos do Paulista Futebol Clube, costumamos comentar com frequência em nossas transmissões na Rádio Difusora que em desnecessários lances, o quarto-árbitro sai da sua posição e avança para o banco de reservas do visitante; passa à frente deles e vai quase para o escanteio.

Pra quê?

É um equívoco tal orientação, largando das funções reais do 4o Árbitro e dando a ele uma importância e participação maior do que poderia e deveria ter! Não vai melhorar em nada a arbitragem fazer com que o cidadão se posicione ali (repare que isso NÃO EXISTE NO RESTO DO MUNDO, SÓ AQUI). O quarto-árbitro, desde que deixou de ser “árbitro-reserva” e ganhou mais atribuições, pode e deve ajudar o árbitro, quando for necessário e puder, mas na hora certa!

Repare que no jogo do Allianz Parque, o quarto árbitro Adriano de Assis Mirada, em determinados momentos, tornou-se um velocista da linha lateral, correndo de um poste de escanteio a outro!

Aliás, me assusta confiar a ele tal importante escala, já que em duas partidas que comentamos ele foi péssimo: a da “tempestade de raios em Jayme Cintra” (vide em: https://wp.me/p55Mu0-My) e o “dilúvio de Itapira” (vide em: https://wp.me/p55Mu0-f8).

O que intriga é: se o quarto-árbitro estava convicto (e eu duvido disso, pois o lance é do árbitro central, até pelo seu posicionamento), porque não se comunicou por rádio para que a decisão do árbitro fosse rápida?

Mais do que isso: com a experiência que tem o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, por que ouvia o quarto-arbitro Adriano Miranda e olhava para o reservado da FPF entre os bancos na linha lateral? Aliás, lá estava Dionísio Roberto Domingues, o “Todo-Poderoso” da arbitragem paulista. Repare nas imagens, isso é claro. Me pesa ter acreditado nas palavras do presidente Reinaldo Carneiro Bastos, quando disse pessoalmente a mim quer o comando da arbitragem estaria nas mãos de Ednilson Corona e José Henrique de Carvalho. Não está, é Dionísio quem manda.

Por último: ridícula a decisão de Marcelo em chamar o jogador Ralf e perguntar se ele “tocou a bola ou o Dudu. O árbitro é ele, não o jogador.

Insisto: pênalti, não foi. Mas o conserto veio através de erro, de procedimento inaceitável com possível interferência externa. O problema é: provar tal fato, o que acarretaria erro de direito e anulação do jogo, o que é muito difícil. Tão difícil quanto crer que foi uma decisão sem interferência externa e ilegal.

Se tivéssemos árbitro de vídeo no Brasil (aliás, os presidentes de clubes, aceitando a sugestão indireta da CBF, abortaram a iniciativa do VAR por aqui), isso seria resolvido sem traumas. E culpe-se também Galliote e Sanches, presidentes de Palmeiras e Corinthians, por vetarem os árbitros da FIFA na final (leia em: https://wp.me/p55Mu0-1VO).

Em tempo: Ralf atinge a bola e depois Dudu, e é isso é lance legal (consequência de uma disputa de bola). Se Ralf atinge a bola SIMULTANEAMENTE a Dudu, aí sim é infração.

– Houve interferência externa em Palmeiras 0x1 Corinthians?

A mim, seria muito difícil de onde estava o quarto árbitro Adriano Assis de Miranda ter precisão se foi pênalti ou não no Derby decisivo. A palavra final deveria ser a do árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza.

ENTRETANTO, não foi pênalti. Por linhas tortas, acertou o árbitro.

A questão é: houve ou não interferência externa?

Para recordar: no Brasileirão de 2015, tivemos INÚMERAS situações de interferência de 4o árbitros onde supostamente receberam informação externa após alguns minutos. Teve até “desexpulsão” de Egídio /SEP.

Relato esses casos em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/10/05/sobre-chapecoense-5×1-palmeiras-e-as-corretas-e-injustas-mudancas-nas-decisoes-dos-arbitros-no-campeonato-brasileiro/

– Análise da Arbitragem de Paulista 0x0 Amparo

Na manhã de domingo, uma arbitragem razoável de um árbitro com virtudes a serem exploradas e defeitos a serem corrigidos.

Humberto José Júnior, o árbitro, tem bom porte físico, correu bastante, marcou 28 faltas (Paulista 16 x 12 Amparo) e foi correto nos acréscimos dos dois períodos.

Tecnicamente, foi regular: marcou faltas a qualquer contato físico no início do jogo, mas depois se corrigiu. Soube não cair na “cavada de pênalti” de Ronaldo (PAU).

Disciplinarmente não foi exigido, mas precisa vibrar mais e agilizar a partida (não pode ser tão conivente com nítidas quedas de atletas para “matar o tempo”). Duas vezes fez sinal que “acabou a cera”, mas não acabou. Acertou no cartão amarelo a Nathan (PAU) e a Luís Felipe II (AMP). Expulsou corretamente Nathan por reincidência.

No primeiro tempo, permitiu uma vantagem ao ataque do Paulista muito interessante; mas no segundo tempo, errou em não aplicar uma vantagem a cada equipe.

Enfim: o árbitro tem potencial, mas precisa ser trabalhado.

Renda Bruta: R$ 8.480,00 +
Renda Líquida: R$ 1.682,00 –
Público: 577 pagantes

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– Um “Palmeiras x Corinthians” pode vetar árbitro?

Claro que pode!

Você imagina que em tempos atuais, se os importantes cartolas de Palmeiras e Corinthians pedirem vetos de nomes de árbitros, isso ocorrerá?

Ou se eles escolherem?

Lembram do episódio do “Fala Muito” de Tite x Felipão, quando o já saudoso Jornal da Tarde noticiou que o árbitro a ser sorteado seria Paulo César de Oliveira (e realmente foi)?

A boataria diz que o Palmeiras vetou Raphael Claus por conta da expulsão de Jailson e o Corinthians vetou Luiz Flávio de Oliveira pelas últimas atuações em jogos de sua equipe.

Faz sentido?

Talvez, afinal, esses árbitros já estavam escalados em campeonatos estaduais de outros estados ANTES do sorteio da Federação Paulista. Claus, por exemplo, apita o Ba-Vi; Luiz Flávio apita Cruzeiro x Atlético Mineiro.

Registro: não é informação, mas impressão de que a cartolagem não fez força alguma para que os árbitros FIFA de São Paulo apitassem a final do Campeonato do próprio estado. Paciência. Desejo novamente (pois já o fiz) boa sorte ao juiz Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, o árbitro da final.