– Você voltaria o pênalti de Brasil x Bolívia?

Recebi esse print do amigo e jornalista Thiago Batista de Olim, e se refere a cobrança do tiro penal à favor do Brasil na estreia contra a Copa América.

Repare na imagem abaixo que há vários jogadores bolivianos invadindo a área e inclusive Fernandinho, que comete irregularidade adentrando a meia-lua (que marca referencialmente a distância regulamentar).

  1. Sabe o que o AVAR e o VAR deveriam ter feito? Avisado o árbitro e voltado a cobrança.
  2. Sabe quando fariam isso? Nunca, pois é lógico que foi feita uma “vista grossa”.
  3. Sabe o que eu faria se eu estivesse apitando? Acho que não voltaria também…

Brincadeiras à parte, vale a discussão: ao texto frio da Regra, essa cobrança foi irregular. Mas o que atrapalhou batedor e goleiro essas invasões? Nada.

Em tempo: se o goleiro defende, ficaria “mais fácil voltar” pois o número de bolivianos invasores é grande (embora a Lei do Jogo não observe isso, e sim a infração pura e simplesmente). Mas repito: é a Regra, gostemos ou não. E também nesse caso nenhum jogador infrator se beneficiou (exceto se conseguissem pegar um rebote).

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– Amparo 2×0 Paulista: ótima arbitragem de Gobi. Vale a pena dar oportunidade ao rapaz!

Olá amigos da CA-FPF (que desde a mudança da última gestão passou a ouvir e colher mais informações de pessoas envolvidas na arbitragem, sem a preocupação de indicações de apadrinhamento).

Gostaria de registrar: não conheço-o pessoalmente, apenas o vejo na atuações das partidas de futebol que acompanhei: João Vitor Gobi!

Esse moço, nas atuações apitando, tem se mostrado um árbitro cumpridor. Está arbitrando com a “faca nos dentes”, buscando aplicar o mesmo critério durante os 90 minutos e não se acomodando no posicionamento. No último jogo em Amparo, na derrota do Paulista de Jundiaí (que lhe valeu a perda da invencibilidade), conseguiu coibir a cera / unfair-play, soube se movimentar adequadamente no gramado de dimensões pequenas (e que atrapalha o árbitro devido ao excesso de contato físico) e não cometeu erro relevante tecnicamente.

Claro que não se deve saltar etapas, mas a continuidade de solidificar a carreira passo-a-passo, não deixando o promissor juiz se iludir com elogios, deve ser investida. Taí um talento a ser trabalhado insistentemente, diferente de tantos outros que não agarram a oportunidade.

Parabéns ao Gobi e às pessoas que estão dando oportunidade a ele. Não tenho dúvida: é o melhor nome jovem da arbitragem do Sub 23 da 2a divisão até agora.

– Recordar é Viver!

Aparecendo essa foto na minha Timeline do Facebook, dando aquela coceira de rememorar: um jogo num domingo à tarde qualquer pelo Campeonato Paulista – no “antigo” Estádio Palestra Itália, na partida entre Palmeiras x Guaratinguetá.

Árbitro: Élcio Pascoal Borborema
Bandeira 1: Luis Henrique
Bandeira 2: Márcia Simionato
Quarto Árbitro: Rafael Porcari

O treinador palmeirense era Caio Jr, o do Guará era Toninho Cecílio. Destaques do jogo eram Edmundo, Valdívia e o paraguaio Florentin (salvo engano, faleceu em acidente de carro).

– Desvio tira impedimento no futebol? Agora, depende!

Há pouco, um polêmico gol validado pelo árbitro Leandro Pedro Vuaden na partida entre Atlético Mineiro x São Paulo. O tento foi marcado por Alerrandro, que estava impedido, mas cujo gol se tornou legal por conta de um desvio de Toró.

Mas quem disse que desvio tira o impedimento?

Desde 2017, uma importante alteração na Regra ocorreu e pouco tem sido observada (até mesmo pela não ocorrência de tantos lances assim). Vamos lá:

  • Se uma bola for lançada para um jogador em impedimento, e ela tocar em um adversário nesse percurso,

1 – Se houve intenção de disputá-la por parte do defensor, um simples toque já criou um novo momento e ele tirou o impedimento. É como se fosse uma bola da equipe que está na defesa tocada para o adversário que ataca.

2- Se não existiu intenção alguma daquele defensor em disputá-la, tocando sem querer nela, o impedimento permanece.

Me recordo que o 1o lance como esse que vi foi num amistoso da Seleção Brasileira: Áustria 0x3 Brasil. Relembre: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/06/10/desvio-tira-impedimento-sobre-o-gol-de-gabriel-jesus-em-austria-0x3-brasil/

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– Sobre o gol de Lindoso em Internacional 3×1 Bahia. Que dureza! Para mim, impedido.

Vendo as imagens do tão reclamado gol de Rodrigo Lindoso, sou bem franco: é muito difícil criticar alguém que decida certo ou errado quanto a ele.

A CBF avaliou como acerto, e justifica corretamente que a mão do atleta Colorado é que está a frente do adversário. Sabidamente, se faz a linha do impedimento com as partes “jogáveis” dos atletas.

Mas na imagem enviada pelo próprio Leonardo Gaciba, presidente da Comissão de Arbitragem, há dúvidas! Tá difícil nessas linhas paralelas sobrepostas entender se havia realmente condição ou não. Parte do corpo (e não só das mãos) do jogador do Internacional me parece à frente do seu adversário. O zagueiro do Bahia marcado na ilustração, se colocasse numa imagem melhor, estaria realmente dando condição?

Por essa amostra, com toda a sinceridade, eu marcaria impedimento. E você?

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– CSA 0x2 Flamengo e o incrível pênalti não marcado!

Se você acha que o pênalti não marcado em Brasília e tão reclamado no CSA 0x2 Flamengo foi por má intenção, esqueça. É incompetência mesmo.

Vamos lá: o movimento do atleta flamenguista nitidamente é antinatural, pois ele pula com a mão acima da cabeça para dividir uma jogada (você pula desse jeito?). É esse lance que a FIFA tanto condena, onde existe a intenção disfarçada de que a bola bata em seu braço.

Mas depois de tanto ver as imagens e importunado pelo VAR, ainda assim o árbitro Douglas Marques Flores não se convenceu. Ora, desde que foi lançado precocemente, as entidades que escalam o árbitro geriram mal a carreira dele. Não sei o motivo por quê teve tantas ótimas e rápidas oportunidades, sem se solidificar como bom árbitro nas divisões menores. Tanto na 4a divisão regional no ano passado, como nos jogos mais importante sem que foi escalado, sempre ele tem uma má interpretação técnica

Não é culpa dele, pois ainda está em formação. É culpa de quem escala!

Abaixo, sobre algumas ruins atuações do juizão em questão. Por favor, que não se entenda má intenção do juiz, mas insisto, deficiência técnica simplesmente.

Link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/05/09/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-fc-x-sao-jose-ec-rodada-06/

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– Santos 1×0 Corinthians. Outro jogo com discussão de mudança nas regras?

Fábio Carille, treinador do Corinthians, reclamou da anulação do gol da sua equipe após a marcação de impedimento de Avellar com a posterior conclusão de Clayson com o jogo já parado (na Vila Belmiro, contra o Santos). Alegou que sabe das mudanças da Regra e que “primeiro deixa concluir a jogada, daí consulta VAR e depois anula o gol se for o caso”.

Ora, ele está certo “em partes”. Faltou lembrar que em lances em que o bandeira esteja convicto, não precisa deixar a jogada seguir. Aliás, o gol saiu com a partida paralisada, e, portanto, não foi um gol anulado por impedimento, mas um impedimento ocorrido antes desse lance.

Já imaginou se em toda a jogada de impedimento o bandeira é quem “estivesse impedido” de tomar uma decisão? Tudo deve seguir e só depois corrigir? Não teríamos futebol rolando, só paralisação. Não é esse o espírito do VAR. Aliás, o árbitro assistente Carlos Berkenbrock é experientíssimo e estava bem posicionado no lance

O problema é que no final do jogo, o próprio Berkenbrock marcou um impedimento de tiro de meta (não existe impedimento após a cobrança dele). O lance foi equivocado e corrigido pelo árbitro Wagner do Nascimento Magalhães. Mas aí, se validado incialmente o que poderia ocorrer, realmente ficará na suposição.

Por fim: a polêmica de que o técnico do Corinthians teria sido chamado de “vagabundo”. Ficará a palavra de um dizendo que não chamou com a do outro dizendo que foi chamado. É claro que se ocorreu uma ofensa, é um ato condenável, pois o árbitro tem os cartões para punir supostos excessos, e não deve retribuir reclamações e ofensas com a mesma moeda. Entretanto… o que teria feito ou dito Carille?

Enfim, está difícil apitar futebol. Só que está difícil aceitar algumas arbitragens também.

Fábio Carille no clássico contra o Santos — Foto: Marcello Zambrana / Estadão Conteúdo

– Uma lambança corrigida pelo 4o árbitro em Guarani 0x1 Coritiba, devido as novas regras.

Um gol anulado do Coritiba numa bobagem inicial feita pelo árbitro, com a participação da mudança da Regra do Jogo, foi observada no Brinco de Ouro da Princesa nesta semana, em confronto do Brasileirão da série B.

Entenda: aos 22 minutos, o goleiro Wilson, do Coritiba, estava caído no chão. O jogo estava em andamento e a posse de bola com a equipe do Guarani. O árbitro Léo Simão de Holanda paralisou a partida e permitiu o atendimento médico. Com as mudanças da Regra do Jogo, se você paralisa a partida para uma situação como essa, você reinicia com bola ao chão a quem tinha a posse de bola (o adversário tem que manter distância para esse reinício). Entretanto, o árbitro deu o bola ao chão para Sávio, do Coritiba! Este, por sua vez, deu um chute e a bola sobrou ao seu companheiro Rodrigão, que marcou o gol.

Que “cáca”, hein?

Depois de 8 minutos de paralisação, alertado pelo 4o árbitro, Daniel Bernardes Serrano, o gol foi anulado e a partida reiniciada com o bola ao chão para o Guarani.

A fim que não exista dúvida sobre o acerto em anular o gol, uma explicação: toda decisão da arbitragem pode ser revista desde que não exista um reinício da partida após o erro cometido. Quando permite o bola ao chão para o Coritiba, comete-se um erro de direito; se dele sai o gol e esse tento é validado, não pode mais corrigir o erro. Como não foi reiniciada a partida com o tiro de reinício a quem sofreu o gol, o gol pode ser anulado e a partida reiniciada conforme as regras, ou seja, com a posse de bola ao time de Campinas (diferente do lance de Botafogo x Palmeiras, aqui o reinício pós-erro seria o tiro de reinício, não o bola-ao-chão).

Talvez a nomenclatura possa estar confundindo as pessoas que entendem ter errado o árbitro: o bola ao chão é uma forma de reinício de jogo, assim como o tiro de reinício pós-gol. Se reiniciou a partida com o bola ao chão, pode-se anular essa jogada até antes do próximo reinício. Não poderia anular o gol se o bola ao chão fosse o reinício após um erro anterior; e não foi o caso: o erro foi o própria posse de bola no bola ao chão.

Reprodução/Premiere

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Amparo x Paulista (Rodada 12). Antes de mais nada: “Obrigado, FPF”!

Pedido feito, pedido atendido!

Se não existe cobrança, a queixa perde a sua efetividade. Se você não faz chegar a reclamação e TAMBÉM os elogios, a Comissão de Árbitros não sabe o que de fato aconteceu.

Faço essa introdução para dizer o seguinte: quando jogaram no Jayme Cintra no 1o turno, o jogo Paulista x Amparo foi muito mal arbitrado. Apesar da vitória do Galo, muitas queixas de cera, faltas excessivas não punidas e confusões diversas da equipe visitante (relembre-a nesse link: https://wp.me/p55Mu0-2cU). E criticamos bastante a atuação da arbitragem naquela partida, pedindo que árbitros que estão sendo testados e não estejam rendendo o esperado, não fossem escalados em confrontos importantes. Para os clássicos dessa divisão, valeria escalar os jovens que foram elogiados em seus testes. Por justiça, costumamos publicar nossas análises de arbitragem que independem do placar e de erros pró ou contra as equipes.

E, de todas as arbitragens que eu pude analisar pela Rádio Difusora em 2019, a melhor delas foi a do jogo Paulista 3×1 Manthiqueira, onde elogiamos à exaustão a excelente atuação do árbitro João Vitor Gobi, de 23 anos, natural de Cajobi. Jovem, dinâmico, cumpridor da regra do jogo e que estava sendo testado desde a série A3. Foi uma surpresa positiva, e defendemos mais oportunidades ao juiz. Relembre a atuação dele aqui: https://wp.me/p55Mu0-2bx.

Pois bem: o próprio Gobi estará nesta Rodada 12 no difícil jogo do Galo em Amparo. Gostei da sua escala principalmente pois ele será testado num previsível confronto de duas equipes tecnicamente boas; o mandante sabendo usar da malícia e o visitante que tem sido o clube de maior Fair Play no torneio. Um desafio a ele num jogo de características interessantes, onde precisa mostrar que para 2020 valerá a experiência de ser testado na A2, a fim de ser bem trabalhado para a A1 em 2021.

E aqui acrescento uma informação: o 2o jogo profissional da carreira de João Vitor Gobi, que vinha de uma sequência de boas atuações em categorias amadoras, foi em 2018, no… próprio Amparo x Paulista, onde foi bem também.

Espero uma boa partida e ótima arbitragem. Acompanhe sábado pela Difusora AM 840, às 15h, direto de Amparo, com a narração de Rafael Mainini pelo Time Forte do Esporte de Adilson Freddo. A jornada esportiva começa às 14h.

A ficha completa:

Árbitro: João Vitor Gobi
Árbitro Assistente 1: Domingos da Silva Chagas
Árbitro Assistente 2: Rodrigo Meirelles Bernardo
Quarto Árbitro: Sálvio Lemos de Vasconcelos Filho

 

– Posso bater rápido uma falta a meu favor, sem esperar o apito?

Foi há oito anos, mas o assunto é atual. Vide abaixo:

Na quarta-feira (17), um lance inusitado na partida Porto (POR) X Arsenal (ING): Após um recuo de bola do time inglês ao seu goleiro, o árbitro sueco Martin Hansson (aquele mesmo de França X Irlanda, do gol de mão de Henry – que fase, hein juizão!) assinalou tiro livre indireto a favor dos portugueses. O esperto centroavante pegou a bola, colocou no chão e cobrou rapidamente, fazendo o golNaquele momento, o goleiro e a defesa do Arsenal estavam desarrumados e desatentos. O gol foi confirmado.

Veja: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/portugues/0,,MUL1495243-9850,0.html

E a pergunta: pode?

Claro que pode, e aí uma curiosidade: Quem é que disse que precisa esperar a barreira? Onde está a barreira na regra? E o apito do árbitro, tem que esperar?

Vamos lá: o time que cobra a falta tem o direito de exigir as 10 jardas de distâncias (9,15m). Nada impede que ele abra mão desse direito. Se o fizer, e a bola atingir o defensor, segue o jogo. Afinal, o adversário não teve tempo de se posicionar a 9,15 metros. Não teve culpa. Não precisa esperar o apito.

Entretanto, se o adversário se posicionar em frente a bola, e impedir propositalmente a cobrança, ficando a menos de 9,15m, e a bola bater nele, repete-se a cobrança e aplica-se o cartão amarelo por não manter a distância regulamentar e/ou retardar o reinício de jogo.

Perceba que são situações diferentes: no primeiro lance, ele não teve tempo de se posicionar. No segundo lance, ele fez questão de não se posicionar.

Mas e quando o time que fez a falta “pede barreira“? Aí outro mito do futebol: o infrator não tem esse direito, ele tem o dever de dar a distância. O que acontece muitas vezes é que os batedores de falta exigem a distância de 9,15m, e as defesas se agrupam como “paredões”, “muralhas” ou, como conhecemos, “barreiras”. As barreiras não existem na regra; é que a própria regra não vê nada de ilegal no fato dos atletas se agruparem a 9,15m.

Outra curiosidade que você não costuma observar: se o atleta quer bater a falta rapidamente, e o adversário fica na sua frente, ele pode tirar grande proveito disso: a regra permite que ele “tabele’ com o adversário, ou seja, posso chutar nesse atleta que está me atrapalhando, a fim de recebê-la de volta e sair eu mesmo jogando! Quantas vezes você viu esse lance em campo? Dizem que Pelé fazia isso, mas com a bola rolando, não em lance de bola parada.

E quando vemos o gesto do árbitro mandando esperar o apito para cobrar a falta?

Normalmente ocorre pela exigência da equipe que cobrará a falta em querer a distância. O árbitro indica que irá contar a barreira, e por estar de costas e o jogo paralisado, precisa indicar aos atletas quando o jogo deve ser reiniciado (ou melhor, a falta cobrada). Alguns batedores de falta exigem a barreira, por ela ser um ponto de referência a eles. Usam e treinam com esse artifício. Vale lembrar que também o árbitro poderá desautorizar a cobrança caso tenha que tomar alguma providência (como o atendimento a um atleta que se lesiona gravemente, por exemplo).

Mas o que a zaga deve fazer? Resposta simples: estar atenta! Ou se arrisca em tomar um cartão amarelo de árbitro que cumpra fielmente as regras do jogo, permanecendo em frente a bola e torcendo para que o adversário exija a barreira (se o adversário chutar, toma o amarelo e aí tem que esperar a barreira e o uso do apito mesmo, não pode mais cobrar rapidamente).

Parece severo, mas atende ao Espírito do Jogo, que juntamente com as Regras, norteiam o futebol: nunca beneficiar o infrator!

Assim, vale a pena os atacantes estarem espertos e estudarem a regra. Poderiam marcar mais gols.

Especificamente, no lance do Porto X Arsenal: um amigo me perguntou se vale o gol, já que o árbitro não teve tempo de levantar o braço para indicar tiro livre indireto. Vale sim! É que quando há tiro livre indireto e a bola é chutada direto ao gol, sem o braço do árbitro estar levantado, volta a cobrança (pois, teoricamente, o atleta não foi informado pelo árbitro que era em 2 lances). Se o braço estivesse levantado e a bola entrar no gol diretamente, tiro de meta. (Claro, como o lance foi dentro da área e a bola foi tocada, tudo bem).

Vale a lúcida colocação do atacante do time londrino, Fábregas: Nós estávamos desatentos…

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– O VAR está maltratando os grandes narradores de rádio!

Amo ouvir futebol pelo Rádio AM. Sou aquele que fica “zapeando” as emissoras da minha preferência durante um jogo. E escutando Brasil x Honduras por um Smartphone (meu rádio estava sofrendo interferências de um “linhão de torre de energia elétrica”), me deparei com algo engraçado:

No primeiro gol do Brasil (Gabriel Jesus), estando conectado na Bandeirantes, José Silvério gritou gol e no meio do grito foi “murchando”. Até que perguntou ao Cláudio Zaidan se realmente estava anulado o gol. Ali, o “Pai do Gol” não se atentou que todo gol marcado carece de consulta da sua legalidade ao VAR. Mas a demora gerou tal dúvida.

Mudei para a Jovem Pan. Lá, Nilson César conversava com Flávio Prado que a olho nu, sem precisar de qualquer equipamento eletrônico, era claro que o gol foi legal e não estava impedido (existiu tal dúvida pelo árbitro de vídeo). Após os minutos de demora, confirmando-se o gol, Nilson “re-narrou” o lance.

O que fazer? Criou-se um efeito colateral com o VAR: o grito de gol e também o grito de confirmação de gol!

Coitados dos grandes narradores… estão sofrendo com tal situação surgida.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Atlético de Mogi

Neste próximo sábado, teremos a 11a rodada da 4a divisão de profissionais. E o que esperar do jogo do Galo da Japi?

Em tese, o confronto será muito fácil para se apitar, pois teremos o melhor time do campeonato contra o pior, estando na casa do líder: é essa a expectativa para Paulista x Atlético e Mogi.

Diante disso, a FPF resolveu colocar na partida um árbitro bem iniciante, estando apenas no seu 2º ano em jogos profissionais: Diego Augusto Fagundes, de 27 anos e que apesar de estar na sua 6ª temporada, só agora está tendo chances fora dos campeonatos amadores.

Um ilustre novato que poderá ter uma atuação tranquila – é isso que desejamos e esperamos.

A ficha completa (com os experientes bandeiras):

Árbitro: Diego Augusto Fagundes

Árbitro Assistente 1: Luis Alexandre Nilsen

Árbitro Assistente 2: Ítalo Magno de Paula Andrade

Quarto Árbitro: José Donizete Gonçalves da Silva

Que seja uma ótima jornada para jogadores e árbitros.

– O VAR no Brasil transformou o jogo em algo “xoxo”: sobre São Paulo 1×1 Cruzeiro!

Já ouviu a expressão interiorana de que algo é inconsistente, aos trancos e barrancos, que não envolve? Isso leva o nome de “xoxo” (se pronuncia Xôxo).

Pois bem: o VAR está tornando os jogos xoxos com seus árbitros frouxos em nosso país. Os juízes estão tirando a responsabilidade de suas decisões e querendo reparti-las com o árbitro de vídeo (que não pode decidir, apenas sugestionar).

No Pacaembu, neste domingo à tarde, vimos a arbitragem bater-papo, conversar, “não bater no peito” e nem ter autoridade. Apesar de nenhum erro relevante, foi uma arbitragem capenga, com o jogo parado a todo instante.

Por justiça, não quero dizer que foi algo exclusivo do catarinense Bráulio Machado no São Paulo 1×1 Cruzeiro, mas está sendo constante no futebol brasileiro.

Aliás, o próprio futebol anda xoxo. Ou alguém esperava uma partida eletrizante do ataque do São Paulo quando Cuca gritou: “incendeia o jogo, Pato”?

Só não é xoxo Mano Meneses, que reclamou nos 90 minutos de jogo da atuação da arbitragem…

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– Dinamarca x Irã mostra a cordialidade que deveria sempre existir no futebol!

É de 2003, mas merece aplausos em todo tempo: o time europeu perdia por 1×0 até o último lance, quando teve um pênalti assinalado a seu favor (marcado por uma situação inusitada, relatada abaixo). E não é que preferiram perder com elegância do que empatar com os iranianos de uma forma injusta?

Veja só o que aconteceu no link de: https://almanaqueesportivo.wordpress.com/2012/10/30/futebol-pelo-mundo-historias-de-verdadeiro-fair-play-em-gols-e-penaltis/

DINAMARCA X IRÃ – TORNEIO AMISTOSO CARLSBERG CUP 2003

O capitão dinamarquês Morten Wieghorst agiu de maneira admirável em um torneio amistoso de 2003. Quase no final do primeiro tempo de um jogo contra o Irã, válido pela competição amistosa Carlsberg Cup em Copenhague, o defensor iraniano Alireza Nikbakht Vahdi pegou a bola com a mão na grande área após ouvir o apito final do juiz. Porém o apito havia vindo da arquibancada, confundindo o atleta, que acabou tendo uma penalidade contra si marcada pelo árbitro Albert Chiu Sin Chuen, que não tinha outra escolha.

Após consultar o técnico Morten Olsen, Wieghorst propositadamente bateu o pênalti para fora por considerar injusta esta vantagem. Deste lance, não tenho imagens mas pesquisei que a partida encerrou-se em 1×0 para os iranianos. Sobre isto, um dirigente iraniano disse: “Os dinamarqueses não ganharam o jogo. Mas ganharam a nossa admiração”.

Em: https://youtu.be/mKPBIS3_BSo

– O pênalti irregular marcado na final da Recopa: River Plate x Athético Paranaense

Dias atrás, questionamos e observamos como na Conmebol os clubes brasileiros estão desprestigiados frente aos argentinos em respeito. A razão para isso foi a derrota com erros de arbitragem do Athlético Paranaense frente ao Boca Jrs.

Relembre aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/10/com-pesar-tenho-que-admitir-na-duvida-apito-amigo-ao-hermano-sobre-boca-juniors-2×1-athletico-paranaense/

Ontem, a história se repetiu contra o mesmo Athético, agora contra outro hermano, o River Plate. Vamos lá:

Estando 0x0 (resultado favorável ao time brasileiro na conquista do titula da Recopa Sul-americana), Pinola (RIV) chutou para o gol e Lucho Gonzáles (CAP) espalmou a bola antes de atingi-la no rosto. O árbitro chileno Roberto Tolbar, sugestionado pelo VAR, reviu o lance e resolveu marcar pênalti. Errou. E explico o motivo:

Nos casos de mão deliberada, existem as nuances de proximidade, força do chute, intencionalidade e movimento antinatural. Tudo isso deve ser avaliado antes de marcar um pênalti. Porém, existe algo esquecido por alguns (árbitro da FIFA não pode esquecer) que é a mão para proteção!

No futebol feminino se vê bastante: as atletas colocam a mão à frente dos seios para não se lesionarem com bolada forte. Nas barreiras, os homens protegem as suas partes íntimas. Uma bola que venha forte e rápida, que possa bater no rosto e machucar, como reflexo a mão tende a ser o primeiro fator de proteção. NÃO É INFRAÇÃO.

Reveja o lance: Lucho Gonzáles deliberadamente quis cometer uma infração ou se protegeu?

Insisto: árbitro FIFA não pode cometer um erro assim…