– Análise da Arbitragem de Paulista 2×2 Penapolense.

O árbitro Douglas Marques das Flores “me devia” uma boa arbitragem (estou ironizando, lógico). Mas trabalhei em 12 jogos dele (e assisti alguns outros em lances discutíveis), não conseguindo ver 90 minutos tranquilos. Tenho plena convicção que nesta tarde assisti sua melhor arbitragem (das partidas, repito, que trabalhei por completo ou das outras que assisti parcialmente por lazer).

Aplicou muito bem a lei da vantagem (por exemplo, a 1 minuto com Danilinho-CAP). Correu bastante e se posicionou muito bem em um jogo muito veloz (está bem condicionado fisicamente).

Tecnicamente, existiram dois lances polêmicos e difíceis, que ele acertou:

1 – 32m: acertou no pênalti por movimento antinatural da mão na bola a favor da Penapolense. O atleta do Paulista foi com os braços abertos, não se corre daquela forma de maneira natural. A minha dúvida era: bateu no braço ou no peito? Batendo no braço, não importa se mudou ou não a trajetória, ou qualquer outra coisa que o valha – e havia uma distância razoável para evitar o contato. Lance “esquisito”. E parabéns ao assistente Robson Ferreira Oliveira que ajudou o árbitro indicando o contato infracional no braço.

2- 37m: acertou ao marcar pênalti por movimento antinatural da mão na bola a favor do Paulista, usando o mesmo critério: zagueiro da Penapolense com o braço aberto, correndo com o braço de forma não convencional, bloqueando o chute com a mão. Acertou.

Disciplinarmente, marcou 20 faltas do Paulista e 18 da Penapolense. Acertou e foi correto nos critérios de advertência e expulsão. Foram 4 cartões amarelos ao Paulista e 2 à Penapolense (além de 1 vermelho ao Paulista). E sobre eles, todos por infantilidade do time da casa:
Koyote – evitável por reclamação;
Bruninho – evitável, por reclamação no banco;
Carlos Eduardo – evitável, por ação temerária no meio campo e logo no começo do 2º tempo foi expulso pela reincidência pelo mesmo motivo.
Morungaba – evitável, por “bate-boca” com o adversário (que também recebeu a advertência).

Na análise pré-jogo dessa partida, eu escrevi: Roberval deveria alertar seus jogadores a não se preocuparem com o árbitro para que não tomassem cartões bobos, devido as características do jogo. Talvez tenha avisado, mas jovens sofrem muito com a questão emocional…

Público: 997 pagantes, para R$ 13.650,00 de renda bruta.

No detalhe da foto, clicada da cabine da Difusora: quantos modelos diferentes você consegue enxergar nesse enquadramento nas cativas?

– São Paulo x Universidade Católica terá árbitro “abaixo” da importância do jogo.

Hoje abordamos as queixas do São Paulo contra a arbitragem no Chile. E ressaltei: se a Conmebol escalar um árbitro venezuelano ou boliviano no Morumbi, é porque as queixas foram aceitas.

Nesses bastidores de pressão, escalou-se Alexis Herrera, da Venezuela, para o jogo de volta (detesto utilizar o termo “compensação”, pois toda a arbitragem deveria ser indiscutivelmente competente e honesta). A sinalização foi: “vocês realmente tiveram uma arbitragem ruim, agora escalamos um árbitro de ‘segundo escalão’ na sua casa para ‘agradar'”.

Em tese, é árbitro que sente pressão de camisa pesada (pelo seu histórico). E para ser mais específico: lembremos da péssima atuação dele em Colo-Colo x River Plate (item 2 do post em: https://professorrafaelporcari.com/2022/04/28/perguntas-para-a-conmebol-responder/).

Andrés Matonte, uruguaio, apitará Boca x Corinthians. Esse é um árbitro no qual a Conmebol aposta altíssimo, sendo juiz para, no mínimo, “3 copas” segundo alguns. Estará no Catar e tem apenas 34 anos. Mas dele falaremos em outra postagem nos próximos dias.

Conmebol aplica multa ao Barcelona-EQU por gritos racistas em jogo contra o  Flamengo na Libertadores - Lei em Campo

Imagem extraída de: https://leiemcampo.com.br/conmebol-aplica-multa-ao-barcelona-equ-por-gritos-racistas-em-jogo-contra-o-flamengo-na-libertadores/

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Penapolense.

Douglas Marques das Flores, da CBF, apitará Paulista x Penapolense. Para mim, uma escala mal feita da FPF, e explico:

  • Não incentiva a renovação de árbitros; os que foram bem na 1a fase, estão fora.
  • É desmotivador para quem desce da 1a divisão do Brasileirão, apitar a 4a estadual. Vem com má vontade.
  • O histórico de jogos que Douglas não foi bem em Jayme Cintra, pesa contra.

Comentei a última partida que Douglas apitou pelo Brasileirão, que foi Santos 2×2 Red Bull Bragantino. Nela, “travou o jogo” com faltinhas (parecia que não queria jogo) e economizou nos acréscimos. Vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/06/18/analise-da-arbitragem-de-santos-2×2-red-bull-bragantino/

Conselho para Roberval Davino: oriente aos seus jogadores para não se enervarem com o árbitro e buscarem apenas se concentrarem na partida, pois o árbitro adora “palestrar” em campo e isso acabará tirando tempo de jogo do Galo.

Sobre as características do árbitro, vale o que eu escrevi na análise pré-jogo da partida citada, como alguns links de outras partidas que ele apitou do Paulista. Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/06/16/analise-pre-jogo-da-arbitragem-de-santos-fc-x-red-bull-bragantino-rodada-12-do-brasileirao-da-serie-a/

Até esse momento (10h de sexta-feira, menos de 24h do jogo, a FPF não divulgou oficialmente a escala da arbitragem com bandeiras e demais membros).

Torcerei para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe Paulista x Penapolense pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo, no sábado, começa às 15h, mas desde às 14h o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– UCA 2×4 SPFC: o que aconteceu, juizão?

Postagem da madrugadaLecionei bastante e não pude assistir o jogo do São Paulo contra a Católica no Chile. E, há pouco, quando vi essa figura (abaixo) sobre os números do confronto  (UCA 2×4 SPFC) com 11 cartões (sendo 3 expulsões) para apenas 10 faltas, me impressionei.

Sem nenhuma informação da partida, sou levado a pensar: foram cartões por reclamação / ofensa, ou briga generalizada. Afinal, por “jogo-jogado”, eles não seriam aplicados normalmente.

Por fim: o árbitro foi Christian Ferreyra (URU), que, sabemos, não é lá essas coisas no cenário sul-americano…

L

Imagem extraída: Reprodução Twitter Rádio Jovem Pan.

– Juventude ou Vivência para apitar um jogo de futebol?

Compartilho artigo de minha autoria, publicado aqui no blog em 2010 e extremamente pertinente:

JOVIALIDADE CONTRA EXPERIÊNCIA NA ARBITRAGEM

Poderia até soar demagogo o título deste artigo. Ao contrário, ele vem dar o tom para um debate que certamente ocorrerá ao longo do ano: a renovação do quadro de árbitros do futebol brasileiro.

A Comissão de Árbitros da CBF anunciou que os árbitros a ingressarem no Quadro Nacional em 2010 deverão ter até 30 anos de idade. Tal medida servirá de subsídio para aplausos e vaias, de acordo com o enfoque desejado.

Uma renovação com nomes jovens e desconhecidos, a fim de realizar um trabalho de base, com treinamento técnico e teórico, é uma medida sensacional. Porém, dificultosa por alguns motivos: terão os clubes paciência para o amadurecimento desses árbitros? O trabalho de preparação dos nomes em treinamentos seria feito como? A estrutura financeira do futebol permitiria tal trabalho? Os jovens teriam a garantia de escalas?

Um grande ponto a favor seria o condicionamento físico, num momento em que o futebol é muito mais corrido do que jogado. O ponto negativo, claro, a inexperiência.

Já a renovação com nomes alternativos (não necessariamente tão jovens), a fim de oxigenar a atual relação, dando oportunidades a talentos das federações estaduais que até então, por número de vagas escassas, não apareceram no cenário nacional, se adotada para 2010 será contestada: de onde viriam esses nomes jovens a serem indicados? Quem os garantiriam ou os respaldariam em caso de pressão de dirigentes? Como não queimar jovens talentos e lançá-los em jogos adequados?

Um grande ponto a favor de nomes “alternativos” seria a experiência adquirida em campo em contrapartida dos novatos. O ponto negativo, claro, é o vício que poderão carregar pelos anos de apito (e entenda-se na linguagem do árbitro de futebol como “vício” os costumes e hábitos adquiridos na maneira de apitar e no estilo de arbitragem, difíceis de serem eliminados ao longo do tempo).

E aí virá a discussão. O que é mais necessário hoje: jovialidade ou experiência?

Para responder tal questão, leve em conta os fatores:

– Condicionamento físico;
– Capacidade de fazer a leitura do jogo durante a partida;
– Conhecimento de artimanhas e características de atletas já trabalhados em outras partidas;
– Histórico de arbitragem;
– Rodagem em campeonatos e clubes diversos;
– Respeitabilidade adquirida ao longo dos anos;
– Idade madura do árbitro (qual é a maturidade do jogador e a do árbitro?)

Tal tema é de dificílimo trato. E a implantação de tal projeto carece de força e apoio. Desejo boa sorte a Sérgio Correa nesta ousada empreitada. E que os clubes tenham paciência em entender o processo de renovação proposto.

Vale lembrar que tal assunto não se restringe apenas ao mundo do futebol. No dia-a-dia, em qualquer seara, se discute sobre a renovação profissional, o momento dela, e o costumeiro debate: jovens ou seniors? No mundo corporativo, isso é cotidianamente questionado.

Por fim, talvez algo a ser exaltado: a troca de informações entre gerações! Um jovem inexperiente interagindo com alguém tarimbado é ótimo, bem como um experiente aprendendo inovações com os mais novos.

Tipos de intercâmbio: experiências que podem mudar a sua vida!

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Os ridículos pênaltis na série B do Brasileirão.

Se na 1a divisão a coisa está feia, na 2a… é assustadora. Tivemos dois pênaltis neste final de semana que, se alguém acredita em teoria da conspiração ou má fé, usará esses lances de tão bizarros que foram para reforçar suas ideias.

O árbitro Leonardo Willers Lorenzatto, do MT, marcou um ridículo pênalti a favor da Tombense contra o Náutico. O atacante mineiro se joga descaradamente simulando ter sido empurrado, e mesmo com VAR, marcou-se o tiro penal. Incompreensível. Quem viu o lance, se surpreendeu! Até os jogadores da equipe de MG se mostraram constrangidos.
Vide aqui: https://ge.globo.com/mg/zona-da-mata-centro-oeste/futebol/brasileirao-serie-b/jogo/26-06-2022/tombense-nautico.ghtml

Já o árbitro Paulo Henrique Vollkofp, do MS, marcou um pênalti de mão na bola “sem mão”. O jogador está com os braços para trás, a bola bate no peito e o juizão, do nada, marca tiro penal. E o VAR confirmou! Cômico, se não fosse trágico.
Vide aqui: https://ge.globo.com/sc/futebol/brasileirao-serie-b/noticia/2022/06/25/video-penalti-a-favor-do-criciuma-gera-polemica-e-expulsao-no-vila-nova.ghtml

Como suportar tudo isso? O futebol brasileiro não aguenta mais…

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Itapirense.

Para a última rodada da 1a fase do Paulistão Sub 23, apitará o jogo o seguinte time de árbitros:

Árbitro: Rodrigo Gomes Paes Domingues
Árbitro Assistente 1: Alex Ang Ribeiro
Árbitro Assistente 2: Denis Matheus Afonso Ferreira
Quarto Árbitro: Renan Pantoja de Quequi

Analista de Vídeo: Kleber José de Melo

Rodrigo já esteve no Jayme Cintra, em Paulista x Primavera (2020), e foi muito bem (relembre: https://wp.me/p55Mu0-2vo). É um árbitro “moderno”, com bom critério disciplinar e tecnicamente sem deixar nada a desejar. Está evoluindo muito na carreira, e pelo que fez na A3 e A2, tende a ter chances na A1 em 2023. Costuma apitar de maneira bem segura, o que dá confiança aos jogadores.

Alex (bandeira 1) trabalha na série A1 e da CBF, dispensando outras apresentações. Denis (bandeira 2) é um assistente muito bom, com experiência na A2 e A3.

Gostei da escala, pois mostrou que a FPF deu a devida importância para o jogo.

– Fabián Bustos, Mano Menezes, Barbieri ou Abel Ferreira: quem é o treinador mais chato?

Na minha época de árbitro, o treinador mais chato à beira do gramado era Felipão. Quase que indomável! Respeitosamente pela pessoa e pelos títulos, mas ele dava muito trabalho no banco de reservas, no melhor estilo “sincerão”, falando o que pensava sem se preocupar com educação ou ética. Se ele percebia que o árbitro era fraco, “montava em cima dele”, e aí o quarto-árbitro sofria…

Luxemburgo e Leão, outros que pressionavam demais, tinham uma característica semelhante: se eles percebessem que o quarto-árbitro não ía fazer o árbitro se preocupar com as reclamações, contornando a situação, eles se “aquietavam. Assim, um bom e inteligente quarto-árbitro sabia segurar esses experientes e vencedores técnicos.

Digo isso pois, atualmente, quatro treinadores estão se destacando como “reclamões”: Abel Ferreira , Fabián Bustos, Maurício Barbieri e Mano Menezes.

Mano menospreza a arbitragem. Ele reclama com autoridade, desprezando qualquer tipo de respeito ao árbitro e ao quarto-árbitro. Ele é muito chato e se acha acima do bem e do mal.

Abel reclama em “equipe”, pois sua comissão parece combinar em uníssonas queixas. Tudo tem que ser do seu jeito, ninguém sabe nada. Em que pese sua ótima campanha em 2022, desrespeita o trabalho dos juízes, parecendo que só ele entende de Regra. Agora que ele percebeu que “está visado”, tenta não se expor tanto (embora seus auxiliares, sim).

Maurício Barbieri é o “chatinho”, aquele cara que “está na dele”, dá 5 minutos… sobe o sangue e toma um Cartão Amarelo bobo. São situações contornáveis e evitáveis, mas que acabam sendo mal dosadas. Vide quantas advertências já recebeu.

Fabián Bustos “é o cara”, hoje, mais chato para os árbitros. Ele é folgado! Dos jogos que assisti do Santos FC, olhando sempre com a visão de árbitro e não de expectador, se for a ferro e fogo, ele não termina em campo nem no primeiro tempo. Se você comparar o comportamento dele com o de treinadores estrangeiros em seus países, é uma vergonha. Pula, gesticula, grita, teatraliza e faz caras e bocas grudado 90 minutos em cima do quarto-árbitro. Acrescente-se a entrevista coletiva dele, depois da goleada sofrida contra o Corinthians, que “estava com vergonha”, que “atletas também eram culpados e que precisavam mudar de comportamento”. Mas… estando 3×0, voltou com o mesmo time para a segunda etapa, sem uma alteração sequer. A falta de um mea culpa é sinal de arrogância ou foi puro esquecimento?

Enfim: não estou tergiversando sobre os erros de arbitragem (pois muitas queixas desses treinadores são corretas). Porém, o modo e a quantidade acabam de reclamações fazem com que sejam mais “chorões” do que vítimas.

Já imaginaram se eles estivessem trabalhando na Europa? Nunca fariam essas barbaridades à beira do gramado…

Imagem extraída de: https://esportes.yahoo.com/noticias/santos-aposta-alto-com-fabian-bustos-001934291.html (Fabián Bustos, em ação pelo Barcelona-EQU, no jogo contra o Flamengo, pela Libertadores da América. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF (Thiago Ribeiro/AGIF)).

– Breve Pitaco sobre a Nova Comissão de Árbitros:

Seneme mais 18 integrantes: resolverão o problema da má qualidade da arbitragem brasileira?

Não nos esqueçamos de um “calcanhar de Aquiles”: os formadores de árbitros das federações estaduais

Uma breve opinião sobre os novos nomes dos “cartolas do apito”, em: https://youtu.be/t4CCrhorBQw

– A nova comissão de árbitros da CBF.

Agora, rumo às melhoras da arbitragem nacional. Veja o novo quadro de 19 cartolas do apito:

Destaque para alguns nomes novos, que estavam atuando e se aposentaram (como Ricardo Marques Ribeiro e Péricles Bassols) e cargos (vide quantas gerências foram criadas).

Dará certo?

– Cadê a coerência na escala?

Decepcionante. Ou não?

Sávio Sampaio e Rafael Traci, Bráulio Machado e Wagner Reway: foram as duplas de Árbitro e VAR de Internacional x Botafogo e Corinthians x Goiás, respectivamente. Nesses dois jogos, dois pênaltis absurdos (ou melhor: constrangedores) foram marcados.

Sávio não está escalado nesta semana. Traci foi retirado do Choque-Rei de segunda-feira. Mas… Bráulio está na Copa do Brasil em Bahia x Athlético e Reway será o VAR de… São Paulo x Palmeiras!

Sorte que neste novo clássico apitará Claus, que não tem sido “Maria VAR com as outras”.

Me lembrei do gancho de Fabrício Vilarinho. Lembram que Seneme, na Conmebol, suspendeu o bandeira por esquecer seu instrumento em Chile x Argentina, e logo que ele foi para a CBF, o escalou num Flamengo x Palmeiras? Aqui: https://wp.me/p55Mu0-30q.

Será que é simplesmente “má escala” ou faltam nomes?

Em tempo: hoje, às 11h, será revelada a Nova Comissão de Arbitragem, que Wilson Seneme montou. Muitos blogueiros e sites receberam convites para ir à CBF (com passagem aérea inclusa). Promete ser “o evento”

Ops: antes que exista especulação: não, eu não recebi. Dos convites feitos por gestões anteriores, sempre respondi educadamente que não seria ético, após tantas críticas ao erros observados, eu ir às custas da CBF “conhecer a estrutura”. O último feito, inclusive, seria num final de semana com hospedagem… Como eu achei deselagante a proposta e respondi com um pouco de, digamos, veemência, estou na “lista” de não-convidados (o que me orgulha).

Torço para o Seneme, mas a especulação dos nomes (e da suposta influência direta de Reinaldo Carneiro Bastos, como muitos dizem) me assusta. Quero crer que não se confirmem alguns nomes e/ou essa interferência.

Veja os confrontos da Quarta Fase da Copa do Brasil 2020 - EXPLOSÃO TRICOLOR

Imagem: divulgação Web

– Trocou o VAR de São Paulo x Palmeiras.

Arre! Correta decisão, depois de tudo o que aconteceu ontem (erros do Brasileirão, onde o VAR do Beira-Rio estaria no Morumbi hoje).

Do site da CBF:

A Comissão de Arbitragem comunicou, nesta segunda-feira (20), a alteração da designação de VAR e AVAR da partida entre São Paulo e Palmeiras, pela 13ª rodada do Brasileirão Assaí 2022. A alteração se dá em razão dos árbitros designados anteriormente, Rafael Traci e Helton Nunes, estarem sob avaliação do seu desempenho técnico. Como existe tempo hábil para nova designação, o VAR substituto será Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral e o AVAR será Vitor Carmona Metestaine.

– Dei azar na rodada do futebol ou é sempre assim e eu não percebia? Sobre o “Maria ‘VAR’ com as outras”.

O Zé Boca-de-Bagre, um amigo em comum que tenho com o querido Professor Reynaldo Basile, é um cara espirituoso! Me disse ontem: “Esses juízes são todos ‘Maria VAR com as outras’, não podem ouvir o chamado do árbitro de vídeo que mudam de opinião na hora” (em alusão à falta de personalidade dos juízes de campo em manter a decisão tomada, usando o dito popular de “Maria vai com as outras”).

Tentei argumentar com ele que foram anos (ou melhor: décadas) de destruição da arbitragem nacional com os mesmos nomes transitando em vários cargos e que Seneme precisava ter tempo para trabalhar. No fundo, nem eu me convenci com a resposta. Afinal, vamos para o Rodada 13 do Brasileirão e a coisa continua ruim como antes.

Não adianta discutir meritocracia e/ou geopolítica dos árbitros (já fizemos isso aqui: https://wp.me/p4RTuC-Ej7). Também não dá para dizer que a Regra da Mão na Bola é confusa, já falamos dela didaticamente aqui: https://wp.me/p55Mu0-17L. Cansou-se de falar também de que o árbitro de vídeo encontrou um ambiente propício para ser um fiasco no Brasil (aqui: https://wp.me/p4RTuC-wys). Por fim, já mostramos que “treino, há”, mas não funciona, e sugerimos que se traga europeus de 1a linha para formar árbitros (não vale sul-americano nem europeu de país sem tradição no futebol, em: https://wp.me/p4RTuC-xrb).

Por mais que você queira ter boa vontade, desmotiva falar e ver as coisas não acontecerem. Neste último feriado prolongado, a impressão que se deu é que se quer tirar a credibilidade do campeonato. Não é possível tanta bobagem do tamanho que aconteceu! Eu, particularmente, dei azar com o que eu vi. Ou foi “mais uma rodada normal”?

Vejam só: na 5a feira, me auto-torturei ao assistir Botafogo x São Paulo. Jogo ruim, com uma medonha arbitragem do nosso árbitro da Copa, Wilton Sampaio. “Picou o jogo”, que parecia ter durado 180 minutos, de tão longo e cansativo que foi…

No sábado à noite, comentei pela Rádio Futebol Total de Bragança Paulista o jogo Santos x Red Bull Bragantino. E com 5 minutos de jogo, tínhamos 5 faltas. Numa delas, ficou (cronometrado) 58 segundos de espera para cobrança de uma falta simples, e foram 19 outras somente no 1º tempo. Os times queriam jogar, e o árbitro não deixava, “palestrando” nas cobranças, promovendo reuniões dentro da área. Irritante! E o acréscimo? Um mísero minuto apenas… sim: 1 de recuperação. Vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-32z.

No domingo cedo, comentei pela Rádio Difusora AM de Jundiaí o jogo União São João x Paulista. O time  jundiaiense teve um pênalti bem marcado ao seu favor, e minutos depois, em um lance idêntico, sabe-lá-por-quê o árbitro não marcou um mesmo penal para o clube ararense. Sabe o que é arbitragem de 4a divisão? Teve até corta-luz do juizão e bola que quase bateu nele em cobrança de pênalti. Assustador! Em: https://wp.me/p55Mu0-32C.

No domingo à tarde, voltando para casa, parei e “calhou” de estar passando o pênalti inexplicável marcado a favor do Corinthians contra o Goiás. Como fazer a mão do atleta sumir? Que raio de esporte que se joga com braços amarrados? O árbitro Bráulio Machado errou, acompanhado do VAR Wagner Reway. Aqui: https://wp.me/p55Mu0-32E.

No domingo à noite, um absurdo no Beira-Rio: pênalti inexistente do FIFA Sálvio Sampaio, errando duplamente ao expulsar com 7 minutos o jogador do Botafogo. O VAR Rafael Traci (que por enquanto continua escalado para São Paulo x Palmeiras no Morumbi nesta 2a feira) nada fez. Aliás, Traci e Reway, os VARs em Itaquera e em Porto Alegre, eram os indicados para a Copa do Mundo 2022 (mas a FIFA preferiu não levar nenhum árbitro de vídeo brasileiro… relembre: https://wp.me/p4RTuC-Dt9.

Preciso da ajuda dos amigos: dei azar em assistir uma jornada “atípica” ou é isso mesmo: temos erros cedo, tarde e noite?

Atualizando: Trocou o VAR!
Justíssimo.
Depois, deve-se trocar a relação de árbitros da FIFA, dos dirigentes, dos homens que treinam o VAR…

Imagem extraída de: https://m.facebook.com/BASTA-673869692629213/

– Troca o VAR do Choque-Rei ou não?

Para quem viu os erros de Corinthians x Goiás (aqui: https://wp.me/p4RTuC-Eoy) e Internacional x Botafogo (https://wp.me/p4RTuC-EoJ), com erros do VAR, lembrem-se: os dois árbitros de vídeo (Wagner Reway e Rafael Traci) foram os indicados para a Copa do Mundo, e recusados pela FIFA.
Acontece que…
Rafael Traci, que está trabalhando no Beira-Rio neste domingo, é o VAR na segunda-feira de Anderson Daronco para São Paulo x Palmeiras!
Se você fosse o Seneme, trocaria ele?

– O pênalti inexistente de Internacional x Botafogo.

Ao ver esse pênalti marcado pelo árbitro FIFA Sávio Sampaio, (assista no link abaixo), tive que desligar a televisão. É desanimador!

O que será que Seneme está fazendo, para tudo dar tão errado com seus árbitros principais? Terá que reformular do zero a lista de seus principais nomes….

Confesso: nem com boa vontade consigo ver mão internacional ou movimento antinatural nesse lance… E o botafoguense foi expulso aos 7m do 1º tempo!

Em: https://twitter.com/goleada_info/status/1538630479057911809

https://platform.twitter.com/widgets.js

Internacional x Botafogo: palpite, prognóstico e transmissão do Brasileirão 2022 (19/06) - Minha Torcida

Imagem extraída de: https://www.minhatorcida.com.br/internacional-x-botafogo-palpite-prognostico-e-transmissao-do-brasileirao-2022-19-06

– O pênalti inexistente de Corinthians x Goiás.

Que ridículo o pênalti marcado na Arena Itaquera! Jogador com o braço no chão, sem qualquer influência na jogada.

Caio Vinícius, do Goiás, não usa a mão de maneira intencional. Tampouco pratica movimento antinatural para tocar a bola. E essas são as duas únicas condições para se marcar pênalti por tal motivo.

Como justificar a marcação?

O mais absurdo é que tem VAR, que não sugere uma revisão desse erro crasso. Alguns podem se perguntar se a bola batesse no braço e na barriga, e não ao contrário, mudaria algo. A resposta é: não!

Tem que existir intenção ou movimento antinatural. Nada disso aconteceu.

Vergonhosa a marcação do árbitro Bráulio Machado.

Imagem: print de tela.

– Análise da Arbitragem de União São João 0x4 Paulista.

Arbitragem razoável no Estádio Hermínio Ometto (para 154 pagantes e renda bruta de R$ 1.410,00).

O árbitro Alef Feliciano Pereira não teve trabalho. Jogo pouco faltoso (coisa rara no futebol brasileiro, foram 11 x 13 faltas) e poucas reclamações (idem). Fácil para apitar.

Disciplinarmente, acertou principalmente ao aplicar o cartão amarelo para João Victor (USJ) por impedir um contra-ataque promissor, e quando precisou fazer a advertência verbal (raras vezes), o fez. Também correto o cartão a Victor Ceará (PFC) por rodízio de faltas.

Tecnicamente, razoável. Ponto forte ao não cair na simulação de Lucas Silva (USJ), aos 28m, tentando cavar uma falta. Correto na marcação de pênalti (lance infantil do zagueiro Renan (USJ), que fez uma carga infantil no atacante adversário). Mas errou ao não marcar pênalti aos 2 minutos do 2o tempo no lance de Lucas Augusto (PFC) em Galo (USJ). O zagueiro jundiaiense cometeu carga faltosa e o árbitro não marcou.

Bem fisicamente, mas posicionou-se muito próximo à bola (até demais). Precisa corrigir o posicionamento e melhorar a diagonal. Por ser jovem, fica a observação e a crítica construtiva: após a defesa do goleiro do pênalti aos 41m, deveria manter uma distância segura para que a bola, na tentativa de rebote, não batesse nele. Alef deu uma bobeada neste momento, onde não chegou a atrapalhar a sequência. Aos 24m do 2o tempo, precisou fazer um corta-luz para a bola não bater nele.

O erro ao não marcar pênalti a favor do União São João, pelos 4×0, não teve influência no placar.

– Análise da Arbitragem de Santos 2×2 Red Bull Bragantino.

Jogo muito falado na “Vila Belmiro”, e que começou muito faltoso. Em 5 minutos de jogo, 5 faltas. Depois a partida fluiu, mas com muita advertência verbal e paralisações, principalmente com lances onde o árbitro conversou muito com jogadores em lance de área (perdendo tempo de mais). Aliás, com 19 faltas no 1º tempo, e tendo o jogo ficado parado entre 2’00″ e 2’58”, além de atendimento médico, só tivemos 1 minuto de acréscimo. Idem ao 2º tempo, com várias perdas de tempo, expulsão de treinador, substituições e apenas 4 de acréscimos.

Tecnicamente, não existiram lances polêmicos, mas deixou-se de marcar duas faltas clara na frente de cada um dos bandeiras, que se não tivesse VAR, fatalmente seriam marcadas – afinal, os assistentes não estão ajudando os árbitros no Brasileirão por conta da existência do vídeo (lances aos 3’de Lucas Braga e 17’de Kayke).

Todos os cartões amarelos foram bem aplicados (observou bem o rodízio de faltas), mas faltou para Rodrigo Fernandéz, aos 7m do segundo tempo, por entrada dura em Aderlán. Destaque para a advertência correta a Praxedes, dentro da recomendação da FIFA de amarelar lances de uso de braços nos adversários.

Sobre a expulsão de Bustos: o treinador abusou das reclamações, conversou e esbravejou o tempo todo com o 4º árbitro e “cansou” a todos. Advertido por Amarelo, certamente ofendeu o árbitro pelo Vermelho na sequência.

Em suma: Douglas Marques das Flores foi razoável na partida, num jogo que ficou parado demais e desnecessariamente por conta dele mesmo. Os atletas, visivelmente, queriam jogar.

Santos x Red Bull Bragantino: onde assistir, horário e escalação das equipes

Imagem extraída de: https://esportes.estadao.com.br/blogs/bate-pronto/santos-x-red-bull-bragantino-onde-assistir-horario-e-escalacao-das-equipes-2/

– Esporte em Destaque!

Participei hoje do Esporte em Destaque pela TV BoqNews, de Santos, com o amigo Alexander Frutuoso.

Um programa bem bacana, onde pudemos falar de VAR, arbitragem, casas de apostas e outros assuntos.

Assista em: https://www.boqnews.com/boqnews-tv/ao-vivo-santos-pega-o-bragantino-na-vila-belmiro-para-embalar-no-brasileiro/

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para União São João x Paulista de Jundiaí, Rodada 9 do Paulistão 2ª divisão Sub 23.

Um novato num jogo emblemático! Para União x Galo, a FPF escalou:

Árbitro: Alef Feliciano Pereira
Árbitro Assistente 1: Ademilson Lopes da Silva Filho
Árbitro Assistente 2: José Paulo Ferreira Martins Mariano
Quarto Árbitro: Michel de Camargo
Analista de Vídeo: Mauricio Francisco do Nascimento Junior

Alef, 27 anos, apitará seu 2o jogo profissional na carreira, que começou em 2013 (apitou apenas Rio Branco 2×1 Amparo). Me preocupa tanto tempo na arbitragem e só em 2022 apitar jogos da última divisão. Não o conheço, mas não tive boas referências: foi ele o árbitro de Paulista 2×2 Portuguesa pelo Sub 20, onde colegas que assistiram a partida disseram que a atuação ficou a desejar.

Ademilson, o bandeira 1, é experiente e esteve em Paulista 1×1 Amparo. José Paulo, o bandeira 2, tem muitos anos de carreira mas sempre nas divisões menores.

Torcerei para uma boa arbitragem e um grande jogo!

Acompanhe União São João x Paulista pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo, no domingo, começa às 10h, mas desde as 9h o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– A discussão da meritocracia das escalas da arbitragem no Campeonato Brasileiro.

Eu sempre defendo: os melhores árbitros têm que estar trabalhando. E nos jogos que são permitidos, testar novos nomes para que exista um processo de renovação.

Quando eu digo “melhores”, me refiro à capacidade do cidadão. Independe se é homem ou mulher, hetero ou homo; se é branco, negro, amarelo ou indígena; se é alto, baixo, mediano, bonito ou desdentado; se tem bigode ou barba feita (acredite, isso chegou a ser fator relevante…), se tem tatuagem, brinco, piercing ou não. E o assunto do momento: ONDE NASCEU.

Há uma reclamação de que na gestão Seneme os árbitros do Norte e do Nordeste perderam espaço. Não sei se a estatística ao longo das últimas 11 rodadas comprova isso, mas sei que, se existirem 10 árbitros bons da Roraima à disposição, que sejam escalados na série A do Brasileirão.

O que não pode, como muitas vezes foi feito, é escalar alguém por favor às federações. Quantas histórias (e também estórias) de árbitros indicados por políticos ou que levavam o escudo da FIFA sem ao menos ter condições.

Vide a geopolítica da bola: dos 20 clubes brasileiros, os mais ricos estão na região Sul-Sudeste (e torço, como brasileiro, que a riqueza seja uniforme em todo o paísapesar que o termo “riqueza” é enganoso, já que estão bastante endividados). É razoável crer-se que estados que tem mais força esportiva dos clubes revelem mais árbitros. Temos 5 paulistas, 3 cariocas, 2 mineiros, 2 gaúchos, 2 cearenses, 2 goianos, 2 paranaenses, 1 matogrossense e 1 catarinense na Série A (são 10 equipes do Sudeste, 5 do Sul, 3 do Centro Oeste e 2 do Nordeste). Ou seja: somente no Sul-Sudeste (que economicamente é a região com maiores índices de IDH do Brasil) temos 75% dos times na elite.

Tome como exemplo a próxima rodada do Brasileirão. Acompanhe:

Fluminense x Avaí: Paulo Roberto (PR)
Internacional x Botafogo: Sávio Sampaio (DF)
Atlético Goianiense x Juventude: Marcelo L Henrique (do RJ, mas apita pelo CE)
Corinthians x Goiás: Bráulio (SC)
Fortaleza x América: Vuaden (RS)
São Paulo x Palmeiras: Daronco (RS)
Cuiabá x Ceará: Flávio Souza (SP)
Atlético Mineiro x Flamengo: Claus (SP)
Coritiba x Athletico Paranaense: Luís Flávio (SP)
Santos x Red Bull Bragantino: Douglas Marques (SP)

Nordestino ou Nortista “da gema”, não tem nenhum escalado, é fato. Mas a culpa é do Seneme, que assumiu agora, ou do trabalho feito pelas federações locais? Ou ainda: de nenhum deles, mas sim pelas condições esportivas, econômicas e desenvolvimentistas do país?

A grande preocupação será: nomes de ótimos árbitros não sendo escalados por origem, mas… talvez seja como convocar a Seleção Brasileira: não temos nenhuma unanimidade nacional que esteja sendo injustiçada.

IMPORTANTE: circula um debate nas Redes Sociais de que, como vice-presidente da CBF, o presidente da FPF Reinaldo Carneiro estaria tendo enorme relevância na gestão de Ednaldo Rodrigues, começando a “colocar para escanteio” Marco Polo Del Nero (bem enfraquecido depois do episódio Caboclo, e já não tendo mais a respeitabilidade dos dirigentes de clubes). E como excepcional articulador político, as demissões e reestruturação da CBF (vide os cargos importantes não só na arbitragem, mas em posições-chave da casa) são por conta dele, colocando nomes da sua confiança. Prova disso são os ex-funcionários da FPF que aos poucos estão chegando ao RJ…

Não me surpreenderia se a nova Comissão de Arbitragem, que está sendo refeita com carta branca a Wilson Seneme, esteja repleta de paulistas – e aqui um reforço: não me importa a origem, podem ser gestores até de Júpiter, desde que se tenha competência e honestidade.

Imagem extraída de: CBF, reprodução em seu site.

– Pênalti de Saraiva em Calleri. Mas… estava impedido (e o erro do comentarista)?)

E o lance que Saravia (BOT) empurra Calleri (SPFC), no Estádio Nilton Santos?

Tremendamente lance infantil. Pênalti, e tem (na verdade “teria”) que dar Cartão Amarelo não pela infração, mas pela burrice. Sorte do botafoguense que estava irregular a jogada por impedimentoAcertou o árbitro após o VAR avisar. Entretanto, ouço na TV que o comentarista da Central do Apito alegou que “Calleri empurrou primeiro, foi falta de ataque”.

Ops?

Não vi nada disso… Assista em: https://twitter.com/teodeoliveira/status/1537517487616667650

https://platform.twitter.com/widgets.js

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Santos FC x Red Bull Bragantino, Rodada 12 do Brasileirão da Série A.

Para o importante jogo entre o Peixe e o Massa Bruta, a CBF escalou:

Árbitro: Douglas Marques das Flores (SP)
Bandeira 1: Daniel Paulo Ziolli (SP)
Bandeira 2: Fabrini Bevilaqua Costa (SP)
Quarto Árbitro: Salim Fende Chavez (SP)
Observador de Campo: Márcio Verri Brandão (SP)
VAR: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
AVAR: Marcus Vinícius Gomes (MG)
Observador de Vídeo: Ítalo Medeiros (RN).

Douglas tem 36 anos, é natural e morador de Rancharia (Região do Oeste Paulista) onde trabalha como Secretário de Esportes em seu município. Teve uma ascensão meteórica na carreira, voltou alguns passos e agora tenta se firmar. Está no quadro da CBF há 6 anos e há 18 na FPF. Neste ano, foi um dos principais árbitros do Paulistão 2022, culminando no primeiro jogo da final entre São Paulo 3×1 Palmeiras (onde marcou um pênalti “de queimada” equivocadamente, abordado aqui: https://wp.me/p55Mu0-2ZL).

A carreira dele possui muitas atuações controversas. Até 2011, apitou apenas jogos amadores, se ausentando em 2012 e voltando em 2013, sendo escalado para jogos da A3. Pulando as divisões muito rapidamente, a FPF apostou nele e em 2014 foi escalado de Sub 13 para a A2. Em 2015, estreou na Serie A1. Sem boas atuações, foi trazido para as divisões menores de novo e rarearam os jogos na A1. Mesmo assim, foi indicado para o quadro da CBF, mas só voltou a apitar jogos da A1 da FPF em 2019, quando trabalhou na final da Copa SP de Futebol Jrs (sobre essa decisão, abordamos aqui: https://wp.me/p55Mu0-26X).

Naquele ano, já foi escalado para CSA 0x2 Flamengo em Brasília pela 1a divisão do Campeonato Brasileiro, e não foi bem. Relembre: https://wp.me/p4RTuC-nnK. Mas, prestigiado, foi escalado para Fluminense x Ceará e fez uma lambança no Maracanã (vide em https://wp.me/p55Mu0-2gN).

O problema é: gestão de carreira! Me lembro da primeira atuação que assisti dele, na série A2 do Paulistão 2015, onde “não aguentou” Paulista 0x2 Santo André por ser muito “cru” e falamos sobre esse tipo de situação: “saber lançar um árbitro“. Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/02/12/analise-da-arbitragem-de-paulista-0-x-2-santo-andre/

Hoje, bem mais rodado, Douglas melhorou tecnicamente (mas não significa perfeição). Ainda tem problemas em lidar com a autoridade, mas melhorou nos critérios dos cartões. Posiciona-se muito bem em campo, isso é uma virtude a ser ressaltada.

Desejo boa sorte à equipe de arbitragem e uma ótima partida de futebol!

Acompanhe conosco o jogo do Santos X Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens e comentários de Sílvio Loredo, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 18/06, 21h00. Mas desde às 20h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– As mudanças para as Regras do Futebol que ficaram para a discussão em 2023.

Na última segunda-feira, em Doha (Catar), aconteceu a 136º reunião da IFAB, a “dona das Regras do Futebol”. Nela, a FIFA (que tem grande peso nas discussões) e os demais países membros da Internacional Board apresentaram as modificações das Regras para 2022/2023, válidas a partir do próximo dia 1º de julho. Vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/06/13/as-mudancas-para-as-regras-do-futebol-2022-2023/.

Pois bem: uma das pendências para a 137º reunião em 2023, que discutirá as mudanças das regras do futebol para 2023/2024, é bem polêmica: o aumento do tempo de bola rolando! E no centro dela, estão Arsène Wenger, ex-treinador do Arsenal-ING e Gianni Infantino, o presidente da FIFA.

Wenger se tornou homem forte na FIFA. É um consultor remunerado que goza de muito respeito com Infantino, e sua função é discutir mudanças no jogo de futebol, a fim de que o torne mais atrativo para os jovens (que é a grande preocupação da entidade hoje: os consumidores-torcedores do futuro).

E o que ele propôs anteriormente, nas outras reuniões?

Algumas ideias discutíveis:

A – Bater pênaltis antes dos jogos eliminatórios (ideia de Alex Fergunson à UEFA, que não vingou, e que Wenger ventilou na FIFA, e que não evoluiu – relembre aqui: https://wp.me/p4RTuC-gU6),

B – Chip na camisa para facilitar a marcação de impedimentos (e que traria uma dor de cabeça enorme, já que se deveria mudar a regra por conta da análise das partes jogáveis – clique aqui para entender: https://wp.me/p4RTuC-yix) e

C- Mudança da linha de impedimento para “todos os membros do corpo à frente”, independente de ser uma parte jogável ou não, a fim de aumentar o número de gols (relembre aqui: https://wp.me/p4RTuC-oSw).

Apesar das ideias abortadas, uma outra vingou:

D – A de sensores inteligentes para ajudar o VAR a traçar o impedimento de maneira automática usando a Inteligência Artificial, já experimentado na Copa Árabe (e que talvez seja usada na Copa do Catar – estando para ser confirmada ou não nas próximas semanas).

Também em polêmicas ele se envolveu: já declarou que a Seleção Espanhola de 2010 foi a melhor de todos os tempos, suplantando a Brasileira de 70 (aqui: https://wp.me/p4RTuC-58t) e, a mais recente, dizendo que “o francês Kylian Mbappé, do Paris Saint-Germain, ‘não teria se tornado o atacante que é hoje se tivesse nascido em Camarões’.” (referência aqui: https://www.terra.com.br/esportes/futebol/internacional/equipes/paris-saint-germain/conmebol-aponta-discriminacao-de-arsene-wenger-e-critica-fifa-e-international-board,3a291a7039a006510856964963bd5b1600no9l0w.html).

Tudo isso para dizer o seguinte: Gianni Infantino se socorreu a Arsène Wenger para ajudar a por em prática sua ideia (que é pública, dita por diversas vezes): a de um jogo de futebol contar com 2 tempos de 50 minutos, permitindo maior tempo de bola rolando (depois da insistência em desejar realizar as Copas do Mundo de 2 em 2 anos, parece que o jogo de 100 minutos é a nova paixão do presidente da FIFA). A proposta seria já para o Mundial de 2022, quando em Fevereiro foi levantada a ideia. Como não seria possível devido a necessidade de se reunir com a IFAB, a FIFA orientou que as Comissões de Arbitragens de cada país agilizassem mais o jogo. Desse pedido, nasceu a orientação de menores e mais rápidas intervenções do VAR, além de deixar o jogo fluir nas supostas tentativas de cavar falta, não marcando infrações duvidosas ou possivelmente forçadas, melhorando a dinâmica das partidas – tudo para aumentar o tempo de bola rolando.

Para que isso (o jogo de 100 minutos) ocorra ou não no futuro, algumas ideias já foram levantas para 2023/2024 com o propósito de aumentar o “jogo jogado”:

  1. Wenger quer acabar com as cobranças de arremesso lateral com as mãos. Segundo ele, é muito demorado o processo do jogador pegar a bola, posicionar-se, ajeitá-la com a mão, ver o jogo e arremessá-la. A sugestão é: o jogador coloca a bola na linha lateral, e a chuta num tempo máximo de até 5 segundos, evitando uma reversão pela demora ou um possível cartão amarelo (lembram quando se instituiu 6 segundos para um goleiro repor a bola quando a agarra, depois do domínio e equilíbrio)?
  2. Parar o cronômetro quando o VAR for acionado, evitando perder tempo nas consultas (Wilson Seneme, quando esteve na Conmebol, fez exatamente a mesma proposta).
  3. Paralisação do cronômetro em determinadas pausas do jogo, como nas cobranças de faltas. o México já estuda fazer isso, sendo que o quarto-árbitro controlaria o relógio (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-DDI).
  4. Câmeras nos uniformes dos árbitros: a justificativa é que se paralisa muito o jogo tentando explicar as marcações aos jogadores, e as reclamações roubam o tempo da partida. Aí a ideia é atacar dois problemas com uma iniciativa a ser testada: gravar os diálogos, pois isso intimidaria o jogador para que diminuísse o tempo de discussão, e evitaria agressões verbais e físicas.

A respeito dessa última ideia, Gianni Infantinno disse (retirado de seu perfil no LinkedIn):

Há 136 anos, a IFAB tem procurado como proteger o jogo e torná-lo melhor, e parte disso envolve proteger e ajudar os árbitros. Nós os ajudamos através de coisas como var, mas também temos que protegê-los de agressões, que infelizmente ocorrem em muitas partes do mundo. Hoje, os membros da IFAB concordaram em estabelecer iniciativas para enfrentar essas questões, incluindo possíveis julgamentos com câmeras corporais usadas por árbitros no futebol de base adulto. Não podemos ter jogadores, funcionários e às vezes até mesmo pais ou fãs agredindo ou agredindo árbitros. Temos que ser muito firmes e hoje a IFAB deu um passo muito importante nessa direção.

Lembrando: antes, quando o futebol era “mais lento”, eram permitidas duas substituições. Com a evolução e exigência física maior, passou-se a permitir três substituições. Com a precariedade das condições de saúde de muitos atletas, vitimados pela Covid, e as limitações do período pandêmico, abriu-se como exceção a permissão para cinco substituições. Com a “quase-normalidade”, ao invés de voltarmos a ter 3, aprovou-se a continuidade de 5 substituições com até 15 atletas no banco, numa clara demonstração de que se deseja ampliar o tempo de jogo (mais atletas para compensar o desgaste maior)

E aí, o que você acha de tudo isso?

Em tempo: uma novidade: o Português passou a ser mais um dos idiomas oficiais da FIFA. Isso quer dizer: chega de livro de regras com tradução equivocada, como tivemos anos atrás…

Imagem do livro de Regras do futebol mais antigo do mundo, extraído de: https://esporte.ig.com.br

– As Mudanças para as Regras do Futebol 2022/2023.

Nesta 2a feira, no Catar, a FIFA se reuniu com os demais membros que formam a International Board, e aprovaram algumas definitivas mudanças nas Regras do Futebol (válidas para os torneios que se iniciarem a partir de 1º de julho):

1- As 5 substituições: o aumento de 3 substitutos para 5 era uma medida provisória, que na última reunião da IFAB se prorrogou por mais um ano, e que agora será definitiva (5 alterações em 3 paralisações + intervalo). A Inglaterra, por exemplo, havia retornado para a antiga situação de 3 substituições, mas já anunciou que adotará a nova legislação).

2- O banco de reservas poderá contar com 15 substitutos (lembrando que eram previstos 11 titulares e 7 reservas para uma partida; depois passou para 12 reservas e agora poderão ser 15).

3- Os goleiros voltarão a ter que permanecer com os dois pés sobre a linha de meta na hora da cobrança de pênaltis. Na mudança de 2019/2020, permitia-se apenas 1 pé, e agora voltará a ser como antes. Curiosidade: um estudo da USP mostrou que essa mudança de 2019 proporcionou um sensível ganho para os goleiros, que passaram a defender mais pênaltis – vide em: https://ge.globo.com/futebol/noticia/2022/05/20/estudo-da-usp-aponta-que-mudanca-de-regra-nos-penaltis-aumentou-eficencia-dos-goleiros.ghtml). Se a CBF quiser implantar essa medida nos seus campeonatos em andamento, deverá conversar com os clubes e a FIFA para o aceite.

4- A Linha de Impedimento semiautomática, testada na Arábia Saudita e em outros campeonatos, onde um conjunto de sensores com base em Inteligência Artificial determina ao VAR uma correta posição da linha de impedimento, continuará em testes e ficará no aguardo se a FIFA utilizará ou não o sistema no Mundial.

5- Desta vez, nada de discussão de mão na bola ou movimento antinatural, mas um assunto que ficou pendente para o ano que vem: métodos e modificações para aumentar o tempo de bola rolando.

O que virá em 2023/2024, não?

Imagem extraída da Internet, print de tela de “Os Simpsons”- The refeer Hommer.