– 5 minutos da abertura do show da banda infantil #CR1.

MUITO LEGAL – Estamos no Ibirapuera para a gravação do capítulo final da novelinha infantil do SBT “Cúmplices de um Resgate“. Se você tem filhos que assistem, eles vão adorar!

#CúmplicesDeUmResgate

Link em: http://www.youtube.com/watch?v=IZgnBVc-sYE

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– Como um Entrevistador deve se Comportar Frente a um Entrevistado

Não é erro de digitação. Normalmente, nós vemos aconselhamentos sobre como um entrevistado deve se portar na entrevista de emprego. Agora, um artigo bacana do caderno Inteligência da “Época Negócios” traz dicas para quem está do outro lado. Vale a pena dar uma conferida! Abaixo:

Extraído de Revista Época Negócios, edição Agosto/2010, pg 73

A PERGUNTA QUE VALE UM EMPREGO

Por Álvaro Oppermann

Há muitas dicas para um candidato se dar bem na entrevista. Mas o que dizer do entrevistador?

A cada ano, uma profusão de livros e artigos é publicada sobre a arte da entrevista de emprego: o que dizer, como se portar, o que vestir etc. O foco destas obras costuma ser o entrevistado. Pouca atenção é dedicada ao entrevistador. Isso está mudando. “A habilidade de recrutar é um dos maiores desafios atuais do gerente. Um bom entrevistador é fundamental”, escreveu Rhymer Rigby, jornalista inglês especializado em gestão. Compilamos as principais dicas sobre o tema, de autoria de craques da área, como Paul Falcone, diretor de Recursos Humanos da Time Warner Cable. Boa leitura.

Preparação_Faça o “dever de casa”: estude bem o currículo dos candidatos. “Cuidado com o currículo ‘funcional’, pouco específico, sem detalhamento de funções”, escreveu o professor indiano Mamin Ullah, em artigo recente do International Journal of Business and Management. “Também estabeleça cinco a sete critérios para julgar os candidatos, e não abandone estes critérios”, afirma Moira Benigson, sócia da firma de recrutamento MBS Group.

Recepção do candidato_Muitos entrevistadores têm o prazer quase sádico de “torturar” o entrevistado. É um erro, diz Paul Falcone no livro 96 Great Interview Questions to Ask Before You Hire (“96 ótimas perguntas de entrevista para fazer antes de contratar”). “A filosofia destes entrevistadores é: ‘o candidato precisa suar frio antes de ter a vaga’. Errado”, diz o diretor da Time Warner. Uma das formas sutis da “tortura” é a excessiva formalidade. “Tente criar um ambiente descontraído na entrevista”, completa Falcone.

Estrutura_A entrevista é estruturada em torno das competências e do comportamento do candidato. Porém, existem questões que devem ser evitadas. Por exemplo, não se devem fazer perguntas que induzam a resposta. Jane Clark, sócia da firma de consultoria Nicholson McBride, de Londres, esclarece: “Em vez de formular a questão ‘Você acha que integridade é importante?’, diga, ‘Dê-me exemplos de situações de integridade’”. “Controle o fluxo da entrevista. Quando o entrevistado se estende demais, interrompa-o polidamente”, diz Mamin Ullah.

Combate à incerteza_E o que fazer quando você ainda tem dúvida sobre o candidato? É a hora da pergunta de tom mais pessoal. Ela dá uma chance de ouro ao bom entrevistado. “Eu costumo perguntar ao final da entrevista: ‘O que você faz para brilhar?’”, diz Falcone. “Certa vez, uma recepcionista me disse que ela tivera uma ideia de como poupar US$ 1 para cada fax enviado do escritório. É o tipo de resposta que é bom de ouvir.”

Julgamento_Nunca julgue o candidato antecipadamente. Dê chance para ele se sobressair, diz Mamin Ullah. Um entrevistado pode começar a entrevista com nervosismo, e terminar autoconfiante. Ou o contrário. “Desenvolva a memória, observando o candidato no pré e no pós-entrevista. Isso diz muito sobre ele”, conclui o professor indiano.

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– Lucio Dalla morreu… com atraso, mas fica o registro!

Lucio Dalla, excepcional cantor italiano, morreu na última 5ª feira. E ele era nascido na Polônia, algo que eu não sabia.

Muitos se lembram dele por “Caruso”, uma obra prima composta para Enrico Caruso, um dos maiores intérpretes de todos os tempos. Claro que também gosto de Caruso, mas de Lucio Dalla, há duas canções que me chamam a atenção: uma feita a Ayrton Senna, e outra ao Espírito Santo. De fato, estava inspiradíssimo quando as fez. Ambas estão em um álbum azul, com Lucio Dalla na capa. Vale a pena para quem gosta!

– Como você administra seus Dons e Talentos? As qualidades que Deus lhe deu em Uso e Desuso

Compartilho esse belíssimo texto sobre a má administração das qualidades pessoais. Deus nos dá tantos talentos, é tão bom conosco e… muitas vezes transformamos os dons que ele nos dá em inspiração para o mau uso. Uma pena.

Mas que tal refletir sobre isso? Veja que belo texto:

A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ PEDIDO

A má administração das qualidades gera os defeitos

por Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho, extraído de CançãoNova.com

Nem sempre se reflete bastante sobre a advertência de Jesus: “A quem muito foi dado, muito será pedido” (Lc 12,48). O ser humano vive inundado nos dons divinos: a existência, a família, os amigos, as qualidades físicas, intelectuais e morais, os bens materiais, a conservação da vida, as numerosíssimas graças espirituais, o perdão diuturno, enfim, um oceano de dádivas. Não se deve desperdiçar impunemente tudo que se recebe do Criador. O notável psicólogo francês René Le Senne, com muita razão, afirmou que todos possuem qualidades inestimáveis.

A má administração dessas qualidades gera os defeitos por não se procurar o equilíbrio psicossomático. Célebre o dito de Sócrates, filósofo grego: “Conhece-te a ti mesmo”. Cada um tem um perfil caracterológico bem determinado e precisa colocar seus dotes a serviço próprio e dos outros. Um dos mais lamentáveis erros é o da baixa autoestima, fruto da depreciação das próprias habilidades, o que concebe a inveja. Disso resulta, outrossim, a ingratidão para com Deus, não Lhe agradecendo os bens recebidos. Lembra São Tiago: “Toda dádiva perfeita vem do alto, descendo do Pai das luzes” (Tg 1,16). Eis por que diz o Livro do Eclesiastes: “Que alguém coma e beba e goze do seu trabalho é dom de Deus” […] E quem recebeu de Deus riquezas e bens e a possibilidade de gozar deles, desfrutar-lhes a sua parte e alegrar-se entre os seus cuidados, também isso é dom de Deus! (Ec 3,13. 5,18).

O Espírito Santo comunica carismas especiais aos seguidores de Cristo, como São Paulo enumera em suas várias cartas. O dom da profecia, que é a capacidade peculiar de denunciar os erros, o dom do serviço, do ensinamento, da coragem, da generosidade, da misericórdia, do discernimento dos espíritos. As diversas pastorais oferecem oportunidade para o exercício e desenvolvimento dessas capacidades colocadas para o bem do próximo. Cada um, além disso, tem uma vocação específica e nas diversas profissões pode e deve trabalhar para si e para os outros. Como diz o ditado, é preciso sempre “o homem certo no lugar certo”.

As capacidades humanas, porém, se desenvolvem como Deus previu para cada um, quando se confia inteiramente n’Ele, pedindo-Lhe força para bem executar as tarefas cotidianas. Cumpre fazer bem, com todo o empenho, a ocupação de cada instante e, aliás, sábia a diretriz “Age quod agis”, do poeta grego Xenofanes. Não se mede nem se avalia uma existência pelo número de anos, nem pelo período histórico, mas, sim, pela vivência plena e intensa, repleta de ações que perenemente repercutirão. Bem afirmou Vieira:

“Nem todos os anos que passam se vivem: uma coisa é contar os anos, outra é vivê-los”.

As ações são, em verdade, os dias e é por elas que têm valor os anos, sempre cada um se lembrando de que “a quem muito foi dado, muito será pedido”. O viver em plenitude cada instante é o segredo da verdadeira vida. O importante é viver bem, cultivando os dons recebidos de Deus. Eis porque Horácio, poeta latino, lançou esta sentença:

“Carpe diem, quam minimum credula postero” – aproveita o dia presente e não queiras confiar no de amanhã.

Escrivá dá este conselho:

“Que a tua vida não seja estéril. Sê útil. Deixa rasto”.

Goethe dá o motivo: “Cada momento, cada segundo é de um valor infinito, pois ele é o representante de uma eternidade inteira”. Ideia já expressa por Apuleio: “tempus aevi imaginem” – o tempo é a imagem da eternidade.

Virgílio advertiu que não se pode dissipar o tempo: “Fugit irreparabile tempus” – foge o irreparável tempo. Razão teve Riminaldo ao escrever: “Há quatro coisas que não voltam atrás: a pedra, depois de solta mão; a palavra, depois de proferida; a ocasião, depois de perdida; e o tempo, depois de passado”. Tudo isso merece uma reflexão profunda, pois cada um de nós dará um dia contas a Deus do tempo e das dádivas d’Ele recebidos e Jesus alertou “a quem muito foi dado, muito será pedido”.

– Até Gênios Erram!

Punir quem erra sem uma chance de conserto é burrice. Até gênios erram. Quer um exemplo?

Galvão Bueno, locutor excepcional e número 1 da Rede Globo, confidenciou que logo no seu primeiro trabalho cometeu um erro gravíssimo: errou o vencedor do GP de Fórmula no qual fazia sua estréia. Teve certeza da sua demissão, mas, felizmente, um diretor o seguro para uma segunda chance.

E se Galvão tivesse sido demitido?

Vale a pena pensar duas vezes antes de punir. Veja que depoimento interessante (extraído de: http://is.gd/NC9nQK)

ERREI O VENCEDOR DO GP

Galvão Bueno conta como deu a vitória ao piloto errado em sua estreia como locutor de Fórmula 1 na Rede Globo

Por Flávia Iuri

Fui para a Rede Globo há mais de 30 anos, no segundo semestre de 1981. Nas transmissões da Fórmula 1, minha estreia foi no Grande Prêmio (GP) da África do Sul, de 1982. Eu e o Reginaldo Leme (comentarista). A locução de Fórmula 1 é muito difícil. Comparável com a de um desfile de escola de samba. Você tem de entender o enredo. Não é como no futebol, em que está tudo ali para todo mundo ver. O cara chuta, faz falta. A bola vai para fora, o jogador faz o gol, perde o gol. A corrida tem tática de parada. É preciso entender se o carro está ganhando ou perdendo rendimento. Hoje, tenho as páginas de computador que me dão, volta a volta, a classificação, a diferença entre um carro e outro, a média de velocidades. Naquele tempo não tinha. Uma jornalista ajudava a montar o mapa da corrida. Fazíamos os cálculos manualmente e não podíamos tirar os olhos da pista.

Não havia parada para trocar pneus. Não havia reabastecimento. Se o pneu de alguém furasse, ele estava praticamente fora da corrida. Os carros iam do começo ao fim da corrida sem parada, as trocas eram raríssimas. O pneu do carro do Alain Prost furou. Ele parou no boxe, trocou o pneu e voltou. Mas, da nossa posição, eu não via a saída dos boxes. Só a entrada. E, depois de voltar, o Prost ultrapassou o René Arnoux. Não tive visão da ultrapassagem e achei que ele estivesse tentando tirar uma volta de atraso. Eu falava enfaticamente: ‘René Arnoux! Não há a menor possibilidade de ele perder a corrida. René Arnoux faz uma corrida espetacular. O Prost voa na pista, mas Arnoux tem uma enorme vantagem, de praticamente uma volta inteira. Não tem como perder. Não pode perder. É o René Arnoux! René Arnoux!’.

Daí chega a imagem da TV e mostra o Alain Prost recebendo a bandeirada. O vencedor era ele, que havia feito a ultrapassagem que não vimos. Na minha primeira corrida de Fórmula 1 na Globo, errei o vencedor. Olhei para o Reginaldo, em estado de semipânico, para pedir ajuda. Ele abriu os braços e fez cara de ‘não sei o que fazer’. Fomos para os comerciais. Quando a transmissão voltou, recomecei como se nada tivesse acontecido: ‘Esse Prost é um fenômeno, maravilhoso, sensacional. Entrou para a história! Furou o pneu, foi para os boxes, trocou pneu, voltou, tirou a diferença e ganhou a corrida. Fantástico! Fantástico!’.

A volta de Johannesburgo para São Paulo era um voo de oito horas e meia. Passei esse tempo todo pensando no que o Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, diretor da TV Globo) ia fazer. Existia essa mística sobre o perfeccionismo do Boni, que não admitia erros. Para mim, era certo que o Boni ia me demitir. Foi uma tortura. O evento seguinte era o Grande Prêmio do Brasil. O Boni até quis me deixar de fora, mas o Ciro José, na época diretor de esportes, me bancou. Lembro que a caminho do autódromo eu ainda disse para o Ciro: ‘Se eu aprontar outra dessas, estamos, eu e você, na rua’. Não foi preciso. Fiz a transmissão do GP naquele ano e em todos os anos seguintes. No mês passado, cobri meu 30o Grande Prêmio do Brasil pela Globo. Mas a estreia foi um susto.

– Mr Bean e Barrichello

Curioso: o ator Rowan Atkinson, o Mr Bean, é o entrevistado da semana na Isto É por Elaine Guerini. E sabem do que ele mais gosta nos momentos de lazer? De automobolismo brasileiro!

Seu ídolo confesso: Rubens Barrichello. O admira pela competência e pela longevidade.

Também o admiro. É um profissional de talento indubitável, embora seja gozado por muitos. Mas veja o saldo bancário dele e o tempo de profissão para dizer que não é vencedor…

– Quem as empresas procuram?

No último mês, a Revista Exame + Revista Você S. A. lançaram uma edição especial sobre as 150 melhores empresas para se trabalhar. Em destaque, elas têm em comum a busca pelos talentos. Abaixo, um texto da edição especial conjunta das revistas (pg 25-27, setembro/2010), a respeito sobre como elas buscam e como identificam talentos.

 

Resumo do consultor em administração José Humberto Araújo Martins (Humberto Mineiro): (http://humbertomineiro.blogspot.com/2010/09/ola-bom-dia-tem-dias-que-voce-acorda.html)

 

QUEM ELAS PROCURAM     

 

Qual é o perfil do profissional que as melhores empresas procuram na hora de contratar?
TALENTO: No dicionário Aurélio, Talento é definido como inteligência excepcional, algo que pode ser capturado pelos testes que medem o coeficiente de inteligência, o QI. No cotidiano das empresas, a definição de talento ganha outros contornos e a avaliação é muito mais na prática. No dia a dia o profissional é considerado fora da curva, como se diz no meio corporativo, quando consegue transformar seu conhecimento em resultado. Para as companhias o atributo que melhor descreve um empregado esta associado a uma característica que a cultura daquela empresa valoriza.


A maioria das empresas valoriza a alta performance, ou seja, profissionais capazes de bater suas metas repetidas vezes, independentemente do contexto. Essas pessoas tem um perfil tático e ao mesmo tempo operacional, pois não ficam esperando as coisas acontecerem. Elas sabem o que tem que fazer para chegar lá e o fazem (Pena que isso não acontecem em grande parte das empresas)


Como as Empresas Identificam esses Talentos?


Todo mundo é importante, mas não da pra afirmar que todo mundo tem talento. “Talento é aquele profissional que tem um desempenho diferenciado e potencial para ocupar posições de maior responsabilidade”. É um profissional que tem uma inquietação interna, consegue colocar seu potencial em prática e precisa estar inserido num ambiente de desafios, não pode ficar preso à rotina do dia a dia.


Diante disso é possível criar e cultivar talentos dentro das companhias. “Às vezes, o profissional tem o perfil,mas ainda não teve todas as suas competências desenvolvidas. Nesse caso, resta à companhia dar condições para essas competências desabrocharem, onde para isso existe e deve existir a Avaliação de Desempenho, que são fundamentais para identificar esses talentos internos).


Dentre tantas as possibilidades de se avaliar e trabalhar esses talentos , algumas como por exemplo a Caterpillar faz é interessante: Os colaboradores tem uma página pessoal na internet (atualizada uma vez por ano) onde nela colocam os cursos que fizeram, os projetos que desenvolveram, quais foram as conquistas nos últimos 12 meses, suas ansiedades e sonhos.) os Gestores conversam com seus liderados sobre a atualização desta pagina e falam sobre lacunas e oportunidades de melhoria. Sempre que o RH precisa de um talento, ele tem todo o banco de potenciais no sistema da empresa.”São profissionais que combinam potenciais e vontade de aproveitar as oportunidades que surgem”.

– Quanto Vale o Carisma

Amigo, compartilho mais um valiosíssimo artigo de Jack Welch, agora a respeito de CARISMA na Adm de Empresas.

Extraido de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0950/gestao/quanto-vale-carisma-492984.html

QUANTO VALE O CARISMA

Meu chefe disse recentemente que sou muito competente e transmito uma visão clara para minha equipe, mas que, para ser promovido, preciso mostrar que tenho uma personalidade forte. Como sou uma pessoa naturalmente introvertida, o que devo fazer?
(Anônimo, Atlanta)

Em primeiro lugar, gostaríamos de lhe agradecer por nos ter enviado uma pergunta que sempre tivemos vontade de responder, dando a nós (e a nossos leitores) uma trégua nas reflexões sobre as recentes turbulências econômicas. Ufa!

Bem, vamos ao que interessa. Gostaríamos que você respondesse à seguinte pergunta: como se sentiria se tivesse de fazer uma cara alegre, voz grossa, e com um “ho, ho, ho” aqui e outro ali tentasse conquistar o coração de sua equipe? Você ficaria em pânico? Deprimido? Um pouco das duas coisas?

Ou ficaria preocupado, sabendo o quanto as pessoas de modo geral odeiam impostores? Se for isso, você tem todo o nosso apoio. De fato, autenticidade é algo importante — e é compreensível que você se sinta intimidado numa situação em que precisa parecer o que não é. Por isso, se acatar o recente conselho de seu chefe, terá obrigatoriamente de abrir mão dessa autenticidade.

No entanto, o que parece aqui é que você não tem escolha. Seu chefe está tentando ajudá-lo — e ele está certo. Com o tempo, muitos introvertidos acabam estagnando nas grandes empresas. Eles podem até trabalhar muito, corresponder ao que se espera deles ou mais do que isso até, mas raramente parecem ter o retorno que merecem. Observe que estamos falando de grandes companhias. Praticamente qualquer pessoa com uma boa ideia vai longe em uma empresa iniciante. As pequenas empresas costumam dar mais margem de manobra às pessoas, deixam que sejam elas mesmas, contanto que mostrem resultados. Já nas grandes corporações as condições atmosféricas reinantes dão aos extrovertidos uma vantagem evidente.

São várias as razões para isso. As grandes empresas acham normal que uma pessoa migre de uma divisão para outra e transite pelo mundo afora, e os extrovertidos, queiramos ou não, parecem mais preparados para isso. Com seu carisma e habilidades verbais acima da média, passam uma imagem de ousadia, são ótimos comunicadores e sabem motivar seu pessoal, sobretudo em épocas de crise. Os extrovertidos também têm mais facilidade para se relacionar — outra enorme vantagem em contextos menos amigáveis. E, por fim, os extrovertidos tendem a brilhar mais do que os tímidos em grandes companhias porque, desde o início, sua forte personalidade lhes garante a oportunidade de expor questões relacionadas ao trabalho diante de gente do alto escalão, o que é sempre uma boa maneira de acelerar o processo pelo qual um indivíduo se destaca dos demais.

As grandes companhias estão de tal forma voltadas para os extrovertidos que os introvertidos muitas vezes experimentam uma dinâmica parecida com a vivenciada por muitas mulheres e minorias em ambientes corporativos: a necessidade de produzir muito mais do que os outros se quiserem ficar pelo menos no mesmo nível deles. É claro que há exceções. Não faltam histórias de pessoas reservadas, antissociais ou tímidas que subiram na hierarquia da empresa até chegar a um cargo muito importante. Mas em todos esses casos o introvertido tinha algo de especial — uma mente brilhante capaz de antecipar as tendências da tecnologia, por exemplo, uma compreensão fora do comum dos mercados emerg entes ou ainda uma habilidade crítica excepcional diante de certos acordos. Esses sábios se tornam de tal maneira indispensáveis ao sucesso das empresas que acabam galgando os postos superiores. É por isso que muitos introvertidos em posição de comando são quase sempre o cérebro da organização, enquanto outros cuidam da parte operacional.

Pode ser que você seja um desses introvertidos cuja competência especial vai sempre prevalecer — e que dispensa de mudar seu jeito de ser. Entretanto, se não for esse o caso, voltamos ao ponto de partida. Se você quiser, de fato, assumir o controle de sua carreira na empresa onde trabalha atualmente, é melhor começar a fazer alguma coisa já. Vá à luta, misture-se ao pessoal, converse mais com sua equipe, relacione-se mais frequentemente com seu grupo e com outras pessoas da companhia, empregando ao mesmo tempo toda a energia e os traços positivos de sua personalidade.

Será que o pessoal vai perceber a novidade e se colocar na defensiva? Possivelmente. Lembre-se de que eles estão sempre atentos a qualquer mudança de postura. Por isso, sugerimos que você se adiante e explique a eles seu comportamento. Diga a eles que você está apenas tentando colocar mais de você mesmo no ambiente de trabalho, de forma que todos possam trabalhar de modo mais eficaz. Você pode até pedir que o ajudem e que lhe deem um feedback da mudança. A verdade é que quanto mais sincero você for em sua transformação pública, tanto mais sairá ganhando.

* Este texto foi escrito em novembro de 2008.
Jack Welch está afastado do trabalho por questões de saúde

– O Doutor Sucesso

Ótima uma matéria da Revista Época (ed 549, 24 de novembro), a respeito do SUCESSO. A matéria traz uma entrevista de Malcoml Gladwell, conhecido como “doutor Sucesso”, e um dos campeões de venda de livros nos EUA.

Basicamente, ele diz que a fórmula do sucesso é um mix composto de:

TALENTO GENIAL;

ESFORÇO OBSTINADO;

AMIGOS INFLUENTES; e

SORTE.

A matéria é interessante, e faz análise de pessoas de sucesso.

Extraído de: (duas partes do sítio eletrônico)

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI17730-15204,00-O+DOUTOR+SUCESSO.html

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI17725-15228,00.html