– Se Bolsonaro, Lula e Ciro estão contra Moro…

Lulistas não gostam de Sérgio Moro, pois o ex-juiz o condenou à prisão. Alegam que o julgamento foi ilegal pois ele teria demonstrado interesse de condená-lo em mensagens vazadas por hackers. Mesmo com provas (que insistem em se desacreditar… como se não tivesse existido Mensalão, Petrolão, delações premiadas, dinheiro devolvido, etc e etcetera). Mas vale lembrar que todos os outros juízes e instâncias o condenaram (Moro foi só mais um). Quem soltou Lula foi a turma do STF indicada por ele.

Bolsonaristas não gostam de Sérgio Moro, pois o ex-juiz, enquanto Ministro, foi contra as trocas de comando da Polícia Federal por nomes que o presidente queria, e não dele. Aliás, a PF não fez nada quanto às queixas envolvendo seu filho (um assunto que tira Bolsonaro do sério…). Saiu por não ter tido “carta-branca” para trabalhar no Ministério (sendo que isso houvera isso prometido a ele) – aliás, na pasta da Saúde se vê bem que, se não rezar na cartilha do “Homem”, o cargo fica vago.

Ciro Gomes um dia também ameaçou até bater em Moro e hoje vive o atacando. Afinal, Ciro quer ser ele a “opção viável para a 3a via”.

Se esses senhores o criticam, talvez seja um bom nome. Ou não? Afinal, a Lava Jato prendeu um monte de corruptos e foi ironizada por Ciro, desacreditada por Lula e encerrada por Bolsonaro.

Ops: tá na cara que Dória, que está quietinho quanto ao Moro, sonha em ter os votos dele. Danado esse governador, não?

O “legal” é: cada vez mais que Lula e Bolsonaro se batem, percebe-se que quando o assunto é o ex-juiz que estava no Ministério da Justiça , ambos se unem

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-ministro da Justiça e ex-juiz federal Sergio Moro (Podemos)

Imagem extraída de: https://www.poder360.com.br/poderdata/moro-e-o-candidato-mais-competitivo-contra-lula-no-2o-turno-diz-poderdata/, da matéria de Beatriz Roscoe.

– Nem Lula, nem Bolsonaro, nem… nem… mas quem?

Para a Eleição Presidencial de 2022, procuro um candidato honesto, competente e que tenha credibilidade. Mas quem?

Gostei da reflexão deste texto, extraído de: https://brasildelonge.com/2022/01/19/ditadura-de-esquerda-ou-de-direita/

DITADURA DE “ESQUERDA” OU DE “DIREITA”?

Por José Horta Manzano

Faz tempo que me pergunto como é possível um contingente de cidadãos darem crédito ao capitão e se disporem a votar nele.

Pra não deixar ninguém enciumado, me pergunto também como é possível que tanta gente acredite no Lula e se disponha a votar nele.

Depois dos males que esses dois já causaram no passado, no presente – e da ameaça que representam para o futuro do país –, não há mais o que provar. Não precisa fazer um desenho. Seja qual for dos dois, é desastre anunciado.

Com o antigo presidente, tivemos corrupção explícita e partição do país em categorias de indivíduos classificados conforme a cor da pele. É culpa dele se o Brasil caminha perigosamente para se transformar em república racialista, um tipo de sociedade em que cada habitante tem forçosamente de se encaixar numa etiqueta: ou é branco ou é negro, sem nuance. (Alguém pensou nos extremo-orientais?) Antes da ascensão do lulopetismo, nosso país era colorido; depois da passagem dos ‘barbudinhos’ pelo poder, retrocedemos à era do preto e branco.

Com o atual presidente, temos corrupção disfarçada de “orçamento secreto”, rachadinhas e partição do país em categorias de indivíduos classificados conforme a ideologia ou a religião. Bancadas religiosas no Congresso, presidente que se ajoelha diante de bispo autossagrado, orçamento secreto com bilhões distribuídos aos amigos do rei, presidente considerado persona non grata no mundo civilizado – estão reunidos todos os ingredientes da perfeita republiqueta de bananas.

Um dos dois apoia ditaduras sanguinárias ditas “de esquerda”; o outro apoia ditaduras sanguinárias ditas “de direita”. Se algum arguto leitor souber qual é a diferença entre uma ditadura “de esquerda” e uma “de direita”, que levante a mão. Ou que mande uma cartinha para a Redação.

Este blogueiro considera que qualquer ditadura é regime autoritário e liberticida que opera para transformar os habitantes em autômatos, gente sem criatividade, sem esperanças, sem ânimo, sem iniciativa e sem futuro. Quando se trata de ditadura, “de esquerda” ou “de direita” são etiquetas que não fazem sentido.

Que diferença há, no espectro político, entre um Hitler e um Stalin? O primeiro prometeu o paraíso a seu povo e o obrigou a ser massacrado sob bombas caídas do céu. O segundo prometeu o paraíso a seu povo e o obrigou a ser massacrado por tanques de guerra vindos do Oeste, sendo que os poucos cidadãos que sobraram foram despachados para o desterro na Sibéria.

Entre um Nicolas Maduro (Venezuela) e um Bashar El-Assad (Síria), quem é “de direita” e quem é “de esquerda”? E que diferença faz, se ambos condenam o próprio povo ao extermínio – um pela fome, o outro pelos gases asfixiantes?

Tudo o que o Brasil não precisa é de presidente apoiador de ditadura nem de presidente conivente com esse tipo de regime. Tanto Bolsonaro quanto o Lula propõem que o país continue eternamente mergulhado num passado de atraso.

E ainda tem gente que se dispõe a apoiar um ou outro desses dois. Como é que pode?

Foto: Crédito no link acima, de: https://brasildelonge.com/2022/01/19/ditadura-de-esquerda-ou-de-direita/

– Desejar a morte de alguém? Pare com isso…

Eu me assusto quando percebo até onde chega o fanatismo político, desejando a morte de algumas pessoas. E explico:

Quando Lula teve câncer, apesar dos casos de corrupção nos quais esteve envolvido e da ilusão que promoveu no país com seus discursos populistas, me entristeci ao ler postagens de pessoas felizes pela doença.

Agora, ao ver Bolsonaro com seus delicados problemas intestinais, mesmo tendo desdenhado da Covid-19 e mais atrapalhado do que ajudado no combate à pandemia, o “outro lado” (como se existisse só dois) se alegra pelo infortúnio.

Desejar o mal para qualquer pessoa é de uma triste mesquinhice humana… que eles estejam sadios para, quando forem julgados por crismes (se forem), responderem por eles.

Aliás, vale lembrar as insensíveis postagens de Eduardo Bolsonaro no caso Lula e de José Dirceu no caso Bolsonaro…

A espiritualidade, a dignidade e a mansidão do homem sucumbem ao radicalismo, não?

Jair Bolsonaro (em entrevista a VEJA, na semana passada): “Há três, quatro anos eu não tenho tempo para falar em livro. (…) Eu fico no WhatsApp.”; Lula, em entrevista à Rádio Tupi, em 2009: “Eu não consigo ler muitas páginas por dia, dá sono. Vejo televisão. Quanto mais bobagem, melhor para mim. Eu quero é limpar a cabeça.”

Imagem extraída de: https://veja.abril.com.br/coluna/noblat/bolsonaro-torce-por-lula-livre-e-candidato-em-2022/ Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil; Cristiano Mariz/VEJA

– Como explicar a resistência do Ministro da Saúde e do Presidente da República contra as vacinas?

O órgão formado por médicos, técnicos e especialistas em geral no Brasil é a ANVISA. É essa agência que pode dizer quais remédios devemos tomar ou não, e que entende do assunto.

Por que, raios, o cara que é internauta e pega o discurso de um ou outro médico isolado, se acha o “bem-bam-bam” no assunto e começa a criticar as vacinas na Web?

É ignorância, é birra, ou é fanatismo político? Ou somente quer “causar” nas Redes Sociais?

O MUNDO está começando a vacinação de crianças. O MUNDO vacina contra a Covid. O MUNDO está sofrendo por conta dos antivax. Como é que o Presidente da República resolver dar chilique? Ele é o único certo e o mundo, além dos médicos da ANVISA, estão errados?

Vide o número de mortos pós e antes vacina em nosso país. Simples.

NOTA TÉCNICA Nº 69/2020/SEI/GQMED/GGMED/DIRE2/ANVISA | CRF-PB Conselho Regional de Farmácia da Paraíba

Foto extraída de: https://www.infomoney.com.br/economia/anvisa-e-avessa-a-pressoes-externas-diz-agencia-apos-fala-de-bolsonaro/

– Sérgio Moro na Jovem Pan.

Eu sei que Bolsonaristas e Lulistas mais exaltados (não estou me referindo aos eleitores desses senhores que são sensatos, mas aos radicais) vão discordar e até xingar (óbvio, radicalismo é igual ao fanatismo). Mas a entrevista do ex-juiz Sérgio Moro, agora pré-candidato à Presidência, hoje de manhã à Rádio Jovem Pan, foi ótima!

Falou sobre Lula, Dória, Bolsonaro… e não fugiu das perguntas mais difíceis!

Assista em: https://youtu.be/Q3NjE-ZDBbY

– E há quem creia em políticos…

Lula candidato a presidente com Geraldo Alckmin de vice?

Bolsonaro no partido de Valdemar da Costa Neto, seu novo aliado?

E ainda há gente que acredita em políticos e os têm como “políticos de estimação”

Só falta o PCO defender livre mercado e o NOVO pregar o comunismo. 

Não brigue por essa gente, amigos.

😮 Bolsonaro e Lula entraram numa churrascaria. E daí? – Saber animal

Imagem extraída de: https://saberanimal.org/lula-e-bolsonaro-entraram-numa-churrascaria/

– E Moro entrou na Política. Que não faça Politicagem!

O ex-juiz Sérgio Moro se filou ao PODEMOS. Não sei se será candidato a Presidente da República, mas é um nome interessantíssimo.

Primeiro, por ter prendido vários bandidos (Petistas mais ferrenhos não gostam dele, e donos de empreitarias poderosos idem. Depois, teve suas decisões anuladas em muitos casos pois teria “forçado a barra nos processos” para prender os acusados. Os processos voltaram para julgamento – e isso significa que os envolvidos continuam sob suspeita, não foram inocentados).

Segundo, por ter recusado os nomes que iriam ser trocados pelo presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal, que poderiam estar diretamente envolvidos nos processos do filho dele, Flávio Bolsonaro, além de outras situações.

Ouvindo o discurso dele há pouco, deu pra sentir que estudou oratória e não falou nenhuma bobagem. A propósito, só pelo fato de não ser querido por extremistas de Direita ou de Esquerda, já é um bom indicador.

Que seja um bom político (pois Política é coisa boa). Não pratique Politicagem (que é o lado ruim dela).

O ex-juiz Sergio Moro

Foto: Foto: Sergio LIMA / AFP, extraída de: https://blogs.oglobo.globo.com/bela-megale/post/o-escolhido-de-moro-para-fazer-sua-ponte-com-os-militares-em-2022.html

– Dualidade Extremista Política? Isso é ruim para a democracia…

Nunca tivemos uma dualidade política tão tomada pelo fanatismo no Brasil quanto agora. A Direita e a Esquerda radicais obrigam a pessoa responder “na lata”: Bolsonaro ou Lula?

Se você critica um, automaticamente te rotulam como “simpático a outro”. Nada disso, existem inúmeras outras correntes e formas de se pensar e viver sem extremismo ou, por incrível que possa parecer, com maior ainda em alguns casos.

O certo é: não se rotule o próximo e respeite quem pensa diferente de você. O grande problema em nosso país tem sido a discordância de opiniões (que deve ser válida) baseada no ódio (ao invés do respeito).

Resultado de imagem para Extrema Direita ou Extrema Esquerda

– O Bolsonarista que invadiu o iFood.

Um gaiato entrou no Food (o App de Restaurantes mais conhecido do Brasil) e modificou o nome dos estabelecimentos: todos renomeados com frases de apologia ao presidente Bolsonaro, críticas ao PT e posicionamentos radicais (como os de antinacionalista).

Como alguém pode defender a moral com práticas imorais, não?

Imagem extraída do Instagram de: Tribuna de Jundiaí.

– Por quê a crítica para um vira elogio ao outro? Cuidado com o Fanatismo Político…

Eu me assusto com certos radicalismos. Quer exemplos?

Se eu criticar o Bolsonaro pela bobagem dita de que “a vacina pode levar uma pessoa a contrair AIDS”, automaticamente os mais fanáticos (repare, não citei o eleitor comum, estou me dirigindo aos radicais”) começam a encher de postagens com os dizeres: “E o Lula?” / “Prefiro o honesto do que o safado!”/ “Bom era no tempo do Petrolão, não é?” / “Chora, Esquerdopata” e outras ofensas sem sentido.

Onde é no parágrafo acima que fiz referência a alguma qualidade ao Luís Inácio? Apenas critiquei a irresponsabilidade da fala do chefe da nação.

Por outro lado, se eu criticar o Lula pela insistência no “Projeto de Regulação da Mídia” (algo dito como se fosse um combate aos conglomerados, mas que já foi afirmado em outras palavras ser um controle do que se publica – e isso é censura), me deparo com uma avalanche de postagens: “Bolsominion tem medo de ser preso por Fake News” / “Genocida tem medo de quem luta pelo povo” / “Quando chegar 2022 Bolsonaro e filhos vão para cadeia”/ Terraplanista de Direita, sua hora vai chegar”, entre outros xingamentos.

Idem: onde é no parágrafo acima que fiz referência a alguma qualidade ao Bolsonaro? Apenas critiquei a irresponsabilidade da fala de um ex-chefe da nação.

Não sou simpatizante de nenhum político (dos citados acima ou de Dória, Ciro, Amoêdo ou qualquer outro – não vejo por enquanto nenhum nome honesto, competente e com credibilidade ao próximo pleito presidencial). Me impressiono que quando você cita algo contrário a um desses homens idolatrados, a militância extremista (de novo, não me refiro ao eleitor comum) “cai matando” com rótulos.

Seria por dificuldade na interpretação de textos, preguiça de ler ou cegueira por paixão política?

Não me esqueço do dito popular: Paixões Políticas emburrecem…

Quando o fanatismo gangrena o cérebro,... voltaire - Pensador

– O próximo presidente será o chefe eleito por uma minoria.

Nenhum presidente da República é eleito pela maioria dos brasileiros. Ele é eleito pela maior parte dos votos dos brasileiros, o que é muito diferente: ou seja, não significa que mais da metade dos eleitores escolheu alguém, mas que a maior parcela do todo (o que pode fazer, sabemos disso, que um presidente eleito tenha menos votos do que os dos outros candidatos somados, juntamente com brancos / nulos).

Em 2022, tudo leva a crer, acontecerá isso novamente. Repare: na pesquisa eleitoral divulgada hoje da Quest/Genial (eu me preocupo muito com os órgãos e metodologias), Lula e Bolsonaro polarizam novamente. Mas o grande “candidato oculto” é o “nem-nem” (mais de 30%), termo que se refere ao eleitor que não quer nenhum dos dois. E como não há um nome forte para a 3a via, esses votos se dispersam e acabam não incomodando (por enquanto) os dois que estão à frente.

Penso: por falta de nome honesto, de credibilidade e com competência, teremos o próximo presidente com menor número de votos percentuais (se comparados ao todo, não só aos válidos) da história.

– Em que acreditar? Talvez em nada! Cuidado com propaganda política mentirosa disfarçada de notícia

O mundo virtual permite coisas assustadoras. Abro o Facebook e leio: “Bolsonaro é eleito o melhor presidente da história”. Rolo a linha do tempo e vejo: “Lula pode ser indicado ao Prêmio Nobel da Paz”. Mais um pouco e me aparece: “Bolsonaro é o líder mundial mais desprezado pelos presidentes”. E, por fim: “Bolsonaro é o líder mundial mais aclamado pelo G20”.

Pô, quanta bobagem, não? O que tem de matéria sensacionalista, fake news, coisa direcionada e outras que não existem (são produzidas apenas para propaganda política) que assustam demais a pessoa sensata! E se contradizem em menos de segundos de atenção nas timelines.

– Precisamos de um diplomata!

Osvaldo Aranha foi um grande diplomata brasileiro, que discursou como grande conciliador na 1a Assembleia Geral da ONU. Por tal motivo, o discurso do(a) chefe de estado brasileiro é sempre o primeiro a ser feito em toda reunião anual.

Hábil negociador, era admirado por todos. Hoje, os políticos que mais são representativos do Brasil no Exterior são Lula e Bolsonaro – o primeiro, por ser a esperança povo; mas, como lobo em pele de cordeiro, enganou a todos com o Mensalão, Petrolão e outros problemas. O segundo, com um discurso populista radical, foi incapaz de unir a nação e não soube trabalhar a questão da pandemia.

Não surgirá um nome honesto, competente e de credibilidade nesse país? Quem seria um bom Osvaldo Aranha?

– Estão loucos, Ministro Queiroga e Presidente Bolsonaro? Sobre a vacina dos adolescentes:

O Ministro da Saúde Dr Marcelo Queiroga mandou suspender a vacinação entre 12 e 17 anos com a dose da Pfizer, por alegar que os riscos à saúde são grandes.

Ora, a vacina é autorizada nos EUA, no Canadá, nas nações europeias desenvolvidas e em qualquer país onde a Ciência está acima da Politicagem! Por que aqui no Brasil tem que ser diferente? Inacreditável…

Quem tomou a 1a dose, não tomará a 2a? Quem estava marcado, desmarcar-se-á? Que bagunça!

“Pior” o Presidente Bolsonaro, que fez uma live dizendo que a OMS é contra a vacinação nessa faixa etária. MENTIRA! Lembremo-nos:

1- Não era o presidente que contestava tudo que a OMS falava? Agora, a usa?

2- A OMS nunca foi contra, ao contrário, a favor: apenas disse que a vacinação a idosos era mais urgente do que aos jovens por motivos óbvios…

Em tempo: a ANVISA não proibiu a vacinação. Contraditório…

– Perguntar não ofende: estamos em campanha presidencial?

A Lei Eleitoral não permite que ninguém seja, hoje, oficialmente candidato à Presidência da República. Não se pode fazer campanha antecipada e os postulantes só podem ser “pré-candidatos”.

Mas se observarmos as manifestações da semana passada, tivemos de tudo: entidades gritando por Bolsonaro, Lula, Dória, Ciro… pré-candidatos discursando como candidatos (e alguns até dançando no palco).

Nossas leis de nada servem, não? Dá-lhe populismo (em referência a alguns dos senhores abaixo):

– Recuo, Presidente? Se socorreu ao ex-presidiário… Temer!

Bolsonaro nunca foi preso como Lula. Mas se socorreu nesta tarde a Michel Temer (que já foi preso depois de deixar a presidência), a fim de escrever uma carta “dando o dedinho” a Alexandre Moraes (que ele próprio o chamou de canalha).

Recuou… por isso que deve ter declarado que “nunca seria preso”…

Estamos perdidos, amigos. Não temos um político nesse país que seja honesto, tenha credibilidade, seja competência e que possa ser um estadista!

Abaixo, a repercussão da decepção dos apoiadores do presidente, inclusive Allan dos Santos, blogueiro número 1 da sua trupe que “lamentou”.

Em: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2021/09/09/bolsonaristas-lamentam-carta-de-bolsonaro-game-over.htm

ALLAN DOS SANTOS, MALAFAIA: BOLSONARISTAS LAMENTAM CARTA DE BOLSONARO

Nas redes sociais, bolsonaristas lamentaram o conteúdo da carta aberta divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na qual recua de discurso golpista em manifestações do 7 de Setembro e diz declarar respeito às instituições brasileiras. O documento foi redigido após encontro o ex-presidente Michel Temer e Bolsonaro, que buscava conselhos para administrar bloqueios de caminhoneiros e para tentar contornar a crise com STF (Supremo Tribunal Federal).

“Game over [ou fim de jogo, na tradução livre]”, resumiu o blogueiro Allan dos Santos, um dos principais aliados de Bolsonaro até então. “Inacreditável”, acrescentou, em outra mensagem, ainda parecendo não acreditar na carta divulgada pela presidência.

“Se era xadrez 4D, parece que Bolsonaro tomou um xeque-mate de uma rainha tridimensional. Depois da demonstração de força do povo, o presidente demonstra fraqueza. Situação bem complicada para os patriotas. Bolsonaro pode ter assinado sua derrota hoje…”, escreveu o jornalista Rodrigo Constantino. “O sistema declarou guerra ao povo. O presidente sucumbiu ao sistema.”

“Continuo aliado, mas não alienado. Bolsonaro pode colocar a nota que quiser. As minhas convicções são inegociáveis”, protestou o pastor Silas Malafaia.

A carta é um recuo de Bolsonaro, em meio a uma crise institucional com o STF e com o Congresso e a uma paralisação de caminhoneiros que ganhou força ontem. No documento, Bolsonaro suaviza o tom ao citar o ministro Alexandre de Moraes, alvo principal dos seus ataques no feriado da Independência.

Intitulada “Declaração à Nação”, a nota oficial do governo Bolsonaro foi divulgada momentos após uma reunião com ex-presidente Michel Temer, em Brasília. No encontro, um dos assuntos tratados foi a paralisação de caminhoneiros, que o governo tenta controlar — em 2018, quando era presidente, Temer lidou com uma greve da categoria. E foi Temer quem indicou Moraes para o STF.

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer: 1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar. 2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news. 3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia. Trecho da nota divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro

O movimento de racha entre apoiadores de Bolsonaro deu os seus primeiros sinais após o chefe do Executivo enviar um áudio para ser distribuído nos grupos de caminhoneiros, pedindo que a tal paralisação fosse interrompida.

O apelo do presidente surpreendeu os motoristas, que, a princípio, duvidaram de sua autenticidade. Até mesmo o deputado Otoni de Paula (PSC-RJ), fiel representante dos delírios bolsonaristas e um dos alvos do inquérito do STF sobre manifestações antidemocráticas, garantia que a mensagem era fake.

A partir daí, o feitiço virou contra o feiticeiro, conforme ressaltou o colunista do UOL Chico Alves. O que se seguiu nos grupos de WhatsApp e Instagram foi uma chuva de críticas pesadas dos motoristas ao ocupante do Palácio do Planalto. Os termos usados vão desde “decepção” até palavrões dos mais cabeludo.

– China’s Lover?

Aqui no Brasil, o presidente Bolsonaro (e especialmente o filho dele, o deputado federal Eduardo Bolsonaro) tripudiam a China. Eu, não escondo: não gosto do Governo Chinês, pois são antidemocráticos, censuram a imprensa e controlam o povo. Mas há de se respeitar a população (que é sofrida) e ter relação diplomática com as autoridades.

E não é que depois de desdenhar especialmente das vacinas chinesas, Bolsonaro, na reunião dos BRICS, perante Putin (Rússia), Narenda Modi (Índia) e Ramaphosa (África do Sul), elogiou as mesmas para o Xi Jinping?

Para o brasileiro, “mete o pau” nelas. Para o seu colega chinês, “pipoca”?

Coerência, por favor.

(a foto, acima, de 2019, da Reuters)

– O direito de se manifestar.

Não importa se a Direita levou milhares de pessoas na rua ou se a Esquerda levou bem menos. Respeite-se o direito de defender suas ideias, sempre que sejam democráticas.

Me pesa ver em muitos flashes da TV que por um lado, manifesta-se a favor de um político (Bolsonaro), e não pelo país. Da mesma forma, manifesta-se com menor furor contra ele e a favor de Lula, com bandeiras vermelhas.

Pela Democracia, com D maiúsculo, ou pelo Brasil de todos os brasileiros, não vejo ninguém. Uma pena. Mas, insisto, respeite-se as leis do país.

Em tempo: já se pode fazer campanha política para 2022?

– Penso igual sobre erros de Lula e de Bolsonaro:

Não tenho partido político, mas não é por isso que sou apolítico (sou apartidário). Não vejo um nome sequer com competência, credibilidade e honestidade para presidir o Brasil (infelizmente, estou sem candidato até agora para as próximas Eleições).

Comungo do mesmo pensamento abaixo, extraído do Twitter do consultor renomado Ricardo Amorim:

“Impressionante como a história se repete. A incapacidade da maioria dos lulistas de reconhecer os erros do Lula elegeu o Bolsonaro. Agora, a maioria dos bolsonaristas faz exatamente a mesma coisa. Parece até que estão se esforçando para eleger o Lula.”

E não é verdade? Todos são deuses imaculados para seus apaixonados eleitores (óbvio, não me refiro ao cara ponderado que escolheu um desses nomes e sabe separar os erros, mas ao fanático que se cega).

– De novo, Lula fala em “regular a mídia”. Isso não incomoda?

Me admiro em ver tanta gente acomodada, quieta, sem levantar um “A” sobre a enésima fala de Lula sobre “regular a mídia”.

Ora, que negócio é esse de controlar a imprensa? Com todos os “defeitos que tem” e “as groselhas que fala”, Bolsonaro não fala tal barbaridade. Ele ofende lamentavelmente os profissionais, ameaça tirar a concessão da Globo mas… já imaginaram se é ele quem diz tal idiotice?

E o que é regular a imprensa? É dizer o que o Governo quer, no melhor estilo chinês, norte-coreano ou cubano?

Isso é censura, e deve-se alertar desse risco e cobrar Lula de tais bobagens. Aliás, repararam que até as denúncias do Petrolão, Lula não falava disso. Quando a Revista Veja conseguiu mostrar os constantes desvios de dinheiro, veio o “lenga-lenga”. Com o impeachment de Dilma, os petistas começaram a chamar a Globo de “Globolixo” (igual ao que fazem os bolsonaristas quando as manchetes mostram erros do Governo atual).

Não deixe essa ideia macabra – de regular a mídia – prosperar. A não ser se você quiser uma ditadura de esquerda na imprensa

– “Se eu voltar, vai ter regulação dos meios de comunicação”, disse Lula.

Em 2018, Lula fez essa declaração acima (a de controlar “melhor” a imprensa, desejada com Franklin Martins, o Ministro das Comunicações da época). Fernando Haddad, quando candidato, abordou isso também. E o assunto volta à tona.

Ora, cercear a sagrada liberdade de expressão é algo temeroso. Para mim, é censura. Não gosta de uma emissora, então assista outra. Leu numa revista e não se simpatizou com o tom, busque outra.

Bem claro: pela Globo, o Brasil está um caos. Pela Record, viramos a Suíça! E o cara inteligente, vai filtrar essas abordagens e interpretar corretamente. Mas o que não pode, é: privilegiar um ou outro, ou ainda querer impor o que não pode reportar ou não.

Em tempo: Jair Bolsonaro, sem dizer isso, vive em briga com a imprensa. E aí se conclui: qualquer político gosta de elogios, mas na hora das críticas…

– De novo com essa “conversa mole”, presidente?

Poxa, ao ler que o presidente Bolsonaro, de novo, desdenhou da vacina Coronavac dizendo que as pessoas “estão morrendo por terem tomado ela”, com todo o seu “jeito convincente aos seus adeptos” (sim, políticos como Lula e Bolsonaro têm torcedores que dão a vida por eles, mesmo que façam coisas erradas), presta um péssimo serviço ao país.

Comprovadamente, as vacinas aplicadas e o abandono de medicamentos ineficazes ajudou a cair o número de infectados e de mortos. Os números não mentem! Quantas vidas não foram salvas pelas vacinas (seja de qual laboratório for)?

Muitos se apegam à ilusão de que vacina é “super-barreira”, transformando a pessoa num humano imune a tudo. Não é assim, elas nos dão imunidade – prova é que, mesmo em meio a cepa Delta, altamente contagiosa, o número de mortos (que chegou a ser de 4000) caiu violentamente. Mas não nos torna invioláveis – veja as pessoas com comorbidades e adoecidas de outros males.

Lula, com o Petrolão e o Mensalão, criou Bolsonaro. Bolsonaro, com sua birra ininteligível, ressuscitou Lula. E quem os ama, faz de-um-e-de outro Deus e o Diabo neste momento de discussão sobre as vacinas.

Que surge um nome sensato, competente, honesto e de credibilidade para a Presidência em 2022. Urgente! Por enquanto, não vejo ninguém, infelizmente.

Sobre as vacinas, todas as dúvidas podem ser sanadas nessa live (é um vídeo comprido, mas de altíssima qualidade: https://professorrafaelporcari.com/2021/08/09/avancos-da-ciencia-brasileira-contra-a-covid/

– Populismo não tem ideologia nem partido!

Puxa, dei uma “fuçada” na obra de Uriã Fancelli, um jovem muito estudioso que escreveu o livro “Populismo e Negacionismo: o uso do Negacionismo Como Ferramenta Para a Manutenção do Poder Populista”, mostrando como os políticos conseguem seduzir os eleitores e, em vários casos, transformando-os em fanáticos apaixonados.

Mais do que isso: ele mostra o populismo de várias correntes ideológicas, citando exemplos que vão desde Lula até Bolsonaro, procurando elucidar que a demagogia está atrelada à admiração que existe pelos radicais (de Esquerda ou Direita) aos seus senhores.

Esclarecer-se e ser racional é muito bom nessa hora

– Voto Eletrônico e Voto em Papel: tá chato, pô!

Se tem um assunto que já “torrou a paciência”, é a história da urna eletrônica e fraudes.

Curto e grosso: 

  • Se o presidente Jair Bolsonaro insiste tanto que ocorreram fraudes, PROVE, e não fique nas teorias conspiratórias e “diz-que-me-disses”.
  • Se a Justiça Eleitoral quer evitar essa “enchição de saco”, permita logo um comprovante da Urna Eletrônica, a fim de evitar novas teorias conspiratórias e provar que a urna é segura.

Esse assunto já deu. 

Em: https://veja.abril.com.br/blog/radar/bolsonaro-promete-bomba-mas-nao-mostra-provas-de-fraude-na-urna/

BOLSONARO PROMETE “BOMBA”, MAS NÃO MOSTRA

O presidente Jair Bolsonaro prometeu soltar uma bomba contra a lisura do processo eleitoral em uma live transmitida na noite desta quinta-feira, 29.

O que se viu, no entanto, foi um arrazoado de vídeos de teoria da conspiração no Youtube, vídeos de eleitores idosos com problemas no dia da votação e reportagens de televisão que registraram algumas falhas ao longo dos pleitos.

O conjunto de vídeos apresentado hoje pelo presidente e por um auxiliar palaciano como “fortes indícios” contra a urna eletrônica circularam amplamente nas redes sociais em 2018. A maior parte dos vídeos apresentados foi desmentida à época em que foram ventiladas.

Em uma das próprias reportagens mostradas pelo presidente em tom de denúncia, o jornalista da rede Record em Caxias no Maranhão diz que a Polícia Federal abriu inquérito para apurar suspeitas de irregularidades no processo eleitoral local. Ao que tudo indica, ninguém no Palácio do Planalto se deu o trabalho de ver que fim levou o inquérito da PF.

Bolsonaro aproveitou a oportunidade ainda para proferir seus já contumazes ataques ao presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, e também fazer suas seguidas ameaças à democracia brasileira.

Num dos momentos mais infames da live desta quinta, Bolsonaro deu play em um vídeo de um suposto programador que “simulou” em um programa de computador o “sistema da urna”, que ele chama de “código-fonte da urna”.

O rapaz faz uma série de demonstrações de supostas provas de fraude, mas não explica como ele “criou” esse “protótipo” e nem como como ele “produziu” a fraude.

“Nós não temos provas de fraude, mas indícios de que nas eleições pode ocorrer a mesma coisa (do que no vídeo)”, disse Bolsonaro. “Eu não tenho prova de que a urna é fraudada, mas também não tenho prova de que ela não é”, completou.