– A árvore que caiu (ou quase caiu) em mim!

Coisas que marcam para sempre: no último dia 01, uma sexta-feira, eu estava indo à padaria por volta das 06h30. A pé, tranquilamente, depois de ter feito minha corrida matutina.

Eis que… ouço um barulho e me viro para o lado direito: uma árvore estava caindo em cima de mim!

Com a copa bem larga, grande e imponente, a vi desabando na minha cabeça. Deu tempo de correr (e aqui, agradeço ao meu Anjo da Guarda) e saí ileso. Para não mentir: um “arranhãozinho” na mão, de um galho que atingiu de leve. Carteira e fone ficaram no chão, embaixo de alguns troncos menores, mas logo os peguei. Nenhum prejuízo físico ou material.

Aí fica a observação: eu amo a natureza, sou adepto da jardinagem e sempre cobro: GOSTAR de árvores inclui realizar a PODA! Não cortar galhos é prejudicar a planta (e trazer riscos à sociedade). A poda regular ajuda na saúde da árvore e na segurança dos transeuntes. Vide esse fato acontecido comigo, na Avenida Europa (Bragança Paulista), em frente à papelaria de mesmo nome.

Cuidemos da natureza com responsabilidade!

– E o Pica-pau da espécie que inspirou Walter Lantz está realmente extinto?

Da Superinteressante:

O pica-pau-bico-de-marfim, que serviu de inspiração para o famoso pássaro dos desenhos de Walter Lantz, não é observado na natureza desde 1944.
O que o homem tem feito com seu pedacinho de terra dado pela Mãe-Natureza, não?
 
foto de um pica-pau pousado em um caule de árvore

– O óleo de palma é vilão?

Muito se fala de sustentabilidade. Mas veja que interessante: o óleo extraído da Palmeira, ecologicamente correto e um potencial insumo da natureza, tem sido defendido no Brasil; entretanto, tem sido condenado na Ásia.

Entenda a polêmica, extraída de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0977/sustentabilidade/oleo-palma-vilao-la-fora-mocinho-aqui-602555.html?page=2

ÓLEO DE PALMA: VILÃO LÁ FORA, MOCINHO AQUI?

Por Ana Luiza Herzog

A ONG ambientalista WWF afirma que ele é encontrado em metade de todos os produtos industrializados disponíveis em um supermercado. Creme de barbear, xampu, batom, chocolate, sorvete, macarrão instantâneo, repelente… É provável que todos eles tenham na fórmula o quase onipresente óleo de palma. E qual a explicação para essa popularidade? O óleo torna os sabonetes mais cremosos e os biscoitos mais crocantes. No caso de alimentos, oferece a vantagem de não possuir a famigerada gordura trans. Mas não é só por esses benefícios que ele é hoje o óleo vegetal mais consumido no mundo. A palmeira de dendê, que dá origem ao insumo, é produtiva como quase nenhuma outra. Um hectare produz, em média, 5 toneladas de óleo – no caso da soja, esse número é de meia tonelada. Isso explica por que o dendê tem sido também cada vez mais utilizado na produção de biodiesel. Mas todas essas qualidades são ofuscadas por um fato: a palmeira, que gosta de calor e umidade, é hoje uma das grandes vilãs do desmatamento das florestas tropicais da Indonésia e da Malásia, países asiáticos que hoje respondem por quase 90% da produção mundial de óleo de palma. O insumo barato e usado por várias indústrias é hoje também sinônimo de devastação, de ameaça de extinção de inúmeras espécies de animais e de toneladas e toneladas de emissões de gases causadores do efeito estufa.

O Brasil nunca foi um grande produtor de palma, embora a Região Norte, sobretudo o Pará, ofereça condições favoráveis ao plantio. Durante quase três décadas, apenas uma grande empresa, a Agropalma, que tem palmeirais no nordeste do Pará, se dedicou a plantar e a extrair o óleo. Com faturamento de 650 milhões de reais em 2009, a Agropalma respondeu por 70% da produção nacional, de 235 000 toneladas. Seduzidos pelos atributos do óleo, outras companhias, investidores e o próprio governo brasileiro estão se mexendo para mudar esse cenário. A Vale, associada a outra empresa brasileira, a Biopalma, investirá 500 milhões de dólares para participar desse mercado. A mineradora irá plantar 130 000 hectares de palmeiras no nordeste do Pará até 2014. Essa área, quase do tamanho da cidade do Rio de Janeiro, produzirá 160 000 toneladas de biodiesel – o suficiente para abastecer 200 locomotivas e outras máquinas que a Vale usa em sua operação na Região Norte. A Petrobras também começará a plantar palma no Pará em dezembro. O plano da estatal é ter na região 74 000 hectares. Em mais da metade dessa área, a Petrobras terá como sócia a empresa portuguesa de energia Galp, que pretende vender na Europa o diesel de fonte renovável produzido aqui. Grandes empresas do agronegócio têm planos semelhantes. “Investir em palma faz todo o sentido e estudamos essa possibilidade”, diz o presidente de uma das maiores multinacionais do agronegócio, que ainda não quer revelar o interesse da empresa no mercado.

Movimentos como esses começam a ser observados atentamente por ONGs ambientalistas, receosas de que a palma acarrete por aqui o estrago que fez na Ásia. “É importante definir as regras que vão nortear o crescimento desse mercado”, diz Marcello Brito, diretor da Agropalma e vice-presidente da Mesa Redonda do Óleo de Palma Sustentável, organização internacional criada para promover boas práticas no setor. Algumas das regras a que Brito se refere já foram definidas. Segundo o programa de produção sustentável da palma, lançado pelo governo em março, só poderão ser usadas para o plantio áreas desmatadas antes de 2007. Especialistas também acreditam que um projeto de lei que proíbe o corte de vegetação nativa para o plantio de dendê, já encaminhado à Câmara dos Deputados, seja aprovado em breve.

Além disso, há uma percepção de que as empresas que pretendem lucrar com a palma não vão querer atrair a atenção de ONGs como o Greenpeace. Uma das defensoras das florestas tropicais da Ásia, a entidade vem travando embates com empresas produtoras de óleo de palma na região. Uma delas, a Smart, da Indonésia – uma das maiores do mundo -, é talvez a mais odiada pelos ambientalistas. Nessa briga, não sobra apenas para quem comete o crime, mas para quem é conivente. Por isso, grandes consumidores de óleo de palma, como Unilever e Nestlé, já tiveram escritórios cercados por manifestantes da ONG fantasiados de macacos – uma alusão à ameaça de extinção que o fim das florestas representa para os orangotangos na Ásia. “Se for bem conduzida, a produção do óleo de palma poderá gerar benefícios econômicos e ambientais para a Amazônia”, diz Walmir Ortega, diretor da ONG Conservation International. “Algo que a atividade pecuária da região, com sua baixa produtividade, não é capaz de fazer.” A experiência da Agropalma mostra isso. As 186 famílias que plantam dendê para a empresa em lotes de 10 hectares ganharam, em média, 1 910 reais por mês em 2009. A empresa também mantém, com a ajuda de 40 fiscais, uma área de mata nativa maior que a destinada ao cultivo – são 62 000 hectares, ante 40 000 de palmeirais. Há, porém, um risco: o de que a expansão da palma empurre para a floresta atividades menos rentáveis, como a própria pecuária. “Mas vamos montar um time de profissionais para monitorar isso de perto”, diz. Certamente, não será o único.

Óleo de palma: é possível construir uma indústria ao mesmo tempo que se  preservam as florestas?

– Veja fotos de 15 animais que foram extintos nos últimos 250 anos

Em tempos de preocupação com o meio-ambiente, vale a pena ler essa matéria para maior conscientização: animais extintos nos últimos 250 anos!

Veja fotos de 15 animais que foram extintos nos últimos 250 anos

(Blog de: https://vivimetaliun.wordpress.com)

— Leitura obrigatória em: vivimetaliun.wordpress.com/2019/09/19/veja-fotos-de-15-animais-que-foram-extintos-nos-ultimos-250-anos/

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– Dia da Árvore foi esquecido?

Quando eu era um garotinho, dia 21 de setembro sempre era um dia importante: o Dia da Árvore!

No primário, em todos os anos tínhamos aulas especiais e plantávamos alguma mudinha de qualquer coisa que fosse. Mas hoje, confesso que não li nem ouvi ninguém falando nada ainda…

Está tudo virando concreto?

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– A Beleza dos Pés de Ipês.

Esse texto está rodando pela Web, e por eu ter ipês em minha casa e gostar demais da beleza de suas flores, compartilho sobre tais belas árvores. 

Eu prefiro amarelos e brancos. E você?

A HISTÓRIA DOS IPÊS. 

Como estamos contemplando a beleza dos Ipês lembrei das histórias contadas pelo pai de uma grande amiga,

Certa vez contou uma linda história sobre o ipê:

– Quando Deus estava preparando o mundo, se reuniu em uma tarde com todas as árvores. Ele pediu para que cada árvore escolhesse que época gostaria de florecer e embelezar a terra. 

Foi aquela alegria. 

Outono, verão, Primavera, diziam!!!

Porém Deus observou que nem uma escolhia a estação do inverno. 

Então Deus parou a reunião é perguntou: 

– Por que ninguém escolhe a época do inverno?!?

Cada um tinha sua razão. Muito seco! muito frio!..muita queimada! 

Então Deus pediu um favor. 

Eu preciso de pelo menos uma árvore, que embeleze o inverno, que seja corajosa, para enfrentar o frio, a seca e as queimadas e no frio embelezar o mundo….

Todos ficaram em silêncio. 

Foi então que uma árvore quietinha lá no fundo, balançou as folhas e disse: 

_ Eu vou!…

E Deus com um sorriso perguntou:

– Qual seu nome minha filha?!

Me chamo Ipê, senhor!

As outras árvores ficaram espantadas com a coragem do Ipê em querer florecer no inverno.

Então Deus respondeu:

– Por atender meu pedido farei com que você floreça no inverno não só com uma cor.

Para que também no inverno o mundo seja colorido.

Como agradecimento, terás diferentes cores e texturas, sua linhagem será enorme.

E assim Deus fez uma das mais lindas árvores que da cor ao inverno. E por isso temos os Ipês:

  • Branco
  • Amarelo
  • Amarelo do Brejo 
  • Amarelo da Casca Lisa
  • Amarelo do Cerrado
  • Rosa
  • Roxo
  • Roxo Bola
  • Roxo da Mata 
  • Púrpura. 

Que sejamos como os ipês, que saibamos florir nos invernos da vida!

De José Hermes Sandoval Braga por Carminha Braga.

– Cuidado com as queimadas.

Estando tão seco o solo, com a falta de chuvas e o clima propício a incêndios (acidentais ou não), todo o cuidado com a natureza ainda é pouco.

Por aqui, mais uma queimada… agora, em Jundiaí, na região do Colégio Agrícola. Assista o vídeo, que judiação:

https://platform.twitter.com/widgets.js

– Salvem as abelhas! Falando sobre a importância da Polinização.

Gosto muito de fotografia. E certo dia acertei em cheio neste clique da abelhinha que “cheirava” a roseira:

Apesar dos olhos assustadores e corpo peludo (além de suas picadas serem doidas), elas são “boazinhas“! Mais do que isso: NECESSÁRIAS.

Se sumirem do nosso dia-a-dia, como ficará a polinização?

Extraído de: https://www.semabelhasemalimento.com.br/home/polinizacao/

O QUE É POLINIZAÇÃO?

A polinização é o processo que garante a produção de frutos e sementes e a reprodução de diversas plantas, sendo um dos principais mecanismos de manutenção e promoção da biodiversidade na Terra. Para que ela ocorra, entram em ação os polinizadores, que são animais como abelhas, vespas, borboletas, pássaros, pequenos mamíferos e morcegos responsáveis pela transferência do pólen entre as flores masculinas e femininas. Em alguns casos, também o vento e a chuva cumprem este processo.

É certo, entretanto, que são as abelhas os agentes mais adaptados, mais eficientes e, portanto, os mais importantes no processo de polinização, havendo grande interdependência entre espécies de plantas e seus respectivos polinizadores, que podem ser únicos.

Um exemplo são as mamangabas e o maracujá. Esta abelha tem características que a fazem única no processo de polinização da flor do maracujá: seu tamanho acentuado e o movimento de vibração que só ela produz, faz com que o pólen seja derrubado, podendo ser transportado até a parte feminina da flor, fecundando-a. Sem a mamangaba, portanto, a reprodução do maracujá ficaria seriamente comprometida.

Desta íntima relação compreende-se a necessidade de proteção a todos os diversos tipos de polinizadores existentes na natureza.

AS ABELHAS E A POLINIZAÇÃO

As abelhas formam um grupo diverso e numeroso, compreendendo mais de 20 mil espécies no mundo. No Brasil, estima-se a existência de mais de 3.000 espécies diferentes de abelhas, mas apenas pouco mais de 400 estão catalogadas. As espécies nativas são os meliponíneos, ou abelhas nativas sem ferrão, que compõem a grande maioria das espécies de abelhas de nosso país.

Mas também existem as Apis Mellifera, conhecidas como as abelhas do mel ou africanizadas. Estas são abelhas exóticas, híbridos do cruzamento de abelhas trazidas da Europa e da África, e as mais utilizadas na apicultura: são abelhas com ferrão.

Existem também o grupo das abelhas solitárias e ainda as abelhas do gênero Bombus, popularmente conhecidas como mamangabas.

Ao contrário de outros grupos de insetos, tanto as abelhas adultas, quanto suas larvas e pupas, alimentam-se exclusivamente de recursos florais. Por isso, para suprir sua necessidade alimentar, as abelhas visitam uma grande variedade de flores, colhendo o pólen (fonte de proteína) e o néctar (para a produção do mel). A atividade de polinização é, portanto, uma ação involuntária dos polinizadores, mas essencial à vida das plantas, que se utilizam de cheiros, cores e sabores para atraí-los.

A IMPORTÂNCIA DA POLINIZAÇÃO

Das espécies conhecidas de plantas com flores, cerca de 88% dependem, em algum momento, de animais polinizadores. Mais de 3/4 das espécies utilizadas pelo homem na produção de alimentos dependem da polinização para uma produção de qualidade e quantidade.

Ops: o clique original da foto acima, cuja abelha está em destaque, é essa abaixo:

– Educação Ambiental.

Muito boa a iniciativa de algumas escolas em implantarem a disciplina “Gestão Ambiental” em suas grades. Melhor: colocar as teorias na prática!

Compartilho ótimo exemplo publicado nesta semana.

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2070/geracao-sustentavel-educacao-ambiental-vai-alem-da-sala-de-aula-14371-1.htm

GERAÇÃO SUSTENTÁVEL

Educação ambiental vai além da sala de aula para formar adultos do futuro mais conscientes,

POR Verônica Mambrini

Eles reciclam lixo e transformam restos orgânicos em adubo. Tomam refrigerante de garrafas retornáveis e rejeitam produtos que vêm com muitas embalagens. Plantam árvores desde pequenos e pesquisam na internet o impacto ambiental de suas ações. Ficam escandalizados quando alguém joga lixo no chão ou desperdiça água num banho longo. Se possível, pedalam ou combinam caronas para chegar ao seu destino. Não, não são ativistas ecochatos. Essa é a nova geração que está se formando nas escolas hoje, dos pequenos em idade pré-escolar aos adolescentes questionadores.

A preocupação com ecologia não é propriamente uma novidade, pois há cerca de 20 anos vários colégios já abordavam questões ambientais. Mas o posicionamento hoje é diferente: o aluno se tornou protagonista e não espectador dos problemas que discute em sala de aula. E espera-se que o estudante leve para a vida o que aprendeu. Eduardo Rios Lohmann, 10 anos, do Colégio Pentágono, está envolvido em várias atividades de educação ambiental na escola. Sobra “lição de casa” até para os pais. “Reclamei com minha mãe até ela parar de escovar os dentes com a torneira aberta”, orgulha-se. A mãe, a pedagoga Glória Lohmann, se diverte com a fiscalização. “É uma coisa dele, mas a escola e os programas de tevê aos quais ele assiste reforçam a noção de consciência ambiental”, afirma.

No Pentágono, o professor de ciências Rogério Tadeu Sant’Anna usou uma oficina de reciclagem de lixo eletrônico para conscientizar os alunos. Eles trazem de casa eletrodomésticos que seriam descartados, desmontam as peças e as encaminham para reciclagem. “Eles passam a reconhecer os materiais, o que é reciclável e o que não é, e aproveitamos para discutir o consumismo”, afirma Sant’Anna. Já foram desmontadas mais de três toneladas de aparelhos quebrados e sem possibilidade de conserto.

No interior de São Paulo, em Sorocaba, a palavra de ordem do Colégio Véritas é pedalar para reduzir emissões de carbono, exercer a cidadania e ocupar o espaço público. “O uso da bicicleta é fundamental para o meio ambiente e para a saúde”, afirma Bárbara Figueroa Muñoz, diretora do colégio. A cada pedalada, os alunos calculam quanto de carbono deixaram de emitir. Outra ação é a Recicleta: com peças doadas, eles montam bikes e as entregam para comunidades carentes. O aluno Eduardo de Lima Helaehil, 13 anos, participa do projeto. “É muito divertido e sei que estou ajudando alguém”, diz. Bárbara afirma que, pelo uso diário, a bicicleta promove um aprendizado constante. “A educação tem de gerar transformação.”

Transformar a sociedade mantendo o respeito ao meio ambiente está dentro de toda a grade curricular da Escola Stance Dual, em São Paulo. A questão é tão importante para a escola que a instituição é adepta da Agenda 21, compromissos resultantes da Rio 92 (conferência ambiental mundial que ocorreu no Rio de Janeiro em 1992), e tem coordenadoria própria. “É encarado como um projeto transversal. Está em todas as aulas que comportam os conteúdos socioambientais no currículo”, diz Débora Moreira, coordenadora da Agenda 21 da escola. “A partir do momento em que o aluno é protagonista, estamos formando cidadãos com conhecimento, que entendem as razões e a necessidade de agir.” A Recicloteca da escola, por exemplo, incentiva a transformação de embalagens em brinquedos que serão doados à comunidade.

A aluna Caroline Vecci, 9 anos, participa das campanhas de racionalização do uso da água. Além de mudar sua forma de consumo, ela atua na conscientização de outras pessoas. “Fazemos cartazes e folhetos, ensinando como economizar água. Outra ação importante foi a entrega de marca-páginas e adesivos na rua”, diz a estudante.

Outro recurso com bastante relevância na formação dos adultos de amanhã são as excursões in loco. Morador de Cuiabá, João Vitor de Ceni Diogo, 12 anos, tomou consciência dos impactos do turismo em uma viagem ao Pantanal. “Vale a pena investir em turismo sustentável para que as próximas gerações possam ver o Pantanal como a gente vê hoje”, diz o menino. A vivência direta da realidade é fundamental para tocar os alunos, acredita a professora de João Vitor e responsável pelo projeto, Aparecida de Fátima Trandini, do Colégio Salesiano São Gonçalo. “Damos ferramentas para que eles mantenham viva a riqueza natural”, diz Aparecida. O importante é fazer a educação ambiental ultrapassar os muros da escola.

 

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– A biodiversidade da Amazônia: conheça o “Sapo Zumbi”

Quantos animais não conhecemos ainda, não?

O homem, com toda a sua inteligência, ainda não deve ter descoberto inúmeras espécies – especialmente de pequeno porte.

Eis que leio sobre a descoberta de um novo sapo amazônico, um simples exemplo da grande riqueza da nossa diversidade.

Extraído de: https://jovempan.com.br/noticias/mundo/sapo-zumbi-nova-especie-de-anfibio-e-encontrada-na-amazonia-veja-fotos.html

SAPO ZUMBI: NOVA ESPÉCIE DE ANFÍBIO É DESCOBERTA NA AMAZÔNIA

Animal com cerca de quatro centímetros foi achado por pesquisadores na Guiana e no Brasil; barulho emitido por ele chamou atenção dos herpetólogos

Um pesquisador alemão que passou mais de dois anos estudando a vida de anfíbios na região amazônica pertencente à Guiana, Guiana Francesa e Brasil descobriu a existência de um novo gênero de “sapos zumbis”, animais que vivem em áreas remotas, têm cerca de quatro centímetros e hábitos noturnos. Os animais fazem barulhos específicos que chamaram a atenção do especialista. A princípio, Raffael Ernst tinha viajado à região para pesquisar como a falta de biodiversidade causada pelos humanos impactava os anfíbios da Amazônia, mas se deparou com a nova espécie e chamou reforços, se juntando a um grupo internacional de cientistas que fizeram por meses trabalho de campo na floresta. As condições de busca pelo animal inspiraram o alemão na hora do batismo da nova espécie de “sapo alaranjado”, encontrado na lama e com maior atividade em períodos de chuva.

“Escolhemos este nome porque os pesquisadores pareciam verdadeiros zumbis enquanto cavavam o chão procurando pelos sapos”, afirmou em entrevista ao jornal alemão Deutsche Welle. Nas pesquisas de campo, o herpetólogo encontrou três espécies diferentes do mesmo gênero de sapo, classificado como Synapturanus. Ele estima, porém, que a região amazônica tenha até seis vezes mais espécies do gênero do que as encontradas. O animal não apresenta qualquer risco ao ser humano, mas se esconde com facilidade e passa pouco tempo exposto, fazendo a maior parte das suas atividades na lama. Entre as diferenças da espécie em relação a outras estão olhos menores, falanges com tamanho reduzido e um ‘corpo mais largo’”.

O encontro do pesquisador com uma nova espécie enquanto pesquisava o risco sofrido pelos anfíbios não quer dizer que os “sapos zumbis” não estejam ameaçados de extinção. Ernst explicou que a Amazônia tem a maior biodiversidade de anfíbios do mundo e que animais como sapos dependem diretamente da qualidade da água e da preservação do ambiente para fazer o processo de respiração pela pele. Segundo ele, atividades ilegais de mineração e desmatamento realizadas na região Norte do Brasil são algumas das principais ameaças para a vida dos bichos. “As ameaças são muitas e, além disso, nós também temos problemas com mudanças climáticas”, disse ao jornal alemão. As fotos do sapo zumbi foram anexadas ao estudo assinado por Ernst e outros 11 pesquisadores na revista científica Science Direct.

– Não desperdicemos água!

Estamos na Semana da Água (ontem celebramos o Dia Internacional da Água, vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-tEy). Para as crianças, as atividades escolares são voltadas à esse cuidado com tal bem natural.

Abaixo, um vídeo da Turma da Mônica explicando porque não podemos desperdiçar água.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=SlfpR8IgQeY

Com base nessa animação, fizemos nossa parte e gravamos o dever para a professora!

Em: https://youtu.be/ZOy9-_pjSfA

Não desperdice água!

– Os Direitos da Água em seu Dia Mundial!

Sabia que durante a Eco-92 (eu me recordo de todo o esforço em realizar esse evento de discussão global do Meio Ambiente, no Rio de Janeiro, em meio a onda de violência e sequestros que acontecia na época), criou-se o “Dia Mundial da Água” (em 22/03) e a carta com seus direitos?

Abaixo, extraído de: https://www.todamateria.com.br/dia-mundial-da-agua/

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA

No dia 22 de março de 1992, na cidade do Rio de Janeiro, onde decorria uma Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Ambiente, a ONU divulgou um importante documento que destaca a importância da conservação da água.

A consciência ambiental é um dos temas relevantes apresentados na declaração. Além disso, ela aborda sobre a preservação e proteção dos recursos hídricos do planeta.

O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.” (Artigo 4 da “Declaração Universal dos Direitos da Água”)

A Declaração Universal dos Direitos da Água é dividida em dez artigos, os quais destacam:

  • Art. 1º: A água faz parte do patrimônio do planeta.
  • Art. 2º: A água é a seiva do nosso planeta, ou seja, é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano.
  • Art. 3º: Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados.
  • Art. 4º: O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos.
  • Art. 5º: A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores.
  • Art. 6º: A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
  • Art. 7º: A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada.
  • Art. 8º: A utilização da água implica no respeito à lei.
  • Art. 9º: A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
  • Art. 10º: O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

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– A indústria da reciclagem e os informais.

Coisas que surgem pelo subemprego: aqui na minha rua, a coleta seletiva de reciclados passa às 3as feiras bem cedinho. Porém…

Desde a madrugada, há a concorrência de coletores particulares: um senhor com uma kombi velha, um casal com uma PickUp Fiat bem antiga e um terceiro, com uma GM Montana nova, bem adaptada para esse serviço. No dia anterior, já percebi também, há carroceiros que buscam “oportunidades” de quem já se adianta e coloca antecipadamente.

Lógico, tudo isso ocorre pois existem necessitados (se bem que existe o “citado da Montana nova”, que se apropria a custo zero e aparenta ter rendimentos bons – avaliando-se pelo carro). O irônico passa a ser: o serviço público municipal, oficial, passa vazio com quase nada a coletar.

Isso é Brasil.

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– A Poluição das Praias não tem fim: até… Pop Cola?

Lembram da “Coca-Cola” da Antártica, o refrigerante de caramelo da linha Pop (Pop Cola e Pop Laranja)?

Pois é. Muita gente não era nem nascida, mas o refrigerante nasceu, morreu e pessoas mal educadas que o tomaram emporcalharam as praias. Veja que absurdo abaixo, 

Extraído de: https://vivimetaliun.wordpress.com/2019/12/27/mais-de-20-anos-apos-fabricacao-lata-de-refrigerante-e-achada-em-ilha-no-guaruja/

MAIS DE 20 ANOS APÓS FABRICAÇÃO, LATA DE REFRIGERANTE É ACHADA EM ILHA DO GUARUJÁ

O impacto da ação humana, da poluição e do despejo irregular de lixo pode ser medido na prática, com o passar do tempo – e a triste comprovação efetiva da permanência do lixo na natureza. Foi o que aconteceu com Renato Lemos Miranda em uma simples caminhada, relatada em um post no facebook. Renato percebeu uma latinha de alumínio no entorno da Ilhas das Palmas, no Guarujá: quando olhou a data de validade, descobriu com espanto: novembro de 1998.

A latinha já tinha 21 anos desde o vencimento, e além de manter as cores e a própria impressão da data de validade, a própria lata estava somente enferrujada, mas mantinha-se sólida e intacta – esperando pelos mais de 100 anos que o alumínio leva para se dissolver na natureza. “Vamos refletir nossos impactos”, diz Renato em seu post, no qual relata sua triste descoberta nas areias da praia. “Quanto tempo levaria para esta lata se desintegrar na natureza?”

“Quando peguei a lata na mão não consegui ver a data porque o fundo da lata estava muito sujo. Lavei e esfreguei com as pontas dos dedos, tomando cuidado para não arranhar, e assim pude ver a data de validade: Novembro de 1998”, conta Renato. A latinha é da marca Pop Cola, lançada pela Antarctica em 1995 – que deixou de ser fabricada em 2000. Essa não é a primeira vez que o próprio Renato encontra esse terrível símbolo da ação humana: em 2015 ele encontrou na praia de Sangava, na mesma região, uma latinha de Heineken de 1995.

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– Baleias e Resíduos no Mar: não dá certo…

A poluição dos mares é um problema muito sério, talvez não tratado como deveria.

Digo isso pela matéria abaixo (é do ano passado, mas a situação é recorrente). Mais claro o exemplo, impossível!

Extraído de: https://vivimetaliun.wordpress.com/2019/10/31/baleia-e-encontrada-com-40-quilos-de-plastico-no-estomago-nas-filipinas/

BALEIA É ENCONTRADA COM 40 QUILOS DE PLÁSTICO NO ESTÔMAGO

Não é a primeira, mas podemos lutar para que seja a última vez que uma baleia é encontrada morta devido à ingestão de plástico. Em abril do ano passado, uma cachalote faleceu na Espanha após comer 29 kg do material. Mesmo antes disso, um vídeo emocionante divulgado pela BBC já mostrava uma mãe-baleia carregando seu filhote morto depois de ingerir plástico. Agora, um animal da espécie foi encontrado nas Filipinas com 40 kg de resíduos no estômago.

Encontrada no último sábado, 16 de março, a baleia estava na costa da cidade de Davau, na ilha filipina de Mindanao. O corpo do animal foi resgatado pelos biólogos e voluntários do D’ Bone Collector Museum, um museu aberto em 2012 com o objetivo de educar as pessoas a cuidar do meio ambiente.

“A causa final da morte desta jovem baleia-bicuda-de-cuvier que resgatamos no dia 16 de março de 2019 são 40 quilos de sacos plásticos, incluindo 16 sacos de arroz, quatro sacos utilizados na plantação de banana e várias sacolas de compras”, diz uma publicação na página do Facebook do museu. A organização informa ainda que uma lista completa dos resíduos encontrados no corpo do animal será divulgada nos próximos dias.

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D’ Bone Collector Museum Inc.

– #tbt 2: O salvamento da tartaruga fujona!

Repost de 1 ano:

Uma história legal para as crianças: encontramos, hoje, uma tartaruga que fugiu do lago do Parque Botânico Eloy Chaves. Ela tentou ir para a rua, mas nós a direcionamos para o seu cercadinho. Só que aí ela não conseguia entrar pelo mesmo buraco onde escapou.

Como eu estava com a minha filha Estela no colo, o jeito foi “orientar” a tartaruga! Kk Hilário, mas ajudamos o pobre bicho.

Ensinar as crianças desde cedo a respeitar a natureza, cuidando da fauna e da flora, é importantíssimo! Minha filhotinha passou o dia inteiro contando o feito de “salvar a tartaruga bebê”.

Aqui o vídeo (o finalzinho é “heroico”): https://youtu.be/GXtWmCSzyFs

– Enquanto se discute sem razão, ninguém resolve o problema das queimadas.

Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro discursou na ONU e falou sobre as queimadas, dando aos ouvintes a justificativa de que índios e caboclos queimam seus territórios por questões culturais.

Obviamente, chuvas, que não eram de água, mas de críticas, aconteceram. E os latifundiários? E os pecuaristas? E os grileiros?

Sabe qual o maior problema de tudo isso? Os dois lados (opositores e situacionistas) não deram uma só sugestão de como elaborar um plano de redução / fim das queimadas! As reclamações de ambos aconteceram, mas as soluções, de ninguém.

Dizer simploriamente que precisa aumentar a fiscalização, aí é bobagem… a questão é muito mais ampla.

Queimadas no Pantanal são as maiores da história | CNN Brasil

– Dia da Árvore foi esquecido?

Quando eu era um garotinho, dia 21 de setembro sempre era um dia importante: o Dia da Árvore!

No primário, em todos os anos tínhamos aulas especiais e plantávamos alguma mudinha de qualquer coisa que fosse. Mas hoje, confesso que não li nem ouvi ninguém falando nada ainda…

Está tudo virando concreto?

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– A Nova Obsessão Verde

Compartilho com os amigos um interessante artigo da Revista Exame, onde se discute a preocupação das empresas em serem ecologicamente corretas, reduzindo os custos ambientais e as emissões de carbono, além do USO DE ÁGUA.

Nele, se faz um estudo da quantidade de água utilizada entre a produção e o consumidor final. Um exemplo: para uma lata de Coca-Cola de 300 ml, utiliza-se até 60 litros de água (o cálculo considera desde a produção agrícola do adoçante usado na bebida – cana ou beterraba – até o consumo direto da fábrica).

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0947/gestao/nova-obsessao-verde-482549.html

A NOVA OBSESSÃO VERDE

Depois de calcular as emissões de carbono, agora as empresas correm para rastrear o uso de água em seus produtos desde a matéria-prima até o consumidor final

POR SERENA CALEJON

Nos últimos anos, a onda verde transformou uma expressão quase incompreensível em algo corriqueiro dentro de muitas empresas – a contagem de emissões de carbono. É comum hoje encontrar exemplos de cálculos meticulosos de gases de efeito estufa jogados na atmosfera até mesmo em atividades cotidianas, como viagens aéreas de executivos. Na busca para reduzir o próprio impacto ambiental, porém, já não basta diminuir (ou mesmo neutralizar) essas emissões. A nova obsessão das empresas é rastrear o consumo de água envolvido na produção de um bem. Como era de esperar em se tratando desse mercado, a tendência vem acompanhada de um conceito um tanto obscuro: água virtual. A nova bandeira dessa corrida sustentável foi levantada para valer em abril pela Raisio, fabricante de cereais finlandesa, com faturamento de 500 milhões de euros em 2008. A Raisio não apenas mediu o uso de água para a produção da linha Elovena – dos campos de aveia ao supermercado – como também se tornou a primeira companhia no mundo a estampar em sua embalagem o número de sua “pegada” (jargão que no mundinho verde significa o impacto ambiental de uma empresa). Segundo a Raisio, para fabricar 100 gramas de aveia em flocos são consumidos, ao longo de toda a cadeia de produção, 101 litros de água. “Boa parte dos consumidores ainda não entende o conceito”, disse a EXAME Pasi Lähdetie, vice-presidente de comércio de grãos da Raisio. “No futuro, porém, será algo tão compreendido como o carbono.”

O movimento feito pela Raisio começa a ser trilhado também por outras grandes companhias em todo o mundo. A americana Levi Strauss calculou que a fabricação de cada jeans do tradicional modelo 501 consome quase 2 000 litros de água. A Coca-Cola estimou que a fabricação de uma lata de 300 mililitros do refrigerante exija até 60 litros de água (quase 200 vezes o volume de uma latinha). A rede de cafeterias Starbucks anunciou que concluirá neste ano o primeiro rastreamento de consumo de água por toda a empresa – das lojas e escritórios até seus fornecedores de café. Todas seguem o conceito criado em 2002 pelo holandês Arjen Hoekstra, professor de gerenciamento de água da Universidade de Twente, na Holanda. Do ponto de vista ambiental, trata-se de um tema tão premente quanto o aquecimento global – tanto para empresas quanto para governos. Segundo o mais recente relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep, na sigla em inglês), em pouco mais de 15 anos dois terços da população mundial deverão enfrentar escassez de água. “Não estamos usando esse recurso de maneira sustentável”, afirma Hoekstra. “E rastrear a cadeia é o primeiro passo para tornar esse consumo mais racional.”

A primeira dificuldade da empreitada é que, ao contrário das emissões de carbono, não há modelos prontos disponíveis para ser seguidos. Em dezembro, uma rede mundial de ONGs, cientistas e cerca de dez empresas criou a Water Footprint Network para discutir pela primeira vez uma metodologia única para a avaliação da água virtual. As companhias que já começaram a estimar a quantidade do recurso utilizado nas cadeias de produção, portanto, criaram os próprios métodos dentro de casa a partir do ponto zero. No caso da Raisio, o processo levou cerca de três meses e exigiu uma equipe de seis funcionários de áreas distintas (entre fábrica e relacionamento com fornecedores), além de um consultor externo, que já havia ajudado a empresa na determinação da pegada de carbono. Trata-se de uma tarefa complexa, sobretudo porque o levantamento considera informações que estão fora da empresa. Parte do trabalho incluiu visitas a produtores atrás de informações, como o tipo de fertilizante usado na preparação do solo. Por enquanto, a única medida prática tomada pela companhia finlandesa foi colocar a informação na embalagem dos produtos. “O próximo passo é reduzir nosso consumo”, afirma Lähdetie.

Eis aí uma etapa tão ou mais complexa que o cálculo do rastro ambiental. Os estudos da Levi Strauss, por exemplo, mostraram que apenas 6% do consumo de água estava associado aos processos industriais da empresa. A maior parte do recurso é consumida pela agricultura do algodão (49%) e pelo pós-consumo (45%) nas lavagens das roupas. “Percebemos que, para levar adiante o compromisso com a sustentabilidade, era preciso agir no ponto extremo da cadeia, sobretudo com agricultores, e não apenas no processo industrial, onde estávamos focados até então”, afirma Colleen Kohlsaat, gerente de sustentabilidade da Levi Strauss. “O desafio é que temos uma capacidade menor de influenciar esses extremos do que temos de agir em nossas próprias operações.” Na prática, a constatação levou a empresa a investir em parcerias com ONGs como a Better Cotton Initiative, que atua na educação de agricultores do setor algodoeiro, para adotar técnicas com menos impacto ambiental. A Coca-Cola tomou a mesma decisão ao incentivar métodos literalmente mais enxutos de produção de beterraba e cana-de-açúcar, usados como matéria-prima na composição dos refrigerantes.

Diferentemente do que ocorre com as emissões de carbono, que podem ser compensadas com a compra e a venda de créditos, num mercado já estruturado, o sistema de compensação da pegada de água ainda é nebuloso. Por isso, muitas empresas estão criando as próprias regras. Uma delas é a Pepsico. A companhia iniciou um projeto em lavouras de arroz da Índia, no qual substitui a tradicional irrigação por alagamento por uma técnica capaz de reduzir 30% do uso de água (o arroz é usado na fabricação de alguns salgadinhos). Segundo a empresa, se estendesse a área dedicada ao novo sistema de plantio dos atuais 400 hectares para 2 000 hectares, a economia gerada seria capaz de compensar toda a água usada pelas três fábricas da Pepsico na Índia. “Uma mudança pequena pode ter um impacto enorme”, diz Dan Bena, diretor de desenvolvimento sustentável da Pepsico. Os especialistas, no entanto, são mais céticos. “No caso da água, não há como compensar os danos”, afirma o professor Hoekstra. “A não ser que você reponha água na mesma qualidade, quantidade e exatamente no mesmo local, não existe como neutralizar seu impacto.”

Em alguns pontos do planeta, a falta de água já é um problema concreto para muitas empresas. Há dois anos, a fabricante de cerveja sul-africana SABMiller identificou que 30 de suas fábricas estavam em regiões que corriam risco iminente de falta de água. Uma das operações mais arriscadas era a da Tanzânia, onde o uso excessivo das reservas subterrâneas por indústrias locais estava reduzindo a quantidade e piorando a qualidade das fontes de água potável. A saída foi iniciar um programa de reutilização do recurso na unidade. Em novembro, a cervejaria anunciou a meta de cortar 25% de seu consumo de água em todas as suas 139 fábricas até 2015. A medida representará uma economia de 20 bilhões de litros de água por ano – e pode determinar a própria perpetuação de seu negócio.

Torneira De Torneira De Ecologia Com água | Ecologia, Vetores ...

– Amazônia, a insônia do mundo, como outrora cantou o Rei Roberto Carlos (versão Pantanal).

Há 1 ano, falávamos sobre as queimadas da Amazônia. E hoje, este texto serve perfeitamente para um mesmo problema em outra região: o PANTANAL! A ideia é idêntica, troque apenas a localização… Abaixo:

Que coisa a “queima da Amazônia”, não?

Sobre ela, me assusta a quantidade de Fake News tanto de apoiadores quanto de opositores do Governo, e a desunião em solucionar logo o problema das queimadas.

Cá entre nós: enquanto a Floresta tem inúmeros focos de incêndio, as pessoas brigam pelas redes socais e meios de comunicação diversas querendo culpar um ou outro. E a resolução do problema demora mais!

Sejamos honestos:

  • Sempre há nesse período histórico de queimadas; neste ano, por diversos motivos, é maior.
  • Os últimos Governos fizeram as mesmas coisas que o atual. Nenhuma novidade.
  • A Comunidade Internacional não sabe o que acontece em nosso país e a má comunicação daqui traz distorções. Acham que o país inteiro está sob fumaça.
  • Ao invés de pedir ajudar, as autoridades negam o auxílio alegando que é “condicionado”, podendo ferir a soberania.
  • Políticos nacionais e internacionais querem pegar carona com a questão: Macron, que é contestado lá na França, vestiu a camisa de eco-dirigente e quer ganhar os louros da causa.
  • E, por fim: a VAIDADE. Já não era hora de juntar forças para minimizar a questão? Toda ajuda deve ser bem recebida e aceita! Ou esperaremos o fogo aumentar?

Tem muita floresta. Isso é bom, porquê a natureza nos foi generosa. Mas, ao mesmo, é ruim, pois proporcionalmente há mais para se queimar.

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– Gestão Ambiental, na Prática!

Muito boa a iniciativa de algumas escolas em implantarem a disciplina “Gestão Ambiental” em suas grades. Melhor: colocar as teorias na prática!

Compartilho ótimo exemplo publicado nesta semana.

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2070/geracao-sustentavel-educacao-ambiental-vai-alem-da-sala-de-aula-14371-1.htm

GERAÇÃO SUSTENTÁVEL

Educação ambiental vai além da sala de aula para formar adultos do futuro mais conscientes,

POR Verônica Mambrini

Eles reciclam lixo e transformam restos orgânicos em adubo. Tomam refrigerante de garrafas retornáveis e rejeitam produtos que vêm com muitas embalagens. Plantam árvores desde pequenos e pesquisam na internet o impacto ambiental de suas ações. Ficam escandalizados quando alguém joga lixo no chão ou desperdiça água num banho longo. Se possível, pedalam ou combinam caronas para chegar ao seu destino. Não, não são ativistas ecochatos. Essa é a nova geração que está se formando nas escolas hoje, dos pequenos em idade pré-escolar aos adolescentes questionadores.

A preocupação com ecologia não é propriamente uma novidade, pois há cerca de 20 anos vários colégios já abordavam questões ambientais. Mas o posicionamento hoje é diferente: o aluno se tornou protagonista e não espectador dos problemas que discute em sala de aula. E espera-se que o estudante leve para a vida o que aprendeu. Eduardo Rios Lohmann, 10 anos, do Colégio Pentágono, está envolvido em várias atividades de educação ambiental na escola. Sobra “lição de casa” até para os pais. “Reclamei com minha mãe até ela parar de escovar os dentes com a torneira aberta”, orgulha-se. A mãe, a pedagoga Glória Lohmann, se diverte com a fiscalização. “É uma coisa dele, mas a escola e os programas de tevê aos quais ele assiste reforçam a noção de consciência ambiental”, afirma.

No Pentágono, o professor de ciências Rogério Tadeu Sant’Anna usou uma oficina de reciclagem de lixo eletrônico para conscientizar os alunos. Eles trazem de casa eletrodomésticos que seriam descartados, desmontam as peças e as encaminham para reciclagem. “Eles passam a reconhecer os materiais, o que é reciclável e o que não é, e aproveitamos para discutir o consumismo”, afirma Sant’Anna. Já foram desmontadas mais de três toneladas de aparelhos quebrados e sem possibilidade de conserto.

No interior de São Paulo, em Sorocaba, a palavra de ordem do Colégio Véritas é pedalar para reduzir emissões de carbono, exercer a cidadania e ocupar o espaço público. “O uso da bicicleta é fundamental para o meio ambiente e para a saúde”, afirma Bárbara Figueroa Muñoz, diretora do colégio. A cada pedalada, os alunos calculam quanto de carbono deixaram de emitir. Outra ação é a Recicleta: com peças doadas, eles montam bikes e as entregam para comunidades carentes. O aluno Eduardo de Lima Helaehil, 13 anos, participa do projeto. “É muito divertido e sei que estou ajudando alguém”, diz. Bárbara afirma que, pelo uso diário, a bicicleta promove um aprendizado constante. “A educação tem de gerar transformação.”

Transformar a sociedade mantendo o respeito ao meio ambiente está dentro de toda a grade curricular da Escola Stance Dual, em São Paulo. A questão é tão importante para a escola que a instituição é adepta da Agenda 21, compromissos resultantes da Rio 92 (conferência ambiental mundial que ocorreu no Rio de Janeiro em 1992), e tem coordenadoria própria. “É encarado como um projeto transversal. Está em todas as aulas que comportam os conteúdos socioambientais no currículo”, diz Débora Moreira, coordenadora da Agenda 21 da escola. “A partir do momento em que o aluno é protagonista, estamos formando cidadãos com conhecimento, que entendem as razões e a necessidade de agir.” A Recicloteca da escola, por exemplo, incentiva a transformação de embalagens em brinquedos que serão doados à comunidade.

A aluna Caroline Vecci, 9 anos, participa das campanhas de racionalização do uso da água. Além de mudar sua forma de consumo, ela atua na conscientização de outras pessoas. “Fazemos cartazes e folhetos, ensinando como economizar água. Outra ação importante foi a entrega de marca-páginas e adesivos na rua”, diz a estudante.

Outro recurso com bastante relevância na formação dos adultos de amanhã são as excursões in loco. Morador de Cuiabá, João Vitor de Ceni Diogo, 12 anos, tomou consciência dos impactos do turismo em uma viagem ao Pantanal. “Vale a pena investir em turismo sustentável para que as próximas gerações possam ver o Pantanal como a gente vê hoje”, diz o menino. A vivência direta da realidade é fundamental para tocar os alunos, acredita a professora de João Vitor e responsável pelo projeto, Aparecida de Fátima Trandini, do Colégio Salesiano São Gonçalo. “Damos ferramentas para que eles mantenham viva a riqueza natural”, diz Aparecida. O importante é fazer a educação ambiental ultrapassar os muros da escola.

 

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– A Europa ou o Brasil está correto na causa verde?

Os europeus ameaçam boicotar produtos brasileiros, devido ao desmatamento da Amazônia. Os brasileiros negam essa violência à natureza.

Sobre esse duelo de narrativas, abaixo, um ótimo texto:

(Extraído de: https://renatonalini.wordpress.com/2020/07/03/quem-esta-coma-a-razao/)

QUEM ESTÁ COM A RAZÃO?

O mundo está louco ou só os cientistas perderam a razão?

Isso porque a ciência indica um colapso ambiental, se não houver sérias restrições à emissão dos gases venenosos causadores do efeito estufa. Uma população crescente, cada vez mais acostumada com os bens da vida inexistentes há alguns séculos, faz com que o planeta se transforme num ambiente hostil para qualquer espécie de vida.

Reúnem-se os representantes das Nações, acordam tomar providências e nada, na realidade, providenciam. Continuam a vivenciar estilo insustentável, assistindo inertes à poluição que contamina todos os espaços. Atmosfera, solo, água, tudo comprometido com a insânia do bicho-homem.

O Brasil já foi promissora esperança na tutela ecológica. Enquanto o tema engatinhava no Primeiro Mundo, o notável Paulo Nogueira Neto já mostrava qual devia ser a atitude da espécie em relação ao seu habitat. Foi ele quem contribuiu para a elaboração do conceito de sustentabilidade. Além de assumir a responsabilidade de responder por um setor até então inexistente no governo: a Secretaria Especial, o futuro Ministério do Meio Ambiente.

Tivemos também o mais significativo preceito constitucional relativo ao meio ambiente: o artigo 225 da Constituição Cidadã. Ele converteu o nascituro em sujeito de direitos, um deles muito singular: o direito a um ambiente saudável.

Audaciosos, chegamos a ter uma grife verde no Ministério, a ex-seringueira Marina da Silva, alguém que vivia do extrativismo e que bem conhecia a necessidade da preservação.

A Eco-92 foi recebida, no mundo inteiro, como ocasião ímpar: o acordo entre todos os governantes de uma efetiva tutela ambiental.

Depois disso, o que ocorreu? Retrocesso acelerado. Rasgue-se o princípio constitucional da vedação do retrocesso. O atraso venceu. Com a revogação do Código Florestal, a flexibilização do licenciamento, o desmantelamento das estruturas de fiscalização, a autorização para centenas de herbicidas proibidos no mundo civilizado, mas aqui liberados.

Não se acreditava pudéssemos chegar a incêndios programados, à recusa de auxílios internacionais, à acusação de ONGs como inimigas do ambiente, assim como alusões grosseiras a chefes de Estado, primeiras damas, a covardia de atacar uma garota de dezesseis anos que tem coragem de falar a verdade e de pedir juízo aos insensatos.

Quem é que está com a razão? Os cientistas, que alertam quanto à inevitabilidade da tragédia ou aqueles que pregam a destruição da mata, sob os mais pífios e ridículos argumentos: a soberania brasileira, o excesso de reservas, parques nacionais e terras indígenas, a necessidade de produzir mais carne e mais grãos, o catastrofismo que é mania de quem não tem nada o que fazer. E por aí vai, no desfile de tolices e imbecilidades propagadas por todos os instrumentos de difusão das notícias.

O fato é que o Velho Continente já constatou a dimensão do drama. E ameaça o Brasil de não aceitar mais produtos cuja rastreabilidade aponte algum elo rompido na política planetária de preservação do ambiente.

O tiro pode sair pela culatra. O “celeiro do mundo” encontrará portas fechadas à sua produção crescente, se não prestar atenção àquilo que a ciência, os fatos, as evidências estão a mostrar como verdades inconfundíveis e inevitáveis.

Será que aí concluirão quem é que estava com a razão?

_ José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE, Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2019-2020.    

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