– 6 anos de uma “garfada” na Libertadores da América (Corinthians 1×1 Boca Júniors)

Detesto usar termos que levem à suspeita de má intenção na arbitragem. Vivi no meio e sei como funciona, quando “é” ou “não é” picaretagem.

exatos 6 anos, vi algo que “é”. Em 16 de maio de 2013, depois da confusão na Bolívia (o assassinato de Kelvin Spada e seus desdobramentos em Oruro), o árbitro paraguaio Carlos Amarilla assaltou o Corinthians no Pacaembu contra o Boca Júniors.

Relembre a análise da sua estranha atuação que fizemos no nosso blog na época, pós jogo:

ANÁLISE DA ARBITRAGEM DE CORINTHIANS 1X1 BOCA JÚNIORS

Erros determinantes na decisiva partida da Libertadores da América no Pacaembu. Vamos a eles?

Foram 4 momentos importantes:

LANCE 1– 09’: Emerson Sheik e Marin dentro da área, o corinthiano está prestes a dominar a bola e o zagueiro argentino dá um tapa deliberado nela. Pênalti! E aí não tenho dúvida sobre o motivo do árbitro errar: ele estava mal posicionado, fora da diagonal, num lado cego da jogada. Repare que ele vem da direita para o centro do ataque do Corinthians, enquanto deveria estar mais do lado esquerdo. Neste caso, se tivéssemos o árbitro assistente adicional (AAA) posicionado na linha de meta, poderia-se ajudar o árbitro paraguaio Carlos Amarilla. Não foi equívoco de interpretação, o juizão (creia-se) não deve ter visto a mão. Primeiro erro da arbitragem.

Um erro sempre traz consequências negativas: o zagueiro 29 Marin já tinha recebido amarelo. Se fosse marcado pênalti, segundo amarelo e expulsão. Mas foi Sheik quem recebeu a Advertência por reclamação…

LANCE 2– 23’: Emerson lança a Romarinho, que está a aproximadamente 1 metro do penúltimo adversário (portanto, posição legal). Ele ganha do argentino e fica de frente para o gol, chutando para as redes. Porém, o assistente no1 Rodinei Aquino marcou impedimento. Romarinho faz o gol com o goleiro já “desistindo” da defesa, devido ao bandeira ter levantado seu instrumento. Ora, isso é irrelevante, pois fatalmente o gol seria marcado, caso o lance não fosse paralisado, pela “situação clara de gol”. Segundo erro da arbitragem, em lance fácil.

LANCE 3 – 60’: Sheik cruza, Paolo Guerreiro tenta o gol de cabeça, o goleiro Orion espalma e no rebote Paulinho consegue fazer o gol. Lance anulado. Houve a dúvida se foi marcado impedimento ou falta. Verifique que o bandeira no2 Carlos Cáceres ergueu seu instrumento quando Paulinho vai disputá-la. Portanto, impedimento. Terceiro erro da arbitragem.

Confesso que não consegui ver se o árbitro reiniciou o lance com tiro livre indireto (assim, teria confirmado o impedimento do bandeira, com gesto de braço erguido) ou com tiro livre direto (alegando alguma falta, gesto do braço abaixado). Em particular, Paulinho e Caruzzo se aguarram diversas vezes. Um árbitro caseiro marcaria pênalti; um árbitro fraco marcaria falta de ataque; e um árbitro bom mandaria seguir o lance.

LANCE 4 – 81’: Sheik está na grande área e o adversário dá um empurrão. Em jogos mais calmos, o erro passaria batido. Mas, novamente faço a observação: se tivéssemos o AAA atrás do gol, novo pênalti seria marcadoQuarto erro do árbitro.

Aliás, que se registre: tanto na 3a feira quanto nesta 4a as arbitragens frustaram a expectativa: Juan Soto era talento em ascensão em Palmeiras x Tijuana, e Carlos Amarilla talento reconhecido em Corinthians x Boca JuniorsAmbos decepcionaram…

Lembrando que no prazo de uma semana, o “trio de ferro paulista” foi eliminado da Libertadores. Má fase dos clubes de São Paulo, somada à má fase da arbitragem.

Uma última observação: para quem gosta de teorias conspiratórias, vale o registro: Amarilla é quase um “brasiguiao”, o árbitro preferido da CBF nos amistosos da Seleção Brasileira na América do Sul. E como há una certa rinha política entre Marco Polo Del Nero e Andrés Sanches… (Ops: eu não creio nisso, prefiro pensar em algo mandado pela Conmebol – vide caso de Oruro…!).

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– Relembrando os 11 valores do Futebol, segundo a UEFA

Veja que bacana: há 8 anos o ex-jogador Michel Platini assumia a presidência da UEFA, “escalando” para seu mandato o respeito a 11 valores para o futebol.

Veja se são pontos atuais (embora o próprio Platini tenha sido acusado de corrupção).

Abaixo, extraído de: http://pt.uefa.com/uefa/keytopics/kind=64/newsid=813465.html

FUTEBOL E RESPONSABILIDADE SOCIAL

Michel Platini, Presidente da UEFA, apresentou 11 valores-chave, o número de jogadores de uma equipa de futebol, como base para as futuras actividades e diálogos do organismo a nível político, económico, social e desportivo.

Onze valores
Platini destacou os 11 valores num discurso aos representantes das 53 federações que compõem a UEFA, delegados da família do futebol mundial e convidados do XXXIII Congresso Ordinário da UEFA, realizado em Copenhaga, na Dinamarca, na quarta-feira.

Os valores da UEFA para o futuro do futebol europeu, apresentados por Platini, são os seguintes:

1-Futebol em primeiro lugar
Em tudo o que fazemos, o futebol deve vir sempre em primeiro lugar, e o elemento mais importante a ter em consideração. O futebol é um jogo, antes mesmo de ser um produto; um desporto, antes de ser um mercado; um espectáculo, antes de ser um negócio.

2-Estrutura piramidal e subsidiariedade
A nível internacional e europeu, a autonomia do desporto é reflectida pela estrutura piramidal do futebol. FIFA, UEFA e as federações nacionais trabalham de mãos dadas, enquanto respeitam o princípio de subsidiariedade. Isto permite-nos defender os interesses do futebol da melhor maneira possível.

3-Unidade e liderança
A UEFA não opera de forma autoritária. Vamos continuar a mostrar uma liderança forte, mas a operar segundo um princípio de consenso. Para além das federações nacionais, vamos envolver todos os intervenientes (ligas, clubes, jogadores) no processo de decisão do futebol europeu, em particular através do Conselho Estratégico para o Futebol Profissional, para que o Comité Executivo possa tomar as decisões certas. E temos como objectivo aprofundar a relação com os adeptos do futebol, sem os quais não haveria o jogo a nível profissional.

4-Boa governação e autonomia
A UEFA e as federações que dela fazem parte comprometem-se com a boa governação. Isso significa abertura, democracia, transparência e responsabilidade. Imbuída neste espírito, a UEFA defende a autonomia da estrutura do desporto, para que os órgãos que tutelam o futebol – com as federações nacionais à cabeça – sejam os elementos de decisão definitiva nos assuntos que dizem respeito à modalidade, sem que haja interferência excessiva dos governos.

5-Futebol de formação e solidariedade
O Futebol assenta na formação, jogado em toda a parte por homens e mulheres; rapazes e raparigas. O futebol profissional é só a ponta do icebergue. A UEFA vai continuar a ser solidária, cada vez mais, para proteger o futuro do futebol e transmitir os benefícios alargados que o nosso desporto traz à sociedade como um todo. E é também porque a força do futebol assenta na formação que temos de preservar as identidades locais, regionais e nacionais do jogo, sempre de acordo com a lei.

6-Protecção aos jovens e educação
Como órgão que gere o futebol europeu, a UEFA tem uma responsabilidade desportiva e moral. As transferências de jogadores menores acarretam inúmeros riscos. Não nos esqueçamos que jogadores menores de 18 anos são crianças ou adolescentes. Queremos proteger o futuro das crianças no futebol e impedi-las de serem levadas da sua pátria para outros países ainda muito novas.

7-Integridade desportiva e apostas
As apostas são uma fonte de financiamento, mas também um risco para o futebol, especialmente para a integridade das competições. É justo que o futebol obtenha a sua quota-parte de receitas provenientes das apostas. No entanto, a nossa atenção principal deve centrar-se no empenho total em proteger a integridade desportiva e a gestão adequada das nossas competições, de modo a preservar o verdadeiro espírito do jogo.

8-Equidade financeira e regularidade de competições
A UEFA apoia o “fair play” dentro e fora do terreno de jogo. A equidade financeira significa que os clubes operam de forma transparente e responsável, para proteger as competições desportivas e os próprios clubes. A equidade financeira serve para que os clubes não entrem numa espiral de dívidas de modo a poderem competir com os seus rivais, mas sim para que o façam com os seus próprios meios, isto é, de forma sustentável e com os recursos que geram.

9-Selecções e clubes
O futebol de selecções e de clubes são vitais e elementos complementares do futebol. A UEFA vai permanecer empenhada em assegurar que o equilíbrio é mantido, e se possível reforçado, já que o desenvolvimento do jogo a nível nacional, europeu e mundial depende disso.

10-Respeito
O respeito é um valor chave do futebol. Respeito pelo jogo, integridade, diversidade, dignidade, saúde dos jogadores, regras, árbitros, adversários e adeptos. A nossa mensagem é clara: tolerância zero para com o racismo, violência e doping. O futebol une as pessoas e ultrapassa as diferenças existentes. A cor da pele é invisível sob a camisola e, para a UEFA, vai ser sempre assim. O racismo e qualquer outra forma de discriminação nunca serão tolerados. A UEFA não vai pactuar com a violência, seja no campo ou nas bancadas. O futebol tem que dar o exemplo.

11-Modelo desportivo europeu e especificidade do desporto
A UEFA é um organismo europeu e permanece totalmente comprometida com o modelo desportivo europeu, que se caracteriza pela promoção e despromoção, o princípio da solidariedade, bem como das competições abertas e oportunidade para todos. É isto que o desporto – em especial o futebol – representa. Temos que proteger este modelo porque o desporto não é simplesmente um negócio como outro qualquer, e não podemos permitir que seja ameaçado. Vamos continuar a defender a especificidade do desporto e estamos convencidos que os nossos argumentos vão prevalecer, para bem do futebol.

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– A covardia em realizar golpes em doentes

Toda vez que eu ouço notícias sobre golpes na área da saúde, me entristeço profundamente. A pessoas está doente, é sacaneada e ainda nutre a esperança de recuperação.

Viram a prisão de médicos no DF da “máfia das próteses”? E além dos já detidos, existiu busca e apreensão em Jundiaí, nos consultórios / escritórios de pessoas não reveladas.

Quem seriam esses criminosos?

O modo como operavam é maldoso demais. Abaixo:

Extraído de: https://www.metropoles.com/distrito-federal/mafia-das-proteses-pcdf-cumpre-seis-mandados-de-prisao

A MÁFIA DAS PRÓTESES

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nas primeiras horas desta sexta-feira (03/05/2019), a quinta fase da Operação Mr. Hyde. A investigação apura a ação de uma organização criminosa acusada de fraudar planos de saúde e mutilar pacientes submetidos a cirurgias desnecessárias com materiais de baixa qualidade.

Seis mandados de prisão e 15 de busca e apreensão são cumpridos por policiais da Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado, aos Crimes Contra a Administração Pública e aos Crimes Contra a Ordem Tributária (Cecor), no DF e em São Paulo [Jundiaí]. Entre os detidos, estão médicos e testas de ferro do esquema.

Um veículo da marca Porsche, modelo Cayenne, está entre os bens apreendidos. O carro avaliado em R$ 130 mil está em nome da empresa A&C Clínica Médica Ltda., localizada em Sobradinho. 

De acordo com os investigadores, a máfia faturava com o fornecimento de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPMEs) ao grupo. Quanto mais equipamentos caros eram usados em cirurgias para colocação desses materiais, maior era a propina recebida por médicos envolvidos no esquema. Eles chegavam a faturar 30% extras sobre o valor pago pelos planos de saúde pela intervenção nos pacientes.

Desde que o caso veio à tona com a deflagração da primeira fase, em 1º de setembro de 2016, centenas de vítimas do esquema procuraram a polícia para prestar depoimento. Os relatos incluem mutilações e tentativa de homicídio, segundo consta no inquérito. Naquela data, 13 pessoas foram presas, incluindo médicosacusados de participar do esquema.

O esquema
Uma das empresas acusadas de lesar os pacientes com material de baixa qualidade é a TM Medical, de propriedade de Johnny Wesley Gonçalves. Ele é apontado pelas autoridades como líder da organização. O grupo criminoso teria movimentado milhões de reais em cirurgias, equipamentos e propinas.

Há casos de pacientes que foram submetidos a procedimentos desnecessários, como sucessivas cirurgias. Dessa forma, os suspeitos tinham mais lucro. Em outras situações, conforme revelado pelas investigações, eram utilizados produtos vencidos e feita a troca de próteses mais caras por outras, baratas.

Novas fases
Em outubro de 2016, o alvo da segunda fase da Mr. Hyde foi o Hospital Daher. Segundo as investigações, o dono da unidade de saúde, José Carlos Daher, teria participação ativa no esquema. O MPDFT chegou a pedir a prisão temporária dele por suspeita de destruição de provas, mas a solicitação foi negada pela Justiça. No entanto, o empresário, de 71 anos, chegou a ser detido por posse ilegal de uma pistola de uso restrito do Exército e das polícias Federal e Militar.

Na terceira fase da Mr. Hyde, a polícia prendeu o médico Fabiano Duarte Dutra por suspeita de atear fogo em documentos que poderiam servir como provas. Após a prisão, ele foi exonerado do cargo de Coordenador de Ortopedia da Secretaria de Saúde do DF. Na época, a pasta informou não haver indícios de que as práticas ilegais também ocorressem na rede pública.

Em novembro de 2016, foi deflagrada a quarta fase. A operação foi acompanhada pela Corregedoria da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Os investigadores cumpriram dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de condução coercitiva em cumprimento à decisão da 2ª Vara Criminal de Brasília.

Eles apuraram a atuação dos médicos Marcelo Gonzaga Peres e Marco Antônio Alencar de Almeida, integrantes do plano de saúde da PMDF. Os envolvidos tinham participação direta na concessão de autorizações para cirurgias pelo plano de saúde.

Hugo Barreto/Metrópoles

– Já teve AQUELA vontade de mandar…?

Vendo e lendo algumas coisas, se referindo a certas pessoas que têm cargo de poder (não importa o setor de atividade), também outras que tem a influência da escrita, e algumas que simplesmente querem “causar”, penso cá com meus botões que um dito popular é extremamente verdadeiro:

Passarinho, de tanto andar com morcego, um dia poderá dormir de ponta cabeça. E mesmo que não durma, dirão que anda dormindo.”

Acrescento outro:

Diga-me com quem andas que direi quem tu és“.

Entendeu? Fuja de picaretas e crie boas amizades. Há tempos fiz isso com meia dúzia de “vagabundos” e me honro por não ter deles nem a amizade! E antes que achassem que eu era da mesma laia, mantive a integridade.

O gozado é que, ao observar algumas hipocrisias dessas pessoas, que já são esculhambadas (merecidamente) pela mídia, dá uma vontade de falar umas verdades…

Releve! É assim que se deve agir. E mantenha distância social e de negócios das mesmas. Junte-se sempre a pessoas de bem – e tudo fluirá!

Tudo isso reforço para dizer: o quão me impressiona o cara saber que fulano é bandido, e ainda por cima insiste em ser próximo dele! E age assim para conseguir benesses, mesmo com o discurso de que “é diferente”.

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– Informação, Desinformação ou Intoxicação?

Existem certas leituras que não valem a pena perder tempo. Neste mundo de Fake News e de confusão com “liberdade de expressão e libertinagem”, se vê de tudo – e que podem fazer mal às pessoas, prejudicando sua sanidade mental / comportamental.

  1. Há aqueles que querem falar algo nas entrelinhas e nada dizem.
  2. Outros que se passam por jornalistas sem nunca ter entendido “ética jornalística”.
  3. Também existem os que escrevem em sites como se fossem blogs (e vice-versa), não entendo o que é um e o que é outro.
  4. Por fim, há aqueles “informes de outrem“, interessados em algum benefício próprio e que, “a lá” o modismo de hoje e o nefasto dinheiro que pode lhe interessar (dependendo a qual “santo se reza”, pois se vende para tantos), age com boçalidade nas palavras escritas, faladas ou digitadas, desqualificando outras pessoas apenas para querer reforçar sua matéria paga ou favor trocado. Falam, mas dizem o que os “chefes” querem dizer.

Resumidamente: neste mundo tão odioso, é triste ver tal situação. Me refiro claramente nessas considerações acima aos sites ligados à Extrema Esquerda e Extrema Direita do país, que tanto criam factoides para atacar pessoas de bem, de pensamento contrário e até mesmo na neutralidade. E isso se vê diariamente no Facebook, no WhatsApp e em outras redes sociais. 

Isso precisa mudar urgentemente, pois em muitos momentos a pessoa mais humilde vai crer em uma fantasia criada ou em uma desculpa esfarrapada somente pelo fato de que “está na internet“, sem saber a credibilidade real, o passado e o presente de quem postou. 

É por isso que o Brasil rachou, discutindo se “é Bolsonaro ou Lula”, tirando o espaço das pessoas sensatas e de muitos intelectuais verdadeiros, exaltando apenas os Olavos e as Chauís.

Objetivamente: tal fato intoxica, contamina e deturpa não só a Política, mas a sociedade em geral – na cultura, no esporte, nos relacionamentos… Afinal, quem procede assim (como bajulador, interesseiro, puxa-saco ou militante inescrupuloso) só pode querer ganhar cargos, dinheiro ou benesses. Sem respeito, “faz o serviço” (publica coisas com vieses) para quem está pagando mais. Ou os “blogueiros” de Dilma, Bolsonaro, ou tantos outros não conseguiram uma “boquinha” quando estiveram juntos com aqueles aos quais “babavam ovo”?

Que sejamos agentes de modificação de tudo isso! Afinal, não se faz nova política com velhos nomes – de Direita ou de Esquerda.

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– O Supermercado da Fé

Cada vez mais a fé tem se tornado um produto. Na cidade de São Paulo, a cada 2 dias, surge uma nova igreja em algum ponto estratégico. As opções são várias, e, claro, dentro de um Estado democrático em que vivemos, não há problema algum, já que a liberdade religiosa é garantida a qualquer cidadão.

Qualquer um pode crer (ou não crer) no que quiser. Entretanto, na mesma proporção se torna assustadora a quantidade de casos de charlatanismo, ou seja, pessoas que exploram a inocência e a boa-fé das outras e se aproveitando do nome de Deus ou do deus que queira anunciar em proveito próprio.

Compartilho material interessante da TV UOL (reproduzido, pasmem, há 10 anos), que abordou esse assunto com números muito parecidos como o de hoje. Dessa forma, sobre esse tipo de proliferação e o mercado da crença, clique em: A Fé Sob Medida em SP

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– Somos todos Desonestos ou Não?

A Revista Época, em uma edição antiga, trouxe uma interessantíssima matéria, intitulada Somos todos um pouco trapaceiros, por Daniel Venticinque. Nela, se discute o livro “A mais pura verdade sobre a desonestidade”, do psicólogo israelense Dan Ariely.

O livro recém lançado fala sobre o fato de todas as pessoas terem uma queda, em certo momento da vida, para a desonestidade. E a culpa vem das situações cotidianas, que trazem naturalmente à tona esse defeito humano. Seriam 5 fatores para a desonestidade e outros 5 para a honestidade. Abaixo:

5 FATORES QUE NOS FAZEM TRAPACEAR DEMAIS

1- CAIR NA PIRATARIA: as pessoas que usam produtos falsificados tendem a ser mais desonetas em outros aspectos da vida. O sucesso desse pequeno deslize nos torna propenso a arriscar deslizes maiores.

2- SER MALTRATADO: para quem sente que não foi respeitado, a desonestidade pode ser uma revanche. Quem não é bem tratado por um vendedor raramente devolve o dinheiro se ele errar o troco para mais.

3- DAR ASAS À CRIATIVIDADE: além de ter uma tendência a questionar regras, as pessoas cujas profissões exigem criatividade são melhores para inventar desculpas e para bolar maneiras de desobedecer às leis.

4- FAZER O BEM PARA OUTROS: quando o desonesto beneficia outros além do trapaceiro, trapacear fica ainda mais fácil. O mal-estar da trapaça é compensado pela sensação de fazer o bem.

5- LIDAR COM VALORES VIRTUAIS: ver alguém cometer um ato desonesto aumenta muito as chances de fazermos o mesmo naquela situação. É a regra do “todo mundo faz”, que já entrou para o folclore da política brasileira.

5 ATITUDES QUE NOS TORMAM MAIS HONESTOS

1- DAR SUA PALAVRA: É antiquado, mas funciona. Assinar um temo de responsabilidade ou se comprometer a seguir um código de ética é um bom lembrete mental para evitar a tentação da trapaça.

2- TER FÉ: discursos e símbolos religiosos nos tornam menos propensos à trapaça, por estar associados à boa conduta. Não é por acaso que a música gospel é pouco atingida pela pirataria.

3- CRIAR UMA CULTURA DE HONESTIDADE: quando a desonestidade é malvista e há poucos maus exemplos maus exemplos a seguir, trapacear fica mais difícil. Isso explica por que a trapaça é mais difundida em alguns países.

4- MANTER A TRANQUILIDADE: como a trapaça é uma tendência natural, ser honesto exige esforço. Evitar o cansaço mental ajuda a manter a compostura diante de uma oportunidade de trapacear.

5- CONTRATAR FISCAIS DESINTERESSADOS: Trapaceamos menos quando somos fiscalizados. Mas os fiscais precisam ser isentos. Quanto maior o contato deles com quem fiscalizam, maiores as chances de que todos caiam na trapaça.

E aí: concorda com eles ou não? Deixe seu comentário:

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– Foi tudo bem para evitar o Rebaixamento?

As “divisões inferiores” do futebol brasileiro são preocupantes. Times falidos, suscetíveis a esquemas e arranjos.

Não assisti ao jogo relatado abaixo, mas conheço a integridade do pessoal dos “Jogos Perdidos”, que retuitou a notícia. Vergonha!

Aliás, o que teve de ambulância indo embora do estádio, problemas para início de jogo e outras tantas coisas na última rodada…

Segue na imagem:

– São Bento 1×2 Ponte Preta e o Malandro Moderno “do Bem”.

Não assisti o lance citado no jogo entre São Bento x Ponte Preta, mas achei ESPETACULAR o texto escrito pelo respeitado escritor e ex-prefeito de Itu Lázaro Piunti, relacionando a malandragem decisiva do jogador Talles nessa partida (ludibriando a arbitragem) com a malandragem da atual sociedade brasileira (ludibriando ao próximo)!

Vale o compartilhamento, extraído do Facebook do próprio Piunti. Abaixo:

MALANDRAGEM DO BEM?!…

O lance ocorre no meio do campo. O atleta da Ponte Preta prepara-se para lançar a bola em profundidade percebendo um companheiro correndo à direita do gramado. O defensor do São Bento pressente a jogada e tenta deslocar-se para o mesmo ponto, quando é contido faltosamente por Talles, atacante pontepretano. O árbitro não viu a irregularidade e o auxiliar (antigamente a denominação era “bandeirinha”) ignorou a falta. Na sequência aconteceu o gol da equipe campineira. Eram decorridos 38 minutos do 1º tempo.

No intervalo o repórter entrevista o autor do gol, justamente o goleador Talles. E menciona seu “encontrão” faltoso em prejuízo do adversário. O jogador cinicamente admite o erro, faz deboche quanto à omissão do juiz dizendo que ele podia marcar ou não marcar a falta. Ri e fala que a malandragem é do jogo. Talles finaliza: “Uma malandragem do bem”.

Com a derrota em casa por 2 x 1 na noite deste domingo (10/03/19), a equipe de Sorocaba está virtualmente rebaixada para a segunda divisão do Campeonato Paulista. Adicione-se ao resultado a esperteza do Talles, estereótipo do malandro moderno.

Faz muito tempo que o futebol deixou de ser mero esporte. É uma profissão rendosa, emprega muita gente, envolvendo interesses e negócios milionários. A paixão clubística ocupa degrau menor na escala de sentimentos. A malandragem cantada em prosa e verso no Brasil dos anos 30 evoluiu negativamente no País. Desmerece o samba “Lenço no Pescoço”, do imortal Silvio Caldas, obra escrita por Wilson Batista.

O malandro brasileiro não usa mais chapéu-palheta. Tampouco se parece com o Vadinho, do romance “Dona Flor e seus dois Maridos”, de Jorge Amado. A malandragem moderna arromba os cofres públicos, mina as finanças, corrói o orçamento da Saúde, entorpece a Educação, condena os idosos a um epílogo existencial miserável. A malandragem contemporânea nada tem a ver com os personagens de Walt Disney, sejam eles o Gastão, primo do Pato Donald, ou o Zé Carioca. E não guarda semelhança com o divertido Pica-Pau dos desenhos animados.

A “Malandragem do Bem” definida por Talles é a desgraça consolidada no País da impunidade, onde viceja a corrupção, cevada não só nos gabinetes oficiais. Ela é a bola da vez, ágil e veloz. Gols ilícitos furando as redes do cotidiano. O jogo espúrio das relações promíscuas entre pessoas físicas e jurídicas, corporações e indivíduos. Há exceções, porém, tão poucas. A regra geral as obscurece.

Lázaro Piunti

ljpiuntiescritor@uol.com.br

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– Os Golpe dos Cartões de alguns ambulantes durante os festejos carnavalescos

Vez ou outra isso acontece com muita frequência, e nesse Carnaval parece ter se intensificado: as maracutaias feitas com seu cartão bancário quando vai pagar as contas!

O folião está no na muvuca, completamente distraído, e o vendedor de cervejas digita um valor diferente da venda. Pronto! Caiu no golpe. Outro: ao invés de passar na função Crédito, por conta de taxa menor e recebimento mais rápido, o camelô passa como Débito. E a “mais reclamada nesse ano”: o biscateiro TROCA o cartão no meio da bagunça e o cliente nem se dá conta.

Abra o olho! Há golpe para tudo, infelizmente. E os coitados dos bons e humildes cidadãos que tentam ganhar uns trocados honestamente, acabam pagando o preço da desconfiança dos outros.

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– Ruy Barbosa continua atualíssimo

A história conta que uma das cabeças mais inteligentes do nosso país foi Ruy Barbosa. Em discurso no Senado da República, ainda no Rio de Janeiro, em 17/12/1914, imortalizou tal verdade:

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”

Uma verdade que perdura até nossos dias. Mais do que isso: que retrata o Brasil de mais de 100 anos atrás e o de hoje – com perfeição, infelizmente!

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– Ironias da Política

Quando Lula “rifou” Antonio Palocci, o médico, ex-prefeito de Ribeirão Preto e ex-Ministro da Fazenda, deu a entender que não queria se contaminar com a aura de corrupção que pairava sobre o então colega de partido. E uma das justificativas é que a “imprensa criava fatos”. Hoje, ambos estão na cadeia.

Agora, Bolsonaro demite Bebianno, seu aliado que se enrolou com a história dos “laranjas” de seu partido. O interessante é que Bolsonaro disse que a Folha de São Paulo “se acabaria por ela mesmo”, e em outra oportunidade, que “já se acabou”. E de onde surgiram as denúncias que derrubaram Bebianno? Da Folha!

Acho que a imprensa é um dos menores problemas desse país (se é que o termo “problema” é adequado para essa lógica, já que eu penso que precisamos de uma imprensa livre). O problema é, sem dúvida, políticos honestos – e de qualquer partido que seja!

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– Honestidade Flexível?

Pesquisa americana mostra: tendemos a ser mais honestos quando somos lembrados que deve existir honestidade; que existe o vírus da desonestidade e que ele é contagioso; e que nossos princípios mudam conforme o cenário. 

Será que você concorda com esses resultados e outros mais polêmicos ainda?

A matéria sobre esse assunto intitulado Moralidade Total Flex está aqui: bit.ly/OFvJC5

 

– A 1a Fake News do mundo foi contada num Livro da Bíblia!

A serpente que enganou Adão e Eva com o fruto proibido, numa linguagem romântica da entrada do pecado no mundo, foi a primeira propagadora das notícias falsas e que prejudicam as pessoas, as chamadas “Fake News”, tão comuns e preocupantes em nossos dias (para entender melhor sobre essas “Falsas Notícias”, clique aqui: https://wp.me/p4RTuC-lyJ).

Quando questionado sobre esse péssimo fenômeno na sociedade, disse o atual Pontífice, o Papa Francisco, algo bem interessante:

“A estratégia usada pela engenhosa serpente no Livro do Gênesis, quem no alvorecer da humanidade criou a primeira Fake News, que se tornou a trágica história do pecado humano”.

Perfeito! Quanta bobagem, mentira, calúnia e outras coisas ruins propagadas por fofocas e manchetes tendenciosas que o mundo virtual tem nos proporcionado, infelizmente, graças às Fake News. Cizânias e brigas a todo instante exclusivamente por falsidades.

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– Os crimes de corrupção dos cartolas do Inter-RS são exclusividades do time? Claro que não…

Só acontece no Sul do Brasil?

Viram os “golpes de cartolas dos clubes de futebol” denunciados em Porto Alegre?

Os crimes não foram poucos: nessa semana, o MP-RS cumpriu 20 mandados de busca e apreensão contra suspeitas sobre Vitorio Piffero (o ex-presidente do Internacional) e seus pares. Foram acusados de:

  • crime de apropriação indébita, 
  • estelionato, 
  • organização criminosa, 
  • falsidade documental
  • lavagem de dinheiro.

Marcelo Dornelles, o Procurador do Ministério Público do Rio Grande do Sul, afirmou que:

“A gestão do Internacional entre 2015 e 2016 foi praticamente uma organização criminosa. O Inter é uma entidade privada, os crimes ocorreram no âmbito privado. Se tivesse agente público, era um grande sistema de corrupção. Não sendo, é associação criminosa”.

A prática, que sempre é dita “existente e corriqueira” nos bastidores do futebol mas nunca provada, é que basearia-se em várias atitudes:

– cartolas viajavam pelo clube pagando passagens aéreas muito mais caras do que cobradas (ficando com a diferença dos valores).
– jogadores eram contratados por valores mais altos do que combinados, sendo que a diferença do dinheiro era repartida entre diretores do clube e outros envolvidos.
– salários recebido pelos atletas nunca eram iguais aos que divulgados nos balanços, sendo que parte dos altíssimos rendimentos dos boleiros era depositada à parte, em conta de laranjas.
empresários e cartolas faziam acertos para a compra e venda de atletas, comissionando-se ao máximo, independente se o clube teria lucro ou prejuízo.

Insisto: só no Inter-RS ocorria isso? Em nenhum mais ocorreu, nem ocorre hoje? Aliás, o que aconteceu com a denúncia de que Rodrigo Caio, na gestão de Carlos Miguel Aidar no SPFC, seria vendido ao Atlético de Madrid e o negócio não ocorreu pois a parte “obscura” que o jogador deveria dar à namorada do presidente, “dona Cinira”, era muito alta e desonesta? Ou ainda a questão de jogadores pedidos por treinadores onde parte dos salários dos atletas vai para o bolso do treineiro e do presidente?

Se nos grandes clubes que têm fiscalização forte pelos grupos opositores e estão na mídia, imagine nos pequenos times onde muitas vezes são feudos de alguns!

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