– Pessoas de sucesso se comportam …

… desta maneira, abaixo. Mas ressalvo: elas também possuem bom caráter!

Quem vence na vida, deve entender que o fez por essas situações relatadas. Porém, é sabido que muitos enriquecem menosprezando o próximo, faltando de ética e praticando coisas condenáveis.

Será que esses, que têm dinheiro mas não tem bom caráter, são de “sucesso”?

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Imagem extraída de: https://pt-br.facebook.com/nutriliamanfredi/photos/aplique-se-agora-e-na-pr%C3%B3xima-vida-sem-esfor%C3%A7o-voc%C3%AA-n%C3%A3o-pode-ser-pr%C3%B3spero-apesar/1612826815500769/

– Para o Palácio do Planalto, pense sobre quem tem as 6 virtudes:

Em 2018, fiz a postagem abaixo sobre quais as virtudes que um Presidente da República deveria ter. E hoje (mais do que nunca) tenho certeza de que naquele ano, ninguém preenchia essas qualidades:

ADJETIVOS PARA UM BOM PRESIDENTE:

Para ser Presidente do Brasil, um país tão necessitado de bons políticos, o candidato ideal deve ter os seguintes atributos:

  1. Capacidade / Competência de gestão,
  2. Honestidade com o dinheiro público,
  3. Sensibilidade para entender as carências da população,
  4. Determinação a fim de resistir às dificuldades,
  5. Humildade em reconhecer possíveis equívocos e corrigi-los,
  6. Disposição em abandonar sua vida pessoal e viver um sacerdócio ao país.

Está fácil achar um nome? Com o que se tem oferecido ao eleitor, o cargo ficará vago…

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Crédito: Shutterstock

– Repost: Vacina chinesa (fake) vendida a R$ 50,00 no RJ!

Há exatamente 1 ano…veja que absurdo:

Cada picaretagem…

Camelôs cariocas vendendo vacina chinesa (logicamente falsa) por “Cinquentão”!

E há quem compre…

Informações de: https://veja.abril.com.br/brasil/policia-federal-e-anvisa-investigam-suposta-venda-de-coronavac-no-rio/

– A Reflexão sobre uma sociedade corrupta, por Ayn Rand

Ela nasceu na Rússia e fugiu do Comunismo. Viveu nos EUA e se tornou filósofa: essa foi a história da judia Ayn Rand, que disse essa sábia verdade:

Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”

Para quem escreveu isso em 1920, parece conhecer bem os dias atuais

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– A queixa da Federação Espanhola sobre manipulação do VAR!

Aconteceu há 2 anos na Espanha, e o assunto é bem sério: a discussão sobre a confiabilidade nos operadores e interesse do VAR. Abaixo: 

Já imaginou que “forfé” se fosse no Brasil? A acusação, abaixo, é gravíssima!

Em: https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/6132734/federacao-espanhola-acusa-empresa-dona-dos-direitos-de-laliga-de-manipular-var

FEDERAÇÃO ESPANHOLA ACUSA DA DONA DOS DIREITOS DA LA LIGA DE MANIPULAR O VAR

A vitória do Valencia por 1 a 0 neste sábado, no País Basco, contra o Athletic Bilbao, na sétima rodada de LaLiga, foi motivo de polêmica entre a Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e a Mediapro, empresa detentora dos direitos televisivos do Campeonato Espanhol.

Em nota divulgada neste sábado, a RFEF acusou a Mediapro de manipular o VAR. Isso porque no gol da vitória do Valencia, Cheryshev, que começou o lance, estava em posição duvidosa.

A RFEF acusa a Mediapro de ter mostrado uma imagem do VAR, onde o russo estaria impedido, que não tenha sido provida por ela. Segundo a federação, a atitude de mostrar uma outra linha de impedimento prejudica o uso do árbitro de vídeo.

“Indo contra os elementos de ética do esporte, a produtora mostrou imagens de uma linha de impedimento hipotética, que geram uma visão distorcia da jogada. Uma manobra que pode gerar alarde social”, diz a nota.

“Se esse comportamento irresponsável se repetir com o propósito de descreditar a confiabilidade do VAR, isso estará sujeito à denúncia imediata da Federação e uma possível sanção”, continua a RFEF.

A geração oficial de imagens provida da federação só divulgou as imagens do VAR aos 54 minutos de jogo, enquanto o gol aconteceu aos 27 do primeiro tempo.

– Golpes e mais golpes.

Há certos golpes manjados, mas que “vira e mexe” ganham nova roupagem.

Já recebi a mesma mensagem (abaixo) via WhatsApp da “Golden Shell” (aquele App que prometia remuneração e quebrou), do “Sebrae” (lógico que não era a respeitável entidade), da “Magalu” (óbvio que a original não me enviou) e de outros “empreendedores”. Agora, da “Amazon”!

Cortei o telefone por motivos óbvios. Mas só muda o nome da corporação, a “oferta” é a mesma dos golpistas:

– Eu gosto de quem trabalha e é honesto!

A vida é uma grande luta.

Pessoas honestas dificilmente lutam sozinhas. São humildes e lutam ao lado da família, dos amigos e de Deus.

Caso se sintam sozinhas na luta, ainda assim nunca deixam de batalhar.

A estas, sempre existirá o sentimento de garra, gana, gratidão e a graça da labuta.

– Dona Claro, pegue esses estelionatários!

De novo (cansa), recebi um e-mail de estelionatários mandando “fatura em atraso” (eu não devo nada) da Claro. Meu pai já recebeu mensagens assim, idem ao meu sogro e várias outras pessoas.

Nessa, o endereço da mensagem é final escrito como residenciall (com duas letras LL) para ludibriar.Mas há alguns perfeitos, que a gente quase acredita.

Como esses caras não são pegos? Por quê continuam agindo assim?

– Combustível batizado é covardia.

Por experiência, canso de saber sobre golpes de Postos de Combustível picaretas. Fui dono de posto por 18 anos, e por trabalhar honestamente, sofria com a concorrência desleal: de 1 litro vendido com 900 ml, passando por várias malandragens, o mercado é difícil.

Agora leio: em Jundiaí, um posto foi interditado por vender gasolina com 49% de álcool anidro!!!

É muita cara de pau… batizou-se com quase 50% o produto!

Abaixo:

– Editora 3D Publisher: de novo?

Pela enésima vez, recebi uma ligação de uma suposta Editora 3D Publisher. É golpe, não caia nessa!

Republico a minha última postagem sobre os diversos “171” que esses caras tentam fazer com “pagamento de revistas em atrasos”. Abaixo:

Abra o olho com o ESTELIONATO – Cuidado com o golpe que voltou à praça: o das assinaturas de revista da inexistente editora 3d Publisher.

Conto minha experiência em: https://www.youtube.com/watch?v=ht8V3XxDL18

– Não me ufano com políticos…

Se por um lado Bolsonaro não me agrada em competência e diplomacia (e não vejo nenhum candidato honesto e com credibilidade para 2022), me deixando espantado por seus defensores que não conseguem ver defeito algum nele, por outro fico igualmente indignado com os adoradores de Lula.

Como crer que ele, depois de tantos podres revelados, é uma solução?

Esqueça a Lava-Jato, se você usar tal argumento, e justifique: e o Petrolão? Ou o Mensalão?

Resgatando a postagem de 2012, desse mesmo blog:

O CHEFE DO MENSALÃO?

E o ex-presidente Lula, quando questionado se acompanharia o julgamento do Mensalão? Respondeu que:

Tenho coisas mais importantes pra fazer”.

Ora, não podemos esquecer que um dia ele negou tudo e defendeu os mesmos companheiros que serão julgados. E, depois, contraditoriamente, pediu desculpas pelo ocorrido.

Quer se blindar do imbróglio? É claro que sim. Não dá para acreditar que ele nada sabia, se os seus principais partidários – e amigos – estavam envolvidos até o pescoço.

A propósito, o relator do Mensalão, na leitura do processo, acusou: o mentor do Mensalão foi José Dirceu.

Minha restrição: e o Ministro Dias Tófoli? Não deveria deixar de votar, já que sua namorada é advogada de envolvidos, e ele próprio foi advogado de Dirceu e do PT?

Mensalão - Rir pra não chorar (Humor da Era Lula Livro 2) eBook : de  Oliveira, Cláudio: Amazon.com.br: Livros

– Cansa receber e-mails de golpe de “fatura em atraso da Claro”.

Quase que diariamente, tenho recebido essas mensagens abaixoque são golpes.

Como tenho tudo bem controlado, sei que não tem nada em atraso. Mas o email é bem feito, parece mesmo uma conta da operadora Claro. Atenção: não abra, pois é isso que os estelionatários querem.

Meu sogro, meu pai e outras pessoas conhecidas receberam a mesma mensagem na caixa de entrada deles, inclusive com o mesmo valor. Não é possível que as autoridades não consigam pegar quem dispara essas falsidades com vírus e outros golpes.

Reforço: se você receber tal mensagem, não abra!

– Seneme não caiu. Mas quem “pediu sua cabeça”?

Na semana em que tivemos muitas queixas contra a arbitragem sul-americana, o jornal Olé noticiou que o chefe dos árbitros da Conmebol, o brasileiro Wilson Luís Seneme, houvera sido demitido.

Muita gente deu como certa a queda (que não ocorreu) e outros corrigiram a infirmação. Mas o que aconteceu?

Seneme não caiu, embora a pressão era (e é) grande. Afinal, veja o número de equipes brasileiras e de argentinas classificadas para a próxima fase da Libertadores da América. No futebol, federações e clubes nunca fazem “mea culpa” e procuram sempre um bode expiatório para justificar sua incompetência.

Mas considere:

1- Erros e acertos acontecem aos montes na arbitragem. E se destaque as queixas de Boca Juniors e Cerro Porteño contra Atlético Mineiro e Fluminense. Mas quantos outros equívocos (tão ou mais cabeludos) já ocorreram no torneio ao longo dos anos e não tiveram a mesma repercussão? Dependendo da “vítima”, o volume de reclamações aumenta mais.

2- Por ser brasileiro, Seneme conta com a antipatia dos países de língua espanhola (uma situação histórica no futebol do continente: Brasil vs Demais). E a costumeira pressão da AFA sobre a Conmebol sempre fez efeito. Não dá para deixar de lembrar das peripécias de Nicolas Leoz e Carlos Alarcon… o aceite de pedidos é fato público, onde vira-e-mexe a história nos mostra picaretagens.

3- O nível da arbitragem sul-americana é baixo atualmente. Os melhores estavam na Copa América, e por conta do calendário apertado, foram escalados nos jogos (que foram polêmicos), a “segunda linha” dos juízes do quadro internacional.

4- A grande questão para a manutenção de Seneme é: a CREDIBILIDADE! Ele, diferente dos demais gestores que ali passaram, tem a fama de honesto. E os clubes sabem de tudo isso (que Seneme faz o que pode, que não aceita pedidos e que não existe um bom nome à disposição). Portanto: por enquanto (pois a pressão realmente é enorme) Seneme não cai. Se cairá num futuro próximo, não creio. A médio e longo prazo, pelos antecedentes da Conmebol (veja o número de ex-presidentes envolvidos no FIFAgate), não duvido.

A verdade é: ter alguém que não diz “Amém” aos argentinos é irritante para a cartolagem hermana.

– E as consequências da revelação da mala preta ao goleiro?

E ficou o “dito pelo não-dito?”

O ex-jogador do São Paulo FC, Richarlyson, revelou no começo dessa semana no Arena SBT que, numa partida em que jogou, houve um goleiro que aceitou mala preta (dinheiro para perder).

O referido foi Jefferson, num Fortaleza x Ponte Preta. Vide aqui: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/07/20/richarlyson-mala-preta.amp.htm

Depois da denúncia, fica a questão: o acusado não disse nada?

Hum…

– Relembrando a 1a Promessa Não Cumprida de Marco Polo Del Nero

Há exatamente 7 anos, publicávamos uma entrevista do então recém empossado presidente Marco Polo Del Nero, em que louvava Ricardo Teixeira e prometia como “1o ato” profissionalizar a arbitragem!

Extraído de: http://wp.me/p4RTuC-6Kn , de (07/2014).

O 1o ATO DE MARCO POLO

Passou batido devido à Copa do Mundo. Mas foi de extrema cara-de-pau a entrevista do Presidente da FPF e já eleito mandatário da CBF, Marco Polo Del Nero, à Revista Isto É (ed 2325 de 18/06/2014, pg 6-12 à Rodrigo Cardoso e Yan Boechat).

Nela, louvou a administração Ricardo Teixeira e defendeu sua honestidade; disse não precisar de auditoria numa entidade tão (acreditem) transparente como a CBF!

Questionado sobre qual será o seu primeiro ato como Presidente, disse:

Melhorar a arbitragem nacional. Temos de preparar os árbitros à altura. Profissionalizar os árbitros. Fizemos uma experiência na Federação Paulista de Futebol com 20 árbitros. Pagamos salários a eles por um determinado tempo e a qualidade da arbitragem não melhorou. O que fizemos aqui foi dar assistência psicológica e técnica para prepará-los. Penso em trios de arbitragens fixos. (…) E o segundo ato é fomentar o futebol da melhor maneira possível“.

Ora, ele quer profissionalizar mas alega que a tentativa da FPF não melhorou a qualidade da arbitragem! Incoerente…

O problema é: qual o conceito de profissionalização de Marco Polo? Na Federação Paulista, pagou R$ 1.300,00 a “10 árbitros ouro” e R$ 800,00 a “10 árbitros prata” por mês. Em troca, os árbitros deveriam ter disponibilidade para reuniões e treinamentos quando solicitados.

Ora, R$ 1.300,00 mensalmente é salário digno de árbitro profissional de elite? Qual médico, advogado, professor ou administrador largará mão de sua atividade por esse valor, arcando com as viagens a SP, despesas diversas e falta de registro na carteira de trabalho (sem direito a Férias, INSS e 13o)?

Profissionalizar é dedicação plena à atividade, com salário equivalente ao esforço e a responsabilidade da função, com encargos trabalhistas sendo pagos pelo empregador. Só com tal empenho poderá se cobrar o árbitro de verdade.

Para mim, discurso demagógico de Del Nero. E para você?

Aliás, por fim, confesso: como assinante da Revista Isto É, fiquei frustrado por não ter uma pergunta incisiva, dura, firme sobre polêmicas que norteiam a CBF, tampouco contra-argumentos às respostas. A publicação ficou a dever…

Abaixo, fotos dos árbitros profissionais europeus:

– Pazuello e a negociação da Coronavac.

Esquerda, Direita, Centro / PT, PSDB, PSL / Lula, Bolsonaro, Ciro, Marina, Dória, Boulos, Amoedo / Civil, Militar / Presidencialismo, Parlamentarismo / República, Império … não importa a ideologia, regime ou os nomes dos políticos. O bom político é o HONESTO, COMPETENTE e que tenha CREDIBILIDADE (e penso que não citei nenhum com essas características, acima).

Tudo isso para dizer: que tristeza ler manchetes como essa – a de superfaturamento no preço de vacinas (bem como de verbas desviadas de governadores ou corrupção do Governo – do atual ou dos anteriores).

Abaixo: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2021/07/fora-da-agenda-pazuello-negociou-coronavac-com-intermediaria-e-pelo-triplo-do-preco-veja-video.shtml

PAZUELLO NEGOCIOU CORONAVAC PELO TRIPLO DO PREÇO

Além da discrepância no valor da vacina, encontro no Ministério da Saúde contradiz o que general da ativa disse à CPI da Covid

O então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, prometeu a um grupo de intermediadores comprar 30 milhões de doses da vacina chinesa Coronavac que foram formalmente oferecidas ao governo Jair Bolsonaro por quase o triplo do preço negociado pelo Instituto Butantan.

A negociação, em uma reunião no ministério fora da agenda oficial, em 11 de março, teve o seu desfecho registrado em um vídeo em que o general da ativa do Exército aparece ao lado de quatro pessoas que representariam a World Brands, uma empresa de Santa Catarina que lida com comércio exterior.

A gravação, obtida pela Folha e já de posse da CPI da Covid no Senado, foi realizada no gabinete do então secretário-executivo da pasta, o coronel da reserva Elcio Franco. Nela, Pazuello relata o que seria o resumo do encontro.

“Já saímos daqui hoje com o memorando de entendimento já assinado e com o compromisso do ministério de celebrar, no mais curto prazo, o contrato para podermos receber essas 30 milhões de doses no mais curto prazo possível para atender a nossa população”, diz o então ministro, segundo quem a compra seria feita diretamente com o governo chinês.

A proposta da World Brands, também obtida pela Folha, oferece os 30 milhões de doses da vacina do laboratório chinês Sinovac pelo preço unitário de US$ 28 a dose, com depósito de metade do valor total da compra (R$ 4,65 bilhões, considerando a cotação do dólar à época) até dois dias após a assinatura do contrato.

Naquele dia, 11 de março, o governo brasileiro já havia anunciado, dois meses antes, a aquisição de 100 milhões de doses da Coronavac via Instituto Butatan, pelo preço de US$ 10 a dose. A demissão de Pazuello seria tornada pública por Bolsonaro quatro dias depois, em 15 de março.

Além da discrepância no preço, o encontro fora da agenda contradiz o que Pazuello afirmou em depoimento à CPI, em 19 de maio. Aos senadores o general disse que não liderou as negociações com a Pfizer sob o argumento de que um ministro jamais deve receber ou negociar com uma empresa.

“Pela simples razão de que eu sou o dirigente máximo, eu sou o ‘decisor’, eu não posso negociar com a empresa. Quem negocia com a empresa é o nível administrativo, não o ministro. Se o ministro… Jamais deve receber uma empresa, o senhor [senador Renan Calheiros] deveria saber disso”, disse Pazuello à CPI.

No vídeo, um empresário que Pazuello identifica como “John” agradece a oportunidade do ministro recebê-lo e diz que podem ser feitas outras parcerias “com tanta porta aberta que o ministro nos propôs”.

A reunião dos empresários foi marcada com o gabinete de Elcio Franco, que recebeu o grupo. Segundo ex-assessores da pasta, Pazuello foi chamado à sala, ouviu o relato da reunião e fez o vídeo.

Três pessoas que acompanharam a reunião disseram que o vídeo foi gravado mesmo antes de Pazuello conhecer o preço da vacina.

Segundo um ex-auxiliar do ministro, a ideia era propagandear nas redes sociais o avanço em uma negociação, no momento em que o governo era pressionado a ampliar o portfólio de vacinas.

Após a gravação, de acordo com os relatos colhidos pela Folha, parte da equipe do ministro pediu que os empresários não compartilhassem o vídeo, que foi feito por meio do aparelho celular do empresário identificado como “John”.

Um dos assessores de Pazuello teria alertado o general após a reunião de que a proposta era incomum, acima do preço, e a empresa poderia não ser representante oficial da fabricante da vacina.

Caso o negócio fosse adiante, as doses seriam as mais caras contratadas pelo ministério, posto hoje ocupado pela indiana Covaxin (US$ 15), que tem o contrato suspenso por suspeitas de irregularidades.

A proposta da empresa tem data do dia 10 de março, véspera da reunião com Pazuello. Segundo dois auxiliares do ex-ministro e um dos empresários que acompanharam a conversa, a oferta só chegou à pasta no dia do encontro.

Apesar de Pazuello ter dito no vídeo que havia assinado um memorando de entendimento para a compra, a negociação não prosperou.

O governo Bolsonaro resistiu em negociar a Coronavac. Em outubro de 2020, o presidente forçou Pazuello a recuar de uma promessa de compra da vacina. “Um manda e outro obedece”, justificou o general em vídeo ao lado do mandatário.

O presidente chegou a dizer que não compraria a vacina mesmo quando a Anvisa desse aval para o uso. “Da China nós não compraremos, é decisão minha. Eu não acredito que ela [vacina] transmita segurança suficiente para a população pela sua origem”, declarou o presidente em 22 de outubro.

Para a CPI da Covid, o governo desdenhou de negociações diretas com fabricantes como a Pfizer, enquanto abriu as portas para representantes de intermediárias que atuavam sem o aval dos laboratórios.

Em uma das tratativas dessa linha de maior repercussão, o cabo da polícia militar Luiz Paulo Dominghetti teve três reuniões com a cúpula do Ministério da Saúde, e afirma que chegou a receber pedido de propina de US$ 1 por dose para destravar uma compra de 400 milhões de unidades da AstraZeneca.

Procurados, Pazuello, Franco e a Casa Civil —onde os militares hoje despacham como assessores de Bolsonaro— não se manifestaram sobre a reunião do dia 11 de março.

Em nota, a Sinovac disse que APENAS (em letras garrafais, na resposta em inglês) o Instituto Butantan pode oferecer a Coronavac no Brasil.

Segundo registros da Receita Federal, a World Brands tem capital social de R$ 5 milhões e atua com comércio de diversos produtos, como materiais para uso médico, além de atividades de agenciamento marítimo e de despachantes aduaneiros.

O empresário identificado como “John” afirmou à Folha que havia uma cota da Coronavac que poderia ser ofertada ao Brasil.

Ele disse ser um “parceiro” da World Brands, mas encerrou a conversa telefônica com a reportagem quando foi questionado sobre detalhes das negociações e nomes dos presentes na reunião, como o dele mesmo.

A Folha perguntou ao Ministério da Saúde quem participou da reunião, com quem ela foi agendada e os motivos pelos quais o encontro não apareceu na agenda oficial dos ex-integrantes da cúpula da pasta.

Também perguntou qual encaminhamento foi dado à proposta. A pasta não respondeu a nenhum dos questionamentos e disse apenas que as agendas públicas de autoridades exoneradas podem ser acessadas por meio de um link oficial.

Após a públicação da reportagem, o ministério afirmou, em nota, que desconhece qualquer memorando de entendimento feito pela gestão Pazuello. “A atual gestão da pasta não tem conhecimento de memorando de entendimentos para aquisição de doses da Coronavac.”

O atual secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, disse que não sabia da negociação citada no vídeo. “Tomei conhecimento pela imprensa.”

A World Brands disse apenas: “Proposta efetuada, nenhuma resposta efetiva recebida, negócio não efetuado”. A empresa não quis informar o nome dos participantes da reunião e se eles tinham de fato aval da Sinovac para a venda ao governo federal.