– Dicas para proprietários de carros bicombustíveis

Invariavelmente vemos carros que aceitam gasolina e etanol que não se adaptam à mudança de combustível.

Caro motorista, saiba que o seu veículo tem um chip que precisa entender o que você está abastecendo.

Se você roda com gasolina e quer mudar para etanol, deve deixar o tanque se esvaziar até o limite da reserva, e aí completar o tanque com o outro produto. Caso contrário (se você anda com meio-a-meio), o módulo pode entender que você está utilizando combustível adulterado.

Algo importante e que passa despercebido: quando você muda o combustível, precisa rodar alguns quilômetros para que seu carro entenda o que aconteceu. Se você trocar o combustível e estacionar o carro na garagem, fatalmente, quando você der a partida, o carro pode não funcionar.

Um cuidado a mais: alguns carros podem viciar com determinado combustível, e se você não muda com frequência, pode ser que seu carro não renda o que deva e até falhe por muitos tanques abastecidos.

Ademais, último conselho: não se esqueça de abastecer o reservatório da injeção eletrônica, caso esteja usando a opção etanol.

Tais dicas ajudam os motoristas a terem tranquilidade quando abastecerem seus carros.

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– A grande diferença de respeito às pessoas do Restaurante Madero e das Lojas Cem!

Está repercutindo em todo o Brasil a fala arrogante, egoísta e equivocada do Chef Junior Durski, proprietário da rede gastronômica Madero, a respeito da pandemia e o resguardo necessário para precaver-se. Disse em seu Instagram:

“Oi, pessoal, estou passando aqui para dizer que sou totalmente contrário a esse lockdown (bloqueio, em inglês) que estamos tendo no Brasil. O Brasil não pode parar dessa maneira, o Brasil não aguenta. Tem que ter trabalho, as pessoas têm que produzir, têm que trabalhar. O Brasil não tem essa condição de ficar parado assim. As consequências econômicas que teremos no futuro serão muito maiores do que as pessoas que vão morrer agora com o coronavírus. Sei que temos de chorar e vamos chorar por cada uma das pessoas que vão morrer com o coronavírus. Vamos cuidar, vamos isolar os idosos, as pessoas que tenham algum problema de saúde, como diabetes, vamos! É nossa obrigação fazer isso. Mas não podemos, por conta de cinco ou sete mil pessoas que vão morrer… Sei que isso é grave, sei que é um problema, mas muito mais grave é o que já acontece no Brasil. Em 2018, morreram mais de 57 mil pessoas assassinadas no Brasil. Mais de 6 mil pessoas por desnutrição… isso anotado na certidão de óbito. Quantas morreram que não foi anotado que eram desnutrição e inanição?”.

O empresário, como se percebe, relativizou demais a crise e seus efeitos humanos. Entretanto, a frase marcante de que “não podemos parar por conta de cinco ou sete mil que vão morrer” é péssima, dentro ou fora de qualquer contexto. Parece cego ao real perigo e alheio que somente na Itália, país bem menor do que o nosso, morreram 800 anteontem (num único dia), e que com a má vontade latente de recolhimento aqui no Brasil, os mortos serão em número muito maior (e, se seguirem a lógica de continuidade de rotina com certos cuidados proposta por Durski, morrerão ainda mais)!

Do outro lado, a favor da prudência e do respeito humano, vejo a atitude correta, ética, simpática e responsável das Lojas Cem, um grande varejista sediado em Salto-SP, de propriedade da tradicional família Dalla Vecchia, que fechou todas as suas 278 lojas, não trabalhando nem com e-commerce e, por receber seus boletos na própria loja com os tradicionais carnês, anunciando que o cliente só vai pagar quando tudo voltar ao normal! Veja o comunicado:

Fica então a percepção: quem é o empreendedor mais responsável e que, quando tudo estiver normalizado, merece o respeito do consumidor?

Aqui, notoriamente, são os dois extremos do capitalismo!

Atualização, 18h41: Junior Durski pediu desculpas pelo video, mas criticou novamente o isolamento, em: https://istoe.com.br/dono-do-madero-se-desculpa-e-volta-a-criticar-isolamento-e-bom-para-os-ricos/

– Simpatia ou Amolação das Empresas nas Redes Sociais? O diálogo com o cliente!

Como uma empresa pode se tornar transparente para o consumidor? Através do diálogo aberto com os seus clientes, as empresas conseguem ganhar a simpatia e a atenção daqueles que, afinal de contas, os sustentam!

John Elkington, um dos gurus da Administração de Empresas, certa vez escreveu sobre a importância dessas ações. Para ele, uma das formas das organizações entrarem em contato com as pessoas é através de redes sociais, como Twitter e Facebook.

Nós temos observados um sem número de empresas que assim procedem. Mas o que lhe parece o fato das mesmas usarem essas mesmas mídias para enviar propaganda de produtos? O contato vira Spam, aborrece e insatisfaz o cliente.

Uma das formas mais eficazes, incontestavelmente, ainda é o boca-a-boca. Independe do tamanho da empresa! A repercussão de um bom produto ou serviço acaba sendo um dos maiores índices de influência na decisão de compra. E esse tipo de mídia social, não virtual mas pessoal, pode ser visto em qualquer canto. Vá ao Centro de Jundiaí e use dos serviços de alguma loja local. Se for bem atendido, você fala aos seus amigos. Se for mal atendido, a cidade inteira saberá!

E você, o que pensa sobre os contatos das empresas: isso traz simpatia ou amolação?

Abaixo o artigo citado, extraído de ELKINGTON, John. A Voz das Empresas. Revista Época Negócios, pg 66., maio/2010:

A VOZ DAS EMPRESAS

O que se requer delas é que dialoguem nas mídias sociais de maneira franca e honesta, em vez de se buscar publicidade.

“Abrir-se é bom; fechar-se é ruim.” Ninguém esperava ouvir isso de um ex-executivo do alto escalão da Shell, mas quando Björn Edlund tomou a palavra durante o congresso “Só Meios”, sobre mídia social, sua franqueza foi brutal. Ele disse que “as grandes empresas têm a obsessão do controle, e não do diálogo”, mas acrescentou que o pensamento corporativo está começando a mudar.

Decorrida uma década de aventuras no mundo hipersaturado e prestes a entrar em colapso da Nova Economia, voltamos ao clima tenso em meados de 2009, com a realização de pesquisas sobre as implicações da nova onda de redes sociais para a transparência e a prestação de contas das empresas, bem como suas possíveis aplicações, tendo sempre a equação da confiança em mente.

Embora a presença das empresas na mídia social ainda esteja no início, são grandes as oportunidades de maior transparência, envolvimento e colaboração. O que se requer delas é que participem desse diálogo, talvez difícil, de maneira honesta e franca, em vez de usar esse canal para fazer publicidade. Na verdade, o conceito mais difícil de entender para muitas empresas é o de que é preciso assimilar uma certa perda de controle, e que deixar o diálogo fluir sem interrupções, filtros e de uma maneira que encontre seu próprio equilíbrio resultará no feedback indispensável tanto de partidários quanto de críticos.

Tome-se como exemplo a Timberland e sua plataforma Vozes do Desafio, que se abriu à discussão e às dificuldades próprias das questões fundamentais de sustentabilidade, que vão desde normas aplicáveis à mão de obra da cadeia de suprimentos até a política de mudança climática.

Mesmo as empresas mais sofisticadas passam, às vezes, por momentos difíceis quando têm de lidar com a mídia social. Quem acompanha a página da Nestlé no Facebook viu, em março, o que pode acontecer quando a empresa tenta controlar a conversa. Em resposta à exigência do moderador de que os participantes parassem de modificar os logos da empresa, um deles tentou, com muito empenho, educar a Nestlé em relação aos benefícios da mídia social. “Participar da mídia social significa abraçar o seu mercado, participar dele e cultivar o diálogo, em vez de passar sermões.” Infelizmente, o moderador não compartilhava desse ponto de vista e deu a seguinte resposta: “Obrigado pela lição de boas maneiras. Considere-se abraçado. Contudo, esta página é nossa, somos nós que criamos as regras, sempre foi assim”. Seguiu-se uma avalanche de comentários que foi acompanhada de um pedido de desculpas da empresa.

Nos dois casos, as empresas fizeram contato – a página do Facebook da Nestlé tem, por incrível que pareça, mais de 90 mil fãs ativos. O impacto de ambas também foi grande, em razão da natureza viral dos blogs e tweets. Ao final, porém, foram o tom e o estilo que deixaram a Nestlé do lado errado da equação e a Timberland, do lado certo.

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– Por possível impureza cancerígena, lotes de Cloridrato de Ranitidina serão retirados.

Ôpa, quem faz uso de Ranitidina para problemas no estômago, alerta: A ANVISA determinou a retirada de lotes desse medicamento por ter-se encontrado nitrosamina, um composto que pode levar ao câncer.

No final desta página, veja o número dos lotes a serem recolhidos de acordo com as amostras. Aliás, uma caixa que usamos aqui em casa pertence justamente a um dos que devem ser recolhidos.

Chato quando você vê a notícia, estes tratando da saúde e descobre que o seu remédio pode estar com problemas, não?…

Extraído de: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/farmaceutica-faz-recall-de-remedio-para-ulcera-gastrica,4cee222af9476f6ae3b9dad5f61488ebn8odsjky.html

FABRICANTES FAZEM RECALL DE REMÉDIO PARA ÚLCERA GÁSTRICA

Ao menos duas farmacêuticas fazem recolhimento voluntário do medicamento Ranitidina, indicado para úlceras de estômago ou de duodeno. O procedimento é adotado após testes identificarem, em amostras de remédios do tipo, concentração acima da recomendada de nitrosamina, impureza “classificada como possível causadora de câncer em humanos”. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou este mês recomendações para fabricantes adotarem medidas contra a presença da substância em remédios. Segundo o órgão, 225 lotes estão sendo tirados do mercado.

Parte desses produtos chegou às farmácias, mas não é possível estimar quanto. A Anvisa disse que os pacientes devem continuar tomando os remédios, a menos que o médico ou farmacêutico desaconselhe.

A Medley, unidade de negócios de genéricos da Sanofi, afirmou se tratar de medida preventiva. Vai atingir lotes nas dosagens de 150 mg e 300 mg. Ao todo, 50 lotes serão recolhidos. Conforme a empresa, o recolhimento se deve à “possível contaminação” com nitrosanima e os pacientes não terão custos.

Outro a anunciar recall foi o Aché Laboratórios Farmacêuticos, que disse ter protocolado, preventivamente, junto à Anvisa o recolhimento voluntário dos produtos Label comprimidos, Label xarope e seus respectivos genéricos de cloridrato de ranitidina em dezembro. Os medicamentos não são mais vendidos. A empresa disse seguir “rigorosamente todas as solicitações da Anvisa”.

Segundo Ronaldo Ponciano, gerente-geral de Fiscalização Sanitária da Anvisa, as 24 empresas que vendem o remédio no País foram notificadas em 2019 e a agência pediu que elas fizessem estudos sobre os produtos. “Todas que apresentaram porcentual maior do que o permitido tiveram o recolhimento. Temos 225 lotes em processo de recolhimento publicados no site da Anvisa e outros vão entrar nos próximos dias. As que tiveram um nível acima fizeram o recolhimento voluntário.”

As empresas têm prazo de seis meses para finalizar o processo. As farmacêuticas que ainda não apresentaram os resultados tiveram seus estoques comercializáveis interditados cautelarmente pela agência até que se saiba o resultado dos testes.

Ponciano diz que a questão ainda é nova na indústria farmacêutica. “Até a segunda metade de 2018, não era estudado em todo mundo.” Está sendo feito um esforço, diz ele, para mapear todos os remédios que podem ter essa contaminação.

Riscos

Com base na experiência com os remédios para pressão arterial (sartanas) que também tinham indícios de contaminação e foram recolhidos, a Anvisa emitiu comunicado afirmando que, embora a nitrosamina deva ser evitada, não representa “risco de saúde imediato”. Isso porque já somos expostos a pequenas quantidades de nitrosaminas diariamente, em alimentos e na água, e pequenas quantidades são aceitáveis.

Segundo estudos europeus citados pela Anvisa, o risco de câncer associado ao consumo contínuo de medicamento contaminado é de 0,00017% – a cada 6 mil pessoas que tomaram o medicamento contaminado na dose máxima, todo dia, por cinco anos seguidos, só uma poderá desenvolver câncer por causa da contaminação. Apesar do baixo risco, a Anvisa diz ser “inaceitável” que a substância esteja presente em remédios.

O que fazer

A Medley recomenda que os pacientes que têm produtos de algum dos lotes entrem em contato com o SAC da empresa pelo telefone 0800 729 8000, de segunda a sexta, das 8h às 20h. “Em caso de dúvidas sobre o tratamento, entre em contato com o seu médico.”

“Os pacientes são aconselhados a continuar usando seus medicamentos normalmente, a menos que sua descontinuação tenha sido aconselhada por seu médico ou farmacêutico, levando em consideração as recomendações nas informações do produto”, orienta a Anvisa. /COLABOROU FABIANA CAMBRICOLI

Lista de lotes do medicamento Ranitidina que serão recolhidos

– Cuidado ao comprar pela ilustração…

Não costumo comer no Habib’s, mas minha esposa queria comer algumas esfihas e fui ao restaurante.

Ao ver a propaganda de uma esfiha de calabresa com queijo cremily, fiquei com fome! Pedi uma e…

Compare a do anúncio da direita e a real, na esquerda. Logicamente uma fotografia tem diferença do produto, mas é pra tanto?

Abaixo:

– Ostentação de… Panetone?

Panetones fazem parte da cultura do final de ano. Sua versão “pascoalina”, as colombas pascais, também foram introduzidas e se tornaram comuns às mesas festivas.

O problema é: o preço! Repararam o quanto estão diversificados e caros? Dos tradicionais de frutas aos modificados de chocolate, surgiram os Havana e Kopenhagen – deliciosos, mas que viraram “pães-ostentação.

Do jeito que está, vou no mais econômico (como o abaixo):

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– Você confia nos fatores de Proteção Solar?

Uso muito protetor solar devido à necessária proteção da pele, combatendo o risco grande de câncer. Infelizmente, não há tal consciência como se deveria em nosso país sobre tal problema.

Mas sempre questionei a eficácia dos mesmos, em especial aos específicos de rostos (caríssimos) e que prometem vários milagres além da proteção. Uso FPS 60 ou 70, e fico abismado ao verificar: em 10 marcas testadas pela PROTESTE, apenas 3 realmente tinham o Fator de Proteção Solar (FPF) correspondente ao que vendiam. São eles: Nívea, Cenoura & Bronze e Natura. 

Abaixo os demais que não alcançaram o resultado esperado, extraído da própria empresa:

PROTESTE CONSTATA PROTETOR SOLAR FACIAL COM QUASE METADE DA PROTEÇÃO PROMETIDA

Testamos a eficiência e a qualidade dos protetores solares faciais pela primeira vez – embora já tivéssemos avaliado outros tipos. Enviamos ao laboratório dez marcas, com FPS igual ou superior a 50. Na análise, foram verificados o fator de proteção solar (proteção UVB), o índice de proteção UVA e a resistência à água. Checamos ainda a rotulagem e pedimos a 30 voluntárias para experimentarem os produtos. Elas opinaram sobre facilidade de espalhar no rosto, absorção e aroma, entre outros aspectos.

Confira todos os resultados na tabela abaixo:

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– Black Friday “Engana Mané”!

Dias atrás eu vi o que realmente é golpe no cliente. Em determinado shopping de Jundiaí, vi por lá as propagandas de: “já começou a Black Friday”.

Pois é: nenhuma diferença de preço, sempre os mesmos anúncios de “descontos de até 50%” (que há tempos estão por lá), apesar dos cartazes.

O que mais me chamou a atenção é: um tênis de corrida caríssimo (Adidas Ultraboost) custava R$ 799,99 há 15 dias. Hoje, havia o anúncio da liquidação “Black Friday antecipada”: de R$ 899,99 por R$ 799,99!

Palhaçada… muitas lojas aumentam para depois venderem no mesmo (alto) preço… e quem realmente faz a promoção, fica “queimado” pelos maus varejistas, desacreditando o evento.

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– O Consumismo como Doença

Nós, enquanto administradores comerciais, queremos vender. Queremos que os consumidores comprem à vontade!

Nós, enquanto consumidores, tomamos cuidados para não nos endividarmos. Mas, às vezes, o IMPULSO nos prejudica.

Digo isso pela interessante matéria sobre o “Consumo como Vício / Doença“. As vezes, me identifiquei aqui… é necessário cuidado!

Extraído de: RIBEIRO, Carina. Revista IstoÉ, pg 70-72, ed 2088, 18/11

CONSUMO: QUANDO O DESEJO DE COMPRAR VIRA DOENÇA

O endividamento crônico atinge milhões de brasileiros e pode ser uma porta de entrada para o vício do consumo compulsivo

Nunca foi tão fácil conseguir crédito. Às vésperas do Natal, o mercado pouco exige do pagador. A compra é parcelada a perder de vista, sem entrada. O financiamento, pré-aprovado, é quase ilimitado. Para quem sabe gerir dinheiro, isso significa boas oportunidades. Para quem gasta sem pensar e adquire o que não precisa, pode ser a perdição total. Neste grupo, os mais vulneráveis são os compradores compulsivos, parte significativa dos 22% dos brasileiros que possuem dívidas impagáveis e de 85% das famílias que têm despesas superiores ao rendimento, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste caso, o consumismo desenfreado é uma doença.

Um dos sinais de desequilíbrio é o alto grau de irritação diante da impossibilidade de comprar e a impulsividade do ato. “São pessoas que compram sozinhas, optam por objetos repetidos, sem utilidade, e escondem as aquisições dos familiares”, afirma Tatiana Filomensky, coordenadora do grupo de atendimento dos compradores compulsivos no Hospital das Clínicas de São Paulo. “Eles saem para comprar um terno e voltam com uma televisão.” Seis anos atrás, apenas três pacientes estavam em tratamento. Neste ano, são 24 e há 50 nomes em lista de espera.

A aquisição de produtos idênticos ou inúteis e o medo de encarar os débitos são características do consumista patológico. É o que ocorre com a administradora M.S., 40 anos, que coleciona bijuterias, sapatos, bolsas e calças do mesmo modelo e da mesma cor. Há quatro anos, quando sua dívida chegou a R$ 25 mil, ela decidiu frequentar os Devedores Anônimos (DA), em São Paulo. “O guardaroupa estava cheio e nada me interessava”, diz a administradora, que ganhava R$ 5 mil e gastava R$ 500 em cada ida ao shopping. Ela lamenta não ter construído um patrimônio nem priorizado a família. “Comprava tudo para mim e nada para o meu filho. Hoje me culpo por isso”, diz.

Diante da vergonha do endividamento crônico, é comum que os compulsivos escondam a fatura bancária dos familiares. “Eu não queria admitir a dívida e escondia as compras da minha esposa”, afirma o físico C.A., 61 anos. Uma de suas manias é preencher o freezer até o limite com os mesmos alimentos, das mesmas marcas, mesmo ciente de que não serão consumidos no prazo de validade. “Se o freezer não estiver lotado, tenho a sensação de escassez”, explica o físico, que há um ano entrou para o DA. Para quitar parte de suas dívidas, certa vez conseguiu um empréstimo de R$ 9 mil – e gastou o valor em três dias. “Nem lembro o que comprei.” A necessidade de manusear valores o levava diariamente ao caixa eletrônico. “O barulho da maquininha liberando o dinheiro me fazia bem”, diz o físico, que fazia saques duas vezes por dia. “Me sentia mal em aniversários e casamentos porque tudo era de graça. Corria das festas para lojas para comprar.” O resultado: três cartões de crédito estourados, eletrôcheque especial no limite e uma dívida de R$ 22 mil.

A compulsão por compras costuma vir acompanhada de outros vícios, segundo pesquisa da Universidade da Carolina do Norte (EUA). “Há um parentesco entre as diversas formas de manifestação”, diz o psiquiatra Miguel Roberto Jorge, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Por exemplo: um jovem que compra de forma impulsiva pode migrar para o alcoolismo ou vício em jogos na terceira idade.

Grande parte dos endividados crônicos sofre de consumo compulsivo, mas há os que entram neste rol por incapacidade de gerir seu negócio ou sua conta bancária. O empresário W.P., 50 anos, deve 15 vezes seu patrimônio. O rombo financeiro comprometeu a renda de toda a família e surpreendeu a esposa e os filhos, que desconheciam a situação. A dívida destruiu um casamento de 25 anos e levou os familiares a cogitar a interdição judicial. “Fui expulso de casa”, conta. O caos foi o resultado de empréstimos e créditos com sete instituições financeiras. Ele foi parar no hospital quando a sua dívida aumentou 85% com a bola de neve dos juros. “Me afundei. Recorri a agiotas e sofri ameaças.” Apesar de não dispor mais de bens pessoais para se desfazer, o empresário acredita que ainda pode quitar a dívida. Enquanto isso, se esforça para pagar a fatura mínima do cartão de crédito. O advogado José Serpa Júnior, especialista em direito do consumidor, alerta que o pagamento mínimo é uma das armadilhas que dão falso conforto ao endividado. “Em um ano o débito triplica”, explica. Entre as recomendações do tratamento médico para compulsivos está não pagar a conta do cartão. “É uma forma de o paciente ter o nome sujo e não poder obter o crédito”, afirma Tatiana Filomensky.

O poder das instituições financeiras diante dos superendividados tem sido questionado pela Justiça. Em duas sentenças inéditas, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou obanco Itaú por fornecer crédito consignado acima das possibilidades dos endividados crônicos. “Não se trata de fazer apologia à figura do mau pagador ou de instituir o calote público, mas de analisar a responsabilidade financeira pela má concessão de crédito em valor muito superior à capacidade de endividamento do cliente”, afirma o relator, o desembargador Marcos Torres. Segundo especialistas, os idosos são as maiores vítimas nesses casos. “Eles são um filão pelo crédito descontado na folha”, afirma o advogado José Serpa Júnior.

É o caso do ex-auxiliar judiciário É o caso do ex-auxiliar judiciário Davi Prado Bortolato, 66 anos, que se aposentou com R$ 4.650, mas só recebe R$ 800 líquidos. Viciado em em préstimos, não resiste a um dinheiro fácil. “Abria a conta em um banco para cobrir o outro. No final, estava enrolado com seis financeiras”, diz Davi, que alega ter sido seduzido pela promessa do crédito sem juros para a terceira idade. O descontrole financeiro se tornou uma dívida de R$ 40 mil. “A raiz do endividamento está na distorção do que é essencial, necessário e supérfluo e nas reais condições de pagamento”, afirma Ari Ferreira de Abreu, especialista em contabilidade e finanças familiar. “O fútil é importante, traz felicidade”, diz o professor. “Desde que não comprometa o que é essencial.”

– Qual o ponto perfeito?

Não pude resistir a essa ilustração e postei: já paguei muito caro em churrascaria que não valeu a pena, e também já paguei muito barato em outras em que fui bem servido.

Ao verificar essa imagem (abaixo), fico pensando: cozinhar é uma arte mesmo! Não adianta “grife de carne”, se você não acertar o ponto dela.

Qual é o seu?

– A propaganda que induz a erro?

Já repararam nas propagandas da Ipiranga com descontos através do App Abastece Aí? Pois é, o abatimento de 5% prometido é muito bom (eu o uso). Entretanto, o Procon está de olho nas faixas da promoção, que informam em números bem grandes o valor com desconto, e com números menores o valor do preço na bomba.

O órgão de defesa do consumidor alega que muitas vezes o consumidor é iludido a crer que o preço normal é o que está em destaque, não entendo que o valor do desconto é exclusivamente pelo aplicativo (e essa informação condicional seria muito pequena para realçar o destaque do preço).

Abaixo, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2019/08/procon-sp-multa-a-empresa-de-combustiveis-ipiranga-em-r-64-milhoes.shtml

PROCON-SP MULTA A EMPRESA DE COMBUSTÍVEIS IPIRANGA EM R$ 6,4 MI

A Fundação Procon-SP multou a Ipiranga Produtos de Petróleo S.A. em R$ 6,4 milhões. Segundo o órgão, a empresa estaria induzindo o consumidor ao erro sobre o preço dos combustíveis.

O Procon afirma que são disponibilizados materiais anunciando desconto de 5% sem deixar claro que a oferta é válida somente para usuários do aplicativo Abastece Aí, vinculado à empresa.

A Ipiranga diz que ainda não foi notificada e que os materiais de divulgação já foram objeto de análise por órgãos de defesa do consumidor de outros estados, “que entenderam correta essa publicidade e em conformidade com as normas do código brasileiro de defesa do consumidor”.

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– Telemarketing que cansa!

Não participei de nenhum concurso, mas recebi a ligação de um curso de inglês que me sorteou! Ganhei um curso totalmente grátis, com material de apoio incluso. Apenas eu tinha que pagar uma “taxa de adesão”, segundo a moça do telefonema que atendi.

Quando perguntei quem me sorteou ou passou meus dados, a atendente fez cara de espanto (deu até para imaginar do outro lado da linha) e disse: “mas como o senhor não quer ganhar, é grátis!”

Nessa última semana recebi uma mensagem da Claro TV, que dizia repetidas vezes com voz automática: “Você ganhou, você ganhou”! Quando questionei o atendente humano, descobri que “também fui sorteado” e ganhei uma instalação totalmente grátis e com ponto de extra para tv por assinatura. Não iria gastar nadas, exceto um “pequeno investimento” daqui 45 dias.

Pô, será que essas empresas pensam que todos somos trouxas e duvidam da nossa capacidade de percepção desse golpe nojento e fraquinho?

Xô, dona Claro. O seu telemarketing foi o mais repugnante dos últimos dias.

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– A redução do peso do saco de cimento e os golpes de outrora!

Eu trabalhei muito tempo em depósito de material de construção, e sofria quando tinha que carregar sacos de cimento. Afinal, cada um pesa 50 kg (e os de cal, 20 kg).

Em breve, por determinação de autoridades da área de Segurança no Trabalho, o peso máximo será de 25 kg / saco. Correto. E o preço, logicamente, tem que cair pela metade. 

Me recordo que quando existiu o congelamento de preços imposto pelo Presidente José Sarney em 1986, os sacos de cal passaram de 20 kg para 10 kg por um período (e o preço não caiu pela metade). Era golpe para fugir dos valores tabelados / congelados.

Atualmente, muitos produtos tem redução de tamanho e o preço muda muito pouco, sendo um engodo não percebido por boa parte dos consumidores. Vide os chocolates de 200 gramas, que caíram para 180g, dependendo da marca, para 170. 

A queda de preços é sempre proporcional?

Tomara que sim, pois o caso passará da Segurança do Trabalho para a Segurança do Bolso, caso “não ocorra”.

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– Os Postos de Autosserviço vingarão no Brasil

Vez ou outra, ouvimos notícias de se permitir o auto-atendimento dos clientes em postos de combustíveis. O Carrefour, quando começou a montar seus estabelecimentos, tentou essa proposta e a legislação barrou.

É um assunto muito complicado: se pelo lado do comerciante, o custo de um frentista é altíssimo (em impostos, obrigações de saúde e outras exigências), por outro: será que o próprio cliente se atender, com as dificuldades existentes (quando travar a bomba, como abrir o tanque, o cuidado em não respirar benzeno, assim como o pagamento dos produtos) dará certo?

Em: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/06/06/projeto-camara-posto-gasolina-motorista-abastecer-autosservico.htm

PROJETO QUER PERMITIR QUE MOTORISTA ABASTEÇA O PRÓPRIO CARRO

O Projeto de Lei 2302/19 permite o funcionamento de bombas de autosserviço –operadas pelo próprio consumidor– nos postos de abastecimento de combustíveis.

Em análise na Câmara dos Deputados, o projeto revoga a Lei 9.956/00, que hoje proíbe essas bombas.

Autor da proposta, o deputado Vinicius Poit (Novo-SP) diz que permissão de postos com autosserviço é uma das sugestões constantes em estudo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de 2018 para aumentar a concorrência no setor de combustíveis e reduzir os preços dos combustíveis.

O parlamentar ressalta que o modelo existe nos Estados Unidos desde a década de 1950 e permite a venda por um preço mais barato, já que reduz o custo trabalhista do empresário.

Tramitação

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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– Como cuidar bem de seu veículo

Compartilho um ótimo Guia da Revista Veja sobre “Cuidados na Manutenção do seu Carro”, publicado na edição 2341, com dicas de economia, desmistificação de certos assuntos e alguns macetes bem bacanas. Abaixo:

GUIA PRÁTICO

1. PARE DE MALTRATAR SEU CARRO

A forma de dirigir é fator determinante no tempo de vida útil dos componentes de um veículo, a embreagem, por exemplo, pode durar 100.000 quilômetros no carro do motorista cioso — ou exigir uma cara e inesperada troca já no primeiro ano do veículo mal conduzido.

Acidentes também podem ser evitados com medidas simples. Um estudo realizado pela Fiat mostrou que 70% das batidas leves não ocorreriam se o motorista pisasse com vontade no freio. E, acredite, uma das causas do acionamento inadequado do pedal é a má postura. Ou seja, sentar-se como se estivesse no sofá de casa afeta o tempo e a força da reação para brecar o carro — o ideal é dirigir com a coluna ereta e os braços e pernas levemente flexionados. Com a ajuda de especialistas, VEJA indica sete vícios comuns que podem prejudicar a manutenção do veículo e ocasionar acidentes.

PEGAR DESCIDAS NA BANGUELA

O equívoco: descer uma serra ou uma ladeira em ponto morto ou na posição neutra para economizar combustível.

Por que deve ser evitado: nos carros com injeção eletrônica (caso dos modelos fabricados nos últimos vinte anos), a economia de gasolina na banguela é um mito – essa possibilidade morreu junto com o uso de carburador. E, como o carro tende a ganhar velocidade em declives, o motorista precisa frear durante todo o trajeto, o que desgasta os freios. Em caso de superaquecimento do óleo dos freios, estes podem até falhar. Portanto, a banguela não só não economiza combustível como desgasta pneus e freios e pode causar acidentes.

Para não errar: o corte de queima de combustível ocorre, sim, quando o motorista usa o freio-motor para desacelerar. Ou seja, descer engrenado economiza freios e combustível.
Dica – “Usar as marchas manuais do câmbio automático ajuda a reduzir a velocidade do carro e, assim, poupa combustível e o sistema de freios”, ensina César Urnhani, piloto de testes da Pirelli

VIRAR O VOLANTE COM O CARRO PARADO

O equivoco: ao manobrar, o motorista vira o volante com o carro completamente parado.

Por que deve ser evitado: mover as rodas com o carro imóvel aumenta muito o atrito dos pneus no asfalto, o que acelera o desgaste. “O hábito também pode afetar a caixa de direção, tanto nos veículos com direção mecânica como naqueles com direção hidráulica ou elétrica”, diz o engenheiro Alfredo Vieira das Neves, supervisor de relacionamento com o cliente da Honda.

Para não errar: um mínimo de movimento, para a frente ou de ré, já é suficiente para reduzir o atrito dos pneus no solo

CRUZAR AS LOMBADAS DE VIÉS

O equívoco: atravessar uma lombada na diagonal, na crença errônea de que isso força menos o carro.

Por que deve ser evitado: porque, que ironia, o que realmente força a carroceria e a suspensão é o movimento de torção em que se incorre ao pegar a lombada de lado. Embora os veículos novos apresentem maior rigidez estrutural, o hábito pode ser responsável por rangidos e quebras em pontos de solda na carroceria. Dependendo da velocidade, o impacto em apenas uma das rodas danifica a suspensão do veículo.

Para não errar reduza a velocidade e passe sobre as lombadas de frente

DISPENSAR OS FREIOS NA SUBIDA

O equívoco: manter o carro parado na ladeira sem usar o freio de mão ou, pior, evitar que o carro ande para trás controlando-o no jogo com os pedais da embreagem e do acelerador.

Por que deve ser evitado: embora o motorista brasileiro considere vergonhoso recorrer a ele, o freio de mão é aliado em diversas situações. Em vias em aclive, arrancar com o carro sem a ajuda do freio de mão exige esforço redobrado da embreagem. Pior ainda é “segurar” o veículo pisando na embreagem e no acelerador. Esse esforço extra pode reduzir em até 50% a vida útil do conjunto ou queimar o disco da embreagem. E ainda entra na conta o consumo desnecessário de combustível para evitar que toda aquela tonelada de carro se renda à força da gravidade.

Para não errar: além de poupar a embreagem, acionar o freio de mão ao parar na subida ajuda o motorista a controlar a saída do carro e, portanto, evita acidentes

TRANSFORMAR PEÇAS EM APOIO DE PÉ E MÃO

O equívoco: apoiar o pé esquerdo na embreagem ou descansar a mão direita sobre o câmbio.

Por que deve ser evitado: com o tempo, o peso da mão acaba danificando o trambulador, sistema composto de molas e buchas que liga a alavanca à caixa de câmbio. O pé apoiado no pedal da embreagem, por sua vez, mantém o sistema pré-acionado e gera atrito nos componentes do conjunto, sobrecarregando peças como o disco e o platô. Desenvolvido para rodar 100.000 quilômetros, o sistema pode acabar necessitando de troca aos 10.000 quilômetros.

Para não errar: mais simples, impossível: acione os pedais e a alavanca do câmbio apenas quando necessário

ESNOBAR O FREIO DE MÃO

O equívoco: quem dirige um carro automático pode cair na armadilha de não acionar o freio de mão quando estaciona, uma vez que o câmbio no modo parking (posição P) mantém o veículo parado.

Por que deve ser evitado: “O câmbio no modo parking ajuda a imobilizar o veículo, mas não é sua função substituir o freio de estacionamento. Essa atitude pode comprometer o conjunto de transmissão, como engrenagens e semieixos”, diz Ricardo Dilser, assessor técnico da Fiat.

Para não errar: em ladeiras, o correto é parar o carro na posição N (neutro), puxar o freio de mão e tirar o pé do pedal do freio, para certificar-se de que o carro não se move – e só então levar a alavanca do câmbio para a posição P

DEIXAR O TANQUE NA RESERVA

O equívoco: percorrer vários quilômetros com o tanque de combustível na reserva.

Por que deve ser evitado: a bomba que suga gasolina, etanol ou diesel do tanque para o motor fica submersa no combustível, o que mantém a peça resfriada. Quando o tanque está quase vazio, corre-se o risco de ela superaquecer, o que reduz sua vida útil e pode até queimá-la. “Em curvas ou ladeiras, o movimento do combustível no tanque pode ocasionar uma pane seca. Ou seja, a bomba perde o contato com o combustível e suga ar para o motor, o que impede o veículo de acelerar ou pode desligá-lo completamente”, diz o engenheiro Alfredo Neves, supervisor de relacionamento com o cliente da Honda. Por fim, com pouco combustível no tanque aumenta a probabilidade de que entre sujeira na bomba, o que danifica o filtro do combustível.

Para não errar: o ideal é manter o tanque com pelo menos metade de sua capacidade.

2. COMUM, ADITIVADA OU PREMIUM?

Antes de abastecer o carro, entenda os principais mitos e dúvidas sobre cada tipo de gasolina disponível nos postos.

DESEMPENHO

A octanagem classifica o combustível por sua resistência à detonação no motor. Ou seja, quanto mais alto é o índice de octanas, maior é a eficiência da combustão e, assim, melhor é o desempenho do motor. Na gasolina comum e na aditivada, esse índice é de no mínimo 87. A premium tem a partir de 91 octanas e a podium, vendida apenas nos postos da bandeira BR, tem 95. Para que o motorista perceba uma diferença significativa no desempenho do carro, o motor deve ter uma taxa de compressão superior a 10:1, informação que consta no manual do veículo

PORCENTAGEM DE ETANOL

“A legislação brasileira prevê uma mistura de 25% de etanol na gasolina. Essa porcentagem vale para todos os tipos, desde a comum até a podium, sem distinção”, explica Izabel Lacerda, coordenadora de qualidade de produtos automotivos da Petrobras Distribuidora

LIMPEZA DO MOTOR

A gasolina aditivada contém substâncias detergentes e dispersantes que não interferem no desempenho do carro, mas ajudam a remover impurezas e evitar que depósitos do combustível se acumulem no motor. “Para obter os benefícios da gasolina aditivada, opte por ela uma a cada cinco vezes que encher o tanque”, diz o piloto César Urnhani.

ATENÇÃO! Não deixe o frentista encher o tanque “até a boca”. O ideal é interromper o abastecimento no primeiro clique da bomba, pois a partir daí o combustível deixa de entrar no reservatório para cair no cânister, um filtro responsável por evitar que gases tóxicos cheguem ao meio ambiente. Além de não ser aproveitado, esse combustível encharca o filtro, que perde assim sua capacidade de absorção

3. CUIDADOS COM OS PNEUS

O rodízio de pneus deve acontecer no máximo a cada 10.000 quilômetros. Como a grande maioria dos carros de passeio possui tração dianteira, o desgaste maior ocorre nos dois pneus da frente. Quem adquire dois pneus novos deve, portanto, montá-los no eixo dianteiro, certo? Errado! Os pneus meia-vida vão para o eixo dianteiro do carro, enquanto os novos vão para o traseiro. “Os pneus novos possuem maior aderência e, na parte de trás do veículo, dão mais estabilidade nas curvas e em freadas bruscas”, explica César Urnhani, piloto de testes da Pirelli. Se tiver pouca aderência atrás, o carro tende a rodar na curva e, durante a frenagem, as rodas traseiras podem perder o contato com o solo, já que o peso do veículo é jogado para as rodas da frente. Para manter a saúde dos pneus em dia, sempre que realizar o rodízio faça também alinhamento e balanceamento. A calibragem deve ser semanal, inclusive do estepe, para evitar o gasto excessivo de combustível. Mas atenção: como o ar quente se expande, o pneu deve estar frio no momento da calibragem. “O ideal é fazê-la nas primeiras horas da manhã ou à noite – nunca depois de dirigir por vários quilômetros”, completa Urnhani

4. FREIOS INTELIGENTES

A partir de janeira de 2014, todos os carros fabricados no Brasil deverão estar equipados com freios ABS. Ao contrário do tradicional, esse sistema permite que o motorista controle a direção do veículo e desvie do obstáculo enquanto breca bruscamente. Mas, para conseguir a eficiência que o ABS promete, o condutor deve fazer a sua parte. Como o pedal desse tipo de freio trepida quando acionado, não é raro que o motorista tire o pé ao sentir a vibração ou pise e solte repetidamente, como se estivesse bombeando o sistema. Segundo os especialistas, o freio ABS não tem segredo: o correto é pisar até o fim e segurar firme até a parada do veículo.

Outras fontes consultadas: General Motors e o químico Ricardo França, da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva

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