– Educação Ambiental.

Muito boa a iniciativa de algumas escolas em implantarem a disciplina “Gestão Ambiental” em suas grades. Melhor: colocar as teorias na prática!

Compartilho ótimo exemplo publicado nesta semana.

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2070/geracao-sustentavel-educacao-ambiental-vai-alem-da-sala-de-aula-14371-1.htm

GERAÇÃO SUSTENTÁVEL

Educação ambiental vai além da sala de aula para formar adultos do futuro mais conscientes,

POR Verônica Mambrini

Eles reciclam lixo e transformam restos orgânicos em adubo. Tomam refrigerante de garrafas retornáveis e rejeitam produtos que vêm com muitas embalagens. Plantam árvores desde pequenos e pesquisam na internet o impacto ambiental de suas ações. Ficam escandalizados quando alguém joga lixo no chão ou desperdiça água num banho longo. Se possível, pedalam ou combinam caronas para chegar ao seu destino. Não, não são ativistas ecochatos. Essa é a nova geração que está se formando nas escolas hoje, dos pequenos em idade pré-escolar aos adolescentes questionadores.

A preocupação com ecologia não é propriamente uma novidade, pois há cerca de 20 anos vários colégios já abordavam questões ambientais. Mas o posicionamento hoje é diferente: o aluno se tornou protagonista e não espectador dos problemas que discute em sala de aula. E espera-se que o estudante leve para a vida o que aprendeu. Eduardo Rios Lohmann, 10 anos, do Colégio Pentágono, está envolvido em várias atividades de educação ambiental na escola. Sobra “lição de casa” até para os pais. “Reclamei com minha mãe até ela parar de escovar os dentes com a torneira aberta”, orgulha-se. A mãe, a pedagoga Glória Lohmann, se diverte com a fiscalização. “É uma coisa dele, mas a escola e os programas de tevê aos quais ele assiste reforçam a noção de consciência ambiental”, afirma.

No Pentágono, o professor de ciências Rogério Tadeu Sant’Anna usou uma oficina de reciclagem de lixo eletrônico para conscientizar os alunos. Eles trazem de casa eletrodomésticos que seriam descartados, desmontam as peças e as encaminham para reciclagem. “Eles passam a reconhecer os materiais, o que é reciclável e o que não é, e aproveitamos para discutir o consumismo”, afirma Sant’Anna. Já foram desmontadas mais de três toneladas de aparelhos quebrados e sem possibilidade de conserto.

No interior de São Paulo, em Sorocaba, a palavra de ordem do Colégio Véritas é pedalar para reduzir emissões de carbono, exercer a cidadania e ocupar o espaço público. “O uso da bicicleta é fundamental para o meio ambiente e para a saúde”, afirma Bárbara Figueroa Muñoz, diretora do colégio. A cada pedalada, os alunos calculam quanto de carbono deixaram de emitir. Outra ação é a Recicleta: com peças doadas, eles montam bikes e as entregam para comunidades carentes. O aluno Eduardo de Lima Helaehil, 13 anos, participa do projeto. “É muito divertido e sei que estou ajudando alguém”, diz. Bárbara afirma que, pelo uso diário, a bicicleta promove um aprendizado constante. “A educação tem de gerar transformação.”

Transformar a sociedade mantendo o respeito ao meio ambiente está dentro de toda a grade curricular da Escola Stance Dual, em São Paulo. A questão é tão importante para a escola que a instituição é adepta da Agenda 21, compromissos resultantes da Rio 92 (conferência ambiental mundial que ocorreu no Rio de Janeiro em 1992), e tem coordenadoria própria. “É encarado como um projeto transversal. Está em todas as aulas que comportam os conteúdos socioambientais no currículo”, diz Débora Moreira, coordenadora da Agenda 21 da escola. “A partir do momento em que o aluno é protagonista, estamos formando cidadãos com conhecimento, que entendem as razões e a necessidade de agir.” A Recicloteca da escola, por exemplo, incentiva a transformação de embalagens em brinquedos que serão doados à comunidade.

A aluna Caroline Vecci, 9 anos, participa das campanhas de racionalização do uso da água. Além de mudar sua forma de consumo, ela atua na conscientização de outras pessoas. “Fazemos cartazes e folhetos, ensinando como economizar água. Outra ação importante foi a entrega de marca-páginas e adesivos na rua”, diz a estudante.

Outro recurso com bastante relevância na formação dos adultos de amanhã são as excursões in loco. Morador de Cuiabá, João Vitor de Ceni Diogo, 12 anos, tomou consciência dos impactos do turismo em uma viagem ao Pantanal. “Vale a pena investir em turismo sustentável para que as próximas gerações possam ver o Pantanal como a gente vê hoje”, diz o menino. A vivência direta da realidade é fundamental para tocar os alunos, acredita a professora de João Vitor e responsável pelo projeto, Aparecida de Fátima Trandini, do Colégio Salesiano São Gonçalo. “Damos ferramentas para que eles mantenham viva a riqueza natural”, diz Aparecida. O importante é fazer a educação ambiental ultrapassar os muros da escola.

 

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– O BioCarvão das Terras Indígenas

Em tempos de pesquisas sobre novos recursos energéticos ecologicamente corretos, da Amazônia vem a grande “sensação” entre cientistas americanos: o biocarvão utilizado em terras indígenas.

Extraído de: http://revistadasemana.abril.com.br/edicoes/86/ambiente/materia_ambiente_468369.shtml

BIOCARVÃO NO COMBATE AO AQUECIMENTO GLOBAL

Os Estados Unidos – e alguns outros países – “descobriram” uma técnica ancestral, a terra preta dos índios. Produto da ocupação humana na Amazônia há milhares de anos, onde detritos orgânicos e restos de fogueira conferem fertilidade ao solo normalmente argiloso da floresta, foi rebatizada de biocarvão, ou biochar, do inglês biological charcoal, para ficar mais internacional. “Tornou-se o último grito da moda contra o aquecimento global”, escreve Marcelo Leite, colunista de ciência da Folha de S.Paulo.

O biocarvão é feito de resíduos orgânicos, ou biomassa, como madeira, plantas e até adubo de galinha, queimados pelo processo conhecido como pirólise – temperaturas superiores a 400ºC, com pouco ou nenhum oxigênio. Além de aumentar a produtividade agrícola quando misturado ao solo, o biocarvão pode ajudar a resgatar dióxido de carbono (CO2) da atmosfera e fornecer energia. Quando morrem, as plantas liberam CO2 que absorveram novamente no ambiente, mas a pirólise retém de 20% a 50% desse carbono.

Os gases produzidos durante o processo de queima podem ser usados como combustível. É o “ouro negro” da agricultura, afirmam cientistas ouvidos pela CNN.

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– Não desperdicemos água!

Estamos na Semana da Água (ontem celebramos o Dia Internacional da Água, vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-tEy). Para as crianças, as atividades escolares são voltadas à esse cuidado com tal bem natural.

Abaixo, um vídeo da Turma da Mônica explicando porque não podemos desperdiçar água.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=SlfpR8IgQeY

Com base nessa animação, fizemos nossa parte e gravamos o dever para a professora!

Em: https://youtu.be/ZOy9-_pjSfA

Não desperdice água!

– A indústria da reciclagem e os informais.

Coisas que surgem pelo subemprego: aqui na minha rua, a coleta seletiva de reciclados passa às 3as feiras bem cedinho. Porém…

Desde a madrugada, há a concorrência de coletores particulares: um senhor com uma kombi velha, um casal com uma PickUp Fiat bem antiga e um terceiro, com uma GM Montana nova, bem adaptada para esse serviço. No dia anterior, já percebi também, há carroceiros que buscam “oportunidades” de quem já se adianta e coloca antecipadamente.

Lógico, tudo isso ocorre pois existem necessitados (se bem que existe o “citado da Montana nova”, que se apropria a custo zero e aparenta ter rendimentos bons – avaliando-se pelo carro). O irônico passa a ser: o serviço público municipal, oficial, passa vazio com quase nada a coletar.

Isso é Brasil.

Placa em vinil - Reciclável - Coleta seletiva — Marfimetal - Compre e  receba aonde estiver!

– O Preço Real da Água! Deveria ser barato ou caro?

Leio no caderno Sustentabilidade da Época Negócios, uma bacana entrevista do financista Mark Tercek, autor do livro “Capital Natural”.

Ele fala sobre valores dos recursos naturais, e, em especial, da água.

E quanto deveria custar a água?

A água que bebemos deveria ter preço irrisório, já que é um direito humano básico. Mas sendo barato demais, o preço é desprezado pelo comportamento irresponsável de algumas pessoas.

para a indústria deveria ser caro, pois é um insumo para se obter lucro. E o exemplo utilizado é assustador – o quanto se gasta para fabricar um refrigerante! Veja só a Coca-Cola, que para se produzir um litro da bebida é necessário:

– 1 litro de água para o preparo da bebida em si;

– 1 litro de água para a produção e a lavagem;

– 10 litros de água para fabricar a embalagem;

– 200 litros de água para a produção do açúcar.

Ou seja, 212 LITROS DE ÁGUA PARA SE PRODUZIR UMA COCA-COLA!!!

Assustou? Eu também.

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– A Estátua de Eike Batista

(TEXTO DE 8 ANOS… (2012) – Hoje, Eike está em prisão domiciliar e teoricamente falido. Que voltas o mundo dá!)

O bilionário Eike Batista quer investir em usinas termoelétricas, remando contra a maré da energia limpa. Disse à Folha de São Paulo de hoje:

Alguém vai ter que construir uma estátua pra mim, pois vou evitar o apagão de energia

Ousado, não? Não seria o Governo, por obrigação, quem deveria investir melhor em energia elétrica  e de forma ecologicamente correta?

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– O óleo de palma é vilão?

Muito se fala de sustentabilidade. Mas veja que interessante: o óleo extraído da Palmeira, ecologicamente correto e um potencial insumo da natureza, tem sido defendido no Brasil; entretanto, tem sido condenado na Ásia.

Entenda a polêmica, extraída de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0977/sustentabilidade/oleo-palma-vilao-la-fora-mocinho-aqui-602555.html?page=2

ÓLEO DE PALMA: VILÃO LÁ FORA, MOCINHO AQUI?

Por Ana Luiza Herzog

A ONG ambientalista WWF afirma que ele é encontrado em metade de todos os produtos industrializados disponíveis em um supermercado. Creme de barbear, xampu, batom, chocolate, sorvete, macarrão instantâneo, repelente… É provável que todos eles tenham na fórmula o quase onipresente óleo de palma. E qual a explicação para essa popularidade? O óleo torna os sabonetes mais cremosos e os biscoitos mais crocantes. No caso de alimentos, oferece a vantagem de não possuir a famigerada gordura trans. Mas não é só por esses benefícios que ele é hoje o óleo vegetal mais consumido no mundo. A palmeira de dendê, que dá origem ao insumo, é produtiva como quase nenhuma outra. Um hectare produz, em média, 5 toneladas de óleo – no caso da soja, esse número é de meia tonelada. Isso explica por que o dendê tem sido também cada vez mais utilizado na produção de biodiesel. Mas todas essas qualidades são ofuscadas por um fato: a palmeira, que gosta de calor e umidade, é hoje uma das grandes vilãs do desmatamento das florestas tropicais da Indonésia e da Malásia, países asiáticos que hoje respondem por quase 90% da produção mundial de óleo de palma. O insumo barato e usado por várias indústrias é hoje também sinônimo de devastação, de ameaça de extinção de inúmeras espécies de animais e de toneladas e toneladas de emissões de gases causadores do efeito estufa.

O Brasil nunca foi um grande produtor de palma, embora a Região Norte, sobretudo o Pará, ofereça condições favoráveis ao plantio. Durante quase três décadas, apenas uma grande empresa, a Agropalma, que tem palmeirais no nordeste do Pará, se dedicou a plantar e a extrair o óleo. Com faturamento de 650 milhões de reais em 2009, a Agropalma respondeu por 70% da produção nacional, de 235 000 toneladas. Seduzidos pelos atributos do óleo, outras companhias, investidores e o próprio governo brasileiro estão se mexendo para mudar esse cenário. A Vale, associada a outra empresa brasileira, a Biopalma, investirá 500 milhões de dólares para participar desse mercado. A mineradora irá plantar 130 000 hectares de palmeiras no nordeste do Pará até 2014. Essa área, quase do tamanho da cidade do Rio de Janeiro, produzirá 160 000 toneladas de biodiesel – o suficiente para abastecer 200 locomotivas e outras máquinas que a Vale usa em sua operação na Região Norte. A Petrobras também começará a plantar palma no Pará em dezembro. O plano da estatal é ter na região 74 000 hectares. Em mais da metade dessa área, a Petrobras terá como sócia a empresa portuguesa de energia Galp, que pretende vender na Europa o diesel de fonte renovável produzido aqui. Grandes empresas do agronegócio têm planos semelhantes. “Investir em palma faz todo o sentido e estudamos essa possibilidade”, diz o presidente de uma das maiores multinacionais do agronegócio, que ainda não quer revelar o interesse da empresa no mercado.

Movimentos como esses começam a ser observados atentamente por ONGs ambientalistas, receosas de que a palma acarrete por aqui o estrago que fez na Ásia. “É importante definir as regras que vão nortear o crescimento desse mercado”, diz Marcello Brito, diretor da Agropalma e vice-presidente da Mesa Redonda do Óleo de Palma Sustentável, organização internacional criada para promover boas práticas no setor. Algumas das regras a que Brito se refere já foram definidas. Segundo o programa de produção sustentável da palma, lançado pelo governo em março, só poderão ser usadas para o plantio áreas desmatadas antes de 2007. Especialistas também acreditam que um projeto de lei que proíbe o corte de vegetação nativa para o plantio de dendê, já encaminhado à Câmara dos Deputados, seja aprovado em breve.

Além disso, há uma percepção de que as empresas que pretendem lucrar com a palma não vão querer atrair a atenção de ONGs como o Greenpeace. Uma das defensoras das florestas tropicais da Ásia, a entidade vem travando embates com empresas produtoras de óleo de palma na região. Uma delas, a Smart, da Indonésia – uma das maiores do mundo -, é talvez a mais odiada pelos ambientalistas. Nessa briga, não sobra apenas para quem comete o crime, mas para quem é conivente. Por isso, grandes consumidores de óleo de palma, como Unilever e Nestlé, já tiveram escritórios cercados por manifestantes da ONG fantasiados de macacos – uma alusão à ameaça de extinção que o fim das florestas representa para os orangotangos na Ásia. “Se for bem conduzida, a produção do óleo de palma poderá gerar benefícios econômicos e ambientais para a Amazônia”, diz Walmir Ortega, diretor da ONG Conservation International. “Algo que a atividade pecuária da região, com sua baixa produtividade, não é capaz de fazer.” A experiência da Agropalma mostra isso. As 186 famílias que plantam dendê para a empresa em lotes de 10 hectares ganharam, em média, 1 910 reais por mês em 2009. A empresa também mantém, com a ajuda de 40 fiscais, uma área de mata nativa maior que a destinada ao cultivo – são 62 000 hectares, ante 40 000 de palmeirais. Há, porém, um risco: o de que a expansão da palma empurre para a floresta atividades menos rentáveis, como a própria pecuária. “Mas vamos montar um time de profissionais para monitorar isso de perto”, diz. Certamente, não será o único.

Óleo de palma: é possível construir uma indústria ao mesmo tempo que se  preservam as florestas?

– Gestão Ambiental, na Prática!

Muito boa a iniciativa de algumas escolas em implantarem a disciplina “Gestão Ambiental” em suas grades. Melhor: colocar as teorias na prática!

Compartilho ótimo exemplo publicado nesta semana.

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2070/geracao-sustentavel-educacao-ambiental-vai-alem-da-sala-de-aula-14371-1.htm

GERAÇÃO SUSTENTÁVEL

Educação ambiental vai além da sala de aula para formar adultos do futuro mais conscientes,

POR Verônica Mambrini

Eles reciclam lixo e transformam restos orgânicos em adubo. Tomam refrigerante de garrafas retornáveis e rejeitam produtos que vêm com muitas embalagens. Plantam árvores desde pequenos e pesquisam na internet o impacto ambiental de suas ações. Ficam escandalizados quando alguém joga lixo no chão ou desperdiça água num banho longo. Se possível, pedalam ou combinam caronas para chegar ao seu destino. Não, não são ativistas ecochatos. Essa é a nova geração que está se formando nas escolas hoje, dos pequenos em idade pré-escolar aos adolescentes questionadores.

A preocupação com ecologia não é propriamente uma novidade, pois há cerca de 20 anos vários colégios já abordavam questões ambientais. Mas o posicionamento hoje é diferente: o aluno se tornou protagonista e não espectador dos problemas que discute em sala de aula. E espera-se que o estudante leve para a vida o que aprendeu. Eduardo Rios Lohmann, 10 anos, do Colégio Pentágono, está envolvido em várias atividades de educação ambiental na escola. Sobra “lição de casa” até para os pais. “Reclamei com minha mãe até ela parar de escovar os dentes com a torneira aberta”, orgulha-se. A mãe, a pedagoga Glória Lohmann, se diverte com a fiscalização. “É uma coisa dele, mas a escola e os programas de tevê aos quais ele assiste reforçam a noção de consciência ambiental”, afirma.

No Pentágono, o professor de ciências Rogério Tadeu Sant’Anna usou uma oficina de reciclagem de lixo eletrônico para conscientizar os alunos. Eles trazem de casa eletrodomésticos que seriam descartados, desmontam as peças e as encaminham para reciclagem. “Eles passam a reconhecer os materiais, o que é reciclável e o que não é, e aproveitamos para discutir o consumismo”, afirma Sant’Anna. Já foram desmontadas mais de três toneladas de aparelhos quebrados e sem possibilidade de conserto.

No interior de São Paulo, em Sorocaba, a palavra de ordem do Colégio Véritas é pedalar para reduzir emissões de carbono, exercer a cidadania e ocupar o espaço público. “O uso da bicicleta é fundamental para o meio ambiente e para a saúde”, afirma Bárbara Figueroa Muñoz, diretora do colégio. A cada pedalada, os alunos calculam quanto de carbono deixaram de emitir. Outra ação é a Recicleta: com peças doadas, eles montam bikes e as entregam para comunidades carentes. O aluno Eduardo de Lima Helaehil, 13 anos, participa do projeto. “É muito divertido e sei que estou ajudando alguém”, diz. Bárbara afirma que, pelo uso diário, a bicicleta promove um aprendizado constante. “A educação tem de gerar transformação.”

Transformar a sociedade mantendo o respeito ao meio ambiente está dentro de toda a grade curricular da Escola Stance Dual, em São Paulo. A questão é tão importante para a escola que a instituição é adepta da Agenda 21, compromissos resultantes da Rio 92 (conferência ambiental mundial que ocorreu no Rio de Janeiro em 1992), e tem coordenadoria própria. “É encarado como um projeto transversal. Está em todas as aulas que comportam os conteúdos socioambientais no currículo”, diz Débora Moreira, coordenadora da Agenda 21 da escola. “A partir do momento em que o aluno é protagonista, estamos formando cidadãos com conhecimento, que entendem as razões e a necessidade de agir.” A Recicloteca da escola, por exemplo, incentiva a transformação de embalagens em brinquedos que serão doados à comunidade.

A aluna Caroline Vecci, 9 anos, participa das campanhas de racionalização do uso da água. Além de mudar sua forma de consumo, ela atua na conscientização de outras pessoas. “Fazemos cartazes e folhetos, ensinando como economizar água. Outra ação importante foi a entrega de marca-páginas e adesivos na rua”, diz a estudante.

Outro recurso com bastante relevância na formação dos adultos de amanhã são as excursões in loco. Morador de Cuiabá, João Vitor de Ceni Diogo, 12 anos, tomou consciência dos impactos do turismo em uma viagem ao Pantanal. “Vale a pena investir em turismo sustentável para que as próximas gerações possam ver o Pantanal como a gente vê hoje”, diz o menino. A vivência direta da realidade é fundamental para tocar os alunos, acredita a professora de João Vitor e responsável pelo projeto, Aparecida de Fátima Trandini, do Colégio Salesiano São Gonçalo. “Damos ferramentas para que eles mantenham viva a riqueza natural”, diz Aparecida. O importante é fazer a educação ambiental ultrapassar os muros da escola.

 

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– Etanol de Algas Marinhas

Cada vez mais procuramos investir em combustíveis renováveis e não poluentes. A busca de matrizes energéticas têm sido uma constante em nosso país, sendo que das mais diversas fontes vemos surgir Biodiesel e Etanol.

Agora, um novo e riquíssimo elemento com matéria-prima abundante: algas. Para os que alegam que o plantio de cana-de-açúcar substitui o de alimentos, a exploração da alga marrom, abundante na biodiversidade marinha, seria uma solução – além de ser riquíssimo em açúcar concentrado.

A questão é: teríamos consequências para a biodiversidade aquática?

Extraído da Revista Eletrônica “Posto Hoje, http://www.postohoje.com.br”

CIENTISTAS USAM ALGA E BACTÉRIA PARA PRODUZIR ETANOL

Um estudo recente aposta no uso da alga marrom como fonte para a produção de etanol. Segundo os pesquisadores que desenvolveram a técnica, o biocombustível marinho seria mais vantajoso se comparado ao método mais comum que utiliza a cana-de-açúcar. Um dos primeiros pontos a favor é o local onde vivem. Por estarem nos oceanos, as algas dispensariam lotes de terra para seu “cultivo”, não concorrendo com áreas reservadas ao plantio de alimentos. Outro aspecto positivo, defendem os cientistas, é o tipo de açúcar altamente concentrado, revelando ser uma rica biomassa. Os autores do estudo, que será publicado na revista Science, pertencem à empr esa BAL (Laboratório de Bioarquitetura), com sede em Berkeley, na Califórnia. O grupo trabalhou com quatro tanques de algas mantidos em Puerto Montt, no Chile, e a bactéria Escherichia coli. Geneticamente alterada, a E coli pôde não só extrair o principal componente dos açúcares das algas –o alginato–, mas também fermentá-los para originar o etanol. Antes, a bactéria não era capaz de realizar esse feito.

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– O propósito das feiras livres mudou?

Sou assíduo frequentador de feiras livres, em especial, nas barracas de pastéis… rsrs

Brincadeiras à parte, quando se fala em “Feira”, não deveria remeter à ideia de produtos de boa qualidade e preço baixo?

O propósito das feiras é permitir que o produtor venda seus produtos à baixo custo. Entretanto, veja o preço das verduras e legumes: apesar de ótima qualidade, estão bem mais caros que os de supermercados.

Aliás, algumas feiras tem mercadorias contrabandeadas, como sapatos e eletrônicos. Já viram isso?

Que voltem as feiras livres no seu sentido mais real.

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– O Ouro Verde da Cana Paulista: Tudo se Aproveita!

Cada vez mais a cana-de-açúcar demonstra ser o Ouro Verde (fazendo uma analogia ao petróleo, chamado outrora de Ouro Negro) no mercado agrícola e energético brasileiro. Da cana se produz o álcool, o açúcar, a garapa, a cachaça; do seu bagaço a energia elétrica, também biodiesel, e… pasmem… até água potável.

A Dedini, gigante do setor, está desenvolvendo um equipamento que explora simultaneamente 6 riquezas da cana-de-açúcar.

Abaixo, extraído de:
http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/599/a-usina-seis-em-um-dedini-desenvolve-um-equipamento-que-129820-1.htm

A USINA 6 EM 1

A História da Dedini Indústrias de Base é marcada por altos e baixos. Em 1987, a companhia quase fechou as portas por conta da forte retração do setor sucroalcooleiro. De uma hora para outra praticamente todas as encomendas foram canceladas e a direção da Dedini se viu sem recursos para honrar os compromissos. Para escapar da falência, foi preciso vender terrenos e até a divisão siderúrgica, repassada à Belgo Mineira. No final de 2008, o cenário pelo lado da demanda praticamente se repetiu. A crise econômica global fez com que os clientes se retraíssem, causando uma redução de R$ 600 milhões na carteira de pedidos da fabricante de equipamentos, caindo para R$ 2,1 bilhões. A diferença é que a Dedini de hoje em nada lembra a de dez anos atrás. A começar pela estratégia de produção, fortemente diversificada na qual as usinas de etanol respondem por cerca de 45% das vendas totais. Na década de 1980 esse percentual era o dobro. Além disso, em breve sairá do forno um produto que a própria empresa classifica como a usina do futuro. Batizado de Usina Sustentável Dedini, será a arma da companhia para enfrentar uma eventual retração do mercado. Hoje, uma unidade padrão é capaz de gerar produtos como açúcar, etanol, biodiesel (extraído da palha e das folhas da planta) e energia (por meio da queima do bagaço).

A Usina Sustentável produzirá também fertilizante (da mistura de resíduos do processamento) e água para uso industrial e consumo humano. Hoje, este insumo é desperdiçado apesar de cada tonelada de cana ser composta de 70% de água. “A usina do futuro será praticamente autossustentável, com impacto ambiental próximo de zero”, diz Sérgio Leme dos Santos, presidente da Dedini, que assumiu o cargo em janeiro deste ano. O novo modelo de usina está em fase de testes e chegará ao mercado até o final de 2010. Para ampliar a receita, a empresa criou ainda uma divisão de automação. Ela é responsável pela montagem de equipamentos da marca e de outros fabricantes, uma tarefa que antes era entregue a terceiros e que já colabora com uma parcela expressiva do faturamento da Dedini.

Santos, porém, não acredita numa crise profunda para o setor. “A agroindústria vive um período de consolidação e deverá emergir desse processo ainda mais forte”, aposta. “A pressão global para o uso de tecnologias limpas deverá continuar favorecendo os investimentos em combustíveis renováveis, como o etanol.” Além disso, cerca de 95% dos pedidos estão em fase de produção nas cinco fábricas da Dedini e serão entregues até o final do ano. Com isso, a receita deverá se manter no patamar dos R$ 2 bilhões obtidos em 2008. Para especialistas, as perspectivas para o setor são realmente positivas. “O momento atual é delicado mas a expectativa é de que haja uma retomada no médio prazo”, opina Estefan Haddad, sócio- diretor da BDO Trevisan.

Mesmo que as previsões otimistas não se confirmem, a Dedini conta com a diversificação para superar possíveis dificuldades. Sua lista de produtos inclui esteiras para mineração, laminadoras para siderúrgicas, processadoras de biodiesel, usinas para tratamento de água e esgoto, tanques para cerveja e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). A diversificação é resultado de um robusto plano de investimentos que consumiu R$ 300 milhões no período 2005/2008. A tecnologia da Usina Sustentável foi desenvolvida pela equipe composta pelos 20 pesquisadores “da casa”, todos com título de mestre ou doutor, que tiveram o reforço de técnicos ligados a universidades de São Paulo e parceiros globais como a alemã Siemens, a sul-africana Bosch Projects e a americana Rohm and Haas. “Agregamos à nossa linha produtos para os segmentos nos quais poderíamos ser competitivos no cenário brasileiro e internacional”, explica o presidente da Dedini. Mas isso não significa dizer, no entanto, que a área de açúcar e álcool será abandonada. Ao contrário. Esse nicho faz parte do DNA da empresa fundada em Piracicaba (SP) em 1920.

– E Quando o Petróleo Acabar?

Olha que interessante: em matéria da Revista Época, 23/12/2009, por Camila Guimarães, um tema interessante: até quando a dependência do Petróleo irá ser sentida? E apesar do uso de energias alternativas, principalmente do Álcool Combustível, o futuro ainda é alarmante!

QUANDO A ERA DO PETRÓLEO VAI ACABAR?

De tempos em tempos, decreta-se o fim da era do petróleo. Há dez anos, o consenso era que em 2010 seria o início da queda na produção de óleo. Há dois anos, os governos começaram a considerar 2030. Há poucas semanas, Fatih Birol, economista-chefe da poderosa Agência Internacional de Energia, fez um alerta sobre o futuro do petróleo: as reservas estão acabando duas vezes mais rápido do que se imaginava. Segundo ele, o pico da produção dos paí­ses da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) – ou seja, o ponto máximo que os campos podem produzir, depois do qual a produção entra em declínio – já passou. Contando todos os poços do mundo, o pico estaria previsto para 2020, dez anos mais cedo que a última previsão. Em queda, a produção não daria conta de atender à demanda, que só faz crescer.

Hoje, consumimos 85 milhões de barris de petróleo por dia e, de acordo com a IEA, em 2030 serão 105 milhões. Birol diz que é possível que a queda na produção torne inviável até a recuperação da economia mundial nos próximos dois anos. Junte-se a isso a falta de investimento por parte dos países produtores em novas descobertas – e o quadro apresentado fica ainda pior. Em 2009, pela primeira vez na década, os investimentos do setor de energia caíram. Foram US$ 90 milhões a menos em projetos cancelados ou adiados, muito provavelmente por causa da crise mundial.

Birol é uma das maiores autoridades na área de energia, e suas palavras devem ser ouvidas com atenção. Mas será mesmo possível prever quando o petróleo vai faltar? E se, de fato, vai faltar? Especialistas, consultores, governos e indústria perseguem um alvo móvel. Basicamente, todos querem descobrir quando a demanda por petróleo vai superar a produção.

Mas, hoje, tanto uma como a outra sofrem a influência de uma série de fatores que tornam a questão muito mais complexa que a escassez de poços – e nem todos os relatórios e pesquisas oficiais conseguem captar todas as nuances das múltiplas facetas do petróleo. Desde que o óleo deixou de ser apenas um recurso físico para se tornar um ativo financeiro, que guia grandes investidores de Wall Street e políticas de governos, nunca seu futuro foi tão impreciso. Parece certo, porém, que, até o fim da era do petróleo, a agonia será lenta. E ele deverá sobreviver pelo menos por algumas décadas. “O que vai acabar não é o petróleo, mas a era monoenergética”, afirma Adriano Pires, diretor da Câmara Brasileira de Investidores em Energia Elétrica (CBIEE).

Não há dúvida de que estamos falando de um recurso natural finito, nem de que nunca dependemos tanto do petróleo quanto agora. Perto de 80% do consumo de energia do mundo é baseado em combustíveis fósseis. A IEA e o Departamento de Energia dos Estados Unidos estimam um crescimento de 50% no gasto de energia mundial entre 2006 e 2030, mesmo considerando os esforços no ganho de eficiência energética. Daqui a três décadas, o petróleo deverá prover 30% dessa energia – outros 33% virão de biocombustíveis.

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– Dia da Árvore e início da Primavera com dois exemplos de cuidados ambientais em Itupeva

por Reinaldo Oliveira

No dia 21 de setembro foi comemorado o Dia da Árvore e no dia 22 marcou o início da estação da Primavera. Em tempos de especulação imobiliária e muita degradação ambiental, Itupeva está contemplada com dois exemplos de preservação e cuidados ambientais.

O primeiro deles é sobre o reflorestamento de uma área no entorno de uma indústria do Distrito Industrial, que desenvolveu a opção de plantio de mudas de árvores nativas, no segundo ano de plantio, seguindo a aplicação da Portaria CRBN 91/2015 e o Artigo SMA 32/2014 já apresenta 77 % de fechamento da copa da área aberta.

No segundo exemplo há em execução um projeto de substituição de eucaliptos – espécie exótica, por mudas de árvores nativas. A substituição completa abrange o plantio de 6 mil árvores, que por sua localização formará um parque protegido, com nascentes, fauna e sustentabilidade.

A iniciativa de substituição de espécie exótica por mudas de árvores nativas da Mata Atlântica, é do empresário proprietário da área. Ambos os projetos estão localizados no Bairro da Mina, e estão sob a supervisão do engenheiro agrônomo Orlando Paggiaro.

Ainda como boa noticia de recuperação preservacionista, no dia 21 a Secretaria de Mobilidade e Meio Ambiente promoveu o plantio de 160 mudas de árvores nativas em espaços públicos como escolas, área de zoonoses e outros.

A previsão é de que em parceria com a iniciativa privada até o fim do ano serão plantadas 10 mil mudas, mas a parceria contempla ainda a doação de outras 90 mil mudas. Também Organizações Não Governamentais em parceria com Sociedades Amigos de Bairros têm projetos de educação ambiental e consciência para a preservação do Meio Ambiente. É isso!

Dia da aevore - na Mina - Na Polinos - Na Unimed 029

– A aprovação do polêmico Plano Diretor de Jundiaí

Não gosto de radicalismos, pois podem ser perigosos. E esse perigo se observou nos últimos dias com a discussão do novo Plano Diretor da Cidade de Jundiaí e sua aprovação por unanimidade.

Criado para ajudar o município a manter a qualidade de vida para os próximos anos, viu-se um embate muito grande entre a defesa do ambientalismo, o crescimento sustentável e a especulação imobiliária. O bom senso manda que Jundiaí preserve o verde, aproveite a vocação agrícola e colha benesses da sua privilegiada condição logística e industrial. Entretanto, as posições ferrenhas de interesses político-eleitorais versus os comerciais trouxeram à tona a seguinte questão: ninguém quer conciliar o tripé agricola-industrial-comercial, que tanto faz bem para a cidade, pensando no bem de Jundiaí, sem querer tirar proveito pessoal?

Quando vejo manifestações de que o processo foi “democrático e popular”, ouvindo a todos, me assusto. Aqui no Medeiros, por exemplo, às vésperas da votação, tivemos a reunião com o Prefeito e sua secretária Daniela da Câmara Sutti. A dirigente, de maneira nada sútil e democrática, vociferou contra toda e qualquer manifestação educada ou crítica contra o projeto. Alegou que por dois anos os moradores foram avisados na conta do DAE (como se todos tivessem água encanada ou ainda se este fosse o canal ideal de informação). As reuniões ditas “de dois anos” só se tornaram sabidas na iminência do debate final, sem que a maior parte da população da cidade fosse informada e estivesse ciente de tudo. Usando novamente o mesmo exemplo: a maior parte dos comerciantes aqui do bairro, como eu, estabelecidos há muito tempo, não tínhamos ciência! E não vale dizer que haviam delegados encarregados de informar, pois estes nada fizeram.

Não sou contra ou a favor o Plano Diretor, nem contra ou a favor tal ideologia comunista da situação ou capitalista da oposição. Sou um cidadão que se revolta ao ver que o bem da cidade não foi discutido a contento, mas sim os interesses particulares de diversos grupos.

É um tremendo blábláblá dizer que o plano visa a defesa do cinturão verde da cidade e deixar a Serra do Japi de lado, dizendo ser outra alçada / legislação que cuida dela. É demagogia! Se éramos, aqui na minha região, zona urbana, mas voltaremos à zona rural, devolverão o IPTU retroativo e a diferença de imposto paga por todo esse tempo? Derrubarão os prédios e edifícios construídos em meio aos antigos pomares e replantarão árvores?

Durante todo esse tempo, a administração que começou PCdoB e virou PSD nada fez ao Medeiros. Idem à administração anterior do PSDB. Permitiram a chegada de grande contingente populacional (que é normal e que não reclamamos), mas se omitiram na construção de creches, ampliação de escolas e melhora na segurança pública. O Canil da GM foi prometido por inúmeras pessoas e como contrapartida de diversas obras. As construtoras terminaram seus projetos mas o Canil não saiu do papel. E o Centro Olímpico do Sarapiranga para a Olimpíada de 16, cadê? O recapeamento da Avenida Reynaldo Porcari, um engodo da virada das administrações antiga e nova, não saiu do papel.

É cansativo falar em desenvolvimento sustentável se se trava radicalmente o crescimento dos bairros e se deseja o aumento da densidade populacional no Centro. As ruas estreitas de Jundiaí já estão travadas, e o tal Plano incentiva a moradia por lá. Enquanto isso, os bairros como Eloy Chaves e Caxambú, que se tornam distritos acolhedores e aprazíveis, ao invés do crescimento inteligente e sustentável, com benfeitorias a serem realizadas, ficam “congelados”.

Há muita confusão, e repito, radicalismo. Defender o verde não é travar a cidade. A periferia não é só campo! A cidade também não pode ser só indústria. Faltou o meio termo, e a aprovação unânime dos senhores vereadores mostram que tanto oposição e situação estavam fechados previamente, mostrando e provando que toda unanimidade é burra.

Sou nascido e criado no meio do mato. Quero progresso ao lugar que eu nasci, e progresso não é redução de densidade demográfica, mas respeito ao meio ambiente, comércio local e sustentável, além de industrialização com responsabilidade social e ambiental, gerando empregos.

Que sejamos partícipes DE FATO nos rumos de Jundiaí, mas não fanáticos defensores de ideários políticos e manipulados por interesses eleitorais ou comerciais. Sejamos democráticos e INTELIGENTES na busca do bom senso desse plano que desagradou boa parte da cidade.

Obs: não sou candidato a nada e nem escrevo defendendo nenhum partido. Sou apolítico, mas não alienado. E sabemos que é nesse momento eleitoral que ouviremos as mesmas e costumeiras promessas que nunca se realizam. Mas os candidatos virão!

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– Assistencialismo Versus Sustentabilidade

Passou batido, mas vale o registro: no ano passado, os vencedores do Prêmio Nobel de Economia praticamente refutaram o assistencialismo aos desempregados e carentes! A idéia de capacitação e sustento próprio premiou seus idealizadores.

Num país como o Brasil, cheio de bolsa-isso e bolsa-aquilo, seria um grande pecado…

Extraído de Revista Época, ed 648, pg 18, Coluna Primeiro Plano

PROTEÇÃO DEMAIS ATRAPALHA

Nem sempre quem procura emprego acha – mesmo que existam vagas disponíveis por aí. Esse raciocínio simples para qualquer cidadão que tenha se angustiado com o mercado de trabalho alguma vez na vida rendeu o Prêmio Nobel de Economia aos americanos Peter Diamond e Dale Mortensen e ao cipriota radicado em Londres Christopher Pissarides. O grande avanço dos três foi criar um modelo científico que explica esse desequilíbrio, chamado de “fricção” na lei da oferta e da procura.

Até a década de 1970, os analistas usavam apenas a relação entre oferta e procura para explicar o funcionamento dos mercados. Era simples: se havia 500 vagas de emprego e 500 pessoas desempregadas, uniam-se os dois polos e… problema resolvido. Então, por que não dava certo? Pelo mesmo motivo que juntar 15 homens e 15 mulheres numa sala, todos solteiros, não significa que se formarão 15 casais. Há variáveis como a opção sexual, a atração por um tipo físico, os interesses em comum. O mesmo desencontro entre a oferta e a procura acontece no mercado imobiliário e nas compras em geral. Mas o local onde a teoria dos três mais avançou foi o mercado de trabalho.

O ponto mais importante das teses – e que virou uma espécie de campo de estudos – é a Teoria da Busca. Ela analisa os custos (de dinheiro, tempo, energia) envolvidos na procura do empregado certo ou da vaga mais atraente. “Assim como você não compra o primeiro carro que vê, não deve aceitar a primeira oferta de emprego”, diz Aloisio Araújo, professor de pós-graduação da Fundação Getulio Vargas. “É bom para você e para a economia que haja procura, para haver um encaixe melhor entre suas habilidades e as necessidades do mercado.”

Da Teoria da Busca surgiram as primeiras conclusões interessantes, que se desviam do senso comum. Uma delas mostra que benefícios sociais como o seguro-desemprego, embora ajudem o cidadão que recebe a pensão, têm um efeito secundário perverso. Ao dar ao desempregado um salário, o benefício diminui os custos da procura. Com o estipêndio garantido, a pessoa pode prolongar demais a busca da “vaga ideal”. E, ao esperar demais, ela acaba com grandes chances de ficar defasada tecnicamente.

Um raciocínio similar vale para a legislação que protege demais o trabalhador, comum na Europa… e no Brasil. O sistema de proteção – com multas para quem demite, impostos para criar uma rede de segurança, encargos extras para o patrão – dificulta a demissão. Mas, por isso mesmo, freia as contratações: as empresas pensam duas, três, cinco vezes antes de se comprometer com tamanho custo. Como resultado, a rotatividade do mercado de trabalho cai, e quem está desempregado tende a demorar mais para conseguir vaga.

Esse é um dos temas mais polêmicos nos debates de políticas públicas em todo o mundo. O Nobel dá um pouco mais de força à visão liberal. E pode também garantir um emprego para Diamond. Ele havia sido indicado para conselheiro do Fed, o banco central dos Estados Unidos, e o Senado havia expressado reservas a sua “pouca experiência técnica”. Com o prêmio, sua aceitação ficou mais provável.

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