– Você assistirá Brasil x Argentina ou há algum outro bom programa?

Eu amo futebol, adoro falar de arbitragem, me encanto com craques como Messi e Neymar.

Mas…

As Seleções não estão me agradando. Carisma zero, mesmo com vitórias. E como gosto de espetáculo (e não espero isso no jogo deste domingo), só assistirei  Brasil x Argentina se coincidir o horário com tempo vago. 

Cá entre nós: com um domingo tão bonito como o de hoje, de céu azul e com tantas atrações ao a livre, podendo estar com as pessoas que a gente ama, a concorrência com a partida será grande…

Brasil x Argentina: onde assistir, escalações, desfalques e arbitragem do  jogo das Eliminatórias | eliminatórias - américa do sul | ge

– Qual o “problema” da Seleção Invicta?

O Brasil venceu o Chile fora de casa por 1×0 nesta 5a feira. Os números de Tite como técnico da Seleção Brasileira chegam a mais de 80% de aproveitamento! E está invicto nas Eliminatórias da Copa do Mundo 2022.

Porém… as críticas são enormes ao seu trabalho, em especial ao futebol feio.

Penso: o ideal, evidentemente, é jogar bonito e ganhar. Mas aí vem a eterna discussão:

Em 1982, a Seleção de Telê encantou e perdeu.

Em 1994, a Seleção de Parreira jogava feio e ganhou.

Foi justamente nesse momento que surgiu a defesa do pragmatismo dos resultados. Mas seria esse o caso de Tite, ou o problema é o material humano?

Felipão, em 2002, tinha Rivaldo, Ronaldo Gaúcho, Ronaldo Nazário… craques. Tite tem Neymar e…?

Talvez, além de talentos, esteja faltando carisma à Seleção Brasileira? Ou não?

Deixe seu comentário.

Chile x Brasil: onde assistir, horário e escalação das equipes

– A correta rebeldia da Premier League ao não liberar atletas sulamericanos para as Eliminatórias da Copa do Mundo da FIFA.

Os clubes ingleses, de maneira unânime, se recusam a ceder jogadores para as 3 rodadas das Eliminatórias na zona da Conmebol. Motivo: pandemia e necessidade de quarentena.

Como o futebol é um negócio, e eles contratam profissionais pagando muito bem a eles, não discordo da posição tomada. Ficam sem os jogadores pelas partidas, depois pela quarentena, e sabidamente muitos acabam furando protocolos e indo se divertir. Pra quê tal risco?

Abaixo, extraído de: https://www.mktesportivo.com/2021/08/premier-league-veta-jogadores-para-eliminatorias-da-conmebol/

Premier League veta jogadores para Eliminatórias da CONMEBOL

Ingleses não irão liberar atletas para jogos internacionais que serão disputados em países que fazem parte da chamada “lista vermelha”

Os clubes que disputam a Premier League, primeira divisão do futebol inglês, anunciaram que de forma unânime decidiram não liberar jogadores para jogos internacionais que serão disputados em países que fazem parte da chamada “lista vermelha” no mês de setembro.

A decisão afeta a disputa das Eliminatórias da Copa do Mundo na América do Sul, já que jogadores que atuam na Premier League não poderão ser convocados. México, Egito e Turquia também estão na lista e terão desfalques pela proibição.

O Brasil encara Chile, Argentina e Peru entre os dias 2 e 9 de setembro e terá desfalques se o veto for mantido. Os convocados de Tite afetados pela decisão são Alisson, Ederson, Thiago Silva, Fabinho, Fred, Gabriel Jesus, Raphinha, Firmino e Richarlison.

Segundo comunicado da Premier League, a decisão se aplicará a quase 60 jogadores de 19 clubes da liga que viajariam para 26 países que fazem parte da lista vermelha no próximo mês de setembro, quando haverá, na América do Sul, a realização de três rodadas das Eliminatórias.

“Os clubes da Premier League sempre apoiaram o desejo de seus jogadores de representar seus países – isso é um motivo de orgulho para todos os envolvidos. No entanto, os clubes chegaram, com relutância, mas com razão, à conclusão de que não seria totalmente razoável dispensar jogadores nestas novas circunstâncias. Os requisitos de quarentena significam que o bem-estar e a forma física dos jogadores serão significativamente afetados. Entendemos os desafios que existem no calendário de partidas internacionais e permanecemos abertos a soluções viáveis”, destacou o presidente-executivo da Premier League, Richard Masters.

A liga inglesa considera os “requisitos de quarentena” as determinações para que pessoas que chegam de países que estão na lista vermelha da Inglaterra precisem ficar, pelo menos, dez dias em isolamento completo dentro de um hotel.

“Não apenas o bem-estar e a forma física dos jogadores seriam significativamente afetados, mas eles também ficariam indisponíveis para se preparar e jogar em duas rodadas de jogos da Premier League, uma jornada de competição de clubes da UEFA e a terceira rodada da Copa EFL”, afirmou a Premier League em comunicado.

A liga reiterou que o cálculo se refere apenas a um período de quarentena no hotel, sem incluir qualquer tempo adicional para os jogadores recuperarem a condição física para disputar uma partida.

O veto também reforçou o posicionamento dos clubes da Premier League contrários à permissão da FIFA para que três rodadas das Eliminatórias Sul-Americanas fossem disputadas nesta janela de setembro e em outubro, o que aumentou o período de serviço dos atletas a seus países de 9 para 11 dias.

“A FIFA foi instada a trabalhar com todas as partes interessadas para garantir que uma conclusão aceitável seja alcançada sobre o assunto”, finalizou a Premier League.

– Convocação da Seleção Brasileira: quem faltou na lista do Tite?

Foi convocada a Seleção Brasileira para os confrontos das Eliminatórias da Copa de 2022 para a próxima rodada (que será tripla: Chile, Argentina e Peru).

Veja os nomes e diga: faltou alguém?

Sinceramente, acho que a safra não permite muitas opções…

– 27 anos da Conquista do Tetracampeonato Mundial.

Em 17 de Julho de 1994, a Seleção Brasileira conquistava a Copa do Mundo dos EUA!

Seleção de futebol pragmático e que quase não se classificou. Parreira teve que trazer a contragosto Romário (que havia brigado com ele desde que foi reserva de Müller, contra a Alemanha, em Porto Alegre). No Maracanã, contra o Uruguai, o Baixinho chamou a responsabilidade pra si e carimbou-se ali o passaporte.

Duas coisas marcantes daquele Mundial: o baixíssimo nível técnico da competição e o pênalti desperdiçado pelo italiano Baggio, na final.

Puxa, voltamos aos anos 90 na memória ao escrever tudo isso…

– 6 anos sem Ghiggia.

Em 16 de julho de 2015, morria Alcides Ghiggia, o homem que fez o 2o e decisivo gol a favor do Uruguai, na final da Copa do Mundo de 1950 contra a Seleção Brasileira, promovendo o inesquecível Maracanazo.

É dele a frase:

Somente 3 pessoas conseguiram silenciar o Maracanã: o Papa, Frank Sinatra e Eu.

Não dá para contestar…

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– 7 anos do 7×1. E o que mudou?

Hoje faz exatamente 7 anos que a Seleção Brasileira foi humilhada e perdeu para a Alemanha por 7×1 na semifinal da Copa do Mundo.

Que os alemães eram melhores, tudo bem. Mas levar 7 em casa, e do jeito que foi, aí não tem desculpa.

Tenho certeza que tal vexame nos fez esquecer a perda da Copa de 50. Superamos um trauma com outro pior!

E o que mais assusta é o fato dos cartolas serem os mesmos, a estrutura idem e, por incrível que possa parecer, Neymar, que era a referência única, praticamente continua solitariamente tendo o mesmo fator de protagonismo…

Será que o 7×1 foi pouco para que existam mudanças de fato?

Talvez ficar fora de uma Copa do Mundo, não se classificando pelas Eliminatórias, seja o nosso ápice de incompetência e o start para as mudanças começarem de verdade. Mas ficará para 2026 essa situação, pois Tite superou tudo isso em 2018, levando o time para a Rússia – e repete essa superação em 2022, praticamente classificando para o Catar. Conseguirá fazer o mesmo para a Copa do Mundo na América do Norte?

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– #tbt 4: O Craque da Foto ou o Craque de Bola?

O volante Paulinho rescindiu com seu time chinês e é desejado por diversos clubes. E como hoje é dia de #tbt, vale essa foto de anos atrás:

Quem tem mais genialidade: o volante Paulinho, em seu ofício, ao marcar de maneira oportuna o 1o gol do jogo entre Brasil 2×0 Sérvia, ou o fotógrafo brasileiro Eugênio Sávio, que mostrou muita categoria em sua profissão como o clique abaixo?

Veja que baita foto:

– No futuro, o que será mais atrativo: Seleções ou Clubes?

Seleções ou Clubes: o que lhe atrai mais? Se a resposta foi “clubes”, quais serão: locais ou globais?

Cada vez mais percebemos o desinteresse na Seleção Brasileira e um aumento da audiência em jogos entre clubes europeus. Uma tendência indiscutível (vide os adolescentes com as camisas de equipes globalizadas, que deixam de usar – por vários motivos – as dos clubes nacionais, optando por Real Madrid, Barcelona, Juventus, PSG, entre outros).

A Copa do Mundo (que envolve seleções) é uma festa quadrienal, que mantém a expectativa em alta quando ocorre. Mas e a Uefa Champions League (que envolve clubes e é anual), não se tornou igualmente global?

George Weah, Hagi, Drogba, Nakata, Ibrahimovic, Cristiano Ronaldo… esses craques não teriam condições de serem campeões do mundo por seus países, mas pelos seus clubes, sim. Aliás, é mais numerosa a participação / representatividade de países na UCL do que na World Cup (vide quantas nacionalidades diferentes temos em campo durante a competição).

A globalização é um dos fatores que explica tal fenômeno, que leva a situações impensáveis antigamente: na Eurocopa, por exemplo, a Espanha não tem nenhum jogador espanhol do gigante Real Madrid – que é um conglomerado de astros multi-raciais e internacionais. Clubes como ele se tornam empresas de entretenimento, gerindo melhor a relação com seus torcedores planeta afora do que as Seleções.

A técnica e a tática são cada vez mais relevantes nesse momento, onde o profissionalismo sucumbe à emoção. Clubes bem treinados, que todos os dias se preparam, jogam muito melhor do que Seleções Nacionais que se reunem eventualmente e mal podem treinar.

Sejamos sinceros e realistas: os clubes de futebol globais, cada vez mais, são mais espetaculares que os nossos clubes locais ou a Seleção Nacional (gostemos ou não).

Opinião: Os efeitos da globalização no futebol mundial | Torcedores | Notícias sobre Futebol, Games e outros esportes

– A carta aos amantes do Futebol, do Papa Francisco, é atual e serve para fiéis esportistas, ateus e sociedade em geral.

Há exatamente 7 anos, o Papa Francisco escrevi uma carta aos amantes do futebol (por acaso da abertura da Copa do Mundo 2014).

Será que ela valeria para hoje, às vésperas da abertura da Copa América 2021?

Cheia de analogias com o futebol, Francisco falou naquela ocasião que, “assim como ‘ser fominha’ é ruim no futebol, no dia-a-dia da sociedade também”!

A gíria se refere ao jogador individualista, que só pensa no seu sucesso e esquece o coletivo. Calhou muito bem para o mundo tão egoísta em geral, não?

Golaço, Papa!

Abaixo, a íntegra da mensagem (vale a pena ler esse texto, independente de gostar ou não do futebol – ou mesmo tendo outra fé que não seja a católica):

“Queridos amigos,

É com grande alegria que me dirijo a vocês todos, amantes do futebol, por ocasião da abertura da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

A minha esperança é que, além de festa do esporte, esta Copa do Mundo possa tornar-se a festa da solidariedade entre os povos. Isso supõe, porém, que as competições futebolísticas sejam consideradas por aquilo que no fundo são: um jogo e ao mesmo tempo uma ocasião de diálogo, de compreensão, de enriquecimento humano recíproco. O esporte não é somente uma forma de entretenimento, mas também – e eu diria sobretudo – um instrumento para comunicar valores que promovem o bem da pessoa humana e ajudam na construção de uma sociedade mais pacífica e fraterna. Se, para uma pessoa melhorar, é preciso um “treino” grande e continuado, quanto mais esforço deverá ser investido para alcançar o encontro e a paz entre os indivíduos e entre os povos “melhorados”! É preciso “treinar” tanto…

O futebol pode e deve ser uma escola para a construção de uma “cultura do encontro”, que permita a paz e a harmonia entre os povos. E aqui vem em nossa ajuda uma segunda lição da prática esportiva: aprendamos o que o “fair play” do futebol tem a nos ensinar. Para jogar em equipe é necessário pensar, em primeiro lugar, no bem do grupo, não em si mesmo. Para vencer, é preciso superar o individualismo, o egoísmo, todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana. Não é só no futebol que ser “fominha” constitui um obstáculo para o bom resultado do time; pois, quando somos “fominhas” na vida, ignorando as pessoas que nos rodeiam, toda a sociedade fica prejudicada.

A última lição do esporte proveitosa para a paz é a honra devida entre os competidores. O segredo da vitória, no campo, mas também na vida, está em saber respeitar o companheiro do meu time, mas também o meu adversário. Ninguém vence sozinho, nem no campo, nem na vida!”

– “Les Bleus” virão com tudo!

Rapaz… olhe só a convocação da Seleção Francesa!

Que geração! E repare que quase todos os atletas jogam em gigantes consagrados.

Na minha época, quem era da França não era muito “levado em conta”. Platini era o craque e só. Recentemente, Zidane. Hoje, parece-me que, apesar do campeonato ainda fraco, os jogadores franceses ganharam respeito definitivo.

Com Bélgica e os outros tradicionais candidatos ao título, a França pode se juntar aos elencos que brigarão pelo título na Copa do Catar-2022.

A lista abaixo:

– Leonardo questionando Neymar.

Repost de 01 de maio de 2014. O ex-jogador é diretor do atual clube do craque… Abaixo:

E o tetracampeão Leonardo deu uma longa entrevista no diário espanhol AS. Sobre a preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo no Brasil, questionou a qualidade de Neymar e da própria Canarinho:

O Brasil sempre chegou ao Mundial com craques como Garrincha e Pelé (1962); ou como Zico e Sócrates (1982); como Romário e Bebeto (1994) ou depois como Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo (2002). Não vejo Neymar no mesmo nível desses jogadores nem seus companheiros.

Para refletir: o ex-jogador e atualmente management esportivo do Milan foi rigoroso demais com Neymar e com sua avaliação à qualidade dos jogadores de Felipão, ou ele tem razão?

Leonardo fala pela 1ª vez após reunião com Barcelona, diz que Neymar  'cometeu erros' e que negociação não evoluiu

– Afinal, a Seleção Brasileira está bem ou está mal?

Por conta do pouco interesse que a Seleção Canarinho tem trazido ao torcedor, pelas dificuldades de exibição na TV aberta, por não conhecer a fundo determinados jogadores e até mesmo pela falta de simpatia e carisma da CBF, não tem sido minha prioridade assistir os jogos.

Lendo o resumo das atuações, fico em dúvida:

– Contra a Venezuela, muitíssimas críticas de um jogo sonolento, apesar dos elogios de um padrão tático definido.
– Contra o Uruguai, muitos elogios ao consistente time, apesar das críticas à atuação do goleiro adversário.

E olhe que, mesmo sendo líder das Eliminatórias, traz dúvidas se o time é bom ou ruim. Como entender?

Aliás: quando voltaremos a ter aquela empolgação que parava o país? Nunca mais nestes novos tempos?

Uruguai x Brasil: onde assistir, escalação, horário e últimos resultados

– Brasil 5×0 Bolívia: cuidado com a ilusão…

Foi um treino de luxo! Gostemos ou não, é permitido dizer que era obrigação a Seleção Brasileira ter vencido com muitos gols a Seleção Boliviana, que veio a São Paulo apenas com atletas que disputam o campeonato boliviano, deixando as estrelas principais para o seu próximo jogo, em casa.

É sabido que o “craque do time boliviano” é a altitude. Portanto, deixar os jogadores que estão fora do país (e que são os melhores) readaptando-de com a altura e os descansando, é uma estratégia entendível.

Já o time de Tite jogou para se entrosar. Pós-paralisação, tudo é válido para conhecer melhor os companheiros entre si e com aqueles que, em alguns casos, nunca jogaram juntos.

O Brasil vai se classificar tranquilamente para a Copa do Mundo de 2022, mas avaliar o trabalho pelo jogo de ontem é inoportuno, pois o parâmetro é raso.

– O brincalhão Edilson sobre a Seleção de 82.

Eu não via Seleção de 70 ou a de 58 jogarem, e elas são consideradas as duas melhores do Brasil por muitas pessoas. A de 82 era genial, mas não ganhou a Taça do Mundo.

Eis que Edilson, o “Capetinha” (que participou da Seleção de 2002), disse no Programa “Os donos da bola” sobre aquele time de Telê Santana:

“(…) Vocês estão de brincadeira em falar que a seleção de 82 era fera. Tem quatro feras em 82, apenas quatro! O resto era meia boca. Fera mesmo era o Zico, o Sócrates, o Falcão e o Júnior. E só“.

Discordo completamente. Eis os atletas:

TITULARES: Valdir Peres (São Paulo); Leandro (Flamengo), Oscar (São Paulo), Luizinho (Atlético Mineiro) e Junior (Flamengo); Toninho Cerezo (Atlético Mineiro), Falcão (Roma-ITA), Sócrates (Corinthians) e Zico (Flamengo); Éder Aleixo (Atlético Mineiro) e Serginho Chulapa (São Paulo).

RESERVAS:
Goleiros: Paulo Sérgio (Botafogo) e Carlos (Ponte Preta);
Defensores: Edevaldo (Internacional), Juninho (Ponte Preta), Edinho (Fluminense) e Pedrinho (Vasco da Gama);
Meio-campistas: Paulo Isidoro (Grêmio), Batista (Grêmio) e Renato (São Paulo);
Atacantes: Roberto Dinamite (Vasco da Gama) e Dirceu (Atlético de Madri).

E você, concorda ou discorda de Edilson?

Seleção de 1982: a equipe que encantou o mundo - Confederação Brasileira de  Futebol

– Ansu Fati: Espanha ou Guiné Bissau?

Que bolão o jovem jogador do Barcelona, Ansu Fati, mostrou no final de semana pela Liga das Nações, defendendo a “Fúria”! Esse menino vai longe…

Veja que interessante: há 1 ano, discutia-se o que seria melhor para ele: jogar pela sua Terra Natal (Guiné Bissau) ou no país que o adotou (Espanha)?

Será que ele escolheu certo, optando pela Seleção Espanhola?

Abaixo:

ANSU FATI: GUINÉ BISSAU OU ESPANHA?

É fato que o jovem de apenas 16 anos Anssumane Fati (ou Ansu Fati, como está sendo chamado no mundo da bola) é um fenômeno do futebol. Jogando ao lado de Messi no Barcelona, com tão pouca idade tem feito maravilhas. Inevitavelmente será um dos craques incríveis que a nova geração de torcedores verá.

O detalhe é: Ansu nasceu em Guiné Bissau (sabidamente, não é uma potência futebolística e dificilmente poderá jogar uma Copa do Mundo). E a Federação Espanhola quer naturalizá-lo para que jogue pela Espanha.

O que deverá optar o garoto: tentar levar seu país a jogar uma Copa do Mundo ou virar um espanhol? Lembrando que muitos falam da verossimilhança do fato que Lionel Messi deveria ter recusado a Argentina e se tornado cidadão da Espanha por conta do seu não-reconhecimento na terra natal.

Seria esse o caso de Ansu?

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– 10 anos da promessa dos Naming Rights da Arena Corinthians, e…

De novo, às vésperas de uma Eleição e com contestação política sobre o atual presidente Andrés Sanches, fala-se da venda do Direito do Uso do Nome da Arena Corinthians, em Itaquera.

Já cansou ver as inúmeras notícias de que os Naming Rights estavam “quase negociados” e nada. Há 10 anos (31 de agosto de 2010), alardeou-se que o estádio seria construído e com R$ 400 milhões (valor da venda do nome da Arena) a construção seria paga. Estamos em Agosto de 2020 e…

Relembre essa postagem (aqui mesmo do nosso blog):

NAMING RIGHTS DO CORINTHIANS, SE VERDADEIROS, SERÃO OS MAIORES DO MUNDO (31/08/2010)

Veja os seguintes números:

– Emirates Stadium: 90 milhões de dólares por 15 anos (Estádio do Arsenal – Inglaterra)

– Allianz Arena: 90 milhões de euro por 15 anos (Estádio do Bayern e do Munich 1860 – Alemanha – valores divididos entre as equipes)

– American Airlines Center: 195 milhões de dólares por 30 anos

– Gillete Stadium: 90 milhões de dólares por 15 anos.

Esses são os valores dos naming rights de algumas praças mundiais (em tradução simplória: direito de uma empresa comprar o nome de uma arena de eventos e usá-lo com o nome que bem entender).

Aqui no Brasil, causou surpresa o anúncio do Corinthians sobre a decisão de construir seu estádio através de uma parceria com a Construtora Odebrecht. A empreiteira dá um estádio de aproximadamente 300 milhões de reais, e o Corinthians paga esse valor permitindo que a Odebrecht venda o naming rights do estádio por 15 anos (permitindo-se mais 5 anos de renovação automática, subindo para R$ 400 milhões).

Compare com os valores citados acima. Enquanto que o Allianz Arena arrecada 6 milhões de dólares anuais, o Corinthians arrecadará 20 milhões de reais. Maior do que qualquer outra arena do mundo!

Segundo o site da Abril Esportes, em colaboração com a Gazeta Press (citação e link em: http://www.abril.com.br/noticias/esportes/futebol/corinthians/estadio-corinthians-sera-financiado-pelo-bndes-1247057.shtml ), a negociação envolve totalmente o BNDES. Como o Corinthians tem dívidas atrasadas e impostos não recolhidos, não pode contrair empréstimos governamentais. Assim, a Odebrecht solicitaria esse dinheiro do banco, sendo uma espécie de “barriga de aluguel” da grana. Uma espécie de “terceiro” do negócio, com participação mais ativa do que os costumeiros intermediários.

Sobre naming rights, é válido lembrar que na Liga dos Campeões nunca é citado o nome “Emirates Stadium”, mas sim “Arsenal Stadium”, devido a acordos do organizador. Entre os torcedores dos Gunners, o estádio ainda é chamado carinhosamente pelo nome antigo, “Highbury”. É claro que a Odebrecht não usaria o nome de “Odebrecht Arena”; afinal, empresas utilizam produtos destinados a consumidores físicos ou as próprias marcas nos estádios. Qual o retorno que a Odebrecht teria com o naming right do novo estádio? Nenhum! A não ser que o revenda, por um valor mais alto ainda (o que é improvável de se obter). Sem contar que o brasileiro adora apelidos: Canindé, Vila Belmiro, Morumbi, Pacaembu, Vivaldão, Castelão, Maracanã, Mineirão, Barradão, Teixeirão… (que mania de grandeza, não?). Teríamos nascendo um… Itaquerão, por exemplo?

O estádio servirá para a abertura da Copa do Mundo em SP. E algumas coisas assustam: foram tantos laudos que o São Paulo FC enviou à FIFA, através da CBF, e nenhum satisfez. Problemas técnicos barraram o Morumbi. O Palmeiras não consegue nenhuma licença para o início das suas obras. E o Corinthians já teve o estádio aprovado e as licenças permitidas?

Coisas assim foram cantadas e contadas no prenúncio da Copa do Mundo no Brasil. E não deu outra… Tomara que nossos bolsos não banquem tanta gastança…

E você, depois desse imbrólho: ainda é a favor de uma Copa no Brasil? Eu nunca fui e cada vez mais acho que a conta de cada estádio, natural e forçosamente, estourará o orçamento para que existam superfaturamentos. Há coisas mais importantes do que Copa…

Deixe seu comentário!

– David Luiz + Thiago Silva = Naufrágio?

Há 6 anos, a FF trouxe na sua capa esta marcante montagem… vale refletir sobre ela!

A France Football é uma importante publicação mundial. E na sua última capa, retrata os 2 zagueiros titulares da Seleção Brasileira e do PSG.

Nem precisa de tradução... Veja a imagem:

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– 6 anos do 7×1. E o que mudou?

Hoje faz exatamente 6 anos que a Seleção Brasileira foi humilhada e perdeu para a Alemanha por 7×1 na semifinal da Copa do Mundo.

Que os alemães eram melhores, tudo bem. Mas levar 7 em casa, e do jeito que foi, aí não tem desculpa.

Tenho certeza que tal vexame nos fez esquecer a perda da Copa de 50. Superamos um trauma com outro pior!

E o que mais assusta é o fato dos cartolas serem os mesmos, a estrutura idem e, por incrível que possa parecer, Neymar, que era a referência única, praticamente continua solitariamente tendo o mesmo fator de protagonismo…

Será que o 7×1 foi pouco para que existam mudanças de fato?

Talvez ficar fora de uma Copa do Mundo, não se classificando pelas Eliminatórias, seja o nosso ápice de incompetência e o start para as mudanças começarem de verdade. Mas ficará para 2022 essa situação, pois Tite superou tudo isso em 2018, levando o time para a Rússia. Conseguirá fazer o mesmo para o Catar?

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– RELEMBRANDO: O Legado que Você Quer para a Copa é o Mesmo do Ministro?

Eu, apesar de apaixonado por futebol, nunca quis a Copa do Mundo no Brasil. Era lógico que existiria corrupção, atrasos nas obras e contratos “emergenciais” onde o dinheiro público seria embolsado por espertalhões.

Todos se lembram da frase lamentável de Ronaldo Nazário sobre “Estádios da Copa x Hospitais”, mas um registro importante se faz aqui, há 7 anos: o que disse Aldo Rebelo, o Ministro dos Esportes da época. Abaixo (extraído deste mesmo blog, em 19/06/2013):

O LEGADO DA COPA

O Ministro dos Esportes Aldo Rebelo, na última segunda-feira, deu uma demagógica resposta quando indagado sobre o legado que será deixado pela Copa do Mundo ao nosso país. Disse ele:

O maior legado da Copa é a alegria do povo brasileiro em acolher a competição“.

Em tempos de protestos, valeria a pena ter ficado calado. Os números gastos para a organização da Copa do Mundo, segundo a Matriz da Responsabilidade do seu próprio Ministério, alcançaram na última atualização dessa semana a cifra de 28 bilhões de reais!

Eu não quero esse legado. Quanto custará a Copa do Mundo até Junho de 2014? É caro demais para qualquer nação.

Veja todos os jogadores convocados para a Copa do Mundo - Jornal O ...

– Você gostou da logo da Copa do Mundo 2022?

O Catar divulgou qual será a logo do Mundial-22. Fugiu um pouco do que era costumeiro (ao menos até agora), com o detalhe de linhas acrescentando traços da cultura local. 

Gosto não se discute… mas… eu achei bem simples. Ou melhor: fraquinho!

Claro, insisto, é questão de gosto. E você, leitor, gostou?

Aqui:

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– Qual o proveito da Copa América 2019 para a Seleção Brasileira, diante do Mundial do Catar em 2022?

O que você prefere: conquistar a Copa América em 2019 ou a Copa do Mundo em 2022?

Aliás: a importância em vencer uma competição regional perante a um mundial é vista pelo número de estrelas na camisa: as 5 estrelinhas na Amarelinha representam alguma Copa América?

Vamos lá: o Japão jogou com 3 equipes nesse mesmo período (Mundial Sub 20, Torneio de Toulon e Copa América), visando formar uma geração vencedora para as Olimpíadas de Tóquio em 2020 e dar experiência para os mesmos chegarem bem preparados ao Mundial do Catar 2022.

É óbvio que o Brasil não é do mesmo nível do Japão e a cobrança é sempre ganhar tudo o que disputa. Mas seria impensável que em 2022 não teremos nomes como Rodrygo, Vinícius Jr, talvez Anthony, entre tantos outros, vestindo a camisa da Seleção. Por quê não dar experiência a eles agora, na nossa Copa América doméstica?

Considerando as convocações e o time que está jogando, sabendo que Tite precisa ganhar a Competição que é no Brasil e acalmar os críticos, é entendível que se convoque o que se tem de melhor hoje e/ou os de confiança do treinador. Ele quer ganhar a todo custo, e aí se vê a pouca preocupação em renovar o Escrete Canarinho para a Copa do Mundo (lembrando que no ano que vem haverá outra Copa América, e aí já estaremos prontos para ver qual será o esboço (em 2020) para o trabalho em 2022.

Sinceramente, acho que o trabalho deveria ter começado em 2019 (e não começar na Copa América Colômbia-Argentina em 2020), mas entendo os motivos como citado acima (embora não concorde). Penso que a Seleção de 2019 está longe de ter metade dos seus atletas para a próxima Copa do Mundo. Ou se crê que Daniel Alves, Miranda e tantos outros estarão em Doha trabalhando para levantar a Taça?

Ops: o Zé Boca de Bagre, famoso amigo do professor Reinaldo Basile, aqui de Jundiaí, disse: se a Seleção se classificar para a Copa pois tem as Eliminatórias, né? E se tiver Copa no Catar antes de prenderem até o Sheik!

Ah, o sheik não prendem não, professor. O cheque dele é quente que nem o país dele e deve ter sido distribuído para muita gente…

 

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– Platini, o craque, pisando na bola.

Eu era moleque e assistia na Telefunken do meu avô Michel Platini jogar pela Juventus. Que saudade daquela época…

O francês era craque. Que pena tenha se tornado corrupto, um tapa na cara de quem defende ex-jogadores à frente das instituições, ao contrário de políticos como Teixeira e Blatter. Decepcionou a mim, particularmente.

Tudo por causa do Mundial de 2022. Que a escolha do Catar foi baseada na corrupção, é algo lógico. Mas a que algo valor teria sido? Quanto rolou ao montante?

Que tristeza essa Copa no deserto, hein?

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/ex-presidente-da-uefa-platini-e-preso-por-suspeita-de-corrupcao-envolvendo-a-copa-de-2022.ghtml

PLATINI É PRESO POR SUSPEITA DE CORRUPÇÃO 

Ex-presidente da Uefa, Michel Platini foi preso na manhã desta terça-feira (horário europeu), em Nanterre, subúrbio de Paris, para depor por suspeitas de corrupção envolvendo a Copa de 2022. O ex-jogador francês, de 63 anos, é um dos investigados em operação que averigua possíveis irregularidades na escolha do Catar como sede do próximo Mundial. As informações foram publicadas em primeira mão pelo site “MediaPart”.

Essa detenção deve dificultar os planos do francês, atualmente suspenso pelo Comitê de Ética da Fifa, de voltar ao futebol. Platini era declaradamente candidato à sucessão de Joseph Blatter como presidente da Fifa antes de os casos de corrupção estourarem em 2015.

Além de Platini, a operação desta terça também mantém sob custódia a ex-conselheira do ex-presidente Nicolas Sarkozy, Sophie Dion, por “suspeita de atos ativos e passivos de suborno”. Claude Gueant, antigo secretário geral do governo, também foi convocado a depor em condição de “suspeito livre” pelo Escritório Central de Luta contra a Corrupção e Infrações Financeiras e Fiscais (OCLCIFF).

A primeira investigação sobre corrupção e conspiração criminal na escolha do Catar como sede da Copa de 2022 foi aberta pela Promotoria Financeira Nacional (PNF) da França em 2016. Em dezembro de 2017 Platini foi ouvido como testemunha e admitiu que votou no Catar em dezembro de 2010, quando o país foi apontado como sede do Mundial.

Segundo o jornal “Le Monde”, o foco da PNF é um almoço organizado no Palácio do Eliseu, sede do governo francês, em 23 de novembro de 2010. No evento estavam presentes Nicolas Sarkozy, Michel Platini, o Emir do Catar, Tamim Ben Hamad Al Thani, e o então primeiro ministro do emirado, Sheikh Hamad, Bem Jassem.

Platini foi presidente da Uefa de 2007 a 2015, quando foi banido do futebol por oito anos após ser considerado culpado de receber pagamentos indevidos do ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter. Após recurso no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), a punição aplicada pelo Comitê de Ética da Fifa foi reduzida duas vezes até ser definida em quatro anos. Ela se encerrara em outubro deste ano, quando ele poderia voltar a exercer “atividades relacionadas a futebol”.

No início do mês, ele deu uma entrevista coletiva em Paris que foi um ensaio dessa volta à política do esporte. Ele detonou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, de quem foi chefe na Uefa durante nove anos.

– Ele não tem credibilidade para ser presidente da Fifa.

Infantino respondeu numa entrevista coletiva dois dias depois, ao ser reeleito presidente da Fifa até 2023.

– O bonito da democracia é que cada um pode falar o que pensa. Mas para participar do mundo do futebol é preciso seguir certas regras, impostas pelo Comitê de Ética da Fifa e pelo Tribunal Arbitral do Esporte.

A Fifa emitiu nota oficial afirmando que não tem maiores detalhes para comentar a prisão de Platini, mas reitera o total comprometimento com as autoridades de qualquer país do mundo onde haja investigações relacionadas ao futebol.

 

Michel Platini na sede do CAS em 2016 — Foto: REUTERS/Pierre Albouy

Michel Platini na sede do CAS em 2016 — Foto: REUTERS/Pierre Albouy

– A impressionante construção de uma estrutura para a Copa.

Se na Copa do Mundo do Brasil as distâncias mais longas entre um estádio e outro eram de 2.100 km (se falando individualmente de cada Seleção, já que sabemos que a distância das sedes mais distantes – Manaus a Porto Alegre – são bem maiores) na Copa do Catar, devido ao tamanho pequeno do país, não passará de 55 km.

Sabe o que mais me impressiona? As construções gigantescas “no meio do nada”, estando no deserto, já que além da pequena extensão territorial, há também a baixa população no país asiático.

O que chama a atenção também é que os estrangeiros são os grandes construtores dos estádios. Nepaleses, por exemplo, invadiram o Catar (a fim de ganhar valores baixos, sem condições de segurança na contratação e no trabalho).

Falando sobre a vizinhança, o Catar é uma nação amiga do Hamas, embora tenha boa relação com o Ocidente. Estão rompidos diplomaticamente com os catarianos: Arábia Saudita, Egito, Iêmen, Líbia, Ilhas Maldivas e Emirados Árabes Unidos.

Já pensou se num sorteio teremos Catar x Arábia Saudita? Vizinhos (de fronteira fechada) e com muitas rusgas sérias.

Se o país não fosse “propriedade” do Sheik Tamim bin Hamad al Thani, o bilionário dono do PSG (e muitos alegam que deva ter seu saldo ultrapassado 1 trilhão de dólares, na soma de seus negócios assumidos e os “em nome de outrém”), nem a a FIFA tão corrupta, duvido que o Mundial de 2022 fosse lá.

Logicamente que o parágrafo acima se refere à compra de votos da sede, tão discutida até hoje… Enfim, aguardemos o que será essa Copa.

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– Vicente Cândido chama os contrários da Copa 2014 de “míopes”?

Há 7 anos… olha só o que publicávamos neste blog. Uma pérola de 2012! Abaixo:

E o artigo do deputado Vicente Cândido (PT-SP) na Folha de São Paulo desta terça-feira, 04/05 (pg03)? Ele reclama dos críticos da Copa de 2014, falando sobre as benesses do Mundial e a soberania do país sobre a FIFA.

Para quem é leigo, pode até acreditar que a Copa do Mundo, daqui a 2 anos, será a salvação de todos os males do paísDemagogia pura… Parece que ele subestima nossa inteligência. Abaixo:

MIOPIA CONTRA LEGADO DA COPA

Não faz sentido dizer que o país virará protetorado de interesses mercantis da Fifa. Cada acordo com ela está sendo amplamente discutido.

Por Vicente Cândido

É consensual que o maior desafio de sediar a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014 é otimizar as possibilidades de deixarmos um legado positivo e permanente, que reverta benefícios à sociedade e, especialmente, às populações mais carentes.

Como relator do projeto de lei 2.330/2011, a chamada Lei Geral da Copa, sempre mantive esse objetivo no grau mais elevado. Muitos dos demais envolvidos também trabalham nesse sentido.

A leitura do artigo do deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), publicado nesta Folha no último dia 15 (“Estado Futebolístico de Exceção”), pode causar impressão contrária.

Essencialmente, porque o deputado parece ser, por princípio, contra a Copa no Brasil. Só isso pode explicar o teor de suas críticas, influenciadas pela desinformação sobre o arcabouço legal que vem sendo construído.

Chico Alencar acusa um suposto “servilismo contumaz” brasileiro, além de cobrar transparência nas informações. Mas os assuntos da Copa de 2014 talvez sejam os de maior visibilidade hoje, com ampla cobertura dos órgãos de imprensa.

Por isso, são de conhecimento público os compromissos assumidos com a Fifa. Cada ponto é largamente discutido no Congresso Nacional, na mídia e na sociedade -afinal, nosso povo respira futebol.

Além disso, tudo é acompanhado em detalhes pelo Tribunal de Contas da União, pela Controladoria Geral da União e pelos veículos de comunicação.

A afirmação de que a Lei Geral da Copa produz “um despejo de famílias” sem construção ou entrega de moradias substitutas não tem amparo na realidade.

Afinal, o país conta com o maior programa social de Habitação da nossa história -o Minha Casa, Minha Vida-, que exige o desenvolvimento de infraestruturas complementares às obras de estádios. Ora, esses avanços são evidentes passos de promoção da cidadania.

Dizer que o país virará um “protetorado de interesses mercantis” é igualmente despropositado.

Nossa soberania jamais será objeto de transação política -aliás, o noticiário revela a firme posição do governo nesse sentido.

Da mesma forma, afirmar que o Inpi vira um “cartório particular” é ilação infeliz. Como relator, aprendi muito em matéria de direitos autorais e tenho certeza de que só defenderemos as empresas nacionais, na concorrência, se modernizarmos a Lei da Propriedade Industrial.

Contrariamente ao que disse o deputado, em nenhum momento ferimos a Lei das Licitações, que prevê mecanismos para agilizar o processo de contratação em situações específicas. A lisura é também garantida pela fiscalização dos órgãos responsáveis.

Finalmente, é risível a imaginária “afronta a princípio defendido pelos liberais de todos os matizes: o da iniciativa privada”, mencionada por Chico Alencar, bem como o efeito de “nutrir a caixa registradora da Fifa”.

Ele diz isso simplesmente porque boa parte do lucro destina-se às seleções participantes, à formação de atletas e ao desenvolvimento do futebol brasileiro. E porque estão previstas zonas de exclusividade comercial, de defesa do direito dos patrocinadores a uma possível concorrência predatória nos locais dos eventos, sem violar o direito de estabelecimentos circundantes. Isso é defender a propriedade privada.

A miopia de alguns impede a visão de futuro e bloqueia iniciativas propositivas, obscurecendo a oportunidade ímpar de aproveitar a sinergia para construirmos legados permanentes para o esporte e a economia nacional. Infelizmente, é preciso lutar contra isso também.

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