– A triste coincidência entre Política e Futebol no Brasil… cadê os honestos e competentes?

Fato: com dor, vejo que o Futebol está como a Política: não há um nome sequer que possa trazer união entre os pares / diferentes, mostrar honestidade e competência para dar credibilidade à coisa…

Diga: qual pessoa contempla, hoje, essas virtudes: congregar a todos, fazer a coisa certa e mostrar ética / lisura nos atos?

Responda pensando na Presidência da República e na Presidência da CBF e constate: a primeira, muito maior que a segunda, coincide na ausência de alternativas…

Discussões à parte: hipoteticamente, saindo Caboclo devido ao seu imbrolho (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-uPa), entraria o vice mais velho, o Cel Nunes. Mas qual cartola do mundo do futebol poderia ser um bom nome para presidir a Confederação Brasileira de Futebol?

– Nenhum esforço é em vão!

Nosso suor sempre será recompensadonão se sabe a qual tempo – com alguma coisa boa: aprendizado, conquistas, valores…

Gosto sempre desse tipo de lembrete, como na imagem abaixo: “A luta em que você está hoje, desenvolve a força que você precisa amanhã”. (Autor desconhecido).

– A juventude do novo técnico do Bayern München

Julian Nagelsmann será o treinador do Bayern München para a temporada 2021/2022. Ele tem apenas 33 anos!

Não é surpreendente tal idade? Ele estava no RB Leipzig e substituirá Hansi Flick. Tem um curriculum muito bom, vide o que fez antes de chegar em Leipzig e estando lá, o resultado de seu trabalho.

Tomara que os atletas o respeitem! E se fosse no Brasil? Será que um treinador tão jovem teria amparo da diretoria de um time grande?

Ficaremos na dúvida.

Investimento recorde em Nagelsmann é prova da confiança – justificada – do  Bayern em seu novo treinador

– O pênalti da discórdia em Corinthians 2×0 Ituano. Qual foi o maior erro?

1- Raul Gustavo (SCCP) derrubou Gabriel Taliari (ITU)?

2- Jemerson tocou propositalmente a mão na bola?

3- Houve uma simulação do atleta do Ituano após tudo isso?

4- Antes disso, havia impedimento de alguém?

Edina Alves, a árbitra da partida, havia entendido que um “quase pé-alto do zagueiro corintiano” tinha atingido o atacante ituano e interpretou como lance temerário, marcando pênalti (de acordo com o áudio capitado na cabine do VAR, mostrado pela Sportv). Nada disso, nem toca o adversário para ser tiro livre direto, nem é “jogada perigosa” (como dito antigamente) para marcar tiro livre indireto dentro da área.

Nadine Bastos, comentarista da Rede Globo, entendeu ser mão de Jemerson e marcaria pênalti. Não foi isso também.

Flávio Rodrigues de Souza, o VAR, chamou a árbitra para analisar o lance que não era nenhum desses, mas uma simulação posterior. Errou também.

Depois de longos 8 minutos e o acerto na decisão final (de cancelar a marcação do pênalti), fica bem claro que: é inadmissível que a árbitra tenha “jogado para o VAR” a decisão de confirmar ou não a marcação, e que isso tenha levado mais de 5’30” até ir, ela própria, à cabine para rever o lance. E depois disso, quase 2’30” para ela decidir diante do monitor.

O VAR não é um subterfúgio para tirar a responsabilidade do árbitro. Nem uma ferramenta para se reapitar o jogo. Tampouco, enfim, um instrumento para transferir o poder de decisão do árbitro para o VAR. O árbitro é a autoridade máxima da partida, e ao invés de esperar mais de 5 minutos para ir à cabine, ele deve resolver logo e tomar a decisão. É questão de inteligência, de não perder a dinâmica do jogo e nem estragar o entretenimento.

Tudo isso fez o jogo começar num dia e terminar no outro: sem prorrogação ou disputa de pênaltis. Um jogo simples, comum, só isso…

O lance em: https://globoesporte.globo.com/futebol/video/var-revisa-lance-de-penalti-durante-oito-minutos-no-2o-tempo-de-corinthians-x-ituano-9446325.ghtml

Em tempo: não se credite o ocorrido ontem ao fato de ser uma árbitra. Infelizmente, machistas de plantão podem confundir as coisas…

– Competência financeira versus competência administrativa no futebol:

Esse quadro publicado pela TNT Sports é claríssimo: de que adianta o dinheiro, se você não geri-lo bem? De que adianta a força financeira, se a competência na execução é falha?

No esporte, especialmente no futebol, isso é uma verdade incontestável. Abaixo:

– Como os Jovens encontrarão emprego no Mercado de Trabalho?

Do ano passado, mas com assunto atual. Abaixo:

Uma interessante matéria da Revista Isto É (ed 2498, pg64-65) mostra que as maiores vítimas do desemprego no Brasil são os jovens, sendo que a faixa entre 18 e 24 anos retrata quase 30% de taxa de desocupação.

Como conseguir trabalho nesse cenário?

Somente se destacando, tendo flexibilidade e evitando a ansiedade!

Abaixo:

HÁ VAGAS PARA JOVENS

A taxa de desocupação chega a 28% na faixa etária entre 18 e 24 anos­ — a mais alta entre todos os segmentos no País. Saiba como aumentar as chances de encontrar trabalho

Por Bárbara Libório

Eles são as maiores vítimas do desemprego. Só no primeiro semestre deste ano, a taxa de desocupação entre jovens de 18 a 24 anos alcançou 28,8%. No segundo semestre, embora tenha recuado levemente, permanece em 27,3%, o que equivale a 4,3 milhões de pessoas — a maior entre todas as faixas etárias segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Há espaço para eles no mercado de trabalho? Sim, há. Mas as oportunidades serão melhores para quem conseguir se destacar. O segredo está em como fazer isso.

Em momentos de recessão, com as empresas realizando ajustes no quadro de funcionários, é comum que elas prefiram manter profissionais mais capacitados que possam dar resultados imediatos. Hoje, segundo a consultoria Manpower, a proporção é de quatro jovens desempregados para cada adulto com experiência na função. A formação superior é o primeiro passo, mas não resolve o problema. Ainda que o diploma universitário seja capaz de dobrar as chances de empregabilidade, a conclusão de uma faculdade leva tempo— que aumenta se o jovem decidir fazer uma pós-graduação.

Dominar um idioma estrangeiro pode ser um atalho. “Na hora de recrutar profissionais a gente enfrenta grande dificuldade no nível de idioma”, explica Maria Sartori, gerente sênior da recrutadora Robert Half. “Muita gente sai da faculdade e se pergunta se faz uma pós, um MBA, ou investe no inglês. A coisa mais certeira a se fazer além da graduação é a fluência em um segundo idioma.”

Se o momento não é o melhor para encontrar rapidamente uma colocação, especialistas recomendam que os jovens aproveitem esse tempo para buscar especializações mais rápidas. Stephanie Zanini, de 26 anos, apostou em cursos que vão de atendimento a cliente a marketing pessoal e digital, além de aulas de como falar em público. “Acho que existem dois caminhos para conseguir um emprego: primeiro, o marketing pessoal, cuidar bem do Linkedin, ter um novo currículo; e o segundo é tomar café com muita gente, bater na porta dos lugares em que você quer trabalhar”, afirma. Em agosto a bacharel em Ciências em Tecnologia concluiu o processo seletivo de trainee da Vetor Brasil e trabalha hoje na Secretaria Estadual de Educação de São Paulo.

Igor Castro, de 22 anos, também começou recentemente um programa de estágio de rotação em que ele passará pelas empresas Ambev, a McKinsey e Credit Suisse. Para ele, foi essencial para o sucesso a sensação de nunca estar satisfeito e buscar sempre algo mais. Na faculdade de engenharia, o jovem chegou a abrir uma startup de inovação e participou também da empresa júnior da USP. “Não é porque eu estava na USP que eu achava que ia aparecer a empresa dos sonhos”, afirma. “Eu entrei na empresa júnior para buscar mais, autonomia, liderança, responsabilidade.” Para Márcia Almström, diretora do ManpowerGroup, o contato com o mercado de trabalho deve começar cedo. “Quanto antes tiver contato, seja estágio ou trainee, melhor”, afirma. “A gente percebe que tem se postergado o momento do jovem entrar na corporação, fica para depois da pós ou do MBA, como se uma coisa tivesse que acontecer depois da outra, mas isso retarda o início da prática e faz o jovem sofrer mais dentro das companhias.” Os programas de estágio e trainee ainda são uma opção, mas também foram afetados pela crise. “Até três anos atrás, esses programas eram uma porta de entrada e 90% das pessoas permaneciam ali dentro. Hoje em dia percebemos que o índice de aproveitamento dos profissionais caiu drasticamente”, diz Sartori, da Robert Half.

FLEXIBILIDADE PARA MUDANÇAS

Apesar das deficiências, os jovens podem (e devem) usar a seu favor características inata, como o uso da tecnologia e a flexibilidade para mudanças. O setor de tecnologia da informação é, inclusive, um dos que mais contratam jovens. “É um mercado onde a inovação acontece de maneira mais rápida e o profissional mais jovem consegue acompanhar de maneira mais fácil”, diz Sartori. “Em TI as coisas ficam obsoletas muito rapidamente, então o profissional com mais experiência têm mais dificuldade com o ritmo frenético.”

Além do Linkedin, outras tecnologias podem ser aliadas na busca por emprego. O TAQE que capacita e recomenda jovens que estão entrando no mercado de trabalho. “Por meio de games (jogos), aulas e testes com linguagem adequada ao público jovem, usamos dados para entender a cultura das empresas, assim como o perfil dos candidatos”, diz Renato Dias, CEO do TAQE. “A partir disso, nosso algoritmo cruza essas informações para preenchimento das vagas, reduzindo o custo e tempo de contratação, além de melhorar índices de turnover e produtividade das empresas.” Foi assim que Gabriel Gregório, de 17 anos, conseguiu um emprego em setembro deste ano no atendimento aos clientes da rede Cimemark. Para ele, a ferramenta foi fundamental para garantir sua contratação: “A empresa não necessariamente seleciona o candidato com o melhor currículo, mas quem oferece o que ela precisa para aquela posição”, afirma.

Um último conselho para se dar bem no mercado de trabalho é aprender a lidar com a ansiedade. “Os jovens precisam entender que o mercado de trabalho não anda no ritmo dele, tem que ter paciência para as coisas acontecerem, não é em um ou dois anos que se conquista o mundo.” É importante, porém, começar agora. Com os novos ares da economia, o mercado de trabalho também começa a dar sinais de reaquecimento. Será a hora de colocar em prática o que se aprendeu nos tempos difíceis.

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– Lançando novos árbitros no Paulistão: um desafio!

Fabiano Monteiro dos Santos tem apenas 23 anos e somente há 4 temporadas apita pela FPF. Fez sua 1a partida pela série A1 na semana passada, em Ponte Preta 0x1 Santo André.

Eu defendo a renovação da arbitragem e a oportunidade aos mais jovens, DESDE que seja alicerçada, sem “padrinhos interessados”, olhando o potencial e sem queima de etapas. Meritocracia, em outras palavras.

No ano passado, um árbitro que foi muito mal nos jogos que trabalhei observando e comentando, Flávio Mineiro, que teria potencial de ir bem com bastante treino e experiência, saiu da 4a para a 1a divisão e jogou fora sua oportunidade. A CEAF-SP o “queimou” por não saber o momento certo de dar a grande chance. Foi da mesma forma lançado como Fabiano, sem fazê-lo ganhar experiência o suficiente.

Há outros jovens: João Vitor Gobbi e Demétrios Candançan, que elogiei bastante nas categorias menores. O primeiro está tendo mais experiência em outras divisões e solidificando melhor a carreira. O segundo está, igualmente a Fabiano, lançado “na marra”.

Se forem acima da média, aproveitarão a oportunidade. Mas o ideal é: passo-a-passo, paulatinamente, dando experiência para não perder talentos.

Abaixo, o choro de Fabiano na estreia que fez (nas rodadas iniciais é propício, mas num jogo da Ponte no Moisés Lucarelli, talvez nem tanto), e lembro: na arbitragem, não basta conhecimento técnico e bom desempenho físico. Precisa ter equilíbrio emocional, senão não aguenta o “tranco”.

Boa sorte aos novatos.

– O árbitro de vídeo virou árbitro de áudio no Paulistão?

A ideia da FPF era perfeita para o Paulistão: uma central unificada para a equipe do VAR ter conforto e melhor desempenho, dentro da sua sede – evitando improvisos em estádios.

Porém, segundo a entidade, por problemas com a empresa que fornece os equipamentos, o VAR será nos estádios por duas rodadas. E já tivemos confusão.

No sábado à tarde, torci demais para o desempenho do jovem árbitro Matheus Candançan, pois o elogiei bastante nas partidas que comentei dele na 4a divisão e fiquei impressionado por ter sido lançado na A1 (São Bento x Mirassol). Entretanto, sofreu (além da natural pressão de uma estreia) pela falta de imagens do equipamento de vídeo. Foi tudo por áudio… O VAR falhou e não o ajudou.

Vide sobre esse jogo citado, em: https://globoesporte.globo.com/sp/tem-esporte/futebol/campeonato-paulista/noticia/arbitro-de-audio-sem-sinal-var-passa-informacoes-por-radio-em-jogo-do-paulistao.ghtml

No domingo à noite, São Paulo x Botafogo jogaram e o VAR Raphael Claus não conseguiu confirmar ou não o impedimento do gol do time de Ribeirão Preto, pois as câmeras não permitiram tal decisão. Prevaleceu a decisão de campo em confirmá-lo. Mas… o equipamento de última geração não deveria evitar as polêmicas e dúvidas?

Sobre esse jogo, aqui: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/noticias-spfc-sao-paulo-var-botafogo-sp.ghtml

Enfim: VAR descalibrado, câmeras insuficientes e pontos cegos. É um VAR tipicamente brasileiro… Ou você vê essas coisas com frequência nos diversos campeonatos mundo afora?

VAR Sucks - Meme by moonraker :) Memedroid

– O pênalti reclamado pelo Internacional contra o Corinthians, o medo de Virada de Mesa carioca e o curioso desempenho do São Paulo contra o Flamengo: as “ilógicas” do futebol…

Acabou o Brasileirão, com polêmicas, “para variar”. Vamos lá:

1. Wilton Pereira Sampaio, que é árbitro da FIFA, precisou usar o VAR para desmarcar um pênalti em lance de mão que bate involuntariamente no braço de apoio do defensor que dá um carrinho. Como é que você, sendo da FIFA, vai entender absurdamente como um movimento antinatural da mão na bola? É casualidade! Provavelmente, isso é resquício daquela gafe da orientação da CBF em 2015, onde ela insistiu em que “quase tudo era mão infracional”.

Na oportunidade, Jorge Larrionda fez uma lambança como instrutor e Sérgio Correa da Silva avalizou. Repare que alguns vídeos de orientação da CBF até saíram do ar (é da página da CBF TV, compartilho em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/10/16/penaltis-de-movimento-antinatural-entenda-a-diferenca-do-que-a-fifa-quer-e-o-que-a-cbf-inventou/).

Respeitosamente, foi falha grotesca do juiz, corrigido pelo VAR. O Internacional não pode acusar de erro a favor do Corinthians neste caso. Se vimos lances assim marcados como pênalti em outros jogos, lembremo-nos: nossa arbitragem é fraca atualmente e mal orientada, cometendo tais equívocos.

2. O Vasco recebeu os áudios do gol em que o Internacional fez e que estava com o VAR descalibrado (outra “jabuticaba brasileira”) e promete ir à Justiça para anular o jogo. O medo é: com dois cariocas rebaixados (Botafogo e Vasco da Gama), com a desculpa de que os prejuízos da pandemia fizeram o ano ser anormal (e foi anormal mesmo, mas para todos), tentar-se uma virada de mesa e cancelar o rebaixamento da edição 2020 do Campeonato Brasileiro.

3. Eu duvidava que o São Paulo vencesse o Flamengo pelo rendimento em campo, e não esperava que o Internacional não conseguisse superar o Corinthians, pelo fato do Timão estar se reconstruindo da péssima temporada. Errei, mas é essa a graça do futebol. E pense: o Tricolor do Morumbi perdeu do último colocado na segunda-feira, e na quinta-feira vence o campeão? Que lógica é essa?

4. A melhor árbitra do Brasil, Edna Alves, que ficou de fora dos jogos importantes na reta final do Brasileirão, está escalada como VAR em Guarani x Ituano pelo Paulistão. Que “motivante”…

Seria “prêmio” por ter se destacado no Mundial de Clubes da FIFA? Ciúme de homem por machismo, ciúme de mulher por vaidade, ciúme por competência… que não atrapalhem a carreira dela.

juiz-de-futebol-cartao-vermelho-apito | AcheiUSA

– O salário possível versus o ideal.

Com frequência, discutimos em sala de aula o que os alunos almejam em suas carreiras profissionais. E, naturalmente, surge a pergunta:

Trabalhar no que se gosta ou trabalhar para ganhar bem?

É óbvio que o ideal é ter na sua profissão o seu prazer, além de boa remuneração. Sabidamente, nem todos conseguem essa realização.

O quadro abaixo que recebi traz essa discussão com outra “roupagem”: ao invés de realização profissional, o “sucesso”. Veja se você concorda ou discorda dele:

– Ensinar e Empreender.

Nesta semana, terminamos mais um curso de capacitação pelo Sebrae. Lecionei a essa turma de Jundiaí sobre Empreendedorismo, Marketing, Finanças e Formalização do Negócio!

É muito bom ensinar, abrir horizontes e motivar essas pessoas sedentas de oportunidade e saber. Agradeço nestes momentos por ser professor.

– Árbitras brasileiras em campo: o simbolismo da escala de um trio feminino em competição masculina da FIFA.

Quando selecionadas as brasileiras Edna Alves e Neuza Back pela FIFA para o Mundial de Clubes do Catar 2020, tal fato causou muita surpresa para muitos – devido ao ineditismo. Também houve ciúmes e, lamentavelmente, até torcida contra. Abordamos isso em: https://wp.me/p4RTuC-sLt.   

Agora, finalmente, as juízes brasileiras são escaladas para a disputa do 5o x 6o lugar entre Al Duhail (Catar) vs Ulsan Hyundai (Coreia do Sul). Uma vitória!
Alguns amigos acham que é uma medida apenas para “fazer média”, devido a insignificância da importância do jogo (cá entre nós, jogo que vale o “título de 5o colocado” é realmente sem graça), dizendo que, se é para quebrar tabu, que seja em algo que tenha maior valor (como uma semifinal ou final).
Respeito tais pontos de vista, mas penso e reforço: é uma vitória para elas

Quando foi que a FIFA escalou num torneio global um trio inteiramente feminino em evento mundial masculino entre profissionais? É uma “primeira vez”, uma quebra de paradigmas – que, tomara, seja “pra valer” – onde a meritocracia independerá de gênero.

O simbolismo disso é mais amplo: estarão em campo num local machista culturalmente, onde as mulheres daquela região do mundo são marginalizadas em boa parte das atividades.

Torcerei por elas, representando as mulheres competentes e um novo momento da própria FIFA.

Se corresponderem à altura, não terá sido relevante a ideia de “fazer média”, pois a demonstração de competência terá falado mais alto e aberto uma porta que não se fechará.

A equipe de arbitragem será composta por:

ARB: Edna Alves Batista (BRA).
Bd1: Neuza Back (BRA).
Bd2: Marianna de Almeida (ARG).
4ºArb: Abdelkader Zitouni (TUN).
5ºArb: Humberto Panjoj (GUA).
VAR: Nicollas Gallo (COL).
AVAR: Julio Bascunan (CHI).

Boa sorte a elas!

– 3 pontos de vista sobre o VAR do Allianz Arena:

Ainda sobre as polêmicas do jogo Palmeiras x River Plate, para apreciação dos amigos leitores, compartilho uma entrevista que dei ao Lance! / Nosso Palestra, juntamente com os ex-árbitros FIFA Alfredo dos Santos Loebeling e Renato Marsiglia, sobre a atuação do VAR.

Disponível em: https://www.lance.com.br/palmeiras/arbitros-analisam-var-river-plate-uma-aula.html

EX-ÁRBITROS ANALISAM VAR DE PALMEIRAS X RIVER PLATE

Apesar de todas as dificuldades, o Palmeiras conseguiu se classificar para a final da Copa Libertadores da América pela primeira vez em mais de 20 anos. A partida decisiva da semifinal, que terminou em 2 a 0 para o River Plate, no entanto, ficou marcada por erros palestrinos e atuações decisivas do VAR. Para entender se as marcações no decorrer do jogo foram corretas, o NOSSO PALESTRA/LANCE! conversou com ex-árbitros que elogiaram a utilização da tecnologia.

O primeiro nome contactado pela reportagem foi Alfredo Loebeling, que fez parte do quadro da Fifa entre 2001 e 2002 e elogiou a participação do VAR na partida.

– O VAR veio pra isso. O torcedor tem que entender que o VAR um dia vai salvar a arbitragem prejudicando o seu time de coração, e noutro dia vai salvar ajudando o seu time, como foi ontem. O que nós tivemos ontem foi a correção de equívocos da arbitragem em lances muito difíceis. No segundo pênalti, o cara tava nitidamente impedido. O que não pode acontecer é as pessoas falarem que o VAR ficou procurando uma imagem para salvar o Palmeiras, isso é papo de boteco. Ele tem uma série de imagens, que vão dizer se o árbitro acertou, ou se precisa de correção. Não é o VAR que anula o gol, o pênalti. Ele informa o árbitro e sugere uma revisão – declarou Loebeling, que completou:

– A decisão final é do árbitro de campo. No lance do gol, tinha um jogador impedido. A bola tocou no jogador do Palmeiras, mas pra tirar o impedimento o toque tem que ser de forma deliberada, o que não foi o caso. Foi bem anulado. A expulsão foi, na minha visão, exagerada, porque o árbitro não vinha com esse critério o jogo inteiro. Eu não teria expulsado, acho que o árbitro mudou o critério dele. No primeiro pênalti anulado, o toque existe, mas foi provocado pelo jogador do River. A discussão é que o jogador do River provoca o toque, aí o árbitro não pode marcar. O árbitro acertou nas decisões graças ao VAR. Eram situações que não tem como você olhar sem as câmeras, é muito difícil.

Outro que falou com o NP/L! foi Rafael Porcari, que é ex-árbitro, consultor de arbitragem, comentarista na Rádio Difusora, tem o blog ‘Pergunte ao Árbitro’ e, também, exaltou a atuação do árbitro de vídeo, descrevendo-o como algo necessário para o futebol.

– Ontem foi a prova de que o VAR é uma ferramenta necessária para o futebol, que legitima placares e precisa de pessoas competentes usando. Nos três lances, o árbitro de vídeo foi muito bem nas intervenções. A única falha foi a demora, mas as intervenções foram corretas. O lance do gol anulado foi sensacional, é um lance didático. Foi a mesma coisa que aconteceu no gol do Scarpa na partida de ida, que gerou uma polêmica sobre o desvio tirar ou não o impedimento. No lance teve o desvio, mas não é o tipo que tira o impedimento – disse Rafael, que prosseguiu:

– O último pênalti estava impedido, não tem dúvida, mas, mesmo assim, foi um choque de jogo. A expulsão foi correta, é lance pra cartão amarelo. Tendo amarelo, tem que dar o segundo. O que eu acho mais interessante é a questão do desvio tirar ou não o impedimento. Alguns tipos de desvios, de fato, tiram o impedimento, mas só os que têm um toque deliberado. Se você tem um jogador impedido, o atacante vai lançar a bola pra ele e você quer interceptar a bola, você manifesta a vontade de disputar e não deixar o cara receber a bola, você tirou o impedimento, porque você se jogou pro lance. Agora, você estar posicionado e o seu corpo serve como tabela, não tira o impedimento. Você tem que ter a intenção clara e manifesta de interceptar a bola. Bater por bater não tira o impedimento.

Além destes, o ex-árbitro e ex-comentarista Renato Marsiglia afirmou ter se rendido à tecnologia, deixando evidente que esta fez justiça no confronto da última terça-feira (12).

– Eu diria que o VAR ontem influenciou no resultado da partida de maneira justa. São lances que, num primeiro momento, eu não vi irregularidade. O VAR trouxe justiça e salvou a arbitragem, mesmo sendo lances que seriam muito discutidos depois do jogo. Não tenho dúvidas de que o torcedor do River Plate está indignado, assim como se fosse o contrário o do Palmeiras ficaria – afirmou Marsiglia, que seguiu:

– Eu acabei me rendendo à tecnologia. Com a quantidade de recursos eletrônicos que existem, nada mais natural que estes sejam colocados à disposição da arbitragem pra diminuir os erros gritantes. O árbitro de vídeo acertou. No último lance, tenho certeza que o árbitro de vídeo chamou o de campo para analisar uma possível penalidade máxima e, no tempo que ele foi lá, eles pegaram o impedimento, que matou a possibilidade do pênalti. E o impedimento existiu, assim como no primeiro lance, que teve como consequência o que seria o terceiro gol do River Plate. As decisões foram corretas. Não vou dizer que o Palmeiras foi favorecido. A regra foi aplicada corretamente. O árbitro iria errar se não fosse o VAR. Sobre o primeiro pênalti, na hora eu achei que tinha sido. Vendo por outros ângulos, porém, fica claro que o jogador do River Plate abre a perna, dobra o joelho e provoca o tropeço pra cair. Foi mais um lance capital em que o árbitro de vídeo interferiu de forma positiva para trazer justiça ao resultado da partida.

Por fim, o NP/L! conversou também com outro ex-árbitro FIFA, que pediu para não ser identificado e descreveu a partida do Verdão como uma “aula de VAR”, afirmando que ele “acertou em todas as decisões”.

O uruguaio Esteban Ostojich tomou decisões cruciais pra definição do resultado (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

– Dia D e Hora H?

“Grande” declaração do General Pazzuello, o Ministro da Saúde que um dia disse não entender a ansiedade das pessoas pela vacina…

Disse ele, questionado sobre os atrasos da vacinação em relação ao mundo, que aqui no Brasil ela ocorrerá no “Dia D” e na “Hora H”.

Pode?

É pra rir ou pra chorar?

– E os Ministros que não entendem do Ofício?

Alguém me perguntou sobre Ministros que não são especialistas e estão no Governo (como o General Pazuello, que é da área de Logística, mas está alocado na Saúde).

Ora, isso não é exclusividade do Governo Bolsonaro. Temer, Dilma, Lula e FHC fizeram o mesmo. E vejam que curioso: aparece-me na linha do tempo a entrada de… George Hilton, do partido do Edir Macedo (que apoiava o PT e hoje apoia o Presidente Jair Bolsonaro). Relembre:

NÃO ENTENDE DO OFÍCIO?

George Hilton, do PRB, é o novo Ministro do Esporte escolhido pela presidente Dilma. Não é um técnico, nem esportista, nem nada da área. Ao tomar posse, declarou:

“Confesso que não entendo muito de esporte, mas entendo de gente”.

Pela lógica, quer justificar que “gente pratica esporte”, né?

Pastor da Igreja Universal, ligado a Edir Macedo, terá a tarefa de conduzir o país às Olimpíadas.

É claro que a sua escolha foi política. Mas seu currículo é ruim: gastou R$ 40.000,00 com panfletos na Câmara dos Deputados com publicidade e não tem absolutamente nada ligado ao esporte.

Pior é que a CBF o elogiou em seu site, enquanto o mundo do esporte brasileiro protestou contra sua escolha.

E ainda dizem que “política, futebol e religião” não se discute…

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