– Sorte, por Sêneca!

Sempre ouvi falar que a sorte é a combinação da oportunidade com a competência, e achava que seria um dito popular, de autoria desconhecida.

Como sou burro!

É de Sêneca tal pensamento. Na imagem:

– Meu inventário comportamental pela metodologia DISC

Realizei uma entrevista para a criação do meu inventário comportamental, através da empresa DomIneSCo – Soluções em Gestão de Pessoas. E achei espetacular!

Tal trabalho visa analisar o comportamento pessoal e profissionalse bom ou ruim – através da metodologia DISC (Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade), em relacionamentos na estabilidade e na instabilidade de situações diversas. Você explora suas potencialidades e fraquezas voltadas para a proatividade, autonomia, extroversão, animação, segurança, perseverança, acolhimento, vigilância e tantas outras. 

Por não ter nada comprometedor, publico sem ressalvas (abaixo). É algo muito bacana para as empresas que querem avaliar o comportamento de seus colaboradores sem medo de errar na busca de talentos!

A propósito, essa metodologia para a formação do inventário comportamental DISC foi criada pelo psicólogo Dr Willian Moulton Marston, inventor do polígrafo / detector de mentiras e da personagem do universo das HQs… Mulher Maravilha!

Taí o motivo da heroína ter o laço da verdade! Ou não, amigos nerds?

O meu perfil aqui: DISCRafael

octogonoDomIneSCo

– Gente talentosa merece aplausos.

Há gente muito inteligente e caprichosa. Meu sogro é uma dessas pessoas!

Tempos atrás, ele construiu uma casa na árvore (como é dia de #tbt, a foto apareceu aqui). Repare que bem feita! Isso é dom.

Não tenho talentos, e aplaudo quem tem, como ele.

– A escolha da profissão.

Um dos grandes desafios aos jovens é “escolher a profissão”. Muitas vezes os testes vocacionais não são suficientes, e para escolher a felicidade profissional, busca-se o auxílio de um coach.

Compartilho interessante matéria, extraído do Jornal de Jundiaí (Modulinho Empregos, página 1, ed 1024, 27 de agosto de 2017, por Simone de Oliveira).

COACH DE CARREIRA COMO OPÇÃO PARA QUEM DESEJA OTIMIZAR A PROCURA DO EMPREGO

Sabemos que a escolha da profissão é um dos momentos mais importantes na vida de um jovem, já que determina os caminhos que serão seguidos por longos anos.

Trata-se de uma decisão extremamente difícil para ser tomada aos 18 anos por alguém que, quase nunca, tem a maturidade necessária para identificar quais são os seus principais talentos e vocações. O resultado deste cenário: muitos optam pela área errada e, futuramente, ficam insatisfeitos no trabalho.

O que nem todos sabem, porém, é que os equívocos na hora de determinar os próximos passos da carreira não ocorrem apenas entre os jovens. Muitos adultos, com vasta experiência no mercado, também erram bastante ao tentar mudar de área ou mesmo ao tentar crescer na profissão. De acordo com a ABRH (Associação Brasileira de RH), quase metade dos brasileiros está infeliz com o que faz da vida – e esses dados não estão apenas relacionados à profissão escolhida, mas também à falta de reconhecimento, ao excesso de tarefas e aos problemas de relacionamento.

No passado, as pessoas costumavam delegar as decisões de suas carreiras para as organizações, que traçavam quais seriam os próximos passos a seguir. Hoje, as companhias oferecem as oportunidades, mas a responsabilidade pelo próprio sucesso está cada vez mais nas mãos dos profissionais. No entanto, entender o seu perfil e identificar os melhores caminhos e estratégias é uma tarefa difícil, que necessita de um plano estruturado e muito bem planejado. Isso pode exigir a ajuda de um profissional especializado, seja para fazer uma transição de carreira, mudar de profissão, desenvolver as competências necessárias ou fazer planos para o futuro.

Neste cenário, o primeiro passo a ser tomado é investir no autoconhecimento. Por se tratar um processo muito complexo, muitas pessoas optam por contratar um profissional de coaching, que pode ajudá-las a refletir, a planejar ações de melhoria e a conhecer os próprios desejos e capacidades, o que é fundamental para identificar onde devem se inserir no mercado. Saber exatamente o que mais gera incômodo no trabalho atual e o motivo de isso ocorrer, certamente, trará mais clareza sobre os passos seguintes.

Antes de tomar decisões, é preciso se questionar: o que é mais importante para mim, ter um bom salário ou trabalhar em um ambiente agradável e sem pressão? Ter uma rotina fixa ou contar com maior liberdade de horário? A felicidade profissional tem muito a ver com o que sabemos de nós mesmos, quais são os nossos principais valores pessoais e como gostaríamos de estar inseridos no mundo.

Neste processo de autoconhecimento e descoberta, com cerca de dez encontros semanais e foco em um objetivo especifico, o profissional de coaching ajuda as pessoas a se entenderem melhor e a descobrirem aonde querem chegar. Ele não trará respostas, mas ajudará o profissional a encontrá-las dentro dele. É preciso, porém, estar disposto a se abrir de uma forma bastante profunda, ter uma atitude ativa e planejar objetivos, já que o processo só funciona quando há muito comprometimento e um plano de ação com metas específicas.

Qualquer pessoa pode procurar a ajuda de um coach, desde que tenha consciência de que a felicidade não depende de mais ninguém além dela mesma.

O que é plano de carreira? | Educa Mais Brasil

Imagem extraída de: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/carreira/o-que-e-plano-de-carreira

– Vote no Podcast Nossa Conversa, de Wanderley Nogueira, para o iBest da categoria.

Olá amigos! Quem gosta do trabalho do grande Wanderley Nogueira, ícone do jornalismo esportivo, sabe que ele possui o Podcast “Nossa Conversa”, sempre apresentando ótimos convidados e pertinentes assuntos.

Pois bem: ele está concorrendo ao prêmio iBest na referida categoria de podcasts. Vamos votar nele?

Aqui o link. É rapidinho! Em: https://ibest.vote/610364910

 

 

– O Beatle que não foi Beatle: quando a oportunidade lhe sorri ou não!

Admiro um bom texto, e claro, os bons escritores. O jornalista Davi Coimbra, em seu blog (citação abaixo), escreveu sobre pessoas que tem estrelas, e usou como pano de fundo Pete Best X Ringo Star.

Pete era esclarecido, ousado, íntimo de John Lennon, Paul McCartney e George Harison. Mas ficou de fora da banda na hora da fama. Ringo era doente, analfabeto funcional e a sorte lhe sorriu! Tanto, que entrou para a história e a formação de sucesso consta seu nome.

Quantos competentes que de fato não são. Ou que não tem oportunidade! Há alguns que nascem para Pete Best, outros, para Ringo Star…

Extraído de: http://wp.clicrbs.com.br/davidcoimbra/2010/02/03/o-beatle-que-nao-foi-beatle/?topo=77,1,1

O BEATLE QUE NÃO FOI BEATLE

Vi uma entrevista com o Pete Best, dias atrás. Sou fascinado por sua história, cada vez que ele aparece na TV fico mesmerizado.

Pete Best é o Beatle demitido. Foi um dos Beatles pioneiros, estava na formação originalíssima da banda, com os gênios George, Paul e John. Os quatro se reuniam na casa da mãe de Pete para ensaiar. Tocaram juntos durante dois anos, juntos viajaram para Hamburgo, numa temporada que marcou o amadurecimento público do grupo. Eram tão amigos, que, numa noite hamburguesa, estando eles sem dinheiro, Pete e John assaltaram um marinheiro e lhe tomaram a carteira estufada de marcos. Ou acharam que a haviam tomado: quando voltaram ao hotel, um perguntou ao outro se estava com a carteira, e nenhum estava.

Apesar de toda essa intimidade, George, Paul e John achavam que Pete não era bom o bastante. Além disso, havia a mãe de Pete. Mona, esse o nome dela. Era uma mulher de uns 30 e tantos anos, muito bonita e de forte personalidade. Arrogou a si própria a função de conselheira e mentora da banda. Os Beatles iam ensaiar na casa dela e ela ficava dando palpite. Metida. Tão metida que se meteu com um rapaz que funcionava como uma espécie de produtor do grupo e teve um filho com ele. O pai de Pete, bonzinho, assumiu a criança e lhe acoplou o sobrenome. Mais um Best no Reino Unido.

George, Paul e John, personalistas e até algo chauvinistas, não apreciavam as intervenções não solicitadas da mãe de Pete. Mas como dizer isso ao filho dela? É provável que, se Pete fosse um baterista um pouco mais carismático, eles o teriam mantido no grupo. Mas, aparentemente, não era. Ou pelo menos não era tão concentrado e tão brilhante quanto seus amigos.

E havia Ringo logo ali.

A história de Ringo é sen-sa-cio-nal. Ringo era de família pobre. Quando tinha três anos, o pai dele embarcou num dos navios que aportavam em Liverpool e foi-se mar afora, para nunca mais retornar. Ringo virava-se como podia na periferia da cidade, até que, aos sete anos, foi acometido de uma doença grave. Passou um ano no hospital, meio morto. Quando voltou ao colégio, sentiu o atraso. Os colegas o humilhavam, ele não conseguia aprender. Começou a matar aula. Aos 12 anos, era quase analfabeto. Uma prima decidiu ensiná-lo em casa, Ringo se entusiasmou, progrediu, mas, aos 13 anos, contraiu tuberculose. Mais um ano no hospital.

Alguém poderia dizer que foi muita falta de sorte. Ao contrário. Como Ringo já estava habituado ao ambiente hospitalar, comportava-se com desenvoltura entre doentes, médicos e enfermeiras. Em pouco tempo, organizou uma bandinha com os pacientes, improvisou umas baquetas e arvorou-se como baterista. Ao sair do hospital, o padrasto, que era um bom homem, presenteou-o com uma bateria usada.

Foi assim que Ringo aprendeu a tocar.

Foi a partir daí que se tornou um Beatle e entrou para a História.

Quer dizer: se não tivesse ficado doente da primeira vez, provavelmente não se sentiria à vontade para fazer a banda na segunda vez que ficou doente. Logo, as duas doenças foram fundamentais na construção do destino estrelado de Ringo Star.

Já Pete Best, comunicado de que o tinham excluído da banda, e excluído- justamente às vésperas da assinatura do primeiro contrato que os elevaria ao firmamento do rock, Pete Best literalmente recolheu-se à insignificância. Trabalhou como funcionário público, tentou o suicídio abrindo o gás do banheiro, foi salvo pela mãe e retornou à sua vida comum. Está casado há 45 anos com a mesma mulher, ainda mora em Liverpool e montou sua própria banda, a Pete Best Band, com a qual excursiona pelo mundo, ganhando algum dinheirinho, afinal. Na entrevista que assisti, falava com voz grave e melodiosa. Trata-se de um senhor grisalho, com o bigode frondoso dominando o rosto risonho e melancólico. Diz não saber por que foi demitido da maior banda pop de todos os tempos, diz que o importante é ter saúde, diz que é feliz.

Não deve ser.

Imagino que nenhum dia da sua vida termina sem que ele pense que poderia ter sido um Beatle. Pior: que ele FOI um Beatle, e agora não é mais. O único Beatle fracassado da banda mais bem-sucedida da História.

Essa é a diferença entre os vencedores e os perdedores. Essa a atual diferença entre as direções do Grêmio e do Inter. Alguns nascem para ser Ringo Star. Outros sempre serão Pete Best.

Imagem extraída de: https://www.amazon.com.br/Beatle-Pete-Best-Story/dp/0859653013

– Como os Jovens encontrarão emprego no Mercado de Trabalho?

Uma interessante matéria da Revista Isto É (ed 2498, pg64-65) mostra que as maiores vítimas do desemprego no Brasil são os jovens, sendo que a faixa entre 18 e 24 anos retrata quase 30% de taxa de desocupação.

Como conseguir trabalho nesse cenário?

Somente se destacando, tendo flexibilidade e evitando a ansiedade!

Abaixo:

HÁ VAGAS PARA JOVENS

A taxa de desocupação chega a 28% na faixa etária entre 18 e 24 anos­ — a mais alta entre todos os segmentos no País. Saiba como aumentar as chances de encontrar trabalho

Por Bárbara Libório

Eles são as maiores vítimas do desemprego. Só no primeiro semestre deste ano, a taxa de desocupação entre jovens de 18 a 24 anos alcançou 28,8%. No segundo semestre, embora tenha recuado levemente, permanece em 27,3%, o que equivale a 4,3 milhões de pessoas — a maior entre todas as faixas etárias segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Há espaço para eles no mercado de trabalho? Sim, há. Mas as oportunidades serão melhores para quem conseguir se destacar. O segredo está em como fazer isso.

Em momentos de recessão, com as empresas realizando ajustes no quadro de funcionários, é comum que elas prefiram manter profissionais mais capacitados que possam dar resultados imediatos. Hoje, segundo a consultoria Manpower, a proporção é de quatro jovens desempregados para cada adulto com experiência na função. A formação superior é o primeiro passo, mas não resolve o problema. Ainda que o diploma universitário seja capaz de dobrar as chances de empregabilidade, a conclusão de uma faculdade leva tempo— que aumenta se o jovem decidir fazer uma pós-graduação.

Dominar um idioma estrangeiro pode ser um atalho. “Na hora de recrutar profissionais a gente enfrenta grande dificuldade no nível de idioma”, explica Maria Sartori, gerente sênior da recrutadora Robert Half. “Muita gente sai da faculdade e se pergunta se faz uma pós, um MBA, ou investe no inglês. A coisa mais certeira a se fazer além da graduação é a fluência em um segundo idioma.”

Se o momento não é o melhor para encontrar rapidamente uma colocação, especialistas recomendam que os jovens aproveitem esse tempo para buscar especializações mais rápidas. Stephanie Zanini, de 26 anos, apostou em cursos que vão de atendimento a cliente a marketing pessoal e digital, além de aulas de como falar em público. “Acho que existem dois caminhos para conseguir um emprego: primeiro, o marketing pessoal, cuidar bem do Linkedin, ter um novo currículo; e o segundo é tomar café com muita gente, bater na porta dos lugares em que você quer trabalhar”, afirma. Em agosto a bacharel em Ciências em Tecnologia concluiu o processo seletivo de trainee da Vetor Brasil e trabalha hoje na Secretaria Estadual de Educação de São Paulo.

Igor Castro, de 22 anos, também começou recentemente um programa de estágio de rotação em que ele passará pelas empresas Ambev, a McKinsey e Credit Suisse. Para ele, foi essencial para o sucesso a sensação de nunca estar satisfeito e buscar sempre algo mais. Na faculdade de engenharia, o jovem chegou a abrir uma startup de inovação e participou também da empresa júnior da USP. “Não é porque eu estava na USP que eu achava que ia aparecer a empresa dos sonhos”, afirma. “Eu entrei na empresa júnior para buscar mais, autonomia, liderança, responsabilidade.” Para Márcia Almström, diretora do ManpowerGroup, o contato com o mercado de trabalho deve começar cedo. “Quanto antes tiver contato, seja estágio ou trainee, melhor”, afirma. “A gente percebe que tem se postergado o momento do jovem entrar na corporação, fica para depois da pós ou do MBA, como se uma coisa tivesse que acontecer depois da outra, mas isso retarda o início da prática e faz o jovem sofrer mais dentro das companhias.” Os programas de estágio e trainee ainda são uma opção, mas também foram afetados pela crise. “Até três anos atrás, esses programas eram uma porta de entrada e 90% das pessoas permaneciam ali dentro. Hoje em dia percebemos que o índice de aproveitamento dos profissionais caiu drasticamente”, diz Sartori, da Robert Half.

FLEXIBILIDADE PARA MUDANÇAS

Apesar das deficiências, os jovens podem (e devem) usar a seu favor características inata, como o uso da tecnologia e a flexibilidade para mudanças. O setor de tecnologia da informação é, inclusive, um dos que mais contratam jovens. “É um mercado onde a inovação acontece de maneira mais rápida e o profissional mais jovem consegue acompanhar de maneira mais fácil”, diz Sartori. “Em TI as coisas ficam obsoletas muito rapidamente, então o profissional com mais experiência têm mais dificuldade com o ritmo frenético.”

Além do Linkedin, outras tecnologias podem ser aliadas na busca por emprego. O TAQE que capacita e recomenda jovens que estão entrando no mercado de trabalho. “Por meio de games (jogos), aulas e testes com linguagem adequada ao público jovem, usamos dados para entender a cultura das empresas, assim como o perfil dos candidatos”, diz Renato Dias, CEO do TAQE. “A partir disso, nosso algoritmo cruza essas informações para preenchimento das vagas, reduzindo o custo e tempo de contratação, além de melhorar índices de turnover e produtividade das empresas.” Foi assim que Gabriel Gregório, de 17 anos, conseguiu um emprego em setembro deste ano no atendimento aos clientes da rede Cimemark. Para ele, a ferramenta foi fundamental para garantir sua contratação: “A empresa não necessariamente seleciona o candidato com o melhor currículo, mas quem oferece o que ela precisa para aquela posição”, afirma.

Um último conselho para se dar bem no mercado de trabalho é aprender a lidar com a ansiedade. “Os jovens precisam entender que o mercado de trabalho não anda no ritmo dele, tem que ter paciência para as coisas acontecerem, não é em um ou dois anos que se conquista o mundo.” É importante, porém, começar agora. Com os novos ares da economia, o mercado de trabalho também começa a dar sinais de reaquecimento. Será a hora de colocar em prática o que se aprendeu nos tempos difíceis.

Entenda as diferenças entre trabalho e emprego - Diferença

Imagem extraída de: https://www.diferenca.com/trabalho-e-emprego/

– O salário possível versus o ideal.

Com frequência, discutimos em sala de aula o que os alunos almejam em suas carreiras profissionais. E, naturalmente, surge a pergunta:

Trabalhar no que se gosta ou trabalhar para ganhar bem?

É óbvio que o ideal é ter na sua profissão o seu prazer, além de boa remuneração. Sabidamente, nem todos conseguem essa realização.

O quadro abaixo que recebi traz essa discussão com outra “roupagem”: ao invés de realização profissional, o “sucesso”. Veja se você concorda ou discorda dele:

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer, favor informar para a divulgação do crédito.

– Processos seletivos são costumeiramente “inteligentes” ou não?

E nesta imagem, uma verdade: muitos processos seletivos são engessados, padronizados, que custam a crer que realmente descobrem talentos. Nem sempre pessoas acima da média e talentosas estão aptas por testes medianos…

Compartilho, abaixo:

– Arbitragem brasileira: o que está dando errado? Os 5 fatores:

Muita confusão com a arbitragem nos estaduais neste final de semana. No jogo do Santos, árbitro vacilante em frente ao monitor (que demora para verificar uma invasão ou não, falamos em: https://wp.me/p4RTuC-AHF). Aliás, Douglas Marques é o mesmo daquele jogo em Brasília no qual ficou “meia-hora” em frente ao VAR, num CSA x Flamengo (aqui: https://wp.me/p4RTuC-nnK).

No Fla-Flu, vimos um árbitro totalmente inseguro, “verde demais” e que sucumbiu aos experientes jogadores. Uma péssima escolha da Comissão de Arbitragem da FERJ…

Mas o que está acontecendo com a arbitragem brasileira?

Alguns fatores pontuais:

1. Há a perpetuação dos mesmos nomes nas Comissões de Árbitros: uma hora o sujeito é “Presidente da CA”, depois vira “Diretor de Desenvolvimento de Novos Talentos”, outrora “Responsável por Otimização de Desempenho dos Árbitros”, e por aí vai. Os incompetentes nunca são demitidos, mas remanejados para cargos criados. Por quê são tão “preservados” dentro da CBF e Federações (e os clubes aceitam isso)?

2. O processo de renovação, às vezes, é acelerado demais, sem garantias de que, mesmo errando, o trabalho terá sequência. Juízes novos são escalados em partidas nas quais não deveriam, com risco de serem queimados precocemente (é como lançar um jovem jogador: há o momento e o jogo oportunos).

3. A “catequese tupiniquim” do movimento antinatural da mão na bola, na qual já dissertamos várias vezes sobre o que se orientou equivocadamente no Brasil e como é o correto praticado no restante do planeta. E aqui, uma confidência: em 2014, fui comentar um jogo da A1 do Paulistão no Jayme Cintra, e um importante árbitro aspirante à FIFA apitaria a partida. Conversando informalmente, eu disse a ele que me preocupava com a uniformização de critérios para tais lances, e ele me disse: “fique tranquilo, agora vai ser mais fácil, diferente do que você pensa, pois se existir dúvida quando bater na mão, é só marcar a infração pois em todo lance podemos interpretar como movimento antinatural.”. Discordei de pronto, e meu receio virou realidade. E essa cultura equivocada já nasce com os novos árbitros, que não viveram o tempo da “intenção ou não”, e foram formados pelos senhores que orientam “à moda brasileira”.

4. Desde o surgimento do VAR, por 3 anos vimos a CBF prometendo a introdução do árbitro de vídeo e não cumprindo, por diversos motivos (dos financeiros aos estruturais). E o fez de maneira atabalhoada: usando imagens de emissoras de TV (ao invés de uma geração própria independente) e com permuta de equipamentos (a troco de aparecer os patrocinadores). Não fica uma questão em dúvida: se você fornece os monitores em devolução pela exposição, quanto mais tempo na frente da tela sendo filmado… o parceiro agradece!

5. A orientação de Leonardo Gaciba, que persiste até hoje: “não importa o tempo de decisão na discussão com o VAR, pois leve o tempo que for, o que importa é acertar”. Isso criou decisões demoradas e nem sempre corretas.

Diante de tudo isso, a combinação explosiva (orientações equivocadas, mau uso dos equipamentos eletrônicos, estratégia de lançamento de talentos discutíveis) resultou em: árbitros medrosos, jogando a decisão para uma cabine, onde existe um tribunal enorme com muitas pessoas discutindo e repassando para ele uma opinião (vide quantos caras tem no VAR, há até “garantidor de replay”). Se em alguns casos o VAR tem até 8 elementos (vide as escalas), por que o solitário juiz acreditará na sua convicção pessoal? 

Criamos uma cultura errada, falha, que não existe no resto do planeta. Estamos pagando o preço dos anos de mesmas pessoas administrando a arbitragem, que foram colocadas por Ricardo Teixeira, permanecendo com José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, Cel Nunes, Rogério Caboclo e agora com o Ednaldo Rodrigues. E a questão é: o que sabem, o que fizeram, ou por quê são “não-demissíveis”, e sim remanejados?

São cargos de confiança muito delicados…

Imagem: VAR atento assistindo “Chaves”, extraído da Internet.

– Precisamos de honesto e competente!

Alguém disse o seguinte:

“Não é porque você odeia a corrupção que tem de aceitar a incompetência. Não é porque você odeia o descaso que tem de aceitar a corrupção”.

Isso serve para nosso país. E acrescento: precisamos de competência, honestidade e credibilidade!

Entendeu?

O problema é: não se acha esse elemento…

pensando delaJusticia.com El rincón jurídico de José R. Chaves

Imagem extraída de: https://zh-cn.facebook.com/radioazzurraufficiale/posts/10165774392350716

– A neo-colonização portuguesa no futebol:

Em se confirmando Jorge Jesus como técnico do Atlético Mineiro, teremos os 3 principais clubes brasileiros na atualidade com treinadores lusos: Abel Ferreira no Palmeiras e Paulo Sousa no Flamengo.

A pergunta oportuna é: estão tão defasados os “professores brasileiros”, que os grandes clubes vão atrás dos seus profissionais em Portugal?

E convenhamos: nenhum dos 3 tem mercado na Europa em “grandão”: JJ é respeitado no Brasil e em Portugal, além do Oriente Médio; Paulo é coadjuvante por lá e Abel trabalhava no grego PAOK!

Qual o grande problema dos treinadores locais atualmente? 

Saiba finalmente o que os portugueses pensam dos brasileiros vivendo em  Portugal | Morar em Portugal

Imagem extraída de: https://moraremportugal.com/saiba-finalmente-o-que-os-portugueses-pensam-dos-brasileiros-vivendo-em-portugal/

– Eto’o é o novo presidente da Federação de Futebol de Camarões. E qual atleta poderia assumir a CBF?

O ex-atacante Samuel Eto’o é o novo presidente da Fecafoot (Federação Camaronesa de Futebol), vencendo o atual presidente Seidou Njoya por 43 votos a 31.

Atletas que viram cartolas não necessariamente se tornam “craques” na nova função. Tivemos, como exemplo recente, Michael Platini na UEFA, envolvido em corrupção.

A pergunta é: qual jogador brasileiro poderia ser presidente da CBF, caso fosse possível tal escolha?

Deixe seu comentário:

Foto: Divulgação / Internet, extraída de: https://ge.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/samuel-etoo-e-eleito-presidente-da-federacao-camaronesa-de-futebol.ghtml

– O balanço final do Brasileirão e da Arbitragem.

O Campeonato Brasileiro de 2021 foi marcado por muitas nuances. Vide a classificação final: o Atlético Mineiro, depois de 50 anos, levou o título (com muito investimento financeiro e após Cuca ter deixado Hulk na reserva – aliás, o experiente treinador mostrou que muitas vezes um “banco faz bem”, pois depois desse episódio, o atacante “voou em campo”).

Incoerências ocorreram: o então Campeão do Brasileirão 2020, Rogério Ceni, foi demitido do Flamengo após 6 meses de trabalho e 3 títulos. Coisas do futebol brasileiro… Vágner Mancini, com ótimo trabalho no América-MG, abandonou o time para ir ao Grêmio e foi rebaixado. Uma decisão complicada de uma questionável gestão de carreira…

Falando de Rebaixamento, o “Imortal” gaúcho amargurou seu 3o rebaixamento na história. Mas nada de lamentos: um time que fica 37 das 38 rodadas entre os 4 piores em um torneio tão longo, há de merecer. Além, claro, de contratações questionáveis, como veteranos com salário alto ou a repatriação de Douglas Costa visivelmente fora de forma e sem motivação. Aliás, nem só pela posição na tabela alguns times decepcionaram, mas pela Gestão em si, como o caso do São Paulo: iludido pela conquista do Campeonato Paulista, quase foi junto para a série B.

Em 2021, vimos também um excesso de vagas para as competições internacionais. Repare que o rebaixado que mais pontuou tinha quase 38% de aproveitamento, e o classificado para a Sulamericana pior pontuado (que foi o Cuiabá) entrou com 41% apenas. Como um time que ganhou menos da metade dos pontos disputados leva de prêmio uma vaga num torneio estrangeiro? A propósito, nessa conta que separou o rebaixamento da classificação distaram 4 pontos dos 114 disputados.

Na Libertadores (fase de grupos e pré) temos 3 paulistas, 2 mineiros, 2 cariocas, 1 paranaense e 1 cearense. Destes clubes, 3 “empresas” ou “quase-empresas”: o Red Bull Bragantino, que já é, e o Athletico Paranaense e o América-MG, ambos em processo de transformação (lembrando que além de um clube do conglomerado Red Bull, a Libertadores 2022 terá o Montevideo Torque, pertencente ao conglomerado CityGroup).

Quanto a arbitragem, tivemos dois momentos: o do Leonardo Gaciba com excesso de uso do VAR e o do Alício Pena com visível uso menor. Porém, ambos com o árbitro de vídeo sendo protagonista nas decisões, onde os árbitros preferiram a voz da cabine do que suas convicções.

O processo de renovação, forçado no 1o turno, sucumbiu no 2o. Dois árbitros tiveram uma atenção maior e não aproveitaram: Dênis Serafim, de Alagoas (lembram de Chapecoense x Flamengo?) e Felipe Fernandes de Lima, de Minas Gerais (com um enorme potencial, mas com um comportamento excessivamente vaidoso). Nas últimas rodadas, os árbitros ficaram em regime de internato na Granja Comary a pedido do presidente da CBF, saindo de lá somente para as partidas.

Aliás, como o cara faz para abrir mão dos seus afazeres profissionais por 21 dias para cuidar de uma carreira não profissional? Esse “profissionalismo de mentira” da CBF tinha que acabar, e ela assumir os custos trabalhistas de um grupo de elite de árbitros e bancá-los para poder cobrar melhor. Mas de nada adiantará com os cartolas que há décadas estão por lá comandando a arbitragem por trás de outros departamentos.

Muitas decepções dos “árbitros de nome” nesse ano. Anderson Daronco “picou” a maior parte dos jogos que apitou, marcando faltinhas duvidosas e travando a dinâmica das partidas. Raphael Claus marcou bola na mão em lance de cotovelo e de costas! D-U-V-I-D-O que faça algo assim em Copa do Mundo. E Marcelo de Lima Henrique, veteraníssimo, acabou sendo o melhor apitador da temporada.

Que 2022 seja melhor para todos dentro e fora de campo!

Brasileirão Série A 2021: confira a tabela completa do campeonato

Foto: Reprodução Internet, extraída de: https://www.torcedores.com/noticias/2021/05/brasileirao-a-2021-campeonato-brasileiro-tabela-completa

Essa mesma matéria em vídeo, aqui: https://youtu.be/ggFRVpgPDvk

– Como escolher uma carreira profissional?

Um dos grandes desafios aos jovens é “escolher a profissão”. Muitas vezes os testes vocacionais não são suficientes, e para escolher a felicidade profissional, busca-se o auxílio de um coach.

Compartilho interessante matéria, extraído do Jornal de Jundiaí (Modulinho Empregos, página 1, ed 1024, 27 de agosto de 2017, por Simone de Oliveira).

COACH DE CARREIRA COMO OPÇÃO PARA QUEM DESEJA OTIMIZAR A PROCURA DO EMPREGO

Sabemos que a escolha da profissão é um dos momentos mais importantes na vida de um jovem, já que determina os caminhos que serão seguidos por longos anos.

Trata-se de uma decisão extremamente difícil para ser tomada aos 18 anos por alguém que, quase nunca, tem a maturidade necessária para identificar quais são os seus principais talentos e vocações. O resultado deste cenário: muitos optam pela área errada e, futuramente, ficam insatisfeitos no trabalho.

O que nem todos sabem, porém, é que os equívocos na hora de determinar os próximos passos da carreira não ocorrem apenas entre os jovens. Muitos adultos, com vasta experiência no mercado, também erram bastante ao tentar mudar de área ou mesmo ao tentar crescer na profissão. De acordo com a ABRH (Associação Brasileira de RH), quase metade dos brasileiros está infeliz com o que faz da vida – e esses dados não estão apenas relacionados à profissão escolhida, mas também à falta de reconhecimento, ao excesso de tarefas e aos problemas de relacionamento.

No passado, as pessoas costumavam delegar as decisões de suas carreiras para as organizações, que traçavam quais seriam os próximos passos a seguir. Hoje, as companhias oferecem as oportunidades, mas a responsabilidade pelo próprio sucesso está cada vez mais nas mãos dos profissionais. No entanto, entender o seu perfil e identificar os melhores caminhos e estratégias é uma tarefa difícil, que necessita de um plano estruturado e muito bem planejado. Isso pode exigir a ajuda de um profissional especializado, seja para fazer uma transição de carreira, mudar de profissão, desenvolver as competências necessárias ou fazer planos para o futuro.

Neste cenário, o primeiro passo a ser tomado é investir no autoconhecimento. Por se tratar um processo muito complexo, muitas pessoas optam por contratar um profissional de coaching, que pode ajudá-las a refletir, a planejar ações de melhoria e a conhecer os próprios desejos e capacidades, o que é fundamental para identificar onde devem se inserir no mercado. Saber exatamente o que mais gera incômodo no trabalho atual e o motivo de isso ocorrer, certamente, trará mais clareza sobre os passos seguintes.

Antes de tomar decisões, é preciso se questionar: o que é mais importante para mim, ter um bom salário ou trabalhar em um ambiente agradável e sem pressão? Ter uma rotina fixa ou contar com maior liberdade de horário? A felicidade profissional tem muito a ver com o que sabemos de nós mesmos, quais são os nossos principais valores pessoais e como gostaríamos de estar inseridos no mundo.

Neste processo de autoconhecimento e descoberta, com cerca de dez encontros semanais e foco em um objetivo especifico, o profissional de coaching ajuda as pessoas a se entenderem melhor e a descobrirem aonde querem chegar. Ele não trará respostas, mas ajudará o profissional a encontrá-las dentro dele. É preciso, porém, estar disposto a se abrir de uma forma bastante profunda, ter uma atitude ativa e planejar objetivos, já que o processo só funciona quando há muito comprometimento e um plano de ação com metas específicas.

Qualquer pessoa pode procurar a ajuda de um coach, desde que tenha consciência de que a felicidade não depende de mais ninguém além dela mesma.

O que é plano de carreira? | Educa Mais Brasil

Imagem extraída de: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/carreira/o-que-e-plano-de-carreira

– E por quê discutir Michael do Flamengo e a matada de letra?

Se o jogador tem habilidade e a usa como recurso num jogo de futebol, ótimo!

Michael, do Flamengo, “matou a bola de letra”, a dominou e partiu para o ataque. Excelente domínio, usou seu talento em prol do time. Não debochou do São Paulo, embora Reinaldo tenha achado que sim. Aliás, o jogador estava nervoso pelo momento e quis tirar satisfação (e errou).

Fico pensando: talentosos atletas como Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, devem ser odiados por algum seguindo a lógica de que habilidade é “humilhação”.

Lembrei-me de Edmundo, que certa vez num jogo (talvez Vasco x Botafogo), parou em frente a um marcador e rebolou, chamando-o pra dançar. Isso é deboche!

Michael dá resposta após suposta provocação ao São Paulo - Flamengo |  Coluna do Fla

Foto: reprodução/ Tv Globo, extraída de: https://colunadofla.com/2021/11/michael-da-resposta-apos-suposta-provocacao-ao-sao-paulo/

– A Historicidade das Desculpas dos Cartolas do Apito. Qual será a próxima?

Historicamente, os erros de arbitragem sempre existiram. E suas desculpas, idem.

Primeiro, tínhamos árbitros revezando como árbitros centrais e bandeirinhas ao mesmo tempo. E a queixa era: não se especializava ninguém, e o árbitro que bandeirava não ajudava seu colega do meio de campo por ciúmes.

Aí se separou: árbitro central “é do campo” e só faz “aquilo” (apita). Árbitro de linha (bandeirinha) se especializa como assistente. E…

A queixa passou a ser: a exigência física “ser muito grande”. Dividiu-se, então, o campo em duas metades e escalou-se dois árbitros. Ideia do Farah! Mas não deu certo…

Aí começou-se a falar de profissionalização! Nenhum sindicato pedia para que a CBF contratasse árbitros e os registrassem como funcionários, mas que eles se organizassem em cooperativas e recebessem através delas. Detalhe: os cartolas eram os mesmos, e isso durou pouco tempo, não melhorou a arbitragem e nem ajudou temporariamente os árbitros.

Vieram os AAA (os assistentes da linha de fundo). Dispensa-se comentários..

Tivemos então o Sorteio! Todo e qualquer cartola jogava a culpa no sorteio, dizendo que não poderia escalar os melhores e outras bobagens. Mentira, inúmeros artifícios foram criados para dribá-lo. Aí acabou o sorteio e veio a audiência pública. Qual a desculpa agora?

A desculpa foi: o VAR! Ou melhor, a adaptação ao VAR, que levaria tempo.

Os árbitros se adaptaram (ou tentaram) ao VAR, e tudo deu errado…

Aí criou-se o quadro específico de VAR, com gente especializada. Nada foi resolvido.

E agora?

A última desculpa (ou bode expiatório) foi o Gaciba. Demitindo-o, os problemas estariam resolvidos!

Mais uma mentira… o problema profundo é estrutural, de nomes que há anos estão na CBF e de muitas blindagem.

Como resolver?

Que tal instrutores estrangeiros? Ou melhor: europeus, pois Jorge Larrionda e Ubaldo Aquino (amados pela cartolagem local, não sei porquê), não dão certo.

Reinventemos a arbitragem. Urgente, para o bem do futebol.

Charge Duke

Charge: Duke, extraída de: https://marcondesbrito.com.br/ta-de-brincadeira-tecnologia-do-arbitro-de-video-e-dez-vezes-mais-cara-no-brasil/

– Chega de discursos de Vitimismo no futebol. Assumamos as culpas e responsabilidades!

Eu amo o futebol, mas não posso ser um alienado por ele. Futebol deve ser diversão sadia para o torcedor, que precisa entender ainda que para o dirigente honesto e responsável, o esporte é um negócio que tem a finalidade de render dinheiro e fomentar empregos na indústria do entretenimento.

Portanto, sem romantismo ou saudosismo de outros tempos, deve-se entender que o fanatismo deturpa este entendimento lúdico e racional. Torcedor se “descabelar” e sofrer, é algo desnecessário. Chorar por um time de futebol? Pare com isso, não devemos nos estressar – afinal, o clube de futebol é uma entidade privada que visa lucro, não mais uma associação de pessoas que pensa em algo para se divertir. E daí lembremo-nos que os Governos (Federal, Estadual ou Municipal) não devem dar benesses a essas entidades, pois o dinheiro público deve ser para ações educacionais, de saúde ou outras mais relevantes.

Parafraseio o italiano Arrigo Sacchi:

“O futebol é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes”.

Assim, cuidado com os espertalhões que querem transformar os torcedores em “frente de batalha”, através de discursos demagogos (até porque, esses mesmos grupos de pessoas, um dia podem se rebelar contra a cartolagem que os usa). Quer exemplos?

Há inúmeros declamadores de “teorias das conspirações”. Dos times grandes aos pequenos, você houve coisas como: “Minha equipe é sempre perseguida pela FPF”, ou, “A CBF sempre quer me prejudicar”, ou ainda: “Sempre a juizada vem meter a mão no nosso time”.

Repararam no “sempre”?

Ora, pense: diretores martelam esse discurso inflamando os torcedores que o replicam. E isso é subterfúgio para incompetência! Os cartolas não falam que contratam mal os seus jogadores, que gastam irresponsavelmente seu dinheiro, ou ainda que demitem treinadores que eles mesmo contratam errado e insistem num ciclo de contratação e demissão sem critério algum.

TODOS os clubes reclamam de arbitragem, de organizadores, de tudo. Mas NENHUM faz protesto por favorecimento quando eles ocorrem – e é lógico que ocorrem, pois se um time é prejudicado em campo, o adversário é quem se beneficia. Assim, quem perde chia, quem ganha se cala. E, por obviedade, tudo é discurso para mascarar a incompetência (os erros de árbitros e de organizadores acontecem, mas não na proporção reclamada, infinitamente mais fomentada para disfarçar).

Menos vitimismo, mais profissionalismo.

Imagem extraída de: https://www.portalzap.com/liga-das-estrelas-fut7-confira-os-resultados-dos-jogos-do-final-de-semana-e-os-proximos-confrontos/

– Sorte? Talvez seja trabalho…

Sempre levei comigo a seguinte verdade: sorte é o encontro da competência com a oportunidade!

Abaixo, nessa mensagem do print, há uma outra visão: se tenho sorte, aproveito dela para galgar mais conquistas através da labuta.

Vale refletir nela:

– Fortaleza e Red Bull Bragantino: da Série C em 2017 para a Libertadores.

O que dizer das ótimas campanhas de Fortaleza e Red Bull Bragantino? Há 4 anos, com gestões anteriores, estavam na 3a divisão nacional e hoje praticamente classificados para Taça Libertadores da América.

E vejam que interessante: Abel Ferreira e Renato Gaúcho (treinadores de Palmeiras e Flamengo) reclamam que o excesso de jogos prejudica seus times. Porém, Maurício Barbieri e Vojvoda (técnicos do Red Bull Bragantino e Fortaleza) também estão em duas competições (final da Sulamericana e semifinal da Copa do Brasil, respectivamente).

Verdão e Mengão reclamam de desfalques nos elencos (por convocações, contusões e outros fatores). Mas e o Massa Bruta e o Tricolor Cearense, ambos têm um plantel mais numeroso do que esses grandões?

Por fim: o Alvi-verde e o Rubro-negro tem orçamentos milionários, não há como negar. Nesse quesito, o Toro Loko deu asas ao clube do Interior Paulista e somente o Fortaleza tem recursos mais modestos. Porém, vale a máxima que sempre gosto de cunhar: Competência Financeira não significa necessariamente Competência Administrativa! Ou seja: há de saber “gastar bem” o seu dinheiro, além do propósito destinado a ele: ganhar títulos, fazer marketing, criar receitas futuras, galgar novos torcedores-consumidores…

Alguém, por último, pode questionar: Fortaleza e Red Bull Bragantino não tem a mesma pressão que Palmeiras e Flamengo. Ora, isso é relativo: o 1o tem a pressão local, de grande torcida no seu Estado; o 2o, a pressão de quem coloca a grana (além da torcida da sua cidade), afinal, é um clube empresa.

Uma curiosidade, na arte-abaixo do site RBB em seu Facebook: no Brasileirão 2021, o time de Bragança Paulista não perdeu de nenhum co-irmão estadual. Vide abaixo:

Acréscimo: uma experiência que vivi no último domingo, foi ir ao Estádio Nabi Abi Chedid assistir a um jogo como mero consumidor de futebol. Compartilho aqui sobre a ida para Red Bull Bragantino 1×0 São Paulo FC: https://professorrafaelporcari.com/2021/10/25/uma-experiencia-na-arquibancada-na-volta-do-futebol-pos-pandemia/