– Domènec Torrent é vítima da suas próprias virtudes ou da falta de aculturação no futebol brasileiro?

Domme, treinador do Flamengo, é sabidamente um homem de grande curriculum. Não foi assistente de Pep Guardiola por acaso. Se fosse ruim, não teria “enganado” tanta gente por tanto tempo.

Partindo deste princípio (de que ele é competente), precisamos entender o que acontece com o treinador catalão na Gávea:

1- Seus métodos estão sendo aplicados? Se sim, os jogadores conseguiram entender?

2- Essa mesma metodologia é adequada para o estilo de jogo / características do elenco do Flamengo?

3- Falta aculturação de Domme às várias nuances do futebol brasileiro, e esse problema de adaptação poderia ser significativo?

4- Estaria sendo boicotado / preterido pelos atletas, que gostariam de alguém mais próximo ao trabalho do antecessor Jorge Jesus?

5- A pressão de um time grande como o Mengão é a responsável pelo questionamento de tudo isso, já que existem ótimos e péssimos placares no trabalho realizado até agora, necessitando de tempo (e paciência) para afinar o time (no relacionamento e na tática)?

Em suma: será que, se tivéssemos público nos estádios, a enorme massa flamenguista estaria pedindo a cabeça de Domènec, e a diretoria rubro-negra conseguiria resistir?

O último questionamento é na base do achismo e não se tem resposta absoluta. As outras 5, não, pois há como se discernir as dúvidas e avaliar para se tomar atitudes que darão tranquilidade ao técnico, a fim de que o trabalho continue sem percalços.

Ou você, amigo leitor, entende que Domme (por força de bastidores e resultados) não vingará 2021?

Há quem profetize uma troca de treinadores entre Flamengo x Benfica, voltando Jorge Jesus e enviando Domènec Torrent aos encarnados (o que eu duvido muito).

Domènec Torrent lamenta 'apagão' e derrota do Flamengo no Castelão

– E por quê não o sem marketing “Prof Cebola”?

Abel Ferreira chegou ao Brasil e será o novo treinador do Palmeiras, tendo acompanhado a ótima vitória do Verdão contra o Atlético Mineiro na Allianz Arena nesta segunda-feira.

Mas observe após 1 derrota na estréia e 4 vitórias, com uma clara evolução no jeito de jogar partida-pós-partida, Andrey Lopes (o “Cebola”) deu uma “cara nova” ao time. Fez um trabalho muito melhor do que o experiente e veterano Vanderlei Luxemburgo estava fazendo.

Fica a questão: Luxa foi boicotado ou estava vivendo com conceitos ultrapassados?

Outra dúvida: com 80% de aproveitamento, não seria ideal dar uma chance de efetivação ao interino, ao invés do gasto com o novo treinador português?

Tudo estará no “se”, mas como o “achômetro” sempre é incerto…

Andrey Lopes elogia Veron e põe segundo lugar como meta do Palmeiras na  última rodada | palmeiras | ge

– Chega de discursos de Vitimismo no futebol. Assumamos as culpas e responsabilidades!

Eu amo o futebol, mas não posso ser um alienado por ele. Futebol deve ser diversão sadia para o torcedor, que precisa entender ainda que para o dirigente honesto e responsável, o esporte é um negócio que tem a finalidade de render dinheiro e fomentar empregos na indústria do entretenimento.

Portanto, sem romantismo ou saudosismo de outros tempos, deve-se entender que o fanatismo deturpa este entendimento lúdico e racional. Torcedor se “descabelar” e sofrer, é algo desnecessário. Chorar por um time de futebol? Pare com isso, não devemos nos estressar – afinal, o clube de futebol é uma entidade privada que visa lucro, não mais uma associação de pessoas que pensa em algo para se divertir. E daí lembremo-nos que os Governos (Federal, Estadual ou Municipal) não devem dar benesses a essas entidades, pois o dinheiro público deve ser para ações educacionais, de saúde ou outras mais relevantes.

Parafraseio o italiano Arrigo Sacchi:

“O futebol é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes”.

Assim, cuidado com os espertalhões que querem transformar os torcedores em “frente de batalha”, através de discursos demagogos (até porque, esses mesmos grupos de pessoas, um dia podem se rebelar contra a cartolagem que os usa). Quer exemplos?

Há inúmeros declamadores de “teorias das conspirações”. Dos times grandes aos pequenos, você houve coisas como: “Minha equipe é sempre perseguida pela FPF”, ou, “A CBF sempre quer me prejudicar”, ou ainda: “Sempre a juizada vem meter a mão no nosso time”.

Repararam no “sempre”?

Ora, pense: diretores martelam esse discurso inflamando os torcedores que o replicam. E isso é subterfúgio para incompetência! Os cartolas não falam que contratam mal os seus jogadores, que gastam irresponsavelmente seu dinheiro, ou ainda que demitem treinadores que eles mesmo contratam errado e insistem num ciclo de contratação e demissão sem critério algum.

TODOS os clubes reclamam de arbitragem, de organizadores, de tudo. Mas NENHUM faz protesto por favorecimento quando eles ocorrem – e é lógico que ocorrem, pois se um time é prejudicado em campo, o adversário é quem se beneficia. Assim, quem perde chia, quem ganha se cala. E, por obviedade, tudo é discurso para mascarar a incompetência (os erros de árbitros e de organizadores acontecem, mas não na proporção reclamada, infinitamente mais fomentada para disfarçar).

Menos vitimismo, mais profissionalismo.

Como o futebol brasileiro pode ser no século XXI - Lei em Campo

– Um Galo que maltrata seus amigos, torcedores e admiradores…

Sou jundiaiense e aprendi a gostar do Paulista FC, o Tricolor da Terra da Uva, ou, se preferir, Galo da Serra do Japi.

Meu pai, alguns parentes e amigos compraram as cadeiras cativas na década de 80, as quais mantemos até hoje (pagas em dia) no Estádio Jayme Cintra. Ía no campo desde pequeno. Durante toda a minha carreira de árbitro de futebol (e foram 16 anos), quando escalado em jogos do Paulista, sempre consegui separar perfeitamente a questão da torcida / paixão e profissionalismo. Idem quando comento jogos do Galo nas diversas mídias, até porquê amigos da FPF muitas vezes confrontam possíveis relatórios duvidosos de alguns observadores com a reconhecida idoneidade de nosso trabalho.

Ser isento no comentário ou na atitude não quer dizer “não gostar do time”, é simplesmente saber ser honesto.

Vi as parceiras (algumas de sucesso e outras de fracasso) que o Paulista conseguiu fazer: Magnata, Lousano, Parmalat, Campus Pelé e Kah Sports / Fut Talentos. Vi golpes nos quais caiu (lembram do português do grupo monegasco?). Vi acessos empolgantes para a elite regional. Vi o inimaginável acesso para a Série A do Brasileirão “bater na trave” e quase se tornar realidade. Vi conquistas do Galo quando comandado por jundiaienses da gema com forças locais no clube, e derrotas também.

Do auge de 3 anos: do Vice-Campeonato Paulista de 2004, passando pela conquista da Copa do Brasil 2005 e disputa da Libertadores da América de 2006, vieram posteriormente rebaixamentos seguidos, vexatórios, calamitosos, com leilão do estádio à beira de ocorrer e processos trabalhistas aos montes.

De tudo isso, me assusta quando vejo o time cair para a última divisão estadual uma 2a vez. Entristece-me observar o clube envolvido nas páginas policias por suspensão a fim de investigar manipulação de resultados. E traz à reflexão: neste momento em que o futebol deixa de ser um lazer popular como outrora (é fato) e os gastos para as equipes sobreviverem são enormes, clubes tradicionais como o Paulista de Jundiaí, nesta toada, sobreviverão até quando?

O temor da conta não fechar e não ser mais viável vê-lo como equipe profissional em atividade é real. Triste.

Sobre toda a crise, um link em: https://globoesporte.globo.com/google/amp/sp/tem-esporte/futebol/times/paulista/noticia/campeao-da-copa-do-brasil-de-2005-paulista-e-rebaixado-para-4a-e-ultima-divisao-de-sp.ghtml

Há 15 anos, Paulista de Jundiaí conquistava a Copa do Brasil sobre o  Fluminense | paulista | ge

– Concordo e Assino Embaixo. Parabéns, Rodrigo!

A imagem da semana passada no Estádio Urbano Caldeira foi emblemática (em Santos x Atlético Mineiro). O sistema de árbitro de vídeo tem sido cruel e confuso, especialmente com os árbitros assistentes na marcação dos impedimentos. E ao perceber que sua marcação humana foi precisa, o bandeirinha Rodrigo Correia literalmente “comemorou seu acerto”.

Concordo com o texto escrito, abaixo, pelo jornalista Wanderley Nogueira. E parabenizo Rodrigo “por tabela”.

ALEGRIA SILENCIOSA. JUSTA.

O assistente Rodrigo Correia, foi assunto quando comemorou o acerto de uma marcação de impedimento.

Aconteceu na vitória do Santos contra o Atlético Mineiro, na Belmiro.

Os fiscais dos gestos humanos entraram em cena para discutir o assunto.

Normal, afinal, estamos todos sob observação constante.

“Sorria, você está sendo filmado” está cada vez mais em moda.

A conversa aqui é sobre a reação do bandeirinha.

Justa, justíssima.

A disputa dele é com o olhar eletrônico.

Não é fácil.

O VAR chegou – é o discurso atual – para corrigir as lambanças dos humanos.

Quando ele confirma a decisão do árbitro ou do assistente , é motivo de alegria, comemoração.

A dele, foi discreta. Elegante.

Acertando, nada de elogios.

Basta um erro para ser esculhambado.

Sua celebração foi solitária.

Olhando para o gramado .

Fechando a mão com força e no mínimo pensando: “acertei , cacete! “.

Erro, todos cometem.

Acerto, é tentativa constante.

Erro, tem avaliação pública.

Acerto, teve comemoração silenciosa…dele.

– Os treinos do VAR no Brasil: a culpa é dos treinadores ou dos treinados?

Para compreendermos bem os problemas do VAR brasileiro mostrando que não é nenhuma implicação contra a tecnologia ou contra algo/alguém, mas sim a preocupação da correta funcionalidade, faça o seguinte exercício de reflexão:

– Compare as intervenções e tempo do árbitro de vídeo SOMADOS em todos os jogos eliminatórios pós-pandemia na Uefa Champions League, com um ÚNICO jogo polêmico (qualquer um) do Brasileirão 2020: por empirismo (e talvez também por cientificidade), a demora das decisões e o número de paradas é assustadoramente inadequado em nosso país (e não é exagero tal apontamento tão discrepante).

Leonardo Gaciba, o homem que escala os árbitros, os orienta. Sérgio Corrêa da Silva, o Diretor do VAR, os treina (e trabalharam bastante durante a paralisação do Campeonato, seja por vídeo ou presencialmente, incluindo intertemporada em um resort na cidade de Águas de Lindóia)Se existe orientação e treino, mas a coisa não funciona adequadamente, algo está errado. A culpa é de todos os árbitros treinados ou também dos seus treinadores?

Sobre o que a IFAB deseja do VAR, está na leitura atenta do 3o parágrafo do 3o item desta postagem, no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/11/05/o-que-a-ifab-pede-ao-var-e-o-que-o-brasil-faz-com-ele/).

(Na foto, um dos treinos do VAR em pré-temporada recente, extraído do site da CBF)

– Coaching para ajudar a escolher a carreira adequada em busca da felicidade profissional!

Um dos grandes desafios aos jovens é “escolher a profissão”. Muitas vezes os testes vocacionais não são suficientes, e para escolher a felicidade profissional, busca-se o auxílio de um coach.

Compartilho interessante matéria, extraído do Jornal de Jundiaí (Modulinho Empregos, página 1, ed 1024, 27 de agosto de 2017, por Simone de Oliveira).

COACH DE CARREIRA COMO OPÇÃO PARA QUEM DESEJA OTIMIZAR A PROCURA DO EMPREGO

Sabemos que a escolha da profissão é um dos momentos mais importantes na vida de um jovem, já que determina os caminhos que serão seguidos por longos anos.

Trata-se de uma decisão extremamente difícil para ser tomada aos 18 anos por alguém que, quase nunca, tem a maturidade necessária para identificar quais são os seus principais talentos e vocações. O resultado deste cenário: muitos optam pela área errada e, futuramente, ficam insatisfeitos no trabalho.

O que nem todos sabem, porém, é que os equívocos na hora de determinar os próximos passos da carreira não ocorrem apenas entre os jovens. Muitos adultos, com vasta experiência no mercado, também erram bastante ao tentar mudar de área ou mesmo ao tentar crescer na profissão. De acordo com a ABRH (Associação Brasileira de RH), quase metade dos brasileiros está infeliz com o que faz da vida – e esses dados não estão apenas relacionados à profissão escolhida, mas também à falta de reconhecimento, ao excesso de tarefas e aos problemas de relacionamento.

No passado, as pessoas costumavam delegar as decisões de suas carreiras para as organizações, que traçavam quais seriam os próximos passos a seguir. Hoje, as companhias oferecem as oportunidades, mas a responsabilidade pelo próprio sucesso está cada vez mais nas mãos dos profissionais. No entanto, entender o seu perfil e identificar os melhores caminhos e estratégias é uma tarefa difícil, que necessita de um plano estruturado e muito bem planejado. Isso pode exigir a ajuda de um profissional especializado, seja para fazer uma transição de carreira, mudar de profissão, desenvolver as competências necessárias ou fazer planos para o futuro.

Neste cenário, o primeiro passo a ser tomado é investir no autoconhecimento. Por se tratar um processo muito complexo, muitas pessoas optam por contratar um profissional de coaching, que pode ajudá-las a refletir, a planejar ações de melhoria e a conhecer os próprios desejos e capacidades, o que é fundamental para identificar onde devem se inserir no mercado. Saber exatamente o que mais gera incômodo no trabalho atual e o motivo de isso ocorrer, certamente, trará mais clareza sobre os passos seguintes.

Antes de tomar decisões, é preciso se questionar: o que é mais importante para mim, ter um bom salário ou trabalhar em um ambiente agradável e sem pressão? Ter uma rotina fixa ou contar com maior liberdade de horário? A felicidade profissional tem muito a ver com o que sabemos de nós mesmos, quais são os nossos principais valores pessoais e como gostaríamos de estar inseridos no mundo.

Neste processo de autoconhecimento e descoberta, com cerca de dez encontros semanais e foco em um objetivo especifico, o profissional de coaching ajuda as pessoas a se entenderem melhor e a descobrirem aonde querem chegar. Ele não trará respostas, mas ajudará o profissional a encontrá-las dentro dele. É preciso, porém, estar disposto a se abrir de uma forma bastante profunda, ter uma atitude ativa e planejar objetivos, já que o processo só funciona quando há muito comprometimento e um plano de ação com metas específicas.

Qualquer pessoa pode procurar a ajuda de um coach, desde que tenha consciência de que a felicidade não depende de mais ninguém além dela mesma.

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– Caí do Cavalo, por conta da Zebra no Morumbi!

O improvável sempre será charmoso e dará emoção ao futebol.

Justo no meu primeiro palpite dos 4 jogos desta fase de Quartas-de-final do Paulistão, a lógica não se confirmou: com uma equipe montada com jogadores da base e um artilheiro que acertou a permanência para uma única partida (Zé Roberto), não é que o Mirassol venceu o São Paulo que tem um elenco milionário?

Não era o provável… abordei que somente o futebol proporcionava resultados tão inesperados (aqui: https://wp.me/p4RTuC-qMz), mas esse placar, confesso, até eu não imaginava!

Acho que “a batata” deu treinador Fernando Diniz está assando…

Mirassol vence por 3 a 2, e favorito São Paulo é eliminado em ...

– Fanáticos de Lula e de Bolsonaro são diferentes dos eleitores de ambos. Entenda:

Respeito todo e qualquer eleitor, seja de Esquerda ou de Direita. Mas o fanatismo assusta!

Sobre ponderação e radicalismo de eleitores de um mesmo político, algumas observações em: https://youtu.be/7mYiQQIP0a4

– Jacindamania

E a Nova Zelândia foi a primeira nação a erradicar o Novo Coronavírus!

Neste momento, a jovem premier neozelandesa Jacinda Ardern tem sido elogiada por seu engajamento na luta (e vitória) contra a pandemia. Mas quem é ela, que está roubando os holofotes para suas ações?

Abaixo, extraído de: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/2020/06/08/quem-e-jacinda-ardern-premie-da-nova-zelandia

JACINDA ARDERN

Nesta segunda-feira (8), o mundo voltou sua atenção para a Nova Zelândia após o anúncio de que o país erradicou os casos ativos de Covid-19. A face da gestão de crise bem sucedida, que dará fim às restrições de isolamento social, é a da primeira-ministra Jacinda Ardern, de 39 anos.

Em menos de dois anos como premiê, a líder do Partido Trabalhista neozelandês roubou os holofotes em outras ocasiões. Ela ficou conhecida por levar sua filha de três meses a uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) e virou exemplo por sua reação aos ataques terroristas contra as mesquitas de Christchurch, em março de 2019.

Mas, em meio à alta de popularidade que a permitiria governar sem coalizão, alcançando 56,5% de aprovação no último mês de maio, a premiê encara também críticas pela postura da agência de serviços sociais de seu governo, que estaria tratando crianças da minoria nativa maori de maneira “desumana”.

Saiba mais sobre a trajetória de Ardern, a terceira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra na Nova Zelândia e a segunda líder mais jovem da história do país.

‘Jacindamania’

Eleita em outubro de 2017, com apenas 37 anos, Ardern chegou ao cargo mais importante do governo neozelandês com apenas três meses à frente do Partido Trabalhista.

Ela era filiada à legenda desde os 17 anos e assumiu o grupo depois que seu antecessor, Andrew Little, decidiu renunciar no início da campanha eleitoral, quando o partido passava por uma baixa nas intenções de voto.

Mas, em agosto de 2017, depois que Ardern assumiu o posto, surgiu a “Jacindamania”, um grupo de entusiastas da então parlamentar e líder da oposição, que incluía principalmente a população mais jovem, simpática às suas visões a favor do casamento homoafetivo e do aborto.

A porcentagem de votos do partido trabalhista pulou para pouco mais de 37%, suficientes para formar um governo com o apoio do NZ First (“Nova Zelândia Primeiro”, um partido populista anti-imigração) e do esquerdista Green Party (“Partido Verde”), dando fim a nove anos de dominância dos conservadores.

Ardern nasceu em Hamilton, a sétima maior cidade da Nova Zelândia, mas cresceu em uma pequena cidade rural chamada Murupara, conhecida pela presença dos Tribesmen, uma gangue de motoqueiros que praticavam roubos.

Sua mãe era funcionária de um refeitório escolar e seu pai policial em Morrinsvile, município de 7 mil habitantes, o que, segundo a primeira-ministra, formou sua maneira de enxergar a política.

“Isso (crescer em cidades pequenas) irá influenciar para sempre a maneira que eu enxergo o trabalho que faço e as políticas que tenho em mãos para desenvolvimento”, disse ela em entrevista ao site local RNZ em 2017.

Na juventude, Ardern trabalhou como DJ e foi mórmon por alguns anos. O seu perfil não convencional atraiu milhares de pessoas para as convenções do partido e aumentou o interesse da imprensa pelo governo.

Mas nem toda atenção foi positiva. Nos primeiros meses no novo cargo, a premiê enfrentou questionamentos sobre sua aparência e sobre sua habilidade de governar o país com possíveis filhos, encarados como comentários sexistas por membros do partido, já que as mesmas perguntas nunca eram aplicadas sobre homens.

Gravidez durante o mandato

Em 21 de junho de 2018, apenas 8 meses após assumir o cargo de primeira-ministra, Ardern deu à luz sua primeira filha, Neve, de sua relação com o apresentador de televisão Clarke Gayford.

Ela foi a primeira premiê do país a ter um filho durante o mandato, e tirou apenas seis das 18 semanas de licença-maternidade previstas por lei na Nova Zelândia, se mantendo disponível para possíveis urgências.

Em uma resposta involuntária aos questionamentos midiáticos, Ardern viralizou nas redes sociais ao ser fotografada com a bebê, então com apenas três meses, na reunião da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Acompanhada de seu namorado, que se tornou noivo apenas em 2019, Ardern foi registrada brincando com a filha enquanto aguardava para discursar na cerimônia, que homenageou o centenário de Nelson Mandela.

Seu companheiro, Gayford, cuidou da criança enquanto a primeira-ministra falava para outros líderes internacionais, e brincou com a situação inusitada. “Gostaria de ter capturado o olhar assustado de uma delegação japonesa dentro da ONU ontem, que entrou numa sala de reuniões no meio da troca de fraldas”, escreveu em seu perfil no Twitter.

Atentados em Christchurch

No dia 15 de março de 2019, um atirador invadiu mesquitas na cidade de Christchurch, em um ataque terrorista que deixou 51 mortos.

Ao comentar os acontecimentos, transmitidos ao vivo nas redes sociais do terrorista, Ardern sempre optou por não citar seu nome e pediu para que os veículos jornalísticos não mostrassem seu rosto, para evitar dar publicidade ao criminoso.

Como alternativa, a premiê formou um grupo pluripartidário para visitar a família das vítimas. As imagens das visitas de Ardern, sempre com a cabeça coberta por um hijab (véu sagrado da religião muçulmana), em respeito às tradições das famílias afetadas, viraram símbolo de sua postura em meio à crise de segurança, elogiada por especialistas políticos.

Apenas seis dias depois do atentado, a primeira-ministra determinou também a proibição da venda de fuzis e outras armas semiautomáticas no país e a aplicação de uma multa de 4 mil dólares e até três anos de prisão para quem não entregasse o armamento já adquirido dentro do período de adaptação à lei.

Minoria Maori

Mas apesar dos pontos altos de sua gestão, Ardern também enfrenta críticas sobre sua postura diante da minoria maori, povo nativo da Nova Zelândia.

Segundo o jornal britânico The Guardian, a agência de serviço tutelar da Nova Zelândia cometeu “violações sem precedentes de direitos humanos” contra crianças maori.

As informações foram fornecidas por Naida Glavish, líder de um inquérito realizado pelos próprio povo nativo, que ocupa a Nova Zelândia desde 10 anos D.C, praticamente isolados até a grande onda de colonização do país pelos ingleses, em 1841.

Em fevereiro, a investigação, que havia começado há seis meses, apontava que funcionários do serviço social teriam realizado inúmeras tentativas de tirar um bebê da etnia de sua mãe pouco depois do nascimento.

O relatório detalha o que as famílias chamam de “recorte racial”, espalhando o medo entre famílias Maori de que seus filhos possam ser retirados de seus lares, e o abuso de poder de funcionários do serviço social do governo.

Com relatos de incidentes em que policiais armados, com cachorros, foram enviados para retirar as crianças de suas famílias biológicas por “falta de higiene”, delitos antigos que já foram punidos e ligação de antigos parceiros com gangues locais.

Mais de 1.000 famílias Maori foram entrevistadas pelo inquérito, que mostrou que os casos não são isolados e que parentes próximos dos pais que perdem custódia não tem permissão para pleitear a guarda das crianças, o que é previsto pela lei neozelandesa.

“Para nós não existe nenhuma possibilidade de permitirmos que isso continue”, falou Glavish ao Guardian. “Atingimos um nível em que já passou dos limites.”

Ardern não comentou o caso. Já o Ministério das Crianças, responsável pela agência do Conselho Tutelar, respondeu às acusações afirmando que todos os casos de crianças Maori, que são 13, de acordo com o órgão, são “altamente emocionais, desafiadores e complexos”, e afirmou que os críticos não levam em conta o bem estar dos menores.

Covid-19

Nesta segunda-feira (08), a Nova Zelândia completa 17 dias sem novos casos de contaminação por Covid-19.

As medidas duras de Ardern foram muito elogiadas como responsáveis pelo sucesso da contenção da pandemia no país. Foram sete semanas de isolamento social rígido.

No dia 23 de março, a premiê anunciou que os 5 milhões de neozelandeses tinham 48 horas para se preparar para um bloqueio que excluiria apenas trabalhadores essenciais de uma quarentena obrigatória de quatro semanas.

Nas últimas três semanas, ela já ensaiava pequenas flexibilizações, com brechas para caminhadas respeitando o distanciamento social.

Apesar de duras, as medidas foram bem sucedidas, com apenas 1.132 casos e 22 mortes no território do país. “Estamos confiantes que eliminamos a transmissão do vírus na Nova Zelândia por agora”, declarou a premiê em um comunicado televisionado, afirmando que os Kiwis, como são apelidados os cidadãos do país, “se uniram de maneiras nunca antes vistas para destruir o vírus.”

Segundo Ardern, ela fez uma “pequena dança” em sua sala de estar para celebrar a conquista do país, também uma grande conquista para seu governo.

Premiê da Nova Zelândia, Jacinda Ardern

– São Paulo 1×0 Liverpool com Hector Vergara

Hector Vergara: o bandeira da Federação Canadense foi o protagonista da decisão do Mundial Interclubes FIFA 2005, cuja vitória do São Paulo sobre o Liverpool deu o Tricampeonato ao Tricolor Paulista – e que será reprisado neste domingo à tarde pela Rede Globo.

Normalmente lembramos de erros de arbitragem, mas nesse caso, deve-se aplaudir o árbitro assistente pelos 3 gols anulados (2 deles bem difíceis) no tempo que não existia VAR. Seus acertos foram perfeitos.

Contra a competência, nunca haverá argumentos.

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Hector Vergara, who is being inducted into the Canadian Soccer Hall of Fame, holds the record for the most World Cup games as a referee or assistant referee with 14. (Shaun Botterill/Getty Images)

– Você defende político?

POBRE BRASIL… Só de ler a repercussão do vídeo da reunião ministerial (não tive estômago para assistir, farei, ou tentarei, mais tarde), já desanimei.

Cadê uma liderança honesta, competente, agregadora e positiva?

As diferenças entre Chefe, Líder, Bolsonaro e Lula: quem bolou esse meme, abaixo, acertou em cheio!

E, por favor, se você tem político de estimação ou é apaixonado por partido político, respeite minha opinião.

Em: https://professorrafaelporcari.com/2020/05/16/um-meme-que-so-conta-verdade/

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– “Vou perguntar para o Posto Ipiranga”, dizia o Presidente… E agora?

Uma pena que todo o esforço dos eleitores brasileiros para acabar com o projeto de poder criado por alguns membros do PT, baseado em corrupção e crime organizado (comprovadamente mostrado pela Justiça – vide o número de membros do partido e de outros que foram na cadeia) esteja sendo jogado fora pelas atitudes intempestivas do presidente Jair Bolsonaro.

Um chefe de Estado não é um especialista em todas as áreas de importância; no máximo, ele é um generalista acima da média (ou deveria ser) e coloca pessoas de conhecido entendimento nos cargos-chave (aqui no Brasil estão sendo chamados de “técnicos”).

Quando era questionando sobre Economia, Bolsonaro dizia simplesmente que “iria perguntar ao Posto Ipiranga” (em referência à propaganda tão famosa de que quando se tem dúvida, vai no Posto se informar pois lá se sabe e se tem de tudo). Paulo Guedes, no caso, era esse grande especialista. O comportamento do presidente, correto!

Assim como a Fazenda Pública ficou na mão do economista Guedes, outros ministérios importantes foram colocados nas mãos de técnicos: o ex-juiz Sérgio Moro para a Justiça e o médico Luiz Henrique Mandetta para a Saúde. A eles, deu “carta-branca” – que parece ter sido retirada pelo que se lê e assiste.

Penso que, assim como Bolsonaro não entende de Economia e se socorre aos economistas, não deveria ele (que não entende de Medicina) se socorrer aos médicos? Qual é a necessidade de desprezar a INFORMAÇÃO de que a cloroquina não é totalmente segura e deve ser ministrada com cuidado em alguns casos (não na maioria)? Inclua-se, recentemente, os estudos que não recomendam nem aos casos menores, pelos riscos futuros de efeitos colaterais violentos.

Particularmente, me parece que o presidente Jair Bolsonaro, quando estava quieto e deixando o corpo técnico trabalhar, tudo funcionava bem. Na 1a grande crise que teve que enfrentar, bateu no peito e subiu na arrogância, chamando a responsabilidade para ele e no tom autoritário que deveria evitar, deixou de ser um líder (talvez nunca foi) e passou a se comportar como “chefe-mandão”.

Uma pena. O Brasil vive uma discussão bipolarizada entre o que é menos ruim: gestores corruptos de outrora ou gestores incompetentes de agora!

Insisto com amigos: quero políticos honestos e competentes.

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– Meu inventário comportamental pela metodologia DISC

Realizei uma entrevista para a criação do meu inventário comportamental, através da empresa DomIneSCo – Soluções em Gestão de Pessoas. E achei espetacular!

Tal trabalho visa analisar o comportamento pessoal e profissionalse bom ou ruim – através da metodologia DISC (Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade), em relacionamentos na estabilidade e na instabilidade de situações diversas. Você explora suas potencialidades e fraquezas voltadas para a proatividade, autonomia, extroversão, animação, segurança, perseverança, acolhimento, vigilância e tantas outras. 

Por não ter nada comprometedor, publico sem ressalvas (abaixo). É algo muito bacana para as empresas que querem avaliar o comportamento de seus colaboradores sem medo de errar na busca de talentos!

A propósito, essa metodologia para a formação do inventário comportamental DISC foi criada pelo psicólogo Dr Willian Moulton Marston, inventor do polígrafo / detector de mentiras e da personagem do universo das HQs… Mulher Maravilha!

Taí o motivo da heroína ter o laço da verdade! Ou não, amigos nerds?

O meu perfil aqui: DISCRafael

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– Leonardo Gaciba estaria sendo “alijado” do poder na CBF, mesmo sem a bola estar rolando? Uma decisão técnica ou política?

Me assusto como as coisas funcionam na base de interesses duvidosos, e ao usar tal expressão, explico: me refiro quanto a “incompreensão de certas medidas” e “a troco de quê”?

Pela Comissão de Árbitros da CBF, os mais duradouros presidentes que por lá passaram sempre foram muito criticados pela falta de competência dos seus trabalhos e acabaram sendo demitidos. Porém, percebeu-se que acabaram apenas remanejados de cargo, como Sérgio Corrêa da Silva (que ocupa um cargo de “Chefe do Desenvolvimento do VAR no Brasil”) ou o Coronel Marcos Marinho (que é o responsável por um departamento designado para o surgimento de Novos Talentos da Arbitragem).

Leio nas Redes Sociais, visito o site da CBF e converso com colegas e acabo percebendo que criou-se um colegiado no qual as 5 regiões do Brasil teriam representantes para aconselhar Leonardo Gaciba (que tenta mudar alguns paradigmas na CBF), a fim de ajudá-lo a ter “uma melhor visão” das coisas na qual ele trabalha e tomar boas decisões.

Me assusta mais ainda ler (e não tenho a confirmação) de que nomes como Arthur Alves Júnior (lembram do “Arthurzinho do Sindicato”, que foi membro da FPF na gestão de Marco Polo Del Nero – e que está como chefe dos árbitros da Paraíba) foi sondado para integrar tal turma. Aliás, perceberam que tais nomes da gestão de Rogério Caboclo são os mesmo da de Marco Polo?

Nenhuma denúncia, acusação ou algo que o valha a essas pessoas (são todos honestos, aqui a questão é meritocrática), mas a simples pergunta óbvia: com tanto tempo no mundo da Arbitragem, sendo criticados por competência, pra quê essas pessoas querem fazer algo que tire poder de Leonardo Gaciba?

Fica o alerta: quando burocratiza-se demais, vira burocratismo, que é o mau uso da burocracia, que em si, seria ferramenta boa como método de controle.

Mesmos nomes eternizados no poder é ruim. Há de se ter sangue novo! E aproveitando o gancho: se novos nomes não corresponderem (aqui me direciono também à nova gestão do Safesp, que iniciou seus trabalhos e em breve terá que dar satisfação aos trabalhos realizados, inclusive da auditora das contas da diretoria anterior – mas ficará para outra postagem pois é outro assunto), também se troque os mesmos por outros ainda mais novos e descomprometidos.

Por fim, a ironia do destino: o que tem de gente vendo nomes outrora criticados mas que se apoiam no poder, agora voltados à tona e elogiados… caramba! Que raio de jogo essa gente faz? Quem está no poder e pode lhe ajudar, ganha apoio no seu texto / fala / discurso?

Em tempo: como tudo não é crítica, vejo um trabalho de reconstrução da Comissão de Árbitros por parte do Seneme na Conmebol que está me impressionando pela superação de barreiras. Que ele possa ter carta branca e seja resiliente. E, como será inevitável o questionamento pois ainda não abordamos: não consigo ter uma impressão final do trabalho de Ana Paula de Oliveira, afinal, precisa ter tempo para trabalhar (embora registramos aqui algumas coisas que desagradam). Boto mais fé no Emerson Carvalho como consultor e corretor dos erros ali existentes.