– Fanáticos de Lula e de Bolsonaro são diferentes dos eleitores de ambos. Entenda:

Respeito todo e qualquer eleitor, seja de Esquerda ou de Direita. Mas o fanatismo assusta!

Sobre ponderação e radicalismo de eleitores de um mesmo político, algumas observações em: https://youtu.be/7mYiQQIP0a4

– Jacindamania

E a Nova Zelândia foi a primeira nação a erradicar o Novo Coronavírus!

Neste momento, a jovem premier neozelandesa Jacinda Ardern tem sido elogiada por seu engajamento na luta (e vitória) contra a pandemia. Mas quem é ela, que está roubando os holofotes para suas ações?

Abaixo, extraído de: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/2020/06/08/quem-e-jacinda-ardern-premie-da-nova-zelandia

JACINDA ARDERN

Nesta segunda-feira (8), o mundo voltou sua atenção para a Nova Zelândia após o anúncio de que o país erradicou os casos ativos de Covid-19. A face da gestão de crise bem sucedida, que dará fim às restrições de isolamento social, é a da primeira-ministra Jacinda Ardern, de 39 anos.

Em menos de dois anos como premiê, a líder do Partido Trabalhista neozelandês roubou os holofotes em outras ocasiões. Ela ficou conhecida por levar sua filha de três meses a uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) e virou exemplo por sua reação aos ataques terroristas contra as mesquitas de Christchurch, em março de 2019.

Mas, em meio à alta de popularidade que a permitiria governar sem coalizão, alcançando 56,5% de aprovação no último mês de maio, a premiê encara também críticas pela postura da agência de serviços sociais de seu governo, que estaria tratando crianças da minoria nativa maori de maneira “desumana”.

Saiba mais sobre a trajetória de Ardern, a terceira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra na Nova Zelândia e a segunda líder mais jovem da história do país.

‘Jacindamania’

Eleita em outubro de 2017, com apenas 37 anos, Ardern chegou ao cargo mais importante do governo neozelandês com apenas três meses à frente do Partido Trabalhista.

Ela era filiada à legenda desde os 17 anos e assumiu o grupo depois que seu antecessor, Andrew Little, decidiu renunciar no início da campanha eleitoral, quando o partido passava por uma baixa nas intenções de voto.

Mas, em agosto de 2017, depois que Ardern assumiu o posto, surgiu a “Jacindamania”, um grupo de entusiastas da então parlamentar e líder da oposição, que incluía principalmente a população mais jovem, simpática às suas visões a favor do casamento homoafetivo e do aborto.

A porcentagem de votos do partido trabalhista pulou para pouco mais de 37%, suficientes para formar um governo com o apoio do NZ First (“Nova Zelândia Primeiro”, um partido populista anti-imigração) e do esquerdista Green Party (“Partido Verde”), dando fim a nove anos de dominância dos conservadores.

Ardern nasceu em Hamilton, a sétima maior cidade da Nova Zelândia, mas cresceu em uma pequena cidade rural chamada Murupara, conhecida pela presença dos Tribesmen, uma gangue de motoqueiros que praticavam roubos.

Sua mãe era funcionária de um refeitório escolar e seu pai policial em Morrinsvile, município de 7 mil habitantes, o que, segundo a primeira-ministra, formou sua maneira de enxergar a política.

“Isso (crescer em cidades pequenas) irá influenciar para sempre a maneira que eu enxergo o trabalho que faço e as políticas que tenho em mãos para desenvolvimento”, disse ela em entrevista ao site local RNZ em 2017.

Na juventude, Ardern trabalhou como DJ e foi mórmon por alguns anos. O seu perfil não convencional atraiu milhares de pessoas para as convenções do partido e aumentou o interesse da imprensa pelo governo.

Mas nem toda atenção foi positiva. Nos primeiros meses no novo cargo, a premiê enfrentou questionamentos sobre sua aparência e sobre sua habilidade de governar o país com possíveis filhos, encarados como comentários sexistas por membros do partido, já que as mesmas perguntas nunca eram aplicadas sobre homens.

Gravidez durante o mandato

Em 21 de junho de 2018, apenas 8 meses após assumir o cargo de primeira-ministra, Ardern deu à luz sua primeira filha, Neve, de sua relação com o apresentador de televisão Clarke Gayford.

Ela foi a primeira premiê do país a ter um filho durante o mandato, e tirou apenas seis das 18 semanas de licença-maternidade previstas por lei na Nova Zelândia, se mantendo disponível para possíveis urgências.

Em uma resposta involuntária aos questionamentos midiáticos, Ardern viralizou nas redes sociais ao ser fotografada com a bebê, então com apenas três meses, na reunião da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Acompanhada de seu namorado, que se tornou noivo apenas em 2019, Ardern foi registrada brincando com a filha enquanto aguardava para discursar na cerimônia, que homenageou o centenário de Nelson Mandela.

Seu companheiro, Gayford, cuidou da criança enquanto a primeira-ministra falava para outros líderes internacionais, e brincou com a situação inusitada. “Gostaria de ter capturado o olhar assustado de uma delegação japonesa dentro da ONU ontem, que entrou numa sala de reuniões no meio da troca de fraldas”, escreveu em seu perfil no Twitter.

Atentados em Christchurch

No dia 15 de março de 2019, um atirador invadiu mesquitas na cidade de Christchurch, em um ataque terrorista que deixou 51 mortos.

Ao comentar os acontecimentos, transmitidos ao vivo nas redes sociais do terrorista, Ardern sempre optou por não citar seu nome e pediu para que os veículos jornalísticos não mostrassem seu rosto, para evitar dar publicidade ao criminoso.

Como alternativa, a premiê formou um grupo pluripartidário para visitar a família das vítimas. As imagens das visitas de Ardern, sempre com a cabeça coberta por um hijab (véu sagrado da religião muçulmana), em respeito às tradições das famílias afetadas, viraram símbolo de sua postura em meio à crise de segurança, elogiada por especialistas políticos.

Apenas seis dias depois do atentado, a primeira-ministra determinou também a proibição da venda de fuzis e outras armas semiautomáticas no país e a aplicação de uma multa de 4 mil dólares e até três anos de prisão para quem não entregasse o armamento já adquirido dentro do período de adaptação à lei.

Minoria Maori

Mas apesar dos pontos altos de sua gestão, Ardern também enfrenta críticas sobre sua postura diante da minoria maori, povo nativo da Nova Zelândia.

Segundo o jornal britânico The Guardian, a agência de serviço tutelar da Nova Zelândia cometeu “violações sem precedentes de direitos humanos” contra crianças maori.

As informações foram fornecidas por Naida Glavish, líder de um inquérito realizado pelos próprio povo nativo, que ocupa a Nova Zelândia desde 10 anos D.C, praticamente isolados até a grande onda de colonização do país pelos ingleses, em 1841.

Em fevereiro, a investigação, que havia começado há seis meses, apontava que funcionários do serviço social teriam realizado inúmeras tentativas de tirar um bebê da etnia de sua mãe pouco depois do nascimento.

O relatório detalha o que as famílias chamam de “recorte racial”, espalhando o medo entre famílias Maori de que seus filhos possam ser retirados de seus lares, e o abuso de poder de funcionários do serviço social do governo.

Com relatos de incidentes em que policiais armados, com cachorros, foram enviados para retirar as crianças de suas famílias biológicas por “falta de higiene”, delitos antigos que já foram punidos e ligação de antigos parceiros com gangues locais.

Mais de 1.000 famílias Maori foram entrevistadas pelo inquérito, que mostrou que os casos não são isolados e que parentes próximos dos pais que perdem custódia não tem permissão para pleitear a guarda das crianças, o que é previsto pela lei neozelandesa.

“Para nós não existe nenhuma possibilidade de permitirmos que isso continue”, falou Glavish ao Guardian. “Atingimos um nível em que já passou dos limites.”

Ardern não comentou o caso. Já o Ministério das Crianças, responsável pela agência do Conselho Tutelar, respondeu às acusações afirmando que todos os casos de crianças Maori, que são 13, de acordo com o órgão, são “altamente emocionais, desafiadores e complexos”, e afirmou que os críticos não levam em conta o bem estar dos menores.

Covid-19

Nesta segunda-feira (08), a Nova Zelândia completa 17 dias sem novos casos de contaminação por Covid-19.

As medidas duras de Ardern foram muito elogiadas como responsáveis pelo sucesso da contenção da pandemia no país. Foram sete semanas de isolamento social rígido.

No dia 23 de março, a premiê anunciou que os 5 milhões de neozelandeses tinham 48 horas para se preparar para um bloqueio que excluiria apenas trabalhadores essenciais de uma quarentena obrigatória de quatro semanas.

Nas últimas três semanas, ela já ensaiava pequenas flexibilizações, com brechas para caminhadas respeitando o distanciamento social.

Apesar de duras, as medidas foram bem sucedidas, com apenas 1.132 casos e 22 mortes no território do país. “Estamos confiantes que eliminamos a transmissão do vírus na Nova Zelândia por agora”, declarou a premiê em um comunicado televisionado, afirmando que os Kiwis, como são apelidados os cidadãos do país, “se uniram de maneiras nunca antes vistas para destruir o vírus.”

Segundo Ardern, ela fez uma “pequena dança” em sua sala de estar para celebrar a conquista do país, também uma grande conquista para seu governo.

Premiê da Nova Zelândia, Jacinda Ardern

– São Paulo 1×0 Liverpool com Hector Vergara

Hector Vergara: o bandeira da Federação Canadense foi o protagonista da decisão do Mundial Interclubes FIFA 2005, cuja vitória do São Paulo sobre o Liverpool deu o Tricampeonato ao Tricolor Paulista – e que será reprisado neste domingo à tarde pela Rede Globo.

Normalmente lembramos de erros de arbitragem, mas nesse caso, deve-se aplaudir o árbitro assistente pelos 3 gols anulados (2 deles bem difíceis) no tempo que não existia VAR. Seus acertos foram perfeitos.

Contra a competência, nunca haverá argumentos.

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Hector Vergara, who is being inducted into the Canadian Soccer Hall of Fame, holds the record for the most World Cup games as a referee or assistant referee with 14. (Shaun Botterill/Getty Images)

– Você defende político?

POBRE BRASIL… Só de ler a repercussão do vídeo da reunião ministerial (não tive estômago para assistir, farei, ou tentarei, mais tarde), já desanimei.

Cadê uma liderança honesta, competente, agregadora e positiva?

As diferenças entre Chefe, Líder, Bolsonaro e Lula: quem bolou esse meme, abaixo, acertou em cheio!

E, por favor, se você tem político de estimação ou é apaixonado por partido político, respeite minha opinião.

Em: https://professorrafaelporcari.com/2020/05/16/um-meme-que-so-conta-verdade/

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– “Vou perguntar para o Posto Ipiranga”, dizia o Presidente… E agora?

Uma pena que todo o esforço dos eleitores brasileiros para acabar com o projeto de poder criado por alguns membros do PT, baseado em corrupção e crime organizado (comprovadamente mostrado pela Justiça – vide o número de membros do partido e de outros que foram na cadeia) esteja sendo jogado fora pelas atitudes intempestivas do presidente Jair Bolsonaro.

Um chefe de Estado não é um especialista em todas as áreas de importância; no máximo, ele é um generalista acima da média (ou deveria ser) e coloca pessoas de conhecido entendimento nos cargos-chave (aqui no Brasil estão sendo chamados de “técnicos”).

Quando era questionando sobre Economia, Bolsonaro dizia simplesmente que “iria perguntar ao Posto Ipiranga” (em referência à propaganda tão famosa de que quando se tem dúvida, vai no Posto se informar pois lá se sabe e se tem de tudo). Paulo Guedes, no caso, era esse grande especialista. O comportamento do presidente, correto!

Assim como a Fazenda Pública ficou na mão do economista Guedes, outros ministérios importantes foram colocados nas mãos de técnicos: o ex-juiz Sérgio Moro para a Justiça e o médico Luiz Henrique Mandetta para a Saúde. A eles, deu “carta-branca” – que parece ter sido retirada pelo que se lê e assiste.

Penso que, assim como Bolsonaro não entende de Economia e se socorre aos economistas, não deveria ele (que não entende de Medicina) se socorrer aos médicos? Qual é a necessidade de desprezar a INFORMAÇÃO de que a cloroquina não é totalmente segura e deve ser ministrada com cuidado em alguns casos (não na maioria)? Inclua-se, recentemente, os estudos que não recomendam nem aos casos menores, pelos riscos futuros de efeitos colaterais violentos.

Particularmente, me parece que o presidente Jair Bolsonaro, quando estava quieto e deixando o corpo técnico trabalhar, tudo funcionava bem. Na 1a grande crise que teve que enfrentar, bateu no peito e subiu na arrogância, chamando a responsabilidade para ele e no tom autoritário que deveria evitar, deixou de ser um líder (talvez nunca foi) e passou a se comportar como “chefe-mandão”.

Uma pena. O Brasil vive uma discussão bipolarizada entre o que é menos ruim: gestores corruptos de outrora ou gestores incompetentes de agora!

Insisto com amigos: quero políticos honestos e competentes.

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– Meu inventário comportamental pela metodologia DISC

Realizei uma entrevista para a criação do meu inventário comportamental, através da empresa DomIneSCo – Soluções em Gestão de Pessoas. E achei espetacular!

Tal trabalho visa analisar o comportamento pessoal e profissionalse bom ou ruim – através da metodologia DISC (Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade), em relacionamentos na estabilidade e na instabilidade de situações diversas. Você explora suas potencialidades e fraquezas voltadas para a proatividade, autonomia, extroversão, animação, segurança, perseverança, acolhimento, vigilância e tantas outras. 

Por não ter nada comprometedor, publico sem ressalvas (abaixo). É algo muito bacana para as empresas que querem avaliar o comportamento de seus colaboradores sem medo de errar na busca de talentos!

A propósito, essa metodologia para a formação do inventário comportamental DISC foi criada pelo psicólogo Dr Willian Moulton Marston, inventor do polígrafo / detector de mentiras e da personagem do universo das HQs… Mulher Maravilha!

Taí o motivo da heroína ter o laço da verdade! Ou não, amigos nerds?

O meu perfil aqui: DISCRafael

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– Leonardo Gaciba estaria sendo “alijado” do poder na CBF, mesmo sem a bola estar rolando? Uma decisão técnica ou política?

Me assusto como as coisas funcionam na base de interesses duvidosos, e ao usar tal expressão, explico: me refiro quanto a “incompreensão de certas medidas” e “a troco de quê”?

Pela Comissão de Árbitros da CBF, os mais duradouros presidentes que por lá passaram sempre foram muito criticados pela falta de competência dos seus trabalhos e acabaram sendo demitidos. Porém, percebeu-se que acabaram apenas remanejados de cargo, como Sérgio Corrêa da Silva (que ocupa um cargo de “Chefe do Desenvolvimento do VAR no Brasil”) ou o Coronel Marcos Marinho (que é o responsável por um departamento designado para o surgimento de Novos Talentos da Arbitragem).

Leio nas Redes Sociais, visito o site da CBF e converso com colegas e acabo percebendo que criou-se um colegiado no qual as 5 regiões do Brasil teriam representantes para aconselhar Leonardo Gaciba (que tenta mudar alguns paradigmas na CBF), a fim de ajudá-lo a ter “uma melhor visão” das coisas na qual ele trabalha e tomar boas decisões.

Me assusta mais ainda ler (e não tenho a confirmação) de que nomes como Arthur Alves Júnior (lembram do “Arthurzinho do Sindicato”, que foi membro da FPF na gestão de Marco Polo Del Nero – e que está como chefe dos árbitros da Paraíba) foi sondado para integrar tal turma. Aliás, perceberam que tais nomes da gestão de Rogério Caboclo são os mesmo da de Marco Polo?

Nenhuma denúncia, acusação ou algo que o valha a essas pessoas (são todos honestos, aqui a questão é meritocrática), mas a simples pergunta óbvia: com tanto tempo no mundo da Arbitragem, sendo criticados por competência, pra quê essas pessoas querem fazer algo que tire poder de Leonardo Gaciba?

Fica o alerta: quando burocratiza-se demais, vira burocratismo, que é o mau uso da burocracia, que em si, seria ferramenta boa como método de controle.

Mesmos nomes eternizados no poder é ruim. Há de se ter sangue novo! E aproveitando o gancho: se novos nomes não corresponderem (aqui me direciono também à nova gestão do Safesp, que iniciou seus trabalhos e em breve terá que dar satisfação aos trabalhos realizados, inclusive da auditora das contas da diretoria anterior – mas ficará para outra postagem pois é outro assunto), também se troque os mesmos por outros ainda mais novos e descomprometidos.

Por fim, a ironia do destino: o que tem de gente vendo nomes outrora criticados mas que se apoiam no poder, agora voltados à tona e elogiados… caramba! Que raio de jogo essa gente faz? Quem está no poder e pode lhe ajudar, ganha apoio no seu texto / fala / discurso?

Em tempo: como tudo não é crítica, vejo um trabalho de reconstrução da Comissão de Árbitros por parte do Seneme na Conmebol que está me impressionando pela superação de barreiras. Que ele possa ter carta branca e seja resiliente. E, como será inevitável o questionamento pois ainda não abordamos: não consigo ter uma impressão final do trabalho de Ana Paula de Oliveira, afinal, precisa ter tempo para trabalhar (embora registramos aqui algumas coisas que desagradam). Boto mais fé no Emerson Carvalho como consultor e corretor dos erros ali existentes.

– O Beatle que não foi Beatle: quando a oportunidade lhe sorri ou não!

Admiro um bom texto, e claro, os bons escritores. O jornalista Davi Coimbra, em seu blog (citação abaixo), escreveu sobre pessoas que tem estrelas, e usou como pano de fundo Pete Best X Ringo Star.

Pete era esclarecido, ousado, íntimo de John Lennon, Paul McCartney e George Harison. Mas ficou de fora da banda na hora da fama. Ringo era doente, analfabeto funcional e a sorte lhe sorriu! Tanto, que entrou para a história e a formação de sucesso consta seu nome.

Quantos competentes que de fato não são. Ou que não tem oportunidade! Há alguns que nascem para Pete Best, outros, para Ringo Star…

Extraído de: http://wp.clicrbs.com.br/davidcoimbra/2010/02/03/o-beatle-que-nao-foi-beatle/?topo=77,1,1

O BEATLE QUE NÃO FOI BEATLE

Vi uma entrevista com o Pete Best, dias atrás. Sou fascinado por sua história, cada vez que ele aparece na TV fico mesmerizado.

Pete Best é o Beatle demitido. Foi um dos Beatles pioneiros, estava na formação originalíssima da banda, com os gênios George, Paul e John. Os quatro se reuniam na casa da mãe de Pete para ensaiar. Tocaram juntos durante dois anos, juntos viajaram para Hamburgo, numa temporada que marcou o amadurecimento público do grupo. Eram tão amigos, que, numa noite hamburguesa, estando eles sem dinheiro, Pete e John assaltaram um marinheiro e lhe tomaram a carteira estufada de marcos. Ou acharam que a haviam tomado: quando voltaram ao hotel, um perguntou ao outro se estava com a carteira, e nenhum estava.

Apesar de toda essa intimidade, George, Paul e John achavam que Pete não era bom o bastante. Além disso, havia a mãe de Pete. Mona, esse o nome dela. Era uma mulher de uns 30 e tantos anos, muito bonita e de forte personalidade. Arrogou a si própria a função de conselheira e mentora da banda. Os Beatles iam ensaiar na casa dela e ela ficava dando palpite. Metida. Tão metida que se meteu com um rapaz que funcionava como uma espécie de produtor do grupo e teve um filho com ele. O pai de Pete, bonzinho, assumiu a criança e lhe acoplou o sobrenome. Mais um Best no Reino Unido.

George, Paul e John, personalistas e até algo chauvinistas, não apreciavam as intervenções não solicitadas da mãe de Pete. Mas como dizer isso ao filho dela? É provável que, se Pete fosse um baterista um pouco mais carismático, eles o teriam mantido no grupo. Mas, aparentemente, não era. Ou pelo menos não era tão concentrado e tão brilhante quanto seus amigos.

E havia Ringo logo ali.

A história de Ringo é sen-sa-cio-nal. Ringo era de família pobre. Quando tinha três anos, o pai dele embarcou num dos navios que aportavam em Liverpool e foi-se mar afora, para nunca mais retornar. Ringo virava-se como podia na periferia da cidade, até que, aos sete anos, foi acometido de uma doença grave. Passou um ano no hospital, meio morto. Quando voltou ao colégio, sentiu o atraso. Os colegas o humilhavam, ele não conseguia aprender. Começou a matar aula. Aos 12 anos, era quase analfabeto. Uma prima decidiu ensiná-lo em casa, Ringo se entusiasmou, progrediu, mas, aos 13 anos, contraiu tuberculose. Mais um ano no hospital.

Alguém poderia dizer que foi muita falta de sorte. Ao contrário. Como Ringo já estava habituado ao ambiente hospitalar, comportava-se com desenvoltura entre doentes, médicos e enfermeiras. Em pouco tempo, organizou uma bandinha com os pacientes, improvisou umas baquetas e arvorou-se como baterista. Ao sair do hospital, o padrasto, que era um bom homem, presenteou-o com uma bateria usada.

Foi assim que Ringo aprendeu a tocar.

Foi a partir daí que se tornou um Beatle e entrou para a História.

Quer dizer: se não tivesse ficado doente da primeira vez, provavelmente não se sentiria à vontade para fazer a banda na segunda vez que ficou doente. Logo, as duas doenças foram fundamentais na construção do destino estrelado de Ringo Star.

Já Pete Best, comunicado de que o tinham excluído da banda, e excluído- justamente às vésperas da assinatura do primeiro contrato que os elevaria ao firmamento do rock, Pete Best literalmente recolheu-se à insignificância. Trabalhou como funcionário público, tentou o suicídio abrindo o gás do banheiro, foi salvo pela mãe e retornou à sua vida comum. Está casado há 45 anos com a mesma mulher, ainda mora em Liverpool e montou sua própria banda, a Pete Best Band, com a qual excursiona pelo mundo, ganhando algum dinheirinho, afinal. Na entrevista que assisti, falava com voz grave e melodiosa. Trata-se de um senhor grisalho, com o bigode frondoso dominando o rosto risonho e melancólico. Diz não saber por que foi demitido da maior banda pop de todos os tempos, diz que o importante é ter saúde, diz que é feliz.

Não deve ser.

Imagino que nenhum dia da sua vida termina sem que ele pense que poderia ter sido um Beatle. Pior: que ele FOI um Beatle, e agora não é mais. O único Beatle fracassado da banda mais bem-sucedida da História.

Essa é a diferença entre os vencedores e os perdedores. Essa a atual diferença entre as direções do Grêmio e do Inter. Alguns nascem para ser Ringo Star. Outros sempre serão Pete Best.

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– Como os Jovens encontrarão emprego no Mercado de Trabalho?

Uma interessante matéria da Revista Isto É (ed 2498, pg64-65) mostra que as maiores vítimas do desemprego no Brasil são os jovens, sendo que a faixa entre 18 e 24 anos retrata quase 30% de taxa de desocupação.

Como conseguir trabalho nesse cenário?

Somente se destacando, tendo flexibilidade e evitando a ansiedade!

Abaixo:

HÁ VAGAS PARA JOVENS

A taxa de desocupação chega a 28% na faixa etária entre 18 e 24 anos­ — a mais alta entre todos os segmentos no País. Saiba como aumentar as chances de encontrar trabalho

Por Bárbara Libório

Eles são as maiores vítimas do desemprego. Só no primeiro semestre deste ano, a taxa de desocupação entre jovens de 18 a 24 anos alcançou 28,8%. No segundo semestre, embora tenha recuado levemente, permanece em 27,3%, o que equivale a 4,3 milhões de pessoas — a maior entre todas as faixas etárias segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Há espaço para eles no mercado de trabalho? Sim, há. Mas as oportunidades serão melhores para quem conseguir se destacar. O segredo está em como fazer isso.

Em momentos de recessão, com as empresas realizando ajustes no quadro de funcionários, é comum que elas prefiram manter profissionais mais capacitados que possam dar resultados imediatos. Hoje, segundo a consultoria Manpower, a proporção é de quatro jovens desempregados para cada adulto com experiência na função. A formação superior é o primeiro passo, mas não resolve o problema. Ainda que o diploma universitário seja capaz de dobrar as chances de empregabilidade, a conclusão de uma faculdade leva tempo— que aumenta se o jovem decidir fazer uma pós-graduação.

Dominar um idioma estrangeiro pode ser um atalho. “Na hora de recrutar profissionais a gente enfrenta grande dificuldade no nível de idioma”, explica Maria Sartori, gerente sênior da recrutadora Robert Half. “Muita gente sai da faculdade e se pergunta se faz uma pós, um MBA, ou investe no inglês. A coisa mais certeira a se fazer além da graduação é a fluência em um segundo idioma.”

Se o momento não é o melhor para encontrar rapidamente uma colocação, especialistas recomendam que os jovens aproveitem esse tempo para buscar especializações mais rápidas. Stephanie Zanini, de 26 anos, apostou em cursos que vão de atendimento a cliente a marketing pessoal e digital, além de aulas de como falar em público. “Acho que existem dois caminhos para conseguir um emprego: primeiro, o marketing pessoal, cuidar bem do Linkedin, ter um novo currículo; e o segundo é tomar café com muita gente, bater na porta dos lugares em que você quer trabalhar”, afirma. Em agosto a bacharel em Ciências em Tecnologia concluiu o processo seletivo de trainee da Vetor Brasil e trabalha hoje na Secretaria Estadual de Educação de São Paulo.

Igor Castro, de 22 anos, também começou recentemente um programa de estágio de rotação em que ele passará pelas empresas Ambev, a McKinsey e Credit Suisse. Para ele, foi essencial para o sucesso a sensação de nunca estar satisfeito e buscar sempre algo mais. Na faculdade de engenharia, o jovem chegou a abrir uma startup de inovação e participou também da empresa júnior da USP. “Não é porque eu estava na USP que eu achava que ia aparecer a empresa dos sonhos”, afirma. “Eu entrei na empresa júnior para buscar mais, autonomia, liderança, responsabilidade.” Para Márcia Almström, diretora do ManpowerGroup, o contato com o mercado de trabalho deve começar cedo. “Quanto antes tiver contato, seja estágio ou trainee, melhor”, afirma. “A gente percebe que tem se postergado o momento do jovem entrar na corporação, fica para depois da pós ou do MBA, como se uma coisa tivesse que acontecer depois da outra, mas isso retarda o início da prática e faz o jovem sofrer mais dentro das companhias.” Os programas de estágio e trainee ainda são uma opção, mas também foram afetados pela crise. “Até três anos atrás, esses programas eram uma porta de entrada e 90% das pessoas permaneciam ali dentro. Hoje em dia percebemos que o índice de aproveitamento dos profissionais caiu drasticamente”, diz Sartori, da Robert Half.

FLEXIBILIDADE PARA MUDANÇAS

Apesar das deficiências, os jovens podem (e devem) usar a seu favor características inata, como o uso da tecnologia e a flexibilidade para mudanças. O setor de tecnologia da informação é, inclusive, um dos que mais contratam jovens. “É um mercado onde a inovação acontece de maneira mais rápida e o profissional mais jovem consegue acompanhar de maneira mais fácil”, diz Sartori. “Em TI as coisas ficam obsoletas muito rapidamente, então o profissional com mais experiência têm mais dificuldade com o ritmo frenético.”

Além do Linkedin, outras tecnologias podem ser aliadas na busca por emprego. O TAQE que capacita e recomenda jovens que estão entrando no mercado de trabalho. “Por meio de games (jogos), aulas e testes com linguagem adequada ao público jovem, usamos dados para entender a cultura das empresas, assim como o perfil dos candidatos”, diz Renato Dias, CEO do TAQE. “A partir disso, nosso algoritmo cruza essas informações para preenchimento das vagas, reduzindo o custo e tempo de contratação, além de melhorar índices de turnover e produtividade das empresas.” Foi assim que Gabriel Gregório, de 17 anos, conseguiu um emprego em setembro deste ano no atendimento aos clientes da rede Cimemark. Para ele, a ferramenta foi fundamental para garantir sua contratação: “A empresa não necessariamente seleciona o candidato com o melhor currículo, mas quem oferece o que ela precisa para aquela posição”, afirma.

Um último conselho para se dar bem no mercado de trabalho é aprender a lidar com a ansiedade. “Os jovens precisam entender que o mercado de trabalho não anda no ritmo dele, tem que ter paciência para as coisas acontecerem, não é em um ou dois anos que se conquista o mundo.” É importante, porém, começar agora. Com os novos ares da economia, o mercado de trabalho também começa a dar sinais de reaquecimento. Será a hora de colocar em prática o que se aprendeu nos tempos difíceis.

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– As falas de Guardiola e Luxemburgo

Vanderlei Luxemburgo disse na 3a feira em entrevista polêmica que o Brasileirão “bate pau a pau na Liga dos Campeões”. Você pensa como ele? Eu não.

Pepe Guardiola, entrevistado segundo a ESPN na mesma data, disse que não se vê o melhor técnico do mundo, e lembrou: “Me dê um time que não seja como o City e não ganho”.  Você pensa também como ele? Eu discordo, pois o acho o melhor do mundo (ao lado de Klopp) e imagino que, não sendo o City, poderia fazer, ao menos, um bom trabalho.

Vanderlei Luxemburgo (de novo) disse sobre Jorge Jesus: “se aquele pênalti do Emelec fosse dado, seria tudo ao contrário”, em referência ao sucesso do português do Flamengo. Você, por fim, concorda com ele? Eu sim! Não questionando a competência do treinador estrangeiro, mas lembrando que no começo do trabalho foi cercado e ameaçado por torcedores rubro-negros. Se ele tivesse sido eliminado da Libertadores, poderia não ter tido todo o tempo necessário para mostrar suas ideias que fizeram sucesso.

A humildade do competente Guardiola contrasta muitas vezes com o jeito polêmico (que inegavelmente chega a transmitir uma certa arrogância) do também competente Luxemburgo. Ou não?

Resultado de imagem para Vanderlei Luxemburgo

– Por quê os erros da arbitragem de São Paulo 1×1 Novorizontino ocorreram?

O que vimos de lambanças no Morumbi na noite passada (dois pênaltis não marcados, dois gols mal anulados) são frutos de má gestão na difícil tarefa de renovar árbitros.

Dar oportunidades aos novos apitadores não é queimar etapas. Solidificar a ascensão é importante, degrau por degrau, a fim de que o jovem juiz não sinta demasiada pressão e saiba se portar correta e emocionalmente bem. Logicamente, ele tem que ter qualidade para fazer parte deste processo e o gestor de carreiras da arbitragem, perspicácia para enxergar um novo talento. 

Digo isso pois nos últimos 30 anos (sim, GARANTO esse período, pois é a minha “idade de vida na arbitragem” – estudada, trabalhada ou comentada), só tivemos dois casos em que o tempo de maturação nas séries inferiores e intermediárias foi pequeno: Paulo César de Oliveira em 1996 e Wilson Luís Seneme em 1998, ambos pelo olhar clínico do Prof Gustavo Caetano Rogério, que teve a percepção de descobrir esses talentosos árbitros (e que chegaram à FIFA rapidamente). Como ele dizia em sala de aula na Escola de Árbitros Flávio Iazzetti, às vezes você vê uma “mosca branca“.

Não me parece que Ana Paula Oliveira, que foi excelente árbitra assistente (quebrando vários preconceitos e marcas), tenha a mesma habilidade como comandante de árbitros para descobrir moscas-brancas. Aliás, ter qualidade em campo não quer dizer que você é bom na teoria ou gestão, e vice-versa. Há de se ter vocação e experiência.

Na CBF, insisto na lembrança do vídeo gravado na Escola Brasileira de Futebol (EBF, exemplificando a mão de apoio que bate involuntariamente na bola sendo pênalti num Palmeiras x Fluminense, distribuído como lance didático – e que desde então batemos forte em não ser, sendo que a FIFA confirmou recentemente que não é infração, é casualidade). VALE A PENA ASSISTIR, são só 4 minutos e você questionará também. Está em: https://wp.me/p4RTuC-d75.

Em 2019, Ednilson Corona continuou o trabalho que era feito juntamente com José Henrique de Carvalho na Comissão de Árbitros da FPF, lançando jovens talentos (ambos foram demitidos recentemente por Reinaldo Carneiro Bastos). Pude, em pessoa, elogiar alguns árbitros que vi na 4a divisão e que eram muito novos e talentosos: João Vitor Gobi (que corretamente apitou a final da Copa São Paulo 2020), Leandro Carvalho da Silva (que apitou a A1 em 2020), e outros que foram muito mal, como Flávio Mineiro. Todos eles foram avaliados in loco em nossas transmissões pela Rádio Difusora AM 810, nas partidas do Paulista FC em Jundiaí, e registrados no Blog “Pergunte Ao Árbitro”.

Para minha surpresa, sem ter passado pela A2, Flávio Mineiro, de apenas 24 anos, estreou na A1. Mas qual foi o mérito para isso? 

Nada contra o moço, mas quem resolveu pular etapas na carreira dele, errou, porque falta muito preparo e orientação. Primeiro: qualidade técnica. Segundo: comportamento em campo. Terceiro: sensibilidade (com o time reclamando, não deve nunca sorrir, pois mesmo que não queira, dá a impressão de deboche).

Vamos ver como se dará a continuidade da renovação da arbitragem. Nos clássicos, só tivemos FIFA (no jogo entre Palmeiras x São Paulo em Araraquara, 2a rodada apenas, não “valendo muita coisa”, perdeu-se a chance de dar rodagem para algum jovem talento. Pra quê colocar o Raphael Claus naquele momento?).

Sobre esse trabalho de renovação e alguns jogos de Flávio Mineiro na 4a divisão, explico no texto em: https://wp.me/p4RTuC-oD7.

A opinião em vídeo aqui: https://youtu.be/OG-HkPuXf0w

Também no Blog “Pergunte ao Árbitro”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/02/04/por-que-os-erros-da-arbitragem-de-sao-paulo-1×1-novorizontino-ocorreram/

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– A nova Comissão de Árbitros da FPF

Para minha surpresa, Ana Paula de Oliveira assumiu a Comissão de Árbitros da FPF. Será auxiliada por Emerson Augusto de Carvalho (o bandeira paulista da última Copa do Mundo) e da ex-árbitra assistente Tatiane Saciloti.

Dionísio Roberto Domingos, que mantinha um cargo de direção na casa, e o atual presidente Ednilson Corona (que estava fazendo um bom e difícil trabalho de renovação) caíram.

Acho a demissão de Corona um erro (a de Dionísio, pelas queixas dos árbitros, talvez não). Não sei como ficará a situação de Roberto Perassi, que imagino ter condições de assumir o Departamento (é ele quem mais conhece de Regras na Federação Paulista e comanda a Escola de Árbitros).

Penso ser um erro a escolha da Ana Paula (nada contra ela, a respeito demais e a tenho como um dos 3 mais competentes nomes entre os bandeiras com que trabalhei enquanto árbitro). Mas falo de PERFIL DE LIDERANÇA.

Seu trabalho na Escola de Árbitros da CBF não foi legal (me lembro do polêmico vídeo de orientação de falta / pênalti em bola que bate despropositadamente na mão de zagueiro no carrinho).

Insisto: nada contra a pessoa dela ou quanto a questão de gênero (que é irrelevante, o que vale é a competência), mas não a vejo como líder.

Se fosse o presidente Reinaldo Carneiro Bastos, inverteria os nomes: colocaria Emerson Carvalho como presidente (ele tem perfil de líder e goza de RESPEITO pelos árbitros) e a Ana como vice.

Imagino que Ana Paula terá resistência entre seus comandados. Tanto quanto Tatiane Saciloti, pois ambas não gozarão de irrestrita obediência deles (a primeira, por não gozar de simpatia dos mesmos; a segunda, pelo noviciado numa atividade como essa).

Desejo boa sorte!

ATUALIZAÇÃO – Surge uma suposição (de fonte confiável) de que, após a reaproximação do Palmeiras com a FPF (e da patrocinadora do clube Crefisa e do Paulistão FAM), um agrado de Reinaldo Carneiro Bastos teria sido a demissão de Dionísio, pivô da final do time Alviverde contra o Corinthians e acusado pelo Verdão de passar informações baseadas em imagens da TV. A entrada de Ana Paula poderia ser uma oportunidade para fomentar o forte investimento realizado nos torneios femininos da FPF, criando até mesmo uma turma exclusiva de mulheres na Escola de Árbitros, além, claro, de Reinaldo ser um dos dirigentes contemporâneos da Federação Paulista mais ligados ao desenvolvimento da carreira da bandeira em seu auge, promovendo a entrada do elemento feminino em jogos masculinos, juntamente com Del Nero (repare: tudo está escrito no condicional, sem afirmação ou acusação). Pessoalmente, creio que a aposta na mesma competência da moça enquanto árbitra assistente como dirigente foi o fator decisivo, embora eu pense ser um equívoco.

– Coaching para ajudar a escolher a carreira adequada em busca da felicidade profissional!

Um dos grandes desafios aos jovens é “escolher a profissão”. Muitas vezes os testes vocacionais não são suficientes, e para escolher a felicidade profissional, busca-se o auxílio de um coach.

Compartilho interessante matéria, extraído do Jornal de Jundiaí (Modulinho Empregos, página 1, ed 1024, 27 de agosto de 2017, por Simone de Oliveira).

COACH DE CARREIRA COMO OPÇÃO PARA QUEM DESEJA OTIMIZAR A PROCURA DO EMPREGO

Sabemos que a escolha da profissão é um dos momentos mais importantes na vida de um jovem, já que determina os caminhos que serão seguidos por longos anos.

Trata-se de uma decisão extremamente difícil para ser tomada aos 18 anos por alguém que, quase nunca, tem a maturidade necessária para identificar quais são os seus principais talentos e vocações. O resultado deste cenário: muitos optam pela área errada e, futuramente, ficam insatisfeitos no trabalho.

O que nem todos sabem, porém, é que os equívocos na hora de determinar os próximos passos da carreira não ocorrem apenas entre os jovens. Muitos adultos, com vasta experiência no mercado, também erram bastante ao tentar mudar de área ou mesmo ao tentar crescer na profissão. De acordo com a ABRH (Associação Brasileira de RH), quase metade dos brasileiros está infeliz com o que faz da vida – e esses dados não estão apenas relacionados à profissão escolhida, mas também à falta de reconhecimento, ao excesso de tarefas e aos problemas de relacionamento.

No passado, as pessoas costumavam delegar as decisões de suas carreiras para as organizações, que traçavam quais seriam os próximos passos a seguir. Hoje, as companhias oferecem as oportunidades, mas a responsabilidade pelo próprio sucesso está cada vez mais nas mãos dos profissionais. No entanto, entender o seu perfil e identificar os melhores caminhos e estratégias é uma tarefa difícil, que necessita de um plano estruturado e muito bem planejado. Isso pode exigir a ajuda de um profissional especializado, seja para fazer uma transição de carreira, mudar de profissão, desenvolver as competências necessárias ou fazer planos para o futuro.

Neste cenário, o primeiro passo a ser tomado é investir no autoconhecimento. Por se tratar um processo muito complexo, muitas pessoas optam por contratar um profissional de coaching, que pode ajudá-las a refletir, a planejar ações de melhoria e a conhecer os próprios desejos e capacidades, o que é fundamental para identificar onde devem se inserir no mercado. Saber exatamente o que mais gera incômodo no trabalho atual e o motivo de isso ocorrer, certamente, trará mais clareza sobre os passos seguintes.

Antes de tomar decisões, é preciso se questionar: o que é mais importante para mim, ter um bom salário ou trabalhar em um ambiente agradável e sem pressão? Ter uma rotina fixa ou contar com maior liberdade de horário? A felicidade profissional tem muito a ver com o que sabemos de nós mesmos, quais são os nossos principais valores pessoais e como gostaríamos de estar inseridos no mundo.

Neste processo de autoconhecimento e descoberta, com cerca de dez encontros semanais e foco em um objetivo especifico, o profissional de coaching ajuda as pessoas a se entenderem melhor e a descobrirem aonde querem chegar. Ele não trará respostas, mas ajudará o profissional a encontrá-las dentro dele. É preciso, porém, estar disposto a se abrir de uma forma bastante profunda, ter uma atitude ativa e planejar objetivos, já que o processo só funciona quando há muito comprometimento e um plano de ação com metas específicas.

Qualquer pessoa pode procurar a ajuda de um coach, desde que tenha consciência de que a felicidade não depende de mais ninguém além dela mesma.

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– Quem tem estrela para o sucesso…

O cara que é bom, não fica desacompanhado do sucesso. Não gosto do termo “sorte”, mas entendo que isso é a combinação da oportunidade com a competência.

Dito isso, veja Rogério Ceni que estreou com vitória ao assumir o comando técnico do Cruzeiro (ganhando do líder do Brasileirão, o Santos FC) e tirando seu novo time da Zona do Rebaixamento. Ou o Daniel Alves, agora jogador do São Paulo que na sua 1a partida venceu o jogo com o gol marcado por ele próprio!

Ambos jogos foram marcados por problemas de arbitragem: o Cruzeiro venceu com um  atleta a mais (o Santos teve um jogador expulso equivocadamente) e o São Paulo se beneficiou pela não marcação de um pênalti ao Ceará (de Thiago Volpi em Felipe Cardoso).

Mas quem disse que vitoriosos não tem sorte (que nos referimos logo no início da conversa)?

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– Os profissionais de um departamento de futebol: 66 pessoas, mas não tem Professor de Regra?

Os clubes de futebol estão cada vez mais repletos de profissionais de diversas áreas em seus departamentos. Analista de Desempenho, Podólogo, Mordomo, Dentista e outras práticas se fazem presentes no dia-a-dia.

O Corinthians, por exemplo, conta com 66 profissionais em sua equipe de futebol (o Palmeiras 58; a média é de 35 entre os times do Brasileirão).

Graças à multidisciplinaridade, casos como o baixo rendimento do jovem Vitinho, do Palmeiras (com passagens pelo Barcelona B e São Caetano), pode ser resolvido: jogando muito mal, percebeu-se que seu problema era a magreza por conta de cáries, que, pasmem, o impediam de que ele comesse carnes. A nutricionista preparou proteínas em liquidificador até que o dentista o ajudasse a resolver o caso de saúde bucal. Tudo descoberto graças às novas formatações exigidas num departamento profissional de futebol.

Abaixo, uma interessante matéria contando sobre esses diversos profissionais (em alguns casos, até “pai-de-santo” integra a relação). Mas me chama a atenção algo de minha seara: não há professor / instrutor / treinador para ensinar as Regras do Futebol aos jogadores. E aí vale a máxima que sempre brinco: jogador de futebol é a única profissão em que quem executa a atividade pouco se interessa pelas regras do seu próprio ofício!

Compartilho, extraído de: https://veja.abril.com.br/placar/muito-alem-dos-11-o-time-que-nao-entra-em-campo/

MUITO ALÉM DOS 11: O TIME QUE NÃO ENTRA EM CAMPO

A complexa estrutura dos clubes de futebol é composta por dezenas de profissionais – dos velhos roupeiros e massagistas aos modernos analistas de desempenho

Por Luiz Felipe Castro, Danilo Monteiro, Lucas Mello

Quando a bola balança as redes, os holofotes geralmente se voltam ao autor do gol e, eventualmente, são divididos com quem deu o passe ou com o treinador do time. Há no entanto, a cada ação dos atletas no gramado, a influência direta ou indireta do trabalho de dezenas de profissionais praticamente “invisíveis”. Atualmente, os departamentos de futebol dos clube da Série A têm, em média, 35 funcionários. Os campeões das últimas edições do Brasileirão são também aqueles com maior equipe de profissionais listados em seus sites oficias: Corinthians (66) e Palmeiras (58) – veja tabela abaixo.

Já há bastante tempo, funções mais emblemáticas como as de cozinheiro ou roupeiro habitam o imaginário do torcedor – a figura portentosa de Mário Américo, massagista da seleção em todas as Copas entre 1950 e 1974, por exemplo, marcou época. O time foi crescendo a cada década e o Brasil, inclusive, foi pioneiro em uma das posições de “especialista”, quando, no início da década de 70, Valdir Joaquim de Morais trocou as luvas pela posição de treinador de goleiros, tão valorizada até hoje. Em alguns casos, treinadores folclóricos ou supersticiosos ignoraram a tese do jornalista e treinador João Saldanha de que “se macumba ganhasse jogo, Campeonato Baiano terminaria empatado” e apelaram até para pais de santo, que, se não constavam na folha salarial do clube, eram constantemente convidados a prestar seus serviços.

O posto da moda é o do analista de desempenho, que, grosso modo, é quem passa dicas valiosas à comissão técnica e aos atletas depois de esmiuçar informações do próprio time e dos adversários por meio de vídeos e dados coletados, algo inimaginável nos tempos dourados do futebol nacional. “Antes das finais do Mundial de Clubes, não tínhamos ideia de como jogavam Milan e Benfica. Tinha ouvido falar de um jogador ou outro, como o Eusébio, mas o Santos não mandava ninguém para olhar adversário, a gente ia de peito aberto e confiando no nosso taco. Hoje é tudo mais organizado; e mais fácil também”, conta Pepe, o “canhão da Vila”, aos 84 anos. “No Santos, tínhamos praticamente só massagista e cozinheira, a dona Maria, muito estimada por todos”, completa.

São os analistas de desempenho ou de biomecânica, com o auxílio de máquinas de última geração, que corrigem pequenos detalhes, como, por exemplo, o fato de um jogador ter mais dificuldade para girar o corpo para um lado ou pequenos desequilíbrios musculares. “A ideia é unir três linhas de trabalho: prevenção, reabilitação e rendimento”, explicou o fisiologista Antônio Fedato, do Corinthians, em entrevista sobre as exigências físicas do futebol moderno. O Grêmio, que tem um analista de desempenho contratado desde 2005, diz ter sido o pioneiro do ramo no Brasil.

PODÓLOGO E ATÉ MORDOMO

Recentemente, o cargo de podólogo ganhou as manchetes graças ao Botafogo, que em suas redes sociais celebrou a convocação de Bruno Gallart para a seleção brasileira sub-17; e também ao bom humor de alvinegros e rivais. Espalhou-se pelas redes sociais uma paródia de uma das músicas de torcida botafoguense – os versos de “E ninguém cala esse nosso amor….” se transformaram em “E ninguém trata, como meu doutor, cuida de joanete, acaba com a frieira, é meu podólogo”. Brincadeiras à parte, a função tem importância evidente em um esporte jogado essencialmente com os pés e trata de diversos transtornos recorrentes no passado – conforme VEJA noticiou, na Copa de 1986, o meia Paulo Roberto Falcão sofreu com uma unha encravada; vinte anos depois, bolhas atormentaram Ronaldo na preparação para a Copa da Alemanha. Atualmente, cinco clubes da Séria A (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Botafogo e Atlético-MG) contam com um podólogo.

Nas listas disponibilizadas pelos clubes, há cargos semelhantes com diferentes nomenclaturas. Botafogo e Grêmio, por exemplo, listam em seus sites a inusitada função de mordomo, que em outros clubes pode ser chamado de servente, zelador, almoxarife ou auxiliar de rouparia. “O mordomo era mais utilizado quando o time concentrava no Estádio Olímpico. Hoje o funcionário em questão auxilia os trabalhos no CT, a rouparia e outros serviços”, explica o clube gaúcho. Os roupeiros costumam ser os mais longevos. No Corinthians, por exemplo, o recordista é Gildásio Miranda, o popular Seu Miranda, que trabalha há 55 anos no clube e já vestiu craques como Rivellino, Garrincha, Sócrates e Ronaldo. O cargo mais novo é o de gerente de hotel.

A figura do dentista também é mais importante do que pode parecer. Problemas bucais, como infecções e cáries, podem acarretar uma série de outros contratempos, como alterações sanguíneas, diabetes e até lesões musculares. Caso marcante ocorreu no Palmeiras: o meia-atacante Vitinho, que foi emprestado ao Barcelona B e jogou o último Paulistão pelo São Caetano, assustou os médicos por sua magreza excessiva ao chegar ao elenco profissional; foi o dentista quem diagnosticou o problema: Vitinho não conseguia mastigar carnes, pois tinha muitas cáries. Num primeiro momento, a solução da nutricionista foi bater as carnes no liquidificador; depois, com dentes saudáveis, Vitinho passou a se alimentar melhor e ganhou 10 quilos rapidamente.

Outro cargo relativamente recente na história do futebol é a do assessor de imprensa, responsável por mediar o acesso dos jornalistas aos atletas. No passado, eram comuns que jogadores fossem entrevistados com facilidade até mesmo de dentro dos vestiários. Hoje, há um controle muito maior: além do assessor dos clubes, os atletas são blindados, em sua imensa maioria, por assessores pessoais. Também há diversos outros jornalistas trabalhando nos clubes, nas equipes de TV, site e redes sociais. Há ainda casos de profissionais “obrigatórios”, mas que muitas vezes são terceirizados, como motoristas de ônibus, ou contratados pontualmente, como advogados, que por isso não constam nas listas de funcionários dos clubes.

LUXEMBURGO, O VANGUARDISTA

O técnico Vanderlei Luxemburgo, de 66 anos, garante que foi ele o responsável por trazer uma série de profissionais para dentro dos centros de treinamentos. “Falavam muito da ‘patota do Luxemburgo’, mas não existia nada disso. Era uma comissão técnica multidisciplinar e de excelência, porque os clubes não tinham estrutura nem mão-de-obra especializada. Hoje todos os clubes têm comissão completa. Trouxe todas essas ‘novidades’ ao futebol.”, afirmou o treinador, atualmente sem clube, em entrevista a VEJA

Segundo Luxemburgo, que popularizou a figura do psicólogo no futebol e chegou a utilizar um ponto eletrônico para se comunicar com um atleta (ousadia prontamente proibida), as comissões cresceram até demais. “Hoje tem muita tecnologia, computador… Mas o vestiário é sagrado. Todos devem trabalhar no centro de treinamento, como em uma fábrica. Na hora do jogo, é com o atleta e a comissão técnica. Por exemplo, analista de desempenho não precisa estar dentro do vestiário. A análise dele é pré e pós-jogo. Fisiologista não precisa estar no vestiário – o lugar é para técnico, preparador, assistente, jogador e roupeiro.”

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Somados, clubes da Série A possuem mais de 80 cargos nos departamentos de futebol (Arte/VEJA)