– As falas de Guardiola e Luxemburgo

Vanderlei Luxemburgo disse na 3a feira em entrevista polêmica que o Brasileirão “bate pau a pau na Liga dos Campeões”. Você pensa como ele? Eu não.

Pepe Guardiola, entrevistado segundo a ESPN na mesma data, disse que não se vê o melhor técnico do mundo, e lembrou: “Me dê um time que não seja como o City e não ganho”.  Você pensa também como ele? Eu discordo, pois o acho o melhor do mundo (ao lado de Klopp) e imagino que, não sendo o City, poderia fazer, ao menos, um bom trabalho.

Vanderlei Luxemburgo (de novo) disse sobre Jorge Jesus: “se aquele pênalti do Emelec fosse dado, seria tudo ao contrário”, em referência ao sucesso do português do Flamengo. Você, por fim, concorda com ele? Eu sim! Não questionando a competência do treinador estrangeiro, mas lembrando que no começo do trabalho foi cercado e ameaçado por torcedores rubro-negros. Se ele tivesse sido eliminado da Libertadores, poderia não ter tido todo o tempo necessário para mostrar suas ideias que fizeram sucesso.

A humildade do competente Guardiola contrasta muitas vezes com o jeito polêmico (que inegavelmente chega a transmitir uma certa arrogância) do também competente Luxemburgo. Ou não?

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– Por quê os erros da arbitragem de São Paulo 1×1 Novorizontino ocorreram?

O que vimos de lambanças no Morumbi na noite passada (dois pênaltis não marcados, dois gols mal anulados) são frutos de má gestão na difícil tarefa de renovar árbitros.

Dar oportunidades aos novos apitadores não é queimar etapas. Solidificar a ascensão é importante, degrau por degrau, a fim de que o jovem juiz não sinta demasiada pressão e saiba se portar correta e emocionalmente bem. Logicamente, ele tem que ter qualidade para fazer parte deste processo e o gestor de carreiras da arbitragem, perspicácia para enxergar um novo talento. 

Digo isso pois nos últimos 30 anos (sim, GARANTO esse período, pois é a minha “idade de vida na arbitragem” – estudada, trabalhada ou comentada), só tivemos dois casos em que o tempo de maturação nas séries inferiores e intermediárias foi pequeno: Paulo César de Oliveira em 1996 e Wilson Luís Seneme em 1998, ambos pelo olhar clínico do Prof Gustavo Caetano Rogério, que teve a percepção de descobrir esses talentosos árbitros (e que chegaram à FIFA rapidamente). Como ele dizia em sala de aula na Escola de Árbitros Flávio Iazzetti, às vezes você vê uma “mosca branca“.

Não me parece que Ana Paula Oliveira, que foi excelente árbitra assistente (quebrando vários preconceitos e marcas), tenha a mesma habilidade como comandante de árbitros para descobrir moscas-brancas. Aliás, ter qualidade em campo não quer dizer que você é bom na teoria ou gestão, e vice-versa. Há de se ter vocação e experiência.

Na CBF, insisto na lembrança do vídeo gravado na Escola Brasileira de Futebol (EBF, exemplificando a mão de apoio que bate involuntariamente na bola sendo pênalti num Palmeiras x Fluminense, distribuído como lance didático – e que desde então batemos forte em não ser, sendo que a FIFA confirmou recentemente que não é infração, é casualidade). VALE A PENA ASSISTIR, são só 4 minutos e você questionará também. Está em: https://wp.me/p4RTuC-d75.

Em 2019, Ednilson Corona continuou o trabalho que era feito juntamente com José Henrique de Carvalho na Comissão de Árbitros da FPF, lançando jovens talentos (ambos foram demitidos recentemente por Reinaldo Carneiro Bastos). Pude, em pessoa, elogiar alguns árbitros que vi na 4a divisão e que eram muito novos e talentosos: João Vitor Gobi (que corretamente apitou a final da Copa São Paulo 2020), Leandro Carvalho da Silva (que apitou a A1 em 2020), e outros que foram muito mal, como Flávio Mineiro. Todos eles foram avaliados in loco em nossas transmissões pela Rádio Difusora AM 810, nas partidas do Paulista FC em Jundiaí, e registrados no Blog “Pergunte Ao Árbitro”.

Para minha surpresa, sem ter passado pela A2, Flávio Mineiro, de apenas 24 anos, estreou na A1. Mas qual foi o mérito para isso? 

Nada contra o moço, mas quem resolveu pular etapas na carreira dele, errou, porque falta muito preparo e orientação. Primeiro: qualidade técnica. Segundo: comportamento em campo. Terceiro: sensibilidade (com o time reclamando, não deve nunca sorrir, pois mesmo que não queira, dá a impressão de deboche).

Vamos ver como se dará a continuidade da renovação da arbitragem. Nos clássicos, só tivemos FIFA (no jogo entre Palmeiras x São Paulo em Araraquara, 2a rodada apenas, não “valendo muita coisa”, perdeu-se a chance de dar rodagem para algum jovem talento. Pra quê colocar o Raphael Claus naquele momento?).

Sobre esse trabalho de renovação e alguns jogos de Flávio Mineiro na 4a divisão, explico no texto em: https://wp.me/p4RTuC-oD7.

A opinião em vídeo aqui: https://youtu.be/OG-HkPuXf0w

Também no Blog “Pergunte ao Árbitro”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/02/04/por-que-os-erros-da-arbitragem-de-sao-paulo-1×1-novorizontino-ocorreram/

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– A nova Comissão de Árbitros da FPF

Para minha surpresa, Ana Paula de Oliveira assumiu a Comissão de Árbitros da FPF. Será auxiliada por Emerson Augusto de Carvalho (o bandeira paulista da última Copa do Mundo) e da ex-árbitra assistente Tatiane Saciloti.

Dionísio Roberto Domingos, que mantinha um cargo de direção na casa, e o atual presidente Ednilson Corona (que estava fazendo um bom e difícil trabalho de renovação) caíram.

Acho a demissão de Corona um erro (a de Dionísio, pelas queixas dos árbitros, talvez não). Não sei como ficará a situação de Roberto Perassi, que imagino ter condições de assumir o Departamento (é ele quem mais conhece de Regras na Federação Paulista e comanda a Escola de Árbitros).

Penso ser um erro a escolha da Ana Paula (nada contra ela, a respeito demais e a tenho como um dos 3 mais competentes nomes entre os bandeiras com que trabalhei enquanto árbitro). Mas falo de PERFIL DE LIDERANÇA.

Seu trabalho na Escola de Árbitros da CBF não foi legal (me lembro do polêmico vídeo de orientação de falta / pênalti em bola que bate despropositadamente na mão de zagueiro no carrinho).

Insisto: nada contra a pessoa dela ou quanto a questão de gênero (que é irrelevante, o que vale é a competência), mas não a vejo como líder.

Se fosse o presidente Reinaldo Carneiro Bastos, inverteria os nomes: colocaria Emerson Carvalho como presidente (ele tem perfil de líder e goza de RESPEITO pelos árbitros) e a Ana como vice.

Imagino que Ana Paula terá resistência entre seus comandados. Tanto quanto Tatiane Saciloti, pois ambas não gozarão de irrestrita obediência deles (a primeira, por não gozar de simpatia dos mesmos; a segunda, pelo noviciado numa atividade como essa).

Desejo boa sorte!

ATUALIZAÇÃO – Surge uma suposição (de fonte confiável) de que, após a reaproximação do Palmeiras com a FPF (e da patrocinadora do clube Crefisa e do Paulistão FAM), um agrado de Reinaldo Carneiro Bastos teria sido a demissão de Dionísio, pivô da final do time Alviverde contra o Corinthians e acusado pelo Verdão de passar informações baseadas em imagens da TV. A entrada de Ana Paula poderia ser uma oportunidade para fomentar o forte investimento realizado nos torneios femininos da FPF, criando até mesmo uma turma exclusiva de mulheres na Escola de Árbitros, além, claro, de Reinaldo ser um dos dirigentes contemporâneos da Federação Paulista mais ligados ao desenvolvimento da carreira da bandeira em seu auge, promovendo a entrada do elemento feminino em jogos masculinos, juntamente com Del Nero (repare: tudo está escrito no condicional, sem afirmação ou acusação). Pessoalmente, creio que a aposta na mesma competência da moça enquanto árbitra assistente como dirigente foi o fator decisivo, embora eu pense ser um equívoco.

– Coaching para ajudar a escolher a carreira adequada em busca da felicidade profissional!

Um dos grandes desafios aos jovens é “escolher a profissão”. Muitas vezes os testes vocacionais não são suficientes, e para escolher a felicidade profissional, busca-se o auxílio de um coach.

Compartilho interessante matéria, extraído do Jornal de Jundiaí (Modulinho Empregos, página 1, ed 1024, 27 de agosto de 2017, por Simone de Oliveira).

COACH DE CARREIRA COMO OPÇÃO PARA QUEM DESEJA OTIMIZAR A PROCURA DO EMPREGO

Sabemos que a escolha da profissão é um dos momentos mais importantes na vida de um jovem, já que determina os caminhos que serão seguidos por longos anos.

Trata-se de uma decisão extremamente difícil para ser tomada aos 18 anos por alguém que, quase nunca, tem a maturidade necessária para identificar quais são os seus principais talentos e vocações. O resultado deste cenário: muitos optam pela área errada e, futuramente, ficam insatisfeitos no trabalho.

O que nem todos sabem, porém, é que os equívocos na hora de determinar os próximos passos da carreira não ocorrem apenas entre os jovens. Muitos adultos, com vasta experiência no mercado, também erram bastante ao tentar mudar de área ou mesmo ao tentar crescer na profissão. De acordo com a ABRH (Associação Brasileira de RH), quase metade dos brasileiros está infeliz com o que faz da vida – e esses dados não estão apenas relacionados à profissão escolhida, mas também à falta de reconhecimento, ao excesso de tarefas e aos problemas de relacionamento.

No passado, as pessoas costumavam delegar as decisões de suas carreiras para as organizações, que traçavam quais seriam os próximos passos a seguir. Hoje, as companhias oferecem as oportunidades, mas a responsabilidade pelo próprio sucesso está cada vez mais nas mãos dos profissionais. No entanto, entender o seu perfil e identificar os melhores caminhos e estratégias é uma tarefa difícil, que necessita de um plano estruturado e muito bem planejado. Isso pode exigir a ajuda de um profissional especializado, seja para fazer uma transição de carreira, mudar de profissão, desenvolver as competências necessárias ou fazer planos para o futuro.

Neste cenário, o primeiro passo a ser tomado é investir no autoconhecimento. Por se tratar um processo muito complexo, muitas pessoas optam por contratar um profissional de coaching, que pode ajudá-las a refletir, a planejar ações de melhoria e a conhecer os próprios desejos e capacidades, o que é fundamental para identificar onde devem se inserir no mercado. Saber exatamente o que mais gera incômodo no trabalho atual e o motivo de isso ocorrer, certamente, trará mais clareza sobre os passos seguintes.

Antes de tomar decisões, é preciso se questionar: o que é mais importante para mim, ter um bom salário ou trabalhar em um ambiente agradável e sem pressão? Ter uma rotina fixa ou contar com maior liberdade de horário? A felicidade profissional tem muito a ver com o que sabemos de nós mesmos, quais são os nossos principais valores pessoais e como gostaríamos de estar inseridos no mundo.

Neste processo de autoconhecimento e descoberta, com cerca de dez encontros semanais e foco em um objetivo especifico, o profissional de coaching ajuda as pessoas a se entenderem melhor e a descobrirem aonde querem chegar. Ele não trará respostas, mas ajudará o profissional a encontrá-las dentro dele. É preciso, porém, estar disposto a se abrir de uma forma bastante profunda, ter uma atitude ativa e planejar objetivos, já que o processo só funciona quando há muito comprometimento e um plano de ação com metas específicas.

Qualquer pessoa pode procurar a ajuda de um coach, desde que tenha consciência de que a felicidade não depende de mais ninguém além dela mesma.

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– Quem tem estrela para o sucesso…

O cara que é bom, não fica desacompanhado do sucesso. Não gosto do termo “sorte”, mas entendo que isso é a combinação da oportunidade com a competência.

Dito isso, veja Rogério Ceni que estreou com vitória ao assumir o comando técnico do Cruzeiro (ganhando do líder do Brasileirão, o Santos FC) e tirando seu novo time da Zona do Rebaixamento. Ou o Daniel Alves, agora jogador do São Paulo que na sua 1a partida venceu o jogo com o gol marcado por ele próprio!

Ambos jogos foram marcados por problemas de arbitragem: o Cruzeiro venceu com um  atleta a mais (o Santos teve um jogador expulso equivocadamente) e o São Paulo se beneficiou pela não marcação de um pênalti ao Ceará (de Thiago Volpi em Felipe Cardoso).

Mas quem disse que vitoriosos não tem sorte (que nos referimos logo no início da conversa)?

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– Os profissionais de um departamento de futebol: 66 pessoas, mas não tem Professor de Regra?

Os clubes de futebol estão cada vez mais repletos de profissionais de diversas áreas em seus departamentos. Analista de Desempenho, Podólogo, Mordomo, Dentista e outras práticas se fazem presentes no dia-a-dia.

O Corinthians, por exemplo, conta com 66 profissionais em sua equipe de futebol (o Palmeiras 58; a média é de 35 entre os times do Brasileirão).

Graças à multidisciplinaridade, casos como o baixo rendimento do jovem Vitinho, do Palmeiras (com passagens pelo Barcelona B e São Caetano), pode ser resolvido: jogando muito mal, percebeu-se que seu problema era a magreza por conta de cáries, que, pasmem, o impediam de que ele comesse carnes. A nutricionista preparou proteínas em liquidificador até que o dentista o ajudasse a resolver o caso de saúde bucal. Tudo descoberto graças às novas formatações exigidas num departamento profissional de futebol.

Abaixo, uma interessante matéria contando sobre esses diversos profissionais (em alguns casos, até “pai-de-santo” integra a relação). Mas me chama a atenção algo de minha seara: não há professor / instrutor / treinador para ensinar as Regras do Futebol aos jogadores. E aí vale a máxima que sempre brinco: jogador de futebol é a única profissão em que quem executa a atividade pouco se interessa pelas regras do seu próprio ofício!

Compartilho, extraído de: https://veja.abril.com.br/placar/muito-alem-dos-11-o-time-que-nao-entra-em-campo/

MUITO ALÉM DOS 11: O TIME QUE NÃO ENTRA EM CAMPO

A complexa estrutura dos clubes de futebol é composta por dezenas de profissionais – dos velhos roupeiros e massagistas aos modernos analistas de desempenho

Por Luiz Felipe Castro, Danilo Monteiro, Lucas Mello

Quando a bola balança as redes, os holofotes geralmente se voltam ao autor do gol e, eventualmente, são divididos com quem deu o passe ou com o treinador do time. Há no entanto, a cada ação dos atletas no gramado, a influência direta ou indireta do trabalho de dezenas de profissionais praticamente “invisíveis”. Atualmente, os departamentos de futebol dos clube da Série A têm, em média, 35 funcionários. Os campeões das últimas edições do Brasileirão são também aqueles com maior equipe de profissionais listados em seus sites oficias: Corinthians (66) e Palmeiras (58) – veja tabela abaixo.

Já há bastante tempo, funções mais emblemáticas como as de cozinheiro ou roupeiro habitam o imaginário do torcedor – a figura portentosa de Mário Américo, massagista da seleção em todas as Copas entre 1950 e 1974, por exemplo, marcou época. O time foi crescendo a cada década e o Brasil, inclusive, foi pioneiro em uma das posições de “especialista”, quando, no início da década de 70, Valdir Joaquim de Morais trocou as luvas pela posição de treinador de goleiros, tão valorizada até hoje. Em alguns casos, treinadores folclóricos ou supersticiosos ignoraram a tese do jornalista e treinador João Saldanha de que “se macumba ganhasse jogo, Campeonato Baiano terminaria empatado” e apelaram até para pais de santo, que, se não constavam na folha salarial do clube, eram constantemente convidados a prestar seus serviços.

O posto da moda é o do analista de desempenho, que, grosso modo, é quem passa dicas valiosas à comissão técnica e aos atletas depois de esmiuçar informações do próprio time e dos adversários por meio de vídeos e dados coletados, algo inimaginável nos tempos dourados do futebol nacional. “Antes das finais do Mundial de Clubes, não tínhamos ideia de como jogavam Milan e Benfica. Tinha ouvido falar de um jogador ou outro, como o Eusébio, mas o Santos não mandava ninguém para olhar adversário, a gente ia de peito aberto e confiando no nosso taco. Hoje é tudo mais organizado; e mais fácil também”, conta Pepe, o “canhão da Vila”, aos 84 anos. “No Santos, tínhamos praticamente só massagista e cozinheira, a dona Maria, muito estimada por todos”, completa.

São os analistas de desempenho ou de biomecânica, com o auxílio de máquinas de última geração, que corrigem pequenos detalhes, como, por exemplo, o fato de um jogador ter mais dificuldade para girar o corpo para um lado ou pequenos desequilíbrios musculares. “A ideia é unir três linhas de trabalho: prevenção, reabilitação e rendimento”, explicou o fisiologista Antônio Fedato, do Corinthians, em entrevista sobre as exigências físicas do futebol moderno. O Grêmio, que tem um analista de desempenho contratado desde 2005, diz ter sido o pioneiro do ramo no Brasil.

PODÓLOGO E ATÉ MORDOMO

Recentemente, o cargo de podólogo ganhou as manchetes graças ao Botafogo, que em suas redes sociais celebrou a convocação de Bruno Gallart para a seleção brasileira sub-17; e também ao bom humor de alvinegros e rivais. Espalhou-se pelas redes sociais uma paródia de uma das músicas de torcida botafoguense – os versos de “E ninguém cala esse nosso amor….” se transformaram em “E ninguém trata, como meu doutor, cuida de joanete, acaba com a frieira, é meu podólogo”. Brincadeiras à parte, a função tem importância evidente em um esporte jogado essencialmente com os pés e trata de diversos transtornos recorrentes no passado – conforme VEJA noticiou, na Copa de 1986, o meia Paulo Roberto Falcão sofreu com uma unha encravada; vinte anos depois, bolhas atormentaram Ronaldo na preparação para a Copa da Alemanha. Atualmente, cinco clubes da Séria A (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Botafogo e Atlético-MG) contam com um podólogo.

Nas listas disponibilizadas pelos clubes, há cargos semelhantes com diferentes nomenclaturas. Botafogo e Grêmio, por exemplo, listam em seus sites a inusitada função de mordomo, que em outros clubes pode ser chamado de servente, zelador, almoxarife ou auxiliar de rouparia. “O mordomo era mais utilizado quando o time concentrava no Estádio Olímpico. Hoje o funcionário em questão auxilia os trabalhos no CT, a rouparia e outros serviços”, explica o clube gaúcho. Os roupeiros costumam ser os mais longevos. No Corinthians, por exemplo, o recordista é Gildásio Miranda, o popular Seu Miranda, que trabalha há 55 anos no clube e já vestiu craques como Rivellino, Garrincha, Sócrates e Ronaldo. O cargo mais novo é o de gerente de hotel.

A figura do dentista também é mais importante do que pode parecer. Problemas bucais, como infecções e cáries, podem acarretar uma série de outros contratempos, como alterações sanguíneas, diabetes e até lesões musculares. Caso marcante ocorreu no Palmeiras: o meia-atacante Vitinho, que foi emprestado ao Barcelona B e jogou o último Paulistão pelo São Caetano, assustou os médicos por sua magreza excessiva ao chegar ao elenco profissional; foi o dentista quem diagnosticou o problema: Vitinho não conseguia mastigar carnes, pois tinha muitas cáries. Num primeiro momento, a solução da nutricionista foi bater as carnes no liquidificador; depois, com dentes saudáveis, Vitinho passou a se alimentar melhor e ganhou 10 quilos rapidamente.

Outro cargo relativamente recente na história do futebol é a do assessor de imprensa, responsável por mediar o acesso dos jornalistas aos atletas. No passado, eram comuns que jogadores fossem entrevistados com facilidade até mesmo de dentro dos vestiários. Hoje, há um controle muito maior: além do assessor dos clubes, os atletas são blindados, em sua imensa maioria, por assessores pessoais. Também há diversos outros jornalistas trabalhando nos clubes, nas equipes de TV, site e redes sociais. Há ainda casos de profissionais “obrigatórios”, mas que muitas vezes são terceirizados, como motoristas de ônibus, ou contratados pontualmente, como advogados, que por isso não constam nas listas de funcionários dos clubes.

LUXEMBURGO, O VANGUARDISTA

O técnico Vanderlei Luxemburgo, de 66 anos, garante que foi ele o responsável por trazer uma série de profissionais para dentro dos centros de treinamentos. “Falavam muito da ‘patota do Luxemburgo’, mas não existia nada disso. Era uma comissão técnica multidisciplinar e de excelência, porque os clubes não tinham estrutura nem mão-de-obra especializada. Hoje todos os clubes têm comissão completa. Trouxe todas essas ‘novidades’ ao futebol.”, afirmou o treinador, atualmente sem clube, em entrevista a VEJA

Segundo Luxemburgo, que popularizou a figura do psicólogo no futebol e chegou a utilizar um ponto eletrônico para se comunicar com um atleta (ousadia prontamente proibida), as comissões cresceram até demais. “Hoje tem muita tecnologia, computador… Mas o vestiário é sagrado. Todos devem trabalhar no centro de treinamento, como em uma fábrica. Na hora do jogo, é com o atleta e a comissão técnica. Por exemplo, analista de desempenho não precisa estar dentro do vestiário. A análise dele é pré e pós-jogo. Fisiologista não precisa estar no vestiário – o lugar é para técnico, preparador, assistente, jogador e roupeiro.”

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Somados, clubes da Série A possuem mais de 80 cargos nos departamentos de futebol (Arte/VEJA)

– Qualidade dos gramados dos estádios de futebol da Copa América: Incompetência ou Má Fé?

Na virada dos anos 90/00, me recordo que o então presidente da FPF, Eduardo José Farah, lançou uma iniciativa chamada “gramados perfeitos”, que visava melhorar o campo de jogo dos clubes paulistas, tendo o custo bancado pela própria federação.

Não existia o termo “Fake News” naquele tempo, mas sim “boataria”. E ela criava histórias de que a empresa contratada era de sociedade oculta do próprio Farah, sendo interessante que os estádios tivessem a grama ruim justamente para a cartolagem ter a necessidade de arrumar e ganhar dinheiro escuso.

Nada foi provado e tudo ficou no ar. Mas hoje acontece algo curioso: os milionários (e bilionários) estádios da Copa do Mundo de 2014, 5 anos depois, estão com os gramados num caos! Como pode ter acontecido isso justamente por terem sido programado para eventos tão importantes e usados, em tese, materiais caros e de qualidade?

É inconcebível pela lógica que somente se preocuparam com a beleza na arquitetura dos estádios e se esqueceram justamente do palco principal: o gramado!

Você é obrigado a pensar duas coisas: foi uma “tremenda bola fora” da engenharia brasileira (que é reconhecidamente de alta competência) ou o gramado foi propositalmente “colocado para escanteio” justamente para que se tenha a necessidade de contratar empresas de manutenção emergencial e a obrigatoriedade de gastar.

Incompetência ou má fé? Aqui, é uma coisa ou outra, não existem outras opções de resposta, aparentemente.

O futuro da grama, no futebol, tende a ser o piso artificial (pela manutenção e pelas novas tecnologias que corrigem os problemas dos antigos gramados artificiais).

– Discutindo Edson Fio, o treinador sem marketing que vem sendo um fator diferente na escondida 4a divisão.

Eu gosto muito quando algo muito improvável se torna sucesso no futebol. Aliás, costumo brincar que, no tão popular esporte bretão, uma das poucas lógicas do futebol é que ele é ilógico.

Na história, vimos um jogador muito comum, que praticou a condenável tática do “gato”,  tornar-se o maior treinador estrategista do Brasil nos anos 90: Luxemburgo. Tivemos um “central botinudo”, que quando começou como treinador tinha um estilo de futebol totalmente “anti-brasileiro” de jogar feio e matar com faltas as jogadas adversárias, que foi campeão do mundo com o inimaginável 3-5-2: Scolari. Presenciamos a Grécia ser campeã da Europa e o Brasil apanhar de 7×1 em plena Copa do Mundo local. Coisas que somente o futebol permite.

Agora, guardadas todas as proporções de competência mas trazendo à tona todas as verossimilhanças do inusitado, temos a boa revelação do desconhecido atual treinador do Paulista FC: Edson Ferreira da Silva, conhecido no mundo da bola como “Edson Fio”.

Vamos lá:

1- Quantos treinadores negros você tem fazendo sucesso no futebol brasileiro (de tantos criolos maravilhosos que tão bem representaram a arte em campo)? Lula Pereira, Serginho Chulapa e Cristóvão Borges me são lembrados, mas… nenhum efetivamente se destacou com títulos. Não abordando o racismo propriamente dito, mas, estatisticamente, ser técnico negro “ganha menos campeonato no Brasil”. Fio é negro e o atual líder do Paulistão da Segundona (a 4a divisão).

2- Na onda de treinadores bem vestidos à beira do campo e com postura elegante (esqueça Sampaoli, ele é louco como Bielsa), temos “professores” que se portam como num casamento à beira do gramado com suas camisas bonitas de marca chique (nada contra isso). Mas Fio fica na área técnica de camiseta e bermuda esportiva, sem vergonha da barriga saliente, e é compreendido pelos seus comandados.

3- Enquanto os treinadores, na sua maioria, preocupam-se em primeiro não perder para depois ganhar (vide Carille, Felipão e tantos outros), sem se importar com a beleza do jogo, buscando o pragmatismo defendido por Carlos Alberto Parreira na década de 90, Fio é proativo, coloca o time no ataque sem ser Guardiola ou Fernando Diniz, sem ter a mesma qualidade técnica dos atletas que esses grandes treinadores tem (afinal, estamos falando da 4a divisão que é limitada a jogadores Sub 23). O “jogo jogado” do Galo da Japi é agradável para assistir, não retranqueiro nem faltoso (era o time mais Fair Play da competição até determinada rodada), e que vem obtendo sucesso: 5 Vitórias, 2 Empates e 0 Derrotas, com a melhor campanha entre os 41 clubes e o segundo melhor saldo de gols.

Impossível não fazer a observação: tentar jogar bonito, mesmo sem ter jogadores renomados, é possível independente da divisão. Ao menos, vale o ingresso pago. E o resultado pode ser esse como visto.

Voltando ao Fio: tudo isso que foi escrito serve para fazer uma justa consideração para o então desconhecido treinador. Quando veio do Rio Branco de Americana para o Paulista de Jundiaí através da Kah Sports / Fut Talentos (o grupo que terceirizou o futebol tanto profissional quanto amador do Galo), ambos estavam sob desconfiança! Aqui, sem o entendimento pejorativo, pois os resultados do Tigre com o Fio eram péssimos e o medo de “quem é a Kah Sports?” era natural, já que o clube jundiaiense estava arrebentado financeira e emocionalmente, após ruins campanhas e parcerias que foram golpes (lembram do grupo monegasco do português Paulo Fernandes?).

Hoje, não só a parceira tem trabalhado bem, como Fio pode mostrar seus conhecimentos. Erra em uma ou outra substituição (como todo treinador erra), mas é fiel a seu conceito de futebol com intensidade (veja como se porta o time sufocando o adversário nos minutos iniciais). Possui a flexibilidade de mudar o estilo de jogo conforme o desenrolar dos 90 minutos decorre e/ou a leitura da partida mostra.

Sabe o que trouxe um pouco de antipatia na chegada do Edson Fio (e que hoje se dissipou?) A história real de que queria ser chamado de Fyu, com uma certa pompa que nunca me pareceu dele. Pura bobagem. Passou.

Assim, lembremo-nos: aquele Edson Fio que chegou tão contestado pelo histórico de jogos (o site Esporte Jundiaí fez um ótimo trabalho de apuração sobre os resultados e a história dele, retratados com uma análise de quem conhecia o repertório de ideias na sua passagem no co-irmão do Interior, em: https://bit.ly/2whS5Vj, e que hoje, com bom material humano e mais experiência, conseguiu mudar as estatísticas), passou a ter a confiança do torcedor.

Enfim: conversei apenas, e bem informalmente, uma vez com Fio e na porta do estádio. Me pareceu autêntico, boleirão, simples. E isso é… ótimo! O anti-marketing (ou melhor: desprovido de marketing) que faz sucesso.

Apenas para reforçar tudo isso, vale pensar: qual treinador negro, que joga para frente, que não se preocupa em auto-promoção, que se veste tão simples / sem vaidade, lidera um certame qualquer?

IMPORTANTE: não pense, após tudo isso, que ele não seja um estudioso do futebol (simplicidade não é sinônimo de burrice). Ou as mudanças e a vontade do “jogo-moderno” não mostram que esteja atualizado com os conceitos tão discutidos nas mesas-redondas?

Neste momento, acho justo tal reconhecimento a ele.

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Foto: Esporte Jundiaí

– Meu inventário comportamental pela metodologia DISC

Realizei uma entrevista para a criação do meu inventário comportamental, através da empresa DomIneSCo – Soluções em Gestão de Pessoas. E achei espetacular!

Tal trabalho visa analisar o comportamento pessoal e profissionalse bom ou ruim – através da metodologia DISC (Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade), em relacionamentos na estabilidade e na instabilidade de situações diversas. Você explora suas potencialidades e fraquezas voltadas para a proatividade, autonomia, extroversão, animação, segurança, perseverança, acolhimento, vigilância e tantas outras. 

Por não ter nada comprometedor, publico sem ressalvas (abaixo). É algo muito bacana para as empresas que querem avaliar o comportamento de seus colaboradores sem medo de errar na busca de talentos!

A propósito, essa metodologia para a formação do inventário comportamental DISC foi criada pelo psicólogo Dr Willian Moulton Marston, inventor do polígrafo / detector de mentiras e da personagem do universo das HQs… Mulher Maravilha!

Taí o motivo da heroína ter o laço da verdade! Ou não, amigos nerds?

O meu perfil aqui: DISCRafael

octogonoDomIneSCo

– Qual erro é mais grave e/ou traz mais consequências? Sobre Palmeiras 1×2 Figueirense:

Aos 24 minutos do 2o tempo, o jogador do Palmeiras Marcus Meloni agrediu com uma cabeçada o adversário João Diogo, do Figueirense. O árbitro Jefferson Dutra Giroto não viu e não o expulsou.

Aos 47 minutos do 2o tempo, Léo Passos fez um gol legal (que determinaria o empate da partida), mas estando mal posicionado, o bandeira 2 Thiago Alborgueti assinalou impedimento.

Aqui temos um exercício de futurologia e achismo, mas vale a reflexão:

  • Se o árbitro tivesse aplicado o Cartão Vermelho para o palmeirense, o time de Santa Catarina jogaria com um atleta a mais por mais de 20 minutos (considerando os acréscimos). Mesmo assim, o placar estaria 2×0 a favor do Figueirense, aos 47 minutos (quando saiu o gol mal anulado) ou estaria 3×0, 4×0… (já que o Palmeiras teria um atleta a menos nesse torneio tão cansativo e com o gramado tão pesado)?

Claro que um prejuízo no final do jogo é mais difícil de se recuperar do que no começo da peleja (pois o tempo da partida é diminuto). Porém, a gravidade do erro de um é maior ou menor do que outro?

Enfim: as duas equipes foram prejudicadas por conta de uma ruim arbitragem. Mas pondere: a Copa São Paulo é para revelar árbitros e dar experiência a eles. Se alguns muito “crus” estão sendo escalados antes da hora, é outra história. O que não pode é diferença de grau de qualificação da arbitragem em mesmas situações.

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– A salvação da arbitragem paraibana, 3 anos atrás, era a perdição da paulista! Mas há bons nomes de cartolas do apito?

As voltas que o mundo do futebol dá: há 3 anos, o diretor do Sindicato dos Árbitros e membro da Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol (mesmo existindo conflito de interesses dos cargos ocupados concomitantemente), “Arthurzinho”, era destaque na Folha de São Paulo por diversas acusações, com a manchete de que era denunciado por “assédio sexual, falsificações e desperdício”.

Vide a matéria do jornal em: – A Podridão de Bebedeiras e Assédio do líder sindical dos Árbitros denunciada pela Folha de São Paulo

Pois bem: após o escândalo que envolveu membros do futebol da Paraíba em 2018 (árbitros, dirigentes de clubes, cartolas da entidade e demais criminosos), a solução para a reconstrução moral da arbitragem da Federação Paraibana de Futebol foi a contratação de Arthur Alves Jr, o mesmo “Arthurzinho”.

Por mais que possamos esquecer todo o histórico polêmico, crendo em sua honestidade, fica a questão: seria ele o nome mais indicado?

Quem o escolheu?

É complicado. Se a safra de árbitros é ruim em nosso país, a de dirigentes da arbitragem é péssima. Um alento era o surgimento de José Henrique de Carvalho em São Paulo, mas que ao começar o difícil trabalho de renovação, foi demitido nos últimos dias de dezembro e quem está escalando na Federação Paulista é Dionísio Roberto Domingos (aquele do rolo interminável da final do Paulistão entre Palmeiras x Corinthians). Será que novamente a expressão “República do Vale do Paraíba”, tão citada nos anos 2000 e de sentido nefasto com o escândalo de Edilson Pereira de Carvalho, estará em voga novamente?

Aqui a curiosidade: o árbitro dessa final citada no parágrafo acima (gente boa, honesto e íntegro – mas que deu azar nesse jogo) Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, foi convidado pelo Arthur para ser o nome de destaque no quadro da Federação da Paraíba.

Como se vê, no Nordeste ou no Sudeste, a Paraíba (de respeitoso estado da nação à termo pejorativo polêmico como “República do Vale”) está em alta.

Uma boa sugestão: que tal algum nome que não nutra simpatia pelo atual grupo político do Sindicato dos Árbitros para dar uma oxigenada na entidade? Mas tem que ser gente de bem, do tipo que apita jogo do Corinthians, expulsa 2 zagueiros do Timão e não tem medo de ir para geladeira por excesso (mesmo estando correto, ele foi; ops, vai; ops: cala-te boca). Quem é do meio do apito, sabe que existem pessoas desse naipe e que “tamanho” não é documento. Aliás, penso em dois nomes que poderiam ser um só. Nesse, eu confio!

(Em tempo: aqui repleto de ironia e dicas subliminares).

A bom entendedor, meia palavra basta. Vamos ressuscitar a arbitragem brasileira morta por militares (da Polícia, da Aeronáutica, da Marinha, seja de onde for – e olha que eu respeito demais essas instituições), e que estiveram e estão no comando da arbitragem. É simplesmente questão de COMPETÊNCIA.

Tá difícil achar cartola como o ex-árbitro Pierluigi Colina, hoje dirigente da UEFA (foto abaixo):

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– Klopp e Guardiola: gênios!

No meu ranking “particular”, Pep Guardiola é o melhor treinador do mundo em atividade (pelos títulos e feitos acumulados). Mas neste momento, Jurgen Klopp está se saindo melhor do que ele. Não que Guardiola tenha perdido a mão, pois são dois Titãs em campo. Mas o que está jogando bola o Liverpool… o próprio Pep disse que o adversário é o melhor time do mundo na atualidade”.

Então ficamos assim: Guardiola é melhor do que Klopp no todo da história; Klopp está melhor do que Guardiola no atual estágio. O alemão terá superado o catalão quando ambos tiverem encerrado a carreira e fazerem um balanço de ambos?

Outra coisa: qual o segredo para o Roberto Firmino jogar tanta bola na Inglaterra e talvez não aparecer no mesmo ritmo na Seleção Brasileira?

Obs: Enquanto isso, Mourinho fica assistindo os dois treinadores vencerem enquanto está desempregado. O que aconteceu com o também genial (mas polêmico) Special One? Mas lembremo-nos: ele assiste os adversários sentado nos seus sacos de euros e dólares…

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– Frieza, Competência e Profissionalismo: o piloto do voo da Latam que pousou emergencialmente em Confins!

Há certas situações em que um treinamento importante, mas que você pensa não precisar nunca do uso dele, se faz necessário para salvar vidas!

Viram que um avião fez um pouso de emergência em MG nessa semana (Latam SP – Londres)?

Foi divulgada a conversa entre piloto e torre de comando. O cara é um HERÓI!

Leiam e se impressionem: ele preparou toda a situação para o socorro imediato, caso ocorresse uma tragédia, se preocupou em não apavorar os passageiros e mostrar o controle da situação, além de provar sua habilidade como piloto sem o funcionamento dos esquipamentos elétricos do Boeing 777!

Aqui: https://g1.globo.com/google/amp/mg/minas-gerais/noticia/2018/12/21/em-conversa-com-torre-de-controle-piloto-do-aviao-que-fez-pouso-de-emergencia-em-confins-fala-de-problemas-eletricos.ghtml

A CONVERSA DO PILOTO COM A TORRE

Avião da Latam ia de Guarulhos a Londres, mas foi obrigado a aterrissar no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte na madrugada desta quinta-feira.

O piloto do Boeing 777 da Latam, que fez um pouso de emergência no Aeroporto internacional de Belo Horizonte, em Confins, na região metropolitana, disse, em conversa com a torre de controle, que o avião estava com problemas elétricos e não estava conseguindo jogar fora o combustível para reduzir o peso.

“Nós estamos muito pesados, o sistema de alijamento não está funcionando, tá bem? Estamos praticamente sem nenhum sistema elétrico funcionando, correto. Então estamos com esse problema um pouco sério, ok? Então por gentileza, deixa preparado o bombeiro. Estamos efetuando o procedimento aqui. Tentando aliviar o máximo possível o peso da aeronave, mas está difícil. Estamos prosseguindo o procedimento de pousar, ok? Por gentileza se o senhor puder interditar a pista”, disse o piloto em conversa publicada pelo jornal Folha de São Paulo e confirmada pela TV Globo.

A torre de controle respondeu, “aguardando apenas o pouso da sua aeronave e já foi solicitado também o apoio dos bombeiros no solo”.

O piloto ainda disse, “estão conseguindo combater o fogo? Porque ficaria mais seguro descer com a escada em vez de evacuar”. A torre respondeu, “a gente vai coordenar com eles. Eu já retorno”.

Em seguida, o piloto respondeu. “tá joia. Porque pelo que eu tô vendo agora, tá meio bagunçado lá embaixo e com a escada a gente consegue organizar o fluxo”.

O aeroporto operou com restrições por 21 horas até a liberação total da aeronave. O Boeing da Latam ficou parado perto da área de decolagem, depois de fazer um pouso forçado.

Os passageiros ficaram sabendo do problema ao ouvir a conversa do comandante com a tripulação. “Na hora que vazou o áudio, a gente deu pra perceber, inclusive, que a situação estava feia, porque na hora que ele mencionou pane elétrica, não tinha nada de suporte elétrico para ele poder fazer qualquer manobra. Eu falei, ‘lascou. O quê que a gente faz agora?!’”, disse a bióloga Larissa Veiga.

O Boeing saiu de Guarulhos, às 00h30 de quarta-feira (19) com destino a Londres. O pouso forçado foi à 01h43.

A passageira Leocádia Valverde, que viajava com o marido, gravou um vídeo depois da aterrissagem. “Estamos aqui em Confins, Minas Gerais. Pouso de emergência. Deu pane elétrica aqui. E eles já jogaram um monte de espuma em nós aqui para não pegar fogo o avião”, disse ela.

O avião tem dois trens de pouso principais com doze pneus. Segundo a companhia aérea, todos esvaziaram no pouso. Oito foram danificados. Quase 40 homens trabalharam na troca dos pneus que foi erguido por quatro macacos hidráulicos. Seis toneladas de equipamentos foram trazidos de São Paulo por um avião cargueiro da Força Aérea Brasileira. Os passageiros seguiram pra Londres.

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– Zidane fora do Real Madrid. Tite poderia aparecer?

Saiu por cima: o cracaço Zinedine Zidane deixou o cargo de treinador do Real Madrid. E faz o certo!

Dificilmente um jogador, sendo ídolo acima da média, se torna um treinador no mesmo grau de idolatria dos torcedores. E, após ganhar os torneios mais importantes que disputou, Zizou “pediu a conta” e sai também com muita moral.

Oportunidade para Tite assumir os Merengues depois da Copa?

Talvez…

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– Maradona, Messi ou Di Stéfano? Talento não se quantifica.

Disse “Dios” Don Diego Armando Maradona, em vídeo gravado para o site de apostas BWIN, em matéria sobre a opinião de ex-jogadores famosos sobre a Copa do Mundo:

“Todas as coisas que Messi faz, eu tinha feito antes”.

Não disse que é e nem que foi textualmente o melhor do mundo. Mas mostrou uma tremenda vaidade…

Eu vi Maradona jogar e agora vejo Messi. Pela minha idade, logicamente não vi Di Stéfano, o primeiro grande craque argentino. Para mim, Maradona foi ainda mais brilhante do que Messi (vide o que ele fez com o Napoli), além do “romantismo” da sua história.

Agora, falamos de gênios! É duro quantificar talento.

E pra você, quem foi melhor?

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