– Vasco ainda paga Romário???

Eu levei um susto: Eurico Miranda, na tarde desta terça-feira, falou sobre a situação financeira do Time da Colina, prometeu uma surpresa bombástica para a torcida vascaína (qual será ela) e até gozou os jornalistas com piadas.

Mas o que me surpreendeu foi: o Vascão AINDA pagava salários a Romário e Mauro Galvão.

Aí é sacanagem. Há quanto tempo esses atletas pararam de jogar e o que as gestões (de Roberto Dinamite e do próprio Eurico Miranda) andaram fazendo com o dinheiro do time?

Se fosse uma empresa, o Vasco estaria falido. E Eurico e Dinamite, como administradores, demitidos e rotulados como gestores fracos. Mas há quem os idolatre…

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– Competência e Honestidade não têm sexo nem idade!

Ouvi o vereador paulistano Police Neto, logo após a polêmica do absurdo aumento dos salários em prol a eles mesmo (aprovado na surdina do final de ano), alegar que a próxima legislação será muito melhor (em especial no combate à corrupção) pois haverá “mais jovens e mulheres na Câmara”.

Você concorda com ele?

Eu não. Sexo e idade não são parâmetros para avaliar desempenho, competência e honestidade. Tivemos dois presidentes que sofreram impeachment: um jovem (Collor era assim chamado) e uma mulher (Dilma).

Ter caráter e lutar pelo povo independe de rótulos. São as atitudes desses legisladores que nos dirão algo!

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– Salvem a Lusa! Mas ela se salvará?

Retomam-se as especulações de que o Audax do “mecenas” Mário Teixeira poderia salvar a Portuguesa de Desportos, cuja negociação envolveria o arrendamento do time e o estádio.

Cá entre nós: com tantos problemas, a Lusinha está em condições de exigir algo?

Uma pena que seja assim. A simpática Portuguesa usará da sua tradição para o convencimento da competência financeira dos interessados. No mais, nada poderá fazer.

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– Administradores de Dupla Responsabilidade

A onda na Administração de Empresas agora é essa: executivos com Dupla Responsabilidade no Gerenciamento.

Ser hábil em uma área e “dar conta de outra” é cada vez mais necessário…

Sobre os “Executivos Dois-em-Um”, abaixo,

extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/05/1455826-companhias-agora-buscam-por-executivos-dois-em-um.shtml

COMPANHIAS AGORA BUSCAM POR EXECUTIVOS ‘DOIS-EM-UM’

Empresas reduzem salários e benefícios para pessoal do alto escalão, além de preferir profissionais que liderem mais de uma área.

por Joana Cunha

O desaquecimento do mercado de trabalho e o fraco desempenho da economia brasileira se refletem agora no alto escalão das empresas, que estão reduzindo remunerações e benefícios de executivos e preferindo profissionais que abracem mais de uma área.

É o “dois em um” na busca por “sinergias” e “habilidades para cada momento econômico”, segundo Carla Rebelo, diretora da empresa de recrutamento Hays.

No nível diretivo, dos salários que superam R$ 30 mil, já se verifica queda de até 10% no volume de contratações no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2013, segundo a empresa de recrutamento PageGroup.

“A expressão é reestruturar e deixar a operação mais enxuta para reduzir custo e aumentar a produtividade, ganhar rentabilidade. É um retrato do momento econômico”, afirma Sócrates Melo, diretor de operações da recrutadora Robert Half.

“Estão substituindo profissionais que não estavam ajustados por outros de perfil mais completo. Em algumas áreas de suporte, substituem dois por um”, diz Carla.

A unificação de áreas é mais difícil de ser implementada em companhias de grande porte devido à complexidade dos processos. Mas as pequenas e médias já começaram a subordinar departamentos de recursos humanos e tecnologia a um diretor administrativo-financeiro.

Telma de Mônaco, do laboratório SalomãoZoppi, foi contratada há pouco mais de um ano para tocar apenas o departamento de marketing, mas acabou assumindo neste ano a área de produtos. “A empresa certamente fará mais movimentos como este nos próximos meses.”

Na incorporadora Maxhaus, Luana Rizzi responde pelas áreas de marketing, relacionamento com clientes e recursos humanos.

“Esse movimento de acúmulo de responsabilidades busca perfis mais empreendedores do que técnicos. É uma visão sistêmica e a questão econômica acaba forçando mais esse modelo.”

O pacote de remuneração fixa e variável dos diretores contratados caiu em média 35% desde o período de maior aquecimento dos salários inflacionados, segundo a Michael Page. A maior parte da queda está nos bônus.

“Notamos que uma parcela importante das contratações agora é consequência da necessidade de substituição por performance, ou seja, as empresas estão se cobrando mais por eficiência devido à redução dos fatores de crescimento da economia”, afirma Marcelo de Lucca, diretor-geral da Michael Page no Brasil.

Existem três pilares que motivam trocas de diretores e costumam ser um retrato do momento econômico: criação de novos projetos, mudanças societárias e substituição por performance.

Neste ano, o principal motor de trocas de diretores é a busca por melhor performance, que cresceu de 55% para 65% das contratações realizadas, segundo Lucca. Juntos, os recrutamentos de diretores devido a mudanças societárias ou para investimento em novos projetos somam agora 35%.

Quando se abrangem os cargos de diretoria e gerência há registros de queda de 25% no recrutamento nos últimos três anos. “O volume de oportunidades era muito maior entre 2010 e 2011. Era um período de expansão maior do PIB, em contraponto ao PIB tímido de hoje”, diz Lucca.

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– A Frase de Felipão, o Futebol como Ciência e Estrangeiros na Seleção

(Ops: após a leitura do texto, vote na enquete)

Semanas atrás, surgiu a idéia do treinador Dunga trocar conhecimentos com ex-treinadores da Seleção Brasileira. Dos quais conversou, destaque para Ernesto Paulo (apenas 1 jogo) ou Zagallo (campeoníssimo, mas de idade avançada e que discursou ufanisticamente).

Agora, sugere-se que Dunga converse com treinadores estrangeiros, como Jorge Sampaoli, campeão da Copa América com o Chile.

Por quê não contratamos alguém de fora para ser o treinador de fato da Seleção Brasileira, ao invés de convites para bate-papos?

Dunga e Felipão, o recente e o último treinadores, demonstram ranso, mágoa, raiva e incômodo a cada entrevista. Parecem ser inimigos dos jornalistas, do povo e de quem não concorda com eles. Aliás, Felipão declarou na China que “os alemães o respeitam mais do que muitos dos brasileiros”.

Ora, será que eternamente Scolari e Dunga não saberão lidar com as críticas? Vencedores e milionários, deveriam entender todo esse momento crítico da Seleção Brasileira. E o interessante é que o anti-carisma de ambos contagia seus comandados.

Alguém ouviu falar de trabalho psicológico na Seleção Brasileira? Nada, neca de pitibiriba. Apenas se ouve falar em “palestras de psicólogos”, vez ou outra. Ora, tal trabalho deveria ser feito continuamente aos jogadores e claramente aos treinadores! Sim, visivelmente Dunga, Felipão e tantos outros precisam desse tipo de ajuda pessoal e profissional.

A propósito, alguns torcedores brasileiros precisam não só de psicologia, mas de reeducação esportiva. Precisamos parar de ter aversão ao estudo científico no futebol, ao medo de intercâmbio e à repulsa do aceite de treinadores estrangeiros. Ressaltando: aos bons de fora, pois não é a nacionalidade que define a competência.

Vide a invasão de treinadores de outros países que melhoraram o esporte nacional, com conquistas e avanços em importantes competições: na Seleção de Basquetebol Masculino, temos o argentino Rubens Magnano; na de Handebol Masculino, o espanhol Jordi Ribeira; na de Handebol Feminino, o dinamarquês Morten Soubak; na de Luta Olímpica, o cubano Angel Torres; na de Judô, a japonesa Yuko Fujii; na de Tiro Esportivo, o italiano Eros Fauni; na de Canoagem, o espanhol Jesús Mórlan; na de Atletismo, o ucraniano Vitaly Petrov; na de Esgrima, o russo Alkhas Lakerbai; na de Ginástica Artística Feminina, a bielorrussa Margarita Vatkin; na de Hipismo, o francês Maurice Bonneau; na de Ciclismo, o neozelandês Thimoty Carswell, na de Levantamento de Peso, o romeno Dragos Stanica; e por aí vai…

Por quê tanta autossuficiência demonstramos? Cremos piamente que Dunga é melhor que Guardiola, José Mourinho, Jürgen Klopp?

Qual é o grande problema: a vaidade tupiniquim ou a necessidade de dar independência a esses estrangeiros que aqui chegarem?

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– E o Ministro dos Esportes que não entende do Ofício?

George Hilton, do PRB, é o novo Ministro do Esporte escolhido pela presidente Dilma. Não é um técnico, nem esportista, nem nada da área. Ao tomar posse, declarou:

Confesso que não entendo muito de esporte, mas entendo de gente”.

Pela lógica, quer justificar que “gente pratica esporte”, né?

Pastor da Igreja Universal, ligado a Edir Macedo, terá a tarefa de conduzir o país às Olimpíadas.

É claro que a sua escolha foi política. Mas seu currículo é ruim: gastou R$ 40.000,00 com panfletos na Câmara dos Deputados com publicidade e não tem absolutamente nada ligado ao esporte.

Pior é que a CBF o elogiou em seu site, enquanto o mundo do esporte brasileiro protestou contra sua escolha.

E ainda dizem que “política, futebol e religião” não se discute…

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– Marta para o Bem dos Camisas 10 do Futebol Brasileiro!

Está acontecendo mais um Torneio Internacional de Futebol Feminino. E ao assistir a Seleção Brasileira, impossível não pensar: e se a Marta jogasse no meio dos homens?

Claro, sofreria com a questão física. Mas na questão técnica, seria titular absoluta nos principais times brasileiros.

Ou você duvida que a visão de jogo e habilidade da Camisa 10 da Seleção Feminina é superior do que a dos principais camisas 10 dos times do futebol brasileiro?

Aliás, e se comparar com o 10 da Seleção Masculina? Acho que só perderia para o Neymar, que joga com a 11 no Barça e eventualmente com a 10 na Canarinho.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:
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– Oswaldinho é uma boa para o Verdão?

No começo dos anos 2000, Oswaldo de Oliveira era um tímido assistente técnico que teve a oportunidade de se tornar treinador do Corinthians, justo em um Mundial de Clubes!

Passou por diversas grandes equipes, mas sempre criticado por ser “passivo demais” no banco de reservas. Calmo, educado, nunca se exaltava. E isso era confundido comofalta de vibração”!

Hoje, o outrora Oswaldinho é outro homem! Dinâmico, mais extrovertido, participativo e, o mais importante, ganhou muita experiência e tem feito bons trabalhos.

Especula-se que ele será técnico do Palmeiras com salário de R$ 350 mil. Gilson Kleina está acertando com o Vasco da Gama por R$ 150 mil. Tite, dizem, pediu R$ 700 mil mas aceitaria R$ 400 mil, menos que o seu antecessor Mano Menezes, que ganhava mais de R$ 600 mil.

Sinceramente?

Valores muito acima do que deveriam ganhar. O futebol brasileiro perdeu o senso financeiro. Mas de todos esses treinadores, acho que quem terá a melhor relação custo-benefício será Oswaldo e o Palmeiras.

A dúvida é: e o elenco de 2015? Se for o mesmo, pode trazer o Guardiola, José Mourinho ou o Ancelloti que nada mudará.
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– Competência Administrativa versus Competência Financeira: caso Fluminense e Unimed

Sempre aprendi que em qualquer tipo de empresa, a capacidade gerencial deve estar acima de qualquer outra que seja. Até mesmo a monetária.

Um bom gestor consegue algum resultado com modestos instrumentos administrativos. Se ele tiver dinheiro, sucesso total. Mas um mau gestor, mesmo com dinheiro, pode fazer com que a grana seja mal aplicada.

Quer exemplo? A parceria de 15 anos entre a Unimed e o Fluminense!

Mesmo com o mecenas Celso Barros enchendo os cofres das Laranjeiras com o dinheiro da rica instituição de saúde, os resultados podem ser considerados pífios. Veja:

No Rio de Janeiro, nesse período, o Flamengo (na pindaíba que sempre anda) conquistou 9 campeonatos regionais. O Fluminense, somente três (1/3) como seu co-irmão Botafogo.

No Brasileirão, Cruzeiro, Corinthians e São Paulo conquistaram 3 títulos cada um. O Fluminense, 2.

Na América do Sul, o São Paulo e o Inter/RS, sem parceiros endinheirados, ganharam Libertadores e Sulamericana (e Mundiais de Clubes). O Corinthians, o Santos e o Cruzeiro também levantaram o caneco principal da Conmebol. O Fluminense, nenhum título internacional.

De que valeu todo o dinheiro?

As más línguas dirão que ajudou a tirar o time da série C…

Será?

Com dinheiro, mas sem ter pessoas que saibam o que fazer com ele, o fiasco será sempre uma possibilidade. Neste caso não foi fracasso, mas ruim retorno ou baixo custo-benefício.

Concorda com essa linha de pensamento? Deixe seu comentário:

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– Competência ou Aparência? O troca-troca de Federações!

Cada vez mais os árbitros de futebol estão em busca de reconhecimento, mesmo que esse não seja o respeito pela atuação. O reconhecimento pelo dinheiro, pela fama, pela vaidade ou simplesmente pelo prazer em apitar são algumas formas de retorno buscadas pelos “homens” de preto.

Aliás, correção devido a mudança de termos no século XXI: “homens e mulheres de preto”! E nem sempre de preto: de amarelo, de rosa, de azul…

O fato é: um dia, Oscar Roberto de Godoy recebeu uma boa proposta financeira e foi para o Paraná, levando seu escudo FIFA “paulista” junto. Teoricamente, o escudo é do árbitro, não do estado. Assim, qual o mal do árbitro reforçar seu caixa honestamente?

Posteriormente, quando Dalmo Bozzano se aposentou e o último escudo catarinense deixou de existir, Delfim Peixoto, eterno presidente da FCF (e hoje, um dos vice de Marco Polo Del Nero para 2015), resolveu “importar árbitros”: trouxe o mineiro Márcio Rezende de Freitas e depois o paranaense Heber Roberto Lopes.

Curioso: quando Heber era do Paraná, não poderia apitar Coritiba x Corinthians. Agora que é catarinense, pode?

Digo isso pois Sandro Meira Ricci, que surgiu como FIFA pelo DF, emigrou recentemente para PE. E, pelo que tudo indica, irá para SC em 2015 com bom salário e luvas.

Nada contra a contratação de árbitros, mas… e o quadro local, como fica? Santa Catarina pode alegar que “importando” juízes da FIFA eleva o nível da competição e eles são atrativos para o seu público. Eduardo José Farah fazia quase o mesmo em São Paulo, contratando árbitros (até estrangeiros) por jogo, não por campeonato e nem por mudança de domicílio.

Se os árbitros da FCF recebem palestras de formação e orientações pertinentes, a fim de se capacitarem, ok. Mas há quanto tempo não vemos legítimos árbitros natos catarinenses na FIFA? Isso intimida o surgimento de novos árbitros e fecha a porta para novas oportunidades.

Não pensemos que para Guarani de Palhoça x Metropolitano apitará Sandro Ricci e para Avaí x Figueirense um novato. É natural que portas se fechem, mesmo com os sorteios de arbitragem.

E na chegada de Ricci, temos a saída de Fernanda Colombo, a bela bandeirinha que se destacou pela inegável beleza (mas com atuação desastrosa em São Paulo x CRB pela Copa do Brasil e em Atlético x Cruzeiro pelo Brasileirão, ambos em maio deste ano).

A moça faz o caminho inverso: vai de SC para PE, mesmo tendo trabalhado pouco – e mal – nas oportunidades que teve, sendo uma aposta da Federação Pernanbucana para a FIFA, bem remunerada como Ricci.

Nada contra a beleza ou a mudança de estado dos árbitros, mas tenho saudade do tempo em que o cara era escalado única e exclusivamente pela competência…
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– O Beatle que não fui Beatle!

Admiro um bom texto, e claro, os bons escritores. O jornalista Davi Coimbra, em seu blog (citação abaixo), escreveu sobre pessoas que tem estrelas, e usou como pano de fundo Pete Best X Ringo Star.

Pete era esclarecido, ousado, íntimo de John Lennon, Paul McCartney e George Harison. Mas ficou de fora da banda na hora da fama. Ringo era doente, analfabeto funcional e a sorte lhe sorriu! Tanto, que entrou para a história e a formação de sucesso consta seu nome.

Quantos competentes que de fato não são. Ou que não tem oportunidade! Há alguns que nascem para Pete Best, outros, para Ringo Star…

Extraído de: http://wp.clicrbs.com.br/davidcoimbra/2010/02/03/o-beatle-que-nao-foi-beatle/?topo=77,1,1

O BEATLE QUE NÃO FOI BEATLE

Vi uma entrevista com o Pete Best, dias atrás. Sou fascinado por sua história, cada vez que ele aparece na TV fico mesmerizado.

Pete Best é o Beatle demitido. Foi um dos Beatles pioneiros, estava na formação originalíssima da banda, com os gênios George, Paul e John. Os quatro se reuniam na casa da mãe de Pete para ensaiar. Tocaram juntos durante dois anos, juntos viajaram para Hamburgo, numa temporada que marcou o amadurecimento público do grupo. Eram tão amigos, que, numa noite hamburguesa, estando eles sem dinheiro, Pete e John assaltaram um marinheiro e lhe tomaram a carteira estufada de marcos. Ou acharam que a haviam tomado: quando voltaram ao hotel, um perguntou ao outro se estava com a carteira, e nenhum estava.

Apesar de toda essa intimidade, George, Paul e John achavam que Pete não era bom o bastante. Além disso, havia a mãe de Pete. Mona, esse o nome dela. Era uma mulher de uns 30 e tantos anos, muito bonita e de forte personalidade. Arrogou a si própria a função de conselheira e mentora da banda. Os Beatles iam ensaiar na casa dela e ela ficava dando palpite. Metida. Tão metida que se meteu com um rapaz que funcionava como uma espécie de produtor do grupo e teve um filho com ele. O pai de Pete, bonzinho, assumiu a criança e lhe acoplou o sobrenome. Mais um Best no Reino Unido.

George, Paul e John, personalistas e até algo chauvinistas, não apreciavam as intervenções não solicitadas da mãe de Pete. Mas como dizer isso ao filho dela? É provável que, se Pete fosse um baterista um pouco mais carismático, eles o teriam mantido no grupo. Mas, aparentemente, não era. Ou pelo menos não era tão concentrado e tão brilhante quanto seus amigos.

E havia Ringo logo ali.

A história de Ringo é sen-sa-cio-nal. Ringo era de família pobre. Quando tinha três anos, o pai dele embarcou num dos navios que aportavam em Liverpool e foi-se mar afora, para nunca mais retornar. Ringo virava-se como podia na periferia da cidade, até que, aos sete anos, foi acometido de uma doença grave. Passou um ano no hospital, meio morto. Quando voltou ao colégio, sentiu o atraso. Os colegas o humilhavam, ele não conseguia aprender. Começou a matar aula. Aos 12 anos, era quase analfabeto. Uma prima decidiu ensiná-lo em casa, Ringo se entusiasmou, progrediu, mas, aos 13 anos, contraiu tuberculose. Mais um ano no hospital.

Alguém poderia dizer que foi muita falta de sorte. Ao contrário. Como Ringo já estava habituado ao ambiente hospitalar, comportava-se com desenvoltura entre doentes, médicos e enfermeiras. Em pouco tempo, organizou uma bandinha com os pacientes, improvisou umas baquetas e arvorou-se como baterista. Ao sair do hospital, o padrasto, que era um bom homem, presenteou-o com uma bateria usada.

Foi assim que Ringo aprendeu a tocar.

Foi a partir daí que se tornou um Beatle e entrou para a História.

Quer dizer: se não tivesse ficado doente da primeira vez, provavelmente não se sentiria à vontade para fazer a banda na segunda vez que ficou doente. Logo, as duas doenças foram fundamentais na construção do destino estrelado de Ringo Star.

Já Pete Best, comunicado de que o tinham excluído da banda, e excluído- justamente às vésperas da assinatura do primeiro contrato que os elevaria ao firmamento do rock, Pete Best literalmente recolheu-se à insignificância. Trabalhou como funcionário público, tentou o suicídio abrindo o gás do banheiro, foi salvo pela mãe e retornou à sua vida comum. Está casado há 45 anos com a mesma mulher, ainda mora em Liverpool e montou sua própria banda, a Pete Best Band, com a qual excursiona pelo mundo, ganhando algum dinheirinho, afinal. Na entrevista que assisti, falava com voz grave e melodiosa. Trata-se de um senhor grisalho, com o bigode frondoso dominando o rosto risonho e melancólico. Diz não saber por que foi demitido da maior banda pop de todos os tempos, diz que o importante é ter saúde, diz que é feliz.

Não deve ser.

Imagino que nenhum dia da sua vida termina sem que ele pense que poderia ter sido um Beatle. Pior: que ele FOI um Beatle, e agora não é mais. O único Beatle fracassado da banda mais bem-sucedida da História.

Essa é a diferença entre os vencedores e os perdedores. Essa a atual diferença entre as direções do Grêmio e do Inter. Alguns nascem para ser Ringo Star. Outros sempre serão Pete Best.

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– Uma Meia Verdade no Futebol Brasileiro!

E as declarações do jogador Rui Cabeção após ser eliminado na Copa do Brasil pelo Mixto-MT?

Falou sobre arbitragem, CBF, sociologia do futebol e outros temas importantes. Mas algo forte dito foi que:

A maioria dos jogadores de futebol jogam 3 meses e ficam desempregados no resto do ano. E estes caras incompetentes que fazem calendários na CBF não estão nem aí”.

Claro, se referiu aos clubes que só jogam os estaduais e ficam de fora das 4 divisões nacionais.

Sim, é verdade que a maioria dos jogadores brasileiros ganha pouco, vive de estaduais que são de curta duração e que a CBF maltrata os clubes. Porém, são muitos os clubes de aluguéis, empresários que nada contribuem e aproveitadores que vivem do futebol esporádico, fazendo com que numerosos clubes falidos insistam em jogar profissionalmente, deixando dívidas e atrapalhando / inchando as tabelas.

Se diz que “os times grandes precisam também dos pequenos para sobreviverem”. Mas quando são minúsculos e em excesso, aí a situação é inversa: essas agremiações sobrevivem explorando a disponibilidade do grande.

Enfim, vale pensar: se o clube pequeno se sustenta e está inserido numa das divisões profissionais do Brasileirão, tudo bem. Mas se vive de apenas 3 meses de estaduais e sempre está devendo, se preocupar com a sua sobrevivência não se transforma em ato de caridade?

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– Executivos bonitos trazem mais lucro?

Um estudo da Universidade de Wisconsin, nos EUA, conclui: Presidente de empresa que é bonito estimula a empresa e suas ações se valorizam!

O trabalho é científico e envolveu 677 grandes companhias. O conceito de beleza é pela “geometria facial”.

É, realmente o trabalho é polêmico, já que, cá entre nós, beleza e competência não estão associados intrinsecamente. Ou estão?

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– O Afastamento de Emerson Carvalho

A Comissão de Árbitros da CBF (CA-CBF) afastou o árbitro assistente Emerson Augusto de Carvalho, após a não marcação de impedimento no segundo gol da partida Santos X Corinthians.

Segundo o vice-presidente da CA, Manuel Serapião, em entrevista nesta segunda-feira, disse que Emerson não estava sendo punido, mas preservado por 3 ou 4 semanas, voltando quando a psicóloga disser que está tudo ok com ele. Disse ainda que nesse tempo terá que rever a deficiência técnica do seu posicionamento apresentado no jogo.

Ora, sendo assim, ficam algumas perguntas:

  1. – se Emerson foi afastado, também serão afastados os árbitros que erraram na marcação de pênaltis e na distribuição de cartões amarelos e vermelhos ao longo do campeonato? Ou a punição só vale em jogo de time grande na TV? E todos os outros?
  2. – a CA rotulou o bandeira como “um assistente deficiente que precisa rever seu posicionamento”. Se entende assim, quer dizer que não foi um erro pontual, mas costumeiro que precisa ser corrigido? Ora, é evidente que o erro foi por infelicidade, não por incompetência, pois caso fosse, não seria pré-selecionado para a Copa do Mundo.
  3. – o afastamento veio com um pedido oficial de desculpas da CA ao Corinthians. Todos os outros clubes que foram prejudicados por erros, equitativamente, também não deveriam receber um pedido como esse?
  4. – por que o vice Serapião veio a imprensa, e não o presidente da CA, Sérgio Correa?
  5. – por fim, o Cel Marcos Marinho, da FPF, disse que quando um árbitro está passando por um momento difícil, é importante preservá-lo. Por isso, durante a suspensão da CBF, Emerson trabalhará na Série B do Paulistão. Escalá-lo na 4ª divisão é preservá-lo?

E você, o que entende sobre PUNIR ou PRESERVAR? Deixe seu comentário:

– Do Google ao Yahoo: o Desafio da Grávida Mais Importante do Vale do Silício

Quem é da área de Administração de Empresas ou de Tecnologia, a conhece: Marissa Mayer, a executiva do Google que se debandou para o Yahoo, se tornando a nova CEO da cia.

Veja esses números: as ações do Yahoo estão 85% menos valiosas do que no ano 2000; a empresa vive em crise de imagem e admite ser o pior momento da sua história.

É ou não um desafio? Principalmente para alguém que está… grávida!

De certo, não é fácil encara ruma gravidez em meio a uma tormenta empresarial como essa. Boa sorte à dona Marissa.

Extraído de: http://is.gd/7823f8

MARISSA DEIXOU O GOOGLE PARA GANHAR US$ 100 MIL NO YAHOO

A executiva Marissa Mayer, que deixou o Google após 13 anos para se tornar CEO do Yahoo!, pode ganhar até US$ 100 milhões em cinco anos à frente da nova companhia. O valor pode ser alcançado pela soma de salário, bônus e participação em ações, segundo documentos entregues pelo Yahoo! ao órgão regulador do mercado financeiro americano.

De acordo com o site da revista Fast Company, esse valor pode ser alcançado se forem somados o salário anual de US$ 1 milhão de Marissa, um bônus de US$ 2 milhões, além de outros US$ 12 milhões em aquisição de ações restritas em três anos. Além disso, ela deve receber um prêmio de até US$ 30 milhões e um adicional de ações de até US$ 30 milhões em cinco anos. Ela ainda deve receber compensações por receitas de seu antigo empregador, o Google.

Marissa Mayer foi a primeira engenheira do sexo feminino contratada pelo Google e era responsável por serviços locais, de mapeamento e de localização para a gigante da internet. Ela foi anunciada como nova CEO do Yahoo! – a terceira em um ano – na segunda-feira.

O ex-CEO Scott Thompson deixou a empresa em maio, depois de ser acusado de ter inflado seu currículo acadêmico. Ele substituíra Carol Bartz, demitida em setembro passado por não ter conseguido revitalizar o Yahoo!, uma das companhias pioneiras da internet.

A nomeação de Mayer é considerada um lance surpreendente do Yahoo!. Ela superou o atual presidente-executivo, Ross Levinsohn, que era tido como o favorito para a posição.