– O Beatle que não foi Beatle: quando a oportunidade lhe sorri ou não!

Admiro um bom texto, e claro, os bons escritores. O jornalista Davi Coimbra, em seu blog (citação abaixo), escreveu sobre pessoas que tem estrelas, e usou como pano de fundo Pete Best X Ringo Star.

Pete era esclarecido, ousado, íntimo de John Lennon, Paul McCartney e George Harison. Mas ficou de fora da banda na hora da fama. Ringo era doente, analfabeto funcional e a sorte lhe sorriu! Tanto, que entrou para a história e a formação de sucesso consta seu nome.

Quantos competentes que de fato não são. Ou que não tem oportunidade! Há alguns que nascem para Pete Best, outros, para Ringo Star…

Extraído de: http://wp.clicrbs.com.br/davidcoimbra/2010/02/03/o-beatle-que-nao-foi-beatle/?topo=77,1,1

O BEATLE QUE NÃO FOI BEATLE

Vi uma entrevista com o Pete Best, dias atrás. Sou fascinado por sua história, cada vez que ele aparece na TV fico mesmerizado.

Pete Best é o Beatle demitido. Foi um dos Beatles pioneiros, estava na formação originalíssima da banda, com os gênios George, Paul e John. Os quatro se reuniam na casa da mãe de Pete para ensaiar. Tocaram juntos durante dois anos, juntos viajaram para Hamburgo, numa temporada que marcou o amadurecimento público do grupo. Eram tão amigos, que, numa noite hamburguesa, estando eles sem dinheiro, Pete e John assaltaram um marinheiro e lhe tomaram a carteira estufada de marcos. Ou acharam que a haviam tomado: quando voltaram ao hotel, um perguntou ao outro se estava com a carteira, e nenhum estava.

Apesar de toda essa intimidade, George, Paul e John achavam que Pete não era bom o bastante. Além disso, havia a mãe de Pete. Mona, esse o nome dela. Era uma mulher de uns 30 e tantos anos, muito bonita e de forte personalidade. Arrogou a si própria a função de conselheira e mentora da banda. Os Beatles iam ensaiar na casa dela e ela ficava dando palpite. Metida. Tão metida que se meteu com um rapaz que funcionava como uma espécie de produtor do grupo e teve um filho com ele. O pai de Pete, bonzinho, assumiu a criança e lhe acoplou o sobrenome. Mais um Best no Reino Unido.

George, Paul e John, personalistas e até algo chauvinistas, não apreciavam as intervenções não solicitadas da mãe de Pete. Mas como dizer isso ao filho dela? É provável que, se Pete fosse um baterista um pouco mais carismático, eles o teriam mantido no grupo. Mas, aparentemente, não era. Ou pelo menos não era tão concentrado e tão brilhante quanto seus amigos.

E havia Ringo logo ali.

A história de Ringo é sen-sa-cio-nal. Ringo era de família pobre. Quando tinha três anos, o pai dele embarcou num dos navios que aportavam em Liverpool e foi-se mar afora, para nunca mais retornar. Ringo virava-se como podia na periferia da cidade, até que, aos sete anos, foi acometido de uma doença grave. Passou um ano no hospital, meio morto. Quando voltou ao colégio, sentiu o atraso. Os colegas o humilhavam, ele não conseguia aprender. Começou a matar aula. Aos 12 anos, era quase analfabeto. Uma prima decidiu ensiná-lo em casa, Ringo se entusiasmou, progrediu, mas, aos 13 anos, contraiu tuberculose. Mais um ano no hospital.

Alguém poderia dizer que foi muita falta de sorte. Ao contrário. Como Ringo já estava habituado ao ambiente hospitalar, comportava-se com desenvoltura entre doentes, médicos e enfermeiras. Em pouco tempo, organizou uma bandinha com os pacientes, improvisou umas baquetas e arvorou-se como baterista. Ao sair do hospital, o padrasto, que era um bom homem, presenteou-o com uma bateria usada.

Foi assim que Ringo aprendeu a tocar.

Foi a partir daí que se tornou um Beatle e entrou para a História.

Quer dizer: se não tivesse ficado doente da primeira vez, provavelmente não se sentiria à vontade para fazer a banda na segunda vez que ficou doente. Logo, as duas doenças foram fundamentais na construção do destino estrelado de Ringo Star.

Já Pete Best, comunicado de que o tinham excluído da banda, e excluído- justamente às vésperas da assinatura do primeiro contrato que os elevaria ao firmamento do rock, Pete Best literalmente recolheu-se à insignificância. Trabalhou como funcionário público, tentou o suicídio abrindo o gás do banheiro, foi salvo pela mãe e retornou à sua vida comum. Está casado há 45 anos com a mesma mulher, ainda mora em Liverpool e montou sua própria banda, a Pete Best Band, com a qual excursiona pelo mundo, ganhando algum dinheirinho, afinal. Na entrevista que assisti, falava com voz grave e melodiosa. Trata-se de um senhor grisalho, com o bigode frondoso dominando o rosto risonho e melancólico. Diz não saber por que foi demitido da maior banda pop de todos os tempos, diz que o importante é ter saúde, diz que é feliz.

Não deve ser.

Imagino que nenhum dia da sua vida termina sem que ele pense que poderia ter sido um Beatle. Pior: que ele FOI um Beatle, e agora não é mais. O único Beatle fracassado da banda mais bem-sucedida da História.

Essa é a diferença entre os vencedores e os perdedores. Essa a atual diferença entre as direções do Grêmio e do Inter. Alguns nascem para ser Ringo Star. Outros sempre serão Pete Best.

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– Como os Jovens encontrarão emprego no Mercado de Trabalho?

Uma interessante matéria da Revista Isto É (ed 2498, pg64-65) mostra que as maiores vítimas do desemprego no Brasil são os jovens, sendo que a faixa entre 18 e 24 anos retrata quase 30% de taxa de desocupação.

Como conseguir trabalho nesse cenário?

Somente se destacando, tendo flexibilidade e evitando a ansiedade!

Abaixo:

HÁ VAGAS PARA JOVENS

A taxa de desocupação chega a 28% na faixa etária entre 18 e 24 anos­ — a mais alta entre todos os segmentos no País. Saiba como aumentar as chances de encontrar trabalho

Por Bárbara Libório

Eles são as maiores vítimas do desemprego. Só no primeiro semestre deste ano, a taxa de desocupação entre jovens de 18 a 24 anos alcançou 28,8%. No segundo semestre, embora tenha recuado levemente, permanece em 27,3%, o que equivale a 4,3 milhões de pessoas — a maior entre todas as faixas etárias segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Há espaço para eles no mercado de trabalho? Sim, há. Mas as oportunidades serão melhores para quem conseguir se destacar. O segredo está em como fazer isso.

Em momentos de recessão, com as empresas realizando ajustes no quadro de funcionários, é comum que elas prefiram manter profissionais mais capacitados que possam dar resultados imediatos. Hoje, segundo a consultoria Manpower, a proporção é de quatro jovens desempregados para cada adulto com experiência na função. A formação superior é o primeiro passo, mas não resolve o problema. Ainda que o diploma universitário seja capaz de dobrar as chances de empregabilidade, a conclusão de uma faculdade leva tempo— que aumenta se o jovem decidir fazer uma pós-graduação.

Dominar um idioma estrangeiro pode ser um atalho. “Na hora de recrutar profissionais a gente enfrenta grande dificuldade no nível de idioma”, explica Maria Sartori, gerente sênior da recrutadora Robert Half. “Muita gente sai da faculdade e se pergunta se faz uma pós, um MBA, ou investe no inglês. A coisa mais certeira a se fazer além da graduação é a fluência em um segundo idioma.”

Se o momento não é o melhor para encontrar rapidamente uma colocação, especialistas recomendam que os jovens aproveitem esse tempo para buscar especializações mais rápidas. Stephanie Zanini, de 26 anos, apostou em cursos que vão de atendimento a cliente a marketing pessoal e digital, além de aulas de como falar em público. “Acho que existem dois caminhos para conseguir um emprego: primeiro, o marketing pessoal, cuidar bem do Linkedin, ter um novo currículo; e o segundo é tomar café com muita gente, bater na porta dos lugares em que você quer trabalhar”, afirma. Em agosto a bacharel em Ciências em Tecnologia concluiu o processo seletivo de trainee da Vetor Brasil e trabalha hoje na Secretaria Estadual de Educação de São Paulo.

Igor Castro, de 22 anos, também começou recentemente um programa de estágio de rotação em que ele passará pelas empresas Ambev, a McKinsey e Credit Suisse. Para ele, foi essencial para o sucesso a sensação de nunca estar satisfeito e buscar sempre algo mais. Na faculdade de engenharia, o jovem chegou a abrir uma startup de inovação e participou também da empresa júnior da USP. “Não é porque eu estava na USP que eu achava que ia aparecer a empresa dos sonhos”, afirma. “Eu entrei na empresa júnior para buscar mais, autonomia, liderança, responsabilidade.” Para Márcia Almström, diretora do ManpowerGroup, o contato com o mercado de trabalho deve começar cedo. “Quanto antes tiver contato, seja estágio ou trainee, melhor”, afirma. “A gente percebe que tem se postergado o momento do jovem entrar na corporação, fica para depois da pós ou do MBA, como se uma coisa tivesse que acontecer depois da outra, mas isso retarda o início da prática e faz o jovem sofrer mais dentro das companhias.” Os programas de estágio e trainee ainda são uma opção, mas também foram afetados pela crise. “Até três anos atrás, esses programas eram uma porta de entrada e 90% das pessoas permaneciam ali dentro. Hoje em dia percebemos que o índice de aproveitamento dos profissionais caiu drasticamente”, diz Sartori, da Robert Half.

FLEXIBILIDADE PARA MUDANÇAS

Apesar das deficiências, os jovens podem (e devem) usar a seu favor características inata, como o uso da tecnologia e a flexibilidade para mudanças. O setor de tecnologia da informação é, inclusive, um dos que mais contratam jovens. “É um mercado onde a inovação acontece de maneira mais rápida e o profissional mais jovem consegue acompanhar de maneira mais fácil”, diz Sartori. “Em TI as coisas ficam obsoletas muito rapidamente, então o profissional com mais experiência têm mais dificuldade com o ritmo frenético.”

Além do Linkedin, outras tecnologias podem ser aliadas na busca por emprego. O TAQE que capacita e recomenda jovens que estão entrando no mercado de trabalho. “Por meio de games (jogos), aulas e testes com linguagem adequada ao público jovem, usamos dados para entender a cultura das empresas, assim como o perfil dos candidatos”, diz Renato Dias, CEO do TAQE. “A partir disso, nosso algoritmo cruza essas informações para preenchimento das vagas, reduzindo o custo e tempo de contratação, além de melhorar índices de turnover e produtividade das empresas.” Foi assim que Gabriel Gregório, de 17 anos, conseguiu um emprego em setembro deste ano no atendimento aos clientes da rede Cimemark. Para ele, a ferramenta foi fundamental para garantir sua contratação: “A empresa não necessariamente seleciona o candidato com o melhor currículo, mas quem oferece o que ela precisa para aquela posição”, afirma.

Um último conselho para se dar bem no mercado de trabalho é aprender a lidar com a ansiedade. “Os jovens precisam entender que o mercado de trabalho não anda no ritmo dele, tem que ter paciência para as coisas acontecerem, não é em um ou dois anos que se conquista o mundo.” É importante, porém, começar agora. Com os novos ares da economia, o mercado de trabalho também começa a dar sinais de reaquecimento. Será a hora de colocar em prática o que se aprendeu nos tempos difíceis.

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– O Árbitro de Vídeo é oficializado. E agora, José? Mas será essa a grande modificação no Futebol?

Depois de 132 anos se reunindo para discutir as permissões, proibições e nortes da prática do então chamado “esporte bretão”, a International Board (IFAB), a “dona” das Regras do Futebol, sob lobby forte da FIFA (com o desejo pessoal do entusiasta da ideia, o seu presidente Gianni Infantinno), aprovou a maior mudança nas Regras do Futebol do século XXI neste histórico de 03 de março de 2018 (e uma das 3 maiores da história desse esporte, sem sombra de dúvida): a introdução oficial do Video Assistent Referee, o VAR (antes, estava em caráter experimental).

Ainda em dúvida se será usado já na Copa do Mundo da Rússia (A FIFA anunciará seu uso ou não dia 16/03, embora a tendência é a confirmação dele), o certo é que o índice de acerto das decisões nos 20 países que usaram tal sistema foi alto (e o Brasil somente ficou no blábláblá, prometendo e não usando).

O VAR será acionado pelo árbitro central ou interpelará o mesmo nos lances de

1- Confirmação ou não de gol;

2- Revisão da decisão de marcar ou não um pênalti;

3- Decisão de Cartão Vermelho a ser aplicado direto ou não;

4- Reconhecimento de atletas a serem punidos quando o árbitro possa não ter os identificados.

Por ser uma novidade, situações novas surgirão e deverão ser corrigidas. Mas imagine as Copas de 1962 (quando Nilton Santos deu o seu passo fora da grande área na não marcação do pênalti contra a Espanha no mata-mata da semifinal) ou 2002 (Brasil x Bélgica)? Se utilizado tal sistema, seríamos pentacampeões mundiais? Idem à Inglaterra em 1966 ou à incrível Argentina de Dom Diego Maradona em 1986, com a “Mão de Deus”.

Ao contrário, quantos títulos a mais como Campeões da Libertadores da América o nosso país teria? Vide Estudiantes x Santos na década de 60 ou as “operações” de Ubaldo Aquino e Carlos Amarilla contra Palmeiras e Corinthians, respectivamente, a favor do Boca Jrs.

Outra importante mudança (e talvez tão impactante quanto o VAR) é a permissão da comunicação eletrônica na área técnica. E aqui uma curiosidade: a FIFA foi fechando o cerco com rádios, celulares e tablets, pouco-a-pouco. Agora, escancara de vez liberando o uso da tecnologia a favor da recepção de dados e informações dos assistentes técnicos para com os treinadores (o que é ótimo). Repararam que José Mourinho e Vanderlei Luxemburgo começaram a “perder a mão” quando deixaram de receber seus dados da arquibancada ou via meios estatísticos eletrônicos? Mera coincidência ou não?

Enfim: viveremos um novo momento no futebol, esperando que o elemento humano que controla a tecnologia da arbitragem seja competente para as decisões (de nada adiantará a vantagem tecnológica se continuarmos com árbitros reféns de “sindicatos-patrões” e federações / confederações que fazem média com os clubes, sendo que o juiz de futebol continua sendo o ÚNICO AMADOR – juntamente com os gandulas –  no Mundo do Esporte).

Aguardemos para ver como será!

IMPORTANTE –

No primeiro parágrafo desse texto eu escrevi que o VAR era a maior modificação das Regras no século XXI (e uma das 3 da história). As outras são: no século XX a introdução dos cartões amarelos e vermelhos (que globalizou as punições e a linguagem futebolística aos atletas) e particularmente, penso que a maior modificação da história do futebol foi ocorrida no século XIX: a criação da figura do ÁRBITRO, em 1868. Diferente de hoje, ele ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes (que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo). Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, somente para avisar sobre o começo e término dos jogos. Em 1881, enfim o árbitro entrou em campo e começou a decidir sobre infrações sem a consulta aos capitães, fazendo parte oficialmente das regras.

Imaginaram um Corinthians x Palmeiras tendo que, a cada falta ou lance polêmico reclamado, sendo decidido acordado pelos seus capitães? Pense na não expulsão de Fágner ou no pênalti de Jaílson… Impossível de se crer.

E você, gostou do VAR?

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– O Grande erro da Imagem para o Vídeo-Árbitro na partida Huddersfield 0x2 Manchester United

Na vitória do Manchester United contra o Huddersfield pela FA Cup, neste sábado, uma grande vacilada da equipe que cuida da parte tecnológica e que prejudicou a orientação do árbitro de vídeo – prejudicando, por tabela, o jogo.

O atacante espanhol dos Red Devils, Juan Mata, marcou um gol em posição duvidosa. Eis que o VAR comunicou ao árbitro principal que existia impedimento e este acatou a informação. Entretanto, a imagem com linhas sobrepostas foi colocada de maneira errada sobre o gramado, totalmente torta e iludindo na tomada de decisão.

Aqui no Brasil, esses erros também acontecem (mesmo sem VAR), nas transmissões de TV. Eu me recordo de 3!

Veja a marcação de impedimento equivocada do Tira-teima da Globo em 2015 no Palmeiras x Flamengohttps://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/02/08/e-o-tira-teima-da-globo-errou-de-novo/

Até na Copa do Mundo isso aconteceu. Lembram de 2014 do lance de Fred em Brasil x Camarões? Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2014/06/24/voce-confia-no-tira-teima-da-fifa-e-no-da-globo/

Por fim, algo tão “cabeludo” quanto isso foi o erro em 2013, na partida entre Internacional x São Paulo, também envolvendo erro com a linha do impedimento. Em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2013/10/27/analise-da-arbitragem-de-internacional-x-sao-paulo/

Abaixo, a imagem citada na FA Cup de ontem (não é fake ou montagem, é imagem verdadeira da cabine do vídeo-árbitro):

JUAN MATA

 

– Os clubes adversários do Paulista FC na Segundona Sub 23 e a expectativa do torneio.

A 4a divisão regional do Estado de São Paulo se chamará Campeonato Paulista Sub 23 da 2a divisão de Profissionais; isso já é sabido. Mas tem muito clube inscrito e grande desnivelamento entre eles, seja no “peso da camisa”, na preparação, no financeiro e na tradição.

Veja só cada clube novato: Talento 10 de Marília, o Desportivo Prudente (não é a Prudentina nem o Prudentino, nem o Corinthians Prudente ou o Presidente Prudente FC, tampouco o Grêmio Esportivo Prudente), o novo Catanduva Futebol Clube (que fará clássico municipal contra o Catanduvense), a nova São-Carlense (não é o antigo São-Carlense nem o atual São Carlos), o Mauá Treinamentos e Futebol Eireli (um clube empresa para jogar contra a conhecida Mauaense). Aliás, quantos clássicos municipais, como União de Mogi x Atlético Mogi, São José x Joseense, Flamengo x AD Guarulhos, Assisense x Vocem de Assis, além de outros de rivalidade entre vizinhos: Elosport de Capão Bonito x Itararé!

Dos mais antigos dessa divisão, vejo o Andradina (já apitei Andradina x Ilha Solteira na última rodada da última divisão, estando os clubes em último e penúltimo, com uma historinha engraçada que ficará para outra postagem), o Tupã, a Santacruzense, o Fernandópolis (conhecido como Fefecê), o Taquaritinga e o Barcelona (clube paulistano do bairro da Capela do Socorro). Vira-e-mexe, sobem para a A3 ou ao menos a namoram, e depois voltam para a Segundona (que é a 4a). A esses, juntam-se o organizado Brasilis de Águas de Lindoia (time do Oscar, ex-zagueiro do São Paulo, dono do resort onde os árbitros da CBF se prepararam recentemente), o simpático Guarujá, o ordeiro Itapirense e o bem arrumado Jaguariúna.

Não nos esqueçamos também dos clubes tradicionais que, por motivos diversos, estão na última divisão: XV de Jaú, América de São José do Rio Preto, Inter de Bebedouro, Francana, Bandeirante de Birigui, Comercial de Ribeirão Preto, Jabaquara, Primavera de Indaiatuba, Independente de Limeira e… disparadamente, o “grandão” dessa divisão, o Paulista Futebol Clube.

Não seria adequado a volta da 5a (ou até mesmo da 6a divisão, antiga B3), para agrupar esses times tão jovens e outros tão mais humildes?

Aproveite e analise que é mais sem sentido:

1 um time centenário, com título nacional (Copa do Brasil 2005) e vice-campeão estadual (Paulistão 2004), tendo jogado a Libertadores da América e vencido o poderoso River Plate (2016), hoje jogar contra adversários novatos e modestos (por sua incompetência, lógico), ou

2- o absurdo número de 40 clubes brigando por apenas 2 vagas para o acesso?

Essas coisas são inconcebíveis: o Galo estar tão em baixa (como decaiu tanto em pouco tempo, fruto de má gestões) e a FPF reservar apenas para o Campeão e o Vice-Campeão o acesso para a 3a divisão, em um campeonato que pode ser de míseras 14 datas e ao mesmo tempo perdurar até o final do ano (veja a fórmula de disputa, uma coisa ímpar). É algo descabido, desmotivante e broxante, numa linguagem chula e que exprime a revolta.

Que a FPF faça mais divisões regionalizadas para que se fomente a competitividade! Na última rodada da 1a fase – pode anotar – teremos clubes que darão WO, alguns eliminados aos montes e, o temor maior, aquelas agremiações suscetíveis às máfias das apostas, acertando perder suas partidas por placares combinados. Ou isso nunca aconteceu? Ou melhor: não se divulgou o acontecido a todos…

Mesmo diante de todas essas peculiaridades, não há qualquer justificativa (mesmo com as dificuldades financeiras) para não se atestar: pelo peso da camisa, pelo estádio, pelo número e pela paixão dos seus torcedores, pelos títulos e pela sua história, o Paulista é o MAIOR TIME da competição. E por isso, tem a obrigação (para não se apequenar de vez) de subir para a A3.

Claro, o futebol é, talvez, o único esporte em que o melhor nem sempre ganha. Só que será frustrante chegar no final do ano e não ver o Galo erguer a Taça de Campeão.

Eu confio no trabalho sério do treinador Sérgio Caetano, reconheço as dificuldades financeiras e hercúleas do gerente de futebol Juninho, além do apoio da Torcida que não o abandona (aqui me refiro às “testemunhas de sempre”, que estão na boa e na ruim, entre anônimos e as organizadas). E é justamente por isso que o Tricolor da Terra da uva subirá: pela superação!

Aliás: de novo se especula sobre Nenê encerrar a carreira, um dia, no Paulista FC (“dê um Google” sobre esse assunto e verá o quanto ele próprio já atestou isso). Após assinar contrato com o SPFC por dois anos, será que concretizará essa vontade (manifestada diversas vezes), estando com o Galo na A2 (se tudo ocorrer bem, calculando o tempo de vínculo do atleta e confiando no acesso do Paulista FC até essa data prevista)?

Aliás, uma ideia: Nenê é muito querido pelo presidente do Paris Saint-Germain, o sheik Nasser Al-Khelaïfi, o catariano que levou a Copa de 2022 para o seu país, maior partícipe do bilionário fundo QSI (Qatar Sports investment) e “dono do Catar”. Nenê, quando jogou na França, foi artilheiro e ídolo no time parisiense e só saiu de lá por força do marketing e da chegada de Ibrahimovic. Quem sabe o nosso querido atleta jundiaiense não poderia convencer o endinheirado investidor a fazer uma parceria com o Tricolor da Terra da Uva?

Não custa pedir ou tentar…

Aliás, para um time da 4a divisão, há muita história de craques como Nenê (ou até mais famosos) que por aqui passaram… Vide essa montagem, abaixo, de ex-atletas do Paulista, e peço a ajuda: alguém sabe quem a montou? 

Ops: Precisamos achar uma vaguinha para o Alemão (ex-Napole e São Paulo, que foi muito bem em Jundiaí) e outra para o centroavante Gerson (ex-Internacional e Atlético Mineiro, que creio ter sido o primeiro atleta do Paulista a figurar na Seleção Brasileira). No banco, divido o espaço com os saudosos e queridos treinadores Giba e Capitão Nivaldo Bonassi (se bem que não devemos esquecer o Luiz Carlos Ferreira, por tudo o que aqui fez).

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– O que é ser time grande? Sobre Aparecidense 2×1 Botafogo

No futebol, nem sempre o chamado “time grande” vence. E ao saber que a modesta equipe do Aparecidense venceu (e até com gol do veteraníssimo e “fortinho” Nonato, na foto desta postagem) o Botafogo-RJ por 2×1 e o eliminou da Copa do Brasil, vale questionar algumas coisas:

1. Hoje, “camisa” ganha jogo?

2. Os atuais times grandes, de fato, ainda são grandes ou a grandeza ficou apenas em sua história?

3. O que define “ser grande”: os títulos, o dinheiro ou a torcida?

4. E o técnico? Ele “mais ajuda a ganhar” ou “mais ajuda a perder”? Vide a campanha do Fogão com Jair Ventura em 2017…

O que não se apagará é o vexame de 2018 da Estrela Solitária. Ser eliminado nessa 1a fase da Copa do Brasil é algo de esforço muito grande.

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– 10 anos do 1o Gol de Alexandre Pato na Itália. Só que…

Quando vi o Alexandre Pato jogar (e muito bem) com tranqüilidade no Parque Antártica (Palmeiras x Internacional), ainda júnior mas jogando no profissional, fiquei impressionando com o ótimo futebol mostrado.

Pato tinha tudo pra “dar certo”. Do Internacional foi para seu primeiro time estrangeiro: o poderoso Milan!

Hoje faz 10 anos que Alexandre Pato fez seu primeiro gol na Itália. E ao invés de evoluir, regrediu. 

O que aconteceu com ele nesse tempo todo? Aliás, olhe na foto cada companheiro de time ele tinha na Velha Bota…

Em: master.m3u8

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– Paulo César Carpegiani no Flamengo e o discurso do novo e velho.

Me decepcionei com a entrevista de Carpegiani, que seria diretor técnico no Mengão e acabou virando treinador por conta da saída de Rueda (há dias, eu disse torcer para o colombiano Reinaldo Rueda ser o Campeão da Sulamericana por ter sido o artífice da ideia de dar o título da edição passada à Chapecoense, mas suas declarações generalizando a imprensa como culpada da “repercussão” da sua possível saída – que se concretizou – foram ridículas, mostrando que o Flamengo acabou sendo “muito time” a ele, não conseguindo dimensionar a força exata do clube carioca”).

Como jogador, ninguém contestará Carpegiani. Como treinador do Flamengo Campeão Intercontinental de clubes, idem. Seu auge foi naquele magnífico trabalho na Seleção Paraguaia de 98 na Copa da França, onde, sinceramente, escolheria Gamarra como melhor atleta daquele Mundial.

Porém…

Cheguei a trabalhar em jogos do Carpegiani como treinador do São Paulo FC, e me lembro de estar no Morumbi em um jogo contra o Gama em que ele foi ridicularizado pelas alterações (para minha surpresa, pois ainda estava com o trabalho dele na Copa do Mundo em minha cabeça). No Corinthians, virou “professor Pardal”, sendo ironizado pelos atletas. E, ontem, no Flamengo, me assustei ao vê-lo falando do seu trabalho de 35 anos atrás e comparando-o com Zidane no Real Madrid atualmente. Completamente confuso, fora de nexo (assim como na sua apresentação, dando a entender que se “aparecer um nome melhor”, ele deixa de ser técnico).

Uma pena. Alguns dirão que ele foi bem no Coritiba e no Bahia. Mas qual o parâmetro para tal avaliação? O que ele fez/ tem feito de diferente e/ou revolucionário?

Carpegiani é inteligente, mas praticamente era um ex-treinador, pois estava cuidando do seu time-empresa no Rio Grande do Sul e de suas adegas. Foi redescoberto e agora é a salvação?

Me parece que perdeu o timing em aceitar a nova realidade e se transformar em cartola de fato. Paulo Autuori fez isso com maestria (há quanto tempo ele não emplacava um bom trabalho?), Antonio Lopes idem, e Parreira declinou dessa função.

Boa sorte ao Carpegiani, mas acho que não terminará o Campeonato Carioca como treinador do Rubro Negro.

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– Executivos bonitos trazem mais lucro?

Um estudo da Universidade de Wisconsin, nos EUA, conclui: Presidente de empresa que é bonito estimula a empresa e suas ações se valorizam!

O trabalho é científico e envolveu 677 grandes companhias. O conceito de beleza é pela “geometria facial”.

É, realmente o trabalho é polêmico, já que, cá entre nós, beleza e competência não estão associados intrinsecamente. Ou estão?

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– Parabéns ao Grêmio Tricampeão da Libertadores. Mas o curioso…

Incontestável a conquista do GFPA. É o melhor time da América, se poupou em jogos do Brasileirão e foi muito criticado. Deu certo! Venceu as duas finalíssimas e mostrou-se um time guerreiro, tipicamente gaúcho.

Mas pense em algumas coisas que só são possíveis no futebol:

  1. Renato Gaúcho estava “sumido” da mídia, curtia a praia, brincava sobre os “treinadores estudados” – e isso depois de um trabalho pífio onde foi demitido do Bahia. Hoje, ninguém pode falar nada contra a sua capacidade.
  2. O elenco é formado por jogadores considerados “fracos e dispensáveis” por outros times: Leonardo Moura, Fernandinho, Maicon, Cortês, Cícero, JaelE ontem conquistaram a Taça mais desejada da América do Sul!
  3. Flamengo, Atlético Mineiro e Palmeiras gastaram fortunas em salários e contratações. Já o Grêmio, não.
  4. Boas promessas surgiram: Arthur e Luan, além da consolidação do não tão badalado goleiro Marcelo Grohe, que fez defesas fantásticas na competição.
  5. Se a lógica ocorrer, daqui alguns dias veremos Grêmio x Real Madrid no Mundial de Clubes da FIFA. E a mudança do calendário foi bacana, onde a Libertadores não acaba no meio do ano, mas próximo à disputa da Copa do Mundo de Clubes. Dessa forma, o entusiasmo e a manutenção do elenco continuam.

Enfim: parabéns ao Tricolor Gaúcho!

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– Coaching para ajudar a escolher a carreira adequada em busca da felicidade profissional!

Um dos grandes desafios aos jovens é “escolher a profissão”. Muitas vezes os testes vocacionais não são suficientes, e para escolher a felicidade profissional, busca-se o auxílio de um coach.

Compartilho interessante matéria, extraído do Jornal de Jundiaí (Modulinho Empregos, página 1, ed 1024, 27 de agosto de 2017, por Simone de Oliveira).

COACH DE CARREIRA COMO OPÇÃO PARA QUEM DESEJA OTIMIZAR A PROCURA DO EMPREGO

Sabemos que a escolha da profissão é um dos momentos mais importantes na vida de um jovem, já que determina os caminhos que serão seguidos por longos anos.

Trata-se de uma decisão extremamente difícil para ser tomada aos 18 anos por alguém que, quase nunca, tem a maturidade necessária para identificar quais são os seus principais talentos e vocações. O resultado deste cenário: muitos optam pela área errada e, futuramente, ficam insatisfeitos no trabalho.

O que nem todos sabem, porém, é que os equívocos na hora de determinar os próximos passos da carreira não ocorrem apenas entre os jovens. Muitos adultos, com vasta experiência no mercado, também erram bastante ao tentar mudar de área ou mesmo ao tentar crescer na profissão. De acordo com a ABRH (Associação Brasileira de RH), quase metade dos brasileiros está infeliz com o que faz da vida – e esses dados não estão apenas relacionados à profissão escolhida, mas também à falta de reconhecimento, ao excesso de tarefas e aos problemas de relacionamento.

No passado, as pessoas costumavam delegar as decisões de suas carreiras para as organizações, que traçavam quais seriam os próximos passos a seguir. Hoje, as companhias oferecem as oportunidades, mas a responsabilidade pelo próprio sucesso está cada vez mais nas mãos dos profissionais. No entanto, entender o seu perfil e identificar os melhores caminhos e estratégias é uma tarefa difícil, que necessita de um plano estruturado e muito bem planejado. Isso pode exigir a ajuda de um profissional especializado, seja para fazer uma transição de carreira, mudar de profissão, desenvolver as competências necessárias ou fazer planos para o futuro.

Neste cenário, o primeiro passo a ser tomado é investir no autoconhecimento. Por se tratar um processo muito complexo, muitas pessoas optam por contratar um profissional de coaching, que pode ajudá-las a refletir, a planejar ações de melhoria e a conhecer os próprios desejos e capacidades, o que é fundamental para identificar onde devem se inserir no mercado. Saber exatamente o que mais gera incômodo no trabalho atual e o motivo de isso ocorrer, certamente, trará mais clareza sobre os passos seguintes.

Antes de tomar decisões, é preciso se questionar: o que é mais importante para mim, ter um bom salário ou trabalhar em um ambiente agradável e sem pressão? Ter uma rotina fixa ou contar com maior liberdade de horário? A felicidade profissional tem muito a ver com o que sabemos de nós mesmos, quais são os nossos principais valores pessoais e como gostaríamos de estar inseridos no mundo.

Neste processo de autoconhecimento e descoberta, com cerca de dez encontros semanais e foco em um objetivo especifico, o profissional de coaching ajuda as pessoas a se entenderem melhor e a descobrirem aonde querem chegar. Ele não trará respostas, mas ajudará o profissional a encontrá-las dentro dele. É preciso, porém, estar disposto a se abrir de uma forma bastante profunda, ter uma atitude ativa e planejar objetivos, já que o processo só funciona quando há muito comprometimento e um plano de ação com metas específicas.

Qualquer pessoa pode procurar a ajuda de um coach, desde que tenha consciência de que a felicidade não depende de mais ninguém além dela mesma.

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– Pensar Dói? Procuram-se bons alunos…

Compartilho bacana matéria sobre a carência de estudantes quem segundo o autor, estariam em extinção!

Extraído de: http://www.cartacapital.com.br/revista/794/procuram-se-estudantes-7060.html

PROCURAM-SE ESTUDANTES

Além do mico-leão-dourado e do lobo-guará, outro mamífero tropical parece caminhar para a extinção

por Thomaz Wood Jr.

Diz-se que uma espécie encontra-se ameaçada quando a população decresce a ponto de situá-la em condição de extinção. Tal processo é fruto da exploração econômica e do desenvolvimento material, e atinge aves e mamíferos em todo o planeta. Nos trópicos, esse pode ser o caso dos estudantes. Curiosamente, enquanto a população de alunos aumenta, a de estudantes parece diminuir. Paradoxo? Parece, mas talvez não seja.

Aluno é aquele que atende regularmente a um curso, de qualquer nível, duração ou especialidade, com a suposta finalidade de adquirir conhecimento ou ter direito a um título. Já o estudante é um ser autônomo, que busca uma nova competência e pretende exercê-la, para o seu benefício e da sociedade. O aluno recebe. O estudante busca. Quando o sistema funciona, todos os alunos tendem a se tornar estudantes. Quando o sistema falha, eles se divorciam. É o que parece ocorrer entre nós: enquanto o número de alunos nos ensinos fundamental, médio e superior cresce, assombram-nos sinais do desaparecimento de estudantes entre as massas discentes.

Alguns grupos de estudantes sobrevivem, aqui e acolá, preservados em escolas movidas por nobres ideais e boas práticas, verdadeiros santuários ecológicos. Sabe-se da existência de tais grupos nos mais diversos recantos do planeta: na Coreia do Sul, na Finlândia e até mesmo no Piauí. Entretanto, no mais das vezes, o que se veem são alunos, a agir como espectadores passivos de um processo no qual deveriam atuar como protagonistas, como agentes do aprendizado e do próprio destino.

Alunos entram e saem da sala de aula em bandos malemolentes, sentam-se nas carteiras escolares como no sofá de suas casas, diante da tevê, a aguardar que o show tenha início. Após 20 minutos, se tanto, vêm o tédio e o sono. Incapazes de se concentrar, eles espreguiçam e bocejam. Então, recorrem ao iPhone, à internet e às mídias sociais. Mergulhados nos fragmentos comunicativos do penico digital, lambuzam-se de interrogações, exclamações e interjeições. Ali o mundo gira e o tempo voa. Saem de cena deduções matemáticas, descobertas científicas, fatos históricos e o que mais o plantonista da lousa estiver recitando. Ocupam seu lugar o resultado do futebol, o programa de quinta-feira e a praia do fim de semana.

As razões para o aumento do número de alunos são conhecidas: a expansão dos ensinos fundamental, médio e superior, ocorrida aos trancos e barrancos, nas últimas décadas. A qualidade caminhando trôpega, na sombra da quantidade. Já o processo de extinção dos estudantes suscita muitas especulações e poucas certezas. Colegas professores, frustrados e desanimados, apontam para o espírito da época: para eles, o desaparecimento dos estudantes seria o fruto amargo de uma sociedade doente, que festeja o consumismo e o prazer raso e imediato, que despreza o conhecimento e celebra a ignorância, e que prefere a imagem à substância.

Especialistas de índole crítica advogam que os estudantes estão em extinção porque a própria escola tornou-se anacrônica, tentando ainda domesticar um público do século XXI com métodos e conteúdos do século XIX. Múltiplos grupos de interesse, em ação na educação e cercanias, garantem a fossilização, resistindo a mudanças, por ideologia de outra era ou pura preguiça. Aqui e acolá, disfarçam o conservadorismo com aulas-shows, tablets e pedagogia pop. Mudam para que tudo fique como está.

Outros observadores apontam um fenômeno que pode ser causa-raiz do processo de extinção dos estudantes: trata-se da dificuldade que os jovens de hoje enfrentam para amadurecer e desenvolver-se intelectualmente. A permissividade criou uma geração mimada, infantilizada e egocêntrica, incapaz de sair da própria pele e de transcender o próprio umbigo. São crianças eternas, a tomarem o mundo ao redor como extensão delas próprias, que não conseguem perceber o outro, mergulhar em outros sistemas de pensamento e articular novas ideias. Repetem clichês. Tomam como argumentos o que copiam e colam de entradas da Wikipédia e do que mais encontram nas primeiras linhas do Google. E criticam seus mestres, incapazes de diverti-los e de fazê-los se sentir bem com eles próprios. Aprender cansa. Pensar dói.

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– Vasco ainda paga Romário???

Eu levei um susto: Eurico Miranda, na tarde desta terça-feira, falou sobre a situação financeira do Time da Colina, prometeu uma surpresa bombástica para a torcida vascaína (qual será ela) e até gozou os jornalistas com piadas.

Mas o que me surpreendeu foi: o Vascão AINDA pagava salários a Romário e Mauro Galvão.

Aí é sacanagem. Há quanto tempo esses atletas pararam de jogar e o que as gestões (de Roberto Dinamite e do próprio Eurico Miranda) andaram fazendo com o dinheiro do time?

Se fosse uma empresa, o Vasco estaria falido. E Eurico e Dinamite, como administradores, demitidos e rotulados como gestores fracos. Mas há quem os idolatre…

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– Competência e Honestidade não têm sexo nem idade!

Ouvi o vereador paulistano Police Neto, logo após a polêmica do absurdo aumento dos salários em prol a eles mesmo (aprovado na surdina do final de ano), alegar que a próxima legislação será muito melhor (em especial no combate à corrupção) pois haverá “mais jovens e mulheres na Câmara”.

Você concorda com ele?

Eu não. Sexo e idade não são parâmetros para avaliar desempenho, competência e honestidade. Tivemos dois presidentes que sofreram impeachment: um jovem (Collor era assim chamado) e uma mulher (Dilma).

Ter caráter e lutar pelo povo independe de rótulos. São as atitudes desses legisladores que nos dirão algo!

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– Salvem a Lusa! Mas ela se salvará?

Retomam-se as especulações de que o Audax do “mecenas” Mário Teixeira poderia salvar a Portuguesa de Desportos, cuja negociação envolveria o arrendamento do time e o estádio.

Cá entre nós: com tantos problemas, a Lusinha está em condições de exigir algo?

Uma pena que seja assim. A simpática Portuguesa usará da sua tradição para o convencimento da competência financeira dos interessados. No mais, nada poderá fazer.

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