– Seneme não caiu. Mas quem “pediu sua cabeça”?

Na semana em que tivemos muitas queixas contra a arbitragem sul-americana, o jornal Olé noticiou que o chefe dos árbitros da Conmebol, o brasileiro Wilson Luís Seneme, houvera sido demitido.

Muita gente deu como certa a queda (que não ocorreu) e outros corrigiram a infirmação. Mas o que aconteceu?

Seneme não caiu, embora a pressão era (e é) grande. Afinal, veja o número de equipes brasileiras e de argentinas classificadas para a próxima fase da Libertadores da América. No futebol, federações e clubes nunca fazem “mea culpa” e procuram sempre um bode expiatório para justificar sua incompetência.

Mas considere:

1- Erros e acertos acontecem aos montes na arbitragem. E se destaque as queixas de Boca Juniors e Cerro Porteño contra Atlético Mineiro e Fluminense. Mas quantos outros equívocos (tão ou mais cabeludos) já ocorreram no torneio ao longo dos anos e não tiveram a mesma repercussão? Dependendo da “vítima”, o volume de reclamações aumenta mais.

2- Por ser brasileiro, Seneme conta com a antipatia dos países de língua espanhola (uma situação histórica no futebol do continente: Brasil vs Demais). E a costumeira pressão da AFA sobre a Conmebol sempre fez efeito. Não dá para deixar de lembrar das peripécias de Nicolas Leoz e Carlos Alarcon… o aceite de pedidos é fato público, onde vira-e-mexe a história nos mostra picaretagens.

3- O nível da arbitragem sul-americana é baixo atualmente. Os melhores estavam na Copa América, e por conta do calendário apertado, foram escalados nos jogos (que foram polêmicos), a “segunda linha” dos juízes do quadro internacional.

4- A grande questão para a manutenção de Seneme é: a CREDIBILIDADE! Ele, diferente dos demais gestores que ali passaram, tem a fama de honesto. E os clubes sabem de tudo isso (que Seneme faz o que pode, que não aceita pedidos e que não existe um bom nome à disposição). Portanto: por enquanto (pois a pressão realmente é enorme) Seneme não cai. Se cairá num futuro próximo, não creio. A médio e longo prazo, pelos antecedentes da Conmebol (veja o número de ex-presidentes envolvidos no FIFAgate), não duvido.

A verdade é: ter alguém que não diz “Amém” aos argentinos é irritante para a cartolagem hermana.

– Vasco da Gama e Botafogo: fase ruim ou queda de patamar?

Quando a fase é ruim, nada dá certo. Prova disso é o inferno que vivem Botafogo e Vasco da Gama na série B – ambos sem técnico e lutando para não ficarem mais um ano longe da elite.

Especula-se que Lisca, Dorival Júnior e Vanderlei Luxemburgo recusaram o Fogão. Já o Time da Colina deve se preparar para recusas como as recebidas pelo seu co-irmão.

Times historicamente grandes, que não conseguem um título de expressão há um bom tempo, precisam se reinventar dentro e fora de campo. Mas como fazer isso sem dinheiro e/ou competência administrativa?

A pergunta que se deve fazer é: os dois cariocas estão vivendo uma prolongada fase ruim ou já se pode admitir que estão em uma nova e definitiva realidade de queda de patamar, diferente de seus rivais Flamengo e Fluminense?

Em tempo: faça a mesma indagação ao Cruzeiro

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– E qual árbitro brasileiro irá para a Copa do Catar?

Depois da Copa América e da Eurocopa, tanto Conmebol e UEFA fazem suas avaliações sobre o trabalho dos árbitros.

Na América do Sul, notou-se a dificuldade de coibir a indisciplina dos atletas locais (que é uma questão cultural). Partidas razoavelmente apitadas, com “aceite” de milonga. Destaque positivo para Raphael Claus, que imagino: poderia ter sido escalado à final caso a Seleção Brasileira fosse eliminada em fases anteriores.

Na Europa, jogos com comportamento melhor dos jogadores e árbitros usando muito melhor o ferramental tecnológico à disposição: ou seja, o uso correto do VAR como auxílio – e não substituição de decisor – à arbitragem. Destaque para as ótimas atuações do alemão Félix Brych (do pênalti dificílimo – mas correto – de Inglaterra x Dinamarca) e Björn Kuipers, o holandês da decisão.

Pós competições continentais, o objetivo é único: escolher definitivamente os árbitros para a Copa do Mundo do Catar em 2022.

No Brasil, o goiano Wilton Sampaio e o paulista Raphael Claus estavam sendo trabalhados há algum tempo – ora se falando que o goiano Sampaio poderia ir como VAR (embora tenha sido criada uma lista de “árbitros especialistas em VAR” internacional), ora como árbitro principal. Até pelas atuações e escalas, parecia-me que Claus seria “bola cantada”, já que estava em melhor fase e sendo melhor preparado.

Entretanto…

A iniciativa da FIFA em criar um “evento inclusivo” mudou tudo: desejando mostrar a diversidade, a meritocracia e até mesmo a força feminina num país machista, escalou a paranaense Edina Alves Batista para o Mundial de Clubes no Catar. E deu certo! Ela, que já estava apitando muito bem no Campeonato Brasileiro, deu conta do recado e foi aclamada por torcedores, jogadores, árbitros e imprensa. Atuou corretamente e atingiu todos os índices físicos exigidos.

Para muitos, a “inclusão” foi uma jogada de marketing. Que seja! A meritocracia valeu mesmo assim. Só que voltando ao Brasil, Edina teve uma superexposição e desencadeou ciúmes e discriminação por sexismo. Muitos homens que deixavam de ser escalados usaram o argumento mesquinho de que “só porquê é mulher”… E a torcida para que ela errasse em campo, por muitos, aconteceu. Vide o episódio complicado envolvendo Internacional x Red Bull Bragantino (para não nos alongarmos, aqui neste link: https://wp.me/p55Mu0-2OK).

Apesar do árbitro Leandro (citado na matéria acima) ser punido e Edina voltado a apitar, ela foi escalada como primeira mulher a apitar na Libertadores da América Masculina, além de ter sido confirmada nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Mas suas escalas no Brasil, contraditoriamente, “minguaram”.

No Paulistão, Claus trabalhou nas finais da A1, e Edina na A2. No Brasileirão, escalas normais para Claus antes da ida à Copa América. Para Edina, nenhum clássico nacional, mas jogos “menos apelativos”. Sua última partida foi Cuiabá 2×2 Ceará, onde ela expulsou Pepê (jogador do time mandante) pelo 2o cartão amarelo ainda no 1o tempo CORRETAMENTE. 

A questão é:

  • Se Edina continua com o rendimento físico dentro do exigido, está bem tecnicamente (comprove assistindo os jogos dela) e disciplinarmente está cumprindo a regra sem fazer média, por que está em jogos “tão escondidos”?

Uma impressão particular que tenho: Raphael Claus irá para a Copa do Mundo, representando o Brasil. E Edina Alves irá também, como árbitra convidada pela FIFA – e o que aparecerá de dirigente de arbitragem dizendo que o mérito dela é fruto da “confiança da Comissão de Arbitragem” não tenha dúvida disso.

– Uma decepção chamada Jair Bolsonaro.

Em 2019, eu achava que o Brasil poderia ter um rumo positivo. Torci, mas me decepcionei – em especial com a truculência, má gestão da pandemia e o grande fator de oposição do Governo Bolsonaro: o cidadão Jair Messias!

Alguns bons ministros sustentam a atual gestão, que sofre com as bobagens desnecessárias ditas pelo presidente (como dizer que a vacina do Butantan não funciona, o descrédito no uso de máscaras, a omissão nas denúncias de seus pares ou ainda que “se não tivermos voto impresso, não tem eleição”).

Uma pena que seja assim. Quero uma presidente competente, honesto e que tenha credibilidade, e não vejo nenhum pré-candidato preenchendo essa lacuna.

Compartilho esse texto de 3 anos:

TODOS QUE GOVERNARAM REVOLUCIONARAM O BRASIL?

Um dia, FHC disse que revolucionou o Brasil com o Plano Real.

Outro dia, também Lula alardeou que revolucionou a nação com suas ações administrativas enfatizando em seu discurso dizendonunca antes nesse país”.

Outrora, foi a vez da presidente Dilma Roussef, em entrevista à TV Al Jazeera (dê um Google para achar essa pérola) bater na tecla de que promoveu uma revolução social democrática em sua administração.

Por último, Michel Temer diz que mudou os rumos do país ao assumir a Presidência, revolucionando os caminhos da crise em rumo do crescimento econômico e da geração de emprego.

Ok, todos fizeram algumas coisas, acertando e errando. Mas com esses 4 últimos “revolucionários”, o Brasil continua igual em péssimos índices sociais e de corrupção.

Gozado, onde está essa revolução de fato? Será que ela virá DE VERDADE com Bolsonaro, ou teremos mais do mesmo? Afinal, esperar até 2022 para que um novo comandante tente de novo, vai ser dose. Mas confesso ter receio na competência de Jair, respeitosamente falando.

Se tudo o que se propagandeia é verdade, seriamos o Canadá, a Noruega, o Japão…

Imagem relacionada

Em vídeo, atualizado, em: https://youtu.be/DIELWUioWGI

– Valorize-se e tenha responsabilidade no que prega.

Na minha esteira, enquanto eu estava correndo e ouvindo meu rádio, escutei durante a canção “Utopia” do Padre Zezinho SCJ (mítico sacerdote da música católica), ele pausando a apresentação e falando sobre a responsabilidade e a competência de quem leva uma mensagem”.

Disse:

Não é porque você está na televisão, que você é melhor ou pior do que alguém. A única diferença dos outros que estão fora da grande mídia é que a sua ‘fala’ vai mais longe”!

Sensacional. Serve para todas as atividades profissionais que tem espaço na TV (independente de crenças ou descrença)… Precisamos de humildade. Carecemos de senso de didática. Necessitamos de vozes diversas para crescermos e aprendermos.

Diante de tudo isso, tenhamos a certeza: somos competentes com ou sem repercussão – e isso nos faz importantes para nós mesmos!

– Corinthians x São Paulo: o critério da escolha do árbitro.

Quando se vai escalar um árbitro para um jogo importante, você avalia algumas nuances. Por exemplo: a importância das equipes. Em qualquer clássico, haverá sempre a preocupação de colocar um juiz que tenha boa qualidade.

1- Especificamente para o Majestoso desta 4a feira: se Corinthians x São Paulo estivessem em condições mais tranquilas (não sendo pressionados pelo mau futebol apresentado e pela pontuação na tabela de classificação), você poderia confiar a partida a algum jovem talento, como algum aspirante à FIFA, a fim de testá-lo (afinal, escalar um árbitro com potencial somente em jogos medianos e nunca em um clássico é deixar de submetê-lo à prova de fogo). Sem torcida nas arquibancadas, melhor ainda para tal teste!

2- Porém, se estivessem brigando pela liderança do campeonato nas rodadas finais, você escalaria o “bola da vez”: aquele árbitro que está sendo escalado constantemente nos jogos da TV aberta e que está em ótimo momento, independente de ser da FIFA ou não. Você escolhe o que está em “boa fase”.

3 – Dito tudo isso, você chega à real situação do jogo de hoje: equipes com os bastidores fervendo e cobrança de resultados melhores, onde ninguém quer perder para não assumir o “estado de crise”. Quem deve apitar? Você não se socorre ao jovem árbitro para testá-lo (há risco de sucumbir aos atletas mais veteranos), nem ao “bola da vez” (que de tanto estar exposto, pode se preocupar com o protagonismo e isso nunca é bom), mas sim aos que “resolvem o problema”– pela experiência e pelo nome conquistado).

4 – Sendo em SP, a primeira opção seria Raphael Claus (que não pode apitar pois está na Copa América). A segunda seria Flávio Rodrigues de Souza, que nas últimas semanas teve um excesso de escalas da FPF envolvendo essas equipes e no seu último Majestoso vimos um empate modorrento (então é melhor evitá-lo). A 3ª e a 4ª seriam Luiz Flávio de Oliveira (mas que já está escalado no “Fla-Flu paulistano de domingo”) e Edna Alves Batista (que não tem tido a mesma confiança em jogos de importância na CBF). Sobram, portanto, os árbitros da categoria “Masters”, que são os ex-FIFAS experientes. Sem pensar muito: Leandro Pedro Vuaden (que foi o escalado).

5 – A escala é ótima (ele é a melhor opção disparado), pois:

A) Tem a confiança de quem o escalou, seu conterrâneo gaúcho “Leonardo Gaciba”.

B) Estará realizando seu jogo 242 no Brasileirão da 1a divisão em 20 anos de carreira, superando Dulcídio Wanderley Boschila (241 jogos) e entrando para os 10 árbitros mais escalados da história (Heber Roberto Lopes, Carlos Eugênio Simon e Arnaldo César Coelho são os Top 3 – Vuaden se aproxima das marcas de Wilson de Souza Mendonça, o 8º, e José de Assis Aragão, o 9º).

C) Ontem ele completou 46 anos, e está de bem com a vida. Isso pode parecer pouco, mas ajuda.

D) Nessas condições, fica a observação: o árbitro não tem que mostrar mais nada para ninguém, pode apitar sem amarras e tomar decisões sem fazer média ou se preocupar com reclamações. Prova disso: o relatório “descomprometido de pudores” com “os dizeres escritos claramente” feito contra Cuca, expulso pelo Atlético Mineiro).

Diante de tudo isso, fica a dica aos jogadores e atletas: joguem bola, evitem cartões ou reclamações.

Corinthians x São Paulo: Palpite do jogo da 8ª rodada do Brasileirão (30/06)

– Precisamos de honesto e competente!

Alguém disse o seguinte:

“Não é porque você odeia a corrupção que tem de aceitar a incompetência. Não é porque você odeia o descaso que tem de aceitar a corrupção”.

Isso serve para nosso país. E acrescento: precisamos de competência, honestidade e credibilidade!

Entendeu?

O problema é: não se acha esse elemento…

pensando delaJusticia.com El rincón jurídico de José R. Chaves

– Qual nome seria o ideal para comandar a CBF? Tente encontrar um!

Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, Cel Nunes, Rogério Caboclo… cada figura presidiu a CBF, não?

Faça um esforço: qual nome poderíamos sugerir como presidente da CBF, a fim de recuperar a sua imagem?

Para tanto, tente encontrar alguém com 3 virtudes: honestidade, competência e poder de agregação.

Consegue encontrar alguém para liderar essa mudança?

Seleção brasileira é máquina de fazer dinheiro da CBF— patrocínio, o motor  | Exame

– 4 Vezes Hélio Castroneves!

Que emocionante a 500 milhas de Indianápolis! Mais ainda com a vitória do brasileiro Hélio Castroneves (conquistando seu tetracampeonato).

O decorrer da corrida aqui: https://motorsport.uol.com.br/indycar/news/helio-castroneves-da-show-no-fim-e-faz-historia-ao-vencer-500-milhas-de-indianapolis-pela-quarta-vez/6518561/

O único problema da Fórmula Indy é que a prova é cansativa… para o telespectador comum, como eu, “valem as voltas finais”. Mas, lógico, para os aficcionados, ela é sensacional da primeira volta até a bandeirada.

O que falar de alguém que ganha 4 vezes a mais emblemática prova de automobilismo do mundo? Sem contar com a capacidade dos EUA de realizarem grandes eventoscom muito público, pois ela estão vacinados!

Hélio Castroneves dá show no fim e faz história ao vencer 500 Milhas de Indianápolis pela quarta vez

– O Red Bull Bragantino se torna modelo a ser seguido no Brasil.

Eu sou defensor inconteste do clube-empresa, seja para os pequenos clubes formadores (um exemplo bacana: o Metropolitano, de Jundiaí, que tem seus objetivos bem claros dentro dos seus propósitos em revelar atletas) ou para os grandes conglomerados (o City Group, dono do Manchester City e outros tantos times, é o exponencial: vide o magnífico CT construído para o Montevideo City Torque, sua recente aquisição).

Se o propósito é ter lucro, ganhar títulos, apresentar talentos jovens, fazer marketing ou simplesmente sobreviver, não importa. Importa é que a realidade está aos nossos olhos e será inevitável no futuro: os grandes de hoje não serão necessariamente grandes daqui há 20 anos!

Quando estamos na história, não a percebemos acontecer com profundidade. Nos anos 60, o inglês Nottingham Forest era campeão da UEFA Champions League. O Nuremberg era o “grandão” da Alemanha, e o Botafogo servia a Seleção Brasileira (em seus melhores anos) com metade do seu plantel. E hoje, como estão esses outroras incontestáveis clubes grandes?

Escrevemos sobre “grandeza dos clubes” quando o próprio Botafogo caiu, e abordamos os “conglomerados de clubes-empresas” aqui: https://wp.me/p4RTuC-teV.

Pois bem: o Red Bull Bragantino tem feito muito bem a sua parte, classificado para a segunda fase da Copa Sulamericana após uma combinação de resultados e sua vitória fora de casa contra o Tolima (somente o 1o do grupo se classifica nesta competição). E os demais brasileiros, o que fizeram? Vide o Corinthians, eliminado logo no quarto jogo dos seis existentes.

A fase de maior conquistas de títulos do Paulista de Jundiaí (se considerados os anos de parceria em relação à proporcionalidade dos anos de sua centenária história) foi como clube-empresa junto à Parmalat, quando o time mudou o nome para Etti Jundiaí – e deixou, além dos acessos no Brasileirão e no Paulistão (com títulos nas divisões inferiores), a semente que frutificou na Copa do Brasil. Depois da co-gestão e da colheita desses louros, sucumbiu à quarta-divisão estadual.

Diferente de co-gestão, o Red Bull é dono dos clubes que administra. E é essa a nova tendência: clube ter dono, como na Inglaterra, na Itália, nos EUA…

Engana-se que o futebol não muda. Ele é dinâmico e não percebemos – dentro e fora de campo. Quem resistiu aos modelos WM de jogo, ficou para trás. Quem imaginaria o sistema de Cartões Amarelos e Vermelhos, substituições e impedimentos com dois atletas atrás da linha da bola nos anos 40? Como pensar que o poderoso Paulistano, tão campeão no Estado de São Paulo, seria uma lembrança no futebol paulista? Ou ainda: que nos tempos em que negros eram excluídos do futebol e que imperava o amadorismo (com a humilhação das histórias do pós-de-arroz), hoje possuiriam salários milionários por mês e estariam até jogando em seleções nórdicas?

Tudo se transforma. Talvez nossa geração não veja os “novos grandes”, mas ocorrerá com nossos filhos ou netos. Garotos de 12 anos não sabem que a Portuguesa, o América e o Bangu tinham certa frequência em 1as divisões, mas conhecem as escalações de Barcelona, Real Madrid ou PSG. Aliás, o que era (nem existia) o PSG nos anos 50? O Bayern era inexistente até os anos 70…

Mesmo se o Massa Bruta / Toro Loko não tivesse se classificado, o trabalho dentro e fora de campo é ótimo. Quiçá São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos fizessem isso…

Em tempo, é óbvio que existe resistência de alguns torcedores: dos que se apegam ao saudosismo, dos que relutam à modernidade em nome do “futebol-raiz” e dos que invejam o modelo e não o tem. À eles, a comparação é fácil: não usem o celular, mas sim o telefone fixo; não comprem Smart TVs, mas usem a de tubo; fiquem no Raio X e ignorem as Ressonâncias Magnéticas modernas. Ou, simplesmente, optem insistentemente pela máquina de datilografar ao invés do computador.

Os usuários desses equipamentos antigos (ou jogadores e torcedores de futebol) podem ser os mesmos, mas ficarão defasados com o passar dos anos até ficarem excluídos (ou serem bulinados) pelo tempo. Claro, o torcedor mais fanático não pensa em nada disso (até porquê o fanatismo impede a racionalidade).

IMPORTANTE: clube nos modelos tradicionais, se fica deficitário, empurra a dívida com a barriga. Clube-empresa, se tem prejuízo e não resolve, quebra. E isso significa: independente do modelo, a competência sempre deverá vir em primeiro lugar.

– Sylvinho no Corinthians? Mas e o treinador “cascudo?

Eu sempre duvidei que Renato Gaúcho, apaixonado pelo Rio de Janeiro e que “não está precisando de dinheiro” (afinal, ganhou bastante nos últimos tempos), fosse aceitar a proposta do Corinthians (ainda mais à espera do Flamengo, já que nunca se pode esperar tranquilidade no relacionamento da torcida com Rogério Ceni).

Diego Aguirre também disse não. Aqui, fica a dúvida: questões financeiras, receio de elenco limitado ou descrédito com a diretoria? Qual teria sido o motivo da recusa?

Sylvinho disse sim. E no anúncio, ficou a propaganda que o “Corinthians é moderno” (vide abaixo). 

Sinceramente? Acho um equívoco. O “moderno Tiago Nunes” foi dispensado pelo Timão. E, nesse momento, me causa espanto pois… qual a experiência de Sylvinho? Respeitosamente, acumulou derrotas e foi demitido no Lyon. Na Seleção Brasileira, estava “treinando” alguém?

Treinador que não pratica, perde a mão. Treinador que não tem experiência, só vai tê-la quando trabalhar. Mas logo de cara no Coringão?

Eu imaginava um nome “cascudo”, que pudesse “aguentar a pressão”. Mas não foi essa a linha da diretoria.

Aguardemos.

Corinthians anuncia a contratação de Sylvinho | corinthians | ge

– A triste coincidência entre Política e Futebol no Brasil… cadê os honestos e competentes?

Fato: com dor, vejo que o Futebol está como a Política: não há um nome sequer que possa trazer união entre os pares / diferentes, mostrar honestidade e competência para dar credibilidade à coisa…

Diga: qual pessoa contempla, hoje, essas virtudes: congregar a todos, fazer a coisa certa e mostrar ética / lisura nos atos?

Responda pensando na Presidência da República e na Presidência da CBF e constate: a primeira, muito maior que a segunda, coincide na ausência de alternativas…

Discussões à parte: hipoteticamente, saindo Caboclo devido ao seu imbrolho (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-uPa), entraria o vice mais velho, o Cel Nunes. Mas qual cartola do mundo do futebol poderia ser um bom nome para presidir a Confederação Brasileira de Futebol?

– Nenhum esforço é em vão!

Nosso suor sempre será recompensadonão se sabe a qual tempo – com alguma coisa boa: aprendizado, conquistas, valores…

Gosto sempre desse tipo de lembrete, como na imagem abaixo: “A luta em que você está hoje, desenvolve a força que você precisa amanhã”. (Autor desconhecido).