– Sobra dinheiro na Federação Paulista de Futebol?

Aqui vemos um exemplo com o descaso do dinheiro dos clubes do estado de São Paulo: segundo o jornalista Marcelo Damato em sua coluna no Diário Lance! (vide abaixo), a Federação Paulista bancará aplicativos de celulares Apple para as Federações do Nordeste!

Ué, por que não faz primeiro aos clubes paulistas a ela filiados?

Por quê Marco Polo Del Nero estaria preocupado com estados vizinhos? Seria campanha para a sucessão de Marin?

Se eu fosse dirigente de clube, contestaria e pediria explicações.

Extraído de: http://blogs.lancenet.com.br/deprima/

APP STORE

As federações do Nordeste vão lançar aplicativos para celulares. Com eles, o público terá acesso a notícias e resultados dos jogos do respectivos Estaduais. A iniciativa começou na Federação Pernambucana e será bancada pela Federação Paulista de Futebol para todos os estados da região. O custo do investimento será de cerca de R$ 100 mil.

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– A Exumação da Família Imperial Brasileira!

Algo diferente: O jornal Estado de São Paulo retratou com exclusividade um estudo secreto sobre o Imperador Dom Pedro I, a Imperatriz Leopoldina (sua 1a esposa) e Dona Amélia (sua 2a esposa).

Tudo ocorreu em sigilo absoluto no Hospital das Clínicas, e foi registrado em cenas e matérias exclusivas.

Algumas curiosidades: Dona Amélia foi mumificada; jóias foram encontradas; Dom Pedro tinha costelas fraturadas e media entre 1,68m e 1,73m.

O próximo passo é reconstituir em holograma seu corpo e até mesmo o timbre da sua voz ser reproduzido!

O link para quem tiver interesse está em: http://topicos.estadao.com.br/familia-imperial

Veja Dom Pedro I abaixo:

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– Santos perde mando de jogo. Bom ou ruim?

O Santos não poderá mandar o clássico contra o Corinthians na Vila Belmiro, devido ao fato da punição do STJ-FPF em relação às moedas arremessadas pela torcida no clássico contra o são Paulo.

Mas… fique com a pulga atrás da orelha: a Vila é pequena, a renda é baixa… Se o Santos jogar em Presidente Prudente, por exemplo, quanto seria a renda?

Eu sou sempre favorável para que se jogue no seu próprio domicílio. Mas será que o fator “questão financeira” não fala mais alto algumas vezes?

Pode ser que um jogo lá atenda a alguns interesses, fora do mérito esportivo.

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– Hospital que Começa mal…

Lembram-se de um Hospital inaugurado no Ceará com um show caríssimo da Ivete Sangalo?

O cachê absurdo gerou polêmica, principalmente pelo fato do Ceará ser um estado pobre, a Ivete ser uma artista cara, o hospital não estar pronto e, cá entre nós: alguém já viu evento musical para inaugurar leitos para doentes?

Se não bastasse tudo isso, a fachada do Hospital caiu!

A que custo essa obra sairá quando estiver realmente pronta?

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– Nomeando e dando sentido às Marcas: o desafio das empresas na China

Que tal tomar um ‘sabor divertido’, correr com um ‘passos rápidos’ e escovar os dentes com ‘limpeza superior’?

Tá sentindo falta do nome das marcas?

Na China, a moda agora é encontrar nomes cuja fonética e significado sejam agradáveis aos consumidores. A dependência do uso de ideogramas é o motivador, somado à necessidade de encontrar um resultado adequado para o comércio. Além, claro, do fato de que lá as marcas tem que ser nomeadas.

Por exemplo: em alguns países orientais, os nomes das pessoas se referem as qualidades desejadas. Ninguém se chama “Daniela” ou “Patrícia”, mas “Flor Reluzente” ou “Água Pura”.

Assim, as empresas vivem a febre da sonorização ideal. Lá, a Coca-Cola desenvolveu um ideograma para nomear sua marca cujo som é: Kekoukele, que na tradução seria ‘sabor divertido’. A Rebook: Rui bu (passos rápidos). Colgate: Gao lu jie (limpeza superior). Citibank: Hua qi Yinhang (bamco da bandeira de listras e estrelas). Pentium: Bem teng (galopando).

A Microsoft teve que tomar certos cuidados. O buscador Bing, por exemplo, significava ‘defeito e vírus’. Virou Bi Ying, com o significado ‘responde sem falhas’.

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– Sábias Palavras!

Acabei de ler e achei fantástico. É sobre momentos de tribulação:

Após uma conversa íntima com Cristo, tudo fica melhor“.

Autor Desconhecido.

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– Carne de Cavalo na Europa: o que fazer?

Cada vez mais as autoridades de saúde européia estão preocupadas com o problema da utilização de carne de cavalo no lugar de carne de boi, enganando o consumidor.

O grande problema é a quantidade de anti-inflamatórios nesse tipo de carne, levando as pessoas a intoxicar-se com eles, quando consomem (desavisadas).

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– Oscar Pistorius

E o campeão para-olímpilico Oscar Pistorius?

Caramba, não deu tempo de comentar. Um cara carismático, atleta e de boa cabeça (aparentemente), sendo o grande suspeito e provável assassino da sua namorada, uma modelo sulafricana.

Na época das Olimpíadas de 2012, escrevi sobre ele aqui: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2012/08/07/oscar-pistorius-o-nome-da-olimpiada-de-londres/

Não pensei que me arrependeria do texto.

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– Protesto contra a Democracia?!?!

Coisa surreal: a blogueira Cubana Yonai Sánchez, que há tanto tempo luta pela democracia em sua ilha e contra o regime totalitário da Família Castro, enfim conseguiu sair de Cuba. Veio a Salvador/BA, e eis que… pessoas protestavam contra ela!

Admiradores do regime Castrista estavam lá, dizendo que ela era agente da CIA…

Caramba. O que dizer? Há malucos para tudo.

Veja a foto abaixo:

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Quem seriam essas pessoas? Militantes políticos ou malucos defensores do Autoritarismo e do Comunismo no modelo falido?

– Jundiaí pergunta: a que horas deverá ocorrer a Sessão de Trabalho dos Vereadores?

Uma boa pauta: na próxima 4a feira, a população será instigada a dizer em qual horário as sessões do Legislativo devem ocorrer.

Continuar nas manhãs de terça, ou levar o trabalho dos vereadores à noite?

Na verdade, nas duas situações temos facilitadores e complicadores…

Abaixo:

JUNDIAÍ REALIZA AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE HORÁRIO DAS SESSÕES DA CÂMARA MUNICIPAL

Por Reinaldo Oliveira

Dia 20 de fevereiro, a partir das 19h, realiza-se em Jundiaí uma Audiência Pública, para deliberação sobre o horário das sessões da Câmara Municipal. A proposta que será colocada em pauta é de que as sessões camarárias, que atualmente ocorre, às terças-feiras na parte da manhã, sejam transferidas para o período noturno. Esta proposta faz parte de outras 11, que foram denominadas de Metas Legislativas e teve a participação popular lideradas pelo Movimento Voto Consciente Jundiaí, Pastoral Fé e Política, Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região, Ordem dos Advogados do Brasil, e mais de 20 outras entidades da sociedade civil. Neste sentido, no dia 15 de fevereiro o presidente da Câmara Municipal de Jundiaí, vereador Gerson Sartori (PT), recebeu integrantes do Movimento Voto Consciente Jundiaí, Pastoral Fé e Política e da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região para tratar das Metas Legislativas. Como houve mudança de legislatura, o encontro teve como objetivo a retomada de diálogo que visa aproximar a Câmara da população. Importante lembrar que dentre as Metas sugeridas através consulta popular nos diversos segmentos da sociedade estão a criação de Tribuna Livre, estimulação de debates públicos, maior transparência dos gastos e outras. Ainda na pauta do encontro, as entidades apresentaram uma proposta da criação de um Grupo de Trabalho composto por vereadores e integrantes das organizações sociais com o objetivo de avançar na execução das Metas Legislativas, já em pauta, bem como um canal de diálogo com o Legislativo, que possibilite apresentação de idéias populares e colaborativas para uma cidade melhor.

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– Ponte Preta X Santos: acertou o árbitro?

Ontem, mais uma polêmica envolvendo o atacante Neymar. Tão jovem, tão craque e tão intempestivo…

No final do primeiro tempo, uma bola foi alçada na área penal da Ponte Preta. Na entrada da grande área, com a bola ainda em jogo e com os atletas não estando em condição de disputá-la pela trajetória, Neymar chuta o adversário Arthur entre as pernas. Num primeiro momento, me pareceu uma encoxada, mas com a imagem recuperada, sem dúvida foi uma ação proposital. O atingido se vira, e tenta um tapa para intimidar.

Pela Regra do Jogo, ambos poderiam ser expulsos ali, ou, dependendo da interpretação do árbitro, poderiam receber um cartão amarelo acompanhado de bronca. Mas na sequência, os dois atletas se juram, mão no rosto, aperto de buchecha e ofensas simultâneas. Com esse acúmulo de atitudes inconvenientes, a expulsão dos dois atletas foi correta. Segundo a súmula da FPF (acesse em: http://is.gd/AAPPxSFC e procure o referido jogo), quem viu o início da confusão foi o árbitro adicional Rodrigo Braguetto.

Porém, tivemos uma falha: o jogador pontepretano Cleber, em meio ao tumulto, dá um safanão que derruba o santista. Por essa atitude, também deveria ser expulso.

Duas considerações:

1) Quando está com o placar em desvantagem, Neymar parece ser outro jogador. Nervoso demais e excessivamente questionador com a arbitragem… Será que não precisaria de maior equilíbrio emocional? Hoje, isso é “treinável”.

2) Luís Flávio de Oliveira, o árbitro do jogo, se machucou durante a partida. Antonio Rogério Batista do Prado, árbitro do Derby ocorrido na mesma tarde, voltou de contusão. Será que a rigorosíssima cobrança física sobre os árbitros não está ocasionando overtraining? Isso é uma crítica antiga minha: a FIFA, CBF e FPF estão querendo velocistas, não árbitros.

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– Ponte Preta X Santos: acertou o árbitro?

Ontem, mais uma polêmica envolvendo o atacante Neymar. Tão jovem, tão craque e tão intempestivo…

No final do primeiro tempo, uma bola foi alçada na área penal da Ponte Preta. Na entrada da grande área, com a bola ainda em jogo e com os atletas não estando em condição de disputá-la pela trajetória, Neymar chuta o adversário Arthur entre as pernas. Num primeiro momento, me pareceu uma encoxada, mas com a imagem recuperada, sem dúvida foi uma ação proposital. O atingido se vira, e tenta um tapa para intimidar.

Pela Regra do Jogo, ambos poderiam ser expulsos ali, ou, dependendo da interpretação do árbitro, poderiam receber um cartão amarelo acompanhado de bronca. Mas na sequência, os dois atletas se juram, mão no rosto, aperto de buchecha e ofensas simultâneas. Com esse acúmulo de atitudes inconvenientes, a expulsão dos dois atletas foi correta. Segundo a súmula da FPF (acesse em: http://is.gd/AAPPxSFC e procure o referido jogo), quem viu o início da confusão foi o árbitro adicional Rodrigo Braguetto.

Porém, tivemos uma falha: o jogador pontepretano Cleber, em meio ao tumulto, dá um safanão que derruba o santista. Por essa atitude, também deveria ser expulso.

Duas considerações:

1) Quando está com o placar em desvantagem, Neymar parece ser outro jogador. Nervoso demais e excessivamente questionador com a arbitragem… Será que não precisaria de maior equilíbrio emocional? Hoje, isso é “treinável”.

2) Luís Flávio de Oliveira, o árbitro do jogo, se machucou durante a partida. Antonio Rogério Batista do Prado, árbitro do Derby ocorrido na mesma tarde, voltou de contusão. Será que a rigorosíssima cobrança física sobre os árbitros não está ocasionando overtraining? Isso é uma crítica antiga minha: a FIFA, CBF e FPF estão querendo velocistas, não árbitros.

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– O Supermercado do Futuro

Em breve, você estará indo a mercados sem caixas, carrinhos inteligentes e filas-zero.

São os novos supermercados hi-tech, que surgem aos poucos!

Extraído de Istoé Dinheiro, Ed 18/05/11, pg 14

SUPERMERCADO DO FUTURO

Os congelados derretendo, e cliente parado na fila do caixa esperando para pagar suas compras. Em breve, essa cena será coisa do passado.

Por Flávia Gianini

Imagine pegar o carrinho de compras com um monitor trazendo as ofertas do dia na tela, e mais, já calculando todos os produtos que você está comprando. Isso existe e já está sendo usado pelo Walmart nos EUA e a rede alemã Metro.

No Brasil, a tecnologia é quase inédita para o grande público, mas já há testes para sua aplicação, pois com dinheiro em mãos, o brasileiro vai mais frequentemente às compras.

Pesquisa aponta que a frequência das idas do consumidor ao supermercado aumentou de 106 visitas, entre 2008 e 2009, para 123 vezes em 2010.

O setor, que faturou R$ 185 bilhões em 2010, sendo 31% deste valor só no Estado de São Paulo faz projeções otimistas para o futuro, mesmo em meio a uma anunciada desaceleração econômica.
Os varejistas comemoram o aumento do consumo, mas já estão atentos à consequência quase que inevitável do sucesso nas vendas: as indesejáveis filas. Assim buscam soluções que tornem a experiência o mais dinâmica possível.

De olho nisso,  a Associação Paulista de Supermercados (Apas), discute a necessidade de inovação do setor durante a feira que realiza todos os anos e que é a maior mundo.

A tecnologia chamada RFID (Radio Frequency IDentify) é uma etiqueta eletrônica, que substitui o código de barras nos produtos e nas gôndolas das prateleiras, e que emite ondas de rádio. Assim, quando o consumidor coloca um produto no carrinho, junto ao monitor, um sensor capta os sinais por meio do RFID, identificando o produto, sua validade e o preço.

Estas informações aparecem na tela do carrinho permitindo ao cliente, um maior controle na compra, já que ele pode visualizar todos os itens, preço por unidade, valor total, informações nutricionais e até receber dicas de receitas para cada item.
Na hora do pagamento, uma antena no caixa capta os sinais do carrinho e já transmite ao computador do atendente quais os produtos comprados e qual o valor final a ser cobrado. O cliente chega ao caixa, passa o seu cartão de crédito do mercado e a compra está finalizada.

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– Pastoral Fé e Política planeja atividades para o ano de 2013

Por Reinaldo Oliveira

A Pastoral Fé e Política, da Diocese de Jundiaí, dando continuidade ao planejamento para as atividades de 2013, promoveu reunião oedinária na Cúria Diocesana, no dia 16 de fevereiro. Dentre as ações iniciais foi debatido sobre as Comissões de Acompanhamento das sessões das Câmaras Municipais das 11 cidades da área da Diocese. Nesta ação, Agentes da Pastoral participam das sessões ordinárias das câmaras municipais como observadores, fazem anotações sobre as votações, através de uma planilha que contém o nome de cada vereador, onde é anotado como foi a participação deles no processo de votação, apresentação de projetos de lei, requerimentos, etc. Outra ação debatida foi sobre a edição 2013 da Caminhada dos Mártires, que é uma manifestação mística e profética da Igreja, lembrando os mortos martirizados em defesa de seus direitos. Atualmente é uma forma também da comunidade manifestar o seu descontentamento diante das injustiças sociais e corrupção. Vale lembrar que em abril de 2012 quando da realização da 1ª Caminhada dos Mártires, realizada no Distrito do Jacaré, em Cabreuva, dentre as ações apontadas pela comunidade como a construção de um cemitério próximo do ribeirão, cuja água abastece as cidades de Itu, Salto e Indaiatuba, a falta de vagas em creche municipal, a instalação de uma mineradora que poderia prejudicar a cidade e outras dificuldades apontadas, após a manifestação através da Caminhada, algumas foram solucionadas e outras estão em andamento. A 2ª Caminhada será realizada no dia 17 de março, no Distrito de Botujuru – em Campo limpo Paulista, onde a comunidade se manifestará sobre problemas de moradia, a continuidade da obra de um túnel para atravessar linha do trem, o abandono de obras que estão sendo realizadas, ruas esburacadas, construção de praça pública e outras. Neste dia o Bispo Dom Vicente Costa estará presente na Caminhada, junto com demais padres da Diocese. Fiéis das 11 cidades da área da Diocese estão convidados a participar deste momento de clamor por justiça social.

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– Análise dos Lances de Corinthians 2 x 2 Palmeiras

No Derby deste domingo no Pacaembú, uma partida boa para se assistir: gols, boas jogadas e algumas polêmicas.

Primeiro destaque: Ralf mostrou dualidade de competência: ingênuo num lance, inteligente no outro. E a arbitragem idem em ambos. Explico: no lance do segundo gol palmeirense, a jogada nasceu de uma cobrança de falta originada de um lance infantil de Ralf: uma bola na lateral em velocidade, quase saindo de campo, e o atleta vai no corpo do adversário. O bom bandeira Bocão (apelido do amigo Anderson Coelho) estava atento e marcou a desnecessária infração cometida.

Mas Ralf mostraria algo mais: minutos depois, o palmeirense Márcio Araújo avançou, atravessou o campo e na disputa de bola com o corinthiano, ganhou a posse, restando apenas Cássio a sua frente. Porém, Ralph se vira ao árbitro, abdica do lance e pede/grita/cava falta. O árbitro Rogerinho (Antonio Rogério Batista do Prado) marcou… Não foi nada, mas talvez por ter sido Ralph, que é um atleta respeitado, o juizão caiu na lábia do atleta.

Mais tarde, uma prova de que as Regras do Jogo podem desagradar: Emerson Sheik, na metade do segundo tempo, deu uma entrada perigosíssima em Wesley, que só não se machucou pois pulou. Deveria ter recebido Cartão Vermelho! Entretanto, o árbitro entendeu como ação temerária, e puniu com Cartão Amarelo. Curioso: Cartão da mesma cor que recebeu Romarinho, por retardar o início de jogo com comemoração excessiva do gol…

Um tenta quebrar o adversário; outro festeja o tento alcançado. Ambos punidos da mesma forma! Algo não precisa ser mudado? Aliás, qual atleta (que não jogue no Corinthians), tem Emerson Sheik como atleta leal em campo?

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– Corinthians 2 x 2 Palmeiras: Jogo Bom, Regra Chata, Jogador Xarope

No Derby deste domingo no Pacaembú, uma partida boa para se assistir: gols, boas jogadas e algumas polêmicas.

Primeiro destaque: Ralf mostrou dualidade de competência: ingênuo num lance, inteligente no outro. E a arbitragem idem em ambos. Explico: no lance do segundo gol palmeirense, a jogada nasceu de uma cobrança de falta originada de um lance infantil de Ralf: uma bola na lateral em velocidade, quase saindo de campo, e o atleta vai no corpo do adversário. O bom bandeira Bocão (apelido do amigo Anderson Coelho) estava atento e marcou a desnecessária infração cometida.

Mas Ralf mostraria algo mais: minutos depois, o palmeirense Márcio Araújo avançou, atravessou o campo e na disputa de bola com o corinthiano, ganhou a posse, restando apenas Cássio a sua frente. Porém, Ralph se vira ao árbitro, abdica do lance e pede/grita/cava falta. O árbitro Rogerinho (Antonio Rogério Batista do Prado) marcou… Não foi nada, mas talvez por ter sido Ralph, que é um atleta respeitado, o juizão caiu na lábia do atleta.

Mais tarde, uma prova de que as Regras do Jogo podem desagradar: Emerson Sheik, na metade do segundo tempo, deu uma entrada perigosíssima em Wesley, que só não se machucou pois pulou. Deveria ter recebido Cartão Vermelho! Entretanto, o árbitro entendeu como ação temerária, e puniu com Cartão Amarelo. Curioso: Cartão da mesma cor que recebeu Romarinho, por retardar o início de jogo com comemoração excessiva do gol…

Um tenta quebrar o adversário; outro festeja o tento alcançado. Ambos punidos da mesma forma! Algo não precisa ser mudado? Aliás, qual atleta (que não jogue no Corinthians), tem Emerson Sheik como atleta leal em campo?

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– O Lance de Ronaldinho Gaúcho X Rogério Ceni em Atlético/MG X São Paulo. Vale?

Na partida entre Atlético Mineiro 2 X 1 São Paulo, na noite de quarta-feira pela Libertadores, um lance inusitado: Ronaldinho Gaúcho bebia água junto a Rogério Ceni, e eis ficou lá na grande área são-paulina sozinho, isolado, em posição de impedimento.

Porém…

Não é que um arremesso lateral foi cobrado a ele, que sozinho pegou a todos desprevenidamente e marcou um gol?

Se jogada treinada ou não, sei lá. Mas conheciam a regra e foram inteligentes.

E algo a debater: por quê não se treina detalhes da Regra do Jogo?

Quer melhor exemplo do que tiro de meta? Basta o cara ficar na banheira e esperar um “bico do goleiro”, que não há problemas. Poucos jogadores sabem que não existe impedimento em tiro de meta…

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– Identificando um bom professor!

O artigo de Gustavo Ioscpe na Revista Veja desta semana (13/02/3013) é uma das boas coisas que mentes brilhantes criam. Independente se você for professor ou aluno, tenho certeza que gostará:

COMO IDENTIFICAR UM BOM PROFESSOR

Vou fazer uma pergunta fácil: você teve algum Professor especial, que fez diferença na sua vida? Se você passou mais de dez anos estudando, aposto que não apenas a resposta foi positiva, como imediatamente lhe veio à mente aquele(a) Professor(a). Agora, uma pergunta mais difícil: você poderia descrever as qualidades desse Professor especial, de forma que seus atributos pudessem ser copiados por todos os outros Professores em atividade?

Uma série de estudos demonstra que um bom Professor exerce influência substancial sobre seus Alunos, não apenas durante o período Escolar mas por toda a vida. Boa Educação melhora a saúde, diminui a criminalidade e aumenta o salário. Eric Hanushek, pesquisador de Stanford, calcula que um Professor que esteja entre os 25% do topo da categoria e que tenha uma turma de trinta Alunos gera, a cada ano, um aumento na massa salarial desses Alunos de quase 500 000 dólares ao longo da vida deles. O problema é que, mesmo que todos saibam intuitivamente quem é um bom Professor, ainda não conseguimos explicar e decompor o seu comportamento de forma que seja possível identificar os
bons profissionais, promovê-los e reproduzir a sua atuação. Os estudos estatísticos, que se valem de dados facilmente quantificáveis, nos trazem alguns bons indícios — por exemplo, a experiência do Professor só importa nos dois a cinco primeiros anos de carreira; Professores que faltam às aulas têm Alunos que aprendem menos; Professores que obtiveram notas melhores em testes padronizados, estudaram em universidades mais competitivas e têm mais habilidade verbal exercem impacto positivo sobre o aprendizado dos Alunos; quanto mais sindicalizados os Professores, mais eles faltam e mais insatisfeitos estão com a carreira; e Professores com expectativas mais altas para seus Alunos também obtêm resultados superiores. Essas são todas variáveis “de fora”; estudos mais recentes começam a entrar na Escola e na sala de aula e tentam explicar os componentes de um bom Professor.

Um estudo lançado em janeiro representa um grande passo à frente (esse e todos os outros estudos citados aqui estão em http://www.twitter.com/gios-chpe). Patrocinado pela fundação Bill & Melinda Gates, ele conseguiu criar um “mapa da mina” para a identificação de bons Professores, depois de acompanhar milhares de Professores e Alunos em sete distritos Escolares americanos (incluindo Nova York, Dallas e Denver) ao longo de três anos. Normalmente, só cito neste espaço estudos publicados em revistas acadêmicas ou simpósios, que são revisados e criticados por outros acadêmicos, porque é pequena a probabilidade de uma fundação privada reconhecer em um relatório que, “depois de três anos de esforços e milhões de dólares gastos, não encontramos nada de relevante”. Nesse caso, porém, creio que a exceção é justificada, não apenas por se tratar de uma fundação séria, que chamou pesquisadores renomados para o trabalho, mas também por seu design inovador.

Em 2009-2010, o estudo tentou criar instrumentos que identificassem Professores competentes. Chegou a um menu de três itens: observação de Professores em sala de aula, questionários preenchidos pelos Alunos e ganhos dos Alunos em testes padronizados, ou seja, quanto os Alunos daquele determinado Professor ganhavam em aprendizado de um ano a outro nesses testes (equivalentes ao nosso Enem ou Prova Brasil). Fez-se um trabalho cuidadoso para estabelecer quem deveria observar os Professores, quantas vezes e olhando para quais dimensões; como inquirir os Alunos; e no quesito valor agregado, teve-se a precaução de controlar uma série de variáveis dos Alunos (status social, situação familiar etc.) para que se pudesse isolar a qualidade do Professor, não do Aluno.

Mesmo com todos esses cuidados, ainda há muito que não sabemos nem controlamos que pode interferir nos resultados. Pode ser que os melhores Alunos procurem os melhores Professores, ou que os melhores Professores escolham dar aulas para turmas ou séries melhores, e aí o que pareceria o impacto do Professor seria uma complexa interação entre Professores e Alunos que inviabilizaria qualquer análise. (Seria como examinar a eficácia de um médico julgando apenas a taxa de cura dos seus pacientes. Se os casos mais complicados procuram os melhores médicos, ou se os melhores médicos procuram os pacientes mais intratáveis, é provável que os melhores médicos e os piores tenham pacientes com expectativa de vida similar, apesar de terem competências radicalmente distintas.) A fundação então conseguiu fazer o que se faz nas ciências exatas para isolar o efeito de uma variável: no ano seguinte, distribuiu os Professores aleatoriamente. A turma a que cada um ensinaria foi totalmente determinada por sorteio. Mais de 1 000 Professores, atendendo mais de 60 000 Alunos, participaram. E os resultados são fascinantes.

Em primeiro lugar, a performance esperada dos Professores ficou muito próxima da performance real (ambas medidas pelo aprendizado de seus Alunos). Ou seja, os Professores identificados como bons através das observações de seus pares, questionários de Alunos e valor agregado em anos anteriores continuaram, grosso modo, sendo bons Professores ensinando a turmas aleatoriamente escolhidas.

Em segundo lugar, foi possível sofisticar o modelo. Testaram-se quatro variações das ferramentas de avaliação dos Professores, e notou-se que uma das melhores combinações era aquela que dava peso igual (33% a cada um) aos três componentes (performance em teste, observação e questionário de Alunos). Quando alguns Professores reclamam que é reducionismo avaliá-los somente pela performance de seus Alunos em testes, aparentemente têm razão: é melhor adicionar essas duas outras variáveis. Também se testaram vários modelos diferentes de observação Docente, desde aquele em que o Professor é avaliado por seu diretor até versões mais complexas. Os modelos mais confiáveis se mostraram aqueles em que o Professor foi avaliado por pelo menos quatro observadores, em aulas diferentes, sendo dois deles pessoas da administração da Escola (é importante que seja mais de uma para evitar a influência de conflitos/preferências pessoais) e dois, outros Professores, treinados para a tarefa.

Nenhum estudo é definitivo, muito menos um feito por uma fundação, e nada garante que os mesmos achados serão encontrados no Brasil, ainda que normalmente o que apareça nos Estados Unidos também se verifique aqui. Mas, ante o modelo atual, obviamente fracassado, em que o Professor é contratado por concurso no início da carreira e depois fica esquecido em sua sala de aula, fazendo o que bem entender e sendo promovido por nível de estudo e experiência, o horizonte descortinado por essa pesquisa é bem mais promissor. Precisamos encontrar e premiar os bons Professores. E ter ferramentas objetivas e mensuráveis para tirar os maus profissionais da sala de aula. Sem isso, dificilmente sairemos dessa pasmaceira.

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– Queda de Meteorito na Rússia: Impressionante!

Pensei que nunca veria algo assim: um meteoro (com fragmentos de diversos meteoritos) caiu na Rússia, deixando quase 1000 feridos.

No link abaixo, há a matéria do acontecimento e um vídeo com os corpos celestes caindo no planeta Terra. De fato, é impressionante- parece ficção científica. E como ninguém previu?

O endereço está em: http://is.gd/IMGWdu

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– Fusão da US Airways com a American Airlines cria a maior aérea do Mundo.

Depois da falência da PanAm, a maior de todas, há muito tempo os EUA ficaram longe do posto de “país com a maior empresa aérea do mundo”.

Agora, uma gigantesca empresa nasce: AA + US Air!

Extraído do Wall Street Journal: http://online.wsj.com/article/SB10001424127887323478004578304584086018110.html

FUSÃO É VITÓRIA PESSOAL PARA LÍDER DA US AIRWAYS

Por SUSAN CAREY e MIKE SPECTOR

A fusão da controladora da American Airlines, a AMR Corp., com a US Airways Group Inc. dá o toque final à remodelação do setor aéreo dos Estados Unidos. Para o homem que articulou o negócio, Doug Parker, diretor-presidente da US Airways, a fusão representa um triunfo pessoal, depois de anos tentando sem sucesso unir sua empresa aérea de médio porte a uma maior.

Os conselhos de administração das duas empresas se reuniram separadamente na tarde de quarta-feira e aprovaram a transação de troca de ações, que dá aos credores da AMR 72% da companhia combinada e aos acionistas da US Airways o restante, segundo pessoas a par do assunto. A fusão, se aprovada pelo juiz encarregado do processo de recuperação judicial da American e pelos reguladores de proteção da concorrência dos EUA, criará uma companhia com valor de mercado próximo de US$ 11 bilhões e a maior do mundo em tráfego, preencherá lacunas na rede atual de rotas da American e tirará a US Airways de perigo.

A fusão foi formalmente anunciada ontem de manhã.

Parker lutou persistentemente por mais de um ano contra a resistência do diretor-presidente da AMR, Tom Horton, seu velho amigo e rival, e acabou convencendo os diversos credores da AMR de que uma fusão criaria uma aérea mais forte e traria mais valor aos acionistas do que o plano da American de sair da recuperação judicial como uma empresa independente. Parker vai comandar a nova companhia como diretor-presidente, relegando Horton à função de presidente não-executivo do conselho de administração. Ambos têm 51 anos de idade e começaram suas carreiras no setor aéreo no departamento financeiro da American, em meados da década de 80.

Horton, um executivo elegante e corredor de longa distância que passou toda sua vida profissional na American, somente tornou-se diretor-presidente da AMR no dia em que a empresa pediu concordata, no fim de 2011. Ele trabalhou duro para reestruturar a companhia, reduzir despesas e reativar a melhoria de produtos. Ele liderou a campanha de renovação da marca que a empresa lançou no fim de janeiro. Mas, sob os termos do acordo, não será ele quem vai tornar a American viável de novo. Esta honra caberá a Parker.

Parker já havia orquestrado uma fusão antes, a da America West Airlines com a US Airways, em 2005, quando esta última saía de sua segunda concordata. O negócio foi um presságio para uma onda de consolidações que levou três outras grandes aéreas a encontrar parceiras.

O casamento entre a American e a US Airways representaria um desafio muito maior. A American é quase duas vezes maior que a US Airways em tráfego, mas seria administrada pela diretoria da empresa menor.

E fusões podem ser complicadas, como Parker sabe muito bem. A US Airways sofreu um colapso nos seus serviços em 2006, quando mudou seu sistema de reservas, e seus dois grupos de pilotos estão às turras há anos.

Convencido de que a consolidação é o caminho para um setor mais estável, o diretor-presidente continuou procurando uma nova parceira, uma busca que trouxe sua dose de humilhações, mas também lições preciosas.

Parker fez uma fracassada oferta hostil pela Delta Airlines Inc. em 2006, quando esta companhia estava em processo de recuperação judicial. E a US Airways foi duas vezes esnobada pela United, a qual acabou decidindo se juntar à Continental em 2010 para formar a United Continental Holdings Inc. Quando aquela fusão foi anunciada, Jeff Smisek, o diretor-presidente da Continental, disse que queria que a United escolhesse a sua aérea, “a bonita”, ao invés da US Airways, “a feiosa”.

Quando a AMR pediu concordata, Parker e sua equipe reconheceram que era a última chance de fazer um grande negócio ou correr o risco de ser marginalizada. Em janeiro de 2012, a US Airways manifestou publicamente o seu desejo, contratou um banco de investimento e consultores jurídicos e começou a promover a ideia para Wall Street e quem mais estivesse disposto a ouvir.

Foi um tiro no escuro. No começo, a AMR não mostrou nenhum interesse, preferindo cortar custos na recuperação judicial e então ressurgir como uma aérea independente. Mas Parker angariou apoio. Os credores da AMR exigiram que Horton considerasse uma fusão como alternativa ao plano de reestruturação da companhia, de modo que os credores pudessem escolher o negócio que trouxesse mais valor.

A mensagem da US Airways também agradou os sindicatos da American. Frustrados com anos de concessões e discussões trabalhistas emperradas, eles se entusiasmaram com a possibilidade de uma nova administração e cortes menos drásticos nos salários. Em abril, os três sindicatos alardearam seu apoio à fusão, uma vitória para Parker sobre Horton e sua equipe.

Sob a pressão contínua dos credores da AMR, a American abriu as portas para o negócio em maio, ao assinar um acordo para explorar possíveis cenários de consolidação. Em julho, Horton disse a credores que, diante da melhora nos resultados financeiros da American, fazia sentido avaliar opções de fusão.

Horton mudou de opinião em meados do ano passado depois de analisar o plano da US Airways, disse Thomas Roberts, um sócio da área de fusões e aquisições da firma Weil, Gotshal & Manges LLP, que está cuidando da concordata da AMR. “Ele é realmente bom para enxergar o que os números estão dizendo” e reconheceu que uma fusão criaria mais valor do que um plano independente, disse Roberts.

As duas áreas começaram a negociar seriamente e a trocar informações privadas em setembro. Em novembro, a US Airways fez sua segunda oferta: os credores da American ficavam com 70% da empresa combinada e os acionistas da US Airways com os outros 30%, com Parker no comando como diretor-presidente e presidente do conselho. “Durante toda a minha carreira eu me preparei para este momento”, disse Parker na época a um comitê de credores.

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– Visão de Árbitro sobre número de faltas em Messi e em Neymar

Uma discussão que se alonga há tempos, e que confesso, se tornou cansativa, é: Neymar é caçado em campo ou não?

Quando surge o debate sobre esse tema, não há como não lembrar de Messi: o atual número 1 do mundo é costumeiramente recordado para se comparar, polemizar e até mesmo rivalizar com o jogador santista, justamente pela fama que o argentino tem em “não cair em campo”, permanecendo em pé e disputando as jogadas sem priorizar as faltas. Para quem não teve a oportunidade de assistir, vale a pena esse vídeo do YouTube: Lionel Messi – Never Dives: http://www.youtube.com/watch?v=I0gS5CshUDE

Porém, alguns números podem trazer, se analisados de maneira absoluta e não-relativa, uma falsa impressão de que Neymar é perseguido duramente em campo, enquanto Messi não é. Esses números se referem a faltas recebidas. Vamos conhecê-los?

Segundo os dados do ex-árbitro FIFA e atualmente comentarista do Sportv Leonardo Gaciba, em Outubro/2012 (quase final do Brasileirão 2012 e do 1o turno da Liga Espanhola 2012/2013), Neymar sofrera 7,2 faltas por jogo, contra 2,2 de Messi.

De maneira simplista, você pode dizer que Neymar apanha mais de 3 vezes do que Messi. Mas há um dado curioso: o português Cristiano Ronaldo recebeu no mesmo período 2,4 faltas por jogo, quase a mesma média do argentino rival (dados em: http://is.gd/AmXQCt). Neymar sofre muitas faltas, ou os jogadores do Campeonato Espanhol recebem poucas?

Ainda ingenuamente, você poderia alegar que tais números comprovam que Neymar é perseguido. Mas antes de aprofundarmos o debate, mais números curiosos: até Ananias, jogador da Portuguesa, recebeu mais faltas que Lionel Messi! O atleta, segundo o Uol/Folha de SP/ DataFolha (dados em: http://is.gd/sBCHQR) recebeu 3,3 faltas por jogo durante o último Campeonato Brasileiro, sendo o 10o do ranking de atletas que sofreram infrações naquele ano.

Para ajudar a ter uma melhor interpretação dos números, vale outro indicador: o de médias de faltas por torneio. Em 2012, o Campeonato Brasileiro teve 36,8 faltas / jogo (contra 36,2 em 2011). Wilton Pereira Sampaio, eleito o melhor árbitro do campeonato pela CBF (embora não tenha meu voto), marcou quase 44 faltas /jogo. Na Espanha, a média é 28. Na Inglaterra e na Argentina, 21 (dados de http://is.gd/TwfkOT)! No Paulistão, em jogos do Santos (até a rodada 6, segundo as súmulas da FPF), é de 31,5.

É necessário comentar: o que podemos dizer do número de faltas por aqui, se uma partida tem 90 minutos? Uma falta a quase 2 ½ minutos corridos! E se contabilizarmos tempo efetivo de jogo (bola rolando), a coisa piora.

As características dos dois atletas – Neymar e Messi – bem como as dos campeonatos – brasileiro e espanhol – podem nos dizer muita coisa. E é aqui que começamos uma interpretação relativista dos números observados até agora, que são frios e, portanto, absolutos. Com olhos de árbitro de futebol, sem dúvida é preferível o estilo de jogo de Messi do que o de Neymar, pela facilidade em arbitrar as partidas desses dois atletas comparados. Para a magia do futebol e do seu meio envolvido, prefere-se o inverso, pois não se polemiza pós-jogos do argentino do Barcelona, ao contrário dos pós-jogos do brasileiro do Santos.

Enfim: Neymar é perseguido ou não?

Para responder, leve em conta algumas coisas:

1) O número de faltas em Messi é baixo, pois normalmente ele abdica da falta e prefere levar a vantagem mantendo a posse de bola (quando é possível). Neymar prefere a bola parada (muitos clubes que possuem bons batedores de falta entendem que a vantagem é ter uma falta, ao invés da posse de bola). Assim, as faltas não marcadas pelas vantagens que Messi se beneficia não são contabilizadas, trazendo o índice dele para baixo.

2) Em muitos lances, Neymar procura cavar faltas (legalmente – forçando seus marcadores a tentarem que roubem a bola; e ilegalmente – simulando faltas). Os dribles numerosos naturalmente forçam a falta. Messi não tem essa característica. Portanto, nesse quesito temos um aumento do índice do santista.

3) Neymar não tem tantas estrelas ao seu lado para jogar, como Messi, que pode dividir responsabilidade com Xavi, Niesta & Cia. Então, por ser mais participativo durante as partidas, Neymar é mais visado. Objetivamente: Neymar prende mais a bola do que Messi, por falta de maiores opções de companheiros de alto nível técnico.

4) Há 4 anos, Neymar figura na relação dos 4 atletas que mais apanham no Campeonato Brasileiro, mas está ao lado de jogadores que costumam ser mais individualistas e que costumam procurar o contato físico do adversário (em alguns casos, esses atletas são taxados de provocativos). Veja a relação (do UOL: http://is.gd/sBCHQR)

a)2012– (Faltas por jogo)

Neymar (Santos) 6,6

Valdívia (Palmeiras) 4,6

Kleber Gladiador (Grêmio) 4,3

Emerson Sheik (Corinthians) 4,3

b)2011– (Faltas por jogo)

Neymar (Santos) 6,9

Kleber Gladiador (Palmeiras) 5

Emerson Sheik (Corinthians) 4,1

Wellington Nem (Figueirense) 4

Valdívia (Palmeiras) 3,7

c)2010– (Faltas por jogo)

Kleber Gladiador (Palmeiras) 5,5

Neymar (Santos) 4,6

Maicosuel (Botafogo) 3,7

Joilson (Grêmio) 3,7

d)2009– (Faltas por jogo)

Ganso (Santos) 9

Rodriguinho (Fluminense) 7

Caio (Botafogo) 7

Neymar (Santos) 6,5

5) Diante dos dados acima, uma outra consideração deve ser feita: alguns atletas não são bem quistos pelos adversários, e tendem a receber mais faltas. Seja pelo estilo debochado, por simulação, por bronca alheia ou até por inveja. Outros atletas, ao contrário, costumam ser mais respeitados e tendem a receber menos faltas, seja pela admiração do adversário, carisma e até mesmo pelo medo de lesionar um possível ídolo.

Cá entre nós: Kleber Gladiador, Emerson Sheik, Valdívia, entre outros, se enquadram no primeiro quesito. Já Raí, Ronaldo Nazário, Marcos e Rivaldo, constituem um elenco respeitado entre os próprios boleiros.

Corrobora com esse item uma declaração de José Mourinho, treinador do Real Madrid, ao final da temporada de 2010/2011 na Espanha. Na oportunidade, o português se queixava de que Cristiano Ronaldo sofria o dobro de faltas do que Messi e criou uma polêmica (extraído de: http://is.gd/QXAtnB), dizendo que:

Há jogadores a quem os adversários têm medo de meter o pé. Ronaldo não tem o privilégio desses outros jogadores (…) Tem 1,85 metros, é um animal de força e tem bom corpo para que lhe acertem. Por isso… zás e zás, pensam os adversários. E continuam a dar-lhe e a dar-lhe”.

Detalhe: a média de faltas recebidas naquele momento era de: Cristiano Ronaldo 2,4 contra Messi 1,3 (somando Taça do Rei e a Liga Espanhola).

6) As considerações dos 5 tópicos acima se somam a um problema perceptível: o rodízio de faltas praticado contra Neymar. Não que essa estratégia (difícil de ser punida corretamente pelos árbitros) seja a responsável pelo alto número de faltas (já justificada nas observações anteriores), mas ela é preocupante. A fama criada pelo santista de simulador de faltas e/ou “cai-cai” (verdadeira no início de carreira, mas claramente menor hoje) é um empecilho para que os árbitros consigam discernir as faltas reais das simuladas. Dessa forma, muitas vezes algumas faltas que aconteceram não são marcadas, e vice-versa.

7) Nível dos jogos: quanto melhor a qualidade dos adversários, menor o número de faltas. Real Madrid X Barcelona, por exemplo, disputado dias atrás, mostra respeito entre os atletas. Há espaço para os craques, marcação por zona e menor número de faltas (independe se em Xavi, Messi, Cristiano Ronaldo). Na Copa do Mundo de 2010, Inglaterra X Alemanha jogaram e só cometeram 13 faltas. Há duas semanas, contra o Santos, o Bragantino (sozinho) cometeu 22 infrações.

Pela lógica, quanto mais espaço, melhor desempenho. Vide a última Copa América: o rendimento de Lionel Messi na Seleção Argentina não foi o mesmo que no Barcelona (importante: não foi possível a obtenção dos dados das partidas da Copa América, nem da Libertadores, pois a Conmebol não disponibiliza publicamente as súmulas, sendo difícil obter o número de faltas sofridas pelos atletas nessas competições).

Assim, fica novamente a pergunta final, com minha particular apreciação: Neymar é perseguido ou não?

Para mim: Não, por todas as considerações acima. Os números frios com alto número de faltas sobre Neymar e baixo sobre Messi, de maneira absoluta, impressionam e são impactantes. Mas uma análise com as nuances relativas mostram que as características dos atletas explicam a naturalidade do índice de faltas, que não é excepcional e nem exclusivo deles, já que os estilos de jogo, dos torneios disputados e adversários costumeiros proporcionam esse resultado.

A curiosidade (com resposta incerta) é: e se hipotética (mas utopicamente) Neymar jogasse no lugar de Messi no Barcelona e Messi no lugar de Neymar no Santos, como seria?

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(Durante as Olimpíadas de Londres, o jornal londrino The Guardian pediu que seus leitores enviassem sugestões de fotos que ilustrassem como viam Neymar. Essa foi a vencedora.)

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(foto: extraída do site do Barcelona – divulgação)

O Lance de Ronaldinho Gaúcho X Rogério Ceni em Atlético/MG X São Paulo. Vale?

Na partida entre Atlético Mineiro 2 X 1 São Paulo, na noite de quarta-feira pela Libertadores, um lance inusitado: Ronaldinho Gaúcho bebia água junto a Rogério Ceni, e eis ficou lá na grande área são-paulina sozinho, isolado, em posição de impedimento.

Porém…

Não é que um arremesso lateral foi cobrado a ele, que sozinho pegou a todos desprevenidamente e marcou um gol?

Se jogada treinada ou não, sei lá. Mas conheciam a regra e foram inteligentes.

E algo a debater: por quê não se treina detalhes da Regra do Jogo?

Quer melhor exemplo do que tiro de meta? Basta o cara ficar na banheira e esperar um “bico do goleiro”, que não há problemas. Poucos jogadores sabem que não existe impedimento em tiro de meta…

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– A troca da Gasolina pelo Etanol

Devido ao aumento do preço da Gasolina, muitos consumidores estão abastecendo o Álcool Hidratado (Etanol) – embora, com o aumento do volume de vendas, a produção já esteja sendo insuficiente e o preço do Etanol também esteja aumentando.

Mas um detalhe que tem passado desapercebido: muitos veículos bicombustíveis que saíram da agência zero quilômetro e nunca usaram Etanol, têm apresentado problemas quando trocam a Gasolina por esse combustível. É que alguns veículos rodam a dois ou três anos somente com Gasolina, e, consequentemente, o chip “viciou”, não entendendo prontamente que o carro está usando a outra opção disponível.

O ideal é que se deixe o carro esgotar o tanque para mudar o combustível. Esse impacto faz com que o chip seja forçado a entender o novo produto. Quando você coloca meio tanque do outro produto (sem nunca ter abastecido ele antes), pode ocorrer que o eletrônico entenda que é combustível adulterado, pois não reconhece uma mudança de produto.

Enfim, tudo isso varia de carro-a-carro, dependendo muito de como você acostumou seu veículo. Vale a pena tomar cuidado e se preparar, caso seu automóvel comece a engasgar.

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– Quaresma: Tempo de Reflexão e Considerações sobre o Jejum

Estamos no Período Quaresmal, quando relembramos a Paixão de Cristo e refletimos sobre a vida.

Nesta época, devemos nos atentar a 3 virtudes teológicas: o Jejum, a Caridade e a Oração.

A ORAÇÃO nos ajuda a estarmos em diálogo com Deus; a CARIDADE nos aproxima dos nossos irmãos necessitados; já o JEJUM é em busca do nosso auto-controle.

Quanto ao Jejum, vale lembrar: não é deixar de comer carne e ir comer bacalhau. A idéia central é de abdicar de algo que gostamos e reverter em favor dos pobres. Se eu como muito, deixo de comer e com o dinheiro compro comida aos famintos; se eu perco muito tempo assistindo televisão, deixo de assistir e aproveito aquele tempo para praticar ações sociais. Enfim, é trocar algo que nos dá prazer em favor de ações fraternas.

Jejum, portanto, não é relacionado exclusivamente ao alimento, mas sim a atitude!

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– Má-Educação ou Desespero?

Terminado o Carnaval, leio que quase 700 pessoas foram presas por urinar na rua. O folião não consegue se conter, e faz xixi na via pública.

Aí temos dois problemas:

1-O cara que pega uma cordão carnavalesco, bloco de rua ou sei-lá-o-quê (e ainda bebe todas), não deveria ter a noção de que uma hora ou outra sentirá necessidade de ir ao banheiro?

2-Em contrapartida, as autoridades públicas não deveriam espalhar banheiros públicos durante o trajeto?

Independente das duas colocações acima, penso que é uma tremenda falta de educação urinar na frente dos outros, principalmente se a causa for “excesso de farra”.

E você, o que pensa sobre isso?

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– Administradores de Empresas não Conseguem Explicar sua Utilidade?

Stephen Kanitz, grande consultor em Administração de Empresas, publicou em um de seus numerosos e importantes artigos um pensamento interessante:

A maioria dos administradores não consegue provar a sua utilidade nem explicar o que exatamente faz”.

De tal afirmação, surgiu o texto abaixo extraído de http://t.co/6zXcXpJN

E aí, você concorda com  ele?

O ESTILO GERENCIAL DO ADMINISTRADOR

Toda profissão tem um estilo gerencial próprio. Ela depende das necessidades da profissão e de seus valores.

Muitos engenheiros, por exemplo, são perfeccionistas. Perfeccionismo é uma necessidade, ou um valor que muitos engenheiros possuem. O trabalho tem que ser bem feito, custe o que custar.

Por outro lado, advogados são detalhistas. São capazes de gastar horas em uma cláusula de contrato que provavelmente nunca será necessária. O trabalho é demorado, mas quando pronto o contrato cobrirá todos os detalhes e todas as incertezas do futuro. É isto que define um contrato bem feito.

Ambas as profissões administram suas vidas sob estilos gerenciais diferentes, definidos pelos seus valores e necessidades.

Por isto, todas as profissões entram em conflito com a profissão do administrador. Elas acham, incorretamente que o estilo gerencial do administrador é conflitante ou então desnecessário.

Por isto, tantas profissões, empresários e governadores não valorizam o administrador, porque não acham que nosso estilo administrativo seja superior, muito pelo contrário, “vocês não entendem nada de engenharia e advocacia”.

Pergunte a um engenheiro, advogado ou psicólogo qual é o estilo gerencial do administrador, e eles provavelmente também usariam um único adjetivo.

Provavelmente nos definiriam de “imediatistas”, preocupados com lucros de curto prazo, como Paul Krugman e seus colegas não param de escrever no New York Times.

Administradores, segundo a visão popular, querem tudo para “ontem”, vivem dizendo que “o ótimo é o inimigo do bom”, que precisamos mais de “acabativa” e não de iniciativa.

A maioria dos administradores, infelizmente, não consegue provar a sua utilidade nem sabe explicar exatamente o que faz. Por isto, eles não ganham o que merecem, por isto não são valorizados.

Muitos acham que administrar é liderar, executar, coordenar. Isto está até escrito em inúmeros livros de Administração adotados pelas nossas Faculdades de Administração. Uma tristeza!

Vou apresentar uma das funções básicas do administrador, e que define em linhas gerais o seu estilo, e que surpreendentemente muitos administradores sequer ouviram falar nas grandes escolas de Administração como FGV, Insper, Ibmec e USP.

Basicamente, a função do administrador é não permitir que  problemas se acumulem.

Uma organização complexa, que é a empresa moderna, requer a cooperação de milhares de pessoas, dentro e fora da empresa. E, esta cooperação gera inúmeros problemas que se não forem solucionados a tempo afetarão todos os parceiros envolvidos na empresa.

Não permitir que problemas se acumulem talvez seja a tarefa mais importante para o bom andamento de toda família, empresa e nação.

Quando o mundo era gerido por açougueiros, padeiros e fábricas de alfinetes, como observou na época  Adam Smith, de fato não havia muitos problemas “acumulados”, e nem havia necessidade para se contratar administradores. Tudo funcionava pela Mão Invisível do mercado, não pela “Mão Visível” do administrador, como apontaria 200 anos depois  seu livro com este mesmo título Alfred Chandler.

Hoje, o mundo é bem mais complexo e rápido, razão pela demanda crescente de profissionais em administração.

Toda empresa e nação precisa de um corpo de profissionais treinado e dedicado a resolver os problemas de forma rápida.

Não somos imediatistas como muitos acreditam, nós simplesmente estamos evitando que problemas se acumulem um atrás do outro, e nestes casos rapidez de raciocínio e ação são essenciais.

Por isto, nós nos preocupamos tanto com acompanhamento, qualidade total, processos, auditoria, recursos humanos, etc.

Infelizmente, não é assim que a maioria dos intelectuais brasileiros que ocuparam tantos cargos de destaques neste país pensam.

Toda a filosofia de ensino, pelo menos a partir do iluminismo e cientificismo, é voltada para resolver problemas corretamente, até a segunda casa decimal. Rapidez, só no vestibular.

Todos os dados precisam ser precisos e rechecados. Todas as variáveis precisam ser “controladas”. O ser humano precisa estar “absolutamente certo”, o refrão do programa “O Céu é o Limite”.

Quando se acusa o PSDB de ficar sempre em cima do muro, na realidade se comete uma injustiça. Eles não evitam decidir ou tomar partido, na realidade seus intelectuais são simplesmente mais demorados na tomada de decisão, como todo intelectual.

Só que resolver problemas corretamente hoje em dia não é suficiente. Eles precisam ser resolvidos rapidamente, algo que nossos formadores de opinião, jornalistas e acadêmicos simplesmente não compreendem.

Temos que tomar decisões com os dados que temos, não com os dados que gostaríamos de ter.

O Brasil é um país atrasado porque estamos eternamente acumulando problemas.

É tão óbvia esta constatação que espanta que nossa opinião pública, nossos intelectuais e professores de história nunca perceberam esta simples verdade da história brasileira.

Quando se diz que precisamos fazer a Reforma Política, a Reforma Tributária, a Reforma Judiciária, o que queremos dizer é que deixamos tantos problemas se acumularem nestas áreas que somente uma ampla reforma resolverá o problema.

Se tivéssemos resolvido os problemas na medida que surgiram, o Brasil teria evoluído, teria caminhado para um sistema ótimo, em vez de termos que criar revoluções e enormes reformas de tempos em tempos, que no fundo nos atrasam ainda mais.

Temos problemas no judiciário, na previdência, na logística, na infraestruturua, na educação, na economia, simplesmente porque não temos um estilo gerencial que se preocupa com a rápida solução de problemas. Eproblemas que se acumulam crescem exponencialmente, não linearmente, como todo administrador sabe por experiência.

Quatro entre cinco empresas quebram no Brasil, porque são geridas por profissões que não percebem que problemas não podem se acumular. Aí, qualquer crise ou evento fora do comum, as abate.

Nenhuma empresa quebra por uma única razão, nenhum avião cai por causa de um único problema. Estas quatro empresas quebram a um custo de capital monstruoso para o país, por falta de um estilo gerencial apropriado.

O Brasil não poupa o suficiente para crescer; e pior, torramos 80% desta poupança em empresas que irão quebrar em quatro anos.

Eu não diria, e nunca disse, que o estilo gerencial do administrador é superior ao do engenheiro, do advogado ou do economista.

Infelizmente, estas profissões se sentem ameaçadas pelos administradores, à toa.

Não queremos comandar, gerir, tomar o lugar de ninguém.

Quero deixar claro para todo empresário, sociólogo, economista e político que possa se sentir ameaçado, que o estilo do administrador não é superior.

Ele é simplesmente necessário.

Não podemos permitir que nossos problemas se acumulem simplesmente porque cada profissão acha que seu estilo gerencial é superior.

Nós administradores aceitamos que engenheiros sejam perfeccionistas, que advogados sejam detalhistas, que economistas queiram dados precisos, mas tudo isto tem de ser adequado para não atrapalhar os outros dentro da empresa ou do governo.

Não podemos ficar esperando enquanto os outros seguem seus estilos individuais.

Engenheiros, advogados e economistas precisam entender que seus estilos gerenciais são superiores e apropriados, quando se trabalha sozinho, mas quando se trabalha em grupo é necessário conciliar.

Trabalhando em grupo, um simples atraso numa reunião atrapalha os outros, imaginem um problema que  não foi solucionado por anos a fio.

Quando vejo acusarem administradores e empresários de “imediatistas”, que pensamos somente no curto prazo, percebo que estas pessoas nada entendem das funções do administrador, de crescimento, de justiça social, de democracia e de um mundo feliz cheio de realizações, porque tudo é feito na velocidade necessária.

Se você está cansado de um país estagnado, que cresce aquém de suas possibilidades, que acumula pobreza, corrupção, injustiça e inúmeros problemas, converse mais com um administrador. Ele o ajudará a decidir e implantar suas ideias muito mais rapidamente do que você vem fazendo até hoje.

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– Sky, a bronca!

É bom registrar publicamente como desrespeitam o consumidor. Semana passada, sofri com a CPFL (vide posts anteriores). Mas nesse final de semana, meu tormento foi com a Sky. Ainda bem que ela tem concorrentes – a um deles minha conta vai migrar! Não sei se Vivo TV, Claro TV, Net, sei lá. Mas vejam só:

Minha TV saiu do ar na 5a feira. Liguei à Sky, e a justificativa é que o meu decodificador era muito antigo, e que seria trocado em breve. Pedi urgência, pois, afinal, o Carnaval estava chegando. O prazo agendado foi a manhã de sábado.

Prazo não cumprido…

Reclamando novamente, novo prazo: segunda de manhã, com urgência-urgentíssima.

Prazo novamente não-cumprido.

De novo, novo prazo: Terça de Carnaval durante o dia!

Ok, hoje é quarta-feira, e tudo na mesma. O que fazer?

Mudar de operadora. Será mais rápido e menos chato. Aliás, o logo da empresa diz tudo! Veja abaixo:

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– Mancha Verde rebaixada. E cadê o Tratamento Equitativo?

Não dá para deixar batido: e a Torcida Organizada do Palmeiras, a Mancha Verde? Caiu para a 2a divisão do Campeonato de Samba. Curioso é que quando o Corinthians caiu, a sua Torcida Organizada também foi rebaixada no Carnaval.

É inevitável: e agora, aqueles que foram ao CT do Palmeiras protestarem, que ameaçaram jogadores na rua, como ficam? Por justiça, os jogadores do Palmeiras não deveriam protestar em frente a Escola de Samba, cobrar os sambistas pelo vexame?

Se um faz pelo outro, por quê não?

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– A Coragem de um Papa!

Já escrevemos aqui sobre a renúncia sobre Bento XVI (texto em: http://is.gd/Bg4cbJ). A repercussão da atitude do Papa será constante até a escolha do novo Pontífice. O certo é que a bolsa de apostas é grande. Falam de cardeal americano, canadense e ganês. Duvido. Torço para que o novo Papa seja brasileiro, mas acho que será italiano, em especial ao Bispo de Milão, pela proximidade com o Santo Padre.

Sinceramente, penso que as especulações sobre os motivos da renúncia já cansaram. Falam de traição, perda de poder, vaidade dos seus membros próximos, a não-tomada forte de pulso contra denúncias de pedofilia, o caso do assessor financeiro que desfalcou os cofres, entre tantas coisas.

Ora, me parece que realmente a saúde foi o fato motivador. Com idade avançada, numa atividade desgastante, pressionado por todos os lados, é razoável imaginar que, conhecendo todos os trâmites canônicos, a renúncia – não tão comum no papado, mas legal perante a Sé – fosse um caminho coerente a ele.

O certo é que ele passará o fim da vida num mosteiro, enclausurado, por vontade própria. Aliás, não será ex-Papa, mas voltará a ser Cardeal Ratzinger. Seu gesto foi de coragem e ao mesmo tempo de humildade.

Já pensaram o que é ser Papa nos dias atuais? Contra o que lutar, como defender a fé e como levar o Evangelho a um mundo descrente e materialista?

Não vale comparar com João Paulo II, que por motivos pessoais quis se sacrificar até o final da vida. São formas de pensar diferentes: a de trabalhar debilitando-se, mas mantendo-se firme no Espírito pelo Evangelho (JP II), ou dar lugar a gente mais nova, com vigor e disposição mais produtiva (B XVI).

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– Custo da Gasolina dos EUA e do Brasil

Essa vem da Revista Veja desta semana (Ed 13/02/2013, pg 51). Na Matéria intitulada “Um Mau Exemplo“, por Marcelo Sakate, há a conta da composição dos Preços da Gasolina nos Estados Unidos e aqui no Brasil.

Veja que absurdo: na terra do Tio Sam, em reais, o preço pós-refino é de 1,52 (no BR – 1,37). Porém, lá se paga de impostos 0,26 (no BR – 1,00!). Somando-se os Custos de Distribuição e Revenda, nos EUA o valor é de 0,22 (no BR – 0,43).

Assim, o custo da Gasolina em média no nosso país é de R$ 2,80, sendo que nos EUA é de R$ 2,00. Mas lembre-se: eles tem uma renda per capita 3 vezes maior que a nossa…

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– Juventude e Fraternidade 2013

Sob o lema “Eis-me aqui, envia-me“, a Campanha da Fraternidade 2013 começa hoje! A temática dos Jovens (Fraternidade e Juventude) foi escolhida pelo fato da Jornada Mundial da Juventude acontecer no Brasil.

Me recordo que quando eu era adolescente, a Igreja Católica promoveu o mesmo tema. Ah, que saudade daquela época… Saíamos em Missão- tempo de prosperidade, vigor, ânimo e fé.

É claro que envelhecemos, mas espero que mantenhamos a juventude de nossos corações para lutar por um mundo melhor. E que os Jovens do século XXI possam viver com o mesmo ardor o que vivemos anos atrás.

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Aliás, já que citei a Campanha da Fraternidade do século XX, lembram do tema? Era “Juventude Caminho Aberto”. Envelhecemos, hein? Foi em 1992!

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– AB Inbev barrada pela Justiça Americana

Vejam só: o apetite dos donos da Ambev é insaciável. A Cervejaria, dona da Bhrama, Budweiser e outras dezenas de marcas, quer realmente o mundo. Agora, tentou comprar a cervejaria mexicana Corona,. mas a Justiça dos EUA não permitiu.

Entenda, extraído de: http://istoe.com.br/reportagens/274125_UM+BRASILEIRO+NA+MIRA+DOS+EUA

UM BRASILEIRO NA MIRA DOS EUA

Departamento de Justiça americano bloqueia compra de cervejaria mexicana pela AB Inbev, presidida pelo carioca Carlos Brito, e acusa a líder mundial do setor de praticar concorrência desleal

Por Mariana Queiroz Barboza

Uma ameaça à concorrência dentro de um mercado já altamente concentrado. Foi com esse argumento que, na semana passada, a divisão antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos bloqueou a compra do Grupo Modelo, fabricante mexicana da cerveja Corona, pela belga-brasileira Anheuser-Busch InBev, gigante controladora da Ambev. O negócio, da ordem de US$ 20,1 bilhões, levaria a AB Inbev a deter metade do mercado americano – o suficiente para incomodar o governo de Barack Obama, temeroso de que a aquisição facilitasse a coordenação dos preços entre a líder Inbev e a vice-líder MillerCoors. “Nós permanecemos confiantes em nossa posição e pretendemos contestar vigorosamente a ação do Departamento de Justiça na corte federal”, disse a Inbev em comunicado. A empresa, porém, já não espera mais que o negócio seja assinado no primeiro trimestre de 2013.

Para especialistas, é improvável que a Inbev recue. “Não há a menor chance de a AB Inbev desistir desse negócio”, disse à ISTOÉ Hans D’Haese, analista do banco belga Degroof. “Ele é muito importante para simplesmente abandoná-lo.” A AB Inbev já possui 50% da cervejaria mexicana e, agora, pretende adquirir o restante. Para isso, a Modelo venderia sua parte na importadora Crown, responsável pela distribuição dos produtos do grupo nos EUA, num movimento que criaria uma “concorrência de fachada” na avaliação de William Baer, chefe da divisão antitruste. Os analistas apostam que as empresas farão concessões – entre elas, abrir mão de algumas instalações da Modelo no México – para conseguir a aprovação do acordo e, assim, evitar uma desgastante briga judicial. D’Haese calcula que os ganhos de sinergia, previamente estimados em US$ 600 milhões por ano, devem ser reduzidos depois disso. A estimativa dele é de que a negociação leve, pelo menos, mais seis meses. Em caso de rompimento do acordo, a AB Inbev terá que pagar à Modelo uma multa de US$ 650 milhões.

No centro do interesse da AB Inbev, além da consolidação de sua liderança nos EUA, está o mercado mexicano, que se beneficia de uma economia que cresceu 4% no ano passado e um perfil demográfico favorável (classe média ascendente e taxas de urbanização e gastos do consumidor em expansão).“O Grupo Modelo tem sido um dos nossos parceiros mais importantes por mais de 20 anos e estamos satisfeitos de envolver nosso longo e bem-sucedido relacionamento nessa combinação”, disse o brasileiro Carlos Brito, presidente global da AB Inbev, no anúncio do acordo, em 2012. No período citado por Brito, a Modelo importou e distribuiu a Budweiser e a Bud Light, marcas da Inbev, no México. Em solo americano, contudo, a Modelo vinha ganhando espaço ao resistir à escalada de preços coordenada pela própria Inbev. “As duas maiores cervejarias, AB Inbev e MillerCoors, frequentemente acham que é mais lucrativo seguir os preços de cada uma do que competir agressivamente por uma fatia maior do mercado cortando os preços”, diz o Departamento de Justiça em documento oficial. “Entre outras coisas, a ABI inicia o reajuste anual de preços com a expectativa de que os preços da MillerCoors seguirão os seus. E eles seguem.”

Para Bill Knoedelseder, autor do livro “Bitter Brew: The Rise and Fall of Anheuser-Busch and America’s Kings of Beer” (“Bebida Amarga: A Ascensão e a Queda da Anheuser-Busch e dos Reis da Cerveja dos EUA”, numa tradução livre para o português), “a AB Inbev não é conhecida por fazer boas cervejas, mas por ficar cada vez maior e entregar bons retornos aos investidores.” A empresa nasceu há nove anos da fusão da brasileira Ambev com a belga Interbrew e, em 2008, adquiriu a americana Anheuser-Busch por US$ 52 bilhões. As vendas da Budweiser, até há pouco tempo a cerveja mais popular entre os americanos, estão caindo (só no terceiro trimestre do ano passado o recuo foi de 7% em volume). No mesmo período, incluindo todas as suas marcas, as vendas da Inbev caíram 0,3% no mundo, sem contar os negócios gerados por aquisições. “A Inbev faz dinheiro cortando custos, demitindo pessoas e aumentando os preços”, disse Knoedelseder à ISTOÉ. “No fim das contas, a cerveja é o que menos importa.”

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– A Favor do Doping no Esporte?

Li uma entrevista do historiador e professor britânico Ellis Cashmore, a respeito de Lance Armstrong e o doping no esporte.

Fiquei surpreso, pois ele defende qualquer forma de doping, seja por ingestão de medicamentos, por sangue ou por genética!

Seu argumento é que: se todo e qualquer doping fosse liberado, a performance dos atletas aumentaria e se democratizaria o uso de substâncias antes ilícitas.

Democratizar?

Sou contra qualquer doping, isso fere o espírito esportivo e ponto final.

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– Carnaval Desvirutado e Globalizado

Parece que o Carnaval mudou muito, pois a festa brasileira está cada vez mais Globalizada.

A Rainha da Bateria em SP é a japonesa Sabrina Sato. Em Salvador, cantarolou num trio elétrico o coreano Psy. No Rio de Janeiro, a musa da Mangueira é uma transexual argentina (será que sumiram as multas cariocas da gema?)

Nada contra, não é problema meu. Mas o Carnaval já foi mais romântico e menos capitalista, pois claramente, tem muito convite por dinheiro, patrocínio e em busca de audiência / polêmica.

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– Exemplo inimaginário de político no Brasil…

E o exemplo do parlamentar britânico Chris Huhne?

A imprensa descobriu quem em 2003, para não perder sua carteira de habilitação devido a uma multa grave, o político a transferiu para sua esposa (coisa costumeira no Brasil…). Mas não é que isso virou um escândalo nacional?

Envergonhado pela atitude, ele renunciou devido a má conduta.

Aqui, o cara rouba, escandaliza, renuncia em CPI e ainda vira Presidente do Senado!!!

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