– Cúria Diocesana sediou evento da Campanha da Fraternidade

por Reinaldo Oliveira

A Cúria Diocesana de Jundiaí sediou na noite do dia 6 de fevereiro, um evento sobre o lançamento do Texto Base da Campanha da Fraternidade de 2013, para representantes das 11 cidades da área da Diocese. O convite para este evento foi enviado para prefeitos, vice-prefeitos, presidentes de câmaras municipais, conselheiros tutelares, conselheiros da infância e juventude, pastorais sociais e outras entidades que atendem jovens – e o público em geral, pois a Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema “Fraternidade e Juventude” e como lema “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8). Para ilustrar e informar sobre o tema, ao grande número de pessoas presente, e tendo em vista que nos 11 municípios existem muitos problemas com o envolvimento de jovens, o advogado Dr. Claudio Ramos, que atua em várias entidades que presta atendimento a este público, ministrou uma palestra sobre “Políticas Públicas para a Juventude”, onde discorreu sobre a legislação pertinente ao assunto. Após a palestra, o tema foi enriquecido com a participação do público com perguntas e respostas. Estiveram presentes as autoridades e pessoas das cidades de Jundiaí, Itu, Cajamar, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Salto, Itupeva, Cabreuva e Louveira. De Itupeva estiveram presente os vereadores Osvando Ferreira dos Santos e Ezequiel Alves de Oliveira e o agente da Pastoral Fé e Política e do CNLBSul 1 – Reinaldo Oliveira. É importante o envolvimento das autoridades e sociedade civil com o tema da Campanha da Fraternidade, pois é sabido que em todo o País, as dificuldades e problemas que envolvem a juventude requerem atenção e ações urgentes.

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– Pitacos da 4a feira Futebolística

E o amistoso da Seleção Brasileira? Apesar da ótima escalação de Scolari, o time não rendeu. Mas, precisamos entender: a festa era inglesa, a motivação dos 150 anos da Federação Local, o time brasileiro sem treinar, entre outras coisas.

Uma verdade: Neymar ainda não rendeu na Seleção Brasileira. O garoto é muito jovem, vai aprender bastante, mas deve buscar mais o jogo. Do jeito que atuou ontem é inevitável comentar: contra o Botafogo de Ribeirão Preto, ele pinta e borda. Mas e quando pega time bom? Quando criança, a gente dizia que jogava “as brinca” e “as ganha” – de brincadeirinha ou valendo. Contra time pequeno, com vitória garantida, ele dá show. Mas pelo Escrete Canarinho, ainda está devendo.

E já que falamos do Botafogo Paulista acima, um lembrete: como bate esse time! Nada de violência, mas de falta para parar o jogo. Ou melhor, a prática do anti-jogo. Típico de times do Marcelo Veiga, que fazia a mesma coisa com o Bragantino: primeiro, pára o adversário; depois, começa a jogar. Trabalhei em vários jogos arbitrando ou como 4o árbitro em jogos dele, e a sina é a mesma: elevadíssimo número de faltas e jogo feio.

Como o Botinha tem 3 cores, que tal falar do Tricolor Paulista? Que pepino o Ney Franco – que faz um ótimo trabalho – está tendo. Jadson, sem marketing e que custou caro, engrenou e faz um belo campeonato. Cañete está bem. Ganso, o jogador caro, virou banco e não está jogando nada. Imaginaram a pressão dos empresários do PH Ganso, como devem estar p-da-vida? E a diretoria do São Paulo, estaria satisfeita? Tomara que não forcem a barra para que o Ney Franco o escale por política, ao invés de mérito.

Falando de tricolor, e o Galo Jundiaiense? Caramba, o nosso Paulista de Jundiaí perdeu mais alguns pontos em casa. Aliás: já fez quase a metade dos seus jogos como mandante. Tomara que eu esteja enganado, mas está claro que a briga é contra o rebaixamento.

Como falamos em queda, e o zagueiro Neto, do Santos? Despencou no gramado e o juizão entrou, marcando penalidade máxima (Linense X Santos). Salvo engano, estamos tendo recordes de pênaltis no Paulistão.

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– Administrando Dons e Talentos que Deus nos dá!

Compartilho esse belíssimo texto sobre a má administração das qualidades pessoais. Deus nos dá tantos talentos, é tão bom conosco e… muitas vezes transformamos os dons que ele nos dá em inspiração para o mau uso. Uma pena.

Mas que tal refletir sobre isso? Veja que belo texto:

A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ PEDIDO

A má administração das qualidades gera os defeitos

por Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho, extraído de CançãoNova.com

Nem sempre se reflete bastante sobre a advertência de Jesus: “A quem muito foi dado, muito será pedido” (Lc 12,48). O ser humano vive inundado nos dons divinos: a existência, a família, os amigos, as qualidades físicas, intelectuais e morais, os bens materiais, a conservação da vida, as numerosíssimas graças espirituais, o perdão diuturno, enfim, um oceano de dádivas. Não se deve desperdiçar impunemente tudo que se recebe do Criador. O notável psicólogo francês René Le Senne, com muita razão, afirmou que todos possuem qualidades inestimáveis.

A má administração dessas qualidades gera os defeitos por não se procurar o equilíbrio psicossomático. Célebre o dito de Sócrates, filósofo grego: “Conhece-te a ti mesmo”. Cada um tem um perfil caracterológico bem determinado e precisa colocar seus dotes a serviço próprio e dos outros. Um dos mais lamentáveis erros é o da baixa autoestima, fruto da depreciação das próprias habilidades, o que concebe a inveja. Disso resulta, outrossim, a ingratidão para com Deus, não Lhe agradecendo os bens recebidos. Lembra São Tiago: “Toda dádiva perfeita vem do alto, descendo do Pai das luzes” (Tg 1,16). Eis por que diz o Livro do Eclesiastes: “Que alguém coma e beba e goze do seu trabalho é dom de Deus” […] E quem recebeu de Deus riquezas e bens e a possibilidade de gozar deles, desfrutar-lhes a sua parte e alegrar-se entre os seus cuidados, também isso é dom de Deus! (Ec 3,13. 5,18).

O Espírito Santo comunica carismas especiais aos seguidores de Cristo, como São Paulo enumera em suas várias cartas. O dom da profecia, que é a capacidade peculiar de denunciar os erros, o dom do serviço, do ensinamento, da coragem, da generosidade, da misericórdia, do discernimento dos espíritos. As diversas pastorais oferecem oportunidade para o exercício e desenvolvimento dessas capacidades colocadas para o bem do próximo. Cada um, além disso, tem uma vocação específica e nas diversas profissões pode e deve trabalhar para si e para os outros. Como diz o ditado, é preciso sempre “o homem certo no lugar certo”.

As capacidades humanas, porém, se desenvolvem como Deus previu para cada um, quando se confia inteiramente n’Ele, pedindo-Lhe força para bem executar as tarefas cotidianas. Cumpre fazer bem, com todo o empenho, a ocupação de cada instante e, aliás, sábia a diretriz “Age quod agis”, do poeta grego Xenofanes. Não se mede nem se avalia uma existência pelo número de anos, nem pelo período histórico, mas, sim, pela vivência plena e intensa, repleta de ações que perenemente repercutirão. Bem afirmou Vieira:

“Nem todos os anos que passam se vivem: uma coisa é contar os anos, outra é vivê-los”.

As ações são, em verdade, os dias e é por elas que têm valor os anos, sempre cada um se lembrando de que “a quem muito foi dado, muito será pedido”. O viver em plenitude cada instante é o segredo da verdadeira vida. O importante é viver bem, cultivando os dons recebidos de Deus. Eis porque Horácio, poeta latino, lançou esta sentença:

“Carpe diem, quam minimum credula postero” – aproveita o dia presente e não queiras confiar no de amanhã.

Escrivá dá este conselho:

“Que a tua vida não seja estéril. Sê útil. Deixa rasto”.

Goethe dá o motivo: “Cada momento, cada segundo é de um valor infinito, pois ele é o representante de uma eternidade inteira”. Ideia já expressa por Apuleio: “tempus aevi imaginem” – o tempo é a imagem da eternidade.

Virgílio advertiu que não se pode dissipar o tempo: “Fugit irreparabile tempus” – foge o irreparável tempo. Razão teve Riminaldo ao escrever: “Há quatro coisas que não voltam atrás: a pedra, depois de solta mão; a palavra, depois de proferida; a ocasião, depois de perdida; e o tempo, depois de passado”. Tudo isso merece uma reflexão profunda, pois cada um de nós dará um dia contas a Deus do tempo e das dádivas d’Ele recebidos e Jesus alertou “a quem muito foi dado, muito será pedido”.

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