– AB Inbev barrada pela Justiça Americana

Vejam só: o apetite dos donos da Ambev é insaciável. A Cervejaria, dona da Bhrama, Budweiser e outras dezenas de marcas, quer realmente o mundo. Agora, tentou comprar a cervejaria mexicana Corona,. mas a Justiça dos EUA não permitiu.

Entenda, extraído de: http://istoe.com.br/reportagens/274125_UM+BRASILEIRO+NA+MIRA+DOS+EUA

UM BRASILEIRO NA MIRA DOS EUA

Departamento de Justiça americano bloqueia compra de cervejaria mexicana pela AB Inbev, presidida pelo carioca Carlos Brito, e acusa a líder mundial do setor de praticar concorrência desleal

Por Mariana Queiroz Barboza

Uma ameaça à concorrência dentro de um mercado já altamente concentrado. Foi com esse argumento que, na semana passada, a divisão antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos bloqueou a compra do Grupo Modelo, fabricante mexicana da cerveja Corona, pela belga-brasileira Anheuser-Busch InBev, gigante controladora da Ambev. O negócio, da ordem de US$ 20,1 bilhões, levaria a AB Inbev a deter metade do mercado americano – o suficiente para incomodar o governo de Barack Obama, temeroso de que a aquisição facilitasse a coordenação dos preços entre a líder Inbev e a vice-líder MillerCoors. “Nós permanecemos confiantes em nossa posição e pretendemos contestar vigorosamente a ação do Departamento de Justiça na corte federal”, disse a Inbev em comunicado. A empresa, porém, já não espera mais que o negócio seja assinado no primeiro trimestre de 2013.

Para especialistas, é improvável que a Inbev recue. “Não há a menor chance de a AB Inbev desistir desse negócio”, disse à ISTOÉ Hans D’Haese, analista do banco belga Degroof. “Ele é muito importante para simplesmente abandoná-lo.” A AB Inbev já possui 50% da cervejaria mexicana e, agora, pretende adquirir o restante. Para isso, a Modelo venderia sua parte na importadora Crown, responsável pela distribuição dos produtos do grupo nos EUA, num movimento que criaria uma “concorrência de fachada” na avaliação de William Baer, chefe da divisão antitruste. Os analistas apostam que as empresas farão concessões – entre elas, abrir mão de algumas instalações da Modelo no México – para conseguir a aprovação do acordo e, assim, evitar uma desgastante briga judicial. D’Haese calcula que os ganhos de sinergia, previamente estimados em US$ 600 milhões por ano, devem ser reduzidos depois disso. A estimativa dele é de que a negociação leve, pelo menos, mais seis meses. Em caso de rompimento do acordo, a AB Inbev terá que pagar à Modelo uma multa de US$ 650 milhões.

No centro do interesse da AB Inbev, além da consolidação de sua liderança nos EUA, está o mercado mexicano, que se beneficia de uma economia que cresceu 4% no ano passado e um perfil demográfico favorável (classe média ascendente e taxas de urbanização e gastos do consumidor em expansão).“O Grupo Modelo tem sido um dos nossos parceiros mais importantes por mais de 20 anos e estamos satisfeitos de envolver nosso longo e bem-sucedido relacionamento nessa combinação”, disse o brasileiro Carlos Brito, presidente global da AB Inbev, no anúncio do acordo, em 2012. No período citado por Brito, a Modelo importou e distribuiu a Budweiser e a Bud Light, marcas da Inbev, no México. Em solo americano, contudo, a Modelo vinha ganhando espaço ao resistir à escalada de preços coordenada pela própria Inbev. “As duas maiores cervejarias, AB Inbev e MillerCoors, frequentemente acham que é mais lucrativo seguir os preços de cada uma do que competir agressivamente por uma fatia maior do mercado cortando os preços”, diz o Departamento de Justiça em documento oficial. “Entre outras coisas, a ABI inicia o reajuste anual de preços com a expectativa de que os preços da MillerCoors seguirão os seus. E eles seguem.”

Para Bill Knoedelseder, autor do livro “Bitter Brew: The Rise and Fall of Anheuser-Busch and America’s Kings of Beer” (“Bebida Amarga: A Ascensão e a Queda da Anheuser-Busch e dos Reis da Cerveja dos EUA”, numa tradução livre para o português), “a AB Inbev não é conhecida por fazer boas cervejas, mas por ficar cada vez maior e entregar bons retornos aos investidores.” A empresa nasceu há nove anos da fusão da brasileira Ambev com a belga Interbrew e, em 2008, adquiriu a americana Anheuser-Busch por US$ 52 bilhões. As vendas da Budweiser, até há pouco tempo a cerveja mais popular entre os americanos, estão caindo (só no terceiro trimestre do ano passado o recuo foi de 7% em volume). No mesmo período, incluindo todas as suas marcas, as vendas da Inbev caíram 0,3% no mundo, sem contar os negócios gerados por aquisições. “A Inbev faz dinheiro cortando custos, demitindo pessoas e aumentando os preços”, disse Knoedelseder à ISTOÉ. “No fim das contas, a cerveja é o que menos importa.”

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– A Favor do Doping no Esporte?

Li uma entrevista do historiador e professor britânico Ellis Cashmore, a respeito de Lance Armstrong e o doping no esporte.

Fiquei surpreso, pois ele defende qualquer forma de doping, seja por ingestão de medicamentos, por sangue ou por genética!

Seu argumento é que: se todo e qualquer doping fosse liberado, a performance dos atletas aumentaria e se democratizaria o uso de substâncias antes ilícitas.

Democratizar?

Sou contra qualquer doping, isso fere o espírito esportivo e ponto final.

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– Carnaval Desvirutado e Globalizado

Parece que o Carnaval mudou muito, pois a festa brasileira está cada vez mais Globalizada.

A Rainha da Bateria em SP é a japonesa Sabrina Sato. Em Salvador, cantarolou num trio elétrico o coreano Psy. No Rio de Janeiro, a musa da Mangueira é uma transexual argentina (será que sumiram as multas cariocas da gema?)

Nada contra, não é problema meu. Mas o Carnaval já foi mais romântico e menos capitalista, pois claramente, tem muito convite por dinheiro, patrocínio e em busca de audiência / polêmica.

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– Exemplo inimaginário de político no Brasil…

E o exemplo do parlamentar britânico Chris Huhne?

A imprensa descobriu quem em 2003, para não perder sua carteira de habilitação devido a uma multa grave, o político a transferiu para sua esposa (coisa costumeira no Brasil…). Mas não é que isso virou um escândalo nacional?

Envergonhado pela atitude, ele renunciou devido a má conduta.

Aqui, o cara rouba, escandaliza, renuncia em CPI e ainda vira Presidente do Senado!!!

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– Libertadores: do 8 ao 80

A fase de grupos da Libertadores começa hoje. E teremos “jogões” e “joguinhos”, devido a alguns grupos serem fechados mais tarde e ao próprio sorteio.

Amanhã, teremos Atlético Mineiro X São Paulo, na nova Arena Independência. Se o estádio pudesse receber 100 mil pessoas, acho que teria lotação total. Aliás, esse jogo será arbitrado por Marcelo de Lima Henrique, que no ano passado, acertadamente aplicou um cartão amarelo curioso ao Luís Fabiano: na partida Cruzeiro X São Paulo, pelo Brasileirão (não me recordo se foi no próprio Independência), uma placa de grama estava saindo, o árbitro tentou ajeitar, e, na sequência, saiu. O esquentado jogador pegou o tapete e jogou pra fora, deixando o local careca. Hilário e infantil, não? Após a advertência, ficou contestando o juizão, que só não o expulsou pois Lucas o afastou (meio que na marra) a tempo. Seria mais um correto e bobo cartão vermelho do Fabuloso….

Semana que vem, Fluminense X Grêmio, outro jogaço. Dispensa comentários, não?

Em compensação, teremos Real Garcilasso (Perú) X Santa Fé (Colômbia)! Entra cada time na Libertadores… Aliás, tenho uma curiosidade: qual o motivo de um dos grupos ter como cabeça e chave o venezuleano Deportivo Lara? O que essa equipe fez, ou qual seu histórico no ranking Conmebol, para ser escolhida como a primeira de seu grupo?

Enfim, lembremo-nos das Novas Regras da Libertadores: cartões não viram mais multa, mas sim suspensão; estádios deverão estar a 100 km de um aeroporto comercial e sua capacidade não deverá ser menor do que 20.000 lugares, exceto se forem confortáveis.

O que seria confortável dentro da subjetividade da Conmebol?…

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– O Bom Comércio das Motos BMW no Brasil

Essa vem da Revista Época (Ed 11/02/2013, pg 27): a maior revendedora de motos BMW do mundo é brasileira.

Veja esses dados: só a paulistana Caltabiano vende mais do que a segunda colocada mundial (que é a única agência de motos BMW em Roma. A 3a, 4a e 5a colocada também são agências brasileiras.

Está bom o mercado de motos no Brasil, não?

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