– A Importância em se Discutir, Interpretar e Conhecer a Regra: o dificílimo e confuso lance de Santos X São Paulo

Ontem, na partida Santos X São Paulo, ocorreram lances polêmicos no jogo. Em especial, um gol anulado de Luís Fabiano pela bandeira Tatiane Sacilotti.

Independente se houve erro ou acerto (discutiremos a seguir), gostaria de registrar: durante o final do domingo e madrugada desta 2a feira, muitos criticaram a moça de forma desrespeitosa, convidando até mesmo à invasão dos perfis dela nas redes sociais. Torcedores fanáticos, é claro. Adjetivos ofensivos e outras imbecilidades foram ditas contra ela. Ora, errar e acertar faz parte do esporte. Atletas erram, árbitros também. É do jogo, principalmente em lance difícil como aquele.

Conheci a Tatiane desde o começo da sua carreira e sei do seu esforço, do seu trabalho e do seu mérito. Criticar o lance respeitosamente vale; ofensivamente, não.

Sobre o ocorrido, entendi que ela acertou e já fiz minhas considerações pós-jogo nos links:

Blog do Prof Rafael Porcari: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2013/02/03/analise-dos-lances-polemicos-de-santos-x-sao-paulo-vila-belmiro-03022013/

Blog “Pergunte ao Árbitro”: http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2013/02/03/analise-dos-lances-polemicos-de-santos-x-sao-paulo-vila-belmiro-03022013/

Blog do Jornal Bom Dia / Diário de São Paulo:  http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/17030/Santos+X+Sao+Paulo%3A+analise+dos+lances+polemicos

É claro que minha interpretação da jogada é e vai ser contestada. Poucas pessoas entenderam o lance como impedimento bem assinalado. Porém, pelo tipo de jogada, é mais provável se interpretar como gol legal mal anulado. E tal entendimento – que pode ser correto e é bem fundamentado por pessoas que entendem do assunto, como Sálvio Spínola, Fernando Sampaio, Leonardo Gaciba, se deve pela interpretação do lance, pela análise das condições que legitimam ou não um impedimento.

Portanto, ilustro dois pontos de vista – que não devem ser considerados absurdos mas sim possíveis pela própria regra assim permitir. Vamos a eles?

  • 1- Gol mal anulado: Aqueles que entendem como erro a anulação do gol, entendem que Rodolpho não participou ativamente da jogada, tampouco atrapalhou seus adversários durante o lance. Rodolpho estava em impedimento passivo na origem do lançamento, e como Luís Fabiano é quem domina a bola, o zagueiro do São Paulo em nada interfere no gol.
  • 2- Gol bem anulado: Aqueles que entendem como acerto a anulação do gol, entendem que Rodolpho participa da jogada por interferir contra o adversário, já que, embora não toque na bola, leva um zagueiro a correr com ele, confundindo o zagueiro Neto que não sabe da posição de impedimento, passando de passivo a ativo.

São duas interpretações, ambas com embasamento e apoiadas no detalhe da Regra 11 – “Impedimento: interferir contra um adversário”.

Lembre-se: devemos avaliar sempre se o atleta “1-interfere na jogada”, “2-interfere contra um adversário” ou “3-se beneficia da vantagem da posição em que se encontrava”.

Talvez a grande dificuldade é a subjetividade do que é “interferir contra um adversário”. Para resolver isso, nas diretrizes da Regra 11 está publicado no texto original que:

  • 1-“interfering with play” means playing or touching the ball passed or 
touched by a team-mate .
  • 2-“interfering with an opponent” means preventing an opponent from 
playing or being able to play the ball by clearly obstructing the opponent’s line of vision or movements or making a gesture or movement which, in the opinion of the referee, deceives or distracts an opponent.
  • 3-“gaining an advantage by being in that position” means playing a ball that rebounds to him off a goalpost or the crossbar having been in an offside position or playing a ball that rebounds to him off an opponent having been in an offside position.

Para mim, Rodolpho se encaixa na situação 2: “distrai a atenção de um oponente”, passando de atleta em impedimento passivo para ativo ao partir em direção à bola com o adversário Neto tentando a alcançar. O zagueiro do Santos FC não poderia ter abandonado a disputa com Rodolpho e tentado ir em direção ao Luís Fabiano, caso este não fosse à bola? Vide que o próprio Neto quase a alcança, estando entre o próprio Rodolpho e Luís Fabiano na hora da cabeçada. Levo em conta, ainda, que Tatiane Sacilotti espera justamente a conclusão da jogada para erguer seu instrumento, já que ela estava muito bem colocada no lance.

Claro, são considerações da minha interpretação, respeitando, como já houvera dito, a daqueles que entenderam como lance normal e Rodolpho como passivo.

Mesmo diante de tudo isso, repito, a subjetividade do que é “interferir contra um adversário” é grande. Veja dois lances abaixo (das diretrizes da FIFA), que falam sobre isso: na primeira figura, sem interferência. Na segunda, com interferência:

261.png

Na figura acima (figura 8), uma bola é lançada para um atleta em posição de impedimento, bate no zagueiro e vai para a linha de fundo. Deve-se marcar escanteio pois ele estava longe, no bico da área, mesmo se movimentando conforme o tracejado em laranja. (impedimento passivo – vale a pena ler o texto da figura).

Agora, observe o outro detalhe abaixo:

262.png

Nesta outra figura (figura 9), uma situação bem parecida: lançamento a atleta em posição de impedimento, bate no zagueiro e vai para a linha de fundo. Mas, repare que o texto cita que o atleta distraiu a atenção do defensor ao se movimentar. Não é escanteio, mas sim impedimento!

Agora, veja ainda outro exemplo da FIFA: substitua as ilustrações abaixo (figura 3) pelos jogadores do clássico de ontem (claro que a bola é lançada mais à esquerda, mas será irrelevante para o entendimento):

260.png

Luís Fabiano será o jogador que ataca “B”; Rodolpho o jogador que ataca “A”; os atletas em azul são os defensores.

Repare que A está em posição de impedimento, mas B não está. Ambos vão em direção a bola (conforme o tracejado em laranja). Se B fizer o gol (como fez), deverá ser validado pois A não toca a bola – é a situação de quem entende que Rodolpho não interferiu no lance.

Entretanto, veja que na ilustração os jogadores do time que defende estão em posição estática, ao contrário daqueles que atacam. Na prática, é aquela jogada em que os defensores ficam “vendidos”, atrasados num lance rápido. Não foi o ocorrido de ontem. O zagueiro que está mais próximo de A (Rodolpho) corre com ele e depois tenta abordar B (Luís Fabiano), não conseguindo alcançá-lo. Visualize a figura e imagine: se não existisse o atleta A naquele momento, o defensor não poderia tentar interceptar B com mais sucesso?

É claro que futebol não se apita com livro embaixo do braço, muito menos se é permitido pensar em tudo isso no calor do jogo. No conforto de nossos lares, munidos de nossas anotações e equipamentos tecnológicos, é mais cômodo. Mas a Regra não é assim?

Insisto: respeito as interpretações contrárias (que são a maioria e também aceitas). Mas fico com essa.

– A Importância em se Discutir, Interpretar e Conhecer a Regra: o dificílimo e confuso lance de Santos X São Paulo

Ontem, na partida Santos X São Paulo, ocorreram lances polêmicos no jogo. Em especial, um gol anulado de Luís Fabiano pela bandeira Tatiane Sacilotti.

Independente se houve erro ou acerto (discutiremos a seguir), gostaria de registrar: durante o final do domingo e madrugada desta 2a feira, muitos criticaram a moça de forma desrespeitosa, convidando até mesmo à invasão dos perfis dela nas redes sociais. Torcedores fanáticos, é claro. Adjetivos ofensivos e outras imbecilidades foram ditas contra ela. Ora, errar e acertar faz parte do esporte. Atletas erram, árbitros também. É do jogo, principalmente em lance difícil como aquele.

Conheci a Tatiane desde o começo da sua carreira e sei do seu esforço, do seu trabalho e do seu mérito. Criticar o lance respeitosamente vale; ofensivamente, não.

Sobre o ocorrido, entendi que ela acertou e já fiz minhas considerações pós-jogo nos links:

Blog do Prof Rafael Porcari: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2013/02/03/analise-dos-lances-polemicos-de-santos-x-sao-paulo-vila-belmiro-03022013/

Blog “Pergunte ao Árbitro”: http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2013/02/03/analise-dos-lances-polemicos-de-santos-x-sao-paulo-vila-belmiro-03022013/

Blog do Jornal Bom Dia / Diário de São Paulo:  http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/17030/Santos+X+Sao+Paulo%3A+analise+dos+lances+polemicos

É claro que minha interpretação da jogada é e vai ser contestada. Poucas pessoas entenderam o lance como impedimento bem assinalado. Porém, pelo tipo de jogada, é mais provável se interpretar como gol legal mal anulado. E tal entendimento – que pode ser correto e é bem fundamentado por pessoas que entendem do assunto, como Sálvio Spínola, Fernando Sampaio, Leonardo Gacibase deve pela interpretação do lance, pela análise das condições que legitimam ou não um impedimento.

Portanto, ilustro dois pontos de vista – que não devem ser considerados absurdos mas sim possíveis pela própria regra assim permitir. Vamos a eles?

  • 1- Gol mal anulado: Aqueles que entendem como erro a anulação do gol, entendem queRodolpho não participou ativamente da jogada, tampouco atrapalhou seus adversários durante o lance. Rodolpho estava em impedimento passivo na origem do lançamento, e como Luís Fabiano é quem domina a bola, o zagueiro do São Paulo em nada interfere no gol.
  • 2- Gol bem anulado: Aqueles que entendem como acerto a anulação do gol, entendem queRodolpho participa da jogada por interferir contra o adversário, já que, embora não toque na bola, leva um zagueiro a correr com ele, confundindo o zagueiro Neto que não sabe da posição de impedimento, passando de passivo a ativo.

São duas interpretações, ambas com embasamento e apoiadas no detalhe da Regra 11 – “Impedimento: interferir contra um adversário”.

Lembre-se: devemos avaliar sempre se o atleta “1-interfere na jogada”, “2-interfere contra um adversário” ou “3-se beneficia da vantagem da posição em que se encontrava”.

Talvez a grande dificuldade é a subjetividade do que é “interferir contra um adversário”. Para resolver isso, nas diretrizes da Regra 11 está publicado no texto original que:

  • 1-“interfering with play” means playing or touching the ball passed or 
touched by a team-mate .
  • 2-“interfering with an opponent” means preventing an opponent from 
playing or being able to play the ball by clearly obstructing the opponent’s line of vision or movements or making a gesture or movement which, in the opinion of the referee, deceives or distracts an opponent.
  • 3-“gaining an advantage by being in that position” means playing a ball that rebounds to him off a goalpost or the crossbar having been in an offside position or playing a ball that rebounds to him off an opponent having been in an offside position.

Para mim, Rodolpho se encaixa na situação 2: “distrai a atenção de um oponente”, passando de atleta em impedimento passivo para ativo ao partir em direção à bola com o adversário Neto tentando a alcançar. O zagueiro do Santos FC não poderia ter abandonado a disputa com Rodolpho e tentado ir em direção ao Luís Fabiano, caso este não fosse à bola? Vide que o próprio Neto quase a alcança, estando entre o próprio Rodolpho e Luís Fabiano na hora da cabeçada. Levo em conta, ainda, que Tatiane Sacilotti espera justamente a conclusão da jogada para erguer seu instrumento, já que ela estava muito bem colocada no lance.

Claro, são considerações da minha interpretação, respeitando, como já houvera dito, a daqueles que entenderam como lance normal e Rodolpho como passivo.

Mesmo diante de tudo isso, repito, a subjetividade do que é “interferir contra um adversário” é grande. Veja dois lances abaixo (das diretrizes da FIFA), que falam sobre isso: na primeira figura, sem interferência. Na segunda, com interferência:

261.png

Na figura acima (figura 8), uma bola é lançada para um atleta em posição de impedimento, bate no zagueiro e vai para a linha de fundo. Deve-se marcar escanteio pois ele estava longe, no bico da área, mesmo se movimentando conforme o tracejado em laranja. (impedimento passivo – vale a pena ler o texto da figura).

Agora, observe o outro detalhe abaixo:

262.png

Nesta outra figura (figura 9), uma situação bem parecida: lançamento a atleta em posição de impedimento, bate no zagueiro e vai para a linha de fundo. Mas, repare que o texto cita que o atleta distraiu a atenção do defensor ao se movimentar. Não é escanteio, mas sim impedimento!

Agora, veja ainda outro exemplo da FIFA: substitua as ilustrações abaixo (figura 3) pelos jogadores do clássico de ontem (claro que a bola é lançada mais à esquerda, mas será irrelevante para o entendimento):

260.png

Luís Fabiano será o jogador que ataca “B”; Rodolpho o jogador que ataca “A”; os atletas em azul são os defensores.

Repare que A está em posição de impedimento, mas B não está. Ambos vão em direção a bola (conforme o tracejado em laranja). Se B fizer o gol (como fez), deverá ser validado pois A não toca a bola – é a situação de quem entende que Rodolpho não interferiu no lance.

Entretanto, veja que na ilustração os jogadores do time que defende estão em posição estática, ao contrário daqueles que atacam. Na prática, é aquela jogada em que os defensores ficam “vendidos”, atrasados num lance rápido. Não foi o ocorrido de ontem. O zagueiro que está mais próximo de A (Rodolpho) corre com ele e depois tenta abordar B (Luís Fabiano), não conseguindo alcançá-lo. Visualize a figura e imagine: se não existisse o atleta A naquele momento, o defensor não poderia tentar interceptar B com mais sucesso?

É claro que futebol não se apita com livro embaixo do braço, muito menos se é permitido pensar em tudo isso no calor do jogo. No conforto de nossos lares, munidos de nossas anotações e equipamentos tecnológicos, é mais cômodo. Mas a Regra não é assim?

Insisto: respeito as interpretações contrárias (que são a maioria e também aceitas). Mas fico com essa.

– Como a Gentileza faz Diferença na Administração de Empresas

Cada vez mais o tema “boa educação e gentileza” na Administração de Empresas vem à tona. A seguir, interessante material de como simples ações e bons modos pode ajudar o profissional no mundo corporativo.

Extraído de: http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI3594802-EI1377,00-Ser+gentil+abre+portas+no+trabalho.html

SER GENTIL ABRE PORTAS NO TRABALHO

Segundo os caçadores de talento, ser gentil é muito importante para ter reconhecimento no mercado

Levar uma fechada no trânsito e ainda ser xingado, agüentar o chefe mal-humorado que mal diz bom dia, ficar meia hora pendurado no telefone esperando uma resposta do atendente. Realmente é difícil ser gentil nas grandes metrópoles. Mas saiba que é bom ir treinando pequenas gentilezas no dia-a-dia se você pretende ter sucesso na carreira.

As americanas Linda Kaplan Thaler e Robin Koval se inspiraram no segurança do prédio de escritórios onde trabalhavam, em Manhattan, para escrever o livro O Poder da Gentileza (Editora Sextante). Os calorosos cumprimentos de Frank, um homem na casa dos 50 anos, animam o dia das pessoas que passam pela portaria todas as manhãs.

E foi exatamente isso que ajudou a equipe das publicitárias a fechar um contrato multimilionário com o presidente do sexto maior banco dos Estados Unidos. Ele ficou impressionado com a gentileza de Frank numa cidade em que a frieza e atitude inflexível fazem parte de sua mitologia.

Muitos headhunters acham que ser gentil é uma característica fundamental para ganhar reconhecimento no mercado. Segundo esses caça-talentos, a gentileza sempre abre portas. “Uma pessoa acessível, simpática, educada e aberta a propostas tem mais chances de sucesso profissional em comparação com alguém pouco solícito e mal-encarado”, diz Renata Filippi Lindquist, sócia diretora da Mariaca InterSearch, empresa especializada em recrutamento de executivos.

Essa qualidade, porém, não é desejável apenas quando se fala em executivos. “A gentileza, ou a falta dela, impacta todos os níveis hierárquicos”, afirma Daniela Yokoi Sanchez, gerente da divisão de vendas e marketing da Page Personnel, empresa do grupo Michel Page especializada em recrutamento. E, quando se está começando uma carreira, essa característica se torna ainda mais importante, segundo a headhunter da Mariaca. “Quem trabalha de forma cooperativa tem mais oportunidades de ser considerada”.

Exemplos
No recrutamento, as empresas buscam profissionais que transitem bem nas relações interpessoais e tenham habilidade na comunicação. Por isso, é comum a entrevista abordar assuntos como vida pessoal, família e hobby do candidato, que podem revelar as características citadas.

Daniela lembra dois profissionais que ilustram bem comportamentos distintos no mundo corporativo para os quais recrutou funcionários. O primeiro é um executivo da área de alumínio – gentil com homens e mulheres, bem-educado e preocupado com a família. “Para ele, fiz a contratação de uma profissional, que está adorando e desenvolvendo muito profissionalmente. Ele é lembrado no mercado de modo positivo”, conta.

O segundo cliente é de uma multinacional e, segundo Daniela, conhecido por sua indelicadeza. “Sua gestão não é bem vista no mercado. Fecham negócio com ele só porque sua empresa é referência”, revela.

Problema de imagem

A gentileza muitas vezes pode ser confundida com fraqueza, o que não gera respeito. Como não cair nessa armadilha? “É preciso ser assertivo e passar o recado de forma clara e objetiva sobre procedimentos, resultados, prazos. Mas é possível fazer isso de maneira amistosa, já que causar medo não gera respeito”, diz a sócia proprietária da Mariaca.

Por outro lado, se a equipe sentir que o chefe é somente um amigo e faz da empresa uma extensão de sua casa (com happy hours constantes, falta de horário) não será respeitado. “Regras claras, organização, educação e transparência são essenciais para evitar confusões”, conclui.

Pratique
A frase “Podemos sempre ser gentis com pessoas que não têm qualquer importância para nós”, do personagem Lorde Henry, em O Retrato de Dorian Gray (1890), de Oscar Wilde, mostra que a gentileza pode ser praticada para um dia se tornar natural.

Mas cuidado com o exagero. “Quem é gentil só para fazer marketing pessoal se torna cansativo”, avisa Renata. Para aqueles que têm consciência de sua introversão, ela indica exercitar mais a gentileza, pois, mesmo no exagero, vai parecer natural. Já que as pessoas extrovertidas devem ser cuidadosas e dosar as gentilezas, para evitar o ar artificial.

Ser gentil, no entanto, não é apenas perguntar como foi o fim de semana para o colega de trabalho. Sorrir sempre, cumprimentar todos, ajudar os colegas, ser participativo e fazer parte do time são gestos gentis que os especialistas indicam para um ambiente profissional saudável. Vale a pena tentar, já que o mínimo que pode acontecer é contagiar as pessoas à sua volta, e essa gentileza retornar para você.

Cinco dicas úteis

Coleque a gentileza em prática seguindo os ensinamentos das autoras americanas Linda Kaplan Thaler e Robin Koval:

1 – Pratique. Todos os dias, durante a próxima semana, faça cinco coisas simpáticas que não tragam nenhuma recompensa imediata a você. Agradeça sempre, dizendo “obrigado” aos outros. Pergunte a quem encontrar como vai a vida. Será que a faxineira do prédio tem netos? O sentido disso não é imaginar que o taxista a quem você deu uma gorjeta generosa algum dia dirigirá uma empresa importante. É, simplesmente, adquirir o hábito de ser gentil – e descobrir como isso o faz sentir-se bem.

2 – Elogie. Certa vez, um rapaz perguntou a Abraham Lincoln se ele ficava irritado com os constantes pedidos de autógrafo. “Os homens suportam muita coisa quando são lisonjeados”, respondeu o presidente. Suas palavras são tão verdadeiras hoje quanto eram em seu tempo. Todos nós adoramos um elogio. E, no entanto, somos parcimoniosos ao fazê-los. Se você está preocupado com a possibilidade de que um elogio pareça falso, fique tranqüilo. O próprio fato de estar preocupado com isso significa que você não é um puxa-saco e, portanto, não dará essa impressão.

3 – Sorria. Estudos mostram que o simples ato de sorrir faz com que você se sinta realmente mais feliz, o que acontecerá também com as pessoas à sua volta. Então tente adquirir o hábito de sorrir mais. Como prática, sorria para estranhos amistosos e receptivos. Comece com crianças. Após algum tempo você estará preparado para sorrir até para as pessoas com um ar mais antipático.

4 – Adoce a vida. Mantenha um suprimento de guloseimas em sua escrivaninha ou nas proximidades. Quando as pessoas que vierem vê-lo parecerem tensas, cansadas, mal-humoradas, abra sua gaveta e dê um docinho a elas.

5 – Ajude o inimigo. Enumere seus três maiores rivais. Para cada um, escreva alguma coisa que você poderia fazer para ajudá-lo e que não atrapalhe seu próprio trabalho. Na próxima oportunidade, ofereça sua ajuda.

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– O Golpe dos Diplomas Falsos de Grandes Universidades

O Estadão de hoje traz uma importante matéria sobre um nefasto golpe: estelionatários vendem diplomas falsificados de instituições conhecidas, como Mackenzie e Unip.

Já imaginaram ser atendido no hospital por um profissional da saúde que nada mais é do que um espertalhão que comprou o seu diploma?

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,sites-vendem-diplomas-falsos-de-universidades,992592,0.htm

SITES VENDEM DIPLOMAS FALSOS DE UNIVERSIDADES

Diplomas falsificados de nível superior estão sendo vendidos livremente na internet. A compra pode ser feita por qualquer pessoa – até mesmo por quem nunca cursou uma universidade. Os supostos comerciantes oferecem até certificados da área médica. Um diploma de Enfermagem, por exemplo, custa R$ 6 mil.

Em diversos sites, falsificadores prometem entregar os diplomas de curso superior em prazos de até dez dias. Dizem também que o documento entregue terá um suposto reconhecimento do Ministério da Educação (MEC) e será oficializado, com a publicação no Diário Oficial da União.

Sem saber que se tratava de uma reportagem, um atendente do site Sucesso Corp (www.sucessocorp.com.br) explicou por telefone como funciona o esquema ilegal à Rádio Estadão. É preciso enviar documentos à faculdade indicada pelo negociador e pagar 60% do valor, como sinal. Por um diploma de Pedagogia, ele cobrou R$ 4,5 mil.

“Tudo legalizado em 15 dias. Reconhecido e publicado”, afirmou. “Você vai escanear os documentos e mandar por e-mail para lá. Eles vão fazer o encaixe e mandar para o MEC. Em dois ou três dias, o MEC deu OK. Você faz 60%. Mais oito dias, sai a publicação e eu mando levar.”

Identificando-se como Marcos, o atendente também disse que há a possibilidade de o comprador escolher a universidade pela qual o documento falso será emitido. “De repente, eu posso conseguir na (faculdade) que você pretende. Como posso conseguir outra”, disse.

Em outro portal de compras e vendas, um atendente ofereceu os serviços com a promessa de entregar diplomas em todo o País. Também por telefone, o infrator garantiu à reportagem a autenticidade do diploma e disse conseguir um número de registro que dá acesso exclusivo ao histórico escolar de um aluno desistente do curso pretendido.

O homem chegou a oferecer a emissão do diploma por duas instituições de ensino superior de São Paulo. “Aí em São Paulo tem a Presbiteriana (Mackenzie) e, se for o caso, consigo pra você na Unip”, disse.

“O diploma é reconhecido e registrado e tem até o RA. Você vai poder checar dentro da própria instituição a autenticidade do que você está comprando. Tem muita gente que te vende um pedaço de papel e você não pode averiguar nada”, continuou.

Questionado se havia riscos no esquema, ele garantiu que não: “Não vai ter. Se der problema para você, com certeza eles vão chegar até mim”.

Máfia. Questionado sobre o caso, o diretor jurídico da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior, José Roberto Covac, levantou a hipótese de que diplomas originais estejam sendo usados no esquema fraudulento e de que haja envolvimento de funcionários das universidades. “Quem assina o diploma é o reitor. Quando a universidade faz o registro do diploma, ela verifica todo o registro acadêmico do aluno. Parece que há uma máfia e que alguém de dentro da universidade está fabricando documentação e registro. E o reitor acaba até assinando o diploma sem ter conhecimento”, disse.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie afirmou por nota que repudia a comercialização de diplomas. A instituição diz que o processo seria “praticamente impossível de ser realizado dentro da universidade”, por causa do número de setores e profissionais envolvidos na diplomação dos alunos.

Também citada pelo fraudador, a Universidade Paulista (Unip) afirmou que “os sistemas adotados pela instituição inviabilizam o esquema de confecção de diplomas a não formandos”. A Unip disse que pretende procurar a Polícia Civil para requerer a instauração de um inquérito para investigar a identidade de possíveis criminosos e a forma de atuação deles.

Sobre a suposta ajuda que os fraudadores mencionam ter na confecção dos diplomas, a assessoria de imprensa do MEC disse que as universidades são “inteiramente responsáveis” pelo documento e “não cabe ao MEC parte alguma no processo”.

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