– Guerra no Santos X São Paulo. Teremos um jogo de Paz?

Neste domingo, teremos o primeiro clássico no Paulistão-2013. Santos X São Paulo jogarão na Vila Belmiro. Vamos fazer algumas considerações pré-jogo da arbitragem?

A partida será arbitrada por Flávio Rodrigues Guerra, auxiliado por Herman Brumel Vani e Tatiane Sacilotti. Seus adicionais serão Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e Marcelo Rogério, sendo o quarto-árbitro Roberto Pinelli.

Se até as vésperas da 5a rodada os clubes grandes tiveram árbitros não tão conhecidos do grande público em seus jogos, agora, com os clássicos, os mais rodados aparecem. Aqui fica uma observação: Wilson Seneme fez o clássico campineiro na semana passada; Paulo César de Oliveira fará o clássico regional do ABC nessa rodada. Flavio Guerra apitará o SanSão. Não seria justamente no começo do campeonato, onde, teoricamente, os jogos ainda não são tão decisivos, o momento ideal de lançar novos nomes em clássicos?

Gostaria de ver árbitros como Welton Wohnrath, Vinícius Dias Araújo, Leandro Bizzio Marinho, entre outros, sendo testados nesses jogos em que se pode trabalhar a renovação. Escalá-los em jogo entre Grande contra Pequeno não é renovar; se não vão apitar clássicos nessa fase do Paulistão, o farão nas fases mais decisivas?

Observações feitas sobre o critério de escalas, vamos a ela em si: Flávio Guerra tem bom porte físico, experiência em clássicos, mas ainda vive sob o estigma da partida em que o projetou mais popularmente: o Choque-Rei de anos atrás em que foi muito bem e marcou corretamente 3 pênaltis contra o São Paulo, em jogo disputado na cidade de Ribeirão Preto.

De lá pra diante, todos deram mais atenção a ele, que não costuma ter atuações ruins, mas regulares. Nos seus últimos jogos, tem se mostrado discretíssimo, não aplicando cartões nas faltas que são “mais ou menos para cartão” (aquelas em que surge a dúvida se seria para Amarelo ou apenas Advertência Verbal), permite a disputa de bola deixando o jogo correr no meio-campo, mas, próximo a área penal, apita grande quantidade de faltas. Além de vibrar pouco com a partida.

Em suma: arbitragem à europeia no meio de campo (onde não se costuma reclamar muito), e, contraditoriamente, a la paulista em zonas mais perigosas do campo.

Tenho Guerra como um bom e prudente árbitro, cumpridor da Regra do Jogo – mas excessivamente cauteloso em jogadas de contato físico próximas ao gol. E essa sensação se confirma com uma entrevista dele, dias atrás, ao jornalista da ESPN Lucas Borges. Na matéria sobresimulação de jogadores e como faz para evitar ser ludibriado (em: http://is.gd/AOlOcd), Guerra disse que:

“(…) É estudar as equipes, os jogadores e acompanhar os jogos em que você vai trabalhar. Assistir aos jogos anteriores para saber com quem você vai trabalhar. Eu estudo porque às vezes o jogador por si só é mais franzino, às vezes não tem muito preparo, não é toda hora que ele simula. Às vezes é uma jogada normal que parece simulação. Por isso tem que saber ver os jogos de todos os jogadores. Assisto a vários campeonatos. A gente acaba pegando um pouquinho de cada um”.

Portanto, em jogadas mais ríspidas diante do gol, Neymar, Marcos Assunção e Rogério Ceni poderão ser determinantes na partida.

Se os jogadores atacantes sabem que o árbitro marca mais faltas frontais, tenderão a cavar mais faltas – e “cavar faltas” pode ser:

1- Forçar o zagueiro à ação faltosa, procurando-o para a disputa, forçando-o a tentar todos os recursos para roubar-lhe a bola, custando a este a falta e até mesmo um cartão (o que é inteligente e legal; deve ser marcada a falta que é legítima);

2- Buscar o zagueiro para o contato físico, abdicando da continuidade da jogada, desejando ser desviado pelo adversário, indo de encontro a uma trombada, pedindo uma suposta falta pela queda inevitável (o que é ilegal, não deve ser marcada a falta);

3- Emparelhar com o zagueiro e cair, encenando ter sofrido a falta (ilegal, deve ser marcado tiro livre indireto contra sua equipe e punido com o Cartão Amarelo).

Se em contrapartida, o árbitro sabe que os atletas poderão cavar as faltas, ele deverá estar muito atento para que, na primeira oportunidade onde perceber quedas forçadas para ludibriar, punir o infrator, a fim de que todos vejam que ele não tolerá artimanhas.

Estamos em um momento onde Neymar se firma como um dos melhores jogadores do mundo, indubitavelmente. E ter cuidado para marcar as faltas que ele sofre em excesso, que são verdadeiras (basta assistir aos jogos), se faz muito importante para o árbitro. Porém, tão verdade quanto as faltas excessivas são as simulações exageradas. Como participa mais do jogo do que os demais atletas, essas situações se destacam.

Tenho uma teoria a ser discutida de que o rótulo de “cai-cai”, verdadeiro no começo da carreira,injusto no Brasileirãocom repentes de volta esporádica no Campeonato Paulista se daria por dois motivo:

  • A- Neymar sofre muito pelo excesso do famigerado e covarde rodízio de faltas que alguns treinadores implantam em seus esquemas (que é uma estratégia difícil para a percepção do árbitro e uma falha a ser corrigida pelas Comissões de Arbitragem, já que essa tática não é punida),
  • B- Neymar tem momentos em que aflora a maldita Lei de Gérson, em querer levar vantagem sobre os outros, e pratica o tão combatido e criticado unfair-play.

Mas podemos discutir essa teoria de duas hipóteses com mais tempo, em outra oportunidade… Para amanhã, desejo boa sorte aos clubes e à arbitragem.

Em tempo: Herman Brumel, o bandeira no 1, é excelente – se encaixa no critério de “jovem com experiência”. Tatiane Sacilotti é uma grata realidade – discreta, sem ser badalada e com boas atuações. Os AAAs Marcelo Aparecido e Marcelo Rogério dispensam comentários, tem experiência e poderiam, qualquer um deles, terem sido escalados como árbitros centrais da partida.

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– Guerra no Santos X São Paulo. Teremos um jogo de Paz?

Neste domingo, teremos o primeiro clássico no Paulistão-2013. Santos X São Paulo jogarão na Vila Belmiro. Vamos fazer algumas considerações pré-jogo da arbitragem?

A partida será arbitrada por Flávio Rodrigues Guerra, auxiliado por Herman Brumel Vani e Tatiane Sacilotti. Seus adicionais serão Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e Marcelo Rogério, sendo o quarto-árbitro Roberto Pinelli.

Se até as vésperas da 5a rodada os clubes grandes tiveram árbitros não tão conhecidos do grande público em seus jogos, agora, com os clássicos, os mais rodados aparecem. Aqui fica uma observação: Wilson Seneme fez o clássico campineiro na semana passada; Paulo César de Oliveira fará o clássico regional do ABC nessa rodada. Flavio Guerra apitará o SanSão. Não seria justamente no começo do campeonato, onde, teoricamente, os jogos ainda não são tão decisivos, o momento ideal de lançar novos nomes em clássicos?

Gostaria de ver árbitros como Welton Wohnrath, Vinícius Dias Araújo, Leandro Bizzio Marinho, entre outros, sendo testados nesses jogos em que se pode trabalhar a renovação. Escalá-los em jogo entre Grande contra Pequeno não é renovar; se não vão apitar clássicos nessa fase do Paulistão, o farão nas fases mais decisivas?

Observações feitas sobre o critério de escalas, vamos a ela em si: Flávio Guerra tem bom porte físico, experiência em clássicos, mas ainda vive sob o estigma da partida em que o projetou mais popularmente: o Choque-Rei de anos atrás em que foi muito bem e marcou corretamente 3 pênaltis contra o São Paulo, em jogo disputado na cidade de Ribeirão Preto.

De lá pra diante, todos deram mais atenção a ele, que não costuma ter atuações ruins, mas regulares. Nos seus últimos jogos, tem se mostrado discretíssimo, não aplicando cartões nas faltas que são “mais ou menos para cartão” (aquelas em que surge a dúvida se seria para Amarelo ou apenas Advertência Verbal), permite a disputa de bola deixando o jogo correr no meio-campo, mas, próximo a área penal, apita grande quantidade de faltas. Além de vibrar pouco com a partida.

Em suma: arbitragem à europeia no meio de campo (onde não se costuma reclamar muito), e, contraditoriamente, a la paulista em zonas mais perigosas do campo.

Tenho Guerra como um bom e prudente árbitro, cumpridor da Regra do Jogo – mas excessivamente cauteloso em jogadas de contato físico próximas ao gol. E essa sensação se confirma com uma entrevista dele, dias atrás, ao jornalista da ESPN Lucas Borges. Na matéria sobre simulação de jogadores e como faz para evitar ser ludibriado (em: http://is.gd/AOlOcd), Guerra disse que:

“(…) É estudar as equipes, os jogadores e acompanhar os jogos em que você vai trabalhar. Assistir aos jogos anteriores para saber com quem você vai trabalhar. Eu estudo porque às vezes o jogador por si só é mais franzino, às vezes não tem muito preparo, não é toda hora que ele simula. Às vezes é uma jogada normal que parece simulação. Por isso tem que saber ver os jogos de todos os jogadores. Assisto a vários campeonatos. A gente acaba pegando um pouquinho de cada um”.

Portanto, em jogadas mais ríspidas diante do gol, Neymar, Marcos Assunção e Rogério Ceni poderão ser determinantes na partida.

Se os jogadores atacantes sabem que o árbitro marca mais faltas frontais, tenderão a cavar mais faltas – e “cavar faltas” pode ser:

1- Forçar o zagueiro à ação faltosa, procurando-o para a disputa, forçando-o a tentar todos os recursos para roubar-lhe a bola, custando a este a falta e até mesmo um cartão (o que é inteligente e legal; deve ser marcada a falta que é legítima);

2- Buscar o zagueiro para o contato físico, abdicando da continuidade da jogada, desejando ser desviado pelo adversário, indo de encontro a uma trombada, pedindo uma suposta falta pela queda inevitável (o que é ilegal, não deve ser marcada a falta);

3- Emparelhar com o zagueiro e cair, encenando ter sofrido a falta (ilegal, deve ser marcado tiro livre indireto contra sua equipe e punido com o Cartão Amarelo).

Se em contrapartida, o árbitro sabe que os atletas poderão cavar as faltas, ele deverá estar muito atento para que, na primeira oportunidade onde perceber quedas forçadas para ludibriar, punir o infrator, a fim de que todos vejam que ele não tolerá artimanhas.

Estamos em um momento onde Neymar se firma como um dos melhores jogadores do mundo, indubitavelmente. E ter cuidado para marcar as faltas que ele sofre em excesso, que são verdadeiras (basta assistir aos jogos), se faz muito importante para o árbitro. Porém, tão verdade quanto as faltas excessivas são as simulações exageradas. Como participa mais do jogo do que os demais atletas, essas situações se destacam.

Tenho uma teoria a ser discutida de que o rótulo de “cai-cai”, verdadeiro no começo da carreira, injusto no Brasileirão e com repentes de volta esporádica no Campeonato Paulista se daria por dois motivo:

  • A- Neymar sofre muito pelo excesso do famigerado e covarde rodízio de faltas que alguns treinadores implantam em seus esquemas (que é uma estratégia difícil para a percepção do árbitro e uma falha a ser corrigida pelas Comissões de Arbitragem, já que essa tática não é punida),
  • B- Neymar tem momentos em que aflora a maldita Lei de Gérson, em querer levar vantagem sobre os outros, e pratica o tão combatido e criticado unfair-play.

Mas podemos discutir essa teoria de duas hipóteses com mais tempo, em outra oportunidade… Para amanhã, desejo boa sorte aos clubes e à arbitragem.

Em tempo: Herman Brumel, o bandeira no 1, é excelente – se encaixa no critério de “jovem com experiência”. Tatiane Sacilotti é uma grata realidade – discreta, sem ser badalada e com boas atuações. Os AAAs Marcelo Aparecido e Marcelo Rogério dispensam comentários, tem experiência e poderiam, qualquer um deles, terem sido escalados como árbitros centrais da partida.

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– Gradiente vence o 1o Round contra a Apple

Coisas curiosas no mundo da Administração: a Gradiente houvera anos atrás registrado o nome iPhone para si aqui no Brasil, antes da Apple lançar o seu famoso Smartphone. Dias atrás, divulgado amplamente, a empresa brasileira entrou na Justiça contra a norte-americana pois lançava seu smartphone iPhone e queria fazer valer a propriedade do seu nome.
A novidade é: a partir do dia 05 de fevereiro, a Apple não poderá mais vender no Brasil o iPhone com o nome de iPhone, segundo o INPI!
Extraído de: http://www.administradores.com.br/noticias/tecnologia/apple-perde-direito-sobre-nome-iphone-para-gradiente-diz-site/73146/

APPLE PERDE DIREITO SOBRE NOME IPHONE PARA GRADIENTE, DIZ SITE
Nos EUA, a Apple passou por uma situação semelhante, porque o nome “iphone” pertencia à Cisco.
De acordo com o portal do jornal O Globo, a Apple terá de enfrentar uma dura batalha no Brasil a partir da próxima terça-feira (5). Segundo a publicação, ç (INPI) vai divulgar neste dia, na próxima edição de sua revista oficial, a rejeição a pedidos da empresa norte-americana para uso do nome iPhone em aparelhos celulares ou outros produtos de áreas próximas. O motivo: a Gradiente conseguiu a patente do nome sete anos antes de o popular smartphone ser lançado.
De acordo com site de O Globo, após a publicação das rejeições, a Apple passará a correr o risco de sofrer processos no Brasil, se continuar comercializando o iPhone. Para complicar mais ainda a situação, a Gradiente lançou neste ano uma linha de smartphones com o mesmo nome.
Nos EUA, a Apple passou por uma situação semelhante, já que o nome “iphone” pertencia à Cisco. Depois de um processo, entretanto, as duas companhias entraram em acordo.

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– Othon Palace: Dos Reis e Rainhas aos Súditos?

Em certa ocasião, participei de uma pré-temporada dos árbitros da FPF e ficamos hospedados no Othon Palace, próximo ao Teatro Municipal. Nas paredes, a história glamorosa (naquela época, 2005, já sem tanto brilho). Mas me surpreendi ao ler e saber que o hotel que houvera fechado anos atrás virou hospedagem a um grupo de invasores sem-terra.

Ironia do destino, não?

Extraído da IstoÉ, ed 30/01/2013, pg 54-57

DO GLAMOUR À OCUPAÇÃO DOS SEM-TETO

Por Rachel Costa

Como vivem as famílias que invadiram o hotel Othon Palace, de São Paulo, símbolo do luxo nas décadas de 50 a 70

Na torre art déco de 25 andares, que um dia já foi hotel de luxo, o banho tomado no balde contrasta com o mármore travertino que reveste o banheiro. Aposentada de um lado, a banheira de porcelana branca se transformou em reservatório de água, que precisa ser carregada escada acima para garantir o abastecimento dos quartos. Foram-se as camas de madeira maciça, os colchões macios e os lençóis finos, agora substituídos pelos colchões infláveis, invariavelmente azul-marinho, que abundam pelas habitações. Também abandonou o endereço o Chalet Suisse, restaurante de luxo especializado em fondues que funcionava no deslumbrante terraço. Dele, só restou a vista para o Vale do Anhangabaú. A comida agora é feita bem longe dali, no térreo, em um cubículo de pouco mais de três por quatro metros, onde se espremem dona Fátima, a cozinheira, suas ajudantes, um fogão, algumas panelas industriais, uma geladeira e um freezer. Uma refeição custa R$ 2, preço bem diferente dos R$ 50 dos últimos fondues servidos pelo Chalet Suisse antes de fechar. Desde que ganhou uma nova função, em 26 de outubro passado, acabou-se a mordomia no Othon Palace de São Paulo. Outrora habituado a chefes de Estado, como a rainha Elizabeth II (que lá se hospedou em 1968) e famosos de passagem pela cidade, os corredores do ex-hotel de luxo agora se acostumam ao movimento ruidoso de seus novos hóspedes. São numerosas famílias, movidas pela esperança de encontrar um lugar definitivo para morar. Ao contrário dos antigos hóspedes, que após a estadia voltavam para suas casas, os que hoje ocupam os quartos do ex-hotel não têm para onde ir. São sem teto.

“A gente não está invadindo, está reivindicando. A gente não quer ficar aqui, quer ter um lugar nosso”, diz Aline Dias Eubank, 25 anos, atual moradora do quarto 814. A jovem sul-mato-grossense já teve casa em Campo Grande, mas a família vendeu a propriedade para pagar o tratamento quando ela adoeceu de uma síndrome rara, aos 14 anos. Moraram na zona leste da capital paulista em um pequeno apartamento alugado até outubro, quando a dona pediu o imóvel e Aline, a mãe e a irmã ficaram sem ter aonde ir. O dinheiro que tinham era pouco para cobrir um contrato novo. Decidiram, então, se juntar à Federação Pró-Moradia do Brasil, movimento que organiza a ocupação do hotel. A escolha do Othon Palace não se deu pelo conforto, mas sim por estar vazio desde 2008, com dívidas de IPTU e bem próximo à prefeitura, o que expõe aos olhos do poder público o problema de moradia. Basta cruzar a rua Líbero Badaró para se chegar à atual sede do governo municipal, o edifício Matarazzo. Quando o hotel foi inaugurado, em 1954, durante as comemorações do quarto centenário da cidade, a atual prefeitura abrigava a administração da maior corporação brasileira à época, as Indústrias Reunidas F. Matarazzo. Mais alguns metros de caminhada sobre o Viaduto do Chá e se encontra o Teatro Municipal. “O Othon era um empreendimento para apresentar São Paulo como um grande centro econômico sul-americano”, afirma Caio Calfat, vice-presidente de assuntos turístico-imobiliários do Sindicato da Habitação de São Paulo e estudioso da hotelaria paulista. “Por isso a localização.”

Até a década de 70, ali estavam o coração financeiro da cidade, as damas da sociedade e os senhores de paletó. Com o passar do tempo, eles migraram para outras avenidas. Primeiro, para a Paulista, depois para a Faria Lima e, finalmente, para as margens do rio Pinheiros, na Berrini. À região central, assim como ao hotel, restou a ruína – a rede Othon atualmente possui 15 hotéis no Brasil e quatro no mundo. “Há pelo menos 53 prédios abandonados no centro que poderiam virar moradia popular”, diz o secretário executivo do Centro Gaspar Garcia de Diretos Humanos, Luís Kohara. O número citado pelo pesquisador vem do próprio poder público municipal, que divulgou em 2008 um estudo no qual apontava 53 endereços que podiam ser adaptados para projetos habitacionais. Gente para ocupar esses imóveis não falta. O déficit habitacional paulistano é de cerca de 300 mil casas, número praticamente igual ao de domicílios vazios – 290 mil, de acordo com o Censo 2010. Seria fácil fechar essa conta, mas a desapropriação dos 53 prédios não saiu do papel.

Em todo o centro, estima Kohara, há outras 30 ocupações. Duas delas, também em antigos hotéis paulistanos, o Lord e o Cambridge, cujas histórias se misturam à do próprio Othon. Na gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab chegou-se a elaborar um projeto para transformar o Othon em um apêndice da prefeitura, com secretarias municipais. Com a posse de Fernando Haddad, porém, essa destinação não é mais garantida. O que alimenta esperanças de gente como o auxiliar de limpeza Cleiton Pereira, 32 anos, morador do 801. Enquanto assiste à novela na televisão no hall de entrada do Othon, ele explica sua situação. Para as oito horas diárias de trabalho, Pereira ganha um salário mínimo e, com o dinheiro, sonha em comprar seu próprio imóvel. Quando tentou, porém, esbarrou na falta de programas de moradia para assalariados. “O que me ofereceram foi entrar para um consórcio e esperar pelo sorteio, mas como é que eu pago consórcio, aluguel, comida, roupas e transporte, tudo isso com um salário mínimo?” Como Pereira, grande parte das famílias que se espalham pelas habitações do ex-hotel de luxo esbarra nesse mesmo problema. Pagar um pouquinho todo mês grande parte pode, mas faltam programas que lhes deem essa possibilidade. “Não tem incorporadoras interessadas em construir para esse público que ganha menos de três salários mínimos” diz Elaine Silva, uma das coordenadoras da ocupação.

Diante disso, o jeito é improvisar em um hotel abandonado e aguardar alguma decisão da vizinha prefeitura. “É difícil principalmente por não ter água nos quartos”, diz a vendedora Simone Stella, 29 anos, moradora do 1.003. Mãe de Isaac, de cinco meses, a carioca chegada há pouco em São Paulo tem se virado como pode para lavar as roupas do bebê em baldes no banheiro do quarto. Mas não reclama, pois viver no ex-hotel tem lhe permitido dar conta de tudo com o salário de R$ 800 – que, além das despesas da casa, tem de cobrir a creche do filho. Acima de Simone, está o “andar de luxo” da atual estrutura. Não que haja algum tapete valioso ou iluminação mais cara, mas o zelo dos moradores em mantê-lo limpo o diferencia dos demais. “No décimo primeiro a gente tem até uma cozinha própria”, orgulha-se Bruno Vasconcelos, 22 anos, morador do 1.111, que abre a porta fechada à chave de um antigo espaço para uso dos funcionários. Lá dentro, um fogão e uma mesa para os vizinhos de andar.

O piso acarpetado, que hoje serve de campo de futebol para as crianças, era um dos símbolos de ostentação do Othon à época de sua inauguração. “O carpete, os móveis e a qualidade do serviço eram marcas do Othon quando ele foi lançado”, diz Maurício Bernardino, presidente da Federação dos Hotéis do Estado de São Paulo, profundo conhecedor do mercado hoteleiro paulista, no qual trabalha há mais de 50 anos. “Os operadores de turismo estrangeiros mandavam todos para lá. A rede já era muito conhecida lá fora por causa dos estabelecimentos do Rio de Janeiro”. Hoje quem faz o serviço de manutenção são os próprios moradores, que lavam as escadas três vezes por semana e se revezam na portaria, fechada todas as madrugadas das 2h às 4h45. No segundo andar, mora José Humberto da Silva, o Beto, 42 anos, uma espécie de síndico. “Quando chegamos estava tudo muito sujo. Levamos um mês para deixar limpo. Não é fácil dar conta de um bichão desses”, diz Beto, enquanto sonha em conseguir uma casa para chamar de sua, sem a sombra de uma reintegração de posse.

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– Considerações sobre a Eleição de Renan Calheiros à Presidência do Senado

Leio as críticas a respeito da eleição de Renan Calheiros à Presidência Vitoriosa do Senado. Mas… cadê a novidade? Desde sempre sabíamos que seria candidato e que ganharia. Entra Renan e sai Sarney!

E o pior é que esses senhores falam de ética e democracia em seus discursos. Meu Deus… pregam o que não cumprem.

Uma das pessoas que traduziu muito bem esse atual momento, de forma simples e correta, foi o jornalista Marcelo Tas em seu Blog no Terra. Em suma, ele recorda alguns dos muitos casos de corrupção e diz o que eu penso: a culpa ®é de quem vota nos Renans e Sarneys da vida.

Em: http://blogdotas.terra.com.br/2013/02/01/renan-homem-de-curriculum/

RENAM, UM HOMEM DE CURRICULUM

1955… nasce em Murici, Alagoas

Anos 70… militante do PC do B- Partido Comunista do Brasil

1978… deputado estadual, dizia que Fernando Collor, prefeito de Maceió, era o “príncipe herdeiro da corrupção”

1982… deputado federal, apoia Collor para governador. Depois, filia-se ao PRN e é membro importante da eleição de Collor à Presidência da República

1989… é o lider do governo Fernando Collor na Câmara e apoia o bloqueio das cadernetas de poupança

1990… derrotado ao governo de Alagoas, rompe com Fernando Collor, que apoia outro candidato

1992… apoia o impeachment de Collor

1994… eleito senador, alia-se a José Sarney e preside a Comissão do Orçamento

1998… nomeado ministro da Justiça de FHC, apoia a reeleição de FHC

2002… apoia o candidato derrotado José Serra

2005… apoia Lula e vira presidente do Senado

2006… arquiva CPI para investigar Lula

2007… acusado de receber $ de uma empreiteira para custear a pensão da filha com uma amante formosa, renuncia à Presidência do Senado

2009… filho dele ganha concessão de uma rádio do governo Lula

2010… apoia Dilma

2011… eleito para o Conselho de Ética

2013… hoje, deve ser eleito presidente do Senado

Todo mundo fica procurando “culpados” por Renan se tornar presidente do Senado. O Procurador da República apressadamente o acusa de desviar dinheiro e falsificação. Ora, ora, ora… Vamos parar de procurar chifre na cabeça de touro, pessoal. A hora é de investir na educação de quem elegeu Renan e aquela seleção tão especial de seres  humanos que fazem parte do Senado. É simples e difícil assim.

Bom mandato, senador Renan!

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– Até o Pescado Chinês está invadindo o Mundo!

Ora, ora… se não bastassem os produtos eletrônicos chineses que invadem o nosso país, agora o grande vilão é o Peixe!

Pois é: as importações de pescado chinês (e em específico, um similar da merluza), estão quebrando a indústria da pesca brasileira, argentina e americana!

A coisa tá feia mesmo… O mundo será dominado pelos chineses, como dito num post anterior de hoje?

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