– Inovação: para colocá-la em Prática, precisa-se de Grana ou Competência?

Sempre questione a relação Competência Financeira X Competência Intelectual/Administrativa. Nem sempre ter dinheiro significa ter sucesso.

Veja só: o conhecidíssimo Clemente Nóbrega, em seu enésimo excepcional artigo, escreveu a respeito dos investimentos minguados no Brasil em INOVAÇÃO. E desafia: se investirmos mais dinheiro, teremos mais inovação?

Ele duvida. Responde que nem sempre dinheiro se transforma em bons resultados.

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI177094-16644,00-O+FATOR+DECISIVO.html

O FATOR DECISIVO

O Brasil investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB. Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido.

por Clemente Nóbrega

Em um artigo publicado em 2007, mostrei a correlação entre incompetência para inovar e instituições fracas – não há inovação sem que na sociedade haja confiança institucionalizada. Pesquisas mostram que não melhoramos nisso, mas temos outros pecados também. Fala-se que o país investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB (países ricos, duas ou três vezes mais). Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido. Eu não aumentaria investimentos, rearranjaria recursos que já estão no sistema. Veja só. No mundo da gestão (de qualquer coisa, privada ou pública), só o que legitima é resultado – output, não input. Sucesso não é medido pelo que entra no sistema, mas pelo que sai dele. Não número de policiais nas ruas, mas redução de crimes. Não campanhas de vacinação, mas diminuição de doenças. Claro que inputs são aproximações – proxys, como dizem, para resultados esperados, mas um gestor que se limita a proxys não é um gestor, é um burocrata.

A Apple – empresa mais inovadora do mundo – investe bem menos em inovação do que a média das empresas de tecnologia, mas obtém muito mais resultado. É mais produtiva em inovar. Numa empresa, os dirigentes estabelecem diretrizes (metas a atingir e meios para que sejam alcançadas). Ex: “Queremos que, dentro de cinco anos, 20% de nossas receitas estejam sendo geradas por produtos que não existem hoje”. Os recursos que vão ser alocados para que a diretriz seja cumprida dependem da meta a alcançar, não é simples? O que as empresas inovadoras têm são processos gerenciados em função de metas de output de inovação. Assim: “Se tudo continuar sendo feito como vem sendo feito, cresceremos ‘x%’ ano que vem. Mas se quisermos inovar, então, em cima de ‘x%’, colocaremos, digamos, mais um ou dois pontos percentuais, que têm de vir de inovações. Ficando no ‘papai &mamãe’, cresceríamos 20%, mas a meta é 22%. Esses 2% além do ‘esperado’ são inovação na veia. O investimento para chegar lá será um percentual desse ‘extra’ que espero obter (um percentual aplicado aos 2%). Os 2% de inovação terão de ser desdobrados por todas as áreas produtivas da empresa. Cada uma dará sua contribuição para o todo. Não sabem como fazer? Treine-os, há método para isso. A unidade bateu sua meta de inovação? Prêmios, bônus, fanfarras. Não bateu? Bem, o que acontece com um vendedor que não vende? Com um financeiro que não planeja o fluxo de caixa? Não há mistério. É gestão pelas diretrizes. Tem meta, prazo, responsabilização e plano de ação. A cada período tudo se repete – um delta além do ‘papai & mamãe’, incorporando os ganhos do período anterior”.

A Apple investe bem menos em inovação do que
 a média, mas obtém muito mais resultado

Órgãos fomentadores de inovação devem parar de se medir pelo dinheiro que injetam no sistema, como se isso garantisse resultado. Sem gestão, não garante. O input que conta é conhecimento, mais que dinheiro. Atenção: o investimento em inovação (como percentual do resultado) tem de diminuir com o tempo, mas riqueza nova tem de ser criada continuamente. Possível, mas só com gestão da inovação.

* Clemente Nobrega é físico, escritor, consultor de empresas e autor do blog Ideias e Inovação no site de Época NEGÓCIOS

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– Por que se Reluta em Divulgar Nomes da Máfia do Futebol?

Nos últimos dias, a Europol divulgou que descobriu um mega-esquema de manipulação de resultados, envolvendo apostadores, jogadores, dirigentes e árbitros.

As partidas envolviam desde jogos secundários, de campeonatos pouco importantes – como búlgaro ou romeno – até partidas da Champions League.

Mas e os nomes? Apareceu um suposto mafioso de Cingapura, outro Tailandês, um árbitro de Portugal, mas… e os “cabeças”? E as pessoas de fama pública, quando surgirão?

Recentemente, a Juventus de Turim foi rebaixada para a 2a divisão do Campeonato Italiano por subornos. Tuta, centroavante brasileiro de inúmeros clubes, disse que quase apanhou no Venezia quando marcou um gol a favor da sua equipe em um jogo decisivo.

Outra coisa: não me sinto a vontade em ver sites de apostas eletrônicas nas camisas de grandes clubes, como Real Madrid e Milan. Suspeito ou não?

Ainda: só na Europa isso acontece? Dos tempos mais antigos (como a folclórica melancia do árbitro Dulcídio Wanderley Boschilla) até os campeonatos mais recentes (Dualib e o seu 1-0-0), passando pelo caso Edilson Pereira de Carvalho & Gibão, estamos, apesar desses episódios, blindados de verdade?

Lembro-me de uma sábia consideração que ouvi do respeitadíssimo jornalista ítalo-brasileiro Cláudio Carsughi, que retrata o que penso:

Se Deus, no seu amor infinito, permitiu que houvesse corrupção até mesmo dentro da sua Igreja, por qual motivo preservaria a categoria dos árbitros de futebol?

Estenda-se essa observação às categorias dos dirigentes e jogadores.

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– O “Bafômetro de Narcóticos” entra em Cena

Demorou, mas valeu! Começa nesta semana, junto com a fiscalização da Lei Seca, outra tão importante quanto essa: a de consumidores de Maconha e Cocaína.

Se o cara não pode beber pelo teor etílico, logicamente não pode usar drogas ilícitas e sair dirigindo.

Mas uma preocupação: vejo bafômetros nos “points” mais badalados, em lugares ricos e centrais. Nas periferias tem tanto bar / boteco, onde o bebum não consegue parar em pé (mas vai embora dirigindo assim mesmo), e os bafômetros por lá não aparecem!

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