– Rosicléia está com a Razão!

Rosicleia Campos é a treinadora da equipe olímpica de judô, e no último domingo desabafou sobre as críticas aos atletas que não conquistam medalhas, chamando os reclamantes de “ignorantes“.  

Ela foi perfeita em sua entrevista e queixa (citação abaixo): para muitos, não existe o direito de perder; só tem valor aquele que ganha!

Me lembrei do fantástico e polêmico piloto de Fórmula 1 Nelson Piquet. Um dia ele disse que:

o segundo colocado ou vice campeão nada mais do que o primeiro perdedor“. 

Discordo. Há de ver os méritos e dificuldades de quem conquista boas colocações. E é justamente tal pensamento derrotista que atrapalha o desenvolvimento do esporte. 

Aliás, falamos de Olimpíada e não é justamente o espírito olímpico que prega que o “importante é competir“?

Falta isso aos exagerados e rigorosos críticos. Há de se criticar quem tem bom recurso técnico e financeiro, e na hora H, por falta de profissionalismo fica a desejar. Mas de atleta de esporte amador brasileiro, não dá para cobrar. 

Extraído de: http://m.espn.com.br/vid-aud-noticia-ip.php?id_va=273466&sext=1

ROSICLEIA CHORA, DESABAFA E RECLAMA DOS CRÍTICOS

Uma das grandes responsáveis pelo grande momento do judô feminino e pelo bom desempenho nos últimos anos, a treinadora Rosicleia Campos voltou ao país sem o esperado sorriso no rosto. Triste com os fortes questionamentos que alguns atletas da equipe brasileira sofreram durante os Jogos Olímpicos de Londres, a técnica não conteve as lágrimas e atacou os críticos neste domingo. 

“O povo brasileiro é ignorante, no sentido de ignorar o esporte. Só temos Olimpíadas de quatro em quatro anos, e só sabe o que é quem está lá. Só sabe onde o calo aperta quem veste o sapato. Quero ver ir para a Rússia, ficar uma semana lá comendo mal e treinando. Quando a gente volta e lê as críticas, dá vontade de matar”, disse a comandante em sua primeira coletiva desde que retornou da Inglaterra.

De acordo com Rosicleia, que está no comando da equipe desde 2005, apenas as pessoas que vivem o esporte sabem a dor de ver seus principais atletas serem derrotados e se disse chateada por ver críticas de pessoas que não sabem o que falam.

“A gente vive o esporte, doa a vida pelo esporte. Demos a nossa vida pelo judô. Quando você vê o Leandro Guilheiro perdendo, a Rafaela (Silva)… Eles são heróis. É muito triste para a gente, que está do lado de cá, ler depoimentos de brasileiros que não sabem o que estão falando”, analisou.

Dona da única medalha de ouro do Brasil até o momento, Sarah Menezes defendeu a postura de Rosicleia e lembrou que a treinadora é extremamente importante para a equipe brasileira de judô. 

“A participação dela é excelente. Melhora sua autoestima. Se você está nervoso, ela consegue controlar. Ela consegue levar além e frear quando tem de frear. Está sempre ali nas horas boas e ruins”, comentou Sarah. 

Já Mayra Aguiar, que conquistou o bronze em sua categoria, chamou a treinadora de “mãezona” e não poupou elogios. 

“É uma mãezona, né? Uma palavra dela pode mudar uma luta. O papel dela ali fora pesa muito. Eu sei que, independentemente do que acontecer, eu tenho o apoio dela e estou segura. É uma pessoa ótima, uma técnica ótima e estou feliz por compartilhar esse momento com ela”, completou.

– O Melhor Professor dos EUA pode ser um Brasileiro!

Orgulho aos Educadores Brasileiros: o professor Alexandre Lopes, brasileiro que leciona nos EUA, concorre ao prêmio “Professor do Ano”, cujo prêmio será entregue na Casa Branca pelo presidente americano (B. Obama ou M. Ronney).

Extraído de Isto É, edição 2230, pg 102

UM BRASILEIRO ENTRE OS MELHORES PROFESSORES DOS EUA

por Paulo Rocha

O carioca Alexandre Lopes vence 180 mil docentes na Flórida e concorre ao título de Professor Nacional do Ano por seu trabalho com alunos especiais.

Um brasileiro está fazendo história nos Estados Unidos. O carioca Alexandre Lopes, 43 anos, natural de Petrópolis (RJ), acaba de ser eleito o melhor professor do Estado da Flórida e agora concorre ao título de melhor dos EUA. A conquista foi realizada após mais de seis meses de um rigoroso processo seletivo, que incluiu etapas regionais, municipais e estaduais. Lopes foi eleito o melhor entre cerca de 180 mil docentes da rede de ensino público da Flórida por seu trabalho realizado com crianças com necessidades especiais em idade pré-escolar. Há oito anos, o brasileiro atua como professor de educação inclusiva na escola Carol City Elementary, em Miami (Flórida), onde leciona para meninos e meninas de famílias de baixa renda – muitos deles autistas. A ideia de concorrer à premiação partiu da própria instituição onde Lopes trabalha. “Fiquei lisonjeado com a indicação, mas nunca achei que eu chegaria tão longe. Minha ficha ainda está caindo”, afirma.

A paixão do brasileiro pela educação foi despertada ainda na infância, porém Lopes só passou a trabalhar como professor após imigrar para os Estados Unidos, em 1995. Depois de atuar como comissário de bordo por mais de seis anos, em 2001 ele decidiu largar o emprego para correr atrás do seu antigo desejo. Sua ideia original era se tornar professor de línguas estrangeiras, mas uma conselheira vocacional o orientou a atuar na área de educação inclusiva. “Na época eu nem sabia o que isso significava, mas logo que entendi me apaixonei e decidi começar um mestrado na área”, diz. Enquanto realizava as entrevistas e dissertações para concorrer ao título de melhor professor da Flórida, Lopes ainda conciliava o trabalho como docente com o doutorado em educação na Universidade Internacional da Flórida. Agora ele deve permanecer um ano longe das salas de aula, cumprindo a agenda de compromissos que seu novo título exige, e que inclui palestras e a participação em workshops sobre educação.

O resultado da eleição para melhor professor dos Estados Unidos só será divulgado em abril de 2013, em uma cerimônia na Casa Branca com a presença do presidente americano. Mas, independentemente de ganhar a etapa nacional ou não, o brasileiro garante que já tem motivos de sobra para comemorar. “Só o fato de poder inspirar a paixão pela educação e, ao mesmo tempo, me tornar motivo de orgulho para o meu país já me faz sentir realizado.”

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– A Cara Energia Elétrica

O Governo Paraguaio quer renegociar o valor da energia elétrica excedente de Itaipu, vendida ao Brasil (como é uma binacional, a hidreelétrica produz para os 2 países). Se fechada a negociação, lá vem aumento!

Porém, só europeus e japoneses pagam em seus lares uma conta tão alta quanto a nossa, segundo matéria da Época dessa semana. Veja o custo em R$/MWh:

1- Dinamarca: 724

24- Japão: 472

10- Brasil: 376

11- Turquia: 374

17- Estados Unidos: 235

19- México: 180

20 – Coréia do Sul: 169

Nossa renda é compatível para tal tarifa de luz?

– Quando o STJD resolve Reapitar um Jogo

Precedente perigoso…

Heber Roberto Lopes foi suspenso por 15 dias pelo STJD, por um suposto erro na partida entre América/RN X Ceará/CE.

No referido jogo, o goleiro potiguar Valdemar atingiu com um pontapé o atacante adversário. A equipe cearense pediu Cartão Vermelho, mas Heber aplicou o Cartão Amarelo.

Independente se errou o não na partida, o fato  é que ele foi indiciado e julgado. Os auditores o puniram , mesmo com uma coerente defesa do árbitro, que disse:

Eu vejo ele (o goleiro) indo em direção à bola, erra o tempo e atinge o adversário sem a intenção”.

Pela explicação, é amarelo. Mas repararam que, se a partir de agora os togados do STJD discordarem do árbitro, arbitrariedades como essas poderão acontecer?

Os auditores que “julgam faltas”, “marcam pênaltis” ou “revaliam o critério disciplinar do árbitro”, são de fato, capacitados para isso? Entendem de arbitragem e regras?

O mais irônico: erros piores aconteceram durante o ano (e recentes), e nada foi feito. Os equívocos graves do brasiliense Wilton Sampaio no jogo Coritiba X Palmeiras a favor do time paulista, ou do gaúcho Fabrício Neves na partida Cruzeiro X Palmeiras a favor da equipe mineira, não foram levados em conta? Por que só agora, após o filho do Sveiter assumir o STJD, que ocorre tal mudança?

Lembrando: e o Chicão de Alagoas (Francisco Carlos do Nascimento), árbitro FIFA que errou em dois jogos do Flamengo marcando pênaltis inexistentes (contra Bahia e Santos)? A ele, nenhuma punição do STJD, tanto que Chicão apitou Botafogo X Palmeiras nesta 4ª feira (e ainda vestiu o fardamento preto no jogo em que o Fogão jogou de preto e cinza… não tem camisa azul ou vermelha?).

E os pênaltis polêmicos do árbitro Emerson Ferreira/MG na partida entre Atlético-GO X São Paulo? O STJD também não viu?

Fica ainda algo mais curioso: para esta quinta-feira, no jogo Fluminense X São Paulo, estava escalado Sandro Meira Ricci. Porém, Ricci já estava anteriormente escalado pela Conmebol para um jogo da Copa Sulamericana, e a CBF se viu obrigada a uma nova escala, sorteando Heber. O STJD suspendeu Heber pela suposta deficiência, mas o liberou para a partida pelo Brasileirão para que não se tenha um 3º árbitro sorteado no clássico dos Tricolores Carioca X Paulista.

Só que Heber também já estava escalado para outro jogo: Portuguesa X Botafogo, no sábado, pela rodada do Brasileirão de final de semana.

Novo sorteio?

Nada disso, liberado também. Ou seja: pode apitar a vontade os 2 próximos jogos que só se cumpre a pena no período de descanso.

Julga o que não deveria julgar; e depois pune de mentirinha… triste realidade da Justiça Desportiva do Brasil.

Punido, de verdade, somente o árbitro sergipano Cláudio Francisco de Lima e Silva, de Bahia X Grêmio, que terá que como castigo ficar reestudando a Regra 5 (O ÁRBITRO), porque a CA-CBF entendeu que ele falhou na autoridade do jogo, prejudicando o Bahia.

Falta total de critério para promoção de árbitros; idem para punição.