– As novidades para a sequência da 2a divisão paulista e os planos para 2021: teremos uma equipe Toro Rosso no futebol?

“Quem não se comunica, se trumbica”, dizia o Velho Guerreiro Chacrinha! É por isso que toda a comunicação deve ser clara e objetiva nos dias atuais (ainda mais com tantas formas de relacionamento virtual).

Dito isso, vamos a informações e especulações importantes para as equipes que estão jogando a 2a divisão e às demais que participaram das outras diversas séries profissionais do futebol do estado de São Paulo.

No conselho arbitral do Campeonato Paulista 2a Divisão Sub 23, na última segunda-feira, falou-se que “na nova fase as Regras do Futebol passariam a ser as atuais”.

Ué, e desde quando não são?

Penso que a fala foi a fim de reforçar que as Regras mudaram, já que não se pode mudar a Regra dentro de uma competição vigente. O que ocorre é que tivemos árbitros jovens apitando e que desconheciam algumas modificações, aplicando interpretações antigas, além de outros já atualizados. Tivemos cartão amarelo para treinador, bola ao chão com a posse de bola a quem tinha o domínio no momento da paralisação, entre outras coisas que aconteceram e testemunhamos. Portanto, deve ter faltado comunicação ideal na 1a fase, caso tivesse ocorrido algo diferente.

Também se ventilou a criação da divisão A4, entre a A3 e a Segunda Divisão de Profissionais da FPF. Eis algo que confunde a todos: temos atualmente a A1, A2, A3 e 2a Divisão Profissional Sub 23 (que na prática são as divisões que correspondem da primeira até a quarta divisão). Por quê tal esdrúxula nomenclatura? Antigamente, se dizia que era uma forma de não desanimar quem estava embaixo (em 1998, era “mais chique e menos humilhante” dizer que se jogava o módulo B3 do que a 6a divisão). Pura bobagem, estamos no século XXI, isso não cola mais. Na verdade (outro erro de comunicação), essas séries foram criadas na década de 90 para justificar o fato do São Paulo ter jogado a A2 como “módulo 2 da 1a divisão” e não dizer que estava na Segundona (onde ganhou a 1a divisão no mesmo ano). Até hoje os documentos da FPF constam, por exemplo, série A3 da 1a Divisão para a, na prática, 3a divisão.

Relembre essa divisão de novas séries, quando o SPFC jogou a A2 e o Paulista de Jundiaí acabou parando na A3 em: https://professorrafaelporcari.com/2015/01/26/relembrando-quando-um-grande-que-caiu-para-a-2a-divisao-estadual-ou-nao/

Sou a favor de 16 equipes por divisão (sendo que na A1 teríamos um número menor). Não existe torneio como o que tivemos no Interior nesse ano, com 41 equipes tão desniveladas na 2a divisão Sub 23. Vejam os números: o melhor time do torneio foi o Paulista FC, com 29 pontos (9V, 2E, 1D) e 21 gols de saldo. O Elosport de Capão Bonito, na mesma divisão, teve 0 (ZERO pontos). O Atlético de Mogi teve saldo de gols -37. O Jabaquara de Santos deu WO em casa! Há de se separar os clubes para o bem de todos.

Por fim, e o que pode ser importante para muita gente: a vaga do Red Bull na A1, após a aquisição do Bragantino. Lembram da 3a vaga de acesso, na possível compra do CNPJ do “Toro Logo”, já que se juntou com o Bragantino? 

Relembre esse episódio, às vésperas da formalização da junção Red Bull Bragantino, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/04/10/09-216-837-0001-47-esse-numero-vale-uma-vaga-na-primeira-divisao-do-paulistao-2020/.

Pois bem: a FPF anunciou aos clubes do arbitral Sub 23 de que seriam duas vagas de acesso mesmo. Mas estão enganados! Se, de fato, uma equipe que estiver numa divisão acima comprar o CNPJ disponível, essa nova vaga é automaticamente aberta para quem está abaixo.

Especula-se (agora não é informação, mas reprodução de notícia discutida mas não confirmada) de que a Votuporanguense (que terminou a série A2 em 13a colocada) poderia estar fazendo uma parceria com o Red Bull e assumindo a vaga. Assim como o Red Bull tem na Fórmula 1 a sua equipe principal e outra secundária para desenvolvimento, a Toro Rosso, a equipe do Interior Paulista poderia ter o mesmo destino. Não creio nisso, pois seria em tese “um mesmo dono de duas equipes”. Outra história que surge é que Daniel Alves, lateral da Seleção Brasileira, juntamente com investidores da região de São José do Rio Preto, poderiam fazer uma oferta pela vaga e comprar esse CNPJ, levando o time de Votuporanga para a Primeira Divisão e assumindo a gestão da equipe.

Percebem como a informação, se não for comunicada de maneira correta, causa interpretações diversas e fomenta o surgimento de boatos?

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