– A cobrança do trabalho fora do expediente (e via WhatsApp)

Aconteceu no ano passado, mas como o assunto permanece atual, vale o destaque: muitas vezes destacamos como é ruim o fato de funcionários usarem o seu telefone e/ou aplicativos e redes sociais durante o expediente. Mas e quando a empresa o faz fora do horário de trabalho, cobrando metas do empregado?

Um caso real, acontecido no Brasil, que gerou indenização,

Extraído da Folha de São Paulo, página A28, Caderno Mercado, 26/11/18

COBRAR EMPREGADO POR WHATSAPP GERA INDENIZAÇÃO

A Terceira Turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) condenou a Telefônica a pagar indenização a um vendedor, porque seu chefe enviava mensagens de WhatsApp cobrando metas e resultados fora do expediente.

A decisão, unânime, fixou indenização de R$ 3.500.

Para o Tribunal Superior, a conduta extrapolou os limites, além de gerar apreensão, insegurança e angústia no funcionário. A Vivo, marca comercial do grupo Telefônica Brasil, disse que não comenta processos judiciais.

No processo, o vendedor disse que sofria assédio moral, com pressões excessivas por resultados e ameaças de demissão caso não atingisse as metas. A pressão, afirmou, afetou sua vida privada e sua integridade psicológica.

As testemunhas relataram que havia cobranças durante e depois do horário de expediente, via WhatsApp.

Além disso, foi dito que o desempenho de cada vendedor era afixado no mural da empresa e exposto pelas mensagens do aplicativo. O gerente, afirmaram, também cobrava respostas às mensagens enviadas fora de hora.

Inicialmente, o pedido havia sido negado. Para a primeira instância, não havia pressão excessiva. O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região disse que havia opção de não ler ou não responder.

Já no TST, o relator, ministro Alexandre Agra Belmonte, entendeu que é preciso estabelecer limites e que a conduta invade a privacidade.

“Se não era para responder, por que enviar a mensagem por WhatsApp? Mandou a mensagem para qual finalidade? Se não era para responder, deixasse para o dia seguinte. Para que mandar mensagem fora do horário de trabalho?”, questionou.

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– Os bandidos dos dois crimes mais comentados dos últimos tempos: caso morte de Marielle e ataque de Adélio resolvidos!

Ronnie Lessa e Elcio Queiroz são os responsáveis pelo atentado que vitimou a vereadora carioca Marielle Franco e do seu motorista. É isso que a Polícia divulgou nessa manhã de 3a feira, prendendo os bandidos há pouco (que eram ex-policiais).

Ótimo que tenha sido resolvido mais um caso (embora tenha levado tempo pela complexidade). Na semana passada se concluiu outro crime complicado: o caso da tentativa de assassinato a faca do então candidato a presidente Jair Bolsonaro, por parte do doente mental Adélio Bispo. 

Ficará agora a questão que assusta a sociedade:

  • Os fanáticos bolsonaristas de direita e os fanáticos lulistas / psolistas de esquerda aceitarão tais conclusões?

Insisto: o medo do radicalismo político me assusta. Surgem extremistas e pessoas insensatas de todos os lados.

Sobre o caso de hoje, abaixo, extraído de: https://epoca.globo.com/como-policia-chegou-aos-suspeitos-de-matar-marielle-23515054

COMO A POLÍCIA CHEGOU AOS SUSPEITOS DE MATAR MARIELLE

O passo a passo da investigação que levou aos nomes do PM Ronnie Lessa e do Ex-PM Elcio Queiroz

Histórico de atentados: Ronnie Lessa, o sargento reformado indicado pela polícia como principal suspeito Foto: Editoria de Arte
Histórico de atentados: Ronnie Lessa, o sargento reformado indicado pela polícia como principal suspeito Foto: Editoria de Arte

“É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia. A barbárie praticada na noite de 14 de março de 2018 foi um golpe ao Estado Democrático de Direito”, afirmam as promotoras Simone Sibilio e Leticia Emile na denúncia contra Ronnie Lessa e o Elcio Vieira de Queiroz por envolvimento no assassinato da vereadora.

A polícia demorou meses para chegar ao nome de Ronnie Lessa, 48 anos, sargento reformado da Polícia Militar. Ele, que mora no mesmo condomínio de classe média alta do presidente Jair Bolsonaro, o Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, teve o nome aventado a partir de informações recebidas pela polícia de dentro e de fora de presídios.

Sem conseguir coletar provas físicas e depoimentos que “entregassem” a participação de Lessa, apostou nos dados digitais do PM. Eles verificaram os arquivos acessados por Lessa pelo celular, antes do crime, armazenados na “nuvem. Assim, ficaram sabendo que o suspeito acompanhava a agenda da vereadora. Segundo investigadores, ele utilizava um celular comprado no CPF de um terceiro. O que estava registrado sob o seu cadastro foi utilizado, no mesmo dia dos assassinatos de Marielle e Anderson Gomes, na Zona Sul do Rio.

O ex-PM Elcio Vieira de Queiroz é acusado de ter dirigido o carro usado no crime  Foto: Reprodução
O ex-PM Elcio Vieira de Queiroz é acusado de ter dirigido o carro usado no crime  Foto: Reprodução

Marielle e Anderson foram mortes em 14 de março de 2018, quase um ano atrás, na Rua João Paulo I, no bairro do Estácio, zona norte do Rio. Segundo a PM, Lessa teria atirado nas vítimas, e Elcio era quem dirigia o Cobalt prata usado na emboscada.

Com a troca dos celulares, o suspeito tentava enganar a polícia, caso os agentes verificassem as antenas de telefonia para checar se Lessa estaria no local do crime naquele momento.

Por vários meses, os policiais da área de tecnologia da Delegacia de Homicídios trabalharam na pesquisa, reduzindo o número de aparelhos investigados. Baseados numa imagem de câmaras de segurança da Rua dos Inválidos, no Centro, no dia 14 de março, os investigadores registraram os horários em que um suposto celular aparece com a tela ligada dentro do Cobalt prata dos executores. O carro deles estava estacionado perto da Casa das Pretas, onde Marielle participava como mediadora de um debate.

A partir do horário que o aparelho estava possivelmente em uso, os investigadores fizeram uma nova triagem na lista de celulares até descobrir que um destes telefones fez contato com uma pessoa relacionada à Lessa. Desse ponto, a polícia trabalhou para buscar os dados na nuvem do policial.

A operação Lume, deflagrada nesta quarta e que levou à prisão de Lessa e Queiroz, além de estar fundamentada na interceptação dos dados digitais do suspeito, também se sustenta em depoimentos de informantes, inclusive presos no sistema carcerário. Após quase 12 meses de investigação, polícia e o Ministério Público do Rio concordaram em desmembrar o inquérito em duas partes para não perder mais tempo. Uma das partes foi transformada em denúncia, identificando os atiradores. A outra, que ainda está em andamento, está focada em encontrar os mandantes do crime – que ainda não foram identificados. Apesar da prisão de Lessa e Queiroz, a Polícia tem a certeza de que um terceiro homem estava dentro do Cobalt que alvejou o carro de Marielle e Anderson.

Atentado contra Lessa

Em 27 de abril do ano passado, Lessa sofreu um atentado. Ele e um amigo, bombeiro, foram baleados no Quebra-Mar, na Barra da Tijuca. Um motociclista teria abordado o carro dos dois. Os dois, militares, reagiram e balearam este homem, que fugiu. À época, a Polícia Civil informou que não descartava nenhuma hipótese para o crime, mas que considerava como a principal linha de investigação uma tentativa de assalto. Lessa foi obrigado a entrar com um boletim de ocorrência porque ele foi baleado e levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, também na Barra da Tijuca. A cadeia de eventos também chamou a atenção dos investigadores que trabalhavam no caso Marielle.

Essa não é a primeira vez que Lessa aparece no noticiário. Em 2009, ele foi vítima de um outro atentado, em Bento Ribeiro. Uma bomba explodiu dentro de seu carro, um Toyota Hilux blindado. Ele perdeu uma das pernas no crime e, desde então, utiliza uma prótese.

(Com informações do Globo)

– Coutinho

Ontem, 11 de março de 2019, faleceu o magnífico craque da camisa 9 do Santos FC, Coutinho.

Tudo o que eu poderia escrever sobre ele, o fiz em Agosto de 2017, contando uma experiência minha como árbitro (Coutinho era o treinador) comparando com a atitude de um Coutinho mais conhecido da “moçada de hoje”: o do Barcelona, que na época ainda estava no Liverpool.

Vejam nesse texto a grandiosidade do agora saudoso Coutinho. Abaixo, desse mesmo blog:

COUTINHO DO SANTOS E COUTINHO DO LIVERPOOL

Quem gosta de futebol conhece um dos craques históricos do futebol brasileiro: Coutinho, companheiro de Pelé no mítico time do Peixe dos anos 60.

Poucos sabem que ele foi técnico do time Sub 20 do Santos, no começo dos anos 2000. E eu me recordo de um jogo em que apitei no Parque São Jorge (o gramado da Fazendinha estava impecável), entre Corinthians 1×1 Santos, onde pude conhecer um pouco da sinceridade de Coutinho, o ex-jogador, ali como técnico.

Em um determinado lance da partida, o Paulo Almeida (que viraria capitão do time profissional comandado por Leão, com Robinho e Diego), deu uma entrada forte no adversário. Eu dei o Cartão Amarelo a ele, na dúvida se deveria dar Vermelho. E como o tempo de decisão de um árbitro de futebol é o mesmo de um piscar de olhos, vacilei e reconheço que errei. Ouvi, para a minha surpresa, Coutinho gritar para Paulo Almeida: “Moleque, cê tem que agradecer ao juiz, se você der outro pontapé eu tiro você do time. Futebol de time meu não tem pancada”.

Gravei essa frase na minha cabeça, pois o treinador foi sincero “até demais”! Não teve nenhuma complicação na partida, exceto esse lance que nem foi tão reclamado na hora. Posteriormente, vi Coutinho outras vezes em entrevistas recordando o time em que jogou, e sempre percebi certa mágoa com Pelé. Mas nunca sem deixar de ser autêntico, sincero ao extremo.

Escrevo isso por ver um outro Coutinho, o do Liverpool, que nessa fase da globalização e da comunicação on-line se tornou ídolo mundial. Bom jogador, isso é inegável. Mas sua atitude em dizer-se lesionado no time inglês (em meio as negociações com o Barcelona) e se apresentar perfeitamente saudável no treino da Seleção Brasileira, numa supostamente fantástica e rápida recuperação, contrastam com a sinceridade do Coutinho mais antigo (e talvez hoje menos famoso, mas certamente mais craque).

O Coutinho mais jovem pisou na bola. Ou o médico é milagreiro? Disse alguém sabiamente: “Ele deve ter ido no ‘Pai Vavá’ do maravilhoso filme Boleiros!”

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– Não existindo o preservativo masculino…

… o que aconteceria ao mundo?

Olhe só que curioso: uma reportagem de como seria provavelmente nossa sociedade se não tivesse sido criada a Camisa de Vênus?

Ops: para os mais jovens, é o nome da “camisinha”.

Extraído de: https://super.abril.com.br/comportamento/e-se-todo-mundo-parasse-de-usar-camisinha/

E SE…TODO MUNDO PARASSE DE USAR CAMISINHA?

Por Ana Carolina Leonardi

Você chega ao pronto-socorro e encontra um conhecido. “Essa onda de gripe me pegou”, você puxa papo. “Vim só tratar uma clamidiazinha”, ele responde. Nenhum dos dois pisca. O papo segue normalmente. O diálogo parece de outro mundo – e é.

Vem de uma realidade paralela em que a população inteira abandonou a camisinha. Olhando para o mundo real, nem é difícil imaginar o motivo. A verdade é que desde que a camisinha surgiu, há 3 mil anos, com os egípcios enrolando suas partes íntimas com retalhos de linho, muito pouco mudou no “design” do preservativo. A camisinha ficou, sim, mais fina. Mais higiênica. Mais barata. Mais eficiente. E nem assim pegou como deveria. Apenas 5% dos homens no mundo usam preservativos com uma mínima regularidade. Os solteiros são mais assíduos, porém igualmente inclinados a abandoná-los ao primeiro sinal de compromisso. Só um em cada dez casais, diz a ONU, se interessam por eles. E o medo das doenças sexualmente transmissíveis, diferentemente do que se pensa, não é um grande motivador: mesmo com tanta oferta de camisinha a preço de banana, 100 milhões de pessoas por dia são diagnosticadas com DSTs. Muito por isso, a dimensão imaginária na qual a camisinha foi ostracizada é bem menos hipócrita que a nossa. Um mundo sem camisinha teria mais gente, claro. 15% das mulheres dependem só dela para evitar a gravidez. Isso significa 275 milhões de mulheres em idade fértil. A probabilidade de engravidar em um ano de sexo completamente desprotegido é de 85%. Seriam 233 milhões de pessoas a mais no mundo (…). O inusitado é que já existem tecnologias sendo testadas para tornar a camisinha obsoleta. Uma delas é um spray, em desenvolvimento pela Universidade de Oregon (EUA): você aplica sobre o pênis com algumas horas de antecedência. Ele se transforma só na hora H em um preservativo 100% sob medida. E 0% inconveniente. Enquanto nada disso fica disponível na farmácia, por favor, não pare de usar camisinha.

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– Uma excelente e vibrante 3a feira para nós, em cliques mobgráficos!

Bom dia amigos!

Como sempre, acordando bem disposto para o cooper diário. Sob os vigilantes olhos da cachorrinha, fui suar a camisa logo cedo. Clique motivacional 1:

Enquanto corro, penso em Deus e peço a intercessão da Virgem maria – hoje invocada como Nossa Senhora do Desterro (que é a padroeira da minha cidade). Clique reflexional 2:

Depois da atividade física, alongando no jardim em meio ao bonito botão de rosa laranja. Viva a natureza! Clique contemplativo 3:

Enfim, após despertar a endorfina existente dentro do corpo, começar a fazer o dia render um pouco mais. Com a paisagem da minha avenida às 07h (teremos chuva ou não?), pronto para a labuta. Clique inspiracional 4:

Ótima terça-feira para todos nós.                                           #FOTOGRAFIAÉNOSSOHOBBY