– Os Patriarcas e Profetas da Bíblia, Parte 1

Dando continuidade aos nossos enconctros da Catequese do Sacramento do Crisma, publico nossa discussão deste sábado:

Os Patriarcas e Profetas da Bíblia (PARTE 1)

 Neste encontro, veremos:

o que Deus quis revelar ao mundo,

de que forma,

e de quais pessoas ele se utiliza ao longo da história.

Para isso, é necessário falar antes da Bíblia.

Na Sagrada Escritura (Bíblia), a Palavra TESTAMENTO tem o mesmo sentido de ALIANÇA. Para entendermos melhor a Bíblia, ela é dividida em Antigo Testamento e Novo Testamento. Ela começou a ser escrita por volta de 1.250 a.C., tempo em que viveu Moisés, e foi concluída por volta do ano 100d.C., por São João. Portanto, são aproximadamente 1.350 anos de escrita que nos conta a história do povo judeu (o povo que Deus escolheu para se revelar ao mundo); onde são contadas as guerras judaicas, seus costumes, sua religiosidade e o esforço para compreender e seguir um Deus único.

O povo judeu vivia em um mundo cheio de superstições, acreditavam em várias divindades (politeísta) e eram idólatras (criavam ídolos). Quando conhecem a Deus, através da revelação a Abraão, passam a ser monoteístas (acreditam num Deus único e onipotente).

Hoje, vivemos num mundo parecido? Acreditamos em horóscopo, fazemos que algumas pessoas sejam nossos ídolos e cremos em várias coisas para dar sorte e ajudar na vida?

Primeiramente, a Bíblia foi cozinhada em chapas de argila que saíam dos fornos com o retrato dos acontecimentos. Através da mistura do barro e da água, moldavam os fatos, as primeiras palavras, os símbolos que levavam-os a se comunicar.

Posteriormente, utilizou-se o papiro para servir como uma folha de papel primitiva. O papiro era retirado de plantas que se desenvolviam nas margens do rio Nilo. Depois, utilizou-se o couro de carneiro, e inventaram assim os pergaminhos. Seu último passo foi a reunião dos livros do Antigo Testamento (Antes da vinda de Jesus Cristo ao mundo) e do Novo Testamento (de Cristo em diante), por São Jerônimo.

A Bíblia, portanto, é um conjunto de livros considerados sagrados, pois neles Deus participa ativamente do mundo, se revela, se comunica e age na vida dos judeus, e através deles proclama-se a toda humanidade.

Percebemos, ao longo da Bíblia, que a religião era um reflexo da situação política e cultural da época. Uma multidão de divindades era temida: temiam o sol, a lua, as estrelas, as tempestades, os mares, e neles acreditavam existir serpentes, monstros, demônios. Tudo isso era sintoma de uma desorganização política, um povo disperso e sem forças, ao qual Deus tem compaixão e se revela para ajudá-los a crer no que é verdade e no que não é.

A – Quando acontece essa revelação?

Quando Deus se revela a Abraão, em Gênesis 12, 1-2 e 15, 1-8, e com ele firma uma Aliança. Aliança, na verdade, é sinônimo de compromisso. Veja o gesto dos noivos quando recebem o sacramento do matrimônio: eles trocam alianças, ou seja, firmam um compromisso de fidelidade.

Deus utiliza-se de várias pessoas (Noé, Abraão, Moisés, Jacó, Davi, os profetas…), confirmando seu compromisso de Amor para com a humanidade. A partir do povo judeu ele se revela ao mundo. Portanto, Ele se utiliza deste povo para se tornar conhecido universalmente.

Importante: a última e definitiva Aliança é através de Jesus (Cordeiro da Nova Aliança).

Quando Deus age pelos profetas, o escritor, inspirado pelo Espírito Santo, escreve tudo o que é verdade e conhecimento sobre Deus e sua vontade. Algumas profecias se revelam ao longo do tempo, como Isaías 7, 14 (escrito 700 anos antes de se cumprirem) e o Salmo 21, 19, que se revela em João 19, 23-24 (depois de aproximados 1000 anos). Vemos, então, que 1000 dias para Deus podem ser 1, e vice-versa, pois Ele é o Senhor do tempo, das vontades, dos movimentos!

B – Por que Deus se revela?

Ou seja, Deus se revela a nós por amor!

Vemos, na Bíblia, esta revelação no Antigo Testamento. A Bíblia, no Antigo Testamento, pode ser dividida em quatro espécies de livros:

1- As leis judaicas: Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

2- A História do povo judeu: Josué, Juizes, Rute, os livros de Samuel, Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester e os livros dos Macabeus.

3- Os Ensinamentos: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cânticos, Sabedoria e Eclesiástico.

4- Os livros Proféticos: Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habaauc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

Importante: a Bíblia é um livro de fé, não de geografia. Há erros históricos, mas nunca de crença. Não pode ser lido de maneira fundamentalista. Ex: lei do olho-por-olho, dente-por-dente, hoje impraticável, já que Cristo a corrigiu.

C – Quem foi Adão e Eva? Quem os viu para escrever sobre eles?

O livro do Gênese não visa nos dar nenhuma relação da teoria da evolução, mas seu objetivo é mostrar a relação entre Deus e o homem primitivo. O Gênese mostra ainda o primeiro pecado do homem: a inveja.

Adão e Eva representam o homem e a mulher primitiva, e seu relacionamento com Deus. Os dois personagens procuram nos mostrar que existe um Criador para o universo. Embora muitos estudiosos debatam sobre a existência de Deus, é impossível que a Criação do mundo não tenha um autor, que é o próprio Deus. A Teoria da Evolução diz que o homem vem do macaco. Mas de onde vem o macaco? Quem criou a vida? De onde vem os planetas? Quem criou o sistema solar?

A resposta a tudo isso só pode ser Deus, pois é improvável que desde a explosão do sistema solar até chegar no homem de hoje tudo tenha acontecido por mero acaso ou por acidente.

Portanto, Adão e Eva se referem aos primeiros grupos de homens e mulheres inteligentes que Deus criou.

O pecado do homem, representado pelo fruto proibido que Adão e Eva comem, é a primeira queda da humanidade. O homem acostuma-se a pecar, a desrespeitar o próximo, e de geração em geração vai caindo em pecado. O Gênese nos mostra Caim e Abel, que também pecam por inveja, resultando num crime de morte.

Já aconteceu com você? De tanto repetir um pecado, ele pode ser tornar um vício e você nem perceber?

Durante gerações, o homem transformou o mundo numa sociedade corruptível, e tamanha foi a desobediência dos homens que Deus vê a necessidade do dilúvio, para reconstruir a sociedade. Por 40 dias e 40 noites chove sem parar (número simbólico), e Deus faz uma aliança com Noé. Esta Aliança está retratada em Gênese 9, 8-11 (na metáfora representada pelo arco íris).

O que representa pra você um barco cheio de animais? Será que toda a fauna caberia na embarcação?

Após algumas gerações de Noé, por volta do ano 2000 a.C., nasce Abrão (que depois é chamado de Abraão – costume antigo em mudar de nome após conversãosimboliza mudar de vida).

Deus escolhe Abraão para se revelar ao mundo, e através do povo de Abraão (o povo judeu), se revela a todas as pessoas.

Algumas passagens para você estudar e entender a história de Abraão:

Deus se revela a Abrão – Gênese 12, 1-3

Aliança com Abrão – Gênese 17, 1-8

Promessa de dar um filho a Abrão na velhice – Gênese 17, 15-22

Sara duvida de Abrão – Gênese 18, 9-15

Nascimento de Isaac – Gênese 21, 1-8

Sacrifício de Isaac – Gênese 22, 1-19

Reflexões—————————————————————————————-

A.         Deus se manifestou somente para o povo judeu ou para o mundo?

B.         Como Deus se revela hoje para nós?

C.         A nossa fé está somente baseada na Sagrada Escritura (ou seja, na Bíblia)?

D.        Por que o povo judeu é chamado de “povo de Deus”? Também nós, não-judeus, somos povo de Deus? Por quê?

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