– Análise da Arbitragem de Corinthians X Palmeiras, Pacaembu, 04/12/2011, 38º Rodada do Brasileirão

Futebol é ingrato. O melhor árbitro brasileiro em partidas internacionais do ano, e um dos melhores do Campeonato Brasileiro, Wilson Luís Seneme, tirava nota 10 até os 43 minutos do 1º tempo. Mas foi traído por um lance difícil (pênalti para o Corinthians) e por uma interpretação errada (expulsão do Valdívia). No restante, foi bem como esperado em jogo difícil de se apitar.

 

Numa partida com muitíssimas faltas e nervosismo à flor da pele, logo o árbitro tomou conta da partida. Foi muito bem discernindo faltas e lances de simulação. Aplicou os amarelos no momento que devia e poupou-os na hora certa.

 

Percebe-se no jogo que ocorreram faltas em excesso. Se tivéssemos o critério do basquetebol, onde falta coletiva e/ou soma de faltas individuais contasse saída de atleta, o jogo não acabava. Curiosidade: Jorge Henrique foi responsável por 4 cartões amarelos e pelo vermelho ao Palmeiras.

 

Os dois lances de erro maior:

 

1) Final de primeiro tempo: Corinthians reclama de pênalti em Willian, onde o braço de Henrique teria derrubado o atacante. Por cima, nada. Porém, por baixo, o joelho do palmeirense toca na chuteira do adversário quando ele estava correndo. E, mesmo sem intenção, desequilibra-o. Isto é infração por imprudência, onde não há aplicação de cartão (pela regra 11: não queria, mas acaba fazendo a falta sem querer). E dentro da área, pênalti. Aliás, pênalti difícil de se marcar. Errou o árbitro.

 

2) Início de segundo tempo: Valdívia vem dividir com Jorge Henrique, ergue a perna depois da bola passar sem intenção de atingir o adversário (lance para falta normal), mas com o braço aberto empurrando o adversário (poderia dar o cartão amarelo). Seneme entende que foi agressão e o expulsa. Detalhe: o árbitro sinaliza que interpretou como cotovelada (foi o gesto que fez). Não foi, errou.

 

Alguns lances de acerto maior:

 

1) Expulsão do Wallace: corretíssima! Após inúmeras faltas no jogo, o corinthiano vem com o pé levantado e atinge com a sola nas costas de Maikon Leite. Não venham dizer que foi média, esse é o típico lance que o árbitro não deve tolerar. Acertou no cartão Vermelho.

 

2) Expulsão do João Vitor: Jorge Henrique imita o “chute no vazio” que Valdívia costuma dar. Seu adversário João Vítor não gosta e atinge com um pontapé o corinthiano. Seneme tenta expulsar, ocorre muita confusão e tem que aguardar vários minutos para poder aplicar o Cartão Vermelho. Neste ínterim, Luan, sem bola e na frente do bandeira Marcelo Van Gassen, dá um pontapé em Jorge Henrique (todos no meio de campo, aos 90 minutos). Antes de retomar a partida, aos 93 minutos, com a confusão dissipada, Seneme expulsa João Vitor. Leandro Castán, na confusão, foi expulso (e os motivos são difíceis de se entender pela transmissão na TV; só pela súmula saberemos). Luan não recebeu o cartão vermelho, mas deveria ter sido expulso. Resta saber se Seneme foi ou não informado pelo bandeira da agressão do palmeirense, afinal, o lance foi visto pelo assistente.

Parabéns ao árbitro, pois a partida foi de alta dificuldade e o número de acertos foi bem maior do que os dos erros. Mas fico imaginando: e se fosse um árbitro de pouco nome escalado? O jogo não terminaria… A bolinha foi feliz no sorteio.

 

Abaixo, a análise lance-a-lance dos lances da partida para quem quer mais detalhes, analisados no calor do jogo, com outros erros e inúmeros acertos:

 

04m – Patrick vai com o corpo em cima do Jorge Henrique, sem visar a bola, numa 6ª falta praticamente consecutiva. Cartão Amarelo bem aplicado.

Aos 7m, falta comum de Paulinho em Gerley. Alessandro queria tumultuar por reclamação e Seneme advertiu verbalmente, mostrando ‘cara de mau’ e que estava atento.

O jogo está nervoso, duro. Os beijos e abraços entre Felipão e Tite ficaram apenas nas formalidades iniciais.

Aos 10 minutos, o bom trabalho da equipe de arbitragem fica evidente, com o árbitro atendendo ao chamado do bandeira Emerson Carvalho para marcação de falta e o quarto árbitro pedindo calma ao Felipão. Aliás, Scolari está gritando com os seus atletas e com os do adversário. Nítida ‘pilha’…

15minutos- Não tem média: o critério está claro, as faltas cavadas corretamente não são marcadas e as faltas que ocorrem são bem discernidas. Nada de “mais ou menos falta”. Ótimo plano de trabalho do Seneme, arbitragem a ‘la Sulamericana’.

Entre 15 e 20 minutos, não teve futebol. Só faltas. Aliás, muita demora para a cobrança delas, mas nada de retardamento das equipes ou falta de zelo do árbitro, mas cautela de todos.

22m – onde a bola está, há sempre meia dúzia de jogadores. Jogo chato, não há espaços.

Aos 24m, lance polêmico: bola chutada na área do Palmeiras, supostamente bate na mão. Portanto, mesmo se bateu, não foi falta. Mão só pode marcar se intencional.

Aos 27m, no campo de defesa, Alex “Passou o rodo” em Ricardo Bueno. Falta bem marcada. Nossa, perdi as contas da faltas. Aliás, se a conta fosse falta por minuto jogado (não por minuto corrido)….

28m: jogador cai de um lado, outro tropeça, todo mundo ergue os braços… e se o sorteio desse um árbitro sem nome? Xi… jogo não acabaria não.

Aos 34m: Alex tenta um drible, cai sozinho e simula falta. Fica no chão lamentando. Seneme nem bola dá. Repentinamente, levanta e sai jogando novamente… Claro, o empate é do time dele. Qualquer lance é cera dele.

Aos 38m: Leandro Amaro atropela Jorge Henrique e recebe amarelo. Dois cartões para o Palmeiras, dois originados em faltas de Jorge Henrique.

42m: duas faltas no mesmo minuto. Isso é futebol?

44m: Corinthians reclama de pênalti em Willian, onde o braço de Henrique teria derrubado o atacante. Por cima, nada. Porém, por baixo, o joelho do palmeirense toca na chuteira do adversário quando ele estava correndo. E, mesmo sem intenção, desequilibra-o. Isto é infração por imprudência, onde não há aplicação de cartão (pela regra 11: não queria, mas acaba fazendo a falta sem querer). E dentro da área, pênalti. Aliás, pênalti difícil de se marcar. Errou o árbitro.

45m: Na sequência, Fábio Santos matou o contra-ataque palmeirense com falta dura. Deveria dar o cartão amarelo. Errou de novo, agora ao não aplicar o cartão.

Fim de primeiro tempo. Tecnica e disciplinarmente, Seneme deu conta do recado, como esperado, mas ressalvas pelos últimos 2 minutos. Se fosse pelos 43 minutos iniciais, teria sido ótimo. Posicionou-se bem e manteve o fôlego.

Segundo tempo começa. E quente, muitas faltas iniciais.

47m: Valdívia expulso. O chileno vem dividir com Jorge Henrique, ergue a perna depois da bola passar sem intenção de atingir o adversário (lance para falta normal), mas com o braço aberto empurrando o adversário (poderia dar o cartão amarelo). Seneme entende que foi agressão e o expulsa. Detalhe: o árbitro sinaliza que interpretou como cotovelada (foi o gesto que fez). Não foi, errou.

49, 50, 52m: sequência de faltas e tentativas de cavar faltas. Jogo bruto, feio. Palmeirenses começam a reclamar excessivamente.

55m: Jorge Henrique faz falta dura no meio campo e recebe amarelo. Em cartões: 3X1 para ele…

58m: Luan e Wallace se desentendem. Antes da confusão ganhar volume, acabou com o bate-boca advertindo verbalmente.

67m: quase na metade do segundo tempo, o jogo está um pouco (só um pouquinho) menos faltoso. Um homem a menos em campo faz diferença…

70m: Alessandro acerta o lombo de Luan. Cartão amarelo bem aplicado pelo Seneme.

73m: Wallace é expulso: após inúmeras faltas no jogo, o corinthiano vem com o pé levantado e atinge com a sola nas costas de Maikon Leite. Não venham dizer que foi média, esse é o típico lance que o árbitro não deve tolerar. Acertou no cartão Vermelho.

74m: Liedson pisa forte no pé de Henrique numa dividida. Cartão amarelo acertado.

78m: João Vitor recebe cartão amarelo após fazer falta em… Jorge Henrique. De novo! É o 4º cartão que o jogador consegue para o adversário.

79m: Cartão Amarelo ao Chicão. Quantas faltas e quantos cartões! Cada enxadada, uma minhoca.

80m: Dificílimo lance para o bandeira Emerson Augusto, onde o atacante do Palmeiras Fernandão chutou para o gol com o lance já parado. Era impedimento, acertou o assistente, mas podia dar cartão amarelo ao centroavante, por chutar a bola ao gol depois do jogo já parado.

88m: Jorge Henrique imita o “chute no vazio” que Valdívia costuma dar. Seu adversário (e companheiro de time do chileno) João Vítor não gosta e atinge com um pontapé o corinthiano. Seneme tenta expulsar, tem que aguardar vários minutos para poder dar o cartão. Luan, sem bola e na frente do bandeira Marcelo Van Gassen, dá um pontapé em Jorge Henrique (todos no meio de campo, aos 45 minutos). Antes de retomar a partida, aos 48 minutos) Seneme consegue expulsar João Vitor. Leandro Castán, na confusão, foi expulso. Luan não, mas deveria ter sido.

94m: reiniciado o jogo, mas logo após o anúncio do final da partida no Engenhão, nada mais significativo em campo.

 

– Análise da Arbitragem de Corinthians X Palmeiras, Pacaembu, 04/12/2011, 38º Rodada do Brasileirão

Futebol é ingrato. O melhor árbitro brasileiro em partidas internacionais do ano, e um dos melhores do Campeonato Brasileiro, Wilson Luís Seneme, tirava nota 10 até os 43 minutos do 1º tempo. Mas foi traído por um lance difícil (pênalti para o Corinthians) e por uma interpretação errada (expulsão do Valdívia). No restante, foi bem como esperado em jogo difícil de se apitar.

Numa partida com muitíssimas faltas e nervosismo à flor da pele, logo o árbitro tomou conta da partida. Foi muito bem discernindo faltas e lances de simulação. Aplicou os amarelos no momento que devia e poupou-os na hora certa.

Percebe-se no jogo que ocorreram faltas em excesso. Se tivéssemos o critério do basquetebol, onde falta coletiva e/ou soma de faltas individuais contasse saída de atleta, o jogo não acabava. Curiosidade: Jorge Henrique foi responsável por 4 cartões amarelos e pelo vermelho ao Palmeiras.

Os dois lances de erro maior:

1) Final de primeiro tempo: Corinthians reclama de pênalti em Willian, onde o braço de Henrique teria derrubado o atacante. Por cima, nada. Porém, por baixo, o joelho do palmeirense toca na chuteira do adversário quando ele estava correndo. E, mesmo sem intenção, desequilibra-o. Isto é infração por imprudência, onde não há aplicação de cartão (pela regra 11: não queria, mas acaba fazendo a falta sem querer). E dentro da área, pênalti. Aliás, pênalti difícil de se marcar. Errou o árbitro.

2) Início de segundo tempo: Valdívia vem dividir com Jorge Henrique, ergue a perna depois da bola passar sem intenção de atingir o adversário (lance para falta normal), mas com o braço aberto empurrando o adversário (poderia dar o cartão amarelo). Seneme entende que foi agressão e o expulsa. Detalhe: o árbitro sinaliza que interpretou como cotovelada (foi o gesto que fez). Não foi, errou.

Alguns lances de acerto maior:

1) Expulsão do Wallace: corretíssima! Após inúmeras faltas no jogo, o corinthiano vem com o pé levantado e atinge com a sola nas costas de Maikon Leite. Não venham dizer que foi média, esse é o típico lance que o árbitro não deve tolerar. Acertou no cartão Vermelho.

2) Expulsão do João Vitor: Jorge Henrique imita o “chute no vazio” que Valdívia costuma dar. Seu adversário João Vítor não gosta e atinge com um pontapé o corinthiano. Seneme tenta expulsar, ocorre muita confusão e tem que aguardar vários minutos para poder aplicar o Cartão Vermelho. Neste ínterim, Luan, sem bola e na frente do bandeira Marcelo Van Gassen, dá um pontapé em Jorge Henrique (todos no meio de campo, aos 90 minutos). Antes de retomar a partida, aos 93 minutos, com a confusão dissipada, Seneme expulsa João Vitor. Leandro Castán, na confusão, foi expulso (e os motivos são difíceis de se entender pela transmissão na TV; só pela súmula saberemos). Luan não recebeu o cartão vermelho, mas deveria ter sido expulso. Resta saber se Seneme foi ou não informado pelo bandeira da agressão do palmeirense, afinal, o lance foi visto pelo assistente.

Parabéns ao árbitro, pois a partida foi de alta dificuldade e o número de acertos foi bem maior do que os dos erros. Mas fico imaginando: e se fosse um árbitro de pouco nome escalado? O jogo não terminaria… A bolinha foi feliz no sorteio.

Abaixo, a análise lance-a-lance dos lances da partida para quem quer mais detalhes, analisados no calor do jogo, com outros erros e inúmeros acertos:

04m – Patrick vai com o corpo em cima do Jorge Henrique, sem visar a bola, numa 6ª falta praticamente consecutiva. Cartão Amarelo bem aplicado.

Aos 7m, falta comum de Paulinho em Gerley. Alessandro queria tumultuar por reclamação e Seneme advertiu verbalmente, mostrando ‘cara de mau’ e que estava atento.

O jogo está nervoso, duro. Os beijos e abraços entre Felipão e Tite ficaram apenas nas formalidades iniciais.

Aos 10 minutos, o bom trabalho da equipe de arbitragem fica evidente, com o árbitro atendendo ao chamado do bandeira Emerson Carvalho para marcação de falta e o quarto árbitro pedindo calma ao Felipão. Aliás, Scolari está gritando com os seus atletas e com os do adversário. Nítida ‘pilha’…

15minutos- Não tem média: o critério está claro, as faltas cavadas corretamente não são marcadas e as faltas que ocorrem são bem discernidas. Nada de “mais ou menos falta”. Ótimo plano de trabalho do Seneme, arbitragem a ‘la Sulamericana’.

Entre 15 e 20 minutos, não teve futebol. Só faltas. Aliás, muita demora para a cobrança delas, mas nada de retardamento das equipes ou falta de zelo do árbitro, mas cautela de todos.

22m – onde a bola está, há sempre meia dúzia de jogadores. Jogo chato, não há espaços.

Aos 24m, lance polêmico: bola chutada na área do Palmeiras, supostamente bate na mão. Portanto, mesmo se bateu, não foi falta. Mão só pode marcar se intencional.

Aos 27m, no campo de defesa, Alex “Passou o rodo” em Ricardo Bueno. Falta bem marcada. Nossa, perdi as contas da faltas. Aliás, se a conta fosse falta por minuto jogado (não por minuto corrido)….

28m: jogador cai de um lado, outro tropeça, todo mundo ergue os braços… e se o sorteio desse um árbitro sem nome? Xi… jogo não acabaria não.

Aos 34m: Alex tenta um drible, cai sozinho e simula falta. Fica no chão lamentando. Seneme nem bola dá. Repentinamente, levanta e sai jogando novamente… Claro, o empate é do time dele. Qualquer lance é cera dele.

Aos 38m: Leandro Amaro atropela Jorge Henrique e recebe amarelo. Dois cartões para o Palmeiras, dois originados em faltas de Jorge Henrique.

42m: duas faltas no mesmo minuto. Isso é futebol?

44m: Corinthians reclama de pênalti em Willian, onde o braço de Henrique teria derrubado o atacante. Por cima, nada. Porém, por baixo, o joelho do palmeirense toca na chuteira do adversário quando ele estava correndo. E, mesmo sem intenção, desequilibra-o. Isto é infração por imprudência, onde não há aplicação de cartão (pela regra 11: não queria, mas acaba fazendo a falta sem querer). E dentro da área, pênalti. Aliás, pênalti difícil de se marcar. Errou o árbitro.

45m: Na sequência, Fábio Santos matou o contra-ataque palmeirense com falta dura. Deveria dar o cartão amarelo. Errou de novo, agora ao não aplicar o cartão.

Fim de primeiro tempo. Tecnica e disciplinarmente, Seneme deu conta do recado, como esperado, mas ressalvas pelos últimos 2 minutos. Se fosse pelos 43 minutos iniciais, teria sido ótimo. Posicionou-se bem e manteve o fôlego.

Segundo tempo começa. E quente, muitas faltas iniciais.

47m: Valdívia expulso. O chileno vem dividir com Jorge Henrique, ergue a perna depois da bola passar sem intenção de atingir o adversário (lance para falta normal), mas com o braço aberto empurrando o adversário (poderia dar o cartão amarelo). Seneme entende que foi agressão e o expulsa. Detalhe: o árbitro sinaliza que interpretou como cotovelada (foi o gesto que fez). Não foi, errou.

49, 50, 52m: sequência de faltas e tentativas de cavar faltas. Jogo bruto, feio. Palmeirenses começam a reclamar excessivamente.

55m: Jorge Henrique faz falta dura no meio campo e recebe amarelo. Em cartões: 3X1 para ele…

58m: Luan e Wallace se desentendem. Antes da confusão ganhar volume, acabou com o bate-boca advertindo verbalmente.

67m: quase na metade do segundo tempo, o jogo está um pouco (só um pouquinho) menos faltoso. Um homem a menos em campo faz diferença…

70m: Alessandro acerta o lombo de Luan. Cartão amarelo bem aplicado pelo Seneme.

73m: Wallace é expulso: após inúmeras faltas no jogo, o corinthiano vem com o pé levantado e atinge com a sola nas costas de Maikon Leite. Não venham dizer que foi média, esse é o típico lance que o árbitro não deve tolerar. Acertou no cartão Vermelho.

74m: Liedson pisa forte no pé de Henrique numa dividida. Cartão amarelo acertado.

78m: João Vitor recebe cartão amarelo após fazer falta em… Jorge Henrique. De novo! É o 4º cartão que o jogador consegue para o adversário.

79m: Cartão Amarelo ao Chicão. Quantas faltas e quantos cartões! Cada enxadada, uma minhoca.

80m: Dificílimo lance para o bandeira Emerson Augusto, onde o atacante do Palmeiras Fernandão chutou para o gol com o lance já parado. Era impedimento, acertou o assistente, mas podia dar cartão amarelo ao centroavante, por chutar a bola ao gol depois do jogo já parado.

88m: Jorge Henrique imita o “chute no vazio” que Valdívia costuma dar. Seu adversário (e companheiro de time do chileno) João Vítor não gosta e atinge com um pontapé o corinthiano. Seneme tenta expulsar, tem que aguardar vários minutos para poder dar o cartão. Luan, sem bola e na frente do bandeira Marcelo Van Gassen, dá um pontapé em Jorge Henrique (todos no meio de campo, aos 45 minutos). Antes de retomar a partida, aos 48 minutos) Seneme consegue expulsar João Vitor. Leandro Castán, na confusão, foi expulso. Luan não, mas deveria ter sido.

94m: reiniciado o jogo, mas logo após o anúncio do final da partida no Engenhão, nada mais significativo em campo.

– Cabra Macho, sim Senhô? A polêmica sobre Lampião – o anti-herói!

Está ocorrendo uma grande discussão nas redes sociais sobre o livro de Pedro de Morais – “Lampião, o mata-sete”. O Juiz Aldo Albuquerque proibiu a comercialização da obra, pois a família do assassino Virgulino Ferreira da Silva, conhecido popularmente como ‘Lampião, o Rei do Cangaço’, entendeu ofensiva a narrativa onde se conta a infidelidade de Maria Bonita, sua esposa, e um suposto momento homoerótico do cangaceiro. Tal trecho envergonharia os descendentes de Virgulino, e a pedido de sua própria família, o livro foi censurado.

Pois bem: Eugênio Bucci, em sua coluna semanal em Época (Ed 05/12/2011, pg 21 – título: “Lampião é macho, macho por despacho”), escreveu o que realmente penso sobre isso:

Os historiadores podem dizer à vontade que Lampião estuprava garotas indefesas, que lhes marcava o rosto com ferro quente, que sangrava lentamente os desafetos, cravando-lhes o punhal entre a clavícula e o pescoço. Podem até dizer que arrancava olhos, línguas e orelhas. Até aí, não se vê ofensa nenhuma. Mas essa conversa de triângulo amoroso com pitadas homoafetivas, essa sim ultraja a honra familiar”.

Matou a pau! Você também tem a sensação de que o orgulho aqui é ser descendente de um sanguinário bandido, e a vergonha é a dúvida sobre ser ‘macho ou não’? Ô turma cabra da peste, que deturpa valores e sente prazer pelo errado…

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

– Adeus Sócrates

Pois é… o Dr Sócrates morreu nessa madrugada. Não agüentou outro baque na saúde.

Triste. Um ex-atleta que não se cuidou, cuja carreira futebolística, somada às ações democráticas e personalidade forte, foram marcantes.

Dias atrás postei uma opinião dele sobre sua simpatia à “Democracia Cubana”. Ridícula. Mas isso não faz que eu o respeite menos por isso.

Descanse em paz e que os demais possam evitar seus erros no trato à saúde e mirem nas suas virtudes vividas.