– É inveja que muitos tem sobre o comentarista Sandro Meira Ricci ou não?

Sem titubear na resposta: um pouco, sem dúvida.

Me admiro como tem gente que procura “cuidar da vida dos outros”. Uma pena que isso ainda aconteça nos dias atuais. Explico:

Vejo e leio muitas pessoas criticando a participação (e ainda cornetando a contratação) de Sandro Meira Ricci, o ex-árbitro de futebol que apitou duas Copas do Mundo, analisando pela Rede Globo, desde a aposentadoria de Arnaldo Cesar Coelho. E olha que já faz tempo…

Cá entre nós: apesar de muita gente lembrar de erros de jogos por ele arbitrados no final de carreira (eu prefiro também recordar dos acertos no começo dela) ou de falarem de uso político do apito (mesmo sem embasamento muitas vezes, já que quando ele iria para a FIFA “perdeu um ano” na espera), penso que não se pode confundir o profissional com o homem

Eu vejo o próprio Gaciba (hoje na CBF e antes na Globo), o Paulo César de Oliveira, o Sálvio Spinola, o Godoi, o Carlos Eugênio Simon, agora a Renata Ruel, fazendo seus comentários, nos quais posso concordar ou discordar. Normal. Mas não é por isso que desqualificarei alguns deles. Há muita situação interpretativa e se torna impossível a opinião ser uníssona no futebol. Eu mesmo discordei bastantes de alguns comentários de lances comentados pelo Ricci na Globo – sempre respeitosamente. Afinal, comentar na TV não é para qualquer um e tem que ter competência, não há dúvida.

Por quê se preocupar e FALAR ou ESCREVER publicamente sobre a vida pessoal dele? Não se deve fazer isso de ninguém! Vira-e-mexe recebo coisas que são pura fofoca, nada mais do que isso, e que envolvem de futebol até sobre o casamento dele com a ex-assistente Fernanda Colombo (imagine que babaquice falar sobre isso).

Deixa o cara na dele! A vida pessoal é do Sandro Meira Ricci, só interessa a ele. Aliás, se a pessoa não gosta de assistir ele comentando, ou o Galvão narrando, mude de canal! Simples.

Aproveitando: a Central do Apito, onde atua na TV Globo nitidamente, existe e foi criada para não se dizer que o Arnaldo era insubstituível, mas principalmente para que a opinião do comentarista de arbitragem não fosse repassada ao árbitro durante o jogo. Perceberam como mudou a participação do analista do árbitro nas transmissões? Assim, não fica conveniente enrolar em campo para saber o que foi dito ao vivo na TV aberta e isso servir de decisão ao árbitro, como era feito antes.

Enfim: cada um na sua! Ninguém pode fazer juízo de alguém abertamente, desrespeitando os outros.

bomba.jpg

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.