– Que breu!

A noite nos reserva medo e beleza.

Após a chuva desta tarde de domingo, ainda há o que admirar na natureza! 

Como fotografia é nosso hobby, aqui um belo exemplo de clique mobgráfico:

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– O VAR é irreversível. Mas está sendo demorado…

É mais legal assistir um jogo cujo resultado é legitimado pelo acerto da arbitragem do que um jogo eliminatório onde o classificado passou de fase por gol irregular. Os VARs, sem dúvida, acertaram nas decisões dos Estaduais. Os finalistas de muitos regionais (como o Paulistão, por exemplo) poderiam ser outros se não existisse tal recurso.

O problema é: a demora nas informações do árbitro de vídeo e demais colaboradores (a decisão final sempre é do árbitro central)! Não se pode ser tão lento como está sendo no Brasil. Nem nos testes da Europa se demorava tanto. Aqui, os jogadores estão sem saber se comemoram mais ou não os gols.

Terá que se aprimorar muita coisa ainda… mas é importante dizer: se existisse VAR durante a história do futebol, muitos títulos (inclusive nas Copas do Mundo) seriam destinados a outras equipes.

EM TEMPO: a história confirmada por Felipão de que pensou em retirar o time de campo em protesto ao gol anulado é algo ridículo. Um homem com a idade e experiência dele, com a carreira que tem, deve-se ter auto-respeito.

– O DNA e a Depressão

Muito interessante: a Holiste, empresa da área de saúde, publicou uma matéria a partir da reportagem da Revista Superinteressante intitulada: DNA, a nova arma contra a depressão. 

Para quem se preocupa com o chamado “mal do século” (o trio formado por depressão, ansiedade e pânico), vale a pena a leitura da questão de se realizar mapeamento genético para atacar essas crises / doenças.

Extraído de: https://www.holiste.com.br/depressao-teste-genetico/

DNA E A DEPRESSÃO

A Revista Super Interessante abordou o uso do Teste Genético como aliado no tratamento da depressão.   Na matéria, a jornalista Pâmela Carbonari explicou o funcionamento do teste genético e relatou sua experiência com a depressão e com os tratamentos medicamentosos.

“O que mais temia não era a ajuda profissional, mas o troca-troca de remédios típico de quem começa tratamentos, e a convivência com efeitos colaterais que cada um pode dar no início do tratamento – ansiedade, tontura, dor de cabeça, náusea…”, explica Pâmela Carbonari.

O “troca-troca” que a jornalista se refere se dá pelo fato de que, a despeito de todo cuidado e perícia do psiquiatra, não é incomum que o paciente não responda de forma eficaz à primeira prescrição do tratamento medicamentoso, ou apresente efeitos colaterais indesejados, já que cada remédio interage com o organismo de uma forma.

“Os testes genéticos surgem como uma alternativa para determinar quais antidepressivos funcionam melhor no seu corpo.  A grosso modo, são testes que fazem uma leitura do seu DNA para detectar se ele é mais amigo deste ou daquele remédio”, resume a jornalista.

O psiquiatra Guido May – do laboratório GnTech, parceiro da Holiste – comenta sobre o teste farmacogenético na matéria.

“É raro encontrar alguém que metabolize normalmente todos medicamentos utilizados para o sistema nervoso central.  Mas, mesmo com esse manual de instruções na mão, a avaliação de um médico segue sendo fundamental.   O teste genético é uma ferramenta, uma informação a mais para ajudar, em conjunto com histórico de tratamentos prévios, ambiente, fase da vida”.

ESTUDOS E RESULTADOS

Um levantamento realizado nos Estados Unidos pela organização de saúde Mayo Clinic, mostrou que quem fez o exame genético teve uma resposta 70% melhor à medicação se comparada àqueles que usaram o antidepressivo sem ter realizado o teste.

“Existem estudos norte-americanos que demonstram que as pessoas que fazem o tratamento guiado com o teste farmacogenético faltam 75% menos ao trabalho do que o paciente que faz o tratamento pela via tradicional, gasta 60% menos com saúde e demanda 67% menos dos planos de saúde” – afirma Guido May.

Já o estudo realizado em publicado em 1167 pacientes com transtorno depressivo maior – que apresentaram resistência ao tratamento e não tiveram resposta a pelo menos um medicamento – identificou uma probabilidade 30% maior de resposta do paciente ao tratamento e 50% maior de alcançar a remissão quando a seleção da medicação foi guiada pelo teste genético.   O estudo foi publicado no American Psychiatric Association (APA), em maio de 2018.

“Atualmente, a prescrição por tentativa e erro de antidepressivos é um fator que contribui para o insucesso do tratamento e aumenta os custos.  A farmacongenômica combinatória pode melhorara os resultados identificando medicamentos que, por razões genéticas, serão menos eficazes, podem levar a mais eventos adversos e que podem existir a troca”, explicou o Dr. John Greden, pesquisador principal do estudo.

TESTE FARMACOGENÉTICO GNTECH

A Holiste realiza o teste em parceria com a GnTech, laboratório catarinense de genética e bioinformática, que realiza exames de alta qualidade e precisão, provenientes do sequenciamento do genoma humano.

O teste da GnTech oferece uma avaliação de como as medicações atuarão no sistema nervoso central do paciente, no tratamento de transtornos como depressão, ansiedade, déficit de atenção e psicoses.

O exame é realizado de forma simples, com a coleta de uma amostra da saliva do paciente. O material é enviado para o laboratório que analisa 26 genes para determinar como o organismo daquele indivíduo reage aos 79 remédios mais usados para o Sistema Nervoso Central – antidepressivos, ansiolíticos, antipsicóticos, analgésicos, opioides, psicoestimulantes, estabilizantes de humor e anticonvulcionantes.

O laudo gerado auxilia o trabalho do psiquiatra, como um “mapa” que demonstra como os genes determinam a absorção, distribuição e metabolização dos remédios e de que forma acontece a recaptação de neurotransmissores.

“O teste farmacogenético apresenta-se como uma alternativa para auxiliar a escolha do melhor tratamento, respeitando as especificidades genéticas daquela pessoa.  Podemos definir se é necessário aumentar ou reduzir a dosagem da medicação, ou buscar uma outra alternativa que se adapte melhor ao tipo de metabolismo do paciente, possibilitando uma melhor adesão ao tratamento e uma maior qualidade de vida”, explica a psiquiatra da Holiste Fabiana Nery.

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– 6 Seleções de Base resolverão o problema do mau desempenho da CBF?

Que dizer que o novo projeto da CBF para novos talentos, através de seu novo presidente Rogério Caboclo, é a criação de mais 3 categorias de Seleções de Jovens para o Brasil (além da contratação de André Jardine)?

É assim que resolverá o problema do péssimo desempenho das categorias de base?

Portanto, agora temos: Seleções Sub 15, Sub 16, Sub 17, Sub 18, Sub 19 e Sub 20. Não é um exagero? Não são idades “tão coladas”? Melhorará o desempenho por quê? E o custo para manter ativa tal estrutura?

É algo muito estranho tal propósito. Não consigo enxergar virtudes nesse modelo; pelo contrário, acho até que atrapalha e faltarão nomes competentes para tanto. Mas confesso: dá uma vontade de escrever que empresários de jovens atletas ficaram tão felizes…

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– O Supermercado da Fé

Cada vez mais a fé tem se tornado um produto. Na cidade de São Paulo, a cada 2 dias, surge uma nova igreja em algum ponto estratégico. As opções são várias, e, claro, dentro de um Estado democrático em que vivemos, não há problema algum, já que a liberdade religiosa é garantida a qualquer cidadão.

Qualquer um pode crer (ou não crer) no que quiser. Entretanto, na mesma proporção se torna assustadora a quantidade de casos de charlatanismo, ou seja, pessoas que exploram a inocência e a boa-fé das outras e se aproveitando do nome de Deus ou do deus que queira anunciar em proveito próprio.

Compartilho material interessante da TV UOL (reproduzido, pasmem, há 10 anos), que abordou esse assunto com números muito parecidos como o de hoje. Dessa forma, sobre esse tipo de proliferação e o mercado da crença, clique em: A Fé Sob Medida em SP

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– Compra de Cupons de descontos “versão faculdades”?

Os sites de compra coletiva / descontos, como Peixe Urbano e Groupon, inspiraram outros empreendedores. A moda agora é: a venda ociosa de vagas em Universidades!

Veja só, extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/08/1911057-sites-ganham-dinheiro-com-a-venda-de-vagas-ociosas-em-universidades.shtml

SITES GANHAM DINHEIRO COM A VENDA DE VAGAS OCIOSAS EM UNIVERSIDADES

por Ana Luiz Tieghi

Com o financiamento público educacional em baixa –o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) atendeu 192,5 mil novos alunos em 2016, contra 731,7 mil em 2014 –, negócios que ajudam os estudantes a encaixarem as mensalidades no orçamento estão ganhando mercado.

Os sites Quero Bolsa, Neora e Educa Mais Brasil são alguns deles. As plataformas trabalham de forma parecida: fazem parcerias com instituições de ensino e oferecem descontos que chegam a 70% do valor da mensalidade. As universidades ganham ao preencher vagas ociosas. Em troca, as universidades abrem mão do valor da matrícula (leia abaixo).

O diretor-executivo da Quero Educação, dona do Quero Bolsa, Bernardo de Pádua, compara a empresa com um site de busca de passagens aéreas. “O aluno diz o quanto pode pagar e se prefere alguma instituição.”

A start-up, que surgiu em 2011, já atendeu mais de 200 mil estudantes e, segundo Pádua, espera crescer 50 vezes, chegar aos milhões de alunos e estar na bolsa de valores.

Queremos estar no nível de Airbnb e Dropbox“, afirma.

Já a paulistana Neora quer se distanciar da imagem de site de descontos. A empresa também oferece testes vocacionais gratuitos e faz orientação financeira.

“Percebemos que colocar o aluno na faculdade não era suficiente”, diz o sócio-diretor Marcus Zillo. Segundo ele, ao verem o desconto, muitos estudantes não pensam se podem assumir as mensalidades a longo prazo ou se aquele é o curso ideal.

Com mais de 500 mil estudantes atendidos desde 2008, a empresa agora desenvolve uma ferramenta que combina vagas de trabalho e candidatos. O software vai avaliar o currículo de um candidato e o perfil da vaga.

O desenvolvimento de novas tecnologias também é um dos objetivos da Educa Mais Brasil, que atua desde 2003 e tem sede em Lauro de Freitas (BA). A empresa relançou em março seu software Creduc, que organiza o parcelamento de mensalidades para universidades privadas.

“O aluno paga parte das parcelas enquanto estuda e parte depois”, diz a diretora comercial Andreia Torres.

Segundo ela, o objetivo da Educa Mais Brasil é atender quem não pensava que poderia cursar uma faculdade. “Para ter o desconto, o aluno precisa estar fora do ensino superior há seis meses.”

O faturamento das plataformas varia de R$ 10 milhões, na Neora, a R$ 70 milhões ao ano, caso da Educa Mais Brasil.

Formada em filosofia, Ingrid Pereira, 21, é professora temporária da rede pública estadual, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo). Ela também faz pós-graduação a distância em educação especial inclusiva e conseguiu 30% de desconto com o Quero Bolsa. A mensalidade sai por R$ 181. “Não estaria estudando sem isso.”

Mas sua experiência não foi 100% positiva. Depois de efetuar o pagamento da matrícula para o site, a universidade disse que a bolsa não tinha sido repassada para eles.

O problema foi resolvido quando Pereira fez uma queixa no Reclame Aqui, site em que consumidores relatam dificuldades com prestadores de serviço. “Mesmo assim, recomendo esses sites, os descontos são muito bons.”

Segundo o Quero Bolsa, a matrícula de Pereira já estava validada, e ela recebeu as orientações necessárias para acessá-la após a reclamação.

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UMA MÃO LAVA A OUTRA
Como funcionam as empresas que oferecem descontos para ingresso em instituições de ensino

-Empresas fazem parcerias com essas instituições, que oferecem desconto para as vagas que não são preenchidas
-As universidades se beneficiam com uma maior ocupação das vagas
-As empresas lucram ao receber uma taxa paga pelo estudante, no mesmo valor da matrícula, isenta pela universidade. Não há gasto extra para o aluno

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CONCORRÊNCIA ACIRRADA
Diferenças entre as plataformas de bolsas e os programas públicos

EMPRESAS

Quero bolsa
Oferece descontos parciais para graduação e pós-graduação, mediante uma taxa paga no início do curso, no valor de uma mensalidade

Neora
Tem bolsas parciais para graduação, pós-graduação, cursos técnicos, idiomas e cursos livres. O aluno paga uma taxa no início do curso, no valor da mensalidade

Educa Mais Brasil
Oferece bolsas parciais para educação básica, graduação, pós, cursos técnicos, pré-vestibular, idiomas e preparatório para concursos, mediante pagamento de uma taxa na matrícula e a cada início de semestre

PROGRAMAS PÚBLICOS

Fies
Financiamento para estudantes cursarem graduação e pós-graduação em universidades privadas. A União paga as mensalidades enquanto o aluno estuda e, após um ano e meio de formado, o estudante começa a pagar o valor financiado. A partir de 2018, ele deve começar a pagar quando conseguir emprego formal. É preciso tirar mais que 450 pontos no Enem

Prouni
Programa de bolsas de estudo para graduação em universidades privadas, que vão de 50% a 100% do valor da mensalidade. É preciso ter cursado o ensino médio na rede pública (ou ter sido bolsista em escola particular) e tirar mais que 450 pontos no Enem. Para bolsas integrais, a renda familiar deve ser de até um salário mínimo e meio por pessoa

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2,2 milhões
é o número de vagas ociosas na rede privada, só para os cursos de graduação
Fonte: Sinopse Estatística da Educação Superior 2015, do Inep

  Danilo Verpa/Folhapress  
A professora Ingrid Pereira, 21, em sua casa em São Bernardo do Campo
A professora Ingrid Pereira, 21, em sua casa em São Bernardo do Campo