– Magazine Luiza compra Netshoes em ótima oportunidade de negócio.

A gigante do e-commerce Netshoes estava fechando os últimos balanços com prejuízo. Sendo assim, por 62 milhões de dólares, o Magazine Luiza fez um acordo para sua aquisição.

Extraído de: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/04/29/magazine-luiza-faz-acordo-para-comprar-netshoes-por-us-62-milhoes.ghtml

MAGAZINE LUIZA FAZ ACORDO PARA COMPRAR A NETSHOES

Empresa de comércio eletrônico vai ser transformada em uma subsidiária do grupo.

O Magazine Luiza anunciou nesta segunda-feira (29) acordo para comprar a Netshoes por cerca de US$ 62 milhões (cerca de R$ 245 milhões), transformando a empresa de comércio eletrônico em uma subsidiária do grupo e reforçando sua aposta no varejo online.

A companhia afirmou que o acordo definiu o preço de US$ 2 por ação da Netshoes, que encerrou esta sessão cotada a US$ 2,65 na bolsa de Nova York, alta de 3,9%. A ação do Magazine Luzia caiu 0,25%. Segundo o Magazine Luiza, os acionistas da Netshoes receberão o valor da aquisição em dinheiro.

A Netshoes será incorporada por uma subsidiária do Magazine Luiza criada nas Ilhas Cayman, afirmou a rede de varejo.

O acordo foi anunciado no mesmo dia em que a Netshoes fechou acordo para vender sua operação na Argentina para o grupo BT8, por valor não informado.

A gigante brasileira de comércio eletrônico B2W chegou a confirmar em 11 de abril que estava discutindo uma potencial aquisição da Netshoes, que tinha contratado o Goldman Sachs no ano passado para buscar um novo sócio para injetar capital na companhia.

A Netshoes abriu seu capital na bolsa de Nova York em 2017, precificando suas ações em US$ 18. Na época, a empresa captou cerca de US$ 140 milhões com a operação. Em 2018, até o terceiro trimestre, a companhia acumulava prejuízo líquido de R$ 241,5 milhões, ante R$ 120,6 milhões negativos no mesmo período do ano anterior.

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– As cervejas brasileiras e o Maio Amarelo

As cervejas brasileiras da AMBEV estão grafadas com o nome errado nas propagandas?

Sim. E é proposital. Afinal, estamos entrando no mês do “Maio Amarelo”, visando a segurança no trânsito. A ideia é mostrar que quando você bebe em excesso, acaba enxergando as coisas como elas não são e não deve dirigir.

Assim, como muita gente achou que no último domingo a Rede Globo fez uma arte errada na animação da Brahma (veiculada como Bhamra), verá outra grafias diferentes como na figura abaixo: 

Divulgação

– Márcio Chagas da Silva: mais um entre tantos, infelizmente!

Corajoso! Palmas para Márcio Chagas, o ex-árbitro gaúcho que contou sobre as ofensas racistas que sofreu e que sofre, em entrevista ao UOL.

Felizmente, há alguém para testemunhar e alertar a sociedade. Infelizmente, Márcio é somente mais uma das inúmeras vítimas de racismo.

Somente existe uma raça: a raça humana. E a cor da pele? Nada importa.

Força Márcio!

Extraído de: https://esporte.uol.com.br/reportagens-especiais/marcio-chagas-denuncia-racismo?fbclid=IwAR3xEU-SMcly7TMi8OFCp_FdnMK4andKN3XakXes6T4fg1Bg-dW4LzloO24#matar-negro-e-adubar-a-terra

MATAR NEGRO É ADUBAR A TERRA

Comentarista de arbitragem da Globo denuncia agressões racistas que ouviu no campo e na cabine

Por Tiago Coelho

Um dia meu filho de cinco anos me perguntou por que os pretos dormem na rua e são pobres. Expliquei que é um resquício da escravatura, que estamos tentando mudar isso, mas que é difícil. Não sei se ele entendeu. Às vezes nem eu entendo. Sendo negro em um estado racista como o Rio Grande do Sul, eu me acostumei a ser o único da minha cor nos lugares que frequento.

Fui o único negro na escola, o único namorado negro a frequentar a casa de meninas brancas e, como árbitro, o único negro apitando jogos no Campeonato Gaúcho. Hoje sou o único negro comentando esses jogos na TV local. Durante muito tempo, me calei ao ouvir alguma frase racista. Engolia, como se não fosse comigo. Mas era comigo. A verdade é que estou puto com os racistas. Todo fim de semana escuto gente me chamando de preto filho da puta, macaco, favelado. “Matar negro não é crime, é adubar a terra”, eles dizem. Estou de saco cheio dessa história.

A galera saiu do armário total, não tem vergonha nenhuma. As manifestações racistas estão vindo cada vez mais ferozes e explícitas. O fato de eu estar na TV agride muito mais as pessoas do que quando eu apitava. O racista não aceita que você ocupe um espaço que você não deveria ocupar.

Dá vontade de sair na mão com esses caras, mas sei que se eu fizer isso vou perder a razão.

Em um Avenida x Internacional, em Santa Cruz do Sul, o juiz marcou um pênalti que não aconteceu e eu comentei no ar que o pênalti não aconteceu. Um torcedor foi no meu Instagram e escreveu: “Não gosta de ser chamado de preto, mas tá fazendo o quê aí?” O que tem a ver a minha cor com o meu comentário? Outro cara me chamou de “crioulo burro” e um terceiro disse que, se pudesse, me enfiaria uma banana no rabo. Os caras escrevem isso em público, com nome e sobrenome. Já acionei o Ministério Público.

Caxias do Sul, para mim, é uma das cidades mais terríveis para trabalhar. Há algumas semanas, fui transmitir um jogo no estádio Alfredo Jaconi e passei uma tarde inteira ouvindo xingamentos. Tive que ouvir que era um preto ladrão, que estaria morrendo de fome se a RBS, a Globo local, não tivesse me contratado, que eles tinham trazido banana pra mim. A cada cagada que o árbitro fazia em campo, eles se voltavam contra mim na cabine e xingavam. Eu virei um para-raios pro ódio deles.

Um dia, em um Juventude x Internacional, a arbitragem estava tendo uma péssima atuação. Houve um pênalti não marcado para o Juventude, e uns torcedores que ficavam perto da cabine se viraram para mim dizendo coisas como: “E aí, preto safado, vai falar o quê agora?” Eu já tinha dito no ar que o juiz tinha errado ao não marcar o pênalti. O clima já estava pesado desde o começo, e eu me segurava para não descer lá e ir pro soco com os caras, mas é tudo que eles querem, não é?

Uma mulher com uma criança de colo se virou para mim e começou a xingar: “Negro de merda, macaco, fala alguma coisa”. Ela veio em minha direção, achei que ia me dar uma bofetada ou cuspir na minha cara, que é uma coisa que eles costumam fazer na serra gaúcha.

“O que eu fiz para você”, perguntei quando ela se aproximou.

“Você não está vendo que ele está roubando, que não marcou o pênalti?”, perguntou de volta, apontando ao árbitro em campo.

“Moça, tudo que você está falando eu disse na transmissão. Por que você está dizendo essas coisas para MIM?”

“É que você colocou ele lá”, ela respondeu. E eu tive que explicar que quem escala os árbitros é a Federação Gaúcha e que eu não tenho nenhuma influência sobre ela.

No intervalo, um rapaz que estava com a namorada virou e disse: “Aprendeu direitinho como roubar o Juventude, né, preto de merda? Se não fosse a RBS, estaria na Restinga roubando ou morrendo de fome.” Os racistas costumam usar o bairro periférico e violento da Restinga, em Porto Alegre, para me atacar. Quando essas coisas acontecem, os colegas brancos dizem para eu deixar pra lá, que eu sou maior que isso, que estamos juntos, que bola pra frente. Juntos no quê? Deixar pra lá como? Quem sente a raiva e o constrangimento sou eu. Como “estamos juntos”?

Depois de muito tempo ouvindo esse tipo de coisa, eu desenvolvi uma forma de defesa, que também é uma forma de ataque. No final do jogo, quando um cara disse que tinha trazido uma banana (“porque eu sei que tu gosta”), eu falei que gostava mesmo. “Já brinquei muito de banana com tua mãe.” Os amigos dele riram, e o cara saiu com o rabo no meio das pernas.

Tem um motivo de eles sempre se referirem a bananas quando querem me agredir.

No dia 5 de março de 2014, o Esportivo jogou contra o Veranópolis, em Bento Gonçalves, uma cidade perto de Caxias, também na serra gaúcha. Essa é a região mais racista do estado. Logo que saí do vestiário já fui chamado de macaco, negro de merda, volta pra África, ladrão. Falei pros meus colegas:

“Se nem começou o jogo os caras já estão assim, imagina no final.”

Acabou a partida. Jogando em casa, o Esportivo venceu por 3 a 2, e não teve nada anormal no jogo: nenhuma expulsão, nenhum pênalti polêmico, lance de impedimento controverso, nada. Mesmo assim os torcedores se postaram na saída do vestiário para me xingar.

A uma distância de uns dez metros, questionei um senhor que estava com o filho:

“É isso que você está ensinando pro seu filho?”

“Vai se foder, macaco de merda.”

“Uma ótima semana pro senhor também”, respondi e desci ao vestiário. A polícia não fez menção de interpelar os torcedores, mas registrei os xingamentos na súmula.

Tomei meu banho, esperei meus colegas e saí do vestiário pra pegar meu carro, que estava em um estacionamento de acesso restrito à arbitragem e funcionários dos clubes. Encontrei as portas do carro amassadas e algumas cascas de banana em cima.

Ao dar partida no carro, ele engasgou duas vezes. Na terceira tentativa, caíram duas bananas do cano de escapamento. Alguém colocou duas bananas no cano do escapamento. Meu colega Marcelo Barison ficou horrorizado.

Caminhei revoltado para o vestiário. O atacante do Esportivo Adriano Chuva, negro, me pegou pela mão e me levou um pouco mais afastado. Ele disse que ali aquilo era normal. “Você tem que ver o que eles fazem com a gente no centro da cidade.” Ele dizia que os negros do time preferiam jogar fora de casa para não ser chamados de macaco em seu próprio estádio.

Ao chegar em Porto Alegre, refleti sobre o que deveria fazer. Encaminhei um texto para uns jornalistas que eu conhecia, e o caso veio a público. Francisco Novelletto, o presidente da Federação Gaúcha, me ligou, dizendo que eu deveria tê-lo procurado antes de falar com a imprensa, porque a denúncia estava prejudicando a imagem do campeonato. Ele disse que poderia pagar para consertar meu carro.

“Não quero seu dinheiro, quero respeito”, eu lembro de ter dito. Novelletto também sugeriu que se eu continuasse com a denúncia, isso poderia prejudicar a minha carreira. Eles fazem essa chantagem emocional. Eu continuei com a denúncia.

No Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o Esportivo perdeu três pontos por causa desse jogo e acabou rebaixado naquele campeonato. Até hoje, quando querem me atacar, os racistas dizem que fui eu quem rebaixei o clube. Mas eu não rebaixei ninguém. O que eu fiz foi denunciar o ataque absurdo que sofri. O clube nunca entregou a pessoa que colocou as bananas no meu carro.

Tiago Coelho/UOL

Ao longo do processo, me senti desamparado e desvalorizado pela federação. Eu tinha 37 anos e era aspirante à Fifa, imaginava que ainda podia ter uma carreira internacional. Mas, por causa desse episódio, fiquei tão de saco cheio que resolvi largar o apito. Apitei a final do campeonato e parei. Até hoje não posso pisar na federação. A federação nunca mais teve um árbitro negro.

Na esfera cível, processei o Esportivo por danos morais. Durante o julgamento, o advogado deles debochou do racismo que sofri no estádio. “Chamar negro de macaco não é ofensivo”, ele disse. “Ofensivo é amassar o carro porque, como diz a propaganda do posto Ipiranga, todo brasileiro é apaixonado por carro.” Essa frase me fez decidir abandonar o futebol. Em janeiro deste ano, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou o clube a me pagar R$ 15 mil. Até hoje não pagaram.

Eu refleti muito antes de vir aqui contar tudo isso. No futebol, existe uma tendência ao silenciamento quando o assunto é racismo. Muito jogador negro que passa por isso prefere ignorar os ataques temendo ter problemas na carreira se abrir a boca. Outro dia um jogador saiu de campo na Bolívia. Todos deviam fazer o mesmo, principalmente os medalhões.

Eu posso até me prejudicar no trabalho, mas resolvi comprar a briga porque nos fóruns que reúnem negros, costumamos dizer que os racistas podem nos fazer duas coisas: ou eles nos matam ou eles nos adoecem.

Eu me recuso a morrer ou adoecer. Prefiro lutar. Quando esses ataques acontecem, minha mulher, que é negra, me dá a força que ela consegue. Ela sabe muito bem o que é isso. Meus filhos ainda não sabem. Eu fortaleci a consciência da minha negritude principalmente pelo rap, ouvindo aquela música, analisando aquela letra e me identificando com aquela situação retratada.

Os racistas não sabem, mas eles só fortaleceram minha consciência racial. Eu falo pro meu menino que ele é lindo. Enalteço o nariz e o cabelo “black power” dele, digo para ele sempre valorizar a negritude que ele tem. Minha filha tem dois anos e vou procurar fazê-la ter orgulho de si mesma, assim como eu tenho da nossa raça.

Minha briga é por mim, mas também por eles. Os racistas não vão nos matar.

Procurado pela reportagem para comentar a declaração de Márcio Chagas da Silva, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, afirmou que as críticas do ex-árbitro são injustas e que não deixou de apoiá-lo no episódio de racismo em 2014.

“O Márcio está faltando com a verdade”, afirmou Novelletto. “Quando soube do fato, liguei para ele em um gesto de grandeza para saber o que tinha acontecido. Ele me narrou uma versão ‘super light’ dos fatos e tirou toda a culpa do Esportivo. No dia seguinte, para minha surpresa, apareceu dando entrevista chorando na TV e se dizendo indignado. Achei isso estranho.”

Segundo Novelletto, a federação lançou uma nota de repúdio contra o comportamento do Esportivo e iniciou uma campanha no seu site de combate ao racismo. De acordo com o cartola, as ofensas que Márcio Chagas sofre são consequência da briga que ele comprou contra o Esportivo. “Eu se fosse patrão dele, não mandava ele para trabalhar nessas cidades, você sabe como torcedor é.”

Para o cartola, não é papel da federação defender o árbitro porque “ele é um prestador de serviço”. “E os donos da federação são os clubes”, disse ele.

Esportivo diz que assunto ficou no passado

Presidente do Esportivo desde 2017, Anderson Vanela afirmou que o clube não faria maiores comentários sobre o episódio das bananas em 2014 porque “o assunto ficou no passado.”

“O clube acata a decisão judicial, mas não concorda. A cidade se machucou muito, a comunidade inteira sentiu. Bento Gonçalves é uma cidade turística, que acolhe a todos e não tem em seu histórico qualquer tipo de ato racial”, afirmou Vanela.

O Esportivo já fez o depósito dos R$ 15 mil a título de reparação a Márcio Chagas. “Aqui no clube ninguém mais fala do assunto.”

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– Precisamos de um ótimo administrador público!

Li, gostei, retrata o que penso e por isso compartilho: o texto sobre a capacidade e necessidade de ser um bom administrador público, sem folclorismos ou questões emocionais, escrito pelo advogado e professor Douglas Mondo em seu Facebook.

O manifesto escrito e retratado abaixo é perfeito! Sem partidarismo, ideologia ou fanatismo. Somente a cobrança da HONESTIDADE e da CAPACIDADE DE GESTÃO (independente do nome que comanda o país).

Aqui:

MITOS – NÃO TENHO PESSOAS COMO MITOS POLÍTICOS

Um ótimo administrador público é aquele que planeja e desenvolve políticas públicas em prol de seu país e de seu povo.

Atualmente, com déficit público nas alturas, corta custo desnecessário, enxuga máquina pública, privatiza bens possíveis sem interferência desastrosa, desenvolve políticas de incentivos às empresas, não interfere nas relações trabalhistas com intuito de prejudicar os trabalhadores, promove reformas essenciais para tirar o peso do Estado sobre a produção de bens e serviços.

Diminui os privilégios corporativistas, principalmente da classe Política.

Desenvolve a educação com salários justos, e a saúde com planejamento e atendimento satisfatório à dignidade humana.

Faz a reforma da previdência com equidade e justa para todas as pessoas e categorias profissionais.

É isso aí! Sem mitos!

Só posso aplaudir tais palavras, pois cada linha vai de encontro com o que eu acredito. Mas qualquer um que diga algo crítico contra B vira, pelos radicais, a favor de L. E se você também criticar L, é porque você é B. Como se fossem dois deuses infalíveis pelas suas tropas de adoradores.

Ops: não precisa escrever que B é Bolsonaro e L é Lula, não?

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– Afinal: foi pênalti ou não em Bahia 3×2 Corinthians?

Eu não havia conseguido salvar o link para publicar o lance, e o recebi do ex-árbitro e comentarista esportivo, prof Valdir Bicudo. Se refere ao discutido puxão na camisa de Ralph no estádio Fonte Nova (o vídeo encontra-se abaixo).

Tal situação merecia uma atenção especial e a avaliação do árbitro, importunado pelo VAR. Afinal, o sistema tecnológico e o investimento em pessoal é necessário para tais situações, a fim de dirimir tais dúvidas. Além, claro, de custar muito caro.

Não tenho dúvida disso de que o árbitro de vídeo deveria chamar o juizão. Entretanto…

Ao ver a imagem, eu não daria pênalti! Lembre-se: puxar a camisa “por si só”, sem influenciar / barrar / modificar a ação do adversário, não necessariamente significa uma infração. Avalie: o experiente jogador corintiano, ao sentir o puxão da camisa na vacilada do atleta baiano, se jogou para cavar o pênalti ou realmente foi impedido de prosseguir com sua corrida?

O futebol é maravilhoso por tais discussões. Acertou por linhas tortas o árbitro em nada marcar (por conta de não ter visto). 

 

– Dormir mal pode ser mais perigoso do que pensamos!

Novos estudos mostram que dormir bem é uma questão fundamental para ter boa saúde. Veja o que pode ocorrer ou não de acordo com as quantidade de horas de sono que nos permitimos,

Extraído de: Folha de São Paulo, 23/04/19, Caderno Equilíbro, Pg 1.

DORMIR POUCO VIRA EPIDEMIA SILENCIOSA; SONO NÃO PODE SER UM LUXO, DIZ CIENTISTA

Por Fernanda Ezabella

Vai deixar para dormir quando morrer? Para Matthew Walker, tal conselho pode ser mortal. O pesquisador britânico e professor de neurociência e psicologia apresentou na quinta (18) uma série de pesquisas que ligam a privação do sono a inúmeros problemas de saúde, incluindo tumores, mal de Alzheimer e ataques do coração.
O pesquisador diz que é hora de reivindicar nosso direito de dormir direito sem sentir vergonha ou ser chamado de preguiçoso. “É uma epidemia silenciosa que está se tornando rapidamente um dos maiores problemas de saúde pública do século 21.”
“Vou começar falando de testículos”, provocou Walker em sua palestra no TED em Vancouver. “Homens que dormem apenas cinco horas por noite têm testículos significantemente menores de quem dorme sete horas ou mais. E aqueles que dormem com frequência apenas quatro ou cinco horas têm um nível de testosterona de alguém dez anos mais velho.”
Fundador e criador do Centro de Ciência do Sono Humano em Berkeley, Walker disse que problemas também são vistos no sistema reprodutivo feminino. Além disso, dormir seis horas ou menos por noite afeta o cérebro e suas funções de memória e aprendizado e diminui em 70% células do sistema imunológico.
“Nos últimos dez anos, aprendemos que você precisa dormir depois de aprender para apertar aquele botão de salvar e não esquecer suas memórias”, disse. “E recentemente aprendemos que você também precisa dormir antes de aprender para preparar seu cérebro. Ele é como uma esponja seca prestes a ficar molhada de conhecimento. Sem dormir, o circuito da memória no seu cérebro fica molhado o tempo todo e não consegue absorver nada novo.”
O pesquisador explicou que ondas cerebrais “grandes e poderosas” acontecem durante os estágios de sono mais profundo. “Funcionam como uma transferência de arquivos, de um reservatório vulnerável de memória curta para um armazenamento mais permanente no cérebro para protegê-la”, explicou.
A descoberta trouxe evidências em 2018 de que a piora no sono que experimentamos quando envelhecemos pode estar contribuindo para nossa falta de memória e até mesmo para o surgimento do alzheimer.
Seu centro de pesquisa está desenvolvendo técnicas para melhorar o sono profundo e, infelizmente, a solução não estão nas pílulas de dormir. “São instrumentos que não produzem sono natural”, avisa.
Um dos métodos é baseado na aplicação de uma pequena voltagem de estimulação no cérebro. Quando feito durante o sono de jovens adultos saudáveis, é possível ver a ampliação das ondas cerebrais, dobrando os benefícios na retenção de memória e aprendizado.
“Agora estamos estudando como aplicar essa tecnologia a adultos mais velhos ou com demência para ajudá-los em suas funções de aprendizado e memória”, disse Walker.
O pesquisador também mostrou como dormir mal afeta até mesmo seus genes. Num estudo com adultos saudáveis, as atividades dos genes foram comparadas em dois cenários: uma semana de sono limitado a seis horas e uma semana de sono de oito horas.
Cerca de 700 genes tiveram suas atividades “distorcidas” diante de pouco sono. Metade deles teve suas atividades aumentadas, e a outra, diminuída. Os genes que foram desligados eram associados ao sistema imunológico, enquanto os que foram “aumentados” eram ligados a inflamações, tumores e estresse.
Além do conselho de não beber álcool e cafeína ou pelo menos reduzir seu consumo, Walker deu duas dicas para uma boa noite de sono: regularidade e temperatura ambiente entre 16 e 18 graus.
Para Walker, dormir não pode ser um item de luxo porque é uma necessidade biológica não negociável. 
“Dizimar o ato de dormir nas nações industrializadas está tendo um impacto catastrófico na nossa saúde e na educação e segurança de nossas crianças.”
OS PROBLEMAS DA FALTA DE SONO
Memória
Dormir seis horas ou menos por dia afeta o aprendizado. Pode também contribuir para o mal de Alzheimer

Reprodução e hormônios
Homens que dormem apenas cinco horas têm testículos e níveis de testosterona menores 

Imunidade
Dormir seis horas ou menos reduz em 70% as células do sistema imunológico. Inflamações, tumores e estresse parecem estar ligados também à falta de sono

Dicas para dormir bem
Matthew Walker dá o conselho clássico de evitar álcool e cafeína, especialmente à noite, mas indica duas coisas importantes: regularidade e temperatura baixa no quarto, entre 16 e 18 graus

O pesquisador também diz que é importante dormir em um quarto totalmente escuro, evitar celular e tablets na cama e levantar e ir para outro cômodo se você não conseguir dormir depois de 15 a 20 minutos.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Paulista x Amparo, Rodada 05

Márcio Mattos dos Santos, 33 anos de idade, professor de Educação Física, em sua 7ª temporada na carreira, apitará o jogo do Galo nesta 5ª rodada da Segunda Divisão Sub 23 – Profissional. Somente agora em 2019 teve oportunidade de apitar jogos profissionais (nas outras 6 temporadas trabalhou apenas nas categorias amadoras como árbitro central). Nesse certame, 2 empates sem gols: Brasilis 0x0 Independente e União Mogi 0x0 Joseense.

De novo, um árbitro que começa sua carreira profissional “pra valer” sendo escalado em jogo no Jayme Cintra. Não critico, pois essa divisão é a ideal para testar quem “vai vingar” ou não, e Jundiaí é cidade próxima para a FPF observar in loco o desempenho de quem ela escala. Afinal, é a primeira das divisões profissionais depois das amadoras. Aguardemos para conhecer o estilo de arbitragem do juizão, até agora desconhecido.

Desejo uma bom trabalho do quarteto de árbitros e um grande jogo por parte das equipes.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Amparo pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Quarta (feriado) às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte.

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– Za’atari: O maior assentamento de refugiados do mundo!

Eu assustei. Li sobre um campo de refugiados na Jordânia chamado ZA’ATARI, formado por quase 80.000 moradores, mas que já recebeu transitoriamente 500.000 pessoas (isso mesmo, meio milhão) que fugiram da Síria.

Lá, em containers (com o tamanho de 3m x 7,5m), os fugitivos vivem em um minúsculo território de 5km quadrados. Dá para acreditar? Um amontoado de caixotes lado-a-lado…

E o que faz as grandes potências mundiais para mudar tal situação?

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– Uma ótima 3a feira em retratos!

Bom dia queridos amigos! Incentivando a prática esportiva e o cooper matutino, vamos cair da cama para suar um pouco?
Gastando a adrenalina e buscando a endorfina, fui correr:

Durante o treino, correndo e meditando na Sagrada Família de Nazaré: Jesus, Maria e José, retratada na imagem de Nossa Senhora do Desterro (Padroeira da Diocese de Jundiaí):

Depois da atividade física, finished!
Suado, cansado e feliz, alongando e curtindo a beleza das flores. Aqui, nossa roseira cor-de-rosa (e que rosa):

Enfim: desperte, ó vida, com o lindo céu que surge nesta terça-feira.
Que a jornada diária possa valer a pena!

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby