– Centro de Cidadania Eduardo Cunha? Nada cidadão…

Quer dizer que o nosso Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, é homenageado em uma ONG que ajuda o próximo fazendo campanha eleitoral?

Caridade interessada por voto… que feio!

Extraído de Revista Época, 15/02/16, pg 40-41.

JUSTIÇA CONDENA CENTRO DE CIDADANIA EDUARDO CUNHA A INDENIZAR EX-EMPREGADOS

Por Hudon Corrêa

Em julho de 2009, a fachada do prédio de dois andares na entrada de Vila Kennedy, favela da Zona Oeste do Rio de Janeiro, ganhou uma placa com letras pretas, garrafais, sobre um fundo amarelo, que anunciava o Centro de Cidadania Eduardo Cunha. O slogan “Afinal de contas, o nosso povo merece respeito”, que o presidente da Câmara popularizou em programas de rádio, completava o quadro. Como o centro oferecia dentistas e fonoaudiólogos, cursos técnicos, balcão de emprego, orientação de advogados e fisioterapia, os moradores acharam que, finalmente, os políticos ajudariam a comunidade pobre de 41 mil habitantes, a 40 quilômetros do centro do Rio, na ocasião dominada por traficantes e definida pela violência. Mototaxistas, feirantes e camelôs passaram a conviver com a aglomeração de cerca de 200 pessoas que acorriam ao lugar diariamente.

A empolgação durou pouco mais de um ano. Em novembro de 2010, logo após a eleição, o centro fechou. Demitidos, nove funcionários foram à Justiça do Trabalho contra o deputado Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro, cobrar indenizações. Investigado com autorização do Supremo Tribunal Federal por suspeita de participar do petrolão, acusado de manter contas bancárias secretas no exterior e de receber propina, o presidente da Câmara dos Deputados já foi condenado duas vezes no ano passado – na primeira e na segunda instância – na Justiça do Trabalho. Os nove funcionários – cinco deles ouvidos por ÉPOCA – afirmam que seu verdadeiro trabalho era fazer campanha para Cunha. “Na época da política, davam panfleto para a gente”, diz Penha Cardoso de Melo, que ganhava R$ 400 para cuidar da limpeza e do cafezinho. “Para todo mundo que buscava atendimento, a gente tinha de falar para votar nele.”

Alexandre da Silva Barbosa trabalhou no centro como professor de informática em troca de um salário mensal de R$ 200 – sem carteira assinada. “Toda vez que tinha campanha do Eduardo Cunha, a gente realizava um trabalho para ele”, diz. “Dentro do centro, a gente divulgava que o Eduardo Cunha mantinha aquilo.” Em março de 2015, Alexandre ganhou, em segunda instância, a ação que moveu contra Eduardo Cunha. Ele ainda não recebeu a indenização – falta a Justiça calcular o valor –, mas já tem planos para o dinheiro: construir uma casa e matricular o filho de 4 anos numa escola. “Restou comprovado que o réu (Eduardo Cunha) era mantenedor do centro, confundindo-se com a figura de empregador”, afirma o juiz na sentença. Eduardo Cunha ainda pode recorrer. Em sua defesa no processo, ele afirma que não era o mantenedor do centro. O local levava seu nome como uma “homenagem”.

Coordenador de informática do lugar, Geilson Carneiro disse à Justiça que buscava envelopes com dinheiro vivo para pagar funcionários do centro. Em três meses consecutivos, Geilson pegou os envelopes com R$ 16 mil em cada vez, no escritório de Cunha; em outras ocasiões, a retirada foi feita no bairro vizinho de Campo Grande. Em todas as ocasiões, Geilson entregava os envelopes ao coordenador do centro, o dentista José Neiva. Um dos documentos do processo é um relatório, de abril de 2010, atribuído a Neiva. No texto, ele afirma que a “política social” ia bem, mas a “política partidária ainda deixava a desejar”. Naquele ano, Eduardo Cunha foi o quinto deputado mais votado no Rio de Janeiro, com 150 mil votos. Foi o quinto também na região de Vila Kennedy, com 4,79% dos votos válidos de cerca de 55 mil eleitores. “A alegação (para fechar o centro) foi a de que o número de votos obtidos não agradou ao deputado”, diz Geilson Carneiro. “Depois da eleição, um assessor do deputado falou que ia fechar”, diz a copeira Penha. “Eu perguntei se iam dar pelo menos uma cesta (básica) para a gente. Ele falou assim: ‘Vamos dar é um ‘cestão ferrados’.” Em novembro, Penha ganhou uma ação no valor de R$ 27 mil.

Em sua defesa, o Centro de Cidadania afirma que os funcionários eram voluntários. A assessoria de imprensa da presidência da Câmara afirma que Eduardo Cunha jamais foi “responsável por centros sociais e de cidadania ao longo de sua trajetória pública” e que “é infundada qualquer associação do nome do deputado com a direção de núcleos sociais do gênero”. De fato, Eduardo Cunha não aparece nos registros como responsável pela entidade. Em uma das audiências na Justiça do Trabalho, Fábio Riba, motorista da Assembleia Legislativa do Rio, se apresentou como vice-presidente do centro. Mesmo nessa função, ele não soube “informar a origem dos valores utilizados para pagamento de funcionários”. Riba trabalha para o deputado estadual Fábio Silva (PMDB-RJ), aliado de Eduardo Cunha. Seu pai, o ex-deputado Chico Silva, segundo ÉPOCA revelou em dezembro, é sócio de Cunha em uma rádio vendida ao missionário RR Soares sem autorização do Ministério das Comunicações. ÉPOCA não conseguiu falar com o deputado estadual Fábio Silva sobre o assunto.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Atlético Sorocaba

Para a Rinha de Galo que ocorrerá em Jayme Cintra envolvendo os Galos de Jundiaí contra o de Sorocaba, apitará Flávio Rodrigues Guerra.

O árbitro de Penápolis, 36 anos, surgiu muito bem no cenário nacional, em um Palmeiras x São Paulo disputado em Ribeirão Preto, quando na oportunidade marcou 3 pênaltis para o Verdão. Depois disso, se firmou como árbitro de elite, embora a qualidade de suas atuações tenham regredido.

Recentemente, envolveu-se em duas polêmicas: a primeira, uma grande confusão na partida entre Corinthians x Santos, mentindo na súmula e sendo punido com 100 dias de suspensão (vide esse episódio em: http://wp.me/p55Mu0-z2). Posteriormente, foi escalado pelo Cel Marinho mesmo estando suspenso numa partida da Copa SP de Futebol Jr, culminando na demissão de todos (aqui: http://wp.me/p55Mu0-IR).

Questionado pelo jornalista Thiago Batista de Olim sobre estar escalado e suspenso, entrei em contato com a Comissão de Árbitros da FPF. O presidente da CEAF-SP, Ednilson Corona, me explicou que Guerra conseguiu um efeito suspensivo no STJD e estava liberado para apitar. José Henrique de Carvalho, vice-presidente da CEAF, já houvera me falado sobre o árduo trabalho de observação de todos os árbitros do quadro, e a inclusão dele, portanto, não seria novidade.

Esta nova comissão de árbitros, mais aberta e de maneira justa, está escalando com uma sequência de jogos todos os membros do quadro, a fim de não cometer injustiça em posicionar alguém acima ou abaixo do que pode apitar. Guerra estava suspenso e fora; agora, apto.

A questão é: à beira do término do seu gancho, por quê o árbitro não esperou findar sua punição? O efeito suspensivo neste momento levará a um novo julgamento, que poderá reduzir ou aumentar a sua pena (que para mim é branda, já que a mentira não pode existir no vocabulário de alguém que deve prezar pela lisura do jogo e legitimação da partida). Parece-me estranha, ou melhor, pouco inteligente tal medida.

Flávio Rodrigues Guerra costuma administrar as partidas, muitas vezes aplicando poucos cartões e deixando a bola rolar. Não vibra com o jogo, apesar da boa condição física. Entretanto, por tudo isso que citamos, creio que o árbitro estará com a faca entre os dentes, querendo mostrar serviço e provar à Nova Comissão de Árbitros da FPF que pode ser aproveitando em grandes jogos, estando redimido após seu erro.

Marco Antonio de Andrade Mota Jr será o bandeira 1 – boa escala, pois é jovem e tem muita experiência. Rafael César Fernandes, o bandeira 2, tem se destacado muito bem. Maicon Osvaldo da Silva será o 4o árbitro.

Desejo boa sorte ao quarteto de arbitragem e uma boa partida de futebol a todos.

Deixo aqui meu agradecimento ao Thiago Olim citado acima; ele que já havia oportunamente citado a equivocada “dupla escala” do árbitro da última semana. Sua matéria no seu site Esporte Jundiaí pode ser acessada em: http://www.esportejundiai.com/2016/02/flavio-guerra-com-efeito-suspensivo-e.html .

Acompanhe a transmissão de Paulista x Atlético Sorocaba pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Quarta-feira, às 20h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 18h00 dentro do Show de Bola, para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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