– Motivos para Fazer Valer a Vida!

Certa vez, fiz a experiência de ler a Bíblia do Capítulo 1 de Gênesis ao último do Apocalipse. Experiência de 5 anos de leitura… Muitas vezes prazerosa, outra cansativa, em especial ao Antigo Testamento. É claro que a Bíblia é um conjunto de livros de fé, que precisa ser lida com os cuidados devido às questões históricas e cultura judaica, pois, ao invés de levar a mensagem de amor do Cristo ressuscitado, alguns podem cair na tentação da prática do preceito fundamentalista de entender o olho-por-olho, dente-por-dente (pregado em vários momentos do AT) ao pé da letra.

Não se deve tirar algo do contexto maior. Mas em alguns momentos (e foram muitos), os livros dos Provérbios e da Sabedoria foram fundamentais para meu crescimento interior, além dos Evangelhos (em especial, o de São João Evangelista).

Diante disso, extraio um lembrete de valorização da vida. Quando se sentir deprimido, cansado, cobrado ou desesperançoso, vale a pena dar uma lida!

Abaixo:

ODE À VIDA

Refleti sobre tudo,

e compreendi que os justos, os sábios e suas ações

estão todos nas mãos de Deus.

O homem, por si só, não conhece nem o amor nem o ódio,

embora tudo isso se desenvolva diante dele.

Tudo têm o mesmo destino,

Tanto o mau como o bom,

O puro e o impuro,

Quem se sacrifica e quem não se sacrifica (…).

Todos eles se dirigem para junto dos mortos.

Enquanto há vida, há esperança,

Porque é melhor um cão vivo do que um leão morto.

Portanto, vá!

Coma o seu pão com alegria

E beba seu vinho com satisfação,

Porquê com isso Deus mostra que é bondoso para você (…).

Goze a vida com a esposa que você ama,

Durante todos os dias da vida fugaz que Deus lhe dá.

Faça-o enquanto tem forças,

Porque no mundo dos mortos, para onde todos irão,

Não existe ação, pensamento ou ciência.

O mais veloz nem sempre vence a corrida,

Nem o mais forte vence a batalha.

O pão não é para os mais sábios,

Nem as riquezas para os mais inteligentes,

Nem o favor para os mais cultos,

Porque tudo depende do tempo e do acaso.

Além disso, o homem é como os peixes,

Que são pegos na rede!

Ou como os pássaros,

Que caem presos em arapucas.

Pois assim, da mesma forma,

Pode lhe cair a desgraça surpreendo-o. (Prov 9, 1-12 c/ adapt).

Portanto, viva! Viva em abundância! Trabalhe, mas viva. Preocupe-se, mas não se esqueça de viver. Olhe para a sua volta e agradeça por mais um dia de vida.

E, simplesmente, viva!

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– E os Correios?

Sou do tempo em que, quando se falava de CORREIOS, se lembrava de uma estatal que era orgulho nacional!

E hoje?

Eu, particularmente, não recebo uma carta sequer em dia! Contas? Esqueça, se depender do serviço de postagem, ficarão sem ser pagas. E dá-lhe tirar segundas vias de tudo…

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– Análise da Arbitragem de Paulista 5 X 0 Independente. Um Galo caiu, outro Galo vai ficando…

Ah… se o Paulista de Jundiaí pudesse pegar alguns dos gols da noite dessa 4a feira e repartí-los nas partidas que faltaram… A situação seria mais tranquila, não?

Nesta rodada em que o Galo de Jundiaí ganhou fôlego e moral para permanecer na A2 (e rebaixou o Galo de Limeira para a A3), uma arbitragem que ficou a desejar.

Apesar do placar elástico, o jogo não foi tão tranquilo para se apitar como um todo. Com um início muito rápido e pegado (sem ser faltoso), a disputa entre os atletas não estava na mesma velocidade que o árbitro Demétrius Pinto Candançan. Houve uma dificuldade muito grande nos tiros curtos, sendo que estava apitando de longe. E se o novo uniforme da arbitragem cria uma certa “barriga” aos juízes os engordando, para quem já está um pouco acima do peso…

Henrique Pangella e André Pastor (IND) bateram pra valer! E reclamavam de tudo, sem serem advertidos. Em determinado momento do jogo, Pastor ficou à beira do gramado num verdadeiro discurso com o bandeira Vicente Romano Neto. Faltou pulso ao árbitro e ao bandeira para que não se tivesse a sensação de que os dois atletas “apitavam” o jogo.

Foram 14 faltas do Paulista e 18 do Independente, sendo 2 cartões amarelos para cada equipe (em especial, um muito bem aplicado a Felipe Santos/ PFC por simulação). A maioria das infrações no 2o tempo, quando o jogo se tornou mais nervoso e os erros de não marcação de faltas leves e/ou marcação de faltas não existentes aconteceram (a maioria pela distância do árbitro do lance ocorrido). Em destaque, um pontapé de Jordy Guerreiro (IND) em Ramalho (PFC) não observado e que seria passível de Cartão Amarelo.

Existiram 3 lances de bola ao chão, todos de faltas não marcadas e motivadas pelos atletas permaneceram lesionados necessitando paralisar as jogadas. No último, a equipe do Independente não praticou o famoso Fair Play na devolução de posse de bola e o clima esquentou.

Não existiram lances polêmicos, felizmente. O bandeira 2 e o quarto árbitro foram discretos e não pareceram na partida.

A questão fica: para a “decisão” em Santo André no próximo domingo (Santo André x Paulista, de grande rivalidade e de ambições de classificação/ fuga do rebaixamento), se faz necessário que a FPF escale o que tiver de melhor, pois os jogos derradeiros da A2 serão empolgantes, tanto para o acesso da A1 quanto para a fuga da A3.

Uma observação: Mamadeira, ao Marcelo Tadeu na Rádio Difusora, disse que os jogadores do Galo fizeram um pacto e se mantiveram em concentração desde a 2a feira. Que para o último jogo ela comece já!

– Candidatos terão palestra sobre Ficha Limpa pela Pastoral Fé e Política

Ótima iniciativa: Pastoral Fé e Política promoverá encontro sobre “Ficha Limpa” aos candidatos às próximas eleições municipais. Todos estão convidados à esse encontro cidadão.

Abaixo, informações:

Pré-candidatos às eleições municipais de Jundiaí e Região terão palestra sobre a Lei da Ficha limpa e Lei 9840

por Reinaldo Oliveira

A Pastoral Fé e Política da Diocese de Jundiaí, dando sequência ao curso “A Missão do Cristão na Política”, reúne no próximo sábado, dia 2 de abril, em Itupeva, no salão da Igreja Santo Antonio, os pré-candidatos às eleições municipais das 11 cidades do território da Diocese de Jundiaí.
O curso que está sendo ministrado em quatro módulos, teve no dia 19 de março o primeiro módulo com o tema Reforma Política e Plebiscito Popular. Neste segundo módulo, com inicio das 14h ás 17h, o tema será “Lei da Ficha Limpa e lei 9840”. Ambas são oriundas de Projeto de Iniciativa Popular e legislam sobre a atividade do político.
O assessor para este módulo será o sociólogo da USP, Edson G. P. de Oliveira e Silva, que também é assessor da Rede de Escolas de Fé e Política do Regional Sul 1 da CNBB. O momento político está bastante turbulento, e entender as Leis e mecanismos que o regulam é importante para o eleitor. Participe sua presença é importante!
Os pré-candidatos que participaram do primeiro módulo tem sua inscrição automática. Os que não participaram podem participar e a inscrição Serpa feita no local. O curso continua sendo ministrado de forma ecumênica aberto a participação de pré-candidatos de todas as denominações religiosas.
Também é aberto a participação de pessoas que não sejam candidatos. A Igreja Santo Antonio está localizada a Avenida Brasil, 1242 – Itupeva (ssentido saída para Indaiatuba).

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– Surto de H1N1 na Capital e os Primeiros Casos em Jundiaí

A gripe suína está assustando as pessoas. Depois do medo do Zika Vírus, agora o temor é do H1N1 (Influenza A, ou, se preferir, a “gripe suína”).

Em Jundiaí, dois casos: um paciente internado e outro que faleceu (um senhor de 48 anos, que sofria de diabetes). No Restado de São Paulo, são mais de 260 casos e 38 mortos.

Vale a pena tomar os devidos cuidados (se é que isso é possível…):

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– Temer e a saída do PMDB do Governo: motivado pela Justiça Política ou pela Sede de Poder?

Michel Temer, do PMDB, que é o atual Vice-Presidente da República, pediu para que os peemedebistas entreguem todos os cargos no Governo Dilma Rousseff.

Num mundo ideal, seria de se aplaudir. Cansado de ver a corrupção e podridão federal, resolveu abdicar de ser situação e partiu para a oposição!

Só que não…

Temer entregou o seu cargo de Vice-Presidente? Se ele quer fora todo mundo do PMDB, que comece com ele, renunciando ao seu mandato! É o que manda a lógica e a ética.

Claro que não fará, pois é um espertalhão. Não o faz por sede de Justiça, é sede de Poder!

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– Afinal, a culpa da atual fase da Seleção Brasileira é de quem?

Que Dunga nem de longe é páreo para treinadores estudiosos, como Guardiola, Bielsa, Sampaoli, Klopp ou Mourinho, isso é sabido. Nem para Tite, se compararmos com gente do futebol nacional. Na “nova era Dunga”, o Escrete Canarinho só conseguiu vencer o Peru e a Venezuela, e estamos após 6 jogos disputados, fora da Zona de Classificação da Copa do Mundo (em 6o lugar, com 10 participantes). Parreira e Felipão, quando voltaram à Seleção após suas conquistas mundiais, foram mal. Dunga, que não ganhou como treinador, repete o mesmo filme.

Mas ele é o único culpado?

Claro que não. Vide:

Minha geração “nasceu para o futebol” no começo dos anos 80. Tínhamos Telê Santana dirigindo Zico, Sócrates, Falcão… Mais adiante, Romário, Muller, Bebeto. Ou Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho. Na Copa de 98, tínhamos os artilheiros das principais ligas mundo afora: Ronaldo Fenômeno, Amoroso, Elber, Jardel, Bebeto, Evair e até o desconhecido Sony Anderson! Hoje, temos Neymar e… e só? Luís Gustavo, Felipe Luís, David Luís… aí não dá.

Mas cá entre nós: a safra é fraca e é o que temos.

E onde estão os nossos cartolas?

Um dia tivemos Paulo Machado de Carvalho, o Marechal da Vitória. Hoje temos o ilustre desconhecido Coronel Nunes… é ele quem define o futuro da CBF e sua Seleção, ou é Marco Polo que manda por trás dele?

Estamos desprestigiados. Vide que o novo presidente da FIFA, Infantino, está fazendo um tour pela América do Sul e passou por diversos países, exceto o Brasil. Por que será?

Vale a reflexão: se com o #GER7x1BRA não aprendemos a lição e não mudamos nada, não será com a ausência da Copa do Mundo 2018 na Rússia que aprenderemos.

Que saudade das verdadeiras Seleções que representavam o Brasil. Hoje, representam os interesses comerciais alheios.

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– Que seja uma ótima 4a feira!

Mais um dia de labuta. E para ter energia: correr logo cedo! Olha nossa foto motivação:

Durante a corrida, meditação! Minha orações foram pela memória de São Constantino, um político pagão que a muitos converteu! Olha a foto-reflexão:

   

Pós-treino, alongar descompromissadamente. E vejam só que preguiça da minha companheirinha. Deu até vontade de relaxar ao lado dela… rss

  

Pronto! Corpo, mente e alma em dia, é hora dos afazeres profissionais, indo trabalhar contemplando esse lindo amanhecer jundiaiense.

 

Ótima 4a feira a todos.

– E o carro da motorista idosa que caiu na Balsa da Travessia Santos – Guarujá?

Quando vou ao Litoral e embarco na balsa sentido Guarujá, sempre me pergunto: “será que algum carro já caiu daqui?”.

Nesta semana, uma senhora caiu com o veículo e foi salva. Só que o carro afundou e está bem no meio da travessia de navios (a DERSA interditará o serviço de balsas no domingo, 10h, para remover o automóvel).

Abaixo, extraído de G1.com:

IDOSA E CÃO SÃO RESGATADOS APÓS CARRO CAIR NO MAR EM TRAVESSIA DE BALSA

Um veículo caiu no mar enquanto era transportado em uma balsa que realiza a travessia entre as cidades de Santos e Guarujá, ambas no litoral de São Paulo. O acidente ocorreu no começo da tarde deste domingo (27).

De acordo com testemunhas, a motorista, de 69 anos, estava com um cão no interior do veículo quando o automóvel caiu no mar. Ninguém ficou ferido.

Uma embarcação ocupada por profissionais da praticagem passava ao lado da balsa e presenciou o acidente.

Eles conseguiram resgatar a motorista e o cachorro momentos antes do automóvel ter afundado. A vítima e o cachorro passam bem.

Em nota, a Dersa, empresa responsável pela travessia de balsas, afirmou que o veículo já estava estacionado em uma das embarcações, quando a motorista acelerou, perdeu o controle e caiu com o veículo no mar. Ainda segundo a empresa, os funcionários da balsa prestaram socorro à motorista e ao cão.

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– Que os Canalhas que desviaram Dinheiro da Merenda sejam presos!

Ufa, realmente o Brasil parece que está sendo passado a limpo. Depois da Federal “pegar de jeito” um bando de petistas, agora a Civil faz o mesmo com um bando de peessedebistas que desviaram recursos da merenda escolar (Leonel Júnior, ao lado de Alckmin, na foto abaixo).

Doa a quem doer, lugar de político corrupto é no xilindró. E não venha fanático-partidário defender essa ou aquela legenda.

Extraído do Bom Dia/ Diário de São Paulo, em: http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/91186/alba-branca-prende-6-por-fraude-de-merenda-escolar

EX-PRESIDENTE DA ALESP É PRESO

A Polícia Civil e o Ministério Público Estadual (MP-SP) prenderam o ex-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Leonel Julio, em mais uma fase da Operação Alba Branca, deflagrada na manhã desta terça-feira (29). A investigação é a respeito de casos suspeitos de fraudes em licitações para o fornecimento de merenda escolar em 22 cidades do Estado.

Com os mandados de prisão expedidos pela Justiça da cidade de Bebedouro, no interior paulista, a força-tarefa já prendeu Leonel Julio e mais seis pessoas em diversas cidades do interior paulista e na capital. Dentre os capturados estão o ex-vendedor da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), Emerson Girardi, e o presidente da União dos Vereadores do Estado (Uvesp), Sebastião Miziara.

Além disso, mandados de busca e apreensão também estão sendo cumpridos pela polícia.

Fernando Capez, atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, é um dos alvos da investigação. Porém, ele tem foro privilegiado e, por isso, o caso está em curso no Tribunal de Justiça do Estado.

O esquema envolve funcionários públicos e deputados que recebiam pagamento de propina para que licitações destinadas à compra de merenda escolar fossem fraudadas em favor da Coaf, que tem sede em Bebedouro.

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– Portuguesa 0x2 Rio Branco e o mico de 2016

Há coisas que realmente só acontecem com a Portuguesa. Não é que na luta pelo acesso para a A1, a Lusa conseguiu tropeçar em casa contra o lanterninha do torneio, o Rio Branco, na antepenúltima rodada?

Seria apenas mais um dos percalços do futebol, mas veja: na rodada anterior, o Rio Branco foi a Jundiaí enfrentar o Paulista desfalcado de um atleta que deu um soco no presidente do time por falta de comida na concentração; durante o jogo, visivelmente alguns atletas cavaram cartões para não jogarem no Canindé no Domingo de Páscoa, 16h: foram 8 amarelos e 2 vermelhos com apenas 30 minutos de jogo.

O que seria uma provável vitória da Portuguesa, tornou-se um grande vexame. A diretoria de futebol entregou os cargos de todos os seus membros. Mas adiantará algo?

Em uma rodada decisiva, perder pontos como ela perdeu é algo inacreditável. Pior: de quase classificada lutará contra o rebaixamento da A3 nas últimas partidas.

Pobre Lusa…

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– Empresas Inovadoras Sofrem como Outras Quaisquer

Olha que bacana: a Revista Época trouxe uma matéria interessante sobre inovação e inovadores, além das dificuldades que elas possuem no dia-a-dia, especialmente em relação aos rumos e a concorrência.

Abaixo, extraído de: http://is.gd/1o4SW7

AS EMPRESAS DO MUNDO DIGITAL NÃO SÃO TÃO DIFERENTES ASSIM

Elas têm a fama de ser irreverentes e inovadoras. Na realidade, sofrem dos mesmos dramas que todas as corporações

por Rafael Barifouse

Toda empresa digital que se preze narra uma história épica para definir sua origem. É a garagem onde Steve Jobs e Steve Wozniak criaram o primeiro computador pessoal e a Apple. O encontro fortuito entre Larry Page e Sergey Brin, a dupla do Google, na Universidade Stanford. Ou a solidão de Mark Zuckerberg em seu dormitório de Harvard, onde nasceu o Facebook. Seus fundadores costumam proclamar-se ícones de novas corporações, cujos princípios misturam a informalidade nos trajes e os ideais comunitários da contracultura à ambição inovadora e à competitividade dos grandes empreendedores. O mundo corporativo tradicional é visto como um ambiente de torpor e sisudez. Os empreendedores digitais nunca estão interessados apenas no negócio – querem mudar o mundo. Tal narrativa costuma vir embalada em palavras de ordem e slogans revolucionários – “Pense diferente”, da Apple; ou “Não seja mau”, do Google. “É uma promessa atraente. Entretanto, sugere uma nova leva de livros de negócios, essas corporações não agem de modo tão diferente. Elas podem não ser exatamente más, mas sua abordagem da influência e do crescimento persegue um caminho bem repisado, implacável”, escreve na revista The New Yorker o jornalista Nathan Heller. “Atrás delas, paira a sombra pesada das empresas disseminadas, gananciosas e tacanhas de outrora.”

Um dos livros recentes é A eclosão do Twitter (Companhia das Letras), de Nick Bilton, repórter e colunista do jornal The New York Times. Até há pouco tempo, a lenda original do Twitter era narrada assim: Jack Dorsey era engenheiro da Odeo, uma empresa de rádio on-line à beira da falência que pedira aos funcionários ideias em busca de uma salvação. Dorsey propôs um sistema de mensagens em que o usuário informava o que fazia. A ideia, prossegue a lenda, surgiu quando ele era criança – e voltou anos mais tarde, quando viu um sistema parecido em táxis.

Essa versão da gênese do Twitter foi reproduzida por toda reportagem que tentou narrar as transformações trazidas pelas mensagens de 140 caracteres. Bilton conta que não foi bem assim. Ele relata uma criação bem mais colaborativa. Dorsey teve a ideia, mas não teria feito nada com ela se o criador da Odeo, Noah Glass, não o tivesse estimulado. Foi Glass quem batizou a empresa e deu ênfase à conexão de pessoas. Evan Williams ajudara Glass, seu amigo, a abrir a Odeo com o dinheiro ganho com a venda da rede de blogs Blogger ao Google. Foi sob seu comando que o Twitter se converteu numa forma de compartilhar o que ocorria no mundo, por meio de informações e  notícias, não apenas relatos narcisistas do tipo “o que estou fazendo”. Como instrumento de mobilização no Oriente Médio e canal de notícias em tempo real, o Twitter ganhou fama mundial. Por fim, Biz Stone, o quarto cofundador, foi seu eixo moral. Lutou para manter o serviço politicamente neutro, ao negar pedidos do governo por informações dos usuários. Sem qualquer um dos quatro, o Twitter dificilmente seria o que é hoje. “Esse tipo de mito é comum no Vale do Silício”, diz Bilton. “Um cara diz que teve uma ideia no bar e, anos depois, ela vira  um negócio bilionário. Raramente é verdade. As pessoas contam essa história para aparecer bem na foto, mas normalmente é algo construído por um grupo. Quando a lenda funciona, essas pessoas ganham o poder que buscavam.”

Como quase sempre acontece quando há poder e dinheiro envolvidos, disputas pelo controle do Twitter se seguiram. De forma intensa para os padrões do Vale do Silício. Considerado inapto para gerir a empresa, Glass foi tirado do comando por Williams, com apoio de Dorsey. Foi apagado da história do Twitter. Dorsey assumiu a presidência, e não fez um bom trabalho. Insatisfeito, Williams obteve o apoio de investidores para demitir o amigo e assumir o posto. Magoado, Dorsey peregrinou pela imprensa contando a origem do Twitter como seu grande protagonista. Depois levou a cabo a segunda parte da revanche. Como Williams demorava para decidir e tinha um fraco por contratar amigos, deixou insatisfeitos os investidores. Dorsey captou a insatisfação, a levou ao conselho e tirou Williams da presidência. Nada disso chegou ao mercado. Para todos os efeitos, o Twitter era uma típica empresa digital, repleta de mentes brilhantes que mudavam o mundo enquanto jogavam videogame e pebolim. Parte disso era verdade.

Pouco depois da demissão de Williams, o rapper Snoop Dog fez um show improvisado no refeitório do Twitter. Cantava e fumava maconha, enquanto os funcionários dançavam sobre as mesas, enebriados. Quando soube da balada, Dick Costolo, o novo presidente, ficou furioso. Prometeu que seria a última vez que algo assim ocorreria. “Está na hora de o Twitter crescer”, afirmou. Desde então, o número de usuários mais que dobrou (para 550 milhões), a receita multiplicou-se por dez (hoje são US$ 583 milhões por ano), e os funcionários fora de 200 para 2.300. No início de novembro, o Twitter entrou na Bolsa de Valores com valor de US$ 25 bilhões.

A transição da adolescência para a fase adulta corporativa parece ser inescapável às companhias digitais. Nesse período, jovens empreendedores descolados se transformam em capitalistas preocupados com prazos, resultados e capitalização da companhia. A lenda original desvanece e dá lugar à gestão profissional e aos conflitos de acionistas. Mas o mito original ainda circula, como imagem externa (e eterna) da empresa.

Dois outros livros citados por Heller – um sobre a Amazon, outro sobre a disputa entre Apple e Google – revelam que o exemplo do Twitter não é exceção. Os fundadores dessas companhias se consideram sujeitos excepcionais, que abriram empresas para criar um jeito novo de fazer negócios e mudar o mundo. Aos poucos, suas empresas foram assumindo contornos tradicionais. Seus objetivos nobres deram lugar às metas que guiam corporações desde a fundação da Companhia das Índias Orientais. Se fazem um bom trabalho, conseguem manter um verniz de irreverência, enquanto sua imagem pública se descola cada vez mais da realidade do dia a dia.

O Google afirma ter surgido com a missão de organizar e oferecer informação por meio de um sistema de busca. Hoje, mais de 90% de seu faturamento vem de uma das mais antigas fontes de receita: publicidade (foram US$ 50 bilhões em 2012). Seu lema – “não seja mau” – é uma forma de dizer que age com ética e pensa antes no interesse público. Mas a ética do Google foi questionada neste ano, quando a presidente do Conselho de Contas Públicas do Reino Unido, Margaret Hodge, acusou a empresa de vender publicidade por meio da filial na Irlanda e receber por isso pela filial nas Bermudas, para evitar pagar de impostos. Também não parece ter pensado no interesse público quando foi flagrada bisbilhotando a conexão de internet de americanos enquanto seus carros fotografavam as ruas para seu serviço de mapas.

Em Dogfight: como Apple e Google foram à guerra e começaram uma revolução, o autor Fred Volgstein adiciona outro fato desabonador à biografia da empresa. Conta como Steve Jobs sentiu-se traído com o lançamento do sistema de celulares Android pelo Google. Larry Page e Sergey Brin, seus fundadores, se consultavam com Steve Jobs. Eric Schmidt, presidente do Google na época, era membro do conselho da Apple e assegurara a Jobs que fazer programas para o iPhone era mais importante do que o Android, um projeto secundário. Sentindo-se traído, Jobs prometeu ir à guerra com o Google. Não adiantou. O Android lidera como software para smartphones, com 80% do mercado.

A Apple não escapa ilesa no relato de Volgstein. A empresa – que cresceu sob o slogan “Pense diferente” – ganha dinheiro com versões aperfeiçoadas de produtos criados por outras companhias. O iPod, diz Volgstein, surgiu três anos depois que o mercado de tocadores de música fora desbravado pela fabricante Rio. Nem o iPhone foi o primeiro smartphone nem o iPad o primeiro tablet – embora ambos tenham inventado seus respectivos mercados. Volgstein diz que a Apple se promove como uma marca que incentiva o livre-pensamento e a criatividade, quando, na verdade, é uma empresa paranoica por controle, que patenteia tudo o que pode para bloquear a concorrência. A liberdade proporcionada por seus produtos não se reflete em sua forma de fazer negócio. O livro conta como Jobs optou por um tipo incomum de parafuso, para que só técnicos credenciados pela Apple fossem capazes de abrir seus produtos. Até mesmo a imagem visionária de Jobs sai arranhada. Ele não gostava de lidar com empresas de telecomunicação nem da ideia de unir um telefone a um tocador de mídia. Teve de ser empurrado a fazer o iPhone, assim como a incluir a letra “i” no nome do aparelho. Mesmo os computadores brancos, hoje ícones da Apple, foram, de início, recusados por ele.

Um dos principais capitalistas de risco americano, John Doerr dá um conselho aos empreendedores: “Seja missionário, não mercenário”. Entre os beneficiários do dinheiro (e dos conselhos) de Doerr está Jeff Bezos, da Amazon. Em The everything store, o jornalista Brad Stone conta como Bezos acredita seguir o mantra de Doerr ao estabelecer como missão da Amazon simplificar o comércio eletrônico. A Amazon transformou o comércio on-line numa indústria bilionária. Conquistou admiração por seus preços baixos e eficiência – e virou um gigante global que fatura US$ 75 bilhões por ano. Mas o livro sobre a Amazon mostra como ela pode ser agressiva.

Um episódio foi a compra da Quidsi, dona do site Diapers.com, de produtos para bebês. Depois que sua oferta foi recusada, a Amazon baixou em 30% os preços de seus produtos para bebês. A Quidsi reajustou seus valores. A Amazon baixou ainda mais os dela, arcando com milhões de dólares em prejuízo. A Quidsi cedeu. A postura belicosa da Amazon é tão conhecida no mercado de tecnologia que os investidores seguem uma regra: só investir em empresas que não estejam no caminho de Bezos. A atitude hostil não começa da porta da empresa para fora. Stone retrata  a Amazon como um lugar difícil de trabalhar, onde a retenção de funcionários é a menor entre as companhias de tecnologia. Segundo ele, isso reflete uma cultura em que todos são incentivados a desafiar uns aos outros. Bezos é o primeiro a deixar a civilidade de lado. É descrito como bem-humorado e cativante, mas é capaz de explodir se algo sai errado, de dizer: “Você é preguiçoso ou só incompetente?” ou “Desculpe-me. Será que tomei minhas pílulas de estupidez hoje?”. Bezos pode ser visionário, mas age como um tirano da velha guarda. Isso não quer dizer que seja uma farsa. Os criadores de Google, Apple, Amazon e Twitter realmente acreditam trabalhar por um objetivo maior. O equívoco é pensar que seus ideais se refletem nas práticas corporativas.

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– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Paulista X Independente 

Demétrius Pinto Candançan, 43 anos, professor de Educação Física, 15 anos de arbitragem, apitará o confronto entre o Galo da Terra da Uva x Galo de Limeira.

Natural de Osasco, Demétrius é árbitro frequente nas escalas da série A2 e A3. Já esteve na A1, mas uma séria contusão o atrapalhou nesse período. Quando voltou, se firmou na divisão de acesso. O árbitro tem bastante experiência, não solta o jogo demasiadamente (apita muitas faltas), mas não aplica muitos cartões em condições normais. Uma curiosidade: Demétrius é bom jogador de futebol e seu irmão, André Pinto, foi centroavante na Portuguesa e em diversas equipes brasileiras e no exterior.
Outra curiosidade: será seu 8o jogo na A2-2016, sendo 1 empate e 7 vitórias para o mandante (ele apitou União Barbarense 2×0 Paulista na Rodada 08).

Enfim: bom árbitro e boa pessoa.

Os bandeiras serão Vicente Romano Neto (ex-aspirante à FIFA, que depois daquele fatídico erro num Corinthians x Ponte Preta numa eliminatória do Paulistão viveu um inferno na carreira) e Leandro Alves de Souza. O quarto árbitro será Lucas Martins Mola e Dias.

Desejo boa sorte ao quarteto de arbitragem e um grande jogo aos atletas.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Independente pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Quarta-feira, às 20h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 18h00 dentro do Show de Bola, para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!