– Vale tocar a bola para um companheiro na cobrança de um pênalti?

Sim, vale. O lance passou a ser discutido bastante por ter sido protagonizado ontem por Messi e Suarez.

Vamos lá: O tiro penal deve ser cobrado por um jogador identificado (não vale um atleta fingir que vai cobrar e outro chuta). A bola deve ser tocada para a frente (por exemplo, um chute para o gol ou um toque para o companheiro). Todos os atletas devem estar fora da grande área, atrás da linha da bola e a 9,15 m de distância (é por isso que existe a meia lua, para mostrar que os atletas devem estar na distância adequada (recordando: o ponto penal está a 11 m de distância do gol).

Portanto, não importa se a bola foi tocada para alguém, mas sim se ela foi para a frente e se seu companheiro estava na distância adequada na hora do chute. Se o jogador tocar a bola para trás, deve ser marcado um tiro livre indireto em cima do ponto penal à favor da equipe adversária.

Lembrando: vez ou outra, vemos atletas fazendo isso. Cruyff o popularizou. Euller, o “filho do vento” fazia isso no América-MG.

Em tempo: Durante a decisão de um jogo por pênaltis, claro, o chute deve ser direito ao gol.

Veja o lance em: https://www.youtube.com/watch?v=HLgmHCIuZ3I

– Curto e Grosso: Começamos 2016 agora ou não?

Dizem que o Brasil só começa depois do Carnaval. Para mim, em questão de trabalho e pagamento de contas, não. Para recebimentos, sim, infelizmente.

Vamos ver se agora o país começa a engrenar. Afinal, hoje já é dia 15 de fevereiro!

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– Análise da Arbitragem de Corinthians 2×0 São Paulo

Difícil partida para ser arbitrada e que Luiz Flávio de Oliveira levou a contento nesse domingo na Arena de Itaquera.

O primeiro tempo foi extremamente tenso. Jogadores se provocando mutuamente e pouca bola rolando. Mas a firmeza necessária (e que as vezes falha nas arbitragens de LF) se fez presente logo no começo da partida, com advertência verbal a Arana e Centurion.

Tecnicamente, Luiz não precisou ser exigido, mas quando foi, tirou de letra. Por exemplo, aos 11 minutos quando Arana impediu o contra-ataque de Bruno e a bola sobrou para Centurion, e Luiz Flávio deu a vantagem corretamente. Na primeira saída de bola, acertadamente aplicou o cartão amarelo ao infrator.

Disciplinarmente, não vulgarizou os cartões, sabendo discernir as faltas mais viris das violentas. Aliás, manter um único critério disciplinar foi um desafio durante o jogo, tamanha a falta de colaboração dos atletas. E nisso o árbitro foi bem, destacando o cartão amarelo a Hudson por rodízio de faltas.

Fisicamente, Luiz Flávio leva 10! Como ele correu e esteve próximo das jogadas. Mesmo os comentaristas mais críticos não podem repreendê-lo nesse quesito.

Rogério Pablos Zanardo e Alex Ang Ribeiro estiveram muito bem, acertando praticamente tudo! Ótima atuação dos bandeiras, bem como do quarto-árbitro Salim Fende Chavez, que teve muito trabalho com os bancos de reservas.

Um detalhe interessante:

O árbitro chamou a atenção para as faixas de protesto contra CBF, FPF, Rede Globo e até por uma indireta ao Deputado Fernando Capez, supostamente envolvido na máfia da merenda. Antipática ou não, a FIFA proíbe manifestações políticas, religiosas, raciais ou de qualquer natureza (em especial ao organizador do evento). O árbitro cumpriu seu papel ao pedir a retirada, que não aconteceu pois, segundo relato na súmula, a Tenente Letícia evitou a ordem de tirá-las por motivo de tumulto.

Detalhe: há o relato de um arremesso de artefato de fumaça ao gramado. Será que o estádio será interditado?

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– Que seja uma ótima semana!

Sem reclamar, comecemos a segunda-feira!

Eu já corri, já rezei, já alonguei e já estou na labuta, iluminado pela graça de Deus por mais um dia de vida, motivado pela adrenalina da corrida e inspirado pela alvorada aqui de Jundiaí.

Olha só o nosso amanhecer: 

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