– Libertadores: do 8 ao 80

A fase de grupos da Libertadores começa hoje. E teremos “jogões” e “joguinhos”, devido a alguns grupos serem fechados mais tarde e ao próprio sorteio.

Amanhã, teremos Atlético Mineiro X São Paulo, na nova Arena Independência. Se o estádio pudesse receber 100 mil pessoas, acho que teria lotação total. Aliás, esse jogo será arbitrado por Marcelo de Lima Henrique, que no ano passado, acertadamente aplicou um cartão amarelo curioso ao Luís Fabiano: na partida Cruzeiro X São Paulo, pelo Brasileirão (não me recordo se foi no próprio Independência), uma placa de grama estava saindo, o árbitro tentou ajeitar, e, na sequência, saiu. O esquentado jogador pegou o tapete e jogou pra fora, deixando o local careca. Hilário e infantil, não? Após a advertência, ficou contestando o juizão, que só não o expulsou pois Lucas o afastou (meio que na marra) a tempo. Seria mais um correto e bobo cartão vermelho do Fabuloso….

Semana que vem, Fluminense X Grêmio, outro jogaço. Dispensa comentários, não?

Em compensação, teremos Real Garcilasso (Perú) X Santa Fé (Colômbia)! Entra cada time na Libertadores… Aliás, tenho uma curiosidade: qual o motivo de um dos grupos ter como cabeça e chave o venezuleano Deportivo Lara? O que essa equipe fez, ou qual seu histórico no ranking Conmebol, para ser escolhida como a primeira de seu grupo?

Enfim, lembremo-nos das Novas Regras da Libertadores: cartões não viram mais multa, mas sim suspensão; estádios deverão estar a 100 km de um aeroporto comercial e sua capacidade não deverá ser menor do que 20.000 lugares, exceto se forem confortáveis.

O que seria confortável dentro da subjetividade da Conmebol?…

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– O Bom Comércio das Motos BMW no Brasil

Essa vem da Revista Época (Ed 11/02/2013, pg 27): a maior revendedora de motos BMW do mundo é brasileira.

Veja esses dados: só a paulistana Caltabiano vende mais do que a segunda colocada mundial (que é a única agência de motos BMW em Roma. A 3a, 4a e 5a colocada também são agências brasileiras.

Está bom o mercado de motos no Brasil, não?

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– Ninguém explica os Gastos com Cartão Corporativo?

Os cartões corporativos do Governo Federal existem para pequenos gastos rotineiros, que teoricamente não precisariam ser justificados, pois os valores pequenos são do dia-a-dia. Uma medida prática, livrando da burocracia, e, muitas vezes, fugindo do controle.

Mas o que dizer de gasto anual de quase 60 milhões de reais? Dá quase R$ 164.000,00 / dia!

Ninguém vai explicar? Para onde foi esse dinheiro? No que foi gasto?

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– A Renúncia de Papa Bento XVI: quem o sucederá?

E o Papa Bento XVI anunciou que renunciará ao cargo de Chefe da Igreja Católica. Permanecerá no cargo até as 20h do dia 28 de fevereiro. O motivo é a saúde, afinal, aos 85 anos, demostra claramente que não tem o mesmo vigor de quando assumiu – embora, fosse esperado que seu papado fosse curto, justamente por isso.

Desde Gregório XII, em 1415, um Papa não renuncia. E agora fica a dúvida: quem será escolhido pelo conclave que ocorrerá em breve?

Tomara que a fumaça branca, sinal do consenso dos cardeais que escolherão o sucessor de Joseph Ratzinger à luz do Espírito Santo, sopre a favor da América Latina.

Palpitaço: o cardeal brasileiro Dom Cláudio Hummes! Seria ele Bento XVII ou João Paulo III?

Que Deus ilumine a Igreja, e que os participantes da Jornada Mundial da Juventude, que será realizada aqui no Rio de Janeiro, possam estar em comunhão com o novo Pontíficie.

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– Neymar e o chororô do Peixe contra o Galo

As queixas de Neymar a fim de justificar a derrota do Santos contra o Paulista, na partida disputada ontem pelo Estadual (Santos 1 x 3 Paulista) pegaram mal.

A vitória do Tricolor Jundiaiense era zebra, se comparado o elenco do Galo com o do time da Vila Belmiro, levando em conta ainda a campanha e o fato do jogo ser no Pacaembu.

Como diria o jornalista Fernando Sampaio, “nem sempre o favorito ganha no futebol“. Felizmente para nós de Jundiaí, isso ocorreu em São Paulo!

O ataque que estava em jejum nos últimos jogos funcionou. A defesa, que assusta cardíacos, esteve impecável. E, claro, o Santos não jogou nada.

Após o jogo, Neymar declarou que a chuva e o domingo de Carnaval atrapalharam sua equipe. Ora, se fosse no sábado, seria diferente? Ganha (entre salário e patrocínio) quase R$ 3 milhões e ainda reclama de trabalhar?

Enfim: uma partida de futebol é disputada por duas equipes. Não era domingo de Carnaval também para o Paulista FC?

Sobre a chuva e o gramado encharcado, sejamos justos: realmente uma equipe melhor tecnicamente é prejudicada, pois o piso ruim nivela as equipes para baixo.

O certo é que ficou feio para o santista, que deveria reconhecer os méritos do adversário e se calar na questão da data festiva. A propósito, pior ainda foi Muricy Ramalho, que, mesmo reconhecendo o sucesso do Galo da Japi, tratou muito mal (muito mesmo) uma jornalista durante sua entrevista – o que é típico dele!

Parabéns, Paulista FC. Tomara que embale no campeonato.

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foto: igoresportes.blogspot.com

– Valeu, dona CPFL!

Coisas que dão raiva. No sentido pleno da palavra…

A CPFL, no final do ano, às vésperas de dia de movimento, cortou a energia elétrica da minha avenida para “manutenção”. Sem avisar os comerciantes, sem prévio aviso na conta de luz, sem respeito aos consumidores. O prejuízo ao meu Posto de Combustível, ao Depósito de Material de Construção, ao Salão de Cabeleireiro, à Padaria e aos demais, foi grande!

Na última 6a feira, na saída dos foliões que iriam passear no Feriado emendado de Carnaval, não é que a CPFL novamente – sem avisar os comerciantes, sem prévio aviso na conta de luz, sem respeito aos consumidores – cortou a energia para mexer em alguns postes?

Não tem dia e horário mais adequado? Justo no 5o dia útil, 6a feira, às vésperas de um feriado? É maltratar o comerciante mesmo.

O problema é que reclamei por 3 vezes com a empresa. A 1a justificativa é que não tinha informação de falta de energia ou serviço sendo realizado. A 2a justificativa é que era um serviço programado, com os consumidores sendo avisados anteriormente. A 3a justificativa foi de que era obra emergencial!

Todas as informações desencontradas eram mentirosas. Veja nessas fotos se algum poste iria cair (como foi dito):

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Além de não ser emergencial, em data e horário inoportuno, deixaram um serviço porco, mal feito, com a fiação toda de qualquer jeito. Veja:

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Aí fica a indignação: aqui, além de ação desnecessária e não-emergencial, atrapalhou e trouxe prejuízos de 4 horas do dia aos comerciantes. Mas na mesma via (Avenida Reynaldo Porcari), no número 439, há um poste de madeira caindo, com cupim, escorado em madeira e pedras, cujo pedido de troca foi feito há 6 meses pelo morador do local, temeroso que ele caia em sua propriedade. Esse serviço – que deveria ser emergencial – ainda não foi feito!!!

Cadê uma resposta convincente da CPFL?

– Visão de Árbitro sobre número de faltas em Messi e em Neymar

Uma discussão que se alonga há tempos, e que confesso, se tornou cansativa, é: Neymar é caçado em campo ou não?

Quando surge o debate sobre esse tema, não há como não lembrar de Messi: o atual número 1 do mundo é costumeiramente recordado para se comparar, polemizar e até mesmo rivalizar com o jogador santista, justamente pela fama que o argentino tem em “não cair em campo”, permanecendo em pé e disputando as jogadas sem priorizar as faltas. Para quem não teve a oportunidade de assistir, vale a pena esse vídeo do YouTube: Lionel Messi – Never Dives: http://www.youtube.com/watch?v=I0gS5CshUDE

Porém, alguns números podem trazer, se analisados de maneira absoluta e não-relativa, uma falsa impressão de que Neymar é perseguido duramente em campo, enquanto Messi não é. Esses números se referem a faltas recebidas. Vamos conhecê-los?

Segundo os dados do ex-árbitro FIFA e atualmente comentarista do Sportv Leonardo Gaciba, em Outubro/2012 (quase final do Brasileirão 2012 e do 1o turno da Liga Espanhola 2012/2013), Neymar sofrera 7,2 faltas por jogo, contra 2,2 de Messi.

De maneira simplista, você pode dizer que Neymar apanha mais de 3 vezes do que Messi. Mas há um dado curioso: o português Cristiano Ronaldo recebeu no mesmo período 2,4 faltas por jogo, quase a mesma média do argentino rival (dados em: http://is.gd/AmXQCt). Neymar sofre muitas faltas, ou os jogadores do Campeonato Espanhol recebem poucas?

Ainda ingenuamente, você poderia alegar que tais números comprovam que Neymar é perseguido. Mas antes de aprofundarmos o debate, mais números curiosos: até Ananias, jogador da Portuguesa, recebeu mais faltas que Lionel Messi! O atleta, segundo o Uol/Folha de SP/ DataFolha (dados em: http://is.gd/sBCHQR) recebeu 3,3 faltas por jogo durante o último Campeonato Brasileiro, sendo o 10o do ranking de atletas que sofreram infrações naquele ano.

Para ajudar a ter uma melhor interpretação dos números, vale outro indicador: o de médias de faltas por torneio. Em 2012, o Campeonato Brasileiro teve 36,8 faltas / jogo (contra 36,2 em 2011). Wilton Pereira Sampaio, eleito o melhor árbitro do campeonato pela CBF (embora não tenha meu voto), marcou quase 44 faltas /jogo. Na Espanha, a média é 28. Na Inglaterra e na Argentina, 21 (dados de http://is.gd/TwfkOT)! No Paulistão, em jogos do Santos (até a rodada 6, segundo as súmulas da FPF), é de 31,5.

É necessário comentar: o que podemos dizer do número de faltas por aqui, se uma partida tem 90 minutos? Uma falta a quase 2 ½ minutos corridos! E se contabilizarmos tempo efetivo de jogo (bola rolando), a coisa piora.

As características dos dois atletas – Neymar e Messi – bem como as dos campeonatos – brasileiro e espanhol – podem nos dizer muita coisa. E é aqui que começamos uma interpretação relativista dos números observados até agora, que são frios e, portanto, absolutos. Com olhos de árbitro de futebol, sem dúvida é preferível o estilo de jogo de Messi do que o de Neymar, pela facilidade em arbitrar as partidas desses dois atletas comparados. Para a magia do futebol e do seu meio envolvido, prefere-se o inverso, pois não se polemiza pós-jogos do argentino do Barcelona, ao contrário dos pós-jogos do brasileiro do Santos.

Enfim: Neymar é perseguido ou não?

Para responder, leve em conta algumas coisas:

1) O número de faltas em Messi é baixo, pois normalmente ele abdica da falta e prefere levar a vantagem mantendo a posse de bola (quando é possível). Neymar prefere a bola parada (muitos clubes que possuem bons batedores de falta entendem que a vantagem é ter uma falta, ao invés da posse de bola). Assim, as faltas não marcadas pelas vantagens que Messi se beneficia não são contabilizadas, trazendo o índice dele para baixo.

2) Em muitos lances, Neymar procura cavar faltas (legalmente – forçando seus marcadores a tentarem que roubem a bola, e ilegalmente – simulando faltas). Os dribles numerosos naturalmente forçam a falta. Messi não tem essa característica. Portanto, nesse quesito temos um aumento do índice do santista.

3) Neymar não tem tantas estrelas ao seu lado para jogar, como Messi, que pode dividir responsabilidade com Xavi, Niesta & Cia. Então, por ser mais participativo durante as partidas, Neymar é mais visado. Objetivamente: Neymar prende mais a bola do que Messi, por falta de maiores opções de companheiros de alto nível técnico.

4) Há 4 anos, Neymar figura na relação dos 4 atletas que mais apanham no Campeonato Brasileiro, mas está ao lado de jogadores que costumam ser mais individualistas e que costumam procurar o contato físico do adversário (em alguns casos, esses atletas são taxados de provocativos). Veja a relação (do UOL: http://is.gd/sBCHQR)

a)2012– (Faltas por jogo)

Neymar (Santos) 6,6

Valdívia (Palmeiras) 4,6

Kleber Gladiador (Grêmio) 4,3

Emerson Sheik (Corinthians) 4,3

b)2011– (Faltas por jogo)

Neymar (Santos) 6,9

Kleber Gladiador (Palmeiras) 5

Emerson Sheik (Corinthians) 4,1

Wellington Nem (Figueirense) 4

Valdívia (Palmeiras) 3,7

c)2010– (Faltas por jogo)

Kleber Gladiador (Palmeiras) 5,5

Neymar (Santos) 4,6

Maicosuel (Botafogo) 3,7

Joilson (Grêmio) 3,7

d)2009– (Faltas por jogo)

Ganso (Santos) 9

Rodriguinho (Fluminense) 7

Caio (Botafogo) 7

Neymar (Santos) 6,5

5) Diante dos dados acima, uma outra consideração deve ser feita: alguns atletas não são bem quistos pelos adversários, e tendem a receber mais faltas. Seja pelo estilo debochado, por simulação, por bronca alheia ou até por inveja. Outros atletas, ao contrário, costumam ser mais respeitados e tendem a receber menos faltas, seja pela admiração do adversário, carisma e até mesmo pelo medo de lesionar um possível ídolo.

Cá entre nós: Kleber Gladiador, Emerson Sheik, Valdívia, entre outros, se enquadram no primeiro quesito. Já Raí, Ronaldo Nazário, Marcos e Rivaldo, constituem um elenco respeitado entre os próprios boleiros.

Corrobora com esse item uma declaração de José Mourinho, treinador do Real Madrid, ao final da temporada de 2010/2011 na Espanha. Na oportunidade, o português se queixava de que Cristiano Ronaldo sofria o dobro de faltas do que Messi e criou uma polêmica (extraído de: http://is.gd/QXAtnB), dizendo que:

Há jogadores a quem os adversários têm medo de meter o pé. Ronaldo não tem o privilégio desses outros jogadores (…) Tem 1,85 metros, é um animal de força e tem bom corpo para que lhe acertem. Por isso… zás e zás, pensam os adversários. E continuam a dar-lhe e a dar-lhe”.

Detalhe: a média de faltas recebidas naquele momento era de: Cristiano Ronaldo 2,4 contra Messi 1,3 (somando Taça do Rei e a Liga Espanhola).

6) As considerações dos 5 tópicos acima se somam a um problema perceptível: o rodízio de faltas praticado contra Neymar. Não que essa estratégia (difícil de ser punida corretamente pelos árbitros) seja a responsável pelo alto número de faltas (já justificada nas observações anteriores), mas ela é preocupante. A fama criada pelo santista de simulador de faltas e/ou “cai-cai” (verdadeira no início de carreira, mas claramente menor hoje) é um empecilho para que os árbitros consigam discernir as faltas reais das simuladas. Dessa forma, muitas vezes algumas faltas que aconteceram não são marcadas, e vice-versa.

7) Nível dos jogos: quanto melhor a qualidade dos adversários, menor o número de faltas. Real Madrid X Barcelona, por exemplo, disputado dias atrás, mostra respeito entre os atletas. Há espaço para os craques, marcação por zona e menor número de faltas (independe se em Xavi, Messi, Cristiano Ronaldo). Na Copa do Mundo de 2010, Inglaterra X Alemanha jogaram e só cometeram 13 faltas. Há duas semanas, contra o Santos, o Bragantino (sozinho) cometeu 22 infrações.

Pela lógica, quanto mais espaço, melhor desempenho. Vide a última Copa América: o rendimento de Lionel Messi na Seleção Argentina não foi o mesmo que no Barcelona (importante: não foi possível a obtenção dos dados das partidas da Copa América, nem da Libertadores, pois a Conmebol não disponibiliza publicamente as súmulas, sendo difícil obter o número de faltas sofridas pelos atletas nessas competições).

Assim, fica novamente a pergunta final, com minha particular apreciação: Neymar é perseguido ou não?

Para mim: Não, por todas as considerações acima. Os números frios com alto número de faltas sobre Neymar e baixo sobre Messi, de maneira absoluta, impressionam e são impactantes. Mas uma análise com as nuances relativas mostram que as características dos atletas explicam a naturalidade do índice de faltas, que não é excepcional e nem exclusivo deles, já que os estilos de jogo, dos torneios disputados e adversários costumeiros proporcionam esse resultado.

A curiosidade (com resposta incerta) é: e se hipotética (mas utopicamente) Neymar jogasse no lugar de Messi no Barcelona e Messi no lugar de Neymar no Santos, como seria?

Deixe seu comentário:

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(Durante as Olimpíadas de Londres, o jornal londrino The Guardian pediu que seus leitores enviassem sugestões de fotos que ilustrassem como viam Neymar. Essa foi a vencedora.)

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(foto: extraída do site do Barcelona – divulgação)

– Inovação: para colocá-la em Prática, precisa-se de Grana ou Competência?

Sempre questione a relação Competência Financeira X Competência Intelectual/Administrativa. Nem sempre ter dinheiro significa ter sucesso.

Veja só: o conhecidíssimo Clemente Nóbrega, em seu enésimo excepcional artigo, escreveu a respeito dos investimentos minguados no Brasil em INOVAÇÃO. E desafia: se investirmos mais dinheiro, teremos mais inovação?

Ele duvida. Responde que nem sempre dinheiro se transforma em bons resultados.

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI177094-16644,00-O+FATOR+DECISIVO.html

O FATOR DECISIVO

O Brasil investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB. Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido.

por Clemente Nóbrega

Em um artigo publicado em 2007, mostrei a correlação entre incompetência para inovar e instituições fracas – não há inovação sem que na sociedade haja confiança institucionalizada. Pesquisas mostram que não melhoramos nisso, mas temos outros pecados também. Fala-se que o país investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB (países ricos, duas ou três vezes mais). Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido. Eu não aumentaria investimentos, rearranjaria recursos que já estão no sistema. Veja só. No mundo da gestão (de qualquer coisa, privada ou pública), só o que legitima é resultado – output, não input. Sucesso não é medido pelo que entra no sistema, mas pelo que sai dele. Não número de policiais nas ruas, mas redução de crimes. Não campanhas de vacinação, mas diminuição de doenças. Claro que inputs são aproximações – proxys, como dizem, para resultados esperados, mas um gestor que se limita a proxys não é um gestor, é um burocrata.

A Apple – empresa mais inovadora do mundo – investe bem menos em inovação do que a média das empresas de tecnologia, mas obtém muito mais resultado. É mais produtiva em inovar. Numa empresa, os dirigentes estabelecem diretrizes (metas a atingir e meios para que sejam alcançadas). Ex: “Queremos que, dentro de cinco anos, 20% de nossas receitas estejam sendo geradas por produtos que não existem hoje”. Os recursos que vão ser alocados para que a diretriz seja cumprida dependem da meta a alcançar, não é simples? O que as empresas inovadoras têm são processos gerenciados em função de metas de output de inovação. Assim: “Se tudo continuar sendo feito como vem sendo feito, cresceremos ‘x%’ ano que vem. Mas se quisermos inovar, então, em cima de ‘x%’, colocaremos, digamos, mais um ou dois pontos percentuais, que têm de vir de inovações. Ficando no ‘papai &mamãe’, cresceríamos 20%, mas a meta é 22%. Esses 2% além do ‘esperado’ são inovação na veia. O investimento para chegar lá será um percentual desse ‘extra’ que espero obter (um percentual aplicado aos 2%). Os 2% de inovação terão de ser desdobrados por todas as áreas produtivas da empresa. Cada uma dará sua contribuição para o todo. Não sabem como fazer? Treine-os, há método para isso. A unidade bateu sua meta de inovação? Prêmios, bônus, fanfarras. Não bateu? Bem, o que acontece com um vendedor que não vende? Com um financeiro que não planeja o fluxo de caixa? Não há mistério. É gestão pelas diretrizes. Tem meta, prazo, responsabilização e plano de ação. A cada período tudo se repete – um delta além do ‘papai & mamãe’, incorporando os ganhos do período anterior”.

A Apple investe bem menos em inovação do que
 a média, mas obtém muito mais resultado

Órgãos fomentadores de inovação devem parar de se medir pelo dinheiro que injetam no sistema, como se isso garantisse resultado. Sem gestão, não garante. O input que conta é conhecimento, mais que dinheiro. Atenção: o investimento em inovação (como percentual do resultado) tem de diminuir com o tempo, mas riqueza nova tem de ser criada continuamente. Possível, mas só com gestão da inovação.

* Clemente Nobrega é físico, escritor, consultor de empresas e autor do blog Ideias e Inovação no site de Época NEGÓCIOS

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– Por que se Reluta em Divulgar Nomes da Máfia do Futebol?

Nos últimos dias, a Europol divulgou que descobriu um mega-esquema de manipulação de resultados, envolvendo apostadores, jogadores, dirigentes e árbitros.

As partidas envolviam desde jogos secundários, de campeonatos pouco importantes – como búlgaro ou romeno – até partidas da Champions League.

Mas e os nomes? Apareceu um suposto mafioso de Cingapura, outro Tailandês, um árbitro de Portugal, mas… e os “cabeças”? E as pessoas de fama pública, quando surgirão?

Recentemente, a Juventus de Turim foi rebaixada para a 2a divisão do Campeonato Italiano por subornos. Tuta, centroavante brasileiro de inúmeros clubes, disse que quase apanhou no Venezia quando marcou um gol a favor da sua equipe em um jogo decisivo.

Outra coisa: não me sinto a vontade em ver sites de apostas eletrônicas nas camisas de grandes clubes, como Real Madrid e Milan. Suspeito ou não?

Ainda: só na Europa isso acontece? Dos tempos mais antigos (como a folclórica melancia do árbitro Dulcídio Wanderley Boschilla) até os campeonatos mais recentes (Dualib e o seu 1-0-0), passando pelo caso Edilson Pereira de Carvalho & Gibão, estamos, apesar desses episódios, blindados de verdade?

Lembro-me de uma sábia consideração que ouvi do respeitadíssimo jornalista ítalo-brasileiro Cláudio Carsughi, que retrata o que penso:

Se Deus, no seu amor infinito, permitiu que houvesse corrupção até mesmo dentro da sua Igreja, por qual motivo preservaria a categoria dos árbitros de futebol?

Estenda-se essa observação às categorias dos dirigentes e jogadores.

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– O “Bafômetro de Narcóticos” entra em Cena

Demorou, mas valeu! Começa nesta semana, junto com a fiscalização da Lei Seca, outra tão importante quanto essa: a de consumidores de Maconha e Cocaína.

Se o cara não pode beber pelo teor etílico, logicamente não pode usar drogas ilícitas e sair dirigindo.

Mas uma preocupação: vejo bafômetros nos “points” mais badalados, em lugares ricos e centrais. Nas periferias tem tanto bar / boteco, onde o bebum não consegue parar em pé (mas vai embora dirigindo assim mesmo), e os bafômetros por lá não aparecem!

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– Que tal uma Boa Reflexão Franciscana?

Não gosto de Carnaval, mas respeito quem curte. Muita agitação, e alguns confundem Diversão com Liberação total.

“Tô fora” dessa confusão. Embora eu tenha que trabalhar nesses dias, prefiro o descanso, a reflexão, a tranquilidade.

Já que estamos em época carnavalesca, que tal uma meditação com São Francisco para acalmar os ânimos e buscar coisas do Alto? Vale muito mais para o Corpo e para a Alma!

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor;

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver discórdia, que eu leve a união;

Onde houver dúvida, que eu leve a fé;

Onde houver erro, que eu leve a verdade;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais…

Consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois, é dando que se recebe,

é perdoando que se é perdoado,

e é morrendo que se vive para a vida eterna.

Amém.

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– FPF usando datas FIFA: Ninguém Contesta?

O Santos ficou sem Arouca e Neymar contra o Linense. Não conseguiu a vitória…

Corinthians não ganhou do Botafogo, estava sem Paulinho.

O São Paulo, sem Luís Fabiano, parou na Ponte Preta.

Vem cá: ninguém contesta a Federação Paulista de Futebol em fazer rodada em data FIFA, prejudicando os times?

No mundo inteligente isso não acontece. É tiro no próprio pé.

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– Labirintite nãããããããoooooooo…

Gente, quem sofre de labirintite sabe o que é ter essa companheira danada…

Já imaginou o cara que bebeu todas, anda trançando a perna, parece estar de pileque e não consegue manter o equilíbrio?

Esse cara sou eu! Sem beber, é claro…

Não deseje nunca labirintite a alguém. Cruz-credo! Nesses últimos dias, estou pagando os meus pecados com ela.

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– Cúria Diocesana sediou evento da Campanha da Fraternidade

por Reinaldo Oliveira

A Cúria Diocesana de Jundiaí sediou na noite do dia 6 de fevereiro, um evento sobre o lançamento do Texto Base da Campanha da Fraternidade de 2013, para representantes das 11 cidades da área da Diocese. O convite para este evento foi enviado para prefeitos, vice-prefeitos, presidentes de câmaras municipais, conselheiros tutelares, conselheiros da infância e juventude, pastorais sociais e outras entidades que atendem jovens – e o público em geral, pois a Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema “Fraternidade e Juventude” e como lema “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8). Para ilustrar e informar sobre o tema, ao grande número de pessoas presente, e tendo em vista que nos 11 municípios existem muitos problemas com o envolvimento de jovens, o advogado Dr. Claudio Ramos, que atua em várias entidades que presta atendimento a este público, ministrou uma palestra sobre “Políticas Públicas para a Juventude”, onde discorreu sobre a legislação pertinente ao assunto. Após a palestra, o tema foi enriquecido com a participação do público com perguntas e respostas. Estiveram presentes as autoridades e pessoas das cidades de Jundiaí, Itu, Cajamar, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Salto, Itupeva, Cabreuva e Louveira. De Itupeva estiveram presente os vereadores Osvando Ferreira dos Santos e Ezequiel Alves de Oliveira e o agente da Pastoral Fé e Política e do CNLBSul 1 – Reinaldo Oliveira. É importante o envolvimento das autoridades e sociedade civil com o tema da Campanha da Fraternidade, pois é sabido que em todo o País, as dificuldades e problemas que envolvem a juventude requerem atenção e ações urgentes.

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– Pitacos da 4a feira Futebolística

E o amistoso da Seleção Brasileira? Apesar da ótima escalação de Scolari, o time não rendeu. Mas, precisamos entender: a festa era inglesa, a motivação dos 150 anos da Federação Local, o time brasileiro sem treinar, entre outras coisas.

Uma verdade: Neymar ainda não rendeu na Seleção Brasileira. O garoto é muito jovem, vai aprender bastante, mas deve buscar mais o jogo. Do jeito que atuou ontem é inevitável comentar: contra o Botafogo de Ribeirão Preto, ele pinta e borda. Mas e quando pega time bom? Quando criança, a gente dizia que jogava “as brinca” e “as ganha” – de brincadeirinha ou valendo. Contra time pequeno, com vitória garantida, ele dá show. Mas pelo Escrete Canarinho, ainda está devendo.

E já que falamos do Botafogo Paulista acima, um lembrete: como bate esse time! Nada de violência, mas de falta para parar o jogo. Ou melhor, a prática do anti-jogo. Típico de times do Marcelo Veiga, que fazia a mesma coisa com o Bragantino: primeiro, pára o adversário; depois, começa a jogar. Trabalhei em vários jogos arbitrando ou como 4o árbitro em jogos dele, e a sina é a mesma: elevadíssimo número de faltas e jogo feio.

Como o Botinha tem 3 cores, que tal falar do Tricolor Paulista? Que pepino o Ney Franco – que faz um ótimo trabalho – está tendo. Jadson, sem marketing e que custou caro, engrenou e faz um belo campeonato. Cañete está bem. Ganso, o jogador caro, virou banco e não está jogando nada. Imaginaram a pressão dos empresários do PH Ganso, como devem estar p-da-vida? E a diretoria do São Paulo, estaria satisfeita? Tomara que não forcem a barra para que o Ney Franco o escale por política, ao invés de mérito.

Falando de tricolor, e o Galo Jundiaiense? Caramba, o nosso Paulista de Jundiaí perdeu mais alguns pontos em casa. Aliás: já fez quase a metade dos seus jogos como mandante. Tomara que eu esteja enganado, mas está claro que a briga é contra o rebaixamento.

Como falamos em queda, e o zagueiro Neto, do Santos? Despencou no gramado e o juizão entrou, marcando penalidade máxima (Linense X Santos). Salvo engano, estamos tendo recordes de pênaltis no Paulistão.

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– E se a Bola bater no Árbitro e for ao Gol em Tiro Livre Indireto?

A pergunta interessante e rica em detalhes vem do internauta Dydyer Mateus, via Twitter:

Em um tiro livre indireto, antes da bola pegar em qualquer jogador, bate no árbitro e vai para o gol. O que fazer?

A marcação de um tiro livre indireto surge de uma infração (solada / pé alto / reclamação, entre outras – sempre sem contato físico) e significa que uma falta será cobrada, mas dela não pode ser confirmado um gol diretamente. Necessita a participação de um segundo toque (do próprio time – exceto do cobrador – ou de um adversário).

  • – Se um jogador chutar a bola diretamente ao gol adversário, será marcado tiro de meta.
  • – Se a bola bater na trave, e na sequência entrar no gol, tiro de meta.
  • – Se bater na trave e for chutada/desviada/resvalada/tocada por qualquer atleta, independente se companheiro ou adversário do cobrador e entrar no gol, é gol legal.
  • – Se bater no árbitro, assistente ou adicional, e entrar no gol, é tiro de meta (já que o árbitro é neutro).
  • – Se um jogador chutar a bola diretamente ao próprio gol, não se confirma o gol-contra e será marcado escanteio.

Vale lembrar que se o atleta que cobrar o tiro livre indireto tocá-la antes dela entrar em jogo (ou seja, ser tocada por outro jogador), deverá ser marcado tiro livre indireto no local da ocorrência à equipe adversária.

Nunca se repete a cobrança, exceto na situação em que o árbitro assinala tiro livre indireto e esquece de informar aos atletas (o sinal é: levantar quaisquer um dos braços, e abaixá-lo no momento em que existe o segundo toque). Se o árbitro perceber seu esquecimento, o tiro pode ser repetido (desde que seja observado antes do reinício do jogo).

ATUALIZANDO A REGRA em 2021: clique em https://professorrafaelporcari.com/2021/06/23/o-arbitro-nao-e-mais-neutro-brasil-x-colombia/

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– E se a Bola bater no Árbitro e for ao Gol em Tiro Livre Indireto?

A pergunta interessante e rica em detalhes vem do internauta Dydyer Mateus, via Twitter:

Em um tiro livre indireto, antes da bola pegar em qualquer jogador, bate no árbitro e vai para o gol. O que fazer?

A marcação de um tiro livre indireto surge de uma infração (solada / pé alto / reclamação, entre outras – sempre sem contato físico) e significa que uma falta será cobrada, mas dela não pode ser confirmado um gol diretamente. Necessita a participação de um segundo toque (do próprio time – exceto do cobrador – ou de um adversário).

  • – Se um jogador chutar a bola diretamente ao gol adversário, será marcado tiro de meta.
  • – Se a bola bater na trave, e na sequência entrar no gol, tiro de meta.
  • – Se bater na trave e for chutada/desviada/resvalada/tocada por qualquer atleta, independente se companheiro ou adversário do cobrador e entrar no gol, é gol legal.
  • – Se bater no árbitro, assistente ou adicional, e entrar no gol, é tiro de meta (já que o árbitro é neutro).
  • – Se um jogador chutar a bola diretamente ao próprio gol, não se confirma o gol-contra e será marcado escanteio.

Vale lembrar que se o atleta que cobrar o tiro livre indireto tocá-la antes dela entrar em jogo (ou seja, ser tocada por outro jogador), deverá ser marcado tiro livre indireto no local da ocorrência à equipe adversária.

Nunca se repete a cobrança, exceto na situação em que o árbitro assinala tiro livre indireto e esquece de informar aos atletas (o sinal é: levantar quaisquer um dos braços, e abaixá-lo no momento em que existe o segundo toque). Se o árbitro perceber seu esquecimento, o tiro pode ser repetido (desde que seja observado antes do reinício do jogo).

 

ATUALIZANDO A REGRA em 2021: clique em https://professorrafaelporcari.com/2021/06/23/o-arbitro-nao-e-mais-neutro-brasil-x-colombia/

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– A Crise dos Combustíveis no Brasil

Mesmo com tanto alarde sobre o Pré-Sal, a Petrobrás viu suas ações despencarem nos últimos dias. Já se fala sobre um outro aumento no preço dos combustíveis no final do ano. Para piorar, o Governo admite ter que importar mais Gasolina.

Como crescer sem infraestrutura e recursos? Falta dos mesmos ou má gestão?

Extraído de: http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201302051939_RTR_SPE91407L

PETROBRAS ELEVARÁ IMPORTAÇÃO DA GASOLINA

Mesmo com aumento da mistura de etanol na gasolina, de 20% para 25% a partir de maio, a Petrobras prevê um aumento na importação de gasolina de 22% este ano na comparação com 2012 para atender a crescente demanda no mercado interno, de acordo com a empresa.

A expectativa para este ano é que as compras externas de gasolina somem 110 mil barris ao dia, em média. Em 2012, a importação de gasolina chegou a 90 mil barris ao dia, um volume historicamente alto, que acabou afetando os resultados da companhia juntamente com a alta nas compras externas de diesel.

Por conta do crescimento nas compras externas de derivados, vendidos com preços defasados no mercado interno ante o valor internacional, a área de Abastecimento contabilizou em um prejuízo de R$ 22,9 bilhões em 2012.

“É preciso contabilizar o crescimento do mercado este ano”, disse o diretor de Abastecimento da empresa, José Cosenza, em conferência nesta terça-feira para explicar os resultados.

Segundo a Petrobras, enquanto a produção de derivados cresceu no ano passado 5%, a demanda avançou acima desse patamar e atingiu 7%. A gasolina ancorou essa expansão de venda de derivados em 2012, com mais 17%.

A estatal informou que o forte consumo de gasolina se deu por conta do aumento da frota de carros bicombustível no país e pelos preços mais competitivos do combustível frente ao álcool na maior parte do País.

O aumento na importação da gasolina tem relação com o fato de as refinarias da estatal estarem no limite de operação para a produção desse combustível, associado a um consumo com crescimento na casa de dois dígitos.

Na média de 2012, a empresa ampliou a carga refinada em 82 mil barris, um ganho de 4% ante 2011. As unidades de processamento bateram recorde de utilização ao atingirem 96 por cento na média do ano.

A previsão da diretoria de Abastecimento da empresa é manter a importação de diesel este ano em 190 mil barris de petróleo ao dia, em média.

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– Seleção do Felipão agradará?

Nessa quarta teremos um amistoso de dois gigantes: daqueles que inventaram o futebol contra os que reinventaram a maneira bretã.

Inglaterra X Brasil é para quem gosta de futebol. Os ingleses aprimoraram o esporte, criaram suas regras e o exportaram. Os brasileiros, com sua miscigenação de raças e estilos, mudaram o jeito de jogar, com dribles/ fintas e beleza no jogo.

A ideia de que o futebol inglês seja apenas de chuveirinho ‘já era’: a Premier League é sensacional, entusiamante e bacana de assistir. Nós, ao contrário, engessamos o nosso futebol-arte e, por muitas vezes, preferimos erroneamente a força do que a ginga.

Porém, uma grata surpresa: a escalação de Felipão, já antecipada para a imprensa, traz uma esperança àqueles que gostam do futebol bem jogado: Paulinho e Ramirez no meio de campo (jogadores técnicos, nada botinudos), com Ronaldinho Gaúcho e Oscar armando jogadas para Neymar e Luís Fabiano.

Será a reviravolta do futebol brasileiro, de R10 e do próprio Scolari, além da afirmação de Neymar?Tomara!

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– Calmaria em Brasília

Parece que nossos políticos estão em paz. Depois de Henrique Alves e Renan Calheiros assumirem a Câmara e o Senado, o transcurso segue o mesmo: com pouco trabalho, discursos modorrentos e denúncias rotineiras.

Será que vamos passar uma vida inteira vendo tal escandalosa situação? Não me conformo como somos acomodados com essa prostituição moral…

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– A Importância em se Discutir, Interpretar e Conhecer a Regra: o dificílimo e confuso lance de Santos X São Paulo

Ontem, na partida Santos X São Paulo, ocorreram lances polêmicos no jogo. Em especial, um gol anulado de Luís Fabiano pela bandeira Tatiane Sacilotti.

Independente se houve erro ou acerto (discutiremos a seguir), gostaria de registrar: durante o final do domingo e madrugada desta 2a feira, muitos criticaram a moça de forma desrespeitosa, convidando até mesmo à invasão dos perfis dela nas redes sociais. Torcedores fanáticos, é claro. Adjetivos ofensivos e outras imbecilidades foram ditas contra ela. Ora, errar e acertar faz parte do esporte. Atletas erram, árbitros também. É do jogo, principalmente em lance difícil como aquele.

Conheci a Tatiane desde o começo da sua carreira e sei do seu esforço, do seu trabalho e do seu mérito. Criticar o lance respeitosamente vale; ofensivamente, não.

Sobre o ocorrido, entendi que ela acertou e já fiz minhas considerações pós-jogo nos links:

Blog do Prof Rafael Porcari: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2013/02/03/analise-dos-lances-polemicos-de-santos-x-sao-paulo-vila-belmiro-03022013/

Blog “Pergunte ao Árbitro”: http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2013/02/03/analise-dos-lances-polemicos-de-santos-x-sao-paulo-vila-belmiro-03022013/

Blog do Jornal Bom Dia / Diário de São Paulo:  http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/17030/Santos+X+Sao+Paulo%3A+analise+dos+lances+polemicos

É claro que minha interpretação da jogada é e vai ser contestada. Poucas pessoas entenderam o lance como impedimento bem assinalado. Porém, pelo tipo de jogada, é mais provável se interpretar como gol legal mal anulado. E tal entendimento – que pode ser correto e é bem fundamentado por pessoas que entendem do assunto, como Sálvio Spínola, Fernando Sampaio, Leonardo Gaciba, se deve pela interpretação do lance, pela análise das condições que legitimam ou não um impedimento.

Portanto, ilustro dois pontos de vista – que não devem ser considerados absurdos mas sim possíveis pela própria regra assim permitir. Vamos a eles?

  • 1- Gol mal anulado: Aqueles que entendem como erro a anulação do gol, entendem que Rodolpho não participou ativamente da jogada, tampouco atrapalhou seus adversários durante o lance. Rodolpho estava em impedimento passivo na origem do lançamento, e como Luís Fabiano é quem domina a bola, o zagueiro do São Paulo em nada interfere no gol.
  • 2- Gol bem anulado: Aqueles que entendem como acerto a anulação do gol, entendem que Rodolpho participa da jogada por interferir contra o adversário, já que, embora não toque na bola, leva um zagueiro a correr com ele, confundindo o zagueiro Neto que não sabe da posição de impedimento, passando de passivo a ativo.

São duas interpretações, ambas com embasamento e apoiadas no detalhe da Regra 11 – “Impedimento: interferir contra um adversário”.

Lembre-se: devemos avaliar sempre se o atleta “1-interfere na jogada”, “2-interfere contra um adversário” ou “3-se beneficia da vantagem da posição em que se encontrava”.

Talvez a grande dificuldade é a subjetividade do que é “interferir contra um adversário”. Para resolver isso, nas diretrizes da Regra 11 está publicado no texto original que:

  • 1-“interfering with play” means playing or touching the ball passed or 
touched by a team-mate .
  • 2-“interfering with an opponent” means preventing an opponent from 
playing or being able to play the ball by clearly obstructing the opponent’s line of vision or movements or making a gesture or movement which, in the opinion of the referee, deceives or distracts an opponent.
  • 3-“gaining an advantage by being in that position” means playing a ball that rebounds to him off a goalpost or the crossbar having been in an offside position or playing a ball that rebounds to him off an opponent having been in an offside position.

Para mim, Rodolpho se encaixa na situação 2: “distrai a atenção de um oponente”, passando de atleta em impedimento passivo para ativo ao partir em direção à bola com o adversário Neto tentando a alcançar. O zagueiro do Santos FC não poderia ter abandonado a disputa com Rodolpho e tentado ir em direção ao Luís Fabiano, caso este não fosse à bola? Vide que o próprio Neto quase a alcança, estando entre o próprio Rodolpho e Luís Fabiano na hora da cabeçada. Levo em conta, ainda, que Tatiane Sacilotti espera justamente a conclusão da jogada para erguer seu instrumento, já que ela estava muito bem colocada no lance.

Claro, são considerações da minha interpretação, respeitando, como já houvera dito, a daqueles que entenderam como lance normal e Rodolpho como passivo.

Mesmo diante de tudo isso, repito, a subjetividade do que é “interferir contra um adversário” é grande. Veja dois lances abaixo (das diretrizes da FIFA), que falam sobre isso: na primeira figura, sem interferência. Na segunda, com interferência:

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Na figura acima (figura 8), uma bola é lançada para um atleta em posição de impedimento, bate no zagueiro e vai para a linha de fundo. Deve-se marcar escanteio pois ele estava longe, no bico da área, mesmo se movimentando conforme o tracejado em laranja. (impedimento passivo – vale a pena ler o texto da figura).

Agora, observe o outro detalhe abaixo:

262.png

Nesta outra figura (figura 9), uma situação bem parecida: lançamento a atleta em posição de impedimento, bate no zagueiro e vai para a linha de fundo. Mas, repare que o texto cita que o atleta distraiu a atenção do defensor ao se movimentar. Não é escanteio, mas sim impedimento!

Agora, veja ainda outro exemplo da FIFA: substitua as ilustrações abaixo (figura 3) pelos jogadores do clássico de ontem (claro que a bola é lançada mais à esquerda, mas será irrelevante para o entendimento):

260.png

Luís Fabiano será o jogador que ataca “B”; Rodolpho o jogador que ataca “A”; os atletas em azul são os defensores.

Repare que A está em posição de impedimento, mas B não está. Ambos vão em direção a bola (conforme o tracejado em laranja). Se B fizer o gol (como fez), deverá ser validado pois A não toca a bola – é a situação de quem entende que Rodolpho não interferiu no lance.

Entretanto, veja que na ilustração os jogadores do time que defende estão em posição estática, ao contrário daqueles que atacam. Na prática, é aquela jogada em que os defensores ficam “vendidos”, atrasados num lance rápido. Não foi o ocorrido de ontem. O zagueiro que está mais próximo de A (Rodolpho) corre com ele e depois tenta abordar B (Luís Fabiano), não conseguindo alcançá-lo. Visualize a figura e imagine: se não existisse o atleta A naquele momento, o defensor não poderia tentar interceptar B com mais sucesso?

É claro que futebol não se apita com livro embaixo do braço, muito menos se é permitido pensar em tudo isso no calor do jogo. No conforto de nossos lares, munidos de nossas anotações e equipamentos tecnológicos, é mais cômodo. Mas a Regra não é assim?

Insisto: respeito as interpretações contrárias (que são a maioria e também aceitas). Mas fico com essa.

– A Importância em se Discutir, Interpretar e Conhecer a Regra: o dificílimo e confuso lance de Santos X São Paulo

Ontem, na partida Santos X São Paulo, ocorreram lances polêmicos no jogo. Em especial, um gol anulado de Luís Fabiano pela bandeira Tatiane Sacilotti.

Independente se houve erro ou acerto (discutiremos a seguir), gostaria de registrar: durante o final do domingo e madrugada desta 2a feira, muitos criticaram a moça de forma desrespeitosa, convidando até mesmo à invasão dos perfis dela nas redes sociais. Torcedores fanáticos, é claro. Adjetivos ofensivos e outras imbecilidades foram ditas contra ela. Ora, errar e acertar faz parte do esporte. Atletas erram, árbitros também. É do jogo, principalmente em lance difícil como aquele.

Conheci a Tatiane desde o começo da sua carreira e sei do seu esforço, do seu trabalho e do seu mérito. Criticar o lance respeitosamente vale; ofensivamente, não.

Sobre o ocorrido, entendi que ela acertou e já fiz minhas considerações pós-jogo nos links:

Blog do Prof Rafael Porcari: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2013/02/03/analise-dos-lances-polemicos-de-santos-x-sao-paulo-vila-belmiro-03022013/

Blog “Pergunte ao Árbitro”: http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2013/02/03/analise-dos-lances-polemicos-de-santos-x-sao-paulo-vila-belmiro-03022013/

Blog do Jornal Bom Dia / Diário de São Paulo:  http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/17030/Santos+X+Sao+Paulo%3A+analise+dos+lances+polemicos

É claro que minha interpretação da jogada é e vai ser contestada. Poucas pessoas entenderam o lance como impedimento bem assinalado. Porém, pelo tipo de jogada, é mais provável se interpretar como gol legal mal anulado. E tal entendimento – que pode ser correto e é bem fundamentado por pessoas que entendem do assunto, como Sálvio Spínola, Fernando Sampaio, Leonardo Gacibase deve pela interpretação do lance, pela análise das condições que legitimam ou não um impedimento.

Portanto, ilustro dois pontos de vista – que não devem ser considerados absurdos mas sim possíveis pela própria regra assim permitir. Vamos a eles?

  • 1- Gol mal anulado: Aqueles que entendem como erro a anulação do gol, entendem queRodolpho não participou ativamente da jogada, tampouco atrapalhou seus adversários durante o lance. Rodolpho estava em impedimento passivo na origem do lançamento, e como Luís Fabiano é quem domina a bola, o zagueiro do São Paulo em nada interfere no gol.
  • 2- Gol bem anulado: Aqueles que entendem como acerto a anulação do gol, entendem queRodolpho participa da jogada por interferir contra o adversário, já que, embora não toque na bola, leva um zagueiro a correr com ele, confundindo o zagueiro Neto que não sabe da posição de impedimento, passando de passivo a ativo.

São duas interpretações, ambas com embasamento e apoiadas no detalhe da Regra 11 – “Impedimento: interferir contra um adversário”.

Lembre-se: devemos avaliar sempre se o atleta “1-interfere na jogada”, “2-interfere contra um adversário” ou “3-se beneficia da vantagem da posição em que se encontrava”.

Talvez a grande dificuldade é a subjetividade do que é “interferir contra um adversário”. Para resolver isso, nas diretrizes da Regra 11 está publicado no texto original que:

  • 1-“interfering with play” means playing or touching the ball passed or 
touched by a team-mate .
  • 2-“interfering with an opponent” means preventing an opponent from 
playing or being able to play the ball by clearly obstructing the opponent’s line of vision or movements or making a gesture or movement which, in the opinion of the referee, deceives or distracts an opponent.
  • 3-“gaining an advantage by being in that position” means playing a ball that rebounds to him off a goalpost or the crossbar having been in an offside position or playing a ball that rebounds to him off an opponent having been in an offside position.

Para mim, Rodolpho se encaixa na situação 2: “distrai a atenção de um oponente”, passando de atleta em impedimento passivo para ativo ao partir em direção à bola com o adversário Neto tentando a alcançar. O zagueiro do Santos FC não poderia ter abandonado a disputa com Rodolpho e tentado ir em direção ao Luís Fabiano, caso este não fosse à bola? Vide que o próprio Neto quase a alcança, estando entre o próprio Rodolpho e Luís Fabiano na hora da cabeçada. Levo em conta, ainda, que Tatiane Sacilotti espera justamente a conclusão da jogada para erguer seu instrumento, já que ela estava muito bem colocada no lance.

Claro, são considerações da minha interpretação, respeitando, como já houvera dito, a daqueles que entenderam como lance normal e Rodolpho como passivo.

Mesmo diante de tudo isso, repito, a subjetividade do que é “interferir contra um adversário” é grande. Veja dois lances abaixo (das diretrizes da FIFA), que falam sobre isso: na primeira figura, sem interferência. Na segunda, com interferência:

261.png

Na figura acima (figura 8), uma bola é lançada para um atleta em posição de impedimento, bate no zagueiro e vai para a linha de fundo. Deve-se marcar escanteio pois ele estava longe, no bico da área, mesmo se movimentando conforme o tracejado em laranja. (impedimento passivo – vale a pena ler o texto da figura).

Agora, observe o outro detalhe abaixo:

262.png

Nesta outra figura (figura 9), uma situação bem parecida: lançamento a atleta em posição de impedimento, bate no zagueiro e vai para a linha de fundo. Mas, repare que o texto cita que o atleta distraiu a atenção do defensor ao se movimentar. Não é escanteio, mas sim impedimento!

Agora, veja ainda outro exemplo da FIFA: substitua as ilustrações abaixo (figura 3) pelos jogadores do clássico de ontem (claro que a bola é lançada mais à esquerda, mas será irrelevante para o entendimento):

260.png

Luís Fabiano será o jogador que ataca “B”; Rodolpho o jogador que ataca “A”; os atletas em azul são os defensores.

Repare que A está em posição de impedimento, mas B não está. Ambos vão em direção a bola (conforme o tracejado em laranja). Se B fizer o gol (como fez), deverá ser validado pois A não toca a bola – é a situação de quem entende que Rodolpho não interferiu no lance.

Entretanto, veja que na ilustração os jogadores do time que defende estão em posição estática, ao contrário daqueles que atacam. Na prática, é aquela jogada em que os defensores ficam “vendidos”, atrasados num lance rápido. Não foi o ocorrido de ontem. O zagueiro que está mais próximo de A (Rodolpho) corre com ele e depois tenta abordar B (Luís Fabiano), não conseguindo alcançá-lo. Visualize a figura e imagine: se não existisse o atleta A naquele momento, o defensor não poderia tentar interceptar B com mais sucesso?

É claro que futebol não se apita com livro embaixo do braço, muito menos se é permitido pensar em tudo isso no calor do jogo. No conforto de nossos lares, munidos de nossas anotações e equipamentos tecnológicos, é mais cômodo. Mas a Regra não é assim?

Insisto: respeito as interpretações contrárias (que são a maioria e também aceitas). Mas fico com essa.

– O Golpe dos Diplomas Falsos de Grandes Universidades

O Estadão de hoje traz uma importante matéria sobre um nefasto golpe: estelionatários vendem diplomas falsificados de instituições conhecidas, como Mackenzie e Unip.

Já imaginaram ser atendido no hospital por um profissional da saúde que nada mais é do que um espertalhão que comprou o seu diploma?

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,sites-vendem-diplomas-falsos-de-universidades,992592,0.htm

SITES VENDEM DIPLOMAS FALSOS DE UNIVERSIDADES

Diplomas falsificados de nível superior estão sendo vendidos livremente na internet. A compra pode ser feita por qualquer pessoa – até mesmo por quem nunca cursou uma universidade. Os supostos comerciantes oferecem até certificados da área médica. Um diploma de Enfermagem, por exemplo, custa R$ 6 mil.

Em diversos sites, falsificadores prometem entregar os diplomas de curso superior em prazos de até dez dias. Dizem também que o documento entregue terá um suposto reconhecimento do Ministério da Educação (MEC) e será oficializado, com a publicação no Diário Oficial da União.

Sem saber que se tratava de uma reportagem, um atendente do site Sucesso Corp (www.sucessocorp.com.br) explicou por telefone como funciona o esquema ilegal à Rádio Estadão. É preciso enviar documentos à faculdade indicada pelo negociador e pagar 60% do valor, como sinal. Por um diploma de Pedagogia, ele cobrou R$ 4,5 mil.

“Tudo legalizado em 15 dias. Reconhecido e publicado”, afirmou. “Você vai escanear os documentos e mandar por e-mail para lá. Eles vão fazer o encaixe e mandar para o MEC. Em dois ou três dias, o MEC deu OK. Você faz 60%. Mais oito dias, sai a publicação e eu mando levar.”

Identificando-se como Marcos, o atendente também disse que há a possibilidade de o comprador escolher a universidade pela qual o documento falso será emitido. “De repente, eu posso conseguir na (faculdade) que você pretende. Como posso conseguir outra”, disse.

Em outro portal de compras e vendas, um atendente ofereceu os serviços com a promessa de entregar diplomas em todo o País. Também por telefone, o infrator garantiu à reportagem a autenticidade do diploma e disse conseguir um número de registro que dá acesso exclusivo ao histórico escolar de um aluno desistente do curso pretendido.

O homem chegou a oferecer a emissão do diploma por duas instituições de ensino superior de São Paulo. “Aí em São Paulo tem a Presbiteriana (Mackenzie) e, se for o caso, consigo pra você na Unip”, disse.

“O diploma é reconhecido e registrado e tem até o RA. Você vai poder checar dentro da própria instituição a autenticidade do que você está comprando. Tem muita gente que te vende um pedaço de papel e você não pode averiguar nada”, continuou.

Questionado se havia riscos no esquema, ele garantiu que não: “Não vai ter. Se der problema para você, com certeza eles vão chegar até mim”.

Máfia. Questionado sobre o caso, o diretor jurídico da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior, José Roberto Covac, levantou a hipótese de que diplomas originais estejam sendo usados no esquema fraudulento e de que haja envolvimento de funcionários das universidades. “Quem assina o diploma é o reitor. Quando a universidade faz o registro do diploma, ela verifica todo o registro acadêmico do aluno. Parece que há uma máfia e que alguém de dentro da universidade está fabricando documentação e registro. E o reitor acaba até assinando o diploma sem ter conhecimento”, disse.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie afirmou por nota que repudia a comercialização de diplomas. A instituição diz que o processo seria “praticamente impossível de ser realizado dentro da universidade”, por causa do número de setores e profissionais envolvidos na diplomação dos alunos.

Também citada pelo fraudador, a Universidade Paulista (Unip) afirmou que “os sistemas adotados pela instituição inviabilizam o esquema de confecção de diplomas a não formandos”. A Unip disse que pretende procurar a Polícia Civil para requerer a instauração de um inquérito para investigar a identidade de possíveis criminosos e a forma de atuação deles.

Sobre a suposta ajuda que os fraudadores mencionam ter na confecção dos diplomas, a assessoria de imprensa do MEC disse que as universidades são “inteiramente responsáveis” pelo documento e “não cabe ao MEC parte alguma no processo”.

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– Análise dos Lances Polêmicos de Santos X São Paulo, Vila Belmiro, 03/02/2013

No primeiro clássico do Paulistão 2013, dois lances complicados para a arbitragem e que valem a pena serem debatidos.

A- GOL ANULADO DE LUÍS FABIANO

A bandeira Tatiane Sacilotti, em pouquíssimos segundos teve que decidir um lance capital e de extrema dificuldade. Luís Fabiano marcou gol para o São Paulo no final do primeiro tempo, anulado pela árbitra assistente.

Correto ou não?

Antes da resposta, vale entender quando se dá o impedimento e as 3 importantes avaliações para se determinar se ele deve ser consignado ou não (Regra 11 – Impedimento – aqui resumidamente):

“O jogador estará impedido se estiver mais próximo da linha de fundo do que a bola exceto se tiver 2 ou mais atletas entre eles ou em mesma linha- não valendo impedimento para lances de escanteio, arremesso lateral ou tiro de meta (quando lançada por companheiro).

Ele estará em impedimento ativo quando:

1-    Interferir ativamente no lance (tocando-a, por exemplo);

2-    Interferir contra um adversário (obstruindo-o, tirando-lhe a atenção, etc);

3-    Interferir por tirar proveito da sua posição (ex: aproveitando-se de um rebote).

Assim, observe: quando a falta para o São Paulo é cobrada, Rodolpho está a frente dos demais adversários (exceto o goleiro). É nesse exato momento em que se define o impedimento, mas que ainda não se pode caracterizá-lo como ativo ou passivo, pois deve-se esperar a conclusão da jogada. O zagueiro santista Neto (assim como os demais atletas) não sabe se o jogador adversário está impedido (pois espera a confirmação ou não da arbitragem, que corretamente aguarda o desfecho do lance) e continua a marcação ao adversário, que busca a bola. Enquanto ela viaja, Luís Fabiano também tenta alcançá-la. Na cabeçada de Luís Fabiano, que está em posição legal, Neto não consegue chegar antes do são-paulino pois marcava Rodolpho que também tentava a bola. Repare que o santista está entre os dois são-paulinos. Questione: ele sabe a quem deve dedicar seu esforço na marcação, já que a bandeira não está levantada?

  • – Se Rodolpho, que estava em condição de impedimento, tivesse parado no lance: gol legal do Luís Fabiano pois o zagueiro são-paulino não participou ativamente do lance; também não atrapalhou ninguém e nem obteve vantagem da sua posição (as 3 situações citadas acima).
  • – Se Rodolpho não tivesse um zagueiro o acompanhando até a conclusão do lance, o gol seria válido mesmo com ele em movimento, pois a bola chegou a um companheiro em condição legal.

Portanto, gol acertadamente anulado (repare que a bandeira ergueu seu instrumento no exato momento da  conclusão, aguardando o desfecho da participação de Rodolpho). E algo curioso: se Neto a cabeceasse para fora, seria marcado escanteio, pois o são-paulino estaria em impedimento passivo, já que não atrapalhou o santista na sua missão de evitar o gol do adversário.

B- PÊNALTI DE PAULO MIRANDA EM NEYMAR

O árbitro Flávio Guerra logo no começo do segundo tempo teve trabalho: Neymar avançou próximo da área penal e Paulo Miranda tentou lhe roubar a bola. Neymar caiu. Tocado ou não? Falta / Pênalti ou não?

O lance ocorreu dentro da área. Portanto, se houve infração, é pênalti.

Nas imagens da Rede Globo, há uma imagem em que Paulo Miranda tenta com um carrinho atingir a bola e não consegue acertá-la. Seu pé direito toca levemente o pé direito de Neymar (dificilmente tiraria seu equilíbrio), sendo que na sequência o joelho ainda o atinge. Teria tido força suficiente para evitar que ele continuasse a jogada? O que pesa ali é: na queda, ele leva as mãos na canela!

Imagine na cabeça do árbitro como proceder?

Eu não marcaria, embora esse lance seja delicado pelo fato de existir o toque.

Importante: aqui não é a mesma situação em que o atleta pula para evitar que seu adversário o machuque. Se o jogador dá um carrinho temerário (que significa: “não levar em conta a possibilidade de machucar seu oponente”), deve receber cartão amarelo, independente se atinge ou não o adversário, que pode pular caso perceba que pode ser lesionado. Na Vila Belmiro, Neymar não pula por tal motivo, já que Paulo Miranda procura a bola, e não o atleta.

Insisto: dois lances de grande dificuldade onde a decisão deve ser rápida e precisa.

Futebol e arbitragem são apaixonantes por discussões como essa.

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– Análise dos Lances Polêmicos de Santos X São Paulo, Vila Belmiro, 03/02/2013

No primeiro clássico do Paulistão 2013, dois lances complicados para a arbitragem e que valem a pena serem debatidos.

A- GOL ANULADO DE LUÍS FABIANO

A bandeira Tatiane Sacilotti, em pouquíssimos segundos teve que decidir um lance capital e de extrema dificuldade. Luís Fabiano marcou gol para o São Paulo no final do primeiro tempo, anulado pela árbitra assistente.

Correto ou não?

Antes da resposta, vale entender quando se dá o impedimento e as 3 importantes avaliações para se determinar se ele deve ser consignado ou não (Regra 11 – Impedimento – aqui resumidamente):

“O jogador estará impedido se estiver mais próximo da linha de fundo do que a bola exceto se tiver 2 ou mais atletas entre eles ou em mesma linha- não valendo impedimento para lances de escanteio, arremesso lateral ou tiro de meta (quando lançada por companheiro).

Ele estará em impedimento ativo quando:

1-    Interferir ativamente no lance (tocando-a, por exemplo);

2-    Interferir contra um adversário (obstruindo-o, tirando-lhe a atenção, etc);

3-    Interferir por tirar proveito da sua posição (ex: aproveitando-se de um rebote).

Assim, observe: quando a falta para o São Paulo é cobrada, Rodolpho está a frente dos demais adversários (exceto o goleiro). É nesse exato momento em que se define o impedimento, mas que ainda não se pode caracterizá-lo como ativo ou passivo, pois deve-se esperar a conclusão da jogada. O zagueiro santista Neto (assim como os demais atletas) não sabe se o jogador adversário está impedido (pois espera a confirmação ou não da arbitragem, que corretamente aguarda o desfecho do lance) e continua a marcação ao adversário, que busca a bola. Enquanto ela viaja, Luís Fabiano também tenta alcançá-la. Na cabeçada de Luís Fabiano, que está em posição legal, Neto não consegue chegar antes do são-paulino pois marcava Rodolpho que também tentava a bola. Repare que o santista está entre os dois são-paulinos. Questione: ele sabe a quem deve dedicar seu esforço na marcação, já que a bandeira não está levantada?

  • – Se Rodolpho, que estava em condição de impedimento, tivesse parado no lance: gol legal do Luís Fabiano pois o zagueiro são-paulino não participou ativamente do lance; também não atrapalhou ninguém e nem obteve vantagem da sua posição (as 3 situações citadas acima).
  • – Se Rodolpho não tivesse um zagueiro o acompanhando até a conclusão do lance, o gol seria válido mesmo com ele em movimento, pois a bola chegou a um companheiro em condição legal.

Portanto, gol acertadamente anulado (repare que a bandeira ergueu seu instrumento no exato momento da  conclusão, aguardando o desfecho da participação de Rodolpho). E algo curioso: se Neto a cabeceasse para fora, seria marcado escanteio, pois o são-paulino estaria em impedimento passivo, já que não atrapalhou o santista na sua missão de evitar o gol do adversário.

B- PÊNALTI DE PAULO MIRANDA EM NEYMAR

O árbitro Flávio Guerra logo no começo do segundo tempo teve trabalho: Neymar avançou próximo da área penal e Paulo Miranda tentou lhe roubar a bola. Neymar caiu. Tocado ou não? Falta / Pênalti ou não?

O lance ocorreu dentro da área. Portanto, se houve infração, é pênalti.

Nas imagens da Rede Globo, há uma imagem em que Paulo Miranda tenta com um carrinho atingir a bola e não consegue acertá-la. Seu pé direito toca levemente o pé direito de Neymar (dificilmente tiraria seu equilíbrio), sendo que na sequência o joelho ainda o atinge. Teria tido força suficiente para evitar que ele continuasse a jogada? O que pesa ali é: na queda, ele leva as mãos na canela!

Imagine na cabeça do árbitro como proceder?

Eu não marcaria, embora esse lance seja delicado pelo fato de existir o toque.

Importante: aqui não é a mesma situação em que o atleta pula para evitar que seu adversário o machuque. Se o jogador dá um carrinho temerário (que significa: “não levar em conta a possibilidade de machucar seu oponente”), deve receber cartão amarelo, independente se atinge ou não o adversário, que pode pular caso perceba que pode ser lesionado. Na Vila Belmiro, Neymar não pula por tal motivo, já que Paulo Miranda procura a bola, e não o atleta.

Insisto: dois lances de grande dificuldade onde a decisão deve ser rápida e precisa.

Futebol e arbitragem são apaixonantes por discussões como essa.

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– Guerra no Santos X São Paulo. Teremos um jogo de Paz?

Neste domingo, teremos o primeiro clássico no Paulistão-2013. Santos X São Paulo jogarão na Vila Belmiro. Vamos fazer algumas considerações pré-jogo da arbitragem?

A partida será arbitrada por Flávio Rodrigues Guerra, auxiliado por Herman Brumel Vani e Tatiane Sacilotti. Seus adicionais serão Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e Marcelo Rogério, sendo o quarto-árbitro Roberto Pinelli.

Se até as vésperas da 5a rodada os clubes grandes tiveram árbitros não tão conhecidos do grande público em seus jogos, agora, com os clássicos, os mais rodados aparecem. Aqui fica uma observação: Wilson Seneme fez o clássico campineiro na semana passada; Paulo César de Oliveira fará o clássico regional do ABC nessa rodada. Flavio Guerra apitará o SanSão. Não seria justamente no começo do campeonato, onde, teoricamente, os jogos ainda não são tão decisivos, o momento ideal de lançar novos nomes em clássicos?

Gostaria de ver árbitros como Welton Wohnrath, Vinícius Dias Araújo, Leandro Bizzio Marinho, entre outros, sendo testados nesses jogos em que se pode trabalhar a renovação. Escalá-los em jogo entre Grande contra Pequeno não é renovar; se não vão apitar clássicos nessa fase do Paulistão, o farão nas fases mais decisivas?

Observações feitas sobre o critério de escalas, vamos a ela em si: Flávio Guerra tem bom porte físico, experiência em clássicos, mas ainda vive sob o estigma da partida em que o projetou mais popularmente: o Choque-Rei de anos atrás em que foi muito bem e marcou corretamente 3 pênaltis contra o São Paulo, em jogo disputado na cidade de Ribeirão Preto.

De lá pra diante, todos deram mais atenção a ele, que não costuma ter atuações ruins, mas regulares. Nos seus últimos jogos, tem se mostrado discretíssimo, não aplicando cartões nas faltas que são “mais ou menos para cartão” (aquelas em que surge a dúvida se seria para Amarelo ou apenas Advertência Verbal), permite a disputa de bola deixando o jogo correr no meio-campo, mas, próximo a área penal, apita grande quantidade de faltas. Além de vibrar pouco com a partida.

Em suma: arbitragem à europeia no meio de campo (onde não se costuma reclamar muito), e, contraditoriamente, a la paulista em zonas mais perigosas do campo.

Tenho Guerra como um bom e prudente árbitro, cumpridor da Regra do Jogo – mas excessivamente cauteloso em jogadas de contato físico próximas ao gol. E essa sensação se confirma com uma entrevista dele, dias atrás, ao jornalista da ESPN Lucas Borges. Na matéria sobresimulação de jogadores e como faz para evitar ser ludibriado (em: http://is.gd/AOlOcd), Guerra disse que:

“(…) É estudar as equipes, os jogadores e acompanhar os jogos em que você vai trabalhar. Assistir aos jogos anteriores para saber com quem você vai trabalhar. Eu estudo porque às vezes o jogador por si só é mais franzino, às vezes não tem muito preparo, não é toda hora que ele simula. Às vezes é uma jogada normal que parece simulação. Por isso tem que saber ver os jogos de todos os jogadores. Assisto a vários campeonatos. A gente acaba pegando um pouquinho de cada um”.

Portanto, em jogadas mais ríspidas diante do gol, Neymar, Marcos Assunção e Rogério Ceni poderão ser determinantes na partida.

Se os jogadores atacantes sabem que o árbitro marca mais faltas frontais, tenderão a cavar mais faltas – e “cavar faltas” pode ser:

1- Forçar o zagueiro à ação faltosa, procurando-o para a disputa, forçando-o a tentar todos os recursos para roubar-lhe a bola, custando a este a falta e até mesmo um cartão (o que é inteligente e legal; deve ser marcada a falta que é legítima);

2- Buscar o zagueiro para o contato físico, abdicando da continuidade da jogada, desejando ser desviado pelo adversário, indo de encontro a uma trombada, pedindo uma suposta falta pela queda inevitável (o que é ilegal, não deve ser marcada a falta);

3- Emparelhar com o zagueiro e cair, encenando ter sofrido a falta (ilegal, deve ser marcado tiro livre indireto contra sua equipe e punido com o Cartão Amarelo).

Se em contrapartida, o árbitro sabe que os atletas poderão cavar as faltas, ele deverá estar muito atento para que, na primeira oportunidade onde perceber quedas forçadas para ludibriar, punir o infrator, a fim de que todos vejam que ele não tolerá artimanhas.

Estamos em um momento onde Neymar se firma como um dos melhores jogadores do mundo, indubitavelmente. E ter cuidado para marcar as faltas que ele sofre em excesso, que são verdadeiras (basta assistir aos jogos), se faz muito importante para o árbitro. Porém, tão verdade quanto as faltas excessivas são as simulações exageradas. Como participa mais do jogo do que os demais atletas, essas situações se destacam.

Tenho uma teoria a ser discutida de que o rótulo de “cai-cai”, verdadeiro no começo da carreira,injusto no Brasileirãocom repentes de volta esporádica no Campeonato Paulista se daria por dois motivo:

  • A- Neymar sofre muito pelo excesso do famigerado e covarde rodízio de faltas que alguns treinadores implantam em seus esquemas (que é uma estratégia difícil para a percepção do árbitro e uma falha a ser corrigida pelas Comissões de Arbitragem, já que essa tática não é punida),
  • B- Neymar tem momentos em que aflora a maldita Lei de Gérson, em querer levar vantagem sobre os outros, e pratica o tão combatido e criticado unfair-play.

Mas podemos discutir essa teoria de duas hipóteses com mais tempo, em outra oportunidade… Para amanhã, desejo boa sorte aos clubes e à arbitragem.

Em tempo: Herman Brumel, o bandeira no 1, é excelente – se encaixa no critério de “jovem com experiência”. Tatiane Sacilotti é uma grata realidade – discreta, sem ser badalada e com boas atuações. Os AAAs Marcelo Aparecido e Marcelo Rogério dispensam comentários, tem experiência e poderiam, qualquer um deles, terem sido escalados como árbitros centrais da partida.

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– Guerra no Santos X São Paulo. Teremos um jogo de Paz?

Neste domingo, teremos o primeiro clássico no Paulistão-2013. Santos X São Paulo jogarão na Vila Belmiro. Vamos fazer algumas considerações pré-jogo da arbitragem?

A partida será arbitrada por Flávio Rodrigues Guerra, auxiliado por Herman Brumel Vani e Tatiane Sacilotti. Seus adicionais serão Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e Marcelo Rogério, sendo o quarto-árbitro Roberto Pinelli.

Se até as vésperas da 5a rodada os clubes grandes tiveram árbitros não tão conhecidos do grande público em seus jogos, agora, com os clássicos, os mais rodados aparecem. Aqui fica uma observação: Wilson Seneme fez o clássico campineiro na semana passada; Paulo César de Oliveira fará o clássico regional do ABC nessa rodada. Flavio Guerra apitará o SanSão. Não seria justamente no começo do campeonato, onde, teoricamente, os jogos ainda não são tão decisivos, o momento ideal de lançar novos nomes em clássicos?

Gostaria de ver árbitros como Welton Wohnrath, Vinícius Dias Araújo, Leandro Bizzio Marinho, entre outros, sendo testados nesses jogos em que se pode trabalhar a renovação. Escalá-los em jogo entre Grande contra Pequeno não é renovar; se não vão apitar clássicos nessa fase do Paulistão, o farão nas fases mais decisivas?

Observações feitas sobre o critério de escalas, vamos a ela em si: Flávio Guerra tem bom porte físico, experiência em clássicos, mas ainda vive sob o estigma da partida em que o projetou mais popularmente: o Choque-Rei de anos atrás em que foi muito bem e marcou corretamente 3 pênaltis contra o São Paulo, em jogo disputado na cidade de Ribeirão Preto.

De lá pra diante, todos deram mais atenção a ele, que não costuma ter atuações ruins, mas regulares. Nos seus últimos jogos, tem se mostrado discretíssimo, não aplicando cartões nas faltas que são “mais ou menos para cartão” (aquelas em que surge a dúvida se seria para Amarelo ou apenas Advertência Verbal), permite a disputa de bola deixando o jogo correr no meio-campo, mas, próximo a área penal, apita grande quantidade de faltas. Além de vibrar pouco com a partida.

Em suma: arbitragem à europeia no meio de campo (onde não se costuma reclamar muito), e, contraditoriamente, a la paulista em zonas mais perigosas do campo.

Tenho Guerra como um bom e prudente árbitro, cumpridor da Regra do Jogo – mas excessivamente cauteloso em jogadas de contato físico próximas ao gol. E essa sensação se confirma com uma entrevista dele, dias atrás, ao jornalista da ESPN Lucas Borges. Na matéria sobre simulação de jogadores e como faz para evitar ser ludibriado (em: http://is.gd/AOlOcd), Guerra disse que:

“(…) É estudar as equipes, os jogadores e acompanhar os jogos em que você vai trabalhar. Assistir aos jogos anteriores para saber com quem você vai trabalhar. Eu estudo porque às vezes o jogador por si só é mais franzino, às vezes não tem muito preparo, não é toda hora que ele simula. Às vezes é uma jogada normal que parece simulação. Por isso tem que saber ver os jogos de todos os jogadores. Assisto a vários campeonatos. A gente acaba pegando um pouquinho de cada um”.

Portanto, em jogadas mais ríspidas diante do gol, Neymar, Marcos Assunção e Rogério Ceni poderão ser determinantes na partida.

Se os jogadores atacantes sabem que o árbitro marca mais faltas frontais, tenderão a cavar mais faltas – e “cavar faltas” pode ser:

1- Forçar o zagueiro à ação faltosa, procurando-o para a disputa, forçando-o a tentar todos os recursos para roubar-lhe a bola, custando a este a falta e até mesmo um cartão (o que é inteligente e legal; deve ser marcada a falta que é legítima);

2- Buscar o zagueiro para o contato físico, abdicando da continuidade da jogada, desejando ser desviado pelo adversário, indo de encontro a uma trombada, pedindo uma suposta falta pela queda inevitável (o que é ilegal, não deve ser marcada a falta);

3- Emparelhar com o zagueiro e cair, encenando ter sofrido a falta (ilegal, deve ser marcado tiro livre indireto contra sua equipe e punido com o Cartão Amarelo).

Se em contrapartida, o árbitro sabe que os atletas poderão cavar as faltas, ele deverá estar muito atento para que, na primeira oportunidade onde perceber quedas forçadas para ludibriar, punir o infrator, a fim de que todos vejam que ele não tolerá artimanhas.

Estamos em um momento onde Neymar se firma como um dos melhores jogadores do mundo, indubitavelmente. E ter cuidado para marcar as faltas que ele sofre em excesso, que são verdadeiras (basta assistir aos jogos), se faz muito importante para o árbitro. Porém, tão verdade quanto as faltas excessivas são as simulações exageradas. Como participa mais do jogo do que os demais atletas, essas situações se destacam.

Tenho uma teoria a ser discutida de que o rótulo de “cai-cai”, verdadeiro no começo da carreira, injusto no Brasileirão e com repentes de volta esporádica no Campeonato Paulista se daria por dois motivo:

  • A- Neymar sofre muito pelo excesso do famigerado e covarde rodízio de faltas que alguns treinadores implantam em seus esquemas (que é uma estratégia difícil para a percepção do árbitro e uma falha a ser corrigida pelas Comissões de Arbitragem, já que essa tática não é punida),
  • B- Neymar tem momentos em que aflora a maldita Lei de Gérson, em querer levar vantagem sobre os outros, e pratica o tão combatido e criticado unfair-play.

Mas podemos discutir essa teoria de duas hipóteses com mais tempo, em outra oportunidade… Para amanhã, desejo boa sorte aos clubes e à arbitragem.

Em tempo: Herman Brumel, o bandeira no 1, é excelente – se encaixa no critério de “jovem com experiência”. Tatiane Sacilotti é uma grata realidade – discreta, sem ser badalada e com boas atuações. Os AAAs Marcelo Aparecido e Marcelo Rogério dispensam comentários, tem experiência e poderiam, qualquer um deles, terem sido escalados como árbitros centrais da partida.

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– Gradiente vence o 1o Round contra a Apple

Coisas curiosas no mundo da Administração: a Gradiente houvera anos atrás registrado o nome iPhone para si aqui no Brasil, antes da Apple lançar o seu famoso Smartphone. Dias atrás, divulgado amplamente, a empresa brasileira entrou na Justiça contra a norte-americana pois lançava seu smartphone iPhone e queria fazer valer a propriedade do seu nome.
A novidade é: a partir do dia 05 de fevereiro, a Apple não poderá mais vender no Brasil o iPhone com o nome de iPhone, segundo o INPI!
Extraído de: http://www.administradores.com.br/noticias/tecnologia/apple-perde-direito-sobre-nome-iphone-para-gradiente-diz-site/73146/

APPLE PERDE DIREITO SOBRE NOME IPHONE PARA GRADIENTE, DIZ SITE
Nos EUA, a Apple passou por uma situação semelhante, porque o nome “iphone” pertencia à Cisco.
De acordo com o portal do jornal O Globo, a Apple terá de enfrentar uma dura batalha no Brasil a partir da próxima terça-feira (5). Segundo a publicação, ç (INPI) vai divulgar neste dia, na próxima edição de sua revista oficial, a rejeição a pedidos da empresa norte-americana para uso do nome iPhone em aparelhos celulares ou outros produtos de áreas próximas. O motivo: a Gradiente conseguiu a patente do nome sete anos antes de o popular smartphone ser lançado.
De acordo com site de O Globo, após a publicação das rejeições, a Apple passará a correr o risco de sofrer processos no Brasil, se continuar comercializando o iPhone. Para complicar mais ainda a situação, a Gradiente lançou neste ano uma linha de smartphones com o mesmo nome.
Nos EUA, a Apple passou por uma situação semelhante, já que o nome “iphone” pertencia à Cisco. Depois de um processo, entretanto, as duas companhias entraram em acordo.

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– Othon Palace: Dos Reis e Rainhas aos Súditos?

Em certa ocasião, participei de uma pré-temporada dos árbitros da FPF e ficamos hospedados no Othon Palace, próximo ao Teatro Municipal. Nas paredes, a história glamorosa (naquela época, 2005, já sem tanto brilho). Mas me surpreendi ao ler e saber que o hotel que houvera fechado anos atrás virou hospedagem a um grupo de invasores sem-terra.

Ironia do destino, não?

Extraído da IstoÉ, ed 30/01/2013, pg 54-57

DO GLAMOUR À OCUPAÇÃO DOS SEM-TETO

Por Rachel Costa

Como vivem as famílias que invadiram o hotel Othon Palace, de São Paulo, símbolo do luxo nas décadas de 50 a 70

Na torre art déco de 25 andares, que um dia já foi hotel de luxo, o banho tomado no balde contrasta com o mármore travertino que reveste o banheiro. Aposentada de um lado, a banheira de porcelana branca se transformou em reservatório de água, que precisa ser carregada escada acima para garantir o abastecimento dos quartos. Foram-se as camas de madeira maciça, os colchões macios e os lençóis finos, agora substituídos pelos colchões infláveis, invariavelmente azul-marinho, que abundam pelas habitações. Também abandonou o endereço o Chalet Suisse, restaurante de luxo especializado em fondues que funcionava no deslumbrante terraço. Dele, só restou a vista para o Vale do Anhangabaú. A comida agora é feita bem longe dali, no térreo, em um cubículo de pouco mais de três por quatro metros, onde se espremem dona Fátima, a cozinheira, suas ajudantes, um fogão, algumas panelas industriais, uma geladeira e um freezer. Uma refeição custa R$ 2, preço bem diferente dos R$ 50 dos últimos fondues servidos pelo Chalet Suisse antes de fechar. Desde que ganhou uma nova função, em 26 de outubro passado, acabou-se a mordomia no Othon Palace de São Paulo. Outrora habituado a chefes de Estado, como a rainha Elizabeth II (que lá se hospedou em 1968) e famosos de passagem pela cidade, os corredores do ex-hotel de luxo agora se acostumam ao movimento ruidoso de seus novos hóspedes. São numerosas famílias, movidas pela esperança de encontrar um lugar definitivo para morar. Ao contrário dos antigos hóspedes, que após a estadia voltavam para suas casas, os que hoje ocupam os quartos do ex-hotel não têm para onde ir. São sem teto.

“A gente não está invadindo, está reivindicando. A gente não quer ficar aqui, quer ter um lugar nosso”, diz Aline Dias Eubank, 25 anos, atual moradora do quarto 814. A jovem sul-mato-grossense já teve casa em Campo Grande, mas a família vendeu a propriedade para pagar o tratamento quando ela adoeceu de uma síndrome rara, aos 14 anos. Moraram na zona leste da capital paulista em um pequeno apartamento alugado até outubro, quando a dona pediu o imóvel e Aline, a mãe e a irmã ficaram sem ter aonde ir. O dinheiro que tinham era pouco para cobrir um contrato novo. Decidiram, então, se juntar à Federação Pró-Moradia do Brasil, movimento que organiza a ocupação do hotel. A escolha do Othon Palace não se deu pelo conforto, mas sim por estar vazio desde 2008, com dívidas de IPTU e bem próximo à prefeitura, o que expõe aos olhos do poder público o problema de moradia. Basta cruzar a rua Líbero Badaró para se chegar à atual sede do governo municipal, o edifício Matarazzo. Quando o hotel foi inaugurado, em 1954, durante as comemorações do quarto centenário da cidade, a atual prefeitura abrigava a administração da maior corporação brasileira à época, as Indústrias Reunidas F. Matarazzo. Mais alguns metros de caminhada sobre o Viaduto do Chá e se encontra o Teatro Municipal. “O Othon era um empreendimento para apresentar São Paulo como um grande centro econômico sul-americano”, afirma Caio Calfat, vice-presidente de assuntos turístico-imobiliários do Sindicato da Habitação de São Paulo e estudioso da hotelaria paulista. “Por isso a localização.”

Até a década de 70, ali estavam o coração financeiro da cidade, as damas da sociedade e os senhores de paletó. Com o passar do tempo, eles migraram para outras avenidas. Primeiro, para a Paulista, depois para a Faria Lima e, finalmente, para as margens do rio Pinheiros, na Berrini. À região central, assim como ao hotel, restou a ruína – a rede Othon atualmente possui 15 hotéis no Brasil e quatro no mundo. “Há pelo menos 53 prédios abandonados no centro que poderiam virar moradia popular”, diz o secretário executivo do Centro Gaspar Garcia de Diretos Humanos, Luís Kohara. O número citado pelo pesquisador vem do próprio poder público municipal, que divulgou em 2008 um estudo no qual apontava 53 endereços que podiam ser adaptados para projetos habitacionais. Gente para ocupar esses imóveis não falta. O déficit habitacional paulistano é de cerca de 300 mil casas, número praticamente igual ao de domicílios vazios – 290 mil, de acordo com o Censo 2010. Seria fácil fechar essa conta, mas a desapropriação dos 53 prédios não saiu do papel.

Em todo o centro, estima Kohara, há outras 30 ocupações. Duas delas, também em antigos hotéis paulistanos, o Lord e o Cambridge, cujas histórias se misturam à do próprio Othon. Na gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab chegou-se a elaborar um projeto para transformar o Othon em um apêndice da prefeitura, com secretarias municipais. Com a posse de Fernando Haddad, porém, essa destinação não é mais garantida. O que alimenta esperanças de gente como o auxiliar de limpeza Cleiton Pereira, 32 anos, morador do 801. Enquanto assiste à novela na televisão no hall de entrada do Othon, ele explica sua situação. Para as oito horas diárias de trabalho, Pereira ganha um salário mínimo e, com o dinheiro, sonha em comprar seu próprio imóvel. Quando tentou, porém, esbarrou na falta de programas de moradia para assalariados. “O que me ofereceram foi entrar para um consórcio e esperar pelo sorteio, mas como é que eu pago consórcio, aluguel, comida, roupas e transporte, tudo isso com um salário mínimo?” Como Pereira, grande parte das famílias que se espalham pelas habitações do ex-hotel de luxo esbarra nesse mesmo problema. Pagar um pouquinho todo mês grande parte pode, mas faltam programas que lhes deem essa possibilidade. “Não tem incorporadoras interessadas em construir para esse público que ganha menos de três salários mínimos” diz Elaine Silva, uma das coordenadoras da ocupação.

Diante disso, o jeito é improvisar em um hotel abandonado e aguardar alguma decisão da vizinha prefeitura. “É difícil principalmente por não ter água nos quartos”, diz a vendedora Simone Stella, 29 anos, moradora do 1.003. Mãe de Isaac, de cinco meses, a carioca chegada há pouco em São Paulo tem se virado como pode para lavar as roupas do bebê em baldes no banheiro do quarto. Mas não reclama, pois viver no ex-hotel tem lhe permitido dar conta de tudo com o salário de R$ 800 – que, além das despesas da casa, tem de cobrir a creche do filho. Acima de Simone, está o “andar de luxo” da atual estrutura. Não que haja algum tapete valioso ou iluminação mais cara, mas o zelo dos moradores em mantê-lo limpo o diferencia dos demais. “No décimo primeiro a gente tem até uma cozinha própria”, orgulha-se Bruno Vasconcelos, 22 anos, morador do 1.111, que abre a porta fechada à chave de um antigo espaço para uso dos funcionários. Lá dentro, um fogão e uma mesa para os vizinhos de andar.

O piso acarpetado, que hoje serve de campo de futebol para as crianças, era um dos símbolos de ostentação do Othon à época de sua inauguração. “O carpete, os móveis e a qualidade do serviço eram marcas do Othon quando ele foi lançado”, diz Maurício Bernardino, presidente da Federação dos Hotéis do Estado de São Paulo, profundo conhecedor do mercado hoteleiro paulista, no qual trabalha há mais de 50 anos. “Os operadores de turismo estrangeiros mandavam todos para lá. A rede já era muito conhecida lá fora por causa dos estabelecimentos do Rio de Janeiro”. Hoje quem faz o serviço de manutenção são os próprios moradores, que lavam as escadas três vezes por semana e se revezam na portaria, fechada todas as madrugadas das 2h às 4h45. No segundo andar, mora José Humberto da Silva, o Beto, 42 anos, uma espécie de síndico. “Quando chegamos estava tudo muito sujo. Levamos um mês para deixar limpo. Não é fácil dar conta de um bichão desses”, diz Beto, enquanto sonha em conseguir uma casa para chamar de sua, sem a sombra de uma reintegração de posse.

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– Considerações sobre a Eleição de Renan Calheiros à Presidência do Senado

Leio as críticas a respeito da eleição de Renan Calheiros à Presidência Vitoriosa do Senado. Mas… cadê a novidade? Desde sempre sabíamos que seria candidato e que ganharia. Entra Renan e sai Sarney!

E o pior é que esses senhores falam de ética e democracia em seus discursos. Meu Deus… pregam o que não cumprem.

Uma das pessoas que traduziu muito bem esse atual momento, de forma simples e correta, foi o jornalista Marcelo Tas em seu Blog no Terra. Em suma, ele recorda alguns dos muitos casos de corrupção e diz o que eu penso: a culpa ®é de quem vota nos Renans e Sarneys da vida.

Em: http://blogdotas.terra.com.br/2013/02/01/renan-homem-de-curriculum/

RENAM, UM HOMEM DE CURRICULUM

1955… nasce em Murici, Alagoas

Anos 70… militante do PC do B- Partido Comunista do Brasil

1978… deputado estadual, dizia que Fernando Collor, prefeito de Maceió, era o “príncipe herdeiro da corrupção”

1982… deputado federal, apoia Collor para governador. Depois, filia-se ao PRN e é membro importante da eleição de Collor à Presidência da República

1989… é o lider do governo Fernando Collor na Câmara e apoia o bloqueio das cadernetas de poupança

1990… derrotado ao governo de Alagoas, rompe com Fernando Collor, que apoia outro candidato

1992… apoia o impeachment de Collor

1994… eleito senador, alia-se a José Sarney e preside a Comissão do Orçamento

1998… nomeado ministro da Justiça de FHC, apoia a reeleição de FHC

2002… apoia o candidato derrotado José Serra

2005… apoia Lula e vira presidente do Senado

2006… arquiva CPI para investigar Lula

2007… acusado de receber $ de uma empreiteira para custear a pensão da filha com uma amante formosa, renuncia à Presidência do Senado

2009… filho dele ganha concessão de uma rádio do governo Lula

2010… apoia Dilma

2011… eleito para o Conselho de Ética

2013… hoje, deve ser eleito presidente do Senado

Todo mundo fica procurando “culpados” por Renan se tornar presidente do Senado. O Procurador da República apressadamente o acusa de desviar dinheiro e falsificação. Ora, ora, ora… Vamos parar de procurar chifre na cabeça de touro, pessoal. A hora é de investir na educação de quem elegeu Renan e aquela seleção tão especial de seres  humanos que fazem parte do Senado. É simples e difícil assim.

Bom mandato, senador Renan!

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– Até o Pescado Chinês está invadindo o Mundo!

Ora, ora… se não bastassem os produtos eletrônicos chineses que invadem o nosso país, agora o grande vilão é o Peixe!

Pois é: as importações de pescado chinês (e em específico, um similar da merluza), estão quebrando a indústria da pesca brasileira, argentina e americana!

A coisa tá feia mesmo… O mundo será dominado pelos chineses, como dito num post anterior de hoje?

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– Ser Otimista é Bom mas Envolve Riscos

Veja que bacana: uma pesquisa reproduzida pela Revista Galileu (abaixo a citação) mostra que um cérebro otimista rejeita pensamentos negativos; logo, está sempre de bem com a vida. Entretanto…

Um otimista ao extremo tem um problema: subestimar riscos!

Nem tudo ao Céu e nem tudo ao inferno…

Extraído de: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/1,,EMI281058-17933,00.html

CÉREBRO DOS OTIMISTAS REJEITA PENSAMENTOS NEGATIVOS

Por Sandra Damiani

Pesquisadores da University College de Londres descobriram que o cérebro das pessoas sempre positivas dá preferência a tudo que reforça uma bela perspectiva do futuro. Em um experimento, os cientistas pediram a voluntários que apontassem a probabilidade de acontecer 80 diferentes situações negativas em suas vidas, como separação e doença grave, enquanto passavam por uma ressonância magnética.

Os cientistas observaram que as pessoas otimistas tinham uma atividade maior no lobo frontal (responsável por nossa capacidade de planejamento e estimativas) ao processarem notícias positivas. Diante das negativas, tiveram menor atividade nesta parte do cérebro, sugerindo que o órgão estaria escolhendo qual evidência levar em conta.

O estudo dá pistas do que leva algumas pessoas a manter uma previsão cor-de-rosa mesmo quando a realidade reforça o inverso. É como acreditar que seu time vai ganhar no próximo jogo mesmo depois de sucessivos fiascos. “O lado ruim de ser sempre positivo é subestimar riscos”, diz Tali Sharot, uma das autoras do estudo. Isso explicaria por que campanhas como as de combate ao fumo ou à Aids são, por vezes, ineficazes, alerta a neurocientista.

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