– Quem é o Picareta solto?

Manipulação de “mentira”?

Um agente que “vende” mas não entrega os resultados?

Conversa de “carteirada” de malandro?

Parece mais uma conversa entre Ivens Mendes e Dualib, nos anos 90, quando se “vendia um placar mas não se avisava os árbitros da falcatrua a ser feita”. A CBF, através do Dr Edson Rezende, corregedor da arbitragem (esse eu respeito, um homem sério e justo), divulgou há pouco uma nota em que diz existir um elemento CONHECIDO tentando vender resultados em meio aos árbitros e os clubes filiados à entidade!!!

A Circular divulgada publicamente somente hoje (08/06) alerta para tentativa de manipulação (datada aos árbitros em 05/06/2017), pode ser lida no link: http://cdn.cbf.com.br/content/201706/20170608075119_0.pdf

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– Filhos de Mães Viciadas em Drogas!

Assustador. Não há outro adjetivo para descrever o que acontece com as crianças cujas mães usam drogas.

Você sabia que bebês filhos de viciadas em heroína tem que receber a droga para se acalmarem? Absurdo, mas necessário.

E que algumas deficiências mentais são resultantes de mães que usam crack?

Veja que situação triste, na reportagem de Cristiane Segatto, da Revista Época, Ed 22/06/2011, pg 67-68.

OS BEBÊS DO CRACK

Cresce o número de recém-nascidos expostos à droga na gestação. Estudos sugerem que ela afeta o desenvolvimento cerebral das crianças

Cerca de 600 bebês nascem todos os meses na Maternidade Estadual Leonor Mendes de Barros, a principal da Zona Leste de São Paulo. A neonatologista Graziella Pacheco Velloni é responsável pelos primeiros cuidados que eles recebem. Na semana passada, a médica tentava aliviar o sofrimento de gêmeos prematuros nascidos no início do mês com pouco mais de 1.200 gramas. Os meninos ainda precisavam receber oxigênio e eram alimentados por meio de uma sonda gástrica. Do lado de fora da UTI, não havia pai, mãe, avó ou parente distante torcendo por eles.

A mãe, uma moça de 22 anos, recebeu alta e não voltou mais. Graziella suspeita que as crianças tenham sido expostas ao crack na gestação. A médica está acostumada a lidar com dramas desse tipo, que não são raros naquele hospital. Mas acostumada não significa conformada. “Meu sentimento é de total impotência”, afirma. “A gente fica em dúvida sobre o que seria melhor para essas crianças: viver com os pais viciados ou viver sem os pais?”

Em 2007, apenas uma criança nascida na maternidade foi encaminhada à adoção porque a mãe, dependente química de crack ou cocaína, abriu mão do bebê. Em 2008, foram 15 casos. No ano seguinte, mais 26. Em 2010, outros 43. Só no primeiro trimestre deste ano, o hospital encaminhou 14 recém-nascidos para a Vara da Infância e Juventude. Eles vão para abrigos e ficam à espera de adoção.

“O consumo de crack durante a gestação é um grave problema médico e social”, afirma Corintio Mariani Neto, diretor do hospital. Ele diz que a droga pode provocar diversos problemas: descolamento da placenta, falta de oxigenação, retardo do crescimento, baixo peso no nascimento e morte neonatal. Quando o bebê sobrevive, surgem preocupações sobre a extensão dos danos provocados pela droga. Há os problemas visíveis e imediatos e há os danos posteriores, relacionados ao desenvolvimento – sobre os quais ainda se sabe pouco. Quando a grávida usa crack ou cocaína, o bebê costuma nascer hiperexcitado, irritado, choroso. É sinal de que a droga chegou ao cérebro e pode ter provocado alterações de desenvolvimento. Mas o resultado desse contato precoce só pode ser observado anos depois, quando a criança começar sua vida escolar.

Nos primeiros dias depois do parto, a droga é metabolizada pelo fígado do bebê e expelida nas fezes. Em cerca de uma semana, a criança está livre da substância. Bebês expostos à cocaína e ao crack durante a gestação não nascem com síndrome de abstinência evidente, como ocorre quando a mãe usa heroína, morfina e qualquer outro derivado do ópio. Nesses casos, o organismo dos bebês sente falta da substância. Para tratá-los é preciso dar a mesma droga e reduzir a dose aos poucos.

A grande preocupação em relação ao crack e à cocaína é o desenvolvimento futuro da criança. “As drogas alteram a arquitetura cerebral do feto. Elas mudam a formação de sinapses, conexões e circuitos. Ao final, podem provocar alterações cognitivas que prejudicam a vida social e escolar da criança. Sua capacidade de entender conceitos abstratos e fazer associações pode ser comprometida”, diz Ruth Guinsburg, professora de pediatria neonatal da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Um dos grupos mais dedicados ao estudo desse problema é o da americana Emmalee S. Bandstra, professora de pediatria, obstetrícia e ginecologia da Universidade de Miami. No final dos anos 1990, a equipe dela reuniu 476 recém-nascidos (nenhum prematuro) para realizar um amplo estudo sobre os efeitos da exposição à cocaína e ao crack durante a gestação. Metade das mães usava drogas de forma frequente e metade não usava. O estudo, que ainda continua, deu origem a vários artigos científicos. Em um deles, a equipe avaliou funções intelectuais e capacidade de aprendizagem aos 7 anos. O risco de apresentar dificuldades de aprendizagem foi três vezes mais elevado no grupo de crianças que teve contato com a droga.

“As habilidades matemáticas parecem ser as mais afetadas”, escreveu Emmalee num artigo publicado na revista científica Developmental Neuropsychology. “Essa descoberta desperta questões sobre os processos neuropsicológicos que podem ser afetados.” As competências matemáticas são comandadas por várias regiões do cérebro, entre elas o hemisfério direito, o lobo frontal e o lobo temporal. Em tese, portanto, o consumo de crack durante a gestação poderia ter impacto sobre diversas regiões do cérebro do bebê. O primeiro passo para tentar entender a extensão do problema é identificar as crianças afetadas. Mas o Ministério da Saúde do Brasil não tem ideia de quantos recém-nascidos são expostos a drogas durante a gestação. “Precisamos ficar atentos a esse problema porque deve haver muita subnotificação”, diz a professora Ruth, da Unifesp. A equipe do Leonor fez um esforço para contar os casos e investigá-los. É um exemplo a ser seguido.

– Falta, simulação ou escorregão em Santos 1×0 Botafogo?

Procurei links nas mais diversas páginas na Web para assistir a tão reclamada falta que originou o gol de Victor Ferraz aos 50 minutos do 2o tempo, no Pacaembú. Como foi difícil achar…

Consegui apenas esse vídeo, abaixo:

A imagem é dúbia. O santista Victor Ferraz, ao tentar sair da “maçaroca” de jogadores, se depara com o último atleta botafoguense (João Paulo) que tenta roubar a bola. Na sequência, “ele cai em efeito retardado”.

Sinceramente? A impressão dessa câmera é que há um escorregão do jogador do Santos (tentou abrir a perna mais do que conseguia para se livrar do bololô). Se aparecer uma imagem melhor, poder-se-á dizer se foi desequilibrado ou não (qualquer que seja o toque nesse caso é pênalti, pois tirou o adversário do equilíbrio).

Entretanto, ao ler a entrevista do próprio Victor Ferraz, não descarto a hipótese de simulação, pois disse o jogador:

“Eu treino muito cobranças de falta. Eu, o Ricardo (Oliveira), o (Vitor) Bueno. E a gente tem um bom aproveitamento. Eu fui pensando em cavar uma falta, mas realmente foi falta, mas o João Paulo admitiu que fez. O Ricardo não estava em campo, senão seria ele a bater”.

Não li que o botafoguense fez tal declaração e, cá entre nós, isso nem sempre é exato (pois, afinal, nem todos os jogadores conhecem a regra). E sendo Jailson Macedo, de qualidade técnica irregular… ficamos na dúvida.

Da câmera de longe, só com as imagens e sem ouvir a entrevista, eu mandava a jogada prosseguir e não aplicava o amarelo por simulação (me pareceu escorregão). Com a fala do atleta, caso tivesse uma imagem mais apropriada, talvez mudaria de ideia e observaria se foi ou não tocado.

E se tivéssemos o árbitro de vídeo, aos 50 minutos do segundo tempo?

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– E o preconceito racial continua existindo. Um lamentável episódio:

Quer coisa mais desumana do que discriminar pessoas? E ainda mais aquela feita pela cor da pele ou condição social? Isso é humilhante.

Leio que um jornalista (de pele branca) estava com seu filho (que tem pele negra) no luxuoso Shopping Pátio Higienópolis. Em determinado momento uma segurança (QUE TAMBÉM É NEGRA) perguntou a ele se o “garoto pedinte” o estava molestando.

Meu Deus… isso ainda existe em pleno século XXI? E se o garoto fosse loirinho de olhos azuis, ocorreria a abordagem?

Essas coisas é que entristecem a humanidade… Leia o relato do próprio pai em sua publicação:

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– Como vai, dona Quinta-Feira?

Êba! Acordamos, e isso é sinal de que estamos vivos. E isso também é ótimo. E isso é motivo para celebrar!!!

Dessa forma, vamos correr? Nossa foto-motivação:

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Durante o treino, pensando nas coisas do Alto. E hoje, pedindo à Jesus Salvador que abra nossos ouvidos e nossos corações para ouvirmos a sua Palavra de Amor… Nossa foto-meditação:

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Pós-treino, alongando entre as flores do jardim. Que tal nossa foto-inspiração da rosa creme?

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Hora de trabalhar! E no caminho, um incrível despertar do céu. Veja só nossa foto-contemplação:

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Ótima 5a feira para todos!

– Gasolina em Promoção sem Imposto

Ontem foi Dia Nacional da Liberdade de Impostos, e foi comemorado com uma promoção ousada: um Posto de Combustíveis na Avenida Sumaré (em São Paulo) vendeu a Gasolina por R$ 1,484, para mostrar o quanto os impostos encarecem o preço final – cerca de R$ 1,85 a R$ 2,00 a mais!

Enfim, imagine quanto é que se arrecada com tantos impostos, taxas, tributos e tantas outras coisas nos produtos em geral!

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– A indevida brincadeira do “E se nada der certo”?

Em tempos politicamente corretos, valorizar todas as profissões e respeitar o trabalho alheio é fundamental. Não só por educação, mas por cidadania. Todo trabalho, sendo honesto, é plausível.

Ganhou atenção o evento “E se nada der certo?”, promovido pelos alunos do Instituto Evangélico de Novo Hamburgo (IENH-RS), que fizeram a seguinte brincadeira (com aval do próprio IENH): se você não passar no vestibular, e se nada der certo, você vai… (e se vestiam conforme a profissão do que se tornariam se não entrassem numa boa faculdade).

Pois bem: os alunos da elite gaúcha se vestiram de garçons, frentistas, domésticas, caixas de supermercado, atendentes do McDonalds, garis, cozinheiros, faxineiras…

Que sem graça e que sarro desrespeitoso! Não são nobres tais profissões / profissionais?

Se você estiver desempregado e precisar trabalhar honestamente, não aceitaria ser varredor de ruas? Qual o pecado?

Retrato uma consideração de Maurício Bento do Huffpost Brasil (vide em: https://is.gd/kDNqwZ), onde ele lembra quais empregos tiveram profissionais de sucesso:

O primeiro emprego de Michael Dell, fundador da marca de computadores Dell, foi lavador de louça.

O primeiro emprego de Marissa Mayer, CEO do Yahoo, foi caixa de supermercado.

O primeiro emprego de Doug McMillon, CEO do Walmartfoi descarregador de caminhão no almoxarifado da empresa.

Eles deram certo duas vezes, por reconhecerem a dignidade dessas profissões, como por terem aproveitado as oportunidades e crescido na carreira.

Quem não deu certo foi Eduardo Cunha, que já foi presidente da Câmara, mas foi cassado e preso.

Quem não deu certo foi Antonio Palocci, que já foi ministro da Fazenda de Lula, mas está preso.

Quem não deu certo foi Aécio Neves, que foi grampeado pedindo dinheiro ilegal, contribuiu para a prisão da própria irmã, Andrea Neves, teve seu mandato suspenso e pode ser preso a qualquer momento.

Quem não deu certo foi Dilma Rousseff, cujas políticas destruíram a economia do País, abriram espaço para corruptos como Joesley Batista se tornarem grandes e que acabou em impeachment.

Quem não deu certo foi Marcelo Odebrecht, que já foi presidente de uma das maiores empreiteiras do mundo e hoje está preso.

As pessoas humildes e honestas que ajudam e servem mais de 200 milhões de brasileiros diariamente, essas deram muito certo. Jovens que não reconhecem isso é que podem acabar dando muito errado.

Perfeito! Bons profissionais começam com humildade, dignificando o trabalho duro e respeitando o seu próximo!

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– Angra 3: 17 bilhões para terminar ou 12 bi para derrubar a Usina Nuclear?

Mas que país é este?

Viram a fortuna que se precisa gastar para terminar a terceira Usina Nuclear de Angra dos Reis, a Angra 3, em obras há “apenas” 33 anos?

Saiba mais, extraído de: OESP, ed 04/06/17, pg A8.

PARA CONCLUIR ANGRA 3, GOVERNO TERÁ DE DESEMBOLSAR MAIS R$ 17 BI

Por André Borges

Em obras de 1984, usina nuclear já consumiu R$ 7 bilhões, mas ainda está longe de ver as obras terminadas

Trinta e três anos depois de ter as obras iniciadas, a usina nuclear de Angra 3, na praia de Itaorna, em Angra dos Reis (RJ), se tornou um problema bilionário para o governo. Entre idas e vindas, a construção já consumiu R$ 7 bilhões, e é necessário tomar uma decisão: concluir o projeto, que está parado, ou abandoná-lo de vez. Seja qual for a escolha, porém, a certeza que existe é que será necessário desembolsar bem mais do que já foi gasto até agora.

Os números que estão em análise na Secretaria de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, conforme apurou o Estado, apontam que seria necessário injetar mais R$ 17 bilhões para concluir Angra 3, usina que está com 58% de seu projeto executado. Desistir dela, porém, pouco aliviaria as contas. Os cálculos sinalizam que seria preciso desembolsar R$ 12 bilhões para “descontinuar” Angra 3, entre a quitação de seus empréstimos bilionários, desmonte de estrutura, destinação de máquinas e uma infinidade de dívidas. Neste momento, portanto, a decisão do governo é buscar formas de reduzir esse custo e concluir a usina.

Projeto do período militar, Angra 3 começou a ser erguida em 1984. Suas obras prosseguiram até 1986, quando foram paralisadas por conta de dificuldades políticas e econômicas, além da ocorrência do maior desastre nuclear do mundo, a explosão do reator da usina de Chernobyl, na Ucrânia. O projeto brasileiro ficou na gaveta por 25 anos, até ser retomado em 2009 como um dos destaques do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Naquele ano, o custo estimado para o término do projeto era de R$ 8,3 bilhões. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometia colocar a usina para funcionar em maio de 2014.

Agora, com os R$ 17 bilhões estimados para sua conclusão, se chegaria a um gasto total de R$ 24 bilhões para colocar em operação uma usina com capacidade de 1.405 megawatts (MW). Para se ter uma ideia do que isso significa, a hidrelétrica de Teles Pires, na divisa entre Mato Grosso e Pará, que tem potência de 1.820 MW e entrou em operação no fim de 2015, custou R$ 3,9 bilhões. Com o custo total de Angra 3, portanto, seria possível construir seis hidrelétricas de Teles Pires, com uma geração total de 10.920 MW.

O MME e a Eletronuclear, responsável pela usina, não quiseram se manifestar sobre o assunto. Na quinta-feira, o drama de Angra 3 – que nos últimos anos andou frequentando muito mais as páginas policiais, pelas denúncias de esquemas de corrupção nas obras – deve ser debatido em reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em Brasília.

Parceria. Hoje, a geração nuclear é um monopólio federal, com a Eletronuclear à frente das duas únicas usinas em operação no País, Angra 1 e Angra 2, que têm capacidade total de 1.990 MW. O plano é abrir as portas do setor para empresas de fora. A Eletronuclear tem mantido conversas com várias empresas, como CNNC e SNPTC (chinesas), EDF (francesa), Kepco (coreana) e Rosatom (russa). É consenso de que não há meios de avançar nas obras sem a participação de um parceiro privado.

A situação financeira da Eletronuclear fala por si. Mesmo com as operações de Angra 1 e 2 em pleno funcionamento, a estatal fechou o ano com prejuízo líquido de R$ 4,075 bilhões. Somado aos anos anteriores, o prejuízo acumulado chegou a R$ 10,952 bilhões. No horizonte, o que se vê são mais contas para pagar. A Eletronuclear precisa quitar nos próximos anos outros R$ 7,718 bilhões em empréstimos tomados com a Caixa e o BNDES.

Para dar manutenção constante nas máquinas de geração nuclear de Angra 3, a Eletronuclear já gastou mais de R$ 1 bilhão. Estudos realizados pela consultoria Deloitte apontam que ainda serão necessários pelo menos 55 meses de trabalho para concluir a usina, a partir do momento em que suas obras forem retomadas. No papel, a Eletronuclear trabalha com a hipótese de retomar as obras em junho de 2018, para concluí-la em dezembro de 2022.

A conclusão da usina pode ser importante para a Eletronuclear, mas não tem papel crucial no abastecimento energético do País. Na realidade, o que se tem hoje é um cenário com certa sobra de energia, por conta da queda na atividade econômica. A geração nuclear atual responde por apenas 1,3% da geração nacional.

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– Por quê cedemos o Bolão gratuitamente para a FPF? É para repensar…

Em meus 16 anos de arbitragem de futebol, participei de testes físicos da FIFA promovidos pela Federação Paulista de Futebol nos mais diversos locais: pista de carvão, de terra, de asfalto de concreto e até do Ibirapuera

Os últimos eram realizados no Estádio Municipal de Caieiras, onde jogava o Força FC (equipe de futebol profissional da Força Sindical, que disputou a antiga B3, a “falecida” 6a divisão). Atualmente, tanto a CBF e a FPF realizam as provas em Jundiaí, na Pista de Atletismo do Complexo Esportivo Nicolino de Lucca, a “nossa” ótima “Pista do Bolão”. Eu, e muitos outros jundiaienses, somos frequentadores assíduos dessa praça esportiva do município. 

Quem lá vai, sabe que a Pista é interditada para os usuários a fim de ficar reservada para as provas físicas dos árbitros de futebol. Ao menos, são 3 vezes por semestre (testes e re-testes da FPF e CBF, durante dois a cinco dias cada). O que pouca gente sabe é: a Prefeitura cede DE GRAÇA!

Aqui vão duas reflexões importantes para nós, munícipes e esportistas jundiaienses:

1- A milionária FPF, que esfola os clubes (vide o quanto arrecadam dos times, mesmo quando as rendas são negativas nos jogos), utiliza gratuitamente o espaço público da cidade. E quando o Paulista FC precisou do apoio da Federação no caso do “gato” Heltton Matheus, se isentou de ajudar o time no quesito “bom senso” em não punir o clube por conta de um falsário assumido! O Galo foi RETIRADO da final da Copa SP no Pacaembú, sem a sensibilidade de que também foi vítima. E ainda deixamos livre e à vontade o nosso Bolão para a endinheirada entidade? Concordo que com o rigor da lei, o Galo poderia ser até excluído das próximas competições. Mas provado que não teve culpa e que a FPF (e anteriormente a FERJ) aceitaram os documentos do jogador, até nas outras equipes em que já tinha jogado, por quê tanto medo?

2- O Carnaval em nossa cidade foi cancelado por falta de recursos à Saúde Pública (prioridade, sem dúvida). A participação do Time Jundiaí nos Jogos Regionais foi cancelada por conta de economia na pasta dos Esportes. Não seria justo ARRECADAR / COBRAR essa utilização do Bolão? Os custos de manutenção são pagos com nossos impostos, ora bolas! E o que a FPF faz para Jundiaí, para o Paulista FC, ou ainda, a nós, que pagamos (e caro) nossos impostos municipais? Não tem dinheiro para o Esporte de Jundiaí e permite o uso das nossas instalações esportivas sem contrapartida? O que ganhamos com esse “agrado”?

Vale pensar sobre tudo isso (que não vem só da gestão Luiz Fernando, mas sim desde Pedro Bigardi – aproveitando, sem criticar em momento algum aqui o gestor Luiz Trentini, que é competente e boa pessoa). Insisto: a endinheirada FPF é chupim do nosso Bolão, e quando se precisou dela (e sem questionamento ético dessa necessidade), nada fez para ajudar.

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– Dando o braço a torcer no julgamento da Chapa Dilma e Temer

Não dá para deixar de comentar: ao ouvir Ministros, Juízes, Advogados e outros envolvidos no Julgamento da chapa Dilma e Temer no Supremo Tribunal Federal, duas coisas são indiscutíveis:

  • o maçante, enfadonho e exagerado roteiro burocrático;
  • a inteligência (para o bem e para o mal) dos discursos de gente que sabe falar com categoria!

Nessas horas, precisamos aprender algumas técnicas de convencimento com essas pessoas (claro, sem precisar concordar com eles).

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– Quem é o melhor técnico dos Paulistas no momento? Sobre a relatividade dos trabalhos.

Dorival Júnior foi demitido do Santos FC, muito embora o presidente santista Modesto Roma Filho tivesse garantido a sua permanência. Coisas do futebol…

Mas quem é o melhor treinador no estado de São Paulo? É difícil apontar alguém no momento?

  1. Seria Cuca, o atual campeão brasileiro que ainda não engrenou com o Palmeiras?
  2. Seria Carrille, o ex-interino que foi efetivado e fez do Corinthians o atual campeão paulista?
  3. Seria Ceni, ídolo do São Paulo mas que está começando um trabalho como treinador pela 1a vez?
  4. Seria Kleina, que mesmo com um elenco modesto tem frutificado bons resultados na Ponte Preta?

Talvez seria justo dizer que, pelo histórico de conquistas recentes, Cuca é o melhor técnico; só que Carrille faz o melhor trabalho. Ou não?

Quem pode se vangloriar (falando dos demais treinadores), mas que por modéstia não faz, é Vagner Mancini, que é líder do Brasileirão 2017, dá entrevistas ponderadas dizendo que sabe que a liderança pode ser uma ilusão, e que em pouco tempo começou um trabalho do zero com jogadores que nem se conheciam!

Quem é de Jundiaí (como eu), sabe: Mancini é trabalhador, cara sério e que, enquanto treinador do Paulista FC, por saber trabalhar com garotos da base e dar chances ao lançá-los paulatinamente (fez isso com Neymar no Santos FC, sucedendo Luxemburgo que ainda não confiava no então franzino garoto, o “filé de borboleta”), ao mesmo tempo jogava com esquemas sólidos em busca da vitória (repetiu isso no Grêmio, onde foi demitido com 5 vitórias em 5 jogos por não aceitar interferência na escalação do time por seu diretor), era aclamado por aqui como “futuro técnico do São Paulo FC” (pelas características citadas).

Não chegou ao Tricolor do Morumbi, embora tenha passado por outros grandes. Mas vale sonhar: após a experiência de vencer a Copa do Brasil por um time pequeno e disputar a Libertadores com ele (há 11 anos o Galo da Serra do Japi venceu o poderoso River Plate), repetirá o feito vencendo o Campeonato Brasileiro por outro pequeno?

Em tempo – que paradoxo para nós, que defendemos o futebol como ciência: Renato Gaúcho, o que se autodeclara “praieiro e avesso aos novos ensinamentos no esporte”, está dando um “olé” na campanha do Brasileirão com o Grêmio em Milton Mendes, o “estudioso que foi para a Europa fazer curso UEFA” e que está patinando no Vasco da Gama.

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– Que tenhamos uma ótima 4a feira!

Bom dia. E como chove, não?

Minha filhota Marina fotografou ontem à tarde o final da chuva no entardecer. A arte e o clique são delas, e como ela pediu para que eu publicasse… Vale a mobgrafia de ontem:

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Enfim, hoje mais um dia de labuta. E começando bem a jornada, vamos correr? Nossa foto-motivação:

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Durante o treino, pensando nas coisas do Alto. Hoje em Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Nossa foto-meditação:

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Pós-treino, alongando entre as flores do jardim. Que tal a rosa branca como nossa foto-inspiração?

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Por fim, hora de trabalhar! E no caminho, depois da chuva da madrugada, olha só o sol que surgiu (sem filtros) na nossa foto-contemplação:

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Ótima quarta-feira para todos!

– Autoridade e a falta de; sobre lances da arbitragem de domingo.

Assisti a dois antagônicos comportamentos da arbitragem em campos paulistas na última rodada do Brasileirão. Vamos lá:

No jogo Palmeiras x Atlético Mineiro, indisciplinadamente Robinho deu um bico na bola após a acertada marcação de pênalti contra o Galo. O árbitro Marcelo de Lima Henrique não se acomodou e deu cartão amarelo, sem ficar ouvindo o chororô do atacante. Na sequência, ainda deu outro amarelo para Victor, por ficar chutando / raspando a marca do ponto penal. Corretíssimo.

Já no jogo entre Ponte Preta x São Paulo, Lucca falou o que quis ao árbitro Rodolpho Toski, que não reagiu e ficou parado ouvindo, como uma estátua. Por uma segunda vez, a mesma situação, estática, muda, e sem uma advertência verbal nem o necessário cartão amarelo. Faltou se impor, mostrar que é a autoridade da partida. Por pouco, não foi o juiz quem tomava o cartão amarelo do jogador…

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– Quando o STF resolverá o imbróglio Brasil?

Hoje começará o julgamento da chapa Dilma + Temer. Na ocasião, PT e PMDB estavam unidos umbilicalmente, não existe o que contestar. Mas depois que brigaram e Temer assumiu o poder, o PSDB tomou proveito e se uniu ao peemedebista.

Agora, leio que os tucanos esperam a decisão (que acho que será demorada) para “desembarcar” do Governo ou não.

Quer dizer que o cara se torna errado do dia para a noite, dependendo da decisão da Justiça? Tem duvida ainda?

No fundo, se analisarmos, a culpa do PMDB estar no poder é exclusivamente de dois partidos: PT e PSDB; o primeiro por namorar e casar com o apoio do Temer; o segundo por se aproveitar da situação e querer ser poder.

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– O contestável Daniel Alves e o incontestável texto “O Segredo”

Não gosto do atleta Daniel Alves por algumas atitudes, só que o respeito como o indivíduo (e indiscutivelmente seu ótimo futebol). Mas o texto que ele publicou antes da final da Champions League… Uau!

Será que foi ele quem escreveu? É de arrepiar e isso também pouco importa. Apesar de declarações polêmicas e algumas discutíveis provocações, é inegável que ele é um vencedor dentro e fora de campo.

Compartilho o artigo que ele escreveu na Revista Digital “The Players Tribune”, onde esportistas dão depoimentos incríveis (nessa semana o artigo é de Takuma Sato, o vencedor das 500 milhas de Indianápolis).

O SEGREDO

Por Daniel Alves

Eu vou começar contando um segredo. Na verdade, você pode tomar conhecimento de alguns segredos nesta história, porque sinto que sou incompreendido por muita gente. Mas vamos começar com esse primeiro segredo.

Três meses atrás, quando o Barcelona fez sua incrível remontada contra o Paris St-Germain pela Champions League, eu estava assistindo a cada lance sentado no meu sofá. Você podia pensar a partir da leitura dos jornais que eu esperava que meu antigo clube perdesse.

Mas e quando meu irmão Neymar marcou aquele lindo gol de falta? Eu pulei do sofá e estava gritando para televisão.

“Vamooooooos”

Quando o Sergi Roberto operou aquele milagre aos 50 minutos do segundo tempo?

Como todos os demais torcedores do Barça ao redor do mundo, eu estava ficando completamente maluco. Porque a verdade é que o Barcelona ainda está no meu sangue.

Fui desrespeitado pela cúpula dos dirigentes quando eu saí do clube no verão passado? Certamente que sim. É simplesmente a maneira como eu me sinto a respeito, e você jamais pode dizer algo diferente a esse respeito para mim. Mas não é possível jogar por um clube ao longo de oito anos, e alcançar tudo o que nós alcançamos, e não ter esse mesmo clube no coração para sempre. Dirigentes, jogadores e membros do conselho vêm e vão. Mas o Barça nunca vai desaparecer.

Quando eu fui para a Juventus, eu fiz uma promessa final para a cúpula do Barcelona. Eu disse, “Vocês vão sentir saudades de mim”.

Eu não quis dizer como jogador. O Barça tem muitos jogadores incríveis. O que eu quis dizer foi que eles iriam sentir saudade do meu espírito. Eles iriam sentir saudade de alguém que prezava tanto pelo ambiente e pelo clube. Eles iriam sentir saudade do sangue que eu derramei todas as vezes que eu coloquei a camisa do Barcelona.

Quando eu tive de jogar contra o Barcelona na rodada seguinte, pelas quartas-de-final da Champions League, havia um sentimento bastante estranho no ar. Especialmente no segundo jogo, no Camp Nou, a sensação era a de que eu estava em casa de novo. Pouco antes do jogo começar, eu fui até o banco de reservas do Barcelona e cumprimentei meus colegas, e eles diziam: “Dani, venha e sente aqui conosco. Nós guardamos o seu lugar, irmão”.

Eu estava dando a mão para todos de costas para o árbitro. De repente, eu ouvi um apito. Eu me virei e o árbitro já iniciara a partida. Saí correndo para o campo, e eu pude ouvir meu antigo treinador, Luís Henrique, se matando de rir.

É engraçado, não? Mas aquele jogo não era uma piada, especialmente para mim. As pessoas me veem e dizem: “O Dani está sempre brincando. Ele está sempre sorrindo. Ele não é sério.”

Preste atenção, vou te contar outro segredo. Antes de eu enfrentar os melhores atacantes do mundo – Messi, Neymar, Cristiano Ronaldo – eu estudo as suas forças e as suas fraquezas como uma obsessão, e então eu planejo como vou atacar. Meu objetivo é mostrar ao mundo que Dani Alves está no mesmo nível. Talvez eles me driblem uma ou duas vezes. Certo, tudo bem. Mas eu irei para cima deles, também. Eu não quero ser invisível. Eu quero o palco. Mesmo aos 34 anos, depois de 34 troféus, eu sinto que tenho de provar isso todas as vezes.

Mas ainda é mais profundo do que isso.

Pouco antes de cada partida, eu sigo a mesma rotina. Eu fico de frente ao espelho por cinco minutos e bloqueio todo o resto. Então um filme começa a rodar na minha cabeça. É o filme da minha vida.

Na primeira cena, eu tenho 10 anos de idade. Eu estou dormindo numa cama de concreto na pequenina casa da minha família em Juazeiro (BA), Brasil. O colchão é tão fininho quanto o seu dedo mindinho. A casa cheira a terra molhada, e ainda está escuro lá fora. São 5 da manhã, e o sol ainda não nasceu, mas eu tenho de ajudar a meu pai na nossa fazenda antes de ir à escola.

Meu irmão e eu vamos para o campo, e nosso pai já está lá, trabalhando. Ele está carregando um tanque grande e pesado nas costas, ele está pulverizando as plantas e as frutas para matar as pragas de uma colheita.

Meu irmão e eu provavelmente somos muito novos para manipular, mas ainda assim nós ajudamos. Esta é a nossa forma de comer… de sobreviver. Por horas, eu fico competindo com meu irmão para ver quem é o trabalhador mais dedicado. Porque aquele que mais ajudar a nosso pai vai ter mais direito ao uso da nossa única bicicleta.

Se eu não ganhar a bicicleta, eu terei de caminhar 20 quilômetros da nossa fazenda até a escola. A volta da escola é ainda pior, porque eu tinha de voltar correndo para conseguir chegar a tempo de jogar a pelada.

Mas e se eu ganhar a bicicleta? Então eu posso ficar com as meninas. Eu posso escolher uma delas no caminho e oferecer uma carona até a escola. Por 20 quilômetros, eu sou o cara.

Então eu trabalho duro para caramba.

Eu olho para o meu pai enquanto eu saio para a escola, e ele ainda está com o mesmo tanque grande e pesado nas costas. Ele tem ainda um dia inteiro pela frente, e então à noite ainda há o pequeno bar que ele administra para ganhar um dinheiro extra. Meu pai foi um jogador incrível quando ele era mais jovem, mas ele não teve dinheiro para ir até a cidade grande e ser notado pelos olheiros. Então ele faz questão de que eu tenha essa oportunidade, mesmo que isso custe a vida dele.

A tela escurece.

Agora, é domingo, e nós estamos assistindo aos jogos de futebol na TV preto-e-branca. Há um bombril amarrado na antena para que nós possamos pegar o sinal da cidade, que está muito distante. Para nós, esse é o melhor dia da semana. Há muita alegria em nossa casa.

A tela escurece.

Agora meu pai está me levando para a cidade com seu carro velho para que alguns olheiros possam me ver jogar. O carro tem transmissão manual, só com duas marchas – devagar e muito devagar. Eu posso sentir o cheiro da fumaça.

Meu pai é um lutador. Eu tenho de ser um lutador, também.

A tela escurece.

Agora, eu tenho 13 anos, e eu estou numa academia de futebol para jovens jogadores numa cidade maior, longe da minha família. Há 100 garotos reunidos num dormitório pequeno. É como se fosse uma prisão. No dia antes de eu sair de casa, meu pai me comprou um conjunto novo para jogar. Com isso, ele dobrou meu guarda roupa. Até então, eu só tinha um conjunto.

Depois do primeiro dia de treinamento, eu pendurei meu conjunto novo no varal. Na manhã seguinte, tinha sumido. Alguém levou. É quando eu percebo que esta já não é mais a fazenda. Este é o mundo real, e a razão para chama-lo de mundo real é porque a coisa é pra valer aqui fora.

Voltei para o quarto, e eu estava morrendo de fome. Nós treinávamos o dia inteiro, e não havia comida no suficiente no campo. Alguém tinha roubado as minhas roupas. Eu sinto saudades da minha família, e definitivamente eu não sou o melhor jogador por aqui. De 100, talvez eu seja o número 51 em termos de habilidade. Então eu faço para mim mesmo uma promessa.

Eu digo a mim mesmo: “Você não vai voltar para a fazenda até você deixar seu pai orgulhoso. Você pode ser o número 51 em habilidade. Mas você será o número 1 ou 2 em força de vontade. Você será um lutador. Você não vai voltar para casa, não importa o que aconteça”.

A tela escurece.

Agora, eu tenho 18 anos de idade, e eu estou contando uma das únicas mentiras que eu já disse no futebol.

Estou jogando pelo Bahia no Campeonato Brasileiro quando um importante olheiro vem até mim e diz: “O Sevilla está interessado em te contratar”.

Eu digo: “Sevilha, maravilhoso”

O olheiro diz: Você sabe onde fica?”

Eu digo: “Claro que eu sei onde Sevilha fica. Sev-iiiiiilha. Eu amo.”

Só que eu não faço a menor ideia onde fica Sevilha. Pelo que eu sabia podia ser na Lua. Mas do jeito que ele diz o nome parece importante, então eu minto.

Alguns dias depois, eu começo a perguntar por aí, e eu descubro que o Sevilha joga contra o Barcelona e o Real Madrid.

Eu digo para mim mesmo: “Agora”

Só se for agora! Vamos!

A tela escurece.

Agora em Sevilha, e estou tão mal nutrido que os técnicos e os outros jogadores olham para mim como se eu tivesse de jogar pela equipe mais jovem. Eu estou no meio dos seis meses mais difíceis da minha vida. Eu não falo o idioma. O treinador não está me colocando para jogar, e pela primeira vez eu penso em voltar para casa.

Mas então, por alguma razão, eu penso no conjunto que meu pai tinha comprado quando eu tinha 13 anos de idade. Aquele que levaram. E eu penso no meu pai novamente com o tanque grudado nas costas, espalhando veneno. E eu decido que vou ficar e aprender o idioma e tentar fazer alguns amigos, assim ao menos eu posso voltar ao Brasil com uma experiência nova para compartilhar.

Quando começa a nova temporada, nosso diretor passa a instrução a todos: “Aqui no Sevilha nossa defesa não ultrapassa a linha do meio campo. Nunca”.

Eu jogo alguns jogos, chuto a bola por aí, olhando sempre para aquela linha. Somente olhando para ela, como um cachorro que está com medo de ultrapassar alguma linha invisível no quintal. Então, num jogo, por alguma razão, eu apenas me solto. Eu tenho que ser eu mesmo.

Eu digo, “Agora”

Eu simplesmente vou. Ataque, ataque, ataque.

Funciona como se fosse mágica. Depois disso, o técnico diz: “OK, Dani. Nova estratégia. No Sevilha, você ataca.”

Em poucos anos, nós vamos de um clube que ficava na zona do rebaixamento para levantar a taça da Copa da UEFA duas vezes.

A tela escurece.

Meu telefone está tocando. É meu agente.

“Dani, o Barcelona está interessado em te contratar”

Eu não tenho que mentir desta vez. Eu sei onde fica Barcelona.

————————————————————–

Este é o filme que roda na minha cabeça quando eu olho para o espelho antes de cada partida. Ao final, antes de eu voltar para o vestiário, eu sempre digo a mesma coisa para mim mesmo.

Mano, eu vim da Pqp.

E estou aqui agora.

É irreal, mas eu estou aqui.

…Bora.

Quando eu tinha 18 anos de idade, eu atravessei o oceano para jogar por um clube que jogava contra o Barcelona. Então ter a honra de jogar pelo Barcelona? Era incrível. Eu consegui ser a testemunha de um verdadeiro gênio.

Eu me lembro que, durante um treino, o Messi estava fazendo coisas com a bola nos pés que desafiavam a lógica. Claro, é o tipo de coisa que ele fazia todos os dias. Só que desta vez algo estava diferente.

Agora, eu preciso lembrar a você, era uma sessão de treinamento extremamente intensa. Nós não estávamos brincando, jogando bobinho. O Messi estava driblando, atravessando a defesa, e finalizando como um matador.

E então, enquanto ele está passando por mim, e eu olho para os pés dele, e eu estou pensando comigo mesmo: “Isto é uma piada?”

E ele está passando por mim novamente, e eu penso: “Não, é impossível”.

E ele está passado por mim novamente, e agora eu tenho certeza do que estou vendo.

As malditas das chuteiras estavam desamarradas. As duas.

Eu quero dizer completamente desamarradas. Esse cara estava jogando contra os melhores defensores do mundo, simplesmente flutuando, e ele age como se fosse um domingo no parque. E esse foi o momento em que eu soube que eu jamais jogaria com alguém como ele novamente na minha vida.

E então, claro, há Pep Guardiola.

Se você virar a palavra computador de trás para frente, vai aparecer Steve Jobs.

Se você virar a palavra “futebol” de trás para frente, vai aparecer Pep.

Ele é um gênio. Vou dizer novamente. Um gênio.

Se você virar a palavra “futebol” de trás para frente, vai aparecer Pep.

Pep contaria para você exatamente como tudo ia acontecer num jogo antes mesmo da partida começar. Por exemplo, o jogo contra o Real Madrid em 2010, quando nós ganhamos de 5-0? Pep nos disse antes do jogo, “Hoje, vocês vão jogar futebol como se a bola fosse de fogo. A bola jamais ficará nos pés de vocês. Nem meio segundo. Se vocês fizerem isso, não haverá tempo para que eles nos pressionem. Nós ganharemos facilmente.”

Quando nós saíamos de uma preleção como essa a sensação era de que o jogo já estava 3-0 para nós. Nós estávamos tão preparados, tão confiantes, que nós sentíamos que já saíamos ganhando.

A coisa mais engraçada era se nós terminássemos o primeiro tempo e o jogo não estivesse indo bem; Pep se sentaria e esfregaria a cabeça.

Você sabe como ele esfrega a cabeça? Você já deve ter visto, não? É como se ele estivesse massageando o cérebro, procurando o gênio para agarrá-lo.

Ele faria isso na nossa frente no vestiário. Então, como mágica, surgiria uma revelação para ele.

Bang!

“Já sei!”

Daí, ele pularia e começaria a dar as instruções, desenhando o esquema no quadro.

“Nós faremos isto, e isto, e isto; e então nós marcaremos o gol”.

Então nós saíamos e fazíamos isto, e isto, e isto. E era assim que nós fazíamos o gol. Era uma coisa maluca.

Pep foi o primeiro treinador da minha vida que me ensinou a jogar sem a bola.

E ele não somente exigiria que os jogadores mudassem seu jogo, ele nos fazia sentar e nos mostrava por que gostaria que nós mudássemos com estatísticas e vídeo.

Aqueles times do Barça eram quase imbatíveis. Nós jogávamos de memória. Nós já sabíamos o que nós iríamos fazer. Nós não tínhamos que pensar.

É por isso que, até hoje, o Barça está no meu coração.

E foi por isso que, quando nós batemos o Barcelona na Champions League, eu fui até meu irmão Neymar, e dei um abraço nele. Ele estava chorando, e eu estava quase chorando, também.

Eu posso imaginar as pessoas lendo isso, perguntando-se por que é que estou dividindo esses segredos.

Bem, a verdade é que estou com 34 anos. Eu não sei por quanto tempo ainda vou jogar. Talvez dois ou três anos. E eu sinto que as pessoas não me entendem, tampouco a minha história completa.

Quando eu vim para a Juventus nesta temporada, foi como se eu estivesse saindo de casa novamente. Eu fiz isso com 13, quando fui para a escola de futebol. Eu fiz novamente aos 18, indo para a Espanha. E fiz mais uma vez, aos 33, indo para a Itália.

Outra vez, eu estava como o cachorro no quintal. Eu estava olhando a cerca invisível.

Devo ir?

Mas eu não fui. No começo desta temporada, eu quis ter a certeza de que os jogadores da Juve entendiam que eu respeitava a filosofia deles, assim como a história do clube. Uma vez que eu tivesse a confirmação de ter conquistado o seu respeito, eu tentaria mostrar a eles minha força, também.

Um dia, eu olhei para a linha do meio campo e disse para mim mesmo, Devo ir?

…Bang! Agora.

Ataque, ataque, ataque (e, OK, um pouco de defesa, também, ou Buffon ficará gritando comigo).

Às vezes, eu penso que a vida é um círculo.

Veja, eu não consigo escapar destes argentinos.

No Barça, eu tinha o Messi.

Na Juve, eu tenho o Dybala.

Os gênios me seguem em todo o lugar, eu juro.

Um dia, no treinamento, eu vi uma coisa no Dybala que eu vi no Messi. Não é apenas o dom do puro talento. Eu tenho visto isso muitas vezes na minha vida. É o dom do puro talento combinado com a vontade de conquistar o mundo.

No Barça, nós jogávamos de memória.

Na Juve, é diferente. É a mentalidade coletiva que nos levou até a final da Champions League. Quando o apito soar, nós simplesmente daremos um jeito de ganhar não importa a dificuldade. Ganhar não é apenas um objetivo para a Juve; é uma obsessão. Não há desculpas.

Neste sábado, eu tenho a chance de conquistar a 35ª taça em 34 anos de vida na terra. É uma oportunidade especial para mim, e isso não tem nada a ver com provar para a cúpula do Barcelona que eles cometeram um erro ao me deixarem sair de lá.

Eu sei que eles jamais vão admitir isso.

Esse não é o ponto.

Você se lembra quando eu contei a respeito da academia de futebol no Brasil, quando eu disse a mim mesmo que eu jamais voltaria para a fazenda até fazer meu pai ficar orgulhoso?

Bom, meu pai não lá uma pessoa muito emotiva. Eu nunca soube quando verdadeiramente alcancei aquele momento de fazê-lo ficar de fato orgulhoso. Durante a maior parte da minha carreira, ele estava em casa, no Brasil.

Mas em 2015 ele foi a Berlim para me ver ganhar a final da Champions League pela primeira vez pessoalmente. Eu me lembro que, após as comemorações pela conquista nos gramados, o Barça deu uma festa especial para as famílias dos jogadores.

Nós tivemos que entregar o troféu para as pessoas que nos ajudaram a realizar nossos sonhos. Então eu me lembro que, quando foi a minha vez, passei o troféu para o meu pai, e nós dois o estávamos segurando, posando para a foto.

Então, ele disse uma coisa, que, por ser um palavrão, eu não vou reproduzir aqui exatamente com precisão.

Mas, basicamente, ele disse algo do tipo “Meu filho é o cara agora”

E você quer saber? Ele estava chorando como um bebê.

Aquele foi o grande momento da minha vida.

No sábado, eu terei a oportunidade de jogar por outro troféu da Champions League contra um oponente bastante conhecido. Como sempre, eu estudarei o Cristiano Ronaldo como uma obsessão.

Como sempre, eu irei para a frente do espelho antes da partida e rodar o mesmo filme na minha cabeça.

A tela escurece, e eu me lembro destas coisas…

Minha cama de concreto.

O cheiro da terra molhada.

Meu pai carregando o tanque de veneno nas costas.

O caminho de 20 quilômetros até a escola.

O novo conjunto de roupa.

O varal de roupas vazio.

“Claro que eu sei onde é Sevilha”

Mano, eu vim da Pqp.

E estou aqui agora.

É irreal, mas eu estou aqui.

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– Polícia Federal prende corruptos da Copa nesta 3 feira

O deputado Henrique Alves (PMDB/RN) foi preso hoje por conta do desvio de 77 milhões de reais na construção da Arena das Dunas (Natal). Semana passada, foi preso Agnelo Queiroz (PC do B/DF), pelo mesmo motivo, só que no Estádio Mané Garrincha (Brasília).

E o que podemos dizer dos gastos bilionários do Maracanã (na gestão do ex-governador e agora presidiário Sérgio Cabral) e Arena Corinthians (conduzida pelo ex-presidente corintiano Andrés Sanches, construída pela Odebrecht, a pedido de Lula para Emílio Odebrechet – chamado de “presente a um amigo”)?

Em tempo: a instituição Corinthians, sendo tudo comprovado, é vítima do seu mau gestor, assim como o país Brasil é vítima de centenas de políticos corruptos.

Me recordo cada vez mais do falecido jornalista Israel Gimpel, ícone da Jovem Pan e correspondente da rádio no Rio de Janeiro, que sempre alertava: “as obras são para atrasar, aí surgem os contratos emergenciais e vai ser a farra do dinheiro”.

Sábias palavras… olha aí que quantidade de recursos públicos desviados e tramoias realizadas.

Eu sempre escrevi: nunca quis Copa do Mundo no Brasil, pensava (e ainda penso) que nosso país tinha (e tem) muitíssimas outras prioridades… E o dinheiro nosso vai voando para o bolso dos outros.

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– E a Chuva não deu trégua!

Chuvosa, mas bela. É assim a manhã desta 3a feira.

Que seja inspirada mesmo que molhada…

(Clicada às 07h na Avenida Reynaldo Porcari – próximo da divisa dos municípios de Jundiaí e Itupeva),

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– Doe Sangue, Doe Plaquetas!

Mais uma oportunidade em estar feliz: hoje é dia da nossa costumeira doação de sangue e seus derivados no Banco de Sangue, visando incentivar a Solidariedade através do Voluntariado.

Já conversamos outras vezes sobre tal ato: a busca da cidadania e de ajudar àqueles que não podem agradecer. Doar Sangue, Plaquetas ou Hemoderivados quaisquer é importante para a saúde do seu corpo (afinal, você deve se policiar para estar tudo em ordem), da mente (tranquiliza-se por ajudar alguém) e da alma (a prática desinteressada do bem).

Faça a sua parte, abrace essa importante bandeira. Em especial, nesse mês de Junho, voltado à conscientização da doação de sangue.

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– Começando a semana com uma ótima segunda-feira!

Buongiorno, miei amici!

Como não agradecer por mais um bom dia de vida? Para começar a semana com bastante energia, logo cedinho fui correr. Nossa foto-motivação:

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Para estar em sintonia com as coisas do Alto, rezando a Jesus por intercessão de Maria. Hoje, sob a invocação de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da nossa América Latina. Nossa foto-meditação:

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Pós-treino, alongando no jardim e contemplando a beleza das flores. Nossa foto-contemplação:

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Enfim, indo trabalhar com o dia ainda nascendo. Nossa foto-inspiração:

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Ótima 2a feira para todos!

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– A Regra serve para todos? Depois que acabou o Campeonato Brasileiro é que puniram o Santa Cruz?

Oficialmente, o Santa Cruz foi o primeiro time punido com a perda de 3 pontos em competições oficiais por falta de pagamento de salários. Nesta semana, foi punido pelo STJD de acordo com a não aplicação da chamada “Lei do Fair Play Trabalhista

Detalhe: isso ocorreu agora, quase no segundo semestre de 2017, em referência ao torneio de 2016 (no qual foi rebaixado).

Será que os “togados do esporte”, caso fosse Flamengo, Corinthians, Cruzeiro ou qualquer outro time grande, estando a 1 ponto do rebaixamento, puniriam com a perda de 3 pontos algum dos “grandões”?

Bater em quem já está cambaleando é fácil. E em tempo: sou a favor da punição, mas a TODOS OS CLUBES e não 6 meses depois exclusivamente a quem já caiu.

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– A correta expulsão de Bruno Henrique em Corinthians 2×0 Santos

Agredir ou tentar agredir / atingir ou tentar atingir, para a Regra do Jogo, têm o mesmo peso: o da expulsão! Sendo assim, acertou o árbitro Anderson Daronco ao expulsar o santista Bruno Henrique na cotovelada contra o corintiano Romero.

Embora o comentarista da Sportv tenha dito que não foi correta, saiba: foi sim. O jogador deixa o braço e não faz o “movimento de ganhar espaço” abrindo os braços e impedindo o avanço (que também é faltoso, mas leve), ele tenta a cotovelada disfarçadamente.

Sabe o que é isso? É quando o jogador não está acostumado a agredir, tenta fazer e não consegue disfarçar suficientemente. Não foi violento ao extremo, Romero pode até ter valorizado, mas o que vale aqui foi o propósito do jogador: usar o cotovelo. Deu azar pois estava muito bem posicionado Anderson Daronco, à esquerda da jogada.

Assista o lance (de apenas 22 segundos), em: https://www.youtube.com/watch?v=enZThtDZK50

– Hoje seriam 40 semanas na barriga. Mas já está a quase 2 meses conosco!

Nossa Maria Estela Porcari completaria 40 semanas de gestação exatamente hoje! Só que a danadinha se adiantou bastante e desejou vir ao mundo bem antes.

Depois de fazer um “test drive” de reconhecimento por alguns dias (na UTI e no quarto do hospital), ela mesmo providenciou a mudança para o lar doce lar que seria (e é) seu ninho de amor. Só conhecia o papai e a mamãe (e meia hora por dia, permitidos pelas enfermeiras), e agora conhece a irmãzinha, os vovôs e vovós, titios e titias (além dos priminhos e priminhas). Só que por ser tão miudinha (ainda está com 2,5 kg aproximadamente), está frágil e não pode passear (nem receber visita – buááá – pois ainda não tem imunidade). E dá-lhe fraquinhos de álcool gel pela casa inteira.

O importante é: Papai do Ceeu foi generoso e, pouco a pouco, Estela vem crescendo em Graça, Saúde, Tamanho, Beleza e Simpatia!

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– Bom dia, Domingão!

Boooooom dia! Como de costume, acordei logo cedo para suar a camisa. Como é bom correr.

Meu clique-motivação:

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Durante o treino, rezando para Jesus pela intercessão de Maria, sob a invocação de Nossa Senhora do Brasil.

Meu clique-reflexão:

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Pós-treino, curtindo as flores tão belas que a natureza nos presenteia hoje.

Meu clique-contemplação:

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Enfim, indo trabalhar (sim, domingo é dia de labuta também). E me acompanhando a alvorada tão bela.

Meu clique-admiração:

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Ótimo dia de descanso ou de labuta para todos nós.

– O Cristo Carioca do jornal inglês simboliza o Brasileiro corrupto mesmo?

O “The Guardian”, respeitada publicação inglesa, falou sobre a corrupção brasileira e usou uma charge do Cristo Redentor armado e afanando um saco de dinheiro.

Ofensivo? Generalista demais?

A culpa diretamente não é do povo por tal imagem, mas sim dos políticos. De certo ponto, até que seria sim; afinal, os deputados chegam ao poder através do nosso voto.

Dom Orani Tempesta, arcebispo da diocese carioca disse:

O Cristo Redentor é símbolo de uma nação e também símbolo de uma fé. Ao representar o redentor desta forma, o ‘The Guardian’ ofende o povo brasileiro, porque isso é uma ofensa pro povo. É um vilipêndio para os cristãos, porque Cristo ensinou exatamente o contrário, ensinou que a gente devia amar o próximo, fazer bem ao outro e ser despojado. Quem não sabe respeitar o povo brasileiro, nem tão pouco os cristãos, é lamentável. Nós lamentamos muito isso e pedimos que seja respeitada a imagem de Cristo”.

O reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar Raposo, declarou:

“Isso é muito agressivo. O povo brasileiro não pode ser caracterizado por ser um povo violento e um povo que traz a corrupção na sua origem. Ao contrário, nós somos um povo trabalhador e nós merecemos o nosso respeito, e o respeito que passa também pelo reconhecimento internacional. Estamos procurando uma fase de resiliência e não podemos admitir, de forma alguma, que fiquemos caracterizados mundialmente. Um desrespeito à imagem do Cristo Redentor é um desrespeito ao povo brasileiro”.

O que pensa sobre tudo isso?

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– Juventus x Real Madrid: uma final de Copa do Mundo por vários motivos!

Independente do resultado da final da Liga dos Campeões da Europa, é inegável que a UEFA CHAMPIONS LEAGUE concorre diretamente com a COPA DO MUNDO.

E não é de hoje! George Weah não disputou uma Copa do Mundo. Cristiano Ronaldo não foi finalista de Mundial. E tantos outros “craques solitários” de sua geração ficaram sem competitividade devido aos seus escretes mundiais. Entretanto, na UCL, puderam jogar com chances de vitória em suas equipes.

Vejam os elencos atuais: ouso a dizer que Real Madrid, Barcelona, Juventus e algumas outras equipes são mais fortes do que a própria Seleção Brasileira! Jogos sendo aguardados no mundo inteiro e transmitidos em Cinemas, Bares, Internet e, claro, pela TV.

Não dá para comparar a Champions League com a nossa bagunçada mas charmosa Libertadores. São torneios bem distintos, infelizmente.

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– Duas vidas jogadas fora pelo motoqueiro!

Há certos acidentes totalmente evitáveis. Um deles foi o ocorrido na Rodovia Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, no sentido Itu – Jundiaí.

Ontem, por volta das 06h30, eu estava próximo à Takata-Petri (região do Parque Eloy Chaves), e uma moto em altíssima velocidade (e era subida), ultrapassava os carros em zigue-zague. Na garupa, com o frio que fazia na manhã de sexta-feira, se percebia que era uma moça que estava de shorts ou saia.

Como explicar a velocidade incompatível, num trecho tão perigoso com uma direção irresponsável e nos tais trajes? Respeitosamente, parecia que as duas pessoas não estavam cientes do perigo, da temperatura e das próprias leis de trânsito.

Instantes depois, ainda ziguezagueando, a moto sumiu em velocidade maior na descida próximo à fábrica da Coca-Cola. De repente, tanto a pista expressa quanto a marginal da Dom Gabriel pararam. A moto se enfiou na traseira de um carro e piloto com a acompanhante arremessados pelo canteiro até via marginal. Morte instantânea.

É triste tal relato. A vida para uns é tão sagrada, e para outros jogada fora. Dos males, o menor foi que os corpos não foram arremessados em cima de um ônibus ou de outro veículo maior, causando mais mortos.

Uma pena. E ao ler o jornal de Jundiaí, descobriu-se que as vítimas portavam LSD!

Muito triste. Foram vítimas de si próprio. Compartilho:

(Extraído de: http://www.jj.com.br/noticias-46549-casal-de-jovens-morre-em-colisao-de-moto-na-rodovia-dom-gabriel)

CASAL DE JOVENS MORRE EM COLISÃO NA DOM GABRIEL

Um casal de jovens morreu na manhã desta sexta-feira (02) em acidente de moto na rodovia Dom Gabriel Gabriel Paulino Bueno Couto, que interliga Jundiaí a Itu. Erick James de Lima, de 27 anos, pilotava uma Yamaha XT 660, levando na garupa Amanda Larissa Silveiro Torres, 21. O veículo bateu na traseira de um VW Logus.

A policiais rodoviários, o motorista do carro, um técnico em eletricidade de 29 anos, contou que ouviu de testemunhas, após o acidente, que o condutor da motocicleta pilotava em alta velocidade, ziguezagueando na estrada para ultrapassar outros veículos. Ele disse ter sentido apenas o impacto da moto contra seu automóvel.

Erick e Amanda morreram no local. Conforme relataram os policiais rodoviários durante o registro do boletim de ocorrência, 29 micropontos de LSD, uma droga de grande poder alucinógeno, foram encontrados nos pertences da moça. O entorpecente estava guardado em papel alumínio.

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Também o Jornal Regional postou outros detalhes do acidente, incluindo a foto assustadora do resgate:

(extraído de: http://www.jr.jor.br/2017/06/02/amanda-e-erick-morreram-em-acidente-de-moto/)

Que Deus console os familiares e conscientize os jovens do mal das drogas – e a importante responsabilidade no trânsito.

– O desnecessário passo de Mano

Um cara rico, consagrado e velhaco como Mano Menezes, não precisa de um “passinho” na área para atrapalhar um arremesso lateral. Mas fez.

No jogo entre Chapecoense x Cruzeiro que eliminou os catarinenses da Copa do Brasil, o lateral esquerdo Reinaldo foi cobrar um arremesso lateral. Ele sempre o faz de maneira longa, para que a bola chegue o mais longe possível. Mas quando se preparava para soltar a bola, o treinador cruzeirense disfarçou e deu um passo de lado para atrapalhar Reinaldo. Não precisava fazer isso, é unfairplay.

Entretanto, sem pudor, Mano Menezes admitiu ter feito isso propositalmente para atrapalhar a jogada ensaiada do adversário. E justificou de maneira ridícula, dizendo que “tem direito”.

Não, não tem direito de atrapalhar uma reposição de bola (nem ele, nem um atleta dentro do campo de jogo quando o reinício da partida é de uma bola que está dentro do gramado). Quem repõe é que tem o direito de colocar a bola em jogo.

É claro que se o STJD interrogar Mano Menezes, ele dirá que se referiu ao direito em estar na área técnica (qualquer advogado faria essa orientação). Mas a área técnica serve para o técnico orientar seus jogadores, não impedir o adversário de repor a bola.

Pra quê, Mano? Que baixeza…

Assista o vídeo do lance em: https://www.youtube.com/watch?v=bvKEoGgLpXo

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– Loures e a mala na cadeia. É agora ou nunca, Aécio?

Mais um grampo da Polícia Federal, mais uma revelação de que o senador Aécio Neves era uma raposa em pele de cordeiro. Dessa vez, interceptou-se uma conversa com o tão perigoso Romero Jucá, falando sobre estratégias para a manutenção do poder (“é agora ou nunca”, disse Aécio para Jucá). Que esse canalha vá para cadeia!

Na mesma cela, coloquem Lula (como é que podem os eleitores petistas não reconhecerem que Luiz Inácio enganou tanta gente por tanto tempo. Fanatismo?), Temer, Renan e outros tantos bandidos do colarinho brancoRocha Loures, o homem da mala de Temer, já está no Xilindró (foi preso há pouco). Pudera, com esse flagra com o dinheiro na mão…

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– Salve, sábado!

Bom dia! Que sábado frio…

Hoje é dia mais “leve”. Tirei os compromissos de lado para resolver pendências, dormir até um “pouquinho” mais tarde e colocar a casa em dia. Tudo isso porque ontem foi complicado.

Como não corri hoje, compartilho os cliques mobgráficos de ontem:

1- Logo cedo, correr bem animado (precisei, o dia foi difícil). Foto 1:

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2- Durante o treino, rezando o Rosário de Nossa Senhora. Foto 2:

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3- Pós-treino, caminhando levemente com a alvorada colorida. Foto 3:

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4- Hora de labutar, e meu céu do amanhecer (esse sim é de hoje), brilhando com o lindo sol. Foto 4:

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Ótimo sábado para todos.

– Parabéns a todos nós!

Dia 2 de Junho, dia da Itália, e também celebrado com Dia da Comunidade Italo-Jundiaiense.

Parabéns a nós, brasileiros de nascença mas também italianos de coração, “oriundi di Jundiaí“!

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– Posto Harmonia, 11 anos!

Estamos em festa! Com muita luta, honestidade e trabalho, nós, do Auto Posto Harmonia, completamos hoje 11 anos de atividade comercial no ramos de combustíveis.

Agradecemos aos nossos clientes e amigos pela eterna confiança.

Atenciosamente,

Rafael Porcari

AUTO POSTO HARMONIA LTDA
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– Que não se conteste tal percepção!

Uma verdade indiscutível. Leia:

– Fez o Duque: Anderson Daronco de novo em clássico paulista?

No sorteio de árbitros do Coronel Marinho, o sexteto gaúcho comandado por Anderson Daronco foi felizardo e apitará, pela segunda vez seguida, um clássico paulista: Corinthians x Santos na Arena em Itaquera, depois de São Paulo x Palmeiras no Estádio do Morumbi na semana passada.

Dois importantes jogos paulistas com o mesmo juizão do Rio Grande do Sul? Cadê o Sindicato dos Árbitros Paulistas, comandado por Arthur Alves Júnior, para pressionar o Cel Marcos Marinho e Marco Polo Del Nero?

Que desprestígio da Arbitragem de São Paulo!

Como os custos de passagem aérea no Brasil estão baratos, Dewson Freitas, junto com outros cinco conterrâneos dele do Pará, arbitrarão Flamengo x Botafogo em Volta Redonda. Claro, o preço de uma viagem da Amazônia para a Baía da Guanabara, em 6 pessoas, deve ser reduzido, não?

De novo parafraseando Juca Kfouri: “Viaja, Del Nero, viaja…” Quem sabe não se reformula tudo?

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– Um erro grotesco de uma ótima assistente.

Baixinha, bonita, simpática e competente: essa é a árbitra assistente da FIFA, Tatiane Sacilotti Camargo dos Santos, que cometeu um erro grotesco depois de um acerto primoroso na partida entre Sport 1×1 Botafogo.

Aos 42 minutos do 1o tempo, Rodrigo Pimpão (em impedimento) e Roger (em posição legal, mas duvidosa) estão partindo no contra-ataque. A bola é lançada para Roger, que avança (a bandeira permite a sequência com correção). Neste momento, nasce uma nova jogada e a linha da bola passa a estar à frente de Pimpão que está à esquerda. Repare: antes ele estava impedido; com o avanço de Roger, deixou de estar.

Entretanto, quando Roger cruza, ele o faz para frente, mas Pimpão ainda estava atrás da linha da bola (portanto, permanece em condição legal). Se Roger estivesse à frente da bola na hora do cruzamento, aí sim seria impedimento ativo. Tatiane acabou marcando impedimento e anulou erroneamente o gol.

Penso que a qualificada bandeira foi iludida pelo cruzamento para a frente, além de não ter acompanhado a velocidade do rápido lance o suficiente (ela já está um pouquinho adiantada no seu posicionamento e fica para trás durante a corrida). Se Roger avançasse um pouco mais e cruzasse para trás, talvez ela não teria sido traída pelo golpe de vista.

O lance está entre o tempo 03’31” e 03’46” deste link: http://globoesporte.globo.com/pe/futebol/copa-do-brasil/jogo/31-05-2017/sport-botafogo/

IMPORTANTE: Tatiane tem excepcional condicionamento físico e foi aprovada nos testes FIFA com exigências de tempo da categoria “masculino”. Assim, não vale dizer (neste caso) que foi “lenta” por ser mulher.

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