– Ética, Moral, Razão e Fé: a combinação que fomenta a sociedade civilizada

Arnaldo Niskier, presidente do CIEE e membro da Academia Brasileira de Letras, escreveu um excepcional artigo sobre Ética, Moral, Razão e Fé. Nele, o autor fala sobre a importância da religião para preencher lacunas morais e conceitos éticos contraditórios.

Me chamou a atenção uma frase importante:

Não pode haver desarmonia [entre religião e ciência] se o Deus que infunde a fé é também quem dota o homem com a luz da razão”.

Impossível não recordar do Papa João Paulo II:

Fé e Razão são duas asas que nos elevam para o Céu.

Abaixo, extraído da Folha de São Paulo, ed 06/06/2016, pg 2, em “Opinião”.

A ÉTICA É NECESSÁRIA

Há um crescente número de especialistas, nos campos da psicologia, da biologia evolutiva, da teologia, da moral, que robustecem a consciência de uma ética global, mediante estudos, análises históricas, diagnósticos sociopolíticos. Responsáveis por todos os setores da sociedade estão preocupados com a sobrevivência da humanidade.

Fé e razão são conhecimentos distintos, explicáveis um pelo outro. E ainda que a fé seja colocada acima da razão, não pode haver desarmonia se o Deus que infunde os mistérios da fé é também quem dota o homem com a luz da razão.

Dados da organização Population Reference Bureau, especializada em estudos demográficos, estimam que 7,5 bilhões de pessoas habitam o planeta. Por sua vez, o número de religiosos chega a 6,8 bilhões, segundo pesquisas.

A diferença é explicada pela existência de grande número de ateus e agnósticos. É certo que, hoje, todas as religiões ocidentais se acham radicalmente confrontadas com o problema da secularização, por uma sociedade mundana, o que não implica ausência de uma nova espiritualidade.

Cada ato individual tem uma influência coletiva. O otimismo nunca é uma meta, e, sim, uma atitude em relação à vida. Somos exemplos uns para os outros e é preciso assumir essa responsabilidade.

Por isso, seja ao ler notícias no jornal ou ao vivenciar as chamadas microcorrupções do dia a dia, não podemos perder a capacidade de nos indignar, deixar que isso tudo passe como normal ou comum. Indignar-se não será possível, porém, se não abrirmos os olhos para identificar quais as questões éticas envolvidas em cada caso.

Sem dominá-las, continuaremos parados no mesmo lugar. O desconhecimento é parte da crise. Para o rabino Skorka, “a única defesa para que o povo não permita uma liderança nefasta é a educação.”

O papa Francisco chamou os judeus de “irmãos maiores na fé”, repetindo as palavras de João Paulo 2º. Condenou todas as formas de antissemitismo e recordou os 6 milhões de judeus mortos no Holocausto, citando nominalmente um sobrevivente de Auschwitz, quando visitou, há pouco, a Grande Sinagoga de Roma.

Francisco pronunciou em italiano a bênção sacerdotal: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o Seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti e te dê paz”. Segundo a tradição judaica, um ato repetido três vezes se torna chazaká, um costume fixo.

Esse é o sinal de uma nova era, um evento que irradia para todo o mundo uma mensagem benéfica e se opõe à invasão e à prepotência da violência religiosa.

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– O dopping no esporte está insuportável.

Temos visto muitas manchetes sobre dopping no esporte, e elas são cada vez mais cabeludas.

Tudo tem sido fajuto, mascarado? Os resultados dos atletas são artificiais, sendo conquistados com tecnologias de dopagem modernas e não descobertas?

Uma pena que isso esteja cada vez mais comum. Quantos dopings ocorreram e não descobrimos até agora?

O mais complicado é: descobrir quem está realmente ou não dopado, pois a modernidade usada pelos laboratórios para ajudar criminosamente os esportistas é avançadíssima.

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– A inexistência de políticos honestos no Brasil e a cara de pau de Temer.

Nesta semana, o presidente Michel Temer se disse vítima de Joesley Baptista.

Ora, que Joesley é tão criminoso quanto ele, é sabido. Isso é como batom na cueca, não dá para justificar. Mas o que me assusta é a cara de pau do chefe da nação ao dizer que não tinha intimidade com ele, mas andar em seu jato emprestado, ver sua esposa receber flores dele e recebe-lo de madrugada na sua residência à noite, sem agendamento prévio.

Aliás, me dê um nome de político honesto em que o senso comum garantirá: “esse não tem crime nem suspeita, ponho minha mão no fogo por ele”.

Não há!

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– As Escalas de Arbitragem para Domingo: erros e acertos da bolinha da CBF

Rápidos e importantes pitacos da Rodada 11 do Brasileirão, a ser disputada nesse próximo final de semana:

Para Corinthians x Botafogo, apitará Rodolpho Toski Marques, de péssimo retrospecto e que já se tornou FIFA! Há poucas semanas, foi muito mal em Ponte Preta x São Paulo (vide aqui: http://wp.me/p55Mu0-1tM). O problema maior é: dos 3 jogos que apitou do Corinthians em casa, foi mal nos 3, disputados em Itaquera. Contra o Internacional (veja aqui: http://wp.me/p55Mu0-1dJ), contra o Atlético Mineiro e, o mais polêmico, contra o Fluminense (gerando 8 lances discutíveis, relembre aqui: http://wp.me/p55Mu0-171).

Para Avaí x Ponte Preta, a Macaca vai chiar quando se deparar com o AAA Leonardo Cavaleiro, o mesmo de 3 absurdos erros no Moisés Lucareli contra o Internacional numa assombrosa péssima atuação. Relembre aqui: (http://wp.me/p55Mu0-11s).

Para Coritiba x Vasco da Gama, apitará Emerson de Almeida Ferreira, de irregulares atuações. Mas me chama a atenção que o AAA será Igor Benevenuto, que está fazendo um ótimo trabalho nessa temporada. A lógica não seria inverter os nomes, pelo mérito do trabalho? No Bahia x Flamengo, Benevenuto fez uma arbitragem irrepreensível (assim como Wilton Sampaio no Grêmio x Corinthians).

De correta, a escalação merecida de Wagner do Nascimento Magalhães para Palmeiras x Grêmio, que desde o Campeonato Carioca está fazendo arbitragens seguras e regulares. Um árbitro que não está se complicando.

Não deveria existir bom senso nas escalas para evitar juízes “propensos” a serem reclamados? Evitando polêmicas, já ajuda o bom clima de clubes e da própria arbitragem.

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– Dois jogos com erros importantes de árbitros de vídeo? Eles estão convencendo?

Sou defensor do bom uso da tecnologia no futebol, desde que feito de maneira sensata e a fim de legitimar os resultados. Claro, estou acompanhando as polêmicas com o uso dos VAR, normalmente criadas pela demora das decisões do que as decisões em si.

Devido aos últimos dias corridos em outras atividades que exerço, não consegui assistir nem ver os vídeos de Portugal x Chile e Salgueiro x Sport. No primeiro, dei uma olhadela na Copa das Confederações, e na prorrogação, Francisco Silva sofreu pênalti e o árbitro iraniano não marcou. Ninguém avisou lá das cabines de que houve um tiro penal a favor do Chile? Se Portugal elimina os chilenos, daria tanta polêmica…

No segundo jogo, a decisão do Campeonato Pernambucano, não consigo ver os lances polêmicos da partida, mas muita reclamação da equipe do Salgueiro, em especial ao suposto erro no auxílio do VAR Péricles Bassols (Bassols foi árbitro de vídeo na partida de ida e de volta). Sou obrigado a dizer novamente: não assisti, mas a chiadeira é grande.

Diante de tudo isso, fica a questão: o árbitro de vídeo está tirando a polêmica do futebol, aumentando-a ou simplesmente a mantendo?

Afirmo o que sempre pensei: não adianta qual seja a tecnologia, se o humano que a operar for falho.

Por fim, lembrando: os clubes brasileiros comunicaram a Conmebol que NÃO querem o VAR nas próximas fases da Libertadores da América.

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