– As Futuras Mudanças das Regras do Futebol em Discussão!

Estamos vendo muita confusão com pequenas mas significativas mudanças nas regras e orientações no futebol, como, por exemplo, a questão do impedimento (precisa-se de “bula” para as novas interpretações).

Mas se você acha isso “radical demais”, saiba: a International Board redigiu uma proposta de estudos para a alteração profunda do futebol chamado de “Play Fair, em alusão à expressão Fair Play, dividindo as mudanças em “viáveis a curto, médio e longo prazo”. Com isso, se deseja que o futebol alcance a melhora de 3 pontos:

  1. respeito do comportamento do jogador,
  2. aumento do tempo de bola rolando e
  3. a legitimação dos resultados (fim dos erros de arbitragem).

O documento original, em inglês, pode ser acessado no PDF que segue: http://www.play-fair.com/data/Strategy_Paper_EN_150dpi_Doppelseiten.pdf (ops: o arquivo é bem pesado, tenha acesso a uma boa conexão para acessá-lo).

Algumas das propostas são:

– Faltas, escanteios e tiros de meta poderiam ser cobrados para o próprio jogador (não precisará que outro atleta toque a bola, pode sair jogando sozinho),

– Aplicação de Cartões Amarelos e Vermelhos para os membros de Comissão Técnica (quantos treinadores levariam amarelo no Brasileirão, não?),

Acabar com o rebote do pênalti. Se a bola não entrar no gol, reinicia-se o jogo com tiro de meta.

– Só se poderá encerrar o 1o e o 2o tempo com a bola parada, nunca com a bola rolando,

– A mudança do tempo de jogo para 2 tempos de 30 minutos, com o árbitro paralisando o seu cronômetro a cada interrupção, sendo que os torcedores acompanhariam o relógio do juiz através de cronômetros no estádio (o relógio do tempo de jogo voltará!).

Cobranças de pênalti alternadas (bate o time X, depois duas vezes o Y, depois se faz a repetição ao inverso).

E aí, o que acham das idéias? Teriam mais algumas?

bomba.jpg

Anúncios

– Pensar Dói? Procuram-se bons alunos…

Compartilho bacana matéria sobre a carência de estudantes quem segundo o autor, estariam em extinção!

Extraído de: http://www.cartacapital.com.br/revista/794/procuram-se-estudantes-7060.html

PROCURAM-SE ESTUDANTES

Além do mico-leão-dourado e do lobo-guará, outro mamífero tropical parece caminhar para a extinção

por Thomaz Wood Jr.

Diz-se que uma espécie encontra-se ameaçada quando a população decresce a ponto de situá-la em condição de extinção. Tal processo é fruto da exploração econômica e do desenvolvimento material, e atinge aves e mamíferos em todo o planeta. Nos trópicos, esse pode ser o caso dos estudantes. Curiosamente, enquanto a população de alunos aumenta, a de estudantes parece diminuir. Paradoxo? Parece, mas talvez não seja.

Aluno é aquele que atende regularmente a um curso, de qualquer nível, duração ou especialidade, com a suposta finalidade de adquirir conhecimento ou ter direito a um título. Já o estudante é um ser autônomo, que busca uma nova competência e pretende exercê-la, para o seu benefício e da sociedade. O aluno recebe. O estudante busca. Quando o sistema funciona, todos os alunos tendem a se tornar estudantes. Quando o sistema falha, eles se divorciam. É o que parece ocorrer entre nós: enquanto o número de alunos nos ensinos fundamental, médio e superior cresce, assombram-nos sinais do desaparecimento de estudantes entre as massas discentes.

Alguns grupos de estudantes sobrevivem, aqui e acolá, preservados em escolas movidas por nobres ideais e boas práticas, verdadeiros santuários ecológicos. Sabe-se da existência de tais grupos nos mais diversos recantos do planeta: na Coreia do Sul, na Finlândia e até mesmo no Piauí. Entretanto, no mais das vezes, o que se veem são alunos, a agir como espectadores passivos de um processo no qual deveriam atuar como protagonistas, como agentes do aprendizado e do próprio destino.

Alunos entram e saem da sala de aula em bandos malemolentes, sentam-se nas carteiras escolares como no sofá de suas casas, diante da tevê, a aguardar que o show tenha início. Após 20 minutos, se tanto, vêm o tédio e o sono. Incapazes de se concentrar, eles espreguiçam e bocejam. Então, recorrem ao iPhone, à internet e às mídias sociais. Mergulhados nos fragmentos comunicativos do penico digital, lambuzam-se de interrogações, exclamações e interjeições. Ali o mundo gira e o tempo voa. Saem de cena deduções matemáticas, descobertas científicas, fatos históricos e o que mais o plantonista da lousa estiver recitando. Ocupam seu lugar o resultado do futebol, o programa de quinta-feira e a praia do fim de semana.

As razões para o aumento do número de alunos são conhecidas: a expansão dos ensinos fundamental, médio e superior, ocorrida aos trancos e barrancos, nas últimas décadas. A qualidade caminhando trôpega, na sombra da quantidade. Já o processo de extinção dos estudantes suscita muitas especulações e poucas certezas. Colegas professores, frustrados e desanimados, apontam para o espírito da época: para eles, o desaparecimento dos estudantes seria o fruto amargo de uma sociedade doente, que festeja o consumismo e o prazer raso e imediato, que despreza o conhecimento e celebra a ignorância, e que prefere a imagem à substância.

Especialistas de índole crítica advogam que os estudantes estão em extinção porque a própria escola tornou-se anacrônica, tentando ainda domesticar um público do século XXI com métodos e conteúdos do século XIX. Múltiplos grupos de interesse, em ação na educação e cercanias, garantem a fossilização, resistindo a mudanças, por ideologia de outra era ou pura preguiça. Aqui e acolá, disfarçam o conservadorismo com aulas-shows, tablets e pedagogia pop. Mudam para que tudo fique como está.

Outros observadores apontam um fenômeno que pode ser causa-raiz do processo de extinção dos estudantes: trata-se da dificuldade que os jovens de hoje enfrentam para amadurecer e desenvolver-se intelectualmente. A permissividade criou uma geração mimada, infantilizada e egocêntrica, incapaz de sair da própria pele e de transcender o próprio umbigo. São crianças eternas, a tomarem o mundo ao redor como extensão delas próprias, que não conseguem perceber o outro, mergulhar em outros sistemas de pensamento e articular novas ideias. Repetem clichês. Tomam como argumentos o que copiam e colam de entradas da Wikipédia e do que mais encontram nas primeiras linhas do Google. E criticam seus mestres, incapazes de diverti-los e de fazê-los se sentir bem com eles próprios. Aprender cansa. Pensar dói.

bomba.jpg

– Fria e bela 3a!

Bom dia. Bem animadão para mais uma jornada, acordei bem cedo para correr (e não estava muito frio):

bomba.jpg

Durante o treino, pensando e meditando em Nossa Senhora do Carmo, minha padroeira:

bomba.jpg

Pós-cooper, alongando e contemplando as flores do jardim. Maravilha ímpar:

bomba.jpg

E na hora de trabalhar… muito frio! O tempo virou e ficou tudo cinza, exceto as flores do ipê rosa, dando cores ao dia de provável chuva:

bomba.jpg

Ótima terça-feira a todos!