Nos últimos dias, a Europol divulgou que descobriu um mega-esquema de manipulação de resultados, envolvendo apostadores, jogadores, dirigentes e árbitros.
As partidas envolviam desde jogos secundários, de campeonatos pouco importantes – como búlgaro ou romeno – até partidas da Champions League.
Mas e os nomes? Apareceu um suposto mafioso de Cingapura, outro Tailandês, um árbitro de Portugal, mas… e os “cabeças”? E as pessoas de fama pública, quando surgirão?
Recentemente, a Juventus de Turim foi rebaixada para a 2a divisão do Campeonato Italiano por subornos. Tuta, centroavante brasileiro de inúmeros clubes, disse que quase apanhou no Venezia quando marcou um gol a favor da sua equipe em um jogo decisivo.
Outra coisa: não me sinto a vontade em ver sites de apostas eletrônicas nas camisas de grandes clubes, como Real Madrid e Milan. Suspeito ou não?
Ainda: só na Europa isso acontece? Dos tempos mais antigos (como a folclórica melancia do árbitro Dulcídio Wanderley Boschilla) até os campeonatos mais recentes (Dualib e o seu 1-0-0), passando pelo caso Edilson Pereira de Carvalho & Gibão, estamos, apesar desses episódios, blindados de verdade?
Lembro-me de uma sábia consideração que ouvi do respeitadíssimo jornalista ítalo-brasileiro Cláudio Carsughi, que retrata o que penso:
“Se Deus, no seu amor infinito, permitiu que houvesse corrupção até mesmo dentro da sua Igreja, por qual motivo preservaria a categoria dos árbitros de futebol?”
Estenda-se essa observação às categorias dos dirigentes e jogadores.
