– Manipulação de Resultados na A3 Paulista? Agora, a denúncia é contra a União Barbarense.

De novo?

Outra denúncia de manipulação de resultados no Futebol do Interior Paulista. Assim como no ano passado, a série A3 seria o alvo dos apostadores pelos times e jogadores em dificuldades financeiras.

Saiba mais, extraído de: https://globoesporte.globo.com/sp/campinas-e-regiao/futebol/paulista-serie-a3/noticia/barbarense-cai-na-a3-com-volante-no-gol-e-suspeita-de-manipulacao-de-resultados.ghtml

BARBARENSE CAI NA A3 COM VOLANTE NO GOL E SUSPEITA DE MANIPULAÇÃO DE RESULTADOS

Advogado do clube confirma que Boletim de Ocorrência foi registrado após denúncia de dois jogadores; sem nenhum goleiro à disposição, veterano Cláudio Britto atua na meta

O empate por 0 a 0 com o Marília, na manhã deste domingo, foi pano de fundo para um desfecho melancólico da campanha do União Barbarense na Série A3 do Campeonato Paulista. Sem nenhum goleiro à disposição, o Leão da Treze se despediu com um volante no gol e também uma polêmica extracampo, com suspeita de manipulação de resultados ao longo da competição.

Ao fim do jogo, os dois times caíram para a Segundona – equivalente à quarta e última divisão do futebol paulista. Também foram rebaixados Rio Branco, Matonense, Manthiqueira e Mogi Mirim.

O advogado do União Barbarense, Régis Godoy, confirmou em entrevista coletiva após a partida que o clube registrou um Boletim de Ocorrência a partir da versão de dois jogadores. Segundo Godoy, eles confessaram a participação no esquema e ainda citaram os nomes de outros seis atletas, além do técnico Claudemir Peixoto.

Antônio Lins Ribeiro Guimarães foi palco de muita polêmica na manhã deste domingo  (Foto: Vinícius de Paula / Ag. Mirassol)Antônio Lins Ribeiro Guimarães foi palco de muita polêmica na manhã deste domingo  (Foto: Vinícius de Paula / Ag. Mirassol)

Antônio Lins Ribeiro Guimarães foi palco de muita polêmica na manhã deste domingo (Foto: Vinícius de Paula / Ag. Mirassol)

O advogado também disse que a Federação Paulista de Futebol já foi informada da situação. O Coronel Isidro Suita Martinez, do departamento de infraestrutura de estádios da entidade, estava presente no Estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães para se informar melhor sobre o caso.

– Vou reservar o direito de não falar os nomes, nem os valores, mas surgiram dois jogadores que, infelizmente, confessaram para nós, citaram outros seis e também o nome do Claudemir Peixoto. Temos áudios gravados. É tudo suposição e não podemos acusar, mas, até para resguardar o clube, não poderíamos agir de forma diferente. Então, até por orientação da própria Federação Paulista de Futebol, registramos um boletim de ocorrência e fizemos a nossa parte de denunciar. Agora cabe as autoridades apurarem – afirmou Godoy.

– Os jogadores falaram até de números , citaram os jogos e os placares que, segundo eles, teriam sido fabricados. Tem de tomar muito cuidado, mas registramos os fatos que supostamente aconteceram. Torço para que tudo isso seja mentira, mas não poderia me omitir – completou.

Em entrevista à Rádio Luzes da Ribalta, de Santa Bárbara d´Oeste, o técnico Claudemir Peixoto, demitido recentemente pela diretoria, se defendeu:

– Eu estava viajando, resolvendo alguns problemas particulares quando vi meu nome envolvido nisso. Vou me pronunciar porque não tenho nada a ver com isso. Tenho história no União, não preciso disso. Fico chateado. Também falei com alguns jogadores, que me garantiram que não estão envolvidos. Mas isso não vai ficar assim não. Se alguém falou meu nome, vai ter de provar.

Demitido recentemente, Claudemir Peixoto se defendeu  (Foto: Sanderson Barbarini | Foco no Esporte)Demitido recentemente, Claudemir Peixoto se defendeu  (Foto: Sanderson Barbarini | Foco no Esporte)

Demitido recentemente, Claudemir Peixoto se defendeu (Foto: Sanderson Barbarini | Foco no Esporte)

– Eu sempre trabalhei sério, nunca contei com a ajuda de ninguém. Se eu tivesse dinheiro, não estaria morando de aluguel. Dá até vergonha falar disso, mas hoje é a morte dos meus filhos que dá dinheiro para mim. Tenho vergonha na cara, vão falar uma coisa dessa de mim – afirmou, com a voz embargada.

Os jogadores que entraram em campo também comentaram as denúncias. Durante a semana, o União Barbarense, com mínimas chances de escapar, liberou seis jogadores que pediram para deixar o clube (o goleiro Thiago Luis, o zagueiro Edson Rocha, os laterais Souza e Lincoln e os atacantes Rafael Magalhães e Wilker).

“Logo mais vocês vão saber da história, mas os verdadeiros guerreiros ficaram aí” disse o volante Claudinei, aos prantos.

Como o goleiro Alan Tobias, que seria titular neste domingo, avisou no início da manhã que não apareceria para jogar, coube ao veterano volante Cláudio Britto, de 42 anos, atuar no gol. Depois de fazer as vezes de dirigente e também de treinador do Leão da Treze em 2017, ele largou a aposentadoria para tentar ajudar o time e desabafou sobre o cenário do clube.

– Nós fomos pegos de surpresa durante a semana, com indícios de algo errado. Precisamos tomar cuidado, são suposições. Mas nós que estamos aqui hoje somos vítimas, como a nossa diretoria e a maioria de quem ficou. Ficamos igual mulher traída. Mas que o povo barbarense saiba. Quem ficou não tem nada a ver com essa sujeirada desses indícios, se realmente for comprovada toda essa podridão aí – disparou Britto.

Cláudio Britto terminou a A3 no gol e indignado com a situação do Barbarense  (Foto: Oscar Herculano Jr / EPTV)Cláudio Britto terminou a A3 no gol e indignado com a situação do Barbarense  (Foto: Oscar Herculano Jr / EPTV)

Cláudio Britto terminou a A3 no gol e indignado com a situação do Barbarense (Foto: Oscar Herculano Jr / EPTV)

Por meio da assessoria de imprensa, a Federação Paulista de Futebol também se manifestou:

– A FPF, por meio de seu Comitê de Integridade, investiga todas as denúncias envolvendo possíveis infrações. O órgão é composto por executivos da FPF, Ministério Público, TJD-SP e Polícia Civil, e atua no combate e na investigação a infrações, desvios de conduta e manipulação de resultado no futebol paulista.

Na arquibancada, os poucos torcedores que foram à Toca do Leão estenderam uma faixa pedindo para a equipe entregar o jogo, já que o resultado do União Barbarense poderia interferir diretamente na luta do rival Rio Branco contra a degola.

No fim, o Rio Branco fez a sua parte, venceu por 2 a 0 o Grêmio Osasco, em Americana, mas não escapou porque o Olímpia bateu o Atibaia pelo mesmo placar.

O União Barbarense encerra a campanha na Série A3 com 17 pontos, na 17ª colocação, e oito jogos consecutivos sem vitória. O Marília ficou logo acima, em 15º, com 20 pontos, assim como o Rio Branco, a dois do Olímpia.

– O Respeito lembrado por Thiago Silva! (?)

Há pouco, Thiago Silva (emocionado) desabafou na entrevista Pós-Jogo à Globo, dizendo:

Essa camisa aqui merece um pouco mais de respeito“.

Mas quem fez ela perder o respeito?

Reflitamos… ganhou de 1×0 depois de perder de 7. Acho que falta um pouco mais para se dizer isso, não? Quem sabe em partida válida pela Copa do Mundo.

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– Só com a molecada e sem planejar, não vai dar, santista!

O Santos FC é uma incrível máquina de formar jogadores jovens e talentosos. Isso não se discute.

Desde antes do tempo em que um garoto chamado Pelé por lá chegou, vira-e-mexe o Peixe se supera com atletas juniores de qualidade impressionante. Nos anos 70/80, tivemos os meninos da Vila (destacando Juari). Nos anos 2000, o advento Robinho e Diego, quando o clube estava numa grande pindaíba e depois de ter dispensado caros medalhões como Rincón e Edmundo. Mais recentemente, uma nova geração surgiu, com Neymar alcançando o estrelato, além de outros jovens que surgiram com ele. Agora, é a vez de Rodrygo, um candidato a craque.

Mas fica o alerta: em muitos casos, há o acaso de conseguir com jovens talentosos e cheios de disposição desejando vencer. Em outros, há o planejamento.

No atual estágio do Santos, o surgimento dos novos garotos em meio à nova crise financeira se dá de novo ao acaso ou a um planejamento anterior? Mais do que isso: irão realmente “vingar” ou nem sempre pode-se esperar que a molecada sustente o time da Vila Belmiro?

Voltamos àquela velha história: caiu “um raio chamado Pelé” na Baixada Santista. Depois Robinho e Neymar. Outros raios “cairão sempre”?

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– A correta preventiva de Claus no São Paulo 1×0 Corinthians

Fui perguntado sobre a atitude do árbitro Raphael Claus em chamar a atenção preventivamente de São Paulo e Corinthians, através de seus treinadores e capitães, antes do reinício do jogo.

Achei ótimo! Consciente, correto e zeloso para que o jogo não descambasse.

Se é possível fazer essa “resenha” antes do segundo tempo, percebendo que o clima está tenso, por quê não fazê-la?

Uma coisa é você, durante a bola rolando, ficar conversando e não punir os lances técnica e disciplinarmente (ou seja: deixar de cumprir a regra e não dar os cartões amarelos e vermelhos). Outra coisa bem diferente é chamar a atenção e pedir calma às equipes no intervalo, conscientizando-as da necessidade de menos bate-boca e mais bola rolando.

Em tempo: e a queixa do treinador Fábio Carille, sobre não ter sido cumprimentado pelo seu colega Diego Aguirre (que disse não o ter visto / reconhecido quando entrava em campo, pois estava atento ao jogo e passou “batido” por ele)?

Para mim, parece que essa reclamação é uma forma de começar pressionando bem o adversário no próximo jogo, acirrando os ânimos. É a tática que Vanderlei Luxemburgo muito usava: quando em desvantagem, arranjava um subterfúgio e tirava o assunto principal – o jogo em si – para uma “confusãozinha paralela”.

Faz parte do futebol.

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– Posso bater rápido uma falta a meu favor, sem esperar o apito?

Foi há sete anos, mas o assunto é atual. Vide abaixo:

Na quarta-feira (17), um lance inusitado na partida Porto (POR) X Arsenal (ING): Após um recuo de bola do time inglês ao seu goleiro, o árbitro sueco Martin Hansson (aquele mesmo de França X Irlanda, do gol de mão de Henry – que fase, hein juizão!) assinalou tiro livre indireto a favor dos portugueses. O esperto centroavante pegou a bola, colocou no chão e cobrou rapidamente, fazendo o golNaquele momento, o goleiro e a defesa do Arsenal estavam desarrumados e desatentos. O gol foi confirmado.

Veja: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/portugues/0,,MUL1495243-9850,0.html

E a pergunta: pode?

Claro que pode, e aí uma curiosidade: Quem é que disse que precisa esperar a barreira? Onde está a barreira na regra? E o apito do árbitro, tem que esperar?

Vamos lá: o time que cobra a falta tem o direito de exigir as 10 jardas de distâncias (9,15m). Nada impede que ele abra mão desse direito. Se o fizer, e a bola atingir o defensor, segue o jogo. Afinal, o adversário não teve tempo de se posicionar a 9,15 metros. Não teve culpa. Não precisa esperar o apito.

Entretanto, se o adversário se posicionar em frente a bola, e impedir propositalmente a cobrança, ficando a menos de 9,15m, e a bola bater nele, repete-se a cobrança e aplica-se o cartão amarelo por não manter a distância regulamentar e/ou retardar o reinício de jogo.

Perceba que são situações diferentes: no primeiro lance, ele não teve tempo de se posicionar. No segundo lance, ele fez questão de não se posicionar.

Mas e quando o time que fez a falta “pede barreira“? Aí outro mito do futebol: o infrator não tem esse direito, ele tem o dever de dar a distância. O que acontece muitas vezes é que os batedores de falta exigem a distância de 9,15m, e as defesas se agrupam como “paredões”, “muralhas” ou, como conhecemos, “barreiras”. As barreiras não existem na regra; é que a própria regra não vê nada de ilegal no fato dos atletas se agruparem a 9,15m.

Outra curiosidade que você não costuma observar: se o atleta quer bater a falta rapidamente, e o adversário fica na sua frente, ele pode tirar grande proveito disso: a regra permite que ele “tabele’ com o adversário, ou seja, posso chutar nesse atleta que está me atrapalhando, a fim de recebê-la de volta e sair eu mesmo jogando! Quantas vezes você viu esse lance em campo? Dizem que Pelé fazia isso, mas com a bola rolando, não em lance de bola parada.

E quando vemos o gesto do árbitro mandando esperar o apito para cobrar a falta?

Normalmente ocorre pela exigência da equipe que cobrará a falta em querer a distância. O árbitro indica que irá contar a barreira, e por estar de costas e o jogo paralisado, precisa indicar aos atletas quando o jogo deve ser reiniciado (ou melhor, a falta cobrada). Alguns batedores de falta exigem a barreira, por ela ser um ponto de referência a eles. Usam e treinam com esse artifício. Vale lembrar que também o árbitro poderá desautorizar a cobrança caso tenha que tomar alguma providência (como o atendimento a um atleta que se lesiona gravemente, por exemplo). O atacante não precisa esperar nem para a aplicação de cartão amarelo a um adversário, caso deseje cobrar rapidamente a falta (o árbitro aplica o cartão na primeira paralisação seguinte).

Tal texto pertence as diretrizes da regra 5, no texto USO DO APITO: O apito não é necessário para reiniciar o jogo mediante um tiro livre (…) O uso do apito é necessário para reiniciar o jogo mediante um tiro livre após determinar a distância correta de uma barreira“.

Mas o que a zaga deve fazer? Resposta simples: estar atenta! Ou se arrisca em tomar um cartão amarelo de árbitro que cumpra fielmente as regras do jogo, permanecendo em frente a bola e torcendo para que o adversário exija a barreira (se o adversário chutar, toma o amarelo e aí tem que esperar a barreira e o uso do apito mesmo, não pode mais cobrar rapidamente).

Parece severo, mas atende ao Espírito do Jogo, que juntamente com as Regras, norteiam o futebol: nunca beneficiar o infrator!

Assim, vale a pena os atacantes estarem espertos e estudarem a regra. Poderiam marcar mais gols.

Especificamente, no lance do Porto X Arsenal: um amigo me perguntou se vale o gol, já que o árbitro não teve tempo de levantar o braço para indicar tiro livre indireto. Vale sim! É que quando há tiro livre indireto e a bola é chutada direto ao gol, sem o braço do árbitro estar levantado, volta a cobrança (pois, teoricamente, o atleta não foi informado pelo árbitro que era em 2 lances). Se o braço estivesse levantado e a bola entrar no gol diretamente, tiro de meta. (Claro, como o lance foi dentro da área e a bola foi tocada, tudo bem).

Vale a lúcida colocação do atacante do time londrino, Fábregas: Nós estávamos desatentos…

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– Revanche do #BRA1x7GER? Somente em mesmas condições…

Ouço alguns torcedores brasileiros mais eufóricos falando sobre a oportunidade de uma revanche em Berlim depois de 2014, do fatídico jogo em que tivemos Brasil 1×7 Alemanha, na próxima 3ª feira no amistoso que a Seleção Brasileira fará contra a Alemã.

Revanche? Fala sério. Bobagem pura.

Primeiro que é apenas um amistoso preparatório para a Copa.

Segundo que revanche tem que ser em jogo que elimine o adversário de algum Mundial.

Terceiro que precisa ser na casa do adversário.

Quarto e último: tem que ser de goleada!

Enfim: revanche verdadeira somente quando eliminarmos a Alemanha numa semifinal de Copa do Mundo em Munique, Hamburgo, Berlim, ou qualquer grande cidade com tradição no futebol, e o Brasil vencer o jogo por 6 gols de diferença.

O “Minerazzo” de 2014 tem que seguir o mesmo princípio do que o “Maracanazzo” de 1950: só vale revanche e/ou placar vingado quando o Brasil vencer o Uruguai numa final de Copa do Mundo no Estádio Centenário de Montevidéu.

Concorda ou discorda? É uma tolice usar a expressão revanche nesse próximo jogo.

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– Boa sorte e seja feliz, Ricci!

Desde domingo, quando o árbitro Sandro Meira Ricci, que esteve na Copa de 2014 e irá para a de 2018, anunciou seu casamento com a ex-bandeira Fernanda Colombo no Programa do Milton Neves, muita gente tem discutido “o fato”. Recebi até cobranças de amigos internautas para que escreve sobre isso.

Sinceramente: o que posso escrever? Posso falar sobre a condição técnica, sua competência como árbitro e avaliações de jogo, mas nunca julgar caráter ou falar de relacionamento amoroso! Não é a minha praia… (e nem quero que seja).

Ricci, quando era aspirante da FIFA e no seu melhor ano como juiz de futebol (onde apitou os grandes jogos naquela oportunidade – e o fez muito bem), não levou o escudo internacional e o perdeu para Péricles Bassols e Francisco “Chicão” de Alagoas. Somente um ano depois que conseguiu a honraria. Entretanto, em 2013 caiu muito de rendimento, sendo contestado às vésperas da Copa do Brasil e depois dela também. Houve até mesmo péssimas atuações, mas acho justa a sua indicação à Copa de 2018. Quem deveria estar no seu lugar? Se por força política ou não, não sei. Mas sei que ele é muito respeitado fora do Brasil e não fez jogos ruins nas partidas no Exterior.

Quanto ao seu relacionamento, se ter se divorciado ou não para ficar com a belíssima Fernanda, é problema dele! Eu sou casado, defendo a indissolubilidade do matrimônio cristão, mas respeito a todos. Quantos casais de segunda união não existem? Por casar outra vez ele será criticado? Só se for pela ex-mulher dele ou olha lá!

Repito: Sandro Meira Ricci não está no mesmo altíssimo nível de arbitragem de outrora, mas não é nenhum iniciante. E, cá entre nós, ninguém tem nada com a vida particular dele. Se ele quiser expor publicamente seus relacionamentos, não há problema. Só não é legal outras pessoas colocarem… (não sou advogado dele, só que acho sacanagem misturar as coisas – o profissional do pessoal).

  • Boa sorte, seja feliz no seu novo casamento e boa Copa do Mundo, caro Sandro!

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– O problema é a insegurança da cidade ou o time contratante?

Viram essa história sobre o Marquinhos Gabriel? Assisti na Sportv a reportagem onde se justificava o não acerto do Botafogo com Marquinhos Gabriel por conta do medo da violência da Cidade Maravilhosa!

O Fogão houvera consultado o Corinthians sobre um possível empréstimo do atleta. Tendo autorização, fez uma proposta e, após várias negativas, o time carioca recebeu como resposta de recusa final a preocupação da segurança da família do jogador.

O boleiro há se ser profissional. Se assinou com um time X e está cumprindo com suas obrigações, ok. Não se pode obrigar a troca de clube de maneira forçada, azar de quem o contratou.

Agora, pensemos: o motivo real seria a violência no Rio de Janeiro (como se a cidade de São Paulo fosse muito diferente) ou o desejo da permanência no Corinthians, onde tem salário alto e está bem acomodado?

Difícil responder. Ou não?

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– Camisa 10 da Seleção?

Gosto do trabalho dentro de campo do Tite, muito embora venho sendo crítico da não-oportunidade para alguns atletas, como Vanderlei, goleiro do Santos, por exemplo.

1- Eis que me causou espanto quando da convocação de Taison, que me parece ser o “jogador do treinador” – aquele que cumpre as funções táticas que o técnico manda com perfeição, mesmo não sendo craque de bola (Taison não está há tempos em boa fase em sua equipe).

2- A segunda decepção: questionado por Sílvio Barsetti sobre a questão política da CBF quando da convocação para os amistosos daquela semana, preferiu mudar o foco e não respondeu.

3- Aí tivemos a convocação de Ismaily, lateral de 28 anos do Shaktar e que começou no Deportivo Brasil nos tempos de J Hawilla. Você pode ponderar que está mais próximo da Rússia, por isso foi chamado (a logística ajudou).

4- Mas o “susto” do dia foi: divulgada a numeração da Seleção Brasileira, e o camisa 10 será… Fred (do Shaktar também).

Pô, sacrilégio! Com todo respeito, mas a Amarelinha do Escrete Canarinho tem que ser do “cara especial”! De alguém acima da média, não de qualquer um. Dar a Fred, por melhor que esteja em seu clube, é vulgarizar a mítica camisa.

Na década de 80, seria inimaginável que o 10 da Seleção fosse jogador de um time da Ucrânia. Aliás, veja que curiosidade: nos anos 50, o craque era o “camisa 5”; em outros períodos, o “bom de bola” simbolizava a camisa 8. Foi o adento “Pelé” que transformou o “numeral mágico” para 10.

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– Na Uefa Champions League…

Dando uma olhada nos confrontos sorteados da UCL, me impressiono com o nível elevado dos jogos. Haja pipoca e amendoim!

Sem dúvida quero assistir Manchester City x Liverpool! Dois times que jogam bonito, é agradável tê-los na tela. Jogam o futebol-arte (se bem que gostaria de “um pouquinho mais de dribles”). E comandando-os teremos Guardiola x Klopp. Uau.

Quem chegará à final? Real x Barcelona. Talvez. Ou Manchester City versus outro qualquer?

Não importam os nomes dos clubes, desde que joguem bem. Gosto de jogo-jogado, não de jogo-brigado.

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– A vacilada do juizão em Botafogo 2×3 Vasco

Errou feio o árbitro Leonardo Garcia Cavaleiro no clássico carioca ao não expulsar a entrada de Rildo (Vasco) em João Paulo (Botafogo). Para quem não viu o lance, os atletas estavam disputando uma bola que vinha pelo alto e o vascaíno levanta de forma perigosa a perna, vindo por CIMA.

A sola do pé na disputa determina tiro livre indireto, sem cartão. Quando essa disputa com a perna levantada concretiza em um toque no adversário, você muda a marcação: marca-se tiro livre direto, aplicando-se o cartão amarelo. Porém, se há força excessiva e lesiona o adversário, é falta com cartão vermelho (tudo isso é Regra do Jogo).

Você pode interpretar se o contato do pé levantado foi temerário (para Amarelo) ou de força e risco excessivo (para Vermelho). No mais, não há o que discutir pois Rildo levanta a perna antes da disputa efetiva e em uma situação de atraso que poderia ser evitada. Resta no primeiro momento saber se ele tocaria ou não o adversário e, sendo afirmativo o toque (como foi), punir conforme a intensidade.

Será que o juiz teve receio de expulsar um atleta num jogo tão importante logo no começo da partida, e por isso preferiu a não-expulsão?

Talvez. O certo é que, apesar do histórico violento de Rildo (embora seu treinador Zé Ricardo contemporize, esquecendo-se do papelão da agressão contra o árbitro Cláudio Francisco Lima e Silva em 2011 e da sua “pacífica” passagem pela Ponte Preta), você não pode julgar pelo passado do atleta para não exagerar na pena, mas cumprir a punição pelo lance pontual. Neste caso, há a necessidade de descartar acidente de trabalho (a chamada casualidade), pois tudo o que aconteceu era evitável.

Em tempo: uma casualidade é quando você, por exemplo, está olhando para cima e vai disputar a bola, igualmente a um adversário que não o vê, e alguém se acidenta. No lance de Rildo x João Paulo não foi isso, lembrando que o botafoguense acabou fraturando a perna direita.

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– Ditos de George Best

Se vivo fosse, o craque britânico George Best, norte-irlandês que virou ídolo do Manchester United, completaria 71 anos!

Alcoólatra e politicamente incorreto, são dele frases irônicas e marcantes como:

Em 1969 dei um tempo com bebidas e mulheres. Foram os piores 20 minutos da minha vida“.

Gastei muito dinheiro com mulheres, bebidas e carros velozes. O resto eu desperdicei“.

No final da vida, com apenas 58 anos, disse:

Todos viam que eu estava doente. Menos eu. Não morram como eu morri“.

Que pena que uma bela carreira terminou assim…

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– Gabigol pode reclamar da arbitragem?

Seja no Campeonato Paulista, seja na Libertadores da América, a indisciplina do atacante Gabriel Barbosa, do Santos FC, tem sido latente.

Viram quantos cartões que ele recebeu desde que voltou ao Brasil? Talvez a média de Amarelos seja maior do que a de Gols.

Insisto: jogador de frente tem que RECEBER a falta e cavar cartões amarelos e vermelhos para a zaga adversária. É inadmissível o contrário!

Na vitória do Peixe contra o Nacional-URU, a sorte do Gabigol é que o time tem Sasha em ótima fase, Jair Ventura como treinador acima da média e, inegavelmente, uma joia : Rodrygo, que assim como Vinícius Jr do Flamengo, tem cara de moleque (no sentido respeitoso e irreverente da palavra) e jogam muita, muita bola mesmo.

Já, já, surgirão apelos para que Tite os convoque para a Copa do Mundo, visando ganhar experiência para o Catar-2022. Ou não acontecerá isso? Com Ganso e Neymar, em 2010, aconteceu…

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– Se já é uma bagunça a A1, imagine a 4a divisão!

Acompanhamos esse imbrolho das datas e horários dos jogos da 1a divisão. Se a série A1 é a “menina dos olhos” da Federação Paulista, ou seja, o seu produto que deve ter mais destaque de todos, imagine a bagunça que é a segunda divisão de profissionais (ou melhor: a 4a divisão).

A FPF determinou que o nome fosse chamado de “Campeonato Paulista da Segunda Divisão Sub 23 de Profissionais”, limitando a idade dos jogadores. Acontece que os clubes se prepararam para a competição, estão treinando (com elencos sub 23) e, há pouco tempo do seu início (08 de abril), a regra mudou! Por determinação judicial, não poderá ser mais um torneio Sub 23, mas de idade ilimitada.

E o planejamento? E os elencos? E os patrocinadores que viriam e resolveram buscar outras coisas?

Insisto: se a 1a divisão é um bagunça, imagine a 4a!

Pobre futebol paulista… E pobres clubes: contratam outros elencos (sem dinheiro, com atletas veteranos) ou fazem um acordo de cavalheiros e ficam todos os clubes com os elencos que já tem? Ou mais do que isso: pede-se adiamento da competição para treinar os novos contratados (quem puder contratar)?

IMPORTANTE – enquanto escrevo esse texto, o torneio voltou a ser Sub 23, pois o jurídico da FPF cassou a decisão (que era em favor do Sindicato dos Atletas). Aí a pergunta torna-se outra: e quem contratou atletas acima de 23 anos durante esse período em que a lei vigorava?

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– Futebol alienador, pouco importante e sem relevância social. Palavra da CBF!

Olha aí que pérola: veja a palavra oficial da CBF em Março de 2011, quando do episódio da Máfia do Apito, numa postagem aqui mesmo do Blog e que resgatei por acaso. Abaixo:

CBF SEM ESCRÚPULOS?

Repercutiu muito pouco, mas de muita importância, a defesa que a CBF fez após a 17ª. Vara Cível de São Paulo condenar a entidade como solidária e omissa no caso “Máfia do Apito”!

Eis que a Confederação Brasileira de Futebol apresentou como defesa o argumento de que:

“O futebol é o ópio do povo e o demandante [Justiça] pretende dar uma importância ao esporte que o mesmo não tem (…), e que o futebol não tem interesse social relevante.”

(reproduzido de: Diário  Lance, 02/03/2011, pg 03, por Maurício Oliveira, extraído da defesa do processo).

Ora bolas! Entendi direito, ou a própria CBF alega que são alienados que consomem o produto do futebol? E que a Justiça Brasileira dimensiona uma importância maior do que ele realmente é? Por fim, de que o futebol não tem papel social?

Se é assim, fico feliz pela entidade pensar dessa forma. Nada de dar dinheiro a clubes que viciam torcedores (não é o ópio do povo?). Muito menos aliviar penas a torcedores briguentos, a torcidas organizadas e nem a cartolas irresponsáveis (não se criticou a importância dispensada?). E, claro, nada de dinheiro público na Copa do Mundo em 2014 (qual a importância para a Sociedade de um esporte sem papel social?). Aliás, por que fazer uma Copa do Mundo no Brasil, se somos alienados, ignorantes e não há interesse social?

E você, acha que a CBF pensa realmente dessa forma? E se pensar, tem razão? O futebol é realmente um esporte de alienados, com uma importância superdimensionada e sem importância social? Deixe seu comentário:

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– A raquetada em Emelec 1×2 Flamengo

Vinícius Júnior custou mais de 50 milhões mas ainda não é titular do Flamengo? Não só pelo golaço de ontem, mas pelo conjunto da obra, irremediavelmente será o dono da posição de ataque antes de ir para a Europa.

Hoje o assunto é outro: como explicar o pênalti não marcado ao Mengão no Equador, pela Libertadores?

O árbitro Mario Diaz de Vivar (Paraguai) não viu a mão deliberada do atleta do Emelec dentro da área. Lance claro, indiscutível, facílimo de marcar. Grande bobeada do juizão.

Na década de 90, me recordo de um (raro) dirigente honesto do mundo da arbitragem (não vem ao caso o nome) que ao ver que o árbitro Epifânio Gonzales apitaria um jogo de determinado time brasileiro, fez careta e esbravejou:

F**** ** ***a, nunca acreditem em árbitro do Paraguai, eles sabem fazer a coisa bem feita.

Nunca me esqueço disso. Mas quase 30 anos depois, isso mudou. Ou não? Ops: Romero, centroavante do Corinthians, pode não ter gostado desse comentário.

Em tempo – onde é que estava escondido o óculos “a là Nick Flury dos Vingadores“, que surgiu durante a comemoração do gol do Flamengo? Não sei se recebeu o Amarelo, mas deveria ter recebido caso não tenha levado.

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– A inversão de mando de jogo em Bragantino x Corinthians

Eu sei que os times estão com o pires na mão, mas…

Assim como critiquei veementemente o Linense por vender o seu mando em 2017 e jogar na Capital contra o São Paulo (e que foi rebaixado em 2018), critico o Bragantino ao vender o seu mando e deixar de jogar na sua praça esportiva e atuar no Pacaembu, a segunda casa do Corinthians. Não é apenas venda de mando, é inversão de mando mesmo (pois está levando o jogo para a cidade do time adversário).

O Estádio Marcelo Stéfani, agora renomeado como Arena Nabi Abi Chedid, recebeu em 1989 a final caipira entre Bragantino x Novorizontino pelo Paulistão da época. Em 1990, sediou a final entre Bragantino x São Paulo. Hoje não arrecada o suficiente com seus mais de 17 mil lugares?

Quem trabalhou como árbitro na aprazível Bragança Paulista, sabe que existe pressão sob a arbitragem logo na chegada entrando pelo acesso da rua principal. O time visitante é “calorosamente recebido” pelos torcedores da casa (ô torcida brava), além de que, logicamente, quem joga em seus domínios sabe detalhadamente todos os atalhos do seu gramado, evitando buracos, sabendo onde ela corre mais ou ainda onde o sol bate na cara do goleiro. Detalhes que podem parecer bobos, pequenos, irrelevantes (em especial se o time adversário for melhor tecnicamente), só que podem fazer a diferença.

Do “cantinho do quarto-árbitro” dentro do gramado, você já observou como os treinadores visitantes se escondem no banco de Bragança? A torcida atrapalha o trabalho dos técnicos, pois “fica no cangote” deles. Sem contar o Marquinhos Chedid querendo levar linguiça no vestiário aos árbitros antes da partida e depois (no intervalo) chutando a porta esbravejando da atuação. É praxe por lá.

Para a FPF, a decisão da venda de mando é ótima. Ela é dona dos mandos nessa fase, e mesmo “não exigindo” que se jogasse na Capital, a logística dela será melhor (o jogo será no seu “quintal”), o valor em reais da Taxa Percentual da bilheteria será maior e, o mais interessante, a chance do grande passar sobre o pequeno – que já era enorme independente das equipes – se consumirá.

Quem vende o mando, levando a questionamentos éticos, não correria o mesmo risco de, em algum momento da sua dificuldade financeira, usar o mesmo argumento (o de que precisa pagar as contas) de vender um resultado?

Não estou dizendo que o clube da família Chedid entregaria um jogo por dinheiro, isso é óbvio. Mas a discussão da possibilidade em si de um clube fazer isso é nula?

Vejamos o lado bom da coisa: pelo menos o jogo será de dia; assim, não há risco de apagão no Pacaembu.

Em tempo: o mandante Bragantino terá 2000 lugares reservados para a sua torcida que ficará no local destinado ao visitante. O visitante Corinthians terá a carga de 40.000 bilhetes à disposição.

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– A Regra é Clara e a nota da ANAF: muito mi-mi-mi?

Viram a nota de repúdio da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol reclamando do novo quadro da Sportv?

Os comentaristas de arbitragem da Rede Globo discutem os lances da rodada reunidos. Muito bacana e instrutivo ao torcedor comum. Ótimo para quem gosta de estudar as Regras de Futebol.

Só que nem todo mundo gostou…

Arthur Alves Jr, o “Arthurzinho do Sindicato” (para quem não ligou o nome à pessoa: é aquele senhor que fica com o tablet tirando fotos no gramado em boa parte dos jogos na Capital), divulgou uma nota reclamando da exposição dos árbitros.

Será que os juízes não aceitam ou não aguentam críticas?

Ora, se elas são educadas e democráticas, portanto são válidas e devem ser respeitadas. O que não pode é xingar ou fazer juízo de desonestidade sem provas, que acabe ofendendo a honra das pessoas como criminosas. Quanto a erros ou acertos, a crítica é normal! Quer mais do que alguns programas que escracham jogadores, técnicos e outros membros do futebol?

Parece um momento desnecessário da entidade dos árbitros.

Entenda o imbrolho, em: https://uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/2018/03/13/associacao-de-arbitros-questiona-novo-quadro-do-sportv

O QUESTIONAMENTO DO NOVO QUADRO DO SPORT

Por meio de um comunicado publicado no site da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf), o presidente do Sindicato dos Árbitros do Estado de São Paulo (Safesp) criticou o quadro “A Regra é Clara”, que estreou na última segunda-feira (12) no programa “Seleção SporTV”.

Arthur Alves Junior afirmou que os profissionais de arbitragem acabam expostos pelo programa. “Nossos profissionais são exigidos constantemente. Não queremos esconder nossos equívocos embaixo do tapete, porém podem ser discutidos em fórum apropriado”, declarou o presidente do Safesp.

“Não vejo as equipes exporem seus atletas. Isso não pode ser feito com nossos árbitros”, completou.

Na estreia do quadro, os ex-árbitros Arnaldo Cezar Coelho, Leonardo Gaciba e Paulo César de Oliveira analisaram lances da rodada do fim de semana e apontaram se a arbitragem atuou de forma correta.

Convidados, Gaciba e Paulo César votavam se concordavam, discordavam ou ficaram em dúvida sobre as decisões dos árbitros. Para tal, tinham que apertar botões verde, vermelho e amarelo, respectivamente.

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– Pra quê a fórmula mirabolante de escala para o Campeonato Paulista?

Foram sorteados os árbitros para a primeira rodada dos mata-matas do Paulistão. Mas você sabe como é essa escolha?

É uma metodologia cheia de detalhes, talvez exagerada e bem desnecessária. Não era mais fácil colocar os árbitros desejados e escolhê-los conforme a bolinha cai?

Vejam que “samba-do-crioulo doido” é a explicação da ata; clique aqui: http://2016.fpf.org.br/arquivos/201803/1866355679.pdf

Pergunto: pra quê tudo isso, que beira um circo? Não precisa nada disso para o cumprimento da lei. O excesso faz com que o torcedor comum reclame e/ou desconfie.

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– O ano trabalhado no futebol já acabou para alguns. Cadê o pessoal do Bom Senso?

Os Campeonatos Regionais, com pesar, têm sido um desserviço a muitos clubes de futebol. Em especial, faz com que alguns times se achem membros filiados profissionais, ao passo que se tornam esporádicos grupos de atletas sonhando com alguns meros jogos.

Vide Santo André e Linense, rebaixados para a série A2. Jogaram exatamente dois meses e o ano acabou! Se disputarem a Copa Paulista, sabem que “pagarão caro” para entrar em campo. Como não estão encaixados em série alguma do Brasileirão, dispensarão os atletas, as comissões técnicas, os funcionários diversos, e por aí vai.

Não cabe mais Campeonato Estadual do jeito como ele é. Os times pequenos devem ser incorporados em uma 5a ou 6a divisão nacional regionalizada, administradas pelas Federações, durando o ano inteiro (dando espaço para que os grandes clubes do Brasil que estão na série A também tenham um calendário decente).

Essa história de que “a vida do pequeno é quando o grande joga na sua casa não cola mais. Um jogo não banca o ano inteiro, é ilusão ou má fé de dirigente para saquear a bilheteria.

O mais gozado: o 6o e o 8o colocado do Campeonato Paulista (São Bento e Ituano) não estão classificados entre os 8 melhores. Vai entender…

Aí está uma boa pauta para a turma do Bom Senso FC, que depois do “auê” inicial simplesmente desapareceu: emprego no ano todo para os jogadores de futebol, e não por alguns poucos meses.

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– E o David Neres, Adenor?

Eu não gostei da última convocação do técnico Tite para o amistoso contra a Alemanha. Mas respeito, obviamente, o campeoníssimo treinador.

Mas… Taison? William José? Talisca?

Que a safra de atletas não abunda, sabemos. Mas não seria mais produtivo levar o David Neres, que está arrebentando na Holanda?

A propósito, particularmente, acho que nenhum desses citados estará na Rússia-18. Simplesmente terão oportunidade, serão observados e ficarão para uma “próxima vez”.

Responda rápido: quem é o jogador da foto abaixo?

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Talisca!

– Neymar vai para onde?

Sendo Neymar um sucesso na França (e no mundo), e o PSG dando mostra de reformulação na sua equipe bilionária, seria razoável crer que a contratação de um novo treinador (se isso acontecer) passaria pelo aval do jogador brasileiro.

Tite?

Depois da Copa do Mundo, por quê não? Está sendo respeitado no Exterior, bem quisto por todos, estudado e com o pé no mundo globalizado (quem não o viu assistindo Manchester City x Chelsea, PSG x Real Madrid, entre outros jogos “globais”)?

A questão é: Neymar ficará em Paris? Dinheiro ao catariano que é dono do time não é problema. Competitividade da sua equipe, sinceramente também não (vide Chelsea, que Abramovich e seu dólares da Rússia turbinaram a equipe e que ganhou uma UCL, ou o MCity de Guardiola, encantando o mundo).

Alguns dizem que o destino de Neymar seria o Real Madrid. Será mesmo?

Na última semana, jornais catalães disseram que NJr gostaria de voltar ao Barcelona. Estariam os periódicos “jogando um verde”, ou melhor, testando a repercussão?

O certo é: hoje, até sem jogar, Neymar é noticia. Parado vira página de capa!

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– Os erros e acertos no desabafo de Romero, atacante estrangeiro do Corinthians

O jogador corintiano Romero reclamou que há má vontade por parte da imprensa com ele pelo fato de ser paraguaio. Deixou no ar que sofre de xenofobia e se entristece quando seu país é denegrido.

E ele tem razão?

De certo modo, quanto à imagem do Paraguai, sim. Se um whiski é falsificado, falamos que não é escocês, mas deve ser paraguaio. Se um time está na ponta de cima da tabela mas se duvida da força de conquistar um campeonato, se chama de “cavalo paraguaio”.

Sobre a perseguição pessoal, aí não. Romero é voluntarioso, mas tecnicamente fraco. Veja se outros estrangeiros como Dario Pereira (Uruguai), Elias Figueroa (Chile), Conca (Argentina), Arce e Gamarra (ambos do Paraguai) reclamaram de má vontade da imprensa pelo local de nascimento deles.

Repito: Romero tem razão quando fala que vê o desdém do brasileiro às coisas do seu país (imagine um brasileiro vendo um compatriota sendo chamado de “macaquito”), mas não a tem quando se queixa do pouco reconhecimento à sua habilidade como futebolista.

E você, pensa o quê: Romero tem ou não razão?

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– Os comentaristas de arbitragem na TV fazem bem ou mal ao futebol em geral?

Recebi esse texto e dei uma fuçada na Internet para ver se era fake ou não. E encontrei uma reprodução em um site sério, mostrando que era real: a interessante crítica do jornalista Mauro Cezar Pereira sobre os comentaristas de arbitragem (realizada no meio do ano passado), mas que é extremamente pertinente aos dias atuais.

Em determinado momento, Mauro faz argumentos diversos e diz que “os comentaristas de arbitragem da TV aberta são extremamente nocivos ao futebol brasileiro”.

Na fala, ele pondera a não-generalização e faz importantes considerações.

Achei interessante e compartilho o artigo para um respeitoso debate e troca de ideias.

Extraído de: http://www.esporteemidia.com/2017/08/mauro-cezar-critica-comentaristas-de.html

MAURO CÉZAR CRITICA COMENTARISTAS DE ARBITRAGEM DA TV ABERTA; ‘NOCIVOS AO FUTEBOL’

Durante o ‘Bate Bola na Veia’ desta quinta-feira (24), na ESPN Brasil, ao analisar a arbitragem de Wilton Pereira Sampaio no clássico Flamengo x Botafogo, válido pela semifinal da Copa do Brasil, Mauro Cézar Pereira criticou os comentaristas de arbitragem da TV aberta que, em sua visão, chancelam as decisões erradas dos árbitros.
“Na TV aberta estava lá o Paulo César Oliveira, que sempre me pareceu uma pessoa muito simpática nas vezes que o encontrei, nada pessoal, mas passa o tempo todo chancelando a decisão do juiz. Para a grande massa que está acompanhando na TV aberta, o supostamente especialista fica chancelando tudo e isso colabora com esse tipo de coisa [decisões erradas do árbitro]”, opinou.
Depois, Mauro Cézar disse que os comentaristas de arbitragem são nocivos ao futebol. “Se o árbitro for ousado a ponto de fazer algo diferente, ele não vai ser chancelado pelo comentarista de arbitragem. Ele vai ser criticado. Isso é histórico. Os comentaristas de arbitragem da TV aberta são extremamente nocivos ao futebol brasileiro. Não estou generalizando nem dizendo que é sempre assim, mas muitas vezes são”, concluiu.

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– Daniel Alves e a polêmica declaração sobre a morte de Astori versus a de Crianças.

Caramba… mexeu no “vespeiro” e virou o número 1 nos TT do Twitter!

O lateral da Seleção Brasileira Daniel Alves, questionado por italianos sobre o que achava do falecimento por infarto (aos 31 anos) do jogador da Fiorentina e da Seleção Italiana Davide Astori, disse:

“Milhares de crianças morrem e não tem a mesma repercussão”.

É verdade o que ele disse. Vide as mortes cruéis na Síria de pobres inocentes e de famintos na África. Mas… será que era oportuno falar dessa forma, parecendo gélido e insensível?

Não disse mentira, mas proclamou uma realidade de maneira imprópria já que o assunto não era a comparação das mortes, mas o fatídico infarto de alguém. Aliás, tenho o pé atrás desde que Dani Alves apareceu inapropriamente vestido com um “terno de maconha” em evento da FIFA. Falta sensibilidade para o esportista!

A pergunta feita a Daniel surgiu da declaração do brasileiro à família do falecido, que está abaixo. Veja se serve de consolo ou não (acho melhor ele não ter dito nada):

“Envio um caloroso abraço aos familiares por essa perda. Mas eu tenho pensamentos sobre a vida, e penso que estamos aqui para uma missão. E uma vez que cumprimos aqui, vamos para outro lugar.

Penso que quando se completa a missão nesse mundo caótico, vamos para um mundo melhor que esse.

Mas penso que no mundo morre milhares de crianças por outros problemas e não tem tanta repercussão, mas que são tão importantes quanto.

Estamos aqui de passagem, e quando chega nossa hora, iremos.

Sinto muito pela família dele, que certamente perdeu um ente muito querido. Mas para nós que estamos longe dele, sentimos por um companheiro de trabalho, mas certamente menos que seus familiares”.

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– O erro no momento derradeiro em Santos 1×1 Corinthians

Deu azar (aliás, vem dando má sorte em clássicos há algum tempo) o árbitro Luiz Flávio de Oliveira no SFC x SCCP deste domingo.

A torcida santista que desde o tempo do seu irmão Paulo César pega no pé da família Oliveira, reclama de um pênalti não marcado bem no final da partida no Pacaembu que poderia originar o gol da vitória (de virada) ao Peixe sobre o Timão. A bola foi dividida próximo à linha penal e marcou-se tiro livre direto. Mas as queixas são com ou sem razão?

Com razão, mas é preciso levar em conta algumas situações:

  1. O desgaste do jogo cheio de percalços (como mais uma queda de energia no Estádio Paulo Machado de Carvalho);
  2. A má fase do bom árbitro;
  3. O momento de tensão do jogo; e, o principal…
  4. A velocidade e localidade da infração.

Explico o último item: apesar de Luiz Flávio estar bem posicionado, os pés dos jogadores tentando a bola se embaralham e impedem do árbitro ter certeza se foi dentro ou fora da grande área. O toque é rápido, isso também atrapalha o poder de decisão do juiz. E ouso dizer: houve tanta dúvida do que foi marcado, que o local onde a bola foi colocada e a falta foi cobrada é bem distante do real ponto onde aconteceu a infração (para justificar, consciente ou não, a bola foi puxada bem fora da área).

Que existiu o erro, não há o discutir. Mas tenhamos certeza: se fosse marcado o pênalti, Luiz Flávio marcaria com a mesma falta de convicção de como foi marcado o tiro direto, pelas dificuldades citadas.

Enfim, o mais irônico é que esse lance seria facilmente resolvido com a utilização do árbitro de vídeo, aprovado e incorporado às regras no dia anterior (e que no Brasil os testes ficaram só no discurso)! Com a grana que a Federação Paulista de Futebol tem, não era correto ter o uso experimental do recurso? Lembrando que para o Brasileirão, Santos e Corinthians votaram contra o uso do VAR em 2018.

Sobre a oficialização do Vídeo-Árbitro (VAR), compartilho em: https://wp.me/p4RTuC-lIs 

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– O Árbitro de Vídeo é oficializado. E agora, José? Mas será essa a grande modificação no Futebol?

Depois de 132 anos se reunindo para discutir as permissões, proibições e nortes da prática do então chamado “esporte bretão”, a International Board (IFAB), a “dona” das Regras do Futebol, sob lobby forte da FIFA (com o desejo pessoal do entusiasta da ideia, o seu presidente Gianni Infantinno), aprovou a maior mudança nas Regras do Futebol do século XXI neste histórico de 03 de março de 2018 (e uma das 3 maiores da história desse esporte, sem sombra de dúvida): a introdução oficial do Video Assistent Referee, o VAR (antes, estava em caráter experimental).

Ainda em dúvida se será usado já na Copa do Mundo da Rússia (A FIFA anunciará seu uso ou não dia 16/03, embora a tendência é a confirmação dele), o certo é que o índice de acerto das decisões nos 20 países que usaram tal sistema foi alto (e o Brasil somente ficou no blábláblá, prometendo e não usando).

O VAR será acionado pelo árbitro central ou interpelará o mesmo nos lances de

1- Confirmação ou não de gol;

2- Revisão da decisão de marcar ou não um pênalti;

3- Decisão de Cartão Vermelho a ser aplicado direto ou não;

4- Reconhecimento de atletas a serem punidos quando o árbitro possa não ter os identificados.

Por ser uma novidade, situações novas surgirão e deverão ser corrigidas. Mas imagine as Copas de 1962 (quando Nilton Santos deu o seu passo fora da grande área na não marcação do pênalti contra a Espanha no mata-mata da semifinal) ou 2002 (Brasil x Bélgica)? Se utilizado tal sistema, seríamos pentacampeões mundiais? Idem à Inglaterra em 1966 ou à incrível Argentina de Dom Diego Maradona em 1986, com a “Mão de Deus”.

Ao contrário, quantos títulos a mais como Campeões da Libertadores da América o nosso país teria? Vide Estudiantes x Santos na década de 60 ou as “operações” de Ubaldo Aquino e Carlos Amarilla contra Palmeiras e Corinthians, respectivamente, a favor do Boca Jrs.

Outra importante mudança (e talvez tão impactante quanto o VAR) é a permissão da comunicação eletrônica na área técnica. E aqui uma curiosidade: a FIFA foi fechando o cerco com rádios, celulares e tablets, pouco-a-pouco. Agora, escancara de vez liberando o uso da tecnologia a favor da recepção de dados e informações dos assistentes técnicos para com os treinadores (o que é ótimo). Repararam que José Mourinho e Vanderlei Luxemburgo começaram a “perder a mão” quando deixaram de receber seus dados da arquibancada ou via meios estatísticos eletrônicos? Mera coincidência ou não?

Enfim: viveremos um novo momento no futebol, esperando que o elemento humano que controla a tecnologia da arbitragem seja competente para as decisões (de nada adiantará a vantagem tecnológica se continuarmos com árbitros reféns de “sindicatos-patrões” e federações / confederações que fazem média com os clubes, sendo que o juiz de futebol continua sendo o ÚNICO AMADOR – juntamente com os gandulas –  no Mundo do Esporte).

Aguardemos para ver como será!

IMPORTANTE –

No primeiro parágrafo desse texto eu escrevi que o VAR era a maior modificação das Regras no século XXI (e uma das 3 da história). As outras são: no século XX a introdução dos cartões amarelos e vermelhos (que globalizou as punições e a linguagem futebolística aos atletas) e particularmente, penso que a maior modificação da história do futebol foi ocorrida no século XIX: a criação da figura do ÁRBITRO, em 1868. Diferente de hoje, ele ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes (que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo). Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, somente para avisar sobre o começo e término dos jogos. Em 1881, enfim o árbitro entrou em campo e começou a decidir sobre infrações sem a consulta aos capitães, fazendo parte oficialmente das regras.

Imaginaram um Corinthians x Palmeiras tendo que, a cada falta ou lance polêmico reclamado, sendo decidido acordado pelos seus capitães? Pense na não expulsão de Fágner ou no pênalti de Jaílson… Impossível de se crer.

E você, gostou do VAR?

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– Cartão Vermelho está de bom tamanho?

Ao ver o lance de expulsão do jogo Junior Barranquila x Palmeiras, me pergunto:

“- O que leva a um atleta profissional dividir uma bola (ou dizer que vai dividir) tão perigosamente quando o atleta colombiano?

Ridículo. Um jogo de suspensão é pouco.

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– Tão pegando demais no pé do Neymar… Ops: maior que o PSG?

Ok, sei que Neymar Jr gosta de aparecer. É uma celebridade, às vezes com comportamento mimado, mas inegavelmente é craque e a Seleção Brasileira conta com ele para o hexacampeonato na Rússia em breve.

Ele “quebrou o dedinho” e vai operar com o dr Rodrigo Lasmar (médico da Seleção), sob a supervisão de Gérard Saillant, o hiper famoso doutor da medicina esportiva europeia. O Paris Saint German autorizou que ele faça a fisioterapia em sua casa no Brasil com a permanência do médico. E isso acontecerá: Neymar ficará em sua mansão em Mangaratiba se recuperando.

Só que hoje ele postou uma foto ousada com sua namorada, a atriz Bruna Marquezine. Ouço, porém, muita gente dizendo que não convém neste momento tal postagem.

Ué, ele vai operar o pé ou o quê? Não está indo para uma cirurgia grave, está de bom humor e bem cuidado. Querem que ele post foto chorando?

Aí já é pegar demais no pé do atleta…

E, comentando sobre a foto, na Fox o ex-jogador Edmundo (Animal) disse que o brasileiro tem que ter a voz mais forte mesmo na hora de discutir com o seu time sobre como seria a sua recuperação, afinal “Neymar é muito maior que o PSG, que só tem 47 anos de história; é claro que Neymar é mais importante que o clube”.

Será?

O que você pensa sobre isso?

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– Linense X São Paulo: vai vender o mando de novo?

Se eu fosse morador da aprazível Lins, boicotaria a Linense no jogo contra o São Paulo por um motivo bem simples: no ano passado, no mata-mata do Paulistão, o time fez de sua casa a cidade de São Paulo! E a renda, sabemos, não foi o suficiente nem para pagar a conta da hospedagem.

Por isso, aquele fanático que assistiu todos os jogos contra os times pequenos mas que ficou privado de ver a Linense contra o SPFC por conta da venda de mando de campo, deveria protestar!

Coitado do apaixonado torcedor, que na época na qual o time estava bem não pode prestigiá-lo. Agora, ameaçado de rebaixamento, jogando contra o mesmo adversário, o cartola fica implorando a sua presença?

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– Real Garcilaso x Santos com árbitro “Duro na Queda”

Gery Vargas, boliviano de 36 anos e entrando no seu 6o ano no quadro da FIFA, fará apenas seu 4o jogo na carreira em Libertadores da América (duas partidas em 2016 e uma nesse ano entre Carabobo x Guarani). Ele já apitou o Mundial Sub 17 e o Sulamericano Sub 20, competições que “testam” árbitros novos da FIFA. É justamente esse o curriculo do árbitro de Real Garcilaso x Santos.

Vargas costuma aplicar cartões exageradamente e às vezes quer se impor em campo com algum excesso de rigor. Recentemente, foi acusado de dar uma cotovelada de maneira proposital em um jogador que reclamava da sua atuação, na partida da Copa Sulamericana entre LDU x Defensor. Avalie, abaixo,

A confusão em: https://youtu.be/QXbPuDXLEPc

– Nenhuma vitória brasileira na Libertadores, erros do árbitro em Flamengo 2×2 River Plate e o juizão de Junior Barranquila x Palmeiras

Na chamada “fase principal” da Libertadores da América”, o Cruzeiro perdeu, Grêmio, Flamengo e Corinthians empataram, restando nesta quinta-feira aguardar a primeira vitória de time brasileiro com os jogos envolvendo Santos e Palmeiras.

Ontem, no Estádio Nilton Santos (Engenhão), com portões fechados, uma arbitragem determinante impediu a vitória do Flamengo contra o River Plate. Aos 39 minutos, após o cabeceio do zagueiro flamenguista Rever, o argentino Zuculini utilizou propositalmente o braço na bola. Pênalti não marcado. Some-se essa falha ao 1o gol do River Plate, onde o atacante Mora recebe e cabeceia a bola em posição de impedimento. Houve uma reclamação no final do jogo de um suposto pênalti de Rever por mão na bola: não foi, pois o braço estava colado ao corpo e bateu sem intenção alguma.

A curiosidade no jogo do Mengão é que o árbitro que estava escalado era o experiente Victor Carillo (PER), mas foi substituído na última segunda-feira por seu compatriota Michael Espinoza, com a justificativa de que Carillo estava adoecido (sem maiores detalhes). Espinoza, bem mais fraco que Carillo, apitou Flamengo 4×0 Chapecoense pela Copa Sulamericana, e apesar do placar elástico e aparentemente fácil de apitar, foi uma atuação horrorosa naquela oportunidade.

Nesta quinta-feira, outra curiosidade: Enrique Cáceres, o paraguaio de 43 anos que é muito rodado, apitará Junior Barranquila x Palmeiras. Ele é o mesmo juizão do confronto entre Peñarol x Palmeiras da confusão que envolveu Felipe Melo em Montevidéu, onde os uruguaios quiseram tirar satisfação da polêmica frase de “vou bater com responsabilidade”. Será que o árbitro terá alguma lembrança negativa daquela ocasião?

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– A 1a vítima da mudança da Regra do Futebol

Há algum tempo, quando mudou a questão da “paradinha” nas cobranças de pênalti na Regra do Futebol, eu estava ansioso de ver o debute de tal nova orientação e a reação dos atletas e torcedores.

Hoje, você pode fazer a paradinha enquanto corre para a execução do tiro penal (igual ao que Neymar faz em suas cobranças, desacelerando e depois chutando). O que não pode é parar definitivamente no momento do toque. Se o cobrador fizer isso, o gol é anulado e o executor recebe cartão amarelo, sendo que o pênalti se transforma em tiro livre indireto para o adversário.

Achou punitivo demais?

Imagine estando 0x0 em um Corinthians x Palmeiras, aos 45 minutos do segundo tempo Kazim (supostamente com Cartão Amarelo) vai cobrar um pênalti, dá a paradinha proibida e sai o gol? Juizão tem que anular o gol, dar falta ao time palmeirense e aplicar o Segundo Amarelo (e consequentemente o Vermelho) ao jogador corintiano. O pau vai comer!

Aconteceu tal situação assim na partida Tottenhan 6×1 Rochdale pela Copa da Inglaterra, com a arbitragem de Paul Tierney. Repare no vídeo abaixo a expressão de inconformismo e até mesmo “gozada” do cobrador dos Spurs, o coreano Son, após ter seu gol anulado e receber o Amarelo, sem entender a Regra do Jogo!

Assista em: https://t.co/PEQCIrXOFv

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– A triste realidade do nosso Paulista FC e um futuro não desejado!

Lamentável! Após chegar na última divisão regional, o Paulista abre mão de disputar os torneios Sub 11, 13, 15 e 17, disputando apenas o Sub 20 (e sabe lá em quais condições) por obrigação da Federação Paulista de Futebol.

O que se esperar do Galo da Terra da Uva? Aqui o problema é grave: descrédito da torcida, dificuldade da diretoria em gerir o time sem dinheiro, fuga de patrocinadores e da colaboração das empresas de Jundiaí e, agora, a falta de investimentos na base.

Triste. Que não passe a vergonha e a tristeza de ir morrendo aos poucos…

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– O avanço do Manchester City na compra de times mundo afora e os novos donos do futebol

Um fenômeno nos negócios em esportes nesses dias atuais é a aquisição de clubes de futebol, que nada mais são do que empresas que buscam lucro, e não necessariamente títulos.

Veja alguns exemplos: o Chelsea pertence ao russo Abramovich; Milan e Internazionale foram adquiridos por dois grupos chineses das mãos de Sílvio Berlusconi e de Mássimo Moratti, respectivamente. O PSG, como é sabido, pertence à família real catariana. O Lille a um investidor que outrora empreendia na Fórmula 1. O Manchester United é do grupo empresarial americano dono do Tampa Bay. Até os emergentes dos novos mercados, como o Orlando City (EUA) vive esse fenômeno lá na MLS (o time é do brasileiro Flávio Augusto da Silva, ex-proprietário da Wizard).

Digo isso pois vejo o que vem fazendo o endinheirado Manchester City FC da Inglaterra, do emir Mansour bin Zayed Al-Nahyan, da família real dos Emirados Árabes Unidos. Ele é prefeito de um dos emirados, o de Abu Dhabi (no qual é proprietário da maior parte das terras, dos empreendimentos turísticos e do petróleo). Estima-se que sua fortuna pessoal seja de US$ 41 bilhões de dólares e a da sua família atinja 1 trilhão de dólares. Ele tem 6 filhos com suas duas atuais esposas (a lei islâmica permite tal situação). Gosta de jatos e barcos, sendo que sua última aquisição, o iate Topaz, custou 0,5 bilhão de euros (é o 7o mais caro do mundo).

Mansour bin Zayed Al-Nahyan criou uma holding chamada City Football Group para administrar seus negócios no futebol. E agora registra um processo expansionista, adquirindo clubes mundo afora. Além do Manchester City, ele já é dono do New York City FC nos EUA, do Melbourne City FC da Austrália e do Yokohama City FC do Japão (o antigo Yokohama Marinos). No meio do ano, ele adquiriu o controle do pequeno River, do Equador, mudando o nome para Guayaquil City FC. Nos últimos meses, investiu no Atlético Venezuela e na compra do Atlético Torque do Uruguai.

Dinheiro, obviamente, não deve faltar para tais aquisições. E repare que ele transforma equipes com nome de cidades homônimas identificando-as com o grupo (Manchester, New York, Melbourne, Guayaquil, Yokohama – ganhando o sobrenome City).

Nessa fase de entrada na América do Sul (adquirindo clubes fora da 1a divisão nacional – do interior do Equador, da Venezuela e do Uruguai), a tentação na pergunta é inevitável:

Se, por acaso, hipoteticamente, desembarcasse alguém do conglomerado internacional City Football Group no Brasil, viesse aqui na Terra da Uva e desejasse a compra do Paulista Futebol Clube, transformando-o em Jundiaí City FC (é praxe do grupo mudar o nome do time para a cidade-sede como acabamos de ler, e transformar as cores do time no conhecido azul do time-mãe inglês, o MCity). Qual deveria ser a reação da diretoria e dos torcedores?

– ACEITAR A PROPOSTA IMEDIATAMENTE

– DISPENSAR A OFERTA POR ORGULHO PRÓPRIO

– NEGOCIAR CALMAMENTE

Assim como penso ser fundamental a entrada de investidores sérios no esporte (não recusaria o “Red Bull Paulista” caso isso fosse possível), acho também que a profissionalização é inevitável.

Aliás, o que você pensa sobre clube-empresa?

A propósito, o principal motivo dos investimentos, segundo o próprio City Football Group, é de “adquirir talentos a custo mais baixo direto das suas filiais. Guardiola deve agradecer…

Em tempo: o Girona, da Espanha, um time que agrega jogadores em observação na Europa, pertence 44% ao Manchester City, outros 44% a Pere Guardiola (irmão de Pep Guardiola) e o restante a investidores diversos. O controle majoritário não pode estar nas mãos do City por conta da proibição da UEFA (que não permite que um grupo controle duas equipes por lá). Mas, sabidamente, são clubes com ótimo relacionamento, sendo que o Manchester City envia atletas em observação para o time espanhol.

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Na foto, Mansour bin Zayed com Stefano Domenicali, da Ferrari, durante o Grande Prêmio de F1 em Abu Dhabi, no autódromo Yas Marina Circuit, que é dele próprio.
Com informações da ESPN.com, Gazeta Esportiva.com.br, OESP e Wikipedia.