– A inversão de mando de jogo em Bragantino x Corinthians

Eu sei que os times estão com o pires na mão, mas…

Assim como critiquei veementemente o Linense por vender o seu mando em 2017 e jogar na Capital contra o São Paulo (e que foi rebaixado em 2018), critico o Bragantino ao vender o seu mando e deixar de jogar na sua praça esportiva e atuar no Pacaembu, a segunda casa do Corinthians. Não é apenas venda de mando, é inversão de mando mesmo (pois está levando o jogo para a cidade do time adversário).

O Estádio Marcelo Stéfani, agora renomeado como Arena Nabi Abi Chedid, recebeu em 1989 a final caipira entre Bragantino x Novorizontino pelo Paulistão da época. Em 1990, sediou a final entre Bragantino x São Paulo. Hoje não arrecada o suficiente com seus mais de 17 mil lugares?

Quem trabalhou como árbitro na aprazível Bragança Paulista, sabe que existe pressão sob a arbitragem logo na chegada entrando pelo acesso da rua principal. O time visitante é “calorosamente recebido” pelos torcedores da casa (ô torcida brava), além de que, logicamente, quem joga em seus domínios sabe detalhadamente todos os atalhos do seu gramado, evitando buracos, sabendo onde ela corre mais ou ainda onde o sol bate na cara do goleiro. Detalhes que podem parecer bobos, pequenos, irrelevantes (em especial se o time adversário for melhor tecnicamente), só que podem fazer a diferença.

Do “cantinho do quarto-árbitro” dentro do gramado, você já observou como os treinadores visitantes se escondem no banco de Bragança? A torcida atrapalha o trabalho dos técnicos, pois “fica no cangote” deles. Sem contar o Marquinhos Chedid querendo levar linguiça no vestiário aos árbitros antes da partida e depois (no intervalo) chutando a porta esbravejando da atuação. É praxe por lá.

Para a FPF, a decisão da venda de mando é ótima. Ela é dona dos mandos nessa fase, e mesmo “não exigindo” que se jogasse na Capital, a logística dela será melhor (o jogo será no seu “quintal”), o valor em reais da Taxa Percentual da bilheteria será maior e, o mais interessante, a chance do grande passar sobre o pequeno – que já era enorme independente das equipes – se consumirá.

Quem vende o mando, levando a questionamentos éticos, não correria o mesmo risco de, em algum momento da sua dificuldade financeira, usar o mesmo argumento (o de que precisa pagar as contas) de vender um resultado?

Não estou dizendo que o clube da família Chedid entregaria um jogo por dinheiro, isso é óbvio. Mas a discussão da possibilidade em si de um clube fazer isso é nula?

Vejamos o lado bom da coisa: pelo menos o jogo será de dia; assim, não há risco de apagão no Pacaembu.

Em tempo: o mandante Bragantino terá 2000 lugares reservados para a sua torcida que ficará no local destinado ao visitante. O visitante Corinthians terá a carga de 40.000 bilhetes à disposição.

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