– Os dois lances polêmicos de Palmeiras 1×0 Internacional

Muita reclamação do Colorado na partida contra o Verdão no Pacaembu. Procedem as queixas?

Foram dois lances polêmicos. Vamos a eles?

1 – Aos 44 minutos, Nico Lopez está no ataque, é cercado por dois palmeirenses e entra na área. Lucas Lima tenta disputar a bola e o atacante vai ao chão reclamando pênalti. Por baixo, é lance certeiro na bola (portanto, não houve infração). Por cima, a mão esquerda de Lucas Lima não tem visivelmente força suficiente para derrubá-lo (portanto, também não há infração). Parece-me, pela câmera lateral, que Nico se aproveita do contato físico e tenta se jogar, escorregando ao mesmo tempo. Dessa forma, acertou o árbitro Marcelo de Lima Henrique.

2 – Aos 73 minutos, Leandro Damião está na mesma linha que o penúltimo adversário e é lançado. Entretanto, o bandeira Silbert Sisquim, que estava muito bem posicionado, invalida o lance sancionando o impedimento. Errou! A explicação mais lógica é a desatenção no momento em que a bola é lançada, já que Damião está bem à sua linha, mas o companheiro do atacante está longe do árbitro assistente, sendo que o momento do impedimento é o do toque deste atleta quando ele lança a bola. Aqui, vale a máxima: “bandeira bom é bandeira vesgo”…

Assim, um lance não procede a reclamação; no outro, sim!

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– Quando a Imagem diz tudo sobre o lance… Fluminense x Cruzeiro

Não assisti ao jogo, não comentarei a jogada pela foto (pois é imagem estática e pode deturpar o acontecido) nem ouso recriminar, mas…

Acho que doeu, não? Recebi e compartilho:

– Análise da Arbitragem de Paulista 4 x 0 União

Muito boa arbitragem de Daniel Carlos Luciano Fernandes no Estádio Jayme Cintra, para a partida em que o Galo venceu seu adversário de Mogi das Cruzes em um bom jogo de futebol.

Pela divisão e experiência do juizão, gostei muito do que vi. Daniel correu bastante, não se acomodou apesar da facilidade em apitar a partida (o jogo ajudou muito, devido à elasticidade do placar) e esteve bem atento aos detalhes da partida.

Tecnicamente, foi exigido em dois lances de suposta mão na bola, e acertou nos dois: bolas que bateram na mão dos zagueiros (uma a favor do União e outra do Paulista, ambas no segundo tempo) e ele mandou seguir. Errou apenas em dois lances: uma falta que aconteceu na entrada da área e ele preferiu entender que a posse de bola seria vantagem (pelo local, a vantagem seria a marcação da falta, pois a posse de bola não correspondeu a uma vantagem). O outro equívoco foi quando Fábio Luís recua uma bola do meio de campo ao seu arqueiro e o goleiro Lelito espera a aproximação do atacante Carlinhos – na sequência, Lelito pega a bola com a mão para a saída de jogo. Isso é recuo deliberado, e talvez tenha bobeado pela demora do lance e não se atentou (mesmo, repito, sendo atento ao jogo).

Disciplinarmente, usa muito bem a advertência verbal e é correto nos cartões, que foram todos bem aplicados, faltando apenas um a Anderson, que fez dura falta em Quadrado; a vantagem foi aplicada (aí sim corretamente) mas não advertiu o atleta infrator quando a bola parou. Tenho a impressão de que ele “perdeu o jogador faltoso” – e se tivéssemos árbitro de vídeo, poderia ter recebido a ajuda.

Já o bandeira Luiz Felipe Prado Silva teve muito trabalho com lances de impedimento (que foram muitos), sendo que no quarto gol do time jundiaiense o atacante Daniel esperava a bola visivelmente sozinho, e quando ela é tocada e ele faz gol de cabeça, não houve dúvida do impedimento ativo que não foi marcado.

O bandeira Diogo Correia dos Santos esteve muito bem, sendo exigido apenas no segundo lance do gol do Paulista – impedimento ou não “ajustado”, mas que ele acertou.

Gostaria de ver novamente a arbitragem de Daniel Carlos, em jogo de maior dificuldade, para comprovar as virtudes mostradas nesse sábado.

Uma única observação: na súmula, consta que o número de faltas foi: Paulista 16 x 14 União. Nada disso, foram 20 faltas cometidas pelo Paulista e 22 do União. Bobeou o quarto-árbitro Thales Wilian Storari.

Lamentavelmente, não houve a execução do Hino Nacional, conforme obriga a lei, por problemas técnicos. Fomos (a equipe do Time Forte do Esporte da Difusora) testemunhas dos testes de som realizados antes do jogo, incluindo a execução do teste do Hino Municipal. Na hora H, falhou!

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– Vai ter lance perdido pela arbitragem na Copa do Mundo?

Para a Copa do Mundo, a FIFA anunciou que terá 33 câmeras por jogo e 4 VARs. Nos estádios, haverá telão onde a TV mostrará (ou melhor, transmitirá) as imagens da decisão dos árbitros aos torcedores.

Transparência maior do que essa, somente se o áudio fosse aberto ao público, como em alguns outros esportes nos quais os torcedores ouvem a conversa aberta.

Seria utopia imaginar que na Copa de 22, no Catar, teremos o som disponibilizado (ao menos que com um tempo depois) como é feito na Fórmula 1 (onde tudo é gravado entre pilotos e equipes depois do advento da Ferrari pedir a Rubens Barrichello para deixar Michael Schumacher ganhar uma determinada prova)?

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– Os clubes, reunidos, não tiveram força para peitar a CBF?

Quer dizer que nas Eleições da CBF, ocorridas por praticamente “aclamação”,

1. O voto da Federação do Acre teve peso maior do que Corinthians ou Flamengo, por conta do novo Estatuto da CBF?

2. Todas as federações votaram por Rogério Caboclo, o candidato de Marco Polo. Até Reinaldo Carneiro Bastos, da Federação Paulista, que mesmo sendo oposição declarada, deu seu sim. Seria por causa do cargo bem remunerado que ele, Reinaldo, recebe na CBF? Aliás, e o mensalinho dos presidentes das federações, hein?

3. Estando todos os clubes da série A e B reunidos (exceto o Atlético Paranaense, que não enviou ninguém para a Eleição), ninguém teve peito para juntar os representantes dos times e questionar a mudança unilateral do Estatuto?

Pois é. Os clubes têm o presidente que merecem na sede da CBF…

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– Arbitragem para Paulista x União de Mogi das Cruzes

Daniel Carlos Luciano Fernandes, natural de Cruzeiro, 35 anos de idade, há 13 temporadas na FPF, Personal Trainer e proprietário de uma empresa de eventos esportivos, apitará Paulista x União no próximo domingo.

Na Segunda Divisão, Daniel apitou Itapirense x São Carlos na Rodada 1 e São José x Guarulhos na Rodada 2 (no mesmo dia e estádio do jogo entre Joseense 0x1 Paulista, só que às 20h30). Ambos placares acabaram em 1×0. No começo deste ano, apitou algumas partidas da série A3. Já tem boa experiência no apito, embora não tenha apitado em divisões mais importantes.

Os bandeiras serão Luis Felipe Prado Silva e Diogo Correia dos Santos. O quarto-árbitro será Thales Wiliam Storari.

Torço para uma boa arbitragem e uma excelente partida de futebol.

Acompanhe a transmissão de Paulista x União pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

 

– Os erros a favor dos brasileiros na 4a de Libertadores

Não costumamos ver erros em tamanha quantidade e importância na Libertadores da América para brasileiros, mas eles apareceram em dois jogos de “grandões”:

1- No vazio estádio do Maracanã (como é sem graça ver um gigante como aquele sem ninguém, devido à punição sofrida pelo Menção), o Flamengo se beneficiou da não-expulsão de Diego. O meia covardemente agrediu seu adversário (ainda não consegui pegar o nome dele) com uma “patada” em seu joelho, fora da disputa de bola. Ali, é lance para a Comissão Disciplinar da Conmebol punir pela imagem. Será que com 10 o Rubro-Negro seguraria o empate contra os colombianos do Santa Fé?

2-  Em Alvellaneda (ou como aportuguesado: Alvejaneda), o Corinthians venceu o Independiente, por 1×0. O placar seria outro se fosse validado o gol de Silvio Romero, aos 41m do 2o tempo. O bandeira considerou 4 atletas à frente da linha da bola (todos voltando da disputa da jogada e em impedimento passivo; errou), mas desconsiderou que o chute veio de quem estava em posição legal! Há 30 anos, fazia sentido tal anulação…

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– Um Circo no Depoimento no TJD

Eu acompanhei através do jornalista Tossiro Neto do GloboEsporte.com (www.twitter.com/tossiro) as quase 7 horas de depoimento do quinteto de arbitragem da decisão entre Palmeiras x Corinthians, além do delegado da partida Agnaldo Vieira e do Diretor de Árbitros Dionísio Roberto Domingos.

A matéria do próprio site está disponível em: https://globoesporte.globo.com/sp/futebol/campeonato-paulista/noticia/diretor-diz-que-nao-falou-com-quarto-arbitro-e-nega-interferencia-externa-na-final-do-paulistao.ghtml

O que eu achei?

Um verdadeiro “samba-do-crioulo-doido! Os bandeiras Daniel Ziolli e Anderson de Moraes Coelho foram bem objetivos e transparentes. Aliás, o assistente 1 Anderson foi quem demonstrou maior segurança nas respostas, indiscutivelmente. O 5o árbitro Alberto Poleto e o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro tentaram ser bem explicativos, mas um pouco enrolados. Já o 4o árbitro Adriano de Assis Miranda entrou em contradição em algumas respostas, mostrando-se atrapalhado. O delegado do jogo, Agnaldo Vieira, brigou com a imagem e disse não ter dito “canto”. E, enfim, Dionísio, o Diretor de Árbitros, se apresentou como Tutor (juntamente com José Henrique de Carvalho, que estava no estádio) e ao mesmo tempo como membro à parte da FPF. E disse que o tempo todo estava com o celular desligado.

Estava mesmo? Custa-me a crer que alguém da posição dele desligue o celular durante a partida. Se, por exemplo, o presidente da FPF Reinaldo Carneiro Bastos quiser falar com alguém, vai ligar para quem, senão a ele? SEMPRE terá alguém representando a entidade pronto a atender o presidente – e sempre foi assim!

O mais interessante é: o Dionísio é Diretor de Árbitros (um ex-árbitro, lembremo-nos) e  nos depoimentos diversos, foi dito que ele participou do Plano de Jogo da equipe de arbitragem. Ora, não é função dele! Ele tem que avaliar os árbitros e dirigir o departamento, não dizer a um árbitro de final de campeonato como deve apitar ou não. Isso poderia levar até mesmo a crer que fez isso em outros jogos, cometendo o erro de, quem sabe (não digo que fez), pedir para que em semifinais se alivie em cartões para não tirar ninguém da finalíssima!

Todo o conteúdo é acessível pelo Twitter do já citado Tossiro no endereço acima. Vale a pena ler! 

Creio que não vai dar em nada. O TJD dará uma suspensão simbólica no diretor da FPF e no quarto árbitro (apenas como resposta ao Palmeiras de que algo foi feito). Mas que fica claro a bagunça e o excesso de intromissão da Diretoria de Arbitragem no trabalho de campo dos árbitros (atrapalhando-os no pré-jogo), não há dúvidas!

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– O Árbitro de Vídeo no Brasileirão: a CBF vai ceder ou não?

É claro que não. Em que pese Palmeiras e Flamengo reclamarem e solicitarem árbitro de vídeo no Brasileirão de 2018 (mesmo que a própria CBF tenha refutado a implantação no começo do ano pela decisão colegiada dos clubes), são por tais motivos os empecilhos:

Não pode utilizar com campeonato em curso (pois a Regra tem que ser uma só no campeonato inteiro, da Rodada 1 até a 38). O Vídeo-Árbitro agora está na Regra do Jogo, e, assim, só pode ser usado em fases distintas de torneios onde há eliminatórias (nos pontos corridos, em meio a disputa, não).

– Não tem árbitro treinado em quantidade e tempo suficiente para usar.

– Não tem equipamento a disposição.

– Não deve usar a mesma geração de imagens da TV aberta (a FIFA e outras entidades usam sua própria geradora, além da contratação de terceiros). Usar a imagem da transmissão da Globo, por exemplo, nem pensar!

Enfim, novamente é um grande “blábláblá” que vem desde 2016!

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– O Robô da CBF não está avaliando com boa qualidade os árbitros escalados?

Há 1 ano, fizemos uma publicação sobre um anúncio da CBF que prometia REVOLUCIONAR a análise de desempenhos dos árbitros.

Será que deu certo?

Compartilho, extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2017/04/23/o-robozinho-vai-avaliar-os-arbitros-da-cbf/

O ROBOZINHO DA CBF VAI AVALIAR OS ÁRBITROS.

Taí uma daquelas coisas que a CBF adora inventar: criar factoides para divulgar à imprensa (como o árbitro de vídeo proposto em maio de 2016, depois em agosto, outubro, novembro… e até agora nada). Ou o mecanismo de leitura facial israelense para o combate da violência de torcedores briguentos na FPF, que só ficou no anúncio.

Pois bem: leio no Diário Lance! que o Coronel Marinho anunciou uma novidade (Edição 23/04/17, pg 03, por Fábio Suzuki e Igor Siqueira). Será o “Radar”, um software para análise de desempenho dos árbitros.

O detalhe é: a função dos observadores e analistas de arbitragem será minimizada pelo sistema eletrônico, que, segundo o próprio Coronel Marinho:

“A nota [do árbitro] não será dada por ninguém. O SISTEMA VAI DAR. Fizemos uma calibragem, uma mensuração. Fizemos estudos e vamos colocar no sistema (…). O sistema vai gerar pontuações individuais e por equipe. Cada árbitro terá sua nota e outra da equipe [do quarteto todo]. Eu não posso alterar nada.”

E quando o lance polêmico for interpretativo: pênalti ou simulação? Bola na mão ou mão na bola? Vantagem aplicada ou perdida?

Farei de conta que acreditarei da mesma forma quando iludidamente eu e outros árbitros acreditaram no “Ranking dos Árbitros da FPF”, onde existiam notas e os árbitros também receberiam pontuação, formando um campeonato de acesso e rebaixamento. Me recordo quantas notas contestadas, a criação da posição 35B (quem viveu essa época sabe o que é essa posição), o descenso de árbitros de altíssima categoria inexplicavelmente (por exemplo: a injusta queda de muitíssimas posições do excelente Marcelo Rogério), a ascensão de árbitros prata para ouro ANTES das provas finais teóricas (e um “metidão” deu até entrevista ao jornal confirmando sua subida…).

Por tudo isso, fico imaginando um robozinho dando nota, e quando o cartola do clube chegar a Del Nero pedindo a cabeça de um árbitro, ouvir o mesmo blábláblá de que não existe veto a ninguém, garantir a escala ao juiz e na hora H… pimba! Ficar de fora, indo para a geladeira veladamente.

Putz, recordei-me: acho que o mesmo Marco Polo Del Nero era o presidente da FPF quando garantiu-se a escala de Rodrigo Bragheto na final do Paulistão por parte do mesmo Coronel Marinho e depois o suspenderam. Curioso que são os mesmos nomes na CBF.

Em tempo: monitorar desempenho de jogador com tais softwares é louvável. Mas analisar lances interpretativos de árbitros, aí é conversa mole.

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– Vitória 2×2 Flamengo e a péssima arbitragem de Wagner Reway. Culpa de quem?

O Brasil inteiro acompanhou o erro absurdo do árbitro mato-grossense Wagner Reway em Salvador no último sábado. Estando 0x1, o Vitória chuta uma bola para a meta, em cima da linha do gol ela explode no rosto de Everton Ribeiro (FLA), que, para surpresa de todos, é “expulso por evitar um gol com o uso das mãos” e o pênalti (convertido em gol) marcado.

Fora esse lance bizarro, outros equívocos inaceitáveis acontecidos. Mas quem é o culpado por essa horrível arbitragem?

O árbitro, tenha certeza, é o menor dos responsáveis. Entenda:

Culpado 1: é o ex-diretor de árbitros da CBF Sérgio Correa da Silva (atual diretor de desenvolvimento do VAR brasileiro), que trouxe do Mato Grosso (sem ter apitado jogo importante) Reway para a lista da FIFA (sim, ele está no quadro de elite entre os 10 melhores brasileiros do apito que possuem a insígnia internacional).

Culpado 2: é o atual comandante dos árbitros da CBF, Coronel Marcos Marinho, que o mantém na lista da FIFA, e que cometeu a insensatez de marcar um teste físico a todos os árbitros de São Paulo, tirando-os das escalas, na Rodada 1 do Brasileirão (não tem nenhum árbitro paulista escalado na Série A, B ou C nesse final de semana).

Culpado 3: os clubes de futebolque insistem em abrir mão do árbitro de vídeo e não pressionam para a milionária CBF implantá-lo (e, logicamente, assumir os custos).

O lance mais reclamado foi esse citado aos 10 minutos de jogo. Mas pense: no Derby do último final de semana, um quarto árbitro supostamente viu um lance interpretativo com magnífica clareza e avisou o árbitro (mesmo o mundo do futebol duvidando). Na Bahia, nem árbitro, nem bandeiras, nem quarto árbitro – ninguém – viu tal ridícula gafe.

Acho que continuamos vivendo o #GER7x1BRA e ninguém se deu conta…

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– Capitão Augusto quer saber o time do coração dos árbitros!

Se nós estamos desacreditados com a Política, e achamos que há muito deputado custando caro para a nação, veja isso:

Na última 3a feira, no Congresso Nacional, discursou o Deputado Capitão Augusto (PR – SP), em defesa da Mudança do Estatuto do Torcedor, acrescentando o seguinte parágrafo:

“É obrigatória a declaração, por escrito, do árbitro e do auxiliar informando o time do qual são torcedores, sendo vedada sua participação nos jogos de seu time de preferência, sob pena de nulidade da partida”.

Ou esse senhor é alienado dos reais problemas do país, ou está tentando, sem sucesso, agradar alguém. É uma vergonha que a Casa de Leis desse país tenha tal preocupação nesse momento tão importante da nação!

Segundo o Estadão (na matéria de Renan Cacioli), o nobre parlamentar é palmeirense. E, além desse parágrafo, acrescenta que “os árbitros de futebol devem ser impedidos de trabalharem no estado onde nasceram”.

Pela lógica dele, o Campeonato Paulista não poderia contar com juízes paulistas. É mole?

Ô dinheiro mal gasto…

Capitão Augusto, no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, durante sessão em 2015 Foto: ANDRÉ DUSEK / ESTADÃO

– Justa ou não a expulsão de Rodrigo Caio em Rosario Central 0x0 São Paulo?

O bom árbitro peruano Victor Carrillo (que para mim deveria estar na lista dos mundialistas 2018 no lugar do paraguaio Enrique Cáceres) apitou a estreia do Tricolor Paulista contra os “Canallas” em Rosário-ARG pela Sulamericana e entrou em uma polêmica: aos 35 minutos do 1o tempo, ao ver Rodrigo Caio pular para disputar uma bola com seu adversário Marco Ruben, o juiz interpretou que o são-paulino deu uma cotovelada no jogador argentino e o expulsou.

Cartão Vermelho ou não?

NÃO! Cartão Amarelo seria o correto.

Verifique que quando os dois atletas pulam, Rodrigo Caio tem uma impulsão maior que Marco Rubem e o cotovelo fica na altura do rosto do jogador que pulou menos alto, ao colocar o braço à sua frente. Da câmera de frente para o lance, percebe-se que ambos atletas estão preocupados em disputar a bola, e o erro do brasileiro é ganhar vantagem justamente com esse braço. Tal situação não é de força excessiva ou agressão proposital, mas de ação temerária que resulta em advertência por cartão amarelo (afinal, ele segurou o jogador com essa atitude).

O árbitro teria, posteriormente à marcação da falta, se impressionado com o fato do sangramento no rosto do atingido (em decorrência de casualidade e não de agressão)?

Pode ser. Em um primeiro momento, aparenta que nem cartão amarelo seria aplicado por Carillo, e após verificar o jogador no chão e o sangue, surge o vermelho.

Erro do árbitro, mas um “puxão de orelha” no jogador brasileiro: afinal, deu motivo para uma milonga de um inteligente adversário (que tirou proveito da “deixa”).

– Para mim, pênalti legítimo para o Real Madrid contra a Juventus.

Ouço muita gente tripudiando sobre o tiro penal marcado para o Madrid contra a Juve no último minuto dos acréscimos do 2o tempo. Estava 0x3, e se não fosse ele, a equipe italiana teria feito uma virada histórica na Espanha (tinha perdido por 3 gols na ida em Turim).

É claro que o sentimento do torcedor comum é ver a vitória épica e contestar um pênalti supostamente mandrake. Mas foi!

Na hora, achei infração (e infantilidade) do atleta da equipe da Itália pulando com as mãos nas costas do jogador do time espanhol, desequilibrqando-o. Ao rever o lance, não tive mais dúvida: pênalti.

O lamento foi a (correta) expulsão de Buffon, que encerrará sua participação na Champions League eliminado de tal forma e expulso.

– Andrés Sanches ou Eduardo Bandeira para presidente do Brasil?

Calma, eles não serão candidatos. Mas a provocação vem por conta do tema da Copa do Mundo de 2030, que a exemplo da de 2026 (com candidatura tripla de México, EUA e Canadá, concorrendo com o Marrocos), deverá ter como candidata a sede tripla de Argentina, Uruguai e Paraguai (a concorrer possivelmente com a China).

Sabe quais pessoas estiveram reunidas pleiteando o Mundial e formulando a proposta?

O presidente argentino Mauricio Macri (ex-presidente do Boca Juniors);

O presidente uruguaio Tabaré Vazques (ex-presidente do Club Atlético Progresso);

O presidente paraguaio Horacio Cartes (ex-presidente do Libertad);

O presidente chileno Sebastián Piñera (ex-presidente e um dos acionistas do Colo-Colo, convidado ao evento para se consultar um possível interesse de tornar uma quádrupla candidatura-sede).

Já imaginaram se a “moda” de ex-presidentes de time de futebol tentarem a Presidência da República? Aliás, algum cartola de clube aqui do Brasil, hoje, poderia comandar o país?

Em tempo: no nascedouro da ideia, sugestionou-se o convite também ao Brasil, para uma candidatura quíntupla do Cone Sul.

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– Para a UEFA, melhor impossível!

E as semifinais da Liga dos Campeões da Europa já possuem seus times classificados: Real Madrid, Liverpool, Roma e Bayern.

É o sonho de consumo para os europeus: um espanhol, um inglês, um italiano e um alemão. Os maiores e melhores mercados do futebol por lá.

E eu que apostava o título em Manchester City, Barcelona ou PSG… erro triplo!

 

– A Manipulação de Resultados só acontece no Futebol da Paraíba?

Na Paraíba, uma operação da Polícia chamada de “Cartola” está investigando um esquema de manipulação de resultados no futebol, envolvendo a Federação Paraibana de Futebol.

Inevitável perguntar: só acontece na Paraíba?

Extraído de Isto É: https://istoe.com.br/operacao-cartola-apura-manipulacao-de-resultados-no-futebol-da-paraiba/

OPERAÇÃO CARTOLA BUSCA ENVOLVIDOS EM MANIPULAÇÃO DE RESULTADOS NO FUTEBOL

A Polícia Civil da Paraíba está cumprindo a execução de 39 mandados de busca e apreensão, desde a madrugada desta segunda-feira, nas cidades de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Campina Grande e Cajazeiras, para apurar supostos crimes cometidos por uma organização composta por membros da Federação Paraibana de Futebol (FPF), da Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba (Ceaf), do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD/PB) e por dirigentes de clubes de futebol profissional do Estado da Paraíba.

A 4ª Vara Criminal de João Pessoa deferiu as medidas cautelares relacionadas à Operação “Cartola”. Os envolvidos estão sendo investigados pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, manipulação de resultados (crimes do estatuto do torcedor), desvio de dinheiro de partidas de futebol profissional e por outras condutas sob apuração.

A Operação ‘Cartola’ envolveu 230 policiais e é resultado de mais de seis meses de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público da Paraíba (MPPB), coordenado pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e pela 1ª Superintendência da Polícia Civil de João Pessoa, Delegacia de Defraudações e Falsificações de João Pessoa (DDF).

Na investigação, segundo o MP, foi possível identificar a existência de dois núcleos principais, com aproximadamente 80 membros identificados. O primeiro núcleo é formado por membros da FPF, Ceaf e dirigentes de clubes de futebol profissional. O segundo núcleo (dos cartolas) é responsável pelas decisões mais importantes relacionadas ao futebol paraibano e conta muita articulação institucional.

O segundo núcleo identificado é formado por membros executores ligados à Ceaf (arbitragem), funcionários da FPF e de clubes de futebol, que atuam segundo a determinação do núcleo principal.

O advogado da Federação Paraibana de Futebol, Hilton Souto Maior, disse que lamenta a situação deprimente de pessoas que querem destruir a imagem de clubes paraibanos e federação. “Foi uma ação originada por um integrante da federação, que está envolvido em investigações ilícitas. Estamos ajudando a Justiça a solucionar estas denúncias. Não entramos no mérito de manipulação de jogos, porque isso remete-se aos clubes”, disse em entrevista a uma rede de televisão local.

Confira a lista dos principais investigados na Operação Cartola:

AMADEU RODRIGUES – Presidente da FPF

FEDERAÇÃO PARAIBANA DE FUTEBOL (FPF)

ROSILENE DE ARAUJO GOMES – Ex-presidente da FPF

MARCOS SOUTO MAIOR – Advogado da FPF

JOSÉ RENATO (ZÉ RENATO) – Presidente da Comissão de Arbitragem

SEVERINO LEMOS (BINA) – Diretor de arbitragem da FPF

LIONALDO SANTOS – Presidente do Tribunal de Justiça Desportiva

ZEZINHO DO BOTAFOGO – presidente do Botafogo

BRENO MORAIS – Vice-presidente do Botafogo

BRENO MORAIS / EMPRESA NORDIL

DR ALEXANDRE – Advogado e vice-presidente jurídico do Botafogo

FRANCISCO SALES – Diretor do Botafogo

WILLIAM SIMÕES – Presidente do Campinense Clube

JUAREZ LOURENÇO – presidente do Treze

FABIO AZEVEDO – Dirigente do Treze

ALANKARDEC CAVALCANTI – Dirigente do Treze

JOSIVALDO GOMES – Presidente do CSP

RENAN ROBERTO – Árbitro de futebol da FPF

ADEILSON CARMO – Árbitro de futebol da FPF

JOSE MARIA DE LUCENA NETTO (NETO) – Árbitro de futebol da FPF

ANTONIO CARLOS DA ROCHA (MINEIRO) – Árbitro de futebol da FPF

JOÃO BOSCO SÁTIRO DA NOBREGA – Árbitro de futebol da FPF

ANTONIO UMBELINO – Árbitro de futebol da FPF

DIEGO ROBERTO – Árbitro de futebol da FPF

EDER CAXIAS – Árbitro de futebol da FPF

TARCISIO JOSE DE SOUZA (GALEGUINHO) – Árbitro de futebol da FPF

LUIS FILIPE – Árbitro de futebol da FPF

ÁDGUERRO XAVIER – Árbitro de futebol da FPF

JOSE ARAUJO DA PENHA (ARAUJO) – Funcionário da FPF

LUCAS ANDRADE – Funcionário da FPF

SONIA ANDRADE – Funcionário da FPF

BENEDITO DA PENHA MEDEIROS JUNIOR (BENINHA) – Filho de diretor do Botafogo

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– O VAR no Paulistão 2019 e a provável ineficiência dele em 2018 no lance entre Ralf x Dudu

O jogo entre Palmeiras 0x1 Corinthians, decisão do Campeonato Paulista deste ano, ainda rende assunto.

Na Festa da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, ao ver a ausência da equipe do Palmeiras em protesto contra a entidade, declarou logo na abertura do evento que:

Uma das grandes e positivas novidades do Paulistão de 2018 foi o investimento na capacitação da arbitragem.

Seria hilário, se não fosse trágico. Dinheiro mal gasto, indubitavelmente, em gestores incapazes em melhorar a atuação, formação e desenvolvimento dos árbitros de futebol (e olha que a verba é boa).

Mas dentro e fora de campo, fica impossível em não debater: e se tivéssemos árbitro de vídeo (o VAR) no torneio?

Uma das exigências da carta-protesto do Palmeiras após as críticas duras do seu presidente é a implantação do vídeo-árbitro na próxima edição. A proposta (já aprovada pela FIFA e historicamente incorporada pela International Board nas Regras do Jogo de Futebol) tem um custo relativamente alto (nada inviável para as ricas federações e confederação do Brasil, mas custosa aos clubes).

Mas pense: e para um jogo de “meio de tabela” em Barueri, como Oeste x Ituano, com público provável de menos de 1000 torcedores? Vale a pena o esforço? Entretanto, para as fases eliminatórias, num Morumbi com 66.000 torcedores para São Paulo x Santos, vale (o que não pode é ter o equipamento em alguns jogos de uma fase do torneio e em outros não; tem que existir em todos os jogos de uma mesma fase – e, no caso, nas “fases que valem”).

Fui perguntado por amigos: e se existisse o Vídeo-Árbitro no jogo de domingo, no pênalti tão discutido marcado e posteriormente desmarcado pelo aviso do 4o árbitro, onde se desconfia de que a ordem veio de fora, com ajuda externa após ouvir o comentarista da Rede Globo, repassado ao 5o árbitro, e que nada será provado?

A resposta é simples: se existisse o VAR, ele não poderia chamar o árbitro central, pois de acordo com o protocolo FIFA, esse lance interpretativo não poderia ter a interferência da cabine.

Eu não marcaria o tiro penal, mas ouço muitos dizendo que marcariam (na discussão se pegou simultaneamente bola e perna ou primeiramente a bola). Como o árbitro de vídeo poderia interpretar tal situação e avisar o árbitro, já que não há clareza no erro ou não do juizão?

A possibilidade que existiria é: caso o árbitro estivesse realmente em dúvida, solicitar a imagem, correr ao monitor e verificar novamente o lance – mas sem a iniciativa de provocação da cabine, pois o lance, repito, é interpretativo e a decisão final do árbitro.

Dessa forma, se até o vídeo-árbitro estaria limitado na interferência na decisão do juiz, cabe a reflexão: como crer que o 4o árbitro poderia “salvar o árbitro” em um lance de tal delicadeza na decisão?

Gosto muito do amigo Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, mas custa-me a acreditar que realmente caiu no erro de combinar no plano de trabalho pré-jogo que Adriano de Assis Miranda interferisse em situações como a ocorrida. NINGUÉM (dos mais novos ao mais experientes) pede ao 4o arbitro, na hora de formular esse plano de trabalho, que exista a interferência dele em lance interpretativo de tiro penal.

Assim, fica a questão: será que mediante todos os fatos, a Federação Paulista de Futebol, que gabou-se de ter feito ótima capacitação dos árbitros para a temporada, implantará o arbitro de vídeo em 2019?

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– A péssima orientação da FPF na conduta dos 4os Árbitros trouxe consequências à decisão entre Palmeiras 0x1 Corinthians

No domingo, falamos muito sobre possíveis interferências externas em jogos de futebol, citando outras partidas com situações semelhantes ao do Derby decisivo do Campeonato Paulista (vide em: https://wp.me/p55Mu0-1VU). Mas algo muito mais importante que quero discutir e que tem ligação direta à confusão de ontem: a péssima orientação que a Comissão de Árbitros da FPF dá sobre a conduta dos seus quarto-árbitros.

A entidade criou o “Árbitro Assistente 3”, um bandeira sem flâmula oposto ao bandeira 1, travestido de árbitro, que anda non sense onde não deveria estar.

Em Jundiaí, nos jogos do Paulista Futebol Clube, costumamos comentar com frequência em nossas transmissões na Rádio Difusora que em desnecessários lances, o quarto-árbitro sai da sua posição e avança para o banco de reservas do visitante; passa à frente deles e vai quase para o escanteio.

Pra quê?

É um equívoco tal orientação, largando das funções reais do 4o Árbitro e dando a ele uma importância e participação maior do que poderia e deveria ter! Não vai melhorar em nada a arbitragem fazer com que o cidadão se posicione ali (repare que isso NÃO EXISTE NO RESTO DO MUNDO, SÓ AQUI). O quarto-árbitro, desde que deixou de ser “árbitro-reserva” e ganhou mais atribuições, pode e deve ajudar o árbitro, quando for necessário e puder, mas na hora certa!

Repare que no jogo do Allianz Parque, o quarto árbitro Adriano de Assis Mirada, em determinados momentos, tornou-se um velocista da linha lateral, correndo de um poste de escanteio a outro!

Aliás, me assusta confiar a ele tal importante escala, já que em duas partidas que comentamos ele foi péssimo: a da “tempestade de raios em Jayme Cintra” (vide em: https://wp.me/p55Mu0-My) e o “dilúvio de Itapira” (vide em: https://wp.me/p55Mu0-f8).

O que intriga é: se o quarto-árbitro estava convicto (e eu duvido disso, pois o lance é do árbitro central, até pelo seu posicionamento), porque não se comunicou por rádio para que a decisão do árbitro fosse rápida?

Mais do que isso: com a experiência que tem o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, por que ouvia o quarto-arbitro Adriano Miranda e olhava para o reservado da FPF entre os bancos na linha lateral? Aliás, lá estava Dionísio Roberto Domingues, o “Todo-Poderoso” da arbitragem paulista. Repare nas imagens, isso é claro. Me pesa ter acreditado nas palavras do presidente Reinaldo Carneiro Bastos, quando disse pessoalmente a mim quer o comando da arbitragem estaria nas mãos de Ednilson Corona e José Henrique de Carvalho. Não está, é Dionísio quem manda.

Por último: ridícula a decisão de Marcelo em chamar o jogador Ralf e perguntar se ele “tocou a bola ou o Dudu. O árbitro é ele, não o jogador.

Insisto: pênalti, não foi. Mas o conserto veio através de erro, de procedimento inaceitável com possível interferência externa. O problema é: provar tal fato, o que acarretaria erro de direito e anulação do jogo, o que é muito difícil. Tão difícil quanto crer que foi uma decisão sem interferência externa e ilegal.

Se tivéssemos árbitro de vídeo no Brasil (aliás, os presidentes de clubes, aceitando a sugestão indireta da CBF, abortaram a iniciativa do VAR por aqui), isso seria resolvido sem traumas. E culpe-se também Galliote e Sanches, presidentes de Palmeiras e Corinthians, por vetarem os árbitros da FIFA na final (leia em: https://wp.me/p55Mu0-1VO).

Em tempo: Ralf atinge a bola e depois Dudu, e é isso é lance legal (consequência de uma disputa de bola). Se Ralf atinge a bola SIMULTANEAMENTE a Dudu, aí sim é infração.

– Houve interferência externa em Palmeiras 0x1 Corinthians?

A mim, seria muito difícil de onde estava o quarto árbitro Adriano Assis de Miranda ter precisão se foi pênalti ou não no Derby decisivo. A palavra final deveria ser a do árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza.

ENTRETANTO, não foi pênalti. Por linhas tortas, acertou o árbitro.

A questão é: houve ou não interferência externa?

Para recordar: no Brasileirão de 2015, tivemos INÚMERAS situações de interferência de 4o árbitros onde supostamente receberam informação externa após alguns minutos. Teve até “desexpulsão” de Egídio /SEP.

Relato esses casos em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/10/05/sobre-chapecoense-5×1-palmeiras-e-as-corretas-e-injustas-mudancas-nas-decisoes-dos-arbitros-no-campeonato-brasileiro/

– Análise da Arbitragem de Paulista 0x0 Amparo

Na manhã de domingo, uma arbitragem razoável de um árbitro com virtudes a serem exploradas e defeitos a serem corrigidos.

Humberto José Júnior, o árbitro, tem bom porte físico, correu bastante, marcou 28 faltas (Paulista 16 x 12 Amparo) e foi correto nos acréscimos dos dois períodos.

Tecnicamente, foi regular: marcou faltas a qualquer contato físico no início do jogo, mas depois se corrigiu. Soube não cair na “cavada de pênalti” de Ronaldo (PAU).

Disciplinarmente não foi exigido, mas precisa vibrar mais e agilizar a partida (não pode ser tão conivente com nítidas quedas de atletas para “matar o tempo”). Duas vezes fez sinal que “acabou a cera”, mas não acabou. Acertou no cartão amarelo a Nathan (PAU) e a Luís Felipe II (AMP). Expulsou corretamente Nathan por reincidência.

No primeiro tempo, permitiu uma vantagem ao ataque do Paulista muito interessante; mas no segundo tempo, errou em não aplicar uma vantagem a cada equipe.

Enfim: o árbitro tem potencial, mas precisa ser trabalhado.

Renda Bruta: R$ 8.480,00 +
Renda Líquida: R$ 1.682,00 –
Público: 577 pagantes

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– Um “Palmeiras x Corinthians” pode vetar árbitro?

Claro que pode!

Você imagina que em tempos atuais, se os importantes cartolas de Palmeiras e Corinthians pedirem vetos de nomes de árbitros, isso ocorrerá?

Ou se eles escolherem?

Lembram do episódio do “Fala Muito” de Tite x Felipão, quando o já saudoso Jornal da Tarde noticiou que o árbitro a ser sorteado seria Paulo César de Oliveira (e realmente foi)?

A boataria diz que o Palmeiras vetou Raphael Claus por conta da expulsão de Jailson e o Corinthians vetou Luiz Flávio de Oliveira pelas últimas atuações em jogos de sua equipe.

Faz sentido?

Talvez, afinal, esses árbitros já estavam escalados em campeonatos estaduais de outros estados ANTES do sorteio da Federação Paulista. Claus, por exemplo, apita o Ba-Vi; Luiz Flávio apita Cruzeiro x Atlético Mineiro.

Registro: não é informação, mas impressão de que a cartolagem não fez força alguma para que os árbitros FIFA de São Paulo apitassem a final do Campeonato do próprio estado. Paciência. Desejo novamente (pois já o fiz) boa sorte ao juiz Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, o árbitro da final.

– Derby ou Família?

Sim, estou fazendo uma “média” com a patroa (é brincadeira, escrevo a sério).

Depois de uma semana puxada de trabalho, com vários problemas (e ainda bem, com soluções encontradas), não trocarei uma tarde de domingo com a esposa e filhas por futebol!

Desconectando de celulares, computadores e RELÓGIOS, vou curtir a casa e torcer para que o trio de amigos formado por Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, Anderson José de Moraes Coelho e Daniel Ziolli façam uma excepcional arbitragem na decisão (difícil de se trabalhar) entre Palmeiras x Corinthians. Claro, e que as equipes joguem somente futebol.

Aliás, com a qualidade do jogo que os times brasileiros têm demostrado, é loucura trocar o sorriso das pessoas incríveis do meu lar por uma partida de futebol, né?

– Há 12 anos… o Paulista FC nos dava uma grande alegria internacional!

Em 05 de abril de 2006, o Paulista FC orgulhava Jundiaí ao bater o River Plate por 2×1 no Estádio Jayme Cintra pela Libertadores da América.

Bons tempos…

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Veja o vídeo pela Fox en Español:

 

– Copa da América do Norte ou no Marrocos em 2026?

Pela 1a vez, poderemos ter uma Copa do Mundo contemplando todos os países de um único continente: oficializou-se uma candidatura das 3 nações que formam a América do Norte: México, EUA e Canadá! Concorrendo com elas, há o Marrocos (que para mim, frente a esse trio, não tem chance).

Pelo gigantismo que se tornou o Mundialse faz necessário um número grande de cidades-sedes. Mas 2026 não contrasta com as dimensões diminutas do Catar, em 2022?

Culturas diferentes (a árabe com rigor moderado dos catarianos) versus a disciplina americana (somada à farra dos mexicanos). A propósito, um dos entusiastas dessa candidatura é Donald Trump. E não é curioso que o próprio Trump que fala tanto de construção de um muro segregacionista, apoie a união com seus vizinhos?

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– Análise da Arbitragem para Paulista x Amparo, Rodada 1 da Segunda Divisão.

Para a estreia do Galo na Segunda Divisão Sub 23 do Estadual contra o Amparo (na prática, a 4ª divisão), apitará Humberto José Júnior (que concorreu no sorteio com André Luiz Ribeiro Cozzi).

Humberto tem 32 anos, é de Valinhos-SP, ainda não apitou jogos profissionais em 2018 (somente Copa SP), tem 5 anos de carreira e atuou como árbitro central em alguns jogos da 2ª divisão. Galga mais experiência para 2019 estar habilitado a fim de apitar a série A3. No ano passado, trabalhou como bandeira na final do Campeonato Amador de Louveira. Também apita jogos de Futsal.

Uma vantagem para o jovem árbitro é que apitou muitos jogos do Sub20; assim, não sentirá muita diferença num torneio Sub 23.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Amparo pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

Aliás, um bacana histórico do Leão de Amparo pode ser acessado aqui: http://www.asmilcamisas.com.br/2012/08/04/138-camisa-do-amparo-athletico/

– Por quê Argote não deu o pênalti em Deyverson no Palmeiras 2 x 0 Alianza Lima?

Quando vejo árbitro da Venezuela em escala de time brasileiro, já imagino que teremos lambança para qualquer um dos lados, devido à baixa qualidade técnica dos juízes do nosso vizinho país (de pouca tradição no esporte bretão).

No futebol de alto nível, não se permite mais erros primários de posicionamento como o de José Argote Vega no Allianz Parque na noite desta 3ª feira. O juizão estava longe do lance, bem em linha reta do zagueiro do time peruano e ficou encoberto pelo próprio corpo do atleta infrator no pênalti reclamado aos 45 minutos do 2o tempo. Se estivesse mais próximo e à esquerda do lance, observaria que Araújo atinge a bola com a perna esquerda e simultaneamente o atleta brasileiro Deyverson com a perna direita. Bola e adversário atingidos significam tiro penal, não marcado ao time palmeirense.

Claro que o time Alviverde venceu, mas fará ou não falta esse possível gol que poderia ser marcado na hora da classificação final dessa fase da Libertadores da América?

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– Por quê a Conmebol mudou a “regra dos árbitros de fora”?

Na última edição da Libertadores da América, supostamente a pedido dos clubes, os árbitros de confrontos domésticos sempre eram de outros países (isso ajudaria a evitar desgastes e vícios de árbitros locais). Assim, nenhum árbitro brasileiro apitou confrontos entre brasileiros na competição.

Esse ano parece que a coisa mudou. Para Cruzeiro x Vasco foi escalado o brasileiro Raphael Claus (que também apitará o BaVi da final de domingo – portanto, está fora da decisão do Paulistão 2018). Nada contra, mas a questão é: por quê a Conmebol mudou? Existe algum esclarecimento para essa alteração nas escalas?

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– As Pilhagens Sensacionalistas e o Derby que não acaba.

Eu já vi página de jornal colada na parede em vestiário de clube de futebol. Nas manchetes: qualquer coisa que mexa com o brio dos jogadores (claro, questionando suas qualidades).

É lógico que no futebol profissional isso não deveria acontecer para motivar o elenco, mas acontece (assim como são “motivações” pagar salário atrasado, aumentar “bicho” e outras coisas que são discutíveis no mundo do esporte de alto rendimento).

Agora, se vê a produção de “fake news” aos montes. De torcedor para torcedor, o problema é minimizado. Mas o ex-jogador Neto mostrando no Programa dele um pôster do Palmeiras Campeão Paulista de 2018, como se o próprio Palmeiras tivesse produzido antes do jogo menosprezando o Corinthians, é duro de engolir.

Não há um diretor na emissora dele para alertá-lo?

Tão vivido, caiu nessa coisa de fake?

Ou foi para produzir puro sensacionalismo?

Aliás, o jogo da 1ª partida da final parece que não acabou. Ainda se discute Claysson e Felipe Melo, além de outras nuances. Mas sobre a BOLA ROLANDO, pouca coisa! Até sobre treino aberto dos dois times está se discutindo (devido a possível proibição da PM).

Quando a qualidade do futebol jogado é baixa, dá espaço a tantas outras coisas secundárias como essas.

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– Andrés ainda é Deputado?

Perguntar não ofende: Andrés Sanches não renunciaria ou se licenciaria do cargo de Deputado Federal assim que se elegesse presidente do Corinthians?

Por falta de tempo, prometeu depois do Carnaval. Já passou muito tempo (mais de 40 dias) e ainda não conseguiu deixar a mamata, digo, o trabalho em Brasília?

Ô medo de perder as regalias e privilégios (em especial na Justiça) que o cargo proporciona… Custa-me crer que ele esteja exercendo com dedicação total os dois ofícios concomitantemente.

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– Que a bola processe a todos!

Dias atrás, ouvi o jornalista Flávio Prado brincar que o último Majestoso do Paulistão foi tão feio que a bola deveria processar os jogadores, de tanto que a judiaram. PERFEITO!

Parafraseio o Flávio para falar sobre o primeiro jogo entre Corinthians 0x1 Palmeiras da Final. Foi um jogo que simboliza perfeitamente o Brasil de hoje: ninguém quer jogar bola, todo mundo quer reclamar, falta competência e quando se consegue alguma coisa, acomoda-se!

Cadê o futebol brasileiro de outrora? Me recordo que quando se falava de futebol inglês, imediatamente se pensava no “chuveirinho” e no jogo monótono. Hoje, que diremos?

Corinthians e Palmeiras maltrataram a bola. Leandro Bizzio Marinho maltratou o apito; ou melhor, os cartões. O árbitro demorou para se acertar na parte disciplinar, e quando o fez, deu um cartão atrás do outro. Quanto a parte técnica, nada a reclamar, afinal, não foi exigido (pois jogo-jogado, não teve).

Meu medo é esse: como as crianças se animarão em vestir a camisa dos times nacionais com esse show de horrores, ao invés das do Barcelona, Manchester City e PSG?

Pobre futebol brasileiro… e com a cartolagem atual, nada vai mudar.

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– Por que a Inglaterra não terá árbitro na Copa da Rússia?

Como é sabido, a FIFA divulgou a relação dos árbitros para a Copa do Mundo 2018. O Brasil repete seu trio com Sandro Meira Ricci, Emerson Carvalho e Marcelo Van Gassen. Normal e esperado.

O anormal é a ausência de árbitros ingleses na lista, sendo a Inglaterra berço do futebol e das regras, tendo juízes de futebol profissionais e de alto nível.

Teria sido evitado um inglês na Rússia por conta do caso envolvendo a suspeita (99% confirmada) de envenenamento do ex-espião da KGB em Londres?

Muito provavelmente, sim. Se desejou evitar um constrangimento diplomático, já que há quem, dentro da Inglaterra, sugeriu boicote do English Team no Mundial.

Importante: segundo Sálvio Spinola Fagundes Filho, Mark Clattenburg, o possível árbitro da Inglaterra na Copa do Mundo, encerrou a carreira para ser dirigente esportivo. A UEFA optou por não substituir seu nome na relação de pré-selecionados.

A lista completa, abaixo:

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– A Polêmica do Árbitro da Final entre Corinthians x Palmeiras

Muita discussão envolvendo o nome do árbitro Leandro Bizzio Marinho para o primeiro jogo da final do Campeonato Paulista de 2018.

Nesta semana, coloquei-o como um dois prováveis nomes para a final “na bolsa de apostas” da arbitragem para a decisão (Penúltimo parágrafo em: https://wp.me/p55Mu0-1V5, onde explico não ser o melhor nome, mas ser bem quisto pelos cartolas).

Bizzio já apitou jogos tanto de Corinthians como de Palmeiras, que já ganharam e já perderam com ele. Recentemente esteve em Bragantino 3×2 Corinthians. Mas por quê tanto alvoroço?

Porque alguém deu print do seu Facebook sobre postagens dele e de seus familiares falando sobre jogos de futebol e dando atenção à ele como se fosse corintiano.

Bobagem. Árbitro de Futebol torce para a sua carreira, e depois que entra no meio do esporte esquece seu time do coração de quando era criança. Está preocupado em ir bem nos seus jogos apitados, e não nos times trabalhados.

O grande problema é que, depois das publicações divulgadas, se errar contra o Palmeiras, dirão que é corintiano. Se errar contra o Corinthians, dirão que fez média com os palmeirenses. Assim, a grande dificuldade de Bizzio – que não é um talento absoluto, mas um árbitro razoável, como outros do quadro, que sabe apitar e que terá que se superar – será a pressão e a cobrança exagerada durante os 90 minutos.

Não acredito em desonestidade e torço para o árbitro fazer um bom trabalho. Não o tenho em minhas redes sociais (ele entrou no meu Facebook faz tempo, conversamos sobre futebol, arbitragem, sindicato dos árbitros e outras coisas do meio e depois desfez a amizade – isso há anos, talvez seja por eu não concordar com os métodos de trabalho do sindicato da categoria na qual ele faz parte), mas tenho respeito pelo homem e pelo profissional.

Abaixo, algumas postagens que se espalharam pelas diversas redes sociais e que são de 2012 (twitter, facebook, google plus). Não estão aqui as que contém telefone ou dados pessoais. Avalie: é para se fazer tanto auê entre palmeirenses ou exagero?

REPITO: creio na honestidade de Leandro Bizzio, desejo um ótimo trabalho a ele e espero que suporte bem a pressão criada por internautas. Mas confesso: se fosse ele, tomaria muito cuidado em postar essas coisas nas redes sociais. Eu entendo ser coisa entre amigos e parentes no tom de brincadeira, mas torcedor de futebol mais fanático é capaz de não entender… Agora, que ele precisa “dar uma limpa” em seu círculo de amigos virtuais, ô se precisa! Quem vazou, fatalmente está no Facebook dele.

INSISTO: pelas postagens dele acima (não publiquei as do telefone, do apelido de infância e da página da esposa dele por achar que tira a privacidade do rapaz, por respeito e entender que os torcedores já o fizeram à exaustão), não o crucificaria jamais. Apenas recomendaria para se policiar mais. Afinal, não basta ao árbitro de futebol ser honesto e tomar certos cuidados. Deve entender que é uma figura pública!

 

– Que pena, Sampaoli. Os melhores do mundo são mesmo os Hermanos?

O treinador argentino Jorge Sampaoli, discípulo de “El Loco Bielsa” e que realizou excepcional trabalho na Seleção do Chile com sua estratégia ofensiva, agressiva e de forte intensidade, não consegue fazer a Seleção Argentina jogar.

Será que é só por culpa da ausência de Messi que os argentinos perderam de 6×1 da Seleção Espanhola em Madri?

Jorge Valdano, diretor do Real Madrid (e argentino, apesar de ter se radicado na Espanha), disse após o jogo que:

Foi um desastre. A Argentina viverá um calvário até o Mundial. Parece um time de parafusos frouxos”.

É para criticar com tanta veemência ou não?

Talvez. Mas parece que o técnico está um pouco “fora do eixo”. Me causou um pouco de espanto a afirmação “exagerada e soberba”, parecendo uma certa arrogância e autosuficiência de Sampaoli em seu livro (vazaram trechos dele), a ser lançado na semana que vem (Mis Latidos – em português: Minhas batidas), onde diz que:

“[O futebol da Argentina] historicamente é o melhor do mundo (…). Daqui saíram os melhores: Di Stéfano, Sívori, Maradona, Messi, Kempes e outros como Bochini, Alonso e Madurga. Os dedos das mãos não dão conta. As raízes argentinas não se comparam a nenhum outro país. Os melhores jogadores de criação e do terço final de campo da história são argentinos.”*

Você concorda com Jorge Sampaoli?

*Trecho extraído do blog Patadas y Gambetas, do jornalista Tales Torraga.

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– Análise de Corinthians 1 (5)x(4) 0 São Paulo, Semifinal Paulistão 2018

Estou muito a vontade para escrever que não gostei da forma disciplinar como conduziu o Majestoso desta última quarta-feira o árbitro Vinícius Gonçalves Dias Araújo.

Redijo muito respeitosamente pois, afinal, tenho dito em minhas searas que os dois melhores árbitros nesse Paulistão estavam sendo o próprio Vinícius e Flávio Rodrigues de Souza, até mesmo à frente de Raphael Claus e Luiz Flávio de Oliveira, os dois árbitros FIFA atuais. Sempre por questões meritocráticas.

Entretanto, se tecnicamente Vinícius Dias esteve muito bem dentro de campo (marcou as faltas que ocorreram corretamente, teve discernimento justo nos lances de avaliação/ interpretação de infrações ou não) e nenhuma das equipes pode reclamar desse quesito, disciplinarmente foi muito ruim (dando motivo para as duas equipes reclamarem nesse contexto).

Em cartões amarelos, somente 2 aplicados no primeiro tempo (Corinthians 0x2 São Paulo), e no segundo tempo, 5 cartões (Corinthians 4×1 São Paulo). Mas esses 7 cartões foram poucos e começaram a ser aplicados tardiamente. Se usasse o rigor a contento, teríamos vários atletas expulsos por reincidência.

O bom árbitro caiu no mesmo erro de Raphael Claus no jogo de ida: “conversou e segurou cartões” a fim de não tirar nenhuma “estrela” das finais. É a pressão do peso de duas camisas fortes que inconscientemente leva a isso. Eu elogiei Claus na semana passada por conversar com os atletas e treinadores no intervalo para que não perdesse o controle da partida (e reforcei que isso não poderia acontecer durante o jogo, com a bola rolando). Quando acontece essa conversa excessiva, o árbitro deixa de exercer a sua função e passa a ser mediador do jogo. Esse foi o pecado do, repito, bom árbitro Vinícius Gonçalves Dias Araújo.

Me recordo de um jogo de uma grande equipe paulista em seu estádio (contra um grande do interior), onde eu era o quarto-árbitro e o árbitro principal aspirante à FIFA. Estando ainda no primeiro tempo, o volante do time grande deu um pontapé no atacante adversário em claro lance de cartão vermelho; mas o jogador do “grandão” só recebeu o Amarelo. No vestiário, o árbitro pediu a minha opinião e a dos bandeiras, e fomos unânimes em dizer que era para expulsão. Sua resposta foi:

“Sabe o que é, é que expulsar o cara ainda no primeiro tempo é f., pois se o (XXXX) chegar na final, os diretores vão lá na Comissão [de árbitros] e vetam seu nome nas finais. Se é que não vão direto ao presidente Marco Polo [que era o mandatário da FPF na época]“.

Tomara que não tenha sido pensamento deliberado dos árbitros dessas semifinais – o de não tirar ninguém das decisões – nem do Delegado Olim, que de antemão já havia dito que se o Palmeiras entrasse com o pedido de efeito suspensivo ao suspenso Jailson, o daria (o Verdão está em seu direito; o problema é alguém ligado à FPF entrar no mérito antes do pedido propriamente feito).

Enfim: para as finais do Paulistão deverão estar Claus e Luiz Flávio (pela lógica, afinal são da FIFA), Vinícius Dias e Flávio Rodrigues (por mérito, com a ressalva da partida de ontem) e Leandro Bizzio Marinho (por Dionízio Roberto Domingues gostar bastante dele, lembrando seu estilo de apitar – e até uma certa semelhança física).

ACRÉSCIMO: VEJO QUE NA SÚMULA NINGUÉM FOI RELATADO NA CONFUSÃO PÓS-JOGO, APENAS OS SEGURANÇAS DE AMBAS EQUIPES. Assim, se diretores ou jogadores se envolveram, passaram despercebidos.

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