– Gabigol e o cartão bobo contra o Santo André. Há a preocupação de evitar Amarelos?

Gabriel Barbosa tem feito gols importantes na sua volta ao Brasil, depois do fiasco no Exterior. Mas está fora do clássico contra o Corinthians, no próximo final de semana, após um evitável Cartão Amarelo (que era o seu 3o) contra o Santo André.

Profissional que ganha muito dinheiro, mas irresponsável dentro de campo. Estar suspenso por tal ato valeria ser multado pelo seu clube ou não?

Uma pena por ser uma atração a menos no jogo. Mas quem “paga o pato” é o Peixe, que gasta uma alta grana e não pode contar com o jogador em partida tão importante. Aliás, um atacante receber 3 cartões amarelos em 4 jogos é muito, não?

Sempre disse desde quando apitava: jogador de frente tem que receber falta para amarelar a zaga adversária, nunca ficar pendurado por cartões.

Alguém precisa conversar com o menino…

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– Os pênaltis de Corinthians 2×0 Palmeiras

Muita polêmica no Derby de sábado realizado em Itaquera. Em especial, às fortes reclamações pós-jogo do goleiro Jailson, insinuando constantes prejuízos à sua equipe. Mas ele se queixa com ou sem razão?

LANCE 1 Estando no 2o tempo e com o placar marcando SCCP 1×0 SEP, o time alvinegro avança no campo do adversário alviverde. Eis que uma bola é lançada para Renê Jr e Balbuena. O 1o em condição legal, o 2o em posição milimétrica de impedimento. Ambos correm para o domínio da bola. Balbuena está em impedimento passivo e não fica em impedimento ativo por estar correndo em direção à bola; ele só se tornará em impedimento ativo quando disputa-lá com o adversário efetivamente (é a nova orientação da Regra do Jogo, concordemos ou não). Balbuena não disputa a bola com Jailson, ele abandona o lance e permite que Renê Jr continue a jogada (e o bandeira 2 Anderson de Moraes Coelho acerta na sua permissão de continuidade do jogo ao não erguer seu instrumento). O goleiro Jailson sai “a la Fábio Costa”: um pé na disputa legal da bola e outro levantado com a direção da sola no corpo do oponente. Isso não é jogo brusco, é conduta violenta. Também não é a chamada ação temerária (que caracteriza cartão amarelo), é lance para Cartão Vermelho. O árbitro Raphael Claus deixa o jogo seguir e não entende como lance faltoso naquele momento.

Com sua experiência e sendo árbitro FIFA, duvido que tenha tentado arriscar dar vantagem no lance de pênalti (existe sim vantagem em pênalti, mas é uma situação rara de acontecer – e que não ocorreu na Arena Corinthians), tanto que até a bola parar o jogo prosseguiu normalmente e o tiro de meta foi marcado. Como o jogo não foi reiniciado, é possível voltar atrás em qualquer marcação. E foi isso que o árbitro fez: voltou atrás e marcou pênalti.

Logicamente que o tempo da mudança da sua decisão e a imagem na qual ele se vira ao quarto árbitro José Cláudio da Rocha Filho faz crer que alguém soprou a ele tal ocorrência. Há na imprensa o registro que após ver sangue saindo do atleta do Corinthians, Claus declarou que repensou sua opinião e isso foi determinante para mudar de decisão.

Se foi isso realmente o que aconteceu (ter visto sangue) ele cometeu uma falha, pois está marcando tardiamente em hipótese / suposição! Imagine se os atletas estão próximos à trave, não ocorre nenhuma irregularidade na jogada mas o atleta se enrosca num dos ganchos do poste e se machuca? Vai marcar pênalti imaginando que o sangramento é fruto de uma dividida, mesmo que tenha sido legal do goleiro? Dessa forma, toda a casualidade seria infração! Se não fosse assim, a Regra diria que as marcações da arbitragem deveriam ser de acordo com a consequência do lance, e não na ação do infrator!
Resumidamente: por linhas tortas e indevidas o pênalti (verdadeiramente acontecido) foi marcado.

LANCE 2 Dudu, que já tinha Cartão Amarelo, comete uma falta comum em seu adversário dentro da área. É pênalti, sem aplicação de cartão amarelo (há o erro de se crer que toda a infração penal deve ser punida acompanhada de cartão amarelo ou vermelho). Acertou Claus, apesar da esperada pressão corintiana para o segundo amarelo a Dudu, que é um atleta visado pelos outros jogadores adversários.

Enfim – os dois pênaltis existiram (apesar do procedimento complicado na marcação do 1o penal) e os cartões foram corretos nesses dois lances.

Uma observação final: e a super exposição do árbitro Raphael ClausSó tem ele para clássico paulista? Todo jogo se “sorteia” ele? E a renovação?

Insisto há algum tempo: já passou da hora de renovar os dirigentes, como Dionísios, Sérgios, Marinhos e outros militares que mandam na arbitragem paulista e brasileira.

Foto: Marcos Ribolli – GE

 

– E a Nova Libertadores com final em Lima?

Leio que muita gente está desaprovando a decisão da Conmebol em promover uma final única para a Taça Libertadores da América. A primeira sede escolhida foi a capital do Peru, Lima, e ocorrerá a partir de 2019.

Por que não em cidades mais importantes para o mundo da bola, como Buenos Aires ou São Paulo? Ou começar na última sede de final de Copa do Mundo: o mítico Maracanã?

Só sei que a chiadeira tem sido geral por muitos que utilizam dois argumentos: não dá para arriscar comprar ingressos com tamanha antecipação (sem saber quem estará na final) e que a cultura sulamericana não é a mesma do que a europeia.

Será que são justificativas plausíveis? Confesso que se for bem promovida, a final única poderá ser um evento tão glamouroso como o da UEFA Champions League.

O que você achou da decisão de mudança da final decidida pela Conmebol? Claro que uma final entre Flamengo x Boca Juniors lotaria qualquer estádio da América do Sul. Mas e se tivermos em Lima-2019 algo como Once Caldas-COL x Palestino-CHI?

Possível, é!

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– Torcedor entende mesmo de futebol? A lista dos técnicos para o São Paulo FC

A Torcida Independente Tricolor fez uma enquete em seu twitter sobre qual nome deveria ser treinador do SPFC. São eles: Cuca, Dunga, Felipão e Luxemburgo.

Quer dizer que o torcedor opta por 4 nomes, sendo que o primeiro foi demitido do Palmeiras pelo ruim trabalho (mesmo com bom elenco), o segundo não dirige equipe alguma há tempos, o terceiro é o treinador do fatídico 7×1 e o quarto foi mandado embora do Sport-PE?

Onde estão os novos nomes de treinadores?

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– A preocupação com a torcida do… Red Bull?

Na partida entre Red Bull Brasil x Corinthians, jogada na última 2a feira à noite, soube que os ingressos foram vendidos até as 15h pois a PM de Campinas estava preocupada com brigas entre torcedores.

É sério que existia tal preocupação? Jogo, em tese, sem qualquer preocupação de confronto de torcidas (apesar de ser no estádio da Ponte Preta).

Já não era hora de vender ingressos numerados, prender os canalhas que brigam e deixar a Polícia cuidar das ruas nas cidades?

Muitas vezes, esses torcedores são tratados de uma forma que invejam qualquer cidadão de bem: tem escolta para entrar e sair dos estádios. Mas você, que é sujeito honesto, se precisar ligar no 190…

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– O ridículo machismo e insensibilidade do apresentador goiano

Viralizou a bobagem promovida pelo programa “Os Donos da Bola”, edição de Goiás, onde o apresentador Beto Brasil, em um surto de incrível falta de respeito, constrangeu a Musa do Goiás com perguntas maliciosas de duplo sentido.

Se você não viu, abaixo. extraído de UOL.com:

GOIÁS E VILA NOVA SE UNEM CONTRA TV QUE FEZ PERGUNTAS SEXUAIS A TORCEDORAS

 

– E alguém precisa defender o Wanderley? Já a licença do Congresso…

Há coisas incomparáveis. E, quando se tenta comparar, tornam-se risíveis.

Lembram da polêmica da delação de J Hawilla, citando Andrés Sanches como um dos operadores de um esquema de corrupção no futebol, revelada brilhantemente pelo jornalista Wanderley Nogueira?

Pois é, Andrés negou. Claro que negaria. Ou alguém acredita que ele afirmaria ser corrupto?

O advogado de J Hawilla refutou que seu cliente houvera dito o que foi mostrado. Ué, e ele diria que foi aquilo mesmo?

Lembremo-nos que aqui no Brasil os delatores dão entrevistas exclusivas às revistas de grande circulação, jornais e TV. Se bobear, viram celebridades!

Nos Estados Unidos é diferente: tudo tem que ser em segredo de Justiça, o delator não pode falar nada publicamente (nem deixar vazar) e o que falou em delação deve ser comprovado. Não tem moleza, tampouco publicidade (ou melhor: tornado público).

A partir do momento em que uma relevante e importante fonte consegue soltar algo e, ótimos repórteres como Wanderley Nogueira tem a oportunidade de divulgar, o delator “geme”. Claro, ele tem que fazer de tudo para não dar veracidade aos documentos (no furo de J Hawilla, há até mesmo as páginas em que o documento está no processo, com riqueza de detalhes), pois, afinal, a Justiça americana o obriga a silenciar e a refutar tudo.

Dessa forma, não há motivo para crer que o advogado de J Hawilla ousaria dizer que tudo é verdade. Quanto mais ele incentivar o descrédito público, melhor para Hawilla na corte dos EUA.

Compare: você acredita na informação do Wanderley Nogueira (que não precisa de defesa minha ou de qualquer outro) ou em Andrés Sanches, acusado de tanta coisa? São incomparáveis quanto ao crédito.

A propósito, Andrés Sanches havia prometido deixar Brasília imediatamente caso se elegesse presidente do Corinthians. Não se licenciou ainda, mas continua sendo presidente do Corinthians, que fica em São Paulo, e concomitantemente deputado federal, na Capital do país. Trabalha nos dois lugares simultaneamente?

Se Andrés se licenciar, deixa de receber o salário mas seu staff / gabinete continua existindo. Se ele RENUNCIAR, perde os benefícios além do FORO PRIVILEGIADO (licenciando mantém ainda o foro).

Portanto: esqueça uma renúncia!

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– O que você pensa sobre a exclusividade de Neymar à Globo?

Que coisa “diferente”: a Folha de São Paulo trouxe à tona que Neymar assinou um contrato de exclusividade com a Rede Globo para a Copa de 2014. Ou seja: participação em programas e entrevistas (pós-jogo ou mesmo fora do mundo do futebol) somente à emissora carioca.

Será que isso não é um complicador ético para a emissora? Os profissionais da Globo tinham liberdade em fazer críticas ao jogador “colega da TV contratante”?

E do lado do jogador: não é um limitador a ele deixar tantos profissionais da imprensa de lado?

Confesso que ainda não tenho uma opinião bem formada sobre isso. Afinal, encarando o futebol como business, isso seria normal. Ou não?

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– Saudade da antiga Bandeirantes…

Lembro-me do Luciano do Valle e o jargão: Bandeirantes, o Canal do Esporte”!

Canal do Vôlei, do Boxe, da Fórmula Indy. Povoou as tardes de domingo dos meus anos 80 com o “Show do Esporte”, a melhor alternativa para quem não queria ficar no Programa Sílvio Santos.

Depois que a Bandeirantes mudou o seu logo das cores da bandeira paulista para demagógica verde-amarela, e se renomeou como Band… parece que até mesmo os ares mudaram!

Hoje está impossível assistir. Não só pelos freios nos investimentos em esporte, mas pelo seu castingNeto no comentário em jogos de futebol? Esqueça! Cheguei a apitar jogos dele no final de carreira, aqui em Jundiaí no Paulista FC (em jogos-treinos) e no profissional do Araçatuba. Um dos maiores batedores de falta que vi (mesmo estando fora de forma). Em 1990, deveria ter ido até à Copa da Itália, e não foi por teimosia do Lazzaroni.

Mas quando o Neto comenta futebol… não dá. Tenho que mudar de canal. Parece “TV Corinthians”! Pitacos que parecem direcionados, brigando com a imagem sem lucidez. Ou melhor: fora da realidade. Nada contra o Neto no campo pessoal (pois dizem que intimamente é um sujeito do bem), mas no campo profissional… Aff!

Como é que a Band não se preocupa com a qualidade de suas transmissões?
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Rebloguei do meu próprio blog, escrito há exatamente 1 ano, mas bem atualizado.

– O Pilhado Futebol Brasileiro

Na semana passada, muita chiadeira pelo garoto Vinícius Jr ter comemorado seu gol fazendo um gesto de chororô. Bobagem.

Nesta semana, no Mato Grosso do Sul, o atleta do Operário agrediu com socos um gândula por ter comemorado o gol do Comercial.

No BA-VI, em Salvador, cenas ridículas: o valentão goleiro Fernando Miguel quis ser justiceiro após o jogador Vinícius comemorar seu gol no gesto do “Créu” contra o seu time (comemoração costumeira dele, assim como Henrique Dourado tem a de Ceifador ou Pelé socava o ar). Durante a briga generalizada, o covarde Kanu deu dois socos em um adversário imobilizado.

As 3 perguntas que ficam são:

1. Impera o amadorismo, ao invés do profissionalismo dos atletas? Estão pilhados demais e perderam a noção dos limites da razão?

2. Como cobrar a paz entre os torcedores e o fim de torcidas únicas? Teremos que ironizar e realizar jogos com times únicos dentro de campo?

3. O que a cartolagem tem feito contra isso?

Uma pena que os protagonistas do futebol brasileiro hoje são meros alienados que se importam com as provocações em redes sociais e se doem por qualquer coisa.

– A Resposta de Andrés Sanches ao bombástico furo jornalístico de Wanderley Nogueira.

Na última 6a feira, através de reportagem importante de Wanderley Nogueira, revelou-se um documento do FBI onde consta a delação premiada de J Hawilla, citando o presidente corintiano Andrés Sanches como integrante de esquema milionário de corrupção no futebol brasileiro e mundial.

Se você não leu, clique aqui: https://professorrafaelporcari.com/2018/02/16/os-crimes-cometidos-por-andres-sanches-segundo-a-delacao-de-j-hawilla/

Pois bem, Andrés respondeu (texto abaixo) e fica a dúvida: quando o escuto em entrevistas, sempre “come a letra S” nas palavras faladas no plural e usa um vocabulário bem popular. Neste pronunciamento, há palavras não-coloquiais, tampouco usuais e muito diferente do jeito que costuma falar.

Dessa forma, fica a dúvida: será que ele fala errado de propósito ou o texto não é dele?

CARTA ABERTA AOS CORINTHIANOS E A QUEM MAIS SE INTERESSAR PELA VERDADE

Vivemos tempos difíceis, onde valores são atropelados e há uma nítida subversão da conformação cidadã dos povos. Assim, alguém que tem a própria situação complicada perante a justiça, começa a disparar afirmações falsas, alimentando calúnias e, de consequência, já se forma um juízo de valor negativo em torno do cidadão apontado.

O mentiroso, no caso, é J. Hawilla (se, efetivamente ele disse o que está noticiado no blog do repórter Wanderley Nogueira), o caluniado sou Eu, Andrés Navarro Sanchez.

Em primeiro lugar, nunca tive um encontro privado com J. Hawilla. Estive com ele, quando muito, umas quatro vezes, todas em ocasiões públicas, onde não trocamos nenhum assunto em particular (até porque nunca tivemos qualquer negócio) e, neste ponto, tudo o que falamos poderia ser repetido em alto e bom tom, em qualquer ambiente público; de igrejas, aos salões nobres dos Tribunais de Justiça.

Em segundo lugar, jamais mantive qualquer relação comercial com o cidadão Ricardo Teixeira; tivemos apenas trato institucional, onde ele era Presidente da CBF e eu Diretor de Seleções (cargo que abandonei em situação pública, dizente com minha insatisfação diante da substituição equivocada do comando técnico da Seleção, à época, sem que me fosse consultado).

Ademais, ter sido Diretor de Seleções jamais me qualificou para qualquer outra participação em nome da CBF, o que me deixa muito à vontade para afirmar que nunca participei de qualquer reunião de caráter comercial e/ou para atender eventual interesse que não fosse da própria Confederação (CBF), durante o mandato de Ricardo Teixeira – ou em qualquer outra época, durante o mandato de quem quer que fosse.

Em terceiro lugar, nunca morei, comprei ou ganhei qualquer propriedade nos Estados Unidos da América.

Em quarto lugar, jamais mantive qualquer qualidade de relação com qualquer dirigente de futebol (ontem, hoje e sempre, ouso cravar!), que não fosse estritamente dentro de nossas atuações junto aos clubes de futebol do Brasil. Neste ponto, desafio quem quer que seja a demonstrar o contrário.

Por derradeiro, o Sr. J. Hawilla teria dito que eu comecei a querer mais e mais propina, deixando, porém, de esclarecer (mínima e racionalmente) a qual título seriam estas aleivosas pagas?

No ponto, não há que se tergiversar: Eu, Andrés Navarro Sanches, jamais, em qualquer tempo e a qualquer título, pedi, recebi, ou tive qualquer oferta de dinheiro, bens, mimos, agrados ou seja lá o que se recebe, pede, ou se oferta, em situações que não sejam republicanas. Nunca recebi o que não me fosse por direito!

É mentirosa, portanto e também, esta asseveração (se é que ela foi praticada, insisto) e contra ela insurgirei de todas as formas, inclusive na própria Corte Americana.

Tampouco estive no endereço mencionado no bairro do Sumaré, onde não tive ou tenho residência, nem casa de qualquer amigo ou conhecido.

Encerrando, insisto: são mentirosas, as falas do Senhor J. Hawilla no que se referem a minha pessoa – se é que ele as fez!

Andrés Sanches

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– O Grande erro da Imagem para o Vídeo-Árbitro na partida Huddersfield 0x2 Manchester United

Na vitória do Manchester United contra o Huddersfield pela FA Cup, neste sábado, uma grande vacilada da equipe que cuida da parte tecnológica e que prejudicou a orientação do árbitro de vídeo – prejudicando, por tabela, o jogo.

O atacante espanhol dos Red Devils, Juan Mata, marcou um gol em posição duvidosa. Eis que o VAR comunicou ao árbitro principal que existia impedimento e este acatou a informação. Entretanto, a imagem com linhas sobrepostas foi colocada de maneira errada sobre o gramado, totalmente torta e iludindo na tomada de decisão.

Aqui no Brasil, esses erros também acontecem (mesmo sem VAR), nas transmissões de TV. Eu me recordo de 3!

Veja a marcação de impedimento equivocada do Tira-teima da Globo em 2015 no Palmeiras x Flamengohttps://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/02/08/e-o-tira-teima-da-globo-errou-de-novo/

Até na Copa do Mundo isso aconteceu. Lembram de 2014 do lance de Fred em Brasil x Camarões? Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2014/06/24/voce-confia-no-tira-teima-da-fifa-e-no-da-globo/

Por fim, algo tão “cabeludo” quanto isso foi o erro em 2013, na partida entre Internacional x São Paulo, também envolvendo erro com a linha do impedimento. Em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2013/10/27/analise-da-arbitragem-de-internacional-x-sao-paulo/

Abaixo, a imagem citada na FA Cup de ontem (não é fake ou montagem, é imagem verdadeira da cabine do vídeo-árbitro):

JUAN MATA

 

– Quem honrará o banco de treinadores da Portuguesa?

Me lembro quando o tetracampeão Zagallo realizou seu primeiro trabalho como treinador em São Paulo: foi na Lusa, agitando o futebol paulista. Que momento!

A “Namoradinha do Brasil” já teve também como treinador o saudoso Otto Glória, com excepcionais trabalhos no Brasil e no Exterior, e que cunhou o dito que o técnico de futebol vai de ‘bestial a besta’ muito rapidamente”.

Agora, a Portuguesa apresenta Allan Aal, 39 anos, como seu novo treinador, vindo da equipe do Foz do Iguaçu/PR e esperança para melhorar a posição do time na A2 (13o colocado).

O professor Aal pode até ser um novo Tite, um talento desabrochando, mas… pela tradição da Lusa e sua história, não é surpreendente?

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– Os crimes cometidos por Andrés Sanches segundo a delação de J Hawilla

Wanderley Nogueira (ícone do jornalismo esportivo e sinônimo de moralidade no futebol) tem divulgado há tempos os capítulos do FIFAGate com antecedência. E não tem errado nada!

Extremamente bem informado, soltou tempos atrás a lista de vários dirigentes do futebol brasileiro envolvidos em corrupção e que estão sendo investigados pelo FBI.

Nesta tarde de 6a feira, uma bomba: um trecho da delação de J Hawilla sobre Andrés Sanches, até mesmo com o registro da página nos arquivos da Justiça Americana.

Sente-se numa cadeira confortável e leia. Depois, se questione: como o presidente do Corinthians se sustentará?

Certamente, é mais um que não poderá visitar os Estados Unidos…

Abaixo, extraído de: http://blogjp.jovempan.uol.com.br/wanderleynogueira/geral/eis-o-que-j-hawilla-disse-sobre-andres-em-ny-lote-vi-registro-5-fifa-paginas-167-ate-184/

DELAÇÃO DE J HAWILLA – TRECHO SOBRE ANDRÉS SANCHES

Eis o que J.HAWILLA disse sobre ANDRÉS em NY : Lote VI , registro 5, FIFA, páginas 167 até 184.

Na primeira quinzena de dezembro/2017 no meu Blog aqui no jp.com.br eu dei informações sobre vários nomes de cartolas brasileiros citados nos depoimentos em NY nos processos que correm na justiça americana.

Encerrei o texto sugerindo que todos eles acionassem seus advogados para saber exatamente “do que se trata” . Afinal, todos sabemos que citação não significa “culpa” .

Não soube se algum deles teve essa preocupação após a informação do Blog e tambem nos programas da Jovem Pan.

No dia 30 de janeiro/2018 o então candidato à presidência do Corinthians, Andres Sanches, disse – entre outras coisas – que não era verdade que seu nome estava nos autos como citado.

No mesmo dia – eu estava em férias na JP – pelas redes sociais ( twitter e facebook) eu confirmei a minha informação anterior: “sim… o nome dele está nos depoimentos”.

Comentei que estava interrompendo as minhas férias para tentar esclarecer ao agora presidente do Corinthians o que estava escrito sobre ele lá em NY. E acredito que agora os advogados do dirigente terão mais facilidade para encontrar o conteudo da colaboração de J. Hawilla com os investigadores .

Só consegui concluir o trabalho nesta madrugada.

Toda a documentação está no idioma inglês.

Refere-se ao depoimento do empresário J. Hawilla.

Está no Lote VI , registro livro 5, investigação FIFA, páginas 167 até 184.

Pedi a uma das minhas fontes em NY que fizesse a tradução. Deixei os erros do texto mas que permitem claramente o entendimento do que foi dito no depoimento:

“O empresário José Hawilla, dono da empresa de marketing esportivo Traffic , depôs nesta segunda feira no Caso Fifa na corte do Brooklin em NTC e deu detalhes sobre como subornou dirigentes esportivos desde 1991.
Hawilla decidiu colaborar com a Justiça dos EUA desde 2013, quando foi preso. Ele confessou quatro crimes, aceitou pagar uma multa de US$ 151 milhões de dólares e guarda sua sentença sem poder sair dos EUA. O empresário é acionista da TV Tem , afiliada da Rede Globo.
Em quase seis horas de depoimento, Hawilla centrou suas acusações em Ricardo Teixeira, presidente da CBF entre 1989 e 2012 e Nicolas Leoz, presidente da Conmebol de 1986 a 2013. Tambem foi entregue pelo senhor José Hawilla, uma lista de 40 executivos do mundo do futebol, entre eles dirigentes, presidente, ex-presidentes de clubes, empresarios do ramo de hotelaria, madeira e doleiros.
Era muito difícil fazer algo sem pagar subornos, disse o empresário de 74 anos no depoimento. J. Hawilla informa nesta corte que passava ao Sr. Ricardo Teixeira cerca de R$ 330 mil por ano em propina, parte do acordo feito para liberações. Mas o montante acabou crescendo, até chegar a cerca de R$ 10 milhões, mesma quantia paga a outros dirigentes sul-americanos como o paraguaio Nicolas Leoz, ex-presidente da Conmebol e o argentino Julio Grondona, ex-presidente da AFA(Associação de Futebol Argentino), falecido em 2014 . Em depoimento nesta corte foram dados uma relação com muitos nomes.
Durante a Copa do Mundo de 2010, o Sr. Ricardo Teixeira começa uma relação de divisão com o chefe da seleção Sr. Andrés Sanches e este muito ambicioso, se dispos a ajudar a mim e ao Sr. Ricardo Teixeira, desde ao pagamento de clubes , entidades e até mesmo empresarios de jogadores, para que o dinheiro não aparecesse inclusive através do Sr. Ricardo Teixeira, o mesmo passou a ter uma função de muita atuação em prol da CBF(Ricardo Teixeira) .
A relação do senhor Andrés Sanches com o Sr. Ricardo Teixeira, se tornaram um elo muito forte, aonde o mesmo estava encarregado de fazer propinas chegarem até os clubes e federações e tambem com as Tvs. O senhor J.Hawilla declara que um presente foi oferecido ao Sr. Andrés Sanches, depois de muita colaboração ao Sr. Ricardo Teixeira, foi lhe oferecido cargo de presidente de seleções de futebol da CBF, em janeiro de 2012.
A aproximação ficou ainda maior, porem no que diria respeito do pagamento de propinas mas começou a ficar insustentável pois o Sr. Sanchez cada vez mais pedia e exigia.
Os valores nas negociatas eram cada vez mais abusivos, deixando irritados os dirigentes de outros continentes, patrocinadores do Brasil, presidentes de federações internacionais e outros.
O Sr. J.Hawilla diz que o Sr.Sanches evitava aparecer, mas os mais próximos de Teixeira sabiam que ele estava por traz,inclusive que a parte dele e dos clubes do Brasil, vindo pelas empresas de material esportivo. Ele pedia para ser entregue em um apartamento na Rua Apinages, bairo Sumaré, São Paulo, Brazil.
Por vários desentendimentos em Novembro/2017 em reunião, com desaprovação do Sr.Sanches eles decidem terminar o ciclo.
O Sr. Sanches jamais aceitou esta intervenção do Sr. Del Nero, que considerava um perigo e uma bomba para o esquema.
Informou nesta corte que no estado da Flórida, foi o sr. Sanchez presentiado com uma casa, no sentido de ficar calado, porem não sei de maiores detalhes sobre esta casa.
O sr. J.Hawilla disse nesta corte que : eu quero coexistir com eles e fazer todos os presidentes ricos, disse Mariano Jinks(dono da empresa de marketing Full Play) em uma das gravações.
Quando J. Hawilla comentou com o pai e filho sobre a vontade de sair do esquema para fazer sua empresa voltar a se tornar limpa novamernte para que pudesse vende-la a algum interessado, ouviu a reprovação de Mariano. O argentino disse que não gostaria de contar com um parceiro que não entendesse de suborno ou de recompensas, como definiu os pagamentos.”

*Como sempre, o Blog está aberto para publicar a palavra de todos os citados nos processos que estão na corte de NY sobre a cartolagem do futebol .

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– Maduros ou Imaturos? Sobre Thiago Silva e Neymar

Passou despercebido por ter sido publicada durante o feriado: a entrevista de Thiago Silva à Folha de São Paulo.

O zagueiro que foi capitão da Seleção Brasileira e que atua no PSG (perdeu a titularidade para o jogo contra o Real Madrid) disse muita coisa contestável.

Sobre Neymar e suas polêmicas, disse que:

“Temos que protegê-lo, principalmente com algumas situações que saíram na imprensa. Muitas delas não são verdadeiras. O Neymar é uma estrela (….), temos que deixá-lo tranquilo e feliz para os treinos e jogos (…)”.

Ora, o jogador já tem 26 anos e ainda é tratado como criança? Milionário, midiático e bom de bola, precisa assumir a maturidade e vivenciá-la de fato. Talvez até o pai de Neymar Jr, o seu Neymar, esteja precisando disso. As ridículas declarações que ele fez contra Casagrande, chamando-o de “abutre” e outras bobagens pelas redes sociais, mostram a auto-suficiência e arrogância em não aceitar críticas.

Sobre o choro contra o Chile na Copa de 2014, disse:

“De alguma forma tentaram fazer com que de repente eu largasse o futebol, por exemplo. As pessoas olharam muito para esse lado e não viram o lado humano. Mas é uma coisa normal no futebol, cada um tem a sua opinião”.

Mas o desastre da sua fala foi quando ele resolveu falar de Marin e Del Nero, mostrando-se totalmente alienado aos bastidores do esporte. Declarou que:

“Falar de política é muito delicado para a gente, principalmente se tratando de presidente da CBF, pois a gente não sabe exatamente o que aconteceu. A gente fica sabendo de boatos, disso ou daquilo, mas não sabe precisamente o que aconteceu. Mas o Del Nero está ativo, está sempre no vestiário, nos almoços que antecedem as partidas, dando total apoio para que possamos fazer exclusivamente o que a gente sabe dentro de campo. Claro, com o apoio do Edu [Gaspar] também, que é uma pessoa fantástica que está com a gente nesse projeto. E o Marin foi um cara com quem eu tive uma identificação muito grande, porque foi um que naquela Copa de 2014 esteve ao meu lado a todo momento. Mesmo depois dos 7 a 1, quando infelizmente eu não joguei. Mas as pessoas me colocam sempre como se eu tivesse jogado.”

O que você pensa sobre tudo isso? Nossos jogadores estão longe do profissionalismo ideal e precisando ter mais personalidade para questionar os cartolas?

Fico pensando o que o dr Sócrates comentaria sobre tal entrevista…

A entrevista inteira está em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2018/02/tentaram-fazer-com-que-eu-largasse-o-futebol-diz-thiago-silva.shtml

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– Qual é o melhor time de futebol do mundo hoje?

Eu estava trabalhando e vi apenas partes do jogaço entre Real Madrid x PSG. Vi a bolada no “escutador” do árbitro que o deixou grogue (erro de posicionamento…). Fora isso, que espetáculo! Aliás, chegamos definitivamente à era das torcidas globalizadas, pois muita gente se mobilizou para assistir a partida. Os jovens têm uma camisa de clube internacional e às vezes não tem o do seu time nacional. Novos tempos que, gostemos ou não, teremos que aceitar (para minha geração: UM PECADO; mas isso é outro papo…).

O certo é que os milhões de euros, a expectativa criada e o número de craques em campo faz com que alguns clubes sejam mais poderosos que as seleções de muitos países. Ou não?

Veja o elenco do Real Madrid. Ou o do PSG! Se fossem uma “nação”, disputariam ou não um título de Copa do Mundo?

Aliás, qual a melhor equipe do mundo hoje?

Se é Real ou PSG, não sei. Na discussão tem também o Barcelona de Messi. Mas o melhor time do mundo hoje, na minha humilde opinião, é o Manchester City de Pep Guardiola.

Tem cara jogando mais bola no planeta hoje do que o belga De Bruyne? E o Aguero, voltando aos tempos de matador indiscutível? Será difícil Gabriel de Jesus voltar como titular ao time…

Embeleza a TV ver jogo dos Citizens, que, para mim, estarão na Copa do Mundo de Clubes de 2018.

Assim, teremos o poderoso campeão da Champions League Manchester City enfrentando possivelmente o campeão da Libertadores da América, o __________ (complete o nome).

E para você: o que pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário:

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– As intrigantes questões de Palmeiras, Botafogo e Sindicato dos Treinadores.

Três perguntas inquietantes do começo da semana no futebol:

1- O Palmeiras tem um jogador que poderia estar na Seleção Brasileira, caso Tite desejasse: chamasse Lucas Lima, de passes geniais, ótimo armador, onipresente em campo e que joga com “a faca entre os dentes”. Resta apenas uma dúvida a mim: fisicamente, tem semelhança a um outro jogador que deve ser homônimo dele, um tal de Lucas Lima, que em 2017 estava no Santos FC. A propósito: de onde veio esse Lucas Lima palmeirense e para onde foi o Lucas Lima santista?

2- Felipe Tigrão, ex-jogador do Botafogo FR e que jogou 20 minutos pelo Paulista de Jundiaí no final dos anos 2000 (pedindo para sair do clube), atualmente é treinador de futebol utilizando seu nome de batismo, Felipe Conceição. E ele foi demitido com apenas 7 jogos por má avaliação do trabalho. Mas me assusto ao ler que ele tinha contrato assinado por 3 anos! Ora, tem que demitir quem o contratou e ofereceu tal tempo de trabalho. Receberá quanto de multa rescisória?

3- Os treinadores de futebol começaram a fazer protesto de 1 minuto de silêncio pela demissão de Osvaldo de Oliveira do Atlético Mineiro. Estão apoiando Osvaldo por culpa do episódio que envolveu Léo Gomide, jornalista que fez “perguntas e respostas” a ele e a entrevista acabou em discussão. Teria o CAM demitido por culpa disso (embora o clube negue)? O certo é: se os treinadores estão magoados com o time mineiro, que não aceitem o convite como novo treinador do Atlético!

Aliás, lembram do protesto hilário de Vanderlei Luxemburgo tapando a boca por conta própria? Ali não existiu outra coisa se não um grande “circo”.

A verdade é: no futebol, a ética, o profissionalismo e o respeito estão em baixa há muito tempo…

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– Como explicar o fiasco de público no Campeonato Carioca?

Meu amigo Thiago Batista de Olim observou e é verdade: repararam no pífio público nos estádios do RJ?

Exatos 7.605 pagantes estiveram presentes nas duas semifinais da Taça Guanabara (2145 para Boa Vista x Bangu e 5460 para o CLÁSSICO Flamengo x Botafogo).

No Paulistão (que não é lá essas coisas), quase 12000 pagantes em Mirassol x Palmeiras e mais de 8000 para Santo André x Corinthians, estando no meio da 1a fase. Ou seja: a soma das semifinais no Rio de Janeiro não é maior do que jogos “que nada valem” em São Paulo.

Algo está errado, não acham?

Lembrando que para Ferroviária x Santos, em Araraquara, apenas 3861 pagantes. Não me consta que o torcedor araraquarense tenha trocado o futebol pelos desfiles de Carnaval…

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– O Bullying sobre o Vídeo-Árbitro

Meus amigos estão carecas em saber sobre o que penso sobre a utilização do Árbitro de Vídeo (VAR) no Brasil e no Mundo (pois, inacreditavelmente, são cenários bem diferentes para o desenvolvimento e o propósito de seu uso nesses lugares “distintos”).

Um texto bem curioso sobre o VAR que compartilho abaixo:

(Escrito por Juca Kfouri na Folha de São Paulo do último domingo, postado pelo Blog do Paulinho em: https://blogdopaulinho.com.br/2018/02/11/abaixo-o-futebol-perfeito/)

ABAIXO O FUTEBOL PERFEITO

Jornalista britânico fica contra vídeo-arbitragem com argumentos do humor inglês

Recente artigo da revista inglesa “The Spectator” aborda a vídeo-arbitragem (VAR) com o sabor do peculiar humor daquelas bandas britânicas.

Quando o árbitro não tem certeza sobre algum acontecimento crucial no campo, ele convoca outro árbitro por meio de um fone de ouvido para ajudá-lo. O outro árbitro está a muitas milhas de distância, assistindo à partida na televisão. O árbitro paralisa o jogo e vai dar uma olhada numa tela de vídeo ao lado do campo. E ele e o outro árbitro, a todas essas milhas de distância, falam sobre o que veem por dois ou três minutos, enquanto a torcida fica entediada e a dinâmica do jogo se perde. Então, ele toma a decisão: errada! Ou talvez, quem sabe, a decisão certa. Uma decisão, enfim.”

Segue o articulista Rod Liddle, equivocado na humilde opinião deste que vos escreve, mas divertido:

“Acho que, em breve, as dúvidas serão levadas para um painel de especialistasOu, talvez, para um Tribunal Internacional de Justiça. Ou, ainda, em dia não muito distante, para representantes de Jesus Cristo, Buda, Maomé, todos colados a uma TV em um quarto de hotel em algum lugar, discutindo sobre se o talentoso, ou histriônico, atacante Mohamed Salah, do Liverpool, mergulhou ou foi derrubado na área: ‘Falta clara no meu livro’, diz Maomé enquanto pega um salgadinho. ‘Bobagem, você está sendo tendencioso’, responde Cristo, terminando sua lata de cerveja.”

E prossegue o jornalista:

“Porque, na verdade, é disso que se trata, é isso que o VAR realmente é: por um jogo, se transforma em deus substituto, com poderes acima dos mortais.É um apelo à onipotência porque, hoje em dia, muito dinheiro está envolvido no futebol para as decisões serem tomadas por apenas um solitário ser humano. As autoridades do futebol querem eliminar as dúvidas da vida. Só que sempre haverá dúvidas e não é um segundo homem com uma TV que mudará isso. Nem que olhe as coisas em câmera lenta, porque o jogo não é jogado em câmera lenta, a menos que você seja um fã do Manchester United. O movimento lento geralmente faz com que os carrinhos, as entradas por trás, pareçam muito piores do que realmente são, não importa quão experiente seja o observador. Estão tentando fazer o futebol perfeito, apesar de tantos de nós saborearmos suas imperfeições tanto quanto gostamos da sua habilidade, de sua magia. Sim, nós podemos nos relacionar com as imperfeições do futebol porque também temos as nossas.”

Por fim, apela:

“Parem de tentar fazer o futebol perfeito: seus erros é que o fazem tão divertido”.

Desnecessário repetir: apesar da graça do autor, que só faltou gritar “ódio eterno ao futebol moderno!”, o VAR chegou para ficar após resistir durante anos ao conservadorismo.

Sem deixar de dizer que, para muitos, o futebol é o esporte mais popular do planeta exatamente por recusar as novidades e a ânsia por justiça. O esporte não foi feito para ser justo, dizem, mas para ser emocionante.

Eis o desafio do VAR: fazer da espera pela decisão do tal deus, instantes tão emocionantes como aqueles antes da cobrança de um pênalti.

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– Os clubes adversários do Paulista FC na Segundona Sub 23 e a expectativa do torneio.

A 4a divisão regional do Estado de São Paulo se chamará Campeonato Paulista Sub 23 da 2a divisão de Profissionais; isso já é sabido. Mas tem muito clube inscrito e grande desnivelamento entre eles, seja no “peso da camisa”, na preparação, no financeiro e na tradição.

Veja só cada clube novato: Talento 10 de Marília, o Desportivo Prudente (não é a Prudentina nem o Prudentino, nem o Corinthians Prudente ou o Presidente Prudente FC, tampouco o Grêmio Esportivo Prudente), o novo Catanduva Futebol Clube (que fará clássico municipal contra o Catanduvense), a nova São-Carlense (não é o antigo São-Carlense nem o atual São Carlos), o Mauá Treinamentos e Futebol Eireli (um clube empresa para jogar contra a conhecida Mauaense). Aliás, quantos clássicos municipais, como União de Mogi x Atlético Mogi, São José x Joseense, Flamengo x AD Guarulhos, Assisense x Vocem de Assis, além de outros de rivalidade entre vizinhos: Elosport de Capão Bonito x Itararé!

Dos mais antigos dessa divisão, vejo o Andradina (já apitei Andradina x Ilha Solteira na última rodada da última divisão, estando os clubes em último e penúltimo, com uma historinha engraçada que ficará para outra postagem), o Tupã, a Santacruzense, o Fernandópolis (conhecido como Fefecê), o Taquaritinga e o Barcelona (clube paulistano do bairro da Capela do Socorro). Vira-e-mexe, sobem para a A3 ou ao menos a namoram, e depois voltam para a Segundona (que é a 4a). A esses, juntam-se o organizado Brasilis de Águas de Lindoia (time do Oscar, ex-zagueiro do São Paulo, dono do resort onde os árbitros da CBF se prepararam recentemente), o simpático Guarujá, o ordeiro Itapirense e o bem arrumado Jaguariúna.

Não nos esqueçamos também dos clubes tradicionais que, por motivos diversos, estão na última divisão: XV de Jaú, América de São José do Rio Preto, Inter de Bebedouro, Francana, Bandeirante de Birigui, Comercial de Ribeirão Preto, Jabaquara, Primavera de Indaiatuba, Independente de Limeira e… disparadamente, o “grandão” dessa divisão, o Paulista Futebol Clube.

Não seria adequado a volta da 5a (ou até mesmo da 6a divisão, antiga B3), para agrupar esses times tão jovens e outros tão mais humildes?

Aproveite e analise que é mais sem sentido:

1 um time centenário, com título nacional (Copa do Brasil 2005) e vice-campeão estadual (Paulistão 2004), tendo jogado a Libertadores da América e vencido o poderoso River Plate (2016), hoje jogar contra adversários novatos e modestos (por sua incompetência, lógico), ou

2- o absurdo número de 40 clubes brigando por apenas 2 vagas para o acesso?

Essas coisas são inconcebíveis: o Galo estar tão em baixa (como decaiu tanto em pouco tempo, fruto de má gestões) e a FPF reservar apenas para o Campeão e o Vice-Campeão o acesso para a 3a divisão, em um campeonato que pode ser de míseras 14 datas e ao mesmo tempo perdurar até o final do ano (veja a fórmula de disputa, uma coisa ímpar). É algo descabido, desmotivante e broxante, numa linguagem chula e que exprime a revolta.

Que a FPF faça mais divisões regionalizadas para que se fomente a competitividade! Na última rodada da 1a fase – pode anotar – teremos clubes que darão WO, alguns eliminados aos montes e, o temor maior, aquelas agremiações suscetíveis às máfias das apostas, acertando perder suas partidas por placares combinados. Ou isso nunca aconteceu? Ou melhor: não se divulgou o acontecido a todos…

Mesmo diante de todas essas peculiaridades, não há qualquer justificativa (mesmo com as dificuldades financeiras) para não se atestar: pelo peso da camisa, pelo estádio, pelo número e pela paixão dos seus torcedores, pelos títulos e pela sua história, o Paulista é o MAIOR TIME da competição. E por isso, tem a obrigação (para não se apequenar de vez) de subir para a A3.

Claro, o futebol é, talvez, o único esporte em que o melhor nem sempre ganha. Só que será frustrante chegar no final do ano e não ver o Galo erguer a Taça de Campeão.

Eu confio no trabalho sério do treinador Sérgio Caetano, reconheço as dificuldades financeiras e hercúleas do gerente de futebol Juninho, além do apoio da Torcida que não o abandona (aqui me refiro às “testemunhas de sempre”, que estão na boa e na ruim, entre anônimos e as organizadas). E é justamente por isso que o Tricolor da Terra da uva subirá: pela superação!

Aliás: de novo se especula sobre Nenê encerrar a carreira, um dia, no Paulista FC (“dê um Google” sobre esse assunto e verá o quanto ele próprio já atestou isso). Após assinar contrato com o SPFC por dois anos, será que concretizará essa vontade (manifestada diversas vezes), estando com o Galo na A2 (se tudo ocorrer bem, calculando o tempo de vínculo do atleta e confiando no acesso do Paulista FC até essa data prevista)?

Aliás, uma ideia: Nenê é muito querido pelo presidente do Paris Saint-Germain, o sheik Nasser Al-Khelaïfi, o catariano que levou a Copa de 2022 para o seu país, maior partícipe do bilionário fundo QSI (Qatar Sports investment) e “dono do Catar”. Nenê, quando jogou na França, foi artilheiro e ídolo no time parisiense e só saiu de lá por força do marketing e da chegada de Ibrahimovic. Quem sabe o nosso querido atleta jundiaiense não poderia convencer o endinheirado investidor a fazer uma parceria com o Tricolor da Terra da Uva?

Não custa pedir ou tentar…

Aliás, para um time da 4a divisão, há muita história de craques como Nenê (ou até mais famosos) que por aqui passaram… Vide essa montagem, abaixo, de ex-atletas do Paulista, e peço a ajuda: alguém sabe quem a montou? 

Ops: Precisamos achar uma vaguinha para o Alemão (ex-Napole e São Paulo, que foi muito bem em Jundiaí) e outra para o centroavante Gerson (ex-Internacional e Atlético Mineiro, que creio ter sido o primeiro atleta do Paulista a figurar na Seleção Brasileira). No banco, divido o espaço com os saudosos e queridos treinadores Giba e Capitão Nivaldo Bonassi (se bem que não devemos esquecer o Luiz Carlos Ferreira, por tudo o que aqui fez).

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– Você confia nas urnas eletrônicas usadas na Política e nos Esportes?

Sabidamente, é uma empresa VENEZUELANA (e atualmente isso é preocupante) a responsável pelas urnas eletrônicas no Brasil. Pois bem: ao ler na Internet que o TSE fará auditoria em tempo real durante as Eleições Gerais em Outubro de 2018, ouço na Rádio que Paulo Garcia, o 2o colocado nas Eleições do Corinthians, pede anulação do pleito em seu clube por ter sido detectada uma possível fraude durante as votações: a reprogramação das urnas durante a votação.

Será que votos “migraram” de candidato ou “inseriu-se” alguns a mais?

Evidentemente, se isso ocorreu e beneficiou o 1o colocado, o vencedor Andrés Sanches, é caso para expulsão do clube, polícia, cadeia…

A questão é: o grupo político do Deputado Federal Andrés Sanches realmente ousaria fazer isso?

É de arrepiar os cabelos, caso algo seja comprovado. Parece-me um pouco exagerado. Ou não?

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– E o Pelé pagava pelo camarote?

José Carlos Peres, novo presidente do Santos FC, resolveu abonar a cobrança de mensalidades de um camarote da Vila Belmiro pertencente ao sujeito chamado Edson Arantes do Nascimento.

Alguém vai contestar?

A pergunta é: cobravam do Rei Pelé, o maior jogador da história mundial de todos os tempos, para ele poder assistir aos jogos do clube que ele mais presentou com Taças e Vitórias?

Sinceramente, não só em referência aos jogos do Peixe mas de vários outros, o torcedor deveria RECEBER para ir ao estádio. Cada joguinho meia-boca que temos nos Estaduais…

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– O pênalti corretamente assinalado e a trolagem erroneamente disseminada.

Justiça seja feita: muitas vezes critiquei as razoáveis / ruins atuações do árbitro Adriano de Assis Miranda, mas ele foi bem no Morumbi na partida entre São Paulo x Bragantino. O Tricolor venceu o Massa Bruta com um gol de pênalti cobrado por Nenê.

Sobre o pênalti, corretamente assinalado no be-a-bá perfeito da arbitragem: próximo à jogada, no posicionamento correto em que o árbitro deve estar, Adriano percebeu que a perna do são-paulino foi atingida pelo chute do adversário de Bragança e a bola não foi adiantada para se crer em simulação. Aliás, o movimento dela é bem significativo, mostra que quem a conduzia foi interceptado e sua velocidade se mantém “à espera de querer ser chutada”. Enfim: todos os indícios para se marcar pênalti.

Se o jogo foi fraquinho dentro de campo, uma polêmica desnecessariamente criada ocorreu fora dele: a brincadeira do Canal a Cabo Esporte Interativo no qual há um veado para anunciar o começo do jogo no Morumbi. Isso provocou a ira dos torcedores nas Redes Sociais e virou um tremendo antimarketing para a emissora.

Em São Paulo, os mascotes dos clubes são confundidos por gozações de mascotes das torcidas impostos pelos adversários. O Santos tem a figura de uma baleia e o apelido é Peixe; mas os rivais ironizam como sardinha. O Corinthians é o Mosqueteiro, mas os adversários impuseram o termo gambá para a torcida. O Palmeiras, tradicional Periquito com a figura do papagaio Zé Carioca, tinha seus torcedores sarcasticamente chamados de Porco – e a torcida assumiu orgulhosamente o apelido e a bolinagem ficou sem sentido. O São Paulo, representado pelo santo homônimo com auréola e a batina com as faixas da camisa 1, tem como apelido jocoso recente atribuído de Bambi, em referência ao personagem infantil de Walt Disney que é um doce filhote de veado campeiro. Claro que o veado animal é para lembrar o termo pejorativo viado, que se refere aos homossexuais, querendo dizer que são-paulinos são “bichas”.

Evidentemente o torcedor do SPFC detesta essa brincadeira, que nos nossos tempos politicamente corretos se torna fruto de homofobia, caso algum homossexual queira se queixar fora do contexto inserido. Mas a grande pergunta é: será que se o São Paulo Futebol Clube tivesse acertado seus direitos de transmissão com o Esporte Interativo (como fizeram tantos outros clubes, deixando a Rede Globo de lado), a emissora colocaria esse “veadinho” nas Redes Sociais mesmo assim?
Trolagem de torcedores, se entende devido a realidade social (não quer dizer que concordo, mas entendo). Só que uma emissora de TV fazer isso gratuitamente é pisar na bola!

O SPFC divulgou uma nota repudiando. O EI pediu desculpas alegando erro de um funcionário. E você, o que pensa sobre tudo isso?

Leia as notas do time e da emissora, em: https://uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/2018/02/08/esporte-interativo-usa-meme-de-veado-em-jogo-do-sp-e-clube-lamenta-postura/

Abaixo a imagem do Twitter do canal:

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– O que é ser time grande? Sobre Aparecidense 2×1 Botafogo

No futebol, nem sempre o chamado “time grande” vence. E ao saber que a modesta equipe do Aparecidense venceu (e até com gol do veteraníssimo e “fortinho” Nonato, na foto desta postagem) o Botafogo-RJ por 2×1 e o eliminou da Copa do Brasil, vale questionar algumas coisas:

1. Hoje, “camisa” ganha jogo?

2. Os atuais times grandes, de fato, ainda são grandes ou a grandeza ficou apenas em sua história?

3. O que define “ser grande”: os títulos, o dinheiro ou a torcida?

4. E o técnico? Ele “mais ajuda a ganhar” ou “mais ajuda a perder”? Vide a campanha do Fogão com Jair Ventura em 2017…

O que não se apagará é o vexame de 2018 da Estrela Solitária. Ser eliminado nessa 1a fase da Copa do Brasil é algo de esforço muito grande.

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– Não teremos Árbitro de Vídeo no Brasileirão 2018. E alguém achava que teríamos?

Era bola cantada: a CBF não queria o árbitro de vídeo no Brasileirão (na verdade, NUNCA QUÍS). 

Quando Marco Polo Del Nero criou o “Departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo” e realocou Sérgio Correa da Silva, o ex-chefão do apito, para presidir essa nova seção, era visível que não queria perder seu homem de confiança que estava na Comissão de Árbitros até aquele momento. Trouxe então o Cel Marcos Marinho, outro braço direito dele, para mandar na arbitragem nacional, e assim poder ter o controle dos rumos da categoria (que é totalmente submissa à CBF, embora ela não reconheça os árbitros como funcionários).

A verdade é: há dois anos a CBF diz ser pioneira na idealização do Árbitro de Vídeo, prometeu por inúmeras vezes colocá-lo na ativa e fez isso para tergiversar outros problemas que realmente deveriam ser discutidos.

Nesta segunda-feira, ao propor que os clubes arcassem com as despesas do árbitro de vídeo, era lógico que teria a negativa das agremiações. E foi isso o que aconteceu: pelas enésima vez, adiou-se o árbitro de vídeo!

Quem acompanha nosso blog, está cansado de saber: a cada anúncio de VAR, dizemos que é mentira. E, de fato, tem sido.

Veja esse cronograma de mentiras proferidas faz tempo e entenda bem os motivos reais da não-implantação,

em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/01/17/o-blablabla-do-arbitro-de-video-brasileiro-sobrara-para-os-clubes-pagarem-a-conta/ 

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– O gol irregular do Peixe no Palmeiras 2×1 Santos: o que fazer?

Fui questionado por amigos se o erro no lance que culminou no gol santista no “Clássico da Saudade”, jogado na Allianz Arena neste domingo, era evitável ou não.

Para quem não viu, uma bola saiu à direita do goleiro Jailson, portanto no trecho oposto da linha de meta do árbitro assistente 2 Daniel Luís Marques e à frente do árbitro Flávio Luís de Souza. A arbitragem não marcou essa saída de bola e na sequência o Santos FC, que perdia da SE Palmeiras por 2×0, diminuiu.

Das câmeras do alto, parece fácil tal marcação, mas de dentro do campo, não é. Avalie:

  1. O bandeira tem que estar na linha da bola ou do penúltimo adversário (o que “dá condição” em caso da existência de impedimento). É impossível ele acompanhar a linha da bola concomitante e instantaneamente ao chute e à ultrapassagem dela pelo defensor. Só a alcançará quando a bola perder velocidade, e ainda assim é do seu lado contrário. Seria muito complicado Daniel Luís Marques ver e ter certeza se saiu ou não.
  2. O juiz estava bem posicionado no lance, fez certinho o “be-a-bá” naquela situação. O problema é o sem-número de jogadores à sua frente e a rapidez da recuperação da bola, fatos nos quais Flávio Rodrigues de Souza é prejudicado em seu campo de visão.

Concordo que dirão que a arbitragem não deve errar. Claro que não deve e nem pode! Mas os erros acontecem e, no caso desse, é o chamado erro “entendível, aceitável, não-condenável” à equipe de árbitros.

Sabe o que resolveria isso? Os antigos AAA (Árbitros Assistentes Adicionais da linha de fundo), se localizados naquele local. O problema é que, se eles trabalharem só para tais lances, ficará caro bancar o custo…

E a “tecnologia da linha de meta”, o Goal Control? Neste caso não funcionaria, pois os sensores que identificam se a bola passou pela linha de meta ou não a fim de confirmar o gol se caracterizam pela percepção da ultrapassagem da bola pelo chão e pelo ar, fazendo uso de postes e travessão. Como fazer isso nas linhas demarcadas no solo, sem o apoio de postes ao longo da linha de meta? Somente se existisse uma barreira virtual ultramoderna que “brotasse” do chão até o alto. Ou que se mudasse a regra, como no tênis, basquetebol ou voleibol: “salvou pelo alto”, segue o lance.

Insisto: árbitro e bandeira erraram, mas não é o típico erro para condená-los ou enviá-los para a geladeira. Mas se estivesse 0x0 o jogo… ai, ai, ai! Esse post não seria aceito por muitos!

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– O que se fará ao Nacional pelas ofensas à Chapecoense?

Fico pasmo ao ver a inércia da Conmebol pelo ato ridículo ocorrido e não punido sumariamente: em plena Arena Condá, no 1o jogo da Pré-Libertadores da América, torcedores do Nacional-URU insensivelmente ironizaram os torcedores da Chapecoense com gestos de “aviãozinho caindo”, em alusão aos mortos na tragédia que envolveu a delegação da Chape.

Quer piada mais sem graça ou ato mais insonso do que esse? Justo no estádio em que se fez o velório onde o mundo inteiro chorou as dezenas de mortos? E como os familiares e amigos das vítimas receberam tais ofensas?

Há imagens da zombaria circulando pela internet, mas por conta dos direitos de transmissão, não tenho link acessível permanente com o vídeo.

Não pode ficar impune tal situação. Aguardemos! Aqui no Brasil, o Grêmio recentemente foi eliminado de uma edição da Copa do Brasil devido a manifestação racista. E agora, qual a pena para o Nacional-URU neste ato fúnebre, macabro e desumano de seus aficcionados  Se é que se pode chamar tais torcedores imbecis de humanos…

Em tempo: não consigo acessar a súmula deste jogo. Será que o árbitro relatou o ocorrido (mesmo sendo desnecessário devido às claras filmagens)? Aliás, a ironia do destino: um Nacional (o da Colômbia) demonstra grandeza com sua torcida e seu homônimo (o do Uruguai) tal pequeneza… 

 

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– Joguinhos fáceis para apitar, a ISO do Apito e da Gestão da CBF

Em 3 tempos:

  1. O ex-jogador do Fluminense Roni agenciou com o Madureira o mando de jogo de Madureira 0x1 São Paulo para Londrina. Parece que teve prejuízo com o público pífio (menos de 10.000 pagantes) que caberia em Conselheiro Galvão, a casa do Tricolor Suburbano, que além de sem dinheiro, foi desclassificado da Copa do Brasil. Mas saiba: o regulamento da Copa do Brasil diz que o time não pode mudar o mando sem aval da Federação da sua jurisdição. Será que houve?
  2. Madureira x São Paulo e Universidad Concepcion x Vasco foram “a baba do boi” para os árbitros. Joguinhos bem fáceis para se apitar, com nível técnico a desejar dos jogadores. Ficam boas questões: e se jogassem Madureira x Universidad e Vasco x São Paulo, quem seriam os vencedores? Quais dos grandes times brasileiros teve o adversário mais difícil? Penso que os dois mandantes da noite de 4a feira, se jogassem no Paulistão mostrando tal futebol, cairiam para a A2!
  3. A CBF ganhou a certificação ISO 9001 de gestão da qualidade para a sua administração (e não é piada)! Também a Comissão de Árbitros da FPF possui tal honraria. Me lembro que em 1997, quando estavam em voga tais conquistas no mundo das empresas, se discutia sobre até quando tais certificados teriam importância e respeitabilidade…

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– Por quê não se usam os equipamentos eletrônicos da Copa do Mundo para ajudarem os árbitros nos Campeonatos Regionais?

Há exatamente 3 anos, fazíamos essa postagem no Blog “Pergunte Ao Árbitro”. Veja se não é para lamentarmos ainda hoje. Abaixo:

GOAL CONTROL OU GOL CONTRA?

Os equipamentos da “Goal Control” (empresa dona da aparelhagem eletrônica que ajuda o árbitro identificar se a bola entrou por inteiro ou não no gol) foram embora. Ficaram encostados por muito tempo nos 12 estádios da Copa do Mundo e, pelo fato da CBF não se interessar por eles em suas competições, tampouco os clubes se esforçarem para terem em suas praças, foram devolvidos à empresa fabricante (eles estavam aqui alugados pela FIFA).

Triste. Cada vez mais vejo que o legado do Mundial (à arbitragem brasileira em particular) foi nulo.

E a hastag bomba incessantemente: Mais um #GER7x1BRA…

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– O Primeiro Clube de Futebol Transgênero do nosso país!

Há muito polêmica sobre homossexualismo no esporte. Nos últimos dias, o assunto tem sido sobre atletas que mudam de sexo, e a “bola da vez” é a jogadora Tiffany, transexual contestada por outras jogadores pela sua fisiologia mais forte.

Mas você sabia que no Brasil há um time de futebol formado exclusivamente por meninos transgêneros?

Veja que curioso: o clube “Meninos Bons de Bola” é formado por atletas que um dia foram meninas e hoje mudaram de sexo. Abaixo, extraído do Jornal OESP, edição 29/10/17, página A26:

PRIMEIRO TIME TRANSGÊNERO DO BRASIL

Equipe de São Paulo é formada por atletas que nasceram meninas, mas fazem tratamento para se tornarem homens.

por Gonçalo Júnior

Raphael Henrique Martins é um homem transexual. Ele nasceu como mulher, mas se identifica com o gênero masculino. Por isso, fez cirurgia para a retirada dos seios e realiza tratamento hormonal que promove o crescimento de pelos e mudança na voz. No futebol, isso era um problema. Ele não queria jogar no time das meninas, pois não se sentia como elas. Por outro lado, era discriminado entre os meninos. Decidiu apostar na coluna do meio e criou o “Meninos Bons de Bola”, a primeira equipe transgêneros do País.

A possibilidade de inserção social, saber em que time você joga, é uma das conquistas do grupo. “O esporte é um modo de viabilizar o encontro entre essas pessoas, proporcionando lazer e bem-estar e um grupo de apoio entre pares”, diz a psicóloga Moira Escorse, que acompanha voluntariamente o time, mas também atende outras demandas da comunidade LGBT.

O futebol é um aliado importante na transição, a passagem de um sexo ao outro, também do ponto de vista físico e psicológico. O tratamento hormonal provoca alterações físicas, entre elas, o ganho de peso. O futebol ajuda no aperfeiçoamento da forma física e no controle da ansiedade.

Em campo, o time está só começando, é amador. São 25 jogadores que treinam uma vez por semana em quadra do Sindicato dos Bancários. No domingo passado, quando o Estado foi conhecer o elenco, os bancários haviam pedido o local. O jeito foi treinar em uma quadra pública. O “Meninos” só tem um uniforme. As ações de divulgação são feitas por alunos de Comunicação da Universidade Metodista. O time tem até apoio jurídico. Tudo é voluntário.

No próximo fim de semana, a equipe viaja para Curitiba para a Champions Alliance, evento esportivo e cultural da prefeitura local em prol da diversidade. Para conseguir os R$ 2,6 mil da viagem, os jogadores fizeram uma vaquinha de R$ 20 por mês e venderam balas e doces nos semáforos de São Paulo.

O calendário de 2018 é mais ambicioso. A ideia é dar um salto. Os organizadores estudam ampliar o elenco para atuar na várzea e treinar mais. Além disso, querem disputar os Gay Games, maior evento LGBT do mundo, em Paris. Para isso, vão fazer campanha nas redes sociais para arranjar patrocinadores e obter R$ 80 mil. Todos trabalham em outras atividades.

Cristiano Nunes é cabeleireiro e um dos craques do time. Sua habilidade vem dos treinos no Juventus, quando ainda era menina, dos 11 aos 16 anos. Naquela época, era Cristiane Henrique Nunes. Hoje, aos 33, o meia se prepara para fazer a retirada dos seios, um dos principais procedimentos – na visão dos atletas – para se tornar homem. No domingo, quando anunciou que não poderia viajar para Curitiba por causa da cirurgia, chamou o procedimento de “libertação”. E foi aplaudido pelos companheiros.

Cristiano não quis aguardar na fila no Sistema Único de Saúde (SUS) para fazer o procedimento. Demora. Claudio Galícia, outro jogador dos Meninos Bons de Bola, conta que sua cirurgia demorou cinco anos. Para juntar os R$ 10,5 mil do procedimento na rede privada, em São Bernardo do Campo, teve de economizar por mais de um ano. “Não sobrava para nada”.

Ele é casado há 15 anos e conta que sempre teve uma conversa aberta e franca com sua mulher sobre tudo. O restante da família se divide: uns apoiam, outros fingem não entender ou ignoram sua opção. “O futebol sempre foi uma dádiva e me ajuda em tudo: conter a ansiedade, fazer amigos e viver como sou”.

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Eles nasceram meninas – Wherther Santana / Estadão

– A falta em Sané leva à discussão: como punir tal infração?

Viram a entrada criminosa que Joe Benett, do Cardiff, deu em Sané, do Manchester City, no último final de semana?

O infrator não foi expulso, mas sua falta tirou o adversário da partida e o lesionou por um bom tempo.

Ficará sempre a constante discussão: não deveria ficar suspenso quem comete tal ato o mesmo “tanto de tempo” que o atingido levará para se recuperar?

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– Não existe alguém como Tréllez em Cotia?

Santiago Tréllez, atacante colombiano de 28 anos, foi contratado pelo São Paulo FC junto ao Vitória-BA. O time do Morumbi pagou 6 milhões de reais por 70% dos direitos econômicos do jogador.

A pergunta se faz necessária: com a estrutura oferecida para a base de Cotia, pelo sucesso dos garotos da Copa SP 2018 (campeões da Copa RS), quais os motivos para que se desembolse tanto dinheiro por um jogador que não estourou em time grande, não joga pela Seleção do seu país e que, respeitosamente, ganhou projeção nacional não pela quantidade de gols e jogadas maravilhosas no Campeonato Brasileiro, mas sim pela expulsão do seu marcador Rodrigo no jogo da Ponte Preta pela infame “dedada”?

Desejo boa sorte ao jogador e ao clube, mas há de se questionar novamente e insisto: não existe nenhum garoto nas fileiras tricolores com qualidade técnica parecida ao colombiano?

Aliás: não foi ele que disse se sentir feliz pois pertenceria ao “bando de loucos”, quando quase acertou com o Corinthians?

Ah o futebol e seus dilemas…

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– Neymar irá para o Real Madrid mesmo? Mas o PSG topou ser só uma ponte?

Está parecendo aquela transação dos anos 90 da Parmalat com a proibida aquisição de Cafu: saiu do São Paulo, foi para o Zaragoza, passou pelo Juventude e acabou no Palmeiras.

Agora, sugere-se que Neymar tenha saído do Barcelona para o PSG somente para não repercutir uma direta transferência ao Real Madrid, interessado nele desde sempre.

Se verdade ou não, eu duvido que o Paris Saint-German faria isso. O príncipe catariano tem interesse em fazer Neymar como embaixador da Copa do Mundo de 2022 do Catar (já que ele é o dono do time francês). Mais do que isso: com tantos petrodólares, o time perderia “numa boa” o craque brasileiro?

Ulisses Costa, locutor da Rádio Bandeirantes, durante a narração da final da Copa São Paulo entre SPFC x Flamengo AFIRMOU que tinha informações de fonte segura que o acordo JÁ ESTÁ CERTO, sendo que a transferência se dará logo após a Copa do Mundo, conforme com o que foi negociado.

Que Neymar poderá ir ao Real Madrid, não duvido. Mas tão recentemente, continuo duvidando.

Seria ele um Novo Figo? Novo Ronaldo? Novo “Quem”? O único que, consta na história ter agradado as duas torcidas, foi Evaristo de Macedo. Mas faz tempo…

Neymar Jr perderá o carisma que tem com milhões de torcedores, transformando-se de um garoto admirado visto como um mercenário. Afinal, contratos não deveriam ser cumpridos?

No último sábado, ele jogou bem pelo campeonato francês, foi aplaudido pela torcida mas não retribuiu os gestos de simpatia. Estava com uma marra só!

Será que o “menino” Neymar não se mancou que não é mais um moleque e sim um homem? É muito mimimi, nhenhenhém e ôbaôba para um atleta que atingiu cifras bilionárias.

Aliás, quem o orienta (ou não o orienta)?

Situação complicada…

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– E se o jogador simular que está sendo algemado?

Aconteceu na Itália: no jogo entre Chievo x Juventus, um atleta simulou estar “com as mãos algemadas” pelas decisões do árbitro em forma de protesto, e foi expulso.

Alto lá! Entenda o gesto e veja os motivos culturais de se “mostrar algemado” na Itália,

Extraído de: https://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/italiano/ultimas-noticias/2018/01/28/zagueiro-e-expulso-apos-simular-estar-algemado-em-protesto-contra-juiz.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-esporte&utm_source=t.com&utm_medium=social

ZAGUEIRO É EXPULSO APÓS SIMULAR ESTAR ALGEMADO EM PROTESTO CONTRA JUIZ

O zagueiro do Chievo Fabrizio Cacciatore foi expulso no último sábado (27) após um protesto curioso. Inconformado com uma decisão da arbitragem, o italiano cruzou os punhos como se estivesse algemado, sugerindo que o juiz deveria ser preso por supostamente estar roubando.

Indignado, o árbitro mostrou o vermelho direto, expulsando o jogador.

Tudo começou quando, no segundo tempo da partida do Chievo contra a Juventus, Cacciotore se envolveu em um choque com um adversário e ficou no chão. O juiz autorizou a entrada da equipe médica, mas como o Chievo já estava com dez homens em campo, o zagueiro não quis sair e deixar seu time em desvantagem ainda maior.

O árbitro insistiu, e, contrariado, Cacciotore deixou o gramado fazendo o gesto de algemas, primeiro sobre a cabeça e depois nas costas.

O técnico português José Mourinho já havia feito esse gesto quando comandava a Inter de Milão, de maneira que as algemas já são interpretadas na Itália como uma forma de protesto contra supostas manipulações da arbitragem. O treinador acabou punido com três jogos de suspensão e uma multa de 40 mil euros.

Depois do jogo, vencido pela Juventus por 2 a 0, os dois gols marcados após a expulsão de Cacciatore, o zagueiro foi ao Instagram se desculpar.

“Peço desculpas publicamente porque o gesto feito foi um grande erro”, escreveu ele. Peço desculpas aos meus companheiros, ao treinador, ao clube, aos nossos fãs e aos amantes do futebol. Certamente é um gesto errado, para não ser feito, um exemplo que um profissional não deve dar. Desculpe por ter dado problemas aos meus colegas de equipe que estavam lutando desde o primeiro até o último minuto… o meu ato foi uma explosão impulsiva e, certamente, eu paguei caro. Desculpe.”

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– Lances inusitados na final da Copa São Paulo entre SPFC 0x1 Flamengo.

Duas questões bem interessantes, observadas atentamente e que são pertinentes à discussão das Regras do Futebol, enviadas para o blog pelo internauta Sílvio Sbc:

Olá. Sou seguidor assíduo de seu blog e admirador de seu conhecimento e comentários. Vi dois lances na final da Copa São Paulo que muito me chamaram a atenção e achei que veria algum comentário de sua parte o que não aconteceu.
  • O primeiro foi num lance de bola ao chão. Numa primeira tentativa o árbitro soltou a bola e os jogadores não esperaram que a bola tocasse ao chão para jogar. O árbitro paralisou o jogo. Na segunda tentativa, ao observar a ânsia dos jogadores por disputar a bola, ele arremessou-a a uma certa distância a fim de evitar o toque na bola antes que ela caísse ao gramado. Achei o lance engraçado e digno de peladas de rua.
  • O segundo lance no meu entender poderia jogar seu trabalho pelo ralo e contou com muita sorte por parte do árbitro. Próximo aos 42 minutos da segunda etapa, logo após duas substituições do São Paulo, aconteceu um escanteio para o São Paulo onde a bola saiu ao lado direito da trave e pelo chão. O árbitro autorizou a cobrança do tiro de canto do lado esquerdo da trave. A bola foi cruzada e na cabeçada quase saiu o gol são-paulino. O goleiro espalmou para escanteio novamente. Minha pergunta é: caso essa bola tivesse entrado, qual deveria ser o procedimento do árbitro? Se ninguém se apercebesse do erro e ele validasse o gol e o jogo reiniciasse. Isso daria erro de direito?
Agradeço antecipadamente!!!
 
Olá Sílvio, boa tarde. Obrigado pelas palavras e por enviar a mensagem. Vamos lá:
 
Eu resido e trabalho aqui em Jundiaí, e em nossa cidade não foi feriado. Portanto, às 10h, o horário era ingrato e eu estava na labuta. Não pude assistir o jogo! Pelo que ouvi pelo rádio, pareceu-me não ter acontecido nada tão revelante (daí não assisti nenhum VT). Não sabia desses dois importantes lances. Quanto eles:
 
1- Se a bola for tocada pelos atletas antes de atingir o chão, o tiro tem que ser repetido. Mas jogá-lo a distância, isso é inusitado – e errado! Afinal, o árbitro deve soltar a bola em sua frente, não necessariamente com os jogadores presentes. SOLTAR A BOLA não significa arremessá-la, mostrou inexperiência o árbitro.
 
2- Aqui, uma falta de atenção: OBRIGATORIAMENTE o tiro de canto deve ser cobrado a partir do quarto de círculo mais próximo de onde a bola saiu. É um procedimento que faz parte da Regra do Jogo (Regra 17). Entenda: se a bola sai por cima do travessão, estando portanto no alto – e se ocorrer mais ou menos equidistante dos postes – você pode alegar que entendeu que a bola saiu mais para a direita ou para a esquerda e escolher o canto que julga ter sido o mais próximo. Assim, nessa situação, foi uma interpretação (que pode gerar um erro de fato). Mas no caso que você citou, sendo pelo chão, é impossível alegar interpretação! Foi um descuido do árbitro – ou, quem sabe, ele desconhecia esse detalhe da Regra (gerando erro de direito). Se o árbitro perceber que ela foi colocada do lado errado, não deve permitir a cobrança e deverá indicar ao jogador que deve cobrar do outro lado, o correto. Se for cobrado rápido, imediatamente o árbitro paralisa e manda cobrar de novo, pois a bola não entrou em jogo de maneira correta. Se o árbitro não perceber nada disso e o jogo continuar, a equipe que se sentiu prejudicada pode fazer a denúncia e pedir a anulação do jogo por erro de direito.
 
Novamente, obrigado pelo contato e valeu pelas ótimas questões. São detalhes bacanas para serem discutidos!
 

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