– Leilane e os fotógrafos: uma reflexão sobre a insensibilidade humana!

A humanidade está se caracterizando por “gente que vive a vida real, fala e age”, dividindo espaço com “gente que vive o mundo virtual, filma e posta”.

Nesta semana, vimos o caso da moça Leilane Rafael da Silva, que estando na Rodovia Anhanguera e vendo o acidente do helicóptero que vitimou Ricardo Boechat e o seu piloto, correu salvar o motorista do caminhão que atingiu a aeronave em meio a faixa de rolamento.

Detalhe: Leilane, que tem 29 anos e é uma humilde vendedora, tem uma doença vascular rara, não pode fazer esforço e nem sofrer situações de stress. Mas apesar do risco foi corajosamente socorrer uma das vítimas.

Enquanto isso…

Um bando de marmanjos, insensivelmente armados de celulares, filmava o desespero da heroína e não ajudavam ela.

Pode?

Que raio de mundo de aparências e flashs é esse? O virtual dominou a mente e o coração das pessoas?

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– Mourinho, jovens atletas e Neymar na lista dos “pós-Pelé”.

O treinador consagrado José Mourinho, durante sua participação como comentarista de Corinthians 1×1 Racing pela DAZN / RedeTV,  disse que quando jovem ele via atletas como Mozer, por exemplo, chegando prontos para jogarem na Europa. Disse ainda que hoje, qualquer time vai direto às fontes dos torneios sul-americanos de jovens. Revelou que todo time europeu tem em sua base de dados o conhecimento TOTAL de quem são os jogadores de 15 ou 16 anos de destaque do futebol da América do Sul.

Também questionado sobre Neymar ser o melhor jogador de futebol brasileiro pós-Pelé (após polêmica publicação da Placar), pensou um pouco e… citou Ronaldo e Rivaldo. Falou sobre Neymar “ser espetacular”, mas chamou a atenção de que não poderíamos esquecer dos campeões mundiais do período mais recente. 

Duas opiniões e uma observação:

1- Mourinho, que habita o mundo desenvolvido e financeiramente poderoso do futebol, sabe como funciona perfeitamente a captação de bons atletas e jovens promissores. Parece que os clubes brasileiros, que têm seus atletas cooptados, é que não reconhecem o talento de seus jogadores e/ou não valorizam como deveriam. 

2- Se no pós-Pelé, respondendo meio que “com pouco tempo para pensar”, Mourinho citou Ronaldo e Rivaldo, gostaria eu de revelar minha lista e pela ordem citar “meia dúzia” de nomes: Ronaldo, Zico, Romário, Ronaldinho Gaúcho, Neymar e Rivaldo (pelo conjunto da obra, mesmo que alguns mais jovens não tenham simpatia por Rivaldo ou a viva lembrança do que ele fez no Palmeiras da década de 90 e depois da monstruosidade de seu futebol no Barcelona). O que fica muito difícil avaliar é: fora Pelé, quem foi o maior brasileiro de todos os tempos? Arthur Friedenreich, Didi, Nilton Santos, Garrincha ou Ronaldo? É complicadíssimo escolher um… aliás, falamos de gênios, e o fato de Neymar estar atrás dos nomes que citei não é demérito algum. A propósito, ao final da carreira dele, poderá sim ter atingido o título de “melhor da era pós-Pelé”; afinal, está em atividade. 

3 – A observação derradeira que quero fazer: como é bom sair do lugar comum e prestar atenção na visão de fora de pessoas qualificadas (me refiro a Mourinho comentando as coisas do nosso futebol, mas poderia ser Ancelloti, Guardiola, Klopp…)  Isso serve não só para o futebol, mas para a vida! Um olhar colaborativo e de intercâmbio sempre é ótimo. 

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– Muito azar ou realmente má qualidade? A saga VIVO

Temos 3 linhas de celular em casa: a minha, da minha esposa e da minha filha. Todas eram usadas em mesmo modelo de aparelho com a operadora OI (a que tinha um sinal de voz razoável em casa).

Por estarmos em uma zona de sombra, tanto a TIM, Claro e Nextel não funcionam (acredite, já testamos todas). A VIVO se assemelha, e por questão de ter melhor sinal de Internet, optamos por migrar as linhas.

Insisto: 3 aparelhos idênticos com mesmos planos e mesma operadora (de Oi para VIVO).

A linha da minha filha ficou com sinal pleno, com 4G. Ótima migração.

A minha linha ficou com sinal parcial, com 3G. Motivo, segundo a operadora: chip defeituoso.

A linha da minha mulher ficou sem serviço. Motivo, segundo a operadora: o chip estava queimado.

Que belo cartão de visita de uma nova operadora, não?

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– A escala de um árbitro novato para Corinthians x São Paulo. Boa ou ruim opção?

Para o importante Majestoso do próximo domingo, onde tanto Corinthians como São Paulo estão vivendo momentos turbulentos dentro e fora de campo, apitará Lucas Canetto Belotte. 

Lucas é um árbitro muito jovem (28 anos), natural de Piracicaba, professor de Educação Física e com pouco tempo de carreira no futebol profissional. Apesar de 7 anos apitando, teve uma ascensão rápida, já que com menos de 4 temporadas já chegou a série A1.

Assisti 3 partidas de Lucas até agora:

1. Em 2017, na Copa SP, em Paulista 5×1 Batatais (a semifinal que classificou o Galo de Jundiaí para a final contra o Corinthians e que horas depois estourou a história do Heltton Matheus, conhecida como “gato da Copinha”). Nesse jogo, excelente atuação.

Aqui a análise: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/01/22/analise-da-arbitragem-de-paulista-5×1-batatais/

2. Na final da Copa SP 2018, Lucas apitou São Paulo 0x1 Flamengo, com alguns lances inusitados e de nervosismo do árbitro, que talvez tenham mostrado que sentiu o fator “Pacaembu lotado”. Assisti dias depois o VT da partida, e nesse jogo, a atuação foi apenas razoável.

Aqui dois lances de discussão: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/01/26/lances-inusitados-na-final-da-copa-sao-paulo-entre-spfc-0x1-flamengo/

3. Por fim, em sua escala mais “pesada”, no amistoso entre Corinthians 2×2 Cruzeiro, não foi bem e marcou um pênalti inexistente a favor do Timão, onde o próprio atacante Roger, beneficiado pelo lance, custou a crer que era tiro penal a seu favor. A atuação ruim registrada aqui:

https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/07/12/e-se-roger-confessasse-ao-arbitro-sobre-o-penalti-no-amistoso-entre-corinthians-2×2-cruzeiro/

Gostaria de ressaltar: Lucas Canetto Belotte é um árbitro com potencial, demonstra levar jeito para a carreira, sabe ter autoridade em campo, corre demais no gramado e tem boa noção de posicionamento. Peca em alguns momentos disciplinar e tecnicamente por conta da falta de experiência (onde pode ser ludibriado por jogador mais rodado).

Logicamente, experiência se adquire trabalhando, mas existe tanto momento mais propício para lançar árbitro… Forçar a revelação de um juiz de futebol num jogo como esse é insensível demais. Escolhe um clássico menos conturbado, dona FPF, quando não exista uma animosidade de fatores intra e extra campo como a que ocorre agora. 

Se Belotte fosse escalado no Santos x São Paulo de dias atrás, quando tudo estava “às  mil maravilhas para as equipes”, ótimo. Mas no jogo escolhido, digo, sorteado de domingo, eu evitaria (apesar das virtudes do juizão citadas acima).

Desejo um bom trabalho à arbitragem é ótimo jogo a todos! 

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– 15/02: O Dia de Luta contra o Câncer Infantil

Hoje se recorda o dia dedicado à causa do câncer infantojuvenil, e corroboro um artigo de Francisco Neves, um dos homens mais engajados na divulgação de ações voltadas para esse mote, que viveu na pele essa situação.

Importantíssimo e que deve ser compartilhado, extraído de: https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/o-que-falta-para-vencermos-a-batalha-contra-o-cancer-na-infancia/

A CONSCIENTIZAÇÃO DA PREVENÇÃO E LUTA CONTRA O CÂNCER INFANTIL

No Dia Internacional da Luta Contra o Câncer na Infância, especialista revive sua história para abordar os desafios do câncer em crianças e adolescentes

Por Francisco Neves

O câncer mata cerca de 9,6 milhões de pessoas por ano em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a enfermidade é a principal causa de morte na faixa etária entre 1 e 19 anos.

Todos os anos, o dia 15 de fevereiro marca o Dia Internacional da Luta Contra o Câncer na Infância, data destinada a incentivar a reflexão e a conscientização sobre a doença em crianças e adolescentes. Um dos dados estimados pela Organização Mundial da Saúde revela que, em 2030, o número de casos de câncer infantojuvenil chegará a 600 mil em todo o planeta.

Somente Brasil, a cada ano surgem 12 500 novos acometidos pela doença, segundo publicação do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Desse total, 6 200 crianças são tratadas em hospitais públicos e cerca de 4 mil morrem sem ao menos receber o diagnóstico ou ter o tratamento para a doença.

Este ano, um dos números que a OMS destaca é o despreparo de países em desenvolvimento para combater a patologia: 70% das mortes por câncer no mundo ocorrem nestes locais, considerados mal equipados para lidar com os desafios que a doença impõe. O Brasil é um desses exemplos: em média, as chances de cura do câncer infantojuvenil são de 64%, muito aquém de Estados Unidos e Europa, por exemplo, onde chegam a 85%.

Vivemos num país desigual e a cura do câncer também é afetada por isto.

Como superintendente do Instituto Ronald McDonald, organização sem fins lucrativos que tem por missão promover a saúde e a qualidade de vida de crianças e adolescentes com câncer e seus familiares, ando muito pelo Brasil. Seja em reuniões com gestores públicos e tomadores de decisões, seja em contato com a sociedade civil que nos auxilia a mobilizar as comunidades por mudanças, liderando projetos aos quais oferecemos suporte tecnológico, planejamento para busca de soluções e aporte financeiro.

A conclusão a que chego é que existem muitos Brasis no nosso Brasil: verdade que a doença não escolhe credo, cor ou classe social para se manifestar. Mas o desfecho dela depende diretamente de cada uma dessas características.

Há cerca de 30 anos me dedico à causa do câncer infantojuvenil. Quando comecei, lá na década de 1980, lutava com meu filho contra a doença. As chances de cura giravam em torno de 35% no Brasil. Marquinhos havia sido diagnosticado com leucemia, o tipo mais comum de câncer em crianças e adolescentes. No entanto, esgotamos as possibilidades de tratamento.

Meu filho estava desenganado e, como pai, fui buscar outras alternativas de tratamento fora do Brasil depois de realizar uma campanha para conseguir os recursos. Infelizmente meu filho não resistiu, mas decidi me dedicar com o apoio de família e amigos para que outras crianças pudessem ser salvas.

Naquela época, o câncer era uma sentença de morte. Ainda hoje, mesmo com todos os avanços da medicina, ele segue como um tabu, principalmente para aqueles que são alijados do acesso à saúde e do acesso a informações. O conhecimento também ajuda a curar! Devemos enfrentar o câncer com consciência: seja dos profissionais de saúde, seja de pais e responsáveis, que podem estar atentos a sinais e sintomas para buscar rapidamente ajuda especializada.

Há muitos desafios para que o câncer em crianças e adolescentes deixe ser a principal causa de morte de jovens no país: é preciso identificar a doença, encaminhar adequadamente e nos estágios iniciais, fazer um diagnóstico preciso e garantir um tratamento adequado.

Estamos caminhando para que cada um desses passos seja alcançado nos quatro cantos do Brasil. É importante dizer que, sim, há cura. E principalmente, que cada um de nós pode ser um agente no combate à doença.

*Francisco Neves é engenheiro civil por formação. Engajou-se na causa do combate ao câncer infantojuvenil após vivenciar, em 1990, junto com sua mulher, Sônia Neves, e seu filho mais velho, Carlos Neves, a perda de Marcus, o filho caçula. Desde então, se converteu em uma das principais lideranças no Brasil no que diz respeito à causa do câncer em crianças e adolescentes. É um dos fundadores do Instituto Ronald McDonald e assumiu profissionalmente a gestão estratégica da organização, da qual é o atual Superintendente.

15 de fevereiro Dia Internacional da Luta Contra o Câncer na Infância