– 3 erros capitais em Ponte Preta 1×2 Cruzeiro

O árbitro pernambucano Emerson Sobral tem muita experiência em jogos de Série B e C do Brasileirão. Mas nunca se destacou na Série A. Ontem, foi muito mal na partida entre a Macaca e a Raposa, sendo prejudicado também pelos bandeiras.

Vamos aos lances?

1- Elton (PON) derruba Pará (CRU) que houvera recebido lançamento dentro da área. É pênalti, mas virou falta fora da área…

2- Diego Oliveira (PON) cruza para Borges (PON) que está dentro da área e pode chutar para o gol. Manuel (CRU) o agarra, derruba, e o árbitro nada marca. Aqui, é fácil para o árbitro discernir: a troco de quê, de frente para o gol, o atacante se jogaria? Pênalti não marcado. Errou feio…

3- Aos 38m, Borges (PON) marca de cabeça mas o bandeira marca impedimento. Gol mal anulado, estava em mesma linha.

Enfim, vitória cruzeirense que dá um “desafogo” na luta contra o rebaixamento. E como a Ponte Preta poderá recuperar 3 pontos de dois gols evitados pela arbitragem?

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– Um Preconceito Religioso Inventado por Crivella?

Leio com pesar o artigo do Senador Bispo Marcelo Crivella (PRB), sobrinho de Edir Macedo e ótimo orador, publicado semana passada sob o título “Preconceito Religioso”.

O político questiona o fato da imprensa brasileira noticiar o envolvimento de membros da Igreja Assembléia de Deus (algumas pessoas próximas de Silas Malafaia) e que teriam lavado dinheiro, segundo as investigações da Operação Lava Jato.

Não era para divulgar?

Marcelo Crivella cria um caso de preconceito inexistente, afirmando que está se sujando e ofendendo o nome da Igreja e de seus fiéis.

Ué, mas nada disso foi dito pelas autoridades policiais. Não se criminalizou nem se generalizou fiéis e pastores, mas cirurgicamente se citou algumas pessoas da Assembléia de Deus que usaram a instituição indevidamente.

Será que nesse país a demagogia ganha pontos até onde não se tem?

Que os políticos costumam querer tirar proveito de tudo, é sabido. Mas criar um pseudo-preconceito, aí é demais.

Bandido de colarinho branco não vem rotulado com religião específica. É criminoso e ponto final.

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– E o Pênalti de Atlético Mineiro 0x1 Atlético Paranaense?

Não assisti o jogo, só vi o lance, mas estou tentando entender: o goleiro Victor sai para tentar a defesa contra o atacante do Atlético Paranaense, que adianta a bola. Na trombada, ele cai. Segue o jogo ou falta do goleiro?

Para mim, a bola já era perdida e o choque não é pênalti, pois era “lance vencido”. Entretanto, se fosse uma jogada na entrada da grande área e ela não tivesse corrido tanto, aí sim era pênalti, pois o jogador paranaense poderia tentar manter o domínio.

Leio na súmula que o árbitro Marcelo de Lima Henrique expulsou Marcos Rocha (2o cartão Amarelo) por dizer Pô, foi falta, foi falta“, socando o ar. Complicado… O Amarelo aí caberia, como também não caberia.

O questionamento é: as reclamações de Alexandre Kalil (fortes e contundentes) contra a arbitragem foram diferentes das desculpas do jogo Caldense x Atlético Mineiro, no qual foi beneficiado (vide aquele lance em: http://wp.me/p4RTuC-cuk). Por quê?

Dirigentes assim não agregam nada ao futebol. Querem benesses, não justiça.

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– Entendo o erro do gol mal anulado de Cícero em Corinthians 2×0 Fluminense

Na Arena Corinthians, um lance protagonizado pelo árbitro assistente 1 Fábio Pereira (TO) trouxe novamente à tona a história de “apito amigo” e outras tantas teorias conspiratórias que costumamos ouvir.

O certo é: houve um erro importante, grosseiro e que vale a pena entender os motivos que levam um bandeira a errar.

Aos 10 minutos do 2o tempo, após a cobrança de escanteio, Edson cabeceia e a bola sobra para o ataque do Fluminense. A defesa do Corinthians sai em disparada, tentando fazer a “linha burra” e deixa Wellington Paulista em posição de impedimento. Entretanto, a bola sobra para Cícero (que vem de trás e em posição legal) chutar e fazer o gol. Equivocadamente, o bandeira tocantinense da FIFA impugna a jogada marcando impedimento.

Vendo e revendo o lance, entendo que o impedimento foi marcado pela posição de Wellington Paulista. Correto, se fosse há 30 anos…

Tentando “entrar na cabeça do bandeira”, vejo que ele interpretou que o jogador do Fluminense que estava em cima da linha na área de meta, em frente ao Cássio, em posição de impedimento, atrapalhou o campo visual do goleiro, pois “interferia contra um adversário” (a 2a condição da regra do jogo para marcar impedimento). ERROU! Antigamente era sancionado o impedimento a qualquer atleta à frente da bola sem ter dois adversários entre ele (sem diferenciar a existência de impedimento passivo e impedimento ativo). Hoje não!

Wellington Paulista está em POSIÇÃO DE IMPEDIMENTO, mas não impedido (que é a clássica situação que chamamos de PASSIVO)! Ou seja, só poderia ser sancionado por dois motivos:

1) se a bola vai para ele (e aí ele se torna em impedimento ativo por interferir na jogada tocando na bola, que é a 1a condição da Regra do Jogo p/ impedimento);

2) se corre em direção ao goleiro interferindo contra ele atrapalhando o seu campo visual (situação citada anteriormente). Me parece que o bandeira Fábio Pereira entendeu que houve essa interferência, e o equívoco é esse: o jogador demonstra claramente que não quer participar do lance, ele fica “duro”, parado, estático, assistindo seu companheiro (Cícero) que vêm de trás, legalmente, sem ter nada a ver com isso, marcar o gol.

Portanto:

– seria um gol bem anulado nos anos 80;

duvidoso nos anos 90 (há nesse período o uso dos termos “ativo e passivo” de maneira mais popular);

mal anulado nos anos 2000 (quando começou a se cobrar que só se marque impedimento se efetivamente existir a interferência) e,

ridiculamente / grosseiramente / assustadoramente errado em 2015, pois a última orientação da FIFA, pré-Copa de 2014, pede que os árbitros assistentes saibam discernir muito bem quando um jogador que está à frente da linha da bola realmente participa da jogada, privilegiando sempre a “calma” (contar 1,2,3…) para perceber que quem vai concluir um lance é outro atleta em condição legal.

A única dúvida que me persiste é: nas imagens que eu assisti, não mostram o bandeira no momento em que a bola é cabeceada, só o vejo depois que ergueu o instrumento. Tenho muita curiosidade em saber: ele já ergue o instrumento quando a bola ainda está viajando ou só depois que o Cícero a domina?

a- Se foi durante a trajetória da bola, mostra que ele fez a leitura errada do atleta que estava sobre a linha de meta (confirmando tudo o que citamos);

b- Se ele parou só depois da conclusão do gol (improvável, quero crer que não tenha acontecido isso), o bandeira provavelmente o faz sem certeza alguma do que estava fazendo – ou seja, por pressão, por “susto” em ver todos na frente sozinhos (a defesa do Corinthians saindo durante a cabeçada pode ser determinante para ele se atrapalhar) e até mesmo a cor do uniforme (Corinthians de Laranja e o time das Laranjeiras de branco). Nenhum desses fatores pode ser descartado para tal erro grosseiro.

O problema maior é que os erros estão acontecendo em vários jogos e em todas as rodadas e a todas as equipes. Não acredito em erros propositais ou esquemas armados, pois, se fosse assim, o Corinthians de Andrés Sanches é desafeto da CBF e estaria brigando para não cair; tampouco penso em erro para time de massa, pois se fosse dessa forma, o Flamengo seria um dos ponteiros.

A verdade é: a CBF tem um presidente ilhado no Brasil, acuado e acusado por corrupção e que está cercado de pares políticos cheios de interesse. Seus subordinados se mostram incompetentes. É o chamado “desmando” administrativo.

Puxa, até pareceu o retrato da administração pública de um certo país… O futebol, sem dúvida, é um microcosmo da sociedade.

O que me deixa mais triste é: os dirigentes de clubes que hoje se queixam, não têm a mesma atitude de quando são beneficiados. Por quê hipocritamente a grita é diferente? Quando o erro é a favor, o cartola discursa: “o lance é difícil, o árbitro é humano…“. Mas quando é erro contrário, sempre se acusa de esquema!

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– Tanto carro não fará bem à Capital…

O trânsito da capital paulista é infernal, isso é sabido. Mas veja esse dado da CET (a Cia de Engenharia de Tráfego): existem 7 milhões de carros rodando. Nos 17 mil quilômetros de vias, se colocássemos todos os veículos enfileirados, sobrariam apenas… 3 mil km livres!

Daqui há um tempo, se todos os carros fossem colocados na rua um na frente do outro, simplesmente não haveriam espaços disponíveis. E ao invés de mais vias, se constrói ciclovias…

Enquanto isso, o transporte público…

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– Análise Pré-Jogo para Primavera x Paulista (Copa Paulista)

Para Paulista x Primavera, apitará Antonio Ferreira de Oliveira Junior, Professor de Educação Física, 32 anos de idade, há 9 como árbitro sem ter tido muitas chances na FPF. Ele já trabalhou esse ano em um jogo do Galo (Água Santa 1×1 Paulista na A2) como quarto árbitro, sem ter tido problemas. Seu último jogo foi há dois meses: ECUS 1×3 Diadema pela 4a divisão. Seu histórico em súmula é de poucas partidas apitadas e poucos cartões amarelos e vermelhos aplicados (será apenas o 9o jogo profissional apitado em 2015)

O bandeira 1 será Fernando Luís Ravelli, Metalúrgico, trabalhador na Toyota em Indaiatuba, morador em Salto, 31 anos, apenas há 3 temporadas como bandeira, fará o seu 7o jogo profissional na temporada, sendo que trabalhou incrivelmente em 43 outros jogos de categorias amadoras na FPF nesse ano. Em 2014, bandeirou 56 partidas entre Sub13, sub 15 e sub 17. A única vez que trabalhou em jogos do Paulista FC foi em 2013, estreando na carreira no jogo Sub 11 no Romão de Souza (vitória por 6×0 sobre o Ituano).

O bandeira 2 será Gilberto Romachelli, Vendedor, 36 anos, há 9 como árbitro, trabalhou em poucos jogos na Série A2 e A3. Atuou no ano passado em Barbarense 2×2 Paulista pela Copa Paulista.

Luís Antonio de Souza, o 4o árbitro, curiosamente fez a mesma função há pouco tempo, pois esteve no Jayme Cintra em Paulista 2×0 Primavera no 1o turno.

Desejo uma grande partida e ótima arbitragem.

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