– Análise da Arbitragem para Cruzeiro 2×1 Palmeiras

Sobre o clássico dos “Palestras” Mineiro x Paulista, 3 lances importantes a serem discutidos:

1- Não houve falta de Vinícius Araújo em Leandro Almeida no lance do gol de Alisson. Acertou o árbitro em nada marcar.

2- Marinho dividiu com Egídio, caiu e pediu pênalti. Não foi nada, correto mandar seguir o jogo.

3- O pênalti pró-Cruzeiro: ridículo! Marinho chuta e a bola bate no braço de Victor Ramos involuntariamente. O palmeirense ainda tenta tirar o braço e não consegue. O árbitro Wilton Sampaio não marcou num primeiro momento, e só o fez por indicação do bandeira Fabrício Vilarinho. Todos erraram…

Sobre mão na bola e bola na mão, compartilho texto recente aqui do BLOG:

COMO INTERPRETAR CORRETAMENTE OS CASOS DE “MÃO NA BOLA” E “BOLA NA MÃO”

Uma mudança na orientação de marcação de infrações em jogadas de “Mão na Bola” e “Bola na Mão” foi colocada em prática a partir da Copa das Confederações-13, bem aceita no restante no mundo e um pouco confusa no Brasil. Não foi uma mudança na Regra do Jogo, mas Massimo Bussaca, o atual comandante da arbitragem mundial, alegou na época ser uma nova interpretação aos árbitros sobre lances duvidosos dessa natureza.

Hoje, só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola (entenda-se por mãos: a mão, o braço e o antebraçose for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:

Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

– Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.

A novidade, desde julho/2013, é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar. Trocando em miúdos:  pular/ se jogar na bola de maneira a qual a bola possa bater em seu braço, não se cuidando para evitar o contato).

Para muitos, tal orientação ajudou a justificar alguns pênaltis mal marcados. Foi o que aconteceu por aqui.

Vimos lances bizarros de pênaltis mal marcados: em um clássico entre São Paulo x Corinthians no Morumbi, o zagueiro Gil tenta tirar o braço da direção da bola em um chute a queima-roupa e ela bate em seu cotovelo. Nenhuma intenção clara, tampouco subjetiva de colocar a mão na bola. Mas virou, equivocadamente, pênalti… Vimos também uma barreira pulando e o jogador saltando com os dois braços erguidos. Se a bola bate neles, aí sim seria “movimento antinatural“, pois fisiologicamente, você não pula com os braços totalmente esticados e eretos para o alto.

Enfim, essa história de: “nova orientação” não tem segredo. Talvez todo o imbroglio tenha nascido única e exclusivamente da tradução/interpretação do texto, potencializada negativamente por má orientação.

Do jeito que está, é só chutar na mão que vira infração. Parece brincadeira de “Queimada”…

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– Coca versus Pepsi, de 290 para 350: uma criativa invenção!

Curiosidade: uma idéia que perdurou: a criação da latinha de refrigerante de 350 ml, pelo Departamento de Marketing da Pepsi, em 1930!

Sabe por que surgiu?

Para concorrer com a garrafa da Coca-Cola, já que era mais vantajoso o preço de venda de uma latinha Pepsi de 350ml do que uma garrafa de 290ml Coke. Aliás, a Coca-Cola só lançou sua latinha em 1959!

– Análise da Arbitragem para São Paulo 1×1 Corinthians

Até os 48 minutos do segundo tempo, no meu rascunho dessa matéria havia a expressão “sem polêmica alguma”. Tive que refazê-lo…

Antes de falarmos sobre os lances do árbitro, quero dar os parabéns ao bandeira 2 Alex Ang. Muitos lances de impedimento no começo da partida, e em especial um gol corretamente anulado em jogada difícil. A bola foi cruzada por Carlinhos aos 10m e não havia ninguém em impedimento. Centurion cabeceia para o gol, e neste momento Ganso entra em posição de impedimento passivo, já que não participa do lance, permanecendo a frente da linha do penúltimo jogador sem tocar na bola (aí nasceu uma nova jogada). A bola bate no poste e sobra para Ganso, que passa de passivo para ativo, marcando o gol.

Importante: rebote de trave não tira o impedimento nem cria nova jogada. Nem vale argumentar a nova situação prevista nas diretrizes da Regra do Jogo de que um jogador que esteja a frente da linha da bola e fora da jogada, ao recebê-la despretensiosamente, não deve ser sancionado de impedimento, já que Ganso está envolto à situação e a espera com pretensão de fazer o gol.

Vuaden foi muito bem fisicamente (esteve otimamente posicionado na sua diagonal e correu o campo todo), disciplinarmente também foi bem (creio que faltou um cartão amarelo ao Luís Fabiano, aos 17m, após ludibriar a arbitragem dominando a bola com o braço no ataque). Tecnicamente, atento, deixou o jogo correr.

Algumas considerações específicas:

1- Sobre o Cartão Amarelo para Carlinhos por ação temerária (reclamado excessivamente), perfeito! Só não entendo o por quê de tanta chiadeira do reserva Wesley, ele não tinha que reclamar.

2 – Importante lembrar da “desinteligência” entre Felipe e Luís Eduardo, punida com cartão amarelo para ambos. Ótimo.

3- Houve uma disputa de bola entre Gil e Tolói, onde o corinthiano pula mais alto do que o sãopaulino e seu cotovelo atinge involuntariamente o rosto do adversário, não sendo falta mas sim causalidade de jogo.

4- A expulsão por segundo amarelo de Felipe não há o que contestar. Corretíssima, é o be-a-bá do apito.

5- Aos 48m, Wesley chuta para o gol e a bola desvia no braço de Uendel. Para mim, lance involuntário e difícil (corrigindo: dificílimo para a arbitragem). Vendo e revendo várias, eu não marcaria pênalti, já que o chute é rápido, não havendo tempo do jogador fazer o braço “sumir” (mas aceito quem discorde). Esqueça a história de “bola que ía para gol” ou outros mitos, já que mão na bola deve ser por ato deliberado (se tiver dúvidas, clique aqui: http://wp.me/p55Mu0-re ).

Ressalto a administração incrível, no limite e acertada na relação entre Luís Fabiano e Vuaden, onde não se precisou “gastar” um cartão desnecessário por reclamações (REFORÇO: por reclamações, correto. Mas faltou o já citado cartão do domínio da mão na bola).

Repito: gostei muito do trabalho de Vuaden, mostrando que não se deve vulgarizar cartões ou ser espalhafatoso.

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– Apenas Complementando…

Nos posts anteriores do blog, já deixei minha mensagem de carinho pelo Dia dos Pais. Mas sabe como é… É TÃO BOM SER PAI!

Bem sincero, com linguajar informal: Ser pai é indiscritível!

Quando soube que a Andréia estava grávida, não cabia de alegria! Estourei champagne, gritei, pulei… não sabia o que fazer.

E quando soube que seria pai de menina, coisa que eu nem imaginava?

Estava preparado para ser pai tanto de menina ou menino, mas, no fundo, acho que o homem se condiciona mais para receber um homenzinho. Quando soube que seria a Marininha…me senti o homem mais importante da face da terra!

Me recordo que fui à primeira loja de brinquedos que encontrei e comprei um monte de bonequinhas. A vendedora perguntou quantos anos tinha minha filha, e eu… kkk… tentei dizer que ela ainda estava na barriga da mãe dela, mas de tão encantado, chorei. E a vendedora se emocionou e chorou junto!!! Precisava ter filmado isso… rsrsrs

Vale a pena, pois hoje a minha filha é tão amiga…

Carinhosa, sarrista, ela adora fazer maluquices para ver minhas caretas! E quando vamos ao cinema, ficamos a semana inteira incorporando os personagens.

Olha ela aqui:http://www.youtube.com/watch?v=upL5fbEiC-k

Vivo a paternidade intensamente. E agradeço todos os dias a Deus por me fazer pai, e me ter dado um pai tão bondoso, honesto e justo, que ensinou tudo o que sei e me fez ser o que sou.

Pai, te amo.

Se eu for metade do que o senhor é, serei um gigante!

FELIZ DIA DOS PAIS