– Relembrando quando um grande que caiu para a 2a divisão estadual! Ou não?

Quando se senta em “mesa de bar”, torcedores adoram sacanear uns aos outros. “Cornetar o adversário” é algo divertido para muitos! E com o advento da Internet, ficou mais fácil ampliar o número de debatedores e/ou gozadores. Claro: pela quantidade, cai a qualidade e surgem os “trolls” – os chatos que tumultuam uma boa discussão.

Escrevo isso às vésperas do início da série A2 do Campeonato Paulista, competição que o meu querido time do coração, o Paulista FC da minha Jundiaí, disputará a fim de retornar à elite paulista.

E qual o motivo desse texto?

É que me recordo que, certa feita, quando o Paulista esteve na divisão que antecedia a principal divisão estadual de São Paulo (foi em 1990), Eduardo José Farah remodelou os torneios a fim de modificar as divisões do Futebol Paulista visando a temporada de 1991 (o Galo parou na A3, a duas divisões da elite).

Na época, previa-se que a inchada Primeira Divisão de 90 (com 24 clubes) fosse fundida com a Divisão Especial (que era a de acesso). Assim, DAS DUAS DIVISÕES SURGIRIAM OUTRAS 3 MAIS ENXUTAS PARA 1991: A1, A2 e A3. No discurso, não existiria rebaixamento naquele ano, mas “readequação”, já que até hoje os torneios são chamados de “1a divisão módulo A1, 1a divisão módulo A2 e 1a divisão módulo A3; a série B é chamada de 2a divisão módulo único. Entretanto, na prática, são 4 divisões atualmente.

O São Paulo FC ficou de fora dos 14 melhores colocados que formariam a A1 de 1991 e jogou na A2 (o Paulista de Jundiaí, a uma divisão da elite, foi “reclassificado para a 1a divisão, módulo A3”) mas um adendo ao confuso regulamento previa que, no mesmo ano de 1991, os 5 melhores da A1 e os 3 melhores da A2 se cruzariam e disputariam o título – conquistado pelo próprio São Paulo.

Naquela época, muitos noticiaram que o São Paulo caiu em 1990 para a segunda divisão do estadual. O próprio Telê Santana, em entrevista ao Roda Viva, conta que ”apesar de ter jogado a 2a divisão em 1991 conseguiu ser campeão e reerguer o time” (veja em: http://is.gd/nx5aub). Jornais daquele ano noticiaram o fato (abaixo).

Aí ficaremos com a eterna discussão: o São Paulo caiu para a segunda divisão?

Alguns dirão que SIM, já que disputou a A2 e foi campeão paulista no mesmo ano por um regulamento esdrúxulo. Outros dirão que NÃO caiu pois não havia rebaixamento oficial e a fórmula previa tudo isso.

E você, o que acha? Caiu ou não caiu?

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– O Zero poderá valer mais do que o 45 no Paulistão?

O Campeonato Paulista 2015 começará neste próximo final de semana. Já falamos muitas coisas sobre o torneio, mas há algo a se discutir: quem foi o gênio que criou tal fórmula de disputa?

Reparem o seguinte: como as equipes de um mesmo grupo não se enfrentam, podem “zerar” no torneio. Ou seja: os 5 times poderão encerrar a competição com nenhum ponto dentro da mesma chave. É utópico, mas possível.

A ironia é: o clube com zero pontos que tiver sofrido menos gol desse grupo se classifica para as semifinais, já que o melhor de cada chave assegura classificação. Só que os 4 piores do campeonato (não é o pior de cada grupo) são rebaixados. Portanto, o clube campeão pode ter a mesma pontuação do rebaixado! E um clube com 45 pontos pode ficar de fora da fase 2, de acordo com essa lógica.

Coisa de louco!

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– Conselhos para escrever bem!

Muito bom: Steven Pinker, autor do best seller “A loja do estilo- o guia da pessoa pensante para escrever no século XXI” dá 6 boas dicas para escrever:

1) seja coloquial e visual (imagine que o leitor é tão capaz quanto você, mas não sabe tudo o que você sabe);

2) não confie apenas em si para avaliar a clareza (parece contraditório com a dica anterior, mas pense que nem todos são como você);

3) não esconda o principal (não tente ser inteligente demais, procure ser claro no assunto a ser tratado);

4) não é preciso seguir as regras de correção, mas é bom tentar (licenças criativas são boas, mas avalie quando se deve quebrá-las);

5) leia, leia, leia (simples: leia muito!);

6) revise sempre (releia quantas vezes for necessário para que o leitor tenha tranquilidade de entender).

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– Palmeiras 3 x 2 Red Bull e o Gol Mal Anulado

Estar lutando pelo empate e no último minuto ver o gol legal ser anulado dói, não?

Wilson Júnior deve ter sentido essa dor. Eis que no final da partida amistosa no Allianz Parque, o jogador do time-empresa “caçula da série A1” sofre uma falta do zagueiro do Palmeiras, rapidamente se levanta e fica com a posse de bola, cruzando para Edmilson marcar o gol de empate, 3o do Red Bull no jogo.

Porém… Regildênia Moura, a árbitra da partida, se equivoca e não aplica a lei da vantagem, marcando a falta e anulando o gol.

Lembre-se: posse de bola não significa vantagem; você precisa avaliar uma série de circunstâncias:

1) local da infração (se está na defesa, um zagueiro não prefere vantagem; ou no bico da grande área, se a equipe tiver um bom batedor de faltas, preferirá que se dê a falta);

2) onde ficou a bola (em que posição o jogador que dominará a bola está: entre diversos marcadores ou sozinho?),

3) intensidade da falta (se foi violenta, melhor parar o lance a fim de atendimento médico), e

4) clima do jogo (se o ambiente de disputa estiver ruim…).

Nessa jogada de Wilson Júnior era para dar a vantagem. Lance clássico! Entretanto, a alegação é que a falta foi marcada logo após a infração do palmeirense. Se foi isso mesmo, errou a árbitra em não esperar a jogada se definir; ou seja, precipitou-se. Se apitou depois do domínio de bola, errou ainda mais, pois o jogo fluía favorecendo a quem sofreu a falta.

Regildênia é uma pessoa simpática, ótima árbitra, tem um condicionamento físico espetacular (corre mais do que os homens em testes físicos) fez uma boa partida até os 85 minutos, mas pecou nesse lance.

E você, o que achou da arbitragem?

Deixe seu comentário:

(Assista ao lance aos 2’50” do vídeo, link em: http://www.youtube.com/watch?v=1EXwpwBu-1s)

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– Favores do Governo para a Itaipava e devolução em doação de campanha?

Que história assustadora: a Revista Época desta semana mostra como a Cervejaria Petrópolis (Itaipava) conseguiu favores suspeitos do Governo Dilma em troca de dinheiro para doação de campanha!

Vergonhoso…

Abaixo, extraído da última edição:

UMA TROCA BEM CEVADA

Após ganhar favor milionário do governo, empresário doa R$ 17 milhões para campanha de Dilma

No começo de 2013, o empresário Walter Faria, dono da Cervejaria Itaipava, a segunda maior do país, queria expandir seus negócios ao Nordeste. A primeira parte do plano envolvia a construção de fábricas na região. Ele optou por erguer a primeira em Alagoinhas, na Bahia, em razão de generosos incentivos fiscais. Faltava o dinheiro para a obra, e conseguir crédito não seria uma missão fácil. Faria e seu Grupo Petrópolis, que controla a Itaipava, tinham nome sujo na praça – e uma extensa ficha policial. Deviam R$ 400 milhões à Receita, em impostos atrasados e multas por usar laranjas, além de notas fiscais. Em 2005, Faria fora preso pela Polícia Federal, acusado de sonegação fiscal. Ficou dez dias na carceragem da PF. Três anos depois, em outra operação da PF, Faria acabou denunciado pelo Ministério Público Federal por corrupção ativa, formação de quadrilha e por denúncias caluniosas. Segundo as investigações, Faria armara um esquema para retaliar os fiscais da Receita que haviam autuado sua cervejaria anos antes. Iria difamá-los. Contratara para o serviço ninguém menos que o operador do mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza. A PF encontrou R$ 1 milhão na sede da Itaipava em São Paulo – dinheiro que, segundo a acusação, serviria para pagar chantagistas. Valério foi preso. Mas Faria perseverou.

Diante dessa ficha, qual banco toparia emprestar dinheiro para Faria e suas empresas? O Banco do Nordeste, o BNB, criado no governo de Getúlio Vargas para ajudar no desenvolvimento econômico da região – mas que, desde então, é usado com alarmante frequência para ajudar no desenvolvimento econômico dos políticos que mandam nele. Desde que o PT chegou ao poder, em 2003, o BNB, custeado com R$ 13 bilhões em dinheiro público, vem sendo aparelhado pelo partido. As previsíveis consequências transcorreram com regularidade desde então. Escândalos, escândalos e mais escândalos. O último deles, em 2012, revelado por ÉPOCA, derrubou a cúpula do banco após a PF entrar no caso – e deflagrou uma cascata de investigações dos órgãos oficiais, como a Receita, o Tribunal de Contas da União e o MP. Apesar disso, o aparelhamento petista no BNB perseverou, como Faria perseverara. Ambos perseveraram porque partidos como o PT precisam de empresários como Walter Faria, e empresários como Walter Faria precisam de partidos como o PT.

No segundo mandato de Lula, Faria, segundo fontes do PT e no BNB, tornou-se próximo dos líderes do partido, como o ex-presidente da República e o tesoureiro informal da legenda, João Vaccari. E manteve essas boas relações. Pelas leis da política, a história que se narra a seguir – fundamentada em documentos internos do BNB, relatórios do TCU e entrevistas com os envolvidos – era inevitável. Ainda no começo de 2013, Faria conseguiu obter do BNB um empréstimo de R$ 375 milhões para construir a fábrica na Bahia. Naquele momento, a nova cúpula do BNB, sob o trauma recente do escândalo que derrubara a diretoria anterior, relutava em fazer negócio com Faria. O então presidente do banco, Ary Joel Lanzarin, fez questão de que Faria apresentasse garantias sólidas para o empréstimo. Exigiu uma garantia conhecida como carta-fiança, em que outro banco garante cobrir o valor devido em caso de calote. Para quem empresta, como o BNB, é um ótimo negócio – praticamente zera o risco de calote. Para quem recebe o dinheiro, nem tanto. Uma carta-fiança tem um custo anual, que varia entre 0,5% e 3% do total do empréstimo.

Durante as tratativas, Faria reclamava. Dizia que perderia muito dinheiro com a carta-fiança. Mas capitulou. Ao fim, obteve dois empréstimos, ambos sob as mesmas condições. O de R$ 375 milhões seria destinado à construção da fábrica em Alagoinhas. Outro, fechado depois, em abril de 2014, no valor de R$ 452 milhões, serviria para construir outra fábrica da Itaipava, em Pernambuco. No total, portanto, Faria obteve quase R$ 830 milhões do BNB. Cada empréstimo tinha como principal garantia uma carta-fiança, que cobria integralmente o valor emprestado pelo BNB. Faria teria juros baixos, 11 anos para pagar e dois anos de carência para começar a devolver o dinheiro. Os técnicos do BNB classificaram a operação como segura, em virtude da carta-fiança.

Em conversas com os diretores do BNB, no entanto, Faria não desistia de rever a garantia da carta-fiança. Queria porque queria que o banco abdicasse dela, topando ter como principal garantia as fábricas construídas com o dinheiro emprestado. Faria dizia, nesses encontros, que a exigência da fiança lhe custava o equivalente a 2% do valor dos empréstimos – o equivalente a quase R$ 17 milhões ao ano. Para o BNB, era um pedido aparentemente impossível de atender, como seria para qualquer banco privado. Ainda mais porque, pelo contrato de empréstimo, os juros eram pré-fixados. Ou seja: o BNB não poderia compensar a garantia pior com um aumento nos juros do empréstimo. Segundo as regras do Banco Central e três especialistas de três grandes bancos, se o BNB aceitasse as condições de Faria, teria de rebaixar internamente a classificação de qualidade do empréstimo. Essa medida é obrigatória e forçaria o BNB a reservar dinheiro próprio para pagar ao menos parte da dívida de Faria, caso ele desse calote. No jargão do mercado, isso se chama “provisionamento”. Nenhum banco toparia fazer isso. É um péssimo negócio. “Nunca vi alguém aceitar algo parecido”, diz um economista que trabalha com esse tipo de operação para um grande banco brasileiro.

Mas o impossível é sempre uma possibilidade na política brasileira. Ainda em abril de 2014, Ary Lanzarin, o presidente que tentava moralizar o BNB, deixou o cargo. O PT pressionava para voltar ao comando absoluto do banco. A presidente Dilma Rousseff aceitou. As diretorias do BNB foram entregues novamente a afilhados de políticos petistas, como o ministro da Defesa, Jaques Wagner. Procurado por ÉPOCA, Wagner preferiu não comentar o assunto. O jogo mudara.

Meses depois, no auge da campanha à reeleição de Dilma e dos esforços de arrecadação dos petistas, Faria conseguiu o impossível. No dia 10 de setembro, protocolou o pedido de dispensa da fiança do empréstimo da fábrica na Bahia. Uma semana depois, o pedido foi analisado – numa velocidade espantosa para os padrões de um banco tão lento e burocrático quanto o BNB. Num intervalo de pouco mais de 24 horas, o pedido passou por cinco instâncias do BNB e foi aprovado pelo Conselho de Administração do banco, segundo os documentos obtidos por ÉPOCA. Estava no papel: o BNB aceitara, em tempo recorde, abdicar de uma garantia 100% segura por outras mequetrefes, se comparadas à carta-fiança. De quebra, teve de reservar R$ 3,6 milhões no balanço – o tal “provisionamento” – para cobrir o mau negócio que fechara.

Alguns técnicos do banco não gostaram da solução encontrada. Para demonstrar insatisfação, deixaram claro que a dispensa da fiança não seria inócua para o BNB. Em um documento interno obtido por ÉPOCA, funcionários afirmaram: “O nível de risco atualmente corresponde a 8,75 (AA), quando considerada a fiança bancária. Quando considerada a garantia hipotecária do complexo industrial, passa a ser 6,05 (B)” (leia abaixo). Fica claro que a substituição da fiança só interessava mesmo a Faria. A decisão do BNB também contrariou frontalmente uma das principais cláusulas que permitiram a assinatura do contrato: “Outras instituições financeiras de primeira linha estarão comprometidas com o projeto durante o prazo de 11 anos, visto que a fiança que comporá a garantia da operação terá vigência por todo o período do financiamento”.

No dia 29 de setembro, apenas 12 dias após seu Grupo Petrópolis obter o impossível no BNB, Faria depositou R$ 5 milhões na conta da campanha de Dilma. Até o dia 3 de outubro, a campanha dela receberia outros R$ 12,5 milhões. No total, Faria doou R$ 17,5 milhões. Tornou-se, assim, o quarto maior doador da campanha da presidente. É aproximadamente esse valor que Faria gastaria com as fianças anuais dos dois empréstimos. O pedido para que o segundo empréstimo, o da fábrica em Pernambuco, também seja dispensado da carta-fiança será feito em breve. Segundo fontes na cúpula do BNB, está encaminhado para ser aprovado. 

Procurado por ÉPOCA, o Grupo Petrópolis afirmou, por meio de nota, que a dispensa da fiança gerou economia para a empresa, mas não disse quanto. Afirmou ainda que a fiança foi substituída por outras garantias com “valores até maiores”. Ainda de acordo com a nota, Faria conhece Vaccari, mas negou ter pedido ajuda a ele ou a qualquer pessoa para que a fiança usada no empréstimo do BNB fosse dispensada. Disse, ainda, que todas as doações à campanha da presidente Dilma cumpriram as regras eleitorais. Também por meio de nota, Vaccari disse jamais ter tratado do interesse de qualquer empresa com o BNB. O presidente do BNB, Nelson de Souza, afirmou que a substituição da fiança está prevista nas regras do banco e que nunca esteve com o empresário Walter Faria. Disse, no entanto, que o empresário já esteve com dirigentes do banco para tratar assuntos do interesse dele.

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– Campeonatos Jabuticabas

Daqui alguns dias começarão os Campeonatos Regionais. Tirando os de São Paulo e o do Rio de Janeiro, os demais não dão chances aos pequenos. E esses mesmos pequenos paulistas e cariocas, todos sabemos, estão falidos.

Os pequenos precisam das verbas desses torneios para sobreviverem, e elas existem não por eles, mas pelos grandes.

É sabido que as potências não querem jogar os Campeonatos Estaduais. Mas também não se movem para evitá-los (com exceção, o Atlético Paranaense que tem disputado em seu estado com o Sub 23).

Será que esses torneios não poderiam ser melhor espaçados no calendário? Ou que fossem divisões locais de acesso às nacionais?

Na Inglaterra, existe a Northern Premier League, que congrega times regionais das 7a e 8a divisões e que permitem aos clubes (se tiverem condições financeiras e técnicas) a chegarem à badaladíssima Premiere League (1a divisão). Por quê não podemos ter série E, F, G representando os Regionais? Cravo que um jogo entre Paulista de Jundiaí x Bragantino valendo acesso da 6a divisão para a 5a Nacional levaria mais público do que valendo a queda da 1a divisão para a 2a do Estadual.

Para mim, a resposta para que não se discuta para valer o fim dos regionais (os quais, confesso, sou apaixonado mas entendo a dificuldade financeira do modelo) é clara: a perda de Poder das Federações Estaduais!

No ano passado, Rogério Ceni questionou:

O que vale ganhar o Paulista?

Vencer o Paulistão só vale o status. Mas se perder… o time grande sofre com a pressão!

Algo tem que ser feito. Não dá para abrir um Morumbi para o São Paulo jogar com público de 5.000 pagantes contra o Monte Azul, enquanto o clube gostaria de estar excursionando pela Ásia ganhando dinheiro e treinando. Ao mesmo tempo, não dá também para XV de Piracicaba, Noroeste, América de Rio Preto e tantos outros times tradicionais montarem times para apenas 3 meses e fecharem as portas.

Quem aceitará ceder? Os times grandes continuando com o assistencialismo, clubes pequenos fechando as portas de vez ou as federações estaduais abrindo mão do poder?

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