– Incoerência sobre a Regra do Patrocínio no Futebol?

Me custa entender: se o Ituano quiser usar a marca de cervejas Schincariol em sua camisa (empresa símbolo da cidade de Itu) ou o Paulista desejar usar espumantes Cereser (tradicional fabricantes de bebida de Jundiaí), não poderão. Motivo: bebidas alcoólicas não podem ser patrocinadoras de camisas de clubes de futebol. Esqueça ver a Bhrama e todo o seu poderio financeiro nas costas do uniforme do São Paulo ou da Antártica na do Palmeiras. Isso graças a uma regulamentação do CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), que proíbe anúncios de bebidas e cigarros em equipes esportivas.

Entretanto…

Por muito dinheiro, Marco Polo Del Nero assinou um acordo com a Cervejaria Petrópolis, dona de diversas marcas de cervejas, entre elas, aquela cujo naming rights estampará o torneio: Paulistão Itaipava 2015, desbancando a Chevrolet, último patrocinador.

Só para eu entender a legislação brasileira: não se pode patrocinar quem corre com a bola nos gramados com marcas de bebidas alcoólicas no uniforme; mas, ao mesmo tempo, se pode colocar placas publicitárias estáticas mostrando o nome da cerveja a todo instante?

Aliás: mais um patrocínio milionário que a FPF recebe. Os clubes devem estar contentes com a divisão do bolo, não é? Afinal, a Federação é a união dos clubes cuja função é servi-los.
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