– Hermenegildo Tonoli é Rodovia ou Avenida?

Os radares da Estrada que liga Itupeva a Jundiaí (Rodovia Hermenegildo Tonoli) estão prontos para operar. Ainda estão lá as placas de que estão desativados, mas vez ou outra se vê radar móvel escondido autuando.

Gozado, a rodovia não tem passarela para trazer segurança às CENTENAS de pessoas que a cruzam diariamente do Bairro Medeiros (Jardins Sarapiranga, Teresa Cristina, Carolina, Antonieta e tantos outros) visando acessar as empresas do outro lado da pista, mas tem radar!

Extremamente ultrapassada, a estrada foi reformada mantendo os mesmos retornos perigosos (não dava para fazer alça de acesso ou de alguma outra forma?), além da redução de velocidade para 60 km/h!

Quer dizer que melhorar a trafegabilidade (já que a rodovia é constantemente congestionada) se resolve com radar e multa?

Para passarela não há dinheiro nem boa vontade. Mas para radar, toda a disposição possível.

Lamentável é que o Estado nada faz. Quantas vezes o Governador Geraldo Alckmin veio para Jundiaí e não foi “encostado à parede” para solucionar a falta de passarelas? E isso vem desde a administração do ex-prefeito Miguel Haddad (PSDB) até a atual do prefeito Pedro Bigardi (PCdoB). Durante todo esse tempo, só vemos vereadores indo e vindo ao bairro demagogicamente incentivando reclamações.

Ora, precisamos de ação efetiva! Vereadores, de qual partido sejam, devem pressionar o prefeito para que pressione o governador.

Chega de blá-blá-blá. Aí, quando chegar novamente o período eleitoral, todos virão prometer as mesmas coisas… tanto de esquerda quanto de direita.

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– Davos, La Paz ou Jacarta?

O Fórum Mundial de Davos, na Suíça, reúne costumeiramente os líderes mais importantes do planeta para importantes discussões sobre os problemas econômicos e demais assuntos pertinentes.

Neste ano, os chefes de Estado se reunirão na próxima semana para o Fórum de 2015, a fim de vários debates. Entretanto, nossa presdiente, Dilma Rousseff, não comparecerá! Irá assistir a posse de Evo Moralles para o 3o mandato como presidente da Bolívia…

Que sucessão de “cácas” da dona Dilma! O que é mais importante para nosso país? Festa do cocaleiro Evo em La Paz ou discutir os problemas sociais e econômicos?

Ainda estou com má-vontade para com ela… nada de questão apartidária (sou apolítico), mas custa a crer que ela tirou o embaixador brasileiro de Jacarta em represália ao fuzilamento do traficante que lá estava preso, de acordo com as leis da Indonésia, onde tráfico de Drogas leva à pena de morte.

O curioso é que o agora defunto criminoso não era réu primário (já havia se envolvido com venda de drogas por aqui), e veio à tona o fato de que seu irmão faleceu devido a uma overdose (ambos eram viciados também), segundo informações da Rádio Bandeirantes.

Pra quê tanto esforço da Dilma em trazê-lo de volta para cá? Se não estivesse preso em Jacarta, ele estaria solto por aqui vendendo drogas e tentando viciar nossos filhos!

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– Liberdade de Expressão e de Ação; a Criança Abandonada e o Papa

O papa Francisco foi inserido como um dos protagonistas e criticado sobre o conceito e debate de “Liberdade de Expressão” após declarar que ela deva ter limites, e esse limiar é exatamente a ofensa ao próximo. Ou seja: posso me manifestar a vontade, respeitando os demais cidadãos.

Penso exatamente igual a ele. O mau uso da liberdade de expressão pode trazer consequências indesejáveis devido a fanáticos e malucos que não estejam preparados para viver em sociedade civilizada.

Reinaldo Azevedo, polêmico jornalista de extrema direta e radical em alguns posicionamentos, na contramão desse pensamento, declarou na Rádio Jovem Pan e na Folha de São Paulo que:

“- Francisco tem cabeça e postura de cura de aldeia, não de papa. Suas entrevistas ambíguas são detestáveis. O jesuíta leu mal São Paulo e não sabe que cítara e flauta têm de soar de modo distinto. Suas opiniões sobre o atentado e a liberdade de expressão são covardes, imprecisas e politiqueiras. Deveria se esconder debaixo da cama com Barack Obama para conversar sobre o nada. Ainda bem que nenhum católico vai tentar me dar mil chicotadas por isso”.

Ora, o jornalista defende a liberdade de expressão e ao mesmo tempo critica o Papa pelo que ele expressou. Mas que raio de defesa é essa?

Nós temos um outro problema: a liberdade de ação! Todos nós podemos fumar, temos liberdade de ir a uma tabacaria e comprar cigarros. Mas se deve? Não faz mal à saúde e incomoda os não-fumantes (como eu)?

Nem tudo que é permitido, sempre será devido. Nossas ações são responsáveis por grande parte dos problemas da humanidade. Posso me expressar contra uma determinada religião, mas é correto ofender e escandalizar a quem a professa? Isso não dá o direito de quem se sente ofendido em promover uma jihad (guerra santa), mas deve permitir a expressão do protesto. Processar a revista Charle Hebdo, reclamar e boicotar a publicação são ações livres de resposta. Mas e se expressar com atitude violenta?

Nem a violência moral (ou imoral) deve ser incentivada como a de caricaturas ofensivas de coisa séria, tampouco a violência física como resposta. São nossas ações que conduzirão o futuro da sociedade e da vida de cada um de nós.

Nesta segunda-feira, ainda na Folha de SP, há o relato da missa campal do Papa nas Filipinas. E eis que uma garota que fora abandonada ainda bebê (Glyzelle Palomar, 12 anos) perguntou a ele em encontro de jovens preliminar à celebração na Universidade São Tomás de Manilla:

– “Muitas crianças acabam se envolvendo com drogas e prostituição. Como Deus permite uma coisa dessa?”

Emocionado, Francisco abraçou-a e disse a todos:

“- Nesse lugar, ela foi a única a perguntar uma questão a qual não existe resposta”.

Será que não existe? Para mim, o sumo pontífice quis ser gentil a todos e na sua simplicidade não se prolongou. Mas a ausência dos pais e a criminalidade dos irresponsáveis que defendem o uso de narcóticos e a liberação do sexo ainda precoce seria uma resposta justa; claro, não por omissão de Deus, mas pela liberdade mal gerida por nós, homens e mulheres, a qual não sabemos usar, além dos percalços do dia-a-dia.

Resumindo: o radicalismo, a criminalidade e o mal uso de nossa liberdade (de ação ou de expressão) são as causas que nos fazem discutir algo que dispensaria discussão.
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